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GERAL => Outros Temas => Tópico iniciado por: Nino Denani em 11 de Março de 2013, 03:30

Título: dúvida sobre reencarnação
Enviado por: Nino Denani em 11 de Março de 2013, 03:30
Amigos,

não encontrei um tópico onde pudesse alocar essa dúvida, então a coloquei aqui, mas podem a reposicionar, se for o caso.

Bom, eu recebi um texto por email que me despertou tal questionamento. No texto, de Divaldo Pereira Franco, no Seminário Tormentos da Obsessão, ele relata que recebeu um capítulo de determinado livro, da autora espiritual Joanna de Angelis, que explanava a respeito de espíritos muito intelectualizados, mas afeitos a perversidade, que "programavam" (esse foi o termo usado) a reencarnação de espíritos iguais em determinadas esferas da sociedade a fim de criar embaraços. Vou colocar o texto que recebi, na íntegra, para vocês conferirem, mas minha dúvida é a seguinte:
existe, realmente, a possibilidade de espíritos pouco evoluídos moralmente arquitetarem, realmente, encarnações? Ou seja, o ferramentário, se posso chamar assim, para a reencarnação espiritual está disponível a qualquer tipo de espírito que deseje fazê-la? Como funciona isso?

Agradeço a quem puder me elucidar.

Bom, o texto segue abaixo:
Na obra "Missionários da Luz" (Rio de Janeiro: Federação Espírita Brasileira), ditada pelo espírito André Luiz ao médium Chico Xavier, observando um dos seus capítulos, vimos de que forma os espíritos nobres trabalham os mapas cromossômicos que irão compor futuros corpos em reencarnações programadas. Mas será possível que entidades das sombras também programem renascimentos? Vejamos o que disse o espírito Joanna de Ângelis: “Eu gostaria de adir um detalhe: Faz muitos anos, por volta de 1962 a 1965, eu estava psicografando o livro “Dimensões da Verdade” e há um capítulo muito curioso nesse livro em que Joanna de Ângelis narra que muitas vezes entidades são programadas para reencarnarem em meios nobres para criarem embaraços. E que essas entidades seriam encarnadas por técnicos espirituais afeiçoados à perversidade. Tratar-se-ia de espíritos muito intelectualizados, sem desenvolvimento moral, que enviariam à Terra os seus compares para criarem situações embaraçosas. Por exemplo: determinada doutrina do pensamento aparece, enriquecedora para a humanidade e esses espíritos reencarnariam para torpedeá-la, criarem dissensões, divisões, para gerarem controvérsias dentro daquela doutrina. No caso em tela, o Espiritismo é uma doutrina libertadora e uma pessoa dita espírita se apegaria a determinados ângulos só para criar embaraços. São aqueles aos quais chamamos “donos da verdade”. Só eles é que sabem tudo. Só eles é que são dignos de respeito e de méritos. Sua função é vigiar os outros, mas não fazem nada. Podem ser excelentes intelectuais porém, jamais desceram do trono da sua vacuidade para serem humanos, para estenderem a mão, para participar. Então dizia Joana de Ângelis, àquela época, que indivíduos que tais estavam vinculados a estes grandes mentores da perversidade e eram por eles reencarnados. Isso me criou um pouco de confusão mental. Mas eu aceitei e aguardei o tempo. Oportunamente, conhecendo determinado cidadão e vendo-lhe a forma de interpretar os conceitos lógicos do Espiritismo, a maneira como ele complicava a coisa e como era armado contra tudo e contra todos, perguntei-lhe: - O senhor é mesmo espírita? O senhor leu, por acaso, “O Evangelho Segundo o Espiritismo”? E ele respondeu-me: - Não me venha para cá com "O Evangelho Segundo o Espiritismo"! Allan Kardec escreveu essa obra para agradar a Igreja... Então voltei a perguntar: - E “O Livro dos Espíritos”? O senhor já leu? Ele disse-me enfaticamente: -Ah! Esse é fundamental! - Eu então redargüi: - Mas Jesus está lá meu senhor... Todo o terceiro livro, que são as Leis Morais, são daí que saiu o Evangelho! E o quarto livro, donde nascem as esperanças e consolações, nos dão as obras terminais, especialmente “A Gênese” no seu caráter interpretativo das lições de Jesus... Ele então me olhou com um certo escárnio, tão cruel que me desmontou. Nesse momento Joanna me disse: - É um dos que foram programados para criar embaraços... Então ele havia sido programado por entidades perversas. Em uma reunião mediúnica nossa, ela trouxe um dos técnicos desencarnados para se comunicar. O doutrinador ficou embaraçado. Ele impedia que o doutrinador falasse, exibia uma argumentação muito volumosa no som mais sem nenhum conteúdo e, quando ele se afastou, Joana me disse que ele tinha a pretensão de ser um programador de reencarnação. Só que ele é o efeito da Bondade Divina. Acima dele está a Misericórdia Divina que o permite, pois as criaturas o necessitam. Então estava claro: Ele poderia agir porque o Senhor da Vida permite que assim seja, face as nossas necessidades. Então não seria de estranhar que esses espíritos perversos, provindos de regiões de muita maldade, que os católicos chamam de inferno, se acreditem possuidores de uma força incomum. No entanto, possuem-na porque lhes é concedida temporariamente para que se tornem agentes da Lei. Eles são os braços da Lei Maior em ação, até quando à Lei ou a Deus interesse esse processo. Ao final, esses espíritos também serão “absorvidos” pela reencarnação. Daí os obsessores reencarnam-se como qualquer um de nós outros.” (Divaldo Pereira Franco, no Seminário Tormentos da Obsessão, CD número 3)

