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CONVÍVIO => Off-topic => Espiritualismo => Tópico iniciado por: Conforti em 02 de Junho de 2013, 21:45

Título: Jung e o sentir-se um com Deus
Enviado por: Conforti em 02 de Junho de 2013, 21:45
      Carl Gustav Jung fala sobre a experiencia de 'se sentir um com Deus'     

      O renomado psicoterapeuta Carl G Jung, em suas pesquisas sobre a mente humana, encontrou o misticismo cujo estudo tanto o impressionou q esteve no Oriente para estudar hinduísmo e budismo.
      Decorrente de suas observações, na vida profissional e fora dela, Jung afirmou que a ‘experiência de se sentir um com Deus é a experiência mais importante e sublime na vida do ser humano’. E disse ainda:
     ‘O fato, que tenho comprovado numerosas vezes, em meu consultório, é que a experiência de Deus é a verdadeira terapia e, na medida em que por ela passam, as pessoas se afastam da maldição da patologia”.
     Com isso, portanto, com certeza afirmava que quanto mais próximos estamos de “sentir” Deus, mais longe estamos das doenças do corpo e da mente.
      Abaixo, o Prefácio feito por ele, ao livro ‘Introdução ao Zen’, de Suzuki, um dos mais ilustres conhecedores do Zen Budismo:

      ‘Tentar explicar o satori (a iluminação) é inútil. (Como disse o Buda, qdo inquirido a respeito: ‘essas perguntas são irrelevantes! Venha e tenha sua própria experiência! ’; e Paulo, q ‘subiu ao terceiro céu’: ‘... e lá vi e ouvi coisas inefáveis! ’  Assim, as tentativas de explicar o q seja o satori são sempre inúteis, pois somente compreenderão aqueles q passaram pela experiência de se sentir um com Deus).
      Para alguns é a percepção da verdadeira natureza do ser (de o q somos realmente); o consciente livra-se da ilusória (falsa) idéia de um ‘eu’ que tem existência própria e independente, separada no tempo e no espaço, e que temos de defender contra os demais ‘eus’.
      Essa ilusão referente à natureza do ‘ser’ é a confusão que todos fazem do ‘ego’ com o ‘ser’. O ‘ser’ é a consciência total, absoluta, cósmica, o Cristo, o Buda, o reino dos céus, Deus. O ‘ego’ é apenas um feixe de lembranças, ilusões, expectativas e condicionamentos resultantes das interpretações corretas ou equivocadas das coisas da vida e do mundo.
      Quando pensamos que há algo de bom em nós, isso vem da ilusão de que possuímos alguma coisa, de que possuímos bondade, de que somos bons, mas isso é, apenas, sinal de nossa imperfeição e insensatez. Fôssemos nós conhecedores da verdade, saberíamos que não somos bons, que o bem não vem de nós, e nem o mal. Por isso, o iluminado diz:
      ‘Que pobre tolo eu era! Estava na ilusão de que eu era isto ou aquilo: agora vejo que isto ou aquilo é Deus’.
      O satori é a cessação da consciência condicionada, apenas limitada ao ego, repleta de ilusões, impurezas, de todo lixo mental ali depositado pelos costumes, tradições, culturas, sociedade, suposições, religiões e crenças, durante toda nossa vida. O satori faz com que a consciência adquira a forma de consciência ilimitada, infinita, de não-eu, não-ego, pura como é o ser. Jesus diz no seu sermão: ‘Bem-aventurados os pobres de espírito’, isto é, aqueles que perderam seu ego, sua ‘personalidade’, pois, agora, têm ‘a’ de Deus. Por isso, bem-aventurados! O satori é o reconhecimento de nossa face original, do homem antes de ser criatura, o reconhecimento, a percepção da verdade de que ‘eu sou’.
      Exceto alguns místicos ocidentais, parece, numa visão superficial, que, no Ocidente, nada há que possa ser comparado ao satori. Da prática da meditação pode surgir um novo estado de consciência que não é influenciado pelas coisas externas. Daí brota uma consciência vazia, pura, que permanece aberta a outra influência, que não será mais sentida como a própria atividade da mente, do ego, do ‘eu’, e sim como o trabalho do ‘não-ego’, do ser absoluto, que tem a consciência como seu objeto. É como se o ego fosse invadido por um sujeito (a Subjetividade Absoluta, Deus) que tivesse tomado o seu lugar, o seu controle. (Como disse Paulo, ‘Não sou mais eu que vivo, mas o Cristo é que vive em mim’; e Jesus: ‘eu e o Pai somos um’).  Quando isso ocorre, aparece em cena um homem completamente transformado, ‘ressuscitado’, o ‘novo homem’ citado nos Evangelhos.
      O Zen é uma prática diferente de todas as outras práticas de meditação em virtude do ‘koan’, problema que rejeita qualquer resposta lógica. O próprio Buda é rejeitado por ser apenas uma imagem, um símbolo, um rótulo. Nada deve interferir a não ser o que realmente está lá, isto é, o homem com suas completas, mas inconscientes, suposições, ilusões, crenças, condicionamentos, dos quais, por ser inconsciente, não pode se libertar.
      Na experiência maravilhosa da iluminação, a resposta parece surgir do vácuo como ‘da superfície do lago, salta, repentinamente, um peixe’.
      O inconsciente é a soma de todos os fatores psíquicos que estão fora da percepção consciente. Ele representa a totalidade de onde a consciência, aos poucos, arranca fragmentos e é, por estes, influenciada na compreensão de toda vida. Caso a consciência seja esvaziada de todos seus conteúdos, cairá num estado de inconsciência total (um vazio, no qual, se se perseverar, nasce um estado indizível e ilimitado de consciência). Isso é obtido no Zen como regra, porque a energia do ser consciente é, pela prática da meditação, retirada dos conteúdos mentais (que sempre a iludem e onde sempre está, e que fazem sofrer) e se transfere para uma concepção de vazio. Aí, a concepção de imagens, pensamentos, ilusões, cessa, e poderá vir a se produzir a tensão máxima que permitirá a final eclosão dos conteúdos inconscientes no consciente.
      Os conteúdos mentais que afloram não são, em absoluto, inespecíficos. A experiência psiquiátrica com a loucura mostra que existem relações peculiares entre os conteúdos do inconsciente e as imagens e delírios que afloram ao consciente. São as mesmas relações que existem entre os sonhos e a consciência comum em todos os homens ditos ‘normais’. Ali está um ‘quarto de despejo’, de segredos inconfessáveis semi-esquecidos. O inconsciente é a matriz de todas as concepções metafísicas, mitológicas e filosóficas, de todas as idéias acerca da vida que estão baseadas em premissas psicológicas (suposições, crenças). Cada invasão do consciente no inconsciente é uma resposta a uma condição definida do consciente, e esta resposta vem da totalidade das idéias-possibilidades que estão armazenadas no inconsciente. A divisão em unidades, a fragmentação dessa totalidade, é produzida pela consciência localizada (a consciência individual, condicionada), pois essa é sua natureza.
      A reação decorrente do satori sempre tem um caráter total, pois reflete uma natureza integral, uma consciência não mais dividida por qualquer fator q discrimina, conceitua, classifica e define valores; é, agora, uma consciência indivisa, integral, absoluta. Por isso seu efeito é avassalador. É uma resposta inesperada, total e completamente esclarecedora desde o momento em que o consciente se encontra num beco sem saída, em que não encontra resposta alguma para suas perguntas mais profundas.
      Quando, após dura prática e enérgica destruição da compreensão racional, lógica, condicionada, o devoto Zen recebe uma resposta da natureza - a única resposta verdadeira -, tudo que foi dito sobre o satori poderá ser compreendido. Cada um verá, por si mesmo, que são a simplicidade e a naturalidade da resposta que chocam; que envolvemos a verdade simples e pura, com a construção, sobre e em torno dela, de uma vasta estrutura de suposições, ilusões e crenças que, agora, com o satori, são destruídas totalmente, o q nos permite perceber a realidade q estava oculta pelo ego.
      Embora o valor imenso do Zen para a compreensão do processo religioso transformador, sua prática entre os ocidentais é muito problemática. No Ocidente não existe uma educação mental (cultural) para o Zen. Quem, dentre os ocidentais, confiará nas atitudes incompreensíveis de um roshi (mestre zen)? Isso só é encontrado no Oriente. Quem poderá crer numa transformação ilimitada da mente humana e está disposto, para isso, a sacrificar anos de vida no trabalho da busca? No Ocidente houve quem se submetesse a tudo isso para alcançar o satori, mas se mantém em silêncio, não por timidez, mas por saber que é inútil qualquer tentativa de transmitir a experiência aos outros (‘coisas inefáveis’, como................. continua..........
Título: Re: Jung e o "sentir-se um com Deus"
Enviado por: Conforti em 02 de Junho de 2013, 22:08
      Jung e o 'sentir-se um com Deus'            Continuação.........   

