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GERAL => Outros Temas => Tópico iniciado por: andrerio em 06 de Novembro de 2011, 20:42

Título: Apocalipse da Biblia segundo o Espiritismo???
Enviado por: andrerio em 06 de Novembro de 2011, 20:42
Ola a todos do forum, espero que todos os irmãos estejam bem.

Forum Espirita » GERAL » Outros Temas » foi o único lugar onde eu pude postar este tópico! Eiu gostaria de ter colocalo em "Estudos Gerais" mas aí talvez fique a mercê de algum moderador.

Eu busquei aqui sobre algum tipo de estudo da visão espirita sobre as citações sobre "Apocalipse", "Besta" e o numero "666" e não encontrei nada a respeito.

Eu tenho minha opinião espirita sobre o apocalipse e a besta. Mas o que diz o espiritismo sobre o numero 666? Seria isso somente mais um dos dogmas ou interpretações da igreja?

Uma curiosidade que me surgiu  :-\

Fico grato a todos desde já por qualquer esclarecimento ou dicas de leitura.
Título: Re: Apocalipse da Biblia segundo o Espiritismo???
Enviado por: conceituandoespiritismo em 07 de Novembro de 2011, 23:43
ola:

Acredito que esta entrevista fale e esclarece muito bem sobre   tema, Apocalipse de
José Reis Chaves, segue o link, logo abaixo e no youtube tem tambem, pesquise pelo nome do entrevistado.

 http://programatransicao.tv.br/jose-reis-chaves/programa-transicao-146-apocalipse-video_bc7f77bc5.html

http://vimeo.com/moogaloop.swf?clip_id=26695811&server=vimeo.com&show_title=0&show_byline=0&show_portrait=0&color=444444&fullscreen=1
Título: Re: Apocalipse da Biblia segundo o Espiritismo???
Enviado por: hcancela em 08 de Novembro de 2011, 11:46
Olá amigos(as)

No espiritismo não existe Apocalipse algum, pelo simples facto evolutivo que contém as Leis de  Deus . Nada se destrói apenas se transforma e esse processo é gradual para que haja o mínimo sofrimento possível, porque Deus é Pai , Justo e Bom, e não iria fazer uma maldade dessas. São coisas da imaginação do homem.

A única Apocalipse que existe é aquela que tem na cabecinha das pessoas e das opiniões pessoais que podem ter mais ou menos crédito, mas sempre na base da especulação.

Saudações fraternas
Título: Re: Apocalipse da Biblia segundo o Espiritismo???
Enviado por: Anton Kiudero em 08 de Novembro de 2011, 13:24
No espiritismo não existe Apocalipse algum, pelo simples facto evolutivo que contém as Leis de  Deus . Nada se destrói apenas se transforma e esse processo é gradual para que haja o mínimo sofrimento possível, porque Deus é Pai , Justo e Bom, e não iria fazer uma maldade dessas. São coisas da imaginação do homem.

A única Apocalipse que existe é aquela que tem na cabecinha das pessoas e das opiniões pessoais que podem ter mais ou menos crédito, mas sempre na base da especulação.

Amigo,

Pelo visto voce desconheçe o Apocalipse de João e o significado dos simbolos utilizados neste livro, que alias quer dizer "Revelação" e não trata nem de maldades e tampouco de desgraças.... A simbologia utilizada é a mesma utilizada pelos profetas do povo hebreu e seu significado era bem conhecido à época. Voce leu apenas algumas opiniões pessoais, o que não é o suficiente.

Título: Re: Apocalipse da Biblia segundo o Espiritismo???
Enviado por: Anton Kiudero em 08 de Novembro de 2011, 13:35
Na Revista Espírita de 1859; procure pelo artigo Os messias do Espiritismo.

Não encontrei este artigo na RE de 1859. Talvez algum outro ano?

Título: Re: Apocalipse da Biblia segundo o Espiritismo???
Enviado por: hcancela em 08 de Novembro de 2011, 13:48
No espiritismo não existe Apocalipse algum, pelo simples facto evolutivo que contém as Leis de  Deus . Nada se destrói apenas se transforma e esse processo é gradual para que haja o mínimo sofrimento possível, porque Deus é Pai , Justo e Bom, e não iria fazer uma maldade dessas. São coisas da imaginação do homem.

A única Apocalipse que existe é aquela que tem na cabecinha das pessoas e das opiniões pessoais que podem ter mais ou menos crédito, mas sempre na base da especulação.

Amigo,

Pelo visto voce desconheçe o Apocalipse de João e o significado dos simbolos utilizados neste livro, que alias quer dizer "Revelação" e não trata nem de maldades e tampouco de desgraças.... A simbologia utilizada é a mesma utilizada pelos profetas do povo hebreu e seu significado era bem conhecido à época. Voce leu apenas algumas opiniões pessoais, o que não é o suficiente.


Conheço e bem Anton, o problema é dos misticismo e levados á letra, e como diz o Espiritismo, os Apocalipse não existem mesmo , são causas naturais de evolução que todos os Planetas têm. Se quer pensar assim tudo bem, mas á luz do Espiritismo, e volt a referir, não existem mesmo. Em baixo fica o link sobre o que disse de João. São tudo números e mais números que a lado algum se chega. Não traz ensinamentos alguns, a não ser colocando a razão no que lá tiver, chegando fácilmente há conclusão que é apenas uma forma de explicar o que se passará no Planeta, do tipo alegoria, mas que a razão nos diz, que  há coisa certas de forma alguma. É tudo muito bonito e para distrair também, mas conhecimento efectivo, nada.
No Espiritismo as coisas são bem mais simples, dizendo-nos que tudo é natural na nossa vida,mesmo que por vezes não tenhamos entendimento para elas, porque o Espirita(ou que se diz) sabe que Deus e suas leis são justas não tendo Cataclismos ou Apocalipses de jeito nenhum.

