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GERAL => Outros Temas => Tópico iniciado por: nelsonmt em 23 de Abril de 2009, 00:57

Título: Fisica - A Particula Divina
Enviado por: nelsonmt em 23 de Abril de 2009, 00:57
Olá Amigos Do Forum Espírita

Temos entre os amigos alguem sabedor de fisica? A Fisica e a Filosofia se encontram neste tema. Trago esta notícia colada do site:

Obs: os negritos são meus

http://www.inovacaotecnologica.com.br/noticias/noticia.php?artigo=010805070402 (http://www.forumespirita.net/fe/go.php?url=aHR0cDovL3d3dy5pbm92YWNhb3RlY25vbG9naWNhLmNvbS5ici9ub3RpY2lhcy9ub3RpY2lhLnBocD9hcnRpZ289MDEwODA1MDcwNDAy)

O maior interesse dos cientistas é descobrir o Bóson de Higgs, a única peça que falta para montar o quebra-cabeças que explicaria a "materialidade" do nosso universo. Por muito tempo se acreditou que os átomos fossem a unidade indivisível da matéria. Depois, os cientistas descobriram que o próprio átomo era resultado da interação de partículas ainda mais fundamentais. E eles foram descobrindo essas partículas uma a uma. Entre quarks e léptons, férmions e bósons, são 16 partículas fundamentais: 12 partículas de matéria e 4 partículas portadoras de força.

A Partícula de Deus

O problema é que, quando consideradas individualmente, nenhuma dessas partículas tem massa. Ou seja, depois de todos os avanços científicos, ainda não sabemos o que dá "materialidade" ao nosso mundo. O Modelo Padrão, a teoria básica da Física que explica a interação de todas as partículas subatômicas, coloca todas as fichas no Bóson de Higgs, a partícula fundamental que explicaria como a massa se expressa nesse mar de energias. É por isso que os cientistas a chamam de "Partícula de Deus".

O Modelo Padrão tem um enorme poder explicativo. Toda a nossa ciência e a nossa tecnologia foram criadas a partir dele. Mas os cientistas sabem de suas deficiências. Essa teoria cobre apenas o que chamamos de "matéria ordinária", essa matéria da qual somos feitos e que pode ser detectada por nossos sentidos.

Mas, se essa teoria não explica porque temos massa, fica claro que o Modelo Padrão consegue dar boas respostas sobre como "a coisa funciona", mas ainda se cala quando a pergunta é "o que é a coisa". O Modelo Padrão também não explica a gravidade. E não pretende dar conta dos restantes 95% do nosso universo, presumivelmente preenchidos por outras duas "coisas" que não sabemos o que são: a energia escura e a matéria escura.

É por isso que se coloca tanta fé na Partícula de Deus. Ela poderia explicar a massa de todas as demais partículas. O próprio Bóson de Higgs seria algo como um campo de energia uniforme. Ao contrário da gravidade, que é mais forte onde há mais massa, esse campo energético de Higgs seria constante. Desta forma, ele poderia ser a fonte não apenas da massa da matéria ordinária, mas a fonte da própria energia escura.
Em dois ou três anos saberemos se a teoria está correta ou não. Ou, talvez, nos depararemos com um mundo todo novo, que exigirá novas teorias, novos equipamentos e novas descobertas.


Este colocará em breve muitas questões importantes quando as primeiras experiencias com os aceleredores de particulas estiverem ativos. Que implicações trarão para os espíritas? Mais dúvidas ou esclarecimentos ? Aguardo opiniões...

Para os mais afastados da escola como eu coloco um texto em castelhano que conta a evolução dos conceitos da física até hoje.
Título: Fisica - A Particula Divina - 2
Enviado por: nelsonmt em 23 de Abril de 2009, 01:17
Olá amigos do Forum

Encontrei texto que deixo integral em anexo, eis algumas observações dele, exatamente cruzando informações com o Espiritismo:

A Física Quântica em Busca da Partícula Divina

Luís de Almeida, Porto, Portugal

luis.almeida@mail.telepac.pt


            André Luiz, In Evolução em Dois Mundos, (11)  diz-nos, que: “(...) o homem no plano espiritual, vai lidar, mais directamente, com um fluido vivo e multiforme, estuante e inestancável, (...) absorvido pela mente humana, em processo vitalista semelhante á respiração, pelo qual a criatura assimila a Força emanente do Criador, esparsa em todo o Cosmos, transubstanciando-a, sob a própria responsabilidade, para influenciar na Criação a partir de si mesma. Esse fluido, é seu próprio pensamento contínuo, gerando potenciais energéticos (...)”. Não confundamos a definição clássica de fluido.
   Estamos perante o grande entendimento, ainda embrionário da «Mecânica do Pensamento de Deus», gerador de toda a Criação, na conversão de “potenciais energéticos”.
   Este principio elementar de todos os outros, como Allan Kardec (9) nos transmite, sendo a causa, a fonte, o principio, a verdadeira matriz, nada mais que - “O Fluido Cósmico Universal”, e que os físicos esperam encontrar, - a síntese de todas as quatro forças Universais, sujeitas a uma só lei e a uma só partícula elementar. Allan Kardec  diz-nos ainda, que  a matéria é formada de um só  elemento primitivo.
   Mas afinal, o que são essas quatro forças elementares, se não derivadas do Fluido Universal, ou seja, o “Fluido Cósmico”, - “Plasma divino, hausto do Criador, ou força nervosa do Todo-Sábio. Nesse elemento primordial vibram e vivem Constelações, Sóis, Mundos e Seres, como peixes no oceano”, afirma André Luiz In Evolução em Dois Mundos (11). 
Vejamos O Livro dos Espíritos (9) na pergunta 36:
O vácuo absoluto existe em alguma parte no Espaço universal?
“Não, não há o vácuo. O que te parece vazio está ocupado por matéria que te escapa aos sentidos e aos instrumentos.”
   Os físicos modernos são da mesma opinião, recentemente, contrariamente à definição clássica de “vazio”, pois este, era entendido como um espaço intergaláctico, interplanetário, ou interatómico, em que nada existia. Hoje os Físicos sabem que este espaço está recheado de partículas e de antipartículas, - energia, provando uma das definições e derivações do Fluido Cósmico sugerido por Allan Kardec há 150 anos, em que estas quatro interacções povoam o nosso universo, pois, são nada mais que o Fluido Cósmico Universal na sua múltipla diversidade.

•   Vivemos no mundo das energias
Iniciemos então com o axioma de que “toda matéria é energia”. Isso é facilmente visualizado na equação proposta por Einstein, onde: E= energia, m= massa e c2= velocidade da luz ao quadrado. Isto significa dizer que se acelerarmos um corpo de massa m ao quadrado da velocidade da luz, então esse corpo se transformaria em energia pura.
Se como vimos acima, energia é matéria “acelerada”, a mesma equação nos permite dizer que matéria é energia “coagulada”, de onde depreendemos que matéria e energia são a mesma coisa em estados diferentes. A primeira com uma energia potencial máxima ou quase, e a segunda com uma energia cinética máxima ou quase.
Seja qual for o estado energético ou material, os dois são de entropia positiva, o que significa que tendem a um dado momento tempo-espacial, a se desorganizarem. Tanto é assim, que tudo o que percebemos e conhecemos no nosso universo está em constante mutação.


Eis o texto integral:
Título: Re: Fisica - A Particula Divina
Enviado por: Jovem em 23 de Abril de 2009, 01:34
Olá Amigos Do Forum Espírita

Temos entre os amigos alguem sabedor de fisica? A Fisica e a Filosofia se encontram neste tema. Trago esta notícia colada do site:

Obs: os negritos são meus

http://www.inovacaotecnologica.com.br/noticias/noticia.php?artigo=010805070402 (http://www.forumespirita.net/fe/go.php?url=aHR0cDovL3d3dy5pbm92YWNhb3RlY25vbG9naWNhLmNvbS5ici9ub3RpY2lhcy9ub3RpY2lhLnBocD9hcnRpZ289MDEwODA1MDcwNDAy)

O maior interesse dos cientistas é descobrir o Bóson de Higgs, a única peça que falta para montar o quebra-cabeças que explicaria a "materialidade" do nosso universo. Por muito tempo se acreditou que os átomos fossem a unidade indivisível da matéria. Depois, os cientistas descobriram que o próprio átomo era resultado da interação de partículas ainda mais fundamentais. E eles foram descobrindo essas partículas uma a uma. Entre quarks e léptons, férmions e bósons, são 16 partículas fundamentais: 12 partículas de matéria e 4 partículas portadoras de força.

A Partícula de Deus

O problema é que, quando consideradas individualmente, nenhuma dessas partículas tem massa. Ou seja, depois de todos os avanços científicos, ainda não sabemos o que dá "materialidade" ao nosso mundo. O Modelo Padrão, a teoria básica da Física que explica a interação de todas as partículas subatômicas, coloca todas as fichas no Bóson de Higgs, a partícula fundamental que explicaria como a massa se expressa nesse mar de energias. É por isso que os cientistas a chamam de "Partícula de Deus".

O Modelo Padrão tem um enorme poder explicativo. Toda a nossa ciência e a nossa tecnologia foram criadas a partir dele. Mas os cientistas sabem de suas deficiências. Essa teoria cobre apenas o que chamamos de "matéria ordinária", essa matéria da qual somos feitos e que pode ser detectada por nossos sentidos.

Mas, se essa teoria não explica porque temos massa, fica claro que o Modelo Padrão consegue dar boas respostas sobre como "a coisa funciona", mas ainda se cala quando a pergunta é "o que é a coisa". O Modelo Padrão também não explica a gravidade. E não pretende dar conta dos restantes 95% do nosso universo, presumivelmente preenchidos por outras duas "coisas" que não sabemos o que são: a energia escura e a matéria escura.

É por isso que se coloca tanta fé na Partícula de Deus. Ela poderia explicar a massa de todas as demais partículas. O próprio Bóson de Higgs seria algo como um campo de energia uniforme. Ao contrário da gravidade, que é mais forte onde há mais massa, esse campo energético de Higgs seria constante. Desta forma, ele poderia ser a fonte não apenas da massa da matéria ordinária, mas a fonte da própria energia escura.
Em dois ou três anos saberemos se a teoria está correta ou não. Ou, talvez, nos depararemos com um mundo todo novo, que exigirá novas teorias, novos equipamentos e novas descobertas.


Este colocará em breve muitas questões importantes quando as primeiras experiencias com os aceleredores de particulas estiverem ativos. Que implicações trarão para os espíritas? Mais dúvidas ou esclarecimentos ? Aguardo opiniões...

Para os mais afastados da escola como eu coloco um texto em castelhano que conta a evolução dos conceitos da física até hoje.

Não entendo quase nada de física mas creio que a descoberta de novas subpartículas será no futuro muito elucidativa no tocante às questões espirituais.
Título: Fisica - A Particula Divina
Enviado por: nelsonmt em 23 de Abril de 2009, 02:51
Olá Jovem, e amigos do Forum

Concordo com voce amigo Jovem. Estamos no limiar de descorbertas que podem afetar toda nossa compreenção científica atual. Precisamos acompanhar de perto este processo nas suas implicações junto a teoria da Doutrina Espírita.

Já fazem anos que não ponho os olhos nesta materia... mas acho que valerá a pena voltar a estudar. Qualquer texto que possa nos ajudar vá anexando para ajudar nossa comunidade de leitores.

Um abraço a todos

Nelson
Título: Re: Fisica - A Particula Divina
Enviado por: nelsonmt em 23 de Abril de 2009, 14:36
Olá amigos do Forum,

Procurei saber mais sobre esta materia escura e energia escura, que seriam 95% de tudo que existe, mas ainda imperceptivel à nossa "ciencia"...



Mas, se essa teoria não explica porque temos massa, fica claro que o Modelo Padrão consegue dar boas respostas sobre como "a coisa funciona", mas ainda se cala quando a pergunta é "o que é a coisa". O Modelo Padrão também não explica a gravidade. E não pretende dar conta dos restantes 95% do nosso universo, presumivelmente preenchidos por outras duas "coisas" que não sabemos o que são: a energia escura e a matéria escura.

e encontrei informações nos sites:

http://pt.wikipedia.org/wiki/Energia_escura (http://www.forumespirita.net/fe/go.php?url=aHR0cDovL3B0Lndpa2lwZWRpYS5vcmcvd2lraS9FbmVyZ2lhX2VzY3VyYQ==)

http://www.portaldascuriosidades.com/forum/index.php?topic=49427.0 (http://www.forumespirita.net/fe/go.php?url=aHR0cDovL3d3dy5wb3J0YWxkYXNjdXJpb3NpZGFkZXMuY29tL2ZvcnVtL2luZGV4LnBocD90b3BpYz00OTQyNy4w)

http://ciencia.hsw.uol.com.br/materia-negra.htm (http://www.forumespirita.net/fe/go.php?url=aHR0cDovL2NpZW5jaWEuaHN3LnVvbC5jb20uYnIvbWF0ZXJpYS1uZWdyYS5odG0=)


Pessoalmente acho este assunto interessante pois é algo imperceptivel aos nossos sentidos... e talvez possamos acreditar que alem de estar no universo, que isto esteja extamente diante de nossos olhos... o que podemos pensar sobre isto?

Não sei, e peço ajuda aos amigos do Forum.

Um abraço a todos.

Nelson
Título: Re: Fisica - A Particula Divina
Enviado por: Jovem em 23 de Abril de 2009, 14:43
Aquilo que os espíritos da codificação de Allan Kardec chamam de Fluido cósmico universal talvez tenha algo a ver com algum desses elementos que a ciência ainda não consegue explicar. Será que tem alguma coisa a ver com a matéria escura?
Título: Fisica - A Particula Divina
Enviado por: nelsonmt em 23 de Abril de 2009, 16:53
Amigos do Forum Espírita,

Quando propuz o tema não havia encontrado nada sobre o assunto de Particula Divina, porem minha busca foi incompleta. Abaixo segue um tema que se baseia no texto do Sr. Luis de Almeida. Talvez seja oportuno le-lo, e talvez até deixar de acompanhar este... e me desculpem pelo engano.

http://www.forumespirita.net/fe/index.php/topic,7087.0.html (http://www.forumespirita.net/fe/index.php/topic,7087.0.html)

Aqui espero poder discutir tambem outras fontes, para colocar em foco a busca da Ciencia da Fisica, como nos coloca o amigo Jovem:

Aquilo que os espíritos da codificação de Allan Kardec chamam de Fluido cósmico universal talvez tenha algo a ver com algum desses elementos que a ciência ainda não consegue explicar. Será que tem alguma coisa a ver com a matéria escura?

Estamos em um terreno de poucas certezas, onde ocorrem muitas teorias. Insisto que procure ler devagar o texto que anexei a fim da introdução deste tema. A teoria do Big Bang parece ser um consenso entre os cientistas.
O texto narra o instante do Big Bang, como uma grande liberação de ernergia causada pela liberação daquilo que entendemos por Fluido Cosmico Universal. Para a ciencia esta questão é medida pela temperatura:

O Big Bang, ou grande explosão, também conhecido como modelo da grande explosão térmica, parte do princípio de Friedmann, onde, enquanto o Universo se expande, a radiação contida e a matéria se esfriam. Para entender a teoria do Big Bang, deve-se em primeiro lugar entender a expansão do Universo, de um ponto A para um ponto B, assim, podemos, a partir deste momento retroceder no espaço, portanto no tempo, até o Big Bang. (1)

Esta explosão de Fluido Primordial (descrito por Kardec), o choque e temperatura do meio, produziram: quarks e léptons, férmions e bósons, são 16 partículas fundamentais: 12 partículas de matéria e 4 partículas portadoras de força.

Para entender este processo, há que se usar um exemplo prático, a visão deve ser quadridimensional. Como os sentidos humanos somente percebem o espaço tridimensional (Coordenadas x,y,z), ilustrando a partir de um modelo em três dimensões fica mais compreensível, pois o tempo estaria numa coordenada "d", o que dificulta ao leitor comum a compreensão da evolução do tempo e espaço simultaneamente.(1)
 
E talvez, é preciso ressaltar, e talvez estas particulas expliquem aquilo que hoje é conhecido por materia negra e energia negra. Dai a expectativa com os estudos que estão ocorrendo atualmente sobre esta que é considerada a particula de Deus. Mas pode ser que não se cumpram as expectativas dos cientistas, mas o mais importante é que eles estão procurando.

Um abraço a todos

Nelson

(1) http://pt.wikipedia.org/wiki/Big_Bang (http://www.forumespirita.net/fe/go.php?url=aHR0cDovL3B0Lndpa2lwZWRpYS5vcmcvd2lraS9CaWdfQmFuZw==)
Título: Coordenada "d" seria igual a Reencarnação?
Enviado por: nelsonmt em 23 de Abril de 2009, 18:27
Olá amigos do Forum


Procurando explicar um pouco do Big Bang no texto anterior, e durante sua preparação me ocorreu a ideia de que a coordenada "d" que para os físicos seria o "TEMPO", para nossa percepção tridimensional - plano físico - só podemos encontrar paralelo lógico naquilo que a DE nos ensina sobre a reencarnação:

Citando o texto da wickpédia anterior:

Para entender este processo, há que se usar um exemplo prático, a visão deve ser quadridimensional. Como os sentidos humanos somente percebem o espaço tridimensional (Coordenadas x,y,z), ilustrando a partir de um modelo em três dimensões fica mais compreensível, pois o tempo estaria numa coordenada "d", o que dificulta ao leitor comum a compreensão da evolução do tempo e espaço simultaneamente.(1)

Trata-se aqui de conjecturas, ou seja apenas uma aplicação da teoria científica à DE. Pois um espírito evoluido tem uma experimentação do passado muito diferente da nossa, quanto percepção do "TEMPO".

Alguem discorda?

Alguem tem outra idéia?


Um abraço a todos

Nelson

(1) http://pt.wikipedia.org/wiki/Big_Bang (http://www.forumespirita.net/fe/go.php?url=aHR0cDovL3B0Lndpa2lwZWRpYS5vcmcvd2lraS9CaWdfQmFuZw==)
Título: Re: Fisica - A Particula Divina
Enviado por: Diegas em 24 de Abril de 2009, 04:07
'...O problema é que, quando consideradas individualmente, nenhuma dessas partículas tem massa. Ou seja, depois de todos os avanços científicos, ainda não sabemos o que dá "materialidade" ao nosso mundo....'

Olá, nelsonmt.

O problema talvez não seja o de saber o que dá materialidade, principalmente após Einstein ter nos cedido a fórmula matemática: Energia é igual a massa vezes a velocidade da luz ao quadrado. Ou seja, a matéria nada mais é do que a energia transformada ou 'condensada'. Vide que o Perispirito é matéria num tom quintessenciado, que foge a nossa capacidade visual. Portanto, tudo no Universo é energia !!

Já vi uma reportagem em que a Ciência admite discutir a existência de um átomo primordial.


Abç
Título: Re: Fisica - A Particula Divina -
Enviado por: nelsonmt em 24 de Abril de 2009, 15:57
Olá Diegas e amigos do Fórum


O problema talvez não seja o de saber o que dá materialidade, principalmente após Einstein ter nos cedido a fórmula matemática: Energia é igual a massa vezes a velocidade da luz ao quadrado. Ou seja, a matéria nada mais é do que a energia transformada ou 'condensada'. Vide que o Perispirito é matéria num tom quintessenciado, que foge a nossa capacidade visual. Portanto, tudo no Universo é energia !!

Já vi uma reportagem em que a Ciência admite discutir a existência de um átomo primordial.

Concordo integralmente com sua observação amigo Diegas. Esta questão que você destacou do texto também "saltou" aos meus olhos. Depois de le-la fiquei buscando interpretá-la com meus meus antigos arquivos mentais de meus tempos escolares...

Primeiramente é preciso definir melhor este conceito de Einstein de "Energia". Pelos conceitos de Newton, a energia é conseqüência de uma força. Ou seja a energia deriva de uma "Fonte", de uma "Origem". Então a questão a se fazer é de "onde" parte esta energia ??

Filosofando agora sobre esta origem: podemos compreender a "Onisciência Divina" em termos da Física. Supondo então que este "átomo primordial", ou como nos disse o Espírito da Verdade, o fluido primordial, ainda ocorra em toda a Criação, sendo a "fonte e origem de toda esta energia".

Mesmo arriscando cometer um grave erro lógico, não seria importante tentar compreender os quatro primeiros capítulos de OLE em termos dos atuais avanços da ciência? Discutindo entre nós, será que com as atuais contribuições da ciência, que já não possuímos elementos conceituais que nos faltava no tempo de Kardec?

Existe alguma diferença quanto a esta questão da fonte energia, entre aquilo que disse Newton e o que disse Einsten? Algo mudou?

No texto de Luis de Almeida, acima citado, compreendo que não:


•   Vivemos no mundo das energias
Iniciemos então com o axioma de que “toda matéria é energia”. Isso é facilmente visualizado na equação proposta por Einstein, onde: E= energia, m= massa e c2= velocidade da luz ao quadrado. Isto significa dizer que se acelerarmos um corpo de massa m ao quadrado da velocidade da luz, então esse corpo se transformaria em energia pura.
Se como vimos acima, energia é matéria “acelerada”, a mesma equação nos permite dizer que matéria é energia “coagulada”, de onde depreendemos que matéria e energia são a mesma coisa em estados diferentes. A primeira com uma energia potencial máxima ou quase, e a segunda com uma energia cinética máxima ou quase.

Seja qual for o estado energético ou material, os dois são de entropia positiva, o que significa que tendem a um dado momento tempo-espacial, a se desorganizarem. Tanto é assim, que tudo o que percebemos e conhecemos no nosso universo está em constante mutação.

Assim temos que perceber que a questão que estamos discutindo não é mesmo a questão da materialidade da partícula que falta, ou mesmo a imateriliade das outras, mas a "Fonte" de toda esta energia, e a inteligencia que opera o tempo-espacial, o momento em que :

"...tudo o que percebemos e conhecemos no nosso universo está em constante mutação."

"Mas, se essa teoria (incluindo a de Einsten e as demais) não explica porque temos massa, fica claro que o Modelo Padrão consegue dar boas respostas sobre como "a coisa funciona", mas ainda se cala quando a pergunta é "o que é a coisa" (1)


Eis a mão de Deus! (?)

Um abraço a todos

Nelson

(1) http://www.inovacaotecnologica.com.br/noticias/noticia.php?artigo=010805070402 (http://www.forumespirita.net/fe/go.php?url=aHR0cDovL3d3dy5pbm92YWNhb3RlY25vbG9naWNhLmNvbS5ici9ub3RpY2lhcy9ub3RpY2lhLnBocD9hcnRpZ289MDEwODA1MDcwNDAy)
Título: Re: Fisica - A Particula Divina -
Enviado por: Diegas em 24 de Abril de 2009, 17:50
'...Então a questão a se fazer é de "onde" parte esta energia ??...'


Olá, nelsomt

Estou acompanhando os seus voos filosoficos.

Caso se interesse há bons compedios ocultistas repletos de ensinamentos técnicos em algumas Ordens Iniciáticas:  Esoterismo, a Teosofia, a Filosofia Rosa-Cruz, a Ioga, o Hermetismo. Elas nos fornecem material sobre os sete estados energéticos naquilo que é denominado 'desmaterialização' do panorama objetivo do Cosmo (O principio criante produzindo o principio criado)

É um esforço didático, transformado em palavras para um entendimento possível.



Abç


Título: Re: Fisica - A Particula Divina
Enviado por: Vitor Santos em 24 de Abril de 2009, 20:39
Olá

Na minha opinião pessoal, há uma aqui uma grande mistura entre fisica teórica, ficção cientifica e espiritualidade.

Até hoje, que eu saiba, nenhum fisico chegou à conclusão, com base em teorias cientificas demonstradas que existe o fluido cósmico universal, conforme definição das obras básicas, escritas por Kardec. Muito menos chegou à conclusão que existe o espirito ou que existe Deus.

Também ninguém sabe explicar a origem do universo. Os cientistas acreditam que conhecem o processo de formação do universo, mas não sabem porque razão se incniou essa formação. Eles acreditam que no momento zero do universo (Big Bang) não havia espaço nem matéria, nem energia, nem coisa nenhuma. A partir daí o universo surgiu, expandindo-se a alta velocidade e a altas temperaturas, formou-se a matéria primordial e depois, a partir dela, todo o resto do mundo material que nos é dado conhecer hoje.

Para os espiritas a Causa do Big Bang foi Deus. Como o fez, ainda é um mistério para nós. A definição espirita de Deus é precisamente: A Inteligência suprema, Causa primária de todas as coisas. Deus é a única entidade que viola o principio da causa efeito, pois é o único efeito sem causa.

A ciência espirita é uma ciência que trata da observação dos fenómenos que estão relacionados com os espiritos. Mas a explicação desses fenómenos é a explicação que os próprios espiritos deram ou dão. O fenómeno explicou-se a si próprio. Não foram os homens  que explicaram os factos, tal como acontece normalmente em todas as ciências.

Acho que todos ansiamos pelo momento em que a comunidade cientifica encontre e reconheça evidências cientificas inegáveis da existência do mundo espiritual.

