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CONVÍVIO => Off-topic => Espiritualismo => Tópico iniciado por: lconforjr em 11 de Fevereiro de 2015, 17:38

Título: Como entender o chamado
Enviado por: lconforjr em 11 de Fevereiro de 2015, 17:38
 (10)       COMO ENTENDER O CHAMADO     (Jan 2008)  (jcl-ribpreto)       
       Uma tentativa de compreender as palavras de Jesus, como estão nos evangelhos, e de outros sábios, de conformidade com o entendimento dos místicos e da filosofia da ciência moderna. Não esquecer que Jesus falou do ponto de vista de um iluminado; por isso, muitas coisas parecem, àqueles que, como nós, ainda estão na escuridão da ignorância, exageros ou absurdos.
      (Obs: por ser longo, este texto será dividido em várias msgs.)
....
      Primeiramente peço aos amigos q reflitam sobre estas três frases de Paulo, q estão abaixo, e tirem suas conclusões:
      “É o sr q opera em nós o pensar, o querer e o fazer”;
      “... como se tivésseis algum pensamento como de vós mesmos, pois todos os pensamentos vêm de Deus”;
       “Não sois salvos por vossas obras, mas pela graça de Deus”.       
.......................................................                             
      “Aquele que olhar para trás não pode seguir-me... “
      Interpretação: desprender-se do passado, que é o próprio ‘eu’, dos planos e desejos que deixou para o futuro (e, portanto, estão na memória, no ego), e partir para o novo trabalho, o trabalho para a busca do reino (‘Buscai, em primeiro lugar o reino de Deus...) sem ter saudades, sem ficar apegado às coisas antigas; deixar as lembranças e viver com atenção no presente, no Agora; só assim se segue Jesus. O passado é memória, e esta é que forma o ego, com todos os seus conflitos, medos, dúvidas, ilusões, crenças, suposições; temos, pois, de fazer cessar o passado, a memória, o ego. São finitos, e o finito nunca poderá perceber o infinito.
     “Aquele que não abandonar pai e mãe para seguir-me, não é digno de mim...”.
      Interpr: a busca é tão enfatizada por Jesus que ele diz que pai e mãe não são tão importantes quanto ela; ‘seguir-me’ não é imitá-lo ou acompanhá-lo, mas seguir seus ensinamentos sendo o mais importante o ‘buscai em primeiro lugar... ’; ‘não é digno de mim’ significa não poder chegar à consciência crística, se não segui-lo).
     “Ou Deus ou Mamon”.
     Intr: idem; felicidade ou sofrimento? Escuridão ou luz? Seguir os ensinamentos de Jesus, ou continuar com os condicionamentos que nos dão interpretação enganosa, ilusória, das coisas do mundo e o conseqüente sofrimento?.
     “O caminho estreito e pedregoso...”.
     I: abandonar o velho caminho, o q toda a humanidade segue;  que já estamos acostumados a percorrer pelo condicionamento em que o ego está mergulhado; nós o supomos mais seguro e suave e de porta mais larga e nele depositamos toda nossa confiança, por ser nosso velho conhecido; e partir para o desconhecido, que nos traz insegurança e medo, mas aí é onde está o novo, a novidade. Tudo aquilo que é conhecido (e o ‘ego/eu’ é tão somente produto do conhecimento) tem de cessar para que encontremos o novo, o desconhecido, o sagrado.
     “Renúncia...”.
      I: ao pensar, ao modo de conhecer dualista, ao passado e ao futuro, que não passam de lembranças e expectativas, imaginações e crendices, ilusões e opiniões, dissipadoras de nossas energias, que devem ser acumuladas para o despontar do ‘satori’, a percepção do sagrado.
     “O Reino de Deus deve ser tomado pela espada”
     I: quem não se violentar e destruir o hábito e o condicionamento de pensar, interpretar, conceituar, julgar tudo o que os sentidos apreendem ou que a memória e as associações trazem, não poderá ‘entrar’ no reino; essa entrada exige reserva de energia psíquica que é constantemente dissipada pelas operações mentais: pensamento, imaginação, lembrança, preocupação, expectativas, emoções, raciocínio etc., coisas que não permitem que o cérebro fique em paz, em silêncio, coisas que constituem o ego e, como essas coisas devem cessar, temos de fazer cessar o ego, fato que a meditação pode proporcionar.
     “Orai e vigiai...”.
     I: oração/meditação, e atenção; esteja sempre atento a tudo que faz, não para não errar, mas apenas para estar atento; quando há atenção total não nascem pensamentos, fato que faz o ego se afastar, não interferindo com suas associações, interpretações, emoções, expectativas e memórias; e quando o ego se afasta, não há identificação com o conteúdo mental, pois este também se afasta. O conteúdo mental é o próprio ego. Não havendo a identificação com o conteúdo mental, cessam os sofrimentos e conflitos. E, quando o ‘eu não é, Deus é’, reza o Velho Testamento; e, ainda, como disse o profeta: ‘Aquieta-te e sabe: Eu sou Deus!).
     “É mais fácil um camelo passar pelo buraco da agulha, do que um rico entrar no reino dos céus...”
     I: não por ser rico, mas pelo inevitável apego aos bens, o que constitui medo, preocupação, distração, desatenção, obstáculos à meditação. Esta pode nos mostrar aquilo que realmente somos. Isso chama atenção àquilo ao q a igreja primitiva deu o nome de pecados mortais, denominados pecados porq perturbam a atenção (ira, avareza, gula, luxúria etc) e/ou impedem a meditação. No cristianismo primitivo, “o maior pecado era a desatenção, distração”, e “a maior virtude a atenção”. Assim, todos os sábios q compreenderam e os mestres q ensinam afirmam q, para a busca de Deus, ou da verdade, a atenção é imprescindível. Teresa de Ávila, q por pouco não foi queimada na inquisição, por ensinar coisas q a igreja não aprovava, mas q é hoje doutora Teologal dos católicos, na primeira aula,  às noviças, ensinava: “Atenção! Atenção! Atenção!” 
     “Bem-aventurados os humildes de espírito, os que choram, os mansos, os que têm sede de justiça, os misericordiosos, os limpos de coração, os pacificadores, os que são perseguidos por causa da justiça, os que são caluniados e perseguidos por causa do meu nome. Alegrai-vos e exultai porque é grande vossa recompensa nos céus...”   
      I: esses foram alvo da consolação de Jesus e, entre eles (os mansos, misericordiosos, limpos de coração, os q sofrem por o seguirem), são os que chegaram ou estão chegando ‘lá’; são considerados pelos demais como tolos, ultrapassados, ridículos, fracos, loucos; mas, na realidade, são bem-aventurados; sua recompensa é grande: descobriram a jóia oculta e estão cheios de felicidade; nada lhes abala o ânimo...; eles são a luz do mundo e o sal da terra (Mt 5). Os humildes de espírito, pobres de espíritos: aqueles que aniquilaram o ego, o eu, a mente localizada...)...
     “Vós sois o sal da terra, a luz do mundo...”
     I: Vós, isto é, os que estão no caminho certo ou já chegaram lá, pois dão sentido às coisas. Os sábios afirmam: a vida só tem significado quando se chega lá, isto é, quando se tem a percepção daquilo que realmente somos. Enquanto não se chega lá, enquanto não se tem o percebimento do que realmente somos, somos apenas subumanos e a vida não tem sentido; é fútil e cheia de sofrimentos.   
     “Brilhe vossa luz diante dos homens...”
Título: Re: COMO ENTENDER O CHAMADO
Enviado por: lconforjr em 11 de Fevereiro de 2015, 17:42
      COMO ENTENDER O CHAMADO     Continuação     
      I: ao que teve que seja apenas um vislumbre da ‘coisa’ não lhe é possível calar-se; vejam os exemplos de Jesus, Meister Echkart, Giordano Bruno e outros, que enfrentaram a morte, mas não deixaram de fazer sua luz brilhar, cheios de compaixão pelos que não conheciam,  ainda, a verdade; para eles, o sofrimento e a ignorância cessaram; para estes, continuam. E Jesus aconselhou a ‘não colocar a luz sob o alqueire, mas sobre o velador para que ilumine a todos... ’ (Mt 5:15).
       “Eu sou a luz do mundo; aquele que me segue de modo algum andará em trevas; pelo contrário, terá a luz da vida”
      I: tradução correta: o ‘eu’ é a luz do mundo; o caminho, para se seguir Jesus, é para dentro de nós, em direção ao ‘eu’; como disseram Jesus, Paulo e outros sábios, ‘Deus habita em vossos corações’, ‘o reino de Deus está dentro de nós’. Para aquele que chegou “onde” está Deus não haverá mais trevas; somente luz e bem-aventurança; pela iluminação o mundo não mudará, mas nossa visão do mundo será totalmente mudada para melhor, para a realidade, e teremos, não mais a escuridão da ignorância, mas a ‘luz da vida’.
     “Aquele que violar um destes mandamentos, por menor que seja..., mas aquele que os guardar e ensinar...”
      I: este é feliz, pois, se souber ensinar, é porque já chegou ‘lá’, como Jesus, Buda e outros; aquele que violar os mandamentos sofrerá, não pela violação, mas porque ainda não chegou lá (sofrimento natural para todos que não chegaram, pois a compreensão, fruto do percebimento do sagrado, ainda não lhes chegou).
     “Todo aquele que se irar contra seu irmão...”
     I: ainda não compreendeu; ira-se contra si mesmo, pois, conforme as tradições místicas e, hoje, a própria ciência mais avançada, ‘todos somos a mesma consciência’; por isso Jesus afirmou: ‘o que fizerdes a um destes pequeninos, a mim mesmo o fizestes’.
     “Reconcilia-te, primeiro, com teu irmão;... só então vem diante do altar fazer tua oferta... ”
      I: nada de ressentimentos; a escolha não é nossa, como ensinam os místicos e as escrituras e, hoje, a física quântica: ‘é o senhor que opera em nós o pensar e o fazer’; em conseqüência, nem o acerto, nem o erro são nossos; logo, nem o irmão, nem nós somos culpados; e, se há ressentimentos, não há clima para a meditação. Qdo se compreende q todos somos um só, os ressentimentos cessam e tudo se torna mais fácil.
     “Não jureis de modo algum... Dizei somente ‘Sim’, se é sim; ‘Não’, se é não. Tudo o que vai, além disso, vem do maligno...”
      I;sê sempre sincero, leal, franco, amigo, honesto de modo que todos creiam em ti, sem necessidade de juramentos; agindo assim, as condições mentais (tranqüilidade) para a meditação melhoram. Se não agimos assim é porque estamos ainda mergulhados na ignorância, na escuridão, que representa o mal, o maligno....
     “Não resistas ao mau. Se alguém te ferir a face direita, oferece-lhe, também, a esquerda. Se alguém te tirar a túnica, dá-lhe, também, a capa. Se alguém obrigar-te a andar uma milha com ele...”
     I: seja pacífico, sereno, paciente, mesmo que te julguem tolo, fraco, covarde...; lembra-te que ‘a sabedoria de Deus é loucura para os homens’, como disse Paulo; e q a serenidade é um dos requisitos imprescindíveis para a preparação da mente que tenta a meditação; e, ainda, segundo as escrituras e, hoje, também a física quântica, nós não escolhemos, não decidimos nada, pois ‘é o Senhor que opera em nós o pensar e o fazer’.
      “Amai os vossos inimigos, fazei o bem aos que vos odeiam, orai pelos que vos perseguem e maltratam...”
      I: esse é o ponto de vista do iluminado; ele compreendeu que a harmonia entre todos é importante para a qualidade de vida e, logo, para a tentativa de meditação; e mais: a escolha, a decisão para fazer alguma coisa não é nossa, pois ‘é o Senhor que opera em nós o pensar e o fazer’.
     “Sede perfeitos, assim como vosso Pai celeste é perfeito...”
     I: busque a Deus, a verdade, cujo encontro traz tudo aquilo que denominamos perfeição; isso se pode conseguir pela meditação; e Jesus disse: ‘buscai, em primeiro lugar, o reino de Deus, que tudo o mais virá por acréscimo’, isto é, com o auto-conhecimento, que é o percebimento daquilo que realmente somos, não teremos necessidade de mais nada; estaremos plenificados e livres: ‘conhecereis a verdade e a verdade vos libertará’, ou: “tudo o mais vos será dado por acréscimo”.
      “Que tua mão esquerda não saiba o que faz a direita...”
      I: dá teu auxílio, amor, vibração, atenção, em segredo; ninguém precisa saber; se permites que outros saibam, é provável que te enchas de orgulho e vaidade, coisas que constituem distrações e perturbam a meditação. Conforme o cristianismo primitivo, o cristianismo ensinado por Jesus, a distração ou desatenção era o mais grave pecado (o mais sério obstáculo à meditação), e a maior virtude era a atenção.
      “Dai a quem vos pede e não fujais daquele que vos quer pedir emprestado...”
      I: quando auxilias alguém, estás auxiliando a todos em geral, e, logo, a ti mesmo; não esquecer que todos nós somos apenas um.
      “Se amais somente os que vos amam, que recompensa tereis?”   
      I: que fazeis de mais? E, por cima, estais ainda na ignorância, errando, pois todos somos um e ninguém escolheu ter esse ou aquele comportamento. Ainda mais, o amor verdadeiro só se adquire quando se tem o percebimento de que ‘eu e o Pai somos um’, que a perseverança na meditação pode trazer.
      “Quando orardes, entrai no vosso quarto” (dentro de vós mesmos) “e, fechada a porta” (cessada a ação dos sentidos e da mente) “orai a vosso Pai que vos ouve em oculto” (no mais íntimo de vosso ser) Orai em silêncio, a ‘oração de recolhimento’, ensinada por Teresa de Ávila e pelos místicos, oração sem palavras ou pensamentos, oração em que todos os sentidos, memória e esperanças são ‘recolhidos’; sem qualquer movimento ou operação da mente; essa oração, se bem feita, pode resultar na ‘oração de quietude’, na qual há completo silêncio mental, o ego cessa (‘ou eu, ou Deus’) e, com ele cessam todos os condicionamentos e ilusões, e a ‘coisa’ pode acontecer... (MT 6:5). 
       A oração ‘o Pai Nosso’, contida nos Evangelhos, é bem possível que fosse assim, pois Jesus conheceu a verdade de que era ‘um com o Pai’, sabia que todos somos um só; que a vontade de Deus sempre prevalece:
      “O Pai nosso está no céu e em todo o universo; seja o seu nome, Eu Sou, que é o mesmo ‘eu sou’ de todos nós, considerado sagrado por todos (considerado de suma importância pois representa a própria divindade, a Consciência Universal). Venha a nós a percepção de que somos de seu reino, de sua mesma natureza. Que saibamos que a vontade de Deus é feita, inapelavelmente, tanto em nós (pois a escolha, as decisões não são nossas), na terra, como nos céus, e em
Título: Re: COMO ENTENDER O CHAMADO
Enviado por: lconforjr em 11 de Fevereiro de 2015, 17:46
       COMO ENTENDER O CHAMADO        Continuação
... todo o universo (portanto temos de aceitá-la, pois não há o que fazer contra ela). E que tenhamos, cada dia, a energia para o impulso necessário para nos levar a essa percepção. Que perdoemos sempre os nossos devedores (pois as ações que fazemos, como as que eles fazem, não são nossas; nada escolhemos, pois “É o Senhor que opera em nós o pensar e o fazer”). Que não caiamos na tentação de praticar atos errados, dos quais mais tarde nos arrependamos (e, por isso, soframos remorsos); e saibamos, pois, livrar-nos da prática do mal e, por experiência própria, que o reino divino de poder e glória já é nosso desde todo o sempre. Assim seja”
      I: A oração não conteria pedidos a Deus, mas exortações, lições aos homens. Afirmam os sábios e, hoje, a filosofia da física quântica, que nada fazemos por nós mesmos, não escolhemos, nada decidimos; logo, não há o que perdoar ou pedir para nós ou para outrem; já estamos ‘lá’, só nos falta a percepção desse fato, percepção que é a coisa mais importante a ser tentada pelo homem, como asseguram os iluminados e os grandes psicólogos da moderna psicologia transpessoal e outros, como o renomado psicoterapeuta Carl G. Jung.
      “Se não perdoardes aos homens suas ofensas, tampouco vosso Pai vos perdoará...”
      I: quando tiveres amor e compreensão suficientes para perdoar as ofensas dos outros, talvez seja sinal de que estás próximo da percepção do Pai; aí, verás que nada há a ser perdoado a ninguém; não escolhemos os erros nem os acertos; toda escolha vem de Deus; talvez, ignorantes por não termos chegado ainda lá, julguemos que não somos perdoados, pelo Pai, pelos erros que praticamos e que, por isso, ainda somos castigados, pois, para nós, ainda haverá sofrimento, sinal de que estamos distantes daquela percepção, distantes da compreensão.
      “Não ajunteis para vós tesouros na terra...” (trarão mais apego e tornarão mais difícil a busca, pois isso traz preocupação, desatenção, medo que são obstáculos à meditação). ‘Ajuntai tesouros nos céus... ’ (isto é, buscai a Deus cuja percepção é o maior tesouro que se pode encontrar, inimaginável e incomparável, tanto que quem o deseja até ‘abandona pai e mãe’, ou ‘vende tudo o que tem para comprar aquele campo’).
      ‘O olho é a luz do corpo; se teu olho é são, todo o teu corpo será iluminado; se teu olho estiver em mau estado, todo teu corpo estará em trevas; se a luz que está em ti são trevas, quão espessas deverão ser tuas trevas...’ (o olho, o canal mais importante e perfeito de comunicação com o exterior, que nos proporciona a percepção do mundo e sua interpretação pela mente; se esse canal é são, isto é, se já proporciona a interpretação correta,  será porque tivemos a percepção do divino; então conhecerás que tu mesmo és muito mais do que aparentas ser porque já superastes os condicionamentos; para isso, autoconhecimento, que só pode vir com a meditação...; se teu olho é são, isto é, se já vês sem obstáculos (se já interpretas corretamente) é que tens aquela percepção, estás iluminado; se teu olho está em mau estado, isto é, se ainda interpretas erradamente, é sinal de que estás ainda condicionado pelas crenças, religiões, cultura, ilusões, suposições, isto é, estás ainda distante da percepção de Deus e, para ti, ainda haverá trevas, sofrimentos e conflitos).
      ‘Ninguém pode servir a dois senhores... Não podeis servir a Deus e às riquezas... ’ (dinheiro, poder, glória, fama, tudo que o dinheiro, o poder ou outra qualquer coisa pode comprar, o que faz aumentar o orgulho ou a vaidade de ter mais, que, como vimos, são obstáculos à meditação).
      ‘Não vos preocupeis por vossa vida, pelo que comereis, nem por vosso corpo, como vos vestireis...’ (nada escolhemos e o Pai é o supridor, o suprimento e o suprido; a preocupação não nos deixa viver no presente eterno; faz-nos viver com as lembranças das coisas que não fizemos ou que fizemos no passado e, com a imaginação naquilo que temos a fazer no futuro, no vir a ser; assim, sempre lembrando ou esperando, nunca estamos no Agora (que é o único tempo que existe), fato que mostra que não estamos atentos ao presente; a atenção impede a dissipação de energia necessária para o despertar, energia que se perde com as operações mentais).

