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CONVÍVIO => Off-topic => Espiritualismo => Tópico iniciado por: Conforti em 26 de Maio de 2013, 17:06

Título: O que Jesus realmente ensinou
Enviado por: Conforti em 26 de Maio de 2013, 17:06

(17)        O QUE JESUS REALMENTE ENSINOU
                            (jcl-ribpreto-2006)
                                 
       Infelizmente, os mais importantes ensinamentos de Jesus não são divulgados pelas igrejas cristãs. Nestas, ensina-se sobre a vida desse homem iluminado, mas quase nada sobre aquilo que ele, em seu tempo, tentou ensinar e fazer com que os discípulos e o povo compreendessem. Ele ensinou sobre o reino de Deus, enquanto as igrejas cristãs ensinam sobre sua vida.
..........................................................
       Jesus teve o percebimento de que ele era a própria divindade, ‘eu e o Pai somos um’. Compreendeu, então, e ensinou que o caminho é para dentro, para o interior do próprio ser humano, e mostrou isso ao afirmar, de modo claro, que ‘o eu é o caminho, a verdade e a vida’, como igualmente ensinaram outros, entre eles S. Agostinho ao dizer que, depois de muito procurar por Deus fora, nas coisas do mundo, foi encontrá-lo dentro dele mesmo. 
       Do mesmo modo, Teresa de Ávila dizia ser absurdo buscarmos Deus fora de nós, nos céus; que devíamos, antes, procurá-lo dentro de nós mesmos, pois é em nossa alma que o Senhor habita, como Paulo também falou: ‘O Senhor habita em vossos corações”, “Vós sois o templo do Altíssimo’.
       Jesus ensinou a nos fecharmos em nós mesmos (nada de fora a nos perturbar) e, em em oculto, em segredo, isto é, em silêncio total, inclusive mental, ‘orarmos’ ao Pai que, em oculto, ali dentro, nos ouve, mas essa oração não é aquilo que imaginamos ser. 
       Como ensinou Teresa de Ávila, santa dos católicos, é a ‘oração de recolhimento’, na qual se recolhem todos os sentidos, lembranças, expectativas, enfim, todas as operações mentais; se bem realizada, entra-se, espontaneamente, na ‘oração de quietude’, na qual há total silêncio mental; o cérebro, a mente, cessam sua ação e o ego se afasta. E, quando o ‘eu não é, Deus é’. O único obstáculo para a aproximação do divino é o ego, com todas suas idiossincrasias (maneira própria de sentir, de compreender; lembranças, expectativas, ilusões, crenças, ignorância, remorsos, emoções, culpas, desejos, medos), que poluem a consciência localizada (individual), não permitindo que ela perceba a divindade que nela habita.
       Jesus disse: ‘ninguém vai ao Pai senão por mim (pelo Eu)’, e ‘eu sou (o Eu é) o caminho, a verdade e a vida’, isto é, no Eu está o caminho, que é, pois, para dentro de nós mesmos; aí está a verdade e a vida. Ele falou também: ‘não direis que o reino está ali ou acolá, pois o reino de Deus já está dentro de vós’, como Paulo, que disse muitas vezes: ‘não sabeis que sois o templo do Altíssimo e que o Altíssimo habita em vós?’
       As igrejas esqueceram esses ensinamentos e se ativeram à história da vida de Jesus, não transmitindo as coisas profundas que Jesus tentava comunicar ao povo. No cristianismo primitivo, o cristianismo dos primeiros séculos, o objetivo primordial da religião era re-ligar a criatura ao Criador, isto é, levar o ser humano à união pessoal com Deus. (Santa) Teresa de Ávila, doutora teologal da igreja de Roma, ensinava q essa união pode se dar através da ‘oração de recolhimento’ e da ‘oração de quietude’; por uma extensa gama de fatores, a igreja, entre outras coisas, esqueceu de ensinar.
       Na ‘oração de recolhimento’, a pessoa deve ‘recolher’ suas faculdades, como lembranças, expectativas, imaginações, desejos e emoções, e os sentidos, pois tudo isso é apenas obstáculo à oração. Se a oração de recolhimento for bem feita, redundará na ‘oração de quietude’, isto é, na quietude total da mente e do cérebro, que, então, sem nada que os perturbe ou ‘polua’, ficam em silêncio. Ocorre, daí, na mente, um total vazio, com a possibilidade de vir a ser preenchido por aquilo a que denominamos Deus. Como disse Ken Wilber, ‘o vazio que você vê quando olha atento para o nascedouro dos pensamentos pode, num relâmpago, mostrar a Realidade’. E como João da Cruz ensinou: ‘Na escuridão, a luz’.
       A oração de quietude nada mais é que a ‘meditação’ dos tempos antigos e atuais; exige a preparação, que consiste no recolhimento, ou cessação, sem esforço, de qualquer movimento mental. Cessando o movimento mental, sobrevirá a quietude do cérebro, isto é, cessa a interferência do ‘eu/ego’ e, como afirma o profeta bíblico, ‘Aquieta-te e sabe: eu sou Deus!’, isto é, quando o ego é afastado de nossa percepção, o que percebemos é o próprio Deus. Quando ‘o eu não é, Deus é’. O obstáculo que nos impede a percepção do divino é, portanto, nosso próprio ego, a nossa mente localizada, com todo o seu conteúdo condicionado.
       Para conseguir esse estado de silêncio, é necessário que o pensamento, e tudo o mais que passa pela mente, cessem, e a atenção é fator decisivo para esse fim. A primeira lição de Teresa de Ávila, às noviças, era ‘atenção! atenção! atenção!’, ao momento presente, ao aqui-agora, sem lembranças, ressentimentos ou remorsos acerca do passado, e sem devaneios, sonhos ou expectativas, desejos e imaginações sobre o futuro. Daí ter Jesus ensinado que ‘a cada dia basta seu cuidado’ e que não nos preocupássemos com muitas coisas, já que ‘os lírios do campo e as aves do céu nem fiam nem plantam’, mas têm o abrigo e o alimento necessários, supridos que são pelo eterno e único supridor.
       Um dos principais ensinamentos do iluminado, tanto que muitas vezes exorta-nos sobre isso, foi sobre a importância da atenção. Nesse sentido, a parábola das virgens prudentes e das insensatas; a do servo fiel, que aguardava a volta do patrão, e outras mais. Jesus enfatizou, sobremaneira, a realização do reino de Deus (‘buscai em primeiro lugar o reino de Deus’) afirmando que ele já está dentro de nós (‘não direis: ‘ei-lo aqui’, nem ‘ei-lo acolá porque o reino de Deus está dentro de vós’); que a percepção dessa realidade é a coisa mais importante que o ser humano tem a fazer (Jung) (‘o demais vos virá por acréscimo’), tanto que devemos, até mesmo, abandonar tudo o mais para termos esse percebimento. Assim, as parábolas do comprador de pérolas e a do homem que encontrou um tesouro no campo...
       Fez ver que esse tesouro é mais importante que tudo o mais, a nada se comparando, em particular quando aconselhou a ‘buscar, em primeiro lugar, o reino de Deus’, porque, encontrado o reino, a iluminação, ‘tudo o mais virá por acréscimo’.
       Disse, também, quando, pregando na sinagoga, lhe falaram que sua mãe e seus irmãos o procuravam: ‘Quem são minha mãe e meus irmãos? Minha mãe e meus irmãos são aqueles que ouvem as minhas palavras e as cumprem’, isto é, aqueles que buscam e, eventualmente, encontram o reino de Deus, pois esses seguiram seu conselho, são de sua mesma natureza, perceberam o que ele percebeu, realizaram o reino em si mesmos e, desse modo, compreenderam e podem também ensinar aquilo que ele ensinou.
       Também, em afirmações aparentemente absurdas, disse que para essa busca, se preciso for, devemos ‘abandonar pai e mãe’ e que ele ‘não veio trazer a paz, mas a espada’, numa indicação de que aquele que deseja encontrar o ‘reino’ deve se violentar nos costumes e apegos, e não fazer o que o homem comum faz, porque, como Paulo ensinou, ‘a sabedoria de Deus é loucura para os homens’ e ‘a sabedoria dos homens é estultícia para Deus’.
       Jesus ensinou, também, que o homem e Deus são um só ser, uma só mente, quando afirmou que ‘eu e o Pai somos um’, como também Paulo, em suas epístolas, dizendo ‘já não sou mais eu que vivo, é o Cristo que vive em mim’, que somos ‘co-herdeiros’ do reino e que somos iguais a Jesus, pois ‘se nós não ressuscitarmos, nem Jesus ressuscitou’. 
       Jesus era um iluminado, isto é, um homem que percebeu que ele e o Pai são um só. Como todos os iluminados, Jesus não se calou e se dedicou a ensinar ao povo como chegar, também, a essa realização. Muitos não compreenderam suas parábolas e seu sermão, pois ele falava do ponto de vista daquele que se realizou. Assim, a estranheza despertada por sua recomendação de se oferecer a outra face ao ofensor, de dar também a capa, a quem lhe tirar as vestes, de orar pelos que nos fazem o mal, de perdoar setenta vezes sete vezes os que nos ofendem. Nada disso é estranho para um iluminado; ele já compreende e ama sem condições pois, pela iluminação, teve despertados o amor, como testemunham, quase insuportável pelos semelhantes, a sabedoria e a compaixão.
       Também, exortou, àqueles que chegaram á ‘luz’, que não a escondam sob o alqueire, mas a coloquem sobre o velador, para que ilumine a todos, isto é, ensinem suas verdades, a fim de que todos os que ainda estão na escuridão da ignorância tenham a mesma percepção que ele teve. Dessa percepção advêm bem-aventurança e compaixão, e pela compaixão, ante os sofrimentos e conflitos sem fim do ser humano, muitos enfrentaram a morte por não se calarem, tentando levar aos demais a bem-aventurança que a experiência lhes trouxe, assim como ensinar-lhes o caminho para realizá-la.
............................ continua mais pequenos trecho.......................
Título: Re: O que Jesus realmente ensinou.
Enviado por: Moises de Cerq. Pereira em 26 de Maio de 2013, 20:26


algo estranho né coronel ?

http://mascarasdedeus.forumeiros.com/t146-17-o-que-jesus-realmente-ensinou

http://www.portalespirito.com/forum/viewtopic.php?f=3&t=6025
Título: Re: O que Jesus realmente ensinou.
Enviado por: Conforti em 26 de Maio de 2013, 22:06
       Moisés.

