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CONVÍVIO => Off-topic => Espiritualismo => Tópico iniciado por: Conforti em 22 de Abril de 2011, 18:12

Título: Para entender Deus, temos que ser iguais a Ele.
Enviado por: Conforti em 22 de Abril de 2011, 18:12
          Amigos,    (ref #)
          Amigos, aproveitando mensagem da amiga Maria47, noutro tópico, trago alguma coisa de Teilhard de Chardin, místico, cientista, filosofo, teólogo e sacerdote da igreja de Roma. Em suas obras, ele afirma, enfaticamente que “há uma só consciência e que todos somos um”. A citação abaixo é de seu livro “O Fenômeno Humano”. Por dizer coisas como esta, e por haver escrito várias outras obras relacionadas, sempre enfatizando a verdade de que tudo, todos nós e Deus somos um só, foi condenado, pelo Vaticano, a nada mais escrever e a se calar até o dia de sua morte:

          “Para que os homens de toda a Terra aprendam a se amar uns aos outros, como recomendou o Mestre, não basta que saibam que pertencem a uma mesma coisa; devem adquirir a consciência, não de que pertencem, mas de que todos somos tão somente uma e a mesma coisa, um só ser. Assim, devemos abrir os olhos para a natureza imortal e onipresente e para a Mente Una que somos, para a realidade de que tudo e todos somos apenas Um. Todos nós, todos os seres humanos e todos os animais, compartilhamos a mesma consciência”.

          Só para lembrar aos amigos: todo o misticismo, todos os místicos, mestres e sábios e, atualmente, muitos dos mais renomados cientistas e a ciência mais avançada do mundo afirmam a mesma coisa: “Somos um só; não há dois: a mente não tem plural. Isso não significa que a barreira entre o homem e Deus tenha caído, pois ela nunca existiu”.
 
          Trago, também, para conhecimento dos companheiros de estudos, algo sobre a obra “Corpus Hermeticum”, relacionada ao mesmo assunto, obra que é considerada um dos exemplos mais impressionantes de apelo à não-localização, isto é, ao transcendental, ao que está além do “eu”, além do espaço e do tempo, àquilo a que as religiões dão nome de Deus. Essa obra, de autoria de Hermes Trimegistus (significado: "o três vezes sábio") data de, pelo menos, dois mil anos:

           “A não ser que te faças igual a Deus, não poderás entendê-lo, pois o semelhante não é inteligível senão pelo semelhante; somente quando tornares tua mente, que agora é finita e limitada, em algo infinito e ilimitado, poderás conhecer o que é infinito e ilimitado, que é Deus. Cresce até atingires grandeza além da medida; de um salto (a criatividade do salto quântico?) liberta-te do corpo, dos condicionamentos, do ego; ergue-te acima do tempo (penetra no atemporal, na não-localização), torna-te a Eternidade; então perceberás, conhecerás e entenderás Deus. Acredita que nada é impossível para ti; pensa-te imortal e capaz de tudo compreender, imaginando (conscientizando-te de) estares em toda parte, na terra, no céu, na água, no não nascido, adolescente, velho, morto, além da morte. Se abraçares de uma só vez, em teu pensamento, tudo isso, isto é, tempos, lugares, coisas, substâncias, qualidades, quantidades, poderás entender e ser Deus”.             

          O autor do texto acima nos coloca além daqui, em toda parte; além do agora, em todo tempo, na eternidade; além do “ego”, na unidade com Deus. E enfatiza que, se verdadeira e decididamente queremos nos aproximar de Deus, devemos destruir a ilusão de que somos coisas, seres, corpos, espíritos ou almas individuais, e mentes reais no mundo do espaço e no tempo, no mundo material; que devemos abandonar a ilusão de somos seres separados uns dos outros e de todo o universo e de Deus. Isso não significa usurpar o poder divino, como muitos pensam e, assim, julgam blasfemas tais palavras, como, também, julgam as palavras e ensinamentos do misticismo e da ciência moderna, esquecendo-se de que Jesus também assegurou a mesma coisa: que ele e Deus são um só, “Eu e o Pai somos um”; e como o apóstolo Paulo também afirmou: “não sou mais eu que vivo; é o Cristo que vive em mim”. Lembremos que Jesus também disse: “Pai, fazei-os um comigo, como eu sou um contigo”.
          Para o autor de “Corpus Hermeticum”, como para os sábios, mestres, místicos e para a ciência moderna, é impossível tornar-se igual a Deus, porque é impossível vir a ser o que já se é. Além disso, quando se percebe que o eu individual não existe, que é ilusão (apenas um feixe de memórias, uma falácia, como dizem Wilber, os místicos e a ciência quântica), que somos um só, percebe-se, também, que não há quem esteja fazendo a usurpação do poder divino.
          Fiquem em Deus. Percebam Deus em vocês.
Título: Re: Para entender Deus, temos que ser igual a Ele.
Enviado por: CONDE em 02 de Maio de 2011, 20:49
Olá Coronel,

Sua citação:
"liberta-te do corpo, dos condicionamentos, do ego; ergue-te acima do tempo (penetra no atemporal, na não-localização), torna-te a Eternidade; então perceberás, conhecerás e entenderás Deus."

Poderiamos dizer que enquanto o que está acima não ocorre agimos de acordo com nossas ilusões, mesmo assim acredita que é Deus quem age e não nós?

Abraço!
Título: Re: Para entender Deus, temos que ser igual a Ele.
Enviado por: Goedert em 02 de Maio de 2011, 22:38
CONDE, de fato este é o entendimento contido na parafrase.
Título: Re: Para entender Deus, temos que ser igual a Ele.
Enviado por: Conforti em 04 de Maio de 2011, 16:06
          Conde   (ref #1)
          Olá, amigo.
          Você citou minha colocação:
          "liberta-te do corpo, dos condicionamentos, do ego; ergue-te acima do tempo (penetra no atemporal, na não-localização), torna-te a Eternidade; então perceberás, conhecerás e entenderás Deus."
          E você pergunta:
          “Poderíamos dizer que enquanto o que está acima não ocorre, agimos de acordo com nossas ilusões, mesmo assim acredita que é Deus quem age e não nós?”
          Cel: não, meu amigo, “sempre” é Deus que age, seja antes ou depois do que coloquei acima; não existe no universo, ou acima e além dele, outro agente ativo; nem mesmo passivo. Quando dizemos Deus, entenda-se essa consciência infinita, essa força poderosa que abrange todos os eventos e fenômenos, portanto todas as infinitas experiências que a vida oferece; entenda-se, por Deus, esse fluir incessante, eterno, que é a vida, movimento que tudo “empurra” e leva consigo. Dentro desse movimento, os seres humanos, com egos que apenas lhes apresentam ilusões, são o resultado, o efeito de todas as causas e efeitos anteriores. Você, eu, somos, neste mesmo instante, o resultado de todo o passado, a conseqüência de todos os movimentos do mundo que ocorreram antes deste momento. O mundo, as experiências da vida, são elas que constroem cada um de nós, instante a instante. Ou nós temos autonomia para nos fazermos o que somos? É o passado, por todas as influencias vindas de todas as experiências pelas quais o homem passa, que faz um bom e o outro mau. Qualquer evento ou efeito, por menor ou mais insignificante que seja, é exatamente resultante de todas as causas e conseqüentes efeitos ocorridos antes dele. Observe a natureza, observe o movimento da vida, dentro do qual está incluído o movimento dos homens, pois que os homens são a natureza e a vida. Somos o passado; é o passado que nos molda; nós não nos moldamos a nós mesmos.
          Todo esse movimento, a vida, o mundo, o universo, você, eu, os demais somos nada mais que ilusões provocadas por existirem, no espaço-tempo, cérebros também ilusórios. Assim, quando “conseguimos” a eliminação do ego, "libertamo-nos do corpo, dos condicionamentos, do ego; erguemo-nos acima do tempo (penetramos no atemporal, na não-localização), tornamo-nos a Eternidade; então perceberemos e conheceremos e entenderemos Deus.", como está colocado no topo desta mensagem.
          Um abraço.
Título: Re: Para entender Deus, temos que ser igual a Ele.
Enviado por: Vitor Santos em 04 de Maio de 2011, 16:25
Olá

Se, para entender Deus é preciso ser igual a Deus, então eu nunca O vou entender. Mas, dizem os espíritos, e está escrito no Livro dos Espiritos, de Allan Kardec, que não é preciso tanto para entender Deus. Basta chegar a espirito puro (para aí daqui a uns milhões de anos, talvez...).

bem hajam
Título: Re: Para entender Deus, temos que ser igual a Ele.
Enviado por: Viandante em 04 de Maio de 2011, 17:10
Boa tarde a todos,

eu estou de acordo com o amigo Victor.
Tenho questões na minha cabeça que me fazem contrariar a ideia do Amigo Coronel. Como podemos conseguir ser igual a Deus ? a causa primária de todas as coisas. Se a nossa linguagem é pobre para definir Deus como é possível nos aproximar ou sermos iguais?
Já li vários textos sobre isso mas nunca consegui compreender.

Cumprimentos fraternos
Título: Re: Para entender Deus, temos que ser igual a Ele.
Enviado por: Goedert em 04 de Maio de 2011, 17:14
Cel: não, meu amigo, “sempre” é Deus que age, seja antes ou depois do que coloquei acima; não existe no universo, ou acima e além dele, outro agente ativo; nem mesmo passivo.
Se é sempre Deus que age, não temos livre arbítrio. Se temos livre arbítrio, não é Deus que haje e sim um entidade independente de Deus.

Quando dizemos Deus, entenda-se essa consciência infinita, essa força poderosa que abrange todos os eventos e fenômenos, portanto todas as infinitas experiências que a vida oferece; entenda-se, por Deus, esse fluir incessante, eterno, que é a vida, movimento que tudo “empurra” e leva consigo. Dentro desse movimento, os seres humanos, com egos que apenas lhes apresentam ilusões, são o resultado, o efeito de todas as causas e efeitos anteriores.
O estado de ser 'consciência infinita' é apenas mais um estado de ser, mesmo neste estado não é Deus quem age e sim o elemento consciência infinita. Do mesmo modo no estado de ser da não percepção, nem não percepção ou do estado de ser do espaço infinito, ou do estado de ser do vazio. O que caracteriza a existência o elemento seja físico ou mental. O amigo acha mesmo que um elemento é capaz de controlar algo? Ou o elemento é que pode ser controlado? O Amigo já supos alguma vez que alguém pode fazer um identificação errado com um desses elementos impermanentes e achar que eles fazem parte de um Eu?

Você, eu, somos, neste mesmo instante, o resultado de todo o passado, a conseqüência de todos os movimentos do mundo que ocorreram antes deste momento. O mundo, as experiências da vida, são elas que constroem cada um de nós, instante a instante.
Não é o mundo ou as experiências da vida que me constroem, o construtor dessa morada é o kamma e quem o produz são os atos mentais, verbais e corporais que ativamos com nosso poder sobre os elementos.

Ou nós temos autonomia para nos fazermos o que somos? É o passado, por todas as influencias vindas de todas as experiências pelas quais o homem passa, que faz um bom e o outro mau.
O que cultivamos nos leva ser algo, não algo nos leva a ser algo. Se com uma mente embuída com colera e ódio, seremos a colera e ódia personificados, e assim é.

Qualquer evento ou efeito, por menor ou mais insignificante que seja, é exatamente resultante de todas as causas e conseqüentes efeitos ocorridos antes dele. Observe a natureza, observe o movimento da vida, dentro do qual está incluído o movimento dos homens, pois que os homens são a natureza e a vida. Somos o passado; é o passado que nos molda; nós não nos moldamos a nós mesmos.
Pensando da forma como descreveu nessa citação, ignoras o livre arbítrio a opção de escolha. Sempre temos a opção de escolha. Podemos nos moldar e sermos o que for, desde o ser mais nefasto ao puro.
 
Todo esse movimento, a vida, o mundo, o universo, você, eu, os demais somos nada mais que ilusões provocadas por existirem, no espaço-tempo, cérebros também ilusórios. Assim, quando “conseguimos” a eliminação do ego, "libertamo-nos do corpo, dos condicionamentos, do ego; erguemo-nos acima do tempo (penetramos no atemporal, na não-localização), tornamo-nos a Eternidade; então perceberemos e conheceremos e entenderemos Deus.", como está colocado no topo desta mensagem.
          Um abraço.
O que descreves, é com base no conhecimento direto? Todo ser que for pensar no início do vir a ser entrará em confusão extrema e da mesma forma o ser que pensar sobre alguém que estaja liberado do ciclo de renascimento existe ou não existe após a dissolução dos elementos físicos e mentais.

