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GERAL => Outros Temas => Tópico iniciado por: Klauz em 04 de Fevereiro de 2011, 00:00

Título: Jesus, o Filho de Deus
Enviado por: Klauz em 04 de Fevereiro de 2011, 00:00
O cenário da Galiléia era de dor e incompreensões de toda sorte. Os pensamentos dos homens que ali viviam estavam atormentados e desprovidos de esperança.
Grande multidão sofria de varias enfermidades, sem a oportunidade do medicamento ou da assistência material; muitos se encontravam em estado de grande necessidade.
Havia uma grande divisão entre o povo: aqueles que se beneficiavam com o poder, com a vaidade exacerbada e outros que viviam na miséria material.o luxo formava um império de desordem, mandos e desmandos, ampliando a fome e os grandes desajustes sociais.
Incompreensões de toda sorte envolviam aquele povo que aumentava, dia após dia, sua miséria.
Crianças tímidas e fragilizadas eram alvo de tantas revelias do poder, chegando a ser sacrificadas como verdadeiros animais.
A presença divina estava distante de seus pensamentos. A sociedade era composta de homens fortes; para Deus, espíritos frágeis.
De forma intempestiva, viviam erguendo impérios e criando divisões. O ritmo mental descompassado aumentava as dores de toda sorte.
O tempo chega para todos!
Reconhecer a chegada desse tempo é uma dádiva que apenas a sensibilidade de poucos homens era capaz de perceber.
Para aqueles que eram os mais sensíveis, cresciam suas esperanças. A verdade estava por vir!
Os homens viviam entre tantas incúrias, mesclando adorações e o respeito aos deuses em seus pensamentos. Alimentavam-se de uma fé cega. Nessa mesma sociedade viviam outros Espíritos com tempo diferente dos demais, trazendo, em seus pensamentos, sensibilidade pelas questões divinas. Esses Espíritos haviam reencarnado com o compromisso de abrir as portas para a era da Verdade.
Nesse período sublime, o Pai concede a seus filhos a chegada de João Batista, Espírito compromissado com a Verdade. Coube a ele sensibilizar e preparar os pensamentos dos homens da época para receberem Jesus. Suas palavras e suas ações atraíram muitos homens que demonstraram interesses nas suas anunciações. Suas palavras eram diferentes e interessantes; levantava a esperança daqueles homens que nele passaram a confiar.
João Batista consegue abrir os olhos daquele povo, sensibilizando-o para receber o Messias, Espírito encarregado de trazer a Verdade. Espírito valoroso, trazia consigo o conhecimento das Leis de Deus recebidas por Moisés, o grande legislador.
Moisés foi um Espírito valoroso que o Pai enviou à Terra para auxiliar na organização da sociedade, retirando os homens de seus estados mais primitivos. Foi um grande Espírito! Com ele, os homens da época conheceram as primeiras leis humanas, organizando seus pensamentos dentro de suas indicações. Suas leis eram absolutas e seus resultados imediatos.
Era esse o seu papel: legislar sob a força absoluta do poder, do medo e da circuncisão para que despertasse nos homens o temor.
Portador de uma expressiva mediunidade pôde servir a Deus como seu mensageiro, ao escrever o decálogo. As manifestações mediúnicas de efeito físico desse extraordinário médium despertavam, naquele povo, um grande espanto, mas também a confiança, o respeito à sua pessoa. Para eles Moises era o enviado de Deus e os efeitos físicos ocorridos por seu intermédio representavam o poder que Deus lhe outorgou. Assim Moises administrava o berço da primeira civilização, berço de tantos Espíritos que reencarnaram naquela região estéril de amor. Terra que viria trazer ao Mundo, o canto da esperança e do amor.
Título: Re: Jesus, o Filho de Deus
Enviado por: Klauz em 04 de Fevereiro de 2011, 00:02
À margem do Rio Jordão, estava João Batista, vestido com peles de animais, demonstrando sua simplicidade de vida. Para muitos, ele era um homem que trazia consigo algo diferente, estimulando mudança de sentimentos e de pensamento. Os que conviveram com ele tiveram dificuldades em compreender sua força e suas profecias, exceto Jesus. João Batista foi o precursor de Jesus, recebeu a incumbência do batismo, anunciando a presença daquele que viria trazer-lhes o Espírito Santo, isso é, a presença divina no pensamento dos homens.
Anunciava um novo tempo e o povo aguardava de forma misteriosa. João era simples e trazia no seu coração a pureza dos bons sentimentos. Contudo, tinha a autenticidade própria e natural dos seres compromissados, que sofrem com a incompreensão dos cegos da Verdade. Sua palavra era de anunciar.
Assim a humanidade começa a ganhar um novo direcionamento para a vida. João anunciava a força do batismo como processo de renovação. João preparava os homens para a chegada de Jesus que deveria vir após ele, segundo as profecias.
O Messias era anunciado e esperado.
Sua chegada ao Planeta Terra foi registrada com a matança das crianças abaixo de 6 anos, ordem de Herodes, o legislador. Nessa época, o absolutismo dominava o pensamento dos homens que traziam as mentes em desalinho. Debaixo de tanta dor, abre para a Humanidade o grande cenário renovador.
Sombra e luz, trevas e esperanças!
Força e coragem eram mescladas no pensamento dos homens por situações forçadas por tantas iniqüidades. Jesus chega para aliviar, curar, reerguer e dar as mãos a tantos Espíritos, compromissados com a implantação de um novo modelo de vida.