Nino Denani
Título: Nino Denani Re: dúvida sobre reencarnação
Enviado por: Arievlis em 14 de Março de 2013, 01:51
É tão difícil lhe explicar em sintese, que preferiria que me escrevesse, para romilla2011 arroba yahoo.com.br   mas entenda que sim, tanto o bem como o mal, podem reencarnar para perturbar a ordem. Numa analogia, é como os políticos eleitos, uns querem ajudar e outros perturbar. Tudo é como o que aqui vivemos, temos o bem, e temos o mal. Lógico, os planos superiores nos querem o bem, mas há os de boa cultura que habitam os mundos inferiores, não sendo resgatados logo, e assim, aproveitados a reencarnarem para difundir a confusão e a discórdia. Lembre-se, nem sempre os vistos maus, reencarnam. Assista ao filme e a vida continua, e verá que o próprio André Luiz, mereceria a principio uma outra reencarnação, pois foi um homem com soberba, não atendia aos pobres só quando forçado, mas devido a sua cultura, ficou no plano superior ditando obras pelo nosso Chico, tendo sido aproveitado dessa maneira. Veja, lá, é como cá, são mundos paralelos em tudo, mas certamente nos planos superiores, o que interessa é o nosso desenvolvimento moral, não tanto o intelectual.
Título: Re: dúvida sobre reencarnação
Enviado por: Nino Denani em 14 de Março de 2013, 02:20
Oi Arievis,

Desculpe, mas a dúvida não é com relação a espíritos confusos encarnarem ou não... a dúvida é com relação aos espíritos que cuidam da reencarnação. Como disse na questão, a dúvida é se um espírito de baixa moral, ou de índole perversa, consegue arquitetar a encarnação de espíritos iguais ou se essa arquitetação é exclusiva de espíritos moralmente evoluídos.

Mas obrigado por responder mesmo assim.

Abs.
Título: Re: dúvida sobre reencarnação
Enviado por: EsoEstudos em 14 de Março de 2013, 02:32

Pois é...

Se a análise levar em consideração o que dizem obras psicografadas posteriores à codificação, haverá milhares de aspectos que podem ser abordados...

Se for feito um exame restrito à codificação, quase nada será dito --- ou melhor, tudo será simplesmente negado --- Ninguém programa nada, não existe essa coisa de reprogramar dna etc etc etc

Não vou entrar em mais essa polêmica, pois já estou quase ficando como inimigo infiltrado...  ;)
Título: Re: dúvida sobre reencarnação
Enviado por: Nino Denani em 14 de Março de 2013, 03:08
Salve EsoEstudos!

puxa amigo... desculpe, mas minha intenção não era causar nenhuma polêmica... a dúvida é real, eu nunca tinha parado para pensar nisso e tenho encontrado muita coisa sem nenhum tipo de embasamento, a não ser o próprio médium e a fé na comunicação que ele recebe... por isso coloquei o tópico, pra ver se alguém me elucida neste mistério.