Como pode um ser liberado ser medido pela convenção? Ele está além da convenção, toda tentativa de conceituar aquilo que não é conceituavel é uma falha. É imensurável, inconcebível.

Como nosso amigo Victor Santos nos colocou. Temos que alcançar a pureza.

No Budismo isso é chamado 'arahata magga' o ser que é puro, um espírito santo. As presunções não são o caminho para isso, talvez a virtudade e humildade espiritual ja seja um bom começo.
Título: Re: Para entender Deus, temos que ser igual a Ele.
Enviado por: Conforti em 05 de Maio de 2011, 22:43
          Goedert   (ref #6)
          Amigo, a resposta é longa; vou ter de dividi-la em várias partes; fique paciente.
         “Cel (msg ant): não, meu amigo, “sempre” é Deus que age... não existe no universo, no Todo, outro agente ativo; nem mesmo passivo”.
          Cito o amigo Goedert:
          “Se sempre Deus que age, não temos livre arbítrio”.
           Cel: e temos? O livre-arbítrio não será apenas uma tentativa das religiões de explicarem o inexplicável (para elas) sofrimento do mundo?
          Veja que dentro da visão das doutrinas cristãs, de um Deus soberanamente bom e justo, a responsabilidade de todos os problemas só pode cair sobre os ombros das pobres criaturas, pelo mau uso de seu livre-arbítrio. Que Deus lhes deu liberdade para pensar e fazer e, dentro dessa liberdade, mesmo conhecedores, como afirmam doutrinas, das conseqüências, muitas vezes terríveis, de sua escolha, não as obedecem e, assim, agem erradamente e sofrem. Os conceitos de limbo, céu, inferno, pecados e castigos, pecado original, reencarnações dolorosas, méritos e deméritos vêm apoiar essa tentativa de explicar aquilo que ainda é inexplicável.
          Porque o homem sofre? A causa, afirmam as religiões, “não” pode estar em Deus e, portanto, só pode estar no único agente ativo restante: o homem. Será verdadeiro este modo de ver as coisas?
         Como não pode ser o Deus de infinito amor e justiça o causador do sofrimento, chegou-se à conclusão “lógica” (?) de que, se o homem sofre, sofre porque agiu erradamente; se é feliz, é porque agiu acertadamente. É verdade que, se age erradamente, pode sofrer e fazer outros sofrerem. Não é isso que vemos no dia-a-dia do mundo, desde os mais inocentes desentendimentos até os conflitos e guerras mais cruéis e destruidoras de tudo que o próprio homem construiu? Contudo, o homem “pode” sofrer porque age erradamente, mas não porque, como ensinam doutrinas, esse sofrimento está previsto numa lei que lhe impõe punição, ou porque as forças do universo retribuem o mal que fez. Assim, se causou dano, pode sofrer “se” esse dano o atingir; e pode fazer outros sofrerem, também, é evidente. Qualquer tentativa de explicar que seu sofrimento vem de sua responsabilidade e culpa, como afirmam religiões, isto é, que sofre penalidades expiatórias, mesmo que educativo-instrutivas, não cabe dentro da idéia (também das doutrinas) de um Criador todo poderoso, onisciente e de perfeitos amor e justiça que, por sua onisciência, sabe, desde sempre, o que cada uma, uma a uma, de suas criaturas fará de certo e de errado, relativamente a suas leis ou leis da vida e, também sabe o que, cada uma, uma a uma, sofrerá devido aos seus desacertos. E, tanto que sabe que, segundo doutrinas, criou leis punitivas e locais para a execução das punições legais.   
        Apenas para ajudar a refletir, será como o fabricante de brinquedos que, mesmo tendo total e absoluta certeza de que o brinquedo de sua criação, que ele planejou, desenhou, fabricou, será defeituoso por não ter “acabamento” perfeito, destruirá, matará, será perigoso, produzirá tantas dores, tragédias e desgraças, e assim mesmo o fabrica e o entrega às crianças. Quando as dores daí advindas surgem, quem é o responsável? O brinquedo ou o fabricante? Estranhamente, há aqueles que dizem que é o brinquedo!!
        Percebemos que temos de repensar as concepções das religiões populares. Ou vamos permanecer cheios de ilusões, esperanças, remorsos e, sobretudo, culpas e medos. Vivemos dentro dessa tremenda suposição de que a criatura é responsável pelo seu próprio sofrimento. Em certo sentido, isso é uma verdade; contudo, no sentido de que sofre “porque fez outros sofrerem” é um enorme equívoco. Não há punições infringidas por ninguém, nem por Deus, nem pelo homem, senão as penas relativas às leis humanas. O que acontece é que o ser humano está fechado na escuridão de sua enorme ignorância e nada vê, nada percebe, nada interpreta corretamente. Ele está com os olhos “cheios de terra”, como disse Teresa de Ávila; com os olhos “cheios de espessas trevas”, como disse Jesus. Essa é toda a causa do sofrimento que existe no mundo: os olhos “tapados”, a ignorância que só pode ser dissipada com o conhecimento da verdade que liberta. “Conhecereis a verdade e a verdade vos libertará”. Não há culpados, ninguém a ser responsabilizado.
           É evidente que nós, a sociedade deve tomar suas precauções. É como o escorpião que pica e envenena. É de sua natureza agir assim. O mesmo ocorre com o homem: é de sua natureza, ser, ainda, aquilo que ele é; é de sua natureza agir como age. Evidentemente, se temos por perto um animal perigoso, nos afastamos dele ou o afastamos de nós para que nenhum mal nos cause. Do mesmo modo, um homem perigoso, perverso, criminoso, ou dementado, deve ser afastado do convívio social para que a ninguém prejudique. Mas ninguém tem culpas de como pensa e de como age; cada um, apenas, é o que é; é o que a vida faz que ele seja. Cada um age de...        Continua...
Título: Re: Para entender Deus, temos que ser igual a Ele.
Enviado por: Conforti em 05 de Maio de 2011, 22:51
          Goedert   (ref #6)                  Continuação...
          ... Cada um age de conformidade com aquilo, que em sua compreensão, mais ou menos deficiente, acha que deve agir. O problema é que estamos fechados nesta casca espessa de ignorância e imaginamos e criamos e inventamos um sem numero de explicações, para nossas interrogações acerca da vida. Só isso. Essas respostas, por mais que nos esforcemos, que imaginemos, que raciocinemos, nunca vamos atingir, enquanto não afastarmos esse espesso véu de ilusões, enquanto não romper essa ignorância, que não nos deixa conhecer a verdade; e continuaremos sofrendo e fazendo outros sofrerem. Essa é a vida e o sofrimento. Não há como fugir disso. A única solução é buscar o conhecimento da verdade citada por tantos sábios. É afastar o obstáculo que não nos deixa conhecer a verdade. E, isso é difícil. porque esse obstáculo é o próprio “ego”, a própria mente onde estão armazenadas as ilusões, os condicionamentos provocados, desde que viemos à existência, por aquilo que cultura,  tradições, costumes, crenças e religiões nos transmitiram. E como afastar esse obstáculo, se ele é nossa mente e, por conseqüência, ele é nós mesmos? Como ensinou o profeta do Antigo Testamento, “Aquieta-te e sabe: eu sou Deus”; como ensinou Jesus, “Quando quiseres falar com teu Pai, fecha-te em teu quarto e, em oculto (em silêncio) fala a teu Pai que em oculto te ouve”; como ensinam os místicos: “senta-te e medita”.   
        Aquietar a mente, falar silenciosamente, meditar são as recomendações...
        E veja, meu amigo, numa historieta só para ajudar a refletir, um exemplo simples de como nossas escolhas não dependem de nosso livre-arbítrio, de nossa vontade livre: você caminha por uma estrada que, de repente, se bifurca; por qual das duas vai prosseguir? Você não vai decidir ou escolher no cara-ou-coroa, ou num estalar de dedos. Sempre vai analisar, por mais simples que seja essa análise, qual a estrada a seguir; a mais vantajosa, a mais sombreada, a que tem menos obstáculos a transpor, a que leva ao destino almejado. E porque você faz essa análise? Porque, pelas experiências anteriores da vida de todos os dias, já aprendeu que deve continuar por aquela cuja ponte está intacta, pela mais sombreada, pela cujo pavimento é melhor etc. Só não age assim aquele que está desesperado, dementado, descontrolado ou é ignorante e, por isso, pode até continuar pela estrada pior, ou cometer absurdos, como vemos no mundo. Até para escolher entre guloseimas, analisamos: se o apetite é grande, a maior; se não, a que nos parece mais saborosa etc. Logo, o chamado “livre-arbítrio” <nunca> é <livre>: está sempre atrelado, <preso> ao conhecimento, à compreensão anterior, ao que já aprendemos das coisas e do mundo. E se está <preso>, não é livre-arbítrio. Todas as escolhas que fazemos e todas as decisões que tomamos estão totalmente <presas> ao nosso passado e, assim, portanto, não agimos livres. Seja para escolher um simples objeto, um lápis, p ex, ou para decidir declarar uma guerra, analisamos, estudamos totalmente vinculados ao conhecimento, às experiências que a vida nos ofereceu anteriormente. Do mesmo modo acontece em todos os aspectos da vida coletiva ou individual. Sempre, qualquer decisão, escolha ou arbítrio (e estamos fazendo isso o tempo todo!) depende totalmente de experiência anterior. Não escolhemos livremente; escolhemos de conformidade com o que a  vida nos ensinou. Talvez, por isso o apóstolo Paulo tenha afirmado: “É o Senhor que opera em nós o <pensar> e o <fazer>” (logo, por essas palavras, é “aquela” força que escolhe) e, ainda, como que justificando essa afirmação de que os pensamentos e, consequentemente, as decisões, não são nossos, afirmou: “Não é por vossas obras que sereis salvos, mas pela graça de Deus”. Pense nisso!
          Cel (msg ant): Quando dizemos Deus, entenda-se essa consciência infinita, essa força poderosa que abrange todos os eventos e fenômenos, portanto todas as infinitas experiências que a vida oferece; entenda-se, por Deus, esse fluir incessante, eterno, que é a vida, movimento que tudo “empurra” e leva consigo. Dentro desse movimento, os seres humanos, com egos que apenas lhes apresentam ilusões, são o resultado, o efeito de todas as causas e efeitos anteriores.
          Goedert:
          “O estado de ser “consciência infinita” é apenas mais um estado de ser; mesmo neste estado não é Deus quem age e sim o elemento consciência infinita”.
          Cel: meu amigo, se há duas ou muitas consciências infinitas, elas obviamente se confundem; serão uma só.
          Goedert:
          “Do mesmo modo no estado de ser da não percepção, nem não percepção ou do estado de ser do espaço infinito, ou do estado de ser do vazio. O que caracteriza a existência o elemento seja físico ou mental. O amigo acha mesmo que um elemento é capaz de controlar algo? Ou o elemento é que pode ser controlado? O Amigo já supos alguma vez que alguém pode fazer um identificação errado com um desses elementos impermanentes e achar que eles fazem parte de um Eu?
          Cel: confesso que não entendi;
                                  Continua...
Título: Re: Para entender Deus, temos que ser igual a Ele.
Enviado por: Conforti em 05 de Maio de 2011, 23:02
          Goedert   (ref #6)     Continuaçã e fim...
          Cel: confesso que não entendi; peço ao amigo que seja mais claro; explique o que compreendeu disso.
          Cel (msg ant): Você, eu, somos, neste mesmo instante, o resultado de todo o passado, a conseqüência de todos os movimentos do mundo que ocorreram antes deste momento. O mundo, as experiências da vida, são elas que constroem cada um de nós, instante a instante.
          Goedert:
          “Não é o mundo ou as experiências da vida que me constroem; o construtor dessa morada é o kamma e quem o produz são os atos mentais, verbais e corporais que ativamos com nosso poder sobre os elementos”.
          Cel: e de onde vem/nascem os atos mentais, verbais e corporais? Simplesmente surgem em nossa mente e cérebro, por acaso, sem nenhuma razão? Ou são as “infinitas” experiências pelas quais passamos na vida que nos fazem pensar, falar ou agir de um modo ou de outro, criando, assim, o que o amigo denomina de kamma?
          Cel (msg ant):Nós temos autonomia para nos fazermos o que somos? É o passado, por todas as influencias vindas de todas as experiências pelas quais o homem passa, que faz um bom e o outro mau.
          Goedert:
          “O que cultivamos nos leva ser algo, não algo nos leva a ser algo. Se com uma mente embuída com colera e ódio, seremos a colera e ódia personificados, e assim é”.
          Cel: e de onde vem o desejo de cultivarmos isto ou aquilo? De onde vêm a cólera e o ódio? Já viemos à existência com eles? Ou os adquirimos durante a vida no mundo? Analise e verá que são resultantes das experiências que tivemos, que a vida nos dá...
          Cel (msg ant): Qualquer evento ou efeito, por menor ou mais insignificante que seja, é exatamente resultante de todas as causas e conseqüentes efeitos ocorridos antes dele. Observe a natureza, observe o movimento da vida, dentro do qual está incluído o movimento dos homens, pois que os homens são a natureza e a vida. Somos o passado; é o passado que nos molda; nós não nos moldamos a nós mesmos.
          Goedert:
          “Pensando da forma como descreveu nessa citação, ignoras o livre arbítrio a opção de escolha. Sempre temos a opção de escolha”.
          Cel: sim amigo, temos a opção de fazer ou ser isto ou aquilo. Mas, porque é que fazemos ou somos isto e não aquilo? O que é que nos leva a escolher isto e não aquilo, senão o que já temos na mente, arquivado na memória, fruto de nosso aprendizado anterior? Ou será que a vontade de ser isso e não aquilo, nasce de repente, sem motivo algum?
          Goedert:
          “Podemos nos moldar e sermos o que for, desde o ser mais nefasto ao puro”.
          Cel: então porque não nos fazemos puros? Qual a razão das diferenças entre nós que nos fazem desiguais no ato de escolher? Nosso desejo? Nossa vontade? E onde se formou nosso desejo, nossa vontade? Simplesmente apareceram repentinamente, desvinculadas de qualquer motivo? E se temos motivo, porque o temos?
          Cel (msg ant): Todo esse movimento, a vida, o mundo, o universo, você, eu, os demais somos nada mais que ilusões provocadas por existirem, no espaço-tempo, cérebros também ilusórios. Assim, quando “conseguimos” a eliminação do ego, causador de todas ilusões,  "libertamo-nos do corpo, dos condicionamentos, do ego; erguemo-nos acima do tempo (penetramos no atemporal, na não-localização), tornamo-nos a Eternidade; então perceberemos e conheceremos e entenderemos Deus.", como está colocado no topo desta mensagem.
          Goedert:
          “O que descreves, é com base no conhecimento direto? Todo ser que for pensar no início do vir a ser entrará em confusão extrema e da mesma forma o ser que pensar sobre alguém que estaja liberado do ciclo de renascimento existe ou não existe após a dissolução dos elementos físicos e mentais”.
          Cel: novamente não entendi bem; se o amigo diz que “entrará em extrema confusão” aquele que pensar em alguém que esteja “liberado” (como Gautama?), em que extrema confusão cairá? Não entendi, amigo. E a idéia não é pensar no vir a ser, nem no liberado; a idéia é <não pensar>.
          Goedert:
          “Como pode um ser liberado ser medido pela convenção? Ele está além da convenção, toda tentativa de conceituar aquilo que não é conceituavel é uma falha. É imensurável, inconcebível”.
          Cel: é exatamente isso, meu amigo, que tenho colocado: o ser individual não passa de ilusão; o eu é apenas um feixe de memórias que, por nos serem marcantes, permanecem em nosso cérebro. Logo, este mundo é um mundo apenas de ilusões; aí entram os convencionalismos, as tradições, cultura, costumes, sociedade, crenças. Os homens iludidos classificam tudo, dividem tudo de acordo com os convencionalismos das culturas, religiões, crença e não vão além das ilusões; por isso são ignorantes e sofredores. Só se libertarão dessa “carga negativa” (que tb é ilusão), quando o “ego” destorcedor da “realidade”, for eliminado.
          Goedert:
          “Como nosso amigo Victor Santos nos colocou. Temos que alcançar a pureza”.
          Cel: e de onde nos vieram as impurezas? Do instante da criação? Ou as adquirimos na chamada vida na matéria, vida ilusória e, portanto, purezas ilusórias? O amigo Victor já refletiu que, pela doutrina, o espírito não regride moralmente? Se apenas veio com uma imperfeição – a ignorância –onde adquiriu tantas outras impurezas, senão no decorrer da vida? Impurezas, como tudo o mais, são apenas ilusões; só o Absoluto, Brahma, Deus é Real.
          Um forte abraço.
         




