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GERAL => Outros Temas => Tópico iniciado por: Vitor Santos em 04 de Abril de 2008, 22:43

Título: O Espirita deve conformar-se ou reagir ante a injustiça?
Enviado por: Vitor Santos em 04 de Abril de 2008, 22:43
Olá

Hoje almocei com mais seis amigos. Mal demos por isso entrámos em diálogo sobre o seguinte assunto:

Um dos meus amigos dizia que ainda hoje a verdadeira lei, em Portugal, é a lei do mais forte (julgo que este debate se pode generalizar a outros paises) e a lei do mercado. Aqueles que reclamam muito é porque estão desajustados da realidade. Senão os podemos vencer juntemo-nos a eles.

O outro dizia que não nos devemos conformar e ajustar se isso significa rejeitar os nossos principios. Se não concordamos, não nos devemos juntar, a pensar só no que é melhor para o nosso bem estar material.

À luz da doutrina espirita e do que disse Jesus, há dois factores que apontam cada um para seu lado:

- A não violência;

- A caridade;

Teremos o direito de legar às gerações futuras (e, quem sabe, a nós próprios, pois podemos vir a reencarnar novamente aqui) as injustiças com que fomos defrontados? Isso não é falta de caridade? Por outro lado podemos viver desajustados (ao contrário do que defendia um dos meus amigos), se os "mais fortes" é que comandam a economia?

Será possivel fazer isso sem usar a lei da força? Devemos ajustar-nos e calar-nos para evitar o conflito?

Uma coisa é certa, se não dermos bom exemplo de nós próprios, não podemos esperar dos outros bons exemplos. Mas como dar exemplo de nós próprios quando trabalhamos para gente prepotente e que se aproveita da sua força, em vez de ter por critério o que é mais justo para todos?

Os espiritas não se podem alhear da realidade. São agentes activos, como todas as outras pessoas.

À luz da doutrina o que devemos fazer? Quando agimos em nome de uma empresa que não é nossa ou de alguém prepotente, serve-nos de desculpa o facto de não sermos nós que mandamos, quando nos é ordenado que pisemos os fornecedores ou os nossos subordinados?  Temos tb responsabilidade nisso, do ponto de vista moral?

Parece-me que esta discussão é muito actual (aliás, sempre o foi, mas quanto mais se avança no tempo menos desculpa temos - há 1000 ou 2000 anos a brutalidade era a única lei).

bem hajam
Título: Re: O Espirita deve conformar-se ou reagir, perante a injustiça?
Enviado por: Vitor Santos em 05 de Abril de 2008, 19:24
Olá

Já que ninguém quis responder, respondeu um espirito:

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Conquistando a Paz

Existem tribulações e tribulações.

Para extinguir aquelas que conturbam a vida, comecemos a cooperar na construção da paz onde estivermos.

Necessitamos, porém, conhecer as farpas que entretecem as inquietações que nos predispõem ao desequilíbrio e ao sofrimento.

Vejamos algumas:

a queixa contra alguém;

a reclamação agressiva;

o palavrão desatado pela cólera

a resposta infeliz;

a frase de sarcasmo;

o conceito depreciativo;

o apontamento malicioso;

o gesto de azedume;

a crítica destrutiva;

o grito de desespero;

o pensamento de ódio;

a lamentação do ressentimento;

a atitude violenta;

o riso escarninho;

a fala da irritação;

o cochicho do boato;

o minuto de impaciência;

o parecer injusto;

a pancada verbal da condenação.

*

Cada espinho invisível a que nos reportamos é comparável à chispa capaz de atear o incêndio da discórdia.

E ganhar a discórdia não aproveita a pessoa alguma.

*

Tanto quanto possível, aceitemos as tribulações que a vida nos reserve e saibamos usar o amor e a tolerância, a paciência e o espírito de serviço para que estejamos realmente conquistando os valores e bênçãos da paz.

*

Não esperes que o próximo te solicite cooperação. Colabora voluntariamente, na certeza de que estarás realizando valiosas sementeiras de trabalho e de amor, na construção do futuro melhor.
 
* * *

Xavier, Francisco Cândido. Da obra: Paciência.
Ditado pelo Espírito Emmanuel.
CEU, 1983.


bem hajam
Título: Re: O Espirita deve conformar-se ou reagir, perante a injustiça?
Enviado por: Gigii em 05 de Abril de 2008, 19:46
Olá Vitor  :)

A questão que levanta é deveras preocupante...

Em tempos escrevi este pequeno texto enquadrado no que é justo ou injusto, quem tem o direito...:

"A ciência social e política, no momento diz que quem decide é a maioria !

A questão é pertinente, tendo em conta, que apesar de todos irmãos e filhos do mesmo pai, devido ás influencias culturais e sociais, acabamos por agir e pensar de formas diferentes.
Eu estive um ano na Faculdade de Direito, e após um ano de estudo nessa área eu vi que não dava para continuar os estudos, pois havia muita coisa que não fazia sentido para mim.
Alguém pode ter o direito judicial e civil a protege-lo e no entanto pode não ter o direito moral de agir dessa forma. Culpados são libertados e inocentes presos.

Outras questões levantam-se-me: logo no inicio da CRP (Constituição da República Portuguesa) diz que todo o homem tem direito a ser livre. Então qual o juízo de prende-los ou matá-los em nome da justiça?
Mas pensamos: vamos deixar assassinos á solta?
E será que eles estando presos, quando saiem recomeçam nova vida fazendo o bem? A prisão serve-lhes de lição?
Depois eu questiono-me: e que é isso de liberdade?
Há muitos que passam dias fechados em casa e nem por isso se sentem prisioneiros...

Agora quem decide o que é e o que não é um direito humano?
Se nos referimos a um direito humano, só os homens decidem.
Que homens? Sócrates responderia que isso caberia a homens bons e sábios, Jean Jacques Rousseau, que seriam os honrosos cidadãos de Genebra, para Pestalozzi seriam aqueles que têm amor no coração.
Quem decide? Quem decide?"

Parece que fujo ao tema, mas falarmos de justiça automaticamente temos de falar de direitos.
Ora, tanto a justiça como o direito dos homens são relativos a actos materiais, logo não podemos afirmar que sejam universais.
Sabemos que a noção de justiça varia consoante o povo e a cultura, e essencialmente, a evolução espiritual.

Concretamente a resposta á sua pergunta:

Aquele que está sugeito à coação exterior para o cumprimento de regras contrárias á natureza humana ou à sua formação moral, tendo oportunidade de se expressar, e estando em desacordo, deve fazê-lo, não esquecendo que antes de mais é um espirito imortal e que será responsabilizado não só pelo que fez, como pelo que deixou de fazer.

Aqueles que se desculpam de agir "fora da lei" por obrigação, cometem tamanha injustiça para com o próximo, como aqueles que ordenaram esses actos.

É a minha opinião.

Beijinhos
Gi
Título: Re: O Espirita deve conformar-se ou reagir, perante a injustiça?
Enviado por: Vitor Santos em 05 de Abril de 2008, 20:29
Olá

Citar
Aqueles que se desculpam de agir "fora da lei" por obrigação, cometem tamanha injustiça para com o próximo, como aqueles que ordenaram esses acto


Admitindo que o homem age "fora da lei" (refiro-me à lei moral) por ordem do patrão, do chefe ou similar, convencido que não pode ter o necessário para a sobrevivência do seu corpo fisico, infrige, a meu ver, a lei  de Deus. Mas não será a injustiça do mandante maior?

Nota:
- Quando digo "convencido", quero dizer aquilo que na verdade é a intenção da pessoa (que Deus conhece melhor que ela própria). Se a pessoa diz que não tem alternativa porque precisa de comprar um carro mais vistoso, por exemplo, está a mentir a si próprio, porque ninguém mente a Deus.

bem haja

 
Título: Re: O Espirita deve conformar-se ou reagir, perante a injustiça?
Enviado por: SB em 05 de Abril de 2008, 21:12
Ola Vitor, amigo  :)

Quanto á tua pergunta, e em minha opinião, é independente de ser espirita ou nao, mas referente á moral de cada um.

O Espirita, apenas terá mais responsabilidade quanto á sua moral, por se partir do principio que terá mais conhecimento das leis de Deus e da natureza, que os outros que nao estudam o espiritismo.

Contudo, ainda posso acrescentar que ninguem se deve nem conformar nem reagir perante a injustiça ou a violencia, deve no entanto, compreender as causas.

As situações são todas elas oportunas para empreendermos conhecimento, e nao devemos interagir de forma directa se elas nao nos sao dirijidas. Nada acontece por acaso, certo?

Mas em Situações como a que acabaste de dizer, diz respeito apenas a questao moral de cada um.

Ainda assim, quando manifestada a injustiça conosco mesmo, devo pensar e assim sou eu, tentar perceber se nao poderei ter sido eu mesma a ter provocado a situação.

Quando falas em caridade, e eu mesma a entendia desta maneira inicialmente, seja a caridade aos outros, no entanto pela expericencia, hoej sei que só existe caridade se começar e estiver em nós, e nao nos outros.

Todos somos fortes, alias, cada situação serve para nos fortalecer ate ao ponto em que ainda nao nos aperecebemos do que somos realmente, quando se tem essa consciencia nao existe o elo mais forte nem o mais fraco, é se seguro de si, existindo franqueza e aceitação conosco e com os outros.

As situações acontecem, no entanto podemos sempre optar pelo melhor prima de vivencia de uma situação menos boa. Podemos sempre prevalecer o respeito por nós mesmos, mesmo que nao o compreendam inicialmente, e mantemos assim a nossa propria dignidade. Isto é importante, dignidade para conosco!

Existe elo mais forte que o respeito e a dignidade?

Tudo nao passa de opções na vida  ;)

Abraço forte meu amigo
Título: Re: O Espirita deve conformar-se ou reagir, perante a injustiça?
Enviado por: Ann@ em 05 de Abril de 2008, 21:47
Olá amigos,

essa situação Vitor, não é só em Portugal, aqui no Brasil é igual e eu mesma já estive em situações de questionar o meu comportamento, pois tive que tomar atitudes em nome da empresa que trabalhava na época, quando o meu coração pedia o contrário.

Hoje, Graças a Deus eu e meu marido temos um pequeno negócio e tentamos fazer o que nos parece correto, na maioria das vezes. Digo isso porque ainda existem situações que se tornaram "leis de mercado" e se você não aceitar, geralmente fica sem o cliente.

Sinto-me feliz em saber que essas situações, para nós, estão ficando raras - semelhante atrai semelhante ;) - mas ainda temos aqueles que ainda nos pedem que tenhamos uma postura que não condiz com o espiritismo, com a Verdade.

Penso que não devemos fazer nada que agrida nossos princípios, mas também sei que há momentos que não vemos muita saída e acabamos nos conformando. Não julgo ninguém, pois acredito que cada um sabe o seu momento, aquele momento que não aguentamos mais e mudamos de emprego ou dizemos não ao nosso chefe (que as vezes vale mais a pena do que simplesmente sair... podemos, as vezes, fazer um aliado).

Hoje nas reuniões de estudo que participo, o tema não deixa de ter ligações, pois falamos sobre a criação dos nossos filhos: como prepará-los para um mercado tão materialista, onde alguns conceitos morais não existem, onde cada um vale pelo que veste e calça, onde a lei do mais forte (mesmo dando rasteiras no outro) prevalece?

Sabemos que passamos por tudo isso, porque estamos aprendendo, por conta de nosso momento evolutivo, que existe uma mistura evolutiva com alguns mais e outros menos esclarecidos (na média estamos todos iguais), mas cabe a cada um de nós pelo menos tentar fazer o correto e seguir moralmente as leis que nosso Mestre deixou. Com certeza não nos mudaremos de hoje para amanhã e mesmo que isso aconteça, não mudaremos o mundo num estalar de dedos, pois mesmo a evolução sendo solidária a modificação de cada um inicia-se somente com o despertar dos corações na vontade de aprender, estudar e assim evoluir cada vez mais.

Citar
Admitindo que o homem age "fora da lei" (refiro-me à lei moral) por ordem do patrão, do chefe ou similar, convencido que não pode ter o necessário para a sobrevivência do seu corpo fisico, infrige, a meu ver, a lei  de Deus. Mas não será a injustiça do mandante maior?

Nesta tua frase, Vitor, penso que os dois respondem, pois os dois tem responsabilidades sobre seus atos. Quem infringiu mais?, depende do esclarecimento de cada um. Supondo que os dois tenham o mesmo esclarecimento, concordo que seja o mandante, é muito provável que os motivos que o movam sejam mais "problemáticos".

abraços

Anna :D
Título: Re: O Espirita deve conformar-se ou reagir, perante a injustiça?
Enviado por: Vitor Santos em 06 de Abril de 2008, 14:23
Olá Susana e Anna

As vossas respostas apontam para o bom senso, como eu já esperava.

A minha motivação ao colocar este assunto a debate não é questionar a culpa alheia, nem sequer a minha. Não sou juiz para verificar o cumprimento das leis da terra e muito menos das leis divinas. Parece-me que aí estamos todos de acordo: o espirita não deve julgar, criticar ou condenar ninguém.

Também não quero analisar as coisas para me prender ao passado. A conclusão que eu gostava de obter é a postura que a doutrina espirita nos ensina a ter para o futuro. O passado já passou (pelo menos enquanto estamos aqui na terra - não queria entrar por essa discussão - estamos a discutir questões morais e não cientificas).

Se o passado nos deixou marcas, se merecemos o que passa connosco ou não, pouco me interessa (não estou a dizer que não acredito que merecemos ou deixamos de merecer, estou a dizer que o passado pode ser útil para analisar os nossos erros, mas sempre na perspectiva positiva de aproveitar esse conhecimento para construir um futuro melhor).  Não é que esse tipo de discussão não tenha a sua utilidade, para compreendermos a bondade infinita do Criador e não lhe atribuirmos culpas em relação ao que nos acontece, mas, ao contrário, agradecer-lhe por tudo. Mas quando abri este tópico estava a pensar no que fazer para o futuro e não explicar porque é que foi assim o passado.

Quando dizemos espirita refiro-me aquele que, embora limitado pela ilusão (ou seja, pelo seu nivel evolutivo provisório e pela estadia na carne), é pessoa de boa vontade que consente no seu coração e também racionalmente que a doutrina espirita é o caminho certo. Se já tem forças ou não para chegar, é outra questão. Nós não podemos ver quem é e quem não é o verdadeiro espirita. Deus sabe isso e para mim basta. Os Bons espiritos sabem isso e para mim basta. Discutir isso, na minha perspectiva, não é útil. Não quero impor ideias a ninguém, mas ser capaz, eu próprio, através do debate, clarificar os meus objectivos futuros, ou seja, aprender, em conjunto com os companheiros de fórum.  

Quando digo espirita, não estou a falar no que se diz espirita, mas que separa a aplicaçao da doutrina entre o que lhe convém (ou seja o que pensa o iludido que é o melhor para si - mas que não é) e o que não convém;

Também não falo naquele que usa a doutrina para apontar as falhas do seu irmão, mas que quando chega às suas usa "outros critérios". Esse não é espirita, ainda que aspire a tal
( ciente de quem sou, gosto mais dizer que sou aspirante a espirita em vez de espirita).

Tudo isto para definir o que quero dizer com espirita, sem qualquer critica, julgamento ou condenação aos que estão na ilusão triste que "podem enganar Deus". Eles podem enganar o seu semelhante, pelo menos por algum tempo, mas não enganam Deus. Enganam-se a si próprios, a meu ver. Isso é mais mau para o próprio do que para os outros.

continua...
Título: Re: O Espirita deve conformar-se ou reagir, perante a injustiça?
Enviado por: Vitor Santos em 06 de Abril de 2008, 14:23
...continua

Citar
Hoje, Graças a Deus eu e meu marido temos um pequeno negócio e tentamos fazer o que nos parece correto, na maioria das vezes. Digo isso porque ainda existem situações que se tornaram "leis de mercado" e se você não aceitar, geralmente fica sem o cliente

Estava a ler e a rever o que se passa comigo e com a minha mulher. Tenho uma microempresa, que foi mais uma forma de criar o próprio emprego. Não me apetecia voltar ao que foi a minha vida antes disso. Vamos ver é se conseguimos continuar...

Neste momento há nitidamente uma piramide invertida ao nivel dos estado e até de muitas empresas.

A cadeia de comando devia ser como num exército, uma piramide, em que a base seriam aqueles em maior número. Ou seja a maioria seriam aqueles que produziam directamente e a minoria os que organizavam essa maioria.

Neste momento, parece-me (não sei se estarei a pensar bem...), que em vez de haver 5 ou 10 soldados por cada comandante de secção, 2 ou 3 secções por cada comandante de pelotão, 5 ou dez pelotões por cada comandamente de companhia, etc., há 1 ou 2 sargentos para cada soldado, 1 ou 2 comandantes de pelotão para cada sargento, etc. Isto é, há um carga muito grande nos ombros de muito poucos.

Isso gera o esmagamento dos que estão mais abaixo na hierarquia  pelos que estão acima - que não são sempre os que merecem mandar (pensando não só no interesse material pessoal, mas também no interesse colectivo e tendo aptidão para a função).

O esmagamento leva ao desespero e á revolta (não devia levar, mas nós não somos perfeitos), à depressão, ao medo, ao terrorismo, etc.

As razões que levaram á queda do comunismo materialista, vão levar, provavelmente, à queda do capitalismo materialista. Os nomes das moscas são outros, mas...A ganância é tão grande que ó homem acaba por matar sempre "a galinha dos ovos de ouro". O esmagamento a partir de certo nivel gera o conflito. Depois as coisas resolvem-se à tareia, em vez de se resolverem civilizadamente.

Será que uma economia assim é viável?

O ensino devia formar bem os "soldados" para fazerem o papel de "soldados", os sargentos para fazerem bem o papel de "sargentos", os "oficiais" para fazerem bem o papel de oficiais, os generais para fazer bem o papel de generais.

O general não se deve sentir mais do que o soldado, nem o soldado se deve sentir inferior ao general. Deus ama a todos por igual. Cada um tem o seu papel. O ideal é que cada um possa ter acesso á oportunidade de ser soldado, sargento, oficial, general, etc., estudando mais e/ou progredindo pelo mérito. O general deve servir o soldado e o soldado o general. Todos têm de prover o sustento do corpo para levar a tarefa desta reencarnação na terra ao fim. Todos têm o direito de o fazer com o seu trabalho. A sociedade em geral tem o dever de apoiar os que não cpazes de angariar o próprio sustento (os deficientes que não podem trabalhar, os idosos, as crianças, etc.)

Eu não quero mandar nada. Não me sinto muito vocacionado para isso, embora já tenha tido essa missão algumas vezes. Mas gostava muito de sentir que quem manda o faz bem. Quando será que seremos capazes de ter na terra uma hierarquia natural, em que os que mandam são os mais aptos para isso? Actualmente isso não é possivel. Mas estou convicto que o vai ser, quando a tal regeneração do planeta que se fala se começar a fazer sentir com força.

