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CONVÍVIO => Off-topic => Espiritualismo => Tópico iniciado por: Conforti em 22 de Setembro de 2011, 15:47

Título: A solução para fim do sofrimento
Enviado por: Conforti em 22 de Setembro de 2011, 15:47
Amigos,

Alguém lembrou Fritjoff Capra. Ele publicou muitos livros sobre espiritualismo e todos muito bons. “O Tao da Física” deve estar abrindo os olhos de muita gente.

Capra, q me parec hoje se dedica mais à Ecologia (não àquela somente destinada a melhorar a vida dos homens), mas a uma Ecologia Profunda q abrange seres humanos e não humanos, o planeta e mesmo além..., foi renomado membro da equipe do tb renomado internacionalmente laboratório de física de Berkeley, Califórnia (universidade q produziu mais de sessenta prêmios Nobel); Capra escreveu baseado em experiências científicas, nas concordâncias e paralelismos entre revelações da física quântica e das meditações das tradições místicas orientais.
 
Amigos, muitas vezes perguntam: “porquê meditar?”.

O fato é q estamos voltando sempre e sempre para mundos de Samsara e sabemos q, quanto mais pessoas meditam e abrem os olhos, o mundo será melhor. Lembre-se de Gandhi (muitos afirmaram a mesma coisa): “cada homem q se ilumina, aniquila o ódio de milhões”; o mesmo afirmou Maharishi Mahesh Yogi (q trouxe a Meditação Transcendental para o Ocidente).

Há estudos e pesquisas independentes realizados nas mais importantes universidades do mundo, mostrando que, se 1% de uma coletividade medita, diminuem, drasticamente, nessa coletividade, os índices de crimes, violência, acidentes, conflitos, internações em hospitais, uso de drogas, alcoolismo, suicídios, enfermidades, até de perturbações da natureza etc. Asseguram mesmo q, no dia em q uma meditação séria for praticada regularmente por todos, as doenças e os sofrimentos se tornarão coisas do passado, terão desaparecido do mundo.

E, como afirmoam místico, sábios e cientistas quanticos, como Schroedinger, um dos pais da nova física, estaremos sempre voltando e voltando. Por isso vale a pena tentar a meditação regularmente. Quem vai querer, na sua volta, encontrar o mundo nas mesmas condições de escuridão e sofrimento em que hoje está? Por isso, divulguemos a meditação o mais q pudermos. Lembremo-nos do Buda: "a iluminaçã é o fim do sofrimento" e Jesus: "... e tudo o mais vos virá por acréscimo".

Abçs.
Título: Re: A solução para fim do sofrimento - KARMA
Enviado por: maria.ma@ em 12 de Outubro de 2011, 19:46
Eu Sou Aquilo - Karma

O Karma é apenas um armazém de energias não utilizadas, de desejos não realizados, e medos não compreendidos. O armazém está sendo continuamente alimentado com novos desejos e medos. Não precisa ser assim para sempre. Compreenda a causa raiz dos seus medos - o estranhamento de si mesmo; e dos desejos - a ânsia pelo Self, e seu Karma se dissolverá como um sonho.

Não há etapas para a realização. Não há nada gradual sobre ela. Ela acontece repentinamente e é irrevogável. Você entra em uma nova dimensão, vistas a partir da qual as anteriores são meras abstrações. Assim como no nascer do sol você vê as coisas como elas são, da mesma maneira, na auto-realização você vê tudo como é. O mundo da ilusão é deixado para trás.

O mundo que você pode perceber é um mundo muito pequeno de fato. E é totalmente privativo. Considere-o como um sonho e acabe logo com isso. A idéia de um mundo total não é parte do seu mundo particular? O universo não vem lhe dizer que você é parte dele. É você que inventou a totalidade para conter a você mesmo como parte desse todo. Na verdade, tudo o que você conhece é o seu mundo privativo, não importando quão bem você o equipou com suas imaginações e expectativas.

Não se atire na atividade. Nem o aprendizado nem o conhecimento podem realmente ajudar.

Chamamos de prazer ao alívio momentâneo da dor - e construímos castelos no ar na esperança de um prazer sem fim ao qual damos o nome de felicidade. Isso tudo é um mal entendido.

Tudo depende de você. É pelo seu consentimento que o mundo existe. Remova sua crença na realidade do mundo e ele se dissolverá como um sonho. O tempo pode derrubar montanhas; muito mais você, que é a fonte intemporal do tempo. Porque sem memória e expectativas não pode haver tempo.

Desejos fracos podem ser removidos pela introspecção, mas os fortes, os profundamente enraizados, devem ser satisfeitos, e seus frutos, doces ou amargos, saboreados.

Recuse todos os pensamentos, exceto um: o pensamento 'Eu Sou'. A mente se rebelará, a princípio, mas com paciência e perseverança, ela se submeterá e ficará quieta. Uma vez que esteja quieta, coisas começarão a acontecer espontânea e naturalmente, sem nenhuma interferência de sua parte.

Na realidade aquilo que não pode mudar, permanece. A grande paz, o silêncio profundo, a beleza oculta da realidade permanecem. Ainda que não tenha como ser explicado em palavras, está esperando que você a experimente por si mesmo.

O testemunhar é natural e sem problemas. O problema é o interesse excessivo, levando à auto-identificação. O que quer que o chame a atenção, você acredita ser real.

Um homem que sabe que não é nem seu corpo e nem sua mente não pode ser egoísta, porque não há nada pelo qual ser egoísta. Ou você pode dizer que ele é igualmente 'egoísta' no interesse de todos que encontra; o bem-estar de todos é seu próprio bem-estar. O sentimento 'Eu Sou o mundo, o mundo é Eu mesmo' torna-se muito natural; uma vez estabelecido, não há maneira de ser egoísta. Ser egoísta significa invejar, desejar, adquirir, acumular, em benefício da parte contra o todo.

Enquanto se for consciente, haverá dor e prazer. Você não pode lutar contra a dor e o prazer no nível da consciência. Para ir além deles, você tem de ir além da consciência, o que é possível apenas quando você olha a consciência como algo que acontece a você, e não em você, como algo externo, alienígena, superimposto. Então, subitamente, você está livre da consciência, realmente sozinho, sem nada se intrometendo. E esse é o seu estado verdadeiro. A consciência é uma irritação que faz você se coçar. Claro, você não pode escapar da consciência , porque o próprio escapar está dentro da consciência. Mas se você aprender a olhar para a sua consciência como um tipo de febre, pessoal e particular, na qual você está preso como um pintinho no seu ovo, dessa atitude virá a crise, a qual quebrará o ovo.

Porque você fala de ação? Você já agiu alguma vez? Algum poder desconhecido age, e você imagina que é você agindo. Você está meramente observando o que acontece, sem ser capaz de influenciar, de qualquer maneira que seja.

Tudo o que você pode fazer é agarrar o ponto central: que a realidade não é um evento e não acontece, e que o que quer que aconteça, o que quer que vá e venha, não é real. Veja o evento apenas como um evento, o transitório como transitório, a experiência como uma simples experiência, e você terá feito tudo o que você pode fazer. Mas tão logo haja algo como gostar e desgostar, você criou uma tela.

A abstração é mental e verbal e desaparece no sono ou devaneio; ela reaparece no tempo. Eu estou/sou no meu próprio estado intemporalmente no agora. Passado e futuro estão apenas na mente - Eu sou/existo agora.

Como pode uma mente instável fazer a si mesma estável? Claro que não pode. É da natureza da mente vagar a esmo. Tudo o que você pode fazer é mudar o foco da consciência para além da mente.

