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GERAL => O que é o espiritismo => Pluralidade Mundos Habitados => Tópico iniciado por: Victor Passos em 27 de Dezembro de 2007, 13:16

Título: Júpiter – A gigantesca bola de gás
Enviado por: Victor Passos em 27 de Dezembro de 2007, 13:16
Júpiter – A gigantesca bola de gás
     

Júpiter é o quinto planeta em distancia do Sol e o primeiro orbe gasoso mais próximo de nós.

O maior planeta do sistema solar é 318 vezes maior que a Terra em massa, 1.323 vezes maior em volume e tem um diâmetro equatorial 11 vezes maior. O dia de Júpiter tem 10 horas, e seu ano equivale a 12 dos nossos. Para entrar ou sair da atmosfera de Júpiter é preciso imprimir uma velocidade de escape de 215 mil quilómetros por hora. Se uma nave espacial pudesse viajar a essa velocidade, Júpiter seria alcançado em quatro meses.

A superfície de Júpiter não pode ser comparada à da Terra. O que se vê daqui é apenas uma capa envolvente de nuvem composta de gás metano e amoníaco.

Bem abaixo dessa camada gasosa de nuvens há um núcleo rochoso envolvido por uma mistura de hidrogênio e hélio; quando submetidos à alta pressão e à baixa temperatura, ambos se juntam como metal. Acima dessa camada metálica há uma formação líquida, também de hidrogênio e hélio, imersa numa camada gasosa externa com espessura de mil quilómetros. A temperatura no tope dessas nuvens é cerca de 120 graus negativos, mas percorrendo alguns quilómetros abaixo ela pode subir para alguns graus acima de zero.

Com efeito, trata-se de uma bola gasosa muito diferente da nossa massa, difícil de ser penetrada por astronaves construídas com a nossa tecnologia actual, pois além de uma propulsão de 215 mil quilómetros por hora para adentrá-la também seria preciso ficar imune às condições físicas extremas, corrosivas, e aos impactos de material sólido ali existente; caso contrario, não seria atingido o propósito de pouso.

Júpiter é um dos planetas mais visíveis do céu nocturno, somente superado por Vénus e Marte. Com um pequeno telescópio, é visto como um disco achatado nos pólos, cruzado por faixas de nuvens claras e escuras, e marcado por uma grande mancha vermelha, três vezes maior que a Terra, que aparece em cada rotação da esfera.

A extensa família de Júpiter tem aumentado constantemente. Há pouco, novos equipamentos detectaram que em órbita do planeta giram 28 satélites, 12 a mais que os 16 anteriormente conhecidos. Os quatro maiores foram descobertos por Galileu em 1610. Ganímedes e Calisto, em tamanho, são quase o dobro da Lua, enquanto Europa e Io são de tamanho praticamente igual ao nosso satélite terrestre. Todos os demais corpos que orbitam Júpiter são pequenos e foram batizados com nomes da mitologia greco-romana.

Tudo que sabemos de Júpiter e de seus satélites é decorrente de informações vindas de sondas espaciais que passaram por aquelas regiões. Em 1979, a Voyager 1 demonstrou que Júpiter está circundado por ténue anel formado de finíssimos fragmentos sólidos, não avistados da Terra, talvez originados pela forte atividade vulcânica de Io ou por restos de cometas e meteoritos. A Voyager 2 fez novos estudos e constatou que há três anéis em Júpiter. O mais interno, chamado halo, assemelha-se a uma nebulosa; o intermediário, chamado anel principal; e o externo, quase transparente como nuvem de fumaça, composto de minúsculos fragmentos formados pelo choque de meteoros contra as luas próximas a Júpiter.

Outras sondas espaciais estão estudando Júpiter e enviando dados à Terra. A sonda Galileu ingressou no sistema em 1995, transmitiu fotografias coloridas, imagens infravermelhas e medições de campos magnéticos. A sonda Cassini, nos últimos dias do ano 2000, transmitiu imagens e sons espectaculares de Júpiter e depois seguiu seu rumo. As ondulações dos campos magnéticos de Júpiter, existentes no anel externo de nuvens, foram captadas por Cassini e convertidas em sons, os quais denotaram ruídos semelhantes aos emitidos pelas baleias da Terra. As ondas curtas de radio, captadas na Terra, foram atribuídas às actividades incomuns do satélite Io que, por estar dentro do campo magnético, pode ter causado tais ondas que chegaram à Terra em forma de ruídos de radio.

Em Janeiro de 2002, seguindo seu curso e passando por Europa, Cassini transmitiu fotografias belíssimas, mostrando a monumental camada de gelo que envolve aquela lua de Júpiter e parece esconder um imenso oceano abaixo. Por essa razão, Europa é o mais sugestivo dos orbes do nosso sistema para averiguação de existência de vida rudimentar.




continua
Título: Re: Júpiter – A gigantesca bola de gás
Enviado por: Victor Passos em 27 de Dezembro de 2007, 13:21
continuação


As informações de Cassini foram tão boas que deram maiores esperanças para o projecto Europa Orbiter ser posto em operação pela Nasa. Desenhado para estacionar sobre Europa e procurar vida alienígena sob sua camada de gelo, esta sonda poderá entrar em operação no inicio da segunda década deste século.

As quatro maiores luas de Júpiter têm sido mais sugestivas ao estudo do que o próprio planeta. A sonda Galileu mostrou que Io é fantasticamente interessante. Em razão das monumentais forças actuantes, provenientes de Júpiter e de outras luas próximas, a superfície de Io está em constante mudança. É um verdadeiro fole que sobe e desce dezenas de metros, aumenta a temperatura interna e forma inúmeros vulcões que ficam em permanente erupção lançando magma à altura de centenas de metros. Trata-se de um solo furioso, em permanente atividade vulcânica, com lagos de lava que chegam à temperatura de 1.650 graus centígrados, enquanto em outros lugares o termómetro cai para 160 graus abaixo de zero. É um inferno quente e gelado de gás venenoso, com cadeias de montanhas gigantes e fantásticos vulcões.

As luas Calisto e Ganímedes são também muito sugestivas. A primeira tem a maior quantidade de crateras do sistema solar e parece não ter atividade geológica. A segunda tem campo magnético próprio e parece coberta por camadas de gelo de água.

A lua Europa é a mais sugestiva de todas. Sua estrutura assemelha-se à do Pólo Norte terrestre. Em sua superfície há vulcões gelados em actividades e um sistema de altas formações em alinhamento, denunciando a presença de vales extensos e de colinas repontadas que se cruzam. Em certas regiões, blocos congelados do tamanho de uma cidade parecem deslizar pela superfície gelada, a qual está toda coberta por espessa crosta de gelo liso, onde se acredita estar submersa uma quantidade de água maior que a dos oceanos da Terra. Acredita-se que o núcleo do satélite possa conter magma em ebulição; se for assim, as emanações quentes de seu organismo interno poderiam aquecer as águas oceânicas submersas e produzir vida semelhante à existente nas regiões profundas dos oceanos gelados da Terra.

Existe vida inteligente em Júpiter? – esta é a pergunta feita com maior frequência.

Vida inteligente como a nossa a ciência atesta que não há. Nas luas de Júpiter poderá haver algum tipo de vida rudimentar, na forma de microorganismos. Se, por exemplo, em Europa, o orbe mais sugestivo de todos, for encontrado algum vegetal marinho, tal fato já será surpreendente, porque esse é um reino de vida evolucionando, embora muito rudimentar em comparação com a vida mais simples do reino animal oceânico. Mas, ainda assim, tal fato será fantástico em face das condições extremas daquelas paragens, tão adversas à vida como a conhecemos aqui na Terra. Actualmente, as maiores esperanças cientificas para encontrar esse tipo de vida em nosso sistema solar estão depositadas nas luas de Júpiter.

 

         Os comentários a seguir são de autoria do Espírito Erasto, transcritos na linguagem original do Espírito, que analisa hoje as perguntas feitas por Kardec ao espírito Bernard Palissy nos idos de Março de 1858, publicadas na Revista Espírita do mês seguinte.

         Vale lembrar que no século XIX conhecer a situação moral dos habitantes de outros planetas, seu estado físico e o estado geológico do globo era o que interessava; no entanto, não havia na época conhecimento cientifico para compreender a questão extrafísica, e os Espíritos estavam voltados a falar da questão moral, porque somente ela seria capaz de modificar o homem. Hoje, o saber cientifico da humanidade é muito maior que antes, por isso a actual análise, além do aspecto espiritual, avança na explicação do conceito físico corporal, mas não o resolve, porque quanto ao entendimento da matéria invisível o saber cientifico é ainda incipiente e no que diz respeito à questão moral ela continua sendo o principal alvo para aprimoramento do homem.

         “Observai de inicio o comentário de Kardec: ‘Em Jupiter está o repouso dos Espíritos mais elevados, cujo envoltório etéreo nada mais tem das propriedades conhecidas da matéria’.(*29)

            Assim vos é possível compreender que naquele mundo o Espírito se une a um novo corpo para evoluir, corpo diferente do vosso, envoltório etéreo, com outras propriedades diferentes da vossa composição material. Portanto, renasce em corpo ultraterrestre que não pode ser visto pelos vossos olhos.





      Continua
Título: Re: Júpiter – A gigantesca bola de gás
Enviado por: Victor Passos em 27 de Dezembro de 2007, 13:23
continuação


         Assim, considerai que as almas presas aos liames corporais evoluem nos mais diferentes orbes do Cosmos. O mundo dos seres corpóreos é composto por todas as almas em estado encarnado, isto é, unidas a um corpo num mundo qualquer(*30) do Universo. Esses mundos podem ser sólidos como a Terra, de onde germina o corpo de carne, ou ser gasosos, radiantes ou das profundezas etéreas do Cosmos, mundos onde têm origem variedades de corpos menos materiais, semelhantes à energia, por assim dizer. Cada alma estagia segundo seu grau de progresso e avança subindo a escalada nas imponderáveis esferas da casa de Deus.

