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GERAL => O que é o espiritismo => Pluralidade Mundos Habitados => Tópico iniciado por: Marianna em 18 de Dezembro de 2009, 00:29

Título: A VIDA DEPOIS DA VIDA
Enviado por: Marianna em 18 de Dezembro de 2009, 00:29

Quando André Luiz, por intermédio da psicografia de Chico Xavier, falou-nos das cidades espirituais. descrevendo as intensas atividades nelas desenvolvidas, com seus hospitais, escolas, campos, jardins, rios e tudo o mais que aqui na Terra há, inclusive a vida social, muitos espíritas taxaram tais noticias de inverossímeis, pondo-as de "quarentena", apesar de que tais descrições já haviam sido feitas também por outros escritores da vida espiritual, notadamente as mensagens recebidas pelo Rev. G. Vale Owen, com o título de

"A Vida Além do Véu".

Com o passar do tempo, graças à persistência em nos serem trazidos livros de tal gênero e por serem ansiosamente aguardados por muitas pessoas, foi se modificando a opinião a respeito da famosa série "Luizina" e, hoje, são consideradas como obras respeitáveis e dignas dos maiores encômios, não só pela beleza e primor das descrições da vida espiritual, mas também pelos ensinamentos doutrinários que encerram.

Recentemente, mais uma prova de veracidade de tais novidades acabamos de ter, com alguns livros escritos por pesquisadores americanos, relatando-nos experiências de pessoas que foram consideradas clinicamente mortas e que retornaram à vida e descreveram o que viram e ouviram na vida maior, confirmando os depoimentos, não só de André Luiz, como também de outros Espíritos que nos falaram de tal vida.

O livro "Life after Life", do Dr. Raymond A. Moody (pesquisador não espírita), "bestseller" nos EUA, é um desses livros que nos fala dessas experiências inusitadas, agora complementado com o novo livro "Reflections on Life After Life", que nos traz o resultado de novas entrevistas com os que permaneceram alguns instantes na outra dimensão da vida.
Título: Re: A VIDA DEPOIS DA VIDA
Enviado por: Marianna em 18 de Dezembro de 2009, 00:34

A HIERARQUIA ENTRE OS ESPÍRITOS:

Entre os povos primitivos, como entre os animais, a chefia é conquistada pela força. Quem for mais forte, fisicamente, assumirá a liderança de um grupo ou de uma tribo. À medida que o homem vai evoluindo, vai se impondo pela astúcia, pela esperteza. Este é ainda o meio pelo qual uma pessoa conquista a direção de uma agremiação, de uma coletividade, de uma nação...

Ser astuto, nem sempre significa ser mais inteligente ou mais indicado para dirigir o destino de qualquer associação ou país. Atualmente o dinheiro está intimamente ligado ao poder e quando surge a moeda pesa nas decisões para a escolha de quem vai presidir uma sociedade, seja ela qual for.

Quais são os predicados exigidos de um Espírito para assumir a direção de uma instituição no plano espiritual?

Nas zonas umbralinas mais inferiores, a direção é conquistada por aquele que consegue dominar a plebe, através da força mental. Nas regiões menos densas, a habilidade e a inteligência são os requisitos que prevalecem para a indicação dos cargos de chefia. Nos planos mais elevados, entretanto, a presidência recai sobre aquele que possui amor e sabedoria.

Como o saber não tem limites, porque absoluto só o de Deus, é óbvio que à medida que iremos galgando os degraus da escada evolutiva, vamos assumindo mais elevados encargos de direção, até alcançarmos a de prepostos de Deus, ou seja, Ministros do Criador.

André Luiz (li ficou pasmado, quando lhe disseram que o Espírito de elevada hierarquia, que se materializara no templo que visitara em "Nosso Lar", cidade espiritual em que André Luiz desenvolve o seu trabalho e aprendizado, não tinha ainda alcançado a perfeição absoluta e sim apenas a categoria de mentor da humanidade terrestre. O dirigente dos trabalhos, pacientemente, explicou que o visitante ainda aspirava alcançar um dia a função de representante da Terra junto às gloriosas comunidades que habitam, por exemplo, Júpiter e Saturno. Acrescentou, que posteriormente esperam fazer parte das assembléias, que regem o nosso sistema solar e sucessivamente colaborar com os que dirigem a constelação de Hércules, nossa galáxia e grupos de galáxias etc.