       Olá, amigo, não entendi sua mensagem! Se me apontar a estranheza, conversaremos sobre ela.
......................
Título: Re: O que Jesus realmente ensinou.
Enviado por: Conforti em 26 de Maio de 2013, 22:12
    O que Jesus realmente ensinou     ...... fim...

... Também, exortou, àqueles que chegaram á ‘luz’, que não a escondam sob o alqueire, mas a coloquem sobre o velador, para que ilumine a todos, isto é, ensinem suas verdades, a fim de que todos os que ainda estão na escuridão da ignorância tenham a mesma percepção que ele teve. Dessa percepção advêm bem-aventurança e compaixão, e pela compaixão, ante os sofrimentos e conflitos sem fim do ser humano, muitos enfrentaram a morte por não se calarem, tentando levar aos demais a bem-aventurança que a experiência lhes trouxe, assim como ensinar-lhes o caminho para realizá-la.
       Essa experiência, que coloca o homem em seu verdadeiro lugar no universo, mostrando-lhe que ‘eu e o Pai somos um’, é a experiência que, no dizer de Jung, representa o ‘sumum bonum’ para quem a teve, nada mais lhe sendo necessário, pois ‘o demais lhe virá por acréscimo’. Como Buda afirmou, ‘a iluminação é o fim de todo sofrimento’ e Jesus: ‘conhecereis a verdade e a verdade vos libertará’.   
        Em diferentes épocas e lugares, os homens que ‘perceberam’ afirmaram que a vida só tem significado quando se chega ao verdadeiro autoconhecimento, isto é, ao conhecimento do que realmente somos. Por isso, a afirmação dos iluminados de que, enquanto estamos na escuridão, isto é, na ignorância do que somos, por não termos chegado ainda ‘lá’, não passamos de seres incompletos, ‘subumanos’, e que a vida só adquire significado quando temos a experiência de Deus (Teresa de Ávila: ‘tudo o mais é lixo se comparado com essa realização’; Maharesh Marish Yoge: ‘sem essa realização somos ainda subumanos’).
       O sermão da montanha e, talvez, todas as palavras de Jesus, e de outros iluminados, foram ditos com a compreensão que o ‘percebimento’ lhes trouxe, isto é, do ponto de vista de quem se iluminou; assim, muitas de suas recomendações são interpretadas de modo equivocado e, por isso, consideradas absurdas.
       Por motivo de crença, as religiões populares exortam os seus fiéis a obedecerem ou a tentarem obedecer aos preceitos tidos como ‘a palavra de Deus’. Naturalmente, aquele que segue tais ensinamentos se sente seguro e feliz, pois, se tem fé, está convencido de que, após a morte física, será recompensado, pois é essa a promessa dessas doutrinas.
       Essas religiões apregoam a necessidade de adorar e louvar o Deus único; de obedecer, sem questionamento, as regras impostas aos féis como se fossem, no dizer dos pregadores, a ‘palavra do Senhor’. Afirmam mesmo que, se alguém não crê ou não aceita a Jesus como o seu Salvador, estará perdido para sempre, sem possibilidade de remissão (como o atual chefe da igreja católica que, recentemente, afirmou que somente dentro de sua igreja há salvação). Esquecem-se, evidentemente, de que na sua própria escritura sagrada está a epístola do porta-voz do cristianismo, Paulo, que além de recomendar ‘estudai de tudo e guardai o que for bom’, reza que todos somos ‘co-herdeiros’ e iguais a Jesus (Paulo: ‘se nós não ressuscitarmos nem Jesus ressuscitou’ e ‘o gentio é igual ao judeu... ’), como as tradições místicas do Oriente, que afirmam que já estamos desde sempre salvos, pois, se Deus é que ‘opera em nós o pensar e o fazer’ não há, evidentemente, do que nos salvarmos. Paulo, também, afirmou o mesmo ao ensinar que ‘nós não somos salvos por nossas obras, para que não nos vangloriemos, mas pela graça de Deus’.
       Analisem...
...............................................................................
Título: Re: O que Jesus realmente ensinou.
Enviado por: Brenno Stoklos em 27 de Maio de 2013, 00:43
O Cristo foi o iniciador da mais pura, da mais sublime moral, da moral evangélico-cristã, que há de renovar o mundo, aproximar os homens e torná-los irmãos; que há de fazer
brotar de todos os corações a caridade e o amor do próximo e estabelecer entre os humanos uma solidariedade comum; de uma moral, enfim, que há de transformar a Terra, tornando-a morada de Espíritos superiores aos que hoje a habitam. E a lei do progresso, a que a Natureza está submetida, que se cumpre, e o Espiritismo é a alavanca de que Deus se utiliza para fazer que a Humanidade avance.
São chegados os tempos em que se hão de desenvolver as idéias, para que se realizem
os progressos que estão nos desígnios de Deus. Têm elas de seguir a mesma rota que
percorreram as idéias de liberdade, suas precursoras. Não se acredite, porém, que esse
desenvolvimento se efetue sem lutas. Não; aquelas idéias precisam, para atingirem a
maturidade, de abalos e discussões, a fim de que atraiam a atenção das massas. Uma vez isso conseguido, a beleza e a santidade da moral tocarão os espíritos, que então abraçarão uma ciência que lhes dá a chave da vida futura e descerra as portas da felicidade eterna. Moisés abriu o caminho; Jesus continuou a obra; o Espiritismo a concluirá. - Um Espírito israelita. (Mulhouse, 1861.)

10. Um dia, Deus, em sua inesgotável caridade, permitiu que o homem visse a verdade varar as trevas. Esse dia foi o do advento do Cristo. Depois da luz viva, voltaram as trevas. Após alternativas de verdade e obscuridade, o mundo novamente se perdia. Então, semelhantemente aos profetas do Antigo Testamento, os Espíritos se puseram a falar e a vos advertir. O mundo está abalado em seus fundamentos; reboará o trovão. Sede firmes!
O Espiritismo é de ordem divina, pois que se assenta nas próprias leis da Natureza, e
estai certos de que tudo o que é de ordem divina tem grande e útil objetivo. O vosso mundo se perdia; a Ciência, desenvolvida à custa do que é de ordem moral, mas conduzindo-vos ao bem-estar material, redundava em proveito do espírito das trevas. Como sabeis, cristãos, o coração e o amor têm de caminhar unidos à Ciência. O reino do Cristo, ah! passados que são dezoito séculos e apesar do sangue de tantos mártires, ainda não veio. Cristãos, voltai para o Mestre, que vos quer salvar. Tudo é fácil àquele que crê e ama; o amor o enche de inefável alegria.
Sim, meus filhos, o mundo está abalado; os bons Espíritos vo-lo dizem sobejamente; dobrai-vos à rajada que anuncia a tempestade, a fim de não serdes derribados, isto é, preparai-vos e não imiteis as virgens loucas, que foram apanhadas desprevenidas à chegada do esposo.
A revolução que se apresta é antes moral do que material. Os grandes Espíritos,
mensageiros divinos, sopram a fé, para que todos vós, obreiros esclarecidos e ardorosos,
façais ouvir a vossa voz humilde, porquanto sois o grão de areia; mas, sem grãos de areia, não existiriam as montanhas. Assim, pois, que estas palavras - "Somos pequenos" - careçam para vós de significação. A cada um a sua missão, a cada um o seu trabalho. Não constrói a formiga o edifício de sua república e imperceptíveis animálculos não elevam continentes?
Começou a nova cruzada. Apóstolos da paz universal, que não de uma guerra, modernos São Bernardos, olhai e marchai para frente; a lei dos mundos é a do progresso. Fénelon. (Poitiers, 1861.)

11. Santo Agostinho é um dos maiores vulgarizadores do Espiritismo. Manifesta-se
quase por toda parte. A razão disso, encontramo-la na vida desse grande filósofo cristão.
Pertence ele à vigorosa falange do Pais da Igreja, aos quais deve a cristandade seus mais sólidos esteios. Como vários outros, foi arrancado ao paganismo, ou melhor, à impiedade mais profunda, pelo fulgor da verdade. Quando, entregue aos maiores excessos, sentiu em sua alma aquela singular vibração que o fez voltar a si e compreender que a felicidade estava alhures, que não nos prazeres enervantes e fugitivos; quando, afinal, no seu caminho de Damasco, também lhe foi dado ouvir a santa voz a clamar-lhe: "Saulo, Saulo, por que me persegues?" exclamou:

"Meu Deus! Meu Deus! perdoai-me, creio, sou cristão!" E desde então tornou-se um dos mais fortes sustentáculos do Evangelho. Podem ler-se, nas notáveis confissões que esse eminente espírito deixou, as características e, ao mesmo tempo, proféticas palavras que proferiu, depois da morte de Santa Mônica: Estou convencido de que minha mãe me virá visitar e dar conselhos, revelando-me o que nos espera na vida futura. Que ensinamento nessas palavras e que retumbante previsão da doutrina porvindoura! Essa a razão por que hoje, vendo chegada a hora de divulgar-se a verdade que ele outrora pressentira, se constituiu seu ardoroso disseminador e, por assim dizer, se multiplica para responder a todos os que o chamam. -Erasto, discípulo de S. Paulo. (Paris, 1863.)

O Espiritismo veio completar, nesse ponto, como em vários outros, o ensino do Cristo, fazendo-o quando os homens já se mostram maduros bastante para apreender a verdade. Com o Espiritismo, a vida futura deixa de ser simples artigo de fé, mera hipótese; torna-se uma realidade material, que os latos demonstram, porquanto são testemunhas oculares os que a descrevem nas suas fases todas e em todas as suas peripécias, e de tal sorte que, além de impossibilitarem qualquer dúvida a esse propósito, facultam à mais vulgar inteligência a possibilidade de imaginá-la sob seu verdadeiro aspecto, como toda gente imagina um país cuja pormenorizada descrição leia. Ora, a descrição da vida futura é tão circunstanciadamente feita, são tão racionais as condições, ditosas ou infortunadas, da existência dos que lá se encontram, quais eles próprios pintam, que cada um, aqui, a seu mau grado, reconhece e declara a si mesmo que não pode ser de outra forma, porquanto, assim sendo, patente fica a verdadeira justiça de Deus.
Título: Re: O que Jesus realmente ensinou.
Enviado por: Olé em 02 de Agosto de 2013, 23:34
Jesus disse: "Prestai atenção àquele que vive enquanto estais vivos, para que, ao morrerdes, não fiqueis procurando vê-lo sem conseguir."

