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CONVÍVIO => Off-topic => Tópico iniciado por: Zé Ninguém em 20 de Maio de 2013, 14:10

Título: A estrela de Belém era um Óvni?
Enviado por: Zé Ninguém em 20 de Maio de 2013, 14:10
O texto foi etirado da obra " O Enviado" de J.J Benítez.
O material é extenso e foi dividido em partes para facilitar a leitura.

Parte I

A estrela de Belém era um óvni?

Uma análise da chamada "estrela de Belém"

"Quando se leem os Evangelhos fica evidente- está escrito- que Jesus de Nazaré esteve ligado, desde antes do nascimento, a fatos milagrosos, sobrenaturais, e no mínimo misteriosos.
Talvez o primeiro e mais tangível tenha acontecido com sua chegada a este mundo.
Mas vamos nos ater ao que foi escrito pelos evangelistas Mateus e Lucas. Diz o primeiro:

" E tendo nascido Jesus em Belém da Judeia, nos tempos do Rei Herodes, eis que uns magos que vinham do oriente se apresentaram em Jerusalém, dizendo: ' Onde está o recém-nascido rei dos Judeus? Pois vimos a sua estrela no Oriente e viemos adorá-lo."

E o capítulo 2, mais adiante: "Então, Herodes, chamando secretamente os magos, inquiriu exatamente deles acerca do tempo e que a estrela lhes aparecera. E, enviando-os a Belém , disse; ' Ide, e perguntai diligentemente pelo menino. Quando o achardes, avisai-me, para que também eu vá adorá-lo.' Tendo eles ouvido o rei, partiram; e eis que a estrela, que tinham visto no Oriente, ia adiante deles, até que finalmente se deteve sobre o lugar onde estava o menino. E, vendo eles a estrela, regozijaram-se com grande alegria"

Por sua vez, o evangelista Lucas nos conta em seu capítulo 2: " Ora, havia naquela mesma comarca pastores no campo e guardavam, durante as vigílias da noite, o seu rebanho. E eis que o anjo do Senhor apareceu-lhes, e  a glória do Senhor os cercou de resplendor. Eles tiveram um grande temor.
Mas o anjo lhes disse: ' Não temais, porque eis que aqui vos trago novas de grande alegria, que serão para todo o povo. Pois, na cidade de Davi, vos nasce hoje o Salvador, que é o Cristo, o Senhor.
E isto lhes servirá de sinal: achareis o menino envolto em panos e deitado numa manjedoura.'
No mesmo instante, apareceu com o anjo uma multidão dos exércitos celestiais, louvando a Deus e dizendo: ' Glória a Deus nas alturas e paz na entre o homens que ele ama.' E aconteceu que, ausentando-se deles os anjos para o céu, disseram os pastores uns aos outros: " Vamos, pois, até Belém, e vejamos isso que aconteceu, e que o Senhor nos fez saber."

Durante séculos, a estrela que São Mateus menciona passou quase despercebida sob o prisma astronômico. Todo mundo, durante dois mil anos, aceitou de bom grado a realidade desa estrela. Mas poucos tentaram encontrar uma explicação científica, supondo que houvesse uma. A estrela de Belém foi e é um fato absoluta e geralmente aceito.

Mas, conforme vamos nos aproximando dos sóis que formam nossa galáxia por conta da escalada espacial- os pesquisadores e astrofísicos se perguntam:
" Como- um sol, definitivamente- pode ter guiado alguns magos? Como podia ir á frente deles e, especialmente, como parou em cima do lugar onde estava o menino?

Continua..
Título: Re: A estrela de Belém era um Óvni?
Enviado por: Zé Ninguém em 20 de Maio de 2013, 14:14
Parte II

A estrela de Belém era uma estrela( um sol)?

Hoje, sabemos que as estrelas- consideradas do ponto de vista astronômico- são sóis parecidos com o nosso. São definitivamente grandes condensações de matéria que emitem luz por conta de sua elevada temperatura. Parece que a maior parte da matéria que constitui o universo se concentra nelas, mas esse ponto ainda provoca discussão.
É evidente que as estrela não emitem somente luz visível, mas também todo tipo de radiação: desde ondas de rádio até raios X.

Mas vamos ao que interessa. a astronomia estabelece, hoje, que o tamanho das diversas estrelas pode oscilar entre poucos quilômetros e mil vezes o do nosso sol. Ou seja, uns 700 milhões de quilômetros. Sabemos também, em especial a partir de 1937 com os trabalhos de Bethe e de Von Weizsacker, que os processos quem mantém as estrelas como objetos luminosos durante bilhões de anos não passam de reações termonucleares de fusão entre elementos químicos diferentes.

Isso explica também a alta temperatura delas. O Sol que nos ilumina e sustenta, por exemplo, atinge em sau coroa( área imediata à superfície) temperaturas de até um milhão de graus. E nosso Sol, como diz  astronomia, é uma simples estrela do tipo médio.
É absurdo, do ponto de vista científico, pensar que uma dessas estrelas ou sóis pode ter se aproximado não só do nosso planeta, mas do próprio sistema solar que constitui nossa "região"sideral. Se, dos 100 bilhões de estrelas que formam nossa galáxia, qualquer uma delas tivesse abandonado sua posição inicial para chegar até Belém, a intrusa teria desencadeado um desastre cósmico apocalíptico muito antes de divisar nosso sistema planetário. E, logicamente, Belém e o resto do planeta teriam, quem sabe, até desaparecido do mapa celeste.

Basta olhar hoje para o firmamento para saber que a estrela-ou o sol- mais próxima a nós, algo como nosso vizinho de orta, está a pouco mais de 4 - anos-luz de distância. esse vizinho- Alfa Centuro-, supondo que tivesse conseguido chegar a nosso mundo, teria levado, viajando à velocidade da luz( 300.000 quilômetros por segundo), um total de quatro anos.
E, segundo os mapas de todos os astrônomos, o vizinho de porta não saiu do lugar desde que o homem teve a possibilidade de olhar para as estrelas.
É verdade que Deus pode fazer tudo. Inclusive que um sol de milhões de quilômetros de diâmetro e altíssimas temperaturas cruze os espaços e guie alguns magos do Oriente. Porém, algo me diz que Deus deve sr bem mais sensato.