O problema surge apenas quando a memória de dores e prazeres passados, os quais são essenciais a toda vida orgânica, permanecem como reflexo, dominando o comportamento. Este reflexo toma a forma de um 'eu' e usa a mente e o corpo para seus propósitos que são, invariavelmente, a busca do prazer ou a fuga da dor. Quando você reconhece o 'eu' como ele é, um maço de desejos e medos, e o sentimento de 'meu' como envolvendo todas as coisas e pessoas necessárias ao propósito de evitar a dor e assegurar o prazer, você verá que o 'eu' e o 'meu' são idéias falsas, sem fundamento na realidade. Criadas pela mente, elas dominam o seu criador enquanto ele as toma por verdadeiras; quando questionadas elas se dissolvem. O 'eu'e o 'meu', não tendo existencia em si mesmos, precisam de um suporte, o qual eles encontram no corpo. O corpo se torna seu ponto de referência. Quando você fala de 'meu' marido e 'meus' filhos, você quer dizer o marido do seu corpo e os filhos do seu corpo. Abandone a idéia de ser o corpo e encare a questão: Quem sou Eu? Imediatamente um processo será posto em marcha que trará a realidade de volta, ou melhor, levará a mente até à realidade.

O que você vê nao é nada mais do que você mesmo. Chame como quiser, isso não muda o fato. Através do filme do destino, sua própria luz projeta quadros na tela. Você é aquele que vê, a luz, o quadro, a imagem e a tela. Mesmo o filme do destino é auto-selecionado e auto-imposto.
Título: Re: A solução para fim do sofrimento
Enviado por: maria.ma@ em 28 de Outubro de 2011, 14:25
Eu Sou Aquilo

Pergunta: todos nós fizemos certa meditação por algum tempo, mas o progresso não parece o adequado. O que devemos fazer?

Resposta: O propósito de qualquer esforço é obter algo, algum benefício que não se possui. O que é isto que tentam atingir?

A resposta foi rápida e positiva: Nós queremos ser como você – iluminados.

É nisto que a idéia errada está enraizada; em pensar que vocês são entidades que devem alcançar algo para que possam se tornar como a entidade que vocês pensam que eu sou! Este é o pensamento que constitui a ‘escravidão’, a identificação com uma entidade – e nada, absolutamente nada, exceto a desidentificação causará a ‘liberação’.

Como eu disse, vocês vêem a si mesmos e a mim como entidades, entidades separadas; eu vejo vocês exatamente como me vejo. Vocês são o que Eu sou, mas vocês se identificaram com o que pensam ser – um objeto – e buscam a liberação para este objeto. Não é uma enorme piada? Poderia algum objeto ter existência independente e vontade de agir? Poderia um objeto estar escravizado? E liberado?
Título: Re: A solução para fim do sofrimento
Enviado por: Goedert em 04 de Janeiro de 2012, 14:58
Da mesma forma que um passáro não consegue voar com uma asa, da mesma forma uma pessoa não consegue acabar com seu sofrimento apenas com meditação concentrativa.

O discernimento analítico da ao passáro a sua outra asa.
Título: Re: A solução para fim do sofrimento
Enviado por: Mourarego em 04 de Janeiro de 2012, 15:00
Caracas mano Goiedert,
o amigo acaba de resolver um problema insolúvel ...
quer dizer que se um pardal tiver cortada a sua asa direita, por simples discernimento analítico, (e os pardais nem raciocinarem podem), eles voltam a voar...
Tás me tirando mano? :)
abraços,
Moura
Título: Re: A solução para fim do sofrimento
Enviado por: maria.ma@ em 04 de Janeiro de 2012, 15:14
O pardal que perca uma asa não sofre porque, como disse o Moura, não raciocinam, mas são inteligentes.

Ao não raciocinarem não se imaginam espíritos-pardais cheios de personalidade, como os Espíritos-homens se imaginam, e por isso sofrem, mesmo que imaginariamente.
Título: Re: A solução para fim do sofrimento
Enviado por: Goedert em 04 de Janeiro de 2012, 15:26
Caracas mano Goiedert,
o amigo acaba de resolver um problema insolúvel ...
quer dizer que se um pardal tiver cortada a sua asa direita, por simples discernimento analítico, (e os pardais nem raciocinarem podem), eles voltam a voar...
Tás me tirando mano? :)
abraços,
Moura

Talvez, você devesse prestar atenção no que lê.

Mas não há problema, vou facilitar o seu raciocínio e detalhar o símile para você.

Um passáro não consegue voar com uma asa, ele necessita de duas asas.

Uma pessoa não consegue se liberar do sofrimento apenas praticando meditação de tranquilização, ela necessita praticar também a meditação analitíca.

Ficou claro, ou o Senhor necessita de mais algum esclarecimento?
Título: Re: A solução para fim do sofrimento
Enviado por: Mourarego em 04 de Janeiro de 2012, 15:33
Mano Goedert,
talvez ficasse mais fácil se o amigo tivesse desenhado hehehe.
quem não entendeu o que, acaso o amigo notou a caretinha rindo indicando ser apenas uma piada?
Amigo, agora sério, você pode analisar analiticamente o tempo que quiser mas se não houver em você a vontade de prosperar continuará na mesma, logo, só uma coisa não basta.
A analise analítica lhe dá apenas a capacidade de encontrar o problema mas daí segue-se que se deva ter a vontade de combatê-lo.
Abraços,
Moura
Título: Re: A solução para fim do sofrimento
Enviado por: Vitor Santos em 04 de Janeiro de 2012, 18:31
Olá

Infelizmente ainda não compreendi, na prática,  o que é a meditação profunda, de que falam os orientais. Quando eu compreender melhor, dominar as técnicas, então poderei falar sobre isso. Por agora, não tenho opinião. Qual é a diferença entre meditação e relaxamento?

De qualquer modo não posso compreender que a iluminação venha do acto de meditar em si mesmo. A meditação pode ser uma das ferramentas. Um individuo egoísta, que não respeite o próximo, ou até a si mesmo, pode meditar à vontade que eu não acredito que tenha atingido a iluminação. A iluminação implica o esquecimento de si mesmo e compreender que somos todos espiritos irmãos em Deus, que nos devemos amar, como dizia Jesus.

bem hajam   

 
 
Título: Re: A solução para fim do sofrimento
Enviado por: Mourarego em 04 de Janeiro de 2012, 19:09
Exatamente mano Vitor,
dá-se muito crédito à tal meditação mas sempre a confundindo com algumas das técnicas de relaxamento.
Na primeira não se esvazia a mente, apenas fortifica-se o foco num pensamento só.
Na segundo, que tem nas faculdades de fonoaudiologia uma cadeira chamada Relaxação, se pretende, através de técnicas e de exercícios, relaxar-se primeiramente o corpo para depois se poder atacar ao campo mental.
Porém nem uma nem outra hão de só ou em conjunto, fazer o milagre de nos resolver algum problema.
Abraços,
Moura
Título: Re: A solução para fim do sofrimento
Enviado por: Conforti em 04 de Janeiro de 2012, 22:23
      Amigos,
     
      Me sinto no dever de esclarecer: meditação não possui nenhuma classificação, como analítica, de concentração, tranqüilizante, ou relaxante; essa questão de tranquilizar, relaxar ou trazer melhor saúde, era nada mais q um entendimento, verdadeiro, sim, mas “superficial” dos ocidentais, q só a entendiam para esses fins. 
      Hoje, com o auxilio de pesquisadores e místicos, cientistas, físicos, psicólogos, psicoterapeutas, estudiosos e religiosos, e vasta literatura pertinente, já fomos levados a conhecer sua tremenda importância para a realização espiritual.
      Depois que a própria ciência mais avançada do mundo, a física quântica, concluiu que as meditações das tradições orientais podem levar a estados elevados de consciência (estados que, até há pouco tempo, nem eram conhecidos pela ciência ocidental), nos quais podemos entrar numa condição de felicidade indescritível, chamada de “bem-aventurança” pelos místicos e iluminados e por determinados “santos”, milhões praticam técnicas de meditação. Mas, o seu objetivo não é mais, como antes acreditávamos, fazer cessar o estresse ou trazer saúde para o corpo. É muito mais do que isso: é perceber, conhecer a verdade; é conhecer o que ou quem realmente somos; conhecer aquilo a que damos o nome de “eu”, aquilo a que damos o nome de Deus.
      Assim, para o Zen, a meditação pode ser ensinada por uma única palavra: “esvazia-te”, isto é, se desfaça de tudo q vc aprendeu na vida: nada mais são do q condicionamentos a nós impostos, pelas tradições, culturas, costumes, sociedade, religiões e crenças, desde q abrimos os olhos para vida, condicionamentos q nos iludem, e entravam a percepção da realidade.
      Logo, não se destina, apenas, a nos liberar do sofrimento, mas a nos livrar de todos os apegos aos atrativos do mundo, a nos dar sabedoria e a despertar, em nós, um amor ainda desconhecido pelo mundo; um genuíno amor, incondicional, sem qualquer endereçamento, sem pesar as conseqüências. Como muitos afirmaram, é um amor quase “intolerável” pelos semelhantes, q estão sofrendo, exatamente, porq não conhecem a verdade q eles conheceram. Por isso, até q lhes venha a morte, tentam mostrar, aos demais, o caminho q leva a esse conhecimento. Esses podem dizer o mesmo q disseram Jesus e Paulo: “eu e o Pai somos um!”.

