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GERAL => Outros Temas => Tópico iniciado por: Gigii em 14 de Fevereiro de 2008, 23:58

Título: Leitura Biblica de Kardec...
Enviado por: Gigii em 14 de Fevereiro de 2008, 23:58
Para reflectir:

"O que significa na prática uma leitura bíblica de Kardec?
Significa adoptar os postulados espiritas de maneira mecânica, dogmática - ou seja, cremos porque está nas obras de Kardec! É exactamente isso que ele não queria.

Espirita não deve acreditar em nada, deve ter convicções que partem de observações e reflexões, de entendimento racional e julgamento crítico. É preciso pensar espiritamente, apossando-se dessa maneira genial, diferente, nova de encarar a realidade, conjugando a ciência, a filosofia e a religiosidade. O espírita tem de ter pensamento autonomo, ser uma pessoa critica e questionadora.

Alguns poderão pensar que estamos com isso defendendo a entrada livre de qualquer ideia no cenário espirita. Longe disso. Aí está outro mal entendimento da proposta de Kardec. O facto de o espiritismo ser uma doutrina livre e aberta não quer dizer que possamos introduzir nela, a bel prazer, qualquer novidade sem fundamento, dessas que andam á solta na salada mística desse inicio de milénio.

(...)
Uma ideia, para passar a figurar no espiritismo, como válida e aceita, não pode estar em contradição com a ciência, não pode fugir dos parametros da racionalidade e tem de ser uma ideia moral e moralizadora."


Dora Incontri, in Caderno da ABPE, Educação para Todos

Nunca é demais relembrar esta postura que defeniu a personalidade de Kardec, em perfeita sintonia com a própria mensagem do espiritismo: liberdade de investigar movido pelo interesse, agir, procurar respostas, investigar, e dedicação pelo amor ao próximo, praticando a caridade de educar, não só na mera transmissão de conhecimentos, mas no exemplo.

Nunca é demais relembrar que os centros espiritas devem ser escolas fraternas, de estudo participado, dialogado, que previligie essa liberdade de cada um se conhecer a si mesmo.

Nunca é demais relembrar que no centro deve imperar a afinidade e a sintonia amorosa entre todos os colaboradores, para que seja um espaço acolhedor, onde em cada rosto resplandeça alegria, confiança, amizade.

Nunca é demais relembrar que o espirita não deve sê-lo apenas no centro, como se de um local de culto se tratasse, com hora marcada para fazer o bem. Ele deve sê-lo em todos os lugares, e situações da vida diária, para que eduque pelo exemplo.

Um grande abraço
Gi