E há cientistas que vão chegando a algumas conclusões coerentes com algumas das crenças espiritas, que acreditam na alma e na imortalidade da mesma, em Deus, na comunicabilidade dos espiritos, na reencarnação, etc. Mas são poucos os que o admitem e nenhum consegue convencer os seus pares, de forma a admitirem como verdadeiros os fenómenos observados pela ciência espirita e muito menos as respectivas explicações.

Entre nós há pessoas que convivem com frequência com os fenómenos espiritas. São testemunhas vivas dos mesmos. Mas mesmo até entre esses pode haver dúvidas em relação À explicação dos fenómenos que observam. A imaginação humana pode ser muito fértil. E obter certezas absolutas...

Em conclusão:

- Para mim o espiritismo é uma crença, embora baseada nas observações rigorosas de Kardec (e de outros que como ele procederam - com rigor e sem preconceitos)  e nos testemunhos dos nossos irmãos que estão mais próximos dos fenómenos paranormais.

- Em meu entender, a doutrina espirita não necessita do aval da comunidade cientifica para nada.

- Na minha opinião a própria ciência é uma crença, pois nem todos podemos fazer observações para comprovar tudo o que os cientistas nos dizem, nem sequer a explicação para os factos materiais é estática. As teorias cientificas estão sempre a evoluir, e certezas absolutas que para os mesmos factos não possam haver outras explicações, nem a comunidade cientifica tem. enfim, a história das ciências prova que as explicações dadas pela ciência tb são crenças, sujeitas a alteração. Não há certezas absolutas em ciência.

- As teorias cientificas mencionadas neste tópico requerem uma grande bagagem de matemática e fisica, pois muitas conclusões a que se chegam transcendem a nossa capacidade de imaginar. Os modelos matemático-fisicos dizem que é assim e é com base nisso que os cientistas interpretam o universo. Para além disso esses modelos estão muito longe de ser suficientemete confirmados pela experiência. Por isso, estão ainda mais no dominio da ficção cientifica do que própriamente no dominio da ciência experimental.

- Se cientistas altamente especializados ainda estão numa fase de especulação, sobre algumas teorias aqui mencionadas, eu, um Zé ninguém, que poderei adiantar sobre isso?...

- Decerto que haverá aqui no fórum pessoas sábias, cujos conhecimentos são incomparavelmente maiores do que os meus, e que se sentirão muito mais à vontade com estes assuntos, mas mesmo assim tenho dúvidas que alguém seja capaz de tirar conclusões minimamente sólidas sobre as questões cientificas em questão e muito menos sobre a sua relação com as coisas do espirito.

- Contudo, especular é um exercicio que até pode ser interessante. Levar a conclusões para além de: "só sei que nada sei", é que dúvido que alguém chegue, no decorrer deste debate.

bem hajam
Título: Re: Fisica - A Particula Divina
Enviado por: Jovem em 24 de Abril de 2009, 23:39

A definição espirita de Deus é precisamente: A Inteligência suprema, Causa primária de todas as coisas. Deus é a única entidade que viola o principio da causa efeito, pois é o único efeito sem causa.


Boa noite amigos, sei que não esta relacionado ao tema do tópico, mas eu fiquei com uma dúvida agora. Nosso amigo Vitor Santos diz que Deus é o único efeito sem causa. Não entendo, ele não é por si só a causa? Fazendo um comentário que não tem nada a ver com nada, me lembrei agora do encontro em que o presidente dos Estados Unidos Barack Obama disse que o presidente Lula é O CARA. Se ele estivesse diante de Deus talvez ele pudesse dizer, esse é A CAUSA? Não sei se minha colocação é compreensível. Mas pelo que eu consigo entender, se existem efeitos eles existem por causa de uma CAUSA, que no caso seria Deus. Se Deus fosse um efeito, por que dizer que ele é a causa primária de todas as coisas? Não consigo ver Deus como sendo efeito e causa ao mesmo tempo.
Título: Fisica - A Particula Divina
Enviado por: nelsonmt em 25 de Abril de 2009, 01:42
Olá Amigos do Forum

Obrigado por suas palavras amigo Vitor. Elas são oportunas.

É Jesus que pede nossa crença incondicional em seus ensinamentos. O Espiritismo é um caminho de compreensão de seus ensinamentos. Servirá a alguns e a outros não.

Kardec apropriou-se dos conceitos de sua época, bem como o Espírito da Verdade, para deixarem os marcos da doutrina espírita. De fato o ensinamento de Jesus é eterno, bem como a existência do mundo espiritual. O que mudou? Mudaram os conceitos de nossa época.

Precisamos nos apropriar deles. Existe um modelo atômico baseado na física quântica, bem como existe um modelo astrofísico quântico para o universo conhecido. Mas o Deus que Jesus nos ensinou não mudou. Mas para falarmos deles, agora e no futuro será preciso incluir o relativismo dos estados quânticos, mas principalmente, apreender que a ciência reconhece que pouco sabe daquilo que foi criado apos o Big Bang. Mas que o modelo científico existente compreende explicações suficientes para a esfera gravitacional do planeta Terra.

Assim como faziam os gregos em seu tempo, aqui neste tema, filosofamos, procurando aplicar a DE aos novos conceitos. Antes de encontrar respostas, procuro com ajuda dos amigos neste espaço encontrar novas perguntas, algumas até que talvez Kardec não tenha a tido a possibilidade de formular por falta exatamente de palavras mais especificas... e então aguardar a resposta dos espíritos superiores. Senão as soubermos como os compreenderemos ??

Ao rodapé do inicio deste tema há um arquivo que conta a trajetória dos conceitos científicos de 1.500 até 1.996. Basta ter a disposição de le-lo para compreender o que estamos tentando estudar. Sua linguagem é fácil, mas exige tempo e motivação.

Amigo Jovem, achei inteligente sua percepção da causa e efeito simultâneo. De fato não existe isto, e é uma falta de conceitos melhores. Deus é o criador de tudo que podemos conjecturar e ainda mais. É nisso o que penso com estas palavras.

Um abraço a todos

Nelson
Título: Re: Fisica - A Particula Divina
Enviado por: Diegas em 25 de Abril de 2009, 01:42
Na minha opinião pessoal, há uma aqui uma grande mistura entre fisica teórica, ficção cientifica e espiritualidade....

Olá, Vitor Santos.


Estamos em busca da partícula divina. Para tanto, estamos nos servindo de diversas hipóteses, teses, pseudo-ciencias, filosofias e outros conceitos que possam colaborar. Quem sabe confrontando-as não saia daqui um descobridor e merecedor do Premio Nobel. Não foi a partir da queda de uma maçã que Newton desenvolveu a Física clássica ?

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Também ninguém sabe explicar a origem do universo. Os cientistas acreditam que conhecem o processo de formação do universo, mas não sabem porque razão se incniou essa formação. Eles acreditam que no momento zero do universo (Big Bang) não havia espaço nem matéria, nem energia, nem coisa nenhuma. A partir daí o universo surgiu, expandindo-se a alta velocidade e a altas temperaturas, formou-se a matéria primordial e depois, a partir dela, todo o resto do mundo material que nos é dado conhecer hoje.

Acredito seja a tese do cientista George Gamow a que mais se aproxime de uma explicação razoável sobre a formação-materialidade-extinção, na definição de Universo Oscilante ou Pulsante.



Abç
Título: Re: Fisica - A Particula Divina
Enviado por: Diegas em 25 de Abril de 2009, 01:54
Se Deus fosse um efeito, por que dizer que ele é a causa primária de todas as coisas? Não consigo ver Deus como sendo efeito e causa ao mesmo tempo.

Olá, Jovem.


O nelson foi feliz ao comentar que o mal do mundo está na comunicação e na falta de palavras que possam expressar melhor o pensamento, principalmente para aquilo que desconhecemos. Imagine ter de explicar a um surdo o som de um violino.

Compreendo que dizer que Deus é um efeito sem causa equivale a alegar que Deus é o criador incriado. Uma discussão muito antiga, que já demanda anos para os que amam o exercicio filosofico e adoram caminhar em circulos. 


Abç

Título: Re: Fisica - A Particula Divina
Enviado por: Jovem em 25 de Abril de 2009, 02:35
Amigo nelsonmt, desculpe por ter me desviado do assunto do tópico. Acho oportuno seu tópico, pois como você mesmo disse, os tempos mudaram e com essas mudanças nos tempos deverão surgir mudanças em nossas percepções de modo que compreenderemos melhor tudo o que existe. Quando me sobrar um tempo extra pretendo ler com mais calma os textos nos link que você passou, pois quero aprender mais sobre o assunto. Um abraço e obrigado pela contribuição!
Título: Fisica - A Particula Divina
Enviado por: nelsonmt em 25 de Abril de 2009, 15:46
Olá Amigos do Fórum

A ciência é objetiva e, portanto fenômenos subjetivos como a mediunidade não são considerados importantes. A concepção da idéia de um Criador do Universo, ronda a ciência, especialmente a astrofísica, mas não existe um modelo matemático que prove Sua existência, então... Ele não pode ser provado, e isto não significa que Ele não existe.

Esta busca da ciência por Deus se revela nos investimentos de milhões de dólares, e na expectativa dos resultados dos novos aceleradores de partículas que estão sendo construídos, exatamente projetados para ampliar a busca por detalhes que expliquem o universo atômico das partículas. Encontrarão a “partícula divina”??

As experiências mediúnicas sugerem que não. Para a DE falta discussão da:
 “partícula vital” – que de origem a energia vital,
 “partícula inteligente” – que de origem a inteligência
“ partícula espiritual” – que de origem a aquilo que entendemos como vida consciente.
(Mas podemos voltar a comentar isto futuramente.)

Esta distancia que separa a objetividade científica da “objetividade” subjetiva mediúnica (e entendo isto como crença – pois para os sentidos paranormais do observador sua experiência é real) no tempo de Kardec eram muito maiores do que atualmente.

Este tema não procura justificar e comprovar a DE com os recentes descobrimentos científicos. O mundo espiritual revelado é uma realidade para mim – e afirmar isto para a ciência moderna é condizente e lógico.  Mas poderemos pinçar dos conceitos científicos da física moderna com a “luz” que a DE e a experiência mediúnica revelada por ela, nos ensina. Com isto poderemos compreender estes conceitos e aplicá-los em nosso dia a dia.

O Tempo. O Observador. O Estado Estes foram conceitos alterados do tempo de Kardec necessários para compreendermos a questão das partículas, e de interesse imediato a DE. Então gostaria de propor aos amigos do fórum que procurassem nos buscadores mais comuns conhecer o primeiro deles, colocando como chave de busca as palavras: “Tempo” e “Física”. A noção do que é tempo mudou recentemente. E chamo sua atenção para o texto “O tempo na física” de Henrique Fleming, in: http://www.hfleming.com/tempo.html, (http://www.forumespirita.net/fe/go.php?url=aHR0cDovL3d3dy5oZmxlbWluZy5jb20vdGVtcG8uaHRtbCw=) e dele temos:

O tempo flui em um sentido bem definido, cuja manifestação mais dramática é o nosso envelhecimento biológico. Surpreendentemente, a inclusão deste dado da realidade (a "flecha do tempo") no ideário da física teórica constituiu um dos grandes problemas dos últimos cem anos. Se deixarmos de lado as ínfimas forças ligadas ao decaimento beta dos núcleos, as teorias fundamentais da física colocam passado e futuro em situações simétricas: se uma sucessão de fenômenos ocorre, a sucessão inversa, como um filme passado ao contrário, também ocorre. De acordo com as leis da física, um ancião pode, com o passar dos anos, evoluir para uma criança! Ludwig Boltzmann, numa das maiores realizações da história da física, mostrou que a flecha do tempo é um fenômeno estatístico. A probabilidade de o ancião rejuvenescer é essencialmente zero, enquanto que a de um jovem envelhecer é essencialmente 1. Mas, levando o reducionismo físico ao extremo, ambos os processos são permitidos pelas leis. Debates furiosos subsistem até hoje sobre isso, mas, em minha opinião, há só alguns detalhes a acrescentar à obra de Boltzmann. O primeiro problema dos três que vou citar consiste em digerir esse surpreendente resultado, cabendo aos físicos recuperar, dentro do seu formalismo, a naturalidade das concepções intuitivas de passado e futuro.”

Esta realidade de sobre o tempo existe na experiência mediúnica :

“as teorias fundamentais da física colocam passado e futuro em situações simétricas: se uma sucessão de fenômenos ocorre, a sucessão inversa, como um filme passado ao contrário, também ocorre.”

Ocorre quando médiuns narram a experiência de se ver no passado em outras roupagens. Ocorre na mediunidade de premunição. Autores como Richad Bach também contribuem com tema com o livro “ A ponte para o Sempre”.

Diegas, algum autor de suas leituras esotéricas fala do tempo?

Não vamos esgotar aqui esta discussão e sim provocá-la na mente dos amigos do fórum

O TEMPO LINEAR ACABOU.

Um abraço a todos

Nelson
Título: Re: Fisica - A Particula Divina
Enviado por: Diegas em 25 de Abril de 2009, 17:07
'...algum autor de suas leituras esotéricas fala do tempo?...

Olá, nelsonmt

Quero que saiba que não perdi o foco. Estou anotando tudinho: Fluido Cósmico Universal, átomo primordial, Big Ban, Energia, Matéria, Eter...

Sobre o seu questionamento, parece que alguns cientistas concluiram que tempo e espaço se confundem num mesmo esquema. Eu, espertamente, daqui do lado dos esotéricos, antes de comentar à respeito, devolvo-lhe para saber como a Ciencia explica/ria o fato de haver profetas que conseguem visualizar o futuro com a precisão de até alguns milênios ?


Abç

 
Título: Re: Fisica - A Particula Divina
Enviado por: Diegas em 27 de Abril de 2009, 08:58
Olá, nelsommt.


Cá estou a viajar no tempo e no espaço. Com os profetas fomos para o futuro; com a terapia de regressão, se vai para as vidas passadas.


Já tinha deixado este  link  (http://www.forumespirita.net/fe/go.php?url=aHR0cDovL3ZpdmVuY2lhc2VzcGlyaXR1YWxpc21vLm5ldC8=)num outro tópico, onde se estudava o principio espiritual. Trata-se de um estudo espiritualista, com bibliografia diversificada, que permite-nos uma noção da evolução espiritual, desde a formação da monada até atingir o arcabouço arcangélico, passando pelos estágios evolutivos.



Abç
Título: Re: Fisica - A Particula Divina
Enviado por: nelsonmt em 27 de Abril de 2009, 18:22
Ola amigos do Fórum


A Física como ciência é uma ampla frente de estudos da realidade do mundo físico, ou seja do mundo dos encarnados. Com a observação de fenômenos, produz  com ajuda da matemática leis e equações, que os definem e explicam. Podemos supor que algumas de suas leis se aplicam tanto na esfera física, quanto em parte das esferas superiores do mundo espiritual de nosso planeta, mas outras não. Ainda supondo, o mundo espiritual deve também ter leis físicas que se aplicam apenas em seu nível, e aqui podemos citar a questão da existência dentro mesmo ‘plano” ambientes de atmosferas tão diferentes como o astral superior e o inferior. Que elementos e questões físicas os definem de forma matemática em nível atômico ?

Pelas leituras que fazemos das obras espíritas posso observar que o Tempo e a força da Gravidade estão presentes em todos os planos conhecidos, mas as suas formas de influência se modificam. Podemos filosofar que a “Matrix” (do filme) que tanto encarnados e desencarnados vivem está relacionado com o Tempo. Romper a Matrix em que vivemos é solucionar a questão que o tempo nos impõe, quanto a nossa origem, quanto ao nosso passado, e a somatória disso determinando nosso presente, e em parte nosso futuro. A Gravidade nos mantém todos nesta esfera de influencia do planeta Terra.

Agora é importante ler sobre o Tempo e a Física nos buscadores, como recomendei anteriormente... e então considerando que isto já foi feito, pois é preciso compreender o significado desta afirmação:

O espaço-tempo e o conjunto de todos os pontos e todos os instantes. O movimento de um corpo puntiforme é nele representado por uma curva chamada de linha de universo da partícula. Uma propriedade básica dessa curva é que, conhecido um de seus pontos e a velocidade do móvel naquele ponto, todo o resto da curva está determinado, ou seja, para um ser hipotético que vivesse além do espaço e do tempo e contemplasse o espaço-tempo, a linha de universo de cada partícula estaria completamente desenhada, representando o movimento em sua totalidade (passado, presente e futuro). (1)

Esta afirmação explica a razão de ser possível a espíritos superiores a determinação, em linhas gerais da linha do tempo.
Outro conceito importante:

“A idéia de espaço-tempo só desenvolve sua potencialidade nos trabalhos de Einstein de 1916 e 1917, sobre a Relatividade Geral e a aplicação desta à descrição do Universo como um todo, isto é, à Cosmologia. Já na relatividade restrita o conceito de tempo sofrera modificações profundas, advindas da descoberta de seu caráter subjetivo. A simultaneidade passou a depender do observador; qualquer relógio tem o seu ritmo modificado, para um observador que se move em relação a ele. Com o advento da relatividade geral as surpresas serão ainda maiores: o tempo, amalgamado ao espaço no espaço-tempo, passa a ser um fenômeno. Não flui mais de maneira uniforme, indiferente aos fenômenos, que se limitava a ordenar. Passa a ser possível agir sobre ele. A evolução da matéria do Universo não se limita a exibir a ordem no tempo, mas atua sobre o tempo e estabelece, dentro de certas condições, que o tempo tem um começo e pode ter um fim.
   
A relatividade geral é a teoria do espaço-tempo. Segundo ela, as forças gravitacionais resultam da curvatura do espaço-tempo. Onde não há forças gravitacionais o espaço-tempo é plano, e um corpo se move em linha reta. As forças gravitacionais são conseqüências do encurvamento do espaço-tempo devido à presença de massas. Os corpos continuam a percorrer, entre dois pontos desse espaço-tempo curvo, o caminho mais curto, mas numa superfície curva o caminho mais curto entre dois pontos não é uma reta, e sim uma curva que depende dos detalhes do espaço-tempo. Por causa dos nossos hábitos tridimensionais, preferimos interpretar essa trajetória como causada por forças, no caso gravitacionais.      
A relatividade geral abriu o caminho para a cosmologia quantitativa, pois as equações de Einstein podem ser aplicadas ao Universo como um todo. O tecido do Universo é o espaço-tempo: onde o espaço-tempo acaba, acaba o Universo, e acaba o tempo. “ (1)



“Massa” gera gravidade e a gravidade gera alteração do espaço-tempo. Assim o Big Bang foi um ato de geração de massa no universo, criando a linha de tempo da forma intuitiva que possuímos, nossa Matrix. Na evolução futura de nossos espíritos não haverá massa, não haverá tempo, apenas a eternidade.

Díficil? Espero que não, mas espero que provoque perguntas...

Um abraço a todos

Nelson


(1) O TEMPO NA FÍSICA Henrique Fleming - http://www.hfleming.com/tempo.html (http://www.forumespirita.net/fe/go.php?url=aHR0cDovL3d3dy5oZmxlbWluZy5jb20vdGVtcG8uaHRtbA==)
Título: Fisica - A Particula Divina
Enviado por: nelsonmt em 28 de Abril de 2009, 15:38
Olá amigos do Fórum


O conceito de "espaço-tempo" define atualmente aquilo que a ciência entende como Universo. A dificuldade de compreendê-lo é que ele foge "percepção" que temos da realidade cotidiana. A própria ciência define nossa experiência intuitiva baseada em uma realidade "tri-dimensional". A linha do tempo no espaço define outra dimensão. A realidade é quadri-dimensional para se explicar os fenômenos do Universo. Esta dimensão não é uma experiência mediúnica e subjetiva, mas uma questão teórica proposta pela ciência objetiva.

Posto este conceito básico do espaço-tempo, será preciso repensar as definições propostas pela DE ? Não nada mudou! O mundo espiritual não mudou em nada, pois isto não contradiz a proposta espírita, bem pq não precisamos da ciência para isto. Apenas o Espírito da Verdade agora pudesse ter a sua disposição conceitos mais exatos para definir a Kardec aquilo que é o Universo.

No entanto especular este conceito, talvez nos traga informações adicionais para a compreensão do mundo espiritual superior, sem com isso alterar a lógica de todo o conhecimento da revelação do mundo espiritual (1):

Podemos compreender melhor que a ação da gravidade sobre a massa, e a ação do espírito ainda muito animalizado, e apegado a coisas materiais, tem uma relação próxima.

Enquanto encarnado estamos em um processo de resgate de nosso passado sob influencia de instintos e forças poderosas. São as forças que atuam sobre a matéria, e portanto, influenciam a linha do tempo, no espaço-tempo que estamos inseridos.

Os vetores de forças aplicados em sistema explicam seu estado em um momento. Compreendemos que é necessário uma (fonte de) força contrária para vencer esta tendência dos instintos. De onde ela virá ? Como explicam os textos sagrados da proposta de Jesus: é o amor e a aplicação das leis divinas. Esta força aplicada pelo livre arbítrio: da convicção, da força de vontade, e do foco mental que o estudo proporciona levarão ao espírito a uma condição de poder modificar esta tendência dos vetores instintivos, mas não de eliminá-los. Enquanto encarnados viveremos sob sua influencia até o fim.

Desencarnados eliminaremos a influencia mental destas forças e compreenderemos a lei de causa e efeito sob o universo de responsabilidade de nossa partícula espiritual na linha do tempo. Neste processo de inserção e combate às forças instintivas básicas cada vez mais compreendemos com nitidez as dimensões do Universo, principalmente a do tempo. Pelo amor perceberemos que o tempo em si é apenas uma fonte de força a se aceitar e compreender.

A ciência da física não prova a não existência de Deus. Propõe que o tempo tem um começo e pode ter um fim, definidos pelo marco zero, o Big Bang, e o marco "X", definido pela fronteira do Universo.

Para o crente em Deus como fica? Existe Deus fora do espaço-tempo quadridimensional?

Eis a pergunta que Física não responde.

O livro dos Espíritos Responde:

1. Que é Deus?
“Deus é a inteligência suprema, causa primária de todas as coisas” (1). (Vide Nota
Especial n° 1, da Editora (FEB), à pág. 494.)

2. Que se deve entender por infinito?
“O que não tem começo nem fim: o desconhecido; tudo que é desconhecido é infinito.”

3. Poder-se-ia dizer que Deus é o infinito?
“Definição incompleta. Pobreza da linguagem humana, insuficiente para definir o
que está acima da linguagem dos homens.”
Deus é infinito em Suas perfeições, mas o infinito é uma abstração. Dizer que Deus
é o infinito é tomar o atributo de uma coisa pela coisa mesma, é definir uma coisa que não
está conhecida por uma outra que não está mais do que a primeira.

Provas da existência de Deus

4. Onde se pode encontrar a prova da existência de Deus?
“Num axioma que aplicais às vossas ciências. Não há efeito sem causa. Procurai a
causa de tudo o que não é obra do homem e a vossa razão responderá.”
Para crer-se em Deus, basta se lance o olhar sobre as obras da Criação. O Universo
existe, logo tem uma causa. Duvidar da existência de Deus é negar que todo efeito tem uma
causa e avançar que o nada pôde fazer alguma coisa.

5. Que dedução se pode tirar do sentimento instintivo, que todos os homens trazem
em si, da existência de Deus?
“A de que Deus existe; pois, donde lhes viria esse sentimento, se não tivesse uma
base? É ainda uma conseqüência do princípio - não há efeito sem causa.”

6. O sentimento íntimo que temos da existência de Deus não poderia ser fruto da
educação, resultado de idéias adquiridas?
“Se assim fosse, por que existiria nos vossos selvagens esse sentimento?”
Se o sentimento da existência de um ser supremo fosse tão-somente produto de um
ensino, não seria universal e não existiria senão nos que houvessem podido receber esse
ensino, conforme se dá com as noções científicas.

7. Poder-se-ia achar nas propriedades íntimas da matéria a causa primária da
formação das coisas?
“Mas, então, qual seria a causa dessas propriedades? É indispensável sempre uma
causa primária.”

Atribuir a formação primária das coisas às propriedades íntimas da matéria seria
tomar o efeito pela causa, porquanto essas propriedades são, também elas, um efeito que há de ter uma causa.

8. Que se deve pensar da opinião dos que atribuem a formação primária a uma
combinação fortuita da matéria, ou, por outra, ao acaso?
“Outro absurdo! Que homem de bom-senso pode considerar o acaso um ser
inteligente? E, demais, que é o acaso? Nada.”
A harmonia existente no mecanismo do Universo patenteia combinações e desígnios
determinados e, por isso mesmo, revela um poder inteligente. Atribuir a formação primária
ao acaso é insensatez, pois que o acaso é cego e não pode produzir os efeitos que a
inteligência produz. Um acaso inteligente já não seria acaso.