      O amigo Vitor disse: Qual é a diferença entre meditação e relaxamento?

      Cel: relaxamento pertence à área do fisiológico; meditação, à área do psicológico. Relaxamento é desfazer os “nós” q as circunstâncias da vida provocam em nós; meditação é levar a mente a uma tão grande atenção que nos permita o “esquecimento” de <tudo>.

      Vitor: De qualquer modo não posso compreender que a iluminação venha do acto de meditar em si mesmo.
 
      Cel: não existe esse meditar em si mesmo; meditar em si mesmo, ou em qualquer coisa é, apenas, “refletir”. Infelizmente, não se usa outra palavra para identificar aquilo a q damos o nome de “meditação”; enqto em nossos dicionários, o termo signifique “refletir, contemplar, oração mental”, quase todos os ocidentais só atentam para o significado “refletir”. A meditação mística tem como meta única a “iluminação”. A expressão mais próxima de meditação, tanto ocidental qto oriental, é "desenvolvimento extremo mental".

      Vitor: A iluminação implica o esquecimento de si mesmo e compreender que somos todos espiritos irmãos em Deus, que nos devemos amar, como dizia Jesus.

      Cel: o amigo, em parte, acertou ao dizer: “esquecimento de si mesmo”, pois, na realidade, é “esquecimento de <tudo>”. Qto a “compreender q todos somos irmãos”, isso significa, evidentemente, ter amor no coração, certo? Pois, se não há amor, haverá ciúme, inveja, maldade, desejos de vingança, ódio, etc e, esses “defeitos” morais impedem q a mente se torne pura, tranqüila, silenciosa, aquietada... coisas q facilitam e podem proporcionar aquele “esquecimento de tudo”, do qual falamos acima. Como uma mente possuidora desses “defeitos” se tornará tranqüila? Como se aquietará? Assim, aconselhou o sábio profeta do Ant Test: “Aquieta-te e sabe: eu sou Deus!”. Para q a meditação (não a reflexão) seja proveitosa, a mente tem de estar totalmente aquietada, sem lembranças, nem esperanças; sem desejos, nem pensamentos; sem pedidos, sem agradecimentos; sem visualizações... inoperante.

      Mourarego (ref # 9): ... dá-se muito crédito à tal meditação, mas sempre a confundindo com algumas das técnicas de relaxamento.

      Cel: engana-se o mano; essa confusão é resultante da ignorância do q seja a meditação.

      Moura: Na primeira, não se esvazia a mente, apenas fortifica-se o foco num pensamento só.

      Cel: exato, mano; mas somente se essa atenção for absoluta, total. O objetivo da meditação, é chegar a uma atenção total.

      Moura: Na segunda, se pretende, através de técnicas e de exercícios, relaxar-se primeiramente o corpo para depois se poder atacar ao campo mental.
     
      Cel: não é isso, meu mano; qualquer exercício q se faça (e q nada tem a ver com o trabalho da meditação) serve apenas para preparar, previamente, o corpo para q seja atendido o objetivo da atenção total. Por isso, diz o Zen: o importante é “sentar-se!”; sentar-se é sentar-se e nenhum exercício existe nisso.

      Moura: Porém nem uma nem outra hão de só ou em conjunto, fazer o milagre de nos resolver algum problema.

      Cel: meu mano, essa é, apenas, uma suposição sua. Primeiramente, qto aos exercícios a q se referiu, como coloquei acima, servem apenas para deixar o corpo mais saudável, para o objetivo principal. Segundo: se bem feita e proveitosa a meditação, ela traz o fim, não de algum problema, mas de <todos> os problemas. Afinal, todos os problemas se resumem num “único” problema: o não conhecer a verdade q liberta, como disse Jesus.

      Abraços a todos.





Título: Re: A solução para fim do sofrimento
Enviado por: hcancela em 05 de Janeiro de 2012, 10:43
Olá amigos(as)


A solução é " Amar".

Apenas isto.


Abraçãooooooooooooooooo
Título: Re: A solução para fim do sofrimento
Enviado por: Mourarego em 05 de Janeiro de 2012, 11:58
Gente, desculpem-me colocar água na fervura de vocês mas diz o ESE sobre o mundo de provas e expiações:
É dos mundos, onde o mal se sobrepõe ao bem..."
Ora se reencarnamos neste mundo, como esperarmos um fim que lhe é próprio?
Nosso dever é progredirmos ao ponto de podermos mudar de mundo e assim sim, evoluirmos.
Esperar até que podemos... mas sentadinhos, para que não nos cansemos.
Abraços,
Moura
Título: Re: A solução para fim do sofrimento
Enviado por: maria.ma@ em 05 de Janeiro de 2012, 13:39
Gente, desculpem-me colocar água na fervura de vocês mas diz o ESE sobre o mundo de provas e expiações:
É dos mundos, onde o mal se sobrepõe ao bem..."
Ora se reencarnamos neste mundo, como esperarmos um fim que lhe é próprio?
Nosso dever é progredirmos ao ponto de podermos mudar de mundo e assim sim, evoluirmos.
Esperar até que podemos... mas sentadinhos, para que não nos cansemos.
Abraços,
Moura

Mudar de mundo pode acontecer a qualquer momento, já, aqui e agora, basta para isso mudar de imaginação. Ou melhor, ter essa intenção.
Título: Re: A solução para fim do sofrimento
Enviado por: Mourarego em 05 de Janeiro de 2012, 13:51
Maria,
Não é isso que a doutrina ensina.
procure ver...
Abraços,
Moura
Título: Re: A solução para fim do sofrimento
Enviado por: maria.ma@ em 05 de Janeiro de 2012, 14:01
Maria,
Não é isso que a doutrina ensina.
procure ver...
Abraços,
Moura

É tudo uma questão de intenção, principalmente para quem anda a estudar estes temas.

I - Limites da reencarnação.

A reencarnação é necessária enquanto a matéria domina o Espírito; mas do momento em que o Espírito encarnado chegou a dominar a matéria e anular os efeitos de sua reação sobre o moral, a reencarnação não tem mais nenhuma utilidade nem razão de ser. Com efeito, o corpo é necessário ao Espírito para o trabalho progressivo até que, tendo chegado a manejar esse instrumento à sua maneira, a lhe imprimir a sua vontade, o trabalho está realizado. É-lhe preciso, então, um outro campo para a sua caminhada, para o seu adiantamento no infinito; lhe é preciso um outro círculo de estudos onde a matéria grosseira das esferas inferiores seja desconhecida. Tendo sobre a Terra, ou em globos análogos, depurado e experimentado suas sensações, está maduro para a vida espiritual e seus estudos. Tendo se elevado acima de todas as sensações corpóreas, não tem mais nenhum desses desejos ou necessidades inerentes à corporeidade: ele é Espírito e vive pelas sensações espirituais que são infinitamente mais deliciosas do que as mais agradáveis sensações corpóreas.
Título: Re: A solução para fim do sofrimento
Enviado por: Mourarego em 05 de Janeiro de 2012, 14:06
Maninha Maria não estamos a falar de reencarnação mas sim de solução para o sofrimento.
Não se reencarna num mundo mais avançado apenas porque se quer, ou se tenha estudado, ou ainda se tenha esta intenção.
Progride-se num mesmo mundo até  que estejamos aptos para evoluir à mundo mais avançado mas lembro:
Nos mundos mais avançados que este, ou seja num Mundo de Regeneração, o mal ainda existe logo também existe o sofrer.
Esta a lição que a doutrina prega.
abraços,
Moura
Título: Re: A solução para fim do sofrimento
Enviado por: maria.ma@ em 05 de Janeiro de 2012, 14:19
Maninha Maria não estamos a falar de reencarnação mas sim de solução para o sofrimento.
Não se reencarna num mundo mais avançado apenas porque se quer, ou se tenha estudado, ou ainda se tenha esta intenção.
Progride-se num mesmo mundo até  que estejamos aptos para evoluir à mundo mais avançado mas lembro:
Nos mundos mais avançados que este, ou seja num Mundo de Regeneração, o mal ainda existe logo também existe o sofrer.
Esta a lição que a doutrina prega.
abraços,
Moura

Este mundo que lhe chamam há cento e cinquenta anos de mundo de provas e expiações, para mim é um mundo belo e feliz, apesar, e pelo julgamento das personalidades aqui encarnadas, eu ser considerado dos seres mais miseráveis economicamente, e desinteressante quanto a status.

