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GERAL => O que é o espiritismo => Pluralidade Mundos Habitados => Tópico iniciado por: Victor Passos em 24 de Julho de 2007, 13:34

Título: Outros Mundos
Enviado por: Victor Passos em 24 de Julho de 2007, 13:34

 Outros Mundos
   
Qual seria o interesse dos milhões de astros , que nos rodeiam serem criados , senão fosse com  um objectivo? Se Deus em tudo solicitou enormidade e sequência organizadora, prova de que nada foi feito ao acaso.Se existem seres vivendo em vários habitats, tais , como a água, terra e ar, preparados para se poderem deslocar, respirar, alimentar em conciliação com o meio , com toda a certeza se foram também , criados meios de adaptação a outros espiritos ,mais evoluidos ou menos , de forma a poderem ser inseridos em outros Planetas que não este apenas.  O O mundo terreno ,inclusive é formado por vários Países, cidades , aldeias,ilhas, penínsulas, insulas. Constituido por zonas frias , e quentes , ou seja com diferença de condições de habitabilidade, porém existe vida lá. Negros , amarelos, brancos , mestiços, mulatos...com diferente linguagem , mas sempre possíveis de se comunicar, enfim uma infinidade de diferenças físicas e intelectuais que não os tira de serem espiritos que foram criados simples e ignorantes,. E que foram evoluindo e continuam , até terem um estatuto angelical superior e não ter necessidade de encarnar mais.Atendendo ao seu grau evolutivo moral , espiritual e intelectual. Mesmo que não tenhamos  a prova material e visível da presença de espiritos noutros Mundos, também nada prova que não existam também.No livro dos Espiritos, questão 18, é colocada esta pergunta:
 
Penetrará o homem um dia o mistério das coisas que lhe estão ocultas?

Re: “ O veu se levanta a seus filhos à medida que ele se depura, mas para compreender certas coisas, são-lhe precisas faculdades que ainda não possui.
 Por isso apesar de não podermos provar materialmente, sabemos que Deus não previligia ninguém,mas também nos vai prejudicar e que aos poucos tudo se irá perceber, mas somente a nossa evolução trará mais lucidez e claridade aquilo que ainda não nos é permitido tomar por certo.
O Livro dos Espíritos

Questões 55 a 59:

Sim! Há vida em todos os globos que se movem no Espaço!;
Deus povoou de seres vivos os mundos e pensar ao contrário será duvidar de Sua sabedoria [por que o Criador faria coisas (mundos) inúteis?];
    a constituição física dos habitantes difere de mundo a mundo, embora a forma corpórea, em todos os mundos seja a mesma da do homem terrestre, com menor ou maior embelezamento e perfeição, segundo a condição moral dos habitantes;
    mundos afastados do Sol têm outras fontes de luz e calor, adequados à constituição dos respectivos habitantes; muitos mundos têm fontes próprias, tais como a eletricidade, com outros empregos, sem compreensão terrena.


Continua
Título: Re: Outros Mundos
Enviado por: Victor Passos em 24 de Julho de 2007, 13:38
continuação

  Questões 172 a 188:
    a existência corporal na Terra é das mais grosseiras e das mais distantes da perfeição;
    as diversas existências físicas do homem podem ser na Terra bem como em outros mundos; o início dessas existências não terá sido aqui, bem como seu término também não o será; a multiplicidade de vidas na Terra proporciona uma enorme gama de aprendizados ao Espírito; em cada mundo há uma gradação de valores morais dos seus habitantes;
    o conhecimento de detalhes físicos e morais sobre os habitantes de outros mundos perturbaria aos terrestres, daí não lhes ser revelado ainda; (grifamos)
    infância e duração da existência nos mundos superiores à Terra são mais curtas, aquelas, e mais longas, estas, dado que corpos mais subtis têm menos factores a miná-los;
    o perispírito (corpo que reveste o espírito) é formado de matéria específica de cada mundo, sendo que os espíritos puros têm envoltórios “extremamente” etéreos:
Obs.: disseram os espíritos a Allan Kardec, quanto ao grau de evolução dos habitantes do Sistema Solar:
    Marte: inferior à Terra;
    Júpiter: muito acima de ambos (na coleção da Revista Espírita, muitos espíritos que habitaram na Terra disseram estar em Júpiter);
    Sol: não tem habitantes; contudo, é local de reunião de espíritos superiores.

O Evangelho Segundo o Espiritismo
Cap. III, n° 3 e 4:
    
há mundos cujas condições morais dos seus habitantes são inferiores às da Terra; em outros, são da mesma categoria; há mundos mais ou menos superiores e, finalmente, há aqueles nos quais a vida é, por assim dizer, toda espiritual;
    classificação dos mundos (puramente pedagógica) segundo seu estado moral e destinação:
   mundos primitivos: primeiras encarnações da alma;
        mundos de expiação e provas: domínio do mal (a Terra é desta classificação);
   mundos de regeneração: as almas ainda têm o que expiar, mas ali    encontram repouso das fadigas;
        mundos ditosos: predomínio do bem;
        mundos celestes ou divinos: habitação dos Espíritos depurados; neles, reina exclusivamente o bem.

A Gênese
Cap. XI, n°s 7 a 9:
    desde toda a eternidade Deus criou mundos materiais e seres espirituais, pois se assim não fora tais mundos careceriam de finalidade; os seres são criados simples e ignorantes, tendo por final a evolução, rumo à angelitude;
    antes da existência da Terra mundos sem conta haviam sucedido a mundos...

continuação
Título: Re: Outros Mundos
Enviado por: Victor Passos em 24 de Julho de 2007, 13:42
Continuação

Revista Espírita

Publicação mensal, de 1858 a 1869 ,Kardec adverte que os textos publicados são referentes a factos que chegavam ao seu conhecimento – comunicações mediúnicas (na maioria) e cartas de leitores. A publicação era realizada se fosse útil aos demais leitores. Sem sua opinião, seria apenas editor e compilador. Ele apenas se limitou a publicar ,porém contando com sua aprovação, não mostrando seu pensamento.  Deduz - se que, no mínimo, atribuiu aos textos o beneficio da duvida ou seja não reprovando considera-os uma possibilidade.Vejamos então o que diz algumas publicações;

