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GERAL => Outros Temas => Páginas na internet => Tópico iniciado por: Adir Tavares em 11 de Abril de 2012, 05:50

Título: A morte na visão dos bichos
Enviado por: Adir Tavares em 11 de Abril de 2012, 05:50
Lembro-me que quando eu era criança e morava na roça,  bois, vacas e bezerros seus mortos. Se uma vaca era abatida hoje para consumo da família,  eu contava até nos dedos: No sétimo dia, por volta de 10 horas,  eu ouvia de longe o prantear dos bichos. Chorando bem alto, em coro, os bichos se aproximavam do local onde a vaca havia sido morta. Bastante agitados e cavucando o chão como que desenterrando um ente familiar, os bichos choravam e em seguida iram-se embora para retornar no sétimo dia da próxima morte. Intrigante este sentimento dos bichos diante da morte do seus.

A Morte - A dor de uma perda na visão dos passarinhos (http://www.forumespirita.net/fe/go.php?url=aHR0cDovL3d3dy55b3V0dWJlLmNvbS93YXRjaD9mZWF0dXJlPXBsYXllcl9lbWJlZGRlZCZhbXA7dj1DWDFJLUxib1dzMCZhbXA7Z2w9QlIj)

Tirei daqui: http://www.advivo.com.br/blog/luisnassif/a-morte-na-visao-dos-bichos
Título: Re: A morte na visão dos bichos
Enviado por: Paulo Ribeiro Junior em 12 de Abril de 2012, 03:53
Eu sei que o que sai da boca seja o mais importante mas.... por ter pena e comoção por tudo que sofre ou pede socorro: pessoas, animais, plantas, etc, quanto aos animais é inconcebível e  inaceitável:

01- que eles continuem a sofrer antes de serem abatidos nos frigoríficos modernos
02- Que o meu corpo seja forçado a adaptar contra a sua natureza ao consumo de carne
       ( apendice, intestinos,dentes)
03- que a carne gere resíduos nos nossos organismos tais como o cigarros e outras
       drogas
04- que um animal dito superior imponha sofrimento ao menor
05- que pelos avanços e tendo mais condições de verduras, legumes e cereais na mesa
       tentemos justificar uma necessidade remota e a necessidade de proteína animal
06- que evoluindo, continue-se a consumir carcaças de sacrificados
07- que se force a trabalho, castigos, adestramento, exibição de animais por qualquer
       motivo
08- que não tenham extintos os caçadores e punição exemplar na nossa sociedade.
09- que as leis sejam tão brandas para as barbáries e torturadores.
10- que não tenha programas educacionais que visem a diminuição ou substituição da
       carne pelos vegetais
11- que não causem retaliações e sanções internacionais a paises que desrespeitam aos
      tratados de proibição de caça, jogos, exibição, consumo, etc.
12- que os animais abatidos para consumo ao nosso bel prazer exótico se estenda a
       outros que não sejam aos três que já possuimos, mesmo que seja em fazendas ou
        viveiros
13- que hajam cobaias animais com todos os recursos tecno-biológicos atuais.

Conclusão: Assim quanto à carne: " já que a moral é a mais difícil e demorada busca da
                   perfeição, seria um grande avanço se tomássemos o passo mais simples,
                   humano e perfeitamente possível que é diminuir gradativamente, até pararmos
                   definitivamente essa matança, para satisfazer uma necessidade, também
                   perfeitamente substituível.

EU JÁ COMEÇEI E SE DEUS QUISER VOU CONSEGUIR!!!!!   
 

   
Título: Re: A morte na visão dos bichos
Enviado por: drika.web em 12 de Abril de 2012, 07:37
Olá Adir e demais amigos,

Que interessante este comentário. Eu sabia que os animais sofrem a "morte" dos seus, mas não sabia que eles se lembravam deles passados alguns dias. É bom saber isso.

Quando ao comentário do Paulo Jr. , eu concordo. E infelizmente, aqui na Europa, a brutalidade contra os animais ainda está longe de acabar. Felizmente já temos grupos de pessoas que, apesar de serem consideradas loucas e hippies (mas são pessoas normais como qualquer um de nós), estão lutando para conscientizar os mais jovens sobre a barbárie praticada contra animais. O problema é que toda esta "fanfarra" está encrustada na cultura nos países do Mediterrâneo. Aguardemos confiantes que tudo isto acabe brevemente e como disse o Paulo, comecemos por nós mesmos.

Beijos de luz,
Drika
Título: Re: A morte na visão dos bichos
Enviado por: Paulo Ribeiro Junior em 15 de Abril de 2012, 04:05
Pense  em quanto atraso moral estamos atolados no desrespeito aos animais:

01- Os rodeios e vaquejadas no brasil e estados unidos.
02- A crueldade das toradas de portugal mas principamente da espanha e mexico
03- Os macaquinhos com a cabeça presa numa mesa e seu cérebro aberto ainda vivo para
     desgustes de alguns paises sul asiáticos.
04- A farra do boi proibida no brasil mas ainda persiste pelos descendentes de imigrantes
     açorianos.
05- O massacre dos golfinhos pelos japoneses e paises nórdicos
06- A pesca científica mentirosa do japão e finlândia das baleias
07- A pesca predatória dos navios japoneses que varrem o fundo dos oceanos matando
      tudo para escolher apenas uns poucos peixes que interessam.
08- A crieldade e insanidade dos japoneses que pescam milhares de tubarões cortam-lhe
     apenas as barbatanas e os jogam ainda vivos no mar.
09- O desrespeito dos barcos japoneses altamente tecnológicos que burlam e pescam
      em mares de outros paises, já que estão acabando com tudo no seu próprio mar
      limítrofe.
10- Em breve os atuns e as sardinhas poderão se extinguirem por culpa quase unânime
      do japão
11- A superstição e ganância chinesa de incentivar a morte de milhares de rinocerontes e
      elefantes e gorilas na áfrica e ásia
12- A crueldade lastimável da china e principalmente dos coreanos que comem cães
13- Os safaris milionários ilegais praticados por europeus e estadunidenses e russos em
       outros paises.
14- A pesca turística ou profissional predatória na amazônia e principalmente no pantanal
      do brasil.
15- A teimosia e ignorância dos ribeirinhos dos rios da amazônia que comem  o dócil
      peixe-boi no brasil
16- A crueldade da domesticação dos elefantes na índia, vietinan, camboja, tailandia
17- A caça dita controlada dentro dos próprios territórios nos paises europeus,
      estados unidos e rússia.
18- A domesticação dos ursos nos paises do leste europeu: polônia, albânia, sérvia, etc
19- A ostentação burra e burguesa da caça à raposa pelos reis ingleses.
20- A teimosia dos estilistas para famosidades dos estados unidos, japão e europa que
      incentivam a caça em vários paises do mundo.
21- A vergonha do uso de animais em circos, zoológicos impróprios, que graças a Deus
      é proibido no Brasil, mas praticado quase no mundo todo.
22- O uso de animais como cobaias no mundo todo apesar dos avanços bio-tecnológicos.
23- O cultivo de espécies selvagens em fazendas para alimentação e industrialização de
      de derivados no mundo todo.

É uma lista interminável, sendo estes itens citados os principais. Sinto vergonha de ser um animal, dito superior mas tão cruel, mesquinho, ganâncioso e hipócrita que não faz jus aos avanços científicos e finalmente evolutivos.

PS)- Os nomes dos paises estão em mínusculos provocadamente em protesto porque penso serem condizentes com a vergonha que praticam.
Título: Re: A morte na visão dos bichos
Enviado por: drika.web em 16 de Abril de 2012, 08:27

05- O massacre dos golfinhos pelos japoneses e paises nórdicos
06- A pesca científica mentirosa do japão e finlândia das baleias


Olá amigo Paulo.

Não querendo desmerecer a imortância do teu protesto sobre as atrocidades contra animais, vale a pena, na minha opinião, fazer aqui algumas ressalvas quanto aos números 5 e 6. Acredito que o amigo quis dizer no tópico 05 alguns "países nórdicos ", isto porque eles são compostos por vários países: Dinamarca, Finlândia, Islândia, Noruega e Suécia, e seus territórios associados, que incluem as Ilhas Faroé, Gronelândia, Svalbard e Aland. Actualmente a Estônia também se considera como nórdica (Fonte: http://pt.wikipedia.org/wiki/Pa%C3%ADses_n%C3%B3rdicos). E a maioria deles defende os golfinhos, tendo inclusive santuários de protecção/preservação.

Outra ressalva é que no tópico 06 mencionastes a Finlândia como uma país que pratica a "pesca científica mentirosa" das baleias. O que na realidade não penso ser uma verdade absoluta. A Finlândia é um país que normalmente não permite pesca/caça às baleias, nem com os chamados "fins científicos". A menos que isto seja extremamente secreto, pois o que se comenta por aqui (eu vivo na Finlândia), são ínúmeras campanhas ecológicas e rigorosas leis de proteção à natureza. Penso que o amigo quis referir-se à Islândia (ou Iceland).

Por favor não te ofendas com estas observações. E peço o favor de corrigir-me se eu estiver errada. Pode ser que tenhas mais informações do que eu, já que existem certos governos que "escondem" certas verdades da sua população, que eu espero fortemente não ser o caso do governo finlandês.

Obrigada por recordar todas estas atrocidades que acontecem ao redor do nosso planeta, por vezes ao lado da nossa casa e, muitas vezes, nem temos conhecimento disso (ou memória curta).

Paz e luz para ti.
Drika
Título: Re: A morte na visão dos bichos
Enviado por: Paulo Ribeiro Junior em 16 de Abril de 2012, 15:28
Drika....., obrigado pela correção. Realmente, o fato mais vergonhoso é a matança de baleias nas ilhas faroe( rituais de passagem para puberdade, ainda existe isso ai no dito 1° mundo? )vergonhosamente associada à dinamarca. Mas existem suspeitas de acobertamento da caça de baleias e golfinhos pelos governos de todos os paises nórdicos que vc citou, a única excessão seria a Suécia, mas são suspeitas, mesmo assim merece ser sempre lembrado para acabarmos com a fumaça antes que haja o incêndio. No brasil, houve casos isolados no amapá, onde um funcionário do governo infiltrado filmou a matança de 83 golfinhos e houve a denúncia na justiça e os donos dos barcos foram autuados, podem perder o barco, pegar 83 anos de prisão, pelos 83 golfinhos comprovadamente mortos( se acontecer )e o amapá pode perder a autorização de pesca. Eles fazem essa caça para abastecer a superstição( olho e dente ), a carne suspeita-se que se vendam a barcos pesqueiros internacionais em alto mar( imagina para quem ? ) e/ou por vingança já que os golfinhos furam as redes.
- Aproveitando quero aumentar a lista anteriomente citada:

24- A matança dos bebês focas autorizados pelo canadá e groelândia que também
      autorizam a caça controlada de ursos polares( este último também autorizado pelos
      americanos no alaska ).
25- O horror da quebra das pernas das ovelhas, a fim de aquietá-las e outros
      animais antes de serem sacrificados em nome de Deus pelos povos mulçumanos na
      época da aid el-adha. Vergonhosamente o brasil vende animais para esse ritual
      macabro,é hora de pressionamos.

Conclusão: Ninguém evolui de um dia para outro. Seria incoerente nós ocidentais criticarmos e fazermos uso carne em nossa alimentação. Mas nós concentramos o nosso cardápio a tres animais que tenta-se sacrificar sem dor, o que sabemos que isso não
ocorre. Mas a comiseração, os movimentos pelos direitos dos animais, a crescente onda vegetariana e o mais importante: o nosso caminho para uma evolução completa, nos levarão sem dúvida, a esquecer este passado e coexistindo pacificamente, por fim amaremos verdadeiramente os nossos irmãos menores pelo qual foi nos concedida divinamente a tutela.
     

Título: Re: A morte na visão dos bichos
Enviado por: rtt em 16 de Abril de 2012, 17:52
 No Brasil também têm a pesca ao cação. E qualquer pesca é nociva de forma ética e ambiental, já que inúmeras espécies estão em risco.
 Na pesca de atum, são mortos juntos vários golfinhos. Isso acontece porque o atum segue o esperto golfinho na busca do seu alimento. E os golfinhos são usados como isca também.
 Um terço dos pescados consumidos são ilegais, portanto o que eu disse não são casos isolados.
 Um abraço.
Título: Re: A morte na visão dos bichos
Enviado por: drika.web em 17 de Abril de 2012, 07:13
Drika....., obrigado pela correção. Realmente, o fato mais vergonhoso é a matança de baleias nas ilhas faroe( rituais de passagem para puberdade, ainda existe isso ai no dito 1° mundo? )vergonhosamente associada à dinamarca. Mas existem suspeitas de acobertamento da caça de baleias e golfinhos pelos governos de todos os paises nórdicos que vc citou, a única excessão seria a Suécia (...)

Paulo, eu tenho vergonha do meu país vizinho, a Noruega - são os "reis do bacalhau", juntamente com Portugal. E há pouquíssimo tempo, houve um grande falatório em Portugal (vivi em PT 11 anos) por causa da escassez do bacalhau (ou cold fish) e da pesca irregular nos mares portugueses e proximidades da Noruega.

Mas gostaria que ficasse bem claro uma coisa: eu não sei se sabes, mas a Finlândia foi há até pouquíssimos anos atrás, "propriedade" da Suécia. Inclusive até hoje tem o sueco como segunda língua e uma grande ligação umbilical com o mesmo. Assim, após a sua Independência, a Finlândia continuou a reger-se praticamente à luz daquele país, sendo que a maioria das leis são "cópias adaptadas" do outro. E, não sei se reparou, mas a Deolinda Boto comentou no Facebook que viveu na Suécia e que diz sobre a Suécia, o mesmo que eu disse no post anterior sobre a Finlândia. Usando um exemplo grotesco, lá porque a Argentina dança tango, não quer dizer que o Brasil também dança. hahahha

Parece que eu estou defendendo a Finlândia com unhas e dentes, né? Mas só queria separar as águas e não fazer como a maioria dos norte-americanos fazem: "abaixo do México é tudo mexicano".

Porém, como dissestes, é sempre bom ficar atento. É fato comprovado a caça "controlada" de outras espécies de animais como os muses (causa inúmeros acidentes mortais nas estradas), e as renas. Só pode caçar quem tem licença e para tal, deve fazer-se um curso de ecologia e protecção ambiental, que engloba estudar os ecossistemas, etc., etc. (atenção que a corrupção aqui é "ZERO, não havendo chances" de um aluno conseguir passar ao curso com ajudinha financeira). Todavia, não é por os muses matarem nas estradas que os devemos matar. Temos de estudar uma outra forma de protecção da espécie humana e do muse, certo?

Apenas frisei isto aqui para ficar claro que há diferenças significativas entre os países nórdicos/escandinavos/fino-escandinavo. Mas, concordo plenamente com a tua conclusão. Tens uma consciência bastante esclarecida. Parabéns! Que D'us nos ilumine a todos, como te tem iluminado a ti.

