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CONVÍVIO => Off-topic => Espiritualismo => Tópico iniciado por: Márcia Diniz em 24 de Agosto de 2013, 13:27

Título: Revolução da alma
Enviado por: Márcia Diniz em 24 de Agosto de 2013, 13:27
Aristóteles, filósofo grego, escreveu este texto “Revolução da Alma” no ano 360 A.C. ... E é eterno.


“Ninguém é dono de sua felicidade, por isso: não entregue sua alegria, sua paz e sua vida nas mãos de ninguém, absolutamente ninguém!
Somos livres, não pertencemos a ninguém e não podemos querer ser donos dos desejos, das vontades ou dos sonhos de quem quer que seja.
A razão da sua vida é você mesmo.
A sua paz interior é a sua meta de vida.
Quando sentir um vazio na alma, quando acreditar que ainda está faltando algo, mesmo tendo tudo, remeta seu pensamento para os seus desejos mais íntimos e busque a divindade que existe em você.
Pare de colocar sua felicidade cada dia mais distante de você. Não coloque objetivos longes demais de suas mãos, abrace os que estão ao seu alcance hoje.
Se anda desesperado por problemas financeiros, amorosos ou de relacionamentos familiares, busque em seu interior a resposta para acalmar-se.
Você é reflexo do que pensa diariamente.
Sorrir significa aprovar, aceitar, felicitar. Então abra um sorriso para aprovar o mundo que quer oferecer a você o melhor.
Com um sorriso no rosto as pessoas terão as melhores impressões de você, e você estará afirmando para você mesmo, que está "pronto“ para ser feliz.
Trabalhe, trabalhe muito a seu favor. Pare de esperar a felicidade sem esforços. Pare de exigir das pessoas aquilo que nem você conquistou ainda.
Critique menos, trabalhe mais.
E, não se esqueça nunca de agradecer.
Agradeça tudo que está em sua vida neste momento, inclusive a dor. Nossa compreensão do universo ainda é muito pequena para julgar o que quer que seja na nossa vida.
A grandeza não consiste em receber honras, mas em merecê-las.
Se você anda repetindo muito: “eu preciso tanto de você” ou, “você é a razão da minha vida” - cuide-se.
É lícito afirmar que são prósperos os povos cuja legislação se deve aos filósofos.
A inteligência é a insolência educada.
Nosso caráter é o resultado de nossa conduta.
Egoísmo não é amor, mas sim, uma desvairada paixão por nós próprios.
O homem sábio não busca o prazer, mas a libertação das preocupações e sofrimentos.
Ser feliz é ser auto-suficiente...
Seja senhor de sua vontade e escravo da sua consciência.”

Fonte: http://portasdosucesso.blogspot.com.br/2013/08/revolucao-da-alma.html
Título: Re: Revolução da alma
Enviado por: Benny em 24 de Agosto de 2013, 23:11
Seria realmente de Aristóteles este texto? Neste site : http://www.meuanjo.com.br/revolucao-da-alma-2/  diz que não é.
Título: Re: Revolução da alma
Enviado por: Brenno Stoklos em 24 de Agosto de 2013, 23:30
Sob todos os aspectos, ainda estamos longe da perfeição, e ainda há muitas velhas ruínas a demolir, até que tenham desaparecido os últimos vestígios da barbárie; mas essas ruínas poderão suportar o poder irresistível do progresso, esta força viva que é, ela própria, uma lei da Natureza? Se a geração atual é mais adiantada que a geração passada, por que a que nos sucederá não o seria mais do que a nossa? Ela o será, pela força das coisas; primeiramente, porque, com as gerações, se extinguem, todos os dias,
alguns campeões dos velhos abusos e, assim, pouco a pouco, a sociedade se constitui de elementos novos que se despojaram dos velhos preconceitos; em segundo lugar, porque, desejando o progresso, o homem estuda os obstáculos e se aplica a removê-los. Como o movimento progressivo é incontestável, o progresso futuro não poderia ser duvidoso. O homem quer ser feliz, é natural; ora, ele só procura o progresso, para aumentar a soma de sua felicidade, sem isso, o progresso não teria objetivo; onde estaria o progresso para ele, se não servisse para melhorar sua posição? Quando, porém, conseguir a soma de gozos que o progresso intelectual pode proporcionar-lhe, ele se compenetrará de que não possui a felicidade completa; reconhecerá que esta felicidade é impossível, sem a segurança nas relações sociais; e esta segurança, ele só pode encontrá-la no progresso moral; portanto, pela força das coisas, ele próprio impulsionará o progresso nesta direção e o Espiritismo lhe oferecerá a mais poderosa alavanca, para atingir este objetivo.