Revista Espírita - Março/1858
Marte: vida inferior à da Terra (Obs.: esse registro corrobora a longa “nota de rodapé” inserta na questão n° 188 de O Livro dos Espíritos, de Abril/1857);
Urano: habitantes com moral mais elevada do que a dos terrestres;
Júpiter: o mais avançado dos planetas do Sistema Solar. Seus habitantes:
    corpos de conformação semelhante à terrena, mas de maior leveza;
    deslocam-se roçando ao solo, sem fadiga (como os peixes e as aves);
    na morte, os corpos não são submetidos à decomposição pútrida: dissipam-se;
    alimentam-se de frutas, plantas e emanações nutritivas do meio ambiente;
    expectativa de vida: cerca de 500 anos (quase não há doenças);
    infância: dura apenas alguns dos nossos meses;
    linguagem: quase sempre de espírito a espírito (mas há, também, a linguagem articulada);
    ocupações: puramente intelectuais;
    vidência (segunda vista): permanente, para a maioria dos habitantes;
    animais: mais inteligentes que os animais terrestres, mas sem se aproximar do nosso nível; são encarregados dos trabalhos manuais;
    arquitectura: na Revista Espírita de Agosto/1858, em anexo, foi distribuído detalhado desenho de uma habitação em Júpiter (a casa de Mozart), desenho esse realizado por médium desenhista, muito elogiado por Kardec; entrevistado, mediunicamente, Mozart declarou que tem Cervantes e Zoroastro por vizinhos. 

Revista Espírita - Agosto/1862

“O planeta Vénus” é um ditado mediúnico espontâneo, do espírito Georges, o qual comparece em vários números da Revista Espírita. Disse ele sobre Vénus:
    ar: subtil, como o das altas montanhas terrenas; impróprio para os terrestres; mar profundo e calmo; divisões, querelas e guerras são desconhecidas; artes sublimes substituem a indústria terrestre;
    habitantes: semelhantes aos da Terra; têm adoração constante e activa ao Ser Supremo, sem cultos;
    alimentação: à base de frutas e de lacticínios; ignoram nutrição por carne; não existem doenças;
    expectativa de vida: infinitamente mais longa do que não o é a prova terrestre; a velhice é o apogeu da dignidade humana;
    vestes: uniformes, grandes túnicas brancas.
Porém melhor que ninguém  Jesus, quando afirmou: “Há muitas moradas na casa do meu Pai”. Nos reforça a Pluralidade dos Mundos.

 Victor Passos

Apoio- Evangelho Segundo Espiritismo
              Livro dos Espiritos
              Livro da Genese
              Revista Espirita- 1858 -1862
Título: Re: Outros Mundos
Enviado por: Gigii em 16 de Setembro de 2007, 00:23
Victor Passos, muito boa a sua compilação sobre este assunto.

Tenho no entanto umas certas dúvidas (me perdoem a franqueza) em relação ás mensagens do espirito de Mozart.
Lembro-me inclusive que Kardec, também analisava com muita atenção essas mensagens, pois mais de uma vez elas foram adulteradas por outros espiritos que se fizeram passar por ele.
E as minhas duvidas são em relação á personalidade de Mozart aquando da sua existência como gênio musical.
Segundo algumas referências históricas (e podemos ver algumas evidências do seu comportamento, por vezes leviano, no filme "Amadeus"), Mozart era genial, ou como diriamos no presente, sobredotado na musica, mas na vida privada era verdadeiramente irresponsável, e muito dado a festas sociais onde em nada abonava a moral e os bons costumes...
Pergunto-me se a genialidade para a musica era também de indole moral... A ponto de ir em existencia posterior para o planeta mais evoluido do nosso sistema solar.
Não sei...tenho as minhas duvidas.
No entanto, isso nem será de grande importância, pois como sabemos, alguns espiritos usam o nome de outros, para chamar a nossa atenção para certos ensinamentos.

É apenas uma opinião...
Um abraço
Gi
Título: Re: Outros Mundos
Enviado por: Victor Passos em 16 de Setembro de 2007, 14:48
Ola Regina
Muita Paz

       
Citar
Tenho no entanto umas certas dúvidas (me perdoem a franqueza) em relação ás mensagens do espirito de Mozart.
Lembro-me inclusive que Kardec, também analisava com muita atenção essas mensagens, pois mais de uma vez elas foram adulteradas por outros espiritos que se fizeram passar por ele.
E as minhas duvidas são em relação á personalidade de Mozart aquando da sua existência como gênio musical.

    Minha boa amiga,tem toda a razão, os próprios Espiritos superiores nos dizem para testarmos tudo e não aceitar, sem estudo sério e e nutrido de razoabilidade e bom senso, só assim nos faremos cônscios da verdade.

   
Citar
E as minhas duvidas são em relação á personalidade de Mozart aquando da sua existência como gênio musical.
Segundo algumas referências históricas (e podemos ver algumas evidências do seu comportamento, por vezes leviano, no filme "Amadeus"), Mozart era genial, ou como diriamos no presente, sobredotado na musica, mas na vida privada era verdadeiramente irresponsável, e muito dado a festas sociais onde em nada abonava a moral e os bons costumes...
Pergunto-me se a genialidade para a musica era também de indole moral... A ponto de ir em existencia posterior para o planeta mais evoluido do nosso sistema solar.

   Amiga antes demais , nós podemos ser bons moralmente e não termos nada de intelectualidade ou vice-versa.O saber não é sinonimo de moral, até porque por exemplo existem irmãos que não tem religião, ou seja são agnostos e tem mais moral do aqueles que a seguem.
    Não existe um conceito quantificado de valores, dizem os espiritos que só nos completaremos aquando da valoralização moral , intelectual e espiritual estiverem equilatadas, por enquanto , haverá sempre a supremacia de uma pelas outras.
    Quanto a Mozart, realmente segundo alguns dados ele , não era fogo ,nem água, porém, não podemos esquecer que os escritos da Revista Espirita, tal como Kardec disse, são escritos de individualidades, e que por serem relevantes, os colocava.
     Não posso provar o  valor moral pelos ditames ,porque não sou da sua era, porém tal como diz a amiga dependendo como encaramos a intenção dos escritos, que sendo individuais podem trazer influências ,que podem ser inverdades, mas não podendo confrontar como lhe digo a veracidade ou não, pois temos que avaliar esses dados pelo Controle Universal dos Espiritos...è o que lhe posso dizer amiga.