Beijinhos de luz,
Drika
Título: Re: A morte na visão dos bichos
Enviado por: Zé Ninguém em 17 de Abril de 2012, 12:35
Olá Adir!
Muito obrigada por você  ter dividido este relato.
Há tempos atrás tentei em vão dizer que os bovinos choravam, que pressentiam a hora que iam morrer e que choravam de desespero.
Minha colocação foi vista com desconfiança chegando mesmo a duvidarem de que os bois tinham este nível de consciência e sensibilidade.
Agora o seu relato não só vem corroborar a minha colocação como vai além mostrando que a sensibilidade dos animais, aqui no caso em especial dos bovinos, vai muito além do que se imaginava.
Um dia, espero que muito em breve, o homem despertará e perceberá o equívoco que é tratar seres sensíveis como mercadorias, objetos, bens de consumo.
Teremos nos libertado do antropocetrismo e especismo e finalmente conseguiremos viver em harmonia com os outros habitantes deste planeta.

" Especismo é a atribuição de valores ou direitos diferentes a seres dependendo da sua afiliação a determinada espécie.
O especista acredita que a vida de um membro da espécie humana, pelo simples fato do indivíduo pertencer à espécie humana, tem mais peso, mais importância do que a vida de qualquer outro ser. Os fatores biológicos que, determinam a linha divisória de nossa espécie teriam um valor moral – nossa vida valeria “mais” que, a de qualquer outra espécie.

De modo similar ao sexismo e ao racismo, a discriminação especista pressupõe que os interesses de um indivíduo são de menor importância pelo mero feito de se pertencer a uma determinada espécie. "

Infelizmente há muitos que ainda vêm os animais como seres que estão á disposição do homem, na verdade um ranço do antigo testamento.
Importante dizer que quem disse aquilo sobre dominar todas as espécies não foi Deus, veio de qualquer coisa menos de Deus, portanto toda esta construção mental de subjugação dos animais não vem de um ordenamento divino, esta recomendação veio de seres não muito diferentes do que nós. É urgente que esta avalição seja feita para não correr o risco de colocar na conta de Deus uma postura que é nossa.

    " Os animais existem por suas próprias razões. Eles não foram feitos para humanos, assim como negros não foram feitos para brancos ou mulheres para os homens."

    Alice Walker





Título: Re: A morte na visão dos bichos
Enviado por: Zé Ninguém em 17 de Abril de 2012, 16:10
Olá Paulo,
Acrescentaria na sua lista de posturas lamentáveis:
1- o ato de consumir patê de fígado de ganso, uma futilidade que beira a insanidade.
Enfiam um tubo enorme na goela do bicho e entucham comida goela abaixo até provocar uma doença no seu fígado. O procedimento em si é macabro.
Este é o cúmulo do egoísmo humano, torturar um bicho pelo prazer de comer a sua doença.
Acho que ninguém gosta de fazer endoscopia, imagina se além da endoscopia despejassem pela nossa garganta quilos e quilos de comida em quantidade acima do suportável apenas para criar uma doença que depois se  transformaria em uma iguaria?
Insano.
2- o ato de consumir carne de vitela. Separam o bebê de sua mãe, o deixam amarrado para não criar músculos e sua carne ficar macia, agradável ao exigente paladar humano;  privam-no de luz do sol e de uma dieta saudável para que fiquem anêmicos e sua carne mais clara.
A propósito a carne de vitela é muito comum no nosso país sob o nome de baby beef.
Abraços
Susana
Título: Re: A morte na visão dos bichos
Enviado por: Randolfo - NEFCA em 17 de Abril de 2012, 17:52
Eu estou com dificuldades em enxergar o posicionamento espírita neste tópico.

O Espiritismo define claramente a relação dos homens com os animais como de servilidade dos segundos para com os primeiros. Isso está no LE e no LM, especificamente.

Portanto, não vejo com olhos de lógica a demonização do consumo de carne pelos espíritas. Isso não tem o menor fundamento. Animais nos servem de alimento e nós matamos animais todos os dias para o nosso bem estar e preservação de nossa vida.

Acrescento aqui um detalhe: são animais - E É SEMPRE BOM LEMBRAR DISSO PARA SE MANTER A COERENCIA NO DISCURSO, PRIMA DA SERIEDADE - bois, cavalos, cachorros, gatos, peixes... mas, também, baratas, ratos, pernilongos, o aedes aegipity, formigas, moscas e toda uma gama de seres que esmagamos, queimamos, envenenamos, batemos e enxotamos de suas existencias todos os dias.

Portanto, os companheiros me perdoem, mas eu não posso falar que torturo um boi se eu piso numa barata. Existe algum principio espiritual que diferencie o PRINCIPIO INTELIGENTE de uma espécie para outra?

Segundo o Espiritismo, não.

Portanto, só existe um caminho para o discurso de preservação de animais - a coerência extrema.

Não estou defendendo com isso o maltrato aos animais. O que estou tentando chamar atenção é que coerência é coerência. Discurso para boi e vaca, me perdoem, pelo principio do Espiritismo deve se estender a todos os seres vivos. E eu nem falei ainda dos vegetais, que também são PRINCIPIOS VITAIS, propicios a se tornarem PRINCIPIOS INTELIGENTES, justamente como os animais.

Então, não vamos demonizar o consumo de carne apenas porque um boi muge de dor, enquanto o rato agoniza numa ratoeira ou com os intestinos corroidos por veneno. Sofrimento não muda com a espécie. Ou muda?
Título: Re: A morte na visão dos bichos
Enviado por: Mourarego em 17 de Abril de 2012, 17:59
A coisa já começa errada pelo título "A morte na visão dos bichos".
Ora, alguém aqui acha que já foi bicho, mesmo um simples pulga como se dizia o Chico?
Se se pensa assim, comete lembrar que pulgas, carrapatos baratas ou bois ou mamutes, não têm a capacidade de pensar, ou seja a de agir com e pela razão por isso são chamados de irracionais.
Logo não podem atestar o que vêem ou o que sentem mesmo que apenas num plano físico.
abraços,
Moura
Título: Re: A morte na visão dos bichos
Enviado por: rtt em 17 de Abril de 2012, 18:10
Randolfo,
Primeiro veja os seguintes tópicos, são eles que tratam deste assunto (se não nossas mensagens aqui serão deletadas por fuga ao tema) :
http://www.forumespirita.net/fe/lei-de-causa-e-efeito/vegetarianismo-e-espiritismo/
http://www.forumespirita.net/fe/outros-estudos/o-uso-da-alimentacao-carnivora/msg268591/#new

 Mas rapidinho:
 Os animais diferente das plantas têm senciência, o que moralmente os aproxima dos humanos.
 O sofrimento dos animais, quando causado por humanos, é desnecessário, há outras formas de se alimentar bem e repelir animais indesejados (ninguém é obrigado a matar ratos e baratas).
 E concordo que devemos buscar a coerência, em vez de por inércia continuarmos explorando todos, paremos de explorar todos! Mas caso sinta ser difícil fazer isso de uma única vez, nada impede que o faça aos poucos. Da mesma forma que que não podemos ajudar todas as pessoas, isso não significa que não possamos ajudar algumas.
 Abraços
Título: Re: A morte na visão dos bichos
Enviado por: rtt em 17 de Abril de 2012, 19:57
A Vida na Fazenda Modelo
Marcel Benedeti

Ele nasceu naquela fazenda e lá era tudo o que conhecia deste mundo. Na verdade, ele nunca teve sequer a oportunidade de conhecer o que existia fora daqueles limites de terras, apesar de toda sua curiosidade.

Desde muito jovem acostumou-se à vida rústica do campo, pois a sua vida se resumia a trabalhar e trabalhar. Tornou-se adolescente e mostrou alguma aptidão para o trabalho, imediatamente foi levado à roça onde trabalhava a terra para o cultivo de café com o pai, a mãe e alguns outros companheiros.

Alguns não eram dados ao trabalho e nunca trabalharam, mas o patrão nem ligava para isso e ainda lhes premiava com fartas refeições. Ele era uma pessoa muito boa, mas algumas vezes parecia ingênuo. Imagine! Premiar o corpo mole.

O patrão deveria saber o que fazia. Ao final da tarde, depois de cada dia sob o sol, nada melhor do que descansar um pouco ao lado de sua mãe e de seu pai. Ambos, também, trabalhadores incansáveis. Para eles não existia tempo frio nem quente demais, mas, ao menos uma vez por semana, descansavam para que os músculos pudessem relaxar à espera da semana seguinte de trabalhos. A família trabalhava sempre junta, cada qual procurando dar o máximo de si, para agradar ao patrão, que sempre se mostrou uma pessoa justa e boa que nunca deixava faltar o alimento do dia-a-dia.

Certa ocasião alguém chegou perto de seu pai e o levou à presença do patrão. Deveria ser algo muito importante, pois era a primeira vez que o pai ia sozinho até ele. Aparentemente era algo que eles dois não poderiam saber. Algo grave deve ter acontecido pois o pai não retornou naquele dia e foi visto partindo em um caminhão, com outros companheiros. Todos estavam muito tristes. Algo grave deve ter acontecido, mas o filho preocupado teria de esperar pela volta do pai para saber o que o preocupou tanto. Certamente voltaria logo.

O jeito era aguardar e continuar trabalhando. Afinal era para isso que o patrão o pagava. Para trabalhar. E ele se sentia na obrigação de retribuir todo o carinho que recebia do patrão trabalhando. Afinal lhes dera um bom lugar para morar e a comida era das melhores.

Mas os dias se passaram e o pai não retornou, o que poderia ter acontecido? Por que o pai e os outros que foram juntos não voltaram. Teria acontecido algo no caminho. Certamente o patrão não deixaria algo de ruim acontecer ao pai. Afinal era o melhor trabalhador. Ele era o que conntribuía com os maiores lucros da fazenda.

O patrão não deixaria que algo de ruim acontecesse ao seu pai. Ele confiava no patrão como se de fosse seu próprio pai.

Mais um dia de trabalho sem o pai, mas a mãe continuava ali. Um tanto triste pela ausência do marido, mas sempre disposta ao trabalho.

Contudo o patrão merecia toda aquela devoção, afinal, pois ele era um homem muito bom. Mas algo o fez esquecer por instantes a ausência do pai.

A mãe se acidentou ao escorregar em uma poça de lama e fraturou a perna esquerda.

Foi horrível vê-la sem poder fazer nada para ajudar. Ela gritava de dor, mas nada podia fazer, exceto chamar pelo patrão para que ajudasse. Foi o que fez. Gritou com todas as forças de seus pulmões tentando chamar a atenção do patrão que estava longe.

Logo vieram duas pessoas que conversavam sobre o caso de minha mãe.

Claro que conversavam sobre o melhor tratamento para ela. Não demorou muito e a colocaram no caminhão e a levaram. Logo ela deve voltar. O jeito é não pensar muito e tentar esquecer de tudo, trabalhando. Então voltou a trabalhar para não se lembrar que o pai se demorava muito e não se preocupar com a saúde da mãe. O patrão é muito bom e cuidará bem dela.

Muitos dias se passaram sem que o pai ou a mãe voltassem, mas o patrão deveria estar cuidando de tudo .

Muitos meses se passaram sem notícias dos pais, até que o patrão veio em direção aos companheiros de trabalho, que descansavam naquele domingo. Ele vinha acompanhado de um senhor que ele reconheceu como o que conduziu o caminhão no dia em que seu pai se foi. Talvez tivesse, finalmente, notícias dos pais.

Mas os dois nada diziam e somente os observavam enquanto anotavam algo em uma folha de papel e apontavam para alguns dos trabalhadores que aproveitavam o dia para descansar.

Quando aquele senhor apontou para ele, na verdade, ficou feliz. Talvez o levassem para onde os pais estavam.

Feliz como estava se aproximou daquele senhor e o beijou no rosto. Mesmo não o conhecendo sentiu que deveria fazer isso em agradecimento antecipado pelo que iria fazer por ele. O patrão riu com o desconhecido estranhando o comportamento inesperado. Em seguida saíram dali. Não demorou muito vieram buscá-los para irem ao caminhão.

A viagem era longa. Três horas na caçamba de um caminhão era cansativo, mas ao final do dia chegaram ao destino onde outros já aguardavam ansiosos.

O único que parecia feliz com a viagem era ele, que esperava encontrar os pais, pois todos os demais e os que já estavam ali pareciam taciturnos e cabisbaixos. Parecia uma grande reunião onde vários trabalhadores rurais se encontravam. O que ele estranhou foi o fato de haver várias pessoas andando entre os companheiros, gritando e gesticulando bruscamente. Alguns dos companheiros se assustavam e empurravam-se entre si. De repente o jovem do interior sentiu uma fisgada nas pernas.

Um dos homens, que segurava um objeto nas mãos, aplicava descargas elétricas nas suas pernas obrigando-o a correr dali assustado para outro canto, que parecia ser mais seguro. Quem seriam aqueles homens estranhos e de comportamentos tão agressivos?

O que pretendiam com toda aquela agressão?

Depois daquele comportamento, no mínimo estranho dos desconhecidos e mesmo sem saber o que pensar a respeito aguardou, ansioso, por algo. Esticando o seu corpo ele levantou o pescoço para tentar encontrar o patrão ou seus pais, mas quase todos eram estranhos. Onde estaria seu patrão? E os pais? Enquanto pensava, vários dos companheiros começaram a correr em sua direção obrigando a correr também para não ser pisoteado.

O que aqueles homens pretendiam com aqueles choques. Parecem malucos. Que brincadeira sem graça. A julgar pelo comportamento excessivamente agressivo, não parecia ser nenhuma brincadeira. Melhor seria não ficar perto deles. Os companheiros assustados se aglomeravam em um canto que se tornava cada vez mais apertado e o único caminho a seguir era um corredor estreito por onde teriam de fazer fila única para atravessar.

Tudo isso só para fazer com que passassem por aquele corredor. Talvez se pedissem fosse mais fácil. Não precisavam ser agressivos. Para evitar mais choques, obedeciam. Então todos começaram a seguir pelo corredor onde uma porta se abria e fechava rapidamente no final dele.

O portão se aproximou lentamente e logo seria a sua vez de atravessá-lo. Por que tanta demora em passar? Talvez ou o patrão ou os pais estivessem do outro lado.

Finalmente chegou a sua vez e a porta se abriu. Depois de permanecer muitos minutos naquele corredor estreito e escuro, uma luz intensa ofuscou sua visão, dificultando sua vista.

Rapidamente ele atravessou o portão à procura de alguém que conhecesse, mas parecia que aquele lugar não dava para lugar algum.

Olhou para um lado e depois para o outro. Não havia saída. Que estranho! Para onde teriam ido todos os que o precederam? Não havia para onde ir, então o melhor era esperar. Talvez alguém mostrasse o caminho.