Então segundo a codificação, os espíritos não intercedem no momento da reencarnação?

Abs.
Título: Re: dúvida sobre reencarnação
Enviado por: Paulo Cortez em 14 de Março de 2013, 17:08
Vejo muito sentido em se levantar essa questão, pois pode gerar interesse em pesquisas sobre o assunto. Sem conhecimento específico, sempre pensei na possibilidade dos espíritos, ditos maus, das "trevas" ou representantes das "sombras", se organizarem de maneira a manipularem e exercerem o poder temporal, mantendo a Terra nas condições de atraso em que está e que certamente lhes apraz. Incluindo a possibilidade de programarem reencarnações, tais como as de personagens que causaram algum mal ou contribuíram com a estagnação temporária do processo evolutivo da humanidade. Entretanto, não tinha nenhum dado objetivo de que me lembrasse ter lido ou ouvido, nunca podendo explorar melhor o assunto a título de aprendizado, mas, agora poderei começar pelo material citado nesta postagem.
Título: Re: dúvida sobre reencarnação
Enviado por: lineu em 14 de Março de 2013, 17:21
O link abaixo abre uma mensagem deste Fórum que suscita dúvida semelhante à apresentada neste tópico.

Clique aqui. (http://www.forumespirita.net/fe/estudos-mensais/processo-reencarnatorio-45156/msg307139/#msg307139)
Título: Re: dúvida sobre reencarnação
Enviado por: Edmar Ferreira Jr em 14 de Março de 2013, 18:29
Amigos,

Acreditar no princípio de que Espíritos possam programar a reencarnação de outros Espíritos com o propósito de ocasionar o mal é algo que nos leva a 2 problemas difíceis de equacionar: o primeiro é o de que a obra da criação possa a estar à cargo e à vontade dos Espíritos, quando aprendemos que estes são em verdade executores da vontade e dos desígnios de Deus. O segundo seria ter que admitir que um Espírito possa encarnar com um objetivo escuso, que o levaria a estacionar no ponto em que parou e ainda adquirir de forma pré-determinada débitos que poderiam tornar sua escalada evolutiva ainda mais difícil e sem um propósito justo. Isso seria ainda um capricho da vontade de Deus, ou seja, o de criar seres para o mal, ao passo que outros são criados para alcançar o bem. Que me perdoem os seguidores dos Espíritos que nos trazem esse tipo de coisa  por apresentar aqui uma discordância desse princípio, mas é que a razão terminantemente o recusa. 

A compreensão do que se passa está no entendimento do que seja o livre-arbítrio para o Espírito, porque ele o possui tanto na erraticidade quanto no vida física. Os Espíritos, que nada mais são do que os homens, como esses, têm os seus sistemas, projetos e vontades. Se por vezes os levam a termo, é porque Deus o permite, por razões que ainda estamos distantes de compreender. Atentar para algumas delas não é tão difícil como pensamos. Basta imaginarmos os motivos que levam um pai a deixar um filho passar por certo sufoco para que possa aprender por ele próprio aquilo que poderia aprender com facilidade se apenas desse ouvidos aos conselhos daquele que é o responsável por guiá-lo na vida.

Espíritos organizados para orientar (desorientar seria o termo mais adequado) encarnados com os quais se afinavam desde a erraticidade a fazer o mal é algo perfeitamente possível – aliás, parece ser esse o princípio que governa o mundo em que vivemos. Aos que por ventura possam perguntar por que motivo Deus o permitiria, poderíamos responder que é para aprendermos a ter discernimento, pois é esse o mesmo motivo que leva os Espíritos Superiores a permitirem que um bom médium seja enganado (O livro dos médiuns, Cap. 20, pergunta 9). Coincidência ou não, pouco tempo antes da publicação do livro Os Quatro Evangelhos de Jean Baptiste Roustaing, Erasto se manifestou em Bordeaux (cidade de publicação da obra) para recomendar aos adeptos locais que se mantivessem firmes e vigilantes, pois reunia-se na erraticidade uma turba de Espíritos com o propósito de disseminar a discórdia no movimento espírita francês, e cuja principal estratégia seria a de se infiltrar no movimento sob a máscara da religião (A Revista Espírita, Novembro de 1861).   