Espero ter ajudado , muita paz

Victor Passos
Título: Re: Outros Mundos
Enviado por: Ann@ em 05 de Novembro de 2007, 12:15
Olá amigos,


Este tópico é muito interessante!

Eu sempre acreditei em vida em outros planetas, muito antes de estudar o espiritismo e ler sobre isso dentro da doutrina espírita. Nunca achei que eramos os únicos; dentro da minha cabecinha da criança já achava que era muito espaço para pouca vida :D :D

Também nunca me preocupei em como seria a vida em outros planetas, infelizmente (ou felizmente quem sabe???), nossa ciência não pode explicar todas as coisas ainda, o que não quer dizer que não existam; no ramo da medicina por exemplo, muitas doenças e curas estão sendo descobertas e assim será com o avanço do conhecimento, como podemos comparar o que sabíamos no início do século passado e o que sabíamos no seu final.

A pouco tempo atrás meu filho me perguntou como o homem chegou aqui na Terra, pois a professora havia falado que na época dos dinossauros não existia a vida humana. Eu expliquei a ele, de maneira superficial, o que o espiritismo nos explica, dizendo inclusive sobre a atração vibratória, pois ele já assistiu algumas reuniões de estudos que fazemos. A resposta dele foi ótima: poxa vida e tem gente que não acredita em vida em outros planetas!!!

Para mim é lógica, e pode ser que eu esteja errada, mas é assim que hoje penso e acredito. Acho importante que as pessoas procurem e pesquisem, mas eu sinceramente não tenho muita curiosidade em saber como é a vida neste ou naquele planeta, nem da minha eu cuido direito;D ;D, mas tenho absoluta certeza que ela existe.

Bjs

Anna
Título: Re: Outros Mundos
Enviado por: Vitor Santos em 05 de Novembro de 2007, 13:22
Olá

Também creio firmemente que há vida noutros planetas, na nossa galáxia ou noutras.

Sem falar em espiritismo, acredito que a probabilidade matemática da existência de vida noutros mundos é maior do que a probabilidade de sermos únicos.

Falando na perspectiva espirita, não pode ser de outro modo. Porque razão, num universo que tem, no minimo, milhões ou biliões de anos de luz de comprimentos, Deus ía criar vida nesta bolinha minuscula, menor que uma gota de água num oceano?

Quanto à existência de vida no nosso sistema solar, tenho dúvidas. Mas ainda não está provado pela ciência que não é como Kardec pensava

bem hajam
Vitor Santos
Título: Re: Outros Mundos
Enviado por: Flor de Liz em 03 de Maio de 2008, 22:39
Chamo a atenção também para o fato de que a própria ciência acredita que existam outros mundos habitados. Ainda não nos são possíveis de ver, mas... Acredito ser interessante conferir a opinião do astrônomo Carl Sagan, disponível em algumas citações, aqui: http://pt.wikiquote.org/wiki/Carl_Sagan

Ou mesmo conferir um vídeo [do próprio Sagan], chamado "O pálido ponto azul" : http://www.youtube.com/watch?v=EjpSa7umAd8



Beijos  :-*
Título: Re: Outros Mundos
Enviado por: Victor Passos em 05 de Maio de 2008, 10:48
Ola muita paz e harmonia
Amiga Flor Liz

   Grato por compartilhar e realmente , temos mesmo que acreditar e não nos acharmos únicos....Mas a seu tempo vão aparecendo descobertas que nos vão orientando nesse sentido.

Muita paz

Oceanos em TITÃ...existe vida noutros planetas?!


NASA descobre oceanos em Titã


Filomena Naves
AP/NASA (imagem)         
São mares imensos, mas não têm água, nem épocas balneares, porque lá longe, a mais de 1,2 mil milhões de quilómetros de distância da Terra, faz muito, muito frio - algo como uns inimagináveis 180 graus Celsius negativos. Mesmo assim, a descoberta destes oceanos na superfície de Titã, a maior das luas de Saturno, e a segunda em dimensão do sistema solar, está a entusiasmar os cientistas.

Estes mares - um deles tem cem mil quilómetros quadrados e é maior do que o "nosso" Mar Negro - são feitos de hidrocarbonos, e talvez de metano também. E poderão ser a solução para um dos grandes enigmas que envolvem Titã, a sua densa atmosfera cor-de-laranja, confirmando assim uma teoria velha de um quarto de século.

A descoberta dos oceanos, ontem anunciada, resultou de medições feitas com o radar da sonda Cassini, da NASA. Esta nave está desde 2004 na órbita de Saturno e conta já no seu currículo - e em parceria com a pequena sonda europeia Huygens, que há dois anos desceu na superfície de Titã -, com algumas descobertas importantes sobre o planeta dos anéis e as suas dezenas de luas.

Mas porque nunca tinham sido vistos antes estes oceanos, se a sonda anda por lá há mais de dois anos? É simples. A Cassini não está sempre próxima de Titã e, de cada vez que sua órbita se aproxima dela, não consegue tirar medidas à lua inteira, mas apenas a porções dela. No ano passado, já tinham sido detectados ali pequenos lagos de metano, mas isso não chegava para explicar uma atmosfera feita de metano tão densa como é a de Titã. Da última vez que a nave passou junto àquela lua, o radar foi apontado a norte, junto ao pólo e, finalmente, os cientistas acertaram na mouche.

A composição dos oceanos é que não tem nada a ver com aquilo que estamos a habituados ver na Terra. Não há ali extensões líquidas de água. Provavelmente os mares agora encontrados têm uma superfície mole feita de hidrocarbonos e de metano gelado, componentes que juntamente com outros que também ali existem são essenciais à "fabricação" da vida.

E se ninguém coloca seriamente a hipótese de existir vida tão longe do Sol, pelo menos o processo através do qual aquela atmosfera é constantemente alimentada de metano, para formar as espessas camadas de nuvens que a compõem, fica agora finalmente mais clara: os gases são emitidos para a atmosfera e a fonte são os imensos oceanos agora descobertos. Determinar o conteúdo exacto das bacias oceânicas é agora o próximo passo.

sinto-me: Carpe Diem

NASA descobre oceanos em Titã


Filomena Naves
AP/NASA (imagem)
Título: Re: Outros Mundos
Enviado por: Vitor Santos em 08 de Maio de 2008, 17:58
Olá Flor

Obrigado. Gostei muito de ouvir o Chico Xavier.