A lei do mais forte sempre existiu. Agora temos de evoluir para uma sociedade em que a hierarquia não sirva apenas para algumas pessoas terem mais vencimento e regalias. A hierarquia serve para organizar a sociedade, aproveitando as aptidões de cada um, não com o objectivo de esmagar os deserdados da vida terrena, mas governando com inteligência e boa fé. Para servir simultaneamente o próprio interesse e o interesse comum. Os critérios da nossa sociedade humana (de que todos somos responsáveis, pelo que fizémos nesta ou noutras vidas), infelizmente não são sempre o mérito e a aptidão.
 
Jesus mostrou desta forma tão bela como devia ser a relação entre o general e o soldado (agora no sentido da hierarquia moral divina e não na hierarquia imperfeita da terra):

Citar
Evangelho Segundo S.João

3 Jesus, sabendo que o Pai lhe entregara tudo nas mãos, e que viera de Deus e para Deus voltava, 4 levantou-se da ceia, tirou o manto e, tomando uma toalha, cingiu-se.
5 Depois deitou água na bacia e começou a lavar os pés aos discípulos, e a enxugar-lhos com a toalha com que estava cingido. 6 Chegou, pois, a Simão Pedro, que lhe disse: Senhor, lavas-me os pés a mim?
7 Respondeu-lhe Jesus: O que eu faço, tu não o sabes agora; mas depois o entenderás.
8 Tornou-lhe Pedro: Nunca me lavarás os pés.
Replicou-lhe Jesus: Se eu não te lavar, não tens parte comigo.
9 Disse-lhe Simão Pedro: Senhor, não somente os meus pés, mas também as mãos e a cabeça.
10 Respondeu-lhe Jesus: Aquele que se banhou não necessita de lavar senão os pés, pois no mais está todo limpo; e vós estais limpos, mas não todos.

11 Pois ele sabia quem o estava traindo; por isso disse: Nem todos estais limpos.
12 Ora, depois de lhes ter lavado os pés, tomou o manto, tornou a reclinar-se à mesa e perguntou-lhes: Entendeis o que vos tenho feito?
13 Vós me chamais Mestre e Senhor; e dizeis bem, porque eu o sou.
14 Ora, se eu, o Senhor e Mestre, vos lavei os pés, também vós deveis lavar os pés uns aos outros. 15 Porque eu vos dei exemplo, para que, como eu vos fiz, façais vós também. 16 Em verdade, em verdade vos digo: Não é o servo maior do que o seu senhor, nem o enviado maior do que aquele que o enviou. 17 Se sabeis estas coisas, bem-aventurados sois se as praticardes.

bem hajam
Título: Re: O Espirita deve conformar-se ou reagir, perante a injustiça?
Enviado por: Gigii em 06 de Abril de 2008, 17:24
Aos olhos de Deus não existe hierarquia senão a espiritual.

Se vivermos em função disso, que somos um espirito imortal, que todas as experiências por que passamos, de comando ou de serviçal, não passam disso mesmo, experiências para a nossa melhoria intima, então nada nos deve incomodar.

Só podemos servir a um Senhor: a Deus, o nosso Pai celestial.

Ninguém é obrigado a agir contra a sua vontade, ninguém é coagido a pensar e sentir contra os seus desejos. Se assim agem e sentem, é porque receiam a morte.
Mas o espiritismo veio demonstrar que a morte não existe...
Então qual o receio??!
É na reação interior perante as provas, de poder ou de miséria que se vê realmente se interiorizamos os conhecimentos universais do espiritismo.

Abraços
Gi
Título: Re: O Espirita deve conformar-se ou reagir, perante a injustiça?
Enviado por: Ann@ em 06 de Abril de 2008, 20:06

Olá a todos,

Vitor acho que entendi o que você quer dizer, e é muito difícil agirmos em conformidade com todos os ensinamentos espíritas, ainda possuímos muitos acertos a realizar em nosso íntimo e quando estamos em evidência, é mais difícil, pois ainda somos muito vaidosos.

Sinceramente acredito que todos nós deveríamos saber ser o soldado e, quando necessário, sermos o comandante, porém sabermos o que é comandar e não simplesmente mandar. Muitos deixam-se cegar pela posição de comando, apenas por saber que "manda", entende-se como "melhor", mais inteligente, mais isso, mais aquilo.

Também temos que saber ser o soldado, muitos deixam-se cegar pelo sentimento de inferioridade que o cargo traz;  cargo de menos importância alguns pensam, e muitos revoltam-se com aqueles em posição superior... e esquecem de cumprir as responsabilidades que o cargo traz: saber receber comandos. (daí tantos caciques para poucos índios ;D)

Penso que o ser humano ainda possui uma grande dificuldade em trabalhar em equipe. Fazer um trabalho em equipe é trabalhar para cumprir objetivos pré estabelecidos, e sendo estes positivos ou negativos, a glória ou não, é da equipe não apenas daquele que acertou ou daquele que errou.

Trabalhei até o ano passado com Buffet Infantil e uma coisa que eu passava para todos era isso: para o cliente os acertos e erros de uma festa, são do buffet, não daquele atendente, ou da cozinheira, ou do guarda que fez isso ou aquilo errado ou certo. Graças a Deus, foi uma equipe muito boa, pois até hoje somos amigos... mas não é fácil... nada fácil!!

Comandar, sem mandar, sem impor, sem diminuir seus companheiros de equipe, de objetivos. Saber acatar ordens sem sentir-se diminuido.


Abraços

Anna 
Título: Re: O Espirita deve conformar-se ou reagir, perante a injustiça?
Enviado por: Vitor Santos em 06 de Abril de 2008, 20:16
Olá Regina

Eu também estou convicto de que só há a hierarquia divina. Nessa hierarquia os que mandam amam os seus subordinados e trabalham para o seu bem e para o bem comum. Ao ponto de espiritos puros como Jesus, que foi o médium de Deus na terra, que já não é deste mundo, virem encarnar aqui neste mundo precário. Com esta forma de poder não há injustiça. Cada pessoa tem o mesmo valor para Deus, embora haja muitos espiritos a progredir, a vários niveis de evolução. As missões mais complexas são entregues aos mais aptos para isso e nunca a amigos incompetentes. Para Deus só há um peso e uma medida para todos.

Mas para muitas pessoas aqui na terra não é assim. Eu não me posso alhear dessa realidade, porque ela impõe regras que todos somos obrigados a cumprir. O director geral de uma grande empresa pode estar a um nivel moral muito abaixo do homem da limpeza. Mas o seu poder é efectivo para os trabalhadores dessa empresa. Eles não se podem alhear disso. Na terra as pessoas não têm todas a mesma liberdade de agir. Ou têm? O poder de alguém mede-se pela liberdade de acção dessa pessoa. Mas ter poder não implica que se use mal esse poder.

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Livro dos Espiritos

803. Perante Deus, são iguais todos os homens?

“Sim, todos tendem para o mesmo fim e Deus fez Suas leis para todos. Dizeis
freqüentemente: “O Sol luz para todos” e enunciais assim uma verdade maior e mais geral do que pensais.”

Todos os homens estão submetidos às mesmas leis da Natureza. Todos nascem
igualmente fracos, acham-se sujeitos às mesmas dores e o corpo do rico se destrói como o do pobre. Deus a nenhum homem concedeu superioridade natural, nem pelo nascimento, nem pela morte: todos, aos Seus olhos, são iguais.


274. Da existência de diferentes ordens de Espíritos, resulta para estes alguma
hierarquia de poderes? Há entre eles subordinação e autoridade?

“Muito grande. Os Espíritos têm uns sobre os outros a autoridade correspondente ao
grau de superioridade que hajam alcançado, autoridade que eles exercem por um ascendente moral irresistível.”

Desigualdade das aptidões

804. Por que não outorgou Deus as mesmas aptidões a todos os homens?

“Deus criou iguais todos os Espíritos, mas cada um destes vive há mais ou menos
tempo, e, conseguintemente, tem feito maior ou menor soma de aquisições. A diferença
entre eles está na diversidade dos graus da experiência alcançada e da vontade com que obram, vontade que é o livre-arbítrio. Daí o se aperfeiçoarem uns mais rapidamente do que outros, o que lhes dá aptidões diversas. Necessária é a variedade das aptidões, a fim de que cada um possa concorrer para a execução dos desígnios da Providência, no limite do desenvolvimento de suas forças físicas e intelectuais. O que um não faz, fá-lo outro. Assim é que cada qual tem seu papel útil a desempenhar. Demais, sendo solidários entre si todos os mundos, necessário se torna que os habitantes dos mundos superiores, que, na sua maioria, foram criados antes do vosso, venham habitá-lo, para vos dar o exemplo.” (361)

807. Que se deve pensar dos que abusam da superioridade de suas posições sociais,
para, em proveito próprio, oprimir os fracos?

“Merecem anátema! Ai deles! Serão, a seu turno, oprimidos: renascerão numa
existência em que terão de sofrer tudo o que tiverem feito sofrer aos outros.” (684)

Desigualdade das riquezas

808. A desigualdade das riquezas não se originará da das faculdades, em virtude da
qual uns dispõem de mais meios de adquirir bens do que outros?

“Sim e não. Da velhacaria e do roubo, que dizeis?”

a) - Mas, a riqueza herdada, essa não é fruto de paixões más.

“Que sabes a esse respeito? Busca a fonte de tal riqueza e verás que nem sempre é
pura. Sabes, porventura, se não se originou de uma espoliação ou de uma injustiça? Mesmo, porém, sem falar da origem, que pode ser má, acreditas que a cobiça da riqueza, ainda quando bem adquirida, os desejos secretos de possuí-la o mais depressa possível, sejam sentimentos louváveis? Isso o que Deus julga e eu te asseguro que o Seu juízo é mais severo que o dos homens.”

809. Aos que, mais tarde, herdam uma riqueza inicialmente mal adquirida, alguma
responsabilidade cabe por esse fato?

“É fora de dúvida que não são responsáveis pelo mal que outros hajam feito,
sobretudo se o ignoram, como é possível que aconteça. Mas, fica sabendo que, muitas
vezes, a riqueza só vem ter às mãos de um homem, paralhe proporcionar ensejo de reparar uma injustiça. Feliz dele, se assim o compreende! Se a
fizer em nome daquele que cometeu a injustiça, a ambos será a reparação levada em conta, porquanto, não raro, é este último quem a provoca.”

810. Sem quebra da legalidade, quem quer que seja pode dispor de seus bens de
modo mais ou menos eqüitativo. Aquele que assim proceder será responsável, depois da
morte, pelas disposições que haja tomado?

“Toda ação produz seus frutos; doces são os das boas ações, amargos sempre os das
outras. Sempre, entendei-o bem.”

931. Por que são mais numerosas, na sociedade, as classes sofredoras do que as
felizes?

“Nenhuma é perfeitamente feliz e o que julgais ser a felicidade muitas vezes oculta
pungentes aflições. O sofrimento está por toda parte. Entretanto, para responder ao teu pensamento, direi que as classes a que chamas sofredoras são mais numerosas, por ser a Terra lugar de expiação. Quando a houver transformado em morada do bem e de Espíritos bons, o homem deixará de ser infeliz aí e ela lhe será o paraíso terrestre.”


932. Por que, no mundo, tão amiúde, a influência dos maus sobrepuja a dos bons?

“Por fraqueza destes. Os maus são intrigantes e audaciosos, os bons são tímidos. Quando estes o quiserem, preponderarão.”


Citar
Regina disse:

É na reação interior perante as provas, de poder ou de miséria que se vê realmente se interiorizamos os conhecimentos universais do espiritismo.

É verdade, só submetidos às provas sabemos quem somos. Quantas pessoas serão capazes, por exemplo, de abandonar o emprego, por incompatibilidade moral do mesmo com a causa espirita, sem terem já outro emprego em vista e sem terem boas condições financeiras que lhe garantam o sustento até arranjar outro trabalho? É nessas alturas que se vê a nossa força.

bem hajas
Título: Re: O Espirita deve conformar-se ou reagir, perante a injustiça?
Enviado por: Carlos Ribeiro em 06 de Abril de 2008, 21:42
Citar
Quantas pessoas serão capazes, por exemplo, de abandonar o emprego, por incompatibilidade moral do mesmo com a causa espirita...
-Vitor
Seria bom agora saber que tipo de empregos são imcompativeis com a causa espírita. Ainda há bem poucos anos eu não conseguia imaginar uma pessoa que se dissesse espírita e fosse militar. No entanto agora sei que existem militares que são espíritas. Eu nunca seria capaz de andar fardado e armado, pronto a disparar sobre um irmão meu no meio de uma guerra. Se tenho como lema a paz, o amor e a solidariedade entre os homens, não me faz muito sentido andar armado. Reconheço todavia que no mundo em que estamos têm de existir forças militares e policiais para imporem a ordem e o respeito dentro da sociedade. Caso contrário este mundo seria uma anarquia total.
Ass: Carlos Ribeiro
Título: Re: O Espirita deve conformar-se ou reagir, perante a injustiça?
Enviado por: SB em 06 de Abril de 2008, 22:17
Vitor, eu entendi perfeitamente ao que te dirigias, e mesmo depois do que ja disseste mantenho o que disse.

Se fosse aqui a falar de situações menos boas a nivel profissional, ficarias chocado ja com o que me aconteceu, no entanto, mantive a minha dignidade, sofri tb pelo desepero de querer sair dali, e ter que arranjar um outro emprego e foi o que fiz, abandonei o meu local de trabalho, na altura a separar-me e com dois filhos...

As dificuldades a nivel emocional foram demasiado grandes na altura e isso foi bem pior que o que podia sofrer a nivel material, no entanto nao me conformei e lutei, isso é de espirita, e eu ainda nao conhecia a Doutrina na altura ;)

Hoje em dia por exemplo, trabalho com politicos, imaginas o que eu devo saber, ouvir, a hipocrisia que existe? mas nao estou lá para isso, estou para cumprir a minha função quanto melhor sei, o resto o que me circunda, apenas a eles dizem respeito, nao a mim, desde que me respeitem e eu me realize profissionalmente. Mas atenção para me respeitarem, terei sempre que me dar ao respeito  ;)

Agora, tb percebo que a nivel espirita existem varios estagios, e se bem ou menos bem serão esses comportamentos em relação ás injustiças, estados ou presenças sempre adequadas ao seu nivel de aprendizagem, e de imperfeição :)

Vitor, uma coisa te digo, trabalho nao falta, apesar das estatisticas nos dizerem o contrario, pq afinal, todos querem é ser doutores...importa as pessoas perceberem sim, quais as suas necessidades, se morais ou materiais  ;)

E enquanto muitas das pessoas pesarem mais a parte material, mais generais sem escrupulos vencerão

Não é importante o que o soldado faz, é importante a dignidade com que faz!

Se todos nao pensassem no futuro, mas que o hoje é o seu futuro, tudo seria muito diferente.

Abraço, amigo
Título: Re: O Espirita deve conformar-se ou reagir, perante a injustiça?
Enviado por: Vitor Santos em 06 de Abril de 2008, 22:58
Olá Susana

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Se fosse aqui a falar de situações menos boas a nivel profissional, ficarias chocado ja com o que me aconteceu, no entanto, mantive a minha dignidade, sofri tb pelo desepero de querer sair dali, e ter que arranjar um outro emprego e foi o que fiz, abandonei o meu local de trabalho, na altura a separar-me e com dois filhos...

É com o nosso bom exemplo que podemos ajudar a mudar o mundo. Se tu foste capaz de abandonar o trabalho dessa forma em nome da tua dignidade pessoal e dos teus valores, deste um bom exemplo.

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Vitor, uma coisa te digo, trabalho nao falta, apesar das estatisticas nos dizerem o contrario, pq afinal, todos querem é ser doutores...importa as pessoas perceberem sim, quais as suas necessidades, se morais ou materiais 

E enquanto muitas das pessoas pesarem mais a parte material, mais generais sem escrupulos vencerão

Não é importante o que o soldado faz, é importante a dignidade com que faz!

Se todos nao pensassem no futuro, mas que o hoje é o seu futuro, tudo seria muito diferente.

Concordo amiga Susana. Todas as profissões sérias e honestas são dignas. Há que ter fé em Deus e não ficar de braços cruzados. O "general" deve trabalhar como soldado, se não arranjar melhor para sobreviver. Morrer de fome só para não tirar os galões de general é que estaria errado. Se houver trabalho como general e se estivermos aptos para ele, também não o devemos desprezar. Ser "general" ou ser "soldado" deve ter o mesmo significado social. Uma sociedade perfeita pensaria assim. Não há razão para considerarmos mais o general do que o soldado.

Olá Cariberto

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Seria bom agora saber que tipo de empregos são imcompativeis com a causa espírita

Isso não nos cabe a nós decidir. São questões de consciência que cabe a cada um colocar a si próprio e resolver por si próprio. Os espiritas não são aqueles que nós dizemos que são espiritas nem aqueles que dizem de si mesmo que o são. São aqueles que agem em coerência com a doutrina. Eu esclareci em que sentido estava a usar a palavra espirita, não leste?

A doutrina espirita não nos manda excluir ninguém dos meios espiritas com base na  profissão que tem. Pelo contrário, manda-nos amar uns aos aos outros e a Deus acima de todas as coisas.

Relativamente às forças de segurança, elas são necessárias. Tu próprio o disseste.

Eu passei pela tropa, serviço militar obrigatório, e não foi uma experiência nada agradável. Não me agradou lá estar nem me agradava nada ficar a trabalhar lá. Não me dou com aquilo nem é a profissão que eu escolhi. Mas se as forças de segurança são necessárias, as pessoas que cumprem a sua missão nessa área são úteis e não as devemos criticar por isso(a não ser abusem da força e sejam cruéis).