Pode ter sido um cometa?

Depois de verificarmos a impossibilidade de a estrela de Belém ser um sol, resta-nos também a hipótese de que aquilo se tratasse, na realidade, de um cometa. Em nossas árvores de natal e presépios, quase sempre representamos essa estrela com uma longa cauda.

Mas o que dizem os astrônomos? Quem estuda o firmamento sabe que um cometa, quando ainda se encontra muito afastado do Sol( na proximidades de Plutão ou mais longe), é constituído simplesmente por um agregado de corpos rochosos- o chamado núcleo-, cuja estrutura ainda não se conhece com certeza.

Quando esse núcleo se aproxima do nosso Sol, a energia solar faz que se desprendam dele gases e pequenas partículas sólidas, que ficam gravitando a sua volta e dão lugar á chamada "cabeleira" do cometa. Ao chegar à órbita de Júpiter, essa "cabeleira" se desenvolve amplamente e, em algumas ocasiões, atinge uma extensão superior a 150.000 quilômetros.
A uma distância do Sol de duas unidades astronômicas( uns cerca de 300 milhões de quilômetros), da cabeleira do cometa surge e se desenrola uma estreita cauda, também derivada da matéria do núcleo. Ela se estende em direção oposta ao Sol, ao longo de vários milhões de quilômetros.

O que isso quer dizer? Simplesmente que a existência de um cometa, por menor que seja, traz implícitas dimensões gigantescas, totalmente diferentes das características descritas por São Mateus no Evangelho para a famosa estrela de Belém.
E devemos acrescentar, evidentemente, que nenhum cometa entra na atmosfera terrestre sem provocar sua autodestruição, além de uma infinidade de sérias pertubações. temos o exemplo do cometa Halley, que em sua passagem por aqui em 1911 tocou" as últimas camadas da atmosfera com sua cauda e provocou um histerismo mundial.

Se a estrela de Belém fosse um cometa, sua proximidade com o mundo teria sido relatada pela maioria dos povos. Sua passagem constaria até hoje dos anais da história. Mas não consta. As únicas referências históricas à presença de cometas nas épocas imediatamente anteriores e posteriores ao nascimento de Jesus de Nazaré são as seguintes:
"Após o assassinato de César, pouco depois dos idos do mês de março de 44 a.c., apareceu um brilhante cometa. No ano 17 de nossa era, surgiu  outro também, de repente, com uma significativa cauda, que nos países mediterrâneos pôde ser vista por uma noite inteira. O seguinte, sem importância- pelo menos ao que consta historicamente- foi visto no ano 66, pouco antes o suicídio de Nero."
(....)
Para concluir este tópico, vamos fazer uma nova pergunta: que cometa poderia guiar os magos, desaparecer por completo do firmamento ao chegar á cidade de Jerusalém e, pouco depois, quando esses magos retomaram a viagem para a aldeia de Belém, aparecer de novo para a caravana, indicando-lhes o rumo? e, como filigrana cósmica final, o cometa parou acima do lugar onde estava o menino.
É um pouco demais para um cometa...

Continua...
Título: Re: A estrela de Belém era um Óvni?
Enviado por: Zé Ninguém em 20 de Maio de 2013, 14:19
Parte III

Os Magos teriam visto um meteoro ou um meteorito?

Essa tentativa de explicação razoável para a estrela que viram e seguiram os magos chegados do oriente nos parece mais descabida até que as anteriores. Os meteoros- reza a ciência- são minúsculas partículas, do tamanho de uma cabeça de alfinete, metálicas ou pétreas, que só são visíveis quando entram na atmosfera terrestre, á velocidade de algumas dezenas de milhares de quilômetros por hora. O calor gerado no atrito com a atmosfera os deixa incandescentes, e eles deixam no céu noturno esses rastros luminosos tão conhecidos pelo nome de estrelas cadentes.

Já os meteoritos atingem ás vezes dimensões de alguns metros e, portanto, são sempre suficientemente grandes para não se consumirem por completo durante a queda. Quando um meteoro entra na atmosfera terrestre, tem a mesma velocidade que um corpo em órbita em volta do Sol, a uma distância igual da Terra. Essa velocidade depende do tipo de órbita. Para as circulares- como a terrestre-, é de 30 quilômetros por segundo. Se for uma órbita parabólica, a velocidade de queda é de 42 quilômetros pro segundo.

Para que entendamos melhor: esses meteoros que vemos rasgar, com sua luz, as noites de verão caem á incrível velocidade de 150.000 quilômetros por hora!
Naturalmente a visão dessa queda dura alguns segundos ou décimos de segundo. E, se o meteorito tiver dimensões consideráveis, o assunto fica ainda mais complicado
(...)
É evidente que nenhum meteoro ou meteorito poderia ter mantido um trajeto horizontal, guiando uma caravana e, aind apor cima, parando sobre um estábulo.

A " estrela" de Belém pode ter sido uma nova ou uma supernova?

Imagino que os astrofísicos e especialistas no assunto que leram este trabalho esboçaram um sorriso indulgente. E com razão. Como eu dizia ao apresentar a primeira possibilidade- a de que estivéssemos diante de um sol ou estrela-, não podemos esquecer em nenhum momento que a aproximação de um desses astros gigantes do nosso sistema seria catastrófica. Com mais razão ainda, portanto, se o fenômeno pudesse ser identificado com uma supernova ou uma nova.

Diz a astrofísica do século XX: " As modernas teorias da evolução estelar predizem, para um grande número de estrelas( pelo menos para aquelas cuja massa, o chegar à sequência principal, superam em mais de 24 vezes o nosso Sol), uma explosão como etapa final de sua vida. Esse resultado levanta diversos problemas, mas parece dar a chave de um dos fenômenos mais espetaculares estudados pela astronomia: as supernovas.
Uma supernova é uma estrela que sofre um aumento rápido-em poucos dias- e extraordinariamente grande( várias milhões de vezes) de seu brilho, seguido também de uma rápida extinção.