Repentinamente sentiu que alguém apagou as luzes e sentiu uma enorme dor de cabeça, como se um enorme peso comprimisse seu crânio. Quanta dor.

Sentiu uma tontura, como se sua cabeça girasse, mas ainda assim conseguiu olhar para cima e viu uma pessoa segurando uma enorme marreta inteiramente manchada de seu sangue. Aquela atitude o deixou confuso.

O que ele teria feito para ser tão covardemente agredido? Em seguida sentiu que o chão lhe faltava e rolou para dentro de um lugar, no mínimo macabro, onde havia corpos de amigos seus espalhados por todos os lados.

Alguns decapitados e outros esfolados. Ao seu lado percebeu que tinham várias cabeças sem corpo empilhadas umas sobre as outras. Aquilo parecia um pesadelo. Certamente logo acordaria e ele riria do mau sonho e sua vida voltaria ao normal. Em seguida sentiu seus pés sendo atados por correntes e seu corpo foi elevado, deixando-o pendurado de cabeça para baixo.

A pressão em sua cabeça aumentou ainda mais. A dor parecia insuportável, quando alguém se aproximou dele portando uma enorme faca. O que ele pretendia com aquele objeto cortante?

A resposta veio com um golpe em sua jugular. O sangue escorria por seu pescoço, formando poças.

Em seguida, outro golpe rompeu seu abdome e sua pele, que atada a um aparelho lhe foi arrancada como se fosse uma blusa retirada a força. A dor era terrível. Queria gritar, mas não podia. Sua voz sufocada chamava por seus pais.

Quando achou que não mais suportaria tal dor, viu uma luz.

Parecia ser a luz do sol. A dor sumiu finalmente. Não estava mais pendurado por correntes e não havia mais sinal de nenhum de seus carrascos. Parecia impossível ter sobrevivido, mas ele estava se sentindo vivo, quando viu seus pais ao seu lado, acompanhados por algumas pessoas vestidas de longos aventais brancos. A alegria do reencontro o fez esquecer do sofrimento que passou há pouco.

Um dos que acompanhavam seus pais disse:

"Algum dia isso acabará. Algum dia as pessoas não mais matarão irmãos sejam bovinos suínos eqüinos caprinos ou qualquer que seja para se alimentarem. Algum dia, os humanos encarnados perceberão que estão fazendo consigo mesmos e deixarão de se alimentarem com as carnes de seus próprios irmãos".
Título: Re: A morte na visão dos bichos
Enviado por: Mourarego em 17 de Abril de 2012, 20:12
Amigo Ricardo me perdoe a sinceridade,
mas a mensagem trás tanta bobagem que ao final ainda comete erro muito maior, quando afirma sobre nossa familiaridade (irmandade), para com animais.
Não sei você mas eu não sou irmão, nem tiozinho de boi ou cachorro por mais que deles goste.
A única semelhança que a doutrina atribui ao ser humano contrastando-o para com o animal irracional é a física e assim mesmo assinala que é apenas uma semelhança não uma igualdade.
Quem afirma que um boi seja seu irão afasta-se da dourina pois esta estabelece textualmente: O homem é o único ser que pode conhecer a Deus.
Logo, não há irmandade, mas apenas afastada similaridade no campo físico.
Doutrina mano, doutrina, senão ficamos a falar abobrinhas irrecuperáveis.
Abraços,
Moura
Título: Re: A morte na visão dos bichos
Enviado por: Camila T Cunha em 17 de Abril de 2012, 21:11

                  Nossa, também não sabia que os animais sofriam e voltavam - justamente sete dias depois - para rever seus afetos. Já tinha visto imagens de animais se arriscando em avenidas para ficarem perto do corpo de seus afetos, principalmente cachorros.
                 A questão das focas é muito chocante, minha filha, quando tinha dez anos (agora tem dezesseis) viu esta reportagem e ficou muito triste, então fez um abaixo assinado na escola, uma cartinha e enviou para o embaixador do Canadá. Eles respondeu que não estava acontecendo mais do jeito que a mídia divulgava, que somente os povos  locais, tradicionais, ainda tinha permissão para fazer isso, mas não podiam mais comercializar a pele da foca.
               Confesso que não acreditei muito.
              Todas as culturas possuem algum tipo de crueldade contra animais, mas já estamos discutindo que eles sentem, que choram, que se apegam, etc. Alguns lugares obrigam que os animais para abate sejam mortos sem crueldade, etc. Mas tudo é muito, muito "primitivo".
                Sou vegetariana dese que tinha 14 anos, hoje tenho 39, nunca senti falta.
               É possível viver bem sem carne animal, berinjelas, sojas e outros alimentos possuem o que necessitamos.
               
Título: Re: A morte na visão dos bichos
Enviado por: Mourarego em 17 de Abril de 2012, 21:23
Maninha Camila,
os animais, se por certo reencarnam quase que automaticamente, não o fazem a prozo contado.
Não há sequer uma palavra sobre isso  em qualquer das obras básicas de doutrina espírita.
Novamente lembro: As plantas também têm vida, esta vegetativa, mas contudo uma espécie de vida.
Se a têm então cometem o mesmo tipo de assassinato aqueles que delas se alimentem sem nem lhes darem chance de defesa, da subsistência da qual necessitam.
Abraços,
Moura
Título: Re: A morte na visão dos bichos
Enviado por: Zé Ninguém em 17 de Abril de 2012, 22:46
Olá Randolfo
Em relação a suas colocações seguem observações abaixo:

O Espiritismo define claramente a relação dos homens com os animais como de servilidade dos segundos para com os primeiros. Isso está no LE e no LM, especificamente.

Sim, verdade. Agora vamos analisar a doutrina dentro do contexto em que a informação foi recebida.
Quando os espíritos ditaram as respostas temos que ver como era o ambiente psicológico  em que se encontrava a humandiade á época de kardec, qual  o grau de consciência coletivo.
Há pouquíssimo tempo atrás o homem ainda escravizava seus próprios irmãos.
Se pouco antes da manifestação dos espíritos ao nobre codificador, o homem ainda via  seres humanos como coisas, não seria de se esperar que naquele momento tivesse condições de estender sua afetividade aos animais.
Isso me lembra a lei mosaica. Para alguns eram leis por vezes draconianas, cruéis, porém se lembrarmos que antes de Moisés as vinganças acometiam todo o clã e após moisés ela se limitava ao autor do crime, temos de fato um avanço. Moisés falou na linguagem em que os hebreus podiam compreender, da mesma forma o fizeram os  espíritos reveladores e o faz a espiritualidade até hoje.
Uma lição só é ensinada no momento oportuno. Naquela época era o que tínhamos condições de dar conta, sem contar que os espíritos sabiam do antropcentrismo que dominava os humanos, que se achavam( e ainda se acham) o umbigo do universo e que seria bem difícil naquele momento exigir do homem uma identidade afetiva com os animais se ele mal conseguia estendê-la a outros seres humanos.

Portanto, não vejo com olhos de lógica a demonização do consumo de carne pelos espíritas. Isso não tem o menor fundamento.

O grande debate não é sobre o ato de comer carne, mas sim sobre o fato de decidirmos como outra espécie irá viver porque descobrimos que sua carne é agradável a nosso paladar e tratarmso seres sensíveis como mercadorias em escala industrial.

Animais nos servem de alimento e nós matamos animais todos os dias para o nosso bem estar e preservação de nossa vida.

Aqui cabe uma ressalva, nós matamos animais porque gostamos de comer carne.
E por conta disso, criou-se toda uma indústria para aproveitar cada milímetro da mercadoria.
Ossos, couro, tutano, nada escapa e o que não prestar para nada, vira salsicha ou um embutido qualquer.
Se hoje dissessem que carne não tem protéina que foi um erro da ciência, iam continaur comendo igual.
Ninguém vai a uma churrascaria para preservar a vida. Ninguém quando vê um bifinho ou uma picanha  saliva pensando em ferro e proteína, comemos carne porque gostamos.
 O aspecto nutricional como motivador na ingestão de carne é totalmente secundário.


Acrescento aqui um detalhe: são animais - E É SEMPRE BOM LEMBRAR DISSO PARA SE MANTER A COERENCIA NO DISCURSO, PRIMA DA SERIEDADE - bois, cavalos, cachorros, gatos, peixes... mas, também, baratas, ratos, pernilongos, o aedes aegipity, formigas, moscas e toda uma gama de seres que esmagamos, queimamos, envenenamos, batemos e enxotamos de suas existencias todos os dias.

Concordo. lembra do que os espíritos disseram?
A destruição de um ser vivo está condicionada á necessidade.
Não mato baratas, uso medidas de prevenvção para que elas não entrem na minha casa.
Em último caso, se for necesário mato apenas para preservar minha saúde pois elas transmitem doença.
Não acho que um ser seja merecedor da vida a partir do momento que ele tem uma consciencia desenvolvida, ele é merecedor da vida a partir do momento que é um ser vivo, então uma barat tem sim tnto direito a vida quanto um boi, mas nós não matamos boi para nos defender.

Não estou defendendo com isso o maltrato aos animais. O que estou tentando chamar atenção é que coerência é coerência. Discurso para boi e vaca, me perdoem, pelo principio do Espiritismo deve se estender a todos os seres vivos. E eu nem falei ainda dos vegetais, que também são PRINCIPIOS VITAIS, propicios a se tornarem PRINCIPIOS INTELIGENTES, justamente como os animais.

Quanto aos vegetais, esta questão já foi exaustivamente debatida no fórum, colo aqui novamente o que foi dito no tópico"Vegetarianismo e Espiritismo":

“VOCÊ NÃO COME ANIMAIS MAS MATA PLANTAS”

“Os animais possuem sistema nervoso. Eles sentem dor, têm medo e sofrem. As plantas não possuem terminações nervosas e não sentem dor, pelo menos de forma detectável. A ingestão de vegetais é fundamental para nossa sobreviência; a de animais, não. Comer plantas é inevitável, animais não.”

*retirado do livro “Virei vegetariano. E agora?” de Eric Slywitch, médico especialista em nutrologia, nutrição clínica, nutrição enteral e parenteral, e mestre em nutrição pela Unifesp.

Complementando com um texto retirado do site: http://vireivegetariana.wordpress.com/

"A história da dor do alface é a que mais me irrita. Já pedi, re-pedi, exigi, e procurei por, mas nunca encontrei nenhum artigo científico explicando a suposta dor do alface. Que ele tem mecanismos de reação que interagem conforme estímulos do ambiente, isso é reconhecido. Isso existe em praticamente todas as plantas. É exatamente este tipo de macanismo que faz algumas folhas se fecharem durante o dia e abrirem durante a noite, que faz algumas pétalas se fecharem quando encostamos na flor, que fez a roseira desenvolver espinhos no caule, etc. Mas jamais foi encontrado nada que se assemelhe, nem remotamente, a um sistema nervoso em uma planta. Tampouco qualquer orgão que faça-a ter consciência de sua existência."

Então, não vamos demonizar o consumo de carne apenas porque um boi muge de dor, enquanto o rato agoniza numa ratoeira ou com os intestinos corroidos por veneno. Sofrimento não muda com a espécie. Ou muda?

Verdade, acho isso um horror  mas ainda neste caso o homem usa do seus instinto de defesa pois  é sua vida que está em risco, então é uma medida de preservação.
Jamais mataria um rato, é um mamífero, tem órgãos e mesmo que não tivesse ainda assim cairia no caso da barata.
Se não quer ratos e baratas em casa há meios de evitá-los sem ter  que chegar ao ponto de matar.
Todo bicho precisa de água, comida e moradia, se você  propicia isso, ele fica.
Existem produtos eficientes que tornam o ambiente desinteresante para estes animais, deste modo se adotarem as medidas preventivas não terão problemas.

Abraços
Susana


Título: Re: A morte na visão dos bichos
Enviado por: Randolfo - NEFCA em 17 de Abril de 2012, 23:05
Citar
Os animais diferente das plantas têm senciência, o que moralmente os aproxima dos humanos.

Afirmação perigossima, companheiro, sem o menor fundamento nem doutrinário, nem cientifico.

Estamos em meio espírita. Animais de forma alguma possuem nenhum entendimento moral, pois a moral é construida a partir do aprimoramento intelectual (Q 780 LE). O ser moral é o espírito. Essa sua afirmação não merece o mesmo respeito que devo ter por sua pessoa.

Lamento, sem fundamentação doutrinária lógica eu só posso repudiar suas palavras.
Título: Re: A morte na visão dos bichos
Enviado por: rtt em 18 de Abril de 2012, 02:19
 Randolfo,
 Do dicionário Silveira Bueno;
Moral, s. f. Parte da filosofia que trata dos consumes ou dos deveres do homem.(...)

 Eu quis dizer que o fato de eles sentirem faz com que, o raciocínio lógico leve os animais a terem alguns direitos semelhantes aos que a humanidade tem, por também sentir.

 O que você usa como moral é outra coisa, também está certo. A imperfeição das línguas humanas fez a confusão. Da mesma forma aquela história de cabo e camelo; odiar e amar menos.

 Mas te convido, querido parceiro, a tentar encarar isso de forma mais aberta. Naqueles tópicos que eu falei essa questão foi bastante discutida, lá poderemos conversar melhor sobre isso. Sabe, ás vezes é difícil tomar uma atitude que precise de muito esforço para mudar nossos hábitos, mas eu me sinto com a consciência mais limpa levando os animais em consideração. Isso não me faz perfeito nem faz você ser malvado, mas é um passo interessante.

 http://www.forumespirita.net/fe/o-livro-dos-espiritos/alimentacao-humana/msg258227/#msg258227
 http://www.forumespirita.net/fe/lei-de-causa-e-efeito/vegetarianismo-e-espiritismo/msg258485/#msg258485
 http://www.forumespirita.net/fe/outros-estudos/o-uso-da-alimentacao-carnivora/msg268763/#new
 Um abraço

Título: Re: A morte na visão dos bichos
Enviado por: Paulo Cortez em 18 de Abril de 2012, 03:40
Susana, boa noite.
Boas palavras!
Um forte abraço!
Título: Re: A morte na visão dos bichos
Enviado por: Randolfo - NEFCA em 18 de Abril de 2012, 03:51
Ricardo, obrigado pelo convite, mas meu pensamento é concorde com a codificação e é o que eu já exarei.

Em se tratando de Espiritismo eu prefiro argumentos espiritas ou cientificos. E ciência nenhuma (ainda) provou que os principios inteligentes possuem consciência de sua individualidade.

Se a ciência mergulhar na natureza do Principio Inteligente e me mostrar equivocado - e consequentemente a codificação - mudarei de posição.

Debater por debater, não faço. Exponho o pensamento e deixo para análise de quem vier depois. E em se tratando de Espiritismo, a DE tem posição forte e definida sobre a questão, cabendo, de resto, posições pessoais que não podem ser levadas em conta como verdades. O discurso vegan está repleto de incongruências e antíteses. Uma delas é a que eu trouxe aqui. E em todas as minhas experiencias com vegans, reina o fanatismo. Não é a tóa que vegans têm sido banidos de diversos foruns espiritas na internet. Eles tentam levar sua posição pessoal em confronto com o Espiritismo.