... (‘coisas inefáveis’, como disse Paulo, e ‘somente possível pela experiência de cada um’, como disse o Buda).
      Em nossa civilização ocidental nada há que incentive essas aspirações, nem mesmo as doutrinas cristãs, que se julgam as únicas detentoras dos valores religiosos e das possibilidades da ‘salvação’ dos homens. O único movimento dentro da civilização ocidental que tem, ou deveria ter, algum entendimento dessas tentativas é a psicoterapia. Não é por acaso que um psicoterapeuta está escrevendo este prefácio.
      O psicoterapeuta, seriamente interessado no resultado de sua terapia, não pode ficar insensível quando vê o objetivo do método oriental de cura psíquica (não de simples ou complexos distúrbios psicológicos, mas de uma cura total do ser humano, contaminado q está pela vida). Seu objetivo é ‘reconstruir o todo’ em face da fragmentação produzida pelo consciente racional, pelo eu-ego.
      No Ocidente, nessa luta de cerca de dois mil anos, foram desenvolvidos métodos e doutrinas que simplesmente confundem as tentativas dos ocidentais a esse respeito. Nossas tentativas têm, com poucas exceções, descambado para a magia e cultos dos mistérios, entre os quais, forçosamente, está o Cristianismo. As doutrinas cristãs, com seus dogmas e fantasias, embaraçaram seus fiéis num mundo de crenças sem nexo, imagens confusas, promessas e ameaças estranhas. Não é a boa intenção, a imitação da vida dos ‘santos’, o exercitar ações de amor, nem as acrobacias intelectuais (raciocínio, imaginação), que conduzem à reconstrução do todo (e, sim, a cessação do ego, pois é isto q leva a conhecer a verdade que liberta).
      Se o homem for escravo de sua crença quase biológica, sempre tentará reduzir o que observa a algo banal, trazendo suas experiências até a um denominador racional que só agrada indivíduos que se satisfazem com ilusões. Se o psicoterapeuta reflete um pouco a esse respeito, poderá entender como são vazias, sem importância e contrárias à vida, todas as reduções racionalísticas que versam sobre algo que está vivo e em desenvolvimento. E poderá ter idéia do que significa ‘abrir as portas pelas quais alguém poderá escapar satisfeito e completo, para a vida real’ (João da Cruz). (Jesus: ‘... tudo o mais virá por acréscimo’ e ‘Conhecereis a verdade e a verdade vos libertará’).
      Não quero dar conselhos mas, quando os ocidentais começam a falar do Zen, considero meu dever mostrar onde está a entrada para o caminho que conduz ao satori. E quais as dificuldades que juncam esse caminho, somente trilhado por uns poucos grandes homens, que são como faróis, numa alta montanha, brilhando do, para nós, enevoado futuro.
      Para uma experiência completa nada mais satisfaz q a percepção do Todo. Para isso é preciso uma expansão indefinida da consciência. Não existem condições fáceis, nem substitutivos.  O Zen mostra quanto significa o ‘tornar-se integral’, o tornar-se um Todo, uma mente só, indivisa (‘um com o Pai’).
      A preocupação com os enigmas do Zen pode, ou fazer o ocidental, q não tenha força de vontade, desistir, ou dar-lhe óculos para sua miopia, condições de modo que, através da escuridão, possa ter, ao menos, um vislumbre do mundo da (Mente total) experiência mística. O Zen não tem complicadas (dissertações filosóficas e doutrinárias, como as das doutrinas cristãs, que dão ao ocidental falsas esperanças de q a felicidade duradoura final pode ser conquistada pela prática das virtudes, do amor; nem das) técnicas como as da yoga, que levam o ocidental a crer que a luz pode ser conquistada pelo simples ato de sentar e respirar. Ao contrário, exige inteligência e força de vontade, como o exigem todas as grandes coisas que desejamos conquistar.   
.............................................
      Palavras de Jung que nos mostram sua compreensão sobre o assunto:
      - “O atentar para a Mente intemporal é tarefa redentora para todas as pessoas. Em nosso tempo, essa tarefa é particularmente difícil porque colocamos, no dia-a-dia, nossa ênfase no aqui-agora, no fazer, no consumir, nos aspectos práticos, no progresso material. Como valorizamos o aspecto material, estamos separados dela. O resultado é patológico: tornamo-nos vítimas de nossos próprios impulsos inconscientes e o mundo ‘demonizou-se’. Nossa verdadeira tarefa de vida é exatamente o contrário: tornarmo-nos conscientes dos conteúdos que emergem do inconsciente, criar cada vez mais consciência; esse o objetivo único da existência humana: acender uma luz na escuridão do ser, liberar a alma. Seguramente, a alma não é algo insignificante, repleta de defeitos e imperfeições, como as religiões ocidentais a consideram; ela é a própria Divindade Radiante”.               
      - ‘Eu gostaria de deixar bem claro que, com o termo ‘religião’, não me refiro a uma dada profissão de fé religiosa. A verdade, porém, é que toda confissão religiosa, por um lado se funda, originalmente, na experiência do numinoso (transcendental) que, na experiência religiosa pode ser o influxo de algo invisível que produz modificação (transformação) especial na consciência; tal, pelo menos, é a regra universal; e, por outro lado, na fé e na confiança relativa a uma experiência de caráter numinoso e na expansão de consciência q daí resulta (q dá lugar ao ‘novo homem’). Um dos exemplos mais frisantes, nesse sentido, é a conversão de Paulo. Poderíamos, portanto, afirmar que o termo ‘religião’ designa a atitude particular da consciência transformada (expandida) pela experiência do numinoso.’
      (Religião não é aquilo que pensamos, isto é, esta ou aquela crença ou doutrina; é a vivência da transformação que se opera na mente de quem teve a experiência de Deus).
      Jung concluiu, já no fim da vida, que “as nações cristãs chegaram a uma situação deplorável: ‘seu cristianismo dorme, pois descuidaram de fazer evoluir seu mito no correr dos séculos. Os homens não percebem que um mito está morto se deixa de viver e crescer. Nosso mito tornou-se mudo e não nos dá mais nenhuma resposta. A falha não está nele, tal como foi revelado pelas Escrituras, mas em nós (nas religiões cristãs), que não o desenvolvemos e que suprimimos qualquer tentativa nesse sentido.
      Hoje, quanto ao cristianismo e outras tradições, a questão é como despertar os velhos mitos, isto é, levar a sério as idéias do Velho Testamento como o “casamento divino”, a noção subseqüente de “Cristo em nós”, confiar nas palavras de Jesus quando disse “Vós sois deuses”, ou “o Reino de Deus está dentro de vós”. Porém, existe uma resistência enorme a essa revitalização. E, enquanto isso, o mundo se aproxima de uma catástrofe global, por falta de uma visão que o sustente. Essa resistência vem também da ciência que, como a religião, assegura que somos débeis criaturas nascidas para sofrer, deteriorar-se e morrer, o conhecido caminho do que é localizado. As religiões prometem salvação pela graça de Deus; a ciência, pelo progresso científico. Mas, ambas nos despojaram da nossa alma, da nossa oniconsciência’.
......................... continua para terminar só mais um pouco..............
Título: Re: Jung e o "sentir-se um com Deus"
Enviado por: Conforti em 02 de Junho de 2013, 22:19
      Jung e o 'sentir-se um com Deus'      ............. final.........