9. Em que é que, na causa primária, se revela uma inteligência suprema e superior
a todas as inteligências?
“Tendes um provérbio que diz: Pela obra se reconhece o autor. Pois bem! Vede a
obra e procurai o autor. O orgulho é que gera a incredulidade. O homem orgulhoso nada
admite acima de si. Por isso é que ele se denomina a si mesmo de espírito forte. Pobre ser,
que um sopro de Deus pode abater!”
Do poder de uma inteligência se julga pelas obras. Não podendo nenhum ser
humano criar o que a Natureza produz, a causa primária é, conseguintemente, uma
inteligência superior à Humanidade.
Quaisquer que sejam os prodígios que a inteligência humana tenha operado, ela
própria tem uma causa e, quanto maior for o que opere, tanto maior há de ser a causa
primária. Aquela inteligência superior é que é a causa primária de todas as coisas, seja qual
for o nome que lhe dêem.

Atributos da divindade

10. Pode o homem compreender a natureza íntima de Deus?
“Não; falta-lhe para isso o sentido.”

11. Será dado um dia ao homem compreender o mistério da Divindade?
“Quando não mais tiver o espírito obscurecido pela matéria. Quando, pela sua
perfeição, se houver aproximado de Deus, ele o verá e compreenderá.”
A inferioridade das faculdades do homem não lhe permite compreender a natureza
íntima de Deus. Na infância da Humanidade, o homem O confunde muitas vezes com a
criatura, cujas imperfeições lhe atribui; mas, à medida que nele se desenvolve o senso
moral, seu pensamento penetra melhor no âmago das coisas; então, faz idéia mais justa da
Divindade e, ainda que sempre incompleta, mais conforme à sã razão.

12. Embora não possamos compreender a natureza íntima de Deus, podemos
formar idéia de algumas de Suas perfeições?
“De algumas, sim. O homem as compreende melhor à proporção que se eleva acima
da matéria. Entrevê-as pelo pensamento.”

13. Quando dizemos que Deus é eterno, infinito, imutável, imaterial, único,
onipotente, soberanamente justo e bom, temos idéia completa de Seus atributos?

“Do vosso ponto de vista, sim, porque credes abranger tudo. Sabei, porém, que há
coisas que estão acima da inteligência do homem mais inteligente, as quais a vossa
linguagem, restrita às vossas idéias e sensações, não tem meios de exprimir. A razão, com
efeito, vos diz que Deus deve possuir em grau supremo essas perfeições, porquanto, se uma
Lhe faltasse, ou não fosse infinita, já Ele não seria superior a tudo, não seria, por
conseguinte, Deus. Para estar acima de todas as coisas, Deus tem que se achar isento de
qualquer vicissitude e de qualquer das imperfeições que a imaginação possa conceber.”

Deus é eterno. Se tivesse tido princípio, teria saído do nada, ou, então, também teria
sido criado, por um ser anterior. É assim que, de degrau em degrau, remontamos ao infinito
e à eternidade.

É imutável. Se estivesse sujeito a mudanças, as leis que regem o Universo nenhuma
estabilidade teriam.

É imaterial. Quer isto dizer que a sua natureza difere de tudo o que chamamos
matéria. De outro modo, ele não seria imutável, porque estaria sujeito às transformações da
matéria.

É único. Se muitos Deuses houvesse, não haveria unidade de vistas, nem unidade de
poder na ordenação do Universo.

É onipotente. Ele o é, porque é único. Se não dispusesse do soberano poder, algo
haveria mais poderoso ou tão poderoso quanto ele, que então não teria feito todas as coisas.
As que não houvesse feito seriam obra de outro Deus.

É soberanamente justo e bom. A sabedoria providencial das leis divinas se revela,
assim nas mais pequeninas coisas, como nas maiores, e essa sabedoria não permite se
duvide nem da justiça nem da bondade de Deus.


(1) As colocações aqui neste tema, aproximando estes novos conceitos com a DE, são opiniões pessoais, e sugeitas a erros de lógica. Mas é uma tentativa honesta de atualização, e espero que os amigos mais preparados possam corrigi-las e aprimora-las.

Um abraço a todos

Nelson
Título: Prova da Existência de Deus pela física quântica
Enviado por: nelsonmt em 29 de Abril de 2009, 04:06
Prova da Existência de Deus pela física quântica
 

Olá amigos do fórum,


Segue anexo em 7 partes a transcrição da entrevista do programa Roda Viva da TV Cultura do Brasil. Abaixo temos a apresentação do programa:

O Programa Roda Viva entrevista o físico nuclear indiano AMIT GOSWAMI. Considerado um importante cientista da atualidade ele tem instigado os meios acadêmicos com sua busca de uma ponte entre a ciência e a espiritualidade. Amit Goswami vive nos Estados Unidos. É PHD em física quântica e professor titular de física da Universidade de Oregon. Há mais de quinze anos está envolvido em estudos que buscam construir o ponto de união entre a física quântica e a espiritualidade. Já foi rotulado de místico, pela comunidade científica, e acabou acalmando os críticos através de várias publicações técnicas a respeito de suas idéias. Em seu livro O UNIVERSO AUTOCONSCIENTE - publicado no Brasil - ele procura demonstrar que o Universo é matematicamente inconsistente sem a existência de um conjunto superior - no caso, DEUS. E diz que, se esses estudos se desenvolverem, logo no início do terceiro milênio Deus será objeto de ciência e não mais de religião.  

Leia mais em:

Parte 1
http://agsalmeida.spaces.live.com/blog/cns (http://www.forumespirita.net/fe/go.php?url=aHR0cDovL2Fnc2FsbWVpZGEuc3BhY2VzLmxpdmUuY29tL2Jsb2cvY25z)!8F3A8E58BFE798D7!1543.entry

Parte 2
http://agsalmeida.spaces.live.com/blog/cns (http://www.forumespirita.net/fe/go.php?url=aHR0cDovL2Fnc2FsbWVpZGEuc3BhY2VzLmxpdmUuY29tL2Jsb2cvY25z)!8F3A8E58BFE798D7!1544.entry

Parte 3
http://agsalmeida.spaces.live.com/blog/cns (http://www.forumespirita.net/fe/go.php?url=aHR0cDovL2Fnc2FsbWVpZGEuc3BhY2VzLmxpdmUuY29tL2Jsb2cvY25z)!8F3A8E58BFE798D7!1545.entry

Parte 4
http://agsalmeida.spaces.live.com/blog/cns (http://www.forumespirita.net/fe/go.php?url=aHR0cDovL2Fnc2FsbWVpZGEuc3BhY2VzLmxpdmUuY29tL2Jsb2cvY25z)!8F3A8E58BFE798D7!1546.entry

Parte 5
http://agsalmeida.spaces.live.com/blog/cns (http://www.forumespirita.net/fe/go.php?url=aHR0cDovL2Fnc2FsbWVpZGEuc3BhY2VzLmxpdmUuY29tL2Jsb2cvY25z)!8F3A8E58BFE798D7!1547.entry

Parte 6
http://agsalmeida.spaces.live.com/blog/cns (http://www.forumespirita.net/fe/go.php?url=aHR0cDovL2Fnc2FsbWVpZGEuc3BhY2VzLmxpdmUuY29tL2Jsb2cvY25z)!8F3A8E58BFE798D7!1548.entry

Parte 7
http://agsalmeida.spaces.live.com/blog/cns (http://www.forumespirita.net/fe/go.php?url=aHR0cDovL2Fnc2FsbWVpZGEuc3BhY2VzLmxpdmUuY29tL2Jsb2cvY25z)!8F3A8E58BFE798D7!1549.entry


Como disse anteriormente a ciencia está cada vez mais proxima da visão espiritualista do que nos tempos de Kardec. Penso que podemos aprender muito com os novos conceitos científicos nesta palestra.

Um abraço a todos

Nelson

Título: Re: Prova da Existência de Deus pela física quântica
Enviado por: Diegas em 29 de Abril de 2009, 09:17
Uma concepção estruturalista da física

Citar
“As pessoas dizem com freqüência que a física é uma ciência da matéria ou do mundo material, contudo muitos livros de física teórica contêm grande quantidade de matemática, e alguns não mencionam em absoluto a matéria. Isto é assim porque a física se desenvolve construindo modelos matemáticos do mundo para confrontá-los então com os resultados empíricos. Pode-se pensar que o mundo, visto pela física moderna, é construído não de matéria, mas de matemática. Mas a matemática é a ciência das estruturas”.

“A matemática, certamente, trata com estruturas muito mais complexas, por exemplo, com espaços vetoriais, álgebras, espaços euclidianos ou riemanianos e outras coisas semelhantes. Os físicos tomam algumas destas estruturas e as interpretam como estruturas do mundo. Por exemplo, dizem que o espaço-tempo de nosso mundo é um espaço riemaniano quadridimensional. É um método muito potente; vê o mundo através do cristal das estruturas. Neste sentido, a física não é uma ciência da matéria, mas antes uma ciência das estruturas. Este ponto de vista se chama filosofia estruturalista da física. Não apenas a desenvolvi nos meus artigos filosóficos, mas também trato de fazer ciência e ensiná-la no espírito desta filosofia” (Heller, Reflexions on Key Books and Publications, templetonprize.org).

Vemos aqui com clareza meridiana o ponto de vista que nos permite avaliar a natureza e o sentido do pensamento físico-filosófico de Heller: sua análise e entendimento das teorias físicas sobre a matéria e o universo é sempre uma reflexão sobre os modelos matemáticos aplicados para oferecer uma visão ontológica da realidade. Este enfoque estruturalista das teorias científicas não é original de Heller, posto que já há uma longa história em epistemologia da ciência. Recordemos o empiriocriticismo, o próprio Pierre Duhem ou Poincaré, ou Wolfgang Stegmüller nos anos 70. Mas, é um enfoque assimilado por Heller que ilumina sua forma de pensar os problemas filosóficos da física.

Nos seus começos, estudando sobretudo a teoria da relatividade lhe permitem aceder a um exemplo de estruturalismo: a relatividade de Einstein identificada com as geometrias riemanianas que permitem “encaixar” o mundo e descrevê-lo. Impulsionado pela lógica matemática dos modelos relativistas Heller se introduz no estudo das singularidades (antecipadas na forma matemática do modelo relativista). Mas quando a razão chega aos limites da era de Plank e pretende cruzar o umbral de Plank no tempo e no espaço (10 -33 cm), entrando nos limites originários da singularidade em que se produziu o Big Bang, coloca-se a pergunta pelo tipo de situação real em que tudo isto foi possível. E perguntar por uma “situação real” é, em física, perguntar pelos modelos matemáticos (estruturais) que nos permitiriam entendê-la.

Modelos matemáticos para a origem do universo

Citar
A questão é, pois, o tipo de situação física dada na era de Plank, da qual emergiu nosso mundo real. Este, tal como é aceitável por nós agora, responde, por um lado, à mecânica clássico-relativista (macrocosmos) enquadrada num modelo matemático geométrico riemaniano, mas, por outro lado, à mecânica quântica (microcosmos) enquadrada num modelo matemático não geométrico (espaço de Hilbert), com características profundamente estatísticas e probabilísticas. Na física ordinária, relatividade e mecânica quântica conviveram paralelamente como dimensões explicativas corretas da realidade física, macroscópica uma e micro-física a outra.

Mas, ao entrar na era de Plank, o relativista e o quântico deveriam se confundir já que não existiria uma realidade física suscetível de ser conhecida por estes dois enfoques diferenciados. A teoria física unitária capaz de responder, portanto, à situação da era de Plank deveria ser quântico-relativista; daí que a pesquisa em torno da “gravidade-quântica” seja hoje de grande importância. O problema desta coincidência quântico-relativista, como observa Heller, é que o modelo matemático da relatividade é geométrico e o do quântico não. Daí a dificuldade para chegar à concepção unitária entre modelos matemáticos não afins, relativistas e quânticos.

De fato, entres os teóricos da relatividade foram propostas diversas formas de explicar a natureza geométrica da “singularidade” (fisicamente o Big Bang) e o nascimento do espaço-tempo relativista até sair da era de Plank. Heller analisa com precisão as diferentes propostas teóricas. Não vimos que estude com amplitude a teoria das supercordas (que, sem dúvida, terá feito em outros lugares da sua vasta obra). Mas devemos lembrar que a Magic-Theory é também uma especulação matemática formal para explicar, em função de suas onze dimensões ou variáveis, como teria emergido nosso mundo espacio-temporal através da era de Plank.

É aqui que podemos enquadrar a idéia fundamental que foi dada por Heller, uma idéia evidentemente especulativa (como também são as supercordas). É a proposta de que na era de Plank o relativista e o quântico poderiam coincidir e ser entendidos desde um nível de abstração superior representado pelo modelo matemático de uma “geometria não comutativa”. Esta nova geometria – construída recentemente por alguns autores – não seria espaço-temporal, mas um espaço que não teria nem pontos nem segundos, mas permitiria, segundo Heller, derivar tanto o espaço-tempo clássico-relativista como a forma especial de espaço-tempo do mundo quântico.


...segue
Título: Re: Prova da Existência de Deus pela física quântica
Enviado por: Diegas em 29 de Abril de 2009, 09:20
Especulação metafísico-teológica a partir da cosmologia

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A realidade primordial modelizada por esta “geometria não comutativa” seria, portanto, não local, não temporal, à margem do espaço-tempo que conhecemos, mas não estática e, sim, dinâmica. Haveria diferentes estados e operadores entre uns estados e outros, mas sem espaço-tempo; quer dizer, numa espécie de simultaneidade “superposta”. De alguma maneira, nessa realidade primordial em que se resolveriam os mundos clássico-relativista e quântico, modelizada pela “geometria não comutativa”, teriam vigência muitas das propriedades quânticas às quais agora temos acesso experimental mediante um conjunto de “observáveis”.

É evidente que Heller gosta disso, já que como teólogo e entrando num momento de especulação de “segunda ordem”, este modelo parece sugerir certos paralelos com a idéia de um Deus para além do espaço-tempo e, ainda assim, dinâmico. Este Deus não seria “eterno” (ou seja, com tempo sem fim), mas simplesmente outra coisa distinta, não temporal, para além do espaço-tempo, onde faltaria a superposição de estados e a simultaneidade.

Por outro lado, a idéia de Deus sugerida por esta “geometria não comutativa” serve a Heller para discutir alguns dos princípios da teologia do processo (Whitehead). A saber, sua idéia de Deus como um Demiurgo não criador e submetido ao espaço-tempo do mundo real clássico. Mas para Heller é errado exigir que Deus devesse que ser espaço-temporal para poder ser um Deus dinâmico e vivo, conectado com os sucessos do mundo. O modelo de geometria não comutativa permite conceber um tipo de realidade fora do espaço-tempo mas, assim mesmo, dinâmica. Neste sentido o modelo proposto por Heller responderia mais à idéia tradicional de um Deus transcendente que, por outro lado, é a origem criadora, o fundamento do ser, do qual surge o espaço-tempo do mundo criado.

Não devemos esquecer que há outro aspecto especulativo acerca das origens e fundamento último da realidade física. Falamos de uma “singularidade” (no marco do modelo matemático da relatividade) que se traduziria num Big Bang real acontecido (como evento físico). Mas, o que houve antes do Big Bang? Atualmente, está aberta a especulação de que a singularidade de nosso universo fora uma das infinitas singularidades produzidas num meta-espaço ou universo fundamental eterno constituído talvez pelo vazio quântico, por um mar de energia, por uma “ordem implícita” de Bohm, pelo “éter primordial” (ainda que não no sentido newtoniano) a partir do qual foram se gerando infinitos “multiversos”. Em cada um destes o universo emergido responderia a um jogo de valores em correspondência com a estrutura de variáveis concebida, também com métodos matemático-especulativos, pela teoria das supercordas.

Heller, obviamente, não é partidário destas especulações sobre multiversos e teoria das cordas. Ele mesmo nos propõe uma especulação alternativa que lhe parece mais verossímil e, no seu entender, mais de acordo com a teologia: a especulação sobre um universo que, ao ir para os seus fundamentos primordiais, se transforma numa dimensão não espacio-temporal que acabaria se conectando, para além das possíveis singularidades geométricas e do Big Bang, com a realidade transcendente de um Deus atemporal.


...segue
Título: Re: Prova da Existência de Deus pela física quântica
Enviado por: Diegas em 29 de Abril de 2009, 09:23
Geometria não comutativa para uma filosofia teísta

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Vejamos como Heller expõe seus próprios conceitos.

“Poderíamos especular que a geometria não comutativa não é um instrumento artificial usado em correspondência com as singularidades clássicas na relatividade geral, mas antes algo que reflete a estrutura da era da gravidade quântica. O fato de que os operadores num espaço de Hilbert (que são os típicos objetos matemáticos da mecânica quântica) respondem à verdadeira essência de uma descrição não comutativa das singularidades poderia sugerir que as singularidades ‘tem certo conhecimento’ sobre os efeitos quânticos. A hipótese tentadora é que por debaixo do umbral de Plank existe a era da gravidade quântica que está modelizada por uma geometria não comutativa e, em conseqüência, é absolutamente não-local. Nesta não há nenhum espaço e tempo em seu significado usual. Apenas quando o universo passa o umbral de Plank se produz uma ‘fase de transição’ à geometria comutativa, e nesta transição emerge o espaço-tempo ordinário juntamente com suas fronteiras ou limites singulares (singularidades)” (Creative Tension, p. 92-93).

“As singularidades se formam no processo de transição pelo umbral de Plank ao emergir o espaço-tempo a partir de uma geometria não comutativa. Este processo poderia ser explicado como segue. Normalmente pensamos na era de Plank como algo escondido na pré-história do universo quando sua escala típica era a ordem de 10-33 cm. Contudo, a era de Plank pode ser vista precisamente agora se aprofundarmos cada vez mais na estrutura do mundo até alcançarmos o umbral de 10-33 cm. Ao cruzar este umbral nos encontraríamos no ‘estrato’ de Plank com seu regime não comutativo. Neste nível fundamental sob aa escala de Plank todos os estados discorrem por igual e não há distinção alguma entre estados singulares e não singulares. Só o observador macroscópico, situado no espaço-tempo (e por isso além do umbral de Plank), pode dizer que seu universo começou numa singularidade num finito passado, e possivelmente se resolverá numa singularidade final em seu finito futuro” (Creative Tension, p. 93).

“Todos os fenômenos não-locais têm sua explicação natural sob o ponto de vista não comutativo. Por ser o nível fundamental totalmente não-local não é de estranhar que certos fenômenos quânticos (tais como o tipo de experimento EPR) que são produzidos neste nível mostrem efeitos não-locais; são como a ponta do iceberg desta ‘não-comutatividade não-local’ que se manteve apesar da fase de transição à física ordinária.

Para explicar o ‘horizon problem’ [o fato astrofísico de que partes muito distantes do universo sem contato físico algum apresentam exatamente os mesmos valores de certos parâmetros] poderíamos tomar outra perspectiva e olhar para a ‘não comutatividade fundamental’ como situada ‘no princípio’, na era pré-Plank. Em conformidade com nossa hipótese, esta época era totalmente global; não é estranho, portanto, que quando o universo estava atravessando o umbral de Plank preservasse certas características globais também naqueles lugares que nunca (depois do umbral de Plank) haviam interagido causalmente entre si” (Creative Tension, p. 115).

A reflexão especulativa de “segunda ordem” (a da “primeira ordem” seria a científica) é em Heller a filosófico-metafísica-teológica. É aqui onde a lógica de sua hipótese explicativa da geometria não comutativa o leva a certas reinterpretações de temas clássicos da filosofia-teologia, como são: a idéia do tempo – ou melhor, do não espaço-tempo – em Deus; a aplicação deste à idéia tradicional de “criação” (criação contínua e “desde a eternidade”, possibilidade prevista por Santo Tomás); o conceito de causalidade e também de “causa primeira”; a forma de entender como o acaso, a probabilidade e a estatística podem ser entendidos como elementos do desenho criativo de uma divindade para além do espaço-tempo; os temas clássicos da onipotência e da onisciência divina em discussão com a filosofia-teologia do processo (Whitehead), assim como a temática clássica sobre o sentido da “ação de Deus no mundo”.



...segue
Título: Re: Prova da Existência de Deus pela física quântica
Enviado por: Diegas em 29 de Abril de 2009, 09:27
O universo necessita de uma causa?

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Em seu “statement” para o Prêmio Templeton Heller nos diz:

“Ao contemplar o universo se impõe uma pergunta: o universo necessita de uma causa? É claro que as explicações causais são uma parte vital do método científico. Variados processos no universo podem ser expostos como uma sucessão de estados, de tal maneira que o estado precedente é causa do que sucede. Se observarmos com mais profundidade estes processos veremos que há sempre uma lei dinâmica que prescreve como um estado deve produzir o outro. Mas as leis dinâmicas se expressam em forma de equações matemáticas e se perguntarmos sobre a causa do universo deveríamos perguntar sobre a causa das leis matemáticas. Ao fazê-lo assim recuamos à grande pegada de Deus que pensa o universo. A pergunta sobre a causalidade última se translada a outra das perguntas de Leibniz: por que há algo e não nada? (em seus Princípios da Natureza e da Graça). Ao fazer esta pergunta não estamos perguntando sobre uma causa similar a outras causas. Perguntamos pela raiz de todas as possíveis causas”.

Ao ler este texto (e outros similares de Heller) se tem a impressão de que Heller admite o enfoque da metafísica tomista clássica: a explicação do universo exige uma causa primeira não mundana e necessária do ser, ou seja, como ser necessário: só Deus pode ser necessário.

Fazendo o papel de advogado do diabo nos atreveríamos, contudo, a fazer algumas observações: 1) A ciência – e também a razão filosófica – começa a pensar a partir de um mundo empírico fático e se encaminha a conhecer sua suficiência para ser real, tal como se apresenta (a expectativa da ciência e da razão seria, em princípio, que o sistema real que vemos fosse auto-suficiente). 2) O problema da ciência/razão é exatamente que é enigmático entender esta suficiência: atribuí-la ao puro mundo sem Deus (ateísmo) ou a um Deus que se entende como realidade transcendente ao universo (teísmo). 3) Tanto se atribuíssemos a suficiência ao universo ou a Deus, em ambos os casos, deveríamos atribuí-la eo ipso à necessidade. Este seria o enfoque próprio da ciência.

Em outras palavras, a necessidade é algo que deveríamos postular, ou do universo, ou de Deus, segundo a quem atribuíssemos a suficiência da realidade. Mas nem num nem noutro caso podemos entender porque sua “ontologia” o torna “necessário”. Voltando à pergunta de Leibniz, que Heller menciona no texto anterior, não podemos saber por que o universo existe ou não existe, nem por que Deus existe ou não existe. A única coisa que a razão, e a ciência, pode fazer é tratar de conhecer onde se funda a suficiência do universo que de fato existe e nos contém e, eo ipso, atribuí-la à necessidade.

Leo Smolin diz a mesma coisa – referindo-se à frase de Leibniz “por que há algo e não nada?” – num texto citado pelo próprio Heller: “não entendo, na realidade, como a ciência, por muito que possa avançar, pudesse levar-nos a entender perguntas desta natureza. Em última instância, talvez devesse que ficar um lugar para o misticismo. Mas misticismo não é metafísica e isto é só o que eu pretendo eliminar” (Creative Tension, p. 160).

Pensemos que, se a razão só pudesse atribuir a Deus a necessidade, então a existência de Deus seria racionalmente segura (ou seja, de “certeza metafísica”, como dizia a escolástica tomista). O ateísmo não seria viável para a razão. É isto o que Heller pensa? A verdade é que parece se mover numa certa ambivalência. Por um lado, há textos como o último citado. Mas, por outro lado, nos diz também que a grande contribuição da ciência à teologia é ter-nos feito entender que o universo é um Mistério. E neste último estamos de acordo com Heller.

Um mistério que alguns procuram clarificar com hipóteses ateístas livremente assumidas. Mas um mistério também suscetível a que outros, como Heller, sugiram hipóteses e especulações possíveis, livremente assumidas, que mostram a verossimilhança da hipótese de que fosse criado por ser divino pessoal, fundamento do ser.

Sobre Michael Heller:


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Professor de filosofia na Pontifícia Academia de Teologia em Cracóvia. Fez o curso de teologia na Universidade Católica de Lubliana e foi ordenado sacerdote católico em 1959. Voltou à Universidade em 1960 até graduar-se em filosofia em 1965 com uma tese sobre a teoria da relatividade e o doutorado com uma tese sobre cosmologia relativista. Ainda que seus estudos fossem de física teórica, recebeu a titulação em filosofia porque na época comunista a Universidade católica não tinha autorização para emitir títulos em física. Em 1969, Heller recebeu a habilitação – um título superior ao doutorado que autoriza para a docência – com outra tese sobre o princípio de Mach em cosmologia relativista.

Até 1977 não recebeu o passaporte. Ao consegui-lo, foi nomeado professor visitante no Instituto de Astrofísica e Geofísica da Universidade Católica de Lovaina, na Bélgica, e também teve uma passagem de pesquisa no Instituto de Astrofísica da Universidade de Oxford e no departamento de física e astronomia da Universidade de Leicester. Em 1985, foi fazer parte do claustro de professores da Academia Pontifícia de Teologia de Cracóvia onde desenvolveu, nos últimos 20 anos, um amplo trabalho docente.