Espíritos pré-determinados para esse objetivo são uma negação de um dos princípios mais elementares que os próprios Espíritos superiores vieram nos ensinar: somos os projetistas e executores de nossas vidas. Eles podem se reunir, se organizar e nos influenciar, mas a deliberação sobre o que e não fazer é sempre nossa. A reencarnação é ainda um projeto para a evolução espiritual e não o contrário. E a cada nova vida, nova oportunidade para execução desse projeto. “É, pois, um novo homem, por mais antigo que seja seu Espírito.” (KARDEC. A gênese, Cap. 11, item 21)

Abraços,
Título: Re: dúvida sobre reencarnação
Enviado por: Paulo Cortez em 14 de Março de 2013, 19:18
Deixe-me dar alguns exemplos:

Estruturadores e mantenedores de algumas religiões que manipulam e dominam.

Grupos fomentadores de guerras, tais como, o que se formou em torno de Hitler.

Os fabricantes de armas.

Os administradores do tráfico de drogas.

Será que esse tipo de organização não é pensada antes, estruturada ainda na dimensão espiritual, por conta dos desejos de domínio e poder e podem também acabar por influir em reencarnações com fito de dar-lhes execução.

Aproveito inclusive a citação do Edmar, também como exemplo.

"Coincidência ou não, pouco tempo antes da publicação do livro Os Quatro Evangelhos de Jean Baptiste Roustaing, Erasto se manifestou em Bordeaux (cidade de publicação da obra) para recomendar aos adeptos locais que se mantivessem firmes e vigilantes, pois reunia-se na erraticidade uma turba de Espíritos com o propósito de disseminar a discórdia no movimento espírita francês, e cuja principal estratégia seria a de se infiltrar no movimento sob a máscara da religião (A Revista Espírita, Novembro de 1861)."

Nesse caso tratava-se apenas de influência ou um projeto de infiltração futura, com reencarnações que promovessem tal discórdia?

Não estou afirmando nada, estou em busca de aprendizado e entendimento.

Alguém conhece algum texto em Kardec que trate especificamente do assunto?
Título: Re: dúvida sobre reencarnação
Enviado por: lineu em 14 de Março de 2013, 20:17
Citação de: Paulo Cortez
Alguém conhece algum texto em Kardec que trate especificamente do assunto?

Observe-se na citação abaixo algumas expressões de Allan Kardec referentes aos espíritos inclinados à prática do mal.

Citação de: Trechos do item 102 do Livro dos Espíritos

Espíritos impuros:

São inclinados ao mal e o fazem objeto de suas preocupações. Como Espíritos, dão conselhos pérfidos, insuflam a discórdia e a desconfiança e usam todos os disfarces para melhor enganar. Apegam-se às pessoas de caráter bastante fraco para cederem as suas sugestões, a fim de as levar à perda, satisfeitos de poderem retardar o seu adiantamento, ao fazê-los sucumbir ante as provas que sofrem.

Quando encarnados, inclinam-se a todos os vícios que as paixões vis e degradantes engendram: a sensualidade, a crueldade, a felonia, a hipocrisia, a cupidez e a avareza sórdida. Fazem o mal pelo prazer de fazê-lo, no mais das vezes sem motivo, e, por aversão ao bem, que sempre escolhem suas vítimas entre as pessoas honestas. Constituem verdadeiros flagelos para a Humanidade, seja qual for a posição social que ocupem e o verniz da civilização não os livra do opróbrio e da ignomínia.




Título: Re: dúvida sobre reencarnação
Enviado por: Aimoré em 14 de Março de 2013, 22:34
Na dúvida, fiquemos com Kardec.O LE,PARTE 2,capítulo IV,questão 167:

Qual o fim objetivado com a reencarnação?
"Expiação,melhoramento progressivo da humanidade.Sem isto ,onde a justiça?"

Pelo exposto é dificil que um Espírito reencarne para não evoluir.Reencarnado,se utilizando de seu livre arbrítrio,pode estacionar ou ir para frente.Com certeza ele sofrerá influências(reencarnadas e desencarnadas),mas a decisão final será sempre dele.