Trata-se de algo relativamente raro. Nos últimos mil anos, por exemplo, em nossa galáxia só se observaram três supernovas. A primeira foi no ano de 1054, sendo estudada pelos astrônomos chineses e japoneses. os restos dessa explosão constituem a nebulosa de Câncer, ainda em expansão. A segunda pareceu na constelação de Cassiopéia, em 1572. A terceira, na região de Sagitário, foi observada em 1904. Atualmente, admite-se que, em média, em uma galáxia, apareça uma supernova a cada 30 anos.

Quanto às estrelas denominadas novas, são aparentemente muito semelhantes às supernovas mas em uma escala muito menor. Sua luminosidade fica de dez mil até cem mil vezes maior do que a inicial. Mas, diferente das supernovas, constituem um fenômeno que se repete a cada certo número de anos.

Conclusão; nenhuma nova ou supernova pode ter sido registrada dentro de nosso sistema solar. Entre outras razões, porque nessa "região" planetária por onde se move a velha bola azul que chamamos de Terra não há nem houve esse tipo de estrela. A única de que dispomos- e tomara que dure muito tempo- é essa que aparece a cada amanhecer.

Tentar associar a estrela que ia diante dos magos rumo a Belém a uma nova ou supernova é um absurdo.  Se a explosão de uma dessas estrelas no firmamento- a bilhões de anos-luz de nosso planeta-alertou os magos e os colocou no caminho, em busca do rei dos judeus, é outro problema a discutir. Mas prefiro analisara a hipótese no próximo tópico: o de uma possível conjunção planetária.

Continua...
Título: Re: A estrela de Belém era um Óvni?
Enviado por: Zé Ninguém em 20 de Maio de 2013, 14:21
Parte IV

Foi uma conjunção planetária?

Eis aqui um debate interessante. Hoje, astronomicamente falando, conhece-se uma conjunção o fato de dois planetas se situarem no mesmo grau de longitude. Ou, para ser mais claro, o fato de se aproximarem ou se alinharem tanto entre si que possam parecer uma única estrela de grande luminosidade.

Terá sido isso que os magos viram e que os guiou? Não nos precipitaremos, pelo menos por enquanto, na emissão de uma opinião. E vamos começar pelo início.
A história da conjunção planetária esteve na moda no mundo depois da descoberta feita pelo matemático imperial e astrônomo João Kepler. Na noite de 17 de dezembro de 1603, o célebre personagem estava sentado no Hiradschin de Praga, sobre o Rio Moldava, e observava com grande atenção a aproximação de dois planetas. Naquela noite, Saturno e Júpiter se encontraram na constelação de Peixes.

Ao recalcular a posição dos planetas, Kepler descobriu um relato do rabino Abravanel que dava pormenores sobre uma extraordinária influência que os astrólogos judeus atribuíam à mesma constelação. “ O Messias” afirmavam, “ teria de vir durante uma conjunção de Saturno e Júpiter, na constelação de Peixes”.
E Kepler pensou: “ A conjunção ocorrida na época do nascimento do menino Jesus teria sido a mesma que agora se repete em 1603?

O astrônomo pegou papel e lápis e fez os cálculos necessários. Resultado: a constatação da tripla conjunção em um mesmo ano. E  cálculo astronômico apontou o ano 7 a.C para esse fenômeno. Segundo as tabelas astrológicas, deve ter acontecido em 6 a.C. Kepler se decidiu, então pelo ano 6 e remeteu a concepção de Maria ao ano 7.aC.
O matemático espôs sua fascinante descoberta em diversos livros e artigos. Mas ele foi vítima de uma crise de misticismo,e, como costuma acontecer nesses casos, suas hipóteses e achados caíram no esquecimento ou forma menosprezados.

Mas chegou o século XX. E, com ele, uma descoberta que continha o mesmo teor do que havia sido dito por Kepler, mas era anterior a ele: em 1925, o erudito alemão P.Schnabel decifrou uns fragmentos cuneiformes procedentes de um celebre Instituto Técnico da antiga Escola de astrologia de Sippar, na Babilônia. Havia ali uma notícia surpreendente.

Tratava-se da posição dos planetas na constelação de Peixes. Os planetas Júpiter e Saturno estavam cuidadosamente assinalados durante um período de cinco meses. E isso ocorreu- segundo nossos cálculos- no ano 7 antes do nascimento de Jesus de Nazaré.

O achado era tão importante que boa parte da astronomia oficial se concentrou na verificação do cálculo. E, graças aos planetários ultramodernos, ratificou-se- para satisfação de todos, cm exceção do já falecido Kepler, claro- que não ano 7 antes da nossa era houve uma conjunção de Júpiter e Saturno na constelação de Peixes e, como havia calculado o matemático do século XVII, repetiu-se por três vezes. Parece que essa conjunção deve ter sido visível em condições muito favoráveis na região do Mediterrâneo.

Segundo estes cálculos astronômicos modernos, as três conjunções citadas ocorreram nas seguintes datas: em 29 de maio do ano 7 a.C. ocorreu a primeira aproximação dos planetas, tendo ficado visível por duas horas. A segunda conjunção foi registrada em 3 de outubro, aos 18 graus, na constelação de Peixes. Em  4 de dezembro acontecia a terceira e última. A descoberta astronômica - sem dúvida, importante pro si só - , serviu para que muitos estudiosos das Sagradas Escrituras associassem esta tripla conjunção com a estrela de Belém. E, contribuiu para isso- e como!-  anão menos importante confirmação de que Jesus não nasceu no ano zero de nossa era, como se acreditava, e sim, mais precisamente, entre seis e seta anos antes.

( * no livro o autor explica em detalhes esta afirmação e como se chegou a ela, afirmando inclusive que Jesus não etrai morrido aos 33 anos como se pensa, mas aos 35).

Continua...
Título: Re: A estrela de Belém era um Óvni?
Enviado por: Zé Ninguém em 20 de Maio de 2013, 15:06
Parte V

Mas vamos voltar ao tema centra: a estrela de Belém. Eu dizia que nos tempos atuais, uma das teorias mais aceitas é a que identifica a estrela como a já mencionada conjunção planetária descoberta por Kepler. E, embora isso seja cientificamente aceitável, e até convincente, também contém pontos obscuros. Vejamos alguns:
Digamos que os magos( sem dúvida astrônomos e astrólogos) viviam na cidade de Sippar, na florescente Babilônia, onde foram encontradas as tabuletas que confirmaram a descoberta de Kepler.