      ‘Buscai em primeiro lugar o Reino de Deus e tudo o mais vos virá por acréscimo... ’ (este é o mais importante trabalho que o ser humano tem de fazer, senão porque deveria, esse estado de bemaventurança, o reino, ser buscado em ‘primeiro lugar’, ser a primeira coisa a ser procurada? Com o percebimento do divino, estaremos completos; à luz dessa percepção cessam todos os conflitos, ignorância, dores e necessidades; e, conforme Jesus, é o que deve ser feito em primeiro lugar, antes de qualquer outra coisa, pois essa condição, o reino, é maior que qualquer outra posse ou bem. Encontrado o reino compreenderemos a afirmação de Jesus quando disse: ‘Conhecereis a verdade e a verdade vos libertará’, porque isso é a nossa libertação de toda a ignorância e de todo o sofrimento).
     ‘Não vos preocupeis, pois, com o dia de amanhã... a cada dia basta seu cuidado; o amanhã cuidará de si mesmo... ’ (as experiências do dia-a-dia trazem amadurecimento; por isso, sempre atenção ao presente, particularmente às nossas reações internas, psicológicas, decorrentes da percepção dos eventos externos, do mundo. Não nos preocupemos com os dias futuros, nem com os dias passados, pois isso nos afasta da única coisa real, o Agora... Atenção, apenas, ao presente sem fim, que é a própria eternidade; e, além disso, não nos esqueçamos de que não escolhemos, não decidimos nada em nossa vida, embora nos pareça que escolhemos e que decidimos).
     ‘Não julgueis..., não olheis o argueiro no olho de vosso irmão...’ (nem sabemos o tamanho da trave que está em nossos olhos; nada escolhemos; o argueiro no olho do irmão (o erro, o defeito, o vicio) não foi culpa dele, portanto; quando não nos preocupamos com julgamentos etc, não estamos dissipando energia que é necessária para o ‘satori’...).
     ‘Não lanceis aos cães as coisas santas...’ (para muitos, o momento de se interessar pela auto-realização ainda não chegou; como no budismo Zen: ‘se você tem alimentos (conhecimentos) sobrando, deixe a porta aberta e os alimentos à vista; aquele que desejar, entre e se sirva’; não force ninguém. No entanto, Jesus ensinou que se deve colocar a luz, não sob o alqueire, mas sobre o velador, para que ilumine a todos. Mas, disse também: ‘Não atireis perolas aos porcos que eles as destruirão com as patadas’, isto é, nunca tente impor sua verdade).
     ‘Pedi, buscai, batei...’ (isto é, seja perseverante na tentativa de ir além; tente e tente a meditação).
     ‘Quem dentre vós dará uma pedra ou uma serpente se vosso filho vos pedir pão ou peixe? Se vós, que sois maus (que ainda não percebestes), sabeis dar coisas boas a vossos filhos, quanto mais vosso Pai celeste dará boas coisas aos que lhe pedirem...’ (novamente, pedi, buscai, batei, isto é, perseverai... pois as coisas que o Pai tem para nos dar são inimagináveis; como Paulo falou: ‘vi e ouvi coisas inefáveis’).
Título: Re: COMO ENTENDER O CHAMADO
Enviado por: lconforjr em 11 de Fevereiro de 2015, 17:50
 COMO ENTENDER O CHAMADO        Continuação

     ‘Tudo que quereis que os homens vos façam, fazei-o vós a eles. Esta é a Lei e os Profetas... ’ (isto é, isto resume os ensinamentos do velho testamento para uma vida melhor no espaço-tempo; agora, Jesus trouxe novas lições, não só para uma vida melhor, mas para a calma da mente e a preparação para a percepção da verdade; remorsos ou culpas são obstáculos à meditação, pois perturbam a atenção...).
     ‘Entrai pela porta estreita, pelo caminho apertado... ’ (a porta larga e fácil é a já conhecida, a vida comum; a estreita é a da busca, a desconhecida, incompreendida por muitos, e pode levar a Deus; é estreita só na aparência... e, aparências não são a verdade. Segundo os sábios, ‘o mundo aceita e segue o caminho tradicional’, a porta larga e fácil, imitando e repetindo os mesmos erros, sempre e sempre e, por isso, sofre... ) 
     ‘Pelos frutos os conhecereis...; uma árvore boa não pode dar maus frutos... ’ (pelos frutos conhecereis os que estão próximos ou que já chegaram ‘lá’; a estes, o estarem ‘lá’ lhes despertou discernimento e compaixão; só agirão corretamente, só darão bons frutos, pois tiveram o percebimento).   
     ‘Toda árvore que não der bons frutos será cortada e lançada ao fogo... ’ (‘não dão bons frutos’ porque ainda errarão, pois não conheceram a verdade; os que ainda não chegaram ‘muitos pesares ainda terão’, como diz o poema Zen; mas não como castigo, e sim porque permanecem na escuridão, sem compreender e, assim, continuarão no ‘fogo’ do sofrimento).
     ‘Nem todo aquele que diz: ‘Senhor! Senhor!’ entrará no reino dos céus, mas aquele que faz a vontade de meu Pai...’ (essa vontade é a vontade daquele que ensinou: ‘Buscai em primeiro lugar o reino de Deus... ’ Este versículo é importantíssimo, pois mostra claramente o que deve ser procurado em primeiro lugar na vida de qualquer um; não as riquezas, o amor, o poder, a paz, ou a felicidade, mas o reino dos céus que, quando encontrado, supre todas as necessidades; nada mais precisa ser buscado; ‘... tudo o mais virá como acréscimo’.  Analise e perceba!).
     ‘Aquele que ouve minhas palavras e não as cumpre é semelhante a um homem insensato que construiu sua casa na areia. Caiu a chuva, vieram as enchentes, sopraram os ventos e investiram contra aquela casa, e ela caiu, e grande foi sua ruína.’ (se não chegaram lá, ‘muitos pesares ainda terão’. As palavras mais importantes de Jesus devem ter sido estas: ‘Buscai em primeiro lugar o reino... ’, coisa que os insensatos, isto é, os ignorantes das coisas de Deus, não fazem; por isso, é como se houvessem construído sua casa sobre a areia; por mais que queiram e alcancem aquilo que, no espaço-tempo, ambicionam, nunca estarão completamente felizes porque logo estarão desejando novas coisas que os satisfaçam, novas satisfações).
     ‘A tua fé te curou...’ (não a fé na palavra do pastor, do sacerdote, mas a fé-convencimento vinda de um ‘insight’ que, instantâneo, pode acontecer não ser percebido pela nossa mente (inconsciente, portanto), ou vinda da percepção de Deus; para aquele que ‘percebeu’ não há obstáculos; ‘tudo o mais virá por acréscimo...’, como ensinou Jesus).
     ‘Que te importa a ti? Segue-me tu.’ (não se importe com o que o mundo faz, diz, ou pensa; ‘não ponha outra cabeça acima da sua’, como ensinam os sábios; seja você mesmo, independente e sem apegos; procure sua própria experiência, sem deixar que a opinião dos outros o perturbe e o faça afastar-se do caminho).
     ‘Porque receais, gente de pouca fé?’ (se não cremos, estaremos cheios de medos; tentemos, ao menos, experimentar. Alguém só pode afirmar que algo é falso, ou absurdo, depois de experimentá-lo ele mesmo).
     ‘São os doentes que precisam de médico...’ (os sãos, os que chegaram ‘lá’, não mais precisam, nem de religiões, escrituras ou crenças, nem de mais nada, pois ‘o demais lhes virá por acréscimo’).
     ‘Não vim chamar os justos, mas os pecadores.’ (idem).
     ‘... ide, antes, às ovelhas perdidas’ (os que chegaram ensinem aos que ainda não chegaram e, por isso, estão perdidos, pois não conhecem a verdade)...
     ‘Por onde andardes anunciai o reino de Deus’ (ensinai como chegar lá, coisa que, parece, as igrejas não fazem),
     ‘Curai os doentes, ressuscitai os mortos, purificai os leprosos, expulsai os demônios... ’ (aquele que chegou ‘lá’ está convencido, pois conheceu a verdade e tudo, então, lhe é possível fazer; o ‘campo das infinitas possibilidades’, citado por Maharish Maharesh Yogi).
     ‘Recebestes de graça, de graça dai.’ (‘não é por vossas obras, mas pela graça de Deus que sois salvos’; assim, aquele que conheceu a verdade ensine como se chegar a ela, como Jesus e outros sempre ensinaram; infelizmente, as religiões organizadas não deram ênfase a esses ensinamentos, que são os mais importantes, dos quais, assim, muitos foram esquecidos). 
     ‘O operário seja digno do seu salário... ’ (‘Conhecereis a verdade e a verdade vos libertará’; se você busca com perseverança, seriamente e sem preconceitos, será digno do percebimento que terá).
     ‘Eu vos envio como ovelhas no meio de lobos; sede, pois, prudentes como as serpentes’ (usai vosso raciocínio e inteligência), ‘mas simples como as pombas... ’ (isto é, nada receeis; sede humildes e confiantes; afinal, toda escolha vem de Deus; embora não compreendamos, tudo é obra de Deus, pois ‘é o Senhor que opera em nós o pensar e o fazer’).