Não entendi que a resposta tenha alguma novidade especial, para ser sincero, mas é a resposta inteligente, expectável por parte de uma pessoa como o Chico.

Eu sou um crente que há vida em outros planetas e acho que é um preconceito achar que essa vida tem de ser como é aqui na terra. Ou seja, acredito no que dizem os espiritos da Codificaçao nesta matéria, tal como o grande Chico diz na entrevista (e como confirmou Emmanuel, se bem percebi).

Junto de cada planeta, contudo, os perispiritos alteram-se. Na terra a aparência dos desencarnados, imagino eu, deve ter mais a haver com o nosso corpo fisico. Por isso é natural que os espiritos que os médiuns vêm na terra tenham um perispirito parecido com o nosso copro fisico.

Noutros planetas, o mesmo espirito terá um perispirito diferente, condinzente com as caracteristicas desses planetas. Como diz a Codifcação.

bem hajas
Título: Re: Outros Mundos
Enviado por: Flor de Liz em 08 de Maio de 2008, 18:10
Exatamente, Vitor. Também é o que penso.
A resposta do Chico não traz novidade alguma, mas uma simplicidade imensa.E isso me agrada porque qualquer pessoa é capaz de interpretá-la.

 :-*
Título: Re: Outros Mundos
Enviado por: Vitor Santos em 08 de Maio de 2008, 19:59
Olá

Nunca tive a oportunidade de ver o Chico ao vivo. Tenho pena de não ter tido essa oportunidade.

Mas olhar para ele e ouvi-lo, é de facto inspirador. Ele transmite-nos carinho, inspira-nos ternura, é humilde e simples como todos os grandes homens, mas transmite segurança, confiança, inteligência. Enfim: transmite-nos e inspira-nos tudo o que é bom. Não haja dúvida.

bem hajas
Título: Re: Outros Mundos
Enviado por: Vitor Santos em 02 de Julho de 2008, 23:04

Como você, muitas pessoas não se revêem neste mundo onde vivemos.

Eu tb gostava de viver num mundo melhor, pois já há muitos anos que percebi que o materialismo não era a via que dava sentido á minha vida. E este mundo é ainda muito materialista.

Este não não é um mundo feliz. É um mundo de nivel moral ainda relativamente baixo.

Em relação á memórias de que fala, parecem ser do momento imediatamente anterior à sua reeencarnação.

Tanto quanto sei, as pessoas estão num determinado mundo porque ainda precisam de passar por experiências relativas a esse mundo, ou seja, têm um nivel moral adequado ao mundo em que vivem, ou então porque têm missões para cumprir, que, normalmente, têm a haver com apoiar outras pessoas (fazer o bem a a nivel particular ou colectivo). Podem também ter de reparar mal feito noutras rencarnações, fazendo o bem nesta.

A melhor forma que sei de evitar voltar para um mundo equivalente ao que este é agora, é superando-se a si mesmo, de forma a merecer um mundo melhor.

Começando pela chave essencial: o auto-conhecimento, você vai percebendo aquilo que precisa de fazer para evoluir moralmente. No seu interior encontrará o caminho correcto, pois está escrito na consciência de todos os homens.

Os espiritas acreditam na reencarnação, como sabe. Você, como cada um de nós, pode ter participado para o mundo em que vivemos ser o que é, noutras vidas. Nesse sentido, dormimos na cama que nós próprios fizémos. Não há de que se queixar.

bem haja
Título: Re: Outros Mundos
Enviado por: Gigii em 03 de Julho de 2008, 09:07
Com muitos assim acontece: sensação de estarmos rodeados por estranhos, uma constante inadaptação, uma saudade desconhecida, um sentimento de agrilhoamento a uma vida que nos impede de "voar"...

A meu ver, é o resultado de um certo desapego material alcançado na vivencia espiritual, mas ainda sugeitos ás provas na terra (pois sem elas não progrediamos), nós "recordamos" aquele bem estar, aquela felicidade que temporáriamente, deixamos...

Não me parece que seja mudança de mundos,mas sim de planos...como sabemos ninguém retrogride.

Cabe-nos por aceitar esta vivencia como algo que é bom para nós, e torná-la numa experiencia "colhedora" de felicidade, pois sabemos que a vida na matéria é ilusória e temporária...só a vida espiritual é real.

É o que eu sinto...
Título: Re: Outros Mundos
Enviado por: Jorge em 03 de Julho de 2008, 09:12
Olá amigos,

... Sem dúvida. É que para ganhar o céu será preciso cumprir com os deveres na Terra.

Onde é que eu já li isto ?!  :)

Abraços fraternos.
Jorge
Título: Re: Outros Mundos
Enviado por: Gigii em 03 de Julho de 2008, 09:20
Querido Jorge...mas é mesmo não é?  :-*
Título: Re: Outros Mundos
Enviado por: Victor Passos em 03 de Julho de 2008, 11:09
OLa bons Amigos
Muita paz

       Olá Meu bom Amigo Muita paz
    Todos nós reencarnamos com um objectivo, e esse mesmo tem como espelho, a Lei de causa e efeito.  Ninguém é colocado num plano, só porque tem que passar provas e expiações, mas porque na sua caminhada existem determinados rumos que ainda não se conseguiram atingir, por isso aqui estamos.  Reajuste, evolução e felicidade tudo se encadeia numa mesma estrada que nos levará à nossa valorização moral e espiritual e intelectual.
   As reminiscências do passado , mesmo do presente são  retenções de vontade ou conflito,de boa aceitação ou rejeição , como o Amigo as exprime e elas são normalíssimas, pois nós quando depuramos nossas fragilidades advindas de reencarnações anteriores , somos preparados para podermos enfrentar outras, e só reencarnamos quando estamos equilibrados, por isso o se achar fora do lugar que devia estar e até pensar que estaria num Mundo melhor!.... Mas não bom Amigo, pelo contrário tem que se adaptar à presença dos pequenos,  como todos somos, para crescer como Vitor Santos diz e bem. Se aqui estacionamos, não é por simples mero acaso, mas porque retemos em nós conflitos interiores, que nos faltam limar, e o não gostar deste Mundo , já é um acto de fragilidade, porque qualquer bom espírito, está bem aonde seja colocado, pois tem sabedoria espiritual , a moral e tudo se acha mais fácil, e a melhor forma que temos de gostar deste Mundo começa por nós, na auto-estima…
   Se é possível um bom espírito reencarnar num Mundo inferior, estão aí imensos , mas em Missão de ajuda e não em provação ou expiação, Eles fazem-no de livre vontade, e como vê em seu caso não será assim, eles não sentem repulsa, amam o que fazem………..
    Busque amar o que o envolve, conheça-se a si mesmo, está trabalhando para se entender, as respostas estão em si, melhor que você para superar essa sensação de repulsa, lembre-se a felicidade só advém da nossa coragem, vontade e busca de superarmos as nossas repulsas.
    A melhor solução é “Amar Deus acima de todas as coisas e ao próximo como a nós mesmos”
 E “ Ide e Instrui-vos”