Se esses magos haviam visto a estrela, isto é, a conjunção, no Oriente, tal como relataram a Herodes, por que não rumaram para o Oriente¿ Porque, porém tomaram o rumo oposto, para o Ocidente¿
Os exegetas e intérpretes da Bíblia têm resposta para tudo. E eis aqui a solução para a questão: “ Os observadores do céu no Oriente, como astrólogos que eram, atribuíam a cada estrela um significado especial.

Segundo a opinião predominante na Caldéia, a constelação de Peixes era o signo da terra do ocidente, das terras do mediterrâneo. Segundo a tradição judaica, era o símbolo de Israel, o sinal do Messias. A constelação de Peixes fica no fim de uma velha trajetória do Sol e no início de uma nova. Nada mais próximo para considerar aquele signo co o fim de uma era e o início de outra, afirma o especialista Werner Keller.

“Júpiter era considerado por todos os povos e em todos os tempos a estrela da sorte e da realeza. Já Saturno, segundo as antigas tradições dos judeus, tinha de proteger israel. Tácito o põe no mesmo nível que o Deus dos judeus. (...) Uma aproximação tão resplandecente de Júpiter e Saturno- o protetor do povo de Israel- na constelação do país no Ocidente, do Messias, deve ter afetado os astrólogos judeus. Pois, segundo a interpretação astrológica, significava o surgimento de um rei poderoso na Terra do Ocidente, na de seus pais.  Assistir a isso e ver com sues próprios olhos, esse foi o motivo da viagem do magos, conhecedores das estrelas, procedentes do Oriente”, concluiu Keller.

Até aqui temos o argumento dos exegetas. Mas vamos por partes.
À margem dessas especulações astrológicas sobre as influências, proteções e crenças em torno das constelações  dos planetas, o mais difícil de provar é que os citados magos ou astrônomos eram justamente judeus. Não há ne um único testemunho ou documento histórico que prove isso. Tampouco sabemos com certeza se erma três- Melchior, Gaspar e Baltasar - , nem se fizaarm o caminho juntos ou cada um por si.

 O registro histórico desses personagens consta somente no Evangelho. E a primeira alusão a sua existência coincide com sua entrada na cidade de Jerusalém. Nada mais.
Parece-me, portanto, absolutamente infundado afirmar que os magos eram procedentes de Sippar ou que viviam ali. E muito mais que eram judeus.

Não faz muito sentido  que essa conjunção- divisada não só na Babilônia, mas também em toda a bacia mediterrânea( inclusive Israel)- só tivesse sido interpretada pelos astrólogos e astrônomos da Babilônia. Se a vinda do Messias era esperada com verdadeira expectativa pelo povo hebreu- como realmente era- como é possível que os doutores, astrônomos e astrólogos judeus que viviam na Palestina e que deviam ser tão bons profissionais quanto os de Sippar não tenham notado que  a conjunção planetária era o sinal tão longa e ansiosamente esperado?

E, dado que a conjunção dos planetas se repetiu por três vezes no mesmo ano, não podemos imaginar que nas três ocasiões eles estivessem dormindo ou de folga durante o fenômeno.
(...)
Mas não foi assim. E uma prova do que digo é que quando o os magos se apresentaram diante do inquieto Herodes, a primeira coisa que o rei fez- mais assustado que outra coisa- foi chamar os sumos sacerdotes e escribas e perguntar-lhes onde o Messias deveria nascer.

Repito que, se os homens do povo de Israel houvessem percebido o menos sinal nos céus- leia-se conjunção- os “serviços de informação” de Herodes, o Grande, teriam ficado a par em questão de horas.
Tudo isso me leva a pensar que as três conjunções do ano menos 7, pouco ou nada tiveram a ver com a cada vez mais intrigante e misteriosa estrela que apareceu no Oriente, guiou os magos até a Palestina e se deslocou diante da caravana até que parou acima do lugar onde estava o menino.
(...)
Antes de prosseguir, quero relatar minha única experiência  com uma conjunção planetária. Durante várias noites da terceira semana de fevereiro d e1975, foi possível observar na Espanha uma conjunção entres os planetas Vênus e Júpiter.  De fato, o fenômeno foi realmente vistoso. E muitas pessoas chegaram a confundi-los com óvnis.
Em uma daquelas noites eu ia de Zaragova a Pamplona. Estava voltando de um lnoga investigação de óvnis. E tinha a intenção de descansar na casa de meus pais, na capital navarra.
Pois bem, ao chegar a altura de Caparroso, comecei a distinguir  a conjunção. E, como é meu costumo quando me deparo com qualquer fenômeno “suspeito”. Parei o carro e foquei as brilhantes luzes que se erguiam a poucos graus sobre o horizonte.
(...)
Segundo meus cálculos – e dada a posição onde me encontrava- se seguisse em direção à conjunção, chegaria á cidade de Pamplona. Pois bem, o fenômenos astronômicos continuaria sendo visto muito além. E, se eu tivesse me empenhado na absurda perseguição, estaria correndo até hoje.
(...)

Continua...
Título: Re: A estrela de Belém era um Óvni?
Enviado por: Zé Ninguém em 20 de Maio de 2013, 15:27
Parte VI

Foi uma bela metáfora oriental?


Antes de passarmos ao que eu, pessoalmente, acredito ter sido a simpática estrela que conduziu os magos até Jesus de Nazaré, vamos analisar uma última alternativa: será a aparição da estrela e dos magos pode ter sido uma linda e sugestiva parábola, a que os povos orientais eram tão propensos?
 Nesse sentido, acho que é muito categórica a palavra de um ilustre jesuíta, o padre Antonio Romãná. até pouco tempo diretor do Observatório Astronômico de Ebro, na cidade tarraconense de Tortosa.