Em 1986, começou a colaborar com o Observatório Vaticano em Castel Gandolfo onde trabalhou com os jesuítas George Coyne e William Stoeger, repetidamente mencionados em “tendências das religiões”. Conectou-se também com o Vatican Observatory Research Group no Steward Observatory na Universidade do Arizona em Tucson. É co-autor de um livro com Coyne, e outras de suas obras em inglês foram também publicadas pelo Observatório Vaticano.

A biografia de Heller reflete o dramatismo da atormentada história européia no século XX. Seu pai, engenheiro de profissão, sabotou as instalações químicas onde trabalhava para evitar sua utilização pelas tropas alemãs na Segunda Guerra Mundial. A fuga levou a família à Ucrânia, Sibéria e sul da Rússia, até voltar de nova à Polônia. A vocação de Heller à ciência se viu obstaculizada e condicionada durante décadas pela opressão do regime comunista. Só a proteção da igreja polonesa lhe pôde permitira dedicação ao mundo da ciência e da filosofia que culminou com a concessão do Prêmio Templeton.

Publicações

Na declaração da Fundação Templeton, que acompanha o anúncio da concessão do Prêmio, se indica que Heller tem uma prolífica obra que inclui trinta livros – alguns poucos em inglês e a maioria em polonês – e cerca de 400 artigos, incluindo em tudo isso pesquisa e, a maior parte, divulgação. Referimo-nos seguidamente aos quatro livros em inglês que, por enquanto, são o acesso viável para o conhecimento de suas contribuições.

Theoretical Foundations of Cosmology (World Scientific, 1992) é uma obra técnica de cosmologia do ponto de vista dos modelos matemáticos que dão pé à física e à cosmologia teóricas. Em Some Mathematical Physics for Philosophers (Pontifical Council for Culture, Gregorian University, 2005) expõe para filósofos uma visão estruturalista da teoria da relatividade e da mecânica quântica.

Os dois outros livros em inglês já colocam em relação tanto a nova física como a cosmologia com a questão de Deus, da religião ou da teologia. Isso acontece em The New Physics and a New Theology (Vatican Observatory Publications, 1996) e também em Creative Tension: Essays on Science and Religion (Templeton Foundation Press, 2003). Para compor este comentário sobre sua personalidade e sua obra, apoiamo-nos nestes dois livros, assim como na documentação da página web templetonprize sobre Heller.

 
 
Título: Re: Prova da Existência de Deus pela física quântica
Enviado por: Diegas em 29 de Abril de 2009, 11:55
O interesse de trazer o estudo acima foi o de mostrar que, finalmente, a Ciencia começa a aceitar Deus no Universo. E isto foi comprovado pelo Prêmio Templeton 2008 concedido a Michael Heller. Esse Prêmio é concedido anualmente pela Fundação John Templeton e é dotado com 1,6 milhão de dólares. É o Prêmio de maior quantia no mundo concedido a um único indivíduo. Ao revisar as pesquisas de Heller, que lhe valeram esse prestigioso Prêmio,  colocou-se novamente alguns dos grandes temas da moderna física teórica, da cosmologia e dos modelos matemáticos aplicados à interpretação da realidade na ciência. O modelo teórico proposto por Heller responde à idéia tradicional de um Deus transcendente que, por outro lado, é a origem criadora, o fundamento do ser, do qual surge o espaço-tempo do mundo criado.


Abç
Título: Re: Fisica - A Particula Divina
Enviado por: Glauber20 em 29 de Abril de 2009, 15:41
Nelson, vou comentar sobre o assunto de maneira simples - fico chateado com as palavras bonitas que as pessoas costumam escrever mas que no final não dizem absolutamente nada a salvo a redundancia - A questão da necessidade humana de ser apontar um criador, um autor para as coisas que existem vem de dentro do inconciente, tente imaginar o raio que cai sobre uma arvore que por consequencia pega fogo, e o homem pre-histórico parado ali na frente tentando entender o que estava acontecendo? Ele só tem uma certeza, que aquilo veio do céu (fato mentiroso, porque 75% dos raios vem da terra e sobe ao espaço, mas nossos olhos não consegue nem acompanhar) primeira conclução que ele tira é que alguem fez isto, quem? Deus! Mesmo ele não entendendo o que é Deus.
Quero relatar isto para que se entenda que fomos nós que criamos idéia de necessidade do autor para um propósito, e no inicio, um deus punitivo, e depois um maleavel, e atualmente um bom. Todos estes conceitos sai de nós.
Mas o que você esta procurando saber é "Causa e Efeito". Tome cuidado, porque o que amarra as pessoas na idéia de "causa e efeito" é a matéria e não a mente, a mente diferencia e não concebe. Houve um efeito externo (NUNCA INTERNO) para se chegar a uma conclusão! Os olhos querem ver, os ouvidos ouvir, este é o erro do ser-humano, se basear na matéria como principio, se tiramos a matéria da nossa mente (coisa impossivel, mas cabivel de imaginar) retire tudo, o ar que você respira, as cores, o tempo, o mundo, tudo o que você acha que existe. Só vai sobrar você, e você por inteiro, e não alternativo, um principio sem começo. Vagando, e vagando.
Deus não é efeito, Deus não é a duvida, o Deus que buscamos esta muito incompleto, na verdade é somente uma sombra dele que achamos ver, nada mais. O que ele quer, o que ele não quer, como podemos achar que ele tem vontade? Vontade é um atributo de quem NÃO TEM, e Ele pode tudo, Vontade cai por si.
A maior conclusão é que ele necessita da sua existencia, não só ele, o universo, o mundo, tudo, assim como a terra precisa da formiga, uma a menos, FAZ DIFERENÇA. Este labirinto não tem saida porque não temos o 7 sentido que nos falta, e pelo visto, se perguntar não vai nos levar a resposta, mas a um outro mais importante que a resposta, a consciencia que esta dentro de nós. Isto sim, parece importante, porque a sensação que você tem de Deus, pode ser diferente da sensação que outro tem.


Se Deus fosse um efeito, por que dizer que ele é a causa primária de todas as coisas? Não consigo ver Deus como sendo efeito e causa ao mesmo tempo.

Olá, Jovem.


O nelson foi feliz ao comentar que o mal do mundo está na comunicação e na falta de palavras que possam expressar melhor o pensamento, principalmente para aquilo que desconhecemos. Imagine ter de explicar a um surdo o som de um violino.

Compreendo que dizer que Deus é um efeito sem causa equivale a alegar que Deus é o criador incriado. Uma discussão muito antiga, que já demanda anos para os que amam o exercicio filosofico e adoram caminhar em circulos. 


Abç


Título: Re: Fisica - A Particula Divina
Enviado por: Diegas em 29 de Abril de 2009, 16:57
Nelson, vou comentar sobre o assunto de maneira simples - fico chateado com as palavras bonitas que as pessoas costumam escrever mas que no final não dizem absolutamente nada a salvo a redundancia...'

Olá, Glauber Mayer


Não precisa ficar chateado, por que está coberto de razão. Também sou daqueles que admiro a simplicidade. Mesmo por que apenas transcrevi parte de uma notícia relatando o porquê do cientista ter sido premiado - o reconhecimento pelo seu estudo. Ele conseguiu unir Filosofia, Ciencia e 'Religião' (no aspecto moral). Acredito que este detalhe possa ser um 'marco'.  E o premio não parece ter sido de pouco valor. E o mais importante de tudo, retirado o excesso do palavreado é que começaram a aceitar a tese de haver um Deus no Universo.

Eis aí o mérito: A Ciencia, finalmente, ajoelhada aos pés do Criador, onde há modelos matemáticos que explicam como o Universo possa ter surgido, com Deus aparecendo na fórmula.

Quanto ao dinheiro, não sei se o daria para o cientista. Particularmente, construiria hospitais, orfanatos, asilos e escolas.


PS: Aliás, eu poderia ter sido muito mais simples e economico. Ter apenas citado o link dessa matéria jornalistica.


Abç
Título: Re: Fisica - A Particula Divina
Enviado por: Glauber20 em 29 de Abril de 2009, 18:28
Não precisa se desculpar, não estava se referindo ao seu artigo, pelo contrário, informação sempre é bem vinda, o que queria atentar no final é o fato de no espiritismo estar acontecendo uma fenômeno religioso, do qual todas as religiões erraram, a de imaginar dona da razão absoluta. O que estou encontrando de mediuns arrogantes não é menor que de padres ou pastores do mesmo estilo. Esta religião prega sempre a humildade, e no entanto, varios mediuns estão sentindo como se estive-se sentado ao lado de Deus diante do julgamento de uma pessoa, ao passo, que pelo fato de estar reencarnado, é demonstração suficiente que eles tem algo a aprender, mas como diz que o orgulho cega, algumas pessoas estão cegas pena mediunidade, como estou sendo um pouco "atacativo" a eles, quero lembrar que existem varios mediuns exelente, mas nunca podemos crer ser senhores da verdade.
Em outra palavra a religião é um processo necessário para a evolução, mas chegara o momento que não vamos ter mais estes problemas e empecilhos seja com mediuns , padres, pastores e outros tantos que usam uma coisa seria para se idolatrarem.

Nelson, vou comentar sobre o assunto de maneira simples - fico chateado com as palavras bonitas que as pessoas costumam escrever mas que no final não dizem absolutamente nada a salvo a redundancia...'

Olá, Glauber Mayer


Não precisa ficar chateado, por que está coberto de razão. Também sou daqueles que admiro a simplicidade. Mesmo por que apenas transcrevi parte de uma notícia relatando o porquê do cientista ter sido premiado - o reconhecimento pelo seu estudo. Ele conseguiu unir Filosofia, Ciencia e 'Religião' (no aspecto moral). Acredito que este detalhe possa ser um 'marco'.  E o premio não parece ter sido de pouco valor. E o mais importante de tudo, retirado o excesso do palavreado é que começaram a aceitar a tese de haver um Deus no Universo.

Eis aí o mérito: A Ciencia, finalmente, ajoelhada aos pés do Criador, onde há modelos matemáticos que explicam como o Universo possa ter surgido, com Deus aparecendo na fórmula.

Quanto ao dinheiro, não sei se o daria para o cientista. Particularmente, construiria hospitais, orfanatos, asilos e escolas.


PS: Aliás, eu poderia ter sido muito mais simples e economico. Ter apenas citado o link dessa matéria jornalistica.


Abç

Título: Re: Prova da Existência de Deus pela física quântica
Enviado por: nelsonmt em 29 de Abril de 2009, 20:18
Olá Glauber e amigos do Fórum,

Assim como Diegas eu concordo com você.
Obrigado por suas palavras, e alem disso quero citá-las, pois há dias estou lendo e lendo artigos para falar de um conceito moderno muito importante: o observador. Elas colocam esta questão muito bem, ou seja: tudo depende do ponto de vista de que você parte:

Mas o que você esta procurando saber é "Causa e Efeito". Tome cuidado, porque o que amarra as pessoas na idéia de "causa e efeito" é a matéria e não a mente, a mente diferencia e não concebe. Houve um efeito externo (NUNCA INTERNO) para se chegar a uma conclusão! Os olhos querem ver, os ouvidos ouvir, este é o erro do ser - humano, se basear na matéria como principio, se tiramos a matéria da nossa mente (coisa impossível, mas cabível de imaginar) retire tudo, o ar que você respira, as cores, o tempo, o mundo, tudo o que você acha que existe. Só vai sobrar você, e você por inteiro, e não alternativo, um principio sem começo. Vagando, e vagando.
Deus não é efeito, Deus não é a duvida, o Deus que buscamos esta muito incompleto, na verdade é somente uma sombra dele que achamos ver, nada mais. O que ele quer, o que ele não quer, como podemos achar que ele tem vontade? Vontade é um atributo de quem NÃO TEM, e Ele pode tudo, Vontade cai por si.
A maior conclusão é que ele necessita da sua existência, não só ele, o universo, o mundo, tudo, assim como a terra precisa da formiga, uma a menos, FAZ DIFERENÇA. Este labirinto não tem saída porque não temos o 7 sentido que nos falta, e pelo visto, se perguntar não vai nos levar a resposta, mas a um outro mais importante que a resposta, a consciência que esta dentro de nós. Isto sim, parece importante, porque a sensação que você tem de Deus, pode ser diferente da sensação que outro tem.


Acho que foi a melhor colocação que li. Mas os amigos que desejarem saber mais sobre o conceito do observador na física moderna sugiro o seguinte link:

•   http://www.saindodamatrix.com.br/archives/2005/09/quem_somos_nos.html (http://www.forumespirita.net/fe/go.php?url=aHR0cDovL3d3dy5zYWluZG9kYW1hdHJpeC5jb20uYnIvYXJjaGl2ZXMvMjAwNS8wOS9xdWVtX3NvbW9zX25vcy5odG1s)
•   http://www.saindodamatrix.com.br/archives/2005/09/quem_somos_nos_1.html (http://www.forumespirita.net/fe/go.php?url=aHR0cDovL3d3dy5zYWluZG9kYW1hdHJpeC5jb20uYnIvYXJjaGl2ZXMvMjAwNS8wOS9xdWVtX3NvbW9zX25vc18xLmh0bWw=)

E mais, o mesmo autor tem uma crítica a esta opinião muito importante no seguinte link, onde fala dos "esquisotéricos:

http://www.saindodamatrix.com.br/archives/2006/07/problemas_do_mu.html (http://www.forumespirita.net/fe/go.php?url=aHR0cDovL3d3dy5zYWluZG9kYW1hdHJpeC5jb20uYnIvYXJjaGl2ZXMvMjAwNi8wNy9wcm9ibGVtYXNfZG9fbXUuaHRtbA==)

Sobre o "Observador" assista esta experiencia:

http://www.youtube.com/watch?v=lytd7B0WRM8&feature=related (http://www.forumespirita.net/fe/go.php?url=aHR0cDovL3d3dy55b3V0dWJlLmNvbS93YXRjaD92PWx5dGQ3QjBXUk04JmFtcDtmZWF0dXJlPXJlbGF0ZWQ=)


Jesus como "observador" de uma realidade, se preocupou em nos ensinar como poderemos contemplá-la também. Pois esta é a questão: aceitar que exista uma realidade não perceptível aos nossos sentidos (primitivos, ignorantes ou simplesmente: diferente) tridimensionais, e ou sensitivos. Mas a questão mais importante é que Jesus deixou referencias fundamentais para obtermos esta percepção nova. O Espírito da Verdade trouxe-nos a peça fundamental do processo: o Tempo, em etapas de reencarnação.

Assim amigos do fórum troque de plano de observação com Jesus, e citando Glauber:

 Os olhos querem ver, os ouvidos ouvir, este é o erro do ser - humano, se basear na matéria como principio, se tiramos a matéria da nossa mente (coisa impossível, mas cabível de imaginar) retire tudo, o ar que você respira, as cores, o tempo, o mundo, tudo o que você acha que existe. Só vai sobrar você, e você por inteiro, e não alternativo, um principio sem começo

O conceito científico do "observador" nos coloca frente a frente do conceito e da responsabilidade do Livre Arbítrio. E por isso ele é importante de se estudar.

De que nos vale saber a realidade do universo cósmico? Para ser práticos e objetivos a questão importante é o aqui e o agora, e o meu foco de observador, e se resume em saber que existe outra realidade ou não, e seja baseadas em outras dimensões como o tempo, a gravidade e as partículas subatômicas e todos sustentadas energeticamente por uma força misteriosa (1), e mais, pois só isto não nos basta, e sim, é preciso saber como, e o que fazer para se aproximar dela. A recompensa para isto que Jesus nos propõe com esta comunhão é simplesmente a Paz Interior na eternidade.

Diegas, pelo que li, acho que Heller não considerou a questão do observador. Estou certo? Mas Heller  coloca uma nova teoria filosófica, que se contrapõe a teoria das cordas e a teoria M (das membranas). Em todas elas o conceito de dimensões se torna explicado e justificado, mesmo alem do tempo e da gravidade, o que explica, para mim as descrições de planos superiores ao Astral.

Amigos Glauber e Diegas, voce concordariam com estes pensamentos sobre a simplicidade?

"Para saber o que é realmente fundamental e simples é necessário se dedicar muito? Seja estudando, praticando, e ainda meditando? Como a humildade? Mesmo o obvio precisa ser discutido, mas esta critica não nos pode gerar dúvidas quanto a Deus, pois aquele que realmente tem Fé, não tem dúvidas."

Quanto a mim estou tendo o prazer de acompanhar neste tema os atuais conceitos científicos, e com todos eles minha intuição me diz que não perdí tempo em me dedicar os últimos 25 anos na compreenção das concepções de Jesus, na óptica espírita. Como o ser ainda primitivo que sou, aprendí o que sei, estudando e concuindo... e as vezes errando nisso. Mas já não sou mais um dependente mental da razão - do intelectualismo vazio e me orgulho muito disso. O Tempo é a oportunidade bendita de Deus a todos nós.

Um abraço a todos

Nelson

(1) sobre o misterio:

O universo necessita de uma causa?

 Mas, por outro lado, nos diz também que a grande contribuição da ciência à teologia é ter-nos feito entender que o universo é um Mistério. E neste último estamos de acordo com Heller.

Título: Fisica - A Particula Divina
Enviado por: nelsonmt em 29 de Abril de 2009, 20:54
Amigos do Forum


A questão da importancia da partícula divina que este tema se propõe estudar se baseia em outros conceitos construidos historicamente pela fisica científica por diversas pessoas. Neste contexto histórico é que está encontramos a importancia de se provar a partícula que detem "massa", e portanto aquilo onde atua a gravidade, e portanto o universo que conhecemos. Sem ela parte da teoria de Eisnten e de outros não pode ser provada.

Proponho aos amigos que assistam 3 documentários científicos do Universo Elegante sobre a questão da unificação das teorias da ciencia da física da qual o artigo de amigo Diegas sobre Heller fala. São estas teorias que o filosofo e teologo contesta ( coloco link para a primeira parte de cada um):

01 O Sonho de Eisnten - 7 partes no youtube

http://www.youtube.com/watch?v=uEbzBQHTxRk&feature=PlayList&p=D3F7C4D8837DECA3&index=0&playnext=1 (http://www.forumespirita.net/fe/go.php?url=aHR0cDovL3d3dy55b3V0dWJlLmNvbS93YXRjaD92PXVFYnpCUUhUeFJrJmFtcDtmZWF0dXJlPVBsYXlMaXN0JmFtcDtwPUQzRjdDNEQ4ODM3REVDQTMmYW1wO2luZGV4PTAmYW1wO3BsYXluZXh0PTE=)

02 Teoria das Cordas - 6 partes

http://www.youtube.com/watch?v=rCuqglffIhg&feature=PlayList&p=06A10FA11656E3FE&playnext=1&playnext_from=PL&index=7 (http://www.forumespirita.net/fe/go.php?url=aHR0cDovL3d3dy55b3V0dWJlLmNvbS93YXRjaD92PXJDdXFnbGZmSWhnJmFtcDtmZWF0dXJlPVBsYXlMaXN0JmFtcDtwPTA2QTEwRkExMTY1NkUzRkUmYW1wO3BsYXluZXh0PTEmYW1wO3BsYXluZXh0X2Zyb209UEwmYW1wO2luZGV4PTc=)

03 Teoria M - 11 dimensões - 6 partes.

http://www.youtube.com/watch?v=yKcbOBTDC7Y (http://www.forumespirita.net/fe/go.php?url=aHR0cDovL3d3dy55b3V0dWJlLmNvbS93YXRjaD92PXlLY2JPQlREQzdZ)

Um abraço a todos

Nelson
Título: Fisica - A Particula Divina
Enviado por: nelsonmt em 29 de Abril de 2009, 22:38
Olá amigos do forum


Os amigos que até aqui tem acompanhado este tema podem entender agora a importancia e os motivos dos cientistas de se procurar pela particula atomica de Higgs. Muitos conceitos e teorias foram apresentados aqui que servirão para debates futuros.

Como já disse antes os espíritas não precisam do referendo da ciencia para a compreenção do mundo espiritual e das lições de Jesus. No entanto no futuro as explicações deverão ser adaptadas aos novos tempos, e aos seus conceitos. De que parte deles a espiritualidade superior se servirá para nos orientar, seja neste plano seja em outros?

Não sabemos.

Segue abaixo dois links do youtube sobre os aceleradores já construidos:


BBC

http://www.youtube.com/watch?v=-hKJjrb2_Oc&feature=PlayList&p=8A3E265790E43831&playnext=1&playnext_from=PL&index=75 (http://www.forumespirita.net/fe/go.php?url=aHR0cDovL3d3dy55b3V0dWJlLmNvbS93YXRjaD92PS1oS0pqcmIyX09jJmFtcDtmZWF0dXJlPVBsYXlMaXN0JmFtcDtwPThBM0UyNjU3OTBFNDM4MzEmYW1wO3BsYXluZXh0PTEmYW1wO3BsYXluZXh0X2Zyb209UEwmYW1wO2luZGV4PTc1)

Jornal Nacional da TV Globo na inauguração

http://www.youtube.com/watch?v=sO4mRPj9xXA (http://www.forumespirita.net/fe/go.php?url=aHR0cDovL3d3dy55b3V0dWJlLmNvbS93YXRjaD92PXNPNG1SUGo5eFhB)

Um abraço a todos

Nelson
Título: Re: Prova da Existência de Deus pela física quântica
Enviado por: Diegas em 30 de Abril de 2009, 12:10
'...acho que Heller não considerou a questão do observador. Estou certo? ..'

Olá, nelsonmt


Saiba que estou me esforçando em acompanhá-lo.

Não abri os links que voce disponibilizou, tão logo o farei. Portanto, não sei bem a que 'observador' faz menção. Se o observador a que se refere for o próprio eter, questiono:


- É sabido que nos primeiros anos do século XX a teoria do éter já se encontrava enfraquecida e desacreditada por seus próprios idealizadores. Em 1905 Albert Einstein inaugurou o que hoje conhecemos por teoria da relatividade restrita. Por essa nova teoria, o éter foi realmente  abandonado e banido dos currículos ?

Caso afirmativo, a teoria de Einstein, neste quesito, vai em sentido contrário ao que prega a Doutrina Espírita, com o Fluido Cosmico Universal (um derivado do eter). Se assim é, então, alguma lógica deve haver nos postulados matemáticos de Heller (teria de tê-los em mãos para analisá-los, e jogá-los para quem entende de Matemática e Física - eu me recuso... ;D) em não concordar com a teoria das cordas e a Teoria-M. Mesmo por que estas duas teses são de dificil experimentação por faltar uma instrumentação adequada. Pelo que li não se consegue avançar além de Plank (*)


(*) Conforme Heller:

Citar
'...quando a razão chega (...) e pretende cruzar o umbral de Plank no tempo e no espaço (10 -33 cm), entrando nos limites originários da singularidade em que se produziu o Big Bang, coloca-se a pergunta pelo tipo de situação real em que tudo isto foi possível...'



Abç

Título: Re: Fisica - A Particula Divina
Enviado por: Vitor Santos em 30 de Abril de 2009, 12:50
Olá

Das teorias apresentadas, algumas ainda são do dominio da ficção cientifica, pois ainda não há provas suficientes das mesmas. Os cientistas ainda nem sequer se entenderam entre eles sobre muitas dessas coisas. Outras são teorias já mais sustentadas na experiência.

Contudo nenhuma delas prova nem deixa de provar que existe Deus, ou que existem os espiritos.

Em minha opinião, as relações entre espiritualidade e ciência, no que se refere aos ramos da ciência aqui apresentados, como a cosmologia e a teoria das particulas, são meras especulações.

Não quero dizer que um dia, essas ciências não estejam suficientemente avançadas para que os seus modelos teóricos intersectem o conhecimento espiritual. Anseio por esse dia. Gostava que fosse ainda nesta minha reencarnação (embora tenha pouca fé que assim seja).

Muito antes de chegar a modelos fisico-matemáticos que incluam a matéria súbtil (que Kardec chama fluido cósmico universal) e seus derivados, ou que incluam a essência do homem, ou seja o espirito, a ciência terá de reconhecer que já há evidências de se tratarem de realidades. A realidade espiritual não é necessáriamente uma extensão da matéria fisica. Os espiritos até disserem que se trata de realidades distintas. Nem há bases para deduzir que através do estudo das particulas que constituem a matéria se poderá chegar às coisas do espirito.

Que tenhamos fé na ciência humana e que ela nos pode ajudar a provar cientificamente, senão a realidade, pelo menos a forte probabilidade de existência das coisas do espirito, concordo em absoluto.

Que estudemos ciência, concordo em absoluto.

Que forcemos relações entre a ciência (no sentido do trabalho da comunidade cientifica relevante a nivel internacional) e as coisas do espirito, discordo plenamente. Essas relações, por enquanto não passam de especulações, que eu saiba. E por mais que ansiemos que passem de especulação a verdades, estamos a faltar à verdade se dissermos que são mais que meras especulações.

Quem quiser acreditar que brevemente poderá ver Deus e os espiritos ao microscópio (ou ao telescópio, não sei...), ou que brevemente chegaremos a teorias matemáticas que nos expliquem a natureza de Deus ou dos espiritos, pode acreditar. Não vejo inconvenientes. Que eu saiba isso não é ilegal. Todas as opiniões são respeitáveis e legitimas. tudo é possivel até prova em contrário. Eu não tenho provas em contrário dessas possibilidades da ciência, nem conheço ninguém que tenha. Logo, por mim, elas são possiveis.