Muita paz e harmonia
Abraço Fraterno

VICTOR PASSOS
Título: Re: Outros Mundos
Enviado por: priiiiscila em 20 de Setembro de 2008, 01:27
quando eu leio/ouço sobre outros mundo habitados eu lembro das teorias 3D e outras de Fisica Quantica. Se a ciencia diz q nao tem como provar, vem uma outra e aponta uma soluçao aquela questao. é interessante estudar mais as ciencias e ter a humildade de perceber q nao sabemos nada de sse mundo.
Título: Re: Outros Mundos
Enviado por: Victor Passos em 21 de Setembro de 2008, 22:50

  Ola priscila muita paz

Não tenho andado muito por aqui pois estou a estudar para provas de exame...

  Ninguém deve ter que se preocupar, com o que os outros pensam, temos sim, é que valorizar , as realidades , e elas não são somente da nossa era...claro que existem os que acreditam só vendo...os que acreditam apalpando...e aqueles que dão logica e caminho aquilo que seguem, todos sabemos que nós estamos a anos luz de ter certezas, mas daí a estarmos a pensar no conceito ilusório é uma mistificação...acredito na reencarnação...logo acredito que tem de existir algo além deste Mundo...como é !?...Existem vários relatos de Espiritos , porém teremos que saber viver com aquilo que a nossa evolução alcança...por isso respeito sua opinião e detodos ...

Muita paz e daqui a pouco tempo estarei mais livre para ser mais actuante no forum..

VICTOR PASSOS


Onde é o céu?
 

REVISTA ESPÍRITA

Jornal de Estudos Psicológicos Publicada sob a direção de Allan Kardec
1858 – 2008

150 anos

 março de 1865

 

O vocábulo céu se diz, em geral, do espaço indefinido que circunda a terra e, mais particularmente, da parte que está acima do nosso horizonte. Vem do latim caelum, formado do grego koitos, ôco, côncavo, porque o céu parece aos nossos olhos como uma imensa concavidade. Os Antigos acreditavam na existência de vários céus superpostos, compostos de matéria sólida e transparente, formando esferas concêntricas, das quais a terra era o centro. Girando em torno da terra, essas esferas arrastavam consigo os astros, que se achavam em seu circuito.


Esta idéia, devida à insuficiência dos conhecimentos astronómicos, foi a de todas as teogonias, que fizeram dos céus, assim escalonados, os diversos graus da beatificação; o último era a morada da suprema felicidade. Segundo a opinião mais comum, havia sete. Daí a expressão Estar no sétimo céu, para exprimir a felicidade perfeita. Os muçulmanos admitiam nove, em cada um dos quais aumenta a felicidade dos crentes. O astrônomo Ptolomeu (1) contava onze, dos quais o último era chamado Empíreo (2), devido à deslumbrante luz que ali reina. É ainda hoje o nome poético, dado ao lugar da eterna beatitude. A teologia cristã reconhece três céus: o primeiro é o da região do ar e das nuvens; o segundo é o espaço onde se movem os astros; o terceiro, além da região dos astros, é a morada do Altíssimo, a casa dos eleitos, que contemplam Deus face a face. É em vista desta crença que se diz que São Paulo foi levado ao terceiro céu.


As diversas doutrinas concernentes à morada dos bem-aventurados repousam, todas, no duplo erro que a terra seja o centro do universo e que a região dos astros é limitada. Foi para além deste limite imaginário que todas colocaram a morada feliz e morada do Todo-Poderoso. Singular anomalia, que coloca o autor de todas as coisas, o que as governa todas, nos confins da criação, em vez de no centro de onde a radiação de seu pensamento poderia estender-se a tudo!


Com a inexorável lógica dos fatos e da observação, a ciência levou seu facho até às profundezas do espaço e mostrou a inanidade de todas essas teorias. A terra já não é o pivô do universo, mas um das menores astros rodando na imensidade; o próprio sol não passa de um centro de um turbilhão planetário; estrelas são inumeráveis sois, em torno dos quais circulam mundos incontáveis, separados por distancias apenas acessíveis ao pensamento, posto que pareçam tocar-se. Nesse conjunto, regido por leis eternas, nas quais se revelam a sabedoria e a onipotência do Criador, a terra não aparece senão como um ponto imperceptível e um dos menos favorecidos para a habitabilidade. Desde então se pergunta por que Deus a teria feito como única sede da vida e para aí teria relegado suas criaturas prediletas. Ao contrário, indica que a vida está por toda a parte, que a humanidade é infinita como o universo. Revelando-nos a ciência, mundos semelhantes à terra, Deus não os podia ter criado sem objetivo. Deveria tê-los povoado por seres capazes de os governar.


As idéias do homem estão na razão do que sabe. Como todas as descobertas importantes, a da constituição dos mundos lhe deve ter dado um outro curso. Sob o império desses novos conhecimentos, suas crenças devem ter-se modificado. O céu foi deslocado; a região das estrelas, não tendo limites, não mais lhe pode servir. Onde está ele? Ante uma tal questão, todas as religiões ficam mudas.


O Espiritismo vem resolve-la, demonstrando o verdadeiro destino do homem. A natureza deste último, e os atributos de Deus, tomados como ponto de partida, levam à conclusão.


O homem é composto do corpo e do Espírito. O Espírito é o ser principal, o ser de razão, o ser inteligente; o corpo é o envoltório material, que reveste temporariamente o Espírito, para a execução de sua missão na terra e ao trabalho necessário ao seu adiantamento. Uma vez gasto, o corpo se destrói e o Espírito sobrevive à sua destruição. Sem o Espírito, o corpo é apenas matéria inerte, como um instrumento privado do braço que o maneja; sem o corpo, o Espírito é tudo: vida e inteligência. Deixando o corpo, entra no mundo espiritual, de onde havia saído para encarnar-se.