Título: Re: Para entender Deus, temos que ser igual a Ele.
Enviado por: Hebe M C em 05 de Maio de 2011, 23:08
 :D :D Vocês dois Hein!!!! Vou te contar!!!
Estou acompanhando.
Daqui a pouquinho me atrevo a dar  uns pitacos oK?
Coronel, continue. Desculpe-me pela interferencia, mas acho que é facil entender, dificil é ter palavras para explicar os nós que o  EGO dá.
Um abço Hebe
Título: Re: Para entender Deus, temos que ser igual a Ele.
Enviado por: Hebe M C em 05 de Maio de 2011, 23:56
Alô Hubert Rohden

O homem material é um infra-homem. O homem ascético é um semi-homem. O homem espiritual é um pleni-homem. O primeiro afirma o mundo, mas nega, ou ignora, a Deus. O segundo afirma a Deus e nega o mundo. O terceiro afirma o Deus do mundo e o mundo de Deus. (prefácio de Em Comunhão com Deus)

Para que o homem possa ingressar nesse mundo grandioso do “espírito”, é necessário que transcenda as fronteiras dos “sentidos” e do “intelecto”. [...] Ora, o homem vive no céu dos sentidos há milhões de anos, e vive no céu do intelecto talvez há um milhão de anos. Assim sendo, é perfeitamente compreensível que o mundo dos sentidos e do intelecto exerça sobre ele um impacto direito  e veemente, a cuja brutalidade o homem quase não consegue subtrair-se. (“Alvorada de uma vida nova”, em Em Comunhão com Deus)

Todo nosso trabalho humano [para atingir o mundo do "espírito"], por mais necessário, é insuficiente. Não passa de uma extensa linha horizontal de “fazer, fazer, fazer”. A experiência com Deus, porém, é semelhante a uma linha “vertical”, que vem de ignotas alturas e vai a misteriosas profundezas, cortando a nossa linha horizontal em determinado ponto da sua jornada, e produzindo em nós esse novo “ser”, único e eterno, superior a toda a compreensão e análise consciente. (“Como entrar em comunhão com Deus”, em Em Comunhão com Deus)

O que, todavia, sei é o seguinte: que todo homem que teve o seu encontro pessoal com Deus sabe que existe dentro de sua alma um lugar seguro, um baluarte inexpugnável, uma fortaleza indestrutível, para dentro da qual pode a alma refugiar-se em pleno campo de batalha, em pleno furor da tempestade, e viver em profunda paz e serenidade interior. [...] De ti é que vim, em ti estou, a ti voltarei – é essa toda a minha filosofia , o meu mundo inteiro… Fizeste-me para ti, Senhor, e inquieto está o meu coração até que ache quietação em ti… (“O baluarte dentro da alma”, em Em Comunhão com Deus)
Título: Re: Para entender Deus, temos que ser igual a Ele.
Enviado por: Hebe M C em 06 de Maio de 2011, 00:53
A DE explica que quanto mais identificado com a matéria, mas distante de Deus estamos.
Estamos identificados pelos valores relativos do mundo  material, porque já nascemos absorvendo os condicionamentos da sociedade em que fomos inseridos para cumprimento de nossas provas, a partir daí formamos o EGO que tudo classifica, julga e escolhe usando o seu filtro, ou seja, os seus condicionamentos adquiridos em seu meio.
A prova do Espírito consiste em ultrapassar esses condicionamentos.
Possível? sim, mas dificílimo. Todo o potencial já está no íntimo de cada um de nós, a ignorância e a identificação com a matéria se transformam no egoísmo, esquecemos que somos eternos, que a vida no mundo é transitória, e brigamos  por ela e seus conceitos de valor bravamente, causando todo o sofrimento e a dor. Por isso os místicos falam em morrer a cada dia e a cada momento com total atenção ao presente, sem arrastar mágoa ou criar expectativas distraindo a mente do que é real, ou verdadeiro.
Rohden explica desta mesma forma e Jesus também falou que venceu o mundo, ou seja, não se deixou arrastar por prazeres e dores quando encarnado.
O alcance da serenidade da mente para agir com equanimidade diante das vicissitudes, é a grande meta do ser encarnado. Podemos chegar lá agora? Volto a dizer é dificilimo, depende do amadurecimento individual e da compreensão do que é realmente o mundo material.
O mundo não passa de uma grande escola. Só é reprovado quem não consegue se desapegar, do personalismo, dos bens, das conquistas e dores terrenas.
Em que classe nos encontramos? Segundo Kardec na segunda escala ainda, temos muito que percorrer para alcançar intimamente esses ensinamentos e vivê-los em toda a sua plenitude.
Discutir o bem e o mal, como surgiu? Surgiu do apego a dor e ao prazer.

Um abço Hebe
Título: Re: Para entender Deus, temos que ser igual a Ele.
Enviado por: Conforti em 06 de Maio de 2011, 00:55
          Victor Santos   (ref #4)

          Amigo Victor, você disse que:
          “Se, para entender Deus é preciso ser igual a Deus, então eu nunca O vou entender”.
          Cel; quer você queira, quer não queira, vai entendê-lO, pois será perfeitamente igual a Ele; aliás, você “já” é igual a Ele, totalmente. O fato é que o espírito puro que somos, mas não percebemos em face da interpretação das coisas pela ótica do “ego”, é igual a Deus. Espírito perfeito + ego = homem; homem – ego = espírito perfeito; toda imperfeição reside na visão equivocada do ego. Muitos (devem ser todos) dos que chegaram “lá” perceberam que tudo é e sempre foi perfeito; que além do véu opaco do ego, tudo é perfeito. O hinduísmo tem um cântico sugestivo: “... do perfeito, tirando o perfeito, o que resta é perfeito...”.
          Victor:
          “Mas, dizem os espíritos, e está escrito no Livro dos Espíritos, de Allan Kardec, que não é preciso tanto para entender Deus. Basta chegar a espírito puro (para aí daqui a uns milhões de anos, talvez...).
          Cel: mas, é isso mesmo: basta chegar a espírito puro, e a isso se chega pela eliminação das imperfeições; e onde estão as imperfeições? Não no espírito, pois o que procede do Todo Perfeito não pode ser imperfeito; estão, pois, no ego, defesa que, inconscientemente, criamos ao abrir os olhos para vida e, por isso, descobrindo um mundo ameaçador ao nosso derredor; é a oposição do “eu” e do “não-eu”; “eu” e “universo”, “eu” e “vida”, “eu” e “os demais”.  Quanto aos milhões de anos, como diziam Santo Agostinho e outros, e místicos e, hoje a  ciencia nova: "Todo lugar é aqui e todo tempo é agora". O presente é o único tempo que existe; o passado são apenas lembranças; o futuro, expectativas. Lembra-se de Jesus: "Antes que ele (Elias?) fosse eu era"? E"quando pedirdes, já o tendes recebido". O presente é a eternidade. Lembre-se, também, de Einstein que, com sua teoria da relatividade, mostrou que tempo é relativo, logo ilusão; tempo depende do espaço e dos objetos; tempo - espaço - objetos são um "continuum", no qual, um não existindo os outros não existem. Aqui, cqbem bem as palavras de Jesus: "Quem puder compreender, compreenda", e dos sábios: "Se compreenderes, as coisas são como são; se não compreenderes, as coisas são como são".

          Bem haja, amigo Victor.


Título: Re: Para entender Deus, temos que ser igual a Ele.
Enviado por: Goedert em 06 de Maio de 2011, 21:30
Citação de: Coronel
           Cel: e temos? O livre-arbítrio não será apenas uma tentativa das religiões de explicarem o inexplicável (para elas) sofrimento do mundo?
Amigo, o livre-arbítrio é a opção de escolha, existem 3 opções, uma é escolher realizar um ato que tenha um efeito positivo, um ato que tenha um efeito negativa e um ato neutro. Isso não é livre-arbítrio? Você é obrigado a escolher entre uma das opções? Quem é que meche os dedos para digitar para você? É o sofrimento do mundo? Deus?
 
Citação de: Coronel
Veja que dentro da visão das doutrinas cristãs, de um Deus soberanamente bom e justo, a responsabilidade de todos os problemas só pode cair sobre os ombros das pobres criaturas, pelo mau uso de seu livre-arbítrio. Que Deus lhes deu liberdade para pensar e fazer e, dentro dessa liberdade, mesmo conhecedores, como afirmam doutrinas, das conseqüências, muitas vezes terríveis, de sua escolha, não as obedecem e, assim, agem erradamente e sofrem. Os conceitos de limbo, céu, inferno, pecados e castigos, pecado original, reencarnações dolorosas, méritos e deméritos vêm apoiar essa tentativa de explicar aquilo que ainda é inexplicável.
          Porque o homem sofre? A causa, afirmam as religiões, “não” pode estar em Deus e, portanto, só pode estar no único agente ativo restante: o homem. Será verdadeiro este modo de ver as coisas?
Amigo, as doutrinas religosas são diversas, mas nobres demonstram que TODO o sofrimento provém da identificação com elementos que não fazem parte de um EU. Quando um ser, erroneamente, se identifica com algo que é impermanente, querendo que esse algo seja permanente, isto lhe traz sofrimento, confusão, algustia, faz brotar a cobiça e, esta é a raiz do egoísmo. A DELUSÃO, a IGNORANCIA.