Mas se uma pessoa ficar apenas à espera de provas cientificas para se aproximar de Deus, sujeita-se a grande desilusão, ou a ter que voltar cá daqui a umas reencarnações para ver esse dia. Só se desilude quem se ilude.

Viver a vida o mais de acordo possivel com a doutrina moral ensinada por Jesus, com a interpretação que os espiritos nos ensinaram a fazer da mesma, parece-me uma forma mais rápida e mais segura de encontrar a espiritualidade na nossa vida.    
  
bem hajam
Título: Fisica - A Particula Divina
Enviado por: nelsonmt em 30 de Abril de 2009, 14:30
Amigos do forum


Obviamente os amigos já perceberam minhas limitações para tratar desta materia tão complexa, mas estou me esforçando por aprender tambem junto com os depoimentos de todos e aquilo que estou encontrando de informações possivelmente úteis, e aceitando ser guiado por minha intuição, inclusive. Não possuo conhecimentos de física e matemática, e nem suficientes referencias da literatura espirita para apresentar. Conto mesmo com a ajuda dos amigos para enfrentar assunto tão espinhoso.

Realmente parece ficção científica amigo Victor, porem temos que procurar exergar algo útil no meio de tantas informações, para que possamos comparar com o que já nos foi descrito do mundo e da vida espiritual. Aponto algumas simples e práticas:

A primeira delas é que para os físicos uma explicação do universo não é capaz de existir a partir dos sentidos normais das pessoas (percepção tridimensional). Provas concretas de vários fenomenos da natureza estudados não podem conviver juntos em uma teoria única sem a abstratação de que existe uma outra realidade alem de nossos sentidos (percepção que o universo pode ter muitas dimensões). O instrumentos deles é a matemática. Os nossos são os intrumentos mediúnicos.

Surpreendente também é que a base de todo este universo teorico, não é o atomo, e portanto uma substancia material. Mas algo de comportamento singular: ela muda natureza ora é matéria ora é energia. Este comportamento ocorre em partículas pequenas como os eletrons e os fótons. (E isto não é teoria e sim experimento científico) Este comportamento é a natureza intima das particulas subatomicas, conforme prova a fisica quantica. E este comportamento dualístico é que mantem todo o universo.

Esta questão é importante de estudar e acompanhar pois segundos os físicos esta natureza instável e caótica das pequenas partículas pode ser alterada pelo observador. Desejo motivar aqui o estudo e compreenção dos amigos para este ponto: O observador. Acima deixei alguns links que podem orienta-los no início. Mas minha conclusão é que a natureza caótica das partículas, alterada pelo observador, é a prova da força mental e do principio da inteligencia sobre a matéria. Consequentemente estamos diante da relevancia do livre arbítrio. Caso concordem com isto, podemos estudar a partir desta constatação que de fato existe uma força na natureza que dá ordem, direção e função ao principio caótico da matéria bruta. Daí podemos perceber melhor a função do principio vital e da inteligencia sobre a materia. Incluindo nesta questão obviamente a Inteligencia Maior de Deus.

Não posso e nem pretendo ter uma uma atitude imparcial sobre a questão pois não posso conceber logicamente, (incluindo razão e percpção intima) a ideia de um mundo sem Deus. É de forum intimo e pessoal de cada um. Mas este é o meu.

Por fim pela descrição dos livros básicos da DE ocorre uma sutilização da matéria no mundo espiritual, e portanto oferece menos resistencia a força mental aplicada pela pelas emoções e pela sabedoria milenar. Daí o comportamento no nivel astral das particulas materiais / energéticas frente aos desequilibrios/equilibrio humanos.

Podemos discutir este comportamento da matéria e encontrar outras respostas e conclusões, dai conto com os amigos interessados na questão.

A teoria M que unifica as teorias da fisica propõe em modelos matemáticos que o big bang não foi o inicio dos tempos, e sim um fenomeno natural do choque de duas membranas. Acho que esta questão tambem é importante de se registrar. Vou estudar melhor a teoria de Heller que nosso amigo Diegas encontrou para colaborar no estudo destas questões das teorias de unificação.

Longe da teorias, os cientistas experimentais procuram encontrar mais informações sobre o comportamento das partículas sub atomicas como a de Higgs. Sucesso a eles.

Um abraço a todos


Nelson
Título: Fisica - A Particula Divina
Enviado por: nelsonmt em 30 de Abril de 2009, 16:34
Olá amigos do Fórum

Sobre a não linearidade do Tempo.

O tempo ocorre em duas percepções para a ciência: pelo registro cronológico do calendário e das horas, gerando aquilo que percebemos normalmente pelo envelhecimento das pessoas, e para os espíritas sua vida em dois planos: dos encarnados e o mundo dos espíritos. A segunda percepção ocorre por uma necessidade teórica de explicar o universo, criando uma entidade para o tempo: uma nova dimensão. Nela pela velocidade da luz poderíamos ir para o futuro ou o passado.

Não existe tecnologia que construa um foguete para testar tal hipótese voando a velocidade da luz. No entanto pela hipnose muitas pessoas já experimentaram conhecer detalhes esquecidos de sua gestação, ou até de vidas passadas, pela técnica de regressão. Não conheço situação que alguém tenha sido induzido a conhecer o futuro. Alguém conhece?

Pela descrição do mundo espiritual, no plano astral ocorre a sensação de tempo linear igual a da crosta. Existe mais facilidade de se lembrar do passado, porem a realidade temporal é idêntica a nossa.

Pela experiência com a hipnose terrestre podemos supor que as leis da física sobre a volta ao tempo ocorre melhor em veiculo mais leve de matéria, como a mente. Como será então a percepção do tempo nos planos superiores do mental para alem?

Não sabemos responder. Mas sabemos que os planos superiores estão ligados às massas gravitacionais da terra e do sol, e isto sugere o acompanhamento do tempo linear, ainda que a percepção do passado seja mais fácil. E quanto ao futuro? Teoricamente seria mais fácil. E, portanto seria a "fonte de conhecimento sobre a linha dos acontecimentos".

Ainda supondo pergunto: Em planos realmente elevados não haveria esta massa caótica da matéria, e, portanto sem gravidade para modificar a dimensão do tempo, a sensação temporal seria de eternidade?

Como disse temos muitas perguntas. Procuro com ajuda dos amigos referencias espíritas sobre a questão temporal sobre a linha do tempo - passado - futuro - eternidade.

Tenho relato de uma amiga que em suas viagens mentais em meditação teve contato com seu "eu" do passado e do futuro, com objetivo de ajuda mútua. Nunca encontrei outras descrições honestas que pudessem comprovar este fato por ela relatado, mas guardo na memória, ainda sem opinião formada, porem é compatível com a teoria da física. Alguém acha isto possível ou impossível?


Um abraço a todos

Nelson
Título: Re: Fisica - A Particula Divina
Enviado por: procura em 30 de Abril de 2009, 16:39
Boa tarde caro Nelsonmt

Num dos livros de Brian Weiss, nos fala de várias progressões no futuro.

Num espaço próximo de cerca de 400 anos (se não estou em erro), não existe nenhuma descrição. Num futuro daqui a 500 anos a Terra é descrita como algo de totalmente diferente. Por exemplo a noção de deserto é recriada numa espécie de museu, pois tal já não existe.

Se isto virá a ser verdade ou não, não sei. Se é fidedigo, não sei.

Está descrito pelo menos num dos livros.

Bem Haja


Muita Paz
Título: Re: Fisica - A Particula Divina
Enviado por: Vitor Santos em 30 de Abril de 2009, 18:33
Olá

Falando de ciência, convém ler o que dizem os cientistas:

Sobre o Big Bang, Paulo Crawford, um fisico portugûes

http://cosmo.fis.fc.ul.pt/~crawford/contents_NP.htm (http://www.forumespirita.net/fe/go.php?url=aHR0cDovL2Nvc21vLmZpcy5mYy51bC5wdC9+Y3Jhd2ZvcmQvY29udGVudHNfTlAuaHRt)

sobre as particulas, um site muito instrutivo

http://www.sprace.org.br/AventuraDasParticulas/ (http://www.forumespirita.net/fe/go.php?url=aHR0cDovL3d3dy5zcHJhY2Uub3JnLmJyL0F2ZW50dXJhRGFzUGFydGljdWxhcy8=)

São exemplos de sites onde se pode aprender ciência e não ficção cientifica.

bem hajam
Título: Re: Fisica - A Particula Divina
Enviado por: nelsonmt em 30 de Abril de 2009, 23:37
Olá amigo que Procura

Obrigado pela referencia.

Instintivamente tenho preconceitos quanto a questão de "viajar ao futuro".


Se isto virá a ser verdade ou não, não sei. Se é fidedigo, não sei.


Paradigmas ? Sim com certeza.
Me pergunto: "Para o equilibrio e harmonia de meu espírito será útil ?"
Se me desequilibro com o presente, e nem conheço meu passado, o que aprenderei com o futuro?

Posso conceber como uma realidade possivel? Sim, porem para segurança de minha saúde mental - ela será util e necessária para as proximas encarnações, prefiro ser ortodoxo, e não me permitir tal possibilidade. Acredito que me colocando nas pegadas traçadas pelo Mestre Jesus, ele proverá por mim me colocando diante de minhas reais e atuais necessidades de aprendiz.

Neste momento este devaneio seria apenas perda de tempo. Noutra vida e circunstância quem sabe? Se tais possibiliades realmente podem ser vislumbradas elas seriam de pouca utilidade a grande maioria dos espíritos, ainda em primitivos estágios. Então para que?
O passado é fonte mais útil de experiencias educacionais à maioria dos espíritos, e portanto deve ser por esta razão que é tão explorado pelos espíritos superiores.

A unica força por nós conhecida que atua na concepção teorica de espaço-tempo é a força da gravidade, que por sua vez necessita de matéria sobre que atuar. Portanto apenas podemos conceber que em ausencia de materia, ou seja nos planos elevados a percepção da passagem do tempo não existe, daí a questão da eternidade / futuro.  Se outras forças atuam sobre o Espaço-Tempo, não conheço.

Neste momento para colaborar nesta questão de estudo estou procurando informações sobre o espaço-tempo dentro de um buraco negro. Existe tempo lá, se não existe matéria, e nem mesmo luz? Existe vida espiritual em um buraco negro? Tambem hipoteses sem confirmação espiritual legitimas.

De toda a Astro Fisica, não encontrei tema mais relevante para nós espíritas que a noção do tempo e suas concepçoes modernas. Ela é aplicavel às nossas percepções mediúnicas. No entanto as minhas considerações, repito, são para estimular a reflexão teórica dos amigos deste forum. Creio no debate para que possamos aprender juntos. Se alguem tem conhecimento na Astro Fisica de outro tema de interesse aplicavel a nossa realidade de espiritas, por favor coloque suas considerações. Porem ele tem que ser relevante para a compreenção das sub-partículas atomicas.

Um abraço a todos

Nelson
Título: Re: Fisica - A Particula Divina
Enviado por: nelsonmt em 01 de Maio de 2009, 00:02
Olá Vitor e amigos do Forum

Muito bom o material de suas indicações. Não tinha encontrado material tão completo sobre a Teoria do Modelo Padrão. 


Falando de ciência, convém ler o que dizem os cientistas:

Sobre o Big Bang, Paulo Crawford, um fisico portugûes (...) sobre as particulas, um site muito instrutivo

São exemplos de sites onde se pode aprender ciência e não ficção cientifica.

Infelizmente não sou cientísta para comenta-los. Mas estou muito satisfeito. Pelos meus recentes estudos agora temos todas as recentes e melhores teorias da Física, e da Teologia a disposição dos leitores do Forum neste tema:

A Teoria de Einstein

O Modelo Padrão

A Teoria das Cordas

A Teoria M (Membrana)

A Teoria de Michael Heller

Bons estudos a nós todos

Um abraço 

Nelson
Título: Fisica - Como Funciona a Ciencia
Enviado por: nelsonmt em 01 de Maio de 2009, 15:25
Olá amigos do fórum espirita,


Satisfeito por termos reunidos tantas teorias científicas que abordam o texto inicial deste tema é preciso começar a formar uma idéia geral de interesse espírita sobre os novos conceitos sobre as partículas subatômicas, e discutir se de fato, estamos próximos de ter provas concretas e objetivas daquilo que alguns denominaram de “partícula de Deus”, ou partícula de Higgs.

Dentro da ciência experimental os cientistas concluíram recentemente a construção de um equipamento de acelerador de partículas subatômicas o CEM. A uma expectativa que com este equipamento possa desvendar ainda mais o comportamento e natureza destes elementos que constituem os átomos. Dentre eles a partícula de Higgs. Conclusões definitivas ainda poderão demorar anos. Busca-se encontrar um comportamento menos instável desta partícula de forma que as teorias já descritas possam ser comprovadas quanto àquilo que é material. Caso isto não ocorra os cientistas terão que repensar muito do que já foi escrito, abandonando conceitos já estabelecidos.

Temos que aceitar o que acontece na ciência. Einstein escreveu suas teorias na década de 20 por equações matemáticas baseadas em hipóteses e premissas. Passados em torno de 80 anos suas teorias ainda são consultadas pois os modelos deixados por ele são aplicáveis a realidade até hoje. Parte de sua teoria já teve a comprovação por experimentos concretos que em seu tempo era impossível. Parte ainda aguarda comprovação ou a não comprovação de seus modelos teóricos.

Da mesma forma os cientistas atuais com as evidencias experimentais de vários ramos da física estão formulando teorias e modelos matemáticos que só o futuro trará provas concretas ou não. Ocorrem atualmente as teorias: Quântica, a das Cordas e a Teoria M (Membrana) Porem as teorias e modelos tem que ser muito plausíveis para que no futuro possam motivar investimentos da grandeza do CEM para comprovar objetivamente e concretamente suas conclusões.

Enquanto isto não ocorre a percepção que temos de suas conclusões é que se tratam de ficção científica, como nos alerta corretamente o amigo Vitor Santos. Em parte ele tem razão em parte não. Estas teorias antes de serem comprovadas não merecem crédito? Sim e não. Não porque ainda são apenas abstração, e, portanto podem ser alteradas por evidencias ainda desconhecidas. Sim porque a comunidade cientifica as certifica quando continua a estudá-las. A ciência funciona assim nos últimos 100 anos. Primeiro ocorre o modelo teórico depois o experimental. Por mais fantásticas que sejam as teorias, são elas que norteiam os investimentos e pesquisas de comprovação.

 Este modelo de comportamento dos cientistas é discutido filosoficamente em parte por Michel Heller, dizendo que as premissas e a matemática já determinam os resultados, e em parte, de forma indireta comprovando a existência de Deus. Existe na ciência uma prisão mental que gera os resultados, pois o cientista como observador do experimento já embute nele suas crenças. Criando a questão discutida na física quântica do papel do observador na ciência.

No entanto esta é a forma pela qual a ciência tem  indiscutivelmente contribuído para o progresso da humanidade. Mas não podemos por isso, pelas “verdades” estabelecidas pela ciência substituí-la como toda a fonte para se crer em alguma coisa.  Aquele que encontrou Deus em seu interior ( e não no exterior) tem plena certeza de que a fonte de verdades não se encontra na ciência. Porem esta experiência é pessoal e não é transferível. O máximo que se pode dizer que é uma busca de todo individuo disposto e motivado. Aqueles que não são, são guiados por outras crenças, com todo direito de sua escolha livre.

Este tema é destinado à pessoas que já buscam a Deus em seu interior, e precisam de mais conceitos para poder conhecer a Sua criação. Assim creio que alem das forças e leis da física para o Universo, e as partículas, existe uma outra fonte de forças, que de uma forma meramente figurativa, “vem do alto”.

Isto posto pretendo escrever aquilo que de pertinente ao tema e aos espíritas encontrei com os amigos e os estudos. Sempre contando com as criticas e ajuda de todos, pois estou aquém de conclusões complexas e definitivas. Espero mesmo ser simples.

Um abraço a todos

Nelson
Título: Fisica - A Particula Divina
Enviado por: nelsonmt em 01 de Maio de 2009, 20:31
Olá Amigos do Fórum Espírita

Não existem noticias recentes sobre o andamento dos experimentos sobre a partícula de Higgs. Comprovada ele define que não existe vazio no universo (nem no vácuo). Está presente em tudo e daí seu nome de "particula de Deus". Comprovado ele participa das teorias da Astro Fisica sobre o universo, que o Modelo Padrão não explica. Existem teorias aqui já comentadas que dizem ser capaz de explicar tudo o que existe no universo por leis físicas. Assim os experimentos atuais geram muitas expectativas em toda a comunidade científica. Aguardemos junto com eles.
 Abaixo segue textos mais simples sobre sua função e a questão que envolve entre os cientistas sobre a partícula de Higgs. Para estudos mais completos estude o Modelo Padrão, indicado pelo amigo Vitor. Sua leitura é pedagógica mas é do ano de 1999, e talves já tenha um ou outro pequeno erro de atualização, mas achei muito bom. Higgs é uma particula virtual e lá é explicado o que é isso. Observe na teoria como ocorre a instabilidade dentro das particulas subatomicas do núcleo. Que abordaremos brevemente.

Um abraço a todos

Nelson

Modelo Padrão http://www.sprace.org.br/AventuraDasParticulas/ (http://www.forumespirita.net/fe/go.php?url=aHR0cDovL3d3dy5zcHJhY2Uub3JnLmJyL0F2ZW50dXJhRGFzUGFydGljdWxhcy8=)


O Boletim de Notícias da Física do Instituto Americano de Física, número 861, de 15 de abril de 2008 por Phillip F. Schewe e Jason S. Bardi. Partes escolhidas

É a tarefa imperativa para os dois mais poderosos aceleradores de partículas jamais construídos — o Tevatron, atualmente atingindo o pico de sua performance que já dura décadas, e o Large Hadron Collider (LHC) [Grande Colisor de Hádrons] no CERN, encontrar o Higgs (...) O Higgs ainda não foi descoberto, mas, no encontro desta semana da American Physical Society (APS) [Sociedade Americana de Física] em St. Louis dúzias de palestras se referiram ao estágio da busca pelo Higgs.
Por que o Higgs é tão importante? Porque se acredita que ele preenche todo o vácuo do universo; não para, como se pensava do velho æther, dar uma base material para a propagação das ondas eletromagnéticas, mas para interagir com as partículas e dar-lhes massa. Os efeitos do Higgs usualmente ficam escondidos no vácuo, porém, se concentrarmos suficiente energia em um pequeno volume de espaço — no ponto onde duas partículas energéticas colidem — então o Higgs pode ser transformado em uma partícula real cuja existência pode ser detectada.
(...)
Embora extremamente maciços, os Higgs são difíceis de detectar, porque só existem”virtualmente”. Emergem no mundo e submergem após brevíssimos instantes, tempo curto demais para serem registrados. Para ver um Higgs, os físicos têm de produzir um, espatifando partículas umas contra as outras a velocidades extremas. A energia da colisão se converte em matéria e, se a energia for alta o suficiente, um Higgs de verdade pode irromper. Em seguida, prediz a teoria, desfaz-se (“decai”, como dizem os físicos em seu jargão) numa coleção de outras partículas.
(...)
Com o que se pareceria um “evento Higgs”? Um dos palestrantes no encontro, Brian Winer (Ohio State), declarou que o “evento mais parecido com um evento-Higgs” já observado até hoje naquele (se supõe) de uma colisão próton-antipróton, no Tevatron, que criou uma bola de fogo que então decaiu em um bóson W (um vetor da força nuclear fraca) e uma partícula de Higgs. O Higgs, por sua vez, rapidamente decaiu em um par de quarks bottom-antibottom cuja massa combinada chegava a 120 GeV. Por si só, um tal evento não constitui uma descoberta. A observação bem sucedida do Higgs envolve a descoberta de um inventário de eventos candidatos substancialmente maior do que o número de efeitos de fundo esperados em colisões que não produzem uma partícula de Higgs, mas que imitam algumas de suas características. (...)

O Higgs, se ele existir, deve aparecer abundantemente no LHC, onde a energia de colisão é muito mais alta do que no Tevatron. (...)


Higgs e Hawking criam polêmica sobre experimentos do LHC – partes escolhidas do Jornal o Estado de São Paulo 11/09/08

O LHC poderia tornar realidade o grande sonho de Higgs, de ver confirmada sua teoria sobre a partícula que leva seu nome, o chamado bóson de Higgs. A existência do bóson de Higgs faz parte das bases da física de partículas, mesmo que até agora não se tenha demonstrado experimentalmente sua existência.
 Caso a teoria de Higgs seja confirmada, o físico inglês de 79 anos deve ser premiado com o Prêmio Nobel; a ausência da partícula poderia reforçar a visão de Hawking sobre a interação entre teoria quântica e gravidade, e levar o prêmio para ele. Em certa ocasião, Hawking chegou a apostar 100 libras na previsão de que o bóson não será descoberto pelo LHC.
Em declarações á imprensa em Edimburgo, na Escócia, Higgs disse que não leu um trabalho recente de Hawking, em que o físico tenta demonstrar que o bóson de Higgs não será descoberto, mas disse conhecer um artigo anterior que, acredita, serve de base para os cálculos mais recentes.
 Higgs disse que não acreditava que fosse um bom trabalho, e criticou o colega por juntar teorias sobre a gravidade e a física quântica de um modo que qualquer físico de partículas desaprovaria imediatamente.
 "Do ponto de vista da física de partículas, da perspectiva da física quântica, é preciso incluir algo além da gravidade na teoria, e não acho que Stephen tenha feito isso.  Tenho grandes dúvidas quanto a seus cálculos", explicou.
De acordo com a versão publicada no jornal britânico The Times, outros membros do painel, durante a entrevista coletiva concedida na Escócia, cortaram a discussão, dando a entender que Higgs havia tirado de contexto a fala de Hawking, para quem o LHC pode provar a existência de outras partículas hoje apenas teóricas, mas não do bóson de Higgs.

Título: Fisica - A Particula Divina
Enviado por: nelsonmt em 01 de Maio de 2009, 23:31
Olá amigos do Fórum

... quando você olha para as estrelas numa noite
clara, está olhando através do campo de Higgs.
Leon Lederman


Terminando aqui a explanação da importancia da particula de Higgs, nada como sair da teoria e tentar entender o que é isto no nosso dia a dia. Procurei exemplos para ilustar aos amigos e apresento aqui dois textos: o primeiro é simples:


Origem da Massa (1)

Podemos sentir os nossos músculos a trabalhar. Quanto maior a massa do objecto a ser movido, maior a força que terão de exercer. Neste sentido, a massa de um objecto representa a sua resistência a mudanças do seu movimento. De onde vem esta resistência a ser acelerado? O que dá inércia a um objecto?

O oceano de Higgs, no qual estamos todos imersos, interage com os quarks e com os electrões: resiste às suas acelerações. Nós sentimos o campo de Higgs. As forças que exercemos milhares de vezes por dia para mudar a velocidade deste ou daquele objecto são forças que lutam contra o arrastamento do oceano de Higgs.

Para acelerar uma bola de pingue-pongue submersa em melaço, teríamos de empurrar com muito mais força. Ela resistirá às nossas tentativas para mudar a sua velocidade mais fortemente do que quando não está no melaço, e assim comporta-se como se tivesse aumentado a sua massa. As partículas elementares resistem a tentativas de mudança das suas velocidades – adquirem massa.

Se não fosse o campo de Higgs, todas as partículas fundamentais seriam como o fotão, e não teriam qualquer massa.


(1) Leia completo em:   http://o-outro-universo.blogspot.com/2008/02/higgs-massa-e-arrefecimento-do-universo.html (http://www.forumespirita.net/fe/go.php?url=aHR0cDovL28tb3V0cm8tdW5pdmVyc28uYmxvZ3Nwb3QuY29tLzIwMDgvMDIvaGlnZ3MtbWFzc2EtZS1hcnJlZmVjaW1lbnRvLWRvLXVuaXZlcnNvLmh0bWw=)

O segundo texto esta completo em pdf porque assim os amigos poderão acompanhar seu texto e suas figuras que ilustam a explicação. Trata-se de um texto de Amaral Vieira para a Funcap - Ceará. Descaquei alguns trechos, mas para entendimento é melhor em PDF do anexo.


O segredo da massa das partículas (2)

As teorias físicas contidas no Modelo Padrão explanam a estrutura da matéria
através de 32 partículas, das quais 14 fundamentais, 12 de matéria e 4 transmissoras de
forças. Sabemos como elas se agrupam e interagem para formar átomos, moléculas,
pessoas e galáxias inteiras e até mesmo o universo. Mas até o começo da década de
sessenta, não se explicava a materialidade dessas coisas porque isso exigiria demonstrar
como partículas e objetos adquirem massa.


Como entender a massa

A massa de um objeto está relacionada à quantidade de átomos de que ele é formado, mas isso não implica em que objetos de grande massa devam ser necessariamente muito maiores que objetos de pequenas massas.
(...)
A massa, por outro lado, não é a mesma coisa que o peso, pois um objeto qualquer que nos rodeie se tornará mais leve na superfície da Lua apesar de conservar o mesmo número de átomos que teria na superfície da Terra. Posto isso, lembremos de que a famosa equação de Einstein E=mc explica que a energia pode ser convertida em massa e vice versa o que pode conduzir a resultados extraordinários. Uma explosão atômica resulta da conversão de uma pequena quantidade de massa numa imensa quantidade de energia.