Há, pois, o mundo corporal, composto de Espíritos encarnados, e o mundo espiritual, formado dos Espíritos desencarnados. Os seres do mundo corporal, pelo mesmo fato de seu envoltório material, estão presos à terra, ou a um globo qualquer; o mundo espiritual está por toda a parte, em redor de nós e no espaço; nenhum limite lhe é marcado. Em razão da natureza fluídica de seu envoltório, os seres que o compõem, em vez de se arrastarem penosamente no solo, transpõem as distâncias com a rapidez do pensamento. A morte do corpo é a ruptura dos laços que os retêm cativos.


Os Espíritos são criados simples e ignorantes, mas com aptidão para tudo adquirir e para progredir, em vista de seu livre arbítrio. Pelo progresso, adquirem novos conhecimentos, novas faculdades, novas percepções e, em conseqüência, novos prazeres desconhecidos aos Espíritos inferiores; eles vêem, ouvem, sentem e compreendem o que os Espíritos atrasados não podem ver, nem ouvir, nem sentir, nem compreender. A felicidade está na razão do progresso realizado; de sorte que, de dois Espíritos, um pode não ser tão feliz quanto o outro, unicamente porque é tão adiantado intelectual e moralmente, sem que haja necessidade de se acharem em lugares diferentes. Posto estejam um ao lado do outro, um pode estar nas trevas, enquanto tudo é resplendente em redor do outro, absolutamente como para um cego e um vidente que se dessem as mãos: um percebe a luz, que não faz qualquer impressão sobre seu vizinho. A felicidade dos Espíritos é inerente às qualidades que possuem: assim, a desfrutam onde quer que se encontrem, na superfície da terra, entre encarnados ou no espaço.

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Título: Re: Outros Mundos
Enviado por: Victor Passos em 21 de Setembro de 2008, 22:54
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Uma comparação vulgar dará melhor ainda a compreender esta situação. Se num concerto estiverem dois homens, um bom músico e de ouvido educado, o outro sem conhecimento de música é com o ouvido pouco delicado: o primeiro experimenta uma sensação de satisfação, ao passo que o segundo fica insensível, porque um compreende e percebe o que no outro não causa nenhuma impressão. Assim é com todos os prazeres dos Espíritos, que estão na razão da aptidão para os sentir. O mundo espiritual tem esplendores em toda parte, harmonias e sensações que os Espíritos inferiores, ainda submetidos às influências da matéria, nem mesmo entrevêem, pois só são acessíveis aos Espíritos depurados.


Nos Espíritos o progresso é fruto do próprio trabalho. Mas, como são livres, trabalham por seu adiantamento com maior ou menor atividade ou negligência, conforme sua vontade; assim, apressam ou retardam seu progresso, e, por isto mesmo, sua felicidade. Ao passo que uns avançam rapidamente, outros se arrastam por longos séculos nas fileiras inferiores. São, pois, os próprios artífices de sua situação, feliz ou infeliz, conforme a palavra do Cristo: "A cada um segundo as suas obras." Todo Espírito que fica para trás não pode lamentar-se senão de si mesmo; o que avança tem mérito. A felicidade que conquistou não passa de premio aos seus olhos.


A felicidade suprema só é partilha dos Espíritos perfeitos, isto é, dos puros Espíritos. Eles só a atingem depois de haver progredido em inteligência e moralidade. O progresso intelectual e o progresso moral raramente marcham juntos; mas o que o Espírito não faz num tempo, fá-lo-á em outro; de sorte que os dois progressos acabam por atingir o mesmo nível. Eis a razão pela qual, por vezes, se vêem homens inteligentes e instruídos muito pouco adiantados moralmente, e reciprocamente.


A encarnação é necessária ao duplo progresso moral e intelectual do Espírito: ao progresso intelectual, pela atividade que é obrigado a desenvolver no trabalho; ao progresso moral, pela necessidade que os homens tem uns dos outros. A vida social é a pedra de toque das boas e más qualidades. A bondade, a maldade, a suavidade, a violência, a benevolência, a caridade, o egoísmo, a avareza, o orgulho, a humildade, a sinceridade, a franqueza, a lealdade, a má-fé, a hipocrisia, numa palavra, tudo móvel, por objetivo e por estimulante as relações do homem com os seu, semelhantes. Por isto, quem vivesse só nem teria vícios, nem virtudes. Se, pelo isolamento, se preserva contra o mal, anula o bem.


Uma única existência corporal é manifestamente insuficiente para que o Espírito possa adquirir tudo o que lhe falta em bem e se desfazer de tudo o que em si é mau. O selvagem, por exemplo, jamais poderia, numa só encarnação, atingir o nível moral e intelectual do mais adiantado Europeu? Isto é materialmente impossível. Deve-se, pois, ficar eternamente na ignorância e na barbárie, privado dos prazeres que só o desenvolvimento das faculdades pode proporcionar? O simples bom senso repele tal suposição, que seria, ao mesmo tempo, a negação da justiça e da bondade de Deus, e a da lei progressiva da natureza. Eis porque Deus, que é soberanamente justo e bom, concede no Espírito do homem tantas existências quantas necessárias para atingir o objetivo que é a perfeição. Em cada nova existência ele traz o que adquiriu nas precedentes, em aptidão, em conhecimentos intuitivos, em inteligência e em moralidade. Cada existência é, assim, um passo à frente na via do progresso, a menos que, pela preguiça, por sua despreocupação ou por sua obstinação no mal, não a aproveite, caso em que deve recomeçar. Dele depende, pois, aumentar ou diminuir o número de suas encarnações, sempre mais ou menos penosas e laboriosas.


No intervalo das existências corpóreas o Espírito entra, por um período mais ou menos longo, no mundo espiritual, onde é feliz ou infeliz, conforme o bem ou o mal que haja feito. O estado espiritual é o estado normal do Espírito, desde que teve o seu estado definitivo e o corpo espiritual não morre. O estado corporal é apenas transitório e passageiro. É o estado espiritual, sobretudo, que recolhe os frutos do progresso realizado por seu trabalho na encarnação; também é quando se prepara para novas lutas e toma resolução que se esforça para por em prática, ao voltar à humanidade.