Obs: As pessoas acreditam no que quiserem têm todo o direito, até das datas das destruições 2000(que não aconteceu) ou até para o ano 2012 e neste aspecto podemos dizer 666, aaa, ou outra coisa qualquer, Nostradamus tinha outras símbolos. Como diria Divaldo...Transição náo é destruição e muito menos Apocalipses ou Cataclismos(grifo meu).Para finalizar Anton, não leio só algumas opiniões pessoais, como bem deveria saber.

http://www.forumespirita.net/fe/reciclagem/o-apocalipse-de-joao-segundo-emmanuel/

Saudações fraternas
Título: Re: Apocalipse da Biblia segundo o Espiritismo???
Enviado por: Hebe M C em 08 de Novembro de 2011, 14:02
Na Revista Espírita de 1859; procure pelo artigo Os messias do Espiritismo.

Não encontrei este artigo na RE de 1859. Talvez algum outro ano?

É 1868

http://www.febnet.org.br/ba/file/Down%20Livros/Revista%20Esp%C3%ADrita/Revista1868.pdf


[/quote]
Título: Re: Apocalipse da Biblia segundo o Espiritismo???
Enviado por: hcancela em 08 de Novembro de 2011, 14:05
Olá amigos(as)

Anton e demais amigos, creio que não conseguirão abrir o link, no entanto tem o texto em baixo. Grato pela compreensão.

Alguns anos antes de terminar o primeiro século, após o advento da nova doutrina, já as forças espirituais operam uma análise da situação amargurosa do mundo, em face do porvir. Sob a égide de Jesus, estabelecem novas linhas de progresso para a civilização, assinalando os traços iniciais dos países europeus dos tempos modernos. Roma já não representa, então, para o plano invisível, senão um foco infeccioso que é preciso neutralizar ou remover. Todas as dádivas do Alto haviam sido desprezadas pela cidade imperial, transformada num vesúvio de paixões e de esgotamentos.

O Divino Mestre chama aos Espaços o Espirito João, que ainda se encontrava preso aos liames da Terra, e o Apóstolo, atônito e aflito, lê a linguagem simbólica do invisível. Recomenda-lhe o Senhor que entregue os seus conhecimentos ao planeta como advertência a todas as nações e a todos os povos da Terra, e o velho Apóstolo de Patmos transmite aos seus discípulos as advertências extraordinárias do Apocalipse. Todos os fatos posteriores à existência de João estão previstos. É verdade que frequentemente a descrição apostólica penetra o terreno mais obscuro; vê-se que a sua expressão humana não pôde copiar fielmente a expressão divina das suas visões de palpitante interesse para a história da Humanidade.

As guerras, as nações futuras, os tormentos porvindouros, o comercialismo, as lutas ideológicas da civilização ocidental, estão ali pormenorizadamente entrevistos. E a figura mais dolorosa, ali relacionada, que ainda hoje se oferece à visão do mundo moderno, é bem aquela da igreja transviada de Roma, simbolizada na besta vestida de púrpura e embriagada com o sangue dos santos.

A IDENTIFICAÇÃO DA BESTA APOCALÍPTICA: Reza o Apocalipse que a besta poderia dizer grandezas e blasfêmias por 42 meses, acrescentando que o seu número era o “666″ (Apoc. XIII, 5 e 18). Examinando-se a importância dos símbolos naquela época e seguindo o rumo certo das interpretações, podemos tomar cada mês com sendo de 30 anos, em vez de 30 dias, obtendo, desse modo, um período de 1.260 anos comuns, justamente o período compreendido entre 610 e 1870, da nossa era, quando o Papado se consolidava, após o seu surgimento, com o imperador Focas, em 607, e o decreto da infalibilidade papal com Pio IX, em 1870, que assinalou a decadência e a ausência de autoridade do Vaticano, em face da evolução científica, filosófica e religiosa da Humanidade.

Quanto ao número 666, sem nos referir-mos às interpretações com os números gregos, em seus valores, devemos recorrer aos algarismos romanos, em sua significação, por serem mais divulgados e conhecidos, explicando que é o Sumo-Pontífice da igreja romana que usa os títulos de “VICARIVS GENERALIS DEI IN TERRIS”, ” VICARIVS FILII DEI”, E “DVX CLERI” que significam “Vigário-Geral de Deus na Terra”, “Vigário do Filho de Deus” e “Príncipe do Clero”. Bastará ao estudioso um pequeno jogo de paciência, somando os algarismo romanos encontrados em cada título papal, a fim de encontrar a mesqua equação de 666, em cada um deles. Vê-se, pois, que o Apocalipse de João tem singular importância para os destinos da Humanidade terrestre.

O ROTEIRO DE LUZ E DE AMOR. Mas voltemos aos nossos propósitos, cumprindo-nos reconhecer nos Evangelhos uma luz maravilhosa e divina, que o escoar incessante dos séculos só tem podido avivar e reacender. É que eles guardam a súmula de todos os compêndios de paz e de verdade para a vida dos homens, constituindo o roteiro de luz e de amor, através do qual todas as almas podem ascender às luminosas montanhas da sabedoria dos Céus.