De toda forma, eu agradeço a forma respeitosa como recebeu minhas colocações, apesar das discordancias.
Título: Re: A morte na visão dos bichos
Enviado por: rtt em 18 de Abril de 2012, 18:46
Ricardo, obrigado pelo convite, mas meu pensamento é concorde com a codificação e é o que eu já exarei.

Em se tratando de Espiritismo eu prefiro argumentos espiritas ou cientificos. E ciência nenhuma (ainda) provou que os principios inteligentes possuem consciência de sua individualidade.

Se a ciência mergulhar na natureza do Principio Inteligente e me mostrar equivocado - e consequentemente a codificação - mudarei de posição.

Debater por debater, não faço. Exponho o pensamento e deixo para análise de quem vier depois. E em se tratando de Espiritismo, a DE tem posição forte e definida sobre a questão, cabendo, de resto, posições pessoais que não podem ser levadas em conta como verdades. O discurso vegan está repleto de incongruências e antíteses. Uma delas é a que eu trouxe aqui. E em todas as minhas experiencias com vegans, reina o fanatismo. Não é a tóa que vegans têm sido banidos de diversos foruns espiritas na internet. Eles tentam levar sua posição pessoal em confronto com o Espiritismo.

De toda forma, eu agradeço a forma respeitosa como recebeu minhas colocações, apesar das discordancias.

 Olá Randolfo
 O que leva a se considerar os animais é sua senciência, eles possuem sistema nervoso. Não é por eles supostamente terem consciência de sua individualidade ou conhecerem a Deus. Um animal ao levar uma facada sente o mesmo que nós dois, uma planta não. E isso a ciência provou.
 Se achar alguma incongruência ou antítese, pode trazer que nós analisamos melhor.
 Quanto a ser radical, olhe esse texto: http://www.anda.jor.br/27/03/2012/falacia-de-reducao-ao-radical. Basicamente, ser radical em algo não significa que está errado, pois a maioria das pessoas seria radical ao defender direitos humanos, caso fosse torturada ou escravizada.
 É preciso considerar as coisas de forma lógica, lembremos que na codificação, como eu sempre digo, a razão é colocada acima das palavras dos espíritos superiores (ver resposta da Susana), por isso dialogar com bom-senso não significa oposição ao Espiritismo, ao contrário.
 Abraços
 


Título: Re: A morte na visão dos bichos
Enviado por: Mourarego em 18 de Abril de 2012, 19:20
Ricardo,
é exatamente por não reterem o conhecimento do que são, que os animais após serem catalogados no Éter, após seu desencarne, são quase que automaticamente reencarnados.]E por isso evoluem  por força das coisas.
Eles não têm a capacidade de se pensarem como tal mesmo encarnados, não têm a possibilidade de agirem arrazoadamente nem intelectualmente, agem por instinto e este é apenas na função conhecida com básica que lhes atenda ao período de alimentação, procriação, e  lhes faça se defenderem quer das intempéries quer de outros animais.
A doutrina nos ensina que a primeira função deles como ajudantes do home mesmo nos mundos mais avançados é de lhes prover também a alimentação.
Animais têm, e trazem apenas uma semelhança para com a constituição física do ser humano.
Certas plantas meu amigo, como a dioneia, ou dormideira, apresentam respostas instintivas ao estímulos esta por sinal responde se enrolando para dar-se como morta se as tocamos, sabia?
Ora falar em facada para o abate de animais é se ter uma idéia muito longe do que acontece hoje na maioria dos que os criam para este fim. se uns poucos agem levianamente descumprindo certa lei que os obriga a fazerem de outro modo a imensa maioria assim não faz.
Logo é tomar o 3 pelo trinta e dar à minoria cartaz de superioridade que não tem.
Amigo, nada tenho contra veganos, vegetarianos, ou qualquer outro grupo que prese mais esta ou aquela alimentação, porém não estamos aqui para sacudir bandeirolas mas sim para falarmos em termos de doutrina.
Daqui a pouco e a julgar pela lógica que o amigo faz ver, estaremos a concordar com o pensamento silogístico:
A justiça é cega,
Steve Wonder é cego,
Logo Steve Wonder é a justiça...
Abraços,
Moura
Título: Re: A morte na visão dos bichos
Enviado por: Paulo Cortez em 18 de Abril de 2012, 19:48
A ciência, tão apregoada nesse fórum, vem fazendo experiências com animais e apresentando resultados que aos poucos vão alterando a maneira de pensar e classificar a vida animal. A apregoada irracionalidade não pode mais, ser uma afirmação taxativa. No caso de alguns pensadores aqui do fórum, cujas idéias estão fundamentadas numa rigidez interpretativa e pessoal, caberá aguardarmos o resultado dos avanços da ciência nesse campo, para que - espero - venham a abrir os olhos para beleza de um mundo sem fronteiras, inclusive as que nos impedem de ver os animais como irmãos e em processo evolutivo tal como nós, a caminho da perfeição.
Título: Re: A morte na visão dos bichos
Enviado por: Marlenedd em 18 de Abril de 2012, 19:56
Destruição dos seres vivos uns pelos outros

No homem, há um período de transição em que ele mal se distingue do bruto. Nas primeiras idades, domina o instinto animal e a luta ainda tem por móvel a satisfação das necessidades materiais. Mais tarde, contrabalançam-se o instinto animal e o sentimento moral; luta então o homem, não mais para se alimentar, porém, para satisfazer à sua ambição, ao seu orgulho, à necessidade, que experimenta, de dominar. Para isso, ainda lhe é preciso destruir. Todavia, à medida que o senso moral prepondera, desenvolve-se a sensibilidade, diminui a necessidade de destruir, acaba mesmo por desaparecer, por se tornar odiosa. O homem ganha horror ao sangue.
Título: Re: A morte na visão dos bichos
Enviado por: Mourarego em 18 de Abril de 2012, 19:58
Menos Paulinho, muito menos, aquase nada...
meu mano, a ciência não pode ditar se somos ou não irmãos de alguma ou de todas as classes de animais.
A ciência ainda não comprova a racionalidade mesmo de algum exemplar de animal descoberto dentro de uma espécie, por favor...
Antes era a voz geral de que seriam os golfinhos os serem mais inteligentes entre os animais hoje volta-se aos grandes símios...
Porém tem a doutrina uma explicação repleta de luz e intelectualidade sobre o tema: Deixe-se que tais animais voltem a seus habitats e se constatará que eles continuarão a obrar com suas espécies obraram em passado distante, farão suas tocas ou ninhos da mesma forma e com os mesmos materiais, não passando nada de novo a seus descendentes.
Talvez seja por tal motivo, meu amigo, que ainda não existam, quer nas florestas ou nos mares, escolas para rinocerontes, focas, tubarões ou peixes galos, e estes nem cantarem como um  o fazem hehe.
abração,
Moura

Não é por uma descoberta cient
A ciência, tão apregoada nesse fórum, vem fazendo experiências com animais e apresentando resultados que aos poucos vão alterando a maneira de pensar e classificar a vida animal. A apregoada irracionalidade não pode mais, ser uma afirmação taxativa. No caso de alguns pensadores aqui do fórum, cujas idéias estão fundamentadas numa rigidez interpretativa e pessoal, caberá aguardarmos o resultado dos avanços da ciência nesse campo, para que - espero - venham a abrir os olhos para beleza de um mundo sem fronteiras, inclusive as que nos impedem de ver os animais como irmãos e em processo evolutivo tal como nós, a caminho da perfeição.
A ciência, tão apregoada nesse fórum, vem fazendo experiências com animais e apresentando resultados que aos poucos vão alterando a maneira de pensar e classificar a vida animal. A apregoada irracionalidade não pode mais, ser uma afirmação taxativa. No caso de alguns pensadores aqui do fórum, cujas idéias estão fundamentadas numa rigidez interpretativa e pessoal, caberá aguardarmos o resultado dos avanços da ciência nesse campo, para que - espero - venham a abrir os olhos para beleza de um mundo sem fronteiras, inclusive as que nos impedem de ver os animais como irmãos e em processo evolutivo tal como nós, a caminho da perfeição.
ífica que se cvá ter animais irracionais como irmão meu amigo mas sim por ensino doutrinário a respeito e ela, a dourtoina nada diz sobre isso, afiançando apenas por uma semelhança física.
Título: Re: A morte na visão dos bichos
Enviado por: Hebe M C em 18 de Abril de 2012, 20:03
Destruição dos seres vivos uns pelos outros

No homem, há um período de transição em que ele mal se distingue do bruto. Nas primeiras idades, domina o instinto animal e a luta ainda tem por móvel a satisfação das necessidades materiais. Mais tarde, contrabalançam-se o instinto animal e o sentimento moral; luta então o homem, não mais para se alimentar, porém, para satisfazer à sua ambição, ao seu orgulho, à necessidade, que experimenta, de dominar. Para isso, ainda lhe é preciso destruir. Todavia, à medida que o senso moral prepondera, desenvolve-se a sensibilidade, diminui a necessidade de destruir, acaba mesmo por desaparecer, por se tornar odiosa. O homem ganha horror ao sangue.
O capítulo inteiro em OLE elucida muito o debate para ambas as partes.

"Destruição necessária e destruição abusiva"
Título: Re: A morte na visão dos bichos
Enviado por: rtt em 18 de Abril de 2012, 20:07
Ricardo,
é exatamente por não reterem o conhecimento do que são, que os animais após serem catalogados no Éter, após seu desencarne, são quase que automaticamente reencarnados.]E por isso evoluem  por força das coisas.
Eles não têm a capacidade de se pensarem como tal mesmo encarnados, não têm a possibilidade de agirem arrazoadamente nem intelectualmente, agem por instinto e este é apenas na função conhecida com básica que lhes atenda ao período de alimentação, procriação, e  lhes faça se defenderem quer das intempéries quer de outros animais.
A doutrina nos ensina que a primeira função deles como ajudantes do home mesmo nos mundos mais avançados é de lhes prover também a alimentação.
Animais têm, e trazem apenas uma semelhança para com a constituição física do ser humano.
Certas plantas meu amigo, como a dioneia, ou dormideira, apresentam respostas instintivas ao estímulos esta por sinal responde se enrolando para dar-se como morta se as tocamos, sabia?
Ora falar em facada para o abate de animais é se ter uma idéia muito longe do que acontece hoje na maioria dos que os criam para este fim. se uns poucos agem levianamente descumprindo certa lei que os obriga a fazerem de outro modo a imensa maioria assim não faz.
Logo é tomar o 3 pelo trinta e dar à minoria cartaz de superioridade que não tem.
Amigo, nada tenho contra veganos, vegetarianos, ou qualquer outro grupo que prese mais esta ou aquela alimentação, porém não estamos aqui para sacudir bandeirolas mas sim para falarmos em termos de doutrina.
Daqui a pouco e a julgar pela lógica que o amigo faz ver, estaremos a concordar com o pensamento silogístico:
A justiça é cega,
Steve Wonder é cego,
Logo Steve Wonder é a justiça...
Abraços,
Moura

http://www.forumespirita.net/fe/outros-estudos/o-uso-da-alimentacao-carnivora/msg267974/#msg267974
http://www.forumespirita.net/fe/outros-estudos/o-uso-da-alimentacao-carnivora/msg268205/#msg268205
 O fato de responder a estímulos não tem a ver com sentir dor e sofrer.
 E se eu não quiser que nenhum animal seja meu servo ou alimento, onde está o problema? (isso lembra uma vez que um senhor autoproclamado espírita disse que eu seria punido por Deus por não comer ovos nem leite)
 Perceba que eu tentei justamente mostrar pela lógica que esse raciocínio enganoso dos cegos que você exemplificou é errado, tendo sido inclusive usado constantemente pelo próprio amigo - é o mesmo com as bandeiras (veganos levantam bandeiras/são radicais, logo veganos estão errados).
 Se viu algum erro parecido no que eu escrevi, traga até nós, justicando.

 Marlenedd, ótima colocação.

 Abraços
Título: Re: A morte na visão dos bichos
Enviado por: Paulo Cortez em 18 de Abril de 2012, 20:37
Meu amigo Moura,
Gosto de seu bom humor.
O fórum serve para compartilhamento de conhecimento sobre a doutrina e acredito que para troca de idéias também.
Vejo com que rigor defende a sua interpretação das Obras Básicas, assim como o faz o Randolfo e outros. Entretanto como tenho uma interpretação em alguns casos igual e em outros, diferente, e passo a ser nesse segundo caso um "achista", mesmo assim insisto, pois, às vezes os vejo como dogmáticos, quase interpretes da letra que mata ao invés do espírito que liberta. O futuro distante, nos colocará diante da verdade.
Título: Re: A morte na visão dos bichos
Enviado por: Randolfo - NEFCA em 18 de Abril de 2012, 20:46
Citar
O que leva a se considerar os animais é sua senciência, eles possuem sistema nervoso. Não é por eles supostamente terem consciência de sua individualidade ou conhecerem a Deus. Um animal ao levar uma facada sente o mesmo que nós dois, uma planta não. E isso a ciência provou.

Ricardo, isso eu conheço, sei das experiências e concordo contigo. O que eu não vou concordar é naquilo que você também já destacou - que a ciência provou que os animais possuem consciência de si mesmos e pior - algo de moral em sua constituição. Se animais possuissem consciencia de seu PRINCIPIO INTELIGENTE, então teriam moral. Se tivessem moral, sofreriam moralmente de acordo com seus atos, o que implica em uma politica de reencarnação compatível com a espiritual. E não é assim - sabemos todos - que a  coisa funciona. Mas, tudo bem, você concorda comigo neste ponto, como destacou.

Sobre a rigidez, companheiro, permita-me me apresentar para que você perceba o padrão das minhas participações: eu sou um dos sujeitos que se cansaram de ver o Espiritismo, em sua esseência cientifica e filosófica, ser adulterado à luz do dia por opiniões pessoais de mediuns famosos, sofrer achismos de autores de última hora que se dizem espíritas e servirem de caldeirão para misturas sincréticas de misticismo e religiosismo barato.

Sendo assim, tomo como referência a codificação e não aceito nada que:

1) Não tenha sido submetido à metologia espírita, o CUEE

2) Não tenha sido conclusão inequivoca de pesquisa cientifica acadêmica - ou espírita.

Daí porque eu refuto informações sem embasamento doutrinário ou cientifico. Então, vejamos - sobre embasamento doutrinário já temos a codificação e o que vier pelo CUEE. E embasamento cientifico... sobre comportamento animal, diversos, MAS, SOBRE A ESSENCIA DO PRICIPIO INTELIGENTE nada temos. Então, não dá para aceitar proposições que digam respeito à natureza espiritual dos animais com a alegação de serem conclusões cientificas. Não são. A ciência não se debruça sobre principios espirituais, INFELIZMENTE.