"Quem não conheceu a si mesmo não conhece nada, mas quem se conheceu veio a conhecer simultaneamente a profundidade de todas as coisas."

http://www.imagick.org.br/pagmag/themas2/JesusProibido.html
Título: Re: O que Jesus realmente ensinou.
Enviado por: Brenno Stoklos em 03 de Agosto de 2013, 05:48

Jesus disse..........................
.............................. todas as coisas."



Segundo a doutrina vulgar, de si mesmo tiraria o homem todos os seus instintos que, então, proviriam, ou da sua organização física, pela qual nenhuma responsabilidade lhe toca, ou da sua própria natureza, caso em que lícito lhe fora procurar desculpar-se consigo mesmo, dizendo não lhe pertencer a culpa de ser feito como é. Muito mais moral se mostra, indiscutivelmente, a Doutrina Espírita. Ela admite no homem o livre-arbítrio em toda a sua plenitude e, se lhe diz que, praticando o mal, ele cede a uma sugestão estranha e má, em nada lhe diminui a responsabilidade, pois lhe reconhece o poder de resistir, o que evidentemente lhe é muito mais fácil do que lutar contra a sua própria natureza. Assim, de acordo com a Doutrina Espírita, não há arrastamento irresistível: o homem pode sempre cerrar ouvidos à voz oculta que lhe fala no íntimo, induzindo-o ao mal, como pode cerrá-los
à voz material daquele que lhe fale ostensivamente. Pode-o pela ação da sua vontade, pedindo a Deus a força necessária e reclamando, para tal fim, a assistência dos bons Espíritos. Foi o que Jesus nos ensinou por meio da sublime prece que é a oração dominical, quando manda que digamos: “Não nos deixes sucumbir à tentação, mas livra-nos do mal.”
Essa teoria da causa determinante dos nossos atos ressalta com evidência de todo o ensino que os Espíritos hão dado. Não só é sublime de moralidade, mas também, acrescentaremos, eleva o homem aos seus próprios olhos. Mostra-o livre de subtrair-se a um jugo obsessor, como livre é de fechar sua casa aos importunos. Ele deixa de ser simples máquina, atuando por efeito de uma impulsão independente da sua vontade, para ser um
ente racional, que ouve, julga e escolhe livremente de dois conselhos um. Aditemos que, apesar disto, o homem não se acha privado de iniciativa, não deixa de agir por impulso próprio, pois que, em definitiva, ele é apenas um Espírito encarnado que conserva, sob o envoltório corporal, as qualidades e os defeitos que tinha como Espírito.
Conseguintemente, as faltas que cometemos têm por fonte primária a imperfeição do nosso próprio Espírito, que ainda não conquistou a superioridade moral que um dia alcançará, mas que, nem por isso, carece de livre-arbítrio. A vida corpórea lhe é dada para se expungir de suas imperfeições, mediante as provas por que passa, imperfeições que, precisamente, o tornam mais fraco e mais acessível às sugestões de outros Espíritos imperfeitos, que delas se aproveitam para tentar fazê-lo sucumbir na luta em que se empenhou. Se dessa luta sai vencedor ele se eleva; se fracassa, permanece o que era, nem pior, nem melhor. Será uma prova que lhe cumpre recomeçar, podendo suceder que longo tempo gaste nessa alternativa.
Quanto mais se depura, tanto mais diminuem os seus pontos fracos e tanto menos acesso oferece aos que procurem atraí-lo para o mal. Na razão de sua elevação, cresce-lhe a força moral, fazendo que dele se afastem os maus Espíritos.
Todos os Espíritos, mais ou menos bons, quando encarnados, constituem a espécie humana e, como o nosso mundo é um dos menos adiantados, nele se conta maior número de Espíritos maus do que de bons. Tal a razão por que aí vemos perversidade. Façamos, pois, todos os esforços para a este planeta não voltarmos, após a presente estada, e para merecermos ir repousar em mundo melhor, em um desses mundos privilegiados, onde não nos lembraremos da nossa passagem por aqui, senão como de um exílio temporário.

                                                         O Livro dos Espíritos

Título: Re: O que Jesus realmente ensinou.
Enviado por: Antonio Renato em 04 de Agosto de 2013, 21:21
Meus irmãos,quando o bem triunfar sobre o mal,este sucumbirá pois não terá forças para
se colocar contra o bem,pois o elo que liga a criatura ao criador é a força maior que per-
-manece unindo a todos.Deus permite a todos ser ele,pois o mesmo habita em todos nós, enquanto houver esse entendimento seremos fortes para enfrentar tudo que nos possa acontecer.Tenhamos então essa compreensão para o nosso bem.
Fiquem na paz.
Título: Re: O que Jesus realmente ensinou.
Enviado por: Brenno Stoklos em 04 de Agosto de 2013, 23:37
Meus irmãos,quando o bem triunfar sobre o mal,este sucumbirá pois não terá forças para
se colocar contra o bem,pois o elo que liga a criatura ao criador é a força maior que per-
-manece unindo a todos.Deus permite a todos ser ele,pois o mesmo habita em todos nós, enquanto houver esse entendimento seremos fortes para enfrentar tudo que nos possa acontecer.Tenhamos então essa compreensão para o nosso bem.
Fiquem na paz.


O triunfar do bem sobre o mal será sempre uma conquista individual de cada Ser Humano (Evolução).


"Deus permite a todos ser ele"

Já essa colocação do amigo eu não entendi. Seria panteísmo?

Título: Re: O que Jesus realmente ensinou.
Enviado por: Antonio Renato em 05 de Agosto de 2013, 03:48
Meu nobre(nobre na alma)irmão Brenno Stoklos,na verdade não.Se Deus está em nós,forta-
-lecidos estaremos como se ele fosse para combater o mal.verdadeiramente estamos muito
distantes de sermos uma divindade.
Fique na paz.
Título: Re: O que Jesus realmente ensinou.
Enviado por: Brenno Stoklos em 05 de Agosto de 2013, 05:51
Meu nobre(nobre na alma)irmão Brenno Stoklos,na verdade não.Se Deus está em nós,forta-
-lecidos estaremos como se ele fosse para combater o mal.verdadeiramente estamos muito
distantes de sermos uma divindade.
Fique na paz.


Perfeito, amigo Antonio,

Agora eu entendi.  rsrs

Título: Re: O que Jesus realmente ensinou.
Enviado por: Vitor Santos em 05 de Agosto de 2013, 10:12
Olá amigos

Foi Jesus quem me conduziu à doutrina espirita e não o oposto. Eu comecei por ler e estudar o NT da Biblia e foram as meditações sobre o mesmo que me abriram para a compreensão de que sou um espírito imortal. Foi através de Jesus que o Livro dos Espíritos me entusiasmou, pois confirmava-me a perspectiva das palavras de Jesus que eu vinha desenvolvendo na minha mente e que procurava ansiosamente. A perspectiva de Um Deus que desenhou o universo para que as suas criaturas pudessem imortais, cada vez mais felizes e livres.   

Ao ler as palavras de Jesus eu encontrei um homem que viveu há mais de 2000 anos, num mundo ainda mais brutal do que este em que vivemos hoje, que era nitidamente alguém muito avançado, que "veio do futuro" e que nos aponta princípios nobres e sublimes, simultaneamente delicado e fortíssimo. É alguém que era seguramente portador da luz. E é a luz que nos pode iluminar, não as trevas... Isto numa fase da minha vida em que eu me debatia na indecisão entre a crença materialista e a crença espiritualista, em que eu estava farto dos discursos sem sentido dos católicos, que eram os religiosos que eu melhor conhecia, na altura.

Ao dizer que é um com o Pai, Deus, Jesus jamais quis dizer que era Deus, mas que estava sintonizado com Deus. Ao dizer "sois deuses", Jesus explica que temos uma essência imortal invisível, como Deus, que somos espíritos imortais e não meras máquinas de carne. Se Jesus quisesse dizer que era Deus porquê mencionar "o Pai", se ele se estava a apresentar como o próprio Pai? Porquê falar em "Pai Nosso"?

Jesus ficou na memória da humanidade porque ele era uma luz fortíssima. E raras são as pessoas capazes de emitir uma luz forte, muito menos como Jesus. Ele ainda está demasiado avançado para o tempo em que vivemos, que dizer daquele tempo em que ele encarnou na Terra, há mais de 2000 anos... 

bem hajam
Título: Re: O que Jesus realmente ensinou.
Enviado por: Diegas em 05 de Agosto de 2013, 11:24
'...Jesus teve o percebimento de que ele era a própria divindade, ‘eu e o Pai somos um’ (...) Jesus disse: ‘ninguém vai ao Pai senão por mim (pelo Eu)’, e ‘eu sou (o Eu é) o caminho, a verdade e a vida’...'


Olá, Conforti


Jesus era extremamente humilde e jamais atribuiria a si próprio qualquer atributo divino. Toda vez que lermos as passagens bíblicas em que Jesus se coloca na primeira pessoa, na realidade, deveríamos ter o entendimento de que Jesus falava em nome do Cristo planetário que vibrava dentro de si. O processo é o mesmo que dá-se com os mediuns intuitivos que por 'inspiração divina' conseguem sintonizar/recepcionar/captar as mensagens dos Espiritos Superiores. Jesus foi o elo/medium mais perfeito com o plano divino.

Não foi por acaso que ficou conhecido como Jesus-Cristo.



Abç
Título: Re: O que Jesus realmente ensinou.
Enviado por: Fabiano Dantas em 05 de Agosto de 2013, 14:31
Com todo respeito aos espíritas deste fórum, mas a realidade é que o Espiritismo não leva a sério os ensinos de Jesus. A suposta reverência e adimiração que dizem ter por ele é apenas ilusória, pois enquanto aceitam alguns ensinos morais (não todos) do Cristo, desprezam doutrinas também importantes do mesmo.