Se tu não andas armado, é porque tens quem ande armado por ti. Senão, provavelmente, terias de defender tu próprio a tua integriade fisica.

bem hajas
Título: Re: O Espirita deve conformar-se ou reagir, perante a injustiça?
Enviado por: vitor_goncalves em 07 de Abril de 2008, 11:58
Olá Amigos

Muito interessante este tópico. No entanto gostaria de vos por a seguinte situação.
Julgo que os Amigos (pelo menos os masculinos), devem ser mais novos que eu.
Nos anos de 1967 a 1969, tinha eu 26 anos, foi "atirado" para a guerra do ultramar em Angola.
Felizmente para mim, que tinha o curso de engenharia civil, foi para Oficial Miliciano de Engenharia, e passei praticamente os 2 anos da guerra, no meio do "mato", em sitios perigosos, mas a construir estradas (picadas) e pontes (pequenas).
Poucos tiros dei e creio que se acertei nalguma coisa, foi nalguma ave, porque por vezes o abastecimento naqueles sitios levavam, mais de um mês a chegarem (sabem o que é durante um mês termos como única refeição - almoço ou jantar - massa ou arroz com chouriço ou salchiças enlatadas ).
No entanto eu vi ao meu lado pessoas a morrer e outras talvez a matar.
Vi algumas "injustiças" a serem praticadas nalguns "terroristas", que de facto eles nem sabiam o que ali andavam a fazer.
Vi algumas "injustiças", contra "desertores ???" angolanos, que o que eles queriam era irem ter com a família a cerca de mil quilómetros, e que não sabiam nada deles há quatro anos!!!. Tive alguns dissabores a tentar defender alguns deles, claro que me foi bem explicado "não te metas no assunto".
Amigo Carisberto é facil para nós agora dizer, que não era capaz de vestir uma farda, e ir para a guerra. Mas naquele tempo, isso seria impossível, para si e para quem dependesse de si. Poderia fugir, ir para o Estrangeiro e o resto, a família ou quem dependente de si. Claro que havia uma outra solução, antes de embarcar o suicidio, (infelizmente conheci alguns casos).
Anos depois comecei a ter melhor compreensão da Doutrina Espirita.
Aprendi na Lei de Causa e Efeito, para um povo, para um País, para cada um de nós, e aprendi a compreender o seguinte:
" No Universo não há injustiças, tudo está bem"

Um Abraço

VG
Título: Re: O Espirita deve conformar-se ou reagir, perante a injustiça?
Enviado por: Carlos Ribeiro em 07 de Abril de 2008, 13:20
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Amigo Cariberto é facil para nós agora dizer, que não era capaz de vestir uma farda, e ir para a guerra. Mas naquele tempo, isso seria impossível, para si e para quem dependesse de si. Poderia fugir, ir para o Estrangeiro e o resto, a família ou quem dependente de si. Claro que havia uma outra solução, antes de embarcar o suicidio, (infelizmente conheci alguns casos).
- Vitor Gonçalves
Num certo livro de Einstein (penso que se chama "Como vejo o mundo") li uma frase deste grande cientista onde ele diz mais ou menos isto a respeito da guerra:"Preferia deixar-me assassinar do que participar numa tal ignomínia." Eu concordo com ele em absoluto e se todos pensassem assim, não existiriam tropas e consequentemente não existiriam guerras. O problema é que nem todos pensam assim. Apenas uma minoria.  :-[
Título: Re: O Espirita deve conformar-se ou reagir, perante a injustiça?
Enviado por: Vitor Santos em 07 de Abril de 2008, 13:32
Olá VG

Livro dos Espiritos

873. O sentimento da justiça está em a Natureza, ou é resultado de idéias
adquiridas?

“Está de tal modo em a Natureza, que vos revoltais à simples idéia de uma injustiça.
É fora de dúvida que o progresso moral desenvolve esse sentimento, mas não o dá. Deus o pôs no coração do homem. Daí vem que, freqüentemente, em homens simples e incultos se vos deparam noções mais exatas da justiça do que nos que possuem grande cabedal de saber.”[/quote]

875. Como se pode definir a justiça?

“A justiça consiste em cada um respeitar os direitos dos demais.”

Estou 100% convicto que Deus não criou as leis divinas de forma a fazer sofrer inutilmente as suas criaturas. Acredito plenamente que Deus é infinitamente bom e justo. Na perspectiva da justiça divina, não há injustiça. Mas não queria entrar muito por aí sob este tópico, senão vamos repetir debates já havidos.

Os Espiritos explicaram o que era justiça, e que é aplicável a nós aqui na terra. Se respeitarmos os direitos dos demais não somos injustos, caso contrário...

Se uma pessoa foi submetida à injustiça, não vamos pensar que não vale a pena fazer nada porque a pessoa o merece. No caso concreto do Ultramar Português, devemos ficar satisfeitos por ver que esse problema já não assola os jovens portugueses, como lhe aconteceu a si. Eu, por exemplo, já não apanhei essa tortura. Mesmo assim ainda me custou a engolir os 16 meses de serviço militar obrigatório. Não consigo imaginar o que passaram aqueles que sofreram na pele a guerra, mas consigo compreender que foi muito, mas muito duro.

Ainda por cima acho que nunca vi tanta gente a receber vencimento por não fazer nada do que na tropa. Havia senhoras civis que faziam renda o dia inteirinho, nas suas secretárias, e havia muitos outros casos que não vou estar a explicar. Essa gente pesava no bolso de alguém...

Em conclusão:

- Não devemos pensar que somos uns desgraçadinhos duns insjustiçados, mas devemos, em meu entender, fazer o que pudermos para acabar com a injustiça (a violação dos nossos direitos e dos direitos alheios. Ou seja: tentar dar a volta por cima.

bem haja
Título: Re: O Espirita deve conformar-se ou reagir, perante a injustiça?
Enviado por: vitor_goncalves em 07 de Abril de 2008, 13:48
Olá Cariberto

Deixar-se matar-se, julgo que é suicidio. Não me parece que isso perante a Doutrina Espirita, seja uma boa solução.
Naquele tempo pensava-se se o suicidio era um acto de coragem ou de cobardia.
Todos nós temos que cumprir a nossa Lei de Causa e Efeito.
Na guerra, (muitos julgam que não foi, não sei porquê) andei com uma série de armas de vários tipos, depois nunca mais peguei em armas, e hoje tenho medo de pegar numa arma. Se fosse hoje, neste País, claro que não faria a tropa.
Mas eu penso, noutros irmãos que são obrigados a usar armas e que são "industrializados" a fazerem a guerra. O que pensar deles?

Um abraço

VG
Título: Re: O Espirita deve conformar-se ou reagir, perante a injustiça?
Enviado por: vitor_goncalves em 07 de Abril de 2008, 14:25
Oá Amigos

Gostava que reflectissem um pouco sobre o assunto da guerra. Vejam isto:

Timor - enquanto Portugal se teimava numa guerra ultramarina, Timor era um oásis, ali não existia guerra, os timorenses eram por assim dizer, humildes, honestos, e lá não se poderia pisar a sombra da bandeira de Portugal, eram portugueses convictos.
Portugal solucionou a guerra do ultramar, e Timor, entrou numa guerra dramática e fraticidia, e até hoje. Eles são como nós Irmãos e Espiritos. Então isto é Porquê?, Porquê?, Porquê?.
Como eles há muitos paises na mesma situção. E eu continuo a dizer Porquê? Porquê?, Porquê?

Para mim só vejo uma maneira.

" No Universo, não há injustiças, tudo está bem"

Talvez com os nossos conhecimentos, seja difícil de compreender, mas um dia saberemos.


Um Abraço

VG
Título: Re: O Espirita deve conformar-se ou reagir, perante a injustiça?
Enviado por: Jorge em 07 de Abril de 2008, 16:23
Olá Cariberto

Deixar-se matar-se, julgo que é suicidio. Não me parece que isso perante a Doutrina Espirita, seja uma boa solução.

VG

Olá amigos,

Eu pessoalmente concordo com o Cariberto e já agora com Einstein, porque se eu fosse obrigado a ir para a guerra levaria comigo uma bandeira branca para acenar e dar o exemplo da PAZ.

Logicamente que existem factores de puro terror que levam a que o maior pacifista seja levado a carregar no gatilho quase por instinto (de sobrevivência). Quem lá esteve saberá melhor do que eu o que isso significa.

Agora, escolher por livre vontade a tropa, nunca o faria.

Quanto ao "Deixar-se matar-se, julgo que é suicidio. Não me parece que isso perante a Doutrina Espirita, seja uma boa solução."
Isto é muito polémico porque há situações em que a maioria daria a vida em prol, por exemplo, de um filho. Eu não olhava para trás sequer !
Aos olhos de Deus isto não será suicidio, acho eu.

Abraços fraternos.
Jorge
Título: Re: O Espirita deve conformar-se ou reagir, perante a injustiça?
Enviado por: Ann@ em 07 de Abril de 2008, 16:50

Olá amigos,

Ter na consciência a morte de um irmão, mesmo que a guerra o declare como inimigo, não  deve ser nada agradável para aqueles que nutrem o sentimento de irmandade. Interpreto a frase dessa forma: é preferível morrer ao ter que conviver com o fato de ter matado alguém, mesmo na guerra.

Tinha um senhor do Centro que frequento (ele já partiu), que contava sempre que o pior momento de sua vida foi quando, em 1932, foi convocado para a revolução daqui de SP, mas que Graças a Deus não precisou matar alguém. Eu sempre achei muito gozado esse "precisou" até que um dia eu perguntei, e ele me explicou: eu digo "precisou" porque eu estando frente a frente com alguém que com certeza iria tirar a minha vida, e não tomasse nenhuma atitude para impedir isso estaria eu em contradição com a lei de preservação e poderia ser considerado suicida. Então se depois de tentar correr, me esconder e sair da linha de fogo, nada disso adiantasse eu teria que atirar e aí só Deus saberia o que iria acontecer comigo, com a minha consciência... Deus achou que eu não precisava passar por isso e eu agradeço a bondade Dele.

Abraços

Anna
Título: Re: O Espirita deve conformar-se ou reagir, perante a injustiça?
Enviado por: Jorge em 07 de Abril de 2008, 16:59

Ter na consciência a morte de um irmão, mesmo que a guerra o declare como inimigo, não  deve ser nada agradável para aqueles que nutrem o sentimento de irmandade. Interpreto a frase dessa forma: é preferível morrer ao ter que conviver com o fato de ter matado alguém, mesmo na guerra.


Olá amiga Anna,

Uma bela visão sobre este assunto.
Subscrevo esse ponto de vista.

Felicidades.
Jorge
Título: Re: O Espirita deve conformar-se ou reagir, perante a injustiça?
Enviado por: Carlos Ribeiro em 07 de Abril de 2008, 17:28
Citar
Deixar-se matar-se, julgo que é suicidio. Não me parece que isso perante a Doutrina Espirita, seja uma boa solução.
- VG

Depende da razão porque uma pessoa se deixa matar, amigo Vitor Gonçalves. Se for por uma boa causa não será considerado suicidio.
Perante a doutrina espírita, é preferivel ser assassinado do que assassinar. Antes vitima que verdugo.
Ainda em relação á guerra, acho que se deve considerar sinal de progresso o facto de agora a tropa ser apenas para voluntários. Antigamente, todos eram obrigados a ir, a não ser que existissem impedimentos físicos ou mentais. O que me espanta é que mesmo só indo quem quer, existe sempre quem se ponha na fila pronto para a guerra. Certamente com o passar do tempo as coisas irão mudar. Esperemos que sim.
Ass: Carlos Ribeiro
Título: Re: O Espirita deve conformar-se ou reagir, perante a injustiça?
Enviado por: Jorge em 07 de Abril de 2008, 17:43
O que me espanta é que mesmo só indo quem quer, existe sempre quem se ponha na fila pronto para a guerra. Certamente com o passar do tempo as coisas irão mudar. Esperemos que sim.

Se considerarmos que a televisão por exemplo é o maior expoente dos media, portanto da comunicação, era muitíssimo urgente mudar o teor dos filmes e programas que os nossos filhos vêem. Acabar com os filmes de guerra, com os heróis que matam, com completos disparates como o "Wrestling" que está tão na moda, com desenhos animados violentos, com telenovelas com uma juventude rebelde que somente transmitem coisas negativas à criançada e juventude, etc, etc.

Esta mudança a tornar-se realidade era uma potente alavanca para a evolução deste mundo.
Há males que devem ser extirpados pela raíz.

Abraços fraternos.
Jorge
Título: Re: O Espirita deve conformar-se ou reagir, perante a injustiça?
Enviado por: Carlos Ribeiro em 07 de Abril de 2008, 18:05
Citar
Acabar com os filmes de guerra, com os heróis que matam, com completos disparates como o "Wrestling" que está tão na moda, com desenhos animados violentos, com telenovelas com uma juventude rebelde que somente transmitem coisas negativas à criançada e juventude, etc, etc.
Jorge
Pois é Jorge, essas coisas deviam deixar de passar na televisão. Acontece no entanto que as pessoas que dirijem os canais e as programações estão é interessados em ganhar audiências. O resto para eles não conta. E aquilo que a maioria do zé povinho gosta de ver é porrada, futebol, telenovelas, programas cheios de fofocas onde só se fala da vida dos outros, big brothers, etc, etc. Assim vai a cultura do nosso povo...
Título: Re: O Espirita deve conformar-se ou reagir, perante a injustiça?
Enviado por: Ann@ em 07 de Abril de 2008, 19:02

Meus amigos,

pode ser que eu esteja enganada, ou totalmente errada, mas penso que o problema é bem maior do que simplesmente não passar este ou aquele programa por ter cenas impróprias - violência principalmente.

Primeiro porque, neste momento, ainda faz parte de nosso aprendizado deixar de sentir prazer em ver esse tipo de filme, notícia e documentário ou ficar vendo a suposta "rotina" de pessoas (big brother) confinadas, que quando não há uma certa briguinha, perde audiência.

No momento que deixarmos de assistir ou comprar determinados programas e notícias, a midia muda, pois perderá o seu filão. Aqui em casa, até pelo horário que chegamos em casa, não temos tempo de assistir a novelas ou certos programas, mas ao assistir qualquer telejornal, somos bombardeados com notícias ruins, até parece que não existem pessoas boas no mundo, que somos rodeados de assassinos e maníacos. E isso é no mundo inteiro. :o

Como falei posso estar errada, mas ainda penso que a proibição não resolve, mas o nosso aprendizado, deixarmos de assistir por que simplesmente não gostamos. Hoje 10% do mundo pode fazer isso, mas ainda chegaremos aos 100% tenho certeza. ;)

abraços

Anna :D
Título: Re: O Espirita deve conformar-se ou reagir, perante a injustiça?
Enviado por: vitor_goncalves em 07 de Abril de 2008, 19:18
Olá Amigos

E se nós vivessemos por exemplo, no Afeganistão, no Iraque em Timor, etc. Esses vivem em guerra e de que maneira. Sobre as nossas reacções, conto-lhes um caso veridico passado em Angola, durante a minha estadia:
Um Alferes (oficial miliciano) que comandava um pelotão (+- 33 militares), era considerado uma excelente pessoa, de uma calma enorme e muito correcto, toda a gente o considerava tanto superiores como inferiores. Durante a sua comissão teve vários encontros com os grupos inimigos, onde ele com a sua calma e perspicácia conseguiu, resolver os problemas, com poucos feridos e ligeiros.
Mas um dia (já perto do final da comissão), numa emboscada, o soldado, que era seu amigo, caiu-lhe à sua frente, morto por um tiro. Pois a raiva que ele sentiu ao ver o seu amigo morto, foi levantar-se dirigir-se ao inimigo de arma em riste disparando as suas balas, até cair morto varado pelas balas do inmigo.
Ninguém conseguiu perceber aquele homem, de uma grande calma e um bom oficial ter aquela atitude sem nexo.

Por muito que nós digamos, que somos capaz de morrer por um ideal (ou pela Doutrina), embora os hajam eles devem ser uma percentagem tão minima, que se devem contar "pelos dedos".
Só quando estamos em situações perigosas de quase de vida ou morte, nossa ou dum nosso familiar, é que poderemos saber qual a nossa reacção.

Um Abraço

VG
Título: Re: O Espirita deve conformar-se ou reagir, perante a injustiça?
Enviado por: Vitor Santos em 07 de Abril de 2008, 20:58
Olá

Como já disse, eu também nunca optaria por ir para a tropa ou para as forças policiais voluntariamente.

Contudo parece-me que estamos aqui a criticar implicitamente as pessoas que escolhem essa profissão e isso não me parece correcto.

Não são os militares nem os policias os responsáveis pela violência. Em portugal, de momento, as operações militares são todas em nome da paz, em colaboração com a NATO e com a ONU. As razões da guerra e da violência estão acima das forças de segurança.

É necessário que haja pessoas para todas as profissões. Caso contrário não haveria voluntários. Nós que não simpatizamos com essa profissão teriamos de ir pegar em armas, provavelmente.

Uma coisa é não gostar da profissão, outra é considerar que ela é inutil. Infelizmente, por enquanto, este nosso mundo precisa desses profissionais. Não devemos criticá-los, mas apoiá-los. Quantas vezes arriscam a própria vida para defender outras pessoas?

A violência contra aqueles que não respeitam a vida alheia é muitas vezes inevitável. Como é que um individuo impede individuos sem escrupulos de actuar? Com palavrinhas mansas?

O problema está muito para além dos militares e dos policias. No dia em que ele não forem necessários, tanto melhor. Aí teremos razões para festejar.

A educação vem sempre à baila. É preciso dar oportunidade às crianças deserdadas da vida ou que têm más companhias, de seguirem outro caminho. É preciso mostrar-lhes que o mundo não lhes reserva apenas a repressão policial. Investir muito na recuperação dos jovens delinquentes, com atitude caridosa e carinhosa, em vez de os misturar com outros deliquentes mais velhos. O mundo desenvolvido tem que tentar apoiar o mundo menos desenvolvido. Enfim, tanta coisa que temos para fazer para reduzir a violência (a violência não é só na guerra)...

Afinal estamos todos tão preocupados com a explicação dos eventos da vida com base nas vidas passadas, mas há algumas gerações que estão neste momento a pagar a sua própria negligência desta próporia reencarnação. Poucos são os que fazem algo por contrariar as razões que estão escondidas atrás da violência. Embora em n.º elevado, comparados com o resto dos homens, são muito poucos.

No fundo é como em tudo. Todos reclamamos com o ambiente deficiente, com a violência, contra isto, contra aquilo. Mas andar menos de automóvel e mais de transportes, poupar electricidade, poupar água, poupar gás, ajudar a educar as crianças que vivem em ambientes com mais probabilidade de gerar violência, de forma que as protegemos a elas e a nós, etc., isso é que faz alterar as coisas...

Para tudo isto mudar, temos de nos empenhar mais nessa mudança, começando por nós mesmo. Não há outra solução. Se o mundo mudou em relação ao que era há milénios, foi porque houve homens que foram capazes de fazer progredir a terra antes de nós. Ou fazemos o mesmo ou deixamos este mundo pior do que encontrámos.

Que Deus nos inspire a todos, começando por aqueles que têm mais responsabilidade e acabando no cidadão comum, que actua num circulo mais restrito, mas que é fundamental, é o que desejo.

bem hajam
Título: Re: O Espirita deve conformar-se ou reagir, perante a injustiça?
Enviado por: Ann@ em 07 de Abril de 2008, 21:52

Olá amigos,

Citar
A educação vem sempre à baila. É preciso dar oportunidade às crianças deserdadas da vida ou que têm más companhias, de seguirem outro caminho. É preciso mostrar-lhes que o mundo não lhes reserva apenas a repressão policial. Investir muito na recuperação dos jovens delinquentes, com atitude caridosa e carinhosa, em vez de os misturar com outros deliquentes mais velhos. O mundo desenvolvido tem que tentar apoiar o mundo menos desenvolvido. Enfim, tanta coisa que temos para fazer para reduzir a violência (a violência não é só na guerra)...

Concordo com você Vitor, aliás aqui no Brasil, no Rio de Janeiro, pelas estatisticas (que nem sempre trazem números fieis), morrem mais pessoas no que nas guerras de hoje. Mortes ligadas ao tráfico, ao preconceito, ao crime organizado, etc..

A educação sempre é o caminho. Com amor e sem julgamentos. Difícil ??? Muito, mas necessário.

Abraços

Anna
Título: Re: O Espirita deve conformar-se ou reagir, perante a injustiça?
Enviado por: Lucimara.PA em 26 de Julho de 2010, 01:50
Vitor,
    Boa Noite,
        Ser omisso ou não perante a injustiça, não precisa necessáriamente ser espirita, depende sim, da moral e da consciencia de cada um. Não somos Juíz, nem Deus. Porém, temo que, antes de praticarmos uma injustiça, questionarmos como nós mesmo, "gostariamos de sermos injustiçados.

lucimara.PA
Título: Re: O Espirita deve conformar-se ou reagir, perante a injustiça?
Enviado por: Surya em 26 de Julho de 2010, 02:33
Oi pessoal estou vivendo um momento delicado, pois tenho um vizinho, que, quando viaja sua mãe, ele faz a festa, e a parede da casa dele da minha tem um metro, ás vezes pego o colchão atravesso a minha casa, que graças a Deus é grande e vou dormir na cozinha para não, arrumar confusão, é horrivel, sera que estou sendo conivente?? a mãe, o defende pois criou ele sem pai; o que ele faz é injustiça e das grande. Não respeitar o limite do outro isto para mim é um tipo de guerra, particular.Quer dizer tenho medo do que ele pode fazer, e tão fico quieta.
Ainda bem que sou espirita e temos que fazer de tudo para não trazer mais problema, sei que uma hora ele vai sofrer as consequencia de seus atos.Enquanti isso faço muita oração, mas muita mesmo.
Título: Re: O Espirita deve conformar-se ou reagir, perante a injustiça?
Enviado por: Aline Goulart em 18 de Dezembro de 2013, 23:39
Boa noite!
Focando para o nosso convívio diário com nossos colegas e amigos, devemos conformar-se ou reagir, perante a injustiça?
Título: Re: O Espirita deve conformar-se ou reagir ante a injustiça?
Enviado por: Anton Kiudero em 19 de Dezembro de 2013, 01:34
Focando para o nosso convívio diário com nossos colegas e amigos, devemos conformar-se ou reagir, perante a injustiça?

Será que existem injustiças ou serão apenas provas? Por exemplo a prova de acreditar que existem injustiças.

Título: Re: O Espirita deve conformar-se ou reagir ante a injustiça?
Enviado por: EsoEstudos em 19 de Dezembro de 2013, 01:40
Do ponto de vista bem terra-a-terra mas sob os princípios doutrinários: faça SEMPRE o que você sinceramente acha certo. Na verdade não importa se é ou não, mas sim a sua real e efetiva crença na atitude tomada.
Título: Re: O Espirita deve conformar-se ou reagir ante a injustiça?
Enviado por: Diegas em 19 de Dezembro de 2013, 10:32
Olá


Dever-se-íamos nortear nosso comportamento em Jesus. Ele é o nosso maior exemplo a ser seguido, mas sei que alguns amigos contestarão esta hipótese de mil e uma formas: que o mestre galileu vivia numa outra época, que encontrava-se distante da realidade atual, que representamos uma pequenina poerinha diante do grandioso e inquebrantável rochedo que Ele representava...enfim... O Espirita até consegue reconhecer Jesus como o Caminho, a Verdade e a Vida. Mas esse reconhecimento não vai além de uma bela retórica, por haver verdadeira barreira, quase intransponível, entre o discurso e a prática. Há belas desculpas, e algumas bem desculpáveis: Jesus é um espirito excepcional, que foge de qualquer contexto humano. Dificil superar a fase de só suspirar evangelicamente !

- Diante da injustiça Jesus ensinou, silenciou e perdoou.



Abç
Título: Re: O Espirita deve conformar-se ou reagir ante a injustiça?
Enviado por: lconforjr em 19 de Dezembro de 2013, 15:31

............

      Veja os exemplos de Mandela, Gandhi, Martin L King, e outros; lembre-se de Jesus: "Pai, perdoai-os porq não sabem o que fazem!".

      Não quero dizer com isso, o que vc deve ou não deve fazer. Mas, vale a pena refletir. Esse não é o ponto de vista dos homens comuns, mas dos que se iluminaram, daqueles que compreenderam e perceberam o que os homens são.

..........
Título: Re: O Espirita deve conformar-se ou reagir ante a injustiça?
Enviado por: Olé em 19 de Dezembro de 2013, 18:22
Do ponto de vista bem terra-a-terra mas sob os princípios doutrinários: faça SEMPRE o que você sinceramente acha certo. Na verdade não importa se é ou não, mas sim a sua real e efetiva crença na atitude tomada.

Na verdade o amigo só faz isto; "faça SEMPRE o que você sinceramente acha certo. Na verdade não importa se é ou não" quando é absolutamente sério... Mas apenas é sério quando não tem autoridades, princípios doutrinários, dentro da cabeça e/ou crença nenhuma, não é, amigo Marco?
Título: Re: O Espirita deve conformar-se ou reagir ante a injustiça?
Enviado por: Edmar Ferreira Jr em 19 de Dezembro de 2013, 21:29
Citar
875. Como se pode definir a justiça?
-- A justiça consiste no respeito aos direitos de cada um. (LE)

Entendido o que é a justiça, torna-se claro o que seja a injustiça. Conformar-se ante à injustiça é aceitar que alguém seja impedido de exercer os seus direitos. Não é preciso ser espírita para se levantar contra isso...
Título: Re: O Espirita deve conformar-se ou reagir ante a injustiça?
Enviado por: EsoEstudos em 19 de Dezembro de 2013, 23:07
Do ponto de vista bem terra-a-terra mas sob os princípios doutrinários: faça SEMPRE o que você sinceramente acha certo. Na verdade não importa se é ou não, mas sim a sua real e efetiva crença na atitude tomada.

Na verdade o amigo só faz isto; "faça SEMPRE o que você sinceramente acha certo. Na verdade não importa se é ou não" quando é absolutamente sério... Mas apenas é sério quando não tem autoridades, princípios doutrinários, dentro da cabeça e/ou crença nenhuma, não é, amigo Marco?


Na verdade devemos fazer ou deixar de fazer de acordo com nossas convicções cosmoéticas...

Um lavrador iletrado e criado em meio a uma numerosa família de simples rurícolas, sem nenhum contado com a doutrina espírita tampouco com a noção de autoridade ética, bastas vezes serve-nos de exemplo de honestidade, incapazes sequer de arredondar um troco de centavos no preço de sua hortaliça...

Já outros, do alto de suas cátedras, refestelam-se com as vísceras de sistemas filosóficos que lhes permita ir para casa ao final do dia para cuidarem de suas famílias, mesmo cônscios de que suas decisões mantêm na miséria miríades de explorados no cultivo dos latifúndios mantidos por estirpe...

É disso que falo.

Faça sempre o que achar certo --- até porque, seja o que for, o JUIZ não está em outro lugar senão bem no meio de suas orelhas, vibrando nas redes neuroniais que interligam a sua mente no corpo físico e no corpo espiritual.

Entre os dois exemplos citados, milhares de possibilidades vicejam...

Estamos TODOS em algum lugar desse universo humano.
Título: Re: O Espirita deve conformar-se ou reagir ante a injustiça?
Enviado por: Anton Kiudero em 20 de Dezembro de 2013, 00:11
Marcos,

Me desculpe, mas voce choveu no molhado. Todo ser humano faz sempre o que acha "certo" fazer a cada instante. E o "certo" de um é o "errado" de outro. Isto não tem nada a ver com qualquer doutrina.

Os conceitos do que seja certo e do seja errado são introjetados pelo meio onde o ser se encontra.

O ladrão acha "certo" roubar, e vai encontrar a sua explicação para isto. O mesmo para o assassino ou o que vai distribuir cestas básicas, o pedófilo e o que dá uma moeda prum ceguinho...

Estão todos invariavelmente "certos" no momento em que praticam qualquer ato... Sempre... Se não, fariam o contrario, que também seria o "certo" naquele momento...  ;)

Achar que existe alguma injustiça é uma tentativa de fazer com que o "outro" aceite o "seu" certo. Além de ser uma tentativa (infrutifera) de dizer a Deus que ele esta "errado" e voce esta "certo"...

Não estamos nos referindo aqui as leis e costumes de cada povo e pais, que consolidam os certos de um determinado agrupamento de seres em determinado local e época. As leis humanas são funções da geografia, do calendario e  das tradições de cada agrupamento. E estão todas certas...

Abraço,
Anton

Título: Re: O Espirita deve conformar-se ou reagir ante a injustiça?
Enviado por: EsoEstudos em 20 de Dezembro de 2013, 02:50
Na verdade Anton, você está sendo um pouco ingênuo: miríades mentem para si mesmos ou assumem atitudes por mera conveniência, comprando o céu dos espíritas...
Título: Re: O Espirita deve conformar-se ou reagir ante a injustiça?
Enviado por: Vitor Santos em 20 de Dezembro de 2013, 08:58
Olá amigos

A injustiça pode ser uma prova muito difícil quando não podemos recorrer e obter resultados do sistema de justiça terrestre, em tempo oportuno. Então coloca-se o problema: fazer justiça com as próprias mãos ou deixar andar? - Pois quando há forma de actuar via sistema de justiça é a melhor solução.

As palavras de Jesus são peremptórias: a violência não é um bom caminho, seja ela de que natureza for, pois gera mais violência. O ódio, o ressentimento leva-nos  sempre a fazer e a dizer disparates dos quais nos arrependemos mais tarde. E o ódio traz o ódio da outra parte. "Amai os vossos inimigos" quer dizer, na minha óptica, não violência, não vingança. Devemos olhar a ameaça do próximo como a ameaça de uma fera do reino animal. Temos de nos defender, de nos proteger, mas tentar minimizar o peso emocional disso. Um tigre ou um leão não pode andar à solta numa cidade, mas não vamos odiar o animal por isso. Não estou a dizer que, quem nos faz mal é um "animal" que não sabe o que faz, mas que o devemos tratar como tal. Isto é, não devemos fazer julgamentos e condenações morais. Apenas defender os nossos interesses, desde que sejam justos, sem crueldade, sem ódio, sem uma carga emocional negativa.

Penso que a única alternativa, se não há forma legal de actuar, é tentar convencer o rapaz e/ou a mãe, pela via do diálogo, pedindo previamente o auxilio, em prece, aos Bons espiritos e ao Guardião. Isso é um teste complicado, pois tem de se arranjar uma boa estratégia para convencer. Mas a inteligência é melhor "arma" das pessoas.

Se isso não for mesmo possível, só resta arranjar medidas, do nosso lado, para minimizar o efeito do barulho excessivo.

O recurso à força, contratando pessoas para o efeito, ou agindo pelas próprias mãos, é um pedido de auxilio a forças que não são de confiança. Tanto encarnados como desencarnados que se prestem a isso, são seres sem escrúpulos. E recorrer a esse tipo de forças é como uma galinha a pedir auxilio a uma raposa. Mais tarde ou mais cedo, a galinha que faz isso tem grande probabilidade de virar presa da raposa. E o outro lado pode reagir, gerando-se uma espiral de violência, tornando-se um problema sem importância de maior num caso de vida ou de morte. É assim que as guerras se geram. 

bem hajam
Título: Re: O Espirita deve conformar-se ou reagir ante a injustiça?
Enviado por: Anton Kiudero em 20 de Dezembro de 2013, 09:04
Na verdade Anton, você está sendo um pouco ingênuo: miríades mentem para si mesmos ou assumem atitudes por mera conveniência, comprando o céu dos espíritas...

Os que assim agem, com relação a qualquer código de conduta e a qualquer doutrina tambem estão sempre fazendo o "certo", que consiste em "ser hipócrita". Este é o "certo" deles no momento...

Por isto, todos estão sempre certos em suas concepções de cada instante...

Título: Re: O Espirita deve conformar-se ou reagir ante a injustiça?
Enviado por: EsoEstudos em 20 de Dezembro de 2013, 15:51
Não existe "certo" mesmo para os limites do ser se, subjacente, é inequívoca a noção do desacerto.
Título: Re: O Espirita deve conformar-se ou reagir ante a injustiça?
Enviado por: Anton Kiudero em 20 de Dezembro de 2013, 17:18
Não existe "certo" mesmo para os limites do ser se, subjacente, é inequívoca a noção do desacerto.

Não pense por sua mente no aqui e agora. Tente ser universal e pense com a mente de todos, sempre e em todos os lugares. Universalize a sua mente e voce verá que a noção do "desacerto" ou "errado" é apenas um aspecto do "certo"... O que é inequivoco para voce não é para outros e vice-versa...

É apenas disto que estamos lidando...

O certo para Hitler foi criar o holocausto e a guerra que ceifaram mais de 30 milhões de vidas... O certo de Stalin foi ter literalmente assassinado 20 milhões de russos... O certo de Roosewelt foi lançar duas bombas atomicas no Japão... O certo de Pol Pot foi eliminar a classe media do Cambodja... O certo de alguns politicos é corromperem-se e corromper.... E o certo de alguns juizes é julgar e condenar...

E todos estão a cada momento exercendo o seu "certo" sem sequer pensar que possa não ser... E o defendem a ferro e fogo, assim como voce pode defender o seu "inequivoco certo". 

Para isto encarnaram, porque acreditar no "certo", qualquer que seja ele é sempre a grande prova do espírito. Coitados dos que acham que sabem o que é o certo e acreditam que os demais estão errados....

Título: Re: O Espirita deve conformar-se ou reagir ante a injustiça?
Enviado por: Norizonte da Rosa em 20 de Dezembro de 2013, 17:43
Acreditar que todos fazem o que fazem sempre conscientes que estão fazendo o certo parece uma generalização imprópria.

Não estou livre de fazer coisas erradas e quando faço estou consciente que são erradas, ainda que muitas vezes o faça pressionado pelas circunstâncias e sem querer com isso usar de desculpa, apenas dizendo que há um motivo além de apenas vontade de fazer algo errado.
Título: Re: O Espirita deve conformar-se ou reagir ante a injustiça?
Enviado por: Olé em 20 de Dezembro de 2013, 20:16
... Faça sempre o que achar certo --- até porque, seja o que for, o JUIZ não está em outro lugar senão bem no meio de suas orelhas...

Nesse caso, deixemos que seja o próprio JUIZ a fazer... Isto é fácil, basta que o "eu" pensante e imaginativo não se intrometa... O JUIZ é a verdade e a vida, o pensamento que imagina o "eu" para o controlar é a ilusão, temporal...
Título: Re: O Espirita deve conformar-se ou reagir ante a injustiça?
Enviado por: EsoEstudos em 21 de Dezembro de 2013, 00:42
[size=1.35em]... Faça sempre o que achar certo --- até porque, seja o que for, o JUIZ não está em outro lugar senão bem no meio de suas orelhas...[/size]

Nesse caso, deixemos que seja o próprio JUIZ a fazer... Isto é fácil, basta que o "eu" pensante e imaginativo não se intrometa... O JUIZ é a verdade e a vida, o pensamento que imagina o "eu" para o controlar é a ilusão, temporal...



Sim, concordo, é isso mesmo...


Mas isso não impede que o ser crie sofismas para si mesmo a fim de "justificar" o que, acima do bem e do mal, constitui uma ação contrária à cosmoética.


Veja Olé que o amigo Anton tenta desesperadamente me mostrar uma visão universal em essência; e eu tento absorver essa visão mas sempre concebo que "ACIMA" de todo o conjunto de indivíduos e seus sistemas éticos há atos que são harmônicos perante o todo universal e atos que são acordes dissonantes... Não importa de os chamemos de certos ou errados...


Uma terça e uma quinta são intervalos harmônicos, dê-se-lhes ou não o nome de "certos"; uma sétima traz a "estética do mal", numa tonalidade sombria mas agradável; mas dois graus contíguos, digamos uma nota dó junto com uma nota ré, por Deus... é simplesmente contrário à harmonia, mesmo não sendo nem um pouquinho "maus"...


Há o certo objetivamente considerado...
Título: Re: O Espirita deve conformar-se ou reagir ante a injustiça?
Enviado por: Wilsonmoreno em 21 de Dezembro de 2013, 01:09
A questão da Tolerancia. A Tolerância é sempre uma Virtude, devemos tolerar sempre? Para resumir, vejamos exemplos diretos. Devemos tolerar os vicios? Devemos tolerar os politicos corruptos e mentirosos ? Devemos tolerar os criminosos? Devemos tolerar as drogas ? Devemos tolerar os maus tratos com os animais? Devemos tolerar a poluição de rios e florestas? Devemos tolerar os exploradores? O Mestre Jesus Chamou os fariseus e os escribas de Hipocritas e raças de Viboras, jesus foi intolerante com eles? O Mestre Jesus quando foi no Templo, ele expulsou os Vendilhões com um chicote na mão e virou as barracas dos vendilhões, chamando eles de Ladrões, jesus foi intolerante com eles??? Quando toleramos os vicios somos intolerantes com as Virtudes. Quando toleramos os crimes somos intolerantes com a justiça. Quando toleramos a imoralidade, os maus habitos e os maus desejos, somos intolerantes com a elevação moral. Quando toleramos a escuridão somos intolerantes com a LUZ. Tolerar o mal é ser intolerante com o Bem, pense nisso. O ser humano é um Espirito encarnado no mundo terra para EVOLUIR pelo Aprimoramento Moral e Intelectual de si mesmo, mediante seu esforço pessoal e sua luta, o Espirito humano está no plano terreno é para VENCER as suas imperfeições Morais e crecer espiritualmente, pela pratica sincera do Bem e das Virtudes, cultivando pensamentos elevados e sentimentos nobres e principalmente PRATICANDO as Virtudes, portanto, temos que COMBATER as imoralidades, vicios, maldades, maus habitos,crimes,corrupções etc. Não podemos ser tolerantes com as forças do mal, não podemos tolerar a serpente, a omissão e a passividade vai dar espaço para o mal crecer, o Mestre Jesus expulsou os Vendilhões do templo com um CHICOTE na mão, devemos raciocinar nessas questões.
Título: Re: O Espirita deve conformar-se ou reagir ante a injustiça?
Enviado por: Anton Kiudero em 21 de Dezembro de 2013, 01:44
Veja Olé que o amigo Anton tenta desesperadamente me mostrar uma visão universal em essência; e eu tento absorver essa visão mas sempre concebo que "ACIMA" de todo o conjunto de indivíduos e seus sistemas éticos há atos que são harmônicos perante o todo universal e atos que são acordes dissonantes... Não importa de os chamemos de certos ou errados...

Ola Marco,

Não estou nem um pouco desesperado para mostrar nada, mesmo porque nada há a ser mostrado e segundo Galileu, não se pode ensinar nada a um homem, apenas ajuda-lo a encontrar as respostas dentro de si mesmo.

Mas vou apontar algo que voce escreveu para voce repensar. Voce afirma que "ACIMA de todo o conjunto de indivíduos e seus sistemas éticos há atos que são harmônicos perante o todo universal e atos que são acordes dissonantes" e provavelmente isto possui algum aparente fundamento. Mas se tudo o que existe é sempre causado ou ordenado, por Deus, sem o qual nada acontece, mesmo os acordes que nos parecem dissonantes existem porque Deus os fez existir, o que os torna sonantes ao inves de dissonantes...

E se Deus é a causa primaria de TUDO, achar que algo é dissonante significa dizer: Deus, voce esta errado...

Em outras palavras, tudo esta sempre certo, porque se não estivesse, não existiria ou aconteceria...

 ;) :o ::)
Anton
Título: Re: O Espirita deve conformar-se ou reagir ante a injustiça?
Enviado por: EsoEstudos em 21 de Dezembro de 2013, 03:29
Anton,
Usarei de um antigo brocardo: a dor é inevitável mas o sofrimento é opcional...
Um acorde brutalmente desarmônico advem da inobservância das regras da harmonia.
Tal acorde dói... Posso sofrer com ele ou aprender a lapidar meu senso, atitude que, imagino, está na perfeição harmônica que dá razão de ser à desarmonia. No entanto, continua sendo ausência de harmonia. O fluir da Vida é aperfeiçoar suas manifestações.
 
Título: Re: O Espirita deve conformar-se ou reagir ante a injustiça?
Enviado por: Danilo Henrique em 21 de Dezembro de 2013, 04:45
Acreditar que todos fazem o que fazem sempre conscientes que estão fazendo o certo parece uma generalização imprópria.

Não estou livre de fazer coisas erradas e quando faço estou consciente que são erradas, ainda que muitas vezes o faça pressionado pelas circunstâncias e sem querer com isso usar de desculpa, apenas dizendo que há um motivo além de apenas vontade de fazer algo errado.

Para qualquer ato que o ser humano realize, haverá sempre para esse ato uma justificativa racional, que o faz acreditar no motivo pelo qual ele o está realizando (Entretanto, só Deus sabe o motivo verdadeiro). É nesse sentido que todos fazem o que acha certo, pois nada é feito sem o aval da mente. Se em um segundo momento, ele acredita que fez errado o que tinha feito antes, é porque sua mente criou naquele instante uma nova verdade, e julgou a si mesma, pela necessidade de querer que se encontrem sempre corretos os atos do seu ser. E é nesse vai e vem que a mente vai, de ato em ato, propondo provas ao Espírito, que deve escolher entre acreditar na mente ou acreditar em Deus.

Observe na prática. A vida estará, a todo momento, colocando em xeque as suas verdades, para testar até onde você será capaz de insistir com elas.
Adotar verdades, principalmente as verdades sobre o "certo" e o "errado", o "moral" e o "imoral", o "bem" e o "mal", e viver sentimentalmente ligado a elas, é criar para si mesmo apenas mais uma prova de apego individualista.

Abraços!

 


Título: Re: O Espirita deve conformar-se ou reagir ante a injustiça?
Enviado por: Norizonte da Rosa em 21 de Dezembro de 2013, 10:40
Acreditar que todos fazem o que fazem sempre conscientes que estão fazendo o certo parece uma generalização imprópria.

Não estou livre de fazer coisas erradas e quando faço estou consciente que são erradas, ainda que muitas vezes o faça pressionado pelas circunstâncias e sem querer com isso usar de desculpa, apenas dizendo que há um motivo além de apenas vontade de fazer algo errado.

Para qualquer ato que o ser humano realize, haverá sempre para esse ato uma justificativa racional, que o faz acreditar no motivo pelo qual ele o está realizando (Entretanto, só Deus sabe o motivo verdadeiro). É nesse sentido que todos fazem o que acha certo, pois nada é feito sem o aval da mente. Se em um segundo momento, ele acredita que fez errado o que tinha feito antes, é porque sua mente criou naquele instante uma nova verdade, e julgou a si mesma, pela necessidade de querer que se encontrem sempre corretos os atos do seu ser. E é nesse vai e vem que a mente vai, de ato em ato, propondo provas ao Espírito, que deve escolher entre acreditar na mente ou acreditar em Deus.

Observe na prática. A vida estará, a todo momento, colocando em xeque as suas verdades, para testar até onde você será capaz de insistir com elas.
Adotar verdades, principalmente as verdades sobre o "certo" e o "errado", o "moral" e o "imoral", o "bem" e o "mal", e viver sentimentalmente ligado a elas, é criar para si mesmo apenas mais uma prova de apego individualista.

Abraços!

Danilo, não se trata de fazer algo e depois condenar-se. Trata-se muitas vezes de fazer-se algo errado, sabendo que é errado, ainda que as circunstâncias influenciem na decisão a ser tomada. E essas circunstâncias influenciam porque não estamos suficientemente evoluídos para sabermos o que realmente tem valor, que os valores que damos as situações que influenciam não têm realmente o valor que damos e é aí que vem o sentimento reforçando o erro cometido.

Quanto às verdades do que sejam certo ou errado, moral ou imoral, não consigo imaginar alguém vivendo sem algum parâmetro para avaliar ações, ou mesmo pensamentos.
Título: Re: O Espirita deve conformar-se ou reagir ante a injustiça?
Enviado por: Anton Kiudero em 21 de Dezembro de 2013, 12:38
Usarei de um antigo brocardo: a dor é inevitável mas o sofrimento é opcional...
Um acorde brutalmente desarmônico advem da inobservância das regras da harmonia.
Tal acorde dói... Posso sofrer com ele ou aprender a lapidar meu senso, atitude que, imagino, está na perfeição harmônica que dá razão de ser à desarmonia. No entanto, continua sendo ausência de harmonia. O fluir da Vida é aperfeiçoar suas manifestações.

Amigo,

Voce esta falando do "dia seguinte", onde podemos nos arrepender de algo que fizemos no dia anterior, mas isto não altera o que foi feito. E se foi feito é porque no momento de ser feito era o "certo". E no "day after" quando a ficha cai, pode ser considerado errado.

Leia o post acima do Danilo que entra um pouco mais no tema.

Abraço,
Anton
Título: Re: O Espirita deve conformar-se ou reagir ante a injustiça?
Enviado por: Olé em 21 de Dezembro de 2013, 18:23
Usarei de um antigo brocardo: a dor é inevitável mas o sofrimento é opcional...

A dor é uma sensação, se não houver identificação do pensamento - que aparece a seguir à sensação - com a sensação, não há sofrimento nem medo...
 
Título: Re: O Espirita deve conformar-se ou reagir ante a injustiça?
Enviado por: EsoEstudos em 21 de Dezembro de 2013, 18:24
Não amigo Anton... Refiro-me exatamente aos que adotam um sofisma para justificar o que VÃO fazer... Nietche deu base filosófica à política de expansão tedesca.
Título: Re: O Espirita deve conformar-se ou reagir ante a injustiça?
Enviado por: Olé em 21 de Dezembro de 2013, 19:02
Observe na prática. A vida estará, a todo momento, colocando em xeque as suas verdades, para testar até onde você será capaz de insistir com elas.

Apenas a observação é, e é única, impessoal, o resto é ilusão inventada pelo pensamento...

Título: Re: O Espirita deve conformar-se ou reagir ante a injustiça?
Enviado por: Danilo Henrique em 21 de Dezembro de 2013, 20:26
Citar
Danilo, não se trata de fazer algo e depois condenar-se.

Onde eu falei em condenar? Embora muitas vezes essa condenação aconteça, antes dela, ocorre o julgamento. E a sua mente trabalha emitindo centenas de julgamentos por dia, sobre as coisas, sobre os outros, e sobre você mesmo.

Citar
Trata-se muitas vezes de fazer-se algo errado, sabendo que é errado, ainda que as circunstâncias influenciem na decisão a ser tomada.

Isso ocorre com aqueles que adotam regras de conduta para si mesmos, mas por se desconhecerem, desconhecem a causa dos seus atos e por isso agem em contradição ao que acreditam. Mas mesmo fazendo algo que contradiz os seus princípios, o estará fazendo por um motivo que naquele exato momento você considerou real, necessário, e portanto, correto. Entretanto, apenas Deus conhece os verdadeiro motivo de alguém agir dessa ou daquela forma. E embora só Deus possa ver esse motivo, isto está sempre relacionado ao gênero de provação que estão submetidos o que "praticou" da ação e aqueles que dele estão próximos.
O Ser humano não semeia nada. Ele apenas colhe aquilo que seu Espírito semeou no íntimo, pois só Espírito semeia. Mas o Espírito não é o seu cérebro, nem suas pernas, nem seu braço. Tampouco o seu pensamento ou a sua memória. Assim, você não é autor das suas ações. Suas ações é consequência daquilo que você é.


Citar
E essas circunstâncias influenciam porque não estamos suficientemente evoluídos para sabermos o que realmente tem valor, que os valores que damos as situações que influenciam não têm realmente o valor que damos e é aí que vem o sentimento reforçando o erro cometido.

Essa parte ficou confusa pra mim.  :-\

Citar
Quanto às verdades do que sejam certo ou errado, moral ou imoral, não consigo imaginar alguém vivendo sem algum parâmetro para avaliar ações, ou mesmo pensamentos.

O que é um "parâmetro" para avaliar ações? Uma verdade individual. Algo que a tua razão concluiu como parâmetro ideal (pois a mente tem necessidade de julgar a tudo, e por isso ela busca esse parâmetro). Mas ele não é real. É apenas a forma que você vê o mundo, na sua individualidade.
E esse parâmetro que você estabeleceu, e que escolheu viver sentimentalmente ligado a ele, está sempre entrando em conflito com outros "parâmetros",  que pra as outras pessoas, são tão corretos e verdadeiros quanto o seu. Eis a causa das guerras, das brigas familiares, dos conflitos humanos em geral (inclusive, as brigas internas, que originam o sentimentos de culpa, arrependimento, auto-condenação, etc..). Isto é que te faz viver preso ao dualismo, vendo coisas certas e erradas por toda parte, e tentando manter o que você acha que está certo e consertar o que você acha que está errado.
Se quer conhecer a paz, convença-se de que tudo no universo está certo. Que não há nada para querer corrigir nos outros ou em si mesmo. Que as coisas são como devem ser. É assim que os mestres conseguem manter a sua serenidade, estando na tempestade ou na bonança.

Abraços!






Título: Re: O Espirita deve conformar-se ou reagir ante a injustiça?
Enviado por: Norizonte da Rosa em 21 de Dezembro de 2013, 22:04
Isso ocorre com aqueles que adotam regras de conduta para si mesmos, mas por se desconhecerem, desconhecem a causa dos seus atos e por isso agem em contradição ao que acreditam. Mas mesmo fazendo algo que contradiz os seus princípios, o estará fazendo por um motivo que naquele exato momento você considerou real, necessário, e portanto, correto.

Clique aqui para ler mais: http://www.forumespirita.net/fe/outros-temas/o-espirita-deve-conformar-se-ou-reagir-perante-a-injustica/45/#ixzz2o9H7Ma4r

A questão é que às vezes agimos e desde o início não consideramos como correto.  Pode ser algo 'necessário' dada a circunstância, mas nem por isso acredito como uma ação correta.




E essas circunstâncias influenciam porque não estamos suficientemente evoluídos para sabermos o que realmente tem valor, que os valores que damos as situações que influenciam não têm realmente o valor que damos e é aí que vem o sentimento reforçando o erro cometido.

Essa parte ficou confusa pra mim.


Clique aqui para ler mais: http://www.forumespirita.net/fe/outros-temas/o-espirita-deve-conformar-se-ou-reagir-perante-a-injustica/45/#ixzz2o9I2TKUb

Realmente ficou confuso. Quis dizer que as circunstâncias que influem em ações consideradas desde o início erradas, são circunstâncias que não teriam tanta importância se tivessemos vivenciando os acontecimentos da vida como algo menos importante, afinal os acontecimentos materiais não deveriam ser levados tanto a sério. Aquilo (um acontecimento material) que para muitas pessoas pode não ter a mínima repercussão no seu modo de agir pode ser encarado como algo trágico por outras pessoas e, então, aquela pessoa que não foi afetada tenderá agir de forma como considera correto e aquela que for afetada pelo acontecimento poderá agir de forma contrária ao que considera como correta.

Não sei se não ficou mais confuso :D


Título: Re: O Espirita deve conformar-se ou reagir ante a injustiça?
Enviado por: Anton Kiudero em 21 de Dezembro de 2013, 22:33
Não amigo Anton... Refiro-me exatamente aos que adotam um sofisma para justificar o que VÃO fazer... Nietche deu base filosófica à política de expansão tedesca.

Esta é a verdade e o certo deles naquele instante. Não importa como foi gerada... Refiro-me exatamente aos que adotam um sofisma para justificar o que VÃO fazer...

A politica de expansão tedesca foi o certo em determinada época e para determinado grupo de homens, como o foi a expansão do Império Russo, do Império Inglês, do colonialismo europeu, de todos os nacionalismos e bandeiras. O apartheid na África do Sul foi o certo para os africâneres assim como a luta por sua abolição foi o certo para os não africâneres.

Se o certo fosse outra coisa, fariam outra coisa... Pode sacudir todos os livros à vontade, que você não irá encontrar ninguém fazendo algo que naquele momento seja errado para ele...

Para o viciado, tomar droga é o certo. Para o pedófilo procurar crianças é o certo. Para católico ir à missa, confessar-se e rezar o terço é o certo. Por isto todos estão sempre certos e não se pode julgar a ninguém utilizando outro “certo”...

O amigo insiste em tentar encontrar uma razão para o erro alheio. E isto deve-se que considera que o que acredita ser “certo”, seja universal, apesar de não ser...

Há uma historinha africana que é mais ou menos a seguinte:

A gazela acorda todo dia sabendo que precisa correr muito para não virar comida do leão e o leão acorda todo dia sabendo que terá que correr muito para pegar a gazela. Então ambos precisam correr para vivenciar o “certo” de cada um...

Veja com os olhos do "ser espiritual" que voce é ao inves de ver com os olhos do "ser humano" que é a sua prova.

E seja sempre feliz por não haver nada a recriminar em ninguem....

Anton

Título: Re: O Espirita deve conformar-se ou reagir ante a injustiça?
Enviado por: EsoEstudos em 21 de Dezembro de 2013, 23:03
Anton,
Se um sofisma conscientemente engendrado para o fim da assunção de um erro for o que o ser considera certo, sequer de sofisma se cuidaria, já que a essência do sofisma é exatamente o erro. Se o ser acha que, de qualquer modo, aquilo é o certo, não precisa do pretexto. A sua proposição não é consistente. Não fecha sequer com a referência que você mesmo fez ao "Day after", lembra-se?
Título: Re: O Espirita deve conformar-se ou reagir ante a injustiça?
Enviado por: Anton Kiudero em 22 de Dezembro de 2013, 02:08
Se um sofisma conscientemente engendrado para o fim da assunção de um erro for o que o ser considera certo, sequer de sofisma se cuidaria, já que a essência do sofisma é exatamente o erro. Se o ser acha que, de qualquer modo, aquilo é o certo, não precisa do pretexto. A sua proposição não é consistente. Não fecha sequer com a referência que você mesmo fez ao "Day after", lembra-se?

Marco,

Não há sofismas. A simples menção a sofisma indica que voce acredita que haja algo que não seja, ou seja aquilo que para voce é o certo.

Há menos de 2 seculos a escravidão era legal na Europa e Americas e possuir escravos era "certo". A mulher não tinha certos direitos e isto era "certo". Ambas as visões mudaram e hoje isto é considerado "errado". Mas nos paises arabes as mulheres são escravas e não possuem direitos e isto é considerado "certo".

Tudo o que existe e acontece, acontece porque deve acontecer. A causa primaria, Deus, o faz acontecer por motivos que desconhecemos e os espíritos que encarnaram para passar por determinadas provas passarão por elas, independentemente da opinião de qualquer pessoa. E isto sempre será o "certo" naquele instante, local e momento.

Haja o que houver, aconteça o que acontecer, de agradavel ou desagradavel, saiba que se aconteceu é porque deveria acontecer, não existem acasos e ninguem pega Deus com as calças na mão...

Mas por outro lado o ego sempre acha que ele sabe o que é o certo para os demais e nisto consiste a grande hipocrisia do ser humano. Mas que também é o certo deste ser humano.

Se voce deseja acreditar que sabe o que é certo e o que é errado, voce tambem esta certo. Eu jamais diria que voce esta errado. Mas esta certo (em sua mente) agora e pode ser que amanhã e seguramente em 10 anos o seu certo será diferente...

Fique em paz,
Anton
Título: Re: O Espirita deve conformar-se ou reagir ante a injustiça?
Enviado por: EsoEstudos em 22 de Dezembro de 2013, 03:20



Há menos de 2 seculos a escravidão era legal na Europa e Americas e possuir escravos era "certo". A mulher não tinha certos direitos e isto era "certo". Ambas as visões mudaram e hoje isto é considerado "errado". Mas nos paises arabes as mulheres são escravas e não possuem direitos e isto é considerado "certo".
Veja Anton,


Para os que entenderam como certa a escravidão, fossem ou não maioria, tenham ou não lucrado com ela, seja por que motivo for, realmente não houve nenhum sofisma.

Para os que avaliaram e perceberam, já naquela mesma época e sob o mesmo contexto sócio-evolutivo, que a escravidão é um erro, também não houve sofisma.

Mas, creio eu, boa parte achava, dia-a-dia, pseudo-fundamentos para considerar que o sistema era assim porque assim deveria ser. Na maior parte desses casos, essa racionalização freudiana se enraizava na necessidade de tolerar a si mesmo nas opções acerca dos valores cosmoéticos que "alguma coisa" lhes denunciava nos foros de verdade interior.

Dentre os que viram desde sempre na escravidão um erro desumano (chamemos assim para facilitar) mesmo em meio ao seu auge na história humana, a maior parte assistiu a tudo talvez imaginando entender mas nada poder fazer. Uma pequena parcela se lançou a combater o que lhe pareceu inadmissível.

Eu não acredito que TODOS os que agem num contexto, seja com valores e circunstâncias individuais, seja com valores coletivos, façam o que parece lhes parece certo sempre, variando esse certo de acordo com sua evolução individual... Entendo que há não tão poucos que agem ou deixam de agir só depois de criarem para si uma aceitação da dissonância brutal como algo "menos mal" ou simplesmente com base num pretenso puro fatalismo.


A causa primária de tudo é DEUS, sem dúvida. A dissonância é permitida por Deus para que possamos entender a consonância.

Se não for assim --- e admito que pode mesmo não ser --- teremos um sofisticadíssimo sistema como uma moedura, essencialmente mecânico e que só funciona por provocar caos, assim como um contexto sádico em que o viver não importa na valoração que a Vida individualizada nos focos de consciência obtém de si mesmas.

Não somos autômatos, é o que diz a DE.
Título: Re: O Espirita deve conformar-se ou reagir ante a injustiça?
Enviado por: Anton Kiudero em 22 de Dezembro de 2013, 13:01
Amigo Marco,

Você parte do principio moral de que algo é errado e a partir dai começa a elaborar a sua teoria. Mas vamos inverter a questão. Se os espíritos antes do encarne solicitam passar por algum gênero de prova, isto se torna um tipo de destino ou fatalidade.

Assim, a escravidão não surge espontaneamente da mente imoral, malvada, errada e exploradora de alguns que caçam, transportam, negociam e exploram escravos. Ao contrário, os espíritos que passaram pela prova “ser escravo” assim o solicitaram e Deus a causou a seu pedido. E, portanto foi o “certo” em determinado momento.

O mesmo continua acontecendo, neste mesmo instante, com o trafico de mulheres para a prostituição, que segundo dados da ONU chegam a dois milhões por ano além de quinhentas mil crianças traficadas para pedofilia. E se existe, é por solicitação do espírito, ou seja, pelo absoluto e completo livre arbítrio de decidir a prova pela qual deseja passar e por isto é o “certo” naquele instante. A solicitação dos espíritos que se transformaram em um destino, apesar de nos causar náuseas...

Não estou advogando qualquer coisa, apenas constatando o óbvio. Que nada acontece a alguém se este não o merecer. E o merecimento é o que solicitou por seu livre arbítrio antes de encarnar. Ninguém sofre o que não merece e tampouco é resgatado antes do final de sua prova.

Quando não houver espirito algum neste planeta, solicitando passar por estes gêneros de prova, estas provas desaparecerão completamente.

Esta é a verdadeira lei de ação e reação ou lei do karma. O espirito exerce a sua ação (moral) de solicitar e sofre a reação (material) quando encarnado.

Será tão difícil assim compreender o mais básico dos ensinamentos do LE? Que Deus é a causa primeira de TUDO e que, portanto TUDO esta sempre certo, mesmo quando nossa mente o julga errado?

Pense nisso.

Anton

Título: Re: O Espirita deve conformar-se ou reagir ante a injustiça?
Enviado por: Olé em 22 de Dezembro de 2013, 13:33
Há menos de 2 seculos a escravidão era legal na Europa e Americas e possuir escravos era "certo". A mulher não tinha certos direitos e isto era "certo". Ambas as visões mudaram e hoje isto é considerado "errado". Mas nos paises arabes as mulheres são escravas e não possuem direitos e isto é considerado "certo".
Veja Anton,


Para os que entenderam como certa a escravidão, fossem ou não maioria, tenham ou não lucrado com ela, seja por que motivo for, realmente não houve nenhum sofisma.

Há algo mais que origine tudo o que se vê no mundo, divisões, guerras, religiões, ideias, crenças e todas as ilusões possíveis e imaginárias que o pensamento? Existe algum pensador, ou só existe pensamento?
Título: Re: O Espirita deve conformar-se ou reagir ante a injustiça?
Enviado por: EsoEstudos em 22 de Dezembro de 2013, 13:38
Mas, Anton... Se assim for em toda a extensão da cláusula "e nisto consiste o seu livre arbítrio", não haveria menção a "gênero de provas", o que evidencia circunstâncias e não fatos específicos sob fatalismo. Mas assumamos que seja. Então só há justiça (valor inafastável do destino) se para cada alma todo um universo (literalmente) for encenado a fim de propiciar sua experiência individual. Neste exato momento, sou eu um simulacro debatendo com uma alma ou há um simulacro debatendo comigo como parte de minha prova? Quem é o protagonista? Será que alguém pede o gênero de provas "vou estuprar e matar" pois quero, assim, me aprimorar na noção de erro? Caro amigo, tudo leva a inconsistências...
Título: Re: O Espirita deve conformar-se ou reagir ante a injustiça?
Enviado por: Norizonte da Rosa em 22 de Dezembro de 2013, 14:03
Amigo Anton, permita-me opinar sobre o tema.

Você parte do principio moral de que algo é errado e a partir dai começa a elaborar a sua teoria. Mas vamos inverter a questão. Se os espíritos antes do encarne solicitam passar por algum gênero de prova, isto se torna um tipo de destino ou fatalidade.

Assim, a escravidão não surge espontaneamente da mente imoral, malvada, errada e exploradora de alguns que caçam, transportam, negociam e exploram escravos. Ao contrário, os espíritos que passaram pela prova “ser escravo” assim o solicitaram e Deus a causou a seu pedido. E, portanto foi o “certo” em determinado momento.


Clique aqui para ler mais: http://www.forumespirita.net/fe/outros-temas/o-espirita-deve-conformar-se-ou-reagir-perante-a-injustica/60/#ixzz2oD97q3zH


Veja, do teu texto pode-se entender, como exemplo, que aquele que contribuiu para a escravidão, traficando, defendendo ideias que apoiassem a escravidão,.. estaria fazendo um favor para aquele que antes de encarnar pediu como prova encarnar e tornar-se escravo.

Mas essa lógica não é livre de falha, veja: a terra é um mundo dos menos evoluídos e como tal é de se esperar que os encarnados nesse mundo façam coisas erradas. Deus sabendo que é próprio  de seres não evoluídos praticarem coisas erradas, por que Deus não aproveitaria desses erros para que o que foi escolhido como prova por um Espírito seja cumprido?

O fato de uma prática errada beneficiar outro Espírito contribuindo para que este passe por uma provação e evolua não transforma a prática errada e prática correta.

 O 'erro' de contribuir com a escravidão, embora seja avaliado por um encarnado (que não vê os benefícios que aquele ato pode proporcionar a outro Espírito) é o mesmo erro que o encarnado gostaria de evitar para si mesmo enquanto encarnado. Existiram no Brasil ex-escravos que se tornaram proprietários de outros escravos e nesse caso, só como exemplo, daria para imaginar que esse ex-escravo fazia o que fazia desconhecendo o sofrimento e o erro em contribuir com a escravidão?

E isso tudo não retira a ideia de o livre-arbítrio ser moral, pois lembrando que ninguém (segundo a Doutrina) nasce predestinado ao crime, a prática de algo errado só deve surgir da vontade, do cultivo de sentimentos, do encarnado e com a permissão de Deus.

Título: Re: O Espirita deve conformar-se ou reagir ante a injustiça?
Enviado por: zecarroberto em 22 de Dezembro de 2013, 14:10
No meu entendimento, Deus não manda sofrimento para ninguém, por isso Ele mandou Jesus que nos instrui para que possamos fazer tudo dentro das leis divinas.
A programação que fazemos no plano espiritual para nossa vida carnal é responsabilidade nossa e não de Deus, tudo vai acontecer porque vamos fazer acontecer sem interferência de ninguém, nem de Deus, principalmente se for para sofrermos, tudo sim já está pronto aqui também no plano físico, mas as escolhas são nossas aqui também, o que escolhemos lá, se quisermos mudamos aqui, portanto, não penso que o que foi escolhido no plano espiritual vamos ter que passar, se não que valor teria o que aprendemos, Jesus disse que somos deuses, e é uma coisa lógica, pois somos filhos de Deus, e é por isso que somos seres inteligentes, aí sim pela vontade Dele, se for o contrário, porque então termos inteligência?
A inteligência nos ajuda nas escolhas, o que vemos no sofrimento do outro é a oportunidade que nos é dada para cumprirmos aquilo que foi trazido por Jesus, o amor ao próximo, ser feliz fazendo outros felizes.   
Título: Re: O Espirita deve conformar-se ou reagir ante a injustiça?
Enviado por: EsoEstudos em 22 de Dezembro de 2013, 14:35



Tomei a liberdade de citar e fazer algumas anotações:

Amigo Anton, permita-me opinar sobre o tema.

[...]

Veja, do teu texto pode-se entender, como exemplo, que aquele que contribuiu para a escravidão, traficando, defendendo ideias que apoiassem a escravidão,.. estaria fazendo um favor para aquele que antes de encarnar pediu como prova encarnar e tornar-se escravo.

Mas essa lógica não é falha, veja: a terra é um mundo dos menos evoluídos e como tal é de se esperar que os encarnados nesse mundo façam coisas erradas. Deus sabendo que é próprio  de seres não evoluídos praticarem coisas erradas, por que Deus não aproveitaria desses erros para que o que foi escolhido como prova por um Espírito seja cumprido?

===> É a onisciência...

O fato de uma prática errada beneficiar outro Espírito contribuindo para que este passe por uma provação e evolua não transforma a prática errada e prática correta.

 O 'erro' de contribuir com a escravidão, embora seja avaliado por um encarnado (que não vê os benefícios que aquele ato pode proporcionar a outro Espírito) é o mesmo erro que o encarnado gostaria de evitar para si mesmo enquanto encarnado. Existiram no Brasil ex-escravos que se tornaram proprietários de outros escravos e nesse caso, só como exemplo, daria para imaginar que esse ex-escravo fazia o que fazia desconhecendo o sofrimento e o erro em contribuir com a escravidão?

===> Sabe-se que boa parte dos escravos vendidos para os portugueses e espanhóis foram capturados e subjugados por seus pares, em troca de dinheiro.

E isso tudo não retira a ideia de o livre-arbítrio ser moral, pois lembrando que ninguém (segundo a Doutrina) nasce predestinado ao crime, a prática de algo errado só deve surgir da vontade, do cultivo de sentimentos, do encarnado e com a permissão de Deus.

===> Concordo. Fiz meras anotações para não tecer repetições desnecessárias.

Título: Re: O Espirita deve conformar-se ou reagir ante a injustiça?
Enviado por: EsoEstudos em 22 de Dezembro de 2013, 14:42
Há menos de 2 seculos a escravidão era legal na Europa e Americas e possuir escravos era "certo". A mulher não tinha certos direitos e isto era "certo". Ambas as visões mudaram e hoje isto é considerado "errado". Mas nos paises arabes as mulheres são escravas e não possuem direitos e isto é considerado "certo".
Veja Anton,


Para os que entenderam como certa a escravidão, fossem ou não maioria, tenham ou não lucrado com ela, seja por que motivo for, realmente não houve nenhum sofisma.

Há algo mais que origine tudo o que se vê no mundo, divisões, guerras, religiões, ideias, crenças e todas as ilusões possíveis e imaginárias que o pensamento? Existe algum pensador, ou só existe pensamento?


De qualquer modo, o pensamento de cada um de nós seria (ou é...) um foco individualizado.
Título: Re: O Espirita deve conformar-se ou reagir ante a injustiça?
Enviado por: Olé em 22 de Dezembro de 2013, 15:15
De qualquer modo, o pensamento de cada um de nós seria (ou é...) um foco individualizado.

E não é o próprio pensamento que diz isso, que divide e individualiza? Ou há algum pensador separado do pensamento?
Título: Re: O Espirita deve conformar-se ou reagir ante a injustiça?
Enviado por: EsoEstudos em 22 de Dezembro de 2013, 15:36
O que é um software? O código escrito? A sequência de 0 e 1 do código de máquina? A resultante do processamento na CPU? Não existe pensamento sem pensador, assim como não há pensador se pensamento algum estiver em fluxo. O mesmo Vale para softs e hards em rede...
Título: Re: O Espirita deve conformar-se ou reagir ante a injustiça?
Enviado por: Olé em 22 de Dezembro de 2013, 16:10
Não existe pensamento sem pensador, assim como não há pensador se pensamento algum estiver em fluxo.

Se nenhum pensamento estiver em fluxo não há pensador... Qual a diferença do pensador para o pensamento? Quem é o pensador? O pensamento é algo mais que conhecimento?

Título: Re: O Espirita deve conformar-se ou reagir ante a injustiça?
Enviado por: EsoEstudos em 22 de Dezembro de 2013, 16:56
Desde que o instinto é uma forma de inteligência, portanto da atividade de pensar, sim, há pensamento sem conhecimento, inclusive nos espíritos (encarnados ou não).
 
Título: Re: O Espirita deve conformar-se ou reagir ante a injustiça?
Enviado por: Olé em 22 de Dezembro de 2013, 17:14
Desde que o instinto é uma forma de inteligência, portanto da atividade de pensar, sim, há pensamento sem conhecimento, inclusive nos espíritos (encarnados ou não).

Quando o amigo anda na natureza e surge uma cobra ou outro perigo qualquer, a primeira ação não é afastar-se do perigo, saltar para o lado, desviar-se, fugir? E não é só depois, quando já está em segurança, que aparece o pensamento, a reação, a imaginar o que poderia ter acontecido se não fosse o instinto - que é inteligência sem pensamento?

O pensamento é diferente da imaginação?
Título: Re: O Espirita deve conformar-se ou reagir ante a injustiça?
Enviado por: Felipa em 22 de Dezembro de 2013, 17:46
A revolta sempre estará presente, se assim quisermos. Nos noticiários: jornais, revistas, TVs. Nas ruas, nas famílias.

Achamos que tudo o que não concordamos é digno de revolta. Quantos de nós passam horas reclamando e, assim, tornando-se seres humanos chatos, negativistas, mal humorados, o que acaba em um ciclo vicioso: a revolta e a incapacidade de modificar.

A revolta na visão espírita não deve existir. Isto não quer dizer que espíritas devem concordar, compreender e aceitar todas as situações de provas no mundo. Todos os seres humanos indignam-se ao ver alguma situação que desafia o seu bem-estar: fome, violência, injustiça etc.

A visão negativista não deve imperar sobre a visão espírita consciente: aquela que explica, que ajuda, que doa. Temos conhecimentos das provas pelas quais o Homem poderá passar na Terra.

Permaneçamos fortes e convictos na visão espírita consciente e lógica, pois Deus olha e guia nossos passos, mais uma vez, se assim quisermos.

Leitura de um trecho retirado do Evangelho Segundo o Espiritismo. O Cristo Consolador.Ed. IDE, cap. VI, pp. 76, 2009.

Em verdade, vos digo: aqueles que carregam seus fardos e que assistem seus irmãos são meus bem-amados; instruí-vos na preciosa doutrina que dissipa o erro das revoltas, e que vos ensina o objetivo sublime da prova humana. Como o vento varre a poeira, que o sopro dos espíritos dissipe os vossos ciúmes contra os ricos do mundo que, frequentemente, são muito miseráveis, porque suas provas são mais perigosas que as vossas. Eu estou convosco, e meu apóstolo vos ensina. Bebei da fonte viva do amor e preparai-vos, cativos da vida, para vos lançar um dia livres e alegres no deio d’Aquele que vos criou fracos para vos tornar perfectíveis, e que quer que vós mesmos trabalheis vossa maleável argila, a fim de serdes os artífices da vossa imortalidade. (O ESPÍRITO DA VERDADE, Paris, 1861).
Título: Re: O Espirita deve conformar-se ou reagir ante a injustiça?
Enviado por: Anton Kiudero em 22 de Dezembro de 2013, 19:04
Vamos então mais uma vez inverter as perguntas e veremos que as respostas serão sempre as mesmas.

Utilizamos antes o exemplo do escravagismo e o do trafico de mulheres, ou seja coisas negativas, que foram “certas” porque se não fossem, jamais teriam acontecido, visto ninguém passar por provas não solicitadas.

Vamos observar um exemplo positivo agora. O do ceguinho que fica na feira livre com sua mão estendida e ao qual alguns dão alguma moeda. O ceguinho esta vivenciando a sua prova e isto é o “certo” dele e os passantes que deixam alguma moeda estão vivenciando os seus “certos”, baseados em alguma verdade que aprenderam. E os que passam sem deixar nada também estão certos baseados em outra verdade. E ao final da equação vemos que todos estão sempre certos...

E porque estão certos? Porque a divina justiça permeia a todos os atos, sejam da natureza ou dos espíritos. Não existe injustiça no universo. Nisto consiste a Justiça Absoluta, um dos atributos de Deus.

Isto não impede, entretanto de nos sentirmos “ofendidos” ou “alegres” ao presenciar alguma ação. Mas isto é apenas a percepção pessoal ou individual. Libertar-se desta sensação individual e abraçar a percepção universal é o proposito de todo aquele que pratica o espiritualismo em qualquer de suas expressões neste planeta.

E apenas ao compreendermos e universalizarmos nossa percepção, o mundo a nossa volta ira mudar completamente aos nossos olhos. Ao invés de vermos agressores e agredidos veremos a Deus agindo. Ao invés de sentirmos a dor dos que sofrem e termos raiva dos que os fazem sofrer, passamos a ajudar a ambos de forma idêntica, pois nos conscientizamos que representam apenas papeis opostos no divino teatro da vida, onde todos evoluímos em conjunto.

E deixando de acreditar que haja certos e errados, abandonamos as dores que este dualismo causa e encontramos a felicidade incondicional ou bem aventurança nos termos evangélicos.

Convido-os a ler a Oração de São Francisco comentada, neste endereço, ao menos a primeira parte “fazei de mim um instrumento de tua paz”: 

http://meeu.informe.com/a-oran-noo-de-snoo-francisco-df4.html

Título: Re: O Espirita deve conformar-se ou reagir ante a injustiça?
Enviado por: Kazaoka em 22 de Dezembro de 2013, 21:08
O Espirita deve conformar-se ou reagir ante a injustiça?

O espírita, diante de uma situação que ele já é capaz de discernir o que é justiça do que é injustiça, o que ele pode e é capaz de fazer é se colocar no contexto e agir de acordo com o seu pensamento de Cristão.
Reagir nem sempre significa opor-se. Podemos reagir perante as injustiças oferecendo-lhes resistência através do acenamento para outros caminhos. Se não temos alcance para influenciar diretamente o censo dos grandes e poderosos que dirigem, podemos, no entanto, trabalhar junto às massas que ombreiam conosco as mesmas posições na senda do progresso geral.

Título: Re: O Espirita deve conformar-se ou reagir ante a injustiça?
Enviado por: Olé em 22 de Dezembro de 2013, 21:28
Isto não impede, entretanto de nos sentirmos “ofendidos” ou “alegres” ao presenciar alguma ação. Mas isto é apenas a percepção pessoal ou individual.

O que se sente ofendido ou alegre é diferente do que presencia? A perceção pessoal ou individual não é o produto do pensamento, dual? O verdadeiro presenciar não é equânime?
Título: Re: O Espirita deve conformar-se ou reagir ante a injustiça?
Enviado por: EsoEstudos em 22 de Dezembro de 2013, 22:00
A única conclusão segura que se pode tirar deste debate, na minha opinião, é que é impossível expor ideias através de palavras...

Encerro aqui minha participação, sinceramente grato pelo ensejo de meditarmos sobre o tema.

A mecânica quântica não muda minha realidade newtoniana imediata.
Título: Re: O Espirita deve conformar-se ou reagir ante a injustiça?
Enviado por: Norizonte da Rosa em 22 de Dezembro de 2013, 22:11
O problema, minha modesta opinião, é que parece que estamos tratando de temas com entendimentos diferentes do que sejam alguns conceitos fundamentais para conseguirmos nos entender. Basta ler alguns posts que tratam do pensamento como algo fora do conceito, aquele comum, que temos.
Título: Re: O Espirita deve conformar-se ou reagir ante a injustiça?
Enviado por: Olé em 23 de Dezembro de 2013, 23:32
A única conclusão segura que se pode tirar deste debate, na minha opinião, é que é impossível expor ideias através de palavras...

Encerro aqui minha participação, sinceramente grato pelo ensejo de meditarmos sobre o tema.

A mecânica quântica não muda minha realidade newtoniana imediata.
O problema, minha modesta opinião, é que parece que estamos tratando de temas com entendimentos diferentes do que sejam alguns conceitos fundamentais para conseguirmos nos entender. Basta ler alguns posts que tratam do pensamento como algo fora do conceito, aquele comum, que temos.

O único problema e a grande ilusão do ser humano é justamente esse... Não conseguir sair do campo das ideias, dos conceitos, das crenças, do pensamento, do tempo, para se interiorizar, para saber o que é realmente...´
Título: Re: O Espirita deve conformar-se ou reagir ante a injustiça?
Enviado por: lconforjr em 24 de Dezembro de 2013, 10:56
      EsoEstudos   (ref #40, de 201213)


      Eso escreveu: Na verdade Anton, você está sendo um pouco ingênuo: miríades mentem para si mesmos ou assumem atitudes por mera conveniência, comprando o céu dos espíritas...

      Conf: pois é isso mesmo, amigo Eso; esses "miríades", como todos os demais, estão fazendo exatamente o que acreditam que, naquele momento da ação, é o melhor ou mais conveniente a fazer para si mesmos. Não mentem para si mesmos; consideram que o que fazem seja o melhor a fazer.

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Título: Re: O Espirita deve conformar-se ou reagir ante a injustiça?
Enviado por: lconforjr em 24 de Dezembro de 2013, 11:13
...........

      Norizonte da Rosa  (ref #45, de 201213)

      Norizonte escreveu: Acreditar que todos fazem o que fazem sempre conscientes que estão fazendo o certo parece uma generalização imprópria.

      Não estou livre de fazer coisas erradas e quando faço estou consciente que são erradas, ainda que muitas vezes o faça pressionado pelas circunstâncias e sem querer com isso usar de desculpa, apenas dizendo que há um motivo além de apenas vontade de fazer algo errado.

      Conf: se o amigo bem observar, raciocinando como manda a doutrina, talvez possa ver que todos, sem exceção de ninguém, tudo o que fazemos, o fazemos porq acreditamos que é o melhor ou mais conveniente a fazer naquele instante.

      Vc, eu, ninguém está livre de fazer coisas erradas e as fazemos mesmo conscientes de que são erradas porq, para nós, naquele instante, é o melhor a fazer; logo, mesmo que erradas, para nós, que as fazemos, é o certo a fazer. Ou porq as faríamos?

      Se ajudo um caído ou se lhe dou um ponta-pé, faço isso porq, para mim, é o melhor, o mais conveniente, logo o certo, a fazer naquele instante.

...............
Título: Re: O Espirita deve conformar-se ou reagir ante a injustiça?
Enviado por: lconforjr em 24 de Dezembro de 2013, 11:29


      EsoEstudos (em 191213, às 2307)

      Eso escreveu: Faça sempre o que achar certo --- até porque, seja o que for, o JUIZ não está em outro lugar senão bem no meio de suas orelhas...

     
      Conf: sim, um juiz que não somos nós mesmos pois que suas sentenças, certas ou erradas, não têm origem em nossa cabeça, pois derivam daquilo que já aprendemos nesta escola do bem e do mal, que é a vida.

....................
Título: Re: O Espirita deve conformar-se ou reagir ante a injustiça?
Enviado por: Vitor Santos em 24 de Dezembro de 2013, 12:58
Ola amigos

O instinto implicado no impulso de fugir DA cobra parade ser devido ao cerebro e nao so espirito. A inteligencia envolvida e a de quem desenhou as leis DA natureza, ate porque ela existe tambem em animals menos inteligentes do que o homem

Bem hajam
Título: Re: O Espirita deve conformar-se ou reagir ante a injustiça?
Enviado por: lconforjr em 24 de Dezembro de 2013, 14:22
Re: O Espirita deve conformar-se ou reagir ante a injustiça?

      Wilson Moreno  « ref  #48, 211213, 01:09 »

      Moreno escreveu: Devemos tolerar sempre?...

      Conf: é claro que não devemos tolerar as “ações” relativas a vícios, corrupção, mentira, crime, drogas, mal trato com os animais, a poluição, a exploração do homem pelo homem.

      Mas, se somos mesmo fiéis seguidores daquele que a doutrina disse ser o modelo para todos nós, devemos sim, tolerar e perdoar, não as “ações”, mas os seus “autores”: os viciados, os corruptos, os mentirosos, os criminosos, os drogados, os que maltratam os animais, os que permitem a poluição, os exploradores do próximo.

      Moreno: O Mestre Jesus chamou os fariseus e os escribas de hipócritas e raças de víboras; Jesus foi intolerante com eles? O Mestre Jesus, no Templo, expulsou os Vendilhões com um chicote na mão e virou as barracas dos vendilhões, chamando eles de ladrões, Jesus foi intolerante com eles???

      Conf: As escrituras sofreram, inclusive os evangelhos, numerosas adulterações à conveniência dos poderosos; outras, destinadas a tornar mais compreensíveis determinados conceitos. Muita coisa foi acrescentada e muita cortada.

      Alguém já imaginou aquele que é, para todos, o modelo de amor, com um chicote na mão, virando mesas e mercadorias e causando prejuízos àqueles que estão ganhando o pão para seus filhos? Para começar, quem permitiria que fizesse isso? Teria sido atacado pelos vendedores, ou expulso do lugar, ou preso).

     Ou já imaginaram aquele que é o Mestre do amor, lançando impropérios aos escribas e fariseus, ofensas a uns e outros?

      Essa passagem, deve ser, como muitas outras, apenas um relato simbólico, uma lição de que devemos limpar nosso templo íntimo da sujeira ali acumulada durante muitos anos. Veja que “vendilhões” não significa “vendedores” ou mercadores das coisas comuns, mas aqueles que "mercadejam publicamente coisas de ordem moral".

      Assim, conforme os ensinamentos de Jesus, devemos tolerar sempre, sem exceção, como ele mesmo disse "perdoar sempre", mas tolerar os autores, não as ações maldosas etc.

      Precisamos lembrar que Jesus mesmo disse, referindo-se àqueles que o torturaram e crucificaram: "Pai, perdoai-os porq eles não sabem o que fazem!".

      Logo, tolerar e perdoar os autores; não tolerar suas ações, se voltadas para o mal, isto é, não permiti-las ou não sermos condescendentes com elas.

.......... 
Título: Re: O Espirita deve conformar-se ou reagir ante a injustiça?
Enviado por: lconforjr em 24 de Dezembro de 2013, 15:00
Re: O esp deve conformar-se ou reagir ante as injustiças ?

      A amiga Maria47 escreveu:...Temos conhecimentos das provas pelas quais o Homem poderá passar na Terra.

     Conf: e cabe a mim perguntar: qual é a causa que tem como efeito o fato de o homem ter de passar por "provas" na Terra?

..............

Título: Re: O Espirita deve conformar-se ou reagir ante a injustiça?
Enviado por: lconforjr em 24 de Dezembro de 2013, 15:08
      EsoEstudos   (ref #50, 211213)


      Eso escreveu: Usarei de um antigo brocardo: "a dor é inevitável mas o sofrimento é opcional...".

      Conf: um brocardo tantas vezes citado neste fórum, mas extremamente absurdo. Basta ver o mundo e a vida de todos os homens.

.................
Título: Re: O Espirita deve conformar-se ou reagir ante a injustiça?
Enviado por: lconforjr em 24 de Dezembro de 2013, 15:18
      Olé link  (ref #54, de 211213)

      Brocardo: a dor é inevitável mas o sofrimento é opcional...

      Olé escreveu: A dor é uma sensação, se não houver identificação do pensamento - que aparece a seguir à sensação - com a sensação, não há sofrimento nem medo...

      Conf: perfeito; mas esse "como fazer" para que não haja identificação com o pensamento, a doutrina espirita, aliás, nenhuma doutrina popular do mundo, ensina. A  DE nos oferece algo que, para muitos, pode ser o primeiro passo do caminho a seguir para que possamos encontrar esse "como fazer"! Está lá no LM, cap3, item 35.

...............
Título: Re: O Espirita deve conformar-se ou reagir ante a injustiça?
Enviado por: Brenno Stoklos em 24 de Dezembro de 2013, 16:08


O Espirita deve conformar-se ou reagir ante a injustiça?


"O reproche lançado à conduta de outrem pode obedecer a dois móveis: reprimir o mal, ou desacreditar a pessoa cujos atos se criticam. Não tem escusa nunca este último propósito, porquanto, no caso, então, só há maledicência e maldade. O primeiro pode ser louvável e constitui mesmo, em certas ocasiões, um dever, porque um bem deverá daí resultar, e porque, a não ser assim, jamais, na sociedade, se reprimiria o mal. Não cumpre, aliás, ao homem auxiliar o progresso do seu semelhante? Importa, pois, não se tome em sentido absoluto este princípio: "Não julgueis se não quiserdes ser julgado", porquanto a letra mata e o espírito vivifica.
Não é possível que Jesus haja proibido se profligue o mal, uma vez que ele próprio nos deu o exemplo, tendo-o feito, até, em termos enérgicos. O que quis significar é que a autoridade para censurar está na razão direta da autoridade moral daquele que censura. Tornar-se alguém culpado daquilo que condena noutrem é abdicar dessa autoridade, é privar-se do direito de repressão. A consciência íntima, ao demais, nega respeito e submissão voluntária àquele que, investido de um poder qualquer, viola as leis e os princípios de cuja aplicação lhe cabe o encargo. Aos olhos de Deus, uma única autoridade legítima existe: a que se apóia no exemplo que dá do bem. E o que, igualmente, ressalta das palavras de Jesus".

                                       O Evangelho Segundo o Espiritismo


Título: Re: O Espirita deve conformar-se ou reagir ante a injustiça?
Enviado por: lconforjr em 24 de Dezembro de 2013, 16:14
Re: O Espirita deve conformar-se ou reagir ante a injustiça?

      Zecarroberto   « ref #67 em: 221213, 14:10 »

      Olá, novo amigo Zeca.

      Como a DE manda, vamos raciocinar para melhor entendê-la (fé raciocinada).
...

      Zeca escreveu: No meu entendimento, Deus não manda sofrimento para ninguém, por isso Ele mandou Jesus que nos instrui para que possamos fazer tudo dentro das leis divinas.

      Conf: meu amigo, vamos raciocinar: então qual é a causa de nossos sofrimentos, tantos terríveis, torturantes e insuportáveis?

      Zeca: A programação que fazemos no plano espiritual para nossa vida carnal é responsabilidade nossa e não de Deus,

      Conf: e qual é a causa de fazermos, para nós, no plano espiritual, uma programação para nossa vida carnal? Porq é que precisamos fazê-la?

      Zeca:... tudo vai acontecer porque vamos fazer acontecer sem interferência de ninguém, nem de Deus, principalmente se for para sofrermos,

      Conf: como dizer que não há interferência de Deus se, pela doutrina, Ele é a autor/criador de todas as coisas, e nada acontece sem Sua permissão; criador de todas as leis, inclusive daquela que sempre penalizará suas criaturas, “em tudo que ela pecar”; e é o doador de todos os sofrimentos destinados, como vc disse abaixo, a que aprendamos a amar nosso próximo?

      Como dizer que Deus não interfere, se Ele é o criador de mundos destinados a nossos castigos, qdo infringimos Sua Lei? Se é Deus o criador da chamada escola de espíritos, escola do bem e do mal, cheia de circunstancias perturbadoras, de vida precária, difícil e cheia de sofrimentos, para muitos um verdadeiro caos de dores e lágrimas?

      Zeca: A inteligência nos ajuda nas escolhas, o que vemos no sofrimento do outro é a oportunidade que nos é dada para cumprirmos aquilo que foi trazido por Jesus, o amor ao próximo, ser feliz fazendo outros felizes.

      Conf: será certo isso que o amigo está dizendo? Que o sofrimento nos é dado por Deus para que aprendamos a ter amor pelo próximo?!

      Vc amará o próximo se seu filhinho tiver um câncer no cérebro ou nascer sem membros ou demente ou ter órgãos e ossos esmigalhados num dos acidentes desta escola de espíritos? Se sua filhinha for cruelmente violentada e assassinada na sua frente?! Se seus queridos tiverem os pés arrancados à machadadas?

      A lição par aprender a amar é fazer sofrer?! Esse é o processo evolutivo criado pelo Supremo Amor? Um plano de ensino cujo método mais eficiente é realizado por meio de chicotadas dos mais desesperadores sofrimentos?

      O Soberano Amor nos ensina por meio de um método cruel? Alguém aprende a amar se for submetido a sofrimentos cruéis, ou aprende a odiar, a descrer e a se revoltar?

      Quando muito, aprenderá a tentar evitar de praticar o mal, com medo dos sofrimentos que isso já lhe causou. Mas, sem dúvida, não praticar o mal, não é amar. É medo ou obediência aos ensinamentos, ou interesse próprio, busca de ganhos ou de méritos, ou de uma boa imagem frente aos demais.

...............
Título: Re: O Espirita deve conformar-se ou reagir ante a injustiça?
Enviado por: lconforjr em 24 de Dezembro de 2013, 16:58
Re: O Espirita deve conformar-se ou reagir ante a injustiça?

      Norizonte   « ref #66 em: 221213, 14:03 »

      Anton Kiudero e Norizonte

      Aqui uma primeira questão ao amigo Anton: porq os espíritos, nós, desejaríamos, ou teríamos de passar pela prova “ser escravo”, ou por outra qualquer prova que seja? O Anton já disse que isso se deve a que escolhemos tais provas e que, em conseqüência, Deus as provê. Mas, qual é a necessidade disso? Temos de passar por provas? De onde nos vem essa necessidade e a vontade e a escolha de, propositadamente, desejarmos sofrer?

      Noriz: Mas essa lógica não é livre de falha, veja: a terra é um mundo dos menos evoluídos e como tal é de se esperar que os encarnados nesse mundo façam coisas erradas. Deus sabendo que é próprio  de seres não evoluídos praticarem coisas erradas, por que Deus não aproveitaria desses erros para que o que foi escolhido como prova por um Espírito seja cumprido?
      O fato de uma prática errada beneficiar outro Espírito contribuindo para que este passe por uma provação e evolua não transforma a prática errada e prática correta.

      Conf: de tudo que está colocado acima, e como devemos raciocinar para entender o que estamos estudando ou falando, trago algumas questões:

     - qual é a causa de nós, quando na Terra, fazermos tantas coisas erradas?

      - Qual é a causa de sermos tão extremamente ignorantes, perversos e pervertidos?

      - Se “é de se esperar que façamos coisas erradas devido a Terra ser um mundo ainda atrasado”, qual é a causa de nossos sofrimentos se estamos errando devido a que este é ainda um mundo inferior, no qual se espera que erremos?

      Noriz: E isso tudo não retira a ideia de o livre-arbítrio ser moral, pois lembrando que ninguém (segundo a Doutrina) nasce predestinado ao crime, a prática de algo errado só deve surgir da vontade, do cultivo de sentimentos, do encarnado e com a permissão de Deus.

      Conf: se “a prática de algo errado só deve surgir da vontade e do cultivo de determinados sentimentos”, qual é a causa de nossos sofrimentos? Se a prática do erro surge da vontade ou de certos sentimentos, de onde surgem esses sentimentos e essa vontade de praticar algo errado?

      Nós mesmos, propositadamente, de livre e espontânea vontade, os inoculamos em nós? Nós mesmos decidimos e escolhemos tê-los, para que perturbem nossa vida? Onde está aí nossa responsabilidade?

...............
Título: Re: O Espirita deve conformar-se ou reagir ante a injustiça?
Enviado por: lconforjr em 24 de Dezembro de 2013, 17:40
Re: O Espirita deve conformar-se ou reagir ante a injustiça?

      Anton   « ref #63 em: 221213, 13:01 »

      Anton escreveu:... estou constatando o óbvio: que nada acontece a alguém se este não o merecer. E o merecimento é o que solicitou por seu livre arbítrio antes de encarnar. Ninguém sofre o que não merece e tampouco é resgatado antes do final de sua prova.

      Conf: meu amigo Kiudero, me desculpe voltar com aquelas questõezinhas chatas:

      - porq é que vc considera ser óbvio o fato de nada acontecer a alguém se esse não merecer?

      - qual é, aí, o significado de merecer?

      - afinal, o merecimento vem do que solicitamos como prova, ou vem de erros que, propositadamente, praticamos e, por isso, temos de passar por provas?

      - se vem de erros, porq é que erramos tanto?

      - se não vem de erros mas, simplesmente do que desejamos como provas, onde está o equilíbrio mental desses que desejam sofrer e desse modo terrível que vemos no mundo?

      - qual é a causa de uns merecem sofrer e outros não?

      - de uns solicitarem certas provas, mais difíceis ou mais sofridas, e outros solicitarem provas mais fáceis?

      Anton: Esta é a verdadeira lei de ação e reação ou lei do karma. O espirito exerce a sua ação (moral) de solicitar e sofre a reação (material) quando encarnado.

      Conf: é essa a causa de todos os sofrimentos do mundo?! Solicitar sofrimentos e receber sofrimentos?! Então o espirito, sem qualquer motivo, decide solicitar provas e daí seus sofrimentos, cujo único motivo é os ter solicitado?!

      Anton: Será tão difícil assim compreender o mais básico dos ensinamentos do LE? Que Deus é a causa primeira de TUDO e que, portanto TUDO esta sempre certo, mesmo quando nossa mente o julga errado?

      Conf: se tudo está sempre certo, porq os homens solicitam passar por provas, mesmo com sofrimentos torturantes e insuportáveis, se nada está errado com eles?

      Sinceramente, meu amigo, se puder explicar, lhe agradeço.

................

Título: Re: O Espirita deve conformar-se ou reagir ante a injustiça?
Enviado por: Brenno Stoklos em 27 de Dezembro de 2013, 00:57

Como.............
.................... demais.



                                                         Justiça das aflições

3. Somente na vida futura podem efetivar-se as compensações que Jesus promete aos aflitos da Terra. Sem a certeza do futuro, estas máximas seriam um contra-senso; mais ainda: seriam um engodo. Mesmo com essa certeza, dificilmente se compreende a conveniência de sofrer para ser feliz. E, dizem, para se ter maior mérito. Mas, então, pergunta-se: por que sofrem uns mais do que outros? Por que nascem uns na miséria e outros na opulência, sem coisa alguma haverem feito que justifique essas posições? Por que uns nada conseguem, ao passo que a outros tudo parece sorrir? Todavia, o que ainda menos se compreende é que os bens e os males sejam tão desigualmente repartidos entre o vício e a virtude; e que os homens virtuosos sofram, ao lado dos maus que prosperam. A fé no futuro pode consolar e infundir paciência, mas não explica essas anomalias, que parecem desmentir a justiça de Deus.
Entretanto, desde que admita a existência de Deus, ninguém o pode conceber sem o infinito das perfeições. Ele necessariamente tem todo o poder, toda a justiça, toda a bondade, sem o que não seria Deus. Se é soberanamente bom e justo, não pode agir caprichosamente, nem com parcialidade. Logo, as vicissitudes da vida derivam de uma causa e, pois que Deus é justo, justa há de ser essa causa. Isso o de que cada um deve bem compenetrar-se. Por meio dos ensinos de Jesus, Deus pôs os homens na direção dessa causa, e hoje, julgando-os suficientemente maduros para compreendê-la, lhes revela completamente a aludida causa, por meio do Espiritismo, isto é, pela palavra dos Espíritos.

                                           O Evangelho Segundo o Espiritismo


Título: Re: O Espirita deve conformar-se ou reagir ante a injustiça?
Enviado por: Brenno Stoklos em 27 de Dezembro de 2013, 01:00

Aqui ......................
...................... responsabilidade?



                                               Causas atuais das aflições

4. De duas espécies são as vicissitudes da vida, ou, se o preferirem, promanam de duas fontes bem diferentes, que importa distinguir. Umas têm sua causa na vida presente; outras, fora desta vida.
Remontando-se à origem dos males terrestres, reconhecer-se-á que muitos são conseqüência natural do caráter e do proceder dos que os suportam.
Quantos homens caem por sua própria culpa! Quantos são vítimas de sua imprevidência, de seu orgulho e de sua ambição!
Quantos se arruinam por falta de ordem, de perseverança, pelo mau proceder, ou por não terem sabido limitar seus desejos!
Quantas uniões desgraçadas, porque resultaram de um cálculo de interesse ou de vaidade e nas quais o coração não tomou parte alguma!
Quantas dissensões e funestas disputas se teriam evitado com um pouco de moderação e menos suscetibilidade!
Quantas doenças e enfermidades decorrem da intemperança e dos excessos de todo gênero!
Quantos pais são infelizes com seus filhos, porque não lhes combateram desde o princípio as más tendências! Por fraqueza, ou indiferença, deixaram que neles se desenvolvessem os germens do orgulho, do egoísmo e da tola vaidade, que produzem a secura do coração; depois, mais tarde, quando colhem o que semearam, admiram-se e se afligem da falta de deferência com que são tratados e da ingratidão deles.
Interroguem friamente suas consciências todos os que são feridos no coração pelas vicissitudes e decepções da vida; remontem passo a passo à origem dos males que os torturam e verifiquem se, as mais das vezes, não poderão dizer: Se eu houvesse feito, ou deixado de fazer tal coisa, não estaria em semelhante condição.
A quem, então, há de o homem responsabilizar por todas essas aflições, senão a si mesmo? O homem, pois, em grande número de casos, é o causador de seus próprios infortúnios; mas, em vez de reconhecê-lo, acha mais simples, menos humilhante para a sua vaidade acusar a sorte, a Providência, a má fortuna, a má estrela, ao passo que a má estrela é apenas a sua incúria.
Os males dessa natureza fornecem, indubitavelmente, um notável contingente ao cômputo das vicissitudes da vida. O homem as evitará quando trabalhar por se melhorar moralmente, tanto quanto intelectualmente.

5. A lei humana atinge certas faltas e as pune. Pode, então, o condenado reconhecer que sofre a conseqüência do que fez. Mas a lei não atinge, nem pode atingir todas as faltas; incide especialmente sobre as que trazem prejuízo à sociedade e não sobre as que só prejudicam os que as cometem, Deus, porém, quer que todas as suas criaturas progridam e, portanto, não deixa impune qualquer desvio do caminho reto, Não há falta alguma, por mais leve que seja, nenhuma infração da sua lei, que não acarrete forçosas e inevitáveis conseqüências, mais ou menos deploráveis. Daí se segue que, nas pequenas coisas, como nas grandes, o homem é sempre punido por aquilo em que pecou. os sofrimentos que decorrem do pecado são-lhe uma advertência de que procedeu mal. Dão-lhe experiência, fazem-lhe sentir a diferença existente entre o bem e o mal e a necessidade de se melhorar para, de futuro, evitar o que lhe originou uma fonte de amarguras; sem o que, motivo não haveria para que se emendasse. Confiante na impunidade, retardaria seu avanço e, conseqüentemente, a sua felicidade futura.
Entretanto, a experiência, algumas vezes, chega um pouco tarde: quando a vida já foi desperdiçada e turbada; quando as forças já estão gastas e sem remédio o mal, Põe-se então o homem a dizer: "Se no começo dos meus dias eu soubera o que sei hoje, quantos passos em falso teria evitado! Se houvesse de recomeçar, conduzir-me-ia de outra maneira. No entanto, já não há mais tempo!" Como o obreiro preguiçoso, que diz: "Perdi o meu dia", também ele diz: "Perdi a minha vida". Contudo, assim como para o obreiro o Sol se levanta no dia seguinte, permitindo-lhe neste reparar o tempo perdido, também para o homem, após a noite do túmulo, brilhará o Sol de uma nova vida, em que lhe será possível aproveitar a experiência do passado e suas boas resoluções para o futuro.

                                            O Evangelho Segundo o Espiritismo

Título: Re: O Espirita deve conformar-se ou reagir ante a injustiça?
Enviado por: Brenno Stoklos em 27 de Dezembro de 2013, 01:04

Conf:................
..........................agradeço.



                                                             Causas anteriores das aflições

6. Mas, se há males nesta vida cuja causa primária é o homem, outros há também aos quais, pelo menos na aparência, ele é completamente estranho e que parecem atingi-lo como por fatalidade. Tal, por exemplo, a perda de entes queridos e a dos que são o amparo da família. Tais, ainda, os acidentes que nenhuma previsão poderia impedir; os reveses da fortuna, que frustram todas as precauções aconselhadas pela prudência; os flagelos naturais, as enfermidades de nascença, sobretudo as que tiram a tantos infelizes os meios de ganhar a vida pelo trabalho: as deformidades, a idiotia, o cretinismo, etc.
Os que nascem nessas condições, certamente nada hão feito na existência atual para merecer, sem compensação, tão triste sorte, que não podiam evitar, que são impotentes para mudar por si mesmos e que os põe à mercê da comiseração pública. Por que, pois, seres tão desgraçados, enquanto, ao lado deles, sob o mesmo teto, na mesma família, outros são favorecidos de todos os modos?
Que dizer, enfim, dessas crianças que morrem em tenra idade e da vida só conheceram sofrimentos? Problemas são esses que ainda nenhuma filosofia pôde resolver, anomalias que nenhuma religião pôde justificar e que seriam a negação da bondade, da justiça e da providência de Deus, se se verificasse a hipótese de ser criada a alma ao mesmo tempo que o corpo e de estar a sua sorte irrevogavelmente determinada após a permanência de alguns instantes na Terra. Que fizeram essas almas, que acabam de sair das mãos do Criador, para se verem, neste mundo, a braços com tantas misérias e para merecerem no futuro urna recompensa ou uma punição qualquer, visto que não hão podido praticar nem o bem, nem o mal?
Todavia, por virtude do axioma segundo o qual todo efeito tem uma causa, tais misérias são efeitos que hão de ter uma causa e, desde que se admita um Deus justo, essa causa também há de ser justa. Ora, ao efeito precedendo sempre a causa, se esta não se encontra na vida atual, há de ser anterior a essa vida, isto é, há de estar numa existência precedente. Por outro lado, não podendo Deus punir alguém pelo bem que fez, nem pelo mal que não fez, se somos punidos, é que fizemos o mal; se esse mal não o fizemos na presente vida, tê-lo-emos feito noutra. E uma alternativa a que ninguém pode fugir e em que a lógica decide de que parte se acha a justiça de Deus.
O homem, pois, nem sempre é punido, ou punido completamente, na sua existência atual; mas não escapa nunca às conseqüências de suas faltas. A prosperidade do mau é apenas momentânea; se ele não expiar hoje, expiará amanhã, ao passo que aquele que sofre está expiando o seu passado. O infortúnio que, à primeira vista, parece imerecido tem sua razão de ser, e aquele que se encontra em sofrimento pode sempre dizer: 'Perdoa-me, Senhor, porque pequei.

7. Os sofrimentos devidos a causas anteriores à existência presente, como os que se originam de culpas atuais, são muitas vezes a conseqüência da falta cometida, isto é, o homem, pela ação de uma rigorosa justiça distributiva, sofre o que fez sofrer aos outros. Se foi duro e desumano, será a seu turno tratado duramente e com desumanidade; se foi orgulhoso, poderá nascer em humilhante condição; se foi avaro, egoísta, ou se fez mau uso de suas riquezas, poderá ver-se privado do necessário; se foi mau filho, poderá sofrer pelo procedimento de seus filhos, etc.
Assim se explicam pela pluralidade das existências e pela destinação da Terra, como mundo expiatório, as anomalias que apresenta a distribuição da ventura e da desventura entre os bons e os maus neste planeta. Semelhante anomalia, contudo, só existe na aparência, porque considerada tão-só do ponto de vista da vida presente. Aquele que se elevar, pelo pensamento, de maneira a apreender toda uma série de existências, verá que a cada um é atribuída a parte que lhe compete, sem prejuízo da que lhe tocará no mundo dos Espíritos, e verá que a justiça de Deus nunca se interrompe.
Jamais deve o homem olvidar que se acha num mundo inferior, ao qual somente as suas imperfeições o conservam preso. A cada vicissitude, cumpre-lhe lembrar-se de que, se
pertencesse a um mundo mais adiantado, isso não se daria e que só de si depende não voltar a este, trabalhando por se melhorar.

8. As tribulações podem ser impostas a Espíritos endurecidos, ou extremamente ignorantes, para levá-los a fazer uma escolha com conhecimento de causa. Os Espíritos penitentes, porém, desejosos de reparar o mal que hajam feito e de proceder melhor, esses as escolhem livremente. Tal o caso de um que, havendo desempenhado mal sua tarefa, pede lha deixem recomeçar, para não perder o fruto de seu trabalho As tribulações, portanto, são, ao mesmo tempo, expiações do passado, que recebe nelas o merecido castigo, e provas com relação ao futuro, que elas preparam. Rendamos graças a Deus, que, em sua bondade, faculta ao homem reparar seus erros e não o condena irrevogavelmente por uma primeira falta.

9. Não há crer, no entanto, que todo sofrimento suportado neste mundo denote a existência de uma determinada falta. Muitas vezes são simples provas buscadas pelo Espírito para concluir a sua depuração e ativar o seu progresso. Assim, a expiação serve sempre de prova, mas nem sempre a prova é uma expiação. Provas e expiações, todavia, são sempre sinais de relativa inferioridade, porquanto o que é perfeito não precisa ser provado. Pode, pois, um Espírito haver chegado a certo grau de elevação e, nada obstante, desejoso de adiantar-se mais, solicitar uma missão, uma tarefa a executar, pela qual tanto mais recompensado será, se sair vitorioso, quanto mais rude haja sido a luta. Tais são, especialmente, essas pessoas de instintos naturalmente bons, de alma elevada, de nobres sentimentos inatos, que parece nada de mau haverem trazido de suas precedentes existências e que sofrem, com resignação toda cristã, as maiores dores, somente pedindo a Deus que as possam suportar sem murmurar. Pode-se, ao contrário, considerar como expiações as aflições que provocam queixas e impelem o homem à revolta contra Deus.
Sem dúvida, o sofrimento que não provoca queixumes pode ser uma expiação; mas, é indício de que foi buscada voluntariamente, antes que imposta, e constitui prova de forte resolução, o que é sinal de progresso.

10. Os Espíritos não podem aspirar à completa felicidade, enquanto não se tenham tornado puros: qualquer mácula lhes interdita a entrada nos mundos ditosos. São como os passageiros de um navio onde há pestosos, aos quais se veda o acesso à cidade a que aportem, até que se hajam expurgado. Mediante as diversas existências corpóreas é que os Espíritos se vão expungindo, pouco a pouco, de suas imperfeições. As provações da vida os fazem adiantar-se, quando bem suportadas. Como expiações, elas apagam as faltas e purificam. São o remédio que limpa as chagas e cura o doente. Quanto mais grave é o mal, tanto mais enérgico deve ser o remédio. Aquele, pois, que muito sofre deve reconhecer que muito tinha a expiar e deve regozijar-se à idéia da sua próxima cura. Dele depende, pela resignação, tornar proveitoso o seu sofrimento e não lhe estragar o fruto com as suas impaciências, visto que, do contrário, terá de recomeçar.

                                                  O Evangelho segundo o Espiritismo

Título: Re: O Espirita deve conformar-se ou reagir ante a injustiça?
Enviado por: Olé em 28 de Dezembro de 2013, 11:47
      Olé link  (ref #54, de 211213)

      Brocardo: a dor é inevitável mas o sofrimento é opcional...

      Olé escreveu: A dor é uma sensação, se não houver identificação do pensamento - que aparece a seguir à sensação - com a sensação, não há sofrimento nem medo...

      Conf: perfeito; mas esse "como fazer" para que não haja identificação com o pensamento, a doutrina espirita, aliás, nenhuma doutrina popular do mundo, ensina. A  DE nos oferece algo que, para muitos, pode ser o primeiro passo do caminho a seguir para que possamos encontrar esse "como fazer"! Está lá no LM, cap3, item 35.

...............

O "como fazer", que nenhuma doutrina, religião, filosofia, ideia ou educação ensina, é o não fazer, porque o tempo psicológico é ilusão do pensamento, não existe... Todas as doutrinas, religiões ou sistemas de educação se baseiam na ilusão do tempo, que é pensamento, na ideia de que através do tempo o ser humano se transforme...
O ser humano pode aprender coisas externas através do tempo, mas sobre ele próprio não...
Título: Re: O Espirita deve conformar-se ou reagir ante a injustiça?
Enviado por: Daniel Armilest em 28 de Dezembro de 2013, 15:59
Creio ser a resposta bem simples: Se estivesse em uma condição de injustiça, como gostaria que seus irmãos agissem? Ficassem passíveis ou não?

Não há ai, na máxima de Cristo a resposta?

Todos sofremos provas justas com nossas faltas, mas também todos gostaríamos de ser ajudados a superá-las.

Assim, faça aos outros o que gostaria que fizessem com vcs se estivessem nas mesmas condições.

Nesta frase, nesta única frase se encontra todas as condutas que devemos ter e a resposta está mais em nós mesmos do que nos outros.

Título: Re: O Espirita deve conformar-se ou reagir ante a injustiça?
Enviado por: Brenno Stoklos em 29 de Dezembro de 2013, 05:42

O ..............
..................... não.



Novas manifestações do "inexistente".  ;D



Título: Re: O Espirita deve conformar-se ou reagir ante a injustiça?
Enviado por: lconforjr em 08 de Janeiro de 2014, 19:20
Re: O Espirita deve conformar-se ou reagir ante a injustiça?

      Olé   « ref #97 em: 281213, 11:47 »

      Olé escreveu (msg ant): A dor é uma sensação, se não houver identificação do pensamento - que aparece a seguir à sensação - com a sensação, não há sofrimento nem medo...

      Conf (msg ant): perfeito, meu querido amigo; mas esse "como fazer" para que não haja identificação com o pensamento, a doutrina espírita, aliás, nenhuma doutrina popular do mundo, ensina. A  DE nos oferece algo que, para muitos, pode ser o primeiro passo do caminho a seguir para que possamos encontrar esse "como fazer"! Está lá no LM, cap3, item 35.
...

      Olé: O "como fazer", que nenhuma doutrina, religião, filosofia, ideia ou educação ensina, é o não fazer, porque o tempo psicológico é ilusão do pensamento, não existe...

      Conf: discordo, meu jovem, pois esse “como fazer” (que na realidade não existe”), existe sim na vida eqto na carne, e vc, pelo que diz, sabe disso. Mas não nas religiões e/ou doutrinas populares, concorda?

      Mas, estamos, ilusoriamente ou não, num corpo material, num mundo material e todos sofrem, ilusoriamente ou não, sem exceção de ninguém, e de modo torturante, e desde o princípio até o fim disso que chamamos vida; há apenas uns poucos momentos de descontração e de alegria para esses que ainda não perceberam se o mundo e a vida no mundo, são ou não apenas ilusão.

      Vc que conhece tudo isso, não mais se identifica com a sensação da dor de seus filhos, com o câncer da esposa, com uma simples dor de dentes? Já se libertou de tudo isso? Já chegou “lá”?
 
      Existe sim, um “como fazer”, que as doutrinas populares do mundo não ensinam porq desconhecem; um “como fazer” para que não haja identificação com os pensamentos. Como já disse, a DE nos oferece algo que, para muitos, pode ser o primeiro passo do caminho a seguir para encontrar esse "como fazer"! Está lá no LM, cap3, item 35.

      Existe um “como fazer”, e o amigo sabe disso, para que se saiba que o “como fazer” e “o fazer” ou “o não fazer” são a mesma coisa.

      Será que o amigo está querendo ensinar (isso pode ser muito difícil), cálculo integral, ou coisa do tipo, a quem esteja ainda aprendendo álgebra? Não será isso, meu jovem?     

................
Título: Re: O Espirita deve conformar-se ou reagir ante a injustiça?
Enviado por: lconforjr em 08 de Janeiro de 2014, 19:55
Re: O Espirita deve conformar-se ou reagir ante a injustiça?

      Daniel  « ref #98 em: 281213, 15:59 »

      Olá, Daniel!

      Daniel escreveu: “Todos sofremos provas justas com nossas faltas...”

      Conf: meu jovem, tudo que coloco no FE objetiva fazer que se raciocine, como manda a doutrina, pra melhor compreendê-la, certo? E, sempre, todas minhas questões se relacionam à pergunta, cuja resposta é dificílima  de ser encontrada, sobre “qual é a causa dos sofrimentos dos homens?”

      Assim, aproveitando suas palavras acima, peço que raciocine comigo. O jovem amigo, de algum modo, está trazendo resposta a àquela pergunta mas, como todas as respostas que as religiões, doutrinas e seguidores dão, essa é apenas “parte” da resposta.

      Como sempre, todas as respostas/explicações que todos oferecem são apenas parciais, pois incompletas, não conclusivas, questionáveis. Por isso vou levantar algumas questões:

      - o amigo estudou a doutrina; esta assegura, como vc disse, que “sofremos provas justas com nossas faltas...”. Mas, o jovem já raciocinou profundamente a respeito desse assunto? Já percebeu porq é que, mesmo sabendo que sofreremos e muitas vezes sofrimentos insuportáveis, cometemos tantas faltas?

      - Éramos, de início, perfeitamente iguais, sem inclinação nem para o bem, nem para o mal, certo? O que é que desfez essa perfeita igualdade inicial e a transformou em tão gigantesca desigualdade, pois leva uns para o amor e a felicidade, eqto leva outros para as mais monstruosas imperfeições e para as conseqüentes extremas infelicidades?
 
............................
Título: Re: O Espirita deve conformar-se ou reagir ante a injustiça?
Enviado por: EsoEstudos em 08 de Janeiro de 2014, 23:31
A proposta do tópico acha-se exaurida... Debates de cunho subjetivo acerca de postulados filosóficos, bem de se ver, devem manter correlação com a Doutrina Espírita. O tema proposto não ganhou acréscimo algum já há várias postagens, limitando-se a especulações sobre ideário abstrato e desvinculado do tema inicial.