Era preciso viver dentro de um novo padrão de moral para libertar-se do medo e do jugo em que se vivia. Precisava estimular a fé e a confiança naquele povo que vivia subjugado ao poder dos homens. Nesse clima de trabalho, o Messias desponta, revelando os novos caminhos para a Humanidade.
Aos poucos, vai surgindo nos pensamentos uma nova vibração, novos sentimentos se manifestam como nunca visto; era a força do amor.
O amor é o sentimento que vinha se desdobrando no pensamento dos Espíritos que compreendiam ou desejavam compreender as Verdades eternas.
Amar é caminhar pelas veredas da compreensão, sentindo o valor do irmão. Vivenciavam outro momento: quebrar o mando e a rudez das atitudes mentais.
Assim temos aprendido com Jesus, ao longo de muitos séculos. Viver sem cobrar, sem criticar ou julgar. Sair do refúgio dos sentimentos doentios que vibram intensamente na intimidade do Espírito, para sentir o valor de uma nova construção. Eis o papel do espírita-cristão que vem caminhando há dois mil anos, por esta estrada sublime que nos estimula a aprender e renovar as vibrações dos sentimentos.
Jesus sabia que, para construir uma nova postura mental, demandava tempo. Atualmente, carregamos a força do medo a inibir as novas conquistas. Por isso, o homem vem refugiando, cada vez mais, em si mesmo, fugindo do convívio social. Deseja mudar seus pensamentos e postura, sentindo grandes dificuldades para aproximar-se do seu próximo. Essa atitude acarreta-lhe o enfraquecimento de suas forças, vive sem perceber a importância do esforço que deve realizar para crescer.
Essas diferenças existem devido à força do passado que se encontra enraizado na memória, impedindo que os sentimentos se modifiquem perante as novas oportunidades que tem recebido para aprender a amar.
O amor é uma dinâmica que motiva o Espírito a sair de seu campo vibratório, para sentir a grandeza do amor divino que nos atrai. Imantados por esse amor, caminhamos com desejo de libertar-nos do passado sombrio, que vem insistindo em enfraquecer o campo de nossas realizações.
As atitudes internas do Espírito precisam ser analisadas, referenciadas novamente, para não repetir os mesmos erros e os mesmos desenganos vividos. O fanatismo de ontem dificulta a sintonia do presente. Sentimos medo de repetir as mesmas ações e as mesmas atitudes. Vivenciamos os mesmos erros que desviam o pensamento em buscar novas propostas de crescimento.
Título: Re: Jesus, o Filho de Deus
Enviado por: Klauz em 04 de Fevereiro de 2011, 00:03
Hoje vivemos um novo momento! Hoje, o tempo é outro; não estamos mais no tempo de ouvir os anúncios da Verdade. O Evangelho já está em nós, já o conhecemos. Estamos no tempo de aplicar o conhecimento recebido.
O amor já levantou a lápide do túmulo e a reencarnação triunfa com sua verdade.
O terceiro milênio convida o espírita a tomar consciência de seus atos, de sua palavra que ainda ferem como o agulhão de ontem – “olho por olho, dente por dente”.
Onde está o cumprimento do nosso dever quando julgamos ou negligenciamos a Verdade de Jesus?
Essa Verdade fundamenta-se no esforço pessoal que cada Ser deve fazer: renovar e transformar as ações íntimas.
Encontramo-nos hoje com os mesmos Espíritos de ontem, vivendo as mesmas situações do passado, com nossas mentes cristalizadas nos mesmos erros, sem nenhum escrúpulo.
Cresce o mando, a ausência da afabilidade e da doçura no coração daqueles que deveriam ser os sinalizadores da Verdade de Jesus; os espíritas cristãos.
O tempo tem nos possibilitado grandes oportunidades para mudarmos nosso comportamento perante os ensinamentos recebidos de Jesus. Mesmo vivendo com grandes dificuldades, percebe-se que a humanidade vem efetuando expressivas mudanças no seu ritmo mental. Espíritos levianos aproveitam-se do período de transição, provocando grandes dores. Esses Espíritos estão mesclados junto a outros que desejam iludir as mentes descuidadas.
Devemos tomar cuidados com os “doutores do templo”, esses conservam ainda hoje a mesma postura de superioridades perante Espíritos frágeis que desejam encontrar o alivio para suas dores, sem nenhum esforço. Vivem em busca dos milagres. Observamos, nos dias de hoje, grupo de Espíritos ligados à situação acima referida; mandam e subjugam outros Espíritos que se encontram com seus pensamentos ligados em outro tempo.
Nessa situação em que vivemos, é lastimável ver ainda tantos cristãos querendo impor ao pensamento uma fé cega. Essa postura clerical muito prejudica os Espíritos que ainda não conseguem vislumbrar outro caminho para encontrarem-se com Jesus. Iludidos, vivem sem aprender a mudar seus pensamentos, retardando seu crescimento espiritual.
O espírita precisa ser sincero perante o conhecimento que adquiriu, para não incorrer nos mesmo erros do passado. Seu papel hoje é esclarecer, orientar, educar, amparar e evangelizar. Quanto mais cedo formos evangelizados, faremos melhores escolhas e teremos mais discernimento perante as coisas do mundo e as de Deus. “Daí a César o que é de César e a Deus o que é de Deus”. A reflexão é o melhor caminho para nos encontrarmos com Jesus.
A Evangelização de Espíritos auxilia o espírita a buscar, na reflexão, o melhor caminho para o encontro com Jesus.