         Júpiter é um desses mundos. Habitado por Espíritos de segunda ordem, entidades que chegaram ao meio da escala evolutiva, ali predomina o desejo do bem. Alguns de seus habitantes dominam as ciências, enquanto outros dominam a sabedoria e a bondade, os mais adiantados juntam a essas suas qualidades morais.

         Em Júpiter, os Espíritos renascem numa composição corpórea que não lhes oculta o perispirito. Embora para eles os corpos sejam compactos e impenetráveis, para vós são absolutamente invisíveis. Seu tipo corporal vos assemelha, mas é mais alto e belo, porque a evolução do Espírito se reflete no corpo que ele produz. A composição corpórea é menos material, menos densa e de peso especifico leve; flutua de um lugar para outro, quase sem fadiga, diferente da vossa que pesadamente caminha na Terra. A matéria não lhes causa empecilho ao deslocamento.

         A vida animal é mais desenvolvida, não há confronto entre elas. Animais mais adiantados, mais ainda desprovidos de razão, possuem habilidades manuais. O desenvolvimento da humanidade da Terra comparado ao da de Júpiter está na retaguarda alguns milhões de anos. O homem está para eles assim como os hominídios inaugurais estão para os homens.

         Como em toda parte do Cosmos, o trabalho dignifica a criatura. As renascidas em Júpiter podem atravessar mundos e actuar beneficiando Espíritos errantes e almas presas aos liames corporais de mundos menos adiantados. A clarividência das dimensões inferiores possibilita-lhes actuar aliviando infortunados. São aqueles a quem chamais bons Espíritos.

         A comunicação pelo pensamento soa como a voz humana e é realizada a grandes distancias. Não há cansaço excessivo, e o repouso se faz em condições de prazer, sem o sono que vos pernoita. A alimentação é frugal, e a doença não lhes acomete o corpo aperfeiçoado.

         Em condições diferentes da vossa se faz a união conjugal e a reprodução da espécie. A duração da vida corpórea se estende por meio milênio do vosso tempo. A matéria corporal, mais depurada, dissipa-se na atmosfera após a morte, sem ser submetida à decomposição.

         Isso vos ensina um pouco quão são felizes as paragens que estarão à vossa disposição quando subirdes na escalada do progresso. Sede determinados e marchai, porque na casa de Deus há muitas moradas.”


(*29) – Revista Espírita, Março de 1858, Júpiter e Outros Mundos (N.A.)

(*30) – Expressão de Kardec na Revista Espírita, Fevereiro de 1858. A maneira de dizer estado encarnado denota que a forma nominal encarnado/reencarnado é usada para definir seres habitantes num mundo qualquer; não necessariamente em corpos de carne, mas em um corpo; Espírito revestindo alguma forma corporal. Portanto, estar unido novamente a um corpo, na Terra significa reencarnar, enquanto em outros mundos, onde não há carne, equivale a renascer. Assim, em corpos menos materiais o Espírito renasce, segundo nos ensina Erasto (N.A.)

 Livro: Universo Profundo – Seres Inteligentes e Luzes no Céu – Uma Visão Espírita da Ufologia

Pedro de Campos / por instruções do espírito Erasto

Título: Re: Júpiter – A gigantesca bola de gás
Enviado por: Jorge em 31 de Dezembro de 2007, 11:18
Olá amigo Victor Passos,

"Júpiter – A gigantesca bola de gás"

Espectacular tópico! Desde miúdo que sinto um grande fascínio em relação às coisas do universo e nos meus estudos pessoais de Astronomia sempre senti uma grande admiração pelo gigante Júpiter (Júpiter tem 2,5 vezes mais massa do que todos os outros planetas tomados em conjunto, tem 318 vezes mais massa do que a Terra, um diâmetro 11 vezes superior ao terrestre e um volume 1300 vezes maior que o da Terra !!!).

De facto, tudo no universo foi criado com um fim. Acho que seria um tremendo desperdício de material se o nosso planeta fosse o único planeta habitado. Os engenheiros siderais (ministros de Deus) não fariam tantos planetas, tantos sóis apenas como regalo para as nossas vistas. Acho que cada planeta, cada sol tem uma finalidade gloriosa. São degraus na escalada evolutivas das almas.

Júpiter, penso que não será excepção à regra. Embora seja difícil imaginar vida num planeta  gigante cujo elemento principal é o hidrogénio, repleto de tempestades de dimensões ciclópicas: A velocidade dos ventos pode atingir até 600 km/h.

Mas quem somos nós, seres ainda rastejantes, para tirar ilações definitivas sobre a habitabilidade de Júpiter ou qualquer outro planeta?
Se ele ali está, tem um propósito, não?

Um grande abraço a todos
Jorge
Título: Re: Júpiter – A gigantesca bola de gás
Enviado por: HAVM em 21 de Abril de 2008, 12:16
Muito bonito o tópico  ;)

Neste tema penso que seria útil mencionar o desenho da Casa de Mozart publicado na Revue Spirite de Março de 1858, se não me engano no mês.

Para ver o desenho, podem consultar o site: http://paginas.terra.com.br/educacao/criticandokardec/revue_mundos_1858.htm (http://www.forumespirita.net/fe/go.php?url=aHR0cDovL3BhZ2luYXMudGVycmEuY29tLmJyL2VkdWNhY2FvL2NyaXRpY2FuZG9rYXJkZWMvcmV2dWVfbXVuZG9zXzE4NTguaHRt) escrito em português ou então http://www.spiritisme.net/?searchword=Revue+Spirite&searchphrase=all&limit=&ordering=newest&view=search&Itemid=99999999&option=com_search (http://www.forumespirita.net/fe/go.php?url=aHR0cDovL3d3dy5zcGlyaXRpc21lLm5ldC8/c2VhcmNod29yZD1SZXZ1ZStTcGlyaXRlJmFtcDtzZWFyY2hwaHJhc2U9YWxsJmFtcDtsaW1pdD0mYW1wO29yZGVyaW5nPW5ld2VzdCZhbXA7dmlldz1zZWFyY2gmYW1wO0l0ZW1pZD05OTk5OTk5OSZhbXA7b3B0aW9uPWNvbV9zZWFyY2g=) vão ao número 64 e fazem o download em pdf do ficheiro que está em francês.

A revista "Fraternidade" na edição de Abril deste ano tem um artigo dedicado a Júpiter, apesar de conciso tem informação útil e vasta, nomeadamente fala acerca da condição material, do tipo de espíritos encarnados e da forma como estes se relacionam com o mundo espiritual, entre outros temas.
Título: Re: Júpiter – A gigantesca bola de gás
Enviado por: Victor Passos em 21 de Abril de 2008, 18:03
Ola muita paz e harmonia
HAVM


     Ola porque não colocar, grato pela compartilha...



   Abaixo, desenho incluído na Revue Spirite de 1858, mostrando a suposta Mansão de Mozart em Júpiter. Desenho de autoria do médium Victorien Sardou (pelo "espírito" Bernard Palissy). Na minha opinião pessoal, apesar dos traçados de certa beleza quase-psicadélica, o esquema arquitectónico é bem trivial, constituindo-se a tal "Mansão de Mozart" em mero cubo a là moradas européias menos criativas. Diversas obras arquitectónicas do nosso planeta Terra suplantam em muito tal mansão, tanto em criatividade quanto com relação ao caráter bizarro. Incluiria em tal lista as construções das escarpas das ilhas gregas (casas e vilas), as construções semelhantes a barcos da indochina, e a arquitectura de favelas em morros no Brasil. Para visualizar a imagem em tamanho grande,



http://paginas.terra.com.br/educacao/criticandokardec/revue_mundos_1858.htm
Título: Re: Júpiter – A gigantesca bola de gás
Enviado por: Carlos Ribeiro em 21 de Abril de 2008, 18:47
Importa aqui referir que o texto do post anterior colocado pelo Vitor Passos não é da sua autoria, mas sim de uma pessoa que tem um site na net (Julio Siqueira Barros-http://paginas.terra.com.br/educacao/criticandokardec/ (http://www.forumespirita.net/fe/go.php?url=aHR0cDovL3BhZ2luYXMudGVycmEuY29tLmJyL2VkdWNhY2FvL2NyaXRpY2FuZG9rYXJkZWMv) ) onde ataca sistematicamente a doutrina espírita.
Ass:Carlos Ribeiro
Título: Re: Júpiter – A gigantesca bola de gás
Enviado por: Vitor Santos em 21 de Abril de 2008, 19:08
Olá

Isso da casa de Mozart, a avaliar pelo filme, pois é a referência que tenho presente da biografia do músico, cá para mim, foi uma fantasia. O Mozart não precisava de casa nenhuma enquanto desencarnado. Será que havia vida carnal em Jupiter e que ele tivesse ido reencarnar lá? dúvido.

Em 1885 a revista espirita já não passava pelas mãos de Kardec, pois ele desencarnou em 1869, tanto quanto sei. Não sei se o rigor na validação das mensagens se manteve ou não, nem sei se esta mensagem foi validada, pois eram publicadas muitas coisas sujeitas a validação futura.

bem hajam
Título: Re: Júpiter – A gigantesca bola de gás
Enviado por: Carlos Ribeiro em 21 de Abril de 2008, 19:23
Citar
Em 1885 a revista espirita já não passava pelas mãos de Kardec
-Vitor Santos
Por aquilo que diz no texto, trata-se da revista de 1858 e não de 1885. Os textos passavam sim pelas mãos de Kardec. Além disso, eu creio que os desencarnados também habitem casas semelhantes ás nossas tais como descrito nas obras de André Luiz.
Ass:Carlos Ribeiro
Título: Re: Júpiter – A gigantesca bola de gás
Enviado por: Vitor Santos em 21 de Abril de 2008, 21:19
Olá Carlos

Tens razão. Enganei-me nas datas.

