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GERAL => O que é o espiritismo => Pluralidade Mundos Habitados => Tópico iniciado por: Victor Passos em 20 de Dezembro de 2008, 14:43

Título: Observação de Neptuno revela intensa actividade no planeta
Enviado por: Victor Passos em 20 de Dezembro de 2008, 14:43
Observação de Neptuno revela intensa actividade no planeta

France Presse, em Paris

A fria atmosfera de Neptuno, o planeta mais afastado do Sol, tem uma actividade surpreendente, anunciou nesta semana uma equipe internacional de astrofísicos em um estudo publicado pela revista "Astronomy and Astrophysics".
A descoberta foi possível graças ao telescópio do Observatório Europeu Austral de La Silla (Chile), dotado de um instrumento de observação infra-vermelho.
AFP
 
Observação de Neptuno por astrónomos revelou uma intensa actividade em sua atmosfera
Os astrónomos sabiam que a atmosfera de Neptuno, situado a 4,5 bilhões de quilómetros do Sol, contém altas quantidades de metano em seu pólo sul, oito vezes superiores às de seu pólo norte. Graças às imagens produzidas pelo instrumento VISIR, os astrónomos envolvidos no projecto decifraram o enigma dessa diferença.
Segundo eles, o fenómeno procede das diferenças térmicas da atmosfera de Neptuno (cuja temperatura média é de -220ºC), sendo o pólo sul do planeta o ponto mais quente. Assim, o metano se encontra congelado na atmosfera (camada inferior da atmosfera) em outras latitudes, se converte em gás e se filtra para a a estratosfera (camada superior da atmosfera).
Isso se deve ao fato de que, em Neptuno, onde o ano dura 165 anos terrestres, o pólo sul recebe constantemente energia solar há 40 anos, afirmaram os autores do estudo, citado num comunicado do Centro Nacional de Pesquisa Científica (CNRS) da França.
As observações permitiram localizar um ponto "quente", cuja temperatura é 3ºC superior à das zonas contíguas.
Os movimentos que isso produz indicam que a atmosfera de Neptuno talvez seja mais activa do que de Júpiter e Saturno, também planetas gasosos, mas mais próximos do Sol.

"Podemos esperar que, dentro de 80 anos, quando o pólo norte de Neptuno estiver no verão, haja uma inversão da situação e aconteça uma transferência do excedente de metano do pólo sul para o pólo norte", afirma o estudo.
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