     ‘Sereis, por minha causa, levados aos tribunais e diante de reis e governadores. Dai testemunho a eles. Não vos preocupeis com o que haveis de falar: ser-vos-á inspirado... ’ (‘o Senhor opera em nós o pensar, o querer e o fazer’; não temos a paternidade nem de nossos pensamentos; então, por que nos preocuparmos? Não adianta ‘espernear’; a escolha não é nossa, conforme as palavras de Jesus e a filosofia da física quântica).
     ‘Sereis odiados’ (hostilizados, incompreendidos, considerados loucos, tolos) ‘por causa de meu nome..., mas aquele que perseverar até o fim será salvo... ’ (‘batei, pedi, buscai... ’, isto é, teime, persevere, mesmo que os demais não o compreendam. Como disse o sábio: ‘Não seremos compreendidos nem pelos que mais nos amam, porque eles, abençoados sejam, estão dormindo e julgam que quem está despertando está ficando louco’; e Paulo: ‘a sabedoria de Deus é loucura para os homens’; e, ainda, Jesus: ‘Que te importa a ti! Segue-me tu’). 
     ‘Não temais aqueles que matam o corpo, mas não podem matar a alma..., temei, antes, aquele que pode precipitar a alma e o corpo na geena... ’ (de novo, como não escolhemos, tudo pode nos suceder. Tudo é incerto e, portanto, imprevisível. Talvez, por isso, Krishnamurti tenha recomendado indiferença e uma boa dose de humor, frente aos eventos da vida. Temamos, sim, a ignorância, isto é, o não-percebimento, que pode nos ‘precipitar’  na ‘escuridão de um estábulo’, no dizer de Boheme, na geena (sofrimento), pois ainda estaremos sem compreensão das coisas do mundo. Mantenhamos a mente aberta, sem preconceitos e sem receios tolos. Busquemos o...
Título: Re: COMO ENTENDER O CHAMADO
Enviado por: lconforjr em 11 de Fevereiro de 2015, 17:55
  COMO ENTENDER O CHAMADO      continuação

... auto-conhecimento, que a meditação pode nos dar. Não esqueçamos as palavras de Paulo: ‘estudai de tudo e guardai o que for bom... ’).
     ‘Nada sucede sem a vontade do Pai... ’ (a escolha não é nossa, logo nem a decisão).
     ‘(a Pilatos:) Nenhum poder teríeis se do alto não vos fosse dado’ (idem).
     ‘Quem der testemunho de mim diante dos homens, também dele eu darei testemunho diante do Pai... Aquele, porém, que me negar diante dos homens, eu o negarei diante do Pai.’ (dar testemunho, isto é, divulgar e seguir o que ele ensinou; aquele que não fizer isso será, com certeza, porque não teve o percebimento, não compreendeu, e a ‘negação frente ao Pai’ são os muitos pesares que, inevitavelmente, ainda o acometerão, porque ainda não compreendeu).
     ‘Quem não toma sua cruz e me segue, não é digno de mim... ’ (quem não compreende que não há escolha, e que, por isso, tudo é imprevisível, não se livrará dos pesares, dos medos e conflitos. Somente quem busca (isto é, quem toma sua cruz, o trabalho de buscar) é digno da libertação que a busca pode trazer; ‘Conhecereis a verdade e a verdade vos libertará’).
     ‘Aquele que tentar salvar sua vida, perdê-la-á... ’ (vida, isto é, prestígio, riquezas, poder, tudo aquilo pelo que os homens, em geral, pensam que vale a pena viver; tudo isso são distrações, perturbando a meditação e o conseqüente percebimento, sobretudo se houver apego; tudo isso nos faz perder o percebimento, que constitui a verdadeira vida).
     ‘O reino dos céus é arrebatado à força e são os violentos que o conquistam... ’ (aqueles que destroem o estabelecido, o convencionalismo e o condicionamento; os que não se amarram nem ao passado, nem ao futuro, isto é, não se prendem às lembranças nem às expectativas; isso não deixa de ser violência contra a cultura e os costumes, mas é atenção ao presente, ao aqui-agora).
     ‘Vinde a mim todos vós que estais aflitos e eu vos aliviarei. ’(os que chegam lá são aliviados. Jesus deve ter dito: ‘ide ao Eu’, isto é, penetrai no mais profundo de vós mesmos e encontrareis alívio, pois é ali onde está Deus e ali, no dizer de Buda, está ‘a cessação de todo o sofrimento’. Teresa de Ávila, às noviças: ‘não entrareis no reino dos céus se não entrardes primeiramente em vós mesmas, pois é dentro de cada uma de nós que Deus está’).
     ‘Em minha doutrina e procedendo como eu procedo, eu que sou manso e humilde de coração, achareis repouso para vossas almas... ’ (seguir seus preceitos, exemplificados por sua conduta (prática), torna possível a percepção da divindade em nós, fato que elimina todo o sofrimento, trazendo repouso para nossas almas).
     ‘A boca fala do que lhe transborda o coração...’ (sem dúvida, se estamos convencidos de que a felicidade está ‘ali’, em nosso íntimo, não nos calaremos, como Jesus, João Batista, Buda, Krishnamurti, Giordano Bruno e outros, que enfrentaram a morte por não se calarem, na tentativa de abrir os olhos dos demais para essas verdades).
     ‘A terra semeada, que produz cem por um, é aquele que ouve minha palavra e a cumpre...’ (aquele que chegou ‘lá’ de nada mais necessita e sua ação é sempre produtiva).
     ‘O reino dos céus é semelhante a um grão de mostarda que um homem semeia em seu campo...’ (uma minúscula semente; o trabalho, aparentemente, inglório, tolo, sem gozos, se comparado às atrações do mundo, à porta larga), ‘mas, quando cresce, torna-se um arbusto maior que todas as hortaliças...’ (o reino quando alcançado é cheio de bem-aventurança, e não se compara aos atrativos do mundo, que se apresentam, à visão humana, como coisas mais vantajosas).
     ‘Vai, vende tudo o que tens e terás um tesouro no céu. Depois segue-me...’ (isto é, desfaze-te de todas as coisas que te distraem, que te prendem, das quais necessitas e, por isso, dependes delas; depois, com atenção, aprofunda-te no ‘eu’; estarás livre para a meditação e poderás encontrar aquilo que Jesus e os místicos encontraram: o tesouro da verdade que liberta).
     ‘As raposas têm suas tocas, e as aves têm os seus ninhos, mas (quem me segue) não tem onde repousar a cabeça... ’ (pelo desapego de todas as coisas, pela incompreensão dos demais, que ainda estão adormecidos e julgam que quem está despertando é tolo, insano e, por isso, o hostilizam, na tentativa de levá-lo de volta à vida comum; portanto, teime, bata, peça...; ‘que te importa a ti, segue-me tu’).
     ‘Segue-me e deixe que os mortos enterrem seus mortos... ’ (dedica-te ao mais importante, isto é, à busca da verdade, do auto-conhecimento; já estás despertando, abrindo os olhos, começando a viver; por isso deixa que os que ainda dormem, que estão mortos para a verdade, continuem seu sono e não sejam obstáculo em teu caminho nessa busca).
     ‘Se alguém se envergonhar de mim e de minhas palavras, também eu me envergonharei dele...’ (não faltará quem te critique nessa busca; não deixes que, com isso, te embaracem. Continua teu trabalho. Quem critica o que fazes na busca da verdade ainda está longe do percebimento e, por isso, sofrerá).
     ‘Renuncia a ti mesmo, toma tua cruz e segue-me...’ (renuncia ao ‘ego’, que não passa de fantasia; vai em frente, mesmo que os mais queridos não te compreendam; a ‘tua cruz’ é a vida daquele que ainda não chegou ‘lá’; quando o ‘eu não é, Deus é’...).
     ‘Que servirá ao homem ganhar o mundo inteiro e perder sua alma?...’ (mesmo com toda riqueza e poder, a vida não terá significado enquanto nossa ‘alma’ estiver perdida, sem achar o caminho para chegar ‘lá’).
     ‘Se tiverdes fé do tamanho de um grão de mostarda, direis a esta montanha...’ (o conhecimento da verdade nos fará saber o que realmente somos e, então, nossa fé, transformada em convencimento, permitirá atos criativos inimagináveis).
     ‘Se não vos transformardes e vos tornardes como crianças não entrareis no reino... ’ (a transformação, nascida da compreensão da verdade, dá ao homem uma mente sem máculas, inocente e pura como a de uma criança; então, podereis entrar no reino).
     ‘Se alguém fizer cair em pecado um destes pequeninos (os humildes, mais fracos, inocentes, menos espertos ou menos instruídos), melhor fora que lhe atassem ao pescoço a mó de um moinho e o lançassem ao mar... ’ (pois ainda não chegou ‘lá’ e, por isso, ‘muitos pesares ainda terá’. Diz Krishnamurti que a vida só tem significado quando chegamos ‘lá’, e Maharresh Yogi, que ainda somos sub-humanos enquanto não temos o percebimento; a vida será com erros, conflitos e dores por não termos, ainda, chegado lá; não terá sentido).
     ‘Os escândalos são inevitáveis, mas, ai daqueles que os causam’ (estes ainda estão longe da percepção da verdade (Deus); agem ‘erradamente’, por que interpretam incorretamente e sofrem por isso, não como castigo, mas apenas porque não tiveram a percepção; os que chegaram lá não mais erram, pois compreenderam, não sofrem mais, embora não haja uma felicidade sem mácula).   

                       Continua............
Título: Re: COMO ENTENDER O CHAMADO
Enviado por: Antonio Renato em 11 de Fevereiro de 2015, 22:40
Meu irmão lconforjr,grandes ensinamentos estão contido nestes textos,esta forma de você
paticipar muito me alegra,isso é sem muitos porquês,com muito mais ensinamentos.
Fique na paz.
Título: Re: Como entender o chamado
Enviado por: Antonio Renato em 11 de Fevereiro de 2015, 22:41
Digo participar.
Título: Re: Como entender o chamado
Enviado por: lconforjr em 12 de Fevereiro de 2015, 00:44
COMO ENTENDER O CHAMADO      continuação

     ‘Para reconciliar-te com quem pecou contra ti, faz e tenta de tudo; só depois, se nada der certo, deixa nas mãos de Deus... ’ (não esquecer que todos somos um; primeiro façamos aquilo que Deus escolhe que façamos; depois, não nos preocupemos, pois o Pai escolhe segundo sua vontade, e sua vontade, por mais que não a compreendamos, sempre é feita, nos felicitando ou nos frustrando).
      ‘... perdoar setenta vezes sete vezes... ’ (se não temos o poder de escolher, por que ressentimentos? Perdoe sempre, pois, na verdade, nada há a perdoar, pois a escolha dos nossos atos não é nossa, mas do Senhor; afinal, não há culpas, nem culpados).
     ‘... e há eunucos (castrados) que se fizeram eunucos por amor ao reino dos céus. Quem puder compreender, compreenda... ’ (eliminaram o instinto sexual, uma das maiores paixões, um dos maiores fatores da distração ou desatenção para a meditação).   
     ‘...aos homens a salvação é impossível; mas, a Deus, tudo é possível... ’ (nada escolhemos; toda escolha vem de Deus, logo...).
     ‘Os últimos serão os primeiros... ’ (porque estes já estão compreendendo a verdade; assim, tornam-se mais humildes e se colocam no último lugar; no entanto, estão mais próximos da percepção do sagrado...).
     ‘... aquele que quiser tornar-se grande entre vós, se faça vosso servo... ’ (idem).
     ‘Minha casa é casa de oração; não façais dela um covil de ladrões... ’ (a mente, onde encontramos Deus, deve estar limpa e não cheia de escórias e lixo, isto é, pensamentos, lembranças, expectativas, ilusões, opiniões emoções, imaginações, condicionamentos,  crenças, coisas que roubam a atenção e são obstáculos à meditação; quando livre de ruídos, de estática, podemos ter a percepção daquilo que é sagrado. Krishnamurti ensinou: ‘mantenha o seu quarto (a mente) limpo, arrumado (sem preconceitos), e as janelas (mente) abertas; assim, a coisa poderá entrar, a qualquer momento... ’).
     ‘Ninguém será recebido nas bodas (iluminação) sem vestes nupciais... ’ (as vestes são a necessária preparação para a meditação; se alguém não está preparado, será difícil que a coisa lhe aconteça).
     ‘... filtrais um mosquito e engolis um camelo... ’ (as coisas do mundo são interpretadas equivocadamente por aquele que ainda não esteve ‘lá’; isso lhe acarreta conflitos e sofrimentos).
     ‘Limpais por fora o copo e o prato e por dentro estais cheios de roubo e intemperança... ’ (idem).
     ‘Sepulcros caiados, formosos por fora, mas cheios de podridão por dentro... ’ (os que não chegaram ainda; como disse Boheme, místico cristão, ‘enquanto o Cristo não nascer em você, você viverá na escuridão de um estábulo, entre fezes e urina’; de nada adianta o que você tenha por fora, isto é, poder, belezas, riquezas, etc.).
     ‘... aquele que perseverar até o fim será salvo...’ (persevere na prática, sem desistir, batendo, buscando; pode suceder que, de repente, sem que você saiba a hora, nem o lugar, como na parábola, aconteça...).
     ‘Vigiai, porque não sabeis a hora em que virá o Senhor; estai, pois, sempre preparados porque Ele virá numa hora que menos pensardes; não sabeis nem o dia, nem a hora...’ (idem; ‘vigiai’, isto é, esteja atento; veja, também as parábolas das virgens insensatas, do servo fiel, do ladrão).
     ‘Em verdade vos digo: todas as vezes que fizestes isto a um destes irmãos foi a mim mesmo que o fizestes...’ (Jesus não teria dito ‘foi ao Eu mesmo que o fizestes’? pois o que fazemos a outrem, fazemos a nós mesmos; todos somos um).
     ‘O espírito é pronto, mas a carne é fraca...’ (enquanto não chegamos lá, isto é, enquanto não tivermos o percebimento caímos em muitos erros e, assim, sofremos pois nossos sentidos nos farão interpretar erradamente).
     ‘Ensinai-as (às nações) a observar tudo o que eu vos prescrevi...’ (a luz não deve ser colocada sob o alqueire, mas sobre o velador para que ilumine a todos).
     ‘Aquele que faz a vontade de meu Pai, esse é meu irmão, minha irmã e minha mãe... ’ (aquele que segue os ensinamentos percebe ser da família dele, isto é, da sua mesma natureza).
     ‘Não julgueis, pois, com a mesma medida que medirdes, vos medirão a vós também, e com maior rigor ainda... ’ (quando julgamos alguém, agimos erradamente; nada há a ser julgado, pois a escolha não é nossa; se estamos, porém, ainda no nível de julgar, também estamos no nível de supor que nos estão julgando e de que, por isso, sofremos).
     ‘Não é o que entra, mas o que sai do homem que o pode manchar... ’ (enquanto não chegou lá; não que seja ‘pecado’ que exija corretivo; apenas mostra que esse ainda não esteve lá e, por isso, sofre).
      ‘Quão difícil é entrarem no reino dos céus os que põem sua confiança nas riquezas... ’ (pela distração, preocupação, desatenção e medo, daí resultantes; afastam-se das coisas elevadas e, assim, dificilmente, buscam o reino...).
     ‘Todo aquele que disser a este monte:... e não duvidar em seu coração, que acontecerá o que disse, obterá esse milagre... ’ (só não duvida aquele que teve o convencimento advindo da experiência de Deus e, assim, sua criatividade será inimaginável; as superposições coerentes, da física quântica).
     ‘Por isso vos digo: tudo que pedirdes na oração, crede (convencei-vos) que o tendes recebido, e ser-vos-á dado...’ (o ‘convencimento’ de que algo acontecerá, faz com que esse algo se manifeste no espaço-tempo. Jesus não disse ‘que o receberás’, que é tempo futuro, que não existe, mas que já estás recebendo. Esse conselho, não esqueçamos, vem da boca de um iluminado que percebeu que é assim).
     ‘Se não perdoardes, também vosso Pai não perdoará vossos pecados... ’ (se não temos ainda condição de perdoar é porque ainda não chegamos lá; então sofremos, pois não percebemos que não há pecado, e acreditamos que estamos sendo punidos pelos ‘pecados’ que cometemos).
     ‘Abençoai os que vos maldizem, fazei o bem aos que vos odeiam... ’ (dentro da visão de que todos somos um só, o mal que fazemos a alguém, fazemos ao todo, a nós mesmos; por isso, nunca fazer o mal).
     ‘Ao que tomar o que é teu, não lho reclames...’ (idem).
     ‘Fazei o bem sem daí esperar recompensa...’ (idem).
     ‘Não te preocupes com muitas coisas...’ (não adianta preocupar-se, pois a escolha não é nossa; como a física moderna comprova, tudo é incerto e impermanente. E não adianta se preocupar, pois escolha não sendo nossa, o que acontece é o que tem de acontecer. Essa incerteza e a impermanência de todas as coisas são a base da filosofia do Buda).
     Faça como aquele, da parábola, que, altas horas, recebendo hóspedes inesperados, bateu à porta do vizinho para pedir-lhe três pães; de tanto que bateu e teimou, importunando-o, o amigo o...