Mesmo assim há que saber se se tratava de uma comunicação mediunica validada pelo codificador. Que eu saiba ele não escreveu isso na Codificação. Nem tudo o que era escrito na revista espirita eram comunicações validadas. Como sabemos Kardec não brincava em serviço.

Eu não acredito nisso, pois os espiritos desencarnados não precisam de casa para nada. A não ser que se considere que o Mozart estava encarnado em Jupiter a essa data.

Mozart era um génio da música, mas nada diz que a evolução moral dele condizia com a evolução do talento musical e que ele não ía reencarnar novamente na terra ou noutro planeta de nivel iigual ou não muito superior.

Nós fazemos casas porque temos necessidade de abrigo contra as condições atmosféricas, para guardar os nossos pertencentes, por razões de segurança, de privacidade, etc. Os espiritos não precisam de pertences, não têm frio nem calor, não podem sofrer ataques á sua integridade fisica, não necessitam de uma cama para dormir, pois não se cansam. As razões das nossas casa prendem-se com necessidades fisicas que os desencarnados não têm.

Se os desencarnados não precisam de casas e as fazem (ainda resta saber como e de que são feitas), isso será um divertimento e não uma necessidade. Os espiritos elevados têm mais que fazer do que andar a brincar às casinhas, penso eu. Espiritos inferiores poderão divertir-se assim, quem sabe?

Se os desencarnados tivessem frio, calor, dores fisicas, cansaço, enfim tudo aquilo a que o nosso corpo fisico está sujeito, isso contradizia claramente Kardec. Por isso nem admito essa hipótese.

Já não me lembro da última vez que estive na erraticidade. Mas parece-me mais provável ter andando aqui pela terra, a fazer sabe-se lá o quê (se calhar é melhor nem saber...) do que em cidades espirituais com casas. Os espiritos estão por parte a parte onde têm permissão de ir. A prova disso são as obsessões espirtuais :D

Mas para mim tudo é possivel, pelo menos até prova em contrário. Eu ainda estou a estudar este assunto, depois me pronunciarei com mais rigor, mas por agora acho que as fontes espiritas de onde vem isso são romances de ficção espiritas.

bem hajas
Título: A 17ª lua de Júpiter
Enviado por: Victor Passos em 22 de Abril de 2008, 10:01
Ola Companheiros
Muita Paz

    Aqui vai mais um artigo este não espirita, mas que pode ser também ,mais um reforço para os nossos conhecimentos e duvidas...

muita paz e harmonia

Victor Passos

A 17ª lua de Júpiter

Descoberto um satélite anão girando
em torno do maior dos planetas


Bia Barbosa

 
Infográficos sobre fotos Nasa

Quando Galileu Galilei apontou seu telescópio em direção ao céu em 1610 e enxergou pontos de luz ao lado de Júpiter, o maior planeta do sistema solar, acreditou ter encontrado quatro novas estrelas. Eram quatro luas – Io, Europa, Ganimedes e Calisto –, as maiores e as primeiras de uma longa série de dezasseis satélites naturais. Na semana passada, depois de 21 anos sem que outras luas fossem descobertas, pesquisadores da Universidade do Arizona e do Observatório Astrofísico Smithsonian, ambos nos Estados Unidos, encontraram a caçula delas, a de número 17. Chamada provisoriamente de S/1999 J1, é minúscula, com apenas 5 quilómetros de diâmetro, e está localizada a cerca de 24 milhões de quilómetros do planeta. Essa distância equivale a sessenta vezes a existente entre a Lua e a Terra, o que a torna o mais afastado satélite de Júpiter. A nova lua é também a menor já encontrada em todo o sistema solar. Até hoje, a detentora do título era Deimos, de Marte, com 12 quilómetros de diâmetro. Comparando grandezas, é como se o homem tivesse descoberto um satélite terrestre do tamanho de um morro como o Pão de Açúcar.

O pequeno corpo celeste foi encontrado por acaso no fim do ano passado, quando astrónomos da Universidade do Arizona vasculhavam o espaço em busca de novos asteróides. Os cientistas acreditaram tratar-se de apenas mais um deles em sua viagem em torno do Sol. Só agora, ao testarem um novo programa de computador com as medições feitas no ano passado, os astrónomos do Smithsonian perceberam que se tratava de uma luazinha de órbita irregular em torno de Júpiter. Para calcular com mais precisão sua trajectória e saber como é sua superfície, serão necessárias outras observações. Só depois disso é que a S/1999 J1 ganhará um nome decente, digno de figurar ao lado das belas denominações greco-romanas das demais luas, boa parte delas tiradas da colecção de amantes de Júpiter, o mais poderoso dos deuses do panteão romano. "Como se trata de um corpo muito pequeno, pesquisá-lo será um grande desafio", diz Jim Scotti, do laboratório lunar e planetário da Universidade do Arizona.

Entender Júpiter é uma tarefa complexa. Sabe-se que é uma gigantesca esfera de gás, maior que todos os outros planetas juntos. Seu diâmetro é de quase 143.000 quilômetros, onze vezes o da Terra. A superfície é uma espessa camada gasosa, formada principalmente de hidrogênio e hélio. Os gases que compõem a atmosfera são responsáveis pelas belas manchas coloridas que caracterizam o planetão e mudam de cor de acordo com sua posição ao redor do Sol. No interior de Júpiter, a pressão é tão alta que o hidrogênio se transforma de gás em um líquido metálico, um excelente condutor eléctrico e origem do gigantesco campo magnético do planeta. O fenômeno o transforma num imenso aspirador de pó, capaz de atrair para sua órbita tudo o que passa ao redor. Foi o que aconteceu com o cometa Shoemaker-Levy 9. Sugado pela gravidade jupiteriana, destroçou-se sobre o gigante em 1994, abrindo na camada de nuvens um rombo com duas vezes o tamanho da Terra. O estrago foi grande o suficiente para ser observado da Terra por telescópios amadores. Pela primeira vez os astrónomos puderam medir e calcular o que acontece quando um cometa se choca com um planeta e assim traçar cenários do que aconteceria na Terra nas mesmas circunstâncias.

O efeito aspirador é uma das explicações para tamanha quantidade de luas, provavelmente corpos estelares desgarrados capturados ao se aproximar do planeta. São tantos satélites que Júpiter forma uma espécie de minissistema solar, baptizado pelos cientistas de sistema joviano. Nele cabem anéis, parecidos com os de Saturno, identificados em 1979, e satélites como Io, que se descobriu ser cravejado de uma centena de vulcões activos cuspindo lava a 400 quilómetros de altura. Ou a lua Europa, um planetóide congelado no qual se suspeita existir um imenso oceano escondido sob uma camada de gelo de 15 quilómetros de espessura. Com as análises feitas pela sonda Galileu nos últimos meses, os cientistas concluíram que essa lua pode ter os três ingredientes considerados essenciais para a vida: uma fonte de energia, água líquida e moléculas orgânicas. Antes, indícios de material orgânico, a combinação de elementos químicos que pode gerar vida, já haviam sido identificados em Calisto e Ganimedes. Descobrir se existe alguma forma de vida em Europa é mais um desafio científico a ser acrescentado à lista de mistérios que envolvem a gigantesca bola de gás e seus satélites.

Bia Barbosa
Título: Re: Júpiter – A gigantesca bola de gás
Enviado por: Victor Passos em 22 de Abril de 2008, 11:26
OLa Cariberto
Muita paz

       
Citar
Importa aqui referir que o texto do post anterior colocado pelo Vitor Passos não é da sua autoria, mas sim de uma pessoa que tem um site na net (Julio Siqueira Barros-http://paginas.terra.com.br/educacao/criticandokardec/ ) onde ataca sistematicamente a doutrina espírita.
Ass:Carlos Ribeiro


   Agradeço a lembrança do artigo anterior...mas respeito muito quem o escreveu mesmo sendo do seu estudo...e como você diz um critico...é um espirito que estuda a Doutrina ....porque se os Espíritas se preocupassem em estudar em vez de olhar às posições concerteza chegaríamos mais longe...mas enfim...As tendências do espiritismo tem que acabar, n´os não somos donos da verdade, mas seguidores de uma verdade que ainda tem muito por esclarecer e se nós apenas abanarmos a cabeça dizendo sim sem estudo , não estamos aqui a fazer nada,...!
    Lamento que os rotulos sejam pesados, quer dizer mesmo que fosse um artigo do não espirita como acabei de colocar agora anteriormente, não tem valia, o que me deixa um pouco perplexo e triste...!...Mas enfim...Cariberto, sabe não quero ofender e se digo algo que o afecte , longe de mim essa vontade, apenas quero clarear que não é necessário ser Espirita para ter conhecimento, e moral...O Espiritismo só vai crescer quando acabarmos com as diferenças e respeitarmos que todos os Espiritos devm e podem contribuir para o crescimento ....


Muita paz e harmonia
abraço fraterno
Título: Re: Júpiter – A gigantesca bola de gás
Enviado por: Carlos Ribeiro em 22 de Abril de 2008, 13:07
Citar
Lamento que os rotulos sejam pesados, quer dizer mesmo que fosse um artigo do não espirita como acabei de colocar agora anteriormente, não tem valia, o que me deixa um pouco perplexo e triste...!...
Amigo Vitor Passos: eu não vou dar valor aos textos dessa pessoa cujo unico objectivo é denegrir o espiritismo, apontando erros onde eles não existem.