Como vê, tudo é relativo, dependendo apenas da intenção. Aquela pela qual Deus nos julga.
Título: Re: A solução para fim do sofrimento
Enviado por: Mourarego em 05 de Janeiro de 2012, 14:29
Maninha maria, sim, Deus julga pela intenção.
Porém, nós não vivemos pela intenção, mas sim temos intenção de fortificar a nossa vontade para que possamos mais a frente vivermos mais felizes.
Ou seja, recaímos na citação de um personagem que criei há mais de doze anos, "O Profeta", que tinha como bordão a pretensa filosofia:
"Uma coisa é uma coisa e outra coisa é outra coisa. Pois assim como são as pessoas são as creaturas."
Entendeu na lembrança feita ao personagem, o que eu pretendo explicar?
Resumo da ópera: as vezes falamos por meio de muitas palavras e pouco dizemos de sofrível que seja.
Abraços,
Moura
Título: Re: A solução para fim do sofrimento
Enviado por: maria.ma@ em 05 de Janeiro de 2012, 14:46
Maninha maria, sim, Deus julga pela intenção.
Porém, nós não vivemos pela intenção, mas sim temos intenção de fortificar a nossa vontade para que possamos mais a frente vivermos mais felizes.
Ou seja, recaímos na citação de um personagem que criei há mais de doze anos, "O Profeta", que tinha como bordão a pretensa filosofia:
"Uma coisa é uma coisa e outra coisa é outra coisa. Pois assim como são as pessoas são as creaturas."
Entendeu na lembrança feita ao personagem, o que eu pretendo explicar?
Resumo da ópera: as vezes falamos por meio de muitas palavras e pouco dizemos de sofrível que seja.
Abraços,
Moura

É claro que vivemos sempre pela intenção, seja consciente disso ou inconsciente. Se Deus julga pela intenção é por ser ela que a tudo governa, independentemente de ser boa ou má.

Quanto ao sofrimento, o tema deste tópico, penso que ficou bem claro com a estória do pardalito. Aquele que apesar de inteligente não raciocina. Por isso não se imagina um espírito-pardal cheio de personalidade, e por isso, mesmo perdendo uma asa, ou as duas, não sofre como os Espíritos-homens que por raciocinarem e falarem consigo próprios, falarem sozinhos, se imaginam homens cheios de limitações e medo da morte, sofrem imaginariamente por não saberem, ou não acreditarem que o Espírito é intocável e livre..
Título: Re: A solução para fim do sofrimento
Enviado por: Mourarego em 05 de Janeiro de 2012, 15:05
Maninha Maria, repare na contradita que você mesmo escreve:"É claro que vivemos sempre pela intenção, seja consciente disso ou inconsciente."
Maninha, toda intenção nasce de um pensamento e se nasce deste, não pode ser inconsciente.
Contudo a intenção não governa a nada senão não se poderia mudá-la.
haurida por um pensamento forte, a intenção nasce para nortear a vontade, e através desta se age, ou se deixa de agir.
Quando digo que uma intenção sempre nasce conscientemente, quero dizer, também, que sem este não tratamos com intenção mas sim com instinto, que é uma espécie de inteligência mas que não raciocina (ver OLE).
abraços,
Moura
Título: Re: A solução para fim do sofrimento
Enviado por: maria.ma@ em 05 de Janeiro de 2012, 15:28
Maninha Maria, repare na contradita que você mesmo escreve:"É claro que vivemos sempre pela intenção, seja consciente disso ou inconsciente."
Maninha, toda intenção nasce de um pensamento e se nasce deste, não pode ser inconsciente.
Contudo a intenção não governa a nada senão não se poderia mudá-la.
haurida por um pensamento forte, a intenção nasce para nortear a vontade, e através desta se age, ou se deixa de agir.
Quando digo que uma intenção sempre nasce conscientemente, quero dizer, também, que sem este não tratamos com intenção mas sim com instinto, que é uma espécie de inteligência mas que não raciocina (ver OLE).
abraços,
Moura

Quando falei da intenção não quis referir essa que aparece de uma sensação corporal qualquer. Esta intenção é material.

A intenção que interessa é aquela que pode tirar o Espírito dos seus mundos imaginários, como o sofrimento ou os mundos de provas e expiações, por exemplo. Provavelmente a palavra mais adequada será intento.
Título: Re: A solução para fim do sofrimento
Enviado por: Mourarego em 05 de Janeiro de 2012, 15:51
920. O homem pode gozar na Terra uma felicidade completa?
– Não, pois a vida lhe foi dada como prova ou expiação, mas dele depende abrandar os seus males e ser tão feliz quanto se pode ser na Terra.

De acordo com esta resposta, vê-se que apenas se pode abrandar mas não finalizar o sofrimento neste nosso mundo.

A receita:

919. Qual o meio prático mais eficaz para se melhorar nesta vida e
resistir ao arrastamento do mal?
– Um sábio da Antiguidade vos disse: “Conhece-te a ti mesmo”.
Abraços,
Moura
Título: Re: A solução para fim do sofrimento
Enviado por: maria.ma@ em 05 de Janeiro de 2012, 16:09
Esqueceu-se destas...

912 Qual o meio mais eficaz de combater a predominância da natureza corporal?

– Praticar o desprendimento.

917 Qual o meio de destruir o egoísmo?

– De todas as imperfeições humanas, a mais difícil de extinguir é o egoísmo, porque se liga à influência da matéria da qual o homem, ainda muito próximo de sua origem, não se pode libertar. Tudo concorre para manter essa influência: suas leis, sua organização social, sua educação.

O egoísmo se enfraquecerá com a predominância da vida moral sobre a material, e principalmente com a compreensão que o Espiritismo vos dá do futuro real, e não desnaturado pelas ficções alegóricas. O Espiritismo bem compreendido, quando estiver identificado com os costumes e as crenças, transformará os hábitos, os usos, as relações sociais. O egoísmo está fundado sobre a importância da personalidade; portanto, o Espiritismo bem compreendido, repito, mostra as coisas de tão alto que o sentimento da personalidade desaparece, de alguma forma, perante a imensidão. Ao destruir essa importância, ou pelo menos ao fazer vê-la como é, combate necessariamente o egoísmo.
Título: Re: A solução para fim do sofrimento
Enviado por: Mourarego em 05 de Janeiro de 2012, 16:27
Maninha você notou para o vocábulo "quando"?
Se notou há de saber que estes tempos ainda não nos são chegados.
Se já tivessem chegado, que função teriam fóruns como o nosso?
abraços,
Moura
Título: Re: A solução para fim do sofrimento
Enviado por: maria.ma@ em 05 de Janeiro de 2012, 16:42
Maninha você notou para o vocábulo "quando"?
Se notou há de saber que estes tempos ainda não nos são chegados.
Se já tivessem chegado, que função teriam fóruns como o nosso?
abraços,
Moura

Reparei.

Esses tempos não são chegados para os sete mil milhões da Terra, não quer isso dizer que não sejam chegados para quem assim o queira.