Durante a elaboração deste livro, eu pedi conselhos a ele, assim como a muitos outros ilustres doutores em teologia. astrônomos e cientista em geral, sobre duas questões muito específicas: as súbitas trevas que caíram sobre Jerusalém durante a crucificação do Nazareno e a presença da estrela de Belém.
Esta foi a resposta- em carta manuscrita do Padre Romãná- a minha segunda pergunta:

(..) Quanto á estrela de Belém, levantaram-se muitas hipóteses para identificá-la como uma possível conjunção de astros, todas aliás, muito agressivas e forçadas. Eu acho que o evangelista pretende descrever é algo fora da ordem normal da natureza e, pelo menos, de caráter milagroso ou maravilhoso, já que diz que a estrela( fenômeno luminosos) precedia e guiava os magos e parou sobre o local onde estava o Menino Divino.
Você sabe que ,hoje em dia, muitos exegetas católicos discutem a natureza dos capítulos sobre a infância de Jesus e não sabem se são descrições estritamente históricas ou narrações do gênero que chama de "midráshico", em que um fato histórico, de caráter religioso, é embelezado ou adornado com caracteres mais ou menso legendários ou devotos, que possam contribuir para ressaltar a ideia ou o ensinamento que se pretende inculcar com a narração.
Eu confesso que não sou partidário dessa maneira de interpretar ,e prefiro ver nas narrações da infância informações tão históricas quanto as do resto dos evangelho.
(...)"

Pouco ou quase nada se pode acrescentar a essas frases, tão claras e categóricas. Apenas, talvez, que os exegetas citados pelo jesuíta parecem ter ignorado que o rei Herodes se reuniu com seus escribas e sumo sacerdotes para se informar sobre o nascimento daquele "intruso".

Se a estrela de Belém não era um sol, não era um cometa, não era um meteoro ou meteorito, não era uma conjunção planetária, não era um anova ou supernova, não era uma lenda ou metáfora oriental e se os evangelistas diziam a verdade, o que era a chamada estrela de Belém?

Continua...
Título: Re: A estrela de Belém era um Óvni?
Enviado por: Zé Ninguém em 20 de Maio de 2013, 16:10
Parte Final

A estrela de belém: uma nave sideral?

Não farei muitos rodeios. É possível que muitos já tenham adivinhado por onde voam meus pensamentos. De fato, se aquela estrela não ode ter sido nada do que foi exposto anteriormente,e se, porém voava, brilhava e dava a impressão de se mover como se alguém a conduzisse, só podia ter sido o que hoje descrevemos como objeto voando não identificado( ovni).
É muito lógico e humano que muitas pessoas riam dessa afirmação- repito que total e absolutamente parcial, e não demonstrável pela ciência- ou até se escandalizem. Como posso me atrever a misturar algo tão sagrado como o nascimento de Jesus com os óvnis? No fundo tudo é uma questão de 'matizar" as coisas.

Aqueles que conhecem meu interesse pelos polêmicos óvnis e minha dedicação á investigação do assunto, devem saber que, para mim, ele se reveste de uma seriedade tão profunda que cheguei a abandonar o trabalho de repórter em meu jornal para me dedicar exaustivamente ao estudo do fenômeno. Nada mais distante de mim, portanto, que o desejo de tratar o tema com frivolidade.

(....)
Essas civilizações intergaláticas que nos visitam- e há muito tempo- têm de ser, por lógica, muito mais adiantadas que a nossa. E não só em sua mera tecnologia mecânica ou de navegação espacial, mas também em suas ideias e conhecimentos do cosmo e do espírito. Em outras palavras, de Deus.

Se a encarnação de Cristo em nosso planeta há dois mil anos atrás exigiu todo um "plano" cósmico ou divino- com seria natural-, porque repudir a possibilidade de que as "raças" ou "seres" mais evoluídos e próximos ao Criador, ou Força, Ou Energia Suprema, ou Deus, ou como o queiramos definir, tenham participado de alguma forma nessa vinda?

Eu, pessoalmente, acho muito mais fantástica ou fantasiosa, a crença em um anjo com duas asas nas costas, que voa de lá para cá como uma cegonha.
Parece-me mais racional e própria de um Deus sábio e sensato a presença de "homens" ou "seres"- com ou sem suporte físico- que "percorram o caminho da Perfeição", apoiando-se em uma lógica evolução física, tecnológica  e espiritual.

Porque rejeitar, então, a possibilidade de "astronautas" celestes, verdadeiros "missionários" do Espaço a serviço desse grande Deus?
Por acaso os missionários que temos na Índia, no Amazonas ou na África não aproveitam os helicópteros, rais X e a penicilina em seu trabalho?
(..)

Enfim, essa "estrela" que foi vista sobre Belém de Judá podia se tratar de uma nave sideral, de características e natureza desconhecidas para nós, que dirá então para os homens de 2000 anos atrás, a bordo da qual viajavam os já conhecidos e familiares    " anjos" do Antigo testamento, que aliás, são mencionados 108 vezes nele.
Anjos de vestes resplandecentes e estranhas que hoje identificaríamos, quem sabe, com nossos prórpios astronautas, de indumentária não menso estranha e metalizada.

(...)
Não acredito que essa hipótese arruíne ou menospreze a carga cósmica. divina ou sobrenatural que a  presença desses "mensageiros" ou "missionários" do grande Deus possa conter. Ao contrário, para mim, pessoalmente, aproxima e evidencia a figura desse Deus.

Fonte: " O Enviado" de J.J. Benítez
Título: Re: A estrela de Belém era um Óvni?
Enviado por: Zé Ninguém em 21 de Maio de 2013, 13:09
O texto está em português de Portugal

O ovni que guiou aos Reis Magos

"Sua trajectória aparentemente dirigida tem levado a muitos estudiosos a propor-se a possibilidade de que se tratasse de um aparelho tripulado por seres inteligentes.

Uns sábios têm chegado até um pequeno povo de Palestiniana chamado Belém seguindo um estranho sinal no céu.
É uma primavera cálida do ano IV, ou talvez V, dantes de nossa era, o momento no que se está a escrever uma história que terá um profundo eco durante os próximos 2.000 anos para milhares de milhões de pessoas.