Cristo ensinou a realidade do inferno (Mateus 10.28; 23.33; Marcos 9.47; Lucas 12.5), sua segunda vinda em glória para julgar o mundo (Mateus 24.27-31), seu sacrificio expiatório (Mateus 20.28; 26.28), sua divindade (João 5.18; 8.24) e disse que ser o único caminho para Deus (João 14.6). Nenhum desses ensinos é exposado pela Doutrina Espírita e os espíritas que procuram no Novo Testamento evidências de suas doutrinas parecem não perceber ensinos tão patentes nas palavras de Cristo e muitas vezes os negam consicientemente.

E sobre o texto de João 14.6 no qual Cristo diz ser o único caminho para o pai, houve uma terrível distorção feita pelo autor do texto que iniciou o tópico. Enquanto todas (ou quase todas) as versões do Novo Testamento traduzem este texto mais ou menos desta meneira: "eu sou o caminho, a verdade e a vida", o autor do texto inicial e muitos outros espíritas traduzem: "o eu é o caminho...". Ora, isso é um absurdo gramatical! Não há como se traduzir o texto grego desta forma, isso é uma distorção tão evidente que nem se precisa ter muito conhecimento da língua grega para se notar.

Vamos ver como se dá o texto grego: λεγει (disse) αυτω ("a ele" pron. pessoal dativo) ο ("O" art. definido masc.)  ιησους (Jeusus) εγω ("eu" pron. pessoal) ειμι ("sou" verbo ser prim. pessoa do sing.) η οδος (o caminho) και ("e" conjução) η (art. def. femino) αληθεια (verdade) και η ζωη (vida). Traduzindo de maneira mais literal seria: Disse a ele, o Jesus: eu sou caminho e a verdade e a vida... Não há margem para se traduzir "o EU é o caminho..." Se fosse assim, deveria ser: ho ("o" art. def. masc.) ego ou eautós ("eu"pron. pessoal ou substantivo o "eu" "ser") einai ("ser" terceira pess. sing.) he odos..."

No fim das contas, o Jesus do Espiritismo, não é o Jesus apresentado no Novo Testamento, mas sim, um bem diferente deste. Um Jesus pinçado, distorcido e selecionado. Aceita-se apenas alguns ensinos morais do mesmo, mas não seus ensimentos como um todo, que não raro, são torcidos por não se adequarem a tal doutrina.

E espero que não apguem minhas postagens dessa vez. Acho que estou dentro do assunto do tópico. rsrsrsrs
Título: Re: O que Jesus realmente ensinou.
Enviado por: Vitor Santos em 05 de Agosto de 2013, 14:48
Olá

Citar
Com todo respeito aos espíritas deste fórum, mas a realidade é que o Espiritismo não leva a sério os ensinos de Jesus. A suposta reverência e adimiração que dizem ter por ele é apenas ilusória, pois enquanto aceitam alguns ensinos morais (não todos) do Cristo, desprezam doutrinas também importantes do mesmo.

Clique aqui para ler mais: http://www.forumespirita.net/fe/outras-doutrinas-espiritualistas/o-que-jesus-realmente-ensinou/#ixzz2b6NW0x3K

A "realidade" não amigo Fabiano. A sua opinião pessoal... O espiritismo é o que é dito na obra de Allan Kardec, não é o que o amigo diz. Mas você está no direito de se sentir um "cruzado" a combater os infiéis. Eu não tenho medo do inferno, nem do diabo, nem do bicho papão. Muito menos daquele que é o Pai Nosso, Deus todo-poderoso, de infinita bondade e justiça, a quem tudo devemos e tudo temos de agradecer.

Você é que tem de ter medo de nós, se for coerente, pois segundo o amigo, nós andamos metidos com o diabo, eheheheh!

bem haja
Título: Re: O que Jesus realmente ensinou.
Enviado por: Fabiano Dantas em 05 de Agosto de 2013, 15:37
Vitor Santos,

"A 'realidade' não amigo Fabiano. A sua opinião pessoal..."


Minha opinião pessoal, não. Foi a opinião de Jesus (o "Espírito Superior") que eu citei.

"O espiritismo é o que é dito na obra de Allan Kardec, não é o que o amigo diz".

Falei alguma mentira? Distorci alguma coisa? O Espiritismo não nega a divindade de Cristo, a existência do inferno, a existência do Diabo, a salvação pela graça através da fé em Cristo, a ressurreição do corpo, a segunda vinda de Cristo etc?

"Mas você está no direito de se sentir um 'cruzado' a combater os infiéis".

E vocês estão perseguição por mim? Brincadeira, né?

"Eu não tenho medo do inferno, nem do diabo, nem do bicho papão".

Nem eu. Mas a questão aqui não é ter medo ou não. A questão é se Cristo ensinou a existência destas coisas. E excetuando-se o "Bicho Papão", Cristo acreditava nelas, sim.

"Muito menos daquele que é o Pai Nosso, Deus todo-poderoso, de infinita bondade e justiça, a quem tudo devemos e tudo temos de agradecer".

Muito bem.

"Você é que tem de ter medo de nós, se for coerente, pois segundo o amigo, nós andamos metidos com o diabo, eheheheh!"

Quando foi que eu disse que vocês estavam metidos com o Diabo?

Acho que ao invés de você me acusar de certas coisas, poderia considerar meus argumentos. Você respondeu apenas o primeiro parágrafo de minha postagem, desprezando os seguintes onde estão concetradas as minhas argumentações mais embasadas. Mas você não faz isso, fica apenas me chamando de "cruzado" e pondo palavras na minha boca.

E eu nem vou pedir pra você considerar os textos bíblicos que eu citei, pois eu já sei que você vai dizer que não é obrigado a fazer isso. E de fato, não o é. Mas me faz pensar que você não tem argumentos para rebater minhas conclusões. Mas o que eu penso não te incomoda, né? Então tá tudo bem.

E é bom que não saiamos do assunto do tópico. Não quero ter minhas postagens excluídas de novo. Aprendi a lição. Então, vamos continuar discutindo O que Realmente Jesus Ensinou.

Abraços.
Título: Re: O que Jesus realmente ensinou.
Enviado por: Diegas em 05 de Agosto de 2013, 21:07
Com todo respeito aos espíritas deste fórum, mas a realidade é que o Espiritismo não leva a sério os ensinos de Jesus...'


Olá, Fabiano



Nem todos foristas participantes deste forum são espiritas. Perceba: É um espaço que foi aberto para que todos pudessem manifestar livremente as opiniões. Vc, por exemplo, não é um espirita e ninguém lhe tira o direito de opinião, desde que a mesma seja respeitosa. Por isso, considerar equivocada essa generalização que faz, quando toma uma parte para avaliar um todo.


Citar
'...A suposta reverência e adimiração que dizem ter por ele é apenas ilusória, pois enquanto aceitam alguns ensinos morais (não todos) do Cristo, desprezam doutrinas também importantes do mesmo...'

Ótimo se para vc é importante:  'a realidade do inferno (Mateus 10.28; 23.33; Marcos 9.47; Lucas 12.5), sua segunda vinda em glória para julgar o mundo (Mateus 24.27-31), seu sacrificio expiatório (Mateus 20.28; 26.28), sua divindade (João 5.18; 8.24) e disse que ser o único caminho para Deus (João 14.6). Para os espiritas o mais importante é a pratica dos ensinamentos morais deixados por Jesus.


Citar
'... Enquanto todas (ou quase todas) as versões do Novo Testamento traduzem este texto mais ou menos desta meneira: "eu sou o caminho, a verdade e a vida", o autor do texto inicial e muitos outros espíritas traduzem: "o eu é o caminho...". Ora, isso é um absurdo gramatical! Não há como se traduzir o texto grego desta forma, isso é uma distorção tão evidente que nem se precisa ter muito conhecimento da língua grega para se notar...'

Adoramos a tradução do seu grego ! Mas observe que vc admite haver várias traduções do Novo Testamento. Então, em qual delas confiar, nos textos que foram adulterados pelos religiosos ou nos textos que os exegetas não souberam interpretar ? Uma coisa é certa: Jesus não deixou nada escrito. Então, cabe a todos - espiritas e não-espiritas - utilizarem a razão e o bom senso para melhor discernimento e aceitação do que foi escrito. Uma coisa também não podemos que é aceitar cegamente os textos biblicos como se fosse a palavra literal de Deus.


Obs: Já pensou na possibilidade daquilo que vc considera importante ser irrelevante para outros ? Felizmente, de pastores e igrejistas que desejam conduzir o Cristianismo a seus belos modos já nos libertamos faz tempo !!




Abç
Título: Re: O que Jesus realmente ensinou.
Enviado por: Olé em 05 de Agosto de 2013, 22:43
"E agora glorifica-me tu, ó Pai, junto de ti mesmo, com aquela glória que tinha contigo antes que o mundo existisse.

Manifestei o teu nome aos homens que do mundo me deste; eram teus, e tu mos deste, e guardaram a tua palavra.

Agora já têm conhecido que tudo quanto me deste provém de ti;

Porque lhes dei as palavras que tu me deste; e eles as receberam, e têm verdadeiramente conhecido que saí de ti, e creram que me enviaste.

Eu rogo por eles; não rogo pelo mundo, mas por aqueles que me deste, porque são teus.

E todas as minhas coisas são tuas, e as tuas coisas são minhas; e neles sou glorificado.

E eu já não estou mais no mundo, mas eles estão no mundo, e eu vou para ti. Pai santo, guarda em teu nome aqueles que me deste, para que sejam um, assim como nós.

Estando eu com eles no mundo, guardava-os em teu nome. Tenho guardado aqueles que tu me deste, e nenhum deles se perdeu, senão o filho da perdição, para que a Escritura se cumprisse.

Mas agora vou para ti, e digo isto no mundo, para que tenham a minha alegria completa em si mesmos.

Dei-lhes a tua palavra, e o mundo os odiou, porque não são do mundo, assim como eu não sou do mundo.

Não peço que os tires do mundo, mas que os livres do mal.

Não são do mundo, como eu do mundo não sou.

Santifica-os na tua verdade; a tua palavra é a verdade.