                                 Continua 
Título: Re: Como entender o chamado
Enviado por: lconforjr em 12 de Fevereiro de 2015, 00:50
Como entender o chamado             Continuação

... atendeu e deu-lhe até mais do que três pães...; bata, procure, teime, isto é, persevere na meditação; você pode ser abençoado com coisas que você nem espera, com muito mais do que pediu, que nunca imaginou. Como Paulo disse: ‘vi e ouvi coisas inefáveis’.
     ‘Bem-aventurados aqueles que ouvem a palavra de Deus e a cumprem.’ (esses, provavelmente, chegarão).
     ‘Guardai-vos, escrupulosamente, de toda avareza (apego) porque a vida de um homem (a sobrevivência, o nível, a felicidade), ainda que ele esteja na abundância, não depende de suas posses, riquezas... ’ (tudo depende da escolha, que não é nossa, mas de Deus; e a vida só tem significado, sentido, quando temos o percebimento do sagrado).
     ‘Insensato, nesta noite ainda exigirei tua alma. E tudo que ajuntaste, de quem será? Assim acontece com aquele que entesoura para si mesmo e não para Deus... ’ (aqueles que não seguem os ensinos dos mestres, por viverem egoisticamente, dificilmente chegarão, não por castigo, mas porque não acordaram ainda).
     ‘...onde estiver teu tesouro, aí estará teu coração...’ (tua atenção, teu nível de vida; o tesouro, positivo ou negativo, é obstáculo à meditação).
     ‘Não te sentes no primeiro lugar... aquele que se exalta será humilhado.’ (orgulho, arrogância, presunção, são sinais daquele que ainda não chegou lá; a humildade verdadeira vem da percepção do divino).
     ‘Deus conhece vossos corações...’ (ele aí habita).
     ‘... depois de terdes feito tudo que vos foi ordenado, dizei: somos servos como quaisquer outros; fizemos o que devíamos fazer;...’ (quem está despertando para a luz, está fazendo exatamente o que deve fazer aquele que procura a verdade que liberta).
     ‘Bendito o que vem em nome do Senhor...’ (aquele que age como foi prescrito pode chegar lá onde será abençoado com a iluminação).
     ‘Eu ficarei convosco para todo o sempre... ’ (não o homem Jesus. É o Cristo, o percebimento, a iluminação; permanece, conscientemente, e para sempre, naquele que chegou).
     ‘A minha paz vos dou... ’ (quem chega lá, tem a paz do Cristo, a serenidade do iluminado).
     ‘Não busco a minha vontade, mas a daquele que me enviou... ’ (sempre é feita somente a vontade de Deus, embora suponhamos, muitas vezes, que a nossa vontade esteja sendo feita e ficamos felizes, ou ficamos frustrados quando isso não acontece).
      ‘Eu sou o pão da vida; aquele que vem a mim nunca terá fome e jamais terá sede... ’ (aquele que chegou lá está saciado, pleno; de nada mais necessita; ‘o demais virá por acréscimo’).
     ‘Quem estiver sem pecado, atire a primeira pedra... ’ (todos ‘erramos’, mas não é por nossas obras que somos salvos, e sim pela graça de Deus, como a própria escritura afirma. Jesus nos adverte de que somos todos iguais, pois todos estamos sempre errando enquanto não chegarmos lá).
     ‘Vai e não peques mais... ’ (aquele que foi e chegou lá, não mais erra, porque sua ação será sempre correta).
     ‘Aquele que me segue não andará nas trevas, mas terá a luz da vida... ’ (aquele que segue seus ensinamentos chegará lá, à luz da vida, à iluminação).
     ‘Enquanto for dia, cumpre-me terminar as obras daquele que me enviou; virá a noite na qual ninguém pode trabalhar... ’ (não desperdice seu tempo; quando vier a noite (os problemas) será difícil praticar o que foi ensinado; só com essa prática a vida terá significado).
     ‘Eu vim para que tenhais vida, e vida em abundância’.  (é o que sucede a quem segue os ensinamentos e, por isso, chega lá).
     ‘Senhor, se estivesses aqui meu irmão não teria morrido.’ (onde está o Cristo, a divindade absoluta, não há morte; só há vida).
     ‘Eu sou o caminho, a verdade, e a vida; ninguém vem ao Pai senão por mim... ’ (o correto não terá sido ‘o Eu é o caminho, a verdade, a vida’? e ‘ninguém vai ao Pai senão pelo Eu’? pois o caminho é para dentro, para o interior, pelo ‘eu’, por onde se vai ao percebimento do Pai, como ensinaram a doutora teologal dos católicos, Teresa de Ávila, João da Cruz, S. Agostinho e muitos outros místicos orientais e ocidentais).(Recentemente foi publicado artigo no qual, rabinos ilustres esclareceram que a tradução correta é essa mesmo: “o Eu é o caminho...”, “... senão pelo Eu”).
     ‘Aquele que crê em mim fará as obras que eu faço e outras maiores ainda... ’ (àquele que chegou ao percebimento, ao convencimento, suas soluções serão criativas e não mais condicionadas; penetra o campo das infinitas possibilidades, como afirma Maharish, e tudo lhe é possível).
     ‘Aquele que guardar meus mandamentos... será amado por meu Pai... e eu manifestar-me-ei a ele e nele faremos, eu e meu Pai, nossa morada... ’ (a manifestação da Consciência Cristica, que permanecerá em quem percebeu que ‘eu e o meu Pai somos um’, possível àquele que guarda (segue) os ensinamentos...).
     ‘Permanecei em mim que eu permanecerei em vós...; o ramo não poderá dar frutos de si mesmo se não permanecer na videira; eu sou a videira, vós os ramos... O Pai podará todo ramo que der frutos, para que dê mais frutos ainda... ‘ (por nós mesmos, seres do espaço-tempo, nada fazemos; já àquele que chegou ao percebimento, sua conduta é sempre correta, seus frutos, idem, pois sua consciência, agora, é crística e, consequentemente, dará mais frutos ainda).
     ‘Sois meus amigos se fazeis as coisas que vos mando.’ (somos todos iguais, o que se tornará evidente se fizermos o que ele ensinou).
     ‘Ora, a vida eterna consiste em que Te conheçam a Ti, um só verdadeiro Deus, e a mim, o Cristo, a quem enviaste... ’ (não apenas crer, mas conhecer, melhor ainda, ‘ser’ (esse o objetivo da meditação); aí está o segredo da vida eterna e abundante).
     ‘Pai, o mundo não te conheceu, mas eu te conheci.’ (o percebimento, com que a maioria nem sequer sonha e, por isso, não o busca) (Pascal).
     ‘Pai, perdoa-lhes, pois não sabem o que fazem’. (na verdade, numa análise profunda, veremos que nada sabemos; por isso, não há culpas). ‘É o senhor que opera em nós o pensar e o fazer’ (Paulo).
      Na parábola das dez virgens, Jesus ensinou o valor da atenção simbolizada pelas cinco virgens que, cuidadosas, atentas, se precaveram colocando azeite em suas lâmpadas, à espera do noivo (a iluminação que pode chegar a qualquer momento, em qualquer lugar e aparentemente sem razão), ao contrário das outras cinco que, desatentas, imaturas, não se muniram de azeite e, com isso, não tinham luz suficiente (percepção, consciência suficiente) e, assim,...

                                    Continua
Título: Re: Como entender o chamado
Enviado por: lconforjr em 12 de Fevereiro de 2015, 01:02
Como entender o Chamado             Continuação     

... não perceberam a chegada do noivo (a iluminação). O mesmo significado tem a parábola do servo fiel, que permaneceu vigilante (atento) à espera do patrão, que chegaria a qualquer momento.
      Existe um tipo de espera que requer atenção total. A ‘coisa’ pode acontecer a qualquer momento e se não estivermos completamente acordados (atentos, ‘vestidos com vestes nupciais’) e calmos, vamos perdê-la. Nesse estado de total atenção (meditação) não há lugar para pensamentos, lembranças, emoções, isto é, interferência do ego, mas apenas uma presença alerta. Seja como o servo da parábola esperando a volta do senhor. Ele desconhece a hora em que o patrão vai chegar; então fica acordado, vigilante, aprumado, atento e sereno, para não perder a chegada do patrão (a iluminação).
     ‘...esta é a justiça de Deus... não há distinção;... todos são ‘pecadores’ (cometem aquilo que denominamos pecado) e todos estão privados da glória de Deus, mas são justificados gratuitamente por sua graça: tal é a obra de redenção realizada em Cristo’ (isto é, no percebimento de Cristo, na iluminação; vamos então perceber que não pecamos, pois nem os pensamentos que temos são nossos e que todos somos iguais (não há distinção); todos já estamos, e gratuitamente, salvos) (Ro 3: 21).
      ‘...para que, como Jesus ressurgiu dos mortos’ (o nascer de novo, a ressurreição, o nascimento do novo homem) ‘pela glória do Pai’ (pela percepção de que ‘eu e o Pai somos um’), ‘assim também nós vivamos uma vida nova’ (a vida do novo homem; a vida só tem significado quando chegamos ao percebimento). ‘Se somos o mesmo ser com ele’ (iguais a ele) ‘por uma morte semelhante à sua, sê-lo-emos igualmente por uma comum ressurreição... portanto, vós também considerai-vos mortos para o pecado, porém vivos para Deus, em Cristo Jesus’ (Ro 6: 5, 11) (se chegastes lá, isto é, ao percebimento, ao Cristo, não ‘pecarás’ (não errarás) mais; serás um novo ser, um ser igual a Jesus; nasceste de novo).

     ‘... Os sofrimentos da presente vida não têm proporção alguma com a glória futura, que nos deve ser manifestada’ (com o percebimento). ‘Por isso, a criação aguarda ansiosamente’ (mesmo inconsciente; por isso o sofrimento do homem que, não sabendo o que procura, cai em tantos erros por se apegar, iludido, a satisfações substitutas) ‘a manifestação do filho de Deus’ (a manifestação do Cristo em nós; a percepção de que somos um com o Pai apaga todos os sofrimentos) (Ro 8: 18, 19).
     ‘... não vos conformeis com este mundo, mas transformai-vos pela renovação de vosso espírito, para que possais discernir qual é a vontade de Deus, o que é bom, o que lhe agrada e o que é perfeito’ (Ro 12: 2) (a transformação é fruto do percebimento, que produz total renovação do ser, o homem novo; aí, pode-se discernir a vontade de Deus, que, então, será a mesma vontade daquele que ‘chegou’, porque ‘eu e o Pai somos um’).
      ‘Sede perseverantes na oração.’ (Ro 12: 12) (Pedi, buscai, batei... ; a perseverança, na meditação, torna possível a ocorrência de hiatos cada vez mais longos entre os pensamentos, o que pode resultar na percepção do que está além do ego, além do espaço-tempo).
      ‘Abençoai, não os praguejeis, aqueles que vos perseguem...’ (Ro 12:14) (somos um só e, depois, Deus é que opera em nós o pensar, o fazer e o querer).
      ‘... Acaso não declarou Deus ser loucura a sabedoria deste mundo...?’ (I Cor 1:20) (grandes psicólogos e sábios afirmam: nossa sociedade é totalmente insana. A sanidade está apenas na percepção do sagrado).
      ‘Coisas que os ouvidos não ouviram, nem os olhos viram, nem o coração humano imaginou’ (‘coisas inefáveis’, como disse Paulo), ‘tais são os bens que Deus tem preparado para aqueles que o amam’. (I Cor 2:9) (para aqueles que o seguem, que o buscam).
      ‘...que cada um viva na condição na qual o Senhor o chamou... não te preocupes disto. Pois o escravo, que foi chamado pelo Senhor, conquistou a liberdade no Senhor’ (I Cor 7:22) (cada um é o que é, não há como modificar isso; mas, qualquer que seja sua condição, aquele que teve o percebimento está absolutamente livre de toda autoridade, medo, ilusões, condicionamento, crenças, superstições e sofrimentos).
       ‘Há diversas operações, mas é o mesmo Deus que opera tudo em todos. A um é dada a sabedoria para proveito comum; a outro, a ciência; a outro, a fé; a outro, a graça de curar doenças... Mas o mesmo Espírito distribui esses dons a cada um conforme lhe (a Deus) apraz’(I Cor 12:4) (mais uma vez, a escolha não é nossa; tudo que fazemos ou somos na vida é o ‘senhor’, aquilo que está além do espaço-tempo, que decide, que faz).
      ‘... embora muitos membros formem um só corpo, assim também em Cristo’ (na consciência crística todos formamos um só corpo, somos um só)...; ‘os membros do corpo que parecem os mais fracos, são os mais necessários’ (todos somos necessários)... ‘Ora, vós sois o corpo de Cristo, cada um é um membro’. (I Cor 12:12 a 27) (na visão da atual teoria científica dos sistemas, não há nenhuma coisa que seja mais importante do que qualquer outra; tudo que existe, simplesmente existe).
      ‘Quando eu era menino, falava como menino, julgava como menino. Mas depois que cheguei a ser homem feito, dei de mão das coisas que eram de menino. Nós agora vemos Deus como por um espelho em enigmas, mas então veremos face a face. Agora conheço-o em parte, mas então hei de conhecê-lo, como eu mesmo dele sou conhecido.” (menino, aquele q ainda não amadureceu o suficiente, para entender q deve afastar o ego para ter a ‘visão, de Deus).
     ‘Aspirai aos bens superiores. ... se eu não tiver caridade (em sua acepção de amor) nada sou... Quando chegar o que é perfeito, o imperfeito desaparecerá... Hoje vemos como por um espelho, confusamente, mas, então, veremos face a face’ (perfeitamente, sem erro; quando chegar o que é perfeito, isto é, a luz, compreenderemos que nada é imperfeito); ‘hoje, conheço em parte’ (por isso, interpretamos imperfeitamente), ‘mas, então conhecerei totalmente’ (I Cor 13:1 a 12) (‘Conhecereis a Verdade e a verdade vos libertará...’; a iluminação traz-nos a verdade, é o conhecimento da verdade; a interpretação será, então, perfeita e veremos que aquilo que nos parece imperfeito é também perfeito; se não tenho amor é porque não cheguei ainda lá; de um cântico do bramanismo: ‘do perfeito tirando o perfeito o que resta é perfeito’).
      ‘Pois, se os mortos não ressuscitam, nem o Cristo ressuscitou’ (I Cor 15:16) (deduz-se, daqui, que Paulo diz que somos iguais a Jesus).
      ‘Semeado na corrupção, o corpo ressuscita incorruptível; semeado na fraqueza, ressuscita vigoroso; semeado corpo animal, ressuscita corpo espiritual’ (I Cor 15:35ss) (com o percebimento nasce o homem novo, ressuscitado, totalmente livre de erro).
       ‘Eis que vos revelo um mistério’ (para ele não é mais mistério): ‘nem todos morreremos, mas todos seremos transformados, num momento, num abrir e fechar de olhos, ao som da última trombeta. Os mortos ressuscitarão incorruptíveis, e nós seremos transformados’ (num repente, acontece a iluminação e seremos todos...