Daí porque o Espiritismo não pode ser uma religião, símbolo de atraso místico e ignorância contemplativa. É preciso pesquisar mais, utilizar o CUEE (do qual ninguém se lembra...), aliar´se ao academicismo para ampliar nossa base de cognição.

Note, companheiro, que estou traçando uma linha de EXPANSÃO do Espiritismo, como Kardec fez, MAS, COM A NECESSIDADE PERMANENTE DE AFERIÇÃO DAS INFORMAÇÕES.

Eu já percebi de longe que você é um sujeito inteligente, e então, é desnecessário ressaltar isso e descrever a importância de não se aceitarem meras opiniões pessoais sem embasamento metodológico espirita ou acadêmico.

No caso: a codificação tem uma posição sobre os animais.

Outras pessoas têm outras posições.

A codificação foi escrita pela metodologia do CUEE.

A opinião das pessoas não foi emanada a partir da metodologia do CUEE.

A partir do momento em que tudo o que foi dito neste tópíco contrário ao que eu disse for aprovado por AFERIÇÃO DE INFORMAÇÕES, então, caro companheiro, é evidente que vou acompanhar o progresso intelectual do Espiritismo...

Mas, isso não aconteceu.

Nesse caso, cientificamente fico com as respostas que já teriam sido obtidas de forma metodológica. E nisso sou rígido mesmo. Como não ser rígido perante informações aferidas? A codificação inteira é fruto dessa rigidez!!...

O que não dá é para ser místico, acreditando em livros que dizem que animais merecem céus ou que existem bichinhos em inexistentes colonias espirituais.

Foi a falta de rigidez doutrinária que fez com que o Espiritismo seja seguido por apenas 1,37% das pessoas e logo no maior país espírita do planeta. Isso é muito pouco para uma doutrina que se propunha a modificar a civilização, não? Quando você conhecer a história do Espiritismo assim que Kardec morreu, vai ver que foi justamente quando começou-se a NÃO SER RÍGIDO com a codificação.

E deu no que deu... em nada... O mundo ignora o Espiritismo. Não tratam como coisa séria. E os espiritas não entenderam que essa seriedade só pode vir com a comprovação dos fatos.

Espero ter feito clara minha posição.
Título: Re: A morte na visão dos bichos
Enviado por: Randolfo - NEFCA em 18 de Abril de 2012, 20:54
Citar
Entretanto como tenho uma interpretação em alguns casos igual e em outros, diferente, e passo a ser nesse segundo caso um "achista", mesmo assim insisto, pois, às vezes os vejo como dogmáticos, quase interpretes da letra que mata ao invés do espírito que liberta.

Paulo, é muito difícil a um religioso entender uma ciência, até porque, se entendesse uma ciência, não seria religioso.

Não me recordo de haver citado você de forma desairosa em sua veia religiosa - e obviamente roustanguista - como você cita meu nome em comentário deletério. Se você mesmo se confessa não intelectual em outro tópico, fico aqui sem entender como você pode, então, conseguir analisar o pensamento de quem preza o conhecimento intelectual. Alguém consegue julgar o que não conhece??

Em nome do bom convívio peço que omita citações. Ataque as idéias, não as pessoas. Idéias não contra-atacam. Pessoas sim, aliás, como acabei de fazer. E aí, o clima fica ruim, pesado, chato, prejudicial ao bom andamento de qualquer conversa.

Título: Re: A morte na visão dos bichos
Enviado por: Paulo Cortez em 18 de Abril de 2012, 21:48
Randolfo, peço desculpas, não fiz o comentário com a intenção de ofendê-lo ou provocá-lo.
Observei apenas que é costume afirmar nesse fórum, que as interpretações que não coincidem com as de alguns membros do fórum, como você, a quem não quis desrespeitar em nenhum momento, são tratadas como achismos, me permitindo avaliar pela minha maneira de ver as vossas interpretações.
Não sou roustanguista.
Assumo a condição de religioso, porém não aderindo aos procedimentos que coincidentemente não concordamos.
Repito, não foi e nunca será a minha intenção ofendê-lo ou a quem quer que seja.
Mais uma vez me desculpe.
Deixo-lhe um abraço


Título: Re: A morte na visão dos bichos
Enviado por: Camila T Cunha em 19 de Abril de 2012, 01:28
           Não é questão de discutirmos se somos irmãos ou não, pelo estudo do Evangelho, somos todos criaturas de um único Criador (ver Livro dos Espíritos) e pelo Evangelho, todo aquele que sofre é nosso "próximo", ver história do bom samaritano.
            Mas é além disso: é que não há "salvação, sem caridade.
           Ou seja, enquanto nosso coração não sentir compaixão por um ser que sente e sofre, seja animal, seja criança, mesmo que não se comunique, não entendemos nada até aqui.
           O Amor é a base de todas as principais religiões -  e - do espiritismo!!
           Compaixão, solidariedade, sensibilidade e repugnância ao vermos um ser que sofre é a base, ponto.
            Os animais sentem dor, tristeza, medo, então, são passíveis da caridade tanto quanto nós!
            Esta história é muito linda, tem o livro, minha filha tem: Lição de Vida e Fé - Christian, o Leão (http://www.forumespirita.net/fe/go.php?url=aHR0cDovL3d3dy55b3V0dWJlLmNvbS93YXRjaD92PXl5MldPcktJY2c0JmFtcDtmZWF0dXJlPWZ2c3Ij)
         
           
           
Título: Re: A morte na visão dos bichos
Enviado por: Randolfo - NEFCA em 19 de Abril de 2012, 01:49
Camila, você mata animais?

Você causa sofrimento a algum animal?
Título: Re: A morte na visão dos bichos
Enviado por: Camila T Cunha em 19 de Abril de 2012, 02:04
           Respondendo: não. E não mataria para comer, comeria raízes, fungos, sei lá, mas não mataria. E foi por isso, que quando tinha 14 anos - hoje tenho 39 anos - virei vegetariana. Era mais radical, depois tive uma fase anêmica e comi peixe. Mas não gosto, há tempos não como nem peixe. Ah...e na fase mais radical nem leite e ovos comia... Agora já ando menos radical, mais velha, afinal, né?
           
Título: Re: A morte na visão dos bichos
Enviado por: Randolfo - NEFCA em 19 de Abril de 2012, 02:25
Não mata insetos?

Não mata ratos?

Não pisa em formigas?

Não bate em moscas?

Já tomou vermífugo?

E este seres, seriam plantas?

O que me preocupa aqui, Camila, é a coerência. Animais são animais. Não há distinção entre eles enquanto Principio Inteligente. Quando radicalizamos o discurso temos um preço muito alto a pagar - a coerência.

Está você falando em maus tratos a animais. Mas, você selecionou quais merecem os bons tratos?

É muito difícil ser coerente, Camila. E por isso não conseguimos convencer muitas pessoas se não exemplificamos o que pregamos. É mais sábio não pregar. Podemos cair em armadilhas criadas por nós mesmos.

Os animais são nossos próximos? Segundo a codificação espírita, não. Mas, a mesma codificação nos fala em não abusar sobre os animais - que vieram para nos servir. Responderemos por isso.  Então é lícito defender os animais? Sim, de abusos sim. Mas, todos eles... Afinal, se são próximos, segundo o que você nos disse, são todos.

Eu prefiro, neste assunto, o discurso do equilibrio. Cada um se alimenta como quiser e se possivel vamos evitar bater em cachorros e pisar em baratas. Honestamente, eu consigo não bater em cachorros, mas ainda piso em baratas. Para mim, ambos são iguais, entretanto. Então, eu não avancei nada ao parar de bater em cachorros.
Título: Re: A morte na visão dos bichos
Enviado por: Hrodrick em 19 de Abril de 2012, 02:31
Prefiro mil vezes ver um humano sofrer a um animal como uma ovelha, um boi, cachorro, gato...
O ser humano é podre e sujo demais, esses bichos coitados, não podem ser escravizados e massacrados por não fazerem nada! Vejam o documentário chamado Terráqueos ( Earthlings ) Earthlings (Terráqueos) - Legendado Português (http://www.forumespirita.net/fe/go.php?url=aHR0cDovL3ZpZGVvLmdvb2dsZS5jb20vdmlkZW9wbGF5P2RvY2lkPS0xNzE3ODAwMjM1NzY5OTkxNDc4)

Quem não tem coragem de parar de comer carne e quiser fingir que não sabe de nada, pra se fazer menos culpado, NÃO veja...Pois é horripilante.

Eu parei de me alimentar de carne por causa desse vídeo!! E odiava quase todas as verduras e legumes...
Título: Re: A morte na visão dos bichos
Enviado por: Randolfo - NEFCA em 19 de Abril de 2012, 02:34
Citar
Prefiro mil vezes ver um humano sofrer a um animal como uma ovelha, um boi, cachorro, gato...
O ser humano é podre e sujo demais, esses bichos coitados, não podem ser escravizados e massacrados por não fazerem nada! Vejam o documentário chamado Terráqueos

Dizer que toda a humanidade - incluindo você, por ser humano - é odiosa, você espera convencer quem de que seu ponto de vista está correto?

A propósito, já viu o cadáver de uma barata pisada? Espero que pare de matar baratas no dia em que assistir a um vídeo horripilante sobre a morte delas...

Companheiro, quando vemos algo que consideramos injusto, nós lutamos contra tal coisa. Mas, não lutamos na internet... Lutamos de verdade...

Boa sorte na sua luta. O problema é que você precisaria de mais seres odiosos e podres, os outros seres humanos, para poder ter a sua luta o efeito desejado.
Título: Re: A morte na visão dos bichos
Enviado por: Camila T Cunha em 19 de Abril de 2012, 02:39
                      E vi que alguém postou "não sou irmão do boi".
                      Mas será que é somente uma questão se semântica esta discussão? E sobre o que está no Livro dos Espíritos:  que somos todos criaturas de um mesmo Criador? Diz  ainda que estamos sem condições de entender direito o que é Deus, nossa inteligência está pouco evoluída,  mas,  enfim,   o Livro chama de Deus. Se somos filhos do mesmo Deus, não somos irmãos?? Ou Deus não criou o boi, só o ser humano? Acho que entendi errado o que está no Livro dos Espíritos?
                      Também entendi errado todo o Evangelho Segundo Espiritismo, principalmente a parábola do bom samaritano? Nosso "próximo" não é quem sofre?
                       Porque se nosso próximo for quem sofre, devemos lutar  contra:  a pedofilia, o abuso sexual , a violência contra as mulheres, o desrespeito aos idosos, e - por que não ? - contra o  maltrato aos animais.  Todo aquele que está em condições de sofrimento, deve ter a ajuda do verdadeiro espírita, ponto. Verdade o que o irmão disse: que ainda matamos barata, mas já estamos  mais evoluídos porque não matamos cachorros.
                        Chico Xavier falava com as formigas, na biografia dele feita por um jornalista - ateu - disseram que formigas comiam as flores do jardim e ameaçaram colocar veneno lá. Ele foi lá e avisou as formigas que se elas não se mudassem, no outro dia ele teria que concordar com a ideia do veneno, mas ele não gostaria. Não é que elas se mudaram?
                       Todavia, ainda não temos esta evolução do Chico, deste modo,  formigas e baratas: eu também mato.
                      Um dia chegaremos lá! Não podemos desanimar e falarei para as baratas: por favor, bem longe, área humana, estritamente humana!  ;)

                     
     
Título: Re: A morte na visão dos bichos
Enviado por: rtt em 19 de Abril de 2012, 02:41
Não mata insetos?

Não mata ratos?

Não pisa em formigas?

Não bate em moscas?

Já tomou vermífugo?

E este seres, seriam plantas?

O que me preocupa aqui, Camila, é a coerência. Animais são animais. Não há distinção entre eles enquanto Principio Inteligente. Quando radicalizamos o discurso temos um preço muito alto a pagar - a coerência.

Está você falando em maus tratos a animais. Mas, você selecionou quais merecem os bons tratos?

É muito difícil ser coerente, Camila. E por isso não conseguimos convencer muitas pessoas se não exemplificamos o que pregamos. É mais sábio não pregar. Podemos cair em armadilhas criadas por nós mesmos.

Os animais são nossos próximos? Segundo a codificação espírita, não. Mas, a mesma codificação nos fala em não abusar sobre os animais - que vieram para nos servir. Responderemos por isso.  Então é lícito defender os animais? Sim, de abusos sim. Mas, todos eles... Afinal, se são próximos, segundo o que você nos disse, são todos.

Eu prefiro, neste assunto, o discurso do equilibrio. Cada um se alimenta como quiser e se possivel vamos evitar bater em cachorros e pisar em baratas. Honestamente, eu consigo não bater em cachorros, mas ainda piso em baratas. Para mim, ambos são iguais, entretanto. Então, eu não avancei nada ao parar de bater em cachorros.

 Randolfo, dependendo da situação a pessoa pode se defender quando está ameaçada. Isso acontece quando se é hospedeiro de algum parasita ou quando se lança spray de pimenta nos olhos de um maníaco. É muito diferente de matar animais para satisfazer prazeres ou tradições desnecessários.
 O link que eu te mandei falava coisas legais sobre equilíbrio e radicalismo. Não se pode defender equilíbrio da escravidão humana, como faziam alguns latifundiários, a própria coerência nos leva a libertar todos. E acho que você avançou se parou de bater em cachorros, é só se esforçar para ampliar essa ação, se tiver vontade.
 Abraços
 
Título: Re: A morte na visão dos bichos
Enviado por: Randolfo - NEFCA em 19 de Abril de 2012, 02:52
Citar
O link que eu te mandei falava coisas legais sobre equilíbrio e radicalismo. Não se pode defender equilíbrio da escravidão humana, como faziam alguns latifundiários, a própria coerência nos leva a libertar todos

Lembra-se quando eu disse que há várias antíteses do discurso de defesa dos animais?

Você me lembrou mais um.

Se você tem um animal em casa, você o está escravizando. Animais são seres da natureza, então, devem viver na natureza. Ninguém perguntou a um cão ou a um gato se ele quer ficar preso em casa. No entanto, lá está ele...

Olha o perigo da coerência do discurso...

São 100 milhões de cabeças de gado no Brasil. Evitando todos nós de comermos sua carne, devemos POR OBRIGAÇÃO libertar todos eles. TODOS, sem exceção. O contrário continuaria a ser escravidão.

O problema é que ao libertá-los, eles não seriam 100 milhões em muito pouco tempo. Seriam bem menos, pois a natureza veria esse numero como desequilibrio. E eliminaria o excesso. Então, seriam menos dezenas de milhões de Principios Inteligentes a reencarnar neste planeta. Ao libertar os bois, você evita que reeencarnem e prossigam em sua evolução.

Essa coisa de discurso radical sobre animais é muito complicada, companheiro...

