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CONVÍVIO => Off-topic => Espiritualismo => Tópico iniciado por: filhodobino em 29 de Setembro de 2010, 21:56

Título: O mito e a vida - vamos clarear?
Enviado por: filhodobino em 29 de Setembro de 2010, 21:56
Amados Irmãos,

Falarmos de algo que desconhecemos é totalmente contra os propósitos da própria doutrina Espirita...
Proponho então falarmos de mitos...
E o que falar de mito....???
Não basta citar o mito... isso é presunção de ciência inadequado à seriedade e ao bom senso... desejo de subjugar o próximo por pseudo-ciência.
Correlacionando o mito com os eventos da vida... isto é ético, educativo, amor ao próximo,

Metralhar de críticas o mito sem conhecimeto de causa, é prova de néscio.

MOYERS: Por que mitos? Por que deveríamos importar nos com os mitos? O que eles têm a ver com minha vida?

CAMPBELL: Minha primeira resposta seria: “Vá em frente, viva a sua vida, é uma boa vida – você não precisa de mitologia”.

Não acredito que se possa ter interesse por um assunto só porque alguém diz que isso é importante.
Acredito em ser capturado pelo assunto, de uma maneira ou de outra. Mas você poderá descobrir que, com uma introdução apropriada, o mito é capaz de capturá-lo.
E então, o que ele poderá fazer por você, caso o capture de fato?

Tens medo?

Saúde e Paz!
Título: Re: O mito e a vida - vamos clarear?
Enviado por: filhodobino em 29 de Setembro de 2010, 22:10
prosseguindo...
Um de nossos problemas, hoje em dia, é que não estamos familiarizados com a literatura doespírito.
Estamos interessados nas notícias do dia e nos problemas do momento.
Antigamente, o campus de uma universidade era uma espécie de área hermeticamente
fechada, onde as notícias do dia não se chocavam com a atenção que você dedicava à vida interior, nem com a magnífica herança humana que recebemos de nossa grande tradição –
Platão, Confúcio, o Buda, Goethe e outros, que falam dos valores eternos, que têm a ver com o centro de nossas vidas.
Quando um dia você ficar velho e, tendo as necessidades imediatas todas atendidas, então se voltar para a vida interior, aí bem, se você não souber
onde está ou o que é esse centro, você vai sofrer.
As literaturas grega e latina e a Bíblia costumavam fazer parte da educação de toda gente.
Tendo sido suprimidas, toda uma tradição de informação mitológica do Ocidente se perdeu.
Muitas histórias se conservavam, de hábito, na mente das pessoas. Quando a história está em sua mente, você percebe sua relevância para com aquilo que esteja acontecendo em sua vida.
Isso dá perspectiva ao que lhe está acontecendo.
Com a perda disso, perdemos efetivamente algo, porque não possuímos nada semelhante para pôr no lugar.
Esses bocados de informação, provenientes dos tempos antigos, que têm a ver com os temas que sempre deram sustentação à vida humana, que construíram civilizações e enformaram religiões através dos séculos, têm a ver com os profundos problemas interiores, com os profundos mistérios, com os profundos limiares da travessia, e se você não souber o que dizem os sinais ao longo do caminho, terá de produzi-los por sua conta.
Mas assim que for apanhado pelo assunto, haverá um tal senso de informação, de uma ou outra dessas tradições, de uma
espécie tão profunda, tão rica e vivificadora, que você não quererá abrir mão dele.
Campbell, Joseph, 1904-1987.
O poder do mito / Joseph Campbell, com Bill Moyers ; org. por Betty Sue Flowers ;
tradução de Carlos Felipe Moisés. -São Paulo: Palas Athena, 1990-Pág. 14/15