EMMANUEL

OS SINAIS APOCALÍPTICOS E O NÚMERO 666 – APOCALIPSE – CAIRBAR SCHUTEL

A Religião romana é uma instituição em que predominam o Símbolo e o Mistério. Todos os seus sacramentos são sinais: o batismo é um sinal (diz o catecismo); a crisma é um sinal; o casamento é um sinal; enfim, todos os seus ritos não passam de sinais dos dogmas decretados pelos papas e pelos concílios, dogmas que têm por explicação final: Mistério!

O próprio “deus” concebido pelo Catolicismo de Roma não passa de um Mistério. “Em Deus há três pessoas, que formam o Mistério da Santíssima Trindade”, diz o Catecismo. Sendo os Mistérios diversos, os Sinais também são muitos, para que cada sinal possa representar um mistério. Assim, temos o batismo, com um sinal na cabeça (a água); a crisma, com um sinal na face; e o casamento, com um sinal na mão, e assim por diante. Por sua vez os sacerdotes são assinalados na cabeça – a tonsura – para representar a auréola da santidade; os graduados, como os cônegos, monsenhores, bispos, trazem o anel na mão direita.

E, para que possam exercer o seu comércio, quer dizer, as suas relações religiosas, é indispensável o SINAL. Por exemplo: um homem ou mulher que não sejam batizados ou não sejam católicos romanos não podem participar dos sacramentos, nem mesmo indiretamente, como para batizar uma criança. O que não tiver ordens, anel ou tonsura, não podem ministrar as “graças de Deus”. É preciso ter o nome da Besta ou o seu número. Dito isto, passemos a única cidade no mundo assentada sobre sete montes, e afirmando o anjo que “as sete cabeças são os sete montes sobre que está sentada a mulher”(Apocalipse, XVII, 9 e 10), vamos a ver se ela tem o número fatídico, visto pelo profeta.

ROMA, em hebraíco, é ‘ROMIITH’, se aproveitarmos as letras algarismos, usadas em hebraíco, e as somarmos, verificaremos que coincidem, exatamente, com a vidência do apóstolo. Assim:

R

O

M

I

I

TH

200 +

6 +

40 +

10 +

10

+ 400

= 666

Ora, ninguém ignora que o Papa se intitula: ‘VICARIVS GENERALIS DEI IN TERRIS: VICARISVS FILII DEI; DVX CLERI”, ( que significam: Vigário Geral de Deus na Terra; Vigário do Filho de Deus, Príncipe Chefe do Clero). Aproveitando, em cada um desses títulos as letras que têm valor como algarismos romanos (desprezadas as mais), temos, do primeiro:

V

I

C

I

V

L

I

D

I

I

I

5 +

1 +

100 +

1 +

5 +

50 +

1 +

500 +

1 +

1 +

1

=666

DO SEGUNDO:

V

I

C

I

V

I

L

I

I

D

I

5 +

1 +

100 +

1 +

5 +

1 +

50 +

1 +

1 +

500 +

1

=666

DO TERCEIRO:

D

V

X

C

L

I

500 +

5 +

10 +

100 +

50 +

1

=666

Também ninguém ignora que o idioma que a Igreja de Roma usa, em todos os seus atos oficiais, é o latino, e São Irineu, discípulo de Policarpo, lembra o nome grego Lateinos, isto é, latino, como satisfazendo plenamente a interpretação do enigma 666, proposto por São João.

L

A

T

E

I

N

O

S

30 +

1 +

300 +

5 +

10 +

50 +

70 +

200

= 666

E já que analisamos o alfabeto grego para a interpretação da numeração apocalíptica, não nos esqueçamos de que TEITAN (grego) significa Satanás, e a soma das letras daquela palavra dá 666.

T

E

I

T

A

N

300 +

5 +

10 +

300 +

1 +

50

= 666

Satanás é uma expressão bíblica, que longe de institular um ente eternamente devotado ao mal, quer dizer adversário, o inimigo do Bem, da Verdade. Que o Catolicismo, com os seus dogmas, cultos e mistérios, é o Teitan (adversário) do Cristianismo, ninguém ousará negar. E como a soma dos números-letras do Papado dá o mesmo produto, ou representa a mesma cousa que os de TEITAN..

É interessante, ainda, a coincidência que se dá com a palavra ROMA, cujas letras estão colocadas em sentido inverso da palavra AMOR. Quereria o “destino”, em sua sábia previdência, demonstrar que ROMA, apesar de se inculcar DIVINA, seria o inverso, a antítese da Divindade?

CAIRBAR SCHUTEL.

Título: Re: Apocalipse da Biblia segundo o Espiritismo???
Enviado por: Anton Kiudero em 08 de Novembro de 2011, 15:05
Conheço e bem Anton, o problema é dos misticismo e levados á letra, e como diz o Espiritismo, os Apocalipse não existem mesmo , são causas naturais de evolução que todos os Planetas têm.

Não existem apocalipses. Apocalipse é o nome de um texto que trata da mudança do planeta de mundo de provas e expiações para mundo de regeneração.   

São tudo números e mais números que a lado algum se chega. Não traz ensinamentos alguns, a não ser colocando a razão no que lá tiver, chegando fácilmente há conclusão que é apenas uma forma de explicar o que se passará no Planeta, do tipo alegoria, mas que a razão nos diz, que  há coisa certas de forma alguma. É tudo muito bonito e para distrair também, mas conhecimento efectivo, nada.