Por vezes basta um se despersonalizar para que muitos à sua volta se possam desimaginar também. E mesmo que nenhum seja influenciado que interessa isso para a felicidade do Espírito que se encontra nesse estado de espírito feliz?
Título: Re: A solução para fim do sofrimento
Enviado por: Mourarego em 05 de Janeiro de 2012, 18:44
Entendo o que você quer dizer maninha Maria mas do jeito que a amiga diz, fica a transparecer que a coisa se dê assim "vapt vupt" e não é assim que a banda toca e você sabe bem disso!
A gente começa este trabalho numa reencarnação e passa por outro monte delas até conseguir...
abração,
Moura
Título: Re: A solução para fim do sofrimento
Enviado por: maria.ma@ em 05 de Janeiro de 2012, 23:06
Entendo o que você quer dizer maninha Maria mas do jeito que a amiga diz, fica a transparecer que a coisa se dê assim "vapt vupt" e não é assim que a banda toca e você sabe bem disso!
A gente começa este trabalho numa reencarnação e passa por outro monte delas até conseguir...
abração,
Moura

Quando o Espírito percebe a essência do que significa ser um instrumento de Deus, e o que é o progresso através das reencarnações, é livre para ser o que quiser. Aí, sim, tem livre arbítrio para nunca mais se imaginar como sendo algo a mais que um Espírito. Aliás, ele passa a dominar todos os mundos imaginários, entrando neles e saindo quando quer, munindo-se da personalidade mais adequada a cada situação. Sabendo, no entanto, que não é nenhuma delas nem pertence a nenhum desses mundos, porque adquiriu a consciência que é apenas um simples Espírito. Não se identifica com mais nada.
Título: Re: A solução para fim do sofrimento
Enviado por: Conforti em 07 de Janeiro de 2012, 19:34
      A todos os amigos.

      Maria.ma@     (ref #23)
     
      A amiga Maria colocou, do LE/919: “Qual o meio mais eficaz de combater a predominância da natureza corporal?” Resp: “Praticar o desprendimento”.

      Cel: isso é uma verdade, contudo, como sempre, aí também só se ensina <o que fazer>; nunca o <como fazer>.

      Maria: LE/917: “Qual o meio de destruir o egoísmo?”. Resp: “De todas as imperfeições humanas, a mais difícil de extinguir é o egoísmo, porque se liga à influência da matéria da qual o homem, ainda muito próximo de sua origem, não se pode libertar. Tudo concorre para manter essa influência: suas leis, sua organização social, sua educação”.

      Cel: portanto, por esta resposta, fica evidente q o egoísmo se deve à proximidade em q o homem ainda se acha da matéria, e nada tem a ver com sua responsabilidade.

      Maria, LE/917: “... O egoísmo se enfraquecerá com a predominância da vida moral sobre a material, e principalmente com a compreensão que o Espiritismo vos dá do futuro real... O Espiritismo bem compreendido, quando estiver identificado com os costumes e as crenças, transformará os hábitos, os usos, as relações sociais. O egoísmo está fundado sobre a importância da personalidade; portanto, o Espiritismo bem compreendido, repito, mostra as coisas de tão alto que o sentimento da personalidade desaparece, de alguma forma, perante a imensidão. Ao destruir essa importância, ou pelo menos ao fazer vê-la como é, combate necessariamente o egoísmo.

      Cel: até aqui, a msg está mostrando q o fato de ser ou não egoísta, não cabe à responsabilidade do homem, certo? Dentro dessa concepção, o q é q justifica a imposição, aos egoístas, da lei de causa e efeito?

      Até mais. Fique em Deus.
Título: Re: A solução para fim do sofrimento
Enviado por: Conforti em 07 de Janeiro de 2012, 19:52
      Mourarego    (ref #24)

      O mano e amigo escreveu: Maninha você notou para o vocábulo "quando"? Se notou há de saber que estes tempos ainda não nos são chegados. Se já tivessem chegado, que função teriam fóruns como o nosso?

      Cel: meu amigo, tem certeza de q sua interpretação está correta? Como vc mesmo disse: “estes tempos ainda não <nos> são chegados”, certo? “Não são chegados a nós”, mas, e a outros, porq não teriam chegado ainda?
      Se o mano pesquisar saberá q muitos já puderam dizer, como Jesus: “eu e o Pai somos um”! O problema é q, em geral, só temos olhos para nossas crenças e descartamos quaisquer outras, mesmo sem conhecê-las, fato q nada mais é do q tolo preconceito. E aqueles q são preconceituosos, nunca darão um passo na direção de Deus.
      Abraços.


Título: Re: A solução para fim do sofrimento
Enviado por: dOM JORGE em 07 de Janeiro de 2012, 19:56
                                         VIVA JESUS!


         Boa-noite! queridos irmãos.

                Sacrifícios de sangue agradam apenas aos espíritos atrasados

Praticando o mal, traçamos o nosso destino provisório de sofrimento, pois vamos colhendo o que semearmos como nos ensinam as escrituras sagradas de todas as religiões. E, assim, vamos caminhando, até que consigamos a difícil passagem pela porta estreita, segundo o Mestre dos mestres, para quem muitos querem, mas não conseguem passar por ela, e ao que eu acrescento que, por enquanto, muitos nem sequer querem passar por essa porta. Mas não faltará o momento de eles o desejarem e por ela conseguirem passar, como aconteceu com o filho pródigo da parábola, que, só após colher os amargos e disciplinares frutos da má semeadura que fez, despertou para a sua libertação.

Deus, ao criar o homem, sabia de nossos reveses. Mas sabia também que o tempo, que é seu e sem fim, nos seria dado suficientemente para que nós, espíritos imortais, pudéssemos usá-lo pelas eternidades afora, até que conseguíssemos, um dia, a nossa difícil libertação. Realmente, Deus jamais criaria um filho seu para um sofrimento irremediável e sem fim, já que Ele só cria com sabedoria e amor infinitos. Portanto, jamais o Nazareno quis dizer que quem não passasse pela porta estreita não mais passaria por ela.

O nosso sofrimento não significa castigo e menos ainda coisa agradável a Deus. Essa ideia dos teólogos do passado admite, mesmo que inconscientemente, que Deus é vingativo e até sádico. Mas na verdade jamais Deus se deleitaria com o sofrimento de uma pessoa ou de um animal. O apóstolo Paulo ensina que o mesmo fogo (dor) que queima uma obra, provocando dano em alguém, salva a ele como que através do fogo (1 Coríntios 3:15). E o fogo bíblico é diferente, esotérico, figurado e purificador do espírito, o que nos traz à memória o Purgatório da Igreja, elogiado por Kardec. O sofrimento, pois, nada mais é do que a colheita da má semeadura. Ele serve apenas de disciplina para a correção do erro, e não é, eu repito, nada agradável a Deus, como aquela teologia antiga ensinava, por confundir sofrimento com virtude, e prazer e alegria com pecado.

De fato, os teólogos do passado, inclusive alguns que escreveram textos bíblicos, por influência da mitologia, dos sacrifícios de religiões pagãs feitos aos deuses ou demônios (espíritos humanos) atrasados, que eles confundiam com o Espírito do próprio Deus, e, principalmente, por causa do sacrifício de Jesus na cruz, entenderam e ensinaram que Deus se compraz com rituais de sangue derramado, o que eu tenho denominado de "teologia do sangue". Esse foi um dos grandes erros dos teólogos judeus e cristãos antigos que ainda é aceito por muitos religiosos, e que foi veementemente condenado por Jesus: "Basta de sacrifícios, eu quero misericórdia!".

Se Jesus, cuja vontade é a de Deus, detesta sacrifícios e quer misericórdia, como, pois, Deus poderia nos dar por destino irremediável o nosso sacrifício infernal da "Divina Comédia", de Dante, anulando, por completo, a sua tão decantada misericórdia infinita?

Não nos esqueçamos de que Jesus morreu na cruz, justamente em consequência de Ele ter vindo trazer para nós regras de como nos libertarmos, o quanto antes, do sofrimento e da dor. E são essas regras, ou seja, o Evangelho, o que nos salva, e não os sacrifícios agradáveis apenas aos espíritos atrasados!

 
José Reis Chaves




                                                          PAZ, MUITA PAZ!
Título: Re: A solução para fim do sofrimento
Enviado por: maria.ma@ em 07 de Janeiro de 2012, 19:57
      A todos os amigos.