Na tentativa de detectar a partícula de Higgs, os físicos do LHC vão trabalhar na direção contrária convertendo uma grande quantidade de energia numa pequena massa.

Mas o que é mesmo massa?   

A massa de uma partícula pode ser considerada de duas maneiras: (i) aquela dada pelo movimento, ou seja, pela energia associada a ele e (ii) a massa intrínseca de uma partícula que é sua massa de repouso. O campo de Higgs seria o responsável por atribuir às partículas justamente a massa de repouso.

Segundo a mecânica quântica, que governa o micro mundo das partículas, elas podem se comportar ora como “coisas” ora como ondas. Assim, vamos considerá-las como ondas num fluido quase perfeito, admitindo que, nessas circunstâncias, elas teriam uma série de propriedades como posição, momento, spin etc., mas não teriam massa. Se o líquido torna-se viscoso, em algum ponto, passa a opor resistência à trajetória da partícula retardando seu movimento, sendo isso o que queremos dizer por massa.

Esse líquido viscoso representa, de forma intuitiva, o campo de Higgs e o seu modo de ação.

A física de partículas diz que o universo está literalmente imerso num oceano de Higgs, um fluído que ocupa o vácuo e pelo qual todas as partículas devem passar. Enfatizando isso, o físico Leon Lederman diz que quando olhamos para as estrelas numa noite clara nós as estamos vendo através do campo de Higgs.
 

(2) Amaral Vieira  

Quero a partir deste texto discutir os conceitos com os textos espíritas

Um abraço a todos

Nelson

Leiam a aprte no anexo em que demonstra o que é campo de Higgs.
Título: Re: Fisica - A Particula Divina
Enviado por: Diegas em 02 de Maio de 2009, 01:04
'...Pelos meus recentes estudos agora temos todas as recentes e melhores teorias da Física, e da Teologia a disposição dos leitores do Forum neste tema:

A Teoria de Einstein

O Modelo Padrão

A Teoria das Cordas

A Teoria M (Membrana)

A Teoria de Michael Heller


Olá, nelsonmt


Acredito que tenha esquecido de relacionar 'A Grande Síntese', de Pietro Ubaldi.

 - Fornece-nos uma nova consciência cósmica, consciência essa voltada para o ser espiritual.

 - Demonstra-nos a união perfeita entre fé e ciência, intuição e razão.

 - Conduz-nos à compreensão de uma lei mais elevada, de amor e colaboração, que a todos una num grande organismo animado por uma nova consciência universal e unitária.

 - Chega-se ao Evangelho do Cristo pelas veredas da ciência, isto é, do materialismo, para fundir os dois pretensos inimigos: ciência e fé.


Parecer de Ernesto Bozzano:

Citar
'... a onda de inspiração supranormal lhe ditou a mais extraordinária, concreta e grandiosa mensagem mediúnica, de ordem científica, que se conhece em metapsíquica...'


Parecer do mentor Emmanuel:

Citar
'...A "Grande Síntese" é o Evangelho da Ciência, renovando todas as capacidades da religião e da filosofia, reunindo-as à revelação espiritual e restaurando o messianismo do Cristo em todos os institutos da evolução terrestre...'


---------------

- Um estudo do seculo XIX, ditado por um dos maiores psicólogo-cientista do mundo espiritual, e sempre atualíssimo, visto que antecipou-se a muitas dessas nossas teorias cientificas 'moderninhas' que circulam por aí.

Abç
Título: Re: Fisica - A Particula Divina
Enviado por: procura em 02 de Maio de 2009, 10:39
Amigo Diegas

Pietro Ubaldi deixou-nos uma obra de valor incalculável.

Einstein inspirou-se na Grande Sintese para chegar às suas formulas matemáticas.

Cada leitura que faço de Ubaldi me deixa confiante em Deus e nas suas leis. Me dá a compreensão da forma como tudo funciona.

A sua escrita transmite uma paz imensa.

Não existem dogmatismos, divisões humanas, ele é o universalista que todos um dia teremos de ser quando evoluir-mos em Conhecimento e Amor.

Bem Haja
Título: Re: Fisica - A Particula Divina
Enviado por: hcancela em 02 de Maio de 2009, 11:24
Olá amigos(as)

Procura caro amigo, eu diria mais;

A Grande Síntese e os mais de 20 livros, escritos por ele.

Obs:Também é certo que não são livros de fácil entendimento ou de leitura.


SAUDAÇÕES FRATERNAS
Título: Re: Fisica - A Particula Divina
Enviado por: procura em 03 de Maio de 2009, 14:18
Amigo Cancela

Pietro Ubaldi deixou-nos 24 livros, culminando no livro "Cristo".
A sua escrita universalista nos dá uma paz de espirito maravilhosa.

Muita Paz
Bem Haja
Título: Re: Fisica - A Particula Divina
Enviado por: Diegas em 03 de Maio de 2009, 18:29
'...Einstein inspirou-se na Grande Sintese para chegar às suas formulas matemáticas...'

Olá, procura


'A Sintese' vai ao encontro do preconizado pela Codificação quanto a existencia do eter; portanto, contra as teorias que a negam (por isso, o eter até foi descartado dos curriculos)

Sobre o eter, lemos com Pietro Ubaldi:


Citar
'...Assim, muitas nebulosas, que vedes surgir nos espaços, sem que antes qualquer coisa visível lá houvesse, nascem por condensação de energia, que, depois de imensa dispersão e difusão devidas à irradiação contínua de seus centros, se concentra em dados pontos do universo, segundo correntes que lhe guiam o eterno circular. Aí, obedecendo à impulsão que lhe imprime a grande lei de equilíbrio, ela, a energia, se acantona, se acumula, retorna dobra-se sobre si mesma, ressarcindo, equilibrando o exaurido ciclo inverso da difusão que a guiara, de coisa em coisa, para tudo animar e mover no universo. De todas as partes deste, as correntes trazem sempre nova energia, o movimento se faz cada vez mais intenso, o vórtice fecha-se em si mesmo, o turbilhão se torna verdadeiro núcleo de atração dinâmica. Quando já ele não pode mais suportar, no seu âmbito, todo o ímpeto da energia acumulada, chega um momento de máxima saturação dinâmica, um momento crítico, em que a velocidade se torna massa, se estabiliza nos infinitos sistemas planetários íntimos, dos quais nascerá o núcleo, depois o átomo, a molécula, o cristal, o mineral, os amontoados solares, planetários, siderais. Da imensa tempestade nasceu a matéria: Deus criou.
Vedes que, em realidade, nenhuma das três formas, consegue isolar-se completamente e todas conservam sempre traços de suas fases precedentes. Vedes, assim, que o pensamento se apóia num suporte nervoso-cerebral e que a matéria contém e nos restitui sempre a idéia que a anima. A energia que, tanto na fase de ida, como na de volta, é sempre o traço de união entre e , investe todas as formas, porquanto no vosso mundo inferior o pensamento não sabe existir sem o apoio da energia, que invade toda a matéria, agitando-a, em infinitas formas, mas, sobretudo, na forma fundamental, mãe de todas as outras, a de energia gravitante, ou gravitação universal.
O éter, que, para vós, é mais uma hipótese do que um corpo bem estudado, escapa as vossas classificações, porque entendeis de reconduzi-lo as formas conhecidas da matéria, ao passo que ele é uma forma de transição entre a matéria e a energia. O éter, forma de transição entre e é, por sua vez, o pai do Hidrogênio e filho das formas dinâmicas puras, calor, luz, eletricidade, gravitação, à que a matéria retornará por desagregação e radioatividade. As nebulosas se condensam, vindo da fase éter, através das fases gás, líquido, sólido, e entre os sólidos estão os corpos de peso atômico máximo, os mais radioativos, os mais velhos, como já disse, os que voltam, por desagregação atômica, à fase...'


Como havia comentado no início, George Gamow é o cientista que mais se aproxima de uma solução quanto a explicação da origem do Cosmo, com a teoria do Universo Oscilante ou Pulsante. É a teoria que mais se aproxima ao estudo de 'A Síntese'.



Abç
Título: Re: Fisica - A Particula Divina
Enviado por: Vitor Santos em 03 de Maio de 2009, 20:54
Olá Diegas

Do que eu leio das obras básicas da codificação, o que é denominado Fluido Cósmico Universal, que é a única analogia que se poderá fazer com o conceito de eter, nada tem a haver com a teoria do eter da ciência antiga.

Não é dito na codificação que o fluido cósmico universal é um meio fisico para possibilitar a propagação da luz ou das ondas electromagnéticas. É dito que é um meio onde se propaga o pensamento, isso sim.

A ciência não provou ainda que a codificação de Kardec está desactualizada ou errada, como não provou que está actualizada e está certa, ao contrário do que você insinua.

O pensamento não é um campo electromagnético comum, pois se fosse, a aparelhagem que existe hoje em dia já o detectava. Detectam-se desde baixissimas a altissimas frequências e desde baixas intensidades a grandes intensidades de radiação. A verdade é muito mais complexa e mais desconhecida da ciência.

A telepatia e a mediunidade, fenómenos que em principio envolvem a transmissão do pensamento, não se lêem nos aparelhos de detecção de campos electromagnéticos, que eu saiba, nem se captam como se ondas electromagnéticas comuns de rádio se tratasse. Isso é uma ideia errada que muitos cépticos aproveitam para denegrir o espiritismo. Tentam reduzir tudo a fenómenos electromagnéticos comuns.

Fui procura o sobre a história da teoria cientifica do eter, que já foi colocada de parte e encontrei aqui, para quem quiser aproveitar esta fonte para distinguir o que está escrito na codificação da teoria do eter, por si mesmo:

http://www.scielo.oces.mctes.pt/pdf/ctm/v20n3-4/v20n3-4a08.pdf (http://www.forumespirita.net/fe/go.php?url=aHR0cDovL3d3dy5zY2llbG8ub2Nlcy5tY3Rlcy5wdC9wZGYvY3RtL3YyMG4zLTQvdjIwbjMtNGEwOC5wZGY=)

Não sei o que pensava Kardec pessoalmente, mas as respostas dos espiritos colocadas nas obras básicas não afirmam tal coisa. Em meu entender, Diegas, está a deturpar a codificação.

Eles disseram que existe uma matéria subtil que está entre o espirito e a matéria grosseira que conhecemos, mas isso a ciência ainda nunca provou que existe nem que não existe, que eu saiba.

Em relação ao que escreveu Pietro Ubaldi, não sei se está explicito ou implicito o conceito de eter, elemento que se pensava erradamente necessário para propagar a luz, ou não. Uma vez comecei a ler "A Grande Sintese" e acabei por desistir, pois tratava-se, para mim, de um texto pouco claro e nada objectivo. Talvez haja alguma obra de Ubaldi que descodifique aquela linguagem, e que ela passe assim a ter sentido para mim, ou que os desenvolvimentos da ciência das particulas dêem um sentido à obra que eu não esteja a ver. Ou, até, talvez, se eu for ler agora, até já faça mais sentido para mim, não sei.

Os conhecimentos académicos de fisica e matemática a que tive acesso, que abrangeram a compreensão da aplicação das equações de Maxwell do electromagnetismo, um pouco da teoria da relatividade, a termodinamica geral, a mecânica geral, etc., não me deram nenhuma luz para interpretar aqueles textos do Pietro Ubaldi. 

bem hajam
Título: Re: Fisica - A Particula Divina
Enviado por: Diegas em 03 de Maio de 2009, 22:42
'...A ciência não provou ainda que a codificação de Kardec está desactualizada ou errada, como não provou que está actualizada e está certa, ao contrário do que você insinua...'

Olá, Vitor Santos

Eu insinuei que a Codificação está desatualizada ou errada, quando justamente estou a afirmar o contrário ?

Citar
Eles disseram que existe uma matéria subtil que está entre o espirito e a matéria grosseira que conhecemos, mas isso a ciência ainda nunca provou que existe nem que não existe, que eu saiba.

Analise se 'A Sintese' e a Codificação não concordam entre si:  
Citar
'..O éter, que, para vós, é mais uma hipótese do que um corpo bem estudado, escapa as vossas classificações, porque entendeis de reconduzi-lo as formas conhecidas da matéria, ao passo que ele é uma forma de transição entre a matéria e a energia...'

Pelo exposto, temos:

Eter = transição entre a matéria e a energia = aquilo que os espiritos da Codificação denominam matéria sutil.

Exato, não provou. E isto por que as teorias cientificas, apesar de bem intencionadas, estão ainda muito aquem da realidade da formação cósmica. E a teoria mundana que mais se aproxima é a de George Gamow.  

Citar
Em relação ao que escreveu Pietro Ubaldi, não sei se está explicito ou implicito o conceito de eter.

O entendimento de 'A Sintese', torno a repetir, é o mesmo da Codificação. Por favor, releia o texto de 'A Sintese' acima transcrito.



Abç


Título: Re: Fisica - A Particula Divina
Enviado por: Vitor Santos em 03 de Maio de 2009, 23:03
Olá Diegas

Se você quis dizer outra coisa diferente daquilo que eu interpretei, é com alegria que peço desculpa e dou a mão à palmatória, amigo.

A substância "eter" empregada no sentido do que diziam os cientistas antigos, e que efectivamente é um conceito desactualizado em termos cientificos, não é empregada pelos espiritos da Codificação. Apesar de a palavra "eter" ter uma longa história, e vários significados ao longo da história humana e de poder ser empregue em vários sentidos.

bem haja e desculpe lá a minha interpretação errada, amigo Diegas.
Título: Re: Fisica - A Particula Divina
Enviado por: Diegas em 03 de Maio de 2009, 23:25
'...Os conhecimentos académicos de fisica e matemática a que tive acesso, que abrangeram a compreensão da aplicação das equações de Maxwell do electromagnetismo, um pouco da teoria da relatividade, a termodinamica geral, a mecânica geral, etc., não me deram nenhuma luz para interpretar aqueles textos do Pietro Ubaldi...'

Olá, Vitor Santos

'A Sintese' foi o máximo esforço didático possível de fazer compreensivel aquilo que escapa a qualquer analogia mundana

Eis como o estudo de 'A Sintese' se desenvolve, pela boca de seu autor:

Citar
'...Noutro lugar, falei-vos, e de forma diversa, sobretudo ao coração, usando de uma linguagem simples, apropriada aos humildes e aos justos, que sabem chorar e crer, Aqui, falo à inteligência, à razão cética, à ciência sem fé, para, ultrapassando-a, vencê-la com suas próprias armas. A palavra suave, que atrai e arrasta, porque comove, essa já foi dita. Aponto agora a mesma meta, mas por outras sendas, feitas de arrojo e força de pensamento, afim de que a possa compreender aquele que isso reclama e que de outro modo não saberia ver, por falta de uma fé sua, ou por deficiência de orientação...'

E, prossegue, sem violentar o livre-arbitrio:

Citar
'...Levar-vos-ei agora, lentamente, cada vez mais perto do centro da questão. O que vos exponho representa um princípio novo para a vossa ciência e filosofia, novo para o vosso pensamento...'

Mais um tantinho:

Citar
'...Chegados a este ponto, podemos estabelecer, nas suas grandes linhas, os concertos fundamentais, que depois desenvolveremos analiticamente...'

E, segue, devagarinho, ensinando:

Citar
'...É chegado o momento de retomarmos a idéia de onde partimos, a dos três aspectos do universo, para aprofundá-la. A esses três aspectos, correspondem três modos de ser do mesmo universo...'


E, expõe, delicadamente:

Citar
'...Estes três modos de ser se acham ligados, por meio de relações, de derivação recíproca. Para tornar mais simples a exposição, reduziremos a símbolos estes conceitos. A idéia pura, o primeiro modo de ser do universo, ao qual chamaremos espírito, pensamento, lei e que representaremos pela letra (alfa) se condensa, materializa, vestindo-se da forma de vontade, concentrando-se em energia, exteriorizando-se no movimento: segundo modo de ser, que representaremos pela letra (beta). Num terceiro tempo, passamos, mediante uma necessária materialização, ou condensação, ou exteriorização, ao modo de ser que denominamos matéria, ação, forma, o mundo da vossa realidade exterior, e que representaremos pela letra (gama)...'


E assim vai até o fim do estudo, sem atropelos e sem qualquer exigencia intelectual extraordinaria. Ate eu que não sou muito afim com as Ciencias exatas, compreendi perfeitamente os conceitos e definições. Acredito que haja um pouquinho de exagero de sua parte ao relacionar 'A Sintese' como algo além de um conhecimento mediano.



Abç
Título: Re: Fisica - A Particula Divina
Enviado por: Vitor Santos em 03 de Maio de 2009, 23:50
Olá Diegas

Citar
E assim vai até o fim do estudo, sem atropelos e sem qualquer exigencia intelectual extraordinaria. Ate eu que não sou muito afim com as Ciencias exatas, compreendi perfeitamente os conceitos e definições. Acredito que haja um pouquinho de exagero de sua parte ao relacionar 'A Sintese' como algo além de um conhecimento mediano

Talvez na altura que eu li parte da Grande Sintese eu não estivesse preparado para dar o sentido adequado às palavras (eu ainda nem sabia o que era espiritismo nem coisa parecida. Eu andava precisamente em busca de conhecimento espiritual e apanhei a Grande Sintese na internet. Até imprimi parte e fui ler). É um bom exercicio tentar ler de novo. Vou ver se o faço.

bem haja
Título: Re: Fisica - A Particula Divina
Enviado por: nelsonmt em 05 de Maio de 2009, 09:22
Olá Diegas e Amigos do forum

Não conheço a obra de P. Ubaldi, que são de 24 livros. Conto com a colaboração dos amigos para a indicação e citação deste autor, que em sí merece um tema específico, sendo tão extensa.


Acredito que tenha esquecido de relacionar 'A Grande Síntese', de Pietro Ubaldi.

 

Depois da solicitação dos amigos lí alguns capítulos do livro "A Grande Sintese". Encontra-se a disposição pelo programa Emule edição recente.

É uma obra extensa e realmente muitas das questões aqui abordadas são comentadas na obra.
Ele discorda de Einstein na solução de outra dimensão para o tempo. Discute a questão da Gravidade - tema científico atual e ainda sem consenso. Realmente sua tese é defender o conceito de Deus como fonte ativa de participação no "funcionamento organico do universo" pela equação da Ondulação. Quanto as partículas sub atomicas: não é tratada na obra. Propõe um sentido de evolução da energia para a materia baseado no número atomico. Fiz apontamentos dos conceitos iniciais de minha leitura recente, espero ser útil aos futuros leitores da obra e conto com os amigos para corrreção:

Cap. VI Monismo

Em vosso mundo a realidade esta fracionada por barreiras de espaço e tempo; a unidade aparece pulverizada no particular; vemos o infinito despedaçar-se, dividir-se corromper-se no finito, o eterno no temporário, o absoluto no relativo....

Ascensão é a idéia dominante; Deus é o centro.

Cap. VII Aspecto Estático, dinâmico e mecânico do universo

O universo é uma unidade que compreende tudo que existe. Esta idéia pode ser considerada sob 3 aspectos: estático, dinâmico e mecânico.

Estático: a unidade todo é seccionada num átimo da sua eterna mutação, a fim de que sua atenção possa observar particularmente a estrutura, mais do que o movimento. Como estrutura, o universo é um organismo, isto é, um todo formado por partes, não reunido por acaso, mas com ordem e proporção recíprocas e, ainda que momentaneamente e excepcionalmente possam dar-se ao contrário, sempre correlatas, como é necessário num organismo em que, para funcionar, as partes componentes devem coordenar-se pra um único fim.

Dinâmico: o todo unidade é considerada no que verdadeiramente é: um eterno vir a ser. O universo é um movimento contínuo. Movimento significa trajetória; um termo a ser alcançado. O movimento é orgânico, é um funcionamento de partes coordenadas. Assim o simples conceito de movimento defini-se e completa-se numa mutação mais complexa, que não é mais puro movimento físico, mas transformismo fenomênico, e o conceito de trajetória complica-se naquele mais amplo, de progressão em busca de uma meta.

Mecânico: não é outra coisa senão o conceito do movimento isolado abstratamente para o fim de poder melhor efetuar a análise e colher o principio, definir a lei, através do estudo da trajetória tipo dos motos fenomênicos. É o estudo da Lei, como forma e como norma de transformação.

Do exame desses três aspectos surge a idéia gigantesca que domina todo o universo. Quer o observemos como organismo, como devenir, ou como lei, chegaremos ao mesmo conceito por três estradas diferentes, que se somam e reforçam a conclusão. Ascendemos, assim, ao Princípio Único, à idéia central que governa o universo. Esse princípio, essa idéia, é ordem.

Imaginai, se a ordem não reinasse soberana, que choque tremendo sofreria um funcionamento tão complexo como é o da criação, um transformismo que jamais pára! Somente esse princípio pode estabilizar um movimento de tamanha vastidão. Cada fenômeno, em cada campo, tem uma trajetória própria de desenvolvimento, que não pode mudar, é sua lei, coordenada à lei maior; tem uma vontade de existir numa forma que o individualize e de mover-se para atingir uma meta exata, razão de sua existência; é lançado com velocidade e massa que inconfundivelmente o distingue entre todos os demais fenômenos. Como poderia tudo mover-se sem precipitar-se num cataclismo imediato e universal, se cada trajetória não tivesse sido já traçada inviolavelmente? Não podeis deixar de encontrar esse princípio de uma lei soberana, em toda parte e a qualquer momento. Vossa vida individual, vossa história de povos, vossa vida social têm suas leis. Vossas estatísticas, pelo princípio dos grandes números, colhem-nas e podem dizer-vos quantos nascimentos, mortes ou delitos acontecerão aproximadamente nos anos seguintes. Também o campo moral e espiritual tem suas leis; embora sua complexidade vos faça perder o rastro, a lei subsiste também nesse campo, matematicamente exata. Não vos falo de fenômenos biológicos, astronômicos, físicos ou químicos. Se podeis mover-vos, agir e conseguir qualquer resultado, é porque tudo em torno de vós se move com ordem, de acordo com uma lei, e nessa lei tendes sempre confiança porque só ela vos garante a constância dos efeitos e das reações. Lei não inexorável, não sensível, mas complexa, extraordinariamente complexa em todo o entrelaçamento de suas repercussões; uma lei elástica, adaptável, compensadora, construída com tão vasta amplitude, que abarca em seu âmbito todas as possibilidades. Lei, sempre lei, exata nas conseqüências de qualquer ato, férrea nas conclusões e sanções, poderosa, imensa, matematicamente precisa em sua manifestação.

Ela é ordem e, como ordem, mais ampla e poderosa que a desordem, portanto, engloba-a e a guia para suas metas; ela é equilíbrio, mais vasto que o desequilíbrio, o qual abarca e limita num âmbito intransponível. Equilíbrio e ordem são, também, o Bem e a Alegria. Em todos os campos, uma só é a lei. A alegria é mais forte que a dor, que se torna instrumento de felicidade; o bem é mais poderoso que o mal, ele limita e o constringe para os seus objetivos. Se existem desordem, mal e dor, só existem como reação, como exceção, como condição, como contragolpe fechado dentro de diques invisíveis, determinados e invioláveis. Esta é a verdade, embora seja difícil demonstrá-la à vossa razão, que observa a matéria. Esta, por estar à distância máxima do centro da causa primeira, é o que há de menos apto para revelar-vos essa causa; embora contendo em si todo o princípio, esconde-o mais secretamente em seu âmago.

Não confundais a ordem e a presença da Lei com um automatismo mecânico e um fatalismo absurdo. A ordem, vo-lo disse, não é rígida, mas apresenta espaços elásticos, contém subdivisões de desordem, imperfeição, complica-se em reações, mas permanece ordem e lei no conjunto, no absoluto. Um exemplo: em oposição à vontade da Lei, tendes a vontade de vosso livre arbítrio, mas é vontade menor, marginalizada, circunscrita por aquela vontade maior; podeis agitar-vos a vosso bel prazer, como dentro de um recinto, não além dele.

Essa movimentação vos é permitida, porque necessária para que sejais livres e responsáveis no ambiente que vos cerca; possais, assim, com liberdade e responsabilidade, conquistar vossa felicidade. Resolvi (assim de passagem) o conflito que para vós é insolúvel entre determinismo e livre-arbítrio. Estes conceitos levar-vos-ão, posteriormente, a conceber uma exata moral científica.
 


Continua...
Título: Fisica - A Particula Divina
Enviado por: nelsonmt em 05 de Maio de 2009, 09:43
Olá Amigos

Continuando meus apontamentos...


Cap. VIII a Lei

A idéia pura, o primeiro modo de ser do universo, que chamaremos espírito, pensamento, lei e representamos pela letra “a”...

Espírito = “a” = pensamento = Lei 

...condensa-se, materializa- se tomando a veste da forma de vontade concetrando-se em energia, exteriorizando-se no movimento: segundo modo de ser que representamos pela letra “b”.

