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GERAL => Outros Temas => Tópico iniciado por: marceloassis77 em 02 de Fevereiro de 2012, 12:59

Título: Torne-se um lago
Enviado por: marceloassis77 em 02 de Fevereiro de 2012, 12:59
(http://dirceurabelo.files.wordpress.com/2012/02/lago.gif)

O velho Mestre pediu a um jovem triste que colocasse uma mão cheia de sal em um copo d'água e bebesse.

– Qual é o gosto? – perguntou o Mestre.
– Ruim – disse o aprendiz.

O Mestre sorriu e pediu ao jovem que pegasse outra mão cheia de sal e levasse a um lago. Os dois caminharam em silêncio e o jovem jogou o sal no lago, então o velho disse:

– Beba um pouco dessa água.

Enquanto a água escorria do queixo do jovem, o Mestre perguntou:

– Qual é o gosto?
– Bom! – disse o rapaz.
– Você sente o gosto do sal? – Perguntou o Mestre.
– Não. Disse o jovem.

O Mestre então sentou ao lado do jovem, pegou sua mão e disse:

– A dor na vida de uma pessoa é inevitável. Mas o sabor da dor depende de onde a colocamos. Então, quando você sofrer, a única coisa que você deve fazer é aumentar a percepção das coisas boas que você tem na vida.

Deixe de ser um copo. Torne-se um lago!

http://doutrinafilosofica.blogspot.com/
Título: Re: Torne-se um lago
Enviado por: Mourarego em 02 de Fevereiro de 2012, 14:19
mano Marcelo, deixe-me conjeturar sobre a idéia do velho Mestre:
Ele pede ao discípulos para deixar de ser copo.
Notável o exemplo ou figura de retórica. Todo aquele que ainda não conhece a verdade é por conseguinte um copo.
A explicação reside em que, não conhecendo  nem mesmo partes da Verdade ou , vendo a verdade por sistemas erradiços, o discípulo se estiola do pensamento comum, e por isso fica como estagnado.
O progresso é condição que só se atinge por trabalho incessante.
Porém, o pedido continua e na finalização, usando de outra imagem o velho mestre erra... E muito.
torne-se um lago, diz ele. Errado!
Já observaram o lago?
Ele é fechado em si mesmo, logo, também está estiolado de todo o montante de águas existentes e portanto não apreende nada delas.
Se houvesse dito, torne-se um Rio, ficaria melhor, pois este nasce e desagua, no caminho confrontando-se com outras águas de diferentes elementos coadjuvantes.
Todo aquele que se fecha para o mundo, perde para com este o contato, estiolando-se.
Não, este último pensamento não é meu mas de Allan Kardec e pode ser visto em OLE sendo, portanto, doutrina pura.
Abraços,
Moura