A reencarnação pode dar-se na terra ou em outros mundos. Entre os mundos, uns são mais adiantados que outros e neles a existência se realiza em condições menos penosas do que na terra, física e moralmente, mas onde não são admitidos senão Espíritos que atingiram um grau de perfeição compatível com o estado desses mundos.


A vida nos mundos superiores já é uma recompensa, porque aí se está isento dos males e vicissitudes a que se está exposto aqui. Os corpos menos materiais, quase fluídicos, ali não estão sujeitos nem as doenças, nem as enfermidades, nem às mesmas necessidades. Estando excluídos os maus Espíritos, os homens ali vivem em paz, sem outro cuidado senão o de seu adiantamento pelo trabalho da inteligência. Ali reinam a verdadeira fraternidade, pois não há egoísmo, a verdadeira liberdade, pois não há desordens a reprimir, nem ambiciosos procurando oprimir o fraco. Comparados à terra, esses mundos são um verdadeiro paraíso; são as etapas da via do progresso, que conduz à morada definitiva. Sendo a terra um mundo inferior, destinado à depuração dos Espíritos imperfeitos, eis a razão pela qual o mal aqui domina até que a Deus apraza dela fazer a morada de Espíritos mais adiantados.


Assim é que o Espírito, progredindo gradualmente, à medida em que se desenvolve, chega ao apogeu da felicidade; mas, antes de haver atingido o ponto culminante da perfeição, goza de uma felicidade relativa ao seu adiantamento. Como a criança gosta dos prazeres da primeira infância, mais tarde, os da juventude e, finalmente, os mais sólidos da idade madura.


A felicidade dos Espíritos bem-aventurados não é a ociosidade contemplativa, que seria, como muitas vezes já foi dito, uma eterna e fastidiosa inutilidade. Em todos os graus, a vida espiritual é, ao contrário, uma atividade constante, mas isenta de fadigas. A suprema felicidade consiste no gozo de todos os esplendores da criação, que nenhuma linguagem poderia pintar, que a mais fecunda imaginação poderia conceber; no conhecimento e na penetração de todas as coisas; na ausência de todo cansaço físico e moral; numa satisfação íntima, uma serenidade de alma, que nada altera; no amor que une todos os seres, devido à ausência de todo atrito pelo contato dos maus e acima de tudo pela visão de Deus e a compreensão de seus mistérios, revelados aos mais dignos. Ela está, também, nas funções de cujo encargo se sentem felizes. Os puros Espíritos são os Messias ou mensageiros de Deus, para transmissão e execução de suas vontades; eles realizam as grandes missões, presidem à formação dos mundos e à harmonia geral do universo, encargo glorioso, ao qual só se chega pela perfeição. Só os da ordem mais elevada estão nos segredos de Deus, inspirando-se em seu pensamento, do qual são os representantes diretos.


As atribuições dos Espíritos são proporcionadas ao seu adiantamento, às luzes que possuem, à suas capacidades, à sua experiência e ao grau de confiança que inspiram ao soberano Mestre. Aí não há privilégios ou favores, que não sejam o preço do mérito: tudo é medido ao peso da estrita justiça. As mais importantes missões não são confiadas senão aos que se sabe capazes de as desempenhar e incapazes de falhar ou de as comprometer. Ao passo que sob os olhos do próprio Deus, os mais dignos compõem o conselho supremo, a chefes superiores é confiada a direção de um turbilhão planetário, a outros é confiada a de um mundo especial. Vem a seguir, na ordem de adiantamento e de subordinação hierárquica, as atribuições mais restritas dos que são prepostos à marcha dos povos, à proteção das famílias e dos indivíduos, ao impulso de cada ramo do progresso, as diversas operações da natureza, até aos mínimos detalhes da criação. Nesse vasto e harmonioso conjunto, há ocupação para todas as capacidades, todas as aptidões, todas as boas-vontades, ocupações aceitas com alegria, solicitadas com ardor, porque são um meio de adiantamento para os Espíritos que aspiram elevar-se.


A encarnação é inerente à inferioridade dos Espíritos; não é mais necessária aos que transpuseram o seu limite e que progridem no estado espiritual, ou em existências corporais em mundos superiores, que nada mais tem da materialidade terrestre. Da parte destes é voluntária, visto como exerce sobre os encarnados uma ação direta para a realização da missão de que estão encarregados junto àqueles. Aceitam as suas vicissitudes e os sofrimentos por devotamento.


Ao lado das grandes missões confiadas aos Espíritos superiores, as há de todos os graus de importância, confiadas aos de todas as ordens. De onde poder dizer-se que cada encarnado tem a sua, isto é, deveres a cumprir para o bem de seus semelhantes, desde o pai de família, a quem incumbe o cuidado de fazer os filhos progredirem, até o homem de gênio, que lança na sociedade novos elementos de progresso. É nessas missões secundárias que muitas vezes se encontram fracassos, prevaricações, renúncias, mas que só prejudicam o indivíduo, e não o conjunto.

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Título: Re: Outros Mundos
Enviado por: Victor Passos em 21 de Setembro de 2008, 22:56
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Todas as inteligências concorrem, pois, para a obra geral, seja qual for o grau que tenham atingido, e cada uma na medida de suas forças; umas no estado de encarnação, outras, no de Espírito. Por toda parte a atividade, de baixo ao alto da escala, todas se instruindo, se entre-ajudando, se prestando mútuo apoio, se dando as mãos, para chegarem ao topo.


Assim se estabelece a solidariedade entre o mundo espiritual e o mundo corporal, isto é, entre os homens e os Espíritos, entre os Espíritos livres e os Espíritos escravizados. Assim se perpetuam e se consolidam, pela depuração e pela continuidade das relações, as verdadeiras simpatias, as afeições santas.


Por toda a parte, pois, há vida e movimento; nenhum recanto do espaço infinito que não esteja povoado; nenhuma região que não seja incessantemente percorrida por inumeráveis legiões de seres radiosos, invisíveis para os sentidos grosseiros dos encarnados, mas cuja vista deslumbra de admiração e de alegria as almas desprendidas da matéria. Enfim, por toda a parte há uma felicidade relativa para todos os progressos, para todos os deveres cumpridos; cada um leva consigo os elementos de sua felicidade, na razão da categoria onde o coloca seu grau de adiantamento.