Saúde e Paz!
Título: Re: O mito e a vida - vamos clarear?
Enviado por: filhodobino em 29 de Setembro de 2010, 22:28
prosseguindo...
MOYERS: Quer dizer que contamos histórias para tentar entrar em acordo com o mundo,
para harmonizar nossas vidas com a realidade?
CAMPBELL: Penso que sim. Romances – grandes romances – podem ser
excepcionalmente instrutivos. Nos meus vinte e nos meus trinta, até nos meus quarenta anos, James Joyce e Thomas Mann eram meus professores. Eu lia tudo o que eles escreveram.
Ambos escreveram em termos do que se poderia chamar de tradição
mitológica.
Tome, por e xemplo, a história de Tonio, no Tonio Kröger, de Thomas Mann. O pai de Tonio era um sólido homem de negócios, um cidadão de relevo em sua cidade natal.
O pequeno Tonio, porém, tinha um temperamento artístico, por isso mudou se para Munique e reuniu se a um grupo de literatos, que se sentiam superiores aos meros ganhadores de dinheiro e aos homens de família.
Assim, eis aí Tonio dividido entre dois pólos: seu pai, que era um bom pai, responsável e tudo o mais, mas que nunca tinha feito o que queria, em toda a sua vida; e, por outro lado, aquele que deixa sua cidade natal e assume uma atitude crítica em relação à vida que se levava lá.
Mas Tonio descobriu que de fato amava a gente de sua cidadezinha.
E embora se julgasse um pouco superior a eles, em termos intelectuais, e pudesse falar deles com palavras cortantes, seu coração, apesar de tudo, estava com eles.
Mas quando partiu, para viver com os boêmios, descobriu que estes tinham tal desdém pela vida que tampouco poderia viver com eles.
Por isso deixou os e escreveu uma carta a um do grupo, dizendo: “Admiro aqueles seres frios e orgulhosos que se arriscam nos caminhos da
beleza elevada e diabólica e menosprezam a ‘humanidade’; mas não os invejo.
Pois se alguma coisa é capaz de fazer de um literato um poeta, essa coisa é o amor de minha cidade natal pelo humano, aquilo que existe e é comum. Todo calor deriva desse amor, toda doçura e todo humor.
De fato, quanto a mim, creio mesmo que esse amor deve ser aquele sobre o qual está escrito que se pode ‘falar com a língua dos homens e dos anjos’, que no entanto soa, quando o amor falta, ‘como metal ruidoso ou címbalo tilintante’”.
Em seguida, ele diz que “o escritor deve ser verdadeiro para com a verdade”.
E ele é um assassino, porque a única maneira de você descrever verdadeiramente um ser humano é através de suas imperfeições.
O ser humano perfeito é desinteressante – o Buda que abandona o mundo, você sabe.
As imperfeições da vida é que são apreciáveis.
E, quando lança o dardo de sua palavra verdadeira, o escritor fere.
Mas o faz com amor.
É o que Mann  chamava:  “ironia erótica”, o amor por aquilo que você está matando com sua palavra cruel, analítica.
Campbell, Joseph, 1904-1987.
O poder do mito / Joseph Campbell, com Bill Moyers ; org. por Betty Sue Flowers ;
tradução de Carlos Felipe Moisés. -São Paulo: Palas Athena, 1990-Pág. 16.
Saúde e Paz!
Título: Re: O mito e a vida - vamos clarear?
Enviado por: filhodobino em 30 de Setembro de 2010, 16:16
Amados Irmãos,
Kardec nos asseverou que para espantar o fantasma da ignorância, e dos preconceitos, só nos cabe investigar...

Campbell, Joseph, 1904-1987.
O poder do mito / Joseph Campbell, com Bill Moyers ; org. por Betty Sue Flowers ;
tradução de Carlos Felipe Moisés. -São Paulo: Palas Athena, 1990