Assim como tu me enviaste ao mundo, também eu os enviei ao mundo.

E por eles me santifico a mim mesmo, para que também eles sejam santificados na verdade.

E não rogo somente por estes, mas também por aqueles que pela tua palavra hão de crer em mim;

Para que todos sejam um, como tu, ó Pai, o és em mim, e eu em ti; que também eles sejam um em nós, para que o mundo creia que tu me enviaste."

João 17:5-21
Título: Re: O que Jesus realmente ensinou.
Enviado por: Olé em 05 de Agosto de 2013, 22:51
"No ocaso da vida serás examinado sobre o amor."

"Para a pessoa crescer na contemplação até chegar à união com Deus, deverão ficar de lado, e em silêncio, todos os meios e exercícios sensíveis das faculdades humanas."

"Ora, não há maior grandeza para a alma do que ser igualada a Deus. Por isso, ele se serve somente do amor da alma, pois é próprio do Amor igualar o que ama com o objeto amado."

"Para Deus, amar a alma é, de certa maneira, integrá-la em si mesmo, igualando-a consigo; ama, então, essa alma, nele e com ele, com o próprio amor com que ele se ama."

"Aprende a amar a Deus como ele quer ser amado."

"Quando tiveres teus desejos apagados, tuas afeições na aridez e angústias, e tuas faculdades incapazes de qualquer exercício interior, não sofras por isso; considera-te feliz por estares assim. É Deus que te vai livrando de ti mesmo, e tirando-te das mãos todas as coisas que possuis."

"O progresso da pessoa é maior quando ela caminha às escuras e sem saber".

S. João da Cruz - A Sabedoria Simples
Título: Re: O que Jesus realmente ensinou.
Enviado por: Fabiano Dantas em 06 de Agosto de 2013, 00:00
Diegas,

"Nem todos foristas participantes deste fórum são espiritas".


E foi por isso que eu me referi aos espíritas deste fórum. Eu não generalizei, muito pelo contrário, me referi a certo grupo de pessoas.

"Para os espiritas o mais importante é a pratica dos ensinamentos morais deixados por Jesus".

Por isso, penso que sejam incoerentes (com todo respeito mais uma vez). Vocês recebem certos ensinos morais, mas desprezam toda teologia do messias. A teologia e a moral do messias estão ligadas uma a outra, não há como dissociá-las.

"Adoramos a tradução do seu grego!"

Muito obrigado.

"Mas observe que vc admite haver várias traduções do Novo Testamento. Então, em qual delas confiar, nos textos que foram adulterados pelos religiosos ou nos textos que os exegetas não souberam interpretar ? Uma coisa é certa: Jesus não deixou nada escrito. Então, cabe a todos - espiritas e não-espiritas - utilizarem a razão e o bom senso para melhor discernimento e aceitação do que foi escrito. Uma coisa também não podemos que é aceitar cegamente os textos bíblicos como se fosse a palavra literal de Deus".

A confiabilidade dos textos do Novo Testamento é um ótimo tema para debate, mas acho que esse não seja o tópico ideal para discutir o assunto. Da última que discuti este assunto em outro tópico, excluíram minhas postagens. Acho que posteriormente, posso até criar um tópico com este tema, mas agora não seria oportuno.

"Obs: Já pensou na possibilidade daquilo que vc considera importante ser irrelevante para outros?"

Já pensei, sim. Mas você também já pensou que eles possam ser de extrema importância mesmo que os desprezemos? Imagine se eu estiver errado e a reencarnação realmente exista. Eu irei reencarnar novamente e ter a oportunidade de mudar minha opinião. Agora, imagine se você estiver errado...

Há coisas que não são relativas meu querido Diegas. Malhar pode ser importante pra mim e não pra você. Ter um carro pode ser relevante pra você, mas não pra mim. Mas há certos assuntos que são relevantes e importantes em si mesmo, pois se os negligenciarmos, um dia poderemos sofrer as consequências. E eu penso que os ensinos estejam nesta categoria.

Não me entenda mal. Não quero impor minhas opiniões pelo medo. Aliás, não quero impor coisa alguma. Quero apenas aconselhar a quantos eu puder, a sempre estarem revendo suas posições. E o primeiro a fazer isso, devo ser eu mesmo. Por isso, estou por aqui.

"Felizmente, de pastores e igrejistas que desejam conduzir o Cristianismo a seus belos modos já nos libertamos faz tempo!!"

Certo, mas não generalize. Não cometa o mesmo erro que você "viu" em mim.

Forte abraço.
Título: Re: O que Jesus realmente ensinou.
Enviado por: Diegas em 06 de Agosto de 2013, 00:43
E foi por isso que eu me referi aos espíritas deste fórum. Eu não generalizei, muito pelo contrário, me referi a certo grupo de pessoas...'

Olá, Fabiano


Justamente, vc generalizou quando se referiu ao grupo espirita. Nem todo espirita compreende a Doutrina Espirita da mesma forma. Há os recém-saidos do catolicismo, do protestantismo, do ateísmo, do hinduismo, do budismo...enfim...Inúmeras pessoas que ingressaram recentemente no Espiritismo, por isso de cada um trazer uma bagagem diferenciada. Alguns individuos ainda encontram-se enraizados, semi-libertos ou presos às ideologias e experiencias das ex-agremiações religiosas e/ou filosoficas que admiravam ou frequentavam.

A Doutrina Espirita foi codificada no seculo XIX, mas já notou como há debates acalorados, entre os próprios espiritas, sobre diversos assuntos ? Se vc quiser unanimidade ou conhecer melhor a Doutrina convido-o a ler os livros de Kardec. Só assim poderá ter uma melhor noção do que seja a Doutrina.

Em relação ao aspecto moral ensinado por Jesus há um livro intitulado 'O Evangelho Segundo o Espiritismo', do proprio Kardec. Neste livro encontrará respostas para todas as suas duvidas. Mas adianto que não encontrará nenhum tipo de dogma, hierarquia ou paramento religioso que submeta o homem a qualquer tipo de escravidão ou obediencia teológica.




Abç
Título: Re: O que Jesus realmente ensinou.
Enviado por: Fabiano Dantas em 06 de Agosto de 2013, 01:16
Diegas,

"Justamente, vc generalizou quando se referiu ao grupo espirita. Nem todo espirita compreende a Doutrina Espirita da mesma forma".


Realmente, nem todos entendem a Doutrina Espírita da mesma maneira, mas todos rejeitam grande parte dos ensinamentos de Jesus, principalmente os que eu citei.

"alguns indivíduos ainda encontram-se enraizados, semi-libertos ou presos às ideologias e experiencias das ex-agremiações religiosas e/ou filosóficas que admiravam ou frequentavam".

E se libertam pertencendo a outra, né?

"A Doutrina Espirita foi codificada no seculo XIX, mas já notou como há debates acalorados, entre os próprios espiritas, sobre diversos assuntos?"

Já notei, sim. Principalmente entre os espíritas anglo-saxões e os latinos no que se refere ao dogma da reencarnação. Mas isso é assunto pra outro tópico, né?

"e vc quiser unanimidade ou conhecer melhor a Doutrina convido-o a ler os livros de Kardec. Só assim poderá ter uma melhor noção do que seja a Doutrina".

Já estou fazendo isso.

"Em relação ao aspecto moral ensinado por Jesus há um livro intitulado 'O Evangelho Segundo o Espiritismo', do próprio Kardec".

Eu sei.

"Neste livro encontrará respostas para todas as suas duvidas".

Estou encontrando mais dúvidas do que respostas...

"Mas adianto que não encontrará nenhum tipo de dogma, hierarquia ou paramento religioso que submeta o homem a qualquer tipo de escravidão ou obediência teológica".

Como se o Protestantismo e Catolicismo fizessem isso.

Vamos voltar ao tema dos ensinamentos de Jesus?

Forte abraço.
Título: Re: O que Jesus realmente ensinou.
Enviado por: Brenno Stoklos em 06 de Agosto de 2013, 03:23

Jesus era extremamente humilde e jamais atribuiria a si próprio qualquer atributo divino. Toda vez que lermos as passagens bíblicas em que Jesus se coloca na primeira pessoa, na realidade, deveríamos ter o entendimento de que Jesus falava em nome do Cristo planetário que vibrava dentro de si. O processo é o mesmo que dá-se com os mediuns intuitivos que por 'inspiração divina' conseguem sintonizar/recepcionar/captar as mensagens dos Espiritos Superiores. Jesus foi o elo/medium mais perfeito com o plano divino.

Não foi por acaso que ficou conhecido como Jesus-Cristo.

Abç[/color]


"Cristo planetário" ???

De que "doutrina" o amigo tirou isso?

Título: Re: O que Jesus realmente ensinou.
Enviado por: Brenno Stoklos em 06 de Agosto de 2013, 03:34

Com todo respeito aos espíritas deste fórum, mas a realidade é que o Espiritismo não leva a sério os ensinos de Jesus. A suposta reverência e adimiração que dizem ter por ele é apenas ilusória, pois enquanto aceitam alguns ensinos morais (não todos) do Cristo, desprezam doutrinas também importantes do mesmo.



Muito pelo contrário, amigo Fabiano,

Nós, Espíritas, levamos muito a sério os ensinos de Jesus!

Mas apenas àqueles que são realmente dEle!

O que não levamos a sério são "doutrinas" que dizem que foram ensinadas pelo Mestre mas que são contrárias à Justiça Divina.

Finalizando, poderia o amigo dizer quais são os ensinos morais do Mestre Jesus que o amigo afirma que nós, Espíritas, não aceitamos?

Título: Re: O que Jesus realmente ensinou.
Enviado por: Brenno Stoklos em 06 de Agosto de 2013, 03:39

 Então, vamos continuar discutindo O que Realmente Jesus Ensinou.

Abraços.


É claro, amigo fabiano,

Mas, sempre, sob a luz da Doutrina Espírita.

Título: Re: O que Jesus realmente ensinou.
Enviado por: Brenno Stoklos em 06 de Agosto de 2013, 03:47

Nem todos foristas participantes deste forum são espiritas. Perceba: É um espaço que foi aberto para que todos pudessem manifestar livremente as opiniões.