Citação de: Coronel
         Como não pode ser o Deus de infinito amor e justiça o causador do sofrimento, chegou-se à conclusão “lógica” (?) de que, se o homem sofre, sofre porque agiu erradamente; se é feliz, é porque agiu acertadamente. É verdade que, se age erradamente, pode sofrer e fazer outros sofrerem. Não é isso que vemos no dia-a-dia do mundo, desde os mais inocentes desentendimentos até os conflitos e guerras mais cruéis e destruidoras de tudo que o próprio homem construiu? Contudo, o homem “pode” sofrer porque age erradamente, mas não porque, como ensinam doutrinas, esse sofrimento está previsto numa lei que lhe impõe punição, ou porque as forças do universo retribuem o mal que fez. Assim, se causou dano, pode sofrer “se” esse dano o atingir; e pode fazer outros sofrerem, também, é evidente. Qualquer tentativa de explicar que seu sofrimento vem de sua responsabilidade e culpa, como afirmam religiões, isto é, que sofre penalidades expiatórias, mesmo que educativo-instrutivas, não cabe dentro da idéia (também das doutrinas) de um Criador todo poderoso, onisciente e de perfeitos amor e justiça que, por sua onisciência, sabe, desde sempre, o que cada uma, uma a uma, de suas criaturas fará de certo e de errado, relativamente a suas leis ou leis da vida e, também sabe o que, cada uma, uma a uma, sofrerá devido aos seus desacertos. E, tanto que sabe que, segundo doutrinas, criou leis punitivas e locais para a execução das punições legais.
O amigo declara que um Deus justo e amoroso, age desta forma? Então porque esse Deus justo e amoroso permite que crianças inocentes morram de câncer quando seus pais oram e oferecem preces em nome deste Deus? O que você demonstram nesses entendimentos podem ser questionados por tema éticos e morais sem fim.

Citação de: Coronel
        Apenas para ajudar a refletir, será como o fabricante de brinquedos que, mesmo tendo total e absoluta certeza de que o brinquedo de sua criação, que ele planejou, desenhou, fabricou, será defeituoso por não ter “acabamento” perfeito, destruirá, matará, será perigoso, produzirá tantas dores, tragédias e desgraças, e assim mesmo o fabrica e o entrega às crianças. Quando as dores daí advindas surgem, quem é o responsável? O brinquedo ou o fabricante? Estranhamente, há aqueles que dizem que é o brinquedo!!
O responsável, com base na sua lógica, é o fabricante. Neste caso amigo, não existe vontade ou inciativa do brinquedo. Novamente amigo, o que faz você digitar aqui neste fórum, você é um ser programado ou com vontade próprio dotado de faculdades, aparentemente, perfeitas?
Título: Re: Para entender Deus, temos que ser igual a Ele.
Enviado por: Conforti em 08 de Maio de 2011, 04:27
          Goedert   (ref #14)
          Cel (msg anterior):
          “O livre-arbítrio não será apenas uma tentativa das religiões de explicarem o inexplicável sofrimento do mundo?”
          Goedert:
          “... o livre-arbítrio é a opção de escolha. Isso não é livre-arbítrio? Você é obrigado a escolher entre uma das opções. Quem é que meche os dedos para digitar para você? É o sofrimento do mundo? Deus?”
          Cel:
          “Não, meu amigo, não escolho; sou levado a escolher; logo a escolha não é minha (como dizem os místicos: “quem <pensa> que escolhe é imaturo”; e, hoje, a ciência quântica: “quem escolhe é a Subjetividade Absoluta”, e como disse Paulo: “É o Senhor que opera em vós o pensar e o fazer”; e ainda, como para reforçar essa afirmação: “... como se tivésseis algum pensamento como de vós mesmos, pois todos eles vêm de Deus!”, e ainda, como para justificar o fato de que os pensamentos (e consequentemente, os desejos, as decisões, as escolhas) não são nossos: “Não é por vossas obras que sereis salvos, mas pela graça de Deus!”)”.
          Cel (msg ant):
          “... dentro da visão... de um Deus soberanamente bom e justo, a responsabilidade de todos os problemas só pode cair sobre os ombros das... criaturas, pelo mau uso do livre-arbítrio. Deus lhes deu liberdade para pensar e fazer e, dentro dessa liberdade, mesmo conhecedores (afirmam doutrinas) das conseqüências, muitas vezes terríveis, de sua escolha, não escolhem o certo... agem erradamente e sofrem.
          Porque o homem sofre? A causa, afirmam religiões, “não” pode estar em Deus e, portanto, só pode estar no... homem. Será verdade...?”
          Goedert:
          “... as doutrinas religiosas são diversas, mas nobres demonstram que TODO o sofrimento provém da identificação com elementos que não fazem parte de um EU. Quando um ser, erroneamente, se identifica com algo que é impermanente, querendo que esse algo seja permanente, isto lhe traz sofrimento, confusão, angustia, faz brotar a cobiça e, esta é a raiz do egoísmo. A DELUSÃO, a IGNORANCIA”.
          Cel:
          “É verdade, amigo, as doutrinas são muito numerosas, porém, não há uma só que não afirme que o mal é causado pelas ações dos homens! Mas, amigo, você está dizendo o mesmo que eu (vai ver estamos falando a mesma coisa, usando expressões diferentes!). Como vc diz: “todo sofrimento provém da identificação com algo que julgamos permanente, mas cessa de um momento para outro, quando menos se espera. É o que tenho colocado. Mas, agora lhe faço uma pergunta: todos, sem exceção, se identificam igualmente com esse “algo”? Todos sofrem igualmente? E porque não? As identificações, confusão, angústia, cobiça, egoísmo, ignorância, fatos que implicam  sofrimentos, são iguais, têm o mesmo peso ou efeito para todos? Sabemos que não. E porque não são iguais para todos? Será que é porque a “cabeça”, o caráter, a índole, a firmeza de vontade, a determinação não são iguais para todos? E se não são iguais para todos o que é que as faz diferentes de um para outro? O amigo tem alguma idéia, alguma explicação?
          Cel (msg ant):
          “... chegou-se à conclusão de que, se o homem sofre, é porque agiu erradamente; se é feliz, agiu acertadamente. É verdade que, se age erradamente, “pode” sofrer e fazer outros sofrerem. Contudo, o homem “pode” sofrer porque age erradamente, mas não porque, como ensinam doutrinas, esse sofrimento está previsto numa lei que lhe impõe punição, ou porque as forças do universo conspiram para retribuírem o mal que ele fez. Assim, se causou dano, pode sofrer “se” esse dano o atingir; e pode fazer outros sofrerem... Qualquer tentativa de explicar que o sofrimento vem de sua responsabilidade e culpa, como afirmam religiões, isto é, que sofre penalidades expiatórias, mesmo que educativo-instrutivas, não cabe dentro da idéia (também das doutrinas) de um Criador todo poderoso, onisciente e de perfeitos amor e justiça que, por sua onisciência, sabe, desde sempre, o que cada uma, uma a uma, de suas criaturas fará de certo e de errado... e, também sabe o que cada uma sofrerá devido aos seus desacertos. E, tanto que sabe que, segundo doutrinas, criou leis punitivas e locais para a execução das punições legais”.
          Goedert:
          “O amigo declara que um Deus justo e amoroso, age desta forma? Então porque esse Deus justo e amoroso permite que crianças inocentes morram de câncer quando seus pais oram e oferecem preces em nome deste Deus? O que você demonstra nesses entendimentos podem ser questionados por tema éticos e morais sem fim”.
          Cel: meu amigo, você sabe por quê? Você conhece Deus? E se é Deus (vc mesmo está dando esse nome) que faz que suas criaturas venham obrigatoriamente ao mundo, onde todas, sem exceção e obrigatoriamente têm de sofrer, porque esse mesmo Deus não seria responsável por todos os cânceres do mundo? (Veja bem, que não estou afirmando nada, como vc insinuou; não estou afirmando que Deus seja isso ou aquilo e que as coisas se dêem desse jeito. Estou apenas, raciocinando de conformidade com o que as doutrinas ensinam: que Deus é onisciente, que sendo a própria perfeição, criou seres gigantescamente imperfeitos, que se tornam verdadeiros monstros de perversidade, praticantes de crimes e atos hediondos e absurdos; que esses seres, por serem imperfeitos são, pelas leis divinas ou universais, punidos impiedosamente e sujeitos a sofrimentos inenarráveis pelo fato de serem imperfeitos; que esses seres vêm ao mundo para aprender se libertar de suas imperfeições e, exatamente no mundo para onde vêm para aprender a se libertar das imperfeições, é que aprendem a elas se prenderem).
          Cel (msg ant):
          “Apenas para ajudar a refletir, será como o fabricante de brinquedos que, mesmo tendo total e absoluta certeza de que o brinquedo de sua criação, que ele planejou, desenhou, fabricou, será defeituoso por não ter “acabamento” perfeito, destruirá, matará, será perigoso, produzirá tantas dores, tragédias e desgraças, e assim mesmo o fabrica e o entrega às crianças. Quando as dores daí advindas surgem, quem é o responsável? O brinquedo ou o fabricante? Estranhamente, há aqueles que dizem que é o brinquedo!!”
          Goedert:
          “O responsável, com base na sua lógica, é o fabricante”. Neste caso amigo, não existe vontade ou iniciativa do brinquedo”.
          Cel: amigo, em que está errada minha lógica, em face daquilo que as doutrinas ensinam, como acabei de expor acima? Com os elementos que lhe apresentei é possível encontrar outra solução também lógica? Por favor, me aponte onde errei. Enquanto isso, vamos continuar: como dizem os místicos: “se compreenderes, as coisas são como são; se não compreenderes, as coisas são como são”. Nem é o fabricante (para as religiões populares, organizadas, embora neguem esta afirmação, não há como fugir da constatação de que o fabricante é o responsável), nem é o brinquedo. Todo sofrimentos, de qualquer espécie, e todos os males do mundo, vêm do fato de este ser um mundo ilusório; apenas isso. O ego, defesa do espírito/essência/ o que for (a palavra não é a coisa), só nos permite uma visão distorcida do mundo; é como se interpretássemos a vida, o mundo através de uma vidraça embaçada; então, vemos o que “parece” ser realidade, mas não é.
          Goedert:
          “Neste caso não existe vontade ou iniciativa do brinquedo. Novamente amigo, o que faz você digitar aqui neste fórum, você é um ser programado ou com vontade próprio dotado de faculdades, aparentemente, perfeitas?”
          Cel: o que faz que eu digite aqui, e vc, aí; o que faz que você seja um homem bom ou mau, honesto ou desonesto, humilde ou orgulhoso, egoísta ou solidário? É seu modo de pensar, sua cabeça? Ou são todas as influencias de todas as experiências que passou no dia-a-dia do mundo? Alguém (você ou eu), se fez o que é neste instante, sozinho? Se sua resposta for “sim”, lhe pergunto: “se cada um se faz como quer ser, então qual a razão de não serem todos iguais? E se nem todos querem ser iguais, porque razão não querem? Você perceberá que sempre há desigualdade entre os homens, na inteligência, nos procedimentos, nas avaliações e julgamentos etc. De onde vêm tais desigualdades?       Um abraço.
Título: Re: Para entender Deus, temos que ser igual a Ele.
Enviado por: Goedert em 08 de Maio de 2011, 05:51
Assim, seja amigo.
Título: Re: Para entender Deus, temos que ser igual a Ele.
Enviado por: Conforti em 08 de Maio de 2011, 23:26
          Goedert   (ref #16)

          Qual significado o amigo está dando ao "assim seja"? É concordância ou desaprovação?

          Um abraço.
Título: Re: Para entender Deus, temos que ser igual a Ele.
Enviado por: Goedert em 09 de Maio de 2011, 16:07
Amigo Coronel, o significado é pense como quiser.