                                  Continua
Título: Re: Como entender o chamado
Enviado por: lconforjr em 12 de Fevereiro de 2015, 01:08
COMO ENTENDER O CHAMADO                Continuação

... transformados). ‘É necessário que este corpo corruptível se revista da incorruptibilidade e que este corpo mortal se revista da imortalidade’ (pelo percebimento) (I Cor 15:51ss).
      ‘A morte foi tragada pela vitória’ (I Cor 15:55) (aquele que chegou lá venceu a morte; vê que ela não passa de ilusão).
      ‘... nós somos a vossa glória, exatamente como vós sereis a nossa, no dia do Senhor Jesus’ (II Cor 1: 14) (a gloria que tereis, no dia do percebimento, será igual à minha, à que já tenho:  nesse dia tereis o extraordinário percebimento de que ‘eu e o Pai somos um’).     
      ‘...tal a convicção que temos em Deus, por Cristo’ (por termos tido a percepção). ‘Não que sejamos capazes de ter algum pensamento, como de nós mesmos. Nossa capacidade vem de Deus.’ (II Cor 3:4,5) (Deus é que opera em nós...; não temos a paternidade nem dos nossos pensamentos; portanto, a responsabilidade por nossos erros ou acertos não é nossa).
      ‘Já estais separados de Cristo, vós que procurais a justificação pela Lei; decaístes da graça... Estar circuncidado ou incircuncidado, de nada vale em Cristo Jesus, mas sim a fé que opera milagres’ (Gal 5:4,6). (a fé-convencimento; esta, como Jesus a teve, opera milagres; a justificação deve vir pela graça (de Deus), pela iluminação, não pela obediência a mandamentos, regras e leis, que não passam de exterioridades, coisas que as religiões convencionaram).
      ‘O mistério da salvação dos gentios: eles são co-herdeiros conosco, que somos judeus; são membros do mesmo corpo e participantes da promessa de Jesus Cristo.’ (Efe 3:1,6) (todos já estamos salvos; não há um povo eleito ou pessoas privilegiadas para esse fim; perante Deus, todos somos iguais).
      ‘Deus não faz acepção de pessoas; faz chover tanto sobre o justo quanto sobre o injusto...’’ (Paulo) (idem).
      ‘... que o Pai conceda o crescimento de vosso homem interior... para que possais conhecer a caridade de Cristo’ (o percebimento), ‘que desafia todo o conhecimento’ (a sabedoria que o acompanha é inimaginável), ‘e sejais cheios de toda a plenitude de Deus’ (Efé 3: 16ss) (o percebimento nos plenifica; de nada mais necessitamos: ‘... o demais vos virá como acréscimo’).
      ‘Renunciai à vida passada, despojai-vos do homem velho, corrompido... Renovai sem cessar o entendimento de vossa alma (auto-conhecimento, advindo da perseverança na meditação e que explode na percepção do absoluto), e revesti-vos do homem novo, criado à imagem de Deus’ (pois perceberemos que o somos), em verdadeira justiça e santidade.’ (Efé 4: 17ss).
      ‘...Por que é Deus quem, segundo o seu beneplácito, realiza em vós o querer e o fazer... Na verdade, julgo como perda todas as coisas, em comparação com esse bem supremo: o conhecimento de Jesus Cristo; tudo desprezei e tenho em conta de esterco, a fim de ganhar Cristo.’ (Fel 3:7ss) (tudo é nada, comparado à iluminação, e Deus é que nos leva a essa experiência, pois ele é que realiza em nós o pensar e o fazer; Maharish: ‘enquanto não chegamos ‘lá’, somos apenas subumanos’; Krishnamurti: ‘a vida só tem significado quando chegamos lá; veremos, então, que tudo é fútil e inútil’; Teresa de Ávila: ‘tudo o mais é lixo’; do Zen: ‘tudo o mais é coisa prosaica’).
      ‘Ninguém vos critique por causa de comida ou bebida, ou espécies de festas ou luas novas, ou sábados (exterioridades). Tudo isso não é mais do que sombra do que há de vir. A realidade é Cristo... não passam de normas e doutrinas humanas, mas não têm qualquer valor real, e só servem para satisfazer a carne (o mundo, as aparências). ’ (Col 2:16ss) (só tem valor o conhecimento do Cristo, a iluminação, trazida pela meditação; o tesouro, a jóia encontrada pelo homem que se desfez de tudo para adquiri-la; rituais, cultos, cânticos, promessas, sermões ou pensamentos que emocionam, ladaínhas, rezas, incenso, velas acesas, sinais, gestos, objetos do culto tidos como sagrados, vestimentas, músicas, orações a sós ou em conjunto, nada disso tem qualquer valor; são apenas exterioridades. A verdade está em nossa interioridade).
      ‘... pois vós sabeis muito bem que o dia do Senhor (a iluminação) virá como um ladrão de noite (de surpresa)... então, repentinamente, vos sobrevirá a destruição (das ilusões, do velho homem), como as dores à mulher grávida (repentinamente, o nascimento do homem novo);... mas, vós, irmãos (que seguis o que ensinamos) não estais em trevas para que o Dia vos surpreenda como a um ladrão. Não durmamos, pois, como os demais (que não despertaram ainda para a busca); vigiemos... ’ (I Tes 5:1 a 6) (estejamos atentos, para perceber a chegada do ‘noivo’, e para não alimentar, com distrações e desatenção, o ego; só assim é possível a meditação que pode resultar no percebimento, que vem, como um ladrão, sem que tenhamos idéia de quando).
      ‘...o ímpio se manifestará, mas o senhor (a iluminação) o destruirá com o esplendor de sua vinda’. (II Tes 2:8) (o percebimento destrói a escuridão de tudo que é ímpio, isto é, nossa escuridão; quando chegamos ao percebimento do Cristo, à iluminação, só restará luz,  esplendor).
      ‘... (em suas funções eclesiásticas) o bispo tem o dever de ser irrepreensível, casado uma só vez, regrado... ’ (I Tim 3:2) (porquê, então, o celibato, dos padres, que é contra a natureza?).
      ‘... na expectativa da nossa esperança, a aparição gloriosa de nosso grande Deus, Cristo...’ (Tit 2:13) (a esperança da chegada da iluminação, que nos mostra a glória daquilo que nós já somos mas que, ainda, não percebemos).
      ‘Mas, um dia apareceu o amor de Deus para com os homens; não por causa de obras de justiça que tivéssemos praticado, mas unicamente por sua graça. Ele nos salvou pelo batismo da regeneração e renovação (iluminação), pelo Espírito Santo que nos foi concedido em profusão, por meio do Cristo. Certa é esta doutrina... (mas) quanto às questões tolas, contendas e disputas relativas à Lei, foge delas, pois são inúteis e vãs. ’ (Tit 3:8) (O verdadeiro batismo, isto é, a iluminação, nos regenera e renova fazendo surgir o novo homem; tudo o mais é ‘questão tola’).
      ‘Alegria e singeleza de coração ’ (Atos 2:46), (Krishnamurti: uma boa dose de indiferença e de bom humor, em todas as situações porque tudo é incerto e impermanente; tudo, de bom ou de mal, pode nos acontecer; e nada escolhemos; a física moderna também nos afirma isso).
     ‘Deus de Abraão, Deus de Isaac, Deus de Jacó. Alegria, alegria, alegria, lágrimas de alegria’ (a felicidade  de Pascal, ao chegar lá).
     ‘... seja feita a vossa vontade e não a minha...’ (a escolha não é nossa; não há como não aceitar o que acontece).
     ‘Eu quero; sê limpo...’ (isso pode dizer aquele que chegou lá).
     ‘Eu irei e lhe darei saúde...’ (idem).
     ‘...considerai-vos mortos para os pecados, mas vivos para Deus...’ (Rom 6:11) (quem teve o percebimento não mais erra; vive apenas para as coisas de Deus, não por ser esse seu desejo e se esforçar para isso, mas por ser da natureza daquele que chegou porque, então, ressuscitou; é um novo homem).

                                 Continua
Título: Re: Como entender o chamado
Enviado por: lconforjr em 12 de Fevereiro de 2015, 01:12
COMO ENTENDER O CHAMADO           Continuação

     ‘...porque a inclinação da carne é morte, mas a inclinação do espírito é vida e paz...’ (Rom 8:6). ‘... mas vós não estais na carne, mas no espírito, se é (que percebestes) que o Espírito de Deus habita em vós... (isto é, se já chegastes lá).
     ‘...e se o espírito daquele (de Deus) que ressuscitou Jesus habita em vós...’ (idem).
     ‘... (aguardamos) a glória que em nós será revelada...’ (ao chegarmos lá).   
     ‘Em Cristo digo a verdade, não minto.’ (quando Cristo, a verdade, é encontrado, é impossível o engano, a mentira, a ilusão; tudo é o que é...).
     ‘...porque todo aquele que invocar o nome do Senhor será salvo.’ (este o nome do senhor: Eu Sou, o mesmo ‘eu sou’ de todos nós; aquele que busca, pode encontrá-lo; ‘Conhecereis a verdade e a verdade... ’).
     ‘...não vos conformeis com este mundo, mas transformai-vos pela renovação de vosso entendimento, para que experimenteis qual seja a boa, agradável e perfeita vontade de Deus...’ (não transformar o mundo, mas transformar-nos a nós mesmos, pelo percebimento; só então a vida terá significado; nosso entendimento será renovado (sabedoria que vem com a iluminação) e experimentamos a perfeita vontade de Deus que, então, será a mesma vontade nossa... (‘eu e o Pai somos um’).
     ‘...não vos vingueis... está escrito: Minha é a vingança, diz o Senhor; se teu inimigo tiver fome, dá-lhe de comer; se tiver sede, dá-lhe de beber...’ (nada fazemos por nós mesmos; não escolhemos; logo a ‘vingança’ não é nossa; e mais: nossos ‘inimigos’ e nós somos um só; isto é, não há inimigos).
     ‘Vence o mal com o bem.’ (Ro 12:19) (idem).
     ‘...não há potestades que não venham de Deus...’ (a escolha é de Deus; nada é vontade ou decisão nossa).
     ‘... pois o cumprimento da lei é o amor.’ (àquele que chegou, pois cumpriu o ensinado, teve despertados amor incondicional e compaixão por aqueles que estão sofrendo na escuridão, porque não chegaram, porque não perceberam ainda). 
     ‘...revesti-vos do Senhor Jesus Cristo e não tenhais cuidado da carne...’ (aquele que despertou iguala-se ao Cristo e não mais teme o erro; sua vontade é a mesma de Deus; seu livre-arbítrio é, então, total, mas ele não precisa mais disso, pois sua vontade e escolha são a vontade e escolha de Deus; o agir correto é, agora, sua natureza).
     ‘...pois se nós nos julgássemos a nós mesmos, não seríamos  julgados.’ (Col 11:13) (se estamos sempre nos julgando, nos observando – o autoconhecimento, dos antigos sábios gregos; a atenção, de Krishnamurti; a observação de si mesmo, de Gurdjef - podemos chegar lá e, então, para nós, não há mais ‘julgamento’, pois todo nosso agir será correto).
     ‘...não sou eu que faço as obras, mas o Cristo que habita em mim...’ (‘o Senhor é que opera em nós o pensar, o querer e o fazer’; logo, não há pecados nem remorsos; tudo está certo, nós é que não percebemos isso ainda).
     ‘Não sabeis que vós sois o templo do Altíssimo e que o Espírito de Deus habita em vós?’ (I Col 3:16) (se Deus está em nós, como procurá-lo fora? Zen: ‘é cavalgar o boi para procurar o boi’).
     ‘...ou não sabeis que o vosso corpo é o templo do Espírito Santo, que habita em vós, proveniente de Deus, e que não sois de vós mesmos.’ (I Col 6:19) (nem somos de nós mesmos; logo, os pensamentos, as escolhas não são nossos; então, nada de remorsos ou de culpas).
     ‘E há diversidade de dons, mas é o mesmo Deus que opera tudo em todos.’ (I Col 12:6) (idem).
     ‘...e vivo, não mais eu, mas o Cristo vive em mim.’ (Gal 2:20) (idem; Paulo teve percepção da verdade).
     ‘...meus filhinhos, por quem de novo sinto as dores do parto, até que o Cristo seja formado em vós.’ (Gal 4:19) (até que tenhamos percebimento de que o Cristo ‘nasceu’, ou melhor, que já está formado em nós).
     ‘...porque Deus é que opera em vós tanto o querer como o fazer, segundo sua vontade...’ (Fil 2:13) (nada fazemos por nós mesmos; nem a decisão, nem a escolha, nem os erros são nossos, portanto; isto está de conformidade com a filosofia da física quântica: não escolhemos e, ‘aquele que pensa que escolhe é imaturo’ (Krishnamurti).
     ‘Porque, assim como todos morrem em Adão (como corpo biológico que somos), assim também todos serão ressuscitados em Cristo’ (como Deus que somos (I Cor 22) (mais uma vez Paulo diz que somos iguais a Jesus e, mais ainda, todos morremos porque somos feitos do mesmo ‘barro’ que Adão, o corpo biológico, material; e todos ressuscitaremos, novamente, porque somos iguais a Jesus; mas Paulo não se refere a uma ressurreição do corpo, mas ao nascer de novo, o novo homem que agora percebeu). 
     ‘...que é Cristo em vós, esperança de glória...’ (Col 1:27) (esperança da glória que teremos conscientemente, com o percebimento; já o somos, inconscientemente).
     ‘...quando Cristo, que é nossa vida, se manifestar, então também vós vos manifestareis com ele, em glória...’ (Col 13:4) (idem).
     ‘...agora somos filhos de Deus e ainda não se manifestou o que haveremos de ser. Mas sabemos que, quando isso se manifestar, seremos semelhantes a Ele.’ (mesmo que não tenhamos o percebimento, já somos filhos de Deus, iguais a Jesus; apenas não percebemos isso ainda; mas, com o percebimento, conheceremos essa verdade: que somos iguais ao Cristo, que todos somos um).
      ‘O Senhor é espírito e onde está o espírito do Senhor, há liberdade. ’ (II Cor 3:17) (quando conhecermos a verdade de que o espírito de Deus está em nós, estaremos livres; isso ‘é o fim de todo o sofrimento’, como afirmou o Buda; e ‘a verdade vos libertará’, como disse Jesus).
     ‘Aquele que nos formou para este destino é Deus mesmo, que nos deu por penhor o Seu espírito.’ (IICor 5:5) (penhor=garantia: em todos nós já está o Seu espírito, isto é, o próprio Deus; e se ‘ele nos formou para este destino’, analise e conclua).
     ‘Não toqueis no que é impuro e vos receberei, diz o Senhor...’ (estando a mente pura, isto é, livre de impurezas, que são as emoções, os pensamentos, imaginações, condicionamentos, coisas que podem cessar com a meditação, teremos a percepção do Absoluto; seremos recebidos por ele).
     ‘Acaso não ‘reconheceis’ que o Cristo está em vós?’ (II Cor 13:5) (já está em nós, mesmo que não o percebamos; só nos falta percebê-lo).
     ‘Asseguro-vos, irmãos, que o evangelho pregado por mim não tem nada de humano. Não o recebi de homem algum, mas por revelação de Jesus Cristo.’ (Gal 1:11) (ele chegou lá, iluminou-se; por isso sua revelação veio da percepção de Deus, ou do Cristo, a Consciência Crística, que está em nosso mais profundo íntimo; ‘nada de humano’, pois que está além do ego, além do que é humano).

