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GERAL => Outros Temas => Tópico iniciado por: Emmanuelina em 19 de Agosto de 2009, 23:00

Título: APOCALIPSE - O ADVENTO DO CONSOLADOR NA VISÃO PROFÉTICA
Enviado por: Emmanuelina em 19 de Agosto de 2009, 23:00
Olá companheiros,

Este artigo é muito interessante, profecia do consolador no Apocalipse.

O ADVENTO DO CONSOLADOR NA VISÃO PROFÉTICA
Honório de Abreu

Cento e cinqüenta anos nos separam do inesquecível acontecimento de dezoito de abril de 1857 quando, em meio a júbilos espirituais, surgia O Livro dos Espíritos,
instaurando os primeiros movimentos que culminariam com a concretização do
Consolador Prometido, momento em que a Humanidade ensaiava os primeiros passos no rumo da Nova Era.
O Evangelho ressurge pujante no revestimento das obras, pelo poder da exemplificação que o sublima, projetando os seres ao plano da imortalidade gloriosa e nos fundamentos da fé raciocinada.
Ao mesmo tempo, as profecias abrem seus arcanos, que passam a revelar a essência que o véu da letra envolvera nos séculos, protegendo-a com sabedoria, a fim de que os homens pudessem entender o correto significado desse acontecimento que visitava o Orbe com o endosso superior.
Esta coluna tem se destinado ao registro de apontamentos decorrentes de
estudos e reflexões sobre o Evangelho, convidando-nos ao imperativo de se buscar, por trás do registro literal, o espírito que vivifica. No entanto, como pontos de referência que podem interessar a muitos que se entregam ao exame interpretativo das profecias, dispusemo-nos direcionar algumas buscas pelos territórios desafiadores do Apocalipse, ainda que em aspectos mais exteriores, procurando identificar elementos que possam guardar relação com o advento do Espiritismo, materializado graças ao esforço abnegado de seu codificador, Allan Kardec.

Registra o livro profético de João, em seu capítulo 19, a partir do versículo 11:
“E vi o céu aberto” - Campo amplo de observação mediúnica. Abrangência do
terreno mental sem barreiras, que o transe mediúnico pode proporcionar, de modo mais notório, nos fenômenos premonitórios.

“E eis um cavalo branco” – O cavalo dá a idéia do instrumento condutor, sugerindo, o branco, a pureza de sentimento, amor, trabalho. Animais e árvores no Evangelho normalmente apontam personalidades, povos. O texto mostra a chegada de algo, tendo como instrumento condutor um cavalo branco. Nas bases da Revelação Espírita está a figura de Allan Kardec, preparado com esmero para sua grande tarefa. Seria o instrumento. Até mesmo seu nome civil, Hipólito, pode ser avocado em nossas reflexões por trazer o radical “hipo” (cavalo).

“E o que estava assentado sobre ele chama-se fiel e verdadeiro” – Agora, sim,
identificamos a mensagem que ele, Kardec, cuidadosamente codificou como instrumento confiável da bondade do Alto. A nova mensagem traz em seu íntimo a fidelidade com o Cristo e a Verdade que Ele vivenciou, compreendida hoje nos fundamentos dos códigos legais que regem o Universo.

“E julga e peleja com justiça” – As leis que ele aponta, revela e sustenta definem o imperativo da vigilância e do discernimento no mecanismo da própria existência, já que cada ação projeta conseqüências felizes ou menos felizes, determinando qualidade de vida, por tempo maior ou menor, no transcurso da evolução.

“E os seus olhos eram como chama de fogo;” - O alcance dos registros
veiculados pelo Espiritismo são verdadeiros instrumentos de identificação segura dos valores humanos. Valores dotados de condições e autoridade, para um correto diagnóstico das reais necessidades íntimas e uma visão clara para a ação consciente no grande laboratório experimental de vida em que cada qual está situado.

“E sobre a sua cabeça havia muitos  diademas” – Diadema é ornamento que lembra riqueza, preciosidade, implicando atestado de poder. Os “muitos  diademas” mostram o grau de autoridade de que se revestia aquele que era conduzido pelo cavalo branco. Dentro, portanto, do enfoque ora dado ao texto, os diademas estão a indicar os princípios que a Doutrina Espírita postula, garantindo segurança aos que dela se aproximam na busca de novos valores edificativos.

“E tinha um nome escrito, que ninguém sabia senão ele mesmo.” - Sem
dúvida a nova Doutrina recolheria dos próprios espíritos, seus legítimos reveladores, a denominação com que seria identificada: Espiritismo.

“E estava vestido de uma veste salpicada de sangue;” - Apesar de simbólica, a linguagem apocalíptica costuma mostrar-se incisiva, direta. Os Benfeitores Espirituais que a ditaram portavam abençoados currículos edificados em acerbos testemunhos, em verdadeiros banhos de sangue. Tais sacrifícios são os campos experimentais onde se opera a sublimação do amor, capaz de dotar a criatura dos mais significativos trabalhos sob a tutela do Cristo

“E o nome pelo qual se chama é a palavra de Deus.” – A verdade é a síntese, a
feição reveladora da Doutrina Espírita, enquanto Moisés revela a Justiça e Jesus, o Amor. É importante conjugar os textos do Evangelho. O capítulo 17, versículo 17, de João, registra na oração de Jesus por seus discípulos: “santifica-os na verdade, a tua palavra é a verdade.” Tal expressão explica o texto literalmente: verdade é igual a palavra de Deus, definindo que o enunciado do Apocalípse aponta a Verdade como a  mensagem trazida pelo “cavalo branco”. E a verdade trabalhada na Doutrina Espírita não se circunscreve ao  conhecimento adquirido,afirma-se efetivamente e sublima-se, quando aplicada no incansável esforço de renovação com o Cristo.

“E seguiam-no os exércitos no céu em cavalos brancos,” – Os exércitos no
céu podem ser compreendidos como a vasta legião das entidades benfeitoras a
operarem, em nome do Cristo, junto do Codificador, em “cavalos brancos”, ou seja, através da instrumentalidade mediúnica confiável, ostensiva ou intuitiva, a fim de que o pensamento do Alto chegasse ao cenário dos homens, com segurança e legitimidade.

“E vestidos de linho fino, branco e puro” – A vestimenta visualizada pelo
narrador expressa bem a natureza superior das entidades que compunham aquele
exército de colaboradores do Cristo na proposta reveladora do Consolador. É ela
resultante das próprias irradiações fundamentadas em vibrações da maior transcendência.

Ainda acerca desses expoentes espirituais, assim registra o próprio Apocalipse em 7:13 e 14: “E um dos anciãos me falou, dizendo: estes que estão vestidos de vestidos brancos, quem são, e donde vieram? E eu disse-lhe: Senhor, tu sabes. E ele disse-me: Estes são os que vieram de grande tribulação, e lavaram os seus vestidos e os branquearam no sangue do Cordeiro.”

Este artigo é de autoria de Honorio Abreu, que durante muitos anos conduziu um estudo interpretativo do Apocalipse à Luz da Doutrina Espírita.

emmanuelina

Título: Re: APOCALIPSE - O ADVENTO DO CONSOLADOR NA VISÃO PROFÉTICA
Enviado por: alexh em 02 de Junho de 2010, 17:30
Muito legal Emmanuelina, obrigado pelo post.
Coloque mais artigos do Honorio Abreu qdo puder
Alexandre