Título: Re: Para entender Deus, temos que ser igual a Ele.
Enviado por: CONDE em 24 de Maio de 2011, 05:10
Olá Coronel, como pode ver,sempre chegaremos a um ponto onde  tudo não passa de suposições criadas por mentes, por egos.
No final das contas o que importa não é o que somos e sim o que fizemos ou deixamos de fazer. Podemos à exemplo do João-de-barro continuar repetindo o mesmo comportamento ou podemos utilizar nossa mente, nossa inteligência para encontrar meios de progredir moral fisica e intelectuamente modificando o meio e as pessoas a nossa volta, auxiliando naquilo que estiver a nosso alcance, seja um prato de comida, seja uma palavra de conforto, de fé e de esperança ou apenas nossas orações onde manifestamos nossos sinceros votos de paz e de amor ao nosso semelhante.
Enquanto nos perdemos tentando entender Deus, creio que Deus espera que nos entendamos uns aos outros e também com o mundo ao nosso redor. Ninguém de nós conseguiu até agora entender os mistérios de toda a criação dos mundos e dos seres, seria ilógico de uma hora para outra achar que podemos ser Deus, pois assim teriamos que adimitir que seriamos capazes de  criar com toda perfeição tudo o que ele criou.
Creio que o amigo faz uso de seu livre arbítrio quando se dispõe de seu tempo para tentar aqui levar algumas pessoas a compreenção de de Deus e da vida, ao mesmo tempo que o faz tentando se instruir ainda mais pela troca de conhecimentos. Tudo isso depende de sua vontade, creio que Deus não fica te empurrando para o teclado de seu computador. Querendo fazer o bem já o predispõe a ser uma boa pessoa, mas é lógico que isto não basta. Muitas coisas aprendemos pelo sofrimento causado pela nossa própria teimosia ou ignorância.
Por isso instruir-se é um caminho, mas só ele não nos leva ao fim.

Um abraço

Título: Re: Para entender Deus, temos que ser igual a Ele.
Enviado por: Conforti em 24 de Maio de 2011, 22:38
          Goedert   (ref #18)
          O companheiro de jornada e de estudos, Goedert, à pergunta do significado "assim seja", em resposta a uma explicação sobre o livre-arbítrio, se seria concordância ou desaprovação?”, repondeu: “o significado é pense como quiser”.
          Frente essa resposta, me sinto na obrigação de dizer que esses pensamentos não são meus; são do misticismo milenar, de sábios e mestres e, hoje, da ciência mais bem arquitetada e avançada do planeta: a física quântica.
          Abraços.
Título: Re: Para entender Deus, temos que ser igual a Ele.
Enviado por: Conforti em 24 de Maio de 2011, 23:35
          Conde   (ref 19)
          Olá, amigo, vc colocou:
          “... tudo não passa de suposições criadas por mentes, por egos”.
          Cel: é exato, meu amigo, sempre só tratamos com seres dotados de ego; contudo, houve aqueles que o eliminaram e, com isso, conheceram a verdade; e isso que lhe tenho dito, e em todos os tópicos dos quais participo, é a “suposição” deles, o testemunho deles. Aqueles que conhecem a verdade que liberta não mais se emaranham em “suposições” e “crenças”, mas têm “convicção absoluta”; os cantos obscuros de sua mente se tornaram “iluminados” pela luz da verdade.
          Conde:   
          “No final das contas o que importa não é o que somos e sim o que fizemos ou deixamos de fazer”.
          Cel: amigo, não entendi; vc não quis dizer exatamente o contrário? Vc não concorda que o que importa é o que “somos”?
          Conde:
          “Podemos, continuar repetindo o mesmo comportamento ou podemos utilizar nossa mente, nossa inteligência para encontrar meios de progredir moral fisica e intelectuamente modificando o meio e as pessoas a nossa volta, auxiliando naquilo que estiver a nosso alcance, seja um prato de comida, seja uma palavra de conforto, de fé e de esperança ou apenas nossas orações onde manifestamos nossos sinceros votos de paz e de amor ao nosso semelhante”.
          Cel: amigo, qual é, na sua concepção, a razão, dada pela doutrina, para estarmos neste mundo? Viemos para esta escola, do bem e do mal, que é a vida, com que objetivo? Segundo a doutrina, não é exatamente para aprendermos a viver na verdadeira pátria que não é esta, mas a espiritual? Isto é, viemos da verdadeira vida para, numa vida que não é a verdadeira, aprendermos a viver na vida verdadeira..
   .      Essas ações de amor ao próximo, a que vc se refere,  são nobres e realmente concorrem para um relacionamento mais harmonioso entre os homens, essas criaturas já tão  sofridas. Esse foi, precisamente, o objetivo dos dez mandamentos e da maior parte dos ensinamentos de Jesus. No entanto, se bem observar e analisar, o amigo perceberá que, tanto no decálogo, quanto nas palavras do Mestre, não há nenhuma “regra para a salvação”; todas elas são, apenas, “regras de bem conviver”: nos mandamentos: ‘não matarás’, ‘não cobiçarás’, ‘não isto’, ‘não aquilo’. Nas palavras de Jesus: ‘oferece a outra face’, ‘perdoai não sete vezes, mas...’, ‘o teu credor te levará ao juiz...e dali não sairás até q tenhas pago o último ceitil’..., ‘dá-lhe também a túnica...’, ‘abençoai os inimigos’, ‘serás lançado ao fogo da geena’... Nenhuma regra de ‘salvação’; todas regras para ‘bem conviver”, sobretudo em tempos em que os poderosos eram a lei. As regras de salvação, as escrituras as contêm poucas: ‘Buscai, <em primeiro lugar> o reino de Deus, e tudo o mais vos virá por acréscimo’ (observe esse ‘e tudo o mais virá por acréscimo’); outra ‘Conhecereis a verdade e a verdade vos libertará’ (analise, aqui, ‘a verdade vos libertará’). E, se tb analisar, verá que nunca Jesus, nem Paulo, afirmou que a salvação vem pelo amor; enalteceram, sim, o amor, como imprescindível, mas a libertação vem pelo conhecer a verdade que mostra quem somos realmente.
          Conde:
          “Enquanto nos perdemos tentando entender Deus, creio que Deus espera que nos entendamos uns aos outros e também com o mundo ao nosso redor. Ninguém de nós conseguiu até agora entender os mistérios de toda a criação dos mundos e dos seres, seria ilógico de uma hora para outra achar que podemos ser Deus, pois assim teriamos que admitir que seriamos capazes de  criar com toda perfeição tudo o que ele criou”.
          Cel: entendo seu raciocínio, Conde; e há tanta coisa a falarmos sobre isso! Mas, vamos a uma só: onde é q o amigo vê perfeição nas tragédias e desgraças da natureza, tsunamis, terremotos, erupções vulcânicas, tempestades, miséria, fome, crimes hediondos, monstros de perversidade, exploradores dos semelhantes, epidemias, cânceres, loucura, idiotice, guerras? Ou se refere às belezas da natureza, cachoeiras, cordilheiras, cores de flores e pássaros? O amigo está se esquecendo de que só nos agrada ver a face brilhante da moeda e fugimos da face escura. Cachoeiras, montanhas são apenas cicatrizes q lembram as tragédias geológicas que afetaram nosso planeta (e que, a qualquer tempo podem se repetir; não é o que temos visto?); esquece-se dos animais peçonhentos e vorazes, do sem número de bactérias, vírus e fungos, dos animais perturbadores e nocivos, como insetos que carregam sementes de doenças, tantas incuráveis, dos répteis, ratos, baratas, escorpiões...
          Conde:
          “Creio que o amigo faz uso de seu livre arbítrio quando se dispõe de seu tempo para tentar aqui levar algumas pessoas a compreenção de de Deus e da vida...”
          Cel: Conde, há mais de sessenta anos faço estes estudos; hoje dedico minha vida a divulgar o q aprendi; isso é, para mim, obrigação e dever. Se vc bem observar verá q não questiono para me instruir, mas, e tão somente, fazer q alguém mais reflita e possas abrir os olhos e estudar outras linhas de conhecimentos espirituais; pensamos q só a nossa é certa e não queremos conhecer mais nada; A própria DE recomenda que estudemos outras, como tb Paulo recomendou: “estudai de tudo e guardai o que for bom”; quem não faz isso e, mesmo sem conhecer outras doutrinas, as descarta, apenas se mostra preconceituoso. Veja lá em LM, cap 3, item 35.
          Conde:
          “... ao mesmo tempo que o faz tentando se instruir ainda mais pela troca de conhecimentos. Tudo isso depende de sua vontade, creio que Deus não fica te empurrando para o teclado de seu computador”.
          Cel: meu amigo, apenas pensamos, iludidos, que temos vontade própria. Veja: vc se fez como é agora? Ou é a  vida que o fez como é? Se foi vc que se moldou, porq outros não se moldaram como vc? Porq as diferenças? Qto ao livre-arbítrio já expus o q devia; seria interessante o amigo refletir e, se desejar, voltamos a conversar a respeito para maior clareza.
          Conde:
          “Querendo fazer o bem já o predispõe a ser uma boa pessoa, mas é lógico que isto não basta. Muitas coisas aprendemos pelo sofrimento causado pela nossa própria teimosia ou ignorância.
Por isso instruir-se é um caminho, mas só ele não nos leva ao fim”.
          Cel: aqui, em parte concordo; só um reparo a fazer: nenhuma instrução leva a Deus, nenhum conhecimento, senão o da verdade; e para se chegar à verdade todos os conhecimentos devem, obrigatoriamente, ser esquecidos.
          Abraços.
Título: Re: Para entender Deus, temos que ser igual a Ele.
Enviado por: CONDE em 25 de Maio de 2011, 16:33

         Olá Coronel,
          Cde:   
          “No final das contas o que importa não é o que somos e sim o que fizemos ou deixamos de fazer”.
          Cel: amigo, não entendi; vc não quis dizer exatamente o contrário? Vc não concorda que o que importa é o que “somos”?
          Cde:Não amigo, somos seres em constante mutação dada a necessidade de adaptação ao meio em que vivemos e ao convívio com seres mais ou menos evoluídos que nós(não fomos todos criados ao mesmo tempo).
         
          Cel: amigo, qual é, na sua concepção, a razão, dada pela doutrina, para estarmos neste mundo? Viemos para esta escola, do bem e do mal, que é a vida, com que objetivo?  E, se tb analisar, verá que nunca Jesus, nem Paulo, afirmou que a salvação vem pelo amor; enalteceram, sim, o amor, como imprescindível, mas a libertação vem pelo conhecer a verdade que mostra quem somos realmente.
         Cde: Viemos para trabalhar amigo, o trabalho nos proporciona o desenvolvimento intelectual que nos possibilita conhecer a verdade que nos liberta. Não basta conhecer o significado da palavra amor, é necessário vivenciá-lo em suas diferentes manifestações. É isto que ensinou (e exemplificou) Jesus, e que Paulo tão bem entendeu dando continuidade ao seu trabalho. Lembre-se das palavras de Paulo: Se eu falar a lingua dos homens e dos anjos, e não tiver caridade, sou como o metal que soa, ou como o sino que tine.E se eu tiver o dom da professia, e conhecer todos os mistérios, e quanto se pode saber; e se tiver toda a fé a ponto de transportar os montes, e não tiver caridade, eu não sou nada ...
          Cel: onde é q o amigo vê perfeição nas tragédias e desgraças da natureza, tsunamis, terremotos, e esquece-se dos animais peçonhentos e vorazes, do sem número de bactérias, vírus e fungos, dos animais perturbadores e nocivos, como insetos que carregam sementes de doenças, tantas incuráveis, dos répteis, ratos, baratas, escorpiões...
          Cde: As chamadas tragédias, nada mais são que a transformação, como explica OLE na resposta a pergunta 737. Com que fim Deus castiga a humanidade com flagelos destruidores? Para fazê-la avançar mais depressa. Não dissemos que a destruição é necessária para a regeneração moral dos espíritos, que adquirem em cada nova existência um novo grau de perfeição? É necessário ver o fim para apreciar os resultados. Só julgais essas coisas do vosso ponto de vista pessoal, e a chamais de flagelos por causa dos prejuízos que vos causam; mas esses transtornos são frequentemente necessários para fazerem com que as coisas cheguem mais prontamentea uma ordem melhor, realizando em alguns anos o que necessitaria de muitos séculos.
Quanto aos animais peçonhentos e tudo mais, além do que já sabemos, que tudo na antureza visa o equilíbrio e a harmonia entre os seres e a sua conservação, temos na questão604 a seguinte explicação; Tudo se encadeia na natureza por liames que não podeis ainda perceber, e as coisas aparentemente mais disparatadas tem pontos de contato que o homem jamais chegará a compreender no seu estado atual. Pode entrevê-los com um esforço de sua inteligência, mas somente quando essa inteligência tiver atingido todo seu desenvolvimento e se libertado dos prejuízos do orgulho e da ignorância poderá ver claramente na obra de Deus.
          “Creio que o amigo faz uso de seu livre arbítrio quando se dispõe de seu tempo para tentar aqui levar algumas pessoas a compreenção de de Deus e da vida...”
          Cel: Conde, há mais de sessenta anos faço estes estudos; hoje dedico minha vida a divulgar o q aprendi; isso é, para mim, obrigação e dever.
          Conde: Ainda assim é uma escolha que faz, nem todos na mesma situação que o amigo optam por agir dessa mesma maneira.
          Até mais
         