                                            Continuação
Título: Re: Como entender o chamado
Enviado por: Norizonte da Rosa em 12 de Fevereiro de 2015, 10:41
Olá.

Não li todo o texto, mesmo assim gostaria de entender uma questão.

Citar
“Reconcilia-te, primeiro, com teu irmão;... só então vem diante do altar fazer tua oferta... ”
I: nada de ressentimentos; a escolha não é nossa, como ensinam os místicos e as escrituras e, hoje, a física quântica: ‘é o senhor que opera em nós o pensar e o fazer’; em conseqüência, nem o acerto, nem o erro são nossos; logo, nem o irmão, nem nós somos culpados; e, se há ressentimentos, não há clima para a meditação. Qdo se compreende q todos somos um só, os ressentimentos cessam e tudo se torna mais fácil.

I;sê sempre sincero, leal, franco, amigo, honesto de modo que todos creiam em ti, sem necessidade de juramentos; agindo assim, as condições mentais (tranqüilidade) para a meditação melhoram. Se não agimos assim é porque estamos ainda mergulhados na ignorância, na escuridão, que representa o mal, o maligno....I: seja pacífico, sereno, paciente, mesmo que te julguem tolo, fraco, covarde...; lembra-te que ‘a sabedoria de Deus é loucura para os homens’, como disse Paulo; e q a serenidade é um dos requisitos imprescindíveis para a preparação da mente que tenta a meditação; e, ainda, segundo as escrituras e, hoje, também a física quântica, nós não escolhemos, não decidimos nada, pois ‘é o Senhor que opera em nós o pensar e o fazer’.

I: esse é o ponto de vista do iluminado; ele compreendeu que a harmonia entre todos é importante para a qualidade de vida e, logo, para a tentativa de meditação; e mais: a escolha, a decisão para fazer alguma coisa não é nossa, pois ‘é o Senhor que opera em nós o pensar e o fazer’.


Apenas gostaria de entender como não ter ressentimentos, como ser sincero, leal, franco, amigo, honesto e como o "..não agimos assim porque.." se é o Senhor que opera em nós o pensar e o fazer?

Abraço.
Título: Re: Como entender o chamado
Enviado por: Danilo Henrique em 12 de Fevereiro de 2015, 12:32
Olá.

Não li todo o texto, mesmo assim gostaria de entender uma questão.

Citar
“Reconcilia-te, primeiro, com teu irmão;... só então vem diante do altar fazer tua oferta... ”
I: nada de ressentimentos; a escolha não é nossa, como ensinam os místicos e as escrituras e, hoje, a física quântica: ‘é o senhor que opera em nós o pensar e o fazer’; em conseqüência, nem o acerto, nem o erro são nossos; logo, nem o irmão, nem nós somos culpados; e, se há ressentimentos, não há clima para a meditação. Qdo se compreende q todos somos um só, os ressentimentos cessam e tudo se torna mais fácil.

I;sê sempre sincero, leal, franco, amigo, honesto de modo que todos creiam em ti, sem necessidade de juramentos; agindo assim, as condições mentais (tranqüilidade) para a meditação melhoram. Se não agimos assim é porque estamos ainda mergulhados na ignorância, na escuridão, que representa o mal, o maligno....I: seja pacífico, sereno, paciente, mesmo que te julguem tolo, fraco, covarde...; lembra-te que ‘a sabedoria de Deus é loucura para os homens’, como disse Paulo; e q a serenidade é um dos requisitos imprescindíveis para a preparação da mente que tenta a meditação; e, ainda, segundo as escrituras e, hoje, também a física quântica, nós não escolhemos, não decidimos nada, pois ‘é o Senhor que opera em nós o pensar e o fazer’.

I: esse é o ponto de vista do iluminado; ele compreendeu que a harmonia entre todos é importante para a qualidade de vida e, logo, para a tentativa de meditação; e mais: a escolha, a decisão para fazer alguma coisa não é nossa, pois ‘é o Senhor que opera em nós o pensar e o fazer’.


Apenas gostaria de entender como não ter ressentimentos, como ser sincero, leal, franco, amigo, honesto e como o "..não agimos assim porque.." se é o Senhor que opera em nós o pensar e o fazer?

Abraço.

Entenda e descubra o porquê do ressentimento. O porquê da falta de sinceridade. O porquê da falta de honestidade. Etc. Qual o apego ou a verdade que te leva a estas coisas. E quando descobrir não conclua nada. Siga o caminho e espere a virtude vir naturalmente. Pois é Deus quem vai lhe "conceder" a virtude como resultado do seu esforço e vontade em obtê-la. Não é você quem vai descobrir um "jeito" de adquiri-la de forma independente. Abraços!
Título: Re: Como entender o chamado
Enviado por: lconforjr em 12 de Fevereiro de 2015, 12:47
Re: Como entender o chamado

      Ref resp #12 em: 120215, às 10:41, de Noriz

      Noriz: Não li todo o texto, mesmo assim gostaria de entender uma questão:

      “Reconcilia-te, primeiro, com teu irmão;... só então vem diante do altar fazer tua oferta...”. 
      - Interpretação: nada de ressentimentos; a escolha não é nossa, como ensinam os místicos e as escrituras e, hoje, a física quântica: ‘é o Senhor que opera em nós o pensar, o querer e o fazer’; em consequência, nem o acerto, nem o erro são nossos; logo, nem o irmão, nem nós somos culpados; e, se há ressentimentos, não há clima para a meditação. Qdo se compreende q todos somos um só, os ressentimentos cessam e tudo se torna mais fácil.

      Conf: meu amigo, tudo q pensamos, sentimos, desejamos, decidimos, escolhemos, seja no campo do bem ou do mal, baseado em que o fazemos? Não é no aprendizado da vida, essa escola do bem e do mal que nos fornece, através das lições/experiências que nela passamos, as bases necessárias para todas as nossas decisões ou escolhas?  Para o raciocínio que fazemos para decidir o q fazer, em qualquer situação q seja, raciocínio tantas vezes imperceptível, pois tb tantas vezes inconsciente, rápido, quase instantâneo, ou instintivo? Tudo aprendemos na escola da vida; nada mais existe ao nosso derredor senão essa escola, nos ministrando incessantemente suas lições, boas ou más!

      Se é assim, seguramente, guardar mágoas ou ressentimentos do que alguém nos fez, nada mais é q incompreensão do que seja a vida, do q sejamos nós.

      E se a escolha não é nossa, como nos mostra um raciocínio profundo, pois todas as nossas escolhas se baseiam no q a vida nos ensina, e como ensinam os místicos e as escrituras e, hoje, a física quântica: ‘é o Senhor que opera em nós o pensar, o querer e o fazer’, em consequência, não somos nós q escolhemos acertar ou errar; nem o acerto, nem o erro são nossos! Sendo assim, como ficar ressentidos com o que alguém nos faz? Como, se o q ele nos faz é a vida que nos faz?

      Por isso aconselhou um Sábio: "para viver melhor ante os acontecimentos da vida, se possível, uma boa dose de humor e uma boda dose de indiferença". Só podemos fazer o q a vida nos ensina fazer, nada mais do q isso.

      “Não jureis de modo algum... Dizei somente ‘Sim’, se é sim; ‘Não’, se é não. Tudo o que vai, além disso, vem do maligno...”.
      - I: seja sempre sincero, leal, franco, amigo, honesto de modo que todos creiam em ti, sem necessidade de juramentos; agindo assim, as condições mentais (tranquilidade) para a meditação melhoram. Se não agimos assim é porque estamos ainda mergulhados na ignorância, na escuridão, que representa o mal, o maligno...

      Conf: vc será, se a vida já lhe faz ser assim. 

      “Não resistas ao mau. Se alguém te ferir a face direita, oferece-lhe, também, a esquerda. Se alguém te tirar a túnica, dá-lhe, também, a capa. Se alguém obrigar-te a andar uma milha com ele...”
      - I: seja pacífico, sereno, paciente, mesmo que te julguem tolo, fraco, covarde...; lembra-te que ‘a sabedoria de Deus é loucura para os homens’, como disse Paulo; e q a serenidade é um dos requisitos imprescindíveis para a preparação da mente que tenta a meditação; e, ainda, segundo as escrituras e, hoje, também a física quântica, nós não escolhemos, não decidimos nada, pois ‘é o Senhor que opera em nós o pensar e o fazer’.

      Conf: é a mesma explicação colocada mais acima: vc será, se a vida já lhe faz ser assim...

      “Amai os vossos inimigos, fazei o bem aos que vos odeiam, orai pelos que vos perseguem e maltratam...”
      - I: esse é o ponto de vista do iluminado; ele compreendeu que a harmonia entre todos é importante para a qualidade de vida e, logo, para a tentativa de meditação; e mais: a escolha, a decisão para fazer alguma coisa não é nossa, pois ‘é o Senhor que opera em nós o pensar e o fazer’.

      Amigo Noriz, peço q seja mais claro naquilo q quer saber relativo ao q coloquei; faça perguntas mais específicas.

      Noriz: Apenas gostaria de entender como não ter ressentimentos, como ser sincero, leal, franco, amigo, honesto e como o "... não agimos assim porque..." se é o Senhor que opera em nós o pensar e o fazer?

      Conf: como coloquei acima, “se puder ser, se a vida já lhe faz ser assim...” Nós só fazemos o q a vida nos ensina a fazer, nada mais!
      E qto a sua pergunta final, lhe pergunto para q vc tente compreender: a escola da vida, quem é q a dá para nós, senão aquele a que damos o nome de Deus? E não é nessa escola, q Deus nos deu, q aprendemos a agir fazendo bem, ou agir fazendo o mal?

      Abraço.
................
Título: Re: Como entender o chamado
Enviado por: lconforjr em 12 de Fevereiro de 2015, 14:02

Re: COMO ENTENDER O CHAMADO

      Ref resp #5 em:110215, às 22:40, de ARenato

      ARenato comenta: Meu irmão lconforjr, grandes ensinamentos estão contido nestes textos, esta forma de você participar muito me alegra, isso é, sem muitos porquês, com muito mais ensinamentos.

      Conf: amigo ARenato, o q acontece é q essa forma de apenas ler ensinamentos, não é a melhor forma de aprender, de compreender; a melhor forma é vc mesmo procurar encontrar as respostas, as explicações, a chegar às conclusões a q vc deve chegar, raciocinando,  respondendo as perguntas: “Porq?” “Porq?”, concorda?
 
      Abç.
.......................
Título: Re: Como entender o chamado
Enviado por: Antonio Renato em 12 de Fevereiro de 2015, 22:50
Meu irmão lconforjr,eu não tenho dúvidas a esse respeito,pois as palavras escritas de nada
valem se eu mesmo não puder interpreta-las e chegar a uma conclusão.A interpretação não
está sómente contida no que está escrito mas no sentido dado a este,uma mesma frase
pode ter várias interpretações.
Título: Re: Como entender o chamado
Enviado por: Norizonte da Rosa em 12 de Fevereiro de 2015, 23:31
Olá amigo lconforjr.

Você já havia me recomendado isto:

     
Citar
Amigo Noriz, peço q seja mais claro naquilo q quer saber relativo ao q coloquei; faça perguntas mais específicas.

Quando eu não for claro é só solicitar que eu reformulo a pergunta. Mas se for apenas para perguntar, acho que não consigo. Da mesma forma que você, eu também gosto de argumentar.

Ainda não li seu texto, penso que deve ser lido com bastante calma, atenção e na folga, depois dessa correria do dia-a-dia, vou ler.

Abraço.