Esta a opinião dos que não conhecem o assunto mas adoram palpitar....

No Espiritismo as coisas são bem mais simples, dizendo-nos que tudo é natural na nossa vida,mesmo que por vezes não tenhamos entendimento para elas, porque o Espirita(ou que se diz) sabe que Deus e suas leis são justas não tendo Cataclismos ou Apocalipses de jeito nenhum.

Esta versão "popular" do apocalipse não tem nada a ver com o original...

Obs: As pessoas acreditam no que quiserem têm todo o direito, até das datas das destruições 2000(que não aconteceu) ou até para o ano 2012 e neste aspecto podemos dizer 666, aaa, ou outra coisa qualquer, Nostradamus tinha outras símbolos. Como diria Divaldo...Transição náo é destruição e muito menos Apocalipses ou Cataclismos(grifo meu).Para finalizar Anton, não leio só algumas opiniões pessoais, como bem deveria saber.

Pelo que voce escreve, estou sabendo bem mesmo.....     ;) :D ;D

Título: Re: Apocalipse da Biblia segundo o Espiritismo???
Enviado por: hcancela em 08 de Novembro de 2011, 18:00
Ainda bem que estamos de acordo amigo Anton.

Abraços
Título: Re: Apocalipse da Biblia segundo o Espiritismo???
Enviado por: Andressa Z. em 20 de Julho de 2014, 00:09
Estou tentando entender exatamente o significado do 666, mas sinceramente esse tópico me deixou mais perdida ainda! ;D Satanás, Roma, a denominação do Papa, a soma de tudo isso resulta em 666...mas gente, o que isso quer dizer? Pq? Pra que?
E os "Mistérios", são mistérios para o clero também ou só para os fiéis?
Título: Re: Apocalipse da Biblia segundo o Espiritismo???
Enviado por: HamLacerda em 20 de Julho de 2014, 21:16
Olá, Andressa

Veja o que Kardec diz sobre esse assunto:




A Gênese » As predições » Capítulo XVII - Predições do Evangelho » Sinais precursores » Sinais precursores


47. Também ouvireis falar de guerra e de rumores de guerra; tratai de não vos perturbardes, porquanto é preciso que essas coisas se dêem; mas, ainda não será o fim — pois ver-se-á povo levantar-se contra povo e reino contra reino; e haverá pestes, fomes e tremores de terra em diversos lugares — todas essas coisas serão apenas o começo das dores. (S. Mateus, 24:6 a 8.)

48. Então, o irmão entregará o irmão para ser morto; os filhos se levantarão contra seus pais e suas mães e os farão morrer. — Sereis odiados de toda a gente por causa do meu nome; mas, aquele que perseverar até ao fim será salvo. (S. Marcos, 13:12-13.)

49. Quando virdes que a abominação da desolação, que foi predita pelo profeta Daniel, está no lugar santo (que aquele que lê entenda bem o que lê); — fujam então para as montanhas os que estiverem na Judéia[1]; — não desça aquele que estiver no telhado, para levar de sua casa qualquer coisa; — e não volte para apanhar suas roupas aquele que estiver no campo. — Mas, ai das mulheres que estiverem grávidas ou amamentando nesses dias. — Pedi a Deus que a vossa fuga não se dê durante o inverno, nem em dia de sábado — porquanto a aflição desse tempo será tão grande, como ainda não houve igual desde o começo do mundo até o presente e como nunca mais haverá. — E se esses dias não fossem abreviados, nenhum homem se salvaria; mas esses dias serão abreviados em favor dos eleitos. (S. Mateus, 24:15 a 22.)

50. Logo depois desses dias de aflição, o Sol se obscurecerá e a Lua deixará de dar sua luz; as estrelas cairão do céu e as potestades dos céus serão abaladas.

Então, o sinal do Filho do homem aparecerá no céu e todos os povos da Terra estarão em prantos e em gemidos e verão o Filho do homem vindo sobre as nuvens do céu com grande majestade.

Ele enviará seus anjos, que farão ouvir a voz retumbante de suas trombetas e que reunirão seus eleitos dos quatro cantos do mundo, de uma extremidade a outra do céu.

Aprendei uma comparação tirada da figueira. Quando seus ramos já estão tenros e dão folhas, sabeis que está próximo o estio. — Do mesmo modo quando virdes todas essas coisas, sabei que vem próximo o Filho do homem, que ele se acha como que à porta.

Digo-vos, em verdade, que esta raça não passará, sem que todas essas coisas se tenham cumprido. (S. Mateus, 24:29 a 34.)

E acontecerá no advento do Filho do homem o que aconteceu ao tempo de Noé — pois, como nos últimos tempos antes do dilúvio, os homens comiam e bebiam, se casavam e casavam seus filhos, até ao dia em que Noé entrou na arca; — e assim como eles não conheceram o momento do dilúvio, senão quando este sobreveio e arrebatou toda a gente, assim também será no advento do Filho do homem. (S. Mateus, 24:37 a 39.)

51. Quanto a esse dia e a essa hora, ninguém o sabe, nem os anjos que estão no céu, nem o Filho, mas somente o Pai. (S. Marcos, 13:32.)