É um livro que não esgota o assunto, mas como Kardec caminha pelo estudo pela razão, sem envolvimento do fenômeno, para aferir pela lógica e pelo raciocínio o que criou na mente humana o mito...
Posto o Livro, e quem quizer baixá-lo, pode fazê-lo posto que é matéria autorizada o livre uso... e irei postando trechos e comentando, e estudando junto com quem assim o quiser.
Saúde e Paz!
Título: Re: O mito e a vida - vamos clarear?
Enviado por: filhodobino em 30 de Setembro de 2010, 18:37
Amados vamos clarear por partes?
NOTA DO TRADUTOR
Embora lançado simultaneamente à minissérie para a TV, nos EUA, em maio de 1988, O
poder do mito não é uma simples transcrição da longa entrevista entre Bill Moyers e Joseph
Campbell. O livro tem organização independente, contém cerca de quatro vezes mais
material e... oferece tempo para reflexão, como assinala Phil Kloer (crítico de TV do
Atlanta Journal), que considera o livro ainda melhor que a minissérie.
A edição do texto – esclarece Betty Sue Flowers – “procurou ser fiel à fluência da
conversação original”, e isso resultou em algumas repetições desnecessárias, uma ou outra
frase truncada e, ocasionalmente, algum titubeio próprio da linguagem oral. São passagens,
como o leitor perceberá, em que a expressão verbal funciona como contraponto da
comunicação gestual e icônica, oferecida ao telespectador. A tradução manteve se fiel a
esse espírito da edição original, apenas evitando os excessos que poderiam dificultar a
compreensão. O objetivo foi preservar a integridade literária da obra, conservando se em
português a informalidade e o tom coloquial da entrevista, para que o texto fosse lido, e
assimilado em toda a extensão, independentemente do seu complemento televisivo.
O tradutor agradece a Maria Heloísa Martins Dias, por ter traduzido parte do capítulo VIII,
colaborando assim para que fosse cumprido o prazo estabelecido pelos editores; e a Maria
Estela Segatto Corrêa, do Consulado Americano em São Paulo, que ajudou a esclarecer as
referências consignadas em algumas notas de rodapé, identificadas pelas suas iniciais.
JOSEPH CAMPBELL
_____________________________________
– 6 –
NOTA PRELIMINAR DE BETTY SUE FLOWERS
Esta conversação entre Bill Moyers e Joseph Campbell teve lugar em 1985 e 1986, no
Rancho Skywalker, de George Lucas, e mais tarde no Museu de História Natural de Nova
Iorque. Muitos de nós, que lemos a transcrição original, ficamos impressionados com a
riqueza e abundância do material colhido durante as vinte e quatro horas de filmagem –
muito do qual teve de ser cortado para resultar na minissérie de seis horas da PBS (Public
Broadcasting System, rede de TV educativa, nos EUA). A idéia do livro nasceu do desejo
de franquear este material também àqueles que se habituaram a apreciar Campbell através
da leitura de seus livros, e não só aos espectadores da série.
Ao organizar este livro, procurei ser fiel à fluência da conversação original, tirando
vantagem, ao mesmo tempo, da oportunidade de inserir material extra, a respeito de cada
tópico, onde quer que este aparecesse na transcrição original. Onde foi possível, segui o
formato da série para a TV. Mas o livro tem forma e espírito próprios e foi concebido como
complemento da série, não como sua réplica. O livro em parte existe porque se trata de uma
conversação, em torno de idéias, merecedora tanto de ponderação quanto de audiência
televisiva.
Num nível mais profundo, com efeito, o livro existe porque Bill Moyers tentou tocar o
fundamental e árduo tema do mito – e porque Joseph Campbell respondeu às penetrantes
perguntas de Moyers com uma honestidade auto-reveladora, baseada numa vida inteira de
convivência com o mito. Sou grata a ambos, pela oportunidade de testemunhar esse
encontro, e a Jacqueline Kennedy Onassis, responsável pela Editora Doubleday, cujo
interesse pelas idéias de Joseph Campbell constituiu o móvel inicial da publicação deste
livro. Sou grata também a Karen Bordelon, Alice Fisher, Lynn Cohea, Sonya Haddad, Joan
Konner e John Flowers, pelo seu apoio, e especialmente a Maggie Keeshen, por ter
datilografado e redatilografado os originais e por sua incisiva acuidade editorial. Por sua
ajuda na preparação dos originais, sou grata a Judy Doctoroff, Andie Tucher, Becky
Berman e Judy Sandman. A maior parte da pesquisa relativa às ilustrações foi realizada por
Vera Aronow, Lynn Novick, Elizabeth Fischer e Sabra Moore, com a ajuda de Annmari
Ronnberg. Tanto Bill Moyers como Joseph Campbell leram os originais e ofereceram
muitas sugestões proveitosas – mas sou grata ao fato de haverem resistido à tentação de
reescrever o manuscrito em outra direção. Ao contrário, ambos permitiram que a
conversação, como tal, se mantivesse viva ao longo das páginas.
BETTY SUE FLOWERS
Universidade do Texas, Austin
Campbell, Joseph, 1904-1987.
O poder do mito / Joseph Campbell, com Bill Moyers ; org. por Betty Sue Flowers ;
tradução de Carlos Felipe Moisés. -São Paulo: Palas Athena, 1990