      Maria.ma@     (ref #23)
     
      A amiga Maria colocou, do LE/919: “Qual o meio mais eficaz de combater a predominância da natureza corporal?” Resp: “Praticar o desprendimento”.

      Cel: isso é uma verdade, contudo, como sempre, aí também só se ensina <o que fazer>; nunca o <como fazer>.

      Maria: LE/917: “Qual o meio de destruir o egoísmo?”. Resp: “De todas as imperfeições humanas, a mais difícil de extinguir é o egoísmo, porque se liga à influência da matéria da qual o homem, ainda muito próximo de sua origem, não se pode libertar. Tudo concorre para manter essa influência: suas leis, sua organização social, sua educação”.

      Cel: portanto, por esta resposta, fica evidente q o egoísmo se deve à proximidade em q o homem ainda se acha da matéria, e nada tem a ver com sua responsabilidade.

      Maria, LE/917: “... O egoísmo se enfraquecerá com a predominância da vida moral sobre a material, e principalmente com a compreensão que o Espiritismo vos dá do futuro real... O Espiritismo bem compreendido, quando estiver identificado com os costumes e as crenças, transformará os hábitos, os usos, as relações sociais. O egoísmo está fundado sobre a importância da personalidade; portanto, o Espiritismo bem compreendido, repito, mostra as coisas de tão alto que o sentimento da personalidade desaparece, de alguma forma, perante a imensidão. Ao destruir essa importância, ou pelo menos ao fazer vê-la como é, combate necessariamente o egoísmo.

      Cel: até aqui, a msg está mostrando q o fato de ser ou não egoísta, não cabe à responsabilidade do homem, certo? Dentro dessa concepção, o q é q justifica a imposição, aos egoístas, da lei de causa e efeito?

      Até mais. Fique em Deus.


A imaginação. Tanto que os animais, que tiram a inteligência do mesmo sítio que os homens, segundo a doutrina, mas como não raciocinam, não sofrem dessas imaginações. Nem nunca têm nada a expiar, como os homens.
Título: Re: A solução para fim do sofrimento
Enviado por: Conforti em 13 de Janeiro de 2012, 20:44
      Maria.ma@     (ref #31)
       
      Cel(msg ant): A amiga Maria colocou, do LE/919: “Qual o meio mais eficaz de combater a predominância da natureza corporal?” Resp: “Praticar o desprendimento”.

      Cel: isso é uma verdade, contudo, como sempre, aí também só se ensina <o que fazer>; nunca o <como fazer>.

      Maria (m ant): LE/917: “Qual o meio de destruir o egoísmo?”. Resp: “De todas as imperfeições humanas, a mais difícil de extinguir é o egoísmo, porque se liga à influência da matéria da qual o homem, ainda muito próximo de sua origem, não se pode libertar. Tudo concorre para manter essa influência: suas leis, sua organização social, sua educação”.

      Cel(m ant): portanto, por essa resposta, fica evidente q o egoísmo se deve à proximidade em q o homem ainda se acha da matéria e, portanto, nada tem a ver com sua responsabilidade.

      Maria (m ant): LE/917: “... O egoísmo se enfraquecerá com a predominância da vida moral sobre a material, e principalmente com a compreensão que o Espiritismo vos dá do futuro real... O Espiritismo bem compreendido, quando estiver identificado com os costumes e as crenças, transformará os hábitos, os usos, as relações sociais. O egoísmo está fundado sobre a importância da personalidade; portanto, o Espiritismo bem compreendido, repito, mostra as coisas de tão alto que o sentimento da personalidade desaparece, de alguma forma, perante a imensidão. Ao destruir essa importância, ou pelo menos ao fazer vê-la como é, combate necessariamente o egoísmo.

      Cel(m ant): até aqui, a msg está mostrando q o fato de ser ou não egoísta, não cabe à responsabilidade do homem, certo? Dentro dessa concepção, o q é q justifica a imposição, aos egoístas, das terríveis conseqüências da lei de causa e efeito?

      Maria(m ant): A imaginação. Tanto que os animais, que tiram a inteligência do mesmo sítio que os homens, segundo a doutrina, mas como não raciocinam, não sofrem dessas imaginações.

      Cel: amiga, conhece perfeitamente a psicologia dos animais para afirmar isso?.... Os animais têm sensações e sentimentos como nós; podem não “sofrer” imaginações, como vc disse, mas têm enfermidades e sofrem dores semelhantes às dos seres humanos.

      Maria: Nem nunca têm nada a expiar, como os homens.

      Cel: minha amiga Maria, quer dizer, com isso, q o infinito amor e a infinita justiça do Criador fazem q os animais sofram, “gratuitamente”, tão intensamente como sofrem”?! Onde estarão a misericórdia e a justiça divinas?

      Até mais.


Título: Re: A solução para fim do sofrimento
Enviado por: maria.ma@ em 14 de Janeiro de 2012, 00:22
      Cel(m ant): até aqui, a msg está mostrando q o fato de ser ou não egoísta, não cabe à responsabilidade do homem, certo? Dentro dessa concepção, o q é q justifica a imposição, aos egoístas, das terríveis conseqüências da lei de causa e efeito?

      Maria(m ant): A imaginação. Tanto que os animais, que tiram a inteligência do mesmo sítio que os homens, segundo a doutrina, mas como não raciocinam, não sofrem dessas imaginações.

      Cel: amiga, conhece perfeitamente a psicologia dos animais para afirmar isso?.... Os animais têm sensações e sentimentos como nós; podem não “sofrer” imaginações, como vc disse, mas têm enfermidades e sofrem dores semelhantes às dos seres humanos.

      Maria: Nem nunca têm nada a expiar, como os homens.

      Cel: minha amiga Maria, quer dizer, com isso, q o infinito amor e a infinita justiça do Criador fazem q os animais sofram, “gratuitamente”, tão intensamente como sofrem”?! Onde estarão a misericórdia e a justiça divinas?

      Até mais.

Primeiro, para falar dos animais, e para ser mais explícito, separo, ou fazemos de conta que os domésticos não existem, portanto falamos dos selvagens. Os porcos, os coiotes, os lobos, as raposas, as aves etc etc. Estes selvagens, não sofrem as dores nem as enfermidades semelhantes à dos seres humanos. Ultrapassam os obstáculos da vida com mais inteligência, até, que os seres humanos, porque, ao não perderem tempo com pensamentos e raciocínios a criar imaginações, têm sempre a atenção total focada em Deus, ou no conhecimento silencioso que percebem diretamente para ultrapassarem os obstáculos da vida.

Um animal selvagem no meio da natureza, alimenta-se para viver, e essa própria ligação direta que ele tem com Deus diz-lhe sempre, acertadamente, o que precisa e onde deve procurar para se manter saudável, ou os perigos que devem evitar. Eles não vivem a pensar no passado, mas sempre a ver chegar o presente.

O ser humano, antes de se deixar domesticar, tinha também este conhecimento.

Para concluir, pode-se dizer, que o ser humano que tanto valoriza o raciocínio, pelo qual forma o mundo da razão com todas as suas imaginações, passou a viver como numa pequena ilha, o mundo da razão, e desprezou essa ligação constante a Deus. Adorou o mundo imaginário separando-se, quase, definitivamente do mundo real. O, quase, significa que ele tem sempre as duas perceções ao mesmo tempo, simplesmente ignora a real para se entregar à imaginária.

Os animais domésticos, manipulados pelos seres humanos, imitam todas as desgraças que os mesmos humanos domesticados apresentam.