52. Em verdade, em verdade vos digo: chorareis e gemereis, e o mundo se rejubilará; estareis em tristeza, mas a vossa tristeza se mudará em alegria. — Uma mulher, quando dá à luz, está em dor, porque é vinda a sua hora; mas depois que ela dá à luz um filho, não mais se lembra de todos os males que sofreu, pela alegria que experimenta de haver posto no mundo um homem. — É assim que agora estais em tristeza; mas, eu vos verei de novo e o vosso coração rejubilará e ninguém vos arrebatará a vossa alegria. (S. João, 16:20 a 22.)

53. Levantar-se-ão muitos falsos profetas que seduzirão a muitas pessoas; — e, porque abundará a iniqüidade, a caridade de muitos esfriará; — mas, aquele que perseverar até o fim será salvo. — E este Evangelho do reino será pregado em toda a Terra, para servir de testemunho a todas as nações. É então que o fim chegará. (S. Mateus, 24:11 a 14.)

54. É evidentemente alegórico este quadro do fim dos tempos, como a maioria dos que Jesus compunha. Pelo seu vigor, as imagens que ele encerra são de natureza a impressionar inteligências ainda rudes. Para tocar fortemente aquelas imaginações pouco sutis, eram necessárias pinturas vigorosas, de cores bem acentuadas. Ele se dirigia principalmente ao povo, aos homens menos esclarecidos, incapazes de compreender as abstrações metafísicas e de apanhar a delicadeza das formas. A fim de atingir o coração, fazia-se-lhe mister falar aos olhos, com o auxílio de sinais materiais, e aos ouvidos, por meio da força da linguagem.

Como conseqüência natural daquela disposição de espírito, à suprema potestade, segundo a crença de então, não era possível manifestar-se, a não ser por meio de fatos extraordinários, sobrenaturais. Quanto mais impossíveis fossem esses fatos, tanto mais facilmente aceita era a probabilidade deles.

O Filho do homem, a vir sobre nuvens, com grande majestade, cercado de seus anjos e ao som de trombetas, lhes parecia de muito maior imponência, do que a simples vinda de uma entidade investida apenas de poder moral. Por isso mesmo, os judeus, que esperavam no Messias um rei terreno, mais poderoso do que todos os outros reis, destinado a colocar-lhes a nação à frente de todas as demais e a reerguer o trono de David e de Salomão, não quiseram reconhecê-lo no humilde filho de um carpinteiro, sem autoridade material.

No entanto, aquele pobre proletário da Judéia se tornou o maior entre os grandes; conquistou para a sua soberania maior número de reinos, do que os mais poderosos potentados; exclusivamente com a sua palavra e o concurso de alguns miseráveis pescadores, revolucionou o mundo e a ele é que os judeus virão a dever sua reabilitação. Disse, pois, uma verdade, quando, respondendo a esta pergunta de Pilatos: “És rei?” respondeu: “Tu o dizes.”

55. É de notar-se que, entre os antigos, os tremores de terra e o obscurecimento do Sol eram acessórios forçados de todos os acontecimentos e de todos os presságios sinistros. Com eles deparamos, por ocasião da morte de Jesus, da de César e num sem-número de outras circunstâncias da história do paganismo. Se tais fenômenos se houvessem produzido tão amiudadas vezes quantas são relatados, fora de ter-se por impossível que os homens não houvessem guardado deles lembrança pela tradição. Aqui, acrescenta-se a queda de estrelas do céu, como que a mostrar às gerações futuras, mais esclarecidas, que não há nisso senão uma ficção, pois que agora se sabe que as estrelas não podem cair.

56. Entretanto, sob essas alegorias, grandes verdades se ocultam. Há, primeiramente, a predição das calamidades de todo gênero que assolarão e dizimarão a Humanidade, calamidades decorrentes da luta suprema entre o bem e o mal, entre a fé e a incredulidade, entre as idéias progressistas e as idéias retrógradas. Há, em segundo lugar, a da difusão, por toda a Terra, do Evangelho restaurado na sua pureza primitiva; depois, a do reinado do bem, que será o da paz e da fraternidade universais, a derivar do código de moral evangélica, posto em prática por todos os povos. Será, verdadeiramente, o reino de Jesus, pois que ele presidirá à sua implantação, passando os homens a viver sob a égide da sua lei. Será o reinado da felicidade, porquanto diz ele que — “depois dos dias de aflição, virão os de alegria.”

57. Quando sucederão tais coisas? “Ninguém o sabe, diz Jesus, nem mesmo o Filho.” Mas, quando chegar o momento, os homens serão advertidos por meio de sinais precursores. Esses indícios, porém, não estarão nem no Sol, nem nas estrelas; mostrar-se-ão no estado social e nos fenômenos mais de ordem moral do que físicos e que, em parte, se podem deduzir das suas alusões.

É indubitável que aquela mutação não poderia operar-se em vida dos apóstolos, pois, do contrário, Jesus não lhe desconheceria o momento. Aliás, semelhante transformação não era possível se desse dentro de apenas alguns anos. Contudo, dela lhes fala como se eles a houvessem de presenciar; é que, com efeito, eles poderão estar reencarnados quando a transformação se der e, até, colaborar na sua efetivação. Ele ora fala da sorte próxima de Jerusalém, ora toma esse fato por ponto de referência ao que ocorreria no futuro.

58. Será que, predizendo a sua segunda vinda, era o fim do mundo o que Jesus anunciava, dizendo: “Quando o Evangelho for pregado por toda a Terra, então é que virá o fim?”