Abç[/color]


Porém não devemos nos esquecer que estamos num Fórum Espírita e que tem regras a serem respeitadas!

Lembro, aqui, a de número 7:

7 - Todas as mensagens, textos, artigos, questões, comentários, entre outros, devem estar directamente relacionados com a Doutrina Espírita.


Título: Re: O que Jesus realmente ensinou.
Enviado por: Brenno Stoklos em 06 de Agosto de 2013, 04:00

"E agora........................
.....................................enviaste."

João 17:5-21


27. Há então dois elementos gerais do Universo: a matéria e o Espírito?

Sim e acima de tudo Deus, o criador, o pai de todas as coisas. Deus, espírito e matéria constituem o princípio de tudo o que existe, a trindade universal. Mas ao elemento material se tem que juntar o fluido universal, que desempenha o papel de intermediário entre o Espírito e a matéria propriamente dita, por demais grosseira para que o Espírito possa exercer ação sobre ela.

                                                O Livros dos Espíritos

Título: Re: O que Jesus realmente ensinou.
Enviado por: Brenno Stoklos em 06 de Agosto de 2013, 04:11

"No ocaso ...............................
......................................sem saber".



Porém, os males mais numerosos são os que o homem cria pelos seus vícios, os que provêm do seu orgulho, do seu egoísmo, da sua ambição, da sua cupidez, de seus excessos em tudo. Aí a causa das guerras e das
calamidades que estas acarretam, das dissenções, das injustiças, da opressão do fraco pelo forte, da maior parte, afinal, das enfermidades.
Deus promulgou leis plenas de sabedoria, tendo por único objetivo o bem. Em si mesmo encontra o homem tudo o que lhe é necessário para cumpri-las. A consciência lhe traça a rota, a lei divina lhe está gravada no coração e, ao demais, Deus lha lembra constantemente por intermédio de seus messias e profetas, de todos os Espíritos encarnados que trazem a missão de o esclarecer, moralizar e melhorar e, nestes últimos tempos, pela multidão dos Espíritos desencarnados que se manifestam em toda parte. Se o homem se conformasse rigorosamente com as leis divinas, não há duvidar de que se pouparia aos mais agudos males e viveria ditoso na Terra. Se assim procede, é por virtude do seu livre-arbítrio: sofre então as conseqüências do seu proceder.

                                                             A Gênese

Título: "
Enviado por: Fabiano Dantas em 06 de Agosto de 2013, 13:17
Brenno Stoklos,

"Muito pelo contrário, amigo Fabiano. Nós, Espíritas, levamos muito a sério os ensinos de Jesus! Mas apenas àqueles que são realmente dEle! O que não levamos a sério são 'doutrinas' que dizem que foram ensinadas pelo Mestre mas que são contrárias à Justiça Divina".


Muito bem, Brenno, então me diga quais são os critérios para se saber o que, de fato, Jesus ensinou e o que apenas "se diz" que ele ensinou? Não sei se você já percebeu, mas muitos dos tais ensinamentos de Jesus vistos pela Doutrina Espírita são incoerentes com o todo das passagens bíblicas das quais são extraídos. Por exemplo: o famoso "cada um segundo as suas obras". Este foi um ensinamento de Cristo? Sim, foi. Mas não é uma referência a suposta "justiça da reencarnação" ou a lei da "causa e efeito". Antes é uma referência a segunda vinda de Cristo. Veja o que diz o texto: "Porque o Filho do Homem há de vir na glória de seu Pai, com os seus anjos, e, então, retribuirá a cada um conforme as suas obras" (Mateus 16.27.

Outro exemplo bem comum é: "na casa de meu pai há muitas moradas". Jesus realmente disse isso? Disse, sim. Mas isso é uma referência a pluralidade de mundos habitados? Certamente que não! O texto é João 14.2 que diz: "Na casa de meu Pai há muitas moradas. Se assim não fora, eu vo-lo teria dito. Pois vou preparar-vos lugar". Perceba que ao final do verso, Jesus nos diz que vai nos preparar um lugar... não diz que já há algum planeta evoluído e moralmente mais avançado do que o nosso. Ao olhar o contexto fica ainda mais evidente o erro de interpretação espírita do texto. O versículo seguinte (3) diz: "E, quando eu for e vos preparar lugar, voltarei e vos receberei para mim mesmo, para que, onde eu estou, estejais vós também". Esta é mais uma referência a sua segunda vinda e que o Espiritismo isola do contexto uma simples frase, fazendo-a perder o seu sentido e transformando-a em texto prova da pluralidade dos mundos habitados. Isso é certo? Distorcer as palavras do mestre é algo moralmente certo?

Então, perceba, meu caro Brenno, que não há nem como argumentar que o ensino da segunda vinda de Cristo, foi algo enserido posteriormente pela igreja, pois ele está ligado a frases que vocês mesmos veem como sendo genuínas de Cristo. O "cada um segundo as suas obras" se dará quando o Filho do Homem "vir na glória de seu Pai". O "na casa de meu pai há muitas moradas" está intrisicamente ligado ao "voltarei e vos receberei para mim mesmo". Não há como dizer que uma parte do texto é palavra de Cristo, e a outra parte é inserção posterior. Mesmo que se faça isso, deve haver critérios bem embasados em critica textual e outros meios.

O Espiritismo é seletivo quanto aos ensinamentos de Jesus. E essa seleção não se dá por meio de estudos bem elaborados e pesquisas sérias, se dá por meio de gostos pessoais e argumentos emocionais. Acham muito bonito ensinos como: "amarás o teu próximo como a ti mesmo", "cada um segundo as suas obras", "amai os vossos inimigos e orai pelos que vos perseguem" etc. Realmente, são ensinamentos lindos, mas não se pode ser seletivo e abandonar os outros ensiamentos do mestre (como a realidade do inferno, por exemplo), só porque não se vê nele aquilo que se pensa ser contra a justiça divina.
Título: Re: "
Enviado por: Zé Ninguém em 06 de Agosto de 2013, 13:35
O Espiritismo é seletivo quanto aos ensinamentos de Jesus. E essa seleção não se dá por meio de estudos bem elaborados e pesquisas sérias, se dá por meio de gostos pessoais e argumentos emocionais. Acham muito bonito ensinos como: "amarás o teu próximo como a ti mesmo", "cada um segundo as suas obras", "amai os vossos inimigos e orai pelos que vos perseguem" etc. Realmente, são ensinamentos lindos, mas não se pode ser seletivo e abandonar os outros ensiamentos do mestre (como a realidade do inferno, por exemplo), só porque não se vê nele aquilo que se pensa ser contra a justiça divina.

Olá Fabiano,
Como está estudando a doutrina espírita, sugiro que leia também a obra O Céu e o Inferno, lá encontrará o desenvolvimento de algumas ideias que tem levantado nas discussões, como a existência do inferno:
http://www.febnet.org.br/wp-content/uploads/2012/07/138.pdf
Título: O que Jesus realmente ensinou
Enviado por: lconforjr em 02 de Março de 2016, 20:27
O QUE JESUS REALMENTE ENSINOU  (jcl-ribpreto-2006)

      Amigos, coloco este tópico no quadro "espiritualismo" já que contém ensinamentos de Paulo, com quem a doutrina espírita, aliás, todas as doutrinas cristãs, não simpatizam e não aceitam muitos de seus ensinamentos.     
                                 
       Infelizmente, as igrejas cristãs não divulgam muitos dos mais importantes ensinamentos de Jesus. Nelas, ensina-se sobre a vida desse homem iluminado, mas quase nada sobre aquilo que ele, em seu tempo, tentou ensinar e fazer com que os discípulos e o povo compreendessem. Ele ensinou sobre o reino de Deus, enquanto as igrejas cristãs ainda hoje quase só ensinam sobre sua vida.
..........................................................

       Jesus teve o percebimento de que ele era a própria divindade, ‘eu e o Pai somos um’. Compreendeu, então, e ensinou que o caminho é para dentro, para o interior do próprio ser humano, e mostrou isso ao afirmar, de modo claro, que ‘o eu é o caminho, a verdade e a vida; ninguém vai ao Pai senão pelo eu’, como igualmente ensinaram outros, entre eles S. Agostinho ao dizer que, depois de muito procurar por Deus fora dele mesmo, nas coisas do mundo, foi encontrá-lo dentro dele mesmo. 

       Do mesmo modo, Teresa de Ávila dizia ser absurdo buscarmos Deus fora de nós, nos céus; que devíamos, antes, procurá-lo dentro de nós mesmos, pois é em nossa alma que o Senhor habita, como Paulo também falou: ‘O Senhor habita em vossos corações”, “Vós sois o templo do Altíssimo’.

       Jesus ensinou a nos fecharmos em nós mesmos (nada de fora a nos perturbar) e, em oculto, em segredo, isto é, em silêncio total, inclusive mental, ‘orarmos’ ao Pai que, em oculto, ali dentro, nos ouve, mas essa oração não é aquilo que imaginamos ser. 

       Como ensinou Teresa de Ávila, santa e doutora teologal dos católicos, é a ‘oração de recolhimento’, na qual se recolhem todos os sentidos, lembranças, expectativas, enfim, todas as operações mentais; se bem realizada, entra-se, espontaneamente, na ‘oração de quietude’, na qual há total silêncio mental; o cérebro, a mente, cessam sua ação e o ego se afasta. E, quando o ‘eu não é, Deus é’. O único obstáculo para a aproximação do divino é o ego, com todas suas idiossincrasias (maneira própria de sentir, de compreender; lembranças, expectativas, ilusões, crenças, ignorância, remorsos, emoções, culpas, desejos, medos), que poluem a consciência localizada (individual), não permitindo que ela perceba a divindade que nela habita.

       Jesus disse: ‘ninguém vai ao Pai senão por mim (pelo Eu)’, e ‘eu sou (o Eu é) o caminho, a verdade e a vida’, isto é, no Eu está o caminho, que é, pois, para dentro de nós mesmos; aí está a verdade e a vida. Ele falou também: ‘não direis que o reino está ali ou acolá, pois o reino de Deus já está dentro de vós’, como Paulo, que disse muitas vezes: ‘não sabeis que sois o templo do Altíssimo e que o Altíssimo habita em vós?’