Esses sábios são conscientes de que se encontram ao final de um longo caminho que iniciaram faz mais de três meses em sua longínqua terra de origem, Mesopotamia.
Um caminho que tem estado plagado de dificuldades e de reptos de todo o tipo, mas no que sempre estava clara a direcção para a que deviam marchar.
Tinha algo que desde o céu lhes indicava o caminho: alguns chamá-lo-iam mais tarde estrela, mas outros disseram que era algo diferente, uma dessas luzes que aparecem no céu de vez em quando e que se deslocam através dele.

Uma luz brilhante que lhes indicava para onde tinham que se dirigir, que se movia com eles e que quando deviam parar ficava quieta no céu.
Uma estranha luz que muitos acham que, se tivesse que chamar de alguma maneira, a palavra finque hoje seria ovni.

Luz Inteligente

Esses sábios de Oriente viram desde seus observatórios uma luz estranha que tinha aparecido subitamente no céu e decidiram a seguir.
A cada dia a luz deslocava-se com eles e ao chegar cerca do Mediterráneo se deteve sobre a cidade de Jerusalém.
Ali esses homens sábios falaram com o rei e explicaram-lhe que o motivo de sua viagem era render pleitesía ao novo herdeiro, ao novo rei que acabava de nascer.

Depois os magos seguiram de novo a essa luz que se deslocava pelo céu até que se deteve sobre essa pequena população situada a mal 7 km de Jerusalém.
Era o sinal que sua viagem tinha concluído.
Ali encontrava-se o eleito. “Quando Jesús nasceu em Belém de Judea nos tempos do rei Herodes,
vieram de Oriente a Jerusalém uns magos, dizendo: 'Onde está o rei dos judeus que tem nascido? Porque sua estrela temos visto no Oriente e vimos a adorar-lhe'”.

Estas linhas do Evangelho de Mateo são a primeira referência à estrela de Belém.
Uma alusão que se complementa uns versículos depois quando, depois da entrevista dos magos com o rei Herodes, diz o texto bíblico: “Tenho aqui que a estrela que tinham visto no Oriente ia adiante deles até que, chegando, se deteve onde estava o Menino.
E ao ver a estrela se regocijaron com um gozo muito grande”.

Que pôde ser essa luz que lhes guiou aparentemente de forma inteligente durante toda sua viagem?
São muitas as possíveis respostas que se baralharam: desde alineaciones astrológicas a fenómenos astronómicos fora do comum como meteoritos, estrelas novas ou cometas, passando por espectaculares conjunciones planetarias.
Mas todas essas possibilidades não explicam o estranho comportamento que teve essa singular estrela que guiou aos Magos de Oriente.

Um comportamento que muitos estudiosos não têm duvidado em qualificar de inteligente.
A estrela de Belém não indicou só o caminho que deviam seguir, senão que, o que ainda é mais importante, chegou a se deter em duas ocasiões para assinalar onde tinham que parar: primeiro sobre Jerusalém e depois sobre Belém, onde se encontrava o recém nascido Jesús.
Não há nenhum fenómeno natural que possa justificar este prodígio, e só se se tratasse de algo com um controle inteligente poder-se-ia explicar esse comportamento.

Se admite-se a realidade do relato bíblico, não há nenhuma explicação natural que concorde com a descrição da estrela de Belém.

Hipótese insostentaveis

No imaginario popular a estrela de Belém representa-se como um grande cometa, com sua característica bicha.
Uma imagem que em boa parte se deve ao quadro de Giotto A adoración dos Reis Magos, de 1304, no que aparece sem dúvida como grande cometa.
Na imagem plasmada pelo artista italiano influiu muito provavelmente o brilhante aparecimento só três anos dantes do cometa Halley, um corpo celeste que se acerca à Terra a cada 76 anos.

Há registos de que seu aparecimento no ano 12 a.C. foi realmente espectacular, com um brilho de magnitude 1, comparable ao das estrelas mais brilhantes.
Mas foi um acontecimento que teve lugar anos dantes da época na que nasceu Jesús.
Os astrónomos chineses e seu meticuloso registo de qualquer novidade celeste deixaram constancia do aparecimento de dois cometas na época aproximada na que este vinho ao mundo. Entre março e abril do ano 5 a.C. foi visível um cometa com uma bicha de um tamanho notável no que agora se denomina constelação de Capricornio.
Em abril do ano seguinte registou-se o aparecimento de outro cometa, neste caso na constelação da Águia, ainda que com menor brilho que o do ano anterior.

Foi um cometa a estrela de Belém?
Os cometas são uns astros bem conhecidos e considerados diferentes das estrelas, que é a figura mencionada nos textos evangélicos, e, desde depois, não se param para indicar um lugar concreto.
Ademais, ao tratar-se de corpos localizados fora de nosso planeta sua situação aparente não muda para alguém que se esteja a deslocar por ele.
É impossível que algo assim possa guiar com tanto detalhe, até o ponto de se deter sobre uma pequena aldeia.

O mesmo pode dizer de uma estrela nova, outra das explicações propostas para a estrela de Belém, pois é evidente que a posição aparente de um astro situado a tal distancia de nosso planeta não muda para um viajante, e muito menos se detém sobre um lugar concreto.
Outros fenómenos, como as estrelas fugaces –segundo propôs o conhecido divulgador astronómico britânico Patrick Mooreo os meteoritos, também não parecem ser uma resposta satisfatória.

Trata-se de fenómenos bastante correntes e tão efémeros que resulta difícil pensar que fossem a origem do que viram os Reis Magos.
Uma conjunção de vários planetas, como as que tiveram lugar entre Júpiter e Saturno no ano 7 a.C. também não explica o fenómeno descrito no texto bíblico: são fenómenos fugaces, de mal umas horas de duração, que não poderiam converter na guia de uns viajantes que durante vários meses atravessaram milhares de quilómetros. Ademais, outro detalhe que não convém esquecer é que nessa época as viagens se costumavam realizar de dia, e com a luz do Sol é praticamente impossível ver um cometa ou estrela.