Citar
Eu não acredito nisso, pois os espiritos desencarnados não precisam de casa para nada.
- Vitor Santos
Bem, sendo assim o livro "Nosso lar" de André Luiz está todo errado. Não só esse livro como toda a obra dele que foi psicografada por Chico Xavier. Gostaria de perguntar ao Vitor Santos se para ele os livros de André Luiz são romances de fiçcão espírita.
Obrigado.
Ass:Carlos Ribeiro
Título: Re: Júpiter – A gigantesca bola de gás
Enviado por: vitor_goncalves em 22 de Abril de 2008, 14:06
Olá

Meus Amigos é preciso ter C A L M A, e sejamos H U M I L D E S.

Todos nós temos uma "Verdade Relativa", ninguém tem a "Verdade Absoluta"; esta só DEUS.

Quando Allan Kardec escreveu os livros da Codificação, ele escreveu uma "Verdade Relativa", e não uma "Verdade Absoluta".
Quando alguém com a sua "Verdade Relativa", critica a "Verdade Relativa de Allan Kardec, nós temos que vereficar se aceitamos ou não essa critica e se serve à nossa "Verdade Relativa", mas nunca atacar a outra "Verdade Relativa", porque nós não sabemos quem está perto da "Verdade Absoluta".

Nós acreditamos na Reencarnação (incluida na nossa "Verdade Relativa"). Tudo bem, mas já pensaram que numa vida, somos capazes de ser cristãos, espiritualistas e espiritas, mas na próxima reencarnação, somos capazes de ser islâmicos, budistas, ateus etc. Assim a nossa "Verdade Relativa", muda-se grandemente.
Aqui, haverá amigos, a dizerem que não, que devido à nossa evolução, que jamais mudarão de relegião. Será verdade ou não, eu não sei, e se calhar ninguém sabe.

Um Abraço

VG
Título: Re: Júpiter – A gigantesca bola de gás
Enviado por: HAVM em 22 de Abril de 2008, 17:41
Eu não coloquei a img por uma questão de hábito, uma vez que participo em outros 2 fóruns sobre outras temáticas e em ambos evitamos colocar imagens para não promover a existência de lag do servidor.

Eu postei o primeiro link apenas por uma questão de img, pois não o li. Ao contrário do segundo que utilizei o google para ir traduzindo e lendo.

Uma teoria é tanto mais valia quanto mais resistir às tentativas de refutação, assim quanto mais o Espiritismo for "atacado" e mais vezes se demonstrar que responde às criticas com argumentos válidos, mais a Doutrina Espirita ganha credibilidade.

A codificação não é tudo, eu comparo-a a uma forma que molda um conteúdo. Assim, para mim a codificação é a compilação de conceitos básicos cuja compreensão nos permite apreender mais conhecimento. Seria muito complicado compreender os livros, por exemplo de André Luiz ou Joanna de Angelis sem ler a codificação.

Segundo percebi Mozart estava encarnado.

Beijos e Abraços
Título: Re: Júpiter – A gigantesca bola de gás
Enviado por: Victor Passos em 22 de Abril de 2008, 18:05
Ola AMIGOS CARIBERTO E VITOR SANTOS
Muita paz e harmonia

     Companheiros não estamos a zangar-nos, nem nenhum de nós se está a amofinar, apenas a dar pontos de vista diferentes , mas a tentar chegar a um consenso...tal como o Vitor Gonçalves , também estou a estudar a questão das cidades espirituais, porque realmente ainda há muita obscuridade nisso e poucas certezas.
      As obras subsidiárias tem a sua importância em muitos pormenores de reflexão, mas falta-lhes a concordância do efectivo controle dos Espiritos, porém respeito como penso que todos nós a valia das mesmas , por isso entendo que devemos de ler de um pouco de tudo , afim de podermos confrontar as nossas ideias.
      Claro que respeito a opinião do Cariberto acerca do "autor critico", mas me perdoe discordar pois nós temos que saber escutar e compreender que todos somos Espiritos diferentes, ou seja individualidades com graus evolutivos diferentes,e nem todos tem que aceitar as nossas ideias.
        O Vitor disse algo importante, hoje pensamos desta forma , amanhã numa outra encarnaçao seremos da mesma opinião!????
        Porém vamos estudando e tentando amealhar algumas resalvas para entendermos que o caminho ainda se faz longo.


  Muita paz bons AMIGOS

Abraço fraterno

VICTOR PASSOS
       
Título: Re: Júpiter – A gigantesca bola de gás
Enviado por: Vitor Santos em 22 de Abril de 2008, 18:59
Olá Cariberto

Citar
Bem, sendo assim o livro "Nosso lar" de André Luiz está todo errado. Não só esse livro como toda a obra dele que foi psicografada por Chico Xavier. Gostaria de perguntar ao Vitor Santos se para ele os livros de André Luiz são romances de fiçcão espírita

O livro "Nosso Lar" é efectivamente um romance. Não tem caracter de obra instrutiva, como as respostas dos espiritos da codificação. O que podemos questionar é se é um romance que assenta em factos reais ou se é um romance de ficção.

Ver a obra do Chico Xavier pelo "Nosso Lar", esquecendo as outras centenas de obras psicografadas pelo mesmo médium, seria uma visão injusta e extremamente limitada da minha parte. Lamento que me consideres tão tacanho.

Já disse várias vezes no fórum e contnuo a dizer, que tenho livros psicografados pelo Chico Xavier à mesa de cabeceira, que leio com muita frequência e que considere importantissimos para mim. Para além disso a minha admiração por esse grande homem é muito elevada, independentemente das psicografias dele. Para além das psicografias, há coisas ditas pelo Chico que considero ensinamentos preciosos e que aguardo com todo o carinho.

O facto de eu não atribuir a mesma credibilidade a todas as obras do Chico, não o diminui, em minha opinião. Acredito que o Chico Xavier é um espirito muito elevado, comparativamente comigo e com a média da humanidade. Mas nada me diz que ele era um espirito perfeito. Para além de que era um médium e não autor das psicografias.

Uma coisa é considerar alguém de nivel moral muito superior a mim, outra é considerar que era uma pessoa perfeita e que os autores espirituais que se comunicaram através dele também o eram. Só nesse caso se justificava ter uma crença cega em tudo o que passou pela mão do Chico. Sinceramente não tenho essa crença cega nem nenhum dever de fidelidade ao Chico Xavier, ao Divaldo Pereira Franco, ao Papa ou a quem quer que seja.

Mais ainda há mais. já repeti isto aqui muitas vezes:

- Emmanuel instruiu o Chico Xavier de forma a que, se ele, Emmanuel, dissesse algo que contradissesse Kardec e/ou Jesus, era porque estava errado.

- A codificação não fala em colónias espirituais semelhantes às do "Nosso Lar", pelo menos que eu entenda. Ora Kardec era uma pessoa que escrevia de forma clara e objectiva. O assunto não me parece complexo nem perigoso para merecer o silêncio dos espiritos em relação a Kardec sobre isto.

A humanidade não se desenvolveu assim tanto do ponto de vista moral e intelectual como isso, desde o séc.XIX. Os homens da época entenderiam isso tão bem como os do séc. XX. Há coisas bem mais complexas de entender na codificação. Nenhum espirito daqueles que se comunicaram nos grupos de Kardec falaram nisto? É estranho.

Mas também é estranho chegares á conclusão que o facto de eu não acreditar na existência das colónias esprituais, tal como descritas no romance "Nosso Lar", implica ou quer dizer que rejeito toda a obra do Chico. De forma nenhuma. Essa conclusão saiu da tua boca, não da minha, e eu nem sequer concordo absolutamente nada com ela.

bem hajas
Título: Re: Júpiter – A gigantesca bola de gás
Enviado por: Carlos Ribeiro em 22 de Abril de 2008, 19:24
Amigo Vitor Santos:
se os espíritos não têm necessidade de casas, então vivem onde? No espaço? E porque não têm necessidades de casas e têm de roupas? Kardec fala na codificação que os espíritos usam roupas.
Na minha opinião, Kardec não disse tudo no tempo dele. As obras de André Luiz são um desdobramento da codificação e não a contrariam de forma alguma.
Um abraço.
Ass:Carlos Ribeiro
Título: Re: Júpiter – A gigantesca bola de gás
Enviado por: Vitor Santos em 22 de Abril de 2008, 20:04
Olá Carlos

Cada um tem o direito a ter a sua visão das coisas. A tua opinião é respeitável e legitima. A minha também. Até prova em contrário ambas são possiveis.

kardec não disse que os espiritos usavam roupas, que eu saiba, Disse que, se quiserem, podem aparecer-nos com o aspecto que tinham na terra, incluindo as roupas. Isso deve-se á plasticidade do perispirito, que pode tomar a forma que o espirito queira. Não sei se todos os espiritos o conseguem fazer ou não.

Quem disse que os espiritos ao desencarnar dexam de ter necessidades fisicas como aqui na terra (abrigo contra o frio e o contra o calor, alimentação, roupa, etc.) foi Kardec, não fui eu.

bem hajas
Título: Re: Júpiter – A gigantesca bola de gás
Enviado por: Mr.Kite em 04 de Julho de 2008, 21:25
Aprendi muito com o conteúdo mostrado nesse tópico. Realmente não entendo como a maioria das pessoas de certa forma se acham e acreditam que Deus criou um Universo infinito e deu vida apenas à um espaço menor do que um grão de areia comparado ao todo. Em o Livro dos Espíritos é falado que Júpiter é um planeta superior à Terra.
Título: Re: Júpiter – A gigantesca bola de gás
Enviado por: Victor Passos em 06 de Julho de 2008, 10:00
Ola Meu Amigo Mr. Kite

Muita paz

                       Realmente só pode ser como diz, porque senão não faria sentido haver outras galáxias e lugares infimos que nós infelizmente,ainda  não temos capacidade de ver a olho nú.