Ler mais: http://www.forumespirita.net/fe/outras-doutrinas-espiritualistas/o-mito-e-a-vida-vamos-clarear/#ixzz112GwNKVY
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Título: Re: O mito e a vida - vamos clarear?
Enviado por: filhodobino em 30 de Setembro de 2010, 19:06
Amados vamos clarear por partes?
INTRODUÇÃO DE BILL MOYERS
Durante semanas após a morte de Joseph Campbell, eu me lembrava dele, para onde quer que me voltasse.
Saindo do metrô na Times Square, e sentindo a energia da multidão opressora, sorri para mim mesmo, relembrando a imagem que certa vez ocorrera a Campbell, no mesmo lugar:
“A última encarnação de Édipo, esse continuado romance entre a Bela e a Fera, está postada, agora mesmo, na esquina da Rua 42 com a Quinta Avenida, aguardando o verde do semáforo”.
Numa pré-estréia do último filme de John Huston, The Dead, baseado numa história deJames Joyce, pensei novamente em Campbell. Um de seus trabalhos mais importantes é uma chave interpretativa de Finnegans Wake. O que Joyce chamava “o grave e constante” no sofrimento humano, Campbell sabia que era o tema principal da mitologia clássica.
“A causa secreta de todo sofrimento”, dizia, “é a própria mortalidade, condição primordial da vida.
Quando se trata de afirmar a vida, a mortalidade não pode ser negada.”
Certa vez, quando conversávamos sobre o tema do sofrimento, ele mencionou, um após outro, Joyce e Igjugarjuk. “Quem é Igjugarjuk?”, perguntei, mal conseguindo imitar a pronúncia. “Oh”, respondeu Campbell, “era o xamã de uma tribo esquimó caribou, no norte do Canadá, que contou a visitantes europeus que a única verdadeira sabedoria 'vive longe
da espécie humana, lá fora, na grande vastidão, e só pode ser atingida através do sofrimento. Só a privação e o sofrimento abrem o entendimento para tudo o mais que se esconde'.”
“Certamente”, eu disse, “Igjugarjuk: ”
Joseph relevou minha ignorância. Tínhamos interrompido a caminhada.
Seus olhos se
iluminaram e ele disse: “Você é capaz de imaginar uma longa noite ao redor da lareira, com Joyce e Igjugarjuk?
Rapaz, como eu gostaria de presenciar isso!”
Campbell morreu pouco antes do vigésimo quarto aniversário do assassínio de John F. Kennedy, tragédia que ele havia analisado em termos mitológicos, durante nosso primeiro encontro, anos antes.
Agora, quando aquela melancólica recordação ressurgiu, sentei-me para conversar com meus filhos, já crescidos, sobre as reflexões de Campbell.
Ele havia descrito o solene funeral com honras de Estado como “uma ilustração da elevada função do ritual, para a sociedade”, evocando temas mitológicos enraizados na necessidade humana.
“Isto foi um evento ritualizado, da maior necessidade social ”,
###

Isto posto, amados irmãos,
Vejam essa linha de raciocínio que não é minha, mas que se equipara ao que penso...
Todas as nossas ações, advém de um passado esquecido pelo "consciente  inconsciente" mas arquivado como na semente da laranja, está contido todo um laranjal, no que chamamos "incosciênte mas que é em verdade o consciênte". ...EGO...
Elimine-o e serás fantoche conforme dizia um ditado popular romano:
O fado deseja ser carregado, mas quem se recusa a carregar, é arrastado.
Eduquemos nosso Ego... e continuaremos a ser nós mesmos.