Enquanto houve um único animal de estimação sem liberdade para ir e vir quando lhe convém, estamos falando de escravidão... E isso não é amar animais. Quem ama não aprisiona.
Título: Re: A morte na visão dos bichos
Enviado por: rtt em 19 de Abril de 2012, 03:10
 Não pode chamar de antítese, se não conhece bem como cada vegano vive. Quem disse que todos matam baratas ou prendem cães em apartamentos?
 Eu também acho melhor não aprisionar cães e gatos, deixando-os soltos e tendo contato não autoritário com eles. Se não me engano, no tópico vegetarianismo e espiritismo já foi conversado isso entre eu e o Moura.
 Se você acha uma má ação para o progresso espiritual libertar bois do confinamento, então achará uma boa ação confinar seres humanos, que teriam aprendizados e provas maravilhosos. Não se lembra de que o escândalo é necessário, mas ai daquele por quem se faz o escândalo? Os racistas falavam o mesmo que você antes da abolição: "Mas se todos forem libertados, morrerão de fome."
 Não vai ser instantaneamente que os bois serão libertados, porque as pessoas não serão vegetarianas todas ao mesmo tempo.
 Se ainda pensa que permaneceu uma antítese, volte a colocar. Mas parece ser o irmão que ás vezes está argumentando de forma equivocada, embora, com certeza já te vi escrever muitas coisas com sabedoria.
 Abraço
Título: Re: A morte na visão dos bichos
Enviado por: Randolfo - NEFCA em 19 de Abril de 2012, 03:16
Neste tópico, em especifico, estou a demonstrar as inconsistências e incoerências. Mas, não vou me deter muito.

E o problema é que a codificação tem outros paradigmas sobre o assunto. E as condições para derrogar os axiomas doutrinários são claras. Elas existem, mas são metodológicas.

Quando alguém alcancá-las, eu mudarei de idéia. Mas, isso ainda nem foi tentado.

Não vou alugar mais vocês com isso. Bom debate para todos.
Título: Re: A morte na visão dos bichos
Enviado por: Hrodrick em 19 de Abril de 2012, 03:24
Citar
Prefiro mil vezes ver um humano sofrer a um animal como uma ovelha, um boi, cachorro, gato...
O ser humano é podre e sujo demais, esses bichos coitados, não podem ser escravizados e massacrados por não fazerem nada! Vejam o documentário chamado Terráqueos

Dizer que toda a humanidade - incluindo você, por ser humano - é odiosa, você espera convencer quem de que seu ponto de vista está correto?

A propósito, já viu o cadáver de uma barata pisada? Espero que pare de matar baratas no dia em que assistir a um vídeo horripilante sobre a morte delas...

Companheiro, quando vemos algo que consideramos injusto, nós lutamos contra tal coisa. Mas, não lutamos na internet... Lutamos de verdade...

Boa sorte na sua luta. O problema é que você precisaria de mais seres odiosos e podres, os outros seres humanos, para poder ter a sua luta o efeito desejado.


Não creio que você queira comparar um ser sentimental, carinhoso, sociável como um cachorro, com uma barata?
E outra,  eu nunca mato baratas, expulso-as! Assim como faço com as formiguinhas que estão na pia, eu tiro todas antes de abrir e por aí vai...

Se entrar uma barata no seu quarto vc mata? E se o cachorro do vizinho entrar em sua casa sem querer, você vai enfiar uma faca nele e descartar no lixo que nem faria com a barata?
Título: Re: A morte na visão dos bichos
Enviado por: Mourarego em 19 de Abril de 2012, 15:42
Amigo Ricardo,
A dor, consta entre os estímulos básicos sabia?
Abraços,
Moura

Ricardo,
é exatamente por não reterem o conhecimento do que são, que os animais após serem catalogados no Éter, após seu desencarne, são quase que automaticamente reencarnados.]E por isso evoluem  por força das coisas.
Eles não têm a capacidade de se pensarem como tal mesmo encarnados, não têm a possibilidade de agirem arrazoadamente nem intelectualmente, agem por instinto e este é apenas na função conhecida com básica que lhes atenda ao período de alimentação, procriação, e  lhes faça se defenderem quer das intempéries quer de outros animais.
A doutrina nos ensina que a primeira função deles como ajudantes do home mesmo nos mundos mais avançados é de lhes prover também a alimentação.
Animais têm, e trazem apenas uma semelhança para com a constituição física do ser humano.
Certas plantas meu amigo, como a dioneia, ou dormideira, apresentam respostas instintivas ao estímulos esta por sinal responde se enrolando para dar-se como morta se as tocamos, sabia?
Ora falar em facada para o abate de animais é se ter uma idéia muito longe do que acontece hoje na maioria dos que os criam para este fim. se uns poucos agem levianamente descumprindo certa lei que os obriga a fazerem de outro modo a imensa maioria assim não faz.
Logo é tomar o 3 pelo trinta e dar à minoria cartaz de superioridade que não tem.
Amigo, nada tenho contra veganos, vegetarianos, ou qualquer outro grupo que prese mais esta ou aquela alimentação, porém não estamos aqui para sacudir bandeirolas mas sim para falarmos em termos de doutrina.
Daqui a pouco e a julgar pela lógica que o amigo faz ver, estaremos a concordar com o pensamento silogístico:
A justiça é cega,
Steve Wonder é cego,
Logo Steve Wonder é a justiça...
Abraços,
Moura

http://www.forumespirita.net/fe/outros-estudos/o-uso-da-alimentacao-carnivora/msg267974/#msg267974
http://www.forumespirita.net/fe/outros-estudos/o-uso-da-alimentacao-carnivora/msg268205/#msg268205
 O fato de responder a estímulos não tem a ver com sentir dor e sofrer.
 E se eu não quiser que nenhum animal seja meu servo ou alimento, onde está o problema? (isso lembra uma vez que um senhor autoproclamado espírita disse que eu seria punido por Deus por não comer ovos nem leite)
 Perceba que eu tentei justamente mostrar pela lógica que esse raciocínio enganoso dos cegos que você exemplificou é errado, tendo sido inclusive usado constantemente pelo próprio amigo - é o mesmo com as bandeiras (veganos levantam bandeiras/são radicais, logo veganos estão errados).
 Se viu algum erro parecido no que eu escrevi, traga até nós, justicando.

 Marlenedd, ótima colocação.

 Abraços

Título: Re: A morte na visão dos bichos
Enviado por: rtt em 19 de Abril de 2012, 16:36
 Muitas plantas respondem à estímulos externos (luz solar, temperatura, música, etc), como já demonstrado em inúmeras pesquisas. A ausência de sistema nervoso central, porém, descarta a possibilidade da sensação de dor.
 A dor não é um estímulo, mas a consequência de um estímulo, provocada pelo sistema nervoso, que ocorre apenas em animais e humanos.
 Mas se ainda pensa que as plantas sentem dor e quiser ajudar elas, você pode ser vegetariano, assim milhões de plantas deixarão de ser mortas para criação de pastagens e para alimentar os animais criados.
 Abração
Título: Re: A morte na visão dos bichos
Enviado por: Mourarego em 19 de Abril de 2012, 16:50
Você já presenciou exames clínicos em pacientes com meningite menengocócica, Ricardo?
Minha mãe morreu dessa doença mano e eu presenciei.
sabe qual foi o primeiro exame feito pelo médico da área?
Exatamente estimular a dor, e ele o fez premindo o cabo de uma colher em certa área da planta do é de minha mãe que logo e respondeu pela dor, gemendo.
Logo a dor é estimulável e se o é é da classe dos estímulos básicos isso pela classe médica foi a explicação que obtive.
Abraços,
Moura
Título: Re: A morte na visão dos bichos
Enviado por: rtt em 19 de Abril de 2012, 16:55
Sim, a dor é estimulável, em animais e pessoas, que possuem sistema nervoso, não em plantas ou rochas, concordo.
Título: Re: A morte na visão dos bichos
Enviado por: Mourarego em 19 de Abril de 2012, 16:59
Se sabemos que plantas não podem sentir dor, a referência a esta cabe só a classe dos humanos.
abraços,
Moura
Título: Re: A morte na visão dos bichos
Enviado por: rtt em 19 de Abril de 2012, 17:08
 Aos animais também, porque também possuem sistema nervoso, que é o que causa a sensação da dor.
 
Título: Re: A morte na visão dos bichos
Enviado por: MarcosBorges em 19 de Abril de 2012, 20:00
Dor é uma forma de percepção em resposta estimulos sensoriais internos e externos intensos ou que provoca lesão, mediada por fibras nervosas específicas. A informação gerada nas terminações dessas fibras nervosas especificas, chega ao cortex e é interpretada como uma sensação forte e desagradável que chamamos de dor. A coceira é mediada pelo mesmo tipo de fibra nervosa, mas o estimulo é diferente, que produz uma informação especifica distinta que é interpretada pelo córtex de outra forma sensação desagradável. Sem essa interpertação da informação sensorial, o espírito não conseguiria distinguir a dor de uma coceira, embora ambas seja desagradáveis.

Moura, o que o médico fez foi verificar se havia alguma lesão no sistema nervoso periférico causada pela infecção das meninges, que causasse perda ou diminuição da sensibilidade periférica. Da forma como o médico passou a colher, ou se havia alguma lesão muscular, óssea, ou vascular no local, produziu uma resposta sensorial muito desagradável que foi interpretada como Dor. O médico não queria provocar dor, mas verificar se havia  sensibilidade nervosa na extremidade.

Eu posso usar um mesmo intrumento e passar no mesmo local é ter sensações distintas ao mesmo estimulo. A Dor será uma sensação causada em resposta ao estimulo de instrumento se o mesmo provocar lesão ou agredir uma local lesionado. Se eu passar uma agulha sobre a pele ou simplesmente tocar de leve um ponto dela não haverá percepção de dor, mas se eu perfurar mesmo que superficialmente a epiderme a sensação será de Dor.

Abraço fraterno
Marcos
Título: Re: A morte na visão dos bichos
Enviado por: rtt em 19 de Abril de 2012, 23:14
Corvo é filmado salvando filhote de pombo que caiu em estrada
 
 Um vídeo publicado pelo jornal "Daily Mirror" mostra um corvo salvando um filhote de pombo que havia caído de seu ninho em uma estrada movimentada em Brockley, no sul de Londres, na Inglaterra. A cena foi filmada pelo comerciante Chuka Okey, de 28 anos, no sábado.
 De acordo com Okey, o filhote provavelmente iria morrer atropelado. “Fiquei espantado que um pássaro como um corvo pudesse ser tão consciente de que o pombo estava em perigo”, afirmou o comerciante, que gravou o vídeo com o celular perto de sua casa.
 (http://www.anda.jor.br/wp-content/uploads/2012/04/sem-titulo-2_1.jpg)

 Vídeo aqui: http://www.mirror.co.uk/news/uk-news/have-a-crow-hero-saves-baby-pigeon-777999
Título: Re: A morte na visão dos bichos
Enviado por: Camila T Cunha em 19 de Abril de 2012, 23:23
              Boa reportagem, Ricardo, sobre o corvo salvando o pombo... Isso mostra que os animais também possuem um forma rudimentar de espírito, que ainda não atingiram a nossa etapa, a do livre arbítrio, mas que estão evoluindo. Quem convive com bichos vê que alguns são mais ciumentos, outros são menos, alguns são solidários, outros egoístas... Eles também estão aqui para evoluir e um dia,  passarem para a etapa hominal. Verdade que talvez, quando nossos cachorros, gatos, estiverem na etapa hominal, estejamos na angelical... Esperamos, não é? Vamos em frente, quem sabe?
             Chico Xavier disse em uma entrevista que tinha uma  cachorro que já estava pela segunda vez encarnado como cachorro dele, na mesma vida, que ele reconheceu. Ou seja, se eles desencarnam e reencarnam, então também estão evoluindo e este corvo pode muito bem ser um corvo "mais evoluído" do que normalmente os corvos são.
Título: Re: A morte na visão dos bichos
Enviado por: Mourarego em 20 de Abril de 2012, 14:28
Camila, por favor,
cite a passagem em qualquer das obras básicas onde haja a afirmação ou algum indício de que animais evoluam para o ser humano...
Abraços,
Moura

              Boa reportagem, Ricardo, sobre o corvo salvando o pombo... Isso mostra que os animais também possuem um forma rudimentar de espírito, que ainda não atingiram a nossa etapa, a do livre arbítrio, mas que estão evoluindo. Quem convive com bichos vê que alguns são mais ciumentos, outros são menos, alguns são solidários, outros egoístas... Eles também estão aqui para evoluir e um dia,  passarem para a etapa hominal. Verdade que talvez, quando nossos cachorros, gatos, estiverem na etapa hominal, estejamos na angelical... Esperamos, não é? Vamos em frente, quem sabe?
             Chico Xavier disse em uma entrevista que tinha uma  cachorro que já estava pela segunda vez encarnado como cachorro dele, na mesma vida, que ele reconheceu. Ou seja, se eles desencarnam e reencarnam, então também estão evoluindo e este corvo pode muito bem ser um corvo "mais evoluído" do que normalmente os corvos são.
Título: Re: A morte na visão dos bichos
Enviado por: Paulo Cortez em 20 de Abril de 2012, 17:38
A 612 é interessante interpretar.
Na 609 o que seria ser anti-humano ou ante-humano?
A 613 junto com os comentários do Kardec, não da a certeza nem a uma hipótese nem à outra, se é que me entendem, portanto ninguém tem a verdade a partir daí....
Título: Re: A morte na visão dos bichos
Enviado por: Camila T Cunha em 20 de Abril de 2012, 18:24
              Queridos, tem tudo no Livro dos Espíritos!
             Temos na segunda parte do livro a pergunta 597, se não bem engano, do capítulo 11, "O s animais e o Homem", os espíritos respondem que os animais possuem um princípio inteligente, que " É também uma alma, se quiserdes, depende do sentido que se dá a essa palavra; mas é inferior à do homem. Há entre a alma dos animais e a do homem tanta distância quanto há entre a alma do homem e Deus.".
               Tem mais, aliás, tem várias, mas em um pedaço que gosto:
          (...) " É nesses seres (animais) que o Princípio Inteligente se elabora, se individualiza, pouco a pouco e ensaia para a vida. É, de certa maneira, um trabalho preparatório, como da germinação, em seguida ao qual o princípio  inteligente sofre uma transformação e se torna espírito. É, então, que começa, para ele, o período da humanidade e, com esta, passa a tomar consciência de seu futuro, a fazer distinção entre o bem e o mal e se torna responsável por seus atos."
               Não sei o motivo de só podermos falar dos livros de Kardec aqui. Emmanuel, O Consolador, diz que os animais são irmãos inferiores ao gênero humano. Resume assim o que está, de certa forma, no Livro dos Espíritos: Mineral=atração/ vegetal=sensação/animal-instinto/Homem=razão/Anjo=divindade.  Isso o básico de cada etapa, não que não tenha instinto no homem, etc. Diz ainda que por isso devemos pensar em fraternidade universal, o universal não é exagero literário. Antes, não o animal não tem um "espírito", ele é considerado "mônoda", algo que , segundo LE: "pode-se se chamar alma, dependendo do sentido que dá à esta palavra."
              Aliás, em A Gênese  de Kardec, temos um trecho que diz; " Assim, tudo no Universo se liga, tudo se encadeia, tudo se acha submetido à grande harmonia ". Outro trecho: " (...) a fraternidade tem por base as próprias Leis da Natureza."
              Então, os animais são nossos irmãos, assim como os Anjos, as pedras, etc,  e no final, os povos indígenas que estavam corretos em sua simplicidade!  Um dia fomos pedra, planta, animais, e um dia, seremos angelicais. Está tudo no no Livro dos Espíritos, mas tem obras de André Luiz e Emmanuel que confirmam.
Título: Re: A morte na visão dos bichos
Enviado por: Randolfo - NEFCA em 20 de Abril de 2012, 19:25
Camila, já que as pedras são nossas irmãs, segundo você, qual é o principio espiritual que as anima?