                          Ficam aqui algumas sugestões de que realmente existem outros Mundos.....

    Há vida em outros mundos?
     Usam roupas, vejam post a seguir dum estudo que foi realizado por o companheiro
      Eurípedes Kühl

Muita paz e harmonia

abraço fraterno

VICTOR PASSOS

 
Título: Re: Júpiter – A gigantesca bola de gás
Enviado por: Victor Passos em 06 de Julho de 2008, 10:03
 A Vida em Outros Mundos
 
O escritor Eurípedes Kühl realizou uma intensa pesquisa para falar sobre a vida em outros mundos, sob o ponto de vista do Espiritismo. Ele reuniu os resultados na matéria a seguir, que pode servir de orientação para quem quiser se aprofundar no tema.
 
 
Há vida em outros mundos?
 
Desde que a Astronomia comprovou que a Terra é um planeta a girar em órbita cativa ao Sol, solidariamente com outros planetas, o homem fez a pergunta acima, que muito mais passou a ser repetida quando ficou provado que a quantidade de sóis e planetas é incontável.
 
Como é a vida em outros mundos, não há um único homem que possa afirmar e comprovar – só devanear, sonhar, ensaiar. Contudo, espíritos mais evoluídos que os terrestres, ao menos, podem informar, mediunicamente.
 
Nesta oportunidade, estaremos trazendo para os leitores a resposta dada por vários estudiosos, cada um a seu modo. Considerando o caráter eminentemente científico desta revista, que apropria do Espiritismo o que ele oferta sobre vários temas, inicialmente registraremos as premissas espíritas dessa tão apaixonante quanto instigante questão.
 
Isso posto, socorrendo-nos da síntese, passemos às respostas.
 
O Livro dos Espíritos - Questões 55 a 59:
Sim! Há vida em todos os globos que se movem no Espaço!;
Deus povoou de seres vivos os mundos e pensar ao contrário será duvidar de Sua sabedoria [por que o Criador faria coisas (mundos) inúteis?];
a constituição física dos habitantes difere de mundo a mundo, embora a forma corpórea, em todos os mundos seja a mesma da do homem terrestre, com menor ou maior embelezamento e perfeição, segundo a condição moral dos habitantes;
mundos afastados do Sol têm outras fontes de luz e calor, adequados à constituição dos respectivos habitantes; muitos mundos têm fontes próprias, tais como a eletricidade, com outros empregos, sem compreensão terrena.
Questões 172 a 188:
a existência corporal na Terra é das mais grosseiras e das mais distantes da perfeição;
as diversas existências físicas do homem podem ser na Terra bem como em outros mundos;
o início dessas existências não terá sido aqui, bem como seu término também não o será;
a multiplicidade de vidas na Terra proporciona uma enorme gama de aprendizados ao Espírito;
em cada mundo há uma gradação de valores morais dos seus habitantes;
o conhecimento de detalhes físicos e morais sobre os habitantes de outros mundos perturbaria aos terrestres, daí não lhes ser revelado ainda; (grifamos)
infância e duração da existência nos mundos superiores à Terra são mais curtas, aquelas, e mais longas, estas, dado que corpos mais sutis têm menos fatores a miná-los;
o perispírito (corpo que reveste o espírito) é formado de matéria específica de cada mundo, sendo que os espíritos puros têm envoltórios “extremamente” etéreos:
Obs.: disseram os espíritos a Allan Kardec, quanto ao grau de evolução dos habitantes do Sistema Solar:
Marte: inferior à Terra; Júpiter: muito acima de ambos (na coleção da Revista Espírita, muitos espíritos que habitaram na Terra disseram estar em Júpiter);
Sol: não tem habitantes; contudo, é local de reunião de espíritos superiores.  
O Livro dos Médiuns - 1ª Parte, Cap. I, n° 2:
 
Por que injustificável privilégio este quase imperceptível grão de areia (a Terra), que não avulta pelo seu volume, nem pela sua posição, nem pelo seu papel que lhe cabe desempenhar, seria o único planeta povoado de seres racionais? A razão se recusa a admitir semelhante nulidade do infinito e tudo nos diz que os diferentes mundos são habitados.

1ª Parte, Cap. I, n° 100:
em mundos mais adiantados o homem se põe em comunicação com os espíritos com maior facilidade e os vê com freqüência.
2ª Parte, Cap. XXVI, n° 296:

as descrições que os espíritos fazem sobre outros mundos devem ser vistas com extrema cautela (grifamos); os bons espíritos dão uma que outra informação sobre os habitantes de diferentes mundos, com o objetivo precípuo do nosso melhoramento moral.
 O Evangelho Segundo o Espiritismo - Cap. III, n° 3 e 4:
há mundos cujas condições morais dos seus habitantes são inferiores às da Terra; em outros, são da mesma categoria;
há mundos mais ou menos superiores e, finalmente, há aqueles nos quais a vida é, por assim dizer, toda espiritual;
classificação dos mundos (puramente pedagógica) segundo seu estado moral e destinação:
mundos primitivos: primeiras encarnações da alma;
mundos de expiação e provas: domínio do mal (a Terra é desta classificação);
mundos de regeneração: as almas ainda têm o que expiar, mas ali encontram repouso das fadigas;
mundos ditosos: predomínio do bem;
mundos celestes ou divinos: habitação dos Espíritos depurados; neles, reina exclusivamente o bem.


continua
Título: Re: Júpiter – A gigantesca bola de gás
Enviado por: Victor Passos em 06 de Julho de 2008, 10:05
continuação


O Evangelho Segundo o Espiritismo - Cap. III, n° 3 e 4:
há mundos cujas condições morais dos seus habitantes são inferiores às da Terra; em outros, são da mesma categoria;
há mundos mais ou menos superiores e, finalmente, há aqueles nos quais a vida é, por assim dizer, toda espiritual;
classificação dos mundos (puramente pedagógica) segundo seu estado moral e destinação:
mundos primitivos: primeiras encarnações da alma;
mundos de expiação e provas: domínio do mal (a Terra é desta classificação);
mundos de regeneração: as almas ainda têm o que expiar, mas ali encontram repouso das fadigas;
mundos ditosos: predomínio do bem;
mundos celestes ou divinos: habitação dos Espíritos depurados; neles, reina exclusivamente o bem.
A Gênese
 
Cap. XI, n°s 7 a 9:
desde toda a eternidade Deus criou mundos materiais e seres espirituais, pois se assim não fora tais mundos careceriam de finalidade;
os seres são criados simples e ignorantes, tendo por final a evolução, rumo à angelitude;
antes da existência da Terra mundos sem conta haviam sucedido a mundos...
Revista Espírita

Publicação mensal, de 1858 a 1869 sob a direção de Allan Kardec.
Já no primeiro ano, Kardec advertia que os textos publicados seriam aqueles referentes aos fatos que chegassem ao seu conhecimento – comunicações mediúnicas (na maioria) e cartas de leitores. A publicação seria realizada desde que contivesse um fim útil aos demais leitores. Dos textos, abstrairia suas próprias idéias, deles sendo apenas editor, ou “inventariante”.
 
Dessa forma, tudo o que fez publicar ali, contou sim com sua judiciosa seleção, mas não necessariamente expressando seu pensamento. É de se deduzir que, no mínimo, atribuiu aos textos o beneplácito do possível.
 
Sobre o tema “Vida em outros mundos”, não o detalhou nos livros com os quais codificou o Espiritismo, fazendo-o na Revista Espírita. Por si só, tal fato autoriza-nos imaginar que o mestre lionês, na missionária tarefa de codificar a Doutrina dos Espíritos, optou por dividir sua dedicação em dois projetos:
 
o primeiro, lançar bases espirituais, filosóficas e científicas do Espiritismo, o que fez nas chamadas “obras básicas”;
o segundo, publicar, em paralelo, fatos concernentes ou que de alguma sorte pudessem a ela (à Doutrina dos Espíritos) se ligar – fê-lo na Revista Espírita.

É sob esse enfoque que encontramos inúmeros textos na coleção da Revista Espírita, dando pormenores da vida em outros mundos, como por exemplo:
 
Revista Espírita / Março/1858
Marte: vida inferior à da Terra (Obs.: esse registro corrobora a longa “nota de rodapé” inserta na questão n° 188 de O Livro dos Espíritos, de Abril/1857);
Urano: habitantes com moral mais elevada do que a dos terrestres;
Júpiter: o mais avançado dos planetas do Sistema Solar. Seus habitantes: corpos de conformação semelhante à terrena, mas de maior leveza;
deslocam-se roçando ao solo, sem fadiga (como os peixes e as aves);
na morte, os corpos não são submetidos à decomposição pútrida: dissipam-se;
alimentam-se de frutas, plantas e emanações nutritivas do meio ambiente;
expectativa de vida: cerca de 500 anos (quase não há doenças);
infância: dura apenas alguns dos nossos meses;
linguagem: quase sempre de espírito a espírito (mas há, também, a linguagem articulada);
ocupações: puramente intelectuais;
vidência (segunda vista): permanente, para a maioria dos habitantes;
animais: mais inteligentes que os animais terrestres, mas sem se aproximar do nosso nível; são encarregados dos trabalhos manuais;
arquitetura: na Revista Espírita de Agosto/1858, em anexo, foi distribuído detalhado desenho de uma habitação em Júpiter (a casa de Mozart), desenho esse realizado por médium desenhista, muito elogiado por Kardec; entrevistado, mediunicamente, Mozart declarou que tem Cervantes e Zoroastro por vizinhos.
 