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Saúde e Paz!
Título: Re: O mito e a vida - vamos clarear?
Enviado por: filhodobino em 30 de Setembro de 2010, 22:05
Amados vamos clarear por partes?
Quando esses indivíduos primitivos passaram da caça ao plantio, as histórias que contavam para explicar os mistérios da vida mudaram, também.
Então, a semente se tornou o símbolo mágico do ciclo infinito.
A planta morria, era enterrada e sua semente renascia.
Campbell mostrou-se fascinado pelo fato de esse símbolo ter sido incorporado pelas grandes religiões do mundo, como a revelação da verdade eterna a vida provém da morte, ou, como ele dizia: “A bem-aventurança provém do sacrifício”. “Jesus tinha o olho ”, ele dizia. “Que magnificente realidade ele viu no grão de mostarda!”
Ele citaria as palavras de Jesus, do Evangelho de São João: “Em verdade, em verdade vos digo, a menos que caia na terra e morra, o grão de trigo ficará inerte e abandonado; mas, se morrer, dará muitos frutos”. E logo em seguida citaria o Alcorão: “Você pensa que entrará no Jardim da Bem-Aventurança sem as provações que afligiram àqueles que entraram antes
de você?” Ele vagou por toda essa vasta literatura do espírito, inclusive traduzindo escrituras hindus, do sânscrito, e continuou a coligir histórias mais recentes, que adicionou à sabedoria dos antigos. Uma história  particularmente apreciada por ele falava de uma mulher aflita que se dirigiu ao santo e sábio hindu Ramakrishna, dizendo: “Ó, Mestre, não
sei se amo a Deus ”. E ele perguntou: “Não há nada, então, que você ame?” Ela aí respondeu: “Meu pequeno sobrinho ”. E ele lhe disse: “Eis aí seu amor e dedicação a Deus, no seu amor e dedicação a essa criança”.
“E aí está”, disse Campbell, “a suprema mensagem da religião: ' Em verdade vos digo: cada vez que o fizestes a um desses meus irmãos mais pequeninos, a mim o fizestes'[Mateus 25,40].”

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Saúde e Paz!
Título: Re: O mito e a vida - vamos clarear?
Enviado por: filhodobino em 30 de Setembro de 2010, 22:38
Homem espiritual, ele encontrou na literatura da fé os princípios comuns ao espírito humano.
Mas esses princípios têm de ser libertados dos liames tribais, caso contrário as religiões do mundo continuarão a ser como no Oriente Médio e na Irlanda do Norte, hoje – uma fonte de desdém e agressão.
 As imagens de Deus são muitas, ele dizia, chamando-as “máscaras da eternidade”, que ao mesmo tempo escondem e revelam “a Face da Glória”.
Ele desejou saber o que significa o fato de Deus assumir tão diferentes máscaras em diferentes culturas, apesar de histórias semelhantes serem encontradas em tradições divergentes
– histórias da criação, nascimentos virginais, encarnações, morte e ressurreição, segundos retornos, dias do julgamento.
Ele apreciava a perspicácia das escrituras hindus:
“A verdade é uma; os sábios a chamam por diferentes nomes”.
Todos os nossos nomes e imagens de Deus são máscaras, ele dizia, referindo-se à suprema realidade que, por definição, transcende a linguagem e a arte.
Um mito é uma máscara de Deus, também – uma metáfora daquilo que repousa por trás do mundo visível.
Não obstante as divergências, ele dizia as religiões todas estão de acordo em solicitar de nós o mais profundo empenho no próprio ato de viver, em si mesmo.
O pecado imperdoável, no livro de Campbell, é o pecado da inadvertência, de não estar alerta, de não estar inteiramente desperto.


Amados Irmãos,
Reflitamos não assistimos isto o dia inteiro e todo neste fórum?
Isto é ruim/ Prejudicial?
Vamos continuar refletindo na reflexão de campbell?