                                                O Livro dos Espíritos

Título: Re: Revolução da alma
Enviado por: Conforti em 26 de Agosto de 2013, 17:59
                           
      REVOLUÇÃO ÍNTIMA                      (Jan 80)
                                   
      ‘O reino de Deus é tomado pela violência’.
      ‘Eu não vim trazer a paz, mas a espada’.

       Nosso espaço psicológico, o ‘nós’ mesmos, o ego, está repleto de defeitos, de hábitos de pensar, agir, interpretar, entender, errôneos e contraditórios; está cheio interpretações equivocadas que causam vícios e conflitos, e nos dão a idéia de certezas, mas não o são pois não estão fundadas na verdade. Tais fatos amargam nossas vidas, dificultam nosso desenvolvimento interior, retardando a percepção de níveis mais elevados de consciência.

       Todos os homens se formaram, cresceram e se habituaram a uma vida repletas de ações claramente egoísticas, sempre buscando o melhor para si mesmos, sem considerações com o semelhante também envolvido na mesma trama de erros e sofrimentos.

       Nossos pensamentos, palavras e obras mostram a extensão desse mal, que extravasa o ser, atingindo, de modo cruel, os semelhantes e o meio ambiente que sustenta nossa vida.

       Essa a situação caótica da raça humana, com as raríssimas exceções daqueles que, de tempos em tempos, despontam como seres iluminados porque conseguiram sair da escuridão que enegrece o interior dos homens.

       Como perceber a luz? Como expulsar as trevas, amarguras, conflitos e sofrimentos? Como agir de acordo com os princípios da verdade, que não perturbe o semelhante ou o meio ambiente, antes os beneficie? Como limpar o vaso íntimo, repleto de imundícies e lixo, concepções erradas, ali depositadas por tantos anos? Como fazer a higiene íntima, se esse lixo faz parte de nós mesmos, de nossa mente, de nosso modo de ser, estando arraigado profundamente em nossa personalidade? Como modificar essa situação, se ela se confunde conosco?

       A solução foi dada pelo sábio Jesus: ‘O reino de Deus é conquistado pela violência’ e ‘não vim trazer a paz, mas a espada’.

       Palavras duras, mas sábias. Parece que o iluminado, que veio difundir o amor ao semelhante, se transformou num verdugo ao afirmar que temos de nos violentar para que as trevas nos deixem; que temos de destruir nossa própria natureza interior, nossa personalidade e identidade, portanto, para que se possa fazer luz em nossa mente, hoje tão perturbada.       

      Julgamo-nos, muitas vezes, corretos, que agimos com lisura, que nossa vida tem sido sem vícios, sem desequilíbrios, sem maldades, sem erros. Mas, só pensamos assim porque não nos analisamos profundamente, em todos os nossos atos, pensamentos, emoções. Se mantivéssemos, como o ato mais importante de nossa vida, uma auto-observação eficiente e constante, veríamos as legiões de defeitos que pululam em nosso interior, sem que, desavisados e desligados, sequer suspeitemos de que ali estão dominando o pensamento, as atitudes externas, nosso próprio mecanismo físico e, o que é pior, nossos processos de raciocínio, levando-nos a julgar que estamos bem, que nada há a destruir em nós.