Além disso, como você explica as afirmações abaixo?

“Desse progredir constante, invencível, irrecusável, do
Espírito humano e desse estacionamento indefinido das outras
espécies animais, haveis de concluir comigo que, se é
certo que existem princípios comuns a tudo o que vive e se
move na Terra: o sopro e a matéria, não menos certo é que
somente vós, Espíritos encarnados, estais submetidos a
inevitável lei do progresso
, que vos impele fatalmente para
diante e sempre para diante. Deus colocou os animais ao
vosso lado como auxiliares, para vos alimentarem, para vos
vestirem, para vos secundarem.
Deu-lhes uma certa dose
de inteligência, porque, para vos ajudarem, precisavam compreender,
porém lhes outorgou inteligência apenas proporcionada
aos serviços que são chamados a prestar. Mas, em
sua sabedoria, não quis que estivessem sujeitos à mesma
lei do progresso. Tais como foram criados se conservaram
e se conservarão até à extinção de suas raças.


Então, eu tenho uma afirmação no LE que diz, metaforicamente, que existe encadeamento em tudo. E em seguida, tenho essa afirmação no LM dizendo OBJETIVAMENTE que animais sempre serão animais e NÃO ESTÃO SUJEITOS A LEI DO PROGRESSO.

E aí?...

E por falar em O CONSOLADOR, informo-lhe que é o TOP 5 das obras equivocadas escritas como nome de "espiritismo" ao lado". Basta comparar O Consolador com a codificação para se lerem todas as incongruências. Só que a codificação foi escrita pelos espiritos superiores, enquanto O Consolador, SUPOSTAMENTE foi escrita por um único espirito- que nem é superior. Mas, isso é assunto para outro tema... André Luiz, por exemplo, não entra sequer nas análises de autores sérios, dadas as contradições e PLÁGIOS em suas obras. Aliás, PLÁGIOS COMPROVADOS...
Título: Re: A morte na visão dos bichos
Enviado por: Mourarego em 20 de Abril de 2012, 19:42
Camilinha, veja com atenção:
Está escrito: "É também uma alma, se quiserdes, depende do sentido que se dá a essa palavra", logo não é o mesmo de ter uma alma o que fica patente depois que se lê o restante da explicação: "mas é inferior à do homem. Há entre a alma dos animais e a do homem tanta distância quanto há entre a alma do homem e Deus.".
É isso que a pressa de muitos não os deixa verem.
Por isso também é que os animais progridem por força das coisas enquanto os Espíritos progridem via intelecto e moral.
Agora quanto ao Consolador, este é duro de ser engulido por um estudante mais novo da doutrina.
primeiro porque ali só estão as instruções dadas em ponto de opinião pessoal o que não deságua em doutrina espírita;
Segundo e mais importante é que em decorrência disso, não fazem doutrina.
Há mesmo, em tal Revista, o item 369 onde o conhecido Emmanuel retrucando a uma afirmação doutrinária diz textualmente: "Não somos dos que aceitem sob forma alguma as evocações".
Ora se um subtítulo de obra básica diz "manual dos Médiuns e dos Evocadores", se damos razão a Emmanuel deixamos sem razão de ser a obra doutrinária em essência.
ms discordo do mano Randy... Top 5? Eu o colocaria sem dúvida, alguma na cabeça da onda, entre os desinformativos.
Por que? Por seguir a tônica Febeana que quer fazer com que se creia que Roustaing e sua obra forma o curso superior de Espiritismo.
Abraços,
Moura

Clique aqui para ler mais: http://www.forumespirita.net/fe/paginas-de-internet-e
spiritas/a-morte-na-visao-dos-bichos/45/?action=post;num_replies=58#ixzz1sbhNqu3Q
Título: Re: A morte na visão dos bichos
Enviado por: rtt em 20 de Abril de 2012, 19:52
 Pessoal, sejam os animais espíritos como humanos ou não, isso não significa que devemos explorá-los como fazemos hoje ou que deixar de explorá-los não seja um bom progresso.
 Abraços
Título: Re: A morte na visão dos bichos
Enviado por: Randolfo - NEFCA em 20 de Abril de 2012, 19:59
...incluindo os insetos...
Título: Re: A morte na visão dos bichos
Enviado por: Mourarego em 20 de Abril de 2012, 20:01
Mano Ricardo,
 apenas para lhe lembrar do que dizem os dicionarista vou colar o item 8 apenso ao vocábulo explorar,
"8 Auferir interesses ilícitos, abusando da boa fé, da ignorância ou da posição."
Logo nesta conceituação compreendemos sem esforço de que se trata de um mau feito.
Logo e nesta interpretação elucidativa do dicionarista, também sem esforço entenderemos  tratar-se de exceção á regra. Logo nos dá, também, conta de ser um excesso de ação.
A doutrina é contrária a qualquer excesso, sendo assim falemos apenas do que não aluda ao excesso ou as exceções à regra.
O amigo nos dá a entender que balize seu comentário não pela regra mas pelas exceções ou excessos.
E como nos lembra o mano Randy, "incluindo os insetos".
abraços,
Moura
Abraços,
Moura
Título: Re: A morte na visão dos bichos
Enviado por: rtt em 20 de Abril de 2012, 20:21
...incluindo os insetos...

Citar
Não pode chamar de antítese, se não conhece bem como cada vegano vive. Quem disse que todos matam baratas ou prendem cães em apartamentos?
 Eu também acho melhor não aprisionar cães e gatos, deixando-os soltos e tendo contato não autoritário com eles. Se não me engano, no tópico vegetarianismo e espiritismo já foi conversado isso entre eu e o Moura.
 Se você acha uma má ação para o progresso espiritual libertar bois do confinamento, então achará uma boa ação confinar seres humanos, que teriam aprendizados e provas maravilhosos. Não se lembra de que o escândalo é necessário, mas ai daquele por quem se faz o escândalo? Os racistas falavam o mesmo que você antes da abolição: "Mas se todos forem libertados, morrerão de fome."
 Não vai ser instantaneamente que os bois serão libertados, porque as pessoas não serão vegetarianas todas ao mesmo tempo.
 Se ainda pensa que permaneceu uma antítese, volte a colocar. Mas parece ser o irmão que ás vezes está argumentando de forma equivocada, embora, com certeza já te vi escrever muitas coisas com sabedoria.
 Abraço
Clique aqui para ler mais: http://www.forumespirita.net/fe/paginas-de-internet-espiritas/a-morte-na-visao-dos-bichos/30/#ixzz1sbrFBOZW

 Randolfo e Moura,
 É verdade, incluindo insetos. Acho que a minha resposta citada já respondeu isso, principalmente o que está em negrito.
 Moura, não entendi de que exceção você fala. Se quiser explicar eu posso te responder.
 Abraços
 
Título: Re: A morte na visão dos bichos
Enviado por: Paulo Cortez em 20 de Abril de 2012, 20:24
613. Embora de todo errônea, a idéia ligada à metempsicose não terá resultado do sentimento intuitivo que o homem possui de suas diferentes existências?

 

“Nessa, como em muitas outras crenças, se depara esse sentimento intuitivo. O homem, porém, o desnaturou, como costuma fazer com a maioria de suas idéias intuitivas.”

 

A.K.: Seria verdadeira a metempsicose, se indicasse a progressão da alma, passando de um estado a outro superior, onde adquirisse desenvolvimentos que lhe transformassem a natureza. É, porém, falsa no sentido de transmigração direta da alma do animal para o homem e reciprocamente, o que implicaria a idéia de uma retrogradação, ou de fusão. Ora, o fato de não poder semelhante fusão operar-se, entre os seres corporais das duas espécies, mostra que estas são de graus inassimiláveis, devendo dar-se o mesmo com relação aos Espíritos que as animam. Se um mesmo Espírito as pudesse animar alternativamente, haveria, como conseqüência, uma identidade de natureza, traduzindo-se pela possibilidade da reprodução material.

A reencarnação, como os Espíritos a ensinam, se funda, ao contrário, na marcha ascendente da Natureza e na progressão do homem, dentro da sua própria espécie, o que em nada lhe diminui a dignidade. O que o rebaixa é o mau uso que ele faz das faculdades que Deus lhe outorgou para que progrida. Seja como for, a ancianidade e a universalidade da doutrina da metempsicose e, bem assim, a circunstância de a terem professado homens eminentes provam que o princípio da reencarnação se radica na própria Natureza.

Antes, pois, constituem argumentos a seu favor, que contrários a esse princípio. O ponto inicial do Espírito é uma dessas questões que se prendem à origem das coisas e de que Deus guarda o segredo.

Dado não é ao homem conhecê-las de modo absoluto, nada mais lhe sendo possível a tal respeito do que fazer suposições, criar sistemas mais ou menos prováveis. Os próprios Espíritos longe estão de tudo saberem e, acerca do que não sabem, também podem ter opiniões pessoais mais ou menos sensatas.

É assim, por exemplo, que nem todos pensam da mesma forma quanto às relações existentes entre o homem e os animais. Segundo uns, o Espírito não chega ao período humano senão depois de se haver elaborado e individualizado nos diversos graus dos seres inferiores da Criação. Segundo outros, o Espírito do homem teria pertencido sempre à raça humana, sem passar pela fieira animal. O primeiro desses sistemas apresenta a vantagem de assinar um alvo ao futuro dos animais, que formariam então os primeiros elos da cadeia dos seres pensantes. O segundo é mais conforme à dignidade do homem e pode resumir-se da maneira seguinte: As diferentes espécies de animais não procedem intelectualmente umas das outras, mediante progressão. Assim, o espírito da ostra não se torna sucessivamente o do peixe, do pássaro, do quadrúpede e do quadrúmano. Cada espécie constitui, física e moralmente, um tipo absoluto, cada um de cujos indivíduos haure na fonte universal a quantidade do princípio inteligente que lhe seja necessário, de acordo com a perfeição de seus órgãos e com o trabalho que tenha de executar nos fenômenos da Natureza, quantidade que ele, por sua morte, restitui ao reservatório donde a tirou. Os dos mundos mais adiantados que o nosso (ver n° 188) constituem igualmente raças distintas, apropriadas às necessidades desses mundos e ao grau de adiantamento dos homens, cujos auxiliares eles são, mas de modo nenhum procedem das da Terra, espiritualmente falando. Outro tanto não se dá com o homem. Do ponto de vista físico, este forma evidentemente um elo da cadeia dos seres vivos: porém, do ponto de vista moral, há, entre o animal e o homem, solução de continuidade. O homem possui, como propriedade sua, a alma ou Espírito, centelha divina que lhe confere o senso moral e um alcance intelectual de que carecem os animais e que é nele o ser principal, que preexiste e sobrevive ao corpo, conservando sua individualidade. Qual a origem do Espírito? Onde o seu ponto inicial? Forma-se do princípio inteligente individualizado? Tudo isso são mistérios que fora inútil querer devassar e sobre os quais, como dissemos, nada mais se pode fazer do que construir sistemas. O que é constante, o que ressalta do raciocínio e da experiência é a sobrevivência do Espírito, a conservação de sua individualidade após a morte, a progressividade de suas faculdades, seu estado feliz ou desgraçado de acordo com o seu adiantamento na senda do bem e todas as verdades morais decorrentes deste princípio. Quanto às relações misteriosas que existem entre o homem e os animais, isso, repetimos, está nos segredos de Deus, como muitas outras coisas, cujo conhecimento atual nada importa ao nosso progresso e sobre as quais seria inútil determo-nos.
Título: Re: A morte na visão dos bichos
Enviado por: Mourarego em 20 de Abril de 2012, 20:28
Mano Ricardo,
o excesso de ação (exploração dos animais), está bem anotado no texto do dicionarista.
Todo excesso é reprochavel.
Logo o dono de criação que abusa na matança quer na quantidade, quer no modo como  a faça também o é, mas constitui apenas um pequeno número ou o amigo conceitua a todos que trabalham com o abate com exploradores?
Abraços,
Moura
Título: Re: A morte na visão dos bichos
Enviado por: Mourarego em 20 de Abril de 2012, 20:30
Pinçando do texto trazido pelo mano Paulo Cortez:
"As diferentes espécies de animais não procedem intelectualmente umas das outras, mediante progressão. Assim, o espírito da ostra não se torna sucessivamente o do peixe, do pássaro, do quadrúpede e do quadrúmano. Cada espécie constitui, física e moralmente, um tipo absoluto, cada um de cujos indivíduos haure na fonte universal a quantidade do princípio inteligente que lhe seja necessário, de acordo com a perfeição de seus órgãos e com o trabalho que tenha de executar nos fenômenos da Natureza (...)"