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Saúde e Paz!
Título: Re: O mito e a vida - vamos clarear?
Enviado por: filhodobino em 02 de Outubro de 2010, 13:14
Amados Irmãos...
Quando procuramos com sinceridade conhecer algo, conheceremos se o fizermos com o propósito aprender... Agora se estamos dispostos é a ensinar, dificilmente, sairemos de uma especialização cada vez maior...
Não buscamos com estes posts, ensinar nada a ninguém apenas expor o que temos usado para nos orientar em nossa caminhada e nos pareceu razoável.
mais um trecho de:
O poder do Mito.
O MITO E O MUNDO MODERNO
Dizem que o que todos procuramos é um sentido para a vida. Não penso que seja assim.
Penso que o que estamos procurando é uma experiência de estar vivos, de modo que nossas experiências de vida, no plano puramente físico, tenham ressonância no interior do nosso ser e da nossa realidade mais íntimos, de modo que realmente sintamos o enlevo de estar vivos.
~ // ~
MOYERS: Por que mitos? Por que deveríamos importar nos com os mitos? O que eles têm
a ver com minha vida?
CAMPBELL: Minha primeira resposta seria: “Vá em frente, viva a sua vida, é uma boa vida – você não precisa de mitologia”. Não acredito que se possa ter interesse por um assunto só porque alguém diz que isso é importante. Acredito em ser capturado pelo assunto, de uma maneira ou de outra. Mas você poderá descobrir que, com uma introdução apropriada, o mito é capaz de capturá-lo. E então, o que ele poderá fazer por você, caso o capture de fato?
Um de nossos problemas, hoje em dia, é que não estamos familiarizados com a literatura do espírito. Estamos interessados nas notícias do dia e nos problemas do momento.
Antigamente, o campus de uma universidade era uma espécie de área hermeticamente fechada, onde as notícias do dia não se chocavam com a atenção que você dedicava à vida interior, nem com a magnífica herança humana que recebemos de nossa grande tradição –
Platão, Confúcio, o Buda, Goethe e outros, que falam dos valores eternos, que têm a ver com o centro de nossas vidas. Quando um dia você ficar velho e, tendo as necessidades imediatas todas atendidas, então se voltar para a vida interior, aí bem, se você não souber onde está ou o que é esse centro, você vai sofrer.
As literaturas grega e latina e a Bíblia costumavam fazer parte da educação de toda gente.
Tendo sido suprimidas, toda uma tradição de informação mitológica do Ocidente se perdeu.
Muitas histórias se conservavam, de hábito, na mente das pessoas. Quando a história está em sua mente, você percebe sua relevância para com aquilo que esteja acontecendo em sua vida. Isso dá perspectiva ao que lhe está acontecendo. Com a perda disso, perdemos efetivamente algo, porque não possuímos nada semelhante para pôr no lugar. Esses bocados de informação, provenientes dos tempos antigos, que têm a ver com os temas que sempre deram sustentação à vida humana, que construíram civilizações e enformaram religiões através dos séculos, têm a ver com os profundos problemas interiores, com os profundos mistérios, com os profundos limiares da travessia, e se você não souber o que dizem os sinais ao longo do caminho, terá de produzi-los por sua conta. Mas assim que for apanhado
pelo assunto, haverá um tal senso de informação, de uma ou outra dessas tradições, de uma espécie tão profunda, tão rica e vivificadora, que você não quererá abrir mão dele.

Vamos continuar refletindo na reflexão de campbell?
Se estiver desagradando... é só manifestarem...
Saúde e Paz!
Título: Re: O mito e a vida - vamos clarear?
Enviado por: MarcoALSilva em 02 de Outubro de 2010, 15:00
Olá! Peço licença para participar.

[...]
Uma vez que este livro vai tratar com frequência do mito, é da maior importância que essa distorção e essa incompreensão desastrosas sejam desfeitas logo de início. Uma vez que os argumentos apresentados adiante levarão inexoravelmente à conclusão de que toda a história de Jesus nos Evangelhos - para não mencionar cerca de 95 por cento do restante da Bíblia - é um mito ou uma coleção de mitos, é imperativo atribuir ao verdadeiro significado do mito uma atenção detalhada.
Aqui estão três breves citações de Kuhn para salientar essa questão da maior importância da minha argumentação:
- "O que era conhecido antigamente (...) é que o mito conforme empregado pelos antigos iluminados na escritura bíblica não é ficção, mas o que há de mais verdadeiro em toda a história"
- "O mito é a única narrativa verdaeira da realidade da experiência religiosa humana. É a única história verdadeira em todos os sentidos jamais escrita (...) uma vez que é a impressão real da vida na sua evolução. Por mais real que a história seja, por fim ela é menos verdadeira do que o mito. O mito é sempre e eternamente verdadeiro; a história real nunca é mais do que uma aproximação da verdade da vida".
- O mito era o método de ensino predileto e universal nos tempos antigos".