Revista Espírita / Maio/1859
Chopin está residindo em um dos mundos atribuídos a espíritos errantes; esses mundos assemelham-se aos acampamentos terrenos, destinados a repouso temporário; os habitantes desses mundos podem deles se afastar, quando queiram.
Revista Espírita / Outubro/1860
Marte é a primeira encarnação dos demônios mais grosseiros; são seres rudimentares; sua vida é curta; não são canibais, mas sua vida beira a vida da “idade da pedra”, da Terra; lá, os mares são “furiosos” e não permitem a navegação (Obs.: Vemos aqui outra nota corroborando a questão 188 de O Livro dos Espíritos).
Revista Espírita / Agosto/1862
 
“O planeta Vênus” é um ditado mediúnico espontâneo, do espírito Georges, o qual comparece em vários números da Revista Espírita. Disse ele sobre Vênus:
ar: sutil, como o das altas montanhas terrenas;
impróprio para os terrestres; mar profundo e calmo; divisões, querelas e guerras são desconhecidas;
artes sublimes substituem a indústria terrestre;
habitantes: semelhantes aos da Terra;
têm adoração constante e ativa ao Ser Supremo, sem cultos;
alimentação: à base de frutas e de lacticínios;
ignoram nutrição por carne;
não existem doenças;
expectativa de vida: infinitamente mais longa do que não o é a prova terrestre; a velhice é o apogeu da dignidade humana;
vestes: uniformes, grandes túnicas brancas.


continua
Título: Re: Júpiter – A gigantesca bola de gás
Enviado por: Victor Passos em 06 de Julho de 2008, 10:08
continuação

Perfil Moral

Até aqui, caro leitor, todos os nossos passos foram dados na sólida companhia de Kardec. Redobramos nossa admiração por tão competente quanto amiga companhia. Com imenso respeito a todas as religiões, é-nos inescapável verificar que somente o Espiritismo se debruçou sobre o tema que estamos focando, de tamanha transcendentalidade.
 
Daquilo que encontramos, tanto nas chamadas “obras básicas do Espiritismo”, quanto na Revista Espírita, podemos inferir que:
1° – Por zelo e prudência, os registros, eventuais análises, reflexões e pareceres mencionados por Kardec foram precedidos de expressões do tipo: “este livro (O Livro dos Espíritos) foi escrito por ordem e mediante ditado de Espíritos superiores...”; “do ensino dado pelos Espíritos...”; "todos os Espíritos afirmam e a razão diz que assim deve ser...”; “antes de entrarmos nos detalhes das revelações que os Espíritos nos fizeram...“; “vamos apresentar as respostas que os Espíritos deram...”; “idéias desenvolvidas nesta obra, algumas delas são pessoais, outras hipotéticas, outras são esboços...”; “essa descrição (dada por um Espírito sobre Vênus), sem dúvida, não tem nenhum dos caracteres de uma autenticidade absoluta, e também não a damos senão a título condicional...”.
 
2° – Assim, lecionando cautela e sabedoria, Kardec, ao tratar da habitabilidade nos diversos mundos, foi econômico quanto a detalhes da vida material neles, trilhando quase que exclusivamente pelo perfil moral dos seus habitantes.
 
3° – Imaginamos que é por essa causa que não há especificidade na Codificação do Espiritismo (feita por Kardec) sobre as condições físicas da vida nos diferentes mundos. O que temos ali é sempre o enfoque do comportamento, no bem ou no mal, endereçando cada espírito para um mundo consentâneo com seu histórico vivencial-moral, consubstanciando débito e crédito. Em razão desse patrimônio moral, edificado em multiplicadas existências, o espírito terá passaporte para o mundo cuja vida e habitantes se lhe adeqüem em sintonia, e onde, por bondade de Deus, lá o aguardam meios e novas oportunidades de crescimento moral.
Agora, despedindo-nos de Kardec, mas ainda nos trilhos espíritas, vamos caminhar com outras companhias.
 
Obras Psicografadas

De início, pela abençoada mediunidade de Francisco Cândido Xavier, poderemos “ir a outros mundos” e ver como é a vida (física e moral) por lá.
 
Cartas de Uma Morta

Livro do espírito Maria João de Deus (mãe de F.C.Xavier), de 1935, cuja segunda edição, de 1937, aparenta ser “edição própria”. Desse livro há uma 8ª edição, de 1978, da LAKE, SP/SP, a cargo do Departamento Editorial Caminheiros do Bem. Nessa obra encontramos dois capítulos referentes a Saturno e a Marte.
 
Saturno:
saturninos são incontestavelmente superiores aos terrestres;
não há vícios, nem guerras;
utilizam a eletricidade na sua plena possibilidade;
têm habitações de estilo gracioso;
a autora espiritual viu seres estranhos, extraordinariamente feios, evolucionando-se nos ares, em “gracis movimentos”;
os habitantes dedicam-se mais à espiritualidade;
as moléstias incuráveis lhes são desconhecidas;
a vegetação: é diferente da terrena, pois é azulada;
os mares são rosados.
Marte:
habitantes: têm grande espiritualidade: sem guerras, só vibrações de paz;
os homens são mais ou menos semelhantes aos terrícolas, mas os seus organismos possuem diferenças apreciáveis: além dos braços, têm ao longo das espáduas umas ligeiras protuberâncias, à guisa de asas, que lhes prodigalizam interessantes faculdades volitivas;
o ar é muitíssimo mais leve; conhecem os enigmas profundos da eletricidade, que usam com maestria;
as edificações são análogas às da Terra;
a vida em Marte é mais aérea – poderosas máquinas;
embora existam oceanos, há pouca água; sistemas de canalização;
poucas montanhas.
Emmanuel
Livro do autor espiritual cujo nome é o título da obra (1938, Ed. FEB, RJ/RJ). Consta no prefácio:

 
"(...) assim como Marte ou Saturno já atingiram um estado mais avançado em conhecimentos, melhorando as condições de suas coletividades, o vosso orbe (a Terra) tem, igualmente, o dever de melhorar-se, avançando, pelo aperfeiçoamento das suas leis, para um estágio superior, no quadro universal”.
 
Novas Mensagens
1939, Ed. FEB, RJ/RJ
 
O autor espiritual (Humberto de Campos) traz um capítulo inteiro sobre visita (em espírito) que fez a Marte:
Marte tem cidades fantásticas pela sua beleza inaudita: avenidas extensas e amplas, sendo as construções análogas às da Terra; a vegetação, de tonalidade vermelha, é muito mais exuberante do que a terrena;
Marte é “um irmão mais velho e mais experimentado na vida; seus habitantes sempre oram ao Senhor do Universo, em benefício da humanidade terrena”;
habitantes têm arcabouço físico algo diferente do terrestre;
alimentação: através das forças atmosféricas;
(viu) máquinas aéreas possantes que se balouçavam no pé das nuvens; muitas dessas nuvens são produzidas artificialmente, para atender reinos mais fracos da natureza.
Ainda outro espírito, por outro médium, discorreu profusamente sobre Marte:
 
continua
Título: Re: Júpiter – A gigantesca bola de gás
Enviado por: Victor Passos em 06 de Julho de 2008, 10:09
continuação

A Vida no Planeta Marte

O Espírito Ramatís, em psicografia de Hercílio Maes, é autor desse livro (1ª Ed. 1955, Livraria Freitas Bastos, RJ/RJ), que já no nascedouro se tornou polêmico, eis que traz um fantástico leque de detalhes sobre a vida em Marte, em caminho oposto ao registrado por Allan Kardec, como já vimos anteriormente (em O Livro dos Espíritos e na Revista Espírita). Diz-nos esse autor espiritual:
a humanidade que habita Marte (de um a um e meio milhões de habitantes) é mais evoluída que a terrestre: não há violência, vícios ou paixões inferiores;
seus habitantes possuem faculdades de telepatia e psicometria. Assim, a linguagem, quase sempre, ocorre por telepatia;
têm cabelos poéticos e resplendentes, quais anjos;
têm protuberâncias semelhantes a asas, ao longo das espáduas; na velhice, o espírito parte para o espaço, antes do aniquilamento vital;
alimentação: inteiramente vegetariana;
migrantes: vários seres que viveram algum tempo em Marte não se adaptaram e, em conseqüência, migraram para mundos “aquém de Marte”; alguns perambulam na Terra;
relações conjugais no matrimônio: o encontro sexual se dá pelos “plexus abdominais”, sem impurezas do sexo orgânico; as mulheres estão livres da délivrance (delivramento);
moralmente, Marte está mil anos à frente da Terra; no campo científico, quinhentos anos;
transportes: 75% são feitos por via aérea, absolutamente em segurança; existem aeronaves para viagens interplanetárias, tripuladas ou não.
Autor Encarnado - Às Margens do Rio Sagrado
Livro de autoria de Edgard Armond (1ª Ed. 1979, Editora Aliança, SP/SP). Num capítulo inteiramente dedicado a Saturno, diz-nos o autor:
Saturno é um mundo de paz;
habitantes: seres evangelizados; seus órgãos de percepção são mais elevados;
seus corpos são eterizados, suportando longos períodos de atividades sem alimentação (esta, feita de sucos vegetais e respiração);
atividade religiosa: intensa, em comunhão com o Plano Espiritual Superior;
casas não têm portas;
“arquitetura” espiritual;
construções, em geral, são de material translúcido e flexível (em muitos casos são edificadas construções por mentalização de técnicos selecionados);
tráfego intenso, silencioso e suave.
Ensaios Científicos de Pensadores Consagrados
 
Antes, devemos refletir que nós, seres humanos, só podemos discorrer sobre aquilo que os sentidos nos mostrem, possibilitando-nos, por analogia e pela lógica, comparar e deduzir. Daí, partindo do conhecido temos chegado ao desconhecido. É assim que através dos séculos o homem vem edificando seu aprendizado terreno, aplicável à vida física.
 