      -‘Naturalmente é difícil compreender como essa figura abstrata (a experiência imediata, a experiência mística, a percepção daquilo a que as religiões dão o nome de Deus, que nada é mais que uma experiência subjetiva, pois na psique do homem) desperta o sentimento da ‘mais sublime harmonia’... Contudo esse tipo de experiência não é, para mim, nem obscuro, nem longínquo. Muito ao contrário: trata-se de um fato que observo quase todos os dias em minha vida profissional de psicoterapeuta... Conheço um número consideravelmente grande de pessoas que, se quiserem viver, terão de levar a sério sua experiência íntima... que, para elas é “tudo” e, sem a qual não podem mais viver’ .     
      - ‘Essa experiência (a experiência mística) é exatamente como se o espírito e a carne, eternos inimigos na visão do cristianismo, tivessem feito as pazes... o sagrado e o mundano se acham conjugados numa inesperada situação de paz. A austera seriedade do espírito parece tocada por uma alegria semelhante àquela que a antiguidade pagã conhecia, perfumada de vinho e rosas. Seja como for, essa experiência faz com que se esqueçam todas as dores e penas da alma... (Pascal: ‘alegria, alegria, lágrimas de alegria’; Buda: essa experiência ‘é o fim de todo sofrimento’; Jesus: ‘é a libertação’).
      - “O inconsciente coletivo possui uma extensão que alcança qualquer lugar;... assim como não podemos dizer onde o universo acaba, não podemos afirmar onde acaba o inconsciente, ou mesmo se ele acaba”.
(O inconsciente coletivo, para Jung, é equiparado àquilo que denominamos Deus, infinito e eterno).
      -“O inconsciente coletivo apresenta as características da mente não-localizada (mente fora o espaço-tempo, no atemporal, isto é, a mente una, cósmica, universal, Deus); não pode ser fixado no espaço e no tempo, e transcende o ego individual, envolvendo todas as mentes”.
       “O inconsciente tem o seu próprio tempo à medida que passado, presente e futuro, juntos, combinam-se nele”.
       “Uma vez que todas as distinções e diferenças desaparecem na condição inconsciente, é lógico que a distinção entre mentes separadas deve desaparecer também. Toda vez que há diminuição do nível consciente, deparamos com exemplos de identidade inconsciente”.             
      - ‘Os exemplos que escolhi para ilustrar aquilo que chamo de ‘experiência imediata’ (a experiência de ‘Deus’) certamente pouco significarão para um olhar inexperiente... Mas, apesar disso, a experiência individual... é sangue quente e rubro, que pulsa nas veias do homem que a teve. Para quem busca a verdade, essa experiência é mais persuasiva do que a melhor das religiões, do que a melhor das tradições... Se quisermos saber algo a respeito do significado da experiência religiosa para aqueles que a tiveram, esse algo é: ‘tudo’...’
 ...........
Título: Re: Jung e o sentir-se um com Deus
Enviado por: Anton Kiudero em 03 de Junho de 2013, 04:11
É simples assim... Todos podem alcançar este estagio nesta quadra da humanidade, onde todos os processos se aceleram de forma exponencial... Mas sem tentar e sem aceitar a possibilidade de se sentir em Deus, perceber o universo inteiro em nós e não fora de nós fica dificil...