("O Cristo dos Pagãos" - Tom Harpur - Ed Pensamento - pág. 30/31)

Título: Re: O mito e a vida - vamos clarear?
Enviado por: filhodobino em 02 de Outubro de 2010, 16:17
Excelente Marco,
Grato por sua participação...
O objetivo inicial para clarear o que é mito, foi alcançado que é onde nasceu a ilusão...
Ilusão é real, para quem a cria em seu psiquismo...

Heráclito, foi um dos primeiros a por ordem (se é que possível), nas criações mitologicas e por isso foi muito perseguido, mas prevaleceu o bom senso de suas assertivas....

Tudo muda a cada segundo...(até o Tim Maia, cantou assim...), No puro Devir a realidade é a mudança...

Então porque ficamos tentando impingir a idéia de que tudo é ilusão?
Posto que a ilusão é a mais real de todas realidades humanas?
Porque criar confusão na cabeça das pessoas que não tiveram como entender isso...? Qual é o objetivo?

Então eu pergunto:
Preferível é isolar o aparelho criador de ilusões(realidades humanas), ou ensinar o psiquismo uma base de bom-senso, para aceitar o que lhe serve e descartar o que lhe é inútil?
Então:
 Ego é ilusão? É.
 Ilusão, ego, mito, coexistem com o ser humano desde a luz descrita na Genesis(Moisaica), a luz do primeiro dia, que não tem nada a ver com a luz do quarto dia da criação...
Antes que a Terra existisse, o pensamento já existia e com ele o mito, a ilusão, o Ego....
Então quando ensinamos que devemos eliminar o Ego, precisamos ser claros, tanto quanto, quando falamos de mito, religião, crenças, fé, Ego, virtudes, e imperfeições, tá tudo num embrulho só...
Façam o que quiserem mas prefiro Educar meu Ego, a eliminá-lo, isolá-lo, posto que por mais que eu fique atento, sempre haverá um instante de impercepção, e aí pronto... derramo o leite...
É impossível a um ser humano, permanecer atento 24 horas... então Eduquemos nosso modo de conceber os nossos pensamentos....
Aprendamos a ler pelo menos duas vezes o que estamos lendo...
Aprendamos a ler pelo menos duas vezes o que estamos escrevendo...
Aprendamos a repetir mentalmente a pergunta do nosso interlocutor para saber se estamos entendendo realmente o que ele disse, se for preciso repitamos sua pergunta pedindo mais esclarecimentos e centenas de milhares de enganos podem ser eliminados já de pronto....
Mas estejamos alertas para o movimento...
Se a prosa vai na horizontal, invertamo-la para o sentido vertical e observemos o que o lado onírico, espacial tem a dizer ao lado da razão do nosso conjunto cerebral....
Aceito prazeirosamente correlações ao meu pensamento, estejam à vontade para exporem suas idéias ... Preciso continuar aprendendo e só o farei na medida que houver mudanças nas minhas idéias, como ensinou Heráclito, tão simples assim... Por isso, ele era descrito como o chorão por perceber a ignorância dos seus contemporâneos...

Saúde e Paz!
Título: Re: O mito e a vida - vamos clarear?
Enviado por: filhodobino em 02 de Outubro de 2010, 18:14
Amados Irmãos,
Para ajuizar o juizo, A divindade, o Pai Maior, Deus, Alah, Javé, seja qual o nome... nos proporcionou oportunidade de viver no esquecimento aqui na carne onde quando definimos o que é, muda pelo próprio fato de ser...
Então aqui onde estamos precisamos fazer o dever de Casa, ser feliz com o que temos e somos, pois nada temos, nem somos o que pensamos ser...
Saúde e Paz!