Não é racional se suponha que Deus destrua o mundo precisamente quando ele entre no caminho do progresso moral, pela prática dos ensinos evangélicos. Nada, aliás, nas palavras do Cristo, indica uma destruição universal que, em tais condições, não se justificaria.

Devendo a prática geral do Evangelho determinar grande melhora no estado moral dos homens, ela, por isso mesmo, trará o reinado do bem e acarretará a queda do mal. É, pois, o fim do mundo velho, do mundo governado pelos preconceitos, pelo orgulho, pelo egoísmo, pelo fanatismo, pela incredulidade, pela cupidez, por todas as paixões pecaminosas, que o Cristo aludia, ao dizer: “Quando o Evangelho for pregado por toda a Terra, então é que virá o fim.” Esse fim, porém, para chegar, ocasionaria uma luta e é dessa luta que advirão os males por ele previstos.


[1] Esta expressão: a abominação da desolação não só carece de sentido, como se presta ao ridículo. A tradução de Ostervald diz: “A abominação que causa a desolação”, o que é muito diferente. O sentido então se torna perfeitamente claro, porquanto se comprende que as abominações hajam de acarretar a desolação, como castigo. Quando a abominação, diz Jesus, se instalar no lugar santo, também a desolação para aí virá e isso constituirá um sinal de que estão próximos os tempos.
Título: Re: Apocalipse da Biblia segundo o Espiritismo???
Enviado por: HamLacerda em 20 de Julho de 2014, 21:29
Outro artigo




Revista Espírita 1866 » Outubro » Instruções dos Espíritos sobre a regeneração da humanidade


(Paris, abril de 1866 ─ Médiuns: Srs. M. e T., em sonambulismo)

 

Os acontecimentos se precipitam com rapidez, por isto não vos dizemos mais, como outrora: “Os tempos estão próximos”; agora dizemos: “Os tempos estão chegados.”

Por estas palavras não entendais um novo dilúvio, nem um cataclismo, nem um desabamento geral. Convulsões parciais do globo ocorreram em todas as épocas e ainda se produzem, pois se devem à sua constituição, mas não são sinais dos tempos.

Entretanto, tudo quanto está predito no Evangelho deve realizar-se e se realiza neste momento, como reconhecereis mais tarde. Mas não tomeis os sinais anunciados senão como figuras, cujo espírito, e não a letra, deve ser apreendido. Todas as escrituras encerram grandes verdades sob o véu da alegoria e é porque os comentadores se apegaram à letra que se confundiram. Faltou-lhes a chave para que compreendessem o verdadeiro sentido. Essa chave está nas descobertas da Ciência e nas leis do mundo invisível que o Espiritismo vem revelar-vos. De agora em diante, com o auxílio desses novos conhecimentos, o que era obscuro torna-se claro e inteligível.

Tudo segue a ordem natural das coisas, e as leis imutáveis de Deus não serão perturbadas. Assim, não vereis milagres nem prodígios, nem nada de sobrenatural, no sentido vulgar ligado a estas palavras.

Não olheis para o céu a fim de aí buscar sinais precursores, pois não os vereis, e aqueles que vo-los anunciam vos enganarão, mas olhai em torno de vós, entre os homens, e aí os encontrareis.

Não sentis um vento que sopra na Terra e agita todos os Espíritos? O mundo está à espera e como que tomado por um vago pressentimento à aproximação da tempestade.

Não acrediteis, entretanto, no fim do mundo material; a Terra progrediu desde a sua transformação; ela deve continuar progredindo, e não ser destruída. Mas a Humanidade chegou a um de seus períodos de transformação, e a Terra vai elevar-se na hierarquia dos mundos.

Não é, pois, o fim do mundo material que se prepara, mas o fim do mundo moral; é o velho mundo, o mundo dos preconceitos, do egoísmo, do orgulho, do fanatismo que se esboroa. Cada dia leva consigo alguns fragmentos. Tudo acabará para ele com a geração que se vai e a geração nova erguerá o novo edifício que as gerações seguintes consolidarão e completarão.

De mundo de expiação, a Terra está chamada a tornar-se um dia um mundo feliz, e nela habitar será uma recompensa, em vez de ser uma punição. O reinado do bem aí deve suceder o do mal.

Para que os homens sejam felizes na Terra, é necessário que ela seja povoada somente por bons Espíritos, encarnados e desencarnados, que não quererão senão o bem. Como já chegou esse tempo, uma grande emigração se realiza neste momento, entre os que a habitam; aqueles que fazem o mal pelo mal e que não são tocados pelo bem, não sendo mais dignos da Terra transformada, dela serão excluídos, porque aí trariam novamente a perturbação e a confusão e seriam um obstáculo ao progresso. Eles irão expiar seu endurecimento nos mundos inferiores, para onde levarão os conhecimentos adquiridos, e terão por missão promover o progresso desses mundos. Serão substituídos na Terra por Espíritos melhores, que farão reinar entre eles a justiça, a paz, a fraternidade.

A Terra, já o dissemos, não deve ser transformada por um cataclismo que aniquilaria subitamente uma geração. A geração atual desaparecerá gradualmente, e a nova a sucederá, sem que nada seja mudado na ordem natural das coisas. Tudo se passará, pois, exteriormente, como de hábito, com uma única diferença, mas essa diferença é capital: Uma parte dos Espíritos que aí encarnavam não mais encarnarão. Numa criança que nascer, em vez de um Espírito atrasado e votado ao mal que ali encarnaria, será um Espírito mais adiantado e dedicado ao bem. Trata-se, pois, muito menos de uma nova geração corporal que de uma nova geração de Espíritos. Assim, aqueles que esperavam ver a transformação operar-se por efeitos sobrenaturais e maravilhosos ficarão decepcionados.