A felicidade depende das qualidades próprias dos indivíduos e não o estado material do meio em que se acham; está, pois, em toda a parte onde haja Espíritos capazes de ser felizes; nenhum lugar circunscrito lhes é assinado no universo. Em qualquer lugar onde se encontrem, os puros Espíritos podem contemplar a majestade divina, porque Deus está em toda parte.


Entretanto a felicidade não é pessoal. Se só se a encontrasse em si-mesmo, se não pudesse fazer que outros a partilhassem, seria egoísta e triste; ela está também na comunhão de pensamentos que une os seres simpáticos. Os Espíritos felizes, atraídos uns para os outros pela similitude de idéias, gostos, sentimentos, formam vastos grupos ou famílias homogêneas, no seio das quais cada individualidade irradia suas próprias qualidades, e se penetra dos eflúvios serenos e benéficas, que emanam do conjunto, cujos membros, tanto se dispersam para se darem as suas missões, tanto se reúnem num ponto qualquer do espaço para comunicar o resultado de seus trabalhos, ou se reunem em torno de um Espírito de ordem mais elevada, para receber conselhos e instruções.


Posto estejam os Espíritos por toda a parte, os mundos são focos onde de preferencia se reúnem, em razão da analogia que existe entre si e os que os habitam. Em torno dos mundos adiantados abundam os Espíritos superiores; em torno dos atrasados pululam os Espíritos inferiores. A terra é ainda um destes últimos. Cada globo, pois, de certo modo, tem sua população própria de Espíritos encarnados e desencarnados, que se alimenta, em maioria, pela encarnação e desencarnação dos mesmos Espíritos. Essa população é mais estável nos mundos inferiores, onde os Espíritos são mais ligados à matéria, e mais flutuante nos mundos superiores. Mas dos mundos focos de luz e felicidade, destacam-se Espíritos para mundos inferiores, a fim de aí semearem os germes do progresso e levar a consolação e a esperança, levantar os ânimos abatidos pelas provações da vida e, por vezes, aí se encarnam para cumprir sua missão com mais eficácia.


Nesta imensidade sem limites, onde, pois, está o céu? Por toda a parte; nenhum muro o limita; os mundos felizes são as últimas estações que a ele conduzem, as virtudes lhes abrindo o caminho e os vícios lhes barrando o acesso.


Ao lado deste quadro grandioso, que povoa todos os recantos do universo, que dá a todos os objetos da criação um objetivo e uma razão de ser, como é pequena e mesquinha a doutrina que circunscreve a humanidade num imperceptível ponto do espaço, que no-la mostra começando num dado instante, para terminar, igualmente num dia, com o mundo que a leva, não abarcando, assim, senão um minuto na eternidade! Como é triste, fria, glacial, quando aos mostra o resto do universo antes, durante, e depois da humanidade terrena, sem vida, sem movimento, como um imenso deserto mergulhado no silencio! Como é desesperadora, pelo quadro que apresenta do pequeno número dos eleitos votados à perpétua contemplação, enquanto a maioria das criaturas é condenada a sofrimentos sem fim! Como é pungente para os corações amantes, pela barreira que põe entre os vivos e os mortos! Dizem que as almas felizes só pensam em sua felicidade; as infelizes, em suas dores. É de espantar que o egoísmo reine na terra, quando o mostram no céu? Então como é acanhada a idéia que ela dá da grandeza, do poder e da bondade do Criador!


Ao contrário, quanto é sublime o que apresenta o Espiritismo! Como sua doutrina amplia as idéias e alarga o pensamento! - Mas quem diz que ele é verdadeiro? Primeiro a razão, depois a revelação; finalmente a concordância com o progresso da ciência. Entre duas doutrinas, das quais uma apequena e a outra amplia os atributos de Deus; das quais uma se atrasa e a outra vai à frente, diz o bom-senso de que lado está a verdade. Que em presença dos dois, cada um, no foro íntimo, interrogue as suas aspirações e uma voz íntima lhe responderá.As aspirações são a voz de Deus, que não pode enganar os homens.


Mas, então, porque, desde o princípio, Deus não lhes revelou toda a verdade? Pela mesma razão por que não se ensina à criança o que se lhe ensina na idade madura. A revelação restrita era bastante durante um certo período da humanidade; Deus as proporciona às forças do Espírito. Os que hoje recebem uma revelação mais completa são os mesmos Espíritos que noutros tempos receberam apenas uma parcela, mas que depois cresceram em inteligência. Antes que a ciência lhes tivesse revelado as forças vivas da natureza, a constituição dos astros, o verdadeiro papel e a formação da terra, teriam compreendido a imensidade do espaço, a pluralidade dos mundos? Teriam podido identificar-se com a vida espiritual? conceber, depois da morte, uma vida feliz ou infeliz a não ser num lugar circunscrito e sob uma forma material? Não: compreendendo mais pelos sentidos do que pelo pensamento, o universo era demasiado vasto para seu cérebro; era preciso reduzi-lo a menores proporções, para o pôr em seu ponto de vista, livre de o ampliar mais tarde. Uma revelação parcial tinha sua utilidade, então; era sábia; hoje é insuficiente. O erro é daqueles que, não levando em conta o progresso das idéias, crêem poder governar homens maduros com as andadeiras da infância.


Allan Kardec

 

Nota: Este artigo, bem como o do número precedente sobre a apreensão da morte, são extraídos da nova obra que o sr. Alan Kardec publicará proximamente. Os dois fatos seguintes vêm confirmar este quadro do céu.

 

(1) Ptolomeu viveu em Alexandria, Egito, no 2º século da era cristã.
(2) Do grego pur ou pyr, fogo.

Título: Re: Outros Mundos
Enviado por: Marcelo Bayma em 25 de Setembro de 2008, 18:26
Olá Vitor Passos,boa Tarde.

Aproveitando e usando de seu conhecimento,queria tirar uma dúvida com você.

Li recentemente alguns livros psicografados pelo espírito Ramatis,foram eles "Fisiologia da Alma" e " A vida no planeta Marte e os discos voadores".
Com relação a esse segundo livro,foi colocado por essa entidade,a que respeito e confio,que o Planeta vermelho encontra-se hoje em um grau maior de evolução do que o planeta Terra.A título de exemplificação,os espíritos lá encarnados estariam 500 anos mais evoluídos tecnologicamente e 1.000 anos à frente,espiritualmente.

Como admiro a a característica dinâmica do espiritismo,gostaria de saber se você têm conhecimento a esse respeito.

Desde já agradeço a resposta.