          Abraços
Título: Re: Para entender Deus, temos que ser iguais a Ele.
Enviado por: Conforti em 28 de Maio de 2011, 22:47
          Conde   (ref #22)
          Olá, amigo Conde, em resposta a sua msg #22, faço alguns comentários. Primeiramente quero lhe dizer que, na minha visão Deus é verdadeiramente a suprema bem-aventurança, a felicidade absoluta, a libertação e o fim de todos os sofrimentos.
          Peço ao amigo, ponha de lado qualquer preconceito q possa ter, leia até o final para tirar suas conclusões. Pode lhe parecer, de início, que considero que o Criador seja maldoso, injusto etc; mas não é nada disso. O que realmente quero mostrar é que aquilo que as crenças e religiões nos comunicam sobre a vida deve ser resultante de interpretações incorretas.
          Cito vc:   
          “No final das contas o que importa não é o que somos e sim o que fizemos ou deixamos de fazer”.
          Cel: amigo, não entendi; vc não está querendo dizer justamente o contrário? Vc não concorda que o que importa é o que “somos”? Pois o que fazemos, por ex, de amor pode ser falso, imitação, encenação, interesse por méritos, atendimento ao que religiões e mestres disseram q devemos fazer, atos forçados, certo? Logo o que tem valor é o que somos e não o q fazemos...
         Amigo Conde, qual é, na sua concepção, a razão para estarmos neste mundo? Viemos para esta escola, do bem e do mal, que é a vida, com que objetivo? E aqui, nesta mesma escola a qual viemos para aprender a nos libertar das imperfeições é que aprendemos a nos prendermos a ela! Vc entende isso? E, se tb analisar, verá que nunca Jesus, nem Paulo, afirmou que a salvação vem pelo amor. Enalteceram, sim, o amor, como imprescindível, mas a libertação vem pelo conhecer a verdade que mostra quem somos realmente: “Conhecereis a verdade e a verdade vos libertará”. Estas palavras explicam/justificam e dão razão de modo irrepreensível ao que Paulo afirmou: “É o Senhor que opera em nós o pensar e o querer”, e estas: “Não é por vossas obras que sereis salvos, mas pela graça de Deus”.
          Cde:
          “Viemos para trabalhar amigo, o trabalho nos proporciona o desenvolvimento intelectual que nos possibilita conhecer a verdade que nos liberta”.
          Cel: amigo Conde, vc compreende isso? Que  é o trabalho que proporciona o desenvolvimento intelectual que nos possibilitará conhecer a verdade libertadora? Observe que a verdade libertadora está além do alcance da mente humana, tão cheia de conflitos, defeitos, limitada e finita. Somente o que é ilimitado e infinito pode conhecer o que é ilimitado e infinito. A verdade libertadora está além do intelecto, da razão, do raciocínio, da imaginação.
          Cde:
          “Não basta conhecer o significado da palavra amor, é necessário vivenciá-lo... Paulo: Se eu falar a lingua dos homens e dos anjos, e não tiver caridade, sou... e não tiver caridade, eu não nada sou...”
          Cel: é verdade; Paulo disse que sem o amor nada somos e, como Jesus, q a virtude por excelência é o amor. Contudo nenhum deles, nem iluminados, sábios, nem mestres, ninguém afirmou que é o amor que salva. Enalteceram ao máximo o amor como a mais sublime virtude a ser manifestada para um mais harmonioso relacionamento entre os homens. Como fizeram outros líderes “religiosos”, uma de suas primeiras providencias foi ordenar o povo e leva-lo a uma vida mais tranqüila e menos infestada de conflitos e desacertos, sobretudo em tempo onde os poderosos eram a lei. Qdo Moisés revelou o não matarás, não isso..., não aquilo..., perceba que eram mandamentos/ordens para um ‘bem conviver’; do mesmo modo Jesus: oferece a outra face, perdoai os inimigos, serás lançado ao fogo da geena, dali não sairás ate q tenhas pago o último ceitil..., amai o próximo como eu vos amo... todas regras de “bem-conviver”. Contudo, estas outras são, sim, “regras de salvação”: “Buscai em primeiro lugar,...”, “... a verdade vos libertará”, a parábola daquele que encontrou um tesouro e desistiu de tudo o mais, ‘aquele que não abandonar pai e mãe para seguir-me não é digno de mim”. ‘que te importa a ti, segue-me tu”, ‘deixa q os mortos enterrem seus mortos...’, e outras mais. Estas são verdadeiras “regras de salvação”. O amor é imprescindível; sem ele não haverá condições para se chegar ao conhecimento da verdade, mas é a verdade que salva.
          E onde é q o amigo vê perfeição nas tragédias e desgraças da natureza, tsunamis, terremotos; nos animais peçonhentos e vorazes, no sem número de bactérias, vírus e fungos, nos animais perturbadores e nocivos, como insetos que carregam sementes de doenças, tantas incuráveis e dolorosas, nos répteis, ratos, escorpiões; vê perfeição nos cânceres e nos aleijados, nos deficientes de todo tipo, na miséria e na fome...? Como um ser de infinito amor permitiria que seus filhos, planejados, desenhados, e procedentes dele, sofressem desse modo? 
          Cde:
          “As chamadas tragédias, nada mais são que a transformação, como explica OLE na resposta a pergunta 737. Com que fim Deus castiga a humanidade com flagelos destruidores? Para fazê-la avançar mais depressa. Não dissemos que a destruição é necessária para a regeneração moral dos espíritos, que adquirem em cada nova existência um novo grau de perfeição?”
          Cel: novamente vemos q um Criador de infinito amor criou seus filhos para obrigá-los a sofrer, e terrivelmente, se quiserem evoluir; por essa concepção, a evolução se faz à força de sofrimentos   como se o Criador, como um verdugo, de chicote nas mãos, nos impelisse pelo caminho da evolução...   
          E observe que estamos aqui, a nossa revelia, pois nem fomos consultados; e estamos obrigatoriamente aqui e obrigatoriamente sujeitos a todos os tipos de sofrimentos, evidentemente porq fomos criados com uma imperfeição imposta pelo próprio Criador: a ignorância. Como vc diz, o sofrimento prova o amor de Deus que nos dá novas chances de progredir. Quem é que vê amor ao assistir a filhinha indefesa, a alegria da casa, ser estuprada e violentamente assassinada a sua frente? Ao lhes deceparem os pés a machadadas para que, qdo, adultos não sejam inimigos eficientes? O amigo crê nesse Deus orgulhoso, impaciente, nervoso, parcial e cruel citado pelo Antigo Testamento?
          Conde:
          “É necessário ver o fim para apreciar os resultados. Só julgais essas coisas do vosso ponto de vista pessoal, e a chamais de flagelos por causa dos prejuízos que vos causam; mas esses transtornos são frequentemente necessários para fazerem com que as coisas cheguem mais prontamente a uma ordem melhor, realizando em alguns anos o que necessitaria de muitos séculos”.
          Cel: veja, meu amigo, quem foi que criou (segundo as doutrinas) seres propensos a errarem tanto que necessitam de séculos para realizar o que poderiam fazer em anos? O Deus todo poderoso criou seres destinados, obrigatoriamente, aos sofrimentos, todos eles sem exceção... !!!
          Conde, em respeito às regras do fórum, fico por aqui. Lembre-se de que tudo que coloquei tem apenas um objetivo: leva-lo à reflexão.
          Conde:
          “Creio que o amigo faz uso de seu livre arbítrio quando se dispõe de seu tempo para tentar aqui levar algumas pessoas a compreenção de de Deus e da vida...”
          Cel: Conde, há mais de sessenta anos faço estes estudos; hoje dedico minha vida a divulgar o q aprendi; isso é, para mim, obrigação e dever. Já lhe mostrei o que é o livre-arbítrio, pela minha visão.
          Abraços.

Título: Re: Para entender Deus, temos que ser iguais a Ele.
Enviado por: CONDE em 29 de Maio de 2011, 13:57
Olá, amigo Conde, em resposta a sua msg #22, faço alguns comentários. Primeiramente quero lhe dizer que, na minha visão Deus é verdadeiramente a suprema bem-aventurança, a felicidade absoluta, a libertação e o fim de todos os sofrimentos

Concordo.
“Viemos para trabalhar amigo, o trabalho nos proporciona o desenvolvimento intelectual que nos possibilita conhecer a verdade que nos liberta”.
Cel: amigo Conde, vc compreende isso? Que  é o trabalho que proporciona o desenvolvimento intelectual que nos possibilitará conhecer a verdade libertadora?

Bem observado amigo, faltou o desenvolvimento moral que também é fruto desse trabalho, e é o mais importante. Ele vem pelas vias dos sentimentos e das emoções, que muitas vezes não é compreendido pelo intelecto e portanto não aceito por ele.

Cel: veja, meu amigo, quem foi que criou (segundo as doutrinas) seres propensos a errarem tanto que necessitam de séculos para realizar o que poderiam fazer em anos? O Deus todo poderoso criou seres destinados, obrigatoriamente, aos sofrimentos, todos eles sem exceção... !!!

Entendi amigo, segundo as doutrinas. Mas por outro lado o amigo deve compreender que o tempo é fruto da concepção humana. O que para nós é séculos pode na realidade não passar de alguns minutos. Não vejo a DE desta maneira. Temos atavés dela a oportunidade de conhecer espíritos que alcançaram a libertação desses sofrimentos.

Conde, em respeito às regras do fórum, fico por aqui. Lembre-se de que tudo que coloquei tem apenas um objetivo: leva-lo à reflexão.

Entendo amigo, e agradeço seu empenho.
 
“Creio que o amigo faz uso de seu livre arbítrio quando se dispõe de seu tempo para tentar aqui levar algumas pessoas a compreenção de de Deus e da vida...”
          Cel:  Já lhe mostrei o que é o livre-arbítrio, pela minha visão.

Desculpe-me pela insistência.

Um abraço
Título: Re: Para entender Deus, temos que ser iguais a Ele.
Enviado por: Conforti em 30 de Maio de 2011, 23:03
          Conde   (ref #24) 
          Cito o amigo:
          “... o trabalho nos proporciona o desenvolvimento intelectual que nos possibilita conhecer a verdade que nos liberta”.
          Cel: amigo Conde, vc compreende assim? Que  é o trabalho que proporciona o desenvolvimento intelectual que nos possibilita conhecer a verdade libertadora? O conhecimento intelectual se refere às coisas do mundo; e está sempre dentro dos estreitos limites de nossa mente medíocre e finita. Mas, a verdade que liberta está na área do divino, além de qualquer concepção de nossa inteligência ou imaginação; nem mesmo aquele que conhece a Verdade tem condições de  falar sobre ela, pois ela está além do intelecto e da compreensão dos homens. Por isso Paulo disse: “... q subiu ao terceiro céu e lá ouviu e viu coisas inefáveis”, como o Buda falou a quem o inquiria sobre a verdade: “Essa pergunta é irrelevante; venha e veja por si mesmo!”; e os sábios ensinam: “Tenha sua própria experiência!”; os filósofos da antiga Grécia: “Conhece-te a ti mesmo e serás Deus”. Esse é o “mistério” da verdade.
          Conde:
          “Bem observado amigo, faltou o desenvolvimento moral que também é fruto desse trabalho, e é o mais importante. Ele vem pelas vias dos sentimentos e das emoções, que muitas vezes não é compreendido pelo intelecto e portanto não aceito por ele”.
          Cel: pediria, para entender, q o amigo explicasse de qual trabalho, no seu entender, é fruto o desenvolvimento moral. Trabalho físico, intelectual, treinamento de amor aos semelhantes...? E como chega ele pelas vias dos sentimentos e emoções? Perceba que sentimentos e emoções podem até mesmo nos afastar do desenvolvimento moral, concorda?
           Veja, meu amigo, quem foi que criou (segundo as doutrinas) seres propensos a errarem tanto que necessitam de séculos para realizar o que poderiam fazer em anos? O Deus todo poderoso criou seres destinados, todos eles sem exceção, obrigatoriamente, aos sofrimentos... ???!!!  Podemos sequer imaginar que essa afirmação seja uma verdade? Onde estariam, então, o infinito amor e a infinita justiça?
          Cde:
          “Creio que o amigo faz uso de seu livre arbítrio quando se dispõe de seu tempo para tentar aqui levar algumas pessoas a compreensão de Deus e da vida...”
          Cel:  Já lhe dei minha visão sobre o livre-arbítrio; não existe, seja de quem for, uma escolha ou decisão que seja <livre>; todas estão. irretorquivelmente, <presas> ao nosso passado. E, além disso, nada decidimos por nós mesmos, pois somos o resultado ou efeito de tudo aquilo ou causas que aconteceram, desde o mais remoto passado, antes de nós. Não somos nós que nos fizemos o que somos neste mesmo momento; a vida, com todas as inúmeras experiências pelas quais passamos, é que nos faz ser o que somos neste momento: bons ou maus, felizes ou infelizes, alegres ou tristes. Ninguém se faz por si só; é a vida que constrói cada um e o faz como ele é.
          Amigo Conde, em respeito às regras do fórum, fico por aqui. Lembre-se de que tudo que coloquei tem apenas um objetivo: leva-lo à reflexão.
          Se me permite, sugiro que, neste fórum, vá ao tópico “Carta ao buscador de Deus”, ou acesse o Blog http://www.obuscadordedeus.blogspot.com.
          Amigo Conde, forte abraço.
          Perceba que Deus está em você.


