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CONVÍVIO => Off-topic => Espiritualismo => Tópico iniciado por: Conforti em 20 de Outubro de 2012, 14:32

Título: Ego, como nasce, como nos mostra a vida...
Enviado por: Conforti em 20 de Outubro de 2012, 14:32


      Olá, amigos!

      O amigo X escreveu: Será o Ego um ser, ou algo, criado socialmente?

      Cel: é isso se, com “socialmente”, o amigo quer dizer criado como consequência  do medo q nos vem, ao nos depararmos, na vida de encarnado, com o mundo ameaçador ao nosso redor e com tudo q seja percebido por nós, através de nossos canais de relação com o mundo: fenômenos, acidentes geográficos, temperatura, pedras, seres humanos e não humanos, orgânicos e inorgânicos... ; tudo!”.

      X: O Ego é um “eu” que segue costumes, crenças, atitudes defendidas pela maioria?

      Cel: q pode seguir ou não seguir, mas q vê, ouve, sente, cheira, degusta, percebe e interpreta <tudo>, sempre a nosso favor (por isso suas interpretações não são confiáveis, pois sempre a nosso favor!). O ego nos “ajuda” a viver na carne, mas nos estorva qto à percepção das coisas do espírito, não nos deixando conhecer o que e quem realmente somos dentro deste universo sem fim.

      X: Cada Ego/personalidade tem um conceito de verdade diferente vindo das experiências diferentes trazidas pela escola da vida?

      Cel: conceito muito ou pouco diferente, ou até mesmo semelhante, das “pequenas” verdades trazidas desse aprendizado.

      X: Mas, a epístola de Paulo diz, claramente, que '' É o pai que opera em nós...”, muito defendida por você, o que significa que não existe na verdade o famoso livre arbítrio, tão importante para alguns que não aceitam a possibilidade de serem marionetes, máquinas, quando na verdade nem “nossos” próprios
 pensamentos conseguimos controlar perfeitamente...

      Cel: Porq disse Paulo q “é o Sr q <tudo> opera em nós, até mesmo opera as obras q acreditamos q, na realidade, nós operamos...”? Que “nenhum pensamento é verdadeiramente nosso, pois todos os pensamentos vêm de Deus”? Porq Jesus disse q “tudo vem do Alto” e q “até mesmo nosso desejo de segui-lo (ou seguir, ou fazer o que quer q seja, portanto) não é nosso...”? Todas essas afirmações significam q, na realidade, como vc já deve ter percebido, nada é verdadeiramente nosso, nada vem de nossa mente, ou de nosso íntimo se não for provocado pelo q vem de fora de nós! Se não existe o livre-arbítrio, tudo, inteligência, discernimento, compreensão, desejos, vontades, escolhas, decisões, sentimentos, virtudes, vícios, crenças etc, não somos nós mesmos q os produzimos, pois “tudo vem do Alto”, tudo vem desse incessante e eterno fluir, desse movimento universal a q damos o nome de vida, ou de escola de vida, ou de Deus.  Tudo q fazemos, seja bom ou mau, somos levados a fazer pela vida. Logo, dentro desse quadro, o livre-arbítrio, como a lei de causa e efeito, culpas e culpados, prêmios e castigos, penalidades e recompensas, nada mais são do que ilusões, fantasias inventadas (muitas, com boas intenções), talvez inconscientemente, pelo homem q sempre busca e tem de achar uma explicação para tudo, em particular para aquilo q o faça sofrer. Se vc já observou q não comandamos nossos pensamentos, isto é, q eles não são nossos, pois vêm, demoram pouco ou muito, e se vão qdo menos esperamos, independentes de nossa vontade, compreenderá q os demais sentimentos, virtudes, vícios, maldade e bondade não são nossos, pois tudo q obramos, pensamos, imaginamos, decidimos etc tem origem em pensamentos... e os pensamentos não nossos!

      Qto ao livre-arbítrio (que não se harmoniza com o q observamos na vida, nem com o q ensinam as doutrinas, pois não existem decisões ou escolhas independentes ou livres do q  a escola da vida já nos ensinou) os sábios afirmam q “aquele q pensa q escolhe é imaturo; está ainda no jardim da infância (dos “mistérios” da vida) e dificilmente chegará à graduação universitária”; do mesmo modo, a ciência mais avançada do mundo assegura q “a escolha não é nossa”!

       E qto a sermos, pela inexistência do livre-arbítrio, marionetes nas “mãos” de Deus, podemos refletir: e nossas mãos, pés, pernas e braços, nossos olhos etc são nossas marionetes ou prolongamentos, complementos nossos, auxiliares que são na obra de nossa sobrevivência? Do mesmo modo, podemos perguntar: somos meras marionetes de Deus ou prolongamentos, complementos Seus, auxiliares q somos, na obra de Sua criação (como dizem doutrinas)? Reflita sobre os experimentos da “dupla fenda” e da “escolha retardada”, cujas revelações dividiram a ciência em “antes” e “depois” deles e deram nascimento à física moderna, e tenha um a idéia do q colocamos acima.  Estão na Internet, mas posso enviá-los a vc, e a quem desejar, com mais esclarecimentos.

      X: Mas, se é o Pai que opera em nós, nossos atos vem de Deus ou do Ego/personalidade existente no mundo material?

      Se é Deus que escolhe por nós, como explicar essas vontades, escolhas tão divergentes? Afinal, é o Ego ou Deus ou a vida?

      Cel: meu amigo, o dizer q é Deus, ou a vida, com suas incessantes lições, q age, escolhe etc, por nós, é um modo de fazer ver que “nós mesmos não agimos”; q, qdo movimentamos um dedo ou damos um passo ou imaginamos ou pensamos, tudo isso está sendo realizado por esse Todo Universal, essa Consciência universal q é uma só, única e absoluta; em q tudo está em seus domínios, pois q, na realidade, não existimos como seres independentes e separados de tudo mais, nem dos demais “eus”, nem do universo; somos uma coisa só; como Jesus e outros disseram, “eu e o Pai somos um”, “eu sou o infinito e o eterno”; ou “só existe uma mente, e nós somos essa mente”!

      Como afirmaram e afirmam aqueles q conheceram a verdade, “só existe o Um; o Dois é a doença da humanidade”; e os cientistas quânticos, chamados por muitos de “cientistas místicos”: “a mente é a única coisa q não tem plural”; ou, “somos apenas máscaras neste mega drama da vida, no qual o único personagem é Deus”!

      Boa Semana.
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