E, desde depois, se tivesse tido alguma nova estrela tão brilhante como para poder ser vista a plena luz, teria sido um espectáculo de tal magnitude que em todo mundo teriam ficado registos escritos desse prodígio.
Mas ninguém, aparte dos magos de Oriente, percebeu nada anómalo no firmamento.

Tradución Español / Portugues

Fonte de infomação MÁS ALLA de la ciência"

http://ufoportugal.blogspot.com.br/2009/11/o-ovni-que-guiou-aos-reis-magos.htm
Título: Re: A estrela de Belém era um Óvni?
Enviado por: jsoranz em 21 de Maio de 2013, 18:38
Ola amigo.
Que estudo maravilhoso voce fez... muito obrigado por tudo isso.

Gostaria tambem de dividir com voces... a minha opniao pessoal.

A estrela de belem... eram seres muito iluminados que estavam acompanhando o nascimento de Jesus... e tambem assim fazer com que se cumprisse as escrituras. (que falavam dessa tal estrela)

OBS - Voce pode estudar o caso da aparição de Maria em Fatima...
Tem o episodio onde todos presentes disseram ter visto o sol dançar e descer perto da multidão (tudo isso num dia de chuva)

Nao acredito que esse sol, seja (o proprio sol, ou OVINI).. eh SIM UM ESPIRITO DE LUZ
Título: Re: A estrela de Belém era um Óvni?
Enviado por: Diegas em 21 de Maio de 2013, 19:39
Olá, Su


Na realidade, os religiosos criaram lendas e milagres em torno do nascimento do menino Jesus. Nenhuma estrela se moveu no céu. Melchior, Baltazar e Gaspar eram experimentados astrólogos, com profunda sensibilidade mediúnica, e que por meio de cálculos astrológicos puderam identificar que a posição conjuncional de Saturno, Marte e Júpiter marcava uma data de suma importância para as atividades espirituais.




Abç
Título: Re: A estrela de Belém era um Óvni?
Enviado por: Arturus em 21 de Maio de 2013, 19:54

Na bíblia estão inseridas informações que serviram apenas para consolidar Jesus Cristo como uma divindade e para tornar mais fácil a conversão das pessoas, pela similaridade com os deuses antigos. Vamos observar algumas coincidências:

Horus (egípcio) 3000 a.C.
Nasceu dia 25 de dezembro;
Nasceu de uma “virgem”, a deusa Ísis-Meri com Osíris;
Nascimento acompanhado por uma estrela a Leste;
Estrela seguida por 3 reis;
Aos 12 anos, era uma criança prodígio;
Batizado aos 30 anos;
Começou seu ministério aos 30;
Tinha 12 discípulos e viajou com eles;
Operou milagres e andou sobre as águas;
Era “chamado” de Filho de Deus, Luz do Mundo, A Verdade, Filho adorado de Deus, Bom Pastor, Cordeiro de Deus, etc;
Foi traído, crucificado, enterrado e ressuscitou 3 dias depois.


Mitra (persa – romano) 1200 a.C
Nasceu dia 25 de dezembro;
nasceu de uma virgem;
teve 12 discípulos;
praticou milagres;
morreu crucificado;
ressuscitou no 3º dia;
era chamado de “A Verdade”, “A Luz”
veio para lavar os pecados da humanidade;
foi batizado;
como deus, tinha um “filho”, chamado Zoroastro.
Attis (Frígia – Roma) 1200 a.C.
Nasceu dia 25 de dezembro;
Nasceu de uma virgem;
Foi crucificado, morreu e foi enterrado;
Ressuscitou no 3º dia;
Krishna (hindu – índia) 900 a.C
Nasceu dia 25 de dezembro;
Nasceu de uma virgem;
uma estrela avisou a sua chegada;
Fez milagres;
Após morrer, ressuscitou.
Dionísio (Grego) 500 a.C
Nasceu de uma virgem;
Foi peregrino (viajante);
transformou água em vinho;
Chamado de Rei dos reis, Alpha e ômega;
Após a morte, ressuscitou;
Era chamado de “Filho pródigo [sic] de Deus"
Explicando a mitologia
Vejamos porque esses deuses possuem tais características, tão iguais uns com os outros:
Os deuses de mistérios, na sua totalidade, possuem influências astrológicas. O deus maior é o Sol, a luz do mundo, o “salvador”. O Sol é facilmente considerado como deus, pois tais características são muito boas para um “salvador”. Ele traz vida, aquece, dá luz, etc.
O Solstício de inverno
Um fenômeno conhecido desde a antiguidade são os solstícios, e no dia 22 de dezembro, ocorre o início do solstício de inverno (hemisfério norte), no qual o sol tem o seu ponto mais baixo no horizonte, devido à inclinação do eixo terrestre. Este ponto mais baixo permanece por um período de três dias, e, no dia 25 de dezembro, O sol sai deste ponto, subindo 1 grau e voltando, gradativamente, ao seu ponto mais alto, completando e finalizando assim o solstício de verão.
Estrela Sirius e Constelação de três reis
A estrela que brilha mais forte no céu é a estrela Sirius, que no dia 25 de dezembro fica alinhada à constelação de 3 reis (Marias aqui no Brasil). Este alinhamento aponta diretamente ao sol.
Sendo assim, o sol, saindo do solstício de verão “renasce”, movendo-se 1 grau para o norte depois de três dias (22-25) e quando renasce, é sinalizado pela estrela Sirius, seguida pela constelação de três reis, formando assim um alinhamento entre os três.
Entende-se que as mitologias surgiram, ou tiveram como base, estes fenômenos. O Sol, renascendo, é sinalizado pela estrela, que, formando um alinhamento com a constelação de reis e o sol, nos mostra a constelação seguindo a estrela e indo em direção ao Sol (salvador).
Então, temos a mitologia criada, de que o salvador foi sinalizado por uma estrela e que três reis foram até o salvador seguindo a estrela. Tal informação se assemelha com o relato do nascimento de Jesus. Veja a imagem abaixo:
(http://www.dc.golgota.org/estudos/images/3reis.jpg)