Título: Re: Para entender Deus, temos que ser iguais a Ele.
Enviado por: JT em 22 de Junho de 2011, 23:36
Olá,

eu vou meter a colher, mas é de chã, ou seja, vou ser breve. Se calhar é da idade.

«Para entender Deus, temos que ser iguais a Ele» fica a ideia que nós não estamos contidos em Deus, que somos separados.

Eu diria que é possível Conhecê-lo sem que sejemos espíritos puros, assim como não somos australopitecus quando nos comportamos como tal.

abraço
Título: Re: Para entender Deus, temos que ser iguais a Ele.
Enviado por: Conforti em 13 de Julho de 2011, 21:15
      JT   (ref #26)
      Amigo JT, não sei porq não estou mais recebendo notificações de novas respostas do Fórum; por isso, só hoje, respondo esta sua msg de 22 de junho.
      Vc colocou:
    “«Para entender Deus, temos que ser iguais a Ele» fica a ideia que nós não estamos contidos em Deus, que somos separados”.
      Cel: não é bem assim, meu amigo; somos contidos em Deus e Deus está contido em nós, como Jesus e Paulo, místicos, sábios e ciencia afirmam. Contudo, ilusóriamente não somos iguais a Ele em face da visão distorcida do mundo q o ego nos dá. Assim, suprimido o ego, percebemos o q sempre fomos, como Jesus, Paulo e muitos outros perceberam: “eu e o Pai somos um”. E, qdo perdendo o ego, o véu de Maya (ilusões) se vai, vamos perceber que “voltamos” ao lugar de onde nunca havíamos saído: a Deus.
      Um abraço.


Título: Re: Para entender Deus, temos que ser iguais a Ele.
Enviado por: Goedert em 14 de Julho de 2011, 13:31
Coronel,

E qual é o ensinamento, ou doutrina, ou prática que devemos cultivar para suprimir o ego nesta mesma vida? Que seja passível de experimentar os benefícios aqui e agora?
Título: Re: Para entender Deus, temos que ser iguais a Ele.
Enviado por: Conforti em 14 de Julho de 2011, 16:29
      Goedert   (ref #28)
      Amigo, bom dia. Vc pergunta:
      “E qual é o ensinamento, ou doutrina, ou prática que devemos cultivar para suprimir o ego nesta mesma vida? Que seja passível de experimentar os benefícios aqui e agora?”
      Cel: O amigo, estudioso do Budismo, deve conhece-la. É verdade q ela vem de um Budismo modificado, vamos dizer, livre de muitas teorias e discursos para ser entendido. É o Zazen q pode levar à eliminação total do ego e, com isso, à reaquisição de nossa verdadeira identidade com o Todo; na verdade, nunca a perdemos, mas está escondida à nossa percepção, sob as ilusões criadas pelo próprio ego. Não é essa, também, a solução dada pelo Buda?
      A palavra Zen significa meditação; zazen é a prática da meditação sentado; é a prática para se ver diretamente a realidade.  Para o Zen, enquanto restar um leve traço de consciência não há Zen. Somente quando a mente está vazia de tudo, pureza ou impureza, estará absolutamente pura. Como ensina o roshi (mestre Zen), o homem é como um viajante perdido no deserto, sem água nem comida. Após o satori, é como um monarca absoluto. Não é mais escravo de nada e de ninguém. Está totalmente liberto e em bem-aventurança (‘Conhecereis a verdade e a verdade vos libertará’). Desde o desabrochar da nossa mente, no nascimento, somos condicionados a responder às condições externas e internas de uma maneira lógica, analítica e conceitual. O Zen procura destruir, duma vez, esse condicionamento e reconstruir a velha estrutura numa base inteiramente nova. É evidente, portanto, que meditar em afirmações metafísicas, religiosas ou simbólicas, produtos da mente humana, não leva a nada, não desempenha qualquer papel para a aquisição da “luz”.
      Satori é um relâmpago que traz, à consciência, uma verdade jamais suspeitada. É como um terremoto, ocorrendo num instante, quando o empilhamento de “materiais” mentais chega ao limite da estabilidade; tudo desaba e o céu se abre (é totalmente natural; compara-se a qdo o ponto de congelamento é alcançado, a água, de súbito, se transforma em gelo). É um renascimento, o “novo homem” dos evangelhos; é a aquisição de um novo ponto de vista. Destruído o ego, o mundo real surge numa roupagem nova, que cobre todos os dualismos, pois estes não passam de ilusões.
      Por aí se vê que a meditação dirigida a um pensamento ou conceito fixo, não é Zen. Neste tem de haver satori, só possível se a mente não se fixar em nada, nem Deus, Cristo, Buda. Só quando não há um traço de consciência é Zen. Por isso dizem os mestres: “Eqto houver, em tua mente, o mais leve vestígio de diferença entre o bem e o mal, ainda não és dos nossos”. Todos os conceitos e palavras, raciocínios, expectativas, lembranças, bem como os termos acima, são relativos. O Zen liberta a mente humana dessa falsa identificação com o ego psicológico, trazendo um enfoque totalmente diferente daquele a que estamos habituados pelas convenções humanas.
      O Buda, vc sabe disso, lutou muito para encontrar como escapar da escravidão à maya, do círculo vicioso do ‘apego-à-vida’. Por mais que se concentrasse sobre a própria mente, atrás de respostas, nada conseguiu. Quando desistiu de lutar, subitamente lhe veio um estado de perfeita clareza e compreensão. Era o “completo despertar”, a libertação de maya, do samsara. Mas, o conteúdo dessa experiência não pode ser traduzido em palavras. (Paulo: “... e lá vi e ouvi coisas inefáveis”). O Buda nunca disse uma palavra sobre experiência; qdo interrogado, respondia: “essas perguntas são irrelevantes: venha e veja por si mesmo”. Mas, ensinou as quatro verdades:
      1) A identificação da doença do mundo: a dor, por estarmos ligados às coisas que nos fazem sofrer, e separados das coisas que nos dão prazer. A vida, como a vivemos, é sofrimento, devido à frustração que resulta de tentarmos o impossível; o mundo está sempre mudando (é impermanente) e, por isso, não conseguimos tornar duradouras as coisas que nos dão prazer.
      2) A causa dessa doença: a frustração, o apego e desejo de posse, devidos à nossa ignorância ou inconsciência (consciência restrita, pequena, resultante de interpretar a vida pela ótica do ego). É o estado da mente que não acordou, hipnotizada por maya, de modo que toma o mundo dual e abstrato, das coisas e acontecimentos, como o mundo da realidade. Vem da falta de auto-conhecimento, o que nos traz uma visão ilusória. Tentar agarrar a vida é autofrustração, pois ela não passa de um fluir, de impermanência, de mudança contínua das coisas e acontecimentos. Tentar agarrá-la é ação condicionada, baseada num motivo e buscando um resultado; isso é o karma pois sempre requer uma ação posterior. O homem se envolve com o karma quando interfere com o mundo de tal modo que é obrigado a continuar com a interferência, pois a solução de um problema cria mais problemas. Inconscientemente, constrói uma armadilha e ele mesmo cai nela. Essa a razão de todo o sofrimento.
      3)O prognóstico quanto à possibilidade de cura: a possibilidade de cessar a auto-frustação vinda da tentativa de agarrar, conduta viciosa (condicionada pelo ego) que gera todo sofrimento. Cessando o ego, eis o nirvana, o cessar das ondas, redemoinhos ou círculos da mente. É ver a inutilidade de tentar agarrar a vida; é reconhecer que a vida acaba sempre por derrotar nossos esforços para controlá-la; que toda a luta humana não passa de uma tentativa de agarrar nuvens. Os redemoinhos são os pensamentos através dos quais a mente se esforça por agarrar o mundo e a si mesma. Esta terceira verdade surge da tentativa de encontrar uma solução para o problema até que, depois de buscar em todos os caminhos, a extrema futilidade do processo seja tão “sentida” que este acabe por se perder, e a mente descubra seu estado natural que escapa a qualquer definição e é incomensurável e infinito. 
      Nirvana é o estado de Buda. Ele só pode ocorrer espontânea e naturalmente, quando se percebe o total absurdo que é tentar agarrar a vida.
      4) A prescrição do remédio: é o método pelo qual a auto-frustração é aniquilada. Traz a correta compreensão da condição humana e do mundo tal como ele é, e exige uma viva “atenção ao mundo como é percebido a cada instante” (pela ação de ver, ouvir, sentir, cheirar, degustar, isto é, as ações dos sentidos, que são, no primeiro instante, atemporais e, num segundo instante, devido a associações daqueles estímulos com o que temos na memória, tornam-se condicionadas) de modo a não ser iludido por nomes ou rótulos; é pura experiência, pura compreensão, onde não há lugar para o dualismo de observador e coisa observada, sujeito e objeto.
      Abraços.


Título: Re: Para entender Deus, temos que ser iguais a Ele.
Enviado por: Goedert em 14 de Julho de 2011, 17:51
Não amigo Coronel, não é essa a solução dada por Gotama o Buda e nem mesmo a do Zen.

O Zazen é apenas uma meditação, um estado mental impermanente.
Título: Re: Para entender Deus, temos que ser iguais a Ele.
Enviado por: filhodobino em 14 de Julho de 2011, 18:03
Amados,
Citar
Só para lembrar aos amigos: todo o misticismo, todos os místicos, mestres e sábios e, atualmente, muitos dos mais renomados cientistas e a ciência mais avançada do mundo afirmam a mesma coisa: “Somos um só; não há dois: a mente não tem plural. Isso não significa que a barreira entre o homem e Deus tenha caído, pois ela nunca existiu”.

Clique aqui para ler mais: http://www.forumespirita.net/fe/outras-doutrinas-espiritualistas/para-entender-deus-temos-que-ser-igual-a-ele/#ixzz1S6Dy4aKA


Tópico: Para entender Deus, temos que ser iguais a Ele.

Todas as ideias são indicativas do pensamento humano, logo, respeitáveis para nelas pensarmos.
Pensando e as estudando, atualmente estudo a essência das ideias, e para que a essência de uma ideia se enraíze em minha mente, procuro a essência sob vários ângulos... e fiquei a me questionar:
Se para compreender Deus, terei que ser igual a Ele...
Para compreender um facínora também deverei ser igual a Ele?
Saúde e Paz!
Título: Re: Para entender Deus, temos que ser iguais a Ele.
Enviado por: Goedert em 14 de Julho de 2011, 18:15
Citação de: filhodobino
Se para compreender Deus, terei que ser igual a Ele...
Para compreender um facínora também deverei ser igual a Ele?

De fato, filhodobino, não é assim.

Porém existe no mundo pessoas presunçosas que creem nesta idéia.

O amigo ironisa muito bem em sua argumentativa, demonstrando tamanha tolice na afirmativa de se igualar ao um ser para entendê-lo.

Definitivamente os sábios não fazem isso, pelo contrário, eles abarcam com sua mente a mente do ser que ele pretende entender e projeta em sua própria mente as intenções, pensamentos, memória e reações do outro ser. Porém ele não se influência ao abarcar a sua mente na mente do outro ser, ele é como o óleo que não se mistura com a água.

É assim que se entende um outro ser sem presunção e julgamento pedantistas.
Título: Re: Para entender Deus, temos que ser iguais a Ele.
Enviado por: filhodobino em 14 de Julho de 2011, 18:40
Citação de: filhodobino
Se para compreender Deus, terei que ser igual a Ele...
Para compreender um facínora também deverei ser igual a Ele?

De fato, filhodobino, não é assim.

Porém existe no mundo pessoas presunçosas que creem nesta idéia.