      No entanto, desconhecemos completamente que nada sabemos sobre a vida; que a julgamos, como sempre, descompromissada das considerações com os demais, como se a vida fosse apenas nossa; que as relações com os demais seres e coisas são meramente pelos interesses nossos, como se fossemos todos separados, como se nenhum relacionamento tivéssemos com a vida, com os semelhantes e com o universo, como se tudo fosse independente de tudo o mais.

       Temos, pois, de usar a violência e a espada; violentar nosso íntimo, degolando a cabeça das víboras que ali descobrirmos através da observação cuidadosa dos atos, pensamentos, tendências e emoções e, importante, de como a vida é sofrimento para todos, humanos e não humanos, e que esse sofrimento não tem solução nem nas ciências, nas medicinas, psicologias, filosofias e, nem mesmo, nas doutrinas religiosas que conhecemos.

       Usemos a espada da força de vontade, da disciplina, do estudo, da meditação, para afastarmos tais empecilhos à felicidade. Pratiquemos violência contra nosso comodismo, preconceitos, preguiça e má vontade que dificultam nossos estudos, nossas pesquisas, a auto-observação proveitosa e a realização, sempre trabalhosa e cansativa, das mudanças necessárias.

       Há necessidade urgente de declararmos uma revolução íntima; de, sem pena, examinarmos tudo que é erro e vicio. Haverá trabalho e sofrimento, pois tocar ferida viva traz dor. Mas a luta, se honesta, é nobre e é a melhor e mais importante tarefa que podemos realizar pela nossa libertação. Só assim a escuridão será expulsa e receberemos luz; só assim poderemos chegar ao ponto de aspirar galgar níveis mais altos, para uma consciência maior.

    Mas, muitos dirão, como fazer isso? Como fazer isso se não somos donos, se não de modo muito limitado, de nossos pensamentos, se não os comandamos nem as nossas vontades, e, conseqüentemente, nem nossos desejos e escolhas?

      Essa resposta (de como fazer) existe, sim, mas para conhecê-la temos de ir aonde muitos não querem ir, ou por preconceito, ou por considerar perda de tempo, receio de magoar encarnados ou desencarnados, ou desconhecimento.

      Mas, encontrá-lá será de extrema importância para todos nós, pois poderá nos fazer conhecer a verdade que liberta.
..............

Título: Re: Revolução da alma
Enviado por: Brenno Stoklos em 27 de Agosto de 2013, 02:23
                           
Nosso......................................
..........................liberta.



Porém, os males mais numerosos são os que o homem cria pelos seus vícios, os que provêm do seu orgulho, do seu egoísmo, da sua ambição, da sua cupidez, de seus excessos em tudo. Aí a causa das guerras e das calamidades que estas acarretam, das dissenções, das injustiças, da opressão do fraco pelo forte, da maior parte, afinal, das enfermidades.
Deus promulgou leis plenas de sabedoria, tendo por único objetivo o bem. Em si mesmo encontra o homem tudo o que lhe é necessário para cumpri-las. A consciência lhe traça a rota, a lei divina lhe está gravada no coração e, ao demais, Deus lha lembra constantemente por intermédio de seus messias e profetas, de todos os Espíritos encarnados que trazem a missão de o esclarecer, moralizar e melhorar e, nestes últimos tempos, pela multidão dos Espíritos desencarnados que se manifestam em toda parte. Se o homem se conformasse rigorosamente com as leis divinas, não há duvidar de que se pouparia aos mais agudos males e viveria ditoso na Terra. Se assim procede, é por virtude do seu livre-arbítrio: sofre então as conseqüências do seu proceder.

                                                                             A Gênese

Título: Re: Revolução da alma
Enviado por: Confortipai em 28 de Agosto de 2013, 22:17

     
      Brenno   (ref #4 em: 27.08.13)         

      Brenno:... Porém, os males mais numerosos são os que o homem cria pelos seus vícios, os que provêm do seu orgulho, do seu egoísmo, da sua ambição, da sua cupidez, de seus excessos em tudo.