Movimento = “b” =energia vontade

Num terceiro tempo passamos mediante mais profunda materialização, condensação, ou exteriorização ao modo de ser que chamamos matéria, ação, forma, o mundo de vossa realidade exterior, e que representamos pela letra “y”.

Matéria = “y” = ação = estrutura ou forma.

O universo resulta constituído por uma grande ondulação que, de “a”, que é Deus, vai para uma continua mutação, que é movimento feito de energia e vontade = “b”, a fim de alcançar “y”.

Equação da Ondulação n° 1 = Movimento descêntrico, com expansão e exteriorização

“a” – (vai para) “b” – (vai para) “y”


 Compreendereis que qualquer movimento se conduzido constantemente numa só direção deslocaria todo o universo... É necessário pois para que se mantenha equilíbrio que a grande ondulação de ida seja compensada por outra de retorno. Isto é também lógico e efetua-se em virtude de uma lei de complementaridade, pela qual cada unidade é a metade de uma unidade mais completa. O movimento que existe no universo não é nunca um deslocamento unilateral, efetivo e definitivo, mas  a metade de um ciclo que volta ao ponto de partida depois de percorrido um determinado curso, uma vibração d ida e de volta completada na sua contra-parte inversa e complementar.


Equação da Ondulação n° 2 =   Movimento concêntrico

“y” – (vai para) “b” – (vai para) “a”

Movimento concêntrico, pelo qual a matéria se desmaterializa se desagrega e se expande sob a forma de energia, que é vontade, movimento, manifestação e que através de experiencias de vidas infinitas, reconstrói a consciência e espírito...


Conceito central de funcionamento orgânico do universo = Equação da ondulação n° 1 vai para a n° 2..

Esta é a Lei, a idéia central, o modelo mecânico do Universo.



Cap. XIII Nascimento e morte da matéria – concentração dinâmica e desagregação

A matéria pode ser definida como uma forma de energia, isto é um modo de ser da substancia que nasce da energia por concentração e retorna a energia por desagregação... (depois de cumprido sua função) a matéria nasce vive e morre, para renascer, reviver e tornar a morrer, como o homem eternamente, descendo de “b” para “y” e voltando a “b”.... desagregando-se como é próprio dos corpos velhos.

Cap. XV do Éter

O éter...é uma forma de transição entre matéria e energia. O éter é uma forma entre “b” e “y” e é o pai do átomo de hidrogênio.


Pelo número atomico crescente de Hidrogenio a Urânio fica provado a relação ondulatória de "b" para "y". E seu inverso: de "y" para "b" na forma de radioatividade do uranio.

Continua...


Título: Fisica - A Particula Divina
Enviado por: nelsonmt em 05 de Maio de 2009, 10:20
Olá Amigos do forum

Terminando meus apontamentos de estudo da obra de P. Ubaldi anexo o cap. 63 da Grande Sintese, por se tratar novamente da discussão das premissas básicas a obra, ou seja a (Equação de) Ondulação. Deus absoluto é o tema do capítulo. Não conheço as propostas defendidas no conjunto da obra de 24 volumes. No entanto pela minha recente leitura, considerei o autor prolixo e que de fato não tem contribuição efetiva aos problemas do espírito encarnado como eu. Ele merece um estudo ? Não posso responder e espero que os amigos possam colaborar com esta resposta, mas espero que estes meus apontamentos possam aproximar leitores de sua obra e promover estudos mais serios e completos que o meu. Sua veemente defesa de Deus como fonte e diretor do organismo do universo é realmente inspiradora e espero poder aproveitar neste tema em conjunto com a teoria espírita.


63. CONCEITO DE CRIAÇÃO   

Compreendei bem meu pensamento, quando vos falo de desenvolvimento do psiquismo até a gênese do espírito, isto sem intervenção de uma força exterior, mas por um processo automático. No meu sistema, a Substância, mesmo em suas formas inferiores "y" e "b", inclui, em estado potencial e latente, todas as infinitas possibilidades de um desenvolvimento ilimitado. Compreendei que uma criação exterior e antropomórfica é absurda. Não interpreteis mal meu pensamento, nem tenteis reconduzi-lo, à força, ao materialismo, porque se lhe conserva a forma, dele se afasta enormemente na substância, chegando a coincidir nas conclusões, com o mais alto espiritualismo. Não digais: então a matéria pensa. Dizei que, na vida, a matéria, elevada a um grau mais alto de evolução, é veículo capaz, pela íntima elaboração sofrida, de produzir em maior medida o potencial nela incluído. É incomparavelmente mais científico, mais lógico e mais correspondente à realidade, este conceito da Divindade sempre presente e continuamente operando no âmago das coisas, precisamente na essência delas, do que o de uma Divindade que, num ato único, num momento determinado no tempo, à maneira de um ser humano, age fora de si, de forma imperfeita e, ao mesmo tempo, definitiva.


O Absoluto divino só existe no infinito. Sua manifestação (existir — manifestar-se) não pode ter tido um início. Em sua essência totalitária, ele não age no tempo, a não ser no sentido de um átimo de seu eterno devenir, no sentido de uma particular descida Sua no relativo, e neste sentido devem ser entendidas e são compreensíveis as Escrituras. Além disso, o fato de que verificais um transformismo incessante e uma progressiva suscetibilidade de aperfeiçoamento em todas as coisas, fala-vos claramente de uma criação progressiva, entendida como progressiva manifestação do conceito divino no mundo concreto e sensório dos efeitos. O conceito de prodígio, com o fito de correção e de retoque, é inerente apenas à fraqueza e à relatividade humanas, não pode aplicar-se ao Absoluto e à Divindade.


Não pode alterar-se a perfeição da Lei para espetáculo humano. O milagre, compreendido como violação e refazimento de leis, não é prova de poder, mas um absurdo que não pode existir senão na ignorância humana. Não tomeis justamente essa concessão à vossa fraqueza, como base apologética das religiões, porque com esse contra senso, diminuís, ao invés de reforçar a fé.


Vede que tudo o que existe provém de um princípio que age sempre, não de fora para dentro, mas de dentro para fora, princípio oculto no íntimo mistério do ser, que aparece como sua manifestação e expressão. Igualmente antropomórfica é a idéia do nada, inadmissível no Absoluto. Como poderão existir zonas externas ou zonas de vazio, senão no relativo? O fato que verificais, da indestrutibilidade e da eternidade da Substância, demonstra-vos o absurdo desse nada, que é apenas uma pseudo idéia. Deus é o Absoluto e como tal não pode ter contrários nem pontos externos: nenhuma das características do relativo. Suas manifestações não podem ter princípio nem fim. No relativo podeis colocar uma fase de evolução, mas não o eterno devenir da Substância; no finito podeis colocar-vos a vós mesmos e os fenômenos de vosso concebível, mas não a Divindade e suas manifestações. Podereis chamar criação a um período do devenir e só então falar de princípio e de fim. Neste sentido falam as revelações.


Compreendei-me, pois, e não vos escandalizeis deste conceito religiosíssimo da gênese do espírito. Este não é princípio infuso de fora (esta foi a fórmula necessária à tradição mosaica, para que os povos primitivos pudessem compreender), mas é princípio que se desenvolve de dentro, exteriorizando-se daquele centro profundo, no qual deveis comprovar que está a essência das coisas e o porquê dos fenômenos. Deus é a grande força, conceito que age no íntimo das coisas. Desse íntimo expande-se nos períodos do relativo, num aperfeiçoamento progressivo, progressivamente manifestando sua perfeição. O universo permanece sempre Sua obra maravilhosa; todas as criaturas são sempre filhas Suas; tudo continua sempre efeito da Causa Suprema.


Não pode haver blasfêmia nesta concepção; se não corresponde à letra das Escrituras, agiganta-lhes o conceito, eleva-as e lhes vivifica o espírito, até uma racionalidade de que o homem tem hoje absoluta necessidade, para que sua fé não se destrua. Dizer que o universo contém sua própria criação, como momento de seu eterno devenir, é apenas demonstrar e tornar compreensível a onipresença divina. Tudo tem de reentrar na Divindade, caso contrário, esta constituiria uma “parte” e, portanto, seria incompleta. Se existem forças antagônicas, isto só pode ocorrer em Seu seio, no âmbito de Sua vontade, como parte do mecanismo do Seu querer, do esquema do Todo. Em verdade, a obra humana também é manifestação e expressão em que se realiza e se exterioriza, como na criação, um pensamento interior. Isto justifica a concepção antropomórfica, mas não leveis o paralelismo até conceber uma cisão, uma duplicidade absoluta entre Divindade e criação. Isto não pode ocorrer neste meu Monismo.


Não limiteis o conceito de Divindade a um ou a outro aspecto, pois esse conceito tem de ter a máxima extensão do concebível e muito mais. Não tenhais medo de diminuir-lhe a grandeza, dizendo que Deus é também o universo físico, porque este é apenas um átimo de seu eterno devenir em que Ele se manifesta. Onde vossa concepção é mais particular e relativa, a minha tende a manter compacto o todo, numa visão unitária, e fazer ressaltar os vínculos profundos que ligam princípio e forma. No caminhar das verdades progressivas, esta concepção continua, aperfeiçoa e eleva a vossa.


Deus é um infinito, e a essência de Sua manifestação vós a percebereis cada vez mais real, à medida que vossa capacidade perceptiva e conceptual souber penetrar o âmago das coisas. Deus é o princípio e Sua manifestação, ambos fundidos numa unidade indissolúvel; é o absoluto, o infinito, o eterno, que vedes apenas pulverizado no relativo, no finito, no progressivo. Deus é conceito e matéria, princípio e forma, causa e efeito, ligados, indivisíveis, como a realidade fenomênica vo-los apresenta, como a lógica vo-los demonstra, como dois momentos e dois extremos entre os quais se agita o universo.


Que maior profundidade ética e, ao mesmo tempo, verdade biológica (extremos que jamais soubestes unir) existem nesta concepção: o corpo é o órgão da alma; não é o cérebro que pensa, mas o espírito por meio do cérebro; o corpo é veste caduca que a alma eterna constrói para si, para as necessidade de sua ascensão? Que maior altitude espiritual do que esta: cada forma existente, em perfeita fusão de pensamento e de ação, é manifestação divina, expressão daquele supremo princípio de uma centelha animadora, sem a qual qualquer organismo cairia repentinamente?


A matéria subsiste, como poderia ser destruída? Mas está fundida com o espírito num complexo poderoso; como serva fiel, ajudou-lhe o desenvolvimento, recebeu-lhe a gênese em seu seio materno. Depois, completada a criação, inclina-se diante do fruto de sua elaboração e continua sendo serva, porque se, no todo, o baixo está ligado com o alto em fraternidade de origem e de trabalho, cada individuação não pode ultrapassar seu nível. Assim, a matéria, na vida, permanece no grau intermediário, e jamais o ultrapassa.


Depois deveis compreender que matéria, energia, vida e consciência, toda essa florescência incessante que do âmago se projeta para fora, não se deve a uma absurda gênese pela qual o mais se desenvolve do menos, o ser se cria do nada, embora automaticamente. Tudo isso é forma, aparência externa, é a manifestação sensível daquele devenir contínuo em que o Absoluto divino se realiza, projetando-se no relativo. Não penseis que os movimentos vorticosos, em que o complexo atômico transforma se na vida, contenham e desenvolvam o espírito e o vosso pensamento, mas pensai que eles formam a mais complexa disciplina a que a matéria se submete, para poder produzir o princípio que a anima e corresponder ao impulso interior que a solicita sempre a evoluir.


Um abraço a todos

Nelson
Título: Re: Fisica - A Particula Divina
Enviado por: Diegas em 05 de Maio de 2009, 13:20

 Compreendereis que qualquer movimento se conduzido constantemente numa só direção deslocaria todo o universo... É necessário pois para que se mantenha equilíbrio que a grande ondulação de ida seja compensada por outra de retorno. Isto é também lógico e efetua-se em virtude de uma lei de complementaridade, pela qual cada unidade é a metade de uma unidade mais completa. O movimento que existe no universo não é nunca um deslocamento unilateral, efetivo e definitivo, mas  a metade de um ciclo que volta ao ponto de partida depois de percorrido um determinado curso, uma vibração d ida e de volta completada na sua contra-parte inversa e complementar...


Olá, nelsonmt


Como notamos, o ciclo não se fecha em si mesmo, mas desenvolve-se numa espiral de transformação infinita. Ou seja, espirito transforma-se em energia e este em matéria (ciclo involutivo) e faz o caminho inverso quando a matéria se transforma em energia e este em espirito (ciclo evolutivo) num processo de aperfeiçoamento contínuo. Assim se organiza todo o Universo: assim é o microcosmo, tal como o macrocosmo.



Abç


Título: Re: Fisica - A Particula Divina
Enviado por: Vitor Santos em 05 de Maio de 2009, 13:32
Olá

Estive a reler um pouco da Grande Sintese, de Ubaldi. Senti o mesmo do que da primeira vez que li. Uma linguagem pouco clara, muito virada para um publico que necessita de uma linguagem com um "cheiro" a ciência. O próprio Ubaldi explica isso.

Parece-me que as obras básicas da Codificação são um atalho muito mais claro, simples e objectivo, para compreender as leis da vida.

Ou seja Ubaldi talvez, no fim de contas, venha dizer quase o mesmo que a Codificação (não sei...), mas é decerto um caminho mais longo, para aqueles cuja vaidade impede de ir pelo caminho mais curto. Para aqueles que não querem encarar o espiritismo como uma crença, embora uma crença estruturada, coerente e baseada em factos, ou seja, bem fundamentada (E é essa a grande distinção da doutrina espirita em relação ás doutrinas dogmáticas).

Não quero ser injusto e esclareço que não li toda a Grande Sintese, apenas uma pequena parte. Mas a minha opinião, que óbviamente não passa disso mesmo, da opinião de um Zé ninguém, é que não podemos chegar à doutrina espirita através dos mesmos métodos das ciências (pelo menos das ciências objectivas - matemática, fisica, etc.), mas que há sempre uma componente de crença. Ou seja a doutrina é baseada na fé raciocinada e não na certeza raciocinada.

bem hajam
Título: Re: Fisica - A Particula Divina
Enviado por: Diegas em 05 de Maio de 2009, 14:04
Estive a reler um pouco da Grande Sintese, de Ubaldi. Senti o mesmo do que da primeira vez que li. Uma linguagem pouco clara, muito virada para um publico que necessita de uma linguagem com um "cheiro" a ciência. O próprio Ubaldi explica isso...

Olá, Vitor Santos.


É importante este seu depoimento, pois revela o pensamento de um homem acostumado às Ciencias Exatas. Realmente 'A Grande Sintese' não possui o mesmo dom de instruir os corações como os livros da Codificação. As duas propostas convergem, mas percorrem caminhos diferentes: enquanto a missão de Kardec foi a de popularizar os ensinamentos espirituais, torná-la de facil acesso; Ubaldi serve-se de uma linguagem mais ao feitio do cientista-intelectual. E, convenhamos, infelizmente, não há como ensinar Matemática ou Física sem fazer uso de numeros e/ou equações.

Se fosse feita uma enquete, certamente 99% concordariam que o fórmula de estudo proposta por Kardec é a melhor. Mas ainda sobrariam 1%, a quem não se poderia desprezar, daqueles individuos que adoram consumir alguns neuronios nos estudos. A estes poucos 'A Grande Sintese' é um prato feito, e quem sabe não surja um espirita-Einstein - combinação mais-que-perfeita.


Abç


 
Título: Re: Fisica - A Particula Divina
Enviado por: nelsonmt em 05 de Maio de 2009, 16:33
Amigo Diegas


Como notamos, o ciclo não se fecha em si mesmo, mas desenvolve-se numa espiral de transformação infinita. Ou seja, espirito transforma-se em energia e este em matéria (ciclo involutivo) e faz o caminho inverso quando a matéria se transforma em energia e este em espirito (ciclo evolutivo) num processo de aperfeiçoamento contínuo. Assim se organiza todo o Universo: assim é o microcosmo, tal como o macrocosmo.


Esta sua observação é relevante para os estudiosos de Ubaldi. Trata-se da premissa básica da obra a Grande Sintese. Ele defini a partir de uma "lei de complementaridade" que não encontrei em nenhuma parte do livro. Talves se trate de uma tautologia, como dizem os filósofos. Questão que deixo em aberto aos amigos do forum.

Como já disse, não conheço a fundo a obra porem a afirmação:

O universo resulta constituído por uma grande ondulação que, de “a”, que é Deus, vai para uma continua mutação, que é movimento feito de energia e vontade = “b”, a fim de alcançar “y”.

Leva a concluir que, levando ao extremo, o conceito de "a" se trata tanto de Espírito, como de Deus. Então seríamos deuses a entrar em corpo material e retornar ao paraiso pela equação de ondulação. Por definição de próprio Ubaldi, Deus é único, não pode haver outros "deuses".

Para "a" deve haver um propósito na natureza da criação de Divina. "Feitos a semelhança" não pode significar igual, mas parecido. Mas como disse minha leitura foi superficial, de apenas um unico livro. As referencias positivas do conjunto da obra são respeitaveis e talves alguem possa traçar paralelos entre Ubaldi e a DE para minha compreenção.

Neste momento concordo com Vitor Santos quanto a utilidade dos estudos de Kardec. Acho que falta alguem escrever os conceitos e definições básicas de Ubaldi para que eu, e talves Vitor possamos compreender a necessidade de le-lo.

Porem talves possamos aplicar sua metodologia para explanar sobre as partículas sub atomicas. Fazendo algumas ressalvas quanto aos conceitos de "a", "b" e "y".

Um abraço a todos

Nelson
Título: Re: Fisica - A Particula Divina
Enviado por: nelsonmt em 06 de Maio de 2009, 15:39
Caros amigos do fórum

Você que acompanhou este tema, eventualmente o amigo, na qualidade de espírita, será chamado a responder sobre a “Partícula de Deus” quando da confirmação de sua existência após vários experimentos dos Laboratórios de Aceleração de Partículas. Confirmação que vale um Prêmio Nobel de Química. Sairá em todos os jornais. O que você responderá?

Alguns pensamentos objetivos para suas repostas:

Que foi teorizada a mais de 30 anos por uma necessidade da Teoria do Modelo Padrão explicar aquilo que confere “massa” ao interior do núcleo atômico. Cujo nome científico correto é Bóson de Higgs.

Que se trata de uma partícula invisível, ou seja, não reflete a luz.

Que prova que o vácuo não existe. Que entre o planeta Terra e o Sol  existe bóson de Higgs, ou a Luz não chegaria até nós. Suspeita-se inclusive, que participe da explicação da Matéria e a Energia escura registrada em todo o universo.

Sua compreensão exata exige estudo do Modelo Padrão, a teoria científica mais aceita atualmente ( e depois da confirmação, ainda mais...) e um estudo ainda mais específico exige ainda a leitura do material de Amaral Vieira, para a Funcap do Ceará – BR.

Porem a confirmação do bóson de Higgs e do Modelo Padrão não e capaz de explicar tudo que existe no universo, em uma teoria geral de toda ciência da física. Existem outras teorias como a T das Cordas e a T. M (membrana). Portanto a partícula divina não é “elo perdido” que falta à física para explicar o “todo”. Existem ainda perguntas sem resposta teórica, e sem comprovação científica.

Que este nome “partícula de Deus” é um exagero de Leon Leaderman para vender seu livro. Que o bóson de Higgs é apenas mais uma das muitas partículas sub atômicas já encontradas. Mas que ela não merece este nome pois não é a partícula da “inteligência” divina que tudo coordena no universo.

Penso ser importante estar preparado para uma discussão mais profunda e saber argumentar sobre ciência e a crença em Deus. A ciência formal – dos laboratórios e dos cientistas, não teoriza a existência de Deus, nem da vida após a morte, por que não aceita provas subjetivas. Sem evidencias objetivas a ciência não investe em pesquisa sobre isto e então está muito longe de encontrar os objetivos da existência humana, e, portanto de questionar e estudar a existência de Deus. Restando, portanto apenas uma declaração possível: “eu creio”.

Existe enfim, como filosofar a questão do bóson de higgs em uma abordagem espírita? E disto podemos encontrar questões e perguntas a serem formuladas?  Particularmente penso que sim e vou propor algumas aos amigos deste fórum.

Por ora um abraço a todos

Nelson
Título: Re: Fisica - A Particula Divina
Enviado por: Vitor Santos em 06 de Maio de 2009, 18:02
Olá

O que eu penso sobre este assunto do acelerador de particulas do CERN, é que, como a investigação ainda está a decorrer, é cedo para falar.

Não gosto muito de apostar, mas como não acredito que a ciência vá descobrir nenhuma particula que demonstre que Deus existe nem que os espiritos existem, aposto que após a experiência ter sucesso, para a ciência poderá ser uma vitória, mas para a relação entre a ciência e a espiritualidade tudo ficará na mesma. 

Para além disso, daqui até a poeira assentar e haver dados concretos e perceptiveis, dir-se-ão muitos disparates sobre este assunto nos meios de comunicação, como é costume. É preciso dar tempo aos cientistas para se reajustarem perante os eventuais novos factos e esperar por publicações que nos dêem mais garantia do que os meios de comunicação de massas.
 
Não é esta a via que eu penso que a ciência poderá encontrar-se, em primeira instância,  com evidências da espiritualidade. Para já bastaria que a ciência validasse que os fenómenos extra-sensoriais são um facto, mesmo sem os explicar. Depois a curiosidade faria o resto.

Quanto à investigação nesta área, não existe mais porque os responsáveis das unidades de investigação, os cientistas e os politicos, por um lado têm medo de serem lançados para o ridiculo pelos mais cépticos e mais preconceituosos e, por outro lado não encontraram uma razão para pensar que este tipo de investigação permita obter grandes lucros.

Apesar de tudo existe investigação, embora escassa.

bem hajam
Título: Fisica - A Particula Divina
Enviado por: nelsonmt em 06 de Maio de 2009, 23:35
Caros amigos do fórum espírita

Caso ocorra a oportunidade de argumentar entre a ciencia e a crença em Deus, talves as palavras "Eu creio" sejam insuficientes   para a ocasião... então segue alguns argumentos subjetivos ainda assim com experimentação individual. Talves seja de interesse para aqueles que ainda tem dúvidas:

Os laboratórios de aceleração de partículas nada mais são de uma fabrica de eventos subatômicos. Tais eventos são então interpretados e quantificados. Na grande maioria as ocorrências são de fatos já conhecidos, porem, eles estão atentos ao registro de eventos diferentes e significativos para a teoria quântica. A Teoria quântica trata de fenômenos baseado em estatística. O fenômeno incomum não ocorre sempre, ou exige um equipamento melhor, como o Bóson de Higgs,  então, repetindo ou não, cria uma freqüência, e isto é medido estabelecendo uma relação estatística.

Conosco ocorre a mesma coisa: 99,99 % dos fatos da nossa vida podem se tratar de fatos sem relevância. Porem estes fatos que representem 0,01% pode fazer toda a diferença entre uma encarnação e outra.

Aquele que busca, aquele que está aberto à percepção do diferente, e sabe fazer a interpretação correta é aquele que aproveitará da oportunidade. As oportunidades passam, voltam e por fim acabam em uma vida, que não admite mudanças. Aquele que vê apenas o 99,99%, e é indiferente ao 0,01%.

Quando lemos nos livros as histórias das pessoas que crêem em Deus, e aquilo que suportam por sua fé e habilidades de permanecerem em equilíbrio é muito importante. Porem quando acontece conosco, faz toda a diferença. É a experiência pessoal que transforma o ensinamento em compreensão definitiva. Por isso é importante criar mentalmente um laboratório para promover experiências novas e relevantes. Perceber e registrar fatos significativos. Discutir com pessoas experientes  e saber interpretá-los.

A percepção abre portas para a formação da sensibilidade equilibrada. Mas é uma atitude de estudo de si próprio. Todos somos médiuns e o importante é descobrir e investir em compreender como isto ocorre em você.

Quem lê o livro Paulo e Estevão, compreende o momento da revelação, e da oportunidade às portas de Damasco. A lição de Lázaro (Lucas 16-19) deve fazer sentido para nós espíritas. Pior ainda é se tornar um espírita com a hipocrisia dos Fariseus tão condenada por Jesus em seu tempo. Sejamos sinceros.

Devemos ler e estudar as filosofias teológicas as de Kardec, Pietro Ubaldi (1) e Michel Heller (e outras mais aqui não citadas), são importantes, porem não mais importante que sua experiência pessoal com o divino e o sagrado. Elas lhe farão muito mais por sua vida ainda que durem apenas alguns minutos. As filosofias serão a fonte de sua interpretação.

A ciência lhe dirá para focar sua vida apenas naquilo que já “sabemos”, aqueles 99,99% e desconsiderar o 0,01%

Devemos dizer isto àqueles que são descrentes de Deus.

Mas eles exigirão provas, alem de suas palavras. Quais oferecer?

Não sei o que os amigos do fórum podem dizer neste momento (2), e gostaria de sugestões...

Pessoalmente digo que alem da leitura de obras espíritas (existe para todo nível intelectual, pois lembramos aos amigos portugueses que no Brasil a educação é muito falha) e que se realmente desejar ter uma experiência pessoal significativa que o individuo faça uma série diária de preces.

