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GERAL => Outros Temas => Tópico iniciado por: YESNO em 18 de Janeiro de 2011, 17:10

Título: O que é, o que é ? (O cientista cético x a dimensão espiritual x mediunidade)
Enviado por: YESNO em 18 de Janeiro de 2011, 17:10
Todos se lembram desta brincadeira de criança em que apresentamos uma charada e o desafiado deve dizer do que se trata, baseado no enunciado ou em algumas dicas que vamos dando. Várias respostas até satisfazem, de modo parcial ou adaptado, a questão. Mas não é a resposta esperada, nem a correta.

Em muitos casos de pesquisas, parece que o mesmo tem se dado, porque muitas perguntas, ou a montagem do enigma, já pressupõe ou força a resposta que queremos.

Na maioria dos estudos, o método científico mecanicista aprisionado aos recursos tecnológicos, descarta possíveis explicações alternativas e só encontra respostas dentro das possibilidades do aparelhamento.

Susan Blackmore, psicóloga americana(1), pesquisadora dos fenômenos de EFC, ela mesma tendo vivido a experiência, esforça-se para demonstrar que tudo é fruto de mecanismos orgânico-cerebrais; cética, parece ignorar que há elementos na experiência que fogem a esse modelo de combinação de informações previamente obtidas. Alguns casos, embora não sejam replicáveis, repetíveis ao gosto do analista pesquisador, trazem informações desconhecidas do agente ou dos circunstantes e dos participantes da experiência.

O Dr. Kevin Nelson, neurologista(2) é partidário dos que acham que tudo é originário do caos cerebral em momentos de estresse e explosões elétricas e  derrames endorfinas e fluidos alucinogênicos. Cria um patamar "seguro" para suas observações e declarações, mas está preso ao que o encefalógrafo, às captações da ressonância magnética lhe dizem. Será que eles dizem tudo? ou só o que "sentem"?

Uma conhecida minha, em coma profundo após sofrer de eclâmpsia no parto de sua filha, contou a angústia que viveu ao ouvir, inerte,  dos médicos os comentários de que planejavam desligar os aparelhos que a mantinham viva. "Ouvindo e vendo" tudo, de fora do corpo, saiu do quarto de UTI desesperada, mas nada podendo fazer, já que não interagia com ninguém. Seu relato, depois, confirmou que "esteve" na sala de espera com pessoas que foram visitá-la, descrevendo-as como estavam.

Uma expressão muito extravagante é a de que: "se algumas dessas descrições fossem verdadeiras" - Dra Susan diz que não são - "toda a ciência teria que ser reescrita"(1).

Perguntamos: - E há algum problema nisso?

Aristóteles não teve que ser revisto?  Isaac Newton não foi confinado?
A revolucionária teoria da relatividade não está sendo reescrita pela Mecânica Quântica?

Se um fato novo indicar que algo deva ser repensado, reescrito, por quê não reescrevê-lo ? Essa inflexibilidade de acharmos que só nós estamos certos e os outros errados, é que engessa o avanço às novas descobertas.

Diz o Dr. Melvin Morse( médico pela Universidade George Washington, em Washington, DC (EUA), com especialização em Pediatria(3): "Talvez, durante a EQM, a memória possa ser armazenada em algum lugar fora do cérebro". Essa possibilidade aventada, já é uma abertura diferente da que  psicóloga cita, porque permite imaginar que a memória e a consciência, não dependam, com exclusividade, do aparato físico para existir.

A manifestação, os parâmetros da descrição, evidentemente que precisam desse dispositivo(cérebro, fala, escrita) para descrever. Caso contrário, não saberíamos. Seria como se não tivessem existido, embora tivessem ocorrido. Os que sofrem sequelas e paralisias permanentes, podem ter tido, mas não conseguem transmiti-las. Não saberemos. Por isso elas não existiram ?

Esse conhecimento extra físico nos remete à discussão parecida sobre a mediunidade espírita, mais propriamente sobre como o sensitivo obtém as informações que relata. De onde elas vêm ?

Cientificamente, não é só precipitado, como desonesto dizer que os médiuns são enganadores e fraudulentos. Porque a documentação é farta sobre o trazimento à luz de dados que ajudam a desvendar mistérios e  investigações policiais nos Eua, como os relatados nos vídeos do Discovery Channel.(4)

E se essas informações fossem apenas o resultado de um arranjo cerebral ou programação neurológica, seria extremamente interessante viabilizarmos essa faculdade, porque muito teria a ganhar a humanidade, ampliando os horizontes do Ser em Si.

Se ninguém sabe, se quem pergunta não sabe, se o médium não conhece os detalhes e, de repente, um sensitivo capta e traz uma série de informações do evento...De onde elas vêm? Quem as dita?

Alguém sabe o que é?
(e que seja diferente dos postulados espíritas?)

(1)
http://www.seleccoes.pt/a_vida_ap%C3%B3s_a_morte
(2)
http://sergyovitro.blogspot.com/2011/01/entrevista-kevin-nelson.html
(3)
http://www.amebrasil.org.br/portal/?q=node/58
(4)
http://video.br.msn.com/watch/video/investigadores-psiquicos-desaparecido/ru65kacp