       As igrejas esqueceram esses ensinamentos e se ativeram à história da vida de Jesus, não transmitindo as coisas profundas que Jesus tentava ensinar ao povo. No cristianismo primitivo, o cristianismo dos primeiros séculos, o objetivo primordial da religião era re-ligar a criatura ao Criador, isto é, levar o ser humano à união pessoal com Deus. Teresa de Ávila, doutora teologal da igreja de Roma, ensinava q essa união pode se dar através da ‘oração de recolhimento’ e da ‘oração de quietude’; por uma extensa gama de fatores, a igreja, entre outras coisas, esqueceu de ensinar.

       Na ‘oração de recolhimento’, a pessoa deve ‘recolher’ (procurar esquecer) suas faculdades de pensar, raciocinar, sentir, imaginar, recordar, ter expectativas, imaginações, desejos e emoções, e os sentidos, pois tudo isso é apenas obstáculo à oração. Se a oração de recolhimento for bem feita, redundará na ‘oração de quietude’, isto é, na quietude total da mente e do cérebro, que, então, sem nada que os perturbe ou ‘polua’, ficam em silêncio. Ocorre, daí, na mente, um total vazio, com a possibilidade de vir a ser preenchido por aquilo a que denominamos Deus. Como disse Ken Wilber, ‘o vazio que você vê quando olha atento para o nascedouro dos pensamentos pode, num relâmpago, mostrar a Realidade’. E como João da Cruz ensinou: ‘Na escuridão, a luz’.

       A oração de quietude nada mais é que a ‘meditação’ dos tempos antigos e atuais; exige a preparação, que consiste no recolhimento, ou cessação, sem esforço, de qualquer operação mental. Cessando o movimento mental, sobrevirá a quietude do cérebro, isto é, cessa a interferência do ‘eu/ego’ e, como afirma o profeta bíblico, ‘Aquieta-te e sabe: eu sou Deus!’, isto é, quando o ego é afastado de nossa percepção, o que percebemos é o próprio Deus. Quando ‘o eu não é, Deus é’. O obstáculo que nos impede a percepção do divino é, portanto, nosso próprio ego, a nossa mente localizada, com todo o seu conteúdo condicionado.

       Para conseguir esse estado de silêncio, é necessário que o pensamento, e tudo o mais que passa pela mente, cessem, e a atenção é fator decisivo para esse fim. A primeira lição de Teresa de Ávila, às noviças, era ‘atenção! atenção! atenção!’, ao momento presente, ao aqui-agora, sem lembranças, ressentimentos ou remorsos acerca do passado, e sem devaneios, sonhos ou expectativas, desejos e imaginações sobre o futuro. Daí ter Jesus ensinado que ‘a cada dia basta seu cuidado’ e que não nos preocupássemos com muitas coisas, já que ‘os lírios do campo e as aves do céu nem fiam nem plantam’, mas têm o abrigo e o alimento necessários, supridos que são pelo eterno e único supridor.

       Um dos principais ensinamentos do iluminado, tanto que muitas vezes exorta-nos sobre isso, foi sobre a importância da atenção. Nesse sentido, a parábola das virgens insensatas; a do servo fiel, que aguardava a volta do patrão, e outras mais. Jesus enfatizou, sobremaneira, a realização do reino de Deus (‘buscai em primeiro lugar o reino de Deus’) afirmando que ele já está dentro de nós (‘não direis: ‘ei-lo aqui’, nem ‘ei-lo acolá porque o reino de Deus está dentro de vós’); que a percepção dessa realidade é a coisa mais importante que o ser humano tem a fazer (Jung) (‘o demais vos virá por acréscimo’), tanto que devemos, até mesmo, abandonar tudo o mais para termos esse percebimento. Assim, as parábolas do comprador de pérolas e a do homem que encontrou um tesouro no campo...

       Fez ver que esse tesouro é mais importante que tudo o mais, a nada se comparando, em particular quando aconselhou a ‘buscar, em primeiro lugar, o reino de Deus’, porque, encontrado o reino, a iluminação, ‘tudo o mais virá por acréscimo’.

       Disse, também, quando, pregando na sinagoga, lhe falaram que sua mãe e seus irmãos o procuravam: ‘Quem são minha mãe e meus irmãos? Minha mãe e meus irmãos são aqueles que ouvem as minhas palavras e as cumprem’, isto é, aqueles que buscam e, eventualmente, encontram o reino de Deus, pois esses seguiram seu conselho, são de sua mesma natureza, perceberam o que ele percebeu, realizaram o reino em si mesmos e, desse modo, compreenderam e podem também ensinar aquilo que ele ensinou.

       Também, em afirmações aparentemente absurdas, disse que para essa busca, se preciso for, devemos ‘abandonar pai e mãe’ e que ele ‘não veio trazer a paz, mas a espada’, numa indicação de que aquele que deseja encontrar o ‘reino’ deve se violentar nos costumes e apegos, e não fazer o que o homem comum faz, porque, como Paulo ensinou, ‘a sabedoria de Deus é loucura para os homens; e a sabedoria dos homens é estultícia para Deus’.

       Jesus ensinou, também, que o homem e Deus são um só ser, uma só mente, quando afirmou que ‘eu e o Pai somos um’, como também Paulo, em suas epístolas, dizendo ‘já não sou mais eu que vivo, é o Cristo que vive em mim’, que somos ‘co-herdeiros’ do reino e que somos iguais a Jesus, pois ‘se nós não ressuscitarmos, nem Jesus ressuscitou’. 
                               .....continua mais um pouco e termina ..........
Título: Re: O QUE JESUS REALMENTE ENSINOU
Enviado por: lconforjr em 02 de Março de 2016, 20:31
O que Jesus realmente ensinou    ..... cont e fim ............     

       Jesus foi um homem iluminado, isto é, um homem que percebeu a verdade, que ele e o Pai são um só. Como todos os iluminados, Jesus não se calou e se dedicou a ensinar ao povo como chegar, também, a essa realização. Muitos não compreenderam suas parábolas e seu sermão, pois ele falava do ponto de vista daquele que se realizou. Assim, a estranheza despertada por sua recomendação de oferecer a outra face; de dar também a capa, a quem lhe tirar as vestes; de orar pelos que nos fazem o mal; de perdoar setenta vezes sete vezes os que nos ofendem. Nada disso é estranho para um iluminado; ele já compreende e ama sem condições pois, pela iluminação, teve despertados o amor, como testemunham, quase insuportável pelos semelhantes, a sabedoria e a compaixão.

       Também, exortou, àqueles que chegam á ‘luz’, que não a escondam sob o alqueire, mas a coloquem sobre o velador, para que ilumine a todos, isto é, ensinem suas verdades, a fim de que todos os que ainda estão na escuridão da ignorância tenham a mesma percepção que ele teve. Dessa percepção advêm bem-aventurança e compaixão, e pela compaixão, ante os sofrimentos e conflitos sem fim do ser humano, muitos enfrentaram a morte por não se calarem, tentando levar aos demais a bem-aventurança que a experiência lhes trouxe, assim como ensinar-lhes o caminho para realizá-la.

       Essa experiência, que coloca o homem em seu verdadeiro lugar no universo, mostrando-lhe que ‘eu e o Pai somos um’, é a experiência que, no dizer de Jung, representa o ‘sumum bonum’ para quem a teve, nada mais lhe sendo necessário, pois ‘o demais lhe virá por acréscimo’. Como Buda afirmou, ‘a iluminação é o fim de todo sofrimento’ e Jesus: ‘conhecereis a verdade e a verdade vos libertará’.   

        Em diferentes épocas e lugares, os homens que ‘perceberam’ afirmaram que a vida só tem significado quando se chega ao verdadeiro autoconhecimento, isto é, ao conhecimento do que realmente somos. Por isso, a afirmação dos iluminados de que, enquanto estamos na escuridão, isto é, na ignorância do que somos, por não termos chegado ainda ‘lá’, não passamos de seres incompletos, ‘subumanos’, e que a vida só adquire significado quando temos a experiência de Deus (Teresa de Ávila: ‘tudo o mais é lixo se comparado com essa realização’; Maharesh Marish Yoge: ‘sem essa realização somos ainda subumanos’).

       O sermão da montanha e, talvez, todas as palavras de Jesus, e de outros iluminados, foram ditos com a compreensão que o ‘percebimento’ lhes trouxe, isto é, do ponto de vista de quem se iluminou; assim, muitas de suas recomendações são interpretadas de modo equivocado e, por isso, consideradas absurdas.

       Por motivo de crença, as religiões populares exortam os seus fiéis a obedecerem ou a tentarem obedecer aos preceitos tidos como ‘a palavra de Deus’. Naturalmente, aquele que segue tais ensinamentos se sente seguro e feliz, pois, se tem fé, está convencido de que, após a morte física, será recompensado, pois é essa a promessa dessas doutrinas.

       Essas religiões apregoam a necessidade de adorar e louvar o Deus único; de obedecer, sem questionamento, as regras impostas aos féis como se fossem, no dizer dos pregadores, a ‘palavra do Senhor’. Afirmam mesmo que, se alguém não crê ou não aceita a Jesus como o seu Salvador, estará perdido para sempre, sem possibilidade de remissão (como o chefe da igreja católica que, não há muito tempo, afirmou que somente dentro de sua igreja há salvação). Esquecem-se, evidentemente, de que na sua própria escritura sagrada está a epístola do porta-voz do cristianismo, Paulo, que além de recomendar ‘estudai de tudo e guardai o que for bom’, reza que todos somos ‘co-herdeiros’ e iguais a Jesus (Paulo: ‘se nós não ressuscitarmos nem Jesus ressuscitou’ e ‘o gentio é igual ao judeu... ’), como as tradições místicas do Oriente, que afirmam que já estamos desde sempre salvos, pois, se Deus é que ‘opera em nós o pensar, o desejar e o fazer’ não há, evidentemente, do que nos salvarmos. Paulo, também, afirmou o mesmo ao ensinar que ‘nós não somos salvos por nossas obras, para que não nos vangloriemos, mas pela graça de Deus’.