A época atual é de transição. Confundem-se os elementos das duas gerações. Colocados em ponto intermediário, vós assistis à partida de uma e à chegada da outra, e cada um já está marcado no mundo pelos caracteres que lhe são próprios.

As duas gerações que sucedem uma à outra têm ideias e pontos de vista diametralmente opostos. Pela natureza das disposições morais, mas sobretudo das disposições intuitivas e inatas, é fácil distinguir a qual das duas pertence cada indivíduo.

A nova geração, que deve estabelecer a era de progresso moral, distingue-se por uma inteligência e uma razão geralmente precoces, aliadas ao sentimento inato do bem e das crenças espiritualistas, o que é sinal indubitável de um certo grau de adiantamento anterior. Ela não será composta exclusivamente de Espíritos eminentemente superiores, mas daqueles que, já tendo progredido, estão predispostos a assimilar todas as ideias progressistas e aptos a secundar o movimento regenerador.

Ao contrário, o que distingue os Espíritos atrasados é, para começar, a revolta contra Deus pela negação da Providência e de todo poder superior à Humanidade; depois, a propensão instintiva às paixões degradantes, aos sentimentos do egoísmo, do orgulho, do ódio, do ciúme, da cupidez, enfim a predominância do apego a tudo o que é material.

São esses os vícios de que a Terra deve ser expurgada pelo afas­tamento dos que recusam emendar-se, porque eles são incompatíveis com o reino da fraternidade e porque os homens de bem sofrerão sempre com o seu contato. A Terra deles ficará livre e os homens marcharão sem entraves para o futuro melhor, que lhes está reservado aqui embaixo, como prêmio aos seus esforços e à sua perseverança, enquanto esperam que uma depuração ainda mais completa lhes abra a entrada dos mundos superiores.

Por essa emigração de Espíritos não se deve entender que todos os Espíritos retardatários serão expulsos da Terra e relegados a mundos inferiores. Ao contrário, muitos aqui voltarão, porque muitos cederam ao arrastamento das circunstâncias e do exemplo; neles a casca era pior que o cerne. Uma vez subtraídos à influência da matéria e dos preconceitos do mundo corporal, a maioria deles verá as coisas de maneira completamente diferente do que quando vivos, do que tendes numerosos exemplos. Nisto são ajudados pelos Espíritos benevolentes que por eles se interessam e que se esforçam em esclarecê-los e mostrar-lhes o falso caminho que seguiram. Por vossas preces e exortações, vós mesmos podeis contribuir para seu melhoramento, porque há solidariedade perpétua entre vivos e mortos.

Aqueles poderão, pois, voltar, com o que serão felizes, pois isto será uma recompensa. Que importa o que tiverem sido ou feito, se estão animados de melhores sentimentos! Longe de serem hostis à Sociedade e ao progresso, eles serão auxiliares úteis, porque pertencerão à nova geração.

Não haverá, assim, exclusão definitiva senão para os Espíritos fundamentalmente rebeldes, aqueles que o orgulho e o egoísmo, mais do que a ignorância, tornam surdos à voz do bem e da razão. Mas esses mesmos não estão votados a uma inferioridade perpétua, e dia virá em que repudiarão o seu passado e abrirão os olhos à luz. Orai, pois, por esses endurecidos, a fim de que se emendem enquanto ainda há tempo, pois aproxima-se o dia da expiação.

Infelizmente, a maioria deles, desconhecendo a voz de Deus, persistirá em sua cegueira, e sua resistência marcará o fim de seu reino por lutas terríveis. Em seu desvario, eles próprios correrão para a sua perda; darão impulso à destruição, que gerará uma multidão de flagelos e calamidades, de sorte que, sem o querer, apressarão a chegada da era da renovação.

E como se a destruição não marchasse bastante depressa, ver-se-ão os suicídios multiplicando-se numa proporção incrível, até entre as crianças. A loucura jamais terá ferido um maior número de homens que antes da morte serão riscados do número dos vivos. São estes os verdadeiros sinais dos tempos. E tudo isto realizar-se-á pelo encadeamento das circunstâncias, assim como dissemos, sem que em nada sejam derrogadas as leis da Natureza.



CONTINUA...
Título: Re: Apocalipse da Biblia segundo o Espiritismo???
Enviado por: HamLacerda em 20 de Julho de 2014, 21:29

Contudo, através da nuvem sombria que vos envolve e em cujo seio ruge a tempestade, observai que já surgem os primeiros raios da era nova! A fraternidade lança os seus fundamentos em todos os pontos do globo e os povos se estendem as mãos; a barbárie adquire hábitos familiares ao contato da civilização; os preconceitos de raça e de seita, que fizeram correr rios de sangue, se extinguem; o fanatismo e a intolerância perdem terreno, enquanto a liberdade de consciência penetra os costumes e torna-se um direito. Por toda parte fermentam as ideias; vê-se o mal e experimentam-se os remédios, mas muitos andam sem bússola e se tresmalham nas utopias. O mundo está num imenso trabalho de parto que durará um século. Nesse trabalho, ainda confuso, vê-se, entretanto, dominar uma tendência para um objetivo: o da unidade e da uniformidade que predispõem à fraternização.