Bem aventurados os pobres de espírito, os que não possuem qualquer conceito ou verdade, apenas pulsam o amor... Os ricos de espírito, os que muito sabem e possuem muitas verdades e conceitos não conseguirão passar pela porta estreita.

Tentem...

Título: Re: Jung e o sentir-se um com Deus
Enviado por: Diegas em 03 de Junho de 2013, 15:59
Olá, Conforti


É possível transcrever novamente o prefácio, mas sem as interpolações ?



Abç
 
Título: Re: Jung e o sentir-se um com Deus
Enviado por: Gabri-El em 03 de Junho de 2013, 16:25
" A emoção mais bela que podemos experienciar é a mística. Ela é a propagadora de toda verdadeira arte e ciência. Aquele para quem essa emoção é estranha ... está, por assim dizer, como morto. O que é impenetrável para nós existe realmente, manifestando-se como a mais alta sabedoria e a mais radiante beleza, que nossas entorpecidas aptidões podem compreender somente em suas formas mais primitivas – este conhecimento, esta sensibilidade, está no centro da verdadeira religiosidade. Neste sentido, e unicamente nele, pertenço à classe dos homens devotamente religiosos. " - Albert Einstein

inserto do livro Antologia do Êxtase, de Pierre Weil (deixei-o em anexo para os interessados)