Agora, como falar da vida em outros mundos? Para tanto, melhor será nos equiparmos da razão, de parelha com a fé, e analisarmos o que alguns cientistas ensaiaram a respeito. Eis alguns exemplos:
 
Nicolas Camille Flammarion (1847-1925), célebre astrônomo francês.
 
A Pluralidade dos Mundos Habitados

Essa obra (1ª Ed. Na França, em 1862, traduzida da 23ª edição e publicada em português pela Livraria Garnier Irmãos, RJ/RJ) trata das condições de habitabilidade das terras celestes, discutidas do ponto de vista da Astronomia e da Fisiologia, fazendo abstração do Espiritismo, daí advindo que seu caráter eminentemente científico dirige-se aos incrédulos.
 
Obs.: Kardec, em duas ocasiões, elogiou esse livro (na RE de Jan/1863, e na de Set/1864). Fica o convite para o leitor que queira pesquisá-la. É obra de fôlego.
 
Uranie

Livro escrito provavelmente em 1864, cuja primeira edição em português é de 1951, pela Federação Espírita Brasileira, sob o título Urânia. Nessa obra, muito descritiva, Flammarion ensaia:
o número de universos é infinito;
Marte e Vênus têm habitantes pensantes;
Júpiter está em período primário de preparação orgânica;
Saturno será habitado por seres incompatíveis com os organismos terrestres;
Marte é semelhante à Terra, mais adiantado na senda do progresso;
habitantes são muito superiores aos da Terra; são maiores e mais leves que os terrestres; transportam-se por navegação aérea (frotas movidas pela eletricidade);
são de origem sextúpede: bípedes, bimanos e bialados (duas asas); têm doze sentidos, que lhes permitem comunicação direta com o universo;
não há alimentação: sua nutrição se dá por renovação celular, através de respiração similar à das árvores terrestres;
construções são edificadas pelo pensamento;
todos os trabalhos materiais são executados por máquinas e sob direção de algumas raças aperfeiçoadas de animais;
concepções e nascimentos lembram mais algo parecido com a fecundação das flores;
a luz sobre os habitantes de Marte não produz a respectiva sombra;
Marte já mandou sinais para a Terra, mas sem resposta;
Vênus é um mundo análogo à Terra e menos privilegiado ainda;
as estações rápidas produzem bruscas variações de temperatura.
Pierre Simon (1749-1827), dito marquês de Laplace. Célebre astrônomo, matemático e físico francês.
 
Exposição do Sistema do Mundo
Livro editado na França, em 1796. No Capítulo VI o autor analisa e reflete:
 
“A ação benfazeja do Sol faz desabrochar os animais e as plantas que cobrem a Terra, e a analogia nos leva a crer que ela produz efeitos semelhantes sobre os outros planetas: porque não é natural pensar que a matéria da qual vemos a fecundidade se desenvolver de tantas maneiras, seja estéril sobre um tão grande planeta como Júpiter que, como o globo terrestre, tem seus dias, suas noites, seus anos, e sobre o qual as observações indicam as mudanças que supõem forças muito ativas... O homem, feito para a temperatura de que ele goza sobre a Terra, não poderia, segundo toda a aparência, viver sobre os outros planetas. Porém, não deve haver aí uma infinidade de organizações relativas às diversas temperaturas dos globos e dos universos? Se a única diferença dos elementos e dos climas põe tanta variedade nas produções terrestres, quanto mais devem diferir as dos planetas e dos satélites!”
 
Muitas Moradas
 
Vemos que vários foram os pronunciamentos sobre a vida em outros mundos, havendo evidente contradição entre Kardec e eles, especialmente no que diz respeito a Marte.
 
A questão se faz espinhosa. Deixamos ao leitor a análise, reflexão e aceitação, ou não, de tudo aquilo que trouxemos para este texto.
 
De nossa parte, do pouco que aprendemos daquilo que a vida tem para nos ensinar, consideramos integralmente válidas as assertivas escritas em O Livro dos Espíritos. Quanto às opiniões que com elas possam colidir, não as invalidamos, a priori: nós as deixamos no "armário da razão", cujo senhor é o Tempo, para que ele, quando estivermos em patamar espiritual bem mais elevado, nos mostre se elas devem ser alocadas na "prateleira dos devaneios" ou na da Verdade.
 
E, finalizando, para balbuciar tímida resposta à pergunta que abre essa leitura, refletimos na grandeza da natureza, que aqui mesmo na Terra nos leva a um profundo respeito e amor filial ao Criador, deduzindo que sim: há vida pujante em outros mundos (são muitos: bilhões, trilhões, quem sabe?).
 
Para nossa dedução, socorremo-nos do mais poderoso aval que qualquer ser humano terrestre pode avocar – o de Jesus, quando afirmou: “Há muitas moradas na casa do meu Pai”.


Eurípedes Kühl
http://www.espirito.org.br/portal/publicacoes/esp-ciencia/005/vida-em-outros-mundos.html
 
Título: Re: Júpiter – A gigantesca bola de gás
Enviado por: Mr.Kite em 07 de Julho de 2008, 21:00
Muito obrigado por tão completa explanação amigo Victor Passos. Mr.Kite é só um nickname, sinta-se á vontade para me chamar por meu nome: Guilherme.

Abraços!
Título: Re: Júpiter – A gigantesca bola de gás
Enviado por: Victor Passos em 08 de Julho de 2008, 15:14
Ola Amigo Guilherme
Muita paz

   È com todo gosto e alegria que o faço, realmente nós temos que ser uns para uns outros e compartilhar o aprendizado duns para os outros...


Esse é o espirito deste Forum muito importante para a divulgação da Doutrina Espirita e que tenho honra de pertencer como membro do mesmo e de tão generosa companhia .


Muita paz
Abraço fraterno

VICTOR PASSOS
Título: Re: Júpiter – A gigantesca bola de gás
Enviado por: Mr.Kite em 08 de Julho de 2008, 19:29
Ola Amigo Guilherme
Muita paz

   È com todo gosto e alegria que o faço, realmente nós temos que ser uns para uns outros e compartilhar o aprendizado duns para os outros...


Esse é o espirito deste Forum muito importante para a divulgação da Doutrina Espirita e que tenho honra de pertencer como membro do mesmo e de tão generosa companhia .


Muita paz
Abraço fraterno

VICTOR PASSOS

Olá! Me sinto super honrado também em estar aqui. Em pouco tempo já exercitei muito o meu conhecimento. Esse maravilhoso fórum está plenamente de acordo com tudo o que a Doutrina Espírita nos ensina, isso resume tudo.

Abração Victor!
Título: Re: Júpiter – A gigantesca bola de gás
Enviado por: Erick em 14 de Julho de 2008, 14:26
Olá pessoal, tudo bem?

Em relação aos lugares que os espiritos habitam em Jupiter ou qualquer outro planeta:
Acho que como nós, os habitantes de Jupiter ainda estão em processo de evolução, tanto que no próprio texto que Victor Passos colocou consta que "eles vivem meio milenio dos nossos anos", isso quer dizer que eles morrem....se eles morrem é porque estão vivos, quando morrem vão para o lado espiritual.

Resumindo, acredito que eles ainda tem um corpo físico (porém muito mais leve que o nosso) para servir de abrigo ao espirito, consequentemente, eles necessitam de uma casa para se proteger de interpéries que ocorrem naquele mundo.

Acho que só os espíritos com extremo grau de evolução não precisem de casa e de alimentos mais físicos, acredito que esses espíritos já estejam em grau de evolução no qual eles não precisam encarnar em um corpo físico, são apenas espiritos.

abraços
Título: Re: Júpiter – A gigantesca bola de gás
Enviado por: priiiiscila em 20 de Setembro de 2008, 02:02
com certeza, meu amigo Erick. Jupiter pode ser mais evoluido doq a Terra, mas nao chega a ser 100% evoluido. Ate pq eu nao acredito que isso realmente exista. Acredito que todos os espiritos estarao sempre em constante evoluçao.
Sobre as casas na espiritualidade que o nosso amigo la em cima que eu esqueci o nome comentou, eles podem sim ter casas na espiritualidade. Afinal de contas nos ainda somos apegados a materia e temos necessidades. Muitos livros contam de espiritos que sentem vontade de ir ao banheiro nos primeiros dias, sentem frio, fome. Houve uma epoca que comentavam que os desencarnados estavam brigando pq queriam comer carne. E sem contar que nao se diz que aqui na terra fazemos uma copia mal feita do mundo espiritual?
Título: Re: Júpiter – A gigantesca bola de gás
Enviado por: Marcelo Bayma em 25 de Setembro de 2008, 18:08
Sempre fico deslumbrado,ao conhecer textos ou livros que nos relatem que a reencarnação se dará de varias formas e em varios orbes,dependendo de nossa evolução pessoa e para com o próximo.
Já havia lido sobre Marte e Vênus,mas ainda não tinha achado um texto que relatasse Júpiter ou suas Luas.
E difícil mesurar a grandeza do Universo e pensar que mesmo sendo assim tão grande,ele é apenas uma infima parte de Deus.


Abraços a Todos e Paz irmãos.
Título: Re: Júpiter – A gigantesca bola de gás
Enviado por: Erick em 26 de Setembro de 2008, 12:22
Vi um dia desses numa reportagem que Jupiter tem 59 luas.... :o

imaginem....59...
Título: Re: Júpiter – A gigantesca bola de gás
Enviado por: Tost em 12 de Novembro de 2009, 04:02
Olha só.
Descobri que "evolução espiritual" e "evolução moral e intelectual" são coisas diferentes.
Sendo assim, acho que Kardec deixa implícito, no "O Livro dos Espíritos" que temos vizinhos de carne e osso em Júpiter. --- acredito que possa ser em Ganimedes.