      Conf: pois é isso mesmo, meu jovem, os males mais numerosos têm como causa os vícios dos homens, seu orgulho, egoísmo, ambição, cupidez, todos seus excessos, enfim. E, então, sendo a recomendação raciocinar, devo lhe perguntar: se essas imperfeições são a causa dos males mais numerosos do mundo, quais são as causas de todos esses vícios e essas imperfeições?

      Há companheiros que sempre dizem, que a causa de todas essas imperfeições é a “ignorância” mas, é evidente que o amigo não concorda com isso, pois isso não explica os sofrimentos do mundo que, pela doutrina, são resultado das transgressões às leis de Deus. Pela doutrina só sofre quem merece sofrer (ou aqueles em missões ou provas solicitadas)! E ser ignorante não é transgressão às leis divinas!

      Kaza: Aí a causa das guerras e das calamidades que estas acarretam, das dissenções, das injustiças, da opressão do fraco pelo forte, da maior parte, afinal, das enfermidades.

      Conf: exato, é isso mesmo. Os vícios e imperfeições dos homens são as causas das guerras e das calamidades que acarretam, das dissensões, das injustiças, da opressão do fraco pelo forte, da maior parte, afinal, das enfermidades. Mas, a questão é: e qual é a causa de todos esses vícios e imperfeições que, por sua vez, são as causas de quase todos os numerosos males do mundo?

      Kaza: Deus promulgou leis plenas de sabedoria, tendo por único objetivo o bem. Em si mesmo encontra o homem tudo o que lhe é necessário para cumpri-las. A consciência lhe traça a rota, a lei divina lhe está gravada no coração e, ao demais, Deus lha lembra constantemente por intermédio de seus messias e profetas, de todos os Espíritos encarnados que trazem a missão de o esclarecer, moralizar e melhorar e, nestes últimos tempos, pela multidão dos Espíritos desencarnados que se manifestam em toda parte. Se o homem se conformasse rigorosamente com as leis divinas, não há duvidar de que se pouparia aos mais agudos males e viveria ditoso na Terra. Se assim procede, é por virtude do seu livre-arbítrio: sofre então as conseqüências do seu proceder

      Conf: é isso, jovem, Deus promulgou leis plenas de sabedoria, em si mesmo encontra o homem tudo o que lhe é necessário para cumpri-las, a consciência lhe traça a rota, a lei divina lhe está gravada no coração e, ao demais, Deus lha lembra constantemente por intermédio de seus messias e profetas, de todos os Espíritos... por intermédio  da multidão dos Espíritos desencarnados, e mesmo assim o homem permanece cheio de vícios e imperfeições! Qual é a causa que tem como efeito os homens continuarem errando fazendo outros sofrerem? O texto diz: se o homem se conformasse rigorosamente com as leis divinas, não há duvidar de que se pouparia aos mais agudos males e viveria ditoso na Terra. Se assim procede, é por virtude do seu livre-arbítrio: sofre então as conseqüências do seu proceder, e a pergunta é: qual é a causa de o homem não se conformar, se está tudo facilitando que ele se conforme?

      Veja que, em todas as perguntas que fiz, me baseei naquilo que a doutrina sempre repete e que é uma verdade “verdadeira”: todo efeito tem sua causa. Assim termino: qual é a causa de, mesmo o homem possuindo todos os ingredientes necessários para evoluir não os usa e, assim, continua sofrendo as conseqüências terríveis de seu proceder?
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Título: Re: Revolução da alma
Enviado por: Brenno Stoklos em 29 de Agosto de 2013, 00:32

qual é a causa de, mesmo o homem possuindo todos os ingredientes necessários para evoluir não os usa e, assim, continua sofrendo as conseqüências terríveis de seu proceder?



Falta-lhe a experiência! Único ingrediente capaz de lhe dar o conhecimento e a capacidade para agir de acordo com as Leis Divinas!