Título: Re: Como entender o chamado
Enviado por: Norizonte da Rosa em 17 de Fevereiro de 2015, 13:10
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Danilo: Entenda e descubra o porquê do ressentimento. O porquê da falta de sinceridade. O porquê da falta de honestidade. Etc. Qual o apego ou a verdade que te leva a estas coisas. E quando descobrir não conclua nada. Siga o caminho e espere a virtude vir naturalmente. Pois é Deus quem vai lhe "conceder" a virtude como resultado do seu esforço e vontade em obtê-la. Não é você quem vai descobrir um "jeito" de adquiri-la de forma independente. Abraços!

Danilo, considero que você comungue do mesmo entendimento do lconforjr, pois você me respondeu em um tópico que é dele, então pergunto: se é Deus que opera em nós o pensar e o agir, como está no texto, como vou entender e descobrir por conta própria os porquês do ressentimento, da falta de sinceridade,..

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lconforjr:
Conf: meu amigo, tudo q pensamos, sentimos, desejamos, decidimos, escolhemos, seja no campo do bem ou do mal, baseado em que o fazemos? Não é no aprendizado da vida, essa escola do bem e do mal que nos fornece, através das lições/experiências que nela passamos, as bases necessárias para todas as nossas decisões ou escolhas? Para o raciocínio que fazemos para decidir o q fazer, em qualquer situação q seja, raciocínio tantas vezes imperceptível, pois tb tantas vezes inconsciente, rápido, quase instantâneo, ou instintivo? Tudo aprendemos na escola da vida; nada mais existe ao nosso derredor senão essa escola, nos ministrando incessantemente suas lições, boas ou más!

Se é assim, seguramente, guardar mágoas ou ressentimentos do que alguém nos fez, nada mais é q incompreensão do que seja a vida, do q sejamos nós.

E se a escolha não é nossa, como nos mostra um raciocínio profundo, pois todas as nossas escolhas se baseiam no q a vida nos ensina, e como ensinam os místicos e as escrituras e, hoje, a física quântica: ‘é o Senhor que opera em nós o pensar, o querer e o fazer’, em consequência, não somos nós q escolhemos acertar ou errar; nem o acerto, nem o erro são nossos! Sendo assim, como ficar ressentidos com o que alguém nos faz? Como, se o q ele nos faz é a vida que nos faz?

Por isso aconselhou um Sábio: "para viver melhor ante os acontecimentos da vida, se possível, uma boa dose de humor e uma boda dose de indiferença". Só podemos fazer o q a vida nos ensina fazer, nada mais do q isso.
Sim, pelo seu modo de pensar, realmente devemos viver uma vida com indiferença, pois se é Deus que opera em nós o pensar e o agir, nada vem de nós, pois dizer que só pensamos e agimos pelo que a vida nos ensinou (sem qualquer possibilidade de pensar e agir de forma diferente do que está condicionado) é a mesma coisa que dizer que agimos de forma automática; existiria aí uma predestinação. Mas é aí que entra o que disse em outro tópico sobre o paradoxo: se tudo que penso e faço é operado por Deus, seja para o bem ou para o mal, como entender a lista de conselhos de como deveríamos agir: agir assim e não de outra forma; que devemos perdoar; que não devemos guardar ressentimentos;..se é Deus que opera nosso pensamento e nosso agir, qual o sentido desses conselhos? o amigo não vê um paradoxo no que diz? vai contra o próprio conselho do sábio que diz que devemos ver os acontecimentos da vida com boa dose de humor e boa dose de indiferença (mas não é Deus quem operaria esse pensamento de encarara a vida com boa dose de bom humor e de indiferença?). Então se magoo outra pessoa e como foi Deus que operou em mim esse agir, então devo encarar essa forma de ter agido, magoando outra pessoa, com uma boa dose de humor e de indiferença.


Citar
“Não jureis de modo algum... Dizei somente ‘Sim’, se é sim; ‘Não’, se é não. Tudo o que vai, além disso, vem do maligno...”.
- I: seja sempre sincero, leal, franco, amigo, honesto de modo que todos creiam em ti, sem necessidade de juramentos; agindo assim, as condições mentais (tranquilidade) para a meditação melhoram. Se não agimos assim é porque estamos ainda mergulhados na ignorância, na escuridão, que representa o mal, o maligno...

Conf: vc será, se a vida já lhe faz ser assim.
Desculpe-me, mas continua não fazendo sentido essa lista de conselhos com sua resposta 'você será, se a vida já lhe faz ser assim'. Se a vida já me faz ser assim, agindo conforme os conselhos, por que a necessidade dos conselhos? Além do mais, o amigo sugere que sempre devamos ter uma fé raciocinada e dá essa resposta?

No final do seu texto pensei que havia entendido a ideia do Deus operar em nós o pensar e o agir; entendido e concordado:

Citar
‘...revesti-vos do Senhor Jesus Cristo e não tenhais cuidado da carne...’ (aquele que despertou iguala-se ao Cristo e não mais teme o erro; sua vontade é a mesma de Deus; seu livre-arbítrio é, então, total, mas ele não precisa mais disso, pois sua vontade e escolha são a vontade e escolha de Deus; o agir correto é, agora, sua natureza).
Com isso eu concordo e até certa vez comentei aqui no fórum e que gerou polêmica sobre o fato de quando formos muito evoluídos não mais termos livre-arbítrio, pois livre arbítrio seria um instrumento para nossa evolução; quando já formos evoluídos não mais poderíamos escolher entre fazer algo errado e algo certo, sempre faríamos o correto e dessa maneira estaríamos agindo conforme a vontade de Deus, pois já seria de nossa natureza.

Mas lendo a sequência do texto, vi que não era isso que você estava querendo dizer, pois repete novamente:

Citar
‘...não sou eu que faço as obras, mas o Cristo que habita em mim...’ (‘o Senhor é que opera em nós o pensar, o querer e o fazer’; logo, não há pecados nem remorsos; tudo está certo, nós é que não percebemos isso ainda).

Pecados e remorsos tem a ver com coisas que tenhamos feito e que, pelo menos supostamente, teríamos feito errado.

Aproveitando esta mensagem gostaria de questionar também sobre esta afirmação:

Citar
"Todo aquele que se irar contra seu irmão..
I: ainda não compreendeu; ira-se contra si mesmo, pois, conforme as tradições místicas e, hoje, a própria ciência avançada, 'todos somos a mesma consciência'; por isso Jesus afirmou:.."
Qual a explicação para a afirmação de que somos todos a mesma consciência? e o que diz a ciência nesse sentido?

Também já ouvi isso, mas não é porque ouvi que vou encarar como uma verdade se não existirem argumentos que me convençam disso.

E o que então seria este 'todos somos a mesma consciência' que você fez questão de pôr entre aspas? seria força de expressão?

Posso até imaginar que sejamos "a mesma consciência" porque estamos encarnados em um mundo em que todos têm um mesmo nível evolutivo (ou um nível evolutivo muito próximo), então atraímos Espíritos que nos sugerem pensamentos comuns..é fato que as pessoas sofrem das mesmas dores morais e também tem as mesmas qualidades (a diferença está no grau). Seria nesse sentido o dizer que somos a mesma consciência? também sabemos que grupos de pessoas, povos, têm os mesmos costumes, tradições, religiões e então estão imersos em um pensamento que pode ser muito semelhante entre estas pessoas; essa seria também uma forma de entender o 'sermos a mesma consciência'? se não servirem essas ideias, o que sustenta essa afirmação?

Tenho outras perguntas, mas para o texto não ficar longo demais, acho que já temos alguma coisa para discutirmos.

Abraço.


Título: Re: Como entender o chamado
Enviado por: Norizonte da Rosa em 17 de Fevereiro de 2015, 16:38
Olá amigo lconforjr, gostaria de complementar a mensagem anterior com outra questão que se encaixa nos meus questionamentos acima.

Você sempre questionou sobre se Deus seria justo se criasse leis que fizessem o Espírito evoluir passando por sofrimentos e dava exemplos desses sofrimentos. Mas e essa maneira de entender, em que é Deus que opera nossos pensamentos e ações, não lhe parece um Deus mais injusto ainda? pois naquele caso, ainda o Espírito poderia ser responsável pelo próprio sofrimento ao agir com livre-arbítrio; mas da forma como o amigo apresenta, quem sofre, sofre porque Deus opera no pensamento e no agir para que este Espírito sofra (não alcance a iluminação), enquanto outros, os que são objeto da graça de Deus, deixam de sofrer porque Deus opera o pensamento e a ação de modo que encontrem a iluminação.

Abraço.
Título: Re: Como entender o chamado
Enviado por: lconforjr em 18 de Fevereiro de 2015, 19:42
Re: Como entender o chamado
      Ref resp #18 em: 170215, às 13:10, de Noriz
      Noriz:... se é Deus que opera em nós o pensar e o agir, como vou “entender” e “descobrir” por conta própria os porquês do ressentimento, da falta de sinceridade,..
      Conf: amigo, tudo q entendemos, descobrimos (palavras q vc colocou acima), q pensamos, sentimos, desejamos, decidimos, escolhemos, seja no campo do bem ou do mal, baseados em que o fazemos? Exatamente no aprendizado da vida, essa escola do bem e do mal, que nos fornece, através das incessantes lições/experiências que nela passamos, as bases necessárias para todas as nossas decisões ou escolhas. Do mesmo modo, para o raciocínio que fazemos para decidir como agir, em qualquer situação q seja, raciocínio tantas vezes imperceptível, pois tb tantas vezes inconsciente, rápido, quase instantâneo, ou instintivo! Tudo aprendemos na escola da vida; nada mais existe ao nosso derredor senão essa escola, nos ministrando incessantemente suas lições, boas ou más! Essa escola é a vida, englobando o mundo, a genética, as influências q recebemos das experiências/lições q vivenciamos, tudo q captamos com nossos canais de ligação com o mundo (os sentidos objetivos), os ensinamentos, as leituras, os eventos, as pessoas e o que elas nos dizem, sejam encarnadas ou desencarnadas, mestres elevados ou espíritos baixos etc etc.
      Vc pergunta: como podemos agir “por conta própria” se é Deus q opera em nós o pensar, o querer e o agir? E a resposta é: Vc, eu, ninguém, age, em qualquer situação q seja, por conta própria! A escolha nunca é nossa; agimos do modo como a vida nos mostra q é  mais conveniente agir (fazer, pensar, sentir etc). Sendo assim, de onde vêm os conselhos, as lições, ensinamentos, os mandamentos, senão da escola q é a vida? Portanto, qdo nos aconselham/ensinam q procuremos entender e descobrir os porquês do ressentimento, da falta de sinceridade (como disse o Danilo), nos desfazer dos apegos, do ódio, dos vícios, da maldade e/ou que sejamos bons, amemos, perdoemos pq assim vamos ser mais felizes etc, quem é q nos está dizendo isso, de onde estão vindo essas lições, conselhos, senão da escola da vida? E nós os seguiremos, (procuraremos “agir por conta própria”) se as lições da vida já nos mostraram q é mais conveniente segui-los do q não segui-los e como fazer para segui-los. Vc fará isto e aquilo exatamente do modo q a vida o levar a fazer! Vai lhe parecer q está agindo “por conta própria”, mas isso é apenas ilusão sua.
      E, lembrando: a escolha não é nossa, como pode nos mostrar um raciocínio profundo, pois todas as nossas escolhas se baseiam no q a vida nos ensina, e como ensinam os místicos e as escrituras e, hoje, a física quântica: ‘é o Senhor que opera em nós o pensar, o querer e o fazer’; consequentemente, não somos nós q escolhemos acertar ou errar; nem o acerto, nem o erro são nossos!
      Noriz: Sim, pelo seu modo de pensar, realmente devemos viver uma vida com indiferença,...
      Conf: não é o modo de “eu”, ou alguém “pensar”; é o modo como o conhecem e nos transmitem sábios e mestres; tb é o q Paulo (de quem as doutrinas cristãs, inclusive a espirita, rejeitam muitos ensinamentos) nos ensina. E, concordando com Paulo, em muitos de seus ensinamentos, está o próprio Jesus.
      Noriz:... pois se é Deus que opera em nós o pensar e o agir, nada vem de nós, pois dizer que só pensamos e agimos pelo que a vida nos ensinou (sem qualquer possibilidade de pensar e agir de forma diferente do que está condicionado)...
      Conf: e o amigo se aventura a nos dizer que outra forma existe diferente dessa para agir, pensar, obrar, desejar, sentir, decidir, escolher; q outra forma além dessa q a escola da vida nos ensina, incessantemente, desde que a consciência desperta em nós? Se não é a vida, quem é que nos ensina qualquer coisa q seja, boa ou má? Tente, ou apenas imagine uma outra forma e, se encontrar, imaginar, nos diga qual é!
      Noriz: é a mesma coisa que dizer que agimos de forma automática; existiria aí uma predestinação.
      Conf: vamos dizer melhor: agimos como as experiências/lições da vida nos levam a agir, pois não está na capacidade de ninguém agir contrariamente ao q a vida nos faz acreditar q é a forma mais conveniente de agir (de fazer, escolher etc) em qualquer circunstancia q estejamos vivendo. Sem dúvida, todas as coisas acontecem pq, inexoravelmente, têm de acontecer. Observe: é uma verdade inquestionável (e sempre lembrada pela doutrina) q todos os efeitos têm suas causas. Nós mesmos, vc, eu, e tudo o mais, acontecimentos, pensamentos, vontades, desejos, sentimentos, ações e reações, maldades, bondades, decisões, escolhas, somos nada mais do q efeitos de causas anteriores, concorda? Sendo assim, sendo nós efeitos nessa sequencia de causas e efeitos q vêm desde o mais longínquo passado, como pode um efeito acontecer diferentemente da causa q o faz acontecer? Como podemos interferir para modificar uma causa anterior se ela já aconteceu e produziu o efeito q agora estamos vendo? Logo, tudo acontece conforme a causa q o leva a acontecer. E isso, sem dúvida, pode mesmo ser considerado uma 'espécie' de predestinação, pois é impossível modificar um efeito q corresponde exatamente a causas anteriores a ele.
      Noriz: Mas é aí que entra o que disse em outro tópico sobre o paradoxo: se tudo que penso e faço é operado por Deus, seja para o bem ou para o mal, como entender a lista de conselhos de como deveríamos agir: agir assim e não de outra forma; que devemos perdoar; que não devemos guardar ressentimentos;...
      Conf: (parece q, por desatenção minha, estamos repetindo algo q já foi dito, não?) esses conselhos não são dados pela escola da vida? Não é a escola da vida q nos leva (empurra, obriga) a fazer o q nos mostrou q é mais conveniente fazer? Pois, entre o q a vida nos mostra estão esses conselhos e tudo o mais q sabemos/conhecemos, seja no sentido do bem ou do mal. Lembra-se qdo falamos do livre-arbítrio, q na realidade escolhemos o tempo todo, desde q abrimos os olhos até q os fechamos, mas q todas as escolhas, desde as mais simples e destituídas de possíveis consequências danosas, como escolher um lápis, às mais complexas e de consequências possivelmente perigosas, graves, como matar um desafeto ou declarar uma guerra, estão, todas elas, presas ao q a vida já nos ensinou? Nada vem de nós mesmos; tudo vem da escola da vida!
      Noriz:... se é Deus que opera nosso pensamento e nosso agir, qual o sentido desses conselhos? O amigo não vê um paradoxo no que diz? vai contra o próprio conselho do sábio que diz que devemos ver os acontecimentos da vida com boa dose de humor e boa dose de indiferença (mas não é Deus quem operaria esse pensamento de encarara a vida com boa dose de bom humor e de indiferença?).
      Conf: sim, é Deus, a vida, q opera em nós o pensar, agir, desejar, escolher etc etc. Não há paradoxo nisso pois, como já dissemos, tudo que pensamos, fazemos... é a vida que faz q pensemos e que façamos.
      Noriz: Então se magoo outra pessoa e como foi Deus que operou em mim esse agir, então devo encarar essa forma de ter agido, magoando outra pessoa, com uma boa dose de humor e de indiferença.
      Conf: para ficar mais fácil de entender, diga, não q foi Deus q o levou a magoar outra pessoa, mas q a vida o “forçou” a fazer isso. E se é a vida (ou Deus) q está sempre operando em nós o pensar, o querer e o fazer, sem dúvida, nada poderemos fazer e tb sem dúvida o melhor é ter, se conseguirmos, uma boa dose de humor e de indiferença, concorda? 
........................
Título: Re: Como entender o chamado
Enviado por: lconforjr em 19 de Fevereiro de 2015, 02:59

