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GERAL => Outros Temas => Tópico iniciado por: Klauz em 01 de Fevereiro de 2011, 23:41

Título: A caridade segundo Paulo
Enviado por: Klauz em 01 de Fevereiro de 2011, 23:41
O apóstolo dos gentios compreendeu a lição magnânima do Mestre, transformando-a como único meio da salvação, ou seja, de libertar o Espírito dos preconceitos doentes fortalecendo-o na magnitude da fé e da Caridade.
Não somos capazes, dentro de nossa escala evolutiva, de caminharmos sem o amparo divino, sem a força atrativa do próximo. Através do movimento das forças que existem no perispírito é que o Espírito atraí ou repele outras forças de outros Espíritos. Essa atração pode lhe proporcionar desejos, entre eles, o mais importante desejo é  de estar ao lado do irmão e servi-lo.
Com essa aproximação percebemos o valor grandioso de auxiliar nosso irmão, surgindo os valorosos efeitos da caridade. A caridade é o estímulo constante que Deus promove em seus filhos para que esses possam avançar. O progresso vem através da aproximação e das trocas que efetuamos junto aos outros Espíritos. A própria constituição do universo se estabelece sob leis que se atraem e se imantam. A sustentação desse trabalho sublime opera também na intimidade do Ser.
Somos elementos vivos do Universo e em nós está constituída toda nossa estrutura de imantação. Devemos analisar a própria formação familiar que nos exige uma relação primorosa, em que a benção do amor se expande. É no contexto da família que renovamos a nossa capacidade de amar, de compreender e de assistir.
Somos construtores de novos momentos espirituais a todo instante. Renovar energias é alimentar o campo mental que dá ao Espírito um ponto de sustentação e equilíbrio.
A caridade é o meio de conseguirmos alcançar as metas divinas. Através dela desenvolvemos a solidariedade, modificamos a vibração da mágoa e alcançamos a compreensão do perdão. Só através da caridade somos capazes de nos percebermos, de quebrar toda a figura do orgulho, do egoísmo e das posses, observando que em determinados momentos da existência nos submetemos aos mais preciosos momentos reparadores.
Como tenho auxiliado o próximo?
Sinto-me capaz de ser ajudado?
Sou capaz de ser amado e amar alguém?
Permito-me esses questionamentos?
Paulo afirmou aos Coríntios o valor da humildade, quebrando os títulos e as glórias a ele outorgados.
Era um doutor da Lei, rígido e absoluto, e, no entanto, pôde perceber que nada era mais glorioso do que a vibração do amor ensinado pela caridade. Quando somos capazes de amar, não impomos nenhum sentimento ao próximo.
Jesus, interagindo no pensamento de Paulo, fê-lo compreender o valor absoluto do amor, auxiliando o próximo com outros critérios, especialmente aqueles ligados à palavra e a sua importância na vida do Ser.
“Pai, perdoa-lhes, pois eles não sabem o que fazem”. Este foi o último gesto de amor que o Mestre nos ensinou.
Usou da caridade para pedir clemência aos seus irmãos em evolução.