Disso se infere que não somos irmão e nem iguais aos animais irracionais.
Abraços,
Moura

Clique aqui para ler mais: http://www.forumespirita.net/fe/paginas-de-internet-espiritas/?action=post2;start=60#ixzz1sbv0hlzv
Título: Re: A morte na visão dos bichos
Enviado por: rtt em 20 de Abril de 2012, 20:44
Mano Ricardo,
o excesso de ação (exploração dos animais), está bem anotado no texto do dicionarista.
Todo excesso é reprochavel.
Logo o dono de criação que abusa na matança quer na quantidade, quer no modo como  a faça também o é, mas constitui apenas um pequeno número ou o amigo conceitua a todos que trabalham com o abate com exploradores?
Abraços,
Moura

 Isso foi bem discutido aqui: http://www.forumespirita.net/fe/outros-estudos/o-uso-da-alimentacao-carnivora/msg267974/#msg267974
 Tanto faz, amigo, se a palavra exploração não pareça ser adequada, que seja sofrimento ou dor, a ideia por trás será a mesma: que a forma como tratamos (todos abatedores) os animais poderia ser mais harmônica sem lhes causar sofrimento e morte.
Isso fica claro no filme terráqueos que o Hrodrick mostrou na pg. 3 deste tópico http://www.forumespirita.net/fe/paginas-de-internet-espiritas/a-morte-na-visao-dos-bichos/msg269062/#msg269062

 Abraços
Título: Re: A morte na visão dos bichos
Enviado por: Mourarego em 20 de Abril de 2012, 20:48
Existem, hoje, mano Ricardo, muitas técnicas que não deixam com que o animal sinta dor no abate.
Alguns ainda, mas poucos, ou não têm o numerário necessário para esta tal implementação e cursos para que as faça, outros por ainda manterem-se na idéia errada que algumas elas possam vir a endurecer a carne do animal abatido.
As coisas nesse campo andam muito devagar, pois que com na maioria das coisas onde uma supervisão de órgão público capacitado se faça necessária, ela ou é ineficiente ou não existe.
como se pode ver, o mal não está só em quem ou naquele que abate.
Abraços,
Moura
Título: Re: A morte na visão dos bichos
Enviado por: rtt em 20 de Abril de 2012, 20:59
Moura, reconheço sua boa intenção, mas acho que o vídeo que coloquei no tópico abaixo mostra que o abate mais "indolor" possível também é muito violento.
Abraços


Citar
Compartilho este vídeo, de menos de 4 minutos.
 O método de abate apresentado no curta é o mais “humano” possível, feito através de pistola pneumática. É o mesmo método defendido como indolor por organizações que dizem defender os animais.
 Abraços
Clique aqui para ler mais:
http://www.forumespirita.net/fe/lei-de-causa-e-efeito/vegetarianismo-e-espiritismo/msg265033/#msg265033
Título: Re: A morte na visão dos bichos
Enviado por: Marlenedd em 20 de Abril de 2012, 21:02
Moura: "Disso se infere que não somos irmão e nem iguais aos animais irracionais."

Não é Deus único? E não é Deus o Pai de todas as coisas (mesmo das ilusões dos espíritos que se julgam homens)?

Se é, como diz a doutrina, como é que a árvore, o homem ou a formiga não são irmãos? Iguais podem não ser, mas isso já é outra questão.
Título: Re: A morte na visão dos bichos
Enviado por: Mourarego em 20 de Abril de 2012, 21:50
Marlene,
Deus não faz coisas díspares como obras de um mesmo calado.
somente por extensão e de má qualidade se possa dizer que Deus creando ao homem não lhe tomou senão de modo figurativo a qualificação de Pai.
Deus fez a todas as coisas e sendo um homem apenas isso, nada de animal conteria senão uma longínqua semelhança de grau físico.
A idéia de paternidade provém do conteúdo católico que o diz, ai de todos os seres porém Deus apenas os creou, se fosse para ser um Pai, não o teria sido de Jesus posto que antes deste já havia existido outros luminares.
Deus é ente creador.
Mas se formos pelo caminho de sua postagem teremos as plantas também como irmãs o que me faz questioná-la: A amiga comeria sua irmã?
abraços,
Moura
Título: Re: A morte na visão dos bichos
Enviado por: Marlenedd em 20 de Abril de 2012, 22:11
Moura: "Mas se formos pelo caminho de sua postagem teremos as plantas também como irmãs o que me faz questioná-la: A amiga comeria sua irmã?"

Claro que as plantas e tudo o que há no universo é irmão. Só há um Deus, e para mim, o criador do universo inteiro é o Pai.

Quanto a comer a minha irmã planta, é impossível, eu não tenho boca nem aparelho digestivo. Mas, observo a Marlenedd a sobreviver alimentando-se de tudo o que consegue apanhar. Ela é uma sobrevivente que não se preocupa com essas coisas, porque sabe que um dia também ela será alimento para as suas irmãs e irmãos.
Título: Re: A morte na visão dos bichos
Enviado por: Mourarego em 20 de Abril de 2012, 22:17
Amiga,
então você atesta que pode um ser, vir a ser pai sem que haja conjunção carnal? Então foi por milagre que eu nasci?
Deus não pode ter esta finalidade paterna que aluda apenas a satisfazer nossos gostos materialistas e antropomorfizados.
Deus é e ponto.
Um industrial para bem poder administrar sua empresa há de se por em local de onde possa ver o conjunto de seções e o trabalho daqueles a quem delegou a chefia destes.
Assim também a ação de Deus, não está entre nós num sentido literal, mas sim sobre e em local de diferente vibração de onde possa manter-se omnipresente.
Se nos fosse tratar paternalistamente não nos teria legado o livre arbítrio já que estaríamos sempre debaixo de seu mano e asas.
abração maninha.
Moura
Título: Re: A morte na visão dos bichos
Enviado por: Marlenedd em 20 de Abril de 2012, 22:29
Moura. "então você atesta que pode um ser, vir a ser pai sem que haja conjunção carnal? Então foi por milagre que eu nasci?"

Deus, imutável, Senhor da vida e da morte, é a essência do seu "pai" e de si, por isso só Deus faz... mas deixa que os homens pensem que fazem...
Título: Re: A morte na visão dos bichos
Enviado por: Carlos Cunha em 21 de Abril de 2012, 01:59
Pinçando do texto trazido pelo mano Paulo Cortez:
"As diferentes espécies de animais não procedem intelectualmente umas das outras, mediante progressão. Assim, o espírito da ostra não se torna sucessivamente o do peixe, do pássaro, do quadrúpede e do quadrúmano. Cada espécie constitui, física e moralmente, um tipo absoluto, cada um de cujos indivíduos haure na fonte universal a quantidade do princípio inteligente que lhe seja necessário, de acordo com a perfeição de seus órgãos e com o trabalho que tenha de executar nos fenômenos da Natureza (...)"

Disso se infere que não somos irmão e nem iguais aos animais irracionais.
Abraços,
Moura

Clique aqui para ler mais: http://www.forumespirita.net/fe/paginas-de-internet-espiritas/?action=post2;start=60#ixzz1sbv0hlzv

Moura, tirando o texto "pinçando" essa parte apenas, deixa-se de entender todo o conjunto da idéia, que foi o que o irmão Paulo fez de forma correta. Colocou o texto inteiro e não apenas uma parte.

Se no texto, acima do texto pinçado por você esta escrito;

Dado não é ao homem conhecê-las de modo absoluto, nada mais lhe sendo possível a tal respeito do que fazer suposições, criar sistemas mais ou menos prováveis. Os próprios Espíritos longe estão de tudo saberem e, acerca do que não sabem, também podem ter opiniões pessoais mais ou menos sensatas.

Logo, vejo que se pode dizer que não são irmãos e dizer que são irmãos, certo?

Também, retirado do texto;

""Qual a origem do Espírito? Onde o seu ponto inicial? Forma-se do princípio inteligente individualizado? Tudo isso são mistérios que fora inútil querer devassar e sobre os quais, como dissemos ( dissemos = Espiritos superiores ), nada mais se pode fazer do que construir sistemas.""

Então, pelo estudo, podemos dizer que pela opinião sensata é de que não somos irmãos, porém, também pelo estudo e pela lógica , que dado o Amor de Deus, eles são nossos irmãos.

Aguardo uma ressalva sua, sem as costumeiras tiradas de sarro ou respostas do tipo "eu sei mais que você".

Fica com Deus,

Carlos.
Título: Re: A morte na visão dos bichos
Enviado por: Camila T Cunha em 21 de Abril de 2012, 12:28
              Pois foi o que eu disse -  Moura e mais alguém - a "alma" do animal  se chama mônoda, é um tipo de alma que evoluirá, e, quando se tornar hominal, será espírito.
           " É também uma alma, se quiserdes, depende do sentido que se dá a essa palavra; mas é inferior à do homem. Há entre a alma dos animais e a do homem tanta distância quanto há entre a alma do homem e Deus.". (LE)
               Tem mais, aliás, tem várias, mas em um pedaço que gosto:
          (...) " É nesses seres (animais) que o Princípio Inteligente se elabora, se individualiza, pouco a pouco e ensaia para a vida. É, de certa maneira, um trabalho preparatório, como da germinação, em seguida ao qual o princípio  inteligente sofre uma transformação e se torna espírito. É, então, que começa, para ele, o período da humanidade e, com esta, passa a tomar consciência de seu futuro, a fazer distinção entre o bem e o mal e se torna responsável por seus atos." LE
         
                Fora o que temos de publicação nas obras de Chico Xavier, onde Emmmanuel e André Luis esclarecem isso, esta visão. A Pedra, Moura, ainda não tem um espírito, eu disse que tem este tipo de alma, a mônoda, e que um dia, se tornará, vegetal, depois, animal e somente será um espírito quando for hominal. Por isso o LE diz que a distância entre o animal e o homem ( em termos de evolução) é como a do homem e de Deus.
                 Portanto, está passível enquanto pedra, mas é criação divina também e, portanto, passível de evolução também.
                 Somente quando se torna animal tem instintos, começam os sentimentos, sente dor, etc.
                Quando se torna homem: tem a razão, o que não signifique que não tenha instintos, alguns são puros instintos, outros pura razão, o equilíbrio , que é a sabedoria.
                 Não estou falando isso "do nada", discutimos e refletimos esta questão em muitas escolas que já fiz, nos centros espíritas, está tudo no Livro dos Espíritos! Vocês não fizeram também escolas nos centro espíritas de vocês?
 
Título: Re: A morte na visão dos bichos
Enviado por: Mourarego em 21 de Abril de 2012, 16:12
Maninha Marlene, deixo a você a opção de voltar à igreja.
Não posso ficar a discutir seus gostos.
Abraços,
Moura
Título: Re: A morte na visão dos bichos
Enviado por: Adir Tavares em 22 de Abril de 2012, 18:33
Animais não-humanos: eles realmente são protegidos no sistema jurídico brasileiro? http://sul21.com.br/jornal/2012/04/animais-nao-humanos-eles-realmente-sao-protegidos-no-sistema-juridico-brasileiro/
Título: Re: A morte na visão dos bichos
Enviado por: Mourarego em 23 de Abril de 2012, 18:36
Mano Adir,
a questão nada tem a ver com o tema em matéria doutrinária mas a resposta é sim, temos algumas leis em defesa dos animais.
O noticiário mesmo, já nos diz sobre punições aplicadas a uma mulher que maltratou seu cachorro levando-o a morte.
abraços,
Moura
Título: Re: A morte na visão dos bichos
Enviado por: MarcosBorges em 24 de Abril de 2012, 00:38
Oi Moura

"As diferentes espécies de animais não procedem intelectualmente umas das outras, mediante progressão. Assim, o espírito da ostra não se torna sucessivamente o do peixe, do pássaro, do quadrúpede e do quadrúmano. Cada espécie constitui, física e moralmente, um tipo absoluto, cada um de cujos indivíduos haure na fonte universal a quantidade do princípio inteligente que lhe seja necessário, de acordo com a perfeição de seus órgãos e com o trabalho que tenha de executar nos fenômenos da Natureza (...)"

Isto diz muito mais....

Este texto é muito semelhante com a noção criacionista comum nos secs XIX e anteriores de que cada especie contemporanea não é progressão (evolução é o termo usual) de espécies extintas (ancestralidade), mas cada qual teve uma origem ou criação distinta, imutável, única (absoluta). Assim para o principio inteligente não existe uma ancestralidade, cada especie teria a sua própria quantidade e qualidade de princípio inteligente, cada especie teria um ser inteligente único. Um raciocinio fixista no espiritismo. 


Este comentario deixe em aberto muitas lacunas; em relação as espécies de animais extintos que apresentavam características morfo-funcionais apropriadas para o meio ambiente de um periodo geologico (qualidades), para onde foi o seu espírito se a espécie correspondente não exite mais? O seu princípio inteligente retornou para a sua fonte universal? Não explica se a quantidade e o tipo de específico de principio inteligente (espírito) reencarnou em outro animal quando a sua espécie foi extinta. Para manter o raciocinio Deus deve criar novos principios inteligentes, distintos dos demais, para cada nova especie que surja no planeta sob a força transformadora a seleção natural e sexual.

Abraço Fraterno
Marcos
Título: Re: A morte na visão dos bichos
Enviado por: Mourarego em 24 de Abril de 2012, 20:29
Sim amigo Marcos,
mas note tiveram ao trazer a informação revelada?
O de demonstra coisa outra que não beirava ao que a ciência depois dele demonstrou, e mesmo e ainda sobre o foco, este era o de apenas dizerem o que disseram.
Não se podia passar muito daquilo para não assomar para pórticos que não previstos como doutrina.
Este o meu entender.
"(Mas aqui entre nós... eu também já me perguntei sobre isso hehehe).
abração,
Moura
PS: Você ainda acessa a Espiritismo BRASIL?
Título: Re: A morte na visão dos bichos
Enviado por: MarcosBorges em 26 de Abril de 2012, 02:53
Oi Moura,

Já em meados do séc XVIII e todo séc XIX, existiam naturalistas que defendiam a evolução das especies, expondo diversas evidências, em contraposição ao fixismo do criacionismo. Os debates calorosos saim em jornais e revistas e fazia parte do comentario popular nas igrejas outros lugares públicos. Kardec não era alheio a esta informação.

Quando na resposta encontra a informação de que "Cada espécie constitui, física e moralmente, um tipo absoluto,(...)" não pude deixar de ignorar que faz parte da ideia fixista e que extende seus conceito para as questões de ordem moral. Posso está enganado, mas a comunicação aparenta que o espírito admitia o fixismo tanto para as caracteristica morfo-funcionais como para a parte intelecto-moral. Como a ideia evolucionista existia (não nos moldes de Darwin) bem antes da doutrina espírita não era de se experar existir comunicações que admitia que as espécies mudam fisicamente ao longo do tempo e explica-se que mesmo assim moralmente elas são absolutas?

Nota-se que a comunicação não cita o ser humano que como espécie animal era conhecido como bímano (possui duas mãos) distinguindo de outros primatas que eram denominados de quadrumanos (possuem quatro mãos em alusão a forma como usam os membros inferiores para agarrar objetos como as mãos). Uma forma usada para distinguir os grandes primatas do ser humano (homo sapiens).

Este é meu raciocinio.

Abraço fraterno
Marcos

PS. Não acesso o Espiritismo Brasil faz tempo.

 


 

Título: Re: A morte na visão dos bichos
Enviado por: Mourarego em 26 de Abril de 2012, 16:21
Sim Marcos,
já li sobre o que você relata, mas sempre acabo ficando com Kardec, por falta de conclusões aceitas pela comunidade científica.
Eu ainda dou umas olhadas na Espiritismo Brasil, mas não mais participo.
Abração,
Moura
Título: Re: A morte na visão dos bichos
Enviado por: Hrodrick em 19 de Junho de 2012, 05:27
O mais incrível é querer fechar os olhos para uma realidade acontecendo no presente ano de 2012, se baseando em um livro de 1.000 perguntas do ano de 1.860 e tal, onde os prazeres humanos e o consumismo eram muito poucos, menos acessíveis e menos necessários à demanda populacional em relação aos dias de hoje...
Bom, é melhor eu ficar calado antes que seja apedrejado por ectoplasma denso rsrsrsrs
 :-X