Em se tratando do planeta Terra, que é um dos mais inferiores, ainda não podemos compreender as funções elevadíssimas dos Espíritos puros, na direção dos destinos das nações e do próprio planeta. Mas sabemos que eles estão no leme deste barco que singra o imenso Oceano do infinito. Mesmo nos momentos cruciais, como o que estamos passando, não devemos nos perturbar em virtude do aparente caos em que estamos mergulhados. Confiemos em nossos protetores, porque depois desta noite trevosa, brilhará a aurora de paz e progresso espiritual. Persistamos no bem e aguardemos, pacientemente, e com resignação, pois também somos responsáveis por este estado de coisas.

Em "Nosso Lar", existem um governador e diversos ministros. Cada ministério conta com inúmeros trabalhadores, desde os ministros, em número de 12, até o mais humilde servidor. Vemos, portanto, que no plano espiritual, cada criatura será guindada ao cargo que suas aptidões lhe derem condições. Nesses planos não existem apadrinhamentos ou quaisquer facilidades, porque seja de família influente. Somente a capacidade e a moral é que prevalecem para que a pessoa assuma a chefia de qualquer departamento ou cargo de maior responsabilidade.

No plano espiritual os títulos nobiliárquicos, comendas etc., nada significam.

O que é da Terra, fica na Terra. Ao desencarnarmos nos despimos das coisas materiais e levamos apenas as espirituais, sejam boas ou más.

Aqui é o laboratório das experiências; lá é a revelação dos resultados dessas experiências.

Centro Espírita Celeiro de Luz.
Título: Re: A VIDA DEPOIS DA VIDA
Enviado por: Marianna em 22 de Dezembro de 2009, 20:54

REGIÕES ABISMAIS:  

"- Não estamos contemplando Senão a superfície de trevosos cárceres a se confundirem com os precipícios subcrostais". André Luiz -. Libertação, pàg. 93.

Vários livros mencionam as regiões subcrostais, dentre eles: "O Abismo", de R.A. Ranieri; "Nas Fronteiras da Loucura", de Manoel P. de Miranda; "Memórias de um Suicida", de Camilo Castelo Branco, e "Libertação", de André Luiz. E todos são unânimes em afirmar que essas regiões purgatoriais são as mais terríveis que conheceram.

André Luiz confessa que seria difícil acreditar que esses antros de sofrimentos pudessem existir. Somente presenciando essas cavernas lodosas e nauseantes e ouvindo a gritaria ensurdecedora daqueles que ali se acham enclausurados, pois não conseguem se libertar das mesmas, é que se pode avaliar a angústia e o desespero em que sé encontram. Nesse ambiente de denso nevoeiro que mal se distinguem os detalhes e dimensões dessas zonas

abismais, é que podemos avaliar a magnitude desses locais de purgação. Diz-se abismal, em vista do despenhadeiro em que fica essa coletividade de sofredores. Tais abismos assemelham-se a imensas crateras de vulcões vivos, onde a gritaria ensurdecedora e ininterrupta é de enlouquecer qualquer um, mesmo os mais fortes e equilibradas.

Segundo nos afirmam os autores mencionados, as zonas subcrostais, como o próprio nome indica, localizam-se nas entranhas da Terra, no subsolo. Isto seria inacreditável, se tais revelações não fossem psicografadas por médiuns de inteira confiança, como F.C. Xavier, Divaldo P. Franco e Yvonne A. Pereira.

Essas aglomerações de seres humanos vivendo no subsolo, deixam de ser absurdas, se nos lembrarmos de que para os Espíritos a matéria grosseira, que é a terra, não oferece nenhum obstáculo para a sua travessia, pois conforme nos ensina a Doutrina Espírita, para os corpos fluídicos, a nossa matéria não opõe nenhuma resistência. É uma questão de consistência.

Muitos ovóides acompanham os seus inimigos em suas purgações nas cavernas abismais, assim como também sozinhos, durante centenas e até milhares de anos.

São Espíritos que degeneram o corpo perispiritual, pelo ódio superlativo. A destruição do corpo perispirítico é uma verdade insofismável devido aos testemunhos de Espíritos de comprovada idoneidade.

Manoel P. Miranda, relatando uma missão socorrista a uma zona abismal, localizada no subsolo de uma grande cidade brasileira, narra que ela fica sob a área de uma penitenciária e da faixa do lenocínio mais hediondo dessa cidade. Ao se aproximar da mesma, descreve que ela desaparecia, coberta por poderosa sobreposição de faixas vibratórias, em que estas anulavam as físicas.