Re: Como entender o chamado
      Ref resp #18 em: 170215, às 13:10, de Noriz   (continuação)
      Citação: “Não jureis de modo algum... Dizei somente ‘Sim’, se é sim; ‘Não’, se é não. Tudo o que vai, além disso, vem do maligno...”.
      Interpretação: seja sempre sincero, leal, franco, amigo, honesto de modo que todos creiam em ti, sem necessidade de juramentos; agindo assim, as condições mentais (tranquilidade) para a meditação melhoram. Se não agimos assim é porque estamos ainda mergulhados na ignorância, na escuridão, que representa o mal, o maligno...
      Conf: E à pergunta de como fazer para ser sincero, leal, franco, bom etc, não há outra resposta senão esta:
      “Vc será, se a vida lhe fizer ser assim”.
      Noriz: Desculpe-me, mas continua não fazendo sentido essa lista de conselhos com sua resposta 'você será, se a vida já lhe faz ser assim'.
      Conf: tudo q vc foi, q vc é, ou q vc será, nada mais é do q consequências do que a vida, o aprendizado q dela vc recebeu, faz vc ser. Apenas isso. Tudo q vc vê, ouve, sente etc, sejam conselhos ou outra coisa qualquer, sejam na área do bem ou na do mal, é q fazem vc ser o q vc é!
      Noriz: Se a vida já me faz ser assim, agindo conforme os conselhos, por que a necessidade dos conselhos? Além do mais, o amigo sugere que sempre devamos ter uma fé raciocinada e dá essa resposta?
      Conf: pois são tb os conselhos, ensinamentos (bons ou maus), a fé raciocinada q fazem vc ser o q é; se não houvessem os conselhos, q lhe vêm da vida, quem o despertaria ou lhe mostraria para agir como deve agir? Conselhos, ensinamentos, doutrina, mestres, mentores, Jesus são nada mais q lições q a vida lhe dá. E, se a vida já o preparou para isso, vc as aceitará; se não, vc não aceitará!
      Pense: pq uns seguem os ensinamentos, as palavras ou exemplos de Jesus, ou de uma madre Tereza de Calcutá, eqto outros seguem as palavras de um Hitler ou de um malfeitor sem escrúpulos, senão pq a escola da vida os levou, os “preparou”, para seguir ou aquele ou este?
      Reflita nisto: pq vc é bom? Simplesmente quis ser bom, decidiu e escolheu ser bom e se tornou bom? E aquele q é mau, simplesmente quis ser mau e escolheu ser mal? E pq, em vez de decidir ser bom, vc não decidiu ser mau? O q é leva alguém a ser bom, ou mau, desonesto ou honesto, assassino, estuprador, pedófilo, perverso, imoral etc? Esses q são assim, simplesmente quiseram ser assim e se tornaram assim? Ou a escola da vida os fez ser assim?
      Noriz: No final do seu texto pensei que havia entendido a ideia do Deus operar em nós o pensar e o agir; entendido e concordado:
      Conf: e o q foi q vc não entendeu e não concordou?
      Citação: ‘...revesti-vos do Senhor Jesus Cristo e não tenhais cuidado da carne...’ (aquele que “despertou” iguala-se ao Cristo e não mais teme o erro; sua vontade é a mesma de Deus; seu livre-arbítrio é, então, total, mas ele não precisa mais disso, pois sua vontade e escolha são a vontade e escolha de Deus; o agir correto é, agora, sua natureza).
      Noriz: Com isso eu concordo e até certa vez comentei aqui no fórum e que gerou polêmica sobre o fato de quando formos muito evoluídos não mais termos livre-arbítrio, pois livre arbítrio seria um instrumento para nossa evolução; quando já formos evoluídos não mais poderíamos escolher entre fazer algo errado e algo certo, sempre faríamos o correto e dessa maneira estaríamos agindo conforme a vontade de Deus, pois já seria de nossa natureza.
      Conf: e vc tinha razão: livre-arbítrio total é apenas uma força de expressão; é o livre-arbítrio q chegou ao seu final, pois não há mais nada a ser escolhido. Toda escolha é feita entre possíveis soluções para o problema q temos em vista, o q significa dúvida entre uma e outra, necessidade de raciocinar se devemos escolher esta solução ou aquela mas, esse q chegou ao ponto de sua vontade e escolha serem a vontade e escolha de Deus, não precisa mais escolher; o q ele fará sempre será aquilo q Deus faria. E, sem dúvida, aquele q possui uma sabedoria infinita não escolherá entre isto e aquilo; ele sempre soube (e sabe) o q deve ou tem de fazer.
      Noriz: Mas lendo a sequência do texto, vi que não era isso que você estava querendo dizer, pois repete novamente:
      Citação: ‘... não sou eu que faço as obras, mas o Cristo que habita em mim...’ (‘o Senhor é que opera em nós o pensar, o querer e o fazer’; logo, não há pecados nem remorsos; tudo está certo, nós é que não percebemos isso ainda).
      Conf: por isso, Noriz, mentores afirmam: “castigar um malfeitor é tão absurdo como levantar um busto, em praça pública, em homenagem a um benfeitor da coletividade; ninguém tem méritos nem deméritos; cada um só faz exatamente aquilo q a vida o leva a fazer!”. Por isso, não há culpas, nem culpados!
      Noriz: Pecados e remorsos têm a ver com coisas que tenhamos feito e que, pelo menos supostamente, teríamos feito errado.
      Conf: exato; pecados e remorsos são sentimentos apenas dos q ignoram a verdade de q não são culpados!
      Noriz:... gostaria de questionar também sobre esta afirmação:
      Citação: "Todo aquele que se irar contra seu irmão... I: ainda não compreendeu; ira-se contra si mesmo, pois, conforme as tradições místicas e, hoje, a própria ciência avançada, 'todos somos a mesma consciência'; por isso Jesus afirmou:.."
      Qual a explicação para a afirmação de que somos todos a mesma consciência? e o que diz a ciência nesse sentido?
      Conf: isso não vem de nenhuma afirmação, mas da experiência de quem chegou “lá”. E a ciência e muitos perceberam q isso é uma verdade, talvez aquela a q Jesus se referiu ao dizer: “Conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará!” A ciência afirma: "só existe uma mente, e nós somos essa mente!”, do mesmo modo q, desde séculos a.C os sábios afirmam: “A doença da humanidade é ver “dois” onde só há “um”!”.
      Noriz: Também já ouvi isso, mas não é porque ouvi que vou encarar como uma verdade se não existirem argumentos que me convençam disso.
      Conf: pois é, Noriz, não é por ouvir q vamos considerar isso uma verdade.
      Noriz: E o que então seria este 'todos somos a mesma consciência' que você fez questão de pôr entre aspas? seria força de expressão?
      Conf: não! É apenas um modo de ressaltar aquilo q já foi referido várias vezes ou q é importante que se saiba. E essa verdade muitos já a perceberam, mas não há como provar, senão pela experiência pessoal, a q Einstein, Jung e outros notáveis deram o nome de “experiência de concordância universal, a mais sublime q o homem pode ter”.
      Noriz: Posso até imaginar que sejamos "a mesma consciência" porque estamos encarnados em um mundo em que todos têm um mesmo nível evolutivo (ou muito próximo), então atraímos Espíritos que nos sugerem pensamentos comuns..é fato que as pessoas sofrem das mesmas dores morais e também tem as mesmas qualidades (diferença no grau). Seria nesse sentido o dizer que somos a mesma consciência? também sabemos que grupos de pessoas, povos, têm os mesmos costumes, tradições, religiões e então estão imersos em um pensamento que pode ser muito semelhante entre estas pessoas; essa seria também uma forma de entender o 'sermos a mesma consciência'? se não servirem essas ideias, o que sustenta essa afirmação?
      Conf: meu amigo, a expressão “somos apenas uma mente/consciencia” nada tem a ver com espíritos na carne: na carne, há “zilhões” de diferenças, sob todos os aspectos, algumas gigantescas. A mente/consciência é uma só e se revela como a gigantesca diversidade não devido a ser muitas consciências, mas devido à extensa desigualdade dos “objetos” em q se revela. Vc, eu e todos somos um só, uma mesma consciência, mas as ferramentas q permitem a manifestação dessa consciência são totalmente desiguais, devido as diferenças das estruturas cerebrais, a genética, as experiências já adquiridas, o meio em que vivemos, entre outras.
      Há muita coisa a se dizer sobre isso, mas não podemos comprovar. Só podemos apresentar “testemunhos”.
      Abraço.
.........................
Título: Re: Como entender o chamado
Enviado por: Norizonte da Rosa em 19 de Fevereiro de 2015, 11:41
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Noriz:... se é Deus que opera em nós o pensar e o agir, como vou “entender” e “descobrir” por conta própria os porquês do ressentimento, da falta de sinceridade,..
Conf: amigo, tudo q entendemos, descobrimos (palavras q vc colocou acima), q pensamos, sentimos, desejamos, decidimos, escolhemos, seja no campo do bem ou do mal, baseados em que o fazemos? Exatamente no aprendizado da vida, essa escola do bem e do mal, que nos fornece, através das incessantes lições/experiências que nela passamos, as bases necessárias para todas as nossas decisões ou escolhas.


Como, meu amigo, que as palavras que eu coloquei vieram da escola da vida? Que nossos pensamentos em relação a decisões que possamos tomar, posso concordar em grande parte, em tese, que realmente agimos de forma condicionada (agimos muitas vezes com aquela ideia da tentativa, erro e acerto; depois procuramos agir só de forma a acertar, pois já testamos antes); mas um raciocínio sobre alguma coisa, como poderia vir da escola da vida? E aqueles que descobriram coisas, inventaram,..que escola da vida os levou a ter esse insight para criar, descobrir? Quem age simplesmente condicionado, não poderia criar nada, apenas copiaria, pois copia-se o que a escola da vida nos ensinou. Não dá para desconfiar que exista aí algo mais nesse nosso ser que não esteja somente condicionado pelos acontecimentos, pelas memórias? Quanto àqueles que criam, poderíamos imaginar, considerando que você acredite em reencarnação, que o que criam em uma encarnação seria resultado da bagagem de aprendizado adquirido em outras encarnações; mesmo assim, a criação de algo não seria resultado da escola da vida, esta só facilitaria o caminho, mas a criação de algo novo, como poderia ser resultado da escola da vida?

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Vc pergunta: como podemos agir “por conta própria” se é Deus q opera em nós o pensar, o querer e o agir? E a resposta é: Vc, eu, ninguém, age, em qualquer situação q seja, por conta própria! A escolha nunca é nossa; agimos do modo como a vida nos mostra q é mais conveniente agir (fazer, pensar, sentir etc). Sendo assim, de onde vêm os conselhos, as lições, ensinamentos, os mandamentos, senão da escola q é a vida? Portanto, qdo nos aconselham/ensinam q procuremos entender e descobrir os porquês do ressentimento, da falta de sinceridade (como disse o Danilo), nos desfazer dos apegos, do ódio, dos vícios, da maldade e/ou que sejamos bons, amemos, perdoemos pq assim vamos ser mais felizes etc, quem é q nos está dizendo isso, de onde estão vindo essas lições, conselhos, senão da escola da vida? E nós os seguiremos, (procuraremos “agir por conta própria”) se as lições da vida já nos mostraram q é mais conveniente segui-los do q não segui-los e como fazer para segui-los. Vc fará isto e aquilo exatamente do modo q a vida o levar a fazer! Vai lhe parecer q está agindo “por conta própria”, mas isso é apenas ilusão sua.
E, lembrando: a escolha não é nossa, como pode nos mostrar um raciocínio profundo, pois todas as nossas escolhas se baseiam no q a vida nos ensina, e como ensinam os místicos e as escrituras e, hoje, a física quântica: ‘é o Senhor que opera em nós o pensar, o querer e o fazer’; consequentemente, não somos nós q escolhemos acertar ou errar; nem o acerto, nem o erro são nossos!
Esses conselhos não vêm da escola da vida, vêm de encarnados, ou que já foram encarnados e isso não é escola da vida do modo como você traz (tanto é assim que você mesmo tantas vezes questionou, sobre os conselhos aqui no fórum de agir assim ou de outra maneira e sempre perguntou como fazer para agir de acordo com o conselho, ou questionou sobre o fato de só darem a receita, mas não dizerem como fazer). A escola da vida que faz sentido chamar assim, não vem de palavras, mas de experiências: alguém fez algo e se deu mal, depois vai procurar agir de forma diferente. Tanto é assim que você mesmo complementa dizendo que “..E nós os seguiremos, (procuraremos “agir por conta própria”) se as lições da vida já nos mostraram q é mais conveniente segui-los do q não segui-los e como fazer para segui-los. Vc fará isto e aquilo exatamente do modo q a vida o levar a fazer!..” Ou seja, continua minha pergunta sem ser respondida, pois de que valeriam os conselhos se não dependemos deles para modificarmos nossas ações? Percebe a inutilidade desses conselhos se considerarmos que é a escola da vida que nos condiciona em tudