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GERAL => Outros Temas => Tópico iniciado por: luis2010 em 08 de Novembro de 2010, 12:22

Título: No umbral
Enviado por: luis2010 em 08 de Novembro de 2010, 12:22
Copiei da net log mariamanuelacorujo
é o trecho de uma obra "na essencia da alma" é lindo narra o umbral
Me desculpa Maria a liberdade de trancrever


Uma eternidade havia se passado e finalmente eu podia compreender um pouco, a imagem difusa que se tingia de um vermelho, que meu corpo apresentava frequentemente.

Eramos ali incontaveis vezes, mais mudos e compenetrados em nossos proprios sofrimentos, do que meros comunicantes em confraternização com o sofrimento alheio.

Cada qual tinha sua vivencia propria e angustiante .
Agoniantes em seus espaços, em nossa região umbralina.
Perambulando em seus momentos degradantes ou em seu sofrimento contínuo , em lembranças que surgiam e da qual se escondiam reclusos em seus buracos ou suas proprias caversas obscuras.

Momento oportuno no entanto se fez, numas destas reclusões, em que nos viamos, uns aos outros, mas não conseguiamos nos comunicar,  imensa era a nossa enfermidade.
Estava encolhido tal qual feto, gemendo em minha propria dor, quando a imensa Luz adentrou em nossa região  imensamente negra e fetida, em nossos proprios pensamentos e no sofrimento de cada qual que se arrastava ali na propria escuridão de sua Alma.

Mais uma mera caravana de auxilio com certeza, assim pensei. Espiritos de Luz em resgate de alguma daquelas Almas, que incompreensivelmente para mim, clamavam auxilio.
Talvez uma nova missão na explanação da Doutrina do Pai ou ainda poderiam ser, tarefeiros de Luz, com o objetivo de recolher algumas Almas, que assim o desejassem, para leva-las ao conhecimento de suas existencias em casas fraternais.

Conclusivamente estava ciente disto, afinal tanto já o havia presenciado.

No entanto a imensa luminosidade, se aproximava de meu pobre ser atormentado.
Ofuscou-me o imenso brilho de tão recolhido que estava em meu estado miseravel. Ainda mais me encolhi tal qual feto pequeno, cobrindo o rosto com meus braços e cerrando os olhos com as minhas mãos. Me contorci em dor.

Escutei uma voz doce que dizia:

- Paizinho !

Os  meus ouvidos não podiam crer naquilo; como poderia minha filhinha ali estar.
Numa mistura de incompreensão e curiosidade, tirei um dos braços que cobria minha fronte e espiei temeroso.
Uma velhinha encurvada, com infinitas rugas em seu semblante, me olhava carinhosamente.

Compreendi posteriormente que Alice assim se apresentava, naquele momento oportuno, para que eu compreendesse, que enorme tempo havia passado.

Eu no entanto não conseguia crer naquele embuste. A Luz se intensificou clareando um pouco mais o ambiente, que de negro, agora se transformara tal qual neblina extremamente densa.

- Paizinho ! Sou Alice sua filhinha !

Agora com certeza tinha certeza na melodia de sua voz, que era minha filha. Mas não conseguia explicar como naquele corpo tão envelhecido.

Alice que em sua evolução já conseguia compreender as minhas emanações mentais, balbuciou novamente em total harmonia :

- Paizinho vim ajuda-lo ! Passaram-se oitenta anos Paizinho ! Venha comigo Paizinho !

Não, não poderia ser. Estava atonito. Como poderia ser verdadeiro o que me dizia. Não com certeza eu não compreendia. Olhei-a em suplica, tentando que me explicasse algo, apertando os olhos para que imensa luminosidade não me cegasse a vista.

De alguma forma inexplicavel, poderia agora ver o vulto juvenil, de minha menina de dez anos, que outrora, me acarinhava o cabelo num gesto gentil e muito sorridente.
Nova suplica despertou-me.

- Paizinho, já sofreu demais aqui, venha comigo  !

Eu não conseguia raciocinar direito. Enclausurei-me na minha alma. Cerrei-me ao que dizia, em minha liberdade e imediatamente tal qual surgira ali, minha filha Alice se foi, junto com toda a luminosidade, nos Amigos de Luz que a acompanhavam.

A escuridão se fez imensamente pior, não só para os vultos reclusos que ali se encontravam, junto comigo, cada qual recluso em suas proprias existencias; mas principalmente para mim, num ecoar continuo  e ininterrupto ... "passaram-se oitenta anos" ... "passaram-se oitenta anos" ...


Fiquem em Paz

Lucas
Título: Re: No umbral
Enviado por: mariamanuelacorujo em 09 de Novembro de 2010, 08:50
Abraço Irmão Luis; obrigada por teu incentivo ao meu trabalho !
Maria
Título: Re: No umbral
Enviado por: m.santabarbar em 11 de Novembro de 2010, 14:26
Copiei da net log mariamanuelacorujo
é o trecho de uma obra "na essencia da alma" é lindo narra o umbral
Me desculpa Maria a liberdade de trancrever


Uma eternidade havia se passado e finalmente eu podia compreender um pouco, a imagem difusa que se tingia de um vermelho, que meu corpo apresentava frequentemente.

Eramos ali incontaveis vezes, mais mudos e compenetrados em nossos proprios sofrimentos, do que meros comunicantes em confraternização com o sofrimento alheio.

Cada qual tinha sua vivencia propria e angustiante .
Agoniantes em seus espaços, em nossa região umbralina.
Perambulando em seus momentos degradantes ou em seu sofrimento contínuo , em lembranças que surgiam e da qual se escondiam reclusos em seus buracos ou suas proprias caversas obscuras.

Momento oportuno no entanto se fez, numas destas reclusões, em que nos viamos, uns aos outros, mas não conseguiamos nos comunicar,  imensa era a nossa enfermidade.
Estava encolhido tal qual feto, gemendo em minha propria dor, quando a imensa Luz adentrou em nossa região  imensamente negra e fetida, em nossos proprios pensamentos e no sofrimento de cada qual que se arrastava ali na propria escuridão de sua Alma.

Mais uma mera caravana de auxilio com certeza, assim pensei. Espiritos de Luz em resgate de alguma daquelas Almas, que incompreensivelmente para mim, clamavam auxilio.
Talvez uma nova missão na explanação da Doutrina do Pai ou ainda poderiam ser, tarefeiros de Luz, com o objetivo de recolher algumas Almas, que assim o desejassem, para leva-las ao conhecimento de suas existencias em casas fraternais.

Conclusivamente estava ciente disto, afinal tanto já o havia presenciado.

No entanto a imensa luminosidade, se aproximava de meu pobre ser atormentado.
Ofuscou-me o imenso brilho de tão recolhido que estava em meu estado miseravel. Ainda mais me encolhi tal qual feto pequeno, cobrindo o rosto com meus braços e cerrando os olhos com as minhas mãos. Me contorci em dor.

Escutei uma voz doce que dizia:

- Paizinho !

Os  meus ouvidos não podiam crer naquilo; como poderia minha filhinha ali estar.
Numa mistura de incompreensão e curiosidade, tirei um dos braços que cobria minha fronte e espiei temeroso.
Uma velhinha encurvada, com infinitas rugas em seu semblante, me olhava carinhosamente.

Compreendi posteriormente que Alice assim se apresentava, naquele momento oportuno, para que eu compreendesse, que enorme tempo havia passado.

Eu no entanto não conseguia crer naquele embuste. A Luz se intensificou clareando um pouco mais o ambiente, que de negro, agora se transformara tal qual neblina extremamente densa.

- Paizinho ! Sou Alice sua filhinha !

Agora com certeza tinha certeza na melodia de sua voz, que era minha filha. Mas não conseguia explicar como naquele corpo tão envelhecido.

Alice que em sua evolução já conseguia compreender as minhas emanações mentais, balbuciou novamente em total harmonia :

- Paizinho vim ajuda-lo ! Passaram-se oitenta anos Paizinho ! Venha comigo Paizinho !

Não, não poderia ser. Estava atonito. Como poderia ser verdadeiro o que me dizia. Não com certeza eu não compreendia. Olhei-a em suplica, tentando que me explicasse algo, apertando os olhos para que imensa luminosidade não me cegasse a vista.

De alguma forma inexplicavel, poderia agora ver o vulto juvenil, de minha menina de dez anos, que outrora, me acarinhava o cabelo num gesto gentil e muito sorridente.
Nova suplica despertou-me.

- Paizinho, já sofreu demais aqui, venha comigo  !

Eu não conseguia raciocinar direito. Enclausurei-me na minha alma. Cerrei-me ao que dizia, em minha liberdade e imediatamente tal qual surgira ali, minha filha Alice se foi, junto com toda a luminosidade, nos Amigos de Luz que a acompanhavam.

A escuridão se fez imensamente pior, não só para os vultos reclusos que ali se encontravam, junto comigo, cada qual recluso em suas proprias existencias; mas principalmente para mim, num ecoar continuo  e ininterrupto ... "passaram-se oitenta anos" ... "passaram-se oitenta anos" ...


Fiquem em Paz

Lucas
Título: Re: No umbral
Enviado por: luis2010 em 25 de Novembro de 2010, 15:25
Maria prossegue
Seu irmão Luis