       Analisem... Abraços!
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Título: Re: O que Jesus realmente ensinou
Enviado por: Gabri-El em 03 de Março de 2016, 02:09
Muito boa a reflexão pois expressa o que é de mais essencial nos ensinamentos de Jesus.
Ensinar a realização do "Reino de Deus dentro de nós" sempre foi o objetivo central dos ensinamentos do Mestre. O despertar da consciência para essa realidade é Salvação. Esta é a salvação real, que liberta o buscador da sua ignorância de que está separado da Divindade. Mas as religiões desvirtuaram esse sacratíssimo ensinamento, convertendo-o em dogmas para interesses egoístas.

"Eu sou" é a Presença Eterna (Deus dentro de nós) e não uma pessoa em particular (ego). "Eu sou" é a própria Divindade imanente. Daí em diversas passagens evangélicas lemos que Jesus disse "Eu sou.." Outros grandes sábios ao longo dos evos afirmaram a mesma Verdade.

Este é o grande mistério que cada Alma, cedo ou tarde, desvendará dentro de si mesma se realmente busca a Salvação ou Libertação.

Fraternalmente

Título: Re: O que Jesus realmente ensinou
Enviado por: HamLacerda em 03 de Março de 2016, 12:00

Para conseguir esse estado de silêncio, é necessário que o pensamento, e tudo o mais que passa pela mente, cessem, e a atenção é fator decisivo para esse fim.


Amigo lconforjr, eu realmente tenho dificuldade de compreender o amigo em certos pontos. Em várias passagens por este fórum, o amigo sempre afirmou que os pensamentos e a vontade, não são nossos.

Se não são nossos, como podemos entender o que diz o texto?

Se o querer conseguir alguma coisa, é uma vontade, e a vontade não é nossa, como podemos conseguir esse estado de silêncio?

Citar
Em diferentes épocas e lugares, os homens que ‘perceberam’ afirmaram que a vida só tem significado quando se chega ao verdadeiro autoconhecimento, isto é, ao conhecimento do que realmente somos.
Como fazer para chegarmos à esse verdadeiro estado de autoconhecimento se os pensamentos, como diz o amigo, não são nossos?

Citar
Um dos principais ensinamentos do iluminado, tanto que muitas vezes exorta-nos sobre isso, foi sobre a importância da atenção.
Como podemos entrar nesse estado de atenção se, como diz o amigo, não temos o controle sobre os nossos pensamentos?

Citar
Jesus ensinou a nos fecharmos em nós mesmos (nada de fora a nos perturbar) e, em oculto, em segredo, isto é, em silêncio total, inclusive mental, ‘orarmos’ ao Pai que, em oculto, ali dentro, nos ouve, mas essa oração não é aquilo que imaginamos ser. 
Mas, amigo, como podemos nos fecharmos em nós mesmos se não podemos controlar os nossos pensamentos e nem a vontade? Como podemos entrar em silêncio mental se os pensamentos e a vontade, não são nossos?

Citar
Como ensinou Teresa de Ávila, santa e doutora teologal dos católicos, é a ‘oração de recolhimento’, na qual se recolhem todos os sentidos, lembranças, expectativas, enfim, todas as operações mentais; se bem realizada, entra-se, espontaneamente, na ‘oração de quietude’, na qual há total silêncio mental; o cérebro, a mente, cessam sua ação e o ego se afasta. E, quando o ‘eu não é, Deus é’
Como, meu jovem, podemos fazer isso se não somos nós que pensamos? E que força é essa que nos faz querer entrar nesse estado, se, como o amigo também afirma, o querer, ou livre-arbítrio, não depende de nós? De onde vem esse querer, de recolher os sentidos, lembranças, expectativas, se nem os pensamentos e o querer, são nosso?

Citar
Na ‘oração de recolhimento’, a pessoa deve ‘recolher’ (procurar esquecer) suas faculdades de pensar, raciocinar, sentir, imaginar, recordar, ter expectativas, imaginações, desejos e emoções, e os sentidos, pois tudo isso é apenas obstáculo à oração.
Como podemos fazer isso, meu jovem, se os pensamentos e o querer não são nossos?
Se a pessoa deve recolher na 'oração de recolhimento', e o dever e o recolher são ações, quem é que pratica estas ações se não temos livre-arbítrio?

E afinal, como fazer para nos recolhermos (procurar esquecer) nossas faculdades de pensar, raciocinar, sentir, imaginar, recordar, desejos e emoções etc, se, como diz o amigo, nem os sentimentos, nem os desejos, nem a vontade, sejam ele relativos tanto ao bem como ao mal, são nossos?

Como entender isso, meu jovem, que não temos a vontade de fazer qualquer coisa, nem mesmo de pensar, mas, ao mesmo tempo, como ensina o amigo, podemos nos recolher, podemos esquecer,  deixar de pensar, deixar de sentir, de imaginar, de recordar? Como podemos fazer estas coisas se não temos a vontade para escolher entrar em recolhimento, em atenção, em oração?

Citar
Para conseguir esse estado de silêncio, é necessário que o pensamento, e tudo o mais que passa pela mente, cessem, e a atenção é fator decisivo para esse fim. A primeira lição de Teresa de Ávila, às noviças, era ‘atenção! atenção! atenção!’, ao momento presente, ao aqui-agora, sem lembranças, ressentimentos ou remorsos acerca do passado, e sem devaneios, sonhos ou expectativas, desejos e imaginações sobre o futuro.
Se para conseguir esse estado de silêncio, amigo lconforjr, é necessário que o pensamento, e tudo o mais que passa pela mente, cessem, e a atenção é fator decisivo para esse fim, como cessar essas coisas se não temos o poder da vontade de qualquer coisa?

E amigo, se a atenção é fator decisivo para esse fim, como, então, poderemos ter atenção, se, como o amigo diz, não temos o poder de controlar os nossos pensamentos? E como podemos ter atenção se os pensamentos e a vontade não são nossos? Esse "querer" estar em atenção, vem de onde, se, como o amigo diz, não vem de nós?
Título: Re: O que Jesus realmente ensinou
Enviado por: Antonio Renato em 03 de Março de 2016, 15:32
Meu amigo lconforjr, eu acho que o Ham te pegou de cheio, e agora? Se vira nos trinta pra responder! Isso porque em várias partes do texto você se contradiz, naquilo em que, em
muitas vezes insiste nas perguntas de como fazer.
Título: Re: O que Jesus realmente ensinou
Enviado por: nação de Aruanda em 03 de Março de 2016, 18:24
caro incoforjr

os questionamentos de hamlacerda são bastante coerentes e se respondidos vai dar sentido e direção ao texto apresentado, estarei esperando estas respostas.

paz.
Título: Re: O que Jesus realmente ensinou
Enviado por: VLRC em 04 de Março de 2016, 14:01
Bom dia
Com todo respeito, mas todas as pessoas que defendem o não livre arbitrio em nossas atos e pensamentos acabam tropeçando em seus argumentos,ja vi isso inumeras vezes nesse fórum.
Abraços
VLRC
 ;)
Título: Re: O que Jesus realmente ensinou
Enviado por: bblu em 05 de Março de 2016, 01:27
Muito obrigado pelas tuas palavras Iconforjr...elas são sábias mesmo que incompreendidas.

Eu coloquei aqui há algum tempo alguns capítulos do livro a Vida Impessoal de Joseph Benner e nesse livro é elucidado o que você mencionou como não pertencendo a nós nossa vontade e o nosso pensamento...ele pertence a partícula de Deus que temos dentro de nós. Por isso somos UM com Deus. Ele nos fez a sua semelhança, somos divinos, carregamos uma partícula dele dentro de nós. E essa parte Sua, de Deus, é que nos guia da melhor forma para consigamos atingir a nossa perfeição através das milhões de experiências pelas quais passamos.

E isso não tem nada a haver com livre arbítrio, já que a vastidão de experiências ou encarnações não negam a nossa liberdade de escolha, que nem sempre se segue a voz interior se assim a quiserem chamar ou ajustador de pensamento. Em um mundo onde todos fazem somente as escolhas alinhadas com Deus não há a necessidade do livre arbítrio, pois todos escolhem o certo e seguem as leis divinas. O livre arbítrio é comum de mundos escola como o nosso.

Essa partícula também é chamada de Ajustador de Pensamento em outras literaturas.

O livro As Cartas De Cristo descreve muito bem quando Jesus sentiu a grandiosidade de ser UM com o Pai e iniciou a partir daí a curar e a reunir o povo para lhe escutar, vale a pena ler esse livro.


Título: Re: O que Jesus realmente ensinou
Enviado por: VLRC em 06 de Março de 2016, 14:33
Bom dia ,
Os livros citados mesmo que merecendo  respeito não passam de opniões pessoais de seus autores e que passam bem distante dos ensinamentos espiritas, No livro Cartas de Cristo
é colocado que o proprio Cristo teria o ditado,Sera ? e que Jesus seria um ser bem distante em evolução daquela que é citado nos livros espiritas que nos dizem que Jesus ja veio a terra   como espirito puro em missão e que constitui o tipo de perfeição moral a que a Humanidade pode aspirar na Terra.

Abç
VLRC
Título: Re: O que Jesus realmente ensinou
Enviado por: bblu em 06 de Março de 2016, 16:41
Bom dia ,
Os livros citados mesmo que merecendo  respeito não passam de opniões pessoais de seus autores e que passam bem distante dos ensinamentos espiritas, No livro Cartas de Cristo
é colocado que o proprio Cristo teria o ditado,Sera ? e que Jesus seria um ser bem distante em evolução daquela que é citado nos livros espiritas que nos dizem que Jesus ja veio a terra   como espirito puro em missão e que constitui o tipo de perfeição moral a que a Humanidade pode aspirar na Terra.

Abç
VLRC


A mesma pergunta Será? é feita por um número enorme de pessoas sobre as obras espíritas ao longo dos anos.
Uma leitura toca uns como sendo verdade e a outros não, por que Será que é assim?
As informações contidas na obra de Alan Kardec são do século IX e por isso elas contém a medida certa de informação para aquela época.
Tudo evolui e é essa a intenção da existência do planeta terra como escola. Dessa forma outros livros nos foram dados com mais informação e com a intenção de responder àqueles que queriam saber mais.
Esses livros não vieram desbancar outros livros ou destruir doutrinas, eles só acrescentam mais informação.
Esses livros que citei existem na internet para serem lidos de graça, se houver a curiosidade é só pesquisar.