Antes, porém, de atingir o abismo, percorrera longo caminho, onde de quando em quando surgiam sombras humanas que se asfixiavam no tremedal, levantando-se, a gritar, para logo desaparecer no lamaçal pútrido.

Ao atingir o abismo idimensional, onde não havia luz de qualquer espécie, e onde a esperança parecia não existir, os missionários dessa missão, lançaram as redes luminosas para que os que desejassem deixar aquele atoleiro imundo, agarrassem as mesmas, mas apenas os de boas intenções conseguiam segurá-las, enquanto que os de condições psíquicas negativas esforçavam-se em vão para agarrá-las, porque as redes diluiam-se ao contato de suas mãos.

Centro Espírita Celeiro de Luz.
Título: Re: A VIDA DEPOIS DA VIDA
Enviado por: Marianna em 26 de Dezembro de 2009, 18:24

CIDADE SOMBRIA

"Mutilados às centenas, aleijados de todos os matizes, entidades visceralmente desequilibradas, ofereciam-nos paisagens de arrepiar."
André Luiz - Libertação, pàg. 57.

No livro "Libertação" (cap. lV), André Luiz nos fala de uma cidade dos planos inferiores, onde o panorama é um dos mais desagradáveis, seja pelo local e a população, seja pela fauna e a flora. São descrições que nos causam medo e tristeza, tal é a situação dessa coletividade de sofredores.

A cidade está envolta em denso nevoeiro, em terreno acidentado e casario paupérrimo, decadente e sórdido, com exceção do templo e dos palácios do pessoal administrativo, que ficam num pequeno planalto, onde há ruas e praças bem cuidadas, cheias de povo e carros puxados por escravos e animais.

Tanto os seres humanos e sub-humanos, como a flora e a fauna causam comiseração, tal é a degeneração em que se encontram. No ar, aquele ambiente de insegurança, ao presenciar-se aquelas fisionomias patibulares. Pigmeus aos magotes parambulam pelas ruelas, como que lmpulsionados por uma força estranha, que os move de um local para outro, sem destino.

A ociosidade é a nota dominante.

Multidões de seres sub-humanos são utilizadas para os serviços mais rudimentares, como trabalhadores de poucas possibilidades, em regime de escravidão. Para completar esse quadro entristecedor, essa população se traja de roupas Imundas e fétidas. Entre os dirigentes predomina a roupa de cor escarlate, simbolizando bem o estado de agressividade que lhes é peculiar.

Tudo é de causar pena, inclusive a flora, porque até as plantas são desagradáveis ao olhar; mas o que mais amedronta é a grande quantidade de animais monstruosos, que se movimentam a esmo, como duendes.

Nessa cidade purgatorial, 95% da população se dedicam ao mal e à desarmonia, não existindo crianças, como se Deus quisesse poupá-las de lugar tão desolador e inseguro. Os restantes 5% são constituídos de missionários do bem, em abnegado serviço de auxiliar aqueles que demonstrem arrependimento e propensão para a reforma íntima. Trabalham anonimamente, para não despertar revolta por parte dos Senhores da Colônia.

Essa população de estropiados e malfeitores, escravos e carrascos, vive sob severa vigilância de um policiamento de pessoas de semblante feroz, mais parecendo felinos à procura de uma presa. Todos, entretanto, não passam de instrumentos da Justiça Divina, que utiliza o homem para corrigir o homem.

A alimentação se dá através da vampirização dos fluidos dos encarnados que se afinem com as paixões rasteiras, sugando-lhes as energias, como se fossem lampréias insaciáveis. Essa cidade fica nas proximidades da crosta terrestre.

O plano espiritual é um mundo de infinitas situações, de conformidade com as condições morais e intelectuais de sua população, que se agrupa por afinidade; mas, como aqui, lá também existem os que governam e os que são governados, segundo a condição intelectual que alcançaram.

O importante dessa lição é que ela nos adverte para o perigo do envolvimento dessa coletividade de vampiros, que está bem próxima de nós, à procura daqueles que se afinem com as sensações inferiores, para se imantarem aos mesmos.

Como dizem os benfeitores espirituais, cada pessoa tem a companhia que deseja, segundo as suas Inclinações. E diante dessa advertência, não podemos alegar ignorância, se formos conduzidos a cidades dos planos inferiores, ao desencarnar. Vigiemos, portanto, as nossas tendências, para que não desembarquemos nessas regiões de atrozes sofrimentos.

Centro Espírita Celeiro de Luz.