A lei de causa e efeito e as expiações, pertencem à memória e à imaginação, quando se abandona a memória e as imaginações acabam os seus efeitos, como os animais não usam estas coisas não lhe sofrem os efeitos. Se o homem se libertar também das memórias acaba-se também para ele.
Título: Re: A solução para fim do sofrimento
Enviado por: Conforti em 14 de Janeiro de 2012, 03:42
      Maria.ma@    (ref #33)

      Olá, amiga.
      Primeiramente repito duas questões q apresentei na msg anterior:
      Primeira: até aqui, a msg está mostrando q o fato de ser ou não egoísta, não cabe à responsabilidade do homem, certo? Dentro dessa concepção, o q é q justifica a imposição, aos egoístas, das terríveis conseqüências da lei de causa e efeito?
..........................
      Segunda: quer dizer, com isso, q o infinito amor e a infinita justiça do Criador fazem q os animais sofram, “gratuitamente”, tão intensamente como sofrem”?! Onde estarão a misericórdia e a justiça divinas?
..........................
      Para conhecimento dos amigos, abaixo coloco texto sobre as descobertas de Candace Pert, Chefe de Química do Cérebro da Divisão de Neurociência Clínica do Instituto Nacional de Saúde Mental, dos Estados Unidos:
      “Os animais têm sensações, emoções e sentem como nós”.
      Descobridora das endorfinas, revolucionou nossas crenças sobre a origem das sensações, bem como sobre a suposição de que a mente está apenas localizada no cérebro. Descobriu que cada sítio receptor presente no cérebro também é encontrado nos monócitos, célula do sangue de papel fundamental no sistema imunológico.
      Verificou, também, que certas substâncias químicas que afetam a emoção também controlam o trajeto e a migração dos monócitos e que essas células, não só possuem receptores para vários neuropeptídios, iguais aos que controlam o ânimo, no cérebro, mas também sintetizam esses compostos e que todo o revestimento do trato intestinal, do esôfago até o intestino grosso, está forrado de células que contêm neuropeptídios e seus receptores. Talvez por isso, muitas pessoas sintam o efeito das emoções no estômago ou nos intestinos. 
      Isso é tão verdadeiro que, ultimamente, o Tagamet, utilizado no tratamento de hiperacidez e úlceras, tornou-se o medicamento mais receitado nos EU. Gastrite, indigestão, gases, dor e sangramento são o preço que pagamos pelo fato de “canalizarmos” nossos sentimentos para o trato gastrintestinal e, a cada ano, milhares de pessoas morrem de hemorragia por úlceras gástricas e duodenais.
      Também descobriu que os <animais> possuem receptores que contêm neuropiptideos e que, portanto, também <têm emoções como os seres humanos>.
      Suas várias descobertas sobre neurotransmissores, hormônios e sítios receptores mostram a semelhança dessas substâncias e estruturas com as encontradas em formas de vida não-humana. Até um <microscópico e primitivo protozoário>, o tetraimena, ser <monocelular>, sintetiza insulina e endorfinas <iguais> às dos seres humanos, e seu sítio receptor é, també, igual ao nosso.
      Outros animais estudados (ratos, por exemplo) têm receptores para endorfinas. Isso aponta para a simplicidade e unidade da vida. Cérebros de homens, de ratos e de protozoários microscópicos estão funcionalmente vinculados, com componentes moleculares idênticos, que nos seres humanos influenciam as emoções.
      E agora? Essas outras formas de vida têm vida emocional, já que apresentam requisitos fisiológicos e químicos necessários para tal? Por que precisam de receptores para endorfinas, substâncias muito mais potentes que a morfina? Terão sentimentos os ratos e protozoários? Em resumo, essas descobertas desafiam a maneira um tanto arrogante com que nós, seres humanos, temos menosprezado o potencial de sentimento de formas de vida inferiores”.
........................................

Título: Re: A solução para fim do sofrimento
Enviado por: maria.ma@ em 14 de Janeiro de 2012, 12:53
     
      E agora? Essas outras formas de vida têm vida emocional, já que apresentam requisitos fisiológicos e químicos necessários para tal? Por que precisam de receptores para endorfinas, substâncias muito mais potentes que a morfina? Terão sentimentos os ratos e protozoários? Em resumo, essas descobertas desafiam a maneira um tanto arrogante com que nós, seres humanos, temos menosprezado o potencial de sentimento de formas de vida inferiores”.
........................................

É claro que têm vida emocional. A perceção é uma faculdade física cultivada por todos os seres vivos da terra, o resultado final é o que chamamos de atenção. O animal percebe, instantaneamente, principalmeente pelos olhos, quando aparece outro animal ou ser humano com más intenções, ou boas, e reage imediatamente, com todos aqueles recursos inerentes às emoções, destapam-se ouvidos, olhos, aceleramento cardíaco, transpiração, enfim, preparação para o combate ou a fuga. Os sentimentos estão diretamente ligados a isto.
Título: Re: A solução para fim do sofrimento
Enviado por: Conforti em 14 de Janeiro de 2012, 16:02
      Texto trazido por don Jorge, masg #30.
      Vamos comentar. Percebam, os amigos, como devemos refletir ou questionar tudo aquilo q nos vem às mãos e não, simplesmente, aceitar por termos confiança em suas fontes.
      Primeiramente, qto às palavras escritas na coluna à esquerda, “Viver é um espetáculo”; elas representam a verdade? (Se bem q espetáculo pode ser inspirador, belo, ou tragédia!). É isso q vemos no mundo? Nas alas dos cancerosos, nas prisões, naqueles q se arrastam pelo chão, nos famintos e desesperados, na exploração do próximo, nas violências e crimes hediondos? Para <todas> as religiões, sem exceção, “Viver é Sofrer”!                                       

      Texto: Sacrifícios de sangue agradam apenas aos espíritos atrasados.

      Cel: sem culpas, portanto, nem responsabilidades; logo, não cabe aí a imposição das terríveis conseqüências da lei de causa e efeito.

      Texto: Praticando o mal, traçamos o nosso destino provisório de sofrimento, pois vamos colhendo o que semearmos como nos ensinam as escrituras sagradas de todas as religiões.

      Cel: aqui cabe uma importante pergunta: porq praticamos o mal? Nós mesmos, q não éramos maus no princípio, colocamos o mal em nosso coração? Porq faríamos isso se sabemos q, assim seremos infelizes? Quem é q, podendo escolher entre ser feliz ou sofrer, escolhe o sofrer?!

      Texto: E, assim, vamos caminhando, até que consigamos a difícil passagem pela porta estreita... quem muitos não conseguem passar por ela, e ao que eu acrescento que, por enquanto, muitos nem sequer querem passar por essa porta.
 
      Cel: outra pergunta: e porq muitos não conseguem e muitos nem mesmo querem passar pela porta estreita? Porq somos tão desiguais se, no princípio, éramos todos perfeitamente iguais? Afinal, o q foi q desfez a perfeita igualdade primitiva? Algué tem a resposta?

      Texto: Mas não faltará o momento de eles... por ela conseguirem passar, como aconteceu com o filho pródigo da parábola, que, só após colher os amargos e disciplinares frutos da má semeadura que fez...

      Cel: isso significa q somos responsáveis por nossas semeaduras, certo? No entanto, como conciliar essa afirmação com esta: “sendo Deus infinitos amor, justiça e sabedoria, nada q dEle procede pode ser não-inteligente, mau ou injusto”!

      Texto: Deus, ao criar o homem, sabia de nossos reveses. Mas sabia também que o tempo, que é seu e sem fim, nos seria dado suficientemente para que nós, espíritos imortais, pudéssemos usá-lo pelas eternidades afora, até que conseguíssemos, um dia, a nossa difícil libertação.

      Cel: Outra pergunta: onde é q estamos presos? No mal? E quem nos prendeu ali? Nós mesmos, dirão! Fomos, então, criados por Deus para q nos libertemos, à força de sofrimentos inenarráveis, pelos quais, obrigatoriamente, teremos de passar?
      E o Criador, q já sabe dos revezes pelos quais passaremos, como o sabe? É onisciente ou presciente? A DE afirma q é. Mas, se é onisciente, sabe, desde sempre, q suas criaturas (q não podem ser más, injustas ou ininteligentes) estão destinadas, sem exceção, a enormes sofrimentos, pois se transformarão em verdadeiros monstros, repletos de defeitos morais, perversos e pervertidos, ao grau máximo! Se sabe tudo isso, qual a razão de nos criar? Sabe, com absoluta certeza, q seus filhos apresentarão terríveis defeitos morais e, depois, qdo os apresentam, os “pune”?!

      Texto: Realmente, Deus jamais criaria um filho seu para um sofrimento irremediável e sem fim, já que Ele só cria com sabedoria e amor infinitos.