Título: Re: dúvida sobre reencarnação
Enviado por: Edmar Ferreira Jr em 15 de Março de 2013, 04:52
Deixe-me dar alguns exemplos:

Estruturadores e mantenedores de algumas religiões que manipulam e dominam.

Grupos fomentadores de guerras, tais como, o que se formou em torno de Hitler.

Os fabricantes de armas.

Os administradores do tráfico de drogas.

Será que esse tipo de organização não é pensada antes, estruturada ainda na dimensão espiritual, por conta dos desejos de domínio e poder e podem também acabar por influir em reencarnações com fito de dar-lhes execução.
(...)
Nesse caso tratava-se apenas de influência ou um projeto de infiltração futura, com reencarnações que promovessem tal discórdia?

Paulo,

São todos excelentes exemplos de formas de dominação do pensamento humano pelos Espíritos. Complexos e duradouros que são, não duvido de que sejam sim estruturados meticulosamente ainda na dimensão espiritual. Um Espírito apegado a um sistema ou preconceito qualquer, não os deixa apenas porque retornou ao mundo dos Espíritos – lembremos dos inúmeros casos relatados em O céu e o inferno. Mas admitir essa influência ao ponto de interferir no processo de uma reencarnação não me parece razoável – pelo menos é assim que vejo a coisa na perspectiva dos ensinamentos dos Espíritos Superiores. Seria uma negação do princípio e do porquê de uma encarnação e por conseguinte de uma reencarnação. O objetivo de uma reencarnação é sempre o melhoramento progressivo do Espírito (LE: 167). Reencarnar especificamente para fazer o mal é uma coisa, reencarnar com inclinações e pendores para o mal em virtude de imperfeições morais é outra bem diferente. Mas, os Espíritos foram taxativos a esse respeito: “Nenhum espírito recebe a missão de fazer o mal (...)” (LE: 470).

Sabemos ainda que o Espírito muitas vezes reencarna a contragosto, ou seja, não vem aqui por vontade própria, tal como a criança que não compreende a necessidade do aprendizado escolar (LE: 262). Sabemos também que para ele é muito mais fácil exercer o seu domínio sobre nós como desencarnado do que como encarnado, já que com muita frequência, são eles que nos dirigem (LE: 459). Portanto, um Espírito seria sempre mais útil a um projeto estando desencarnado, porque como encarnado seus propósitos podem se modificar (esquecimento do passado, formação do caráter pela educação e carinho dos pais, livre-arbítrio, etc.).

Acredito que no caso de Bordeaux trata-se apenas de uma influência, pelas razões que trouxe acima. Primeiramente de forma oculta, para preparar o campo de ação. Num segundo momento, de forma declarada, manifesta nas comunicações. No meio espírita é comum darmos valor ao que um Espírito nos diz e menosprezar o que vem de um irmão encarnado, por mais estudioso, moralizado e sério que o seja. Os Espíritos nos conhecem e sabem exatamente o que queremos ouvir...

É apenas a minha razão que me leva a concluir desse modo. Mas, como são só opiniões, posso estar redondamente enganado sobre elas. Pesquisarei na Revista.

Abraço fraterno,

Título: Re: dúvida sobre reencarnação
Enviado por: Norizonte da Rosa em 15 de Março de 2013, 10:56
Apenas algumas divagações e questionamentos:

Embora conheça alguma literatura sobre organizações espirituais para o mal, acabo sempre com certa resistência por um lado a essas teorias e por outro, pelo lado de formação católica (com o diabo e seus asseclas) e com o bombardeamento diário de algumas outras religiões que afirmam categoricamente sobre a existência dessas organizações, com a dúvida sobre essa possibilidade (embora estas últimas não me convençam nem um pouco, pois sabe-se a intenção por trás dessas ideias).

O que questiono é sobre a possibilidade de poder que poderia ser dado a essas supostas organizações. Quando imagino um espirito que fez o mal quando encarnado, ou que não evoluiu, imagino um ser errante perturbado, sofrendo, ainda na terra, ou em outros locais do espaço (na falta de outro termo uso 'espaço') reunindo-se com outros seres pela afinidade e influindo moralmente, mas poder para alguma coisa além dessa influência?