São ainda sinais dos tempos. Mas, enquanto os outros são os da agonia do passado, estes últimos são os primeiros vagidos da criança que nasce, os precursores da aurora que o próximo século verá levantar-se, porque então a nova geração estará em toda a sua força. Tanto a fisionomia do século dezenove difere da do século dezoito, sob certos pontos de vista, quanto a do século vinte será diferente da do dezenove, sob outros pontos de vista.

Um dos caracteres distintivos da nova geração será a fé inata, não a fé exclusiva e cega que divide os homens, mas a fé raciocinada, que esclarece e fortalece, que os une e os confunde num comum sentimento de amor a Deus e ao próximo. Com a geração que se extingue desaparecerão os últimos vestígios da incredulidade e do fanatismo, igualmente contrários ao progresso moral e social.

O Espiritismo é o caminho que conduz à renovação, porque arruína os dois maiores obstáculos que a ela se opõem: a incredulidade e o fanatismo. Ele dá uma fé sólida e esclarecida; ele desenvolve todos os sentimentos e todas as ideias que correspondem às vistas da nova geração, e é por isso que ele é inato e existe em estado de intuição no coração de seus representantes. A era nova vê-lo-á, pois, crescer e prosperar pela própria força das coisas. Ele constituirá a base de todas as crenças, o ponto de apoio de todas as instituições.

Mas, daqui até lá, quantas lutas terá ainda que sustentar contra os seus dois maiores inimigos, a incredulidade e o fanatismo que, coisa bizarra, se dão as mãos para abatê-lo! Eles pressentem o seu futuro e a sua própria ruína, por isso o temem, pois já o veem plantar sobre as ruínas do velho mundo egoísta, a bandeira que deve unir todos os povos. Na divina máxima: Fora da caridade não há salvação, leem sua própria condenação, porque é o símbolo da nova aliança fraterna proclamada pelo Cristo[1]. Ela se lhes mostra como as palavras fatais do festim de Baltazar. Entretanto, eles deveriam bendizer essa máxima, porque ela os resguarda de todas as represálias daqueles que eles perseguem. Mas não, uma força cega os constrange a rejeitar a única coisa que poderia salvá-los!

O que poderão eles contra o ascendente da opinião que os repudia? O Espiritismo sairá triunfante da luta, não duvideis, porque ele está nas leis da Natureza, e é, por isto mesmo, imperecível. Vede por intermédio de que multidão de meios a ideia se expande e penetra em toda parte. Crede, mesmo, que esses meios não são fortuitos, mas providenciais, pois aquilo que à primeira vista parece que deveria prejudicá-lo é precisamente o que propicia a sua propagação.

Em breve ele verá surgirem campeões altamente situados entre os homens mais considerados e mais acreditados, que o apoiarão com a autoridade de seu nome e de seu exemplo, e imporão silêncio aos seus detratores, porque esses não ousarão tratá-los de loucos. Esses homens o estudam em silêncio e mostrar-se-ão quando chegar o momento propício. Até lá, é útil que se mantenham à distância.

Em breve também vereis as artes aí haurirem ideias, como numa fonte fecunda, e traduzirem seus pensamentos e os horizontes que descobrem, através da pintura, da música, da poesia e da literatura. Já vos foi dito que haveria um dia uma arte espírita, como houve a arte pagã e a arte cristã, e é uma grande verdade, porque os maiores gênios nele se inspirarão.

Em breve vereis os seus primeiros esboços, e mais tarde ele ocupará o lugar que lhe cabe.

Espíritas, o futuro é vosso e de todos os homens de coração e devotamento. Não temais os obstáculos, pois nenhum poderá entravar os desígnios da Providência. Trabalhai sem desânimo e agradecei a Deus por vos haver colocado na vanguarda da nova falange. É um posto de honra que vós mesmos pedistes, e do qual vos deveis tornar dignos pela vossa coragem, perseverança e devotamento. Felizes os que sucumbirem nesta luta contra a força; mas, no mundo dos Espíritos, a vergonha será para os que sucumbirem pela fraqueza ou pela pusilanimidade. Aliás, as lutas são necessárias para fortalecer a alma; o contato do mal faz apreciar melhor as vantagens do bem. Sem as lutas que estimulam as faculdades, o Espírito deixar-se-ia arrastar por uma despreocupação funesta ao seu adiantamento. As lutas contra os elementos desenvolvem as forças físicas e a inteligência; as lutas contra o mal desenvolvem as forças morais.





Título: Re: Apocalipse da Biblia segundo o Espiritismo???
Enviado por: Andressa Z. em 21 de Julho de 2014, 00:37
Obrigada por colocar esses esclarecimentos aqui Ham!Realmente, se ainda hoje existem homens que só dão alguma importância para o que está acontecendo devido à "força" dessa linguagem, imagino como deveria ser há 2000 anos!Poderiam essas informações nem se disseminarem se não fosse essa linguagem!
Mas e esses números?666?Tem alguma razão de ser ou era algum número especial na antiguidade? ???
Título: Re: Apocalipse da Biblia segundo o Espiritismo???
Enviado por: Hugo755 em 21 de Julho de 2014, 17:31
"Entretanto, tudo quanto está predito no Evangelho deve realizar-se ..."

Se  querem saber sobre o Apocalipse, leiam o que está neste endereço »»
http://www.forumespirita.net/fe/off-topic/um-corpo-celeste-se-aproxima-de-nosso-sistema-solar/135/

Abraços.