O amigo ironisa muito bem em sua argumentativa, demonstrando tamanha tolice na afirmativa de se igualar ao um ser para entendê-lo.

Definitivamente os sábios não fazem isso, pelo contrário, eles abarcam com sua mente a mente do ser que ele pretende entender e projeta em sua própria mente as intenções, pensamentos, memória e reações do outro ser. Porém ele não se influência ao abarcar a sua mente na mente do outro ser, ele é como o óleo que não se mistura com a água.

É assim que se entende um outro ser sem presunção e julgamento pedantistas.

Aceito o pensamento, até que descubra algo melhor... se houver...
Isto posto, para em essência me posicionar, devo também descartar em essência a ideia de unicidade, o que marca então retorno à dualidade...
Saúde e Paz!
Título: Re: Para entender Deus, temos que ser iguais a Ele.
Enviado por: Conforti em 15 de Julho de 2011, 20:29
      Filhodobino   (ref #31)

      Cel: xará amigo; vc, estudioso, sabe q mesmo psicólogos e psicanalistas não entendem, senão superficialmente, a mente de quem quer q seja, talvez nem mesmo a deles. “Ser igual a Deus” é apenas uma simplificação mais fácil de ser entendida do que se dizer “ser Deus, confundir-se com Deus, ser Um com Deus”. Muitos, além de Jesus, puderam dizer isto: “eu e o Pai somos Um”.
      E qto à compreensão dessa idéia, vc pode questiona-la sob “n” ângulos, q nunca a compreenderá. Ela só pode surgir qdo vc se dedica à meditação.

      Forte abraço.

Título: Re: Para entender Deus, temos que ser iguais a Ele.
Enviado por: filhodobino em 16 de Julho de 2011, 15:01
      Filhodobino   (ref #31)

      Cel: xará amigo; vc, estudioso, sabe q mesmo psicólogos e psicanalistas não entendem, senão superficialmente, a mente de quem quer q seja, talvez nem mesmo a deles. “Ser igual a Deus” é apenas uma simplificação mais fácil de ser entendida do que se dizer “ser Deus, confundir-se com Deus, ser Um com Deus”. Muitos, além de Jesus, puderam dizer isto: “eu e o Pai somos Um”.
      E qto à compreensão dessa idéia, vc pode questiona-la sob “n” ângulos, q nunca a compreenderá. Ela só pode surgir qdo vc se dedica à meditação.

      Forte abraço.

Então querido irmão,
diante da simplicidade da vida,
pressupomo-nos já aptos... o que não se nos mostra vero...
senão vejamos...

Desejei, existir...
Cogitando logo existo...
posto que não me lembro...
Existindo e cogitando e voluntariamente
desistindo do que fui e que não era eu...(1)
Para que enfim algum dia possa cogitar,
seja eu... Uno enfim...(2)

(1) - Quando no instinto, me impuseram isso, para aprender...
(2) - Até que me apronte por mim mesmo... sou dual... e só, e tão somente só depois desse apto é que poderei me tornar uno...
Por isso penso em lógica, que se me pensar uno já, é ilusão...
Saúde e Paz!

Título: Re: Para entender Deus, temos que ser iguais a Ele.
Enviado por: Conforti em 17 de Julho de 2011, 02:38
      Filhodobino   (ref #35)
      O xará colocou:
      “... diante da simplicidade da vida, pressupomo-nos já aptos... o que não se nos mostra vero...
senão vejamos...”
      Cel; meu caro xará e irmão, onde estará essa simplicidade da vida q ninguém vê? E pressupomo-nos aptos a compreender ou aptos de todo por nos percebermos o Espírito? Para mim, nem uma coisa nem outra é a realidade. Não estamos aptos a compreender perfeitamente as coisas de Deus, nem para nos sentirmos Um com Ele, porq não aprendemos, ainda, como afastar aquilo q nos estorva a percepção dessa verdade: o ego, q nos dá interpretação distorcida do mundo.
      Filhodobino:
      “Desejei, existir... Cogitando logo existo... posto que não me lembro... Existindo e cogitando e voluntariamente desistindo do que fui e que não era eu... Para que enfim algum dia possa cogitar,
seja eu... Uno enfim...
      (1) - Quando no instinto, me impuseram isso, para aprender... (2) - Até que me apronte por mim mesmo... sou dual... e só, e tão somente só depois desse apto é que poderei me tornar uno...”
      Cel: a charada q vc me apresenta, não a entendo com tantas reticências. Mas, vamos tentar:
      “Desejei, existir...”
      Será isso uma verdade?
      “Cogitando, logo existo...”
      Está é outra frase tida como verdade e nos esquecemos de q uma coisa q foi considerada verdade por séculos ou milênios, seja, pelo tempo decorrido, realmente uma verdade. A própria ciência moderna, trouxe nova dimensão para essa frase: “Opto, ergo sum”, mas sendo o sujeito da oração o Sujeito Absoluto, a Consciência única, universal, q escolhe através de nós.
      “... posto que não me lembro... Existindo e cogitando e voluntariamente desistindo do que fui e que não era eu... Para que enfim algum dia possa cogitar, seja eu... Uno enfim...”.
      Xará, o fato de não lembrar-se e dizer-se existindo e cogitando e desistindo do q seja, é resultante do mesmo estorvo citado acima; é ele q nos enche de ilusões e ignorância de nossa verdadeira identidade e ficamos confusos como vc está, agora; apenas isso.     
      Aquele abraço e bom domingo.






Título: Re: Para entender Deus, temos que ser iguais a Ele.
Enviado por: JT em 20 de Julho de 2011, 22:33
Viva,

Coronel, o Sr. entende Deus?
Título: Re: Para entender Deus, temos que ser iguais a Ele.
Enviado por: Conforti em 21 de Julho de 2011, 00:35
      JT   (ref #37)
      Olá, amigo JT, quem sou eu para entender Deus? Posso mesmo dizer q O entendo através das palavras de Jesus, Paulo, sábios, místicos, iluminados, daqueles que viveram a experiência da união com Deus (por Einstein e Jung (?) denominada “experiência de concordância universal”) e, hoje, das conclusões e filosofia vindas das revelações da ciência moderna.
      Cito o q coloquei na msg #36 anterior:
     “Não estamos aptos a compreender perfeitamente as coisas de Deus, nem para nos sentirmos Um com Ele, porq não aprendemos, ainda, como afastar aquilo q nos estorva a percepção dessa verdade: o ego, q nos dá interpretação distorcida do mundo”.
      Forte abraço.


Título: Re: Para entender Deus, temos que ser iguais a Ele.
Enviado por: filhodobino em 21 de Julho de 2011, 13:35
Querido e amado companheiro meu Xará Coronel...
Saúde e Paz!

Irmão,
Embora perceba uma certa coerência, sinto que algo está sendo entendido com certa precipitação nesse estudo comparado entre física quântica e compreensão de como se produziu o universo.

Exemplo:
O mesmo princípio é empregado na produção dos processadores, a partir de elemento simples como o é a sílica...
Que em sendo empregado o mesmo principio holográfico, responde por imprimir características condutoras ao chip, na medida da idealização para suas finalidades.

veja aqui: http://www.hardware.com.br/livros/hardware/como-sao-fabricados-processadores.html

Essa idéia, não faz do silício nem do feixe luminoso, deus, nem de seu descobridor, pois em sendo descobridor não foi seu criador, posto que só se descobre o que já existe.

Todavia, penso esse assunto como de elevadas possibilidades educadoras, onde defino meus profundos sentimentos respeitosos, mas, reservando-me em não entender como questões divinizantes...

Saúde e Paz!
Título: Re: Para entender Deus, temos que ser iguais a Ele.
Enviado por: Conforti em 21 de Julho de 2011, 14:45
      Filhodobino   (#39)
      Meu xará e amigo, como vai?

      Xará, vc colocou:
      “Embora perceba uma certa coerência, sinto que algo está sendo entendido com certa precipitação nesse estudo comparado entre física quântica e compreensão de como se produziu o universo”.
      Cel: devo ter me expressado mal; ali não está qualquer tentativa de se fazer compreender como foi “produzido” o universo; apenas está a comprovação,  depois de milhares de experimentos com todo rigor científico, de q a matéria, q é apenas mais uma forma de energia, só se manifesta aos sentidos humanos se houver um ser senciente observando; antes da observação, tudo, o universo todo existe como energia e possibilidades de percepção por todos nós qdo há um observador.

      Um forte abraço.

 


Título: Re: Para entender Deus, temos que ser iguais a Ele.
Enviado por: filhodobino em 21 de Julho de 2011, 15:49
      Filhodobino   (#39)
      Meu xará e amigo, como vai?

      Xará, vc colocou:
      “Embora perceba uma certa coerência, sinto que algo está sendo entendido com certa precipitação nesse estudo comparado entre física quântica e compreensão de como se produziu o universo”.
      Cel: devo ter me expressado mal; ali não está qualquer tentativa de se fazer compreender como foi “produzido” o universo; apenas está a comprovação,  depois de milhares de experimentos com todo rigor científico, de q a matéria, q é apenas mais uma forma de energia, só se manifesta aos sentidos humanos se houver um ser senciente observando; antes da observação, tudo, o universo todo existe como energia e possibilidades de percepção por todos nós qdo há um observador.

      Um forte abraço.

Amado, do meu coração, meu dileto companheiro de estudos e xará, Coronel...

Sei que não és dado a melindres, pelo que já o conheço nestas muitas páginas digitadas...

Por isso vou fazer uma colocação...

Estudante de misticismo, eu o sou e sei que o amado irmão também o é...
Entendo o estudo do misticismo, como entendo o estudo do espiritismo, ou seja, no fundo ambos nos ensinam a não divinizar o que se presta ao estudo e desenvolvimento de nossas inteligências encarnadas...
No passado até lá encontramos alguma utilidade em divinizar míticos e místicas convenções...
Se hoje, esse é artigo de fé no coração do meu amado irmão, deixarei imediatamente de incitá-lo aos debates, posto que por fé respeito em grau máximo e não discuto...
Filosofo religião, pois religião enquanto não seja para o filósofo artigo de fé e sim de compreensão, não ofende meus irmãos...

Então penso, que tudo que somos capazes de induzir como divinizante, é ligado a construção do universo...
Óbvio, posso estar muito errado, mas ainda é o que penso a respeito da maravilha que é estudar os mitos e os misticismos, justamente para entendê-los e não me transformar em gurú mestre de qualquer um deles. Bem mesmo assim vejo também o Espiritismo e o Cristianismo, não exatamente como religião, sagrada, holly, sancta...sancta...sancta... mas com todo respeito, excelentes para nossa compreensão e evolução...

Saúde e paz!
Título: Re: Para entender Deus, temos que ser iguais a Ele.
Enviado por: Conforti em 21 de Julho de 2011, 20:45
      Filhodobino   (ref #41)

      Cito o amigo Filhodobino:
      “Entendo o estudo do misticismo, como entendo o estudo do espiritismo, ou seja, no fundo ambos nos ensinam a não divinizar o que se presta ao estudo e desenvolvimento de nossas inteligências encarnadas...”
      Cel: xará, minha compreensão é exatamente oposta à sua: para os místicos (como para a ciência moderna) nada existe q possa ser divinizado, pois como divinizar aquilo q já é? Para o misticismo e para a ciência só existe uma mente/consciência/espírito e nós somos essa mente (“Eu e Pai somos um”; “Não sou mais eu q vivo, mas o Cristo é que vive em mim”).
      Xará, essa concepção dos místicos vem de desde muitos séculos a.C! Para a ciência moderna, somente agora, de 100 anos para cá, essa é uma verdade revelada pelos laboratórios e instrumentos científicos de última geração, enquanto para os místicos, essa é uma verdade revelada apenas pelo laboratório q a natureza lhes oferece: a própria mente, como o amigo deve saber.
      Forte abraço e desejos de saúde.   



Título: Re: Para entender Deus, temos que ser iguais a Ele.
Enviado por: JT em 24 de Julho de 2011, 13:19
Olá, (continua de #38)

Entende através de ..., é semelhante a ver através dos olhos de ..., o que é o mesmo que dizer que é cego.

Richard Maurice B. diz que a Iluminação (Consciência Cósmica) é uma nova faculdade, que só ainda alguns membros mais adiantados a possuem; esta faculdade um dia será adquirida pelo ser humano comum.

Falar sobre Deus, indagar sua natureza, etc, etc, etc, podemos fazê-lo. No entanto, ser conclusivo como o Coronel está a ser quando posta um título «Para entender Deus, ... » afasta-o da Verdade e ainda por cima quando explica o seu porquê, ainda se afasta mais.

Lamento Coronel. Jesus é o Caminho, a Verdade e a Vida.

Abraço