Uma comparação que pode até ser tosca, mas não daria para comparar esses Espíritos não evoluídos a presidiários aqui na terra? de certa forma os dois sofrem moralmente e também por não lhes ser permitido acesso livre a outros lugares.

Se a comparação não é totalmente descabida, ainda que seja apenas uma aproximação, pergunto: nossa sociedade dá algum poder de decisão aos presos? podem votar, serem eleitos, legislam,..? Que criam problemas todo mundo sabe que criam, mas porque nossa sociedade tem limitações para impedir que pratiquem crimes, mesmo estando presos. Teria também o mundo Espiritual limitações nesse sentido?


Mas se em nossa sociedade que não deve ser das mais avançadas não é dado nenhum poder legal a essas pessoas, por que existiria uma Lei divina permitindo que tivessem o poder de decisão sobre coisas importantes como a reencarnação?

Abraço.










Título: Re: dúvida sobre reencarnação
Enviado por: Vitor Santos em 15 de Março de 2013, 13:16
Olá

A minha leitura da doutrina espirita nega qualquer possibilidade de espiritos decidirem reencarnar para representar o mal, ou para trabalhar para ele. O que acontece é que os espiritos podem renascer em famílias e ambientes terrenos onde o exercício do mal é mais comum, mas, neste caso, o objectivo é provar o espírito, impondo-lhe tentações. E não angariar um soldado para o exército do mal. Os inimigos são os que, deste e do  outro lado da vida, o instigam a falhar as suas provas.

Na minha óptica, o mal é uma consequência do facto de sermos espiritos aprendizes. O aprendiz erra sempre. Se não errasse, era sábio, não era aprendiz. E os erros são tão mais grosseiros quando menos sabe o aprendiz. Mas também os mundos são habitados por espiritos de graus similares de aprendizes, como as creches e as escolas na Terra são divididas por escalões de idades das crianças.

bem hajam.   

bem haja
Título: Re: dúvida sobre reencarnação
Enviado por: Arturus em 15 de Março de 2013, 14:29
O texto sugere a quebra do livre arbítrio e desconsidera o véu do esquecimento.


Além disso não ajuda o trabalho de desenvolvimento moral, então na minha opinião é um assunto irrelevante.
Título: Re: dúvida sobre reencarnação
Enviado por: Edmar Ferreira Jr em 15 de Março de 2013, 14:56
O texto sugere a quebra do livre arbítrio e desconsidera o véu do esquecimento.


Além disso não ajuda o trabalho de desenvolvimento moral, então na minha opinião é um assunto irrelevante.

Arturus,

Seu raciocínio, entendo, é direto e sintético na resposta precisa ao problema proposto. Mas quanto ao fato de ser um assunto irrelevante, discordo de você. Por virem dos Espíritos e médiuns que estão sendo citados, as pessoas tendem a tomar esses ensinamentos como verdades. É necessário, portanto, que sejam debatidos à exaustão se o for necessário. Quem sabe assim não aprendemos a esquecer os nomes e a nos concentrar nas ideias? O texto é um ótimo exemplo para isso.

Abraço,


Título: Re: dúvida sobre reencarnação
Enviado por: lineu em 15 de Março de 2013, 15:26
Citar
Embora conheça alguma literatura sobre organizações espirituais para o mal, acabo sempre com certa resistência por um lado a essas teorias e por outro, pelo lado de formação católica (com o diabo e seus asseclas) e com o bombardeamento diário de algumas outras religiões que afirmam categoricamente sobre a existência dessas organizações, com a dúvida sobre essa possibilidade (embora estas últimas não me convençam nem um pouco, pois sabe-se a intenção por trás dessas ideias).

O item 278 do Livro dos Espíritos informa que o mundo material é reflexo do mundo espiritual. E que as organizações sociais existentes em tais mundos são semelhantes.

É inegável, no mundo material, a existência de seres humanos maus, dedicados à prática do mal. E é igualmente incontestável a existência, neste mundo, de organizações criminosas, compostas por agentes do mal, prejudicando gravemente o desenvolvimento e a segurança dos seres humanos de bem.

Ora, considerando-se que a existência de um reflexo sempre corresponde à existência de um objeto real, equivalente ao objeto refletido...