Concordo com os irmãos mulçumanos que devemos louvar e orar a Deus 5 vezes por dia. 90 dias desta experiência é revelador à percepção de qualquer indivíduo sincero. Pois Deus existe!  Basta apenas desejar encontrá-lo dentro de si, e investir nisso. A prece é o acelerador de nossas partículas intimas.

Um abraço a todos

Nelson



(1)   Ubaldi – A Grande Síntese, capitulo 63 é muito rico.
(2)   Poucos desejam realmente uma prova, e pouco fazem por isto, então não acatam sugestão nenhuma.

Título: Re: Fisica - A Particula Divina
Enviado por: procura em 07 de Maio de 2009, 08:26
Bom dia caros irmãos

Julgo que estamos a ficar todos dogmáticos.

Digo isto porquê.


Kardec é a base de um edificio.  Qualquer um sabe que a base de qualquer coisa é o mais importante para que o resto da construção se possa fazer com rigor e segurança.

É de conhecimento geral no meio Espirita que o próprio Kardec já cá está ou estará para reencarnar no intuito de dar seguimento ao edificio, que tem como alicerces a DE construida por ele a partir das comunicações dos espiritos superiores.

Ou seja a base não é o edificio, é o seu alicerce.

Neste fórum leva-se a vida em discussões que se tornam estéreis, tentando passar a ideia de que a codificação existe e ponto final. Estamos a criar um dogma, fora da codificação e da doutrina nada mais existe, e esta deve ficar extática.

Vamos ficar quietos e não precisamos evoluir mais nada. Um missazinha espirita, um passe uma vez por semana, em todos podem ser passistas, não importa como nem porquê, não fazer muitas ondas. E está tudo bem. Quem quiser ir mais além disto, não é espirita, está a por em causa a doutrina. Tem a mania que é mais que os outros, e quer ser pseudo cientista.

Não concordo com esta visão.

Acho que quanto mais aprendemos e tentamos sabemos, mais temos consciÊncia de que muito pouco sabemos e muito terreno teremos de percorrer. Portanto esta visão de imobilismo e menosprezo por outros grandes homens só porque não foram rotulados de espiritas, julgo ser incoerente e fanática.

Kardec é a base sólida do edificio, ponto final. A partir daqui temos bases para mais estudar, ler e compreender.

Existem milhentos livros ditos espiritas que não interessam à evolução e à DE. E existem muitas obras fora do espiritismo que nos fazem falta para a nossa evolução moral e espiritual.

Um Pietro Ubaldi, uma Blavatky, um Leadebeater, uma A.Besant, etc, são essenciais para a compreensão do nosso ser.

Daqui a bocadinho estou a ser excomungado.

Meus amigos a verdade é só uma, independente dos nossos sectarismos terrenos.

Aproveitemos as bases de Kardec e não tenhamos medo do conhecimento.

Bem Hajam

Muita Paz
Título: Re: Fisica - A Particula Divina
Enviado por: Vitor Santos em 07 de Maio de 2009, 09:31
Olá Procura

Em meu entender há dois extremos: Por um lado aqueles que não admitem que a doutrina possa evoluir para além do que escreveu Kardec, por outro lado aqueles que acreditam em tudo o tenha o rótulo "espirita" ou até "espiritualista".

A minha forma de ver (nas coisas do espirito) é assim:

- Acredito em Kardec, porque ele acredito na metodologia que ele usou para seleccionar as comunicações que achou mais seguras do ponto de vista da credibilidade. Para além disso a obra de Kardec é um conjunto de ideias lógicas e coerentes entre si.

- Acredito noutras obras que não de Kardec, desde que a metodologia usada para averiguar a credibilidade das mesmas seja igual ou superior à de Kardec.

- Em caso de contradição com Kardec, o apuramento da credibilidade deve ser levado a um nivel de rigor mais elevado do que o normal.

Evoluir, não estagnar, não se tornar dogmático, é bom. Mas aceitar qualquer treta, sem garantia nenhuma de credibilidade é bem pior. Para a verdade se propagar e vingar é muito dificil. Construir leva tempo e esforço. Para se estragar bastam minutos. Basta uma só mentira para corroer imenso a credibilidade do espiritismo.

nem tudo o que é novo é verdade, nem tudo é o que é velho está errado. A verdade não depende da idade das obras escritas. Depende do conteudo das mesmas. O rigor, a paciência, o bom senso, a boa vontade e a boa fé são o material com que se constrói a verdade.

O espiritismo não é jornalismo. Não depende da novidade constante.

bem hajam
Título: Re: Fisica - A Particula Divina
Enviado por: procura em 07 de Maio de 2009, 14:01
Boa tarde Amigo Vitor Santos


Estou de acordo consigo.


Bem Haja

Muita Paz
Título: Re: Fisica - A Particula Divina
Enviado por: nelsonmt em 07 de Maio de 2009, 17:04
Olá amigos do Forum

Acrescento neste tema texto relevante de Vitor Passos (1) aqui do Forum, para leitura e reflexão dos amigos... segue no final.

Relevante pois nos relembra a questão da ordem das coisas.

Em 1857 as comunicações espíritas já haviam invertido a tese materialista quando revelavam a Allan Kardec que "o espírito é o princípio inteligente do universo".

Respondendo às questões do codificador, revelavam muito mais. Afirmavam que, embora a matéria seja o liame que escraviza o espírito, este exerce sua ação sobre ela, tornando-a seu instrumento de manifestação.
(1)

Podemos avançar?

Pietro Ubaldi nos coloca na Grande Síntese uma visão da evolução da própria matéria pela equação de Ondulação, seguindo o principio definido por ele como Lei.
Então fica a pergunta: a matéria evolui?  Independente do mecanismo proposto por Ubaldi para a questão, sua questão merece reflexão.

A física quântica nos revela atualmente um universo subatômico pulsante de movimento, numa oscilação dos seus elementos entre a energia a e matéria.

Não seria a ação combinada da vida sobre a matéria: do principio vital das plantas e dos animais, bem como a ação da consciência humana;  seus motores de evolução?

Partindo deste principio haveria sentido lógico cogitar que a matéria do mundo espiritual, em seus muitos planos, seria a base da matéria deste que conhecemos ?

Não seria como partícula de materia/energia muito sutil nossa forma de nascimento quando criados ?

Será que a particula que nos diferencia como indivíduos espirituais não teria sua gestação inclusive neste ambiente subatomico hoje tão discutido?

Não seria esta uma solução para a intuição do amigo Diegas, diante da proposta de Ubaldi?

Como notamos, o ciclo não se fecha em si mesmo, mas desenvolve-se numa espiral de transformação infinita. Ou seja, espirito transforma-se em energia e este em matéria (ciclo involutivo) e faz o caminho inverso quando a matéria se transforma em energia e este em espirito (ciclo evolutivo) num processo de aperfeiçoamento contínuo. Assim se organiza todo o Universo: assim é o microcosmo, tal como o macrocosmo.

Existem alguma referências para este raciocínio alem de Ubaldi? Pergunto a todos...

Um abraço

Nelson

(1) Segue texto na integra:





A Física e o princípio inteligente do universo

 
A física, em seu aspecto teórico, ultimamente tem feito cogitações interessantíssimas. Uma delas, por exemplo, é a reavaliação dos conceitos vigentes de consciência, ou atividade cerebral.
Nas novas conceituações quânticas, a consciência não depende do cérebro, mas, ao contrário, é o cérebro que depende da consciência, o que já inverte o ponto de vista materialista (newtoniano), virando-o de cabeça para baixo.

De cara, isso faz com que a gente repense nossa mofada noção de realidade.

No esquema da árvore materialista os galhos, na verdade, são a raiz

Vai ficando obsoleta a maneira convencional de analisar a consciência, considerando-a como um resultado secundário (epifenômeno) da atividade cerebral.

Aquela história de que tudo começa com partículas produzindo átomos, átomos produzindo moléculas, moléculas produzindo neurônios, neurônios produzindo o cérebro e o cérebro produzindo consciência, tem transformado essa mesma consciência em um objeto — quando, na verdade, tudo é exatamente o contrário.

A consciência é a fonte organizadora e manipuladora dessas partículas.

O princípio inteligente do universo

Em 1857 as comunicações espíritas já haviam invertido a tese materialista quando revelavam a Allan Kardec que "o espírito é o princípio inteligente do universo".

Respondendo às questões do codificador, revelavam muito mais. Afirmavam que, embora a matéria seja o liame que escraviza o espírito, este exerce sua ação sobre ela, tornando-a seu instrumento de manifestação.

E aqui fica bem claro: a consciência, em si mesma, é independente em sua realidade transcendente, embora, para manifestar-se na realidade física, necessite dos elementos interativos correspondentes com essa realidade.

A Inteligência Suprema

Algumas mentes arrojadas da física quântica chegam a afirmar que o universo é autoconsciente. Afirmam que mesmo o mundo material é criado por nós momento a momento. E o universo inteiro é criado para que a consciência possa se ver na criação.

Ressaltam a importância da criatividade e do amor como forças unificadoras que nos levam de volta à unidade, uma vez que ora nos encontramos desunificados da realidade maior, fundamental e transcendente em função de nossos condicionamentos.

É o jeito que os cientistas estão achando para expressar e, sem querer, confirmar aquela excepcional definição dada pelos espíritos, a respeito do Criador, contida na primeira questão de O Livro dos Espíritos, quando estes proclamaram a Allan Kardec: "Deus é a Inteligência Suprema do Universo", a fonte geradora de todas as coisas.

"O universo é um todo de energias dinâmicas
expressando o pensamento do Criador"
Os espíritos têm afirmado que o meio sutil em que o universo se equilibra é algo que pode ser descrito como fluido ou energia cósmica, uma espécie de "hálito divino", uma força inabordável que sustenta e estrutura toda a criação. Dizem que esse fluido elementar seria a "base mantenedora de todas as associações da forma nos domínios inumeráveis do Cosmo, do qual conhecemos o elétron como sendo um dos corpúsculos-base, nas organizações e oscilações da matéria", o que nos leva a idear o universo como um "todo de forças dinâmicas, expressando o pensamento do Criador".

"Isso que chamais molécula está longe da molécula elementar", diziam os espíritos a Allan Kardec, em 1857.

O pensamento imensurável do Criador sustenta
e potencializa o pensamento mensurável da criatura
Assim, a física quântica, ao teorizar que o universo é autoconsciente, tenta focar nossa embotada atenção para o entendimento de que, nos fundamentos da criação vibra o pensamento imensurável da Unidade Primordial ou, como dizem os espíritos, da Inteligência Suprema.

É sobre esse plasma divino proveniente da Inteligência Suprema, segundo os espíritos, que o pensamento mensurável da criatura vibra, a constituir-se e afirmar-se no vasto oceano de força mental em que as potencialidades do espírito se manifestam.

Diante disso, nossos estreitos conceitos de "fora" e "dentro", de "maior" e "menor", "tangível" e "intangível", "micro" e "macro", "puro" e "impuro", "inferior" e "superior", "verdadeiro" e "falso" sobram-nos esparsos e ineficientes, apenas como meras metáforas para nossa vã tentativa de apreender a vastidão do poema cósmico, magistral e inspiradamente concebido pelo incomparável Poeta Celestial!

* * *
 
 -------------------
O Espírito não chega a receber a iluminação divina, que lhe dá, simultaneamente com o livre-arbítrio e a consciência, a noção de seus altos destinos, sem haver passado pela série divinamente fatal dos seres inferiores, entre os quais se elabora lentamente a obra da sua individualização. Unicamente a datar do dia em que o Senhor lhe imprime na fronte o seu tipo augusto, o Espírito toma lugar no seio das humanidades.
Allan Kardec
1804-1869
in A GÊNESE, cap VI, item 19


Adolfo Guimarães
Centro de Estudos Espíritas Paulo Apóstolo, CEEPA
Mirassol – SP
http://www.consciesp.org.br/01setembro00a.htm (http://www.forumespirita.net/fe/go.php?url=aHR0cDovL3d3dy5jb25zY2llc3Aub3JnLmJyLzAxc2V0ZW1icm8wMGEuaHRt)
 -------------------
Título: Re: Fisica - A Particula Divina
Enviado por: nelsonmt em 07 de Maio de 2009, 17:59
Amigos do Forum

Não devemos colecionar palavras, mas experiências pessoais significativas para motivação de nosso amadurecimento espiritual. Dentre elas, lembram aqueles que já foram para a pátria espiritual, importantíssimo é a vivencia do amor e do perdão.

É educação dos sentimentos.  Como vai a sua reeducação de seus sentimentos? É de sua responsabilidade como Cristão sincero viver o Amor.

Se lhe faltam certezas e verdades procurem-as incansavelmente. Quando se fartar comece a Amar.

O conhecimento é fundamental. Precisamos unificá-lo, concordo porem o conhecimento não é fundamental no mesmo nível para todos. Para Amar ao próximo, depende-se de grandeza espiritual. Enquanto isto não ocorre espontâneo somos pequenos.

Mesmo pequenos podemos começar com preces e serviço caritativo em qualquer agremiação de serviços.


Acho que quanto mais aprendemos e tentamos sabemos, mais temos consciÊncia de que muito pouco sabemos e muito terreno teremos de percorrer. Portanto esta visão de imobilismo e menosprezo por outros grandes homens só porque não foram rotulados de espiritas, julgo ser incoerente e fanática.
 (...)
Um Pietro Ubaldi, uma Blavatky, um Leadebeater, uma A.Besant, etc, são essenciais para a compreensão do nosso ser.

Daqui a bocadinho estou a ser excomungado.

Meus amigos a verdade é só uma, independente dos nossos sectarismos terrenos.

Aproveitemos as bases de Kardec e não tenhamos medo do conhecimento.




nem tudo o que é novo é verdade, nem tudo é o que é velho está errado. A verdade não depende da idade das obras escritas. Depende do conteúdo das mesmas. O rigor, a paciência, o bom senso, a boa vontade e a boa fé são o material com que se constrói a verdade.

O espiritismo não é jornalismo. Não depende da novidade constante.


Ai de nós que sofremos dos vícios mentais das palavras e não somos simples... e assim concordo com as questões dos amigos, mas façamos do conhecimento algo útil ao próximo – e penso estarmos fazendo colocando nossos pensamentos registrados aqui, pedindo à providencia divina que eles sejam úteis a alguém em sua jornada.

Assim talvez não possamos aqui ter o direito de comentar outras fontes, mas podemos colocar aqui seus conceitos básicos em linguagem lógica e coerente com a DE. Mas não podemos perder o foco do Cristão: Amar !

Confio nos amigos para ajudar nesta tarefa de fusão. Sejamos lógicos e prudentes, mas façamos sobre esta base já estabelecida como nos dizem os amigos : que Procura e Vitor Santos.

Um abraço a todos
Título: Fisica - A Particula Divina
Enviado por: nelsonmt em 08 de Maio de 2009, 21:40
Olá amigos do fórum


Recorro aos amigos solicitando um esclarecimento:

Existe no plano astral uma natureza própria, ou ele é apenas um reflexo plasmado daquilo que ocorreu neste plano?

Esta pergunta não está muito clara, mas a duvida me ocorreu por que não conheço (ou não me lembro) afirmação que exista uma natureza independente daquela que viveu na matéria no plano astral, ou daquilo que foi plasmado por alguém. Existem flores e plantas, arvores rios, mas de onde vem a água que alimente isto tudo? Existe um subsolo nas colônias, donde brotam fontes? Chove?

Existem elementos químicos no solo que nutrem as plantas no astral? Existe um processo de renovação energética que não seja de uso da força do mental de alguém? E, portanto a origem é da alma, e não de um processo ecológico de renovação da natureza astral?

Aparentemente existem elementos químicos e moléculas no periespírito humano, e ele é plástico, ou seja, é sensível a determinações mentais e emocionais. Alem disso não encontrei referencias da existência de uma natureza que não seja plasmada, e simplesmente natural.

Do livro Violetas na Janela,  Patricia descreve:

Cap. 05

Paramos várias vezes para que eu contemplasse ora os pássaros, ora as flores. Pelas ruas e  jardins existem muitas árvores frutíferas e de  várias espécies. Algumas conhecia, outras só de nome, são árvores oriundas da Região Norte, Nordeste e também de outros países. Nas colônias os hospedes e moradores aprendem a respeitar a natureza, ninguém estraga nada. As plantas são bem cuidadas e seus frutos são colhidos no tempo certo, maduros e para serem comidos. Até hoje gosto de ver essas árvores, conheci todas as espécies existem na Colônia e experimentei de seus frutos. São muito saborosos

Cap. 06

A janela estava aberta, dando a visão bonita da parte direita do jardim. Possuía um delicado beiral de madeira clara e nela estavam vários vasos de violetas. Vasos floridos, como violetas coloridas e lindas.
Lembranças vieram-me à mente. Recordei-me dos vasos de violetas de minha mãe, que enchiam os vitrôs da nossa cozinha. Pareciam as mesmas.
- e são! – disse vovó – Anézia plasma com muito amor as violetas para você. São replicas das que enfeitam a cozinha do seu lar terreno. (...) Ela não desejava ou esperava sua vinda. Esta se esforçando para não prejudicá-la, e assim canaliza seu carinho e oferece as flores a você. É uma maneira que ela encontrou para demonstrar seu amor. É uma oferta contínua. Com nossa pequena ajuda, de seus amigos aqui, esses fluidos foram e são condensados e aí estão: maravilhosas violetas.


A pergunta tenta esclarecer se existe um tipo de matéria no astral, ou apenas partículas que tomam forma de uma. Alguém sabe ?

Um abraço a todos

Nelson

Título: Re: Fisica - A Particula Divina
Enviado por: nelsonmt em 08 de Maio de 2009, 22:13
Olá amigos do fórum,


Do Cap 9 do Livro Violetas na Janela, temos alguns exemplos da Lei da Física no astral:

Existe gravidade no plano astral? (1). 

A força da mente anula este força (2), depende da evolução e conhecimento.
Existe uma coesão das substancia, que garante dureza e resistência(3).



Patrícia – vovó chamou-me – venha à sala, vou lhe dar as primeiras lições de volitação.
Fui depressa. Na sala estavam três das moradoras da casa, que me incentivavam.
- É fácil! Você sabe saía do corpo quando encarnada, enquanto dormia. É só firmar o pensamento e a vontade. (2)

Vovó pegou-me por um braço e d. Amélia por outro  e ensinaram-me a dar o impulso. Tentamos varias vezes, até que dei sozinha o impulso e levantei a um metro do chão. É mais fácil dar o impulso na vertical, para depois ir na horizontal. Fiquei parada. De novo recebi ajuda das duas que devagar me empurraram. Incentivando-me alegres. É, realmente não foi difícil, logo estava no meio da sala volitando devagar de um lado para o outro.
- Até aprender realmente, não se distraia – vovó recomendou – Volitar é como aprender a andar quando se está encarnada, a pedalar uma bicicleta ou nadar. Depois que aprende a dominar, faz automaticamente.

Sabia o que era volitar, lera sobre o assunto em diversos livros espíritas. A sensação que tinha era de voar . Realmente é muito agradável e bom. Sabia também que espíritos desencarnados atravessam paredes, portas etc.

Dei um forte impulso, e rumando para a parede quando escutei vovó:
- Não Patrícia, não!
Bum... Bati a cabeça na parede (3) e caí sentada no chão (1). Minhas amigas correram e rodearam-me, ninguém rio. Olhei para elas e acabei rindo. Fora um tombo e tanto. Levantei e quis saber.

- Ei vovó por que não pude atravessar a parede?
- Patrícia, você só poderá atravessar quando souber. Você leu que desencarnados atravessam paredes, portas, mas construções na matéria, ou seja casa de descarnados e , assim mesmo, os que sabem, os que tem consciência do seu estado de descarnado e aprendem.

- Só os bons sabem? – indaguei.
_ Não os maus sabem e se utilizam muito desse conhecimento. Saber depende da nossa vontade, do livre arbítrio e assim todos podem. Os bons sabem mais porque têm quem os ensine, alem de mais interesse em aprender. A construção da Colonia não é como a construção dos encarnados. Ela é uma projeção mental. Para que entenda, é feita de matéria sutil como a do nosso periespírito, como este corpo que temos. Certamente há os que sabem atravessar esta matéria sutil, tanto os irmãos superiores como os inferiores. Superiores por que quanto mais harmonizados estejam com o cosmos, maior poder mental têm. E pra transpor uma barreira mental, é preciso não duvidar de poder fazê-lo. Já vi um instrutor fazer. (...) Você não ouvia, quando encarnada que em Centros Espíritas, junto com  a construção material, é projetada esta energia mental pelos bem feitores. Assim, tanto encarnados como desencarnados só podem entrar e sair pela porta. Essa projeção também são feitas em certos lugares e por  determinado tempo para evitar ataques das trevas. (...)
Realmente, não tinha visto ninguém entrar em nossa casa nem outro qualquer local da Colônia, volitando. Todos entravam e saiam tranquilamente pela porta...(3)


A afirmação que existe gravidade atuando no plano astral pode ser equivocada. Simplesmente pode ser uma padrão mental estabelecido, aprendido na vivencia terrestre.

A questão se baseia ainda em saber se existe materia no plano astral. Havendo matéria resta saber se a força da gravidade atua sobre ela. Se houver gravidade , como sugere o texto de Patrícia poderemos estabelecer relações com a T. de Einsten de espaço-tempo, que mencionamos. Caso contrário não. alguem tem alguma referencia que possa ser útil a questão?

A razão principal deste questionamento é que provavelmente não há materia alguma, e apenas, seja necessário, incluir em nossa reforma intima formas de adquirir habilidades de controles mentais, como concentração e visualisação, alem de se viver uma vida plena em Amor como prega o Cristo e a DE.

Um abraço a todos

Nelson
Título: Re: Fisica - A Particula Divina
Enviado por: procura em 08 de Maio de 2009, 23:24
Boa noite

Num dos livros do André Luiz, é-nos afirmado que o nosso plano material é uma cópia imperfeita do mundo espiritual.

Neste momento não sei indicar qual dos livros o afirma.

Bem Haja
Título: Re: Fisica - A Particula Divina
Enviado por: hcancela em 11 de Maio de 2009, 19:46
Olá amigos(as)

Podemos questionar se o mundo astral é constituído de matéria ou não?
Podemos até apresentar várias teorias se ela existe e como é constituída?
É um direito que todos devem ter...con certeza através destes diálogos e outros ,um dia chegaremos ao conhecimento, até lá vamos dando uns (bitaites) ;Do que já é bom?

Agora um pensamento meu?Através dos livros da codificação e de outros que nos chegam através da mediunidade amiga, vamos percebendo que o mundo astral que vive há volta do nosso planeta(falo assim porque cada planeta teu o seu)vivem os espíritos que somos todos nós e que para conseguirem manter-se, têm necessidade de possuir um corpo astral(perispirito)porque o espirito na realidade não tem forma(pelo menos que os nossos olhos vejam).O perispirito é formado pelas particulas do próprio planeta em que o espirito vai encarnar ,pela necessidade de evolução.Ora se possui essas partículas elas têm de ser semi-materiais ,tão subtis, que os olhos da carne não as vêem( só quem tem capacidades de clarividência é que vê e só o perispirito , porque se assim não fosse não os víamos).

Peço que me perdoem, posso não ter sido muito esclarecedor(não tenho muito jeito para escrever)gosto mais de falar com as pessoas ao vivo.
Dizem que o corpo físico é energia condensada e no mundo espiritual á nossa volta também o assim é só que muito mais leve...dizem que os espíritos quanto mais evoluem mais perdem as partículas dos mundos onde habitam,por isso é que deixam de reencarnar pela sua leveza livres da matéria , por isso é que não os vemos.
Obs:Podemos os ver se eles baixarem as suas vibrações até ao nosso perispirito, só para ficarem visíveis, porque os milénios de evolução os fez ficar livres da matéria densa e subtil.
Por isso amigos se no mundo espiritual há volta do nosso mundo o perispirito não fosse formado de matéria ,mesmo que subtil, não poderíamos nos ver nem comunicar. Diria mais;existem espíritos no mundo espiritual de tal maneira (perdidos) que o perispirito se lhe apresentam de tal maneira denso, que nem conseguem perceber se estão com ou sem corpo, tal é a sua densidade do perispirito. :D

SAUDAÇÕES FRATERNAS
Título: Re: Fisica - A Particula Divina
Enviado por: Tolomei em 24 de Maio de 2010, 17:57
existe gravidade para o espíritos que possuem uma densidade grande em seus perispíritos - só podem andar - não conseguem volitar , outros de tão densos não conseguem sair do vale dos suicidas - regiões destinadas ao tratamento espiritual deles - nas colônias espirituais há relatos de enfermarias e diversos tratamentos espirituais para os desencarnados. Os espíritos superiores precisam se materializar ou se comunicar por aparelhos ou médiuns pois os espíritos que estão em dimensões inferiores não conseguem captar suas influências - toda a série Nosso Lar de André Luis por Francisco Candido Xavier relata isto. Outros livros e médiuns também relatam esta mesma questão das diferenças vibratórias e de como lidam com a questão da gravidade e do peso/densidade específica do perispírito nas diversas categorias de evolução espiritual. Abraços,