      Cel: pergunta: então o “amor infinito” nos cria, para q sejamos, obrigatoriamente, submetidos a sofrimentos torturantes e insuportáveis, e por um sem número de encarnações q podem se estender por milhões de anos? Então, a “sabedoria infinita” só soube elaborar um plano de ensino, para a escola do bem e do mal, q muitos chamam de “escola de espíritos”, cujo método mais usado e mais <eficiente> são os sofrimentos? Que Deus, como um verdugo, chicote na mão, nos faz caminhar pela estrada da evolução, à força de chicotadas (sofrimentos)? Será q os seres criados pelo Perfeito, somente, entendem a linguagem das dores e lágrimas?

      Texto: O nosso sofrimento não significa castigo e menos ainda coisa agradável a Deus.

      Cel: o dizer-se q o sofrimento não significa castigo (embora na DE a palavra “castigo” seja repetida muitas vezes, como tb, leis punitivas, penalidades expiatórias, sofrimentos torturantes, mundo de expiações, encarnações multiplicadas e dolorosas por milhões de anos etc), afinal, o dizer q sofrimento não significa castigo, ameniza ou aniquila as dores terríveis conseqüentes da lei de causa e efeito, como cânceres, demência, cegueira, aleijões, deformações físicas e mentais, epidemias dolorosas, miséria, fome, viver sob aquela ponte ou dos lixões das cidades; o ver a pequena filhinha, a alegria da casa, ser cruelmente violentada e assassinada na sua frente; ver os seus filhos mergulhados no inferno das drogas; ver roubado todo o produto de uma vida inteira de trabalhos em prol da família; seus queridos serem humilhados e injustiçados; as crianças terem os pés amputados, a machadadas; os desastres naturais, como terremotos, tsunamis, erupções vulcânicas, inundações, tempestades q destroem tudo q o homem construiu; guerras e mais uma lista sem fim de dores?! Essas coisas significam bênçãos e manifestações da misericórdia de Deus de soberano amor?

      Texto: Mas na verdade jamais Deus se deleitaria com o sofrimento de uma pessoa ou de um animal.

      Cel: nova pergunta: porq os animais vivem doenças e sofrimentos semelhantes aos dos homens, se são inimputáveis? Sofrem “gratuitamente”? 
 
      Texto: O sofrimento, pois, nada mais é do que a colheita da má semeadura. Ele serve apenas de disciplina para a correção do erro, e não é, eu repito, nada agradável a Deus, como aquela teologia antiga ensinava, por confundir sofrimento com virtude, e prazer e alegria com pecado.

      Cel: observem: o Criador, ao nos criar, nos mostra duas estradas, nos dá aptidões, possibilidades, condições, permissão para q escolhamos por qual seguir e, depois, se escolhemos a estrada q não é sua favorita (e q Ele nos deu aptidões, possibilidades, condições para por ela seguirmos), nos impõe as terríveis conseqüências de Sua lei de causa e efeito.

      Texto: Não nos esqueçamos de que Jesus morreu na cruz, justamente em conseqüência de Ele ter vindo trazer para nós regras de como nos libertarmos, o quanto antes, do sofrimento e da dor. E são essas regras, ou seja, o Evangelho, o que nos salva, e não os sacrifícios agradáveis apenas aos espíritos atrasados!

      Cel: nova/ peço q observem: Jesus, como Moisés e outros líderes, de cujas palavras os homens convencionaram religiões, nos trouxeram “regras para bem-conviver”, na tentativa de conseguir um relacionamento mais harmonioso entre criaturas já tão sofridas, sobretudo naqueles tempos, em q os poderosos eram a lei. Assim, Moisés: “não matar, não mentir, não cobiçar o q seja do próximo” etc; Jesus: “oferece a outra face”, “perdoa sempre”, “abençoa teus inimigos”, “não deixes de cumprir tua obrigação senão teu credor te levará ao juiz... e dali não sairás até q tenhas pagado o último ceitil”, “não ofendas teu irmão, senão serás atirado ao fogo da geena” etc, etc, todas regras para bem-conviver; nenhuma “regra para a salvação”! Estas foram esquecidas pelas doutrinas vindas do cristianismo q as esqueceram, ou não compreenderam e, consequentemente, nunca são ensinadas. Contudo, muitos ensinamentos regras para a salvação, estão em muitas palavras de Jesus e de Paulo, e de muitos outros. As religiões não as comunicam aos seus fiéis.

      Fiquem em Deus.

 

Título: Re: A solução para fim do sofrimento
Enviado por: Hebe M C em 15 de Janeiro de 2012, 15:16
Olha para além dos horizontes!
"Tudo o que agora dissemos sobre o caminho da felicidade  e os meios para alcançá-la será praticamente tão difícil que a maior parte dos leitores não conseguirá  realizar o supremo ideal, se não habituar a olhar para além dos horizontes da vida terrestre.


A fim de prevenir qualquer equívoco ou mal entendido, vamos, logo de início, deixar bem claro o que entendemos com a expressão "olhar para além dos horizontes"....Quer dizer...encarar a vida humana em toda a sua  plenitude real, e não apenas num aspecto fragmentário, incompleto.


Exemplifiquemos: se uma lagarta quisesse resolver os problemas da sua vida de inseto voraz apenas na base dessa sua existência provisória, de lagarta, ignorando as outras fases de sua vida, sobretudo a da borboleta alada, não acertaria jamais com a solução satisfatória, porque a sua existência de hoje só é compreensível à luz da sua existência de amanhã...


Semelhantemente, quando o homem toma a sua vida terrestre separadamente da sua existência total, do seu destino futuro, para o qual a vida presente está como o estágio da largata para o da borboleta- não encontra explicação para certas realidades da vida terrestre, sobretudo para os inevitáveis sofrimentos. E essa falta de explicação satisfatória gera infelicidade.


O sofrimento em si não gera infelicidade; a infelicidade em todo seu amargor provém do caráter absurdo e paradoxal do sofrimento. Uma vez destruído este caráter revoltante por meio de uma compreensão serena e real...

A parte não se explica pela parte, mas somente pelo Todo. O fragmento é absurdo e sem sentido quando não relacionado, como parte integrante,a um Todo maior...

A consciência telúrica do homem de hoje, creada pela inteligência personal, produz a infelicidade da vida, por falta da integração na consciência cósmica do homem de amanhã, consciência essa gerada pela razão espiritual, pelo Cristo dentro de nós.

A convicção de uma vida futura- ou melhor, a continuação da vida presente- não é apenas um artigo de fé dogmática, como, por outro lado, não é desmonstrável por argumentos analíticos da simples inteligência... Uma vez adquirida essa certeza definitiva da vida eterna pós-morte, o homem acha fácil e espontâneo colocar a sua vida terrestre, de poucos decênios, como parte integrante desse grande Todo da sua vida sem fim...

Crer na imortalidade é necessário, mas não é suficiente. A crença é da vontade, a ciência é do intelecto, a sapiência é da razão, ou do espírito.

Entretanto para que essa certeza intuitiva nasça da alma, duas coisas são necessárias,a saber: 1)Ter fé na realidade da vida eterna. 2)Harmonizar a sua vida cotidiana com o conteúdo dessa fé...

Os mais conhecidos obstáculos para essa fé eticamente vivida são os seguintes: a cobiça, a luxúria,  o orgulho,a desenfreada caça aos bens terrenos, a ânsia de elogios e aplausos, o desejo de um coforto material excessivo, a falta de controle e disciplina sobre os nossos pensamentos e sentimentos, o egoísmo em todas as suas manifestações- tudo isso é como imundície que obstrui  os canais por onde deviam fluir as águas límpidas da certeza intuitiva da vida eterna, sem a qual não pode haver verdadeira tranquilidade, paz e felicidade interiores.

Harmozinar a sua vida cotidiana com os ditames de sua fé é o requisito número um  para a formação de uma consciência clara e sólida sobre a imortalidade. Por mais difícil  que seja essa harmonização  da vida com a fé, vale a pena empenhar o máximo para tal, mesmo que seja no último quartel da vida terrestre, porque a verdadeira felicidade  vale por todos os sacrifícios."

Hubert Rohden
O caminho da felicidade, páginas 49 a 53,  Segunda Edição-2005,Editora Martin Claret