Torna-se, pois, óbvia a dedução de que há espíritos maus, dedicados à prática do mal, atuantes no mundo espiritual. E, de igual modo, a inferência imediata de que há, nesse mundo, organizações funcionais, adversas ao bem comum, compostas por tais espíritos.

Título: Re: dúvida sobre reencarnação
Enviado por: Arturus em 15 de Março de 2013, 15:53
O texto sugere a quebra do livre arbítrio e desconsidera o véu do esquecimento.


Além disso não ajuda o trabalho de desenvolvimento moral, então na minha opinião é um assunto irrelevante.

Arturus,

Seu raciocínio, entendo, é direto e sintético na resposta precisa ao problema proposto. Mas quanto ao fato de ser um assunto irrelevante, discordo de você. Por virem dos Espíritos e médiuns que estão sendo citados, as pessoas tendem a tomar esses ensinamentos como verdades. É necessário, portanto, que sejam debatidos à exaustão se o for necessário. Quem sabe assim não aprendemos a esquecer os nomes e a nos concentrar nas ideias? O texto é um ótimo exemplo para isso.

Abraço,


Amigo Edmar.


Tem razão e congratulo sua determinação. Eu tendo a me frustrar, pois argumentos sólidos são descartados, ignorados e embrulhados com o rótulo "ortodoxo". Mas tudo tem uma razão de ser.


Abraços.
Título: Re: dúvida sobre reencarnação
Enviado por: Conforti em 15 de Março de 2013, 22:02
      Amigos,

      Tudo isso significa q a reencarnação existe para, forçosamente, fazer q soframos

a ação do mal no mundo carnal, porq só sofrendo-a aprendemos a evoluir? Que, mesmo

sendo Deus suprema sabedoria, amor e justiça, dele nada podendo proceder q seja mau,

injusto ou ininteligente, dele procedem espíritos q são tão maus, injustos e

ininteligentes q, para se corrigirem, têm de reencarnar sucessivamente para passar por

um processo evolutivo baseado no fazer sofrer?


      Pois, é evidente q, se existe o mal é porq Deus deu seu aval, permitindo e, por Sua

vontade, fazendo q os homens reencarnem para q sofram de modo terrível, torturante,

desesperador e mesmo insuportável, pois é exatamente isso q vemos no mundo. Será q

é assim q devemos entender?


      Devemos, então, também, entender que Deus, com toda sua Infinita Sabedoria, e

apesar de seu Infinito Amor só sabe, ou só consegue criar, e propositadamente, seres

destinados a sofrimentos terríveis, pois a todos nós deu uma mente tão estúpida e

curta,nos fez alienados e insanos de tal modo q, para compreendermos q devemos

deixar o caminho do mal, só o fazemos à força de sofrimentos?


      Que temos de reencarnar para, propositadamente, derramar lágrimas e passar por

esses sofrimentos q vemos no dia-a-dia do mundo? Que o plano divino para nossa

evolução tem, como método mais eficiente, o levar a reencarnar para nos fazer passar

por dores morais e/ou fisiológicas q nos destroem a capacidade e a vontade de viver,

fazem com q não mais vejamos sentido na vida, nos levam a descrer de tudo em q antes

criamos e a vituperar contra Deus?


      Que o mal passou a existir para q, sofrendo-o em nossas encarnações,

compreendamos q não deve existir?


      Que o Criador faz q males de todas as especies se alastrem pelo mundo, para q suas

criaturas sofram por encarnações sucessivas, q podem durar por até milhões de anos,

porq só assim aprenderão a eliminá-lo?


      Mas, se o mal foi criado para ensinar espíritos q nele se comprazem, isso, é

evidente, significa q há espíritos maldosos; contudo se o mal não existisse, também não

existiriam espíritos maldosos, neles se comprazendo! Como compreender isso?


      Reencarnamos para aprender a fazer não mais existir o mal q Deus faz existir?! E

como é q existem espíritos maldosos se nenhum foi criado maldoso e se não há

retrocesso moral?     


      Me perdoem tantas perguntas mas, como aconselham a codificação e, certamente,

todas as pessoas sensatas, a fé deve ser raciocinada pois só assim poderemos entendê-

la melhor.
......