Visitem um site chamado "Acontecimentos" no endereço WWW.ESPIRITUAL10.KIT.NET (http://www.forumespirita.net/fe/go.php?url=aHR0cDovL1dXVy5FU1BJUklUVUFMMTAuS0lULk5FVA==)

Ainda há muito que se descobrir no "O Livro dos Espíritos".

Muita paz.
Tostão

P.S. __Descobri que existe outra interpretação para o capítulo 15 da carta de Paulo aos Corinthios I diferente da interpretação de Herculano Pires.

Mas, por favor, não se desesperem. Vamos conversar sem fanatismo.



Título: Re: Júpiter – A gigantesca bola de gás
Enviado por: Disc em 03 de Janeiro de 2010, 22:05
O planeta Júpiter é um dos meus temas prediletos em Espiritismo, sou louco para ir para lá, mas como não sou tão evoluído, se eu puder ir para um mundo de regeneração, já está bom. A casa de Mozart é muito bonita e acredito que os espíritos precisem ter seu espaço para realizarem suas atividades. A natureza não dá saltos e não é de um planeta para outro que fica tudo absolutamente diferente, lá é morada de espíritos ainda em evolução e não o Reino de Deus, este sim, inconcebível para nós.
Título: Re: Júpiter – A gigantesca bola de gás
Enviado por: guaiamum em 12 de Maio de 2010, 18:51
Prezados Amigos
Sobre existência de vida inteligente, e visível, em outros mundos que não o nosso, devemos lembrar que apenas 0,5% da matéria existente em nosso universo é visível, os restantes 99,5% são energia escura, matéria escura, matéria normal não luminosa, e radiação.Daí se infere que, o que não podemos enxergar, não necessáriamente inexiste.
O "fluido universal" mais não seria que a tal "energia escura" que, por razões que a razão por enquanto desconhece, deu origem á "nossa matéria", que nós pensamos ser a única que existe (quanta pretensão, e ignorância, meu Deus!!!).Quem sabe se o "LHC", ajudando a descobrir o famoso "bóson de Higgs" ("partícula de Deus"), ajude também a fazer um pouco de luz em nossa "inteligência" ainda tão embotada!
Tô certo, ou tô errado?!
Guaiamum
Título: Re: Júpiter – A gigantesca bola de gás
Enviado por: Disc em 12 de Maio de 2010, 19:40
De fato a única teoria que pode explicar a vida em outros planetas onde as sondas espaciais nada encontram é a teoria de que a matéria que existe lá é intangível para nós. É uma matéria de outra dimensão como a que forma os planos espirituais. Em O Livro dos Espíritos diz claramente que a constituição física dos habitantes dos outros planetas em nada se assemelha à nossa. A ciência já descobriu que as menores partículas da matéria conhecidas não têm propriedades de matéria quando consideradas isoladamente, portanto a constituição da matéria dos diferentes mundos dever se diferente da nossa.
Título: Re: Júpiter – A gigantesca bola de gás
Enviado por: Rodrigo Mendes em 12 de Maio de 2010, 21:25
Muito bom este fórum, saber que cada planeta possui sua individualidade, ou seja, que cada planeta possui um tipo de vida, e que em alguns destes existem seres mais evoluidos é muito interessante, pois nos deixa uma sensação boa de que um dia iremos evoluir ao ponto de obter a condição necessária para habitar estes maravilhosos mundos.

Muita paz a todos.
Título: Re: Júpiter – A gigantesca bola de gás
Enviado por: Renato_ em 13 de Maio de 2010, 01:42
[Lembre-se de que, ao ser "promovido" para um planeta tipo Júpiter ou Saturno, você ali será um estagiário em teste.  Não terá contato próximo com sua Família Espiritual, a não ser que alguns membros dela emigrem com você.  

Estará para os jupiterianos assim como os terráqueos brutos, obtusos e assassinos estão hoje para você.


Olá,

Isso que o Ram veio de dizer, é muito lógico e fundamentado na Doutrina: assim como Espíritos baderneiros e perturbadores da harmonia de um mundo feliz podem ser excluídos desse mundo, assim também Espíritos mais ou menos evoluídos poderm ser alçados a mundos superiores, como prova; isso mesmo, a felicidade nesse caso é uma prova para o Espírito, como disse o Ram, um "teste" para ver se realmente ele tem condições de viver ali. Segundo nos narra João, o Evangelista, foi exatamente isso o que aconteceu com os exilados que vieram para a Terra. Estavam num mundo superior porque foram "alçados" a ele - para utilizar um termo do Ram - e, como seus atavismos ancestrais predominaram, perturbando a harmonia daquele mundo foram excluídos de lá.

Ler a esse respeito http://www.forumespirita.net/fe/a-genese/historia-da-civilizacao-a-luz-do-espiritismo-por-joao-o-evangelista/ (http://www.forumespirita.net/fe/a-genese/historia-da-civilizacao-a-luz-do-espiritismo-por-joao-o-evangelista/) ítens VIII, XI, e XII.

Muito boa essa sua colocação Ram, achei-a bem oportuna e esclarecedora,

Um abraço,

Renato

 
Título: Re: Júpiter – A gigantesca bola de gás
Enviado por: Disc em 13 de Maio de 2010, 12:46
A Terra é um mundo onde a vida é material e Júpiter é um mundo ditoso, onde a vida é toda fluídica. Acredito que a Terra não será um mundo como Júpiter, será apenas um mundo de regeneração, onde a vida continua sendo material, se diferenciando simplesmente pelo progresso da ciência e da moralidade dos habitantes.
Título: Re: Júpiter – A gigantesca bola de gás
Enviado por: Disc em 14 de Maio de 2010, 22:48
O que eu quis dizer foi que não acho que a Terra se transformará em mundo ditoso onde não existe uma matéria densa como a nossa. Na obra de Allan Kardec diz que a Terra está entre os mundos onde a vida é mais material. Em mundos superiores (ditosos), a matéria é muito diferente do que conhecemos em nosso planeta e permite fenômenos que estão além da nossa imaginação.
A partícula fundamental da matéria, conhecida como partícula divina, permite a formação de uma infinidade de mundos e fenômenos diferentes. É discussão estéril dizer que a ciência está errada e que em outros planetas do Sistema Solar existe vida composta de igual matéria que a nossa (do nosso ponto de vista), para os seres que vivem em outros mundos de provas e expiações, a vida pode ser mais ou menos igual à nossa, mas para nós é como se esses mundos não existissem. Kardec disse que devemos ficar com a ciência se esta demonstrar que algo do Espiritismo está errado. Prefiro levar em conta isso do que correr o risco de me perder em conjecturas baseadas em relatos de Espíritos mistificadores. Se a ciência mostrar erro em obras de autores consagrados como Kardec e Chico Xavier, não deixa de ser preocupante para nós que admiramos e acreditamos neles, mas é melhor saber a verdade doa a que doer.
Título: Re: Júpiter – A gigantesca bola de gás
Enviado por: Disc em 17 de Maio de 2010, 13:50
Isso depende do ponto de vista, há vários cientistas e médicos investigando a espiritualidade e  descobrindo a validade de muitas coisas que Kardec e os Espíritos nos ensinaram. O que a gente não pode ter é fé cega e achar que tudo o que vem assinado por Espíritos famosos é verdade. Em O Livro dos Médiuns diz que todos os médiuns são enganados algumas vezes para exercitar a lógica e o senso crítico das pessoas. Neste mundo estamos sendo provados o tempo todo, aqui não é lugar para relaxar e confiar em tudo. Para mais informações, recomendo ler o capítulo XX de O Livro dos Médiuns.
Título: Re: Júpiter – A gigantesca bola de gás
Enviado por: EmBuscaDaLuz em 17 de Maio de 2010, 14:39
Esse tópico é realmente incrível...
Obrigada por partilhar conosco, amigo Victor Passos.
O tema sobre a vida em Jupiter me fascina, sempre que possível estou a procura de novas informações.

Abraço fraterno!
Título: Re: Júpiter – A gigantesca bola de gás
Enviado por: gustavorez em 24 de Maio de 2010, 21:38
Eu acredito que temos de ter,em todos os aspectos de nossa vida, um senso crítico bastante afiado. O perigo é quando esse senso crítico afiado se transforma em um ceticismo exacerbado (como aconteceu comigo).

Ao ler o "Livro dos Espíritos" percebi que a imensa maioria dos aprendizados ali revelados (como a reencarnação, as nossas provas, etc) me eram bastante familiares, mesmo sem ter tido o menor contato com a doutrina nesta vida.

Entretanto, por mais que me identifique com os preceitos morais espíritas e acredite na viabilidade da comunicação entre vivos e mortos -após pesquisar bastante via internet alguns casos- minha mente se recusa HOJE (não sei amanhã) a aceitar alguns relatos.

Acreditar na viabilidade de vidas materias que não sejam detectadas por nossos sentidos é viável no meu entender (lembremos que segundo os astrônomos, apenas 4% do universo nos poderia ser sentido). Reconheço a pequenez do ser humano diante da complexidade do universo.

Entretanto, acreditar em seres alados, ou em Mozart vivendo em Júpiter é muito fantasioso para mim. Primeiro, por que tal afirmação demonstra um eurocentrismo  considerável. Já repararam que nestas comunicações fantásticas,  ilustres personagens europeus estão sempre presentes? Segundo: as aptidões musicais de Mozart o credenciam como um ser evoluído moralmente ou intelectualmente? Se viveu aqui na Terra, não era digno ainda de habitar mundos superiores.

Enfim, isso ainda é uma dificuldade para um néofito como eu. Se por um lado tenho uma intuição de que os ensinamentos contidos no "Livro dos Espíritos" são verdadeiros e me identifico bastante com eles, por outro me deparo com relatos que me fazem questionar bastante e ainda me defronto com "pérolas" que insultam minha inteligência. Não sei como agir nessas situações.