FONTE: [size=78%]http://www.dc.golgota.org/estudos/plagio.html[/size]
Título: Re: A estrela de Belém era um Óvni?
Enviado por: Conforti em 21 de Maio de 2013, 21:49
      Os OVNIs estão por aí há muito tempo! Os relatos de Êxodo devem se referir a eles e a Extras-Terrestres que, pelo inusitado, foram confundidos com deuses e anjos! E o livro de Ezequiel, com sua "visão do carro divino"?! Pra quem não conhece, vale a pena ler.
Título: Re: A estrela de Belém era um Óvni?
Enviado por: Zé Ninguém em 22 de Maio de 2013, 01:38
Olá, Su


Na realidade, os religiosos criaram lendas e milagres em torno do nascimento do menino Jesus. Nenhuma estrela se moveu no céu. Melchior, Baltazar e Gaspar eram experimentados astrólogos, com profunda sensibilidade mediúnica, e que por meio de cálculos astrológicos puderam identificar que a posição conjuncional de Saturno, Marte e Júpiter marcava uma data de suma importância para as atividades espirituais.




Abç

Olá Diegas!
É uma possibilidade também. Uma tese interessante.
É que de uns tempos para cá, através e algumas leituras, comecei a desconfiar de que muito do que se atribui a imaginação, lendas, talvez tenham sido fatos reais mal interpretados pelos antigos.

"E, tendo nascido Jesus em Belém de Judéia, no tempo do rei Herodes, eis que uns magos vieram do oriente a Jerusalém,
Dizendo: Onde está aquele que é nascido rei dos judeus? porque vimos a sua estrela no oriente, e viemos a adorá-lo.
E o rei Herodes, ouvindo isto, perturbou-se, e toda Jerusalém com ele.
E, congregados todos os príncipes dos sacerdotes, e os escribas do povo, perguntou-lhes onde havia de nascer o Cristo.
E eles lhe disseram: Em Belém de Judéia; porque assim está escrito pelo profeta:
E tu, Belém, terra de Judá, De modo nenhum és a menor entre as capitais de Judá; Porque de ti sairá o Guia Que há de apascentar o meu povo de Israel.
Então Herodes, chamando secretamente os magos, inquiriu exatamente deles acerca do tempo em que a estrela lhes aparecera."
Mateus 2:1-7

Pode ser que os textos bíblicos tenham sido intencionalmente alterados e ocorrido um enxerto para adicionar a tal estrela, mas sinceramente, quando leio o texto não consigo sentir que se trata de uma lenda ou de uma metáfora.
Mas a questão está em aberto e  objetivo do tópico é justamente este. Apresentar uma das inúmeras teorias para o fenômeno,se é que de fato existiu,e ouvir opiniões sobre o assunto proposto. ;)
Título: Re: A estrela de Belém era um Óvni?
Enviado por: Zé Ninguém em 22 de Maio de 2013, 01:42
      Os OVNIs estão por aí há muito tempo! Os relatos de Êxodo devem se referir a eles e a Extras-Terrestres que, pelo inusitado, foram confundidos com deuses e anjos! E o livro de Ezequiel, com sua "visão do carro divino"?! Pra quem não conhece, vale a pena ler.

Sim amigo Coronel, também simpatizo com essa teoria.
 Tem um tópico que fala sobre isso aqui no fórum onde há um texto muito interessante sobre " as rodas de Ezequiel" .
Vale  pena a leitura:
http://www.forumespirita.net/fe/pluralidade-dos-mundos-habitados/a-verdade-esta-aqui-dentro/30/#.UZwTy6K1H08
Título: Re: A estrela de Belém era um Óvni?
Enviado por: Diegas em 22 de Maio de 2013, 11:02
'...Pode ser que os textos bíblicos tenham sido intencionalmente alterados e ocorrido um enxerto para adicionar a tal estrela, mas sinceramente, quando leio o texto não consigo sentir que se trata de uma lenda ou de uma metáfora...'


Olá, Su


Louvável o seu estudo.

Há um provérbio que diz 'quem conta um conto sempre aumenta, altera ou retira um ponto'. Os textos bíblicos sofreram ao longo do tempo inúmeras adulterações com o objetivo de atender interesses religiosos. Ou seja, a única 'estrela' que apareceu em Belém foi Jesus.



Abç
Título: Re: A estrela de Belém era um Óvni?
Enviado por: Diegas em 22 de Maio de 2013, 11:16
PS: Em relação aos OVNI's há milênios que visitam a Terra. Os viajantes extraterrestres não se apresentam de forma mais ostensiva em virtude de conhecerem a belicosidade humana.



Abç
Título: Re: A estrela de Belém era um Óvni?
Enviado por: Conforti em 22 de Maio de 2013, 18:10
      E o que dirá o amigo Diegas daquilo q, por 40 anos, acompanhou o povo hebreu, no deserto: de dia como uma nuvem, muitas vezes protegendo-o contra as investidas dos egípcios; à noite, como uma luz?
Título: Re: A estrela de Belém era um Óvni?
Enviado por: Diegas em 23 de Maio de 2013, 18:12
      E o que dirá o amigo Diegas daquilo q, por 40 anos, acompanhou o povo hebreu, no deserto: de dia como uma nuvem, muitas vezes protegendo-o contra as investidas dos egípcios; à noite, como uma luz?

Olá, Coronel


Diria que há também muita contradição em alguns textos do Antigo Testamento.

Por exemplo, quem acredita que o Moisés do 'Não matarás' é o mesmo que em Exodo 2 é flagrado assassinando um egípcio ?

Citar
11- Certo dia, sendo Moisés já adulto, foi ao lugar onde estavam os seus irmãos hebreus e descobriu como era pesado o trabalho que realizavam. Viu também um egípcio espancar um dos hebreus.

12 Correu o olhar por todos os lados e, não vendo ninguém, matou o egípcio e o escondeu na areia.

13 No dia seguinte saiu e viu dois hebreus brigando. Então perguntou ao agressor: "Por que você está espancando o seu companheiro?"

14 O homem respondeu: "Quem o nomeou líder e juiz sobre nós? Quer matar-me como matou o egípcio?" Moisés teve medo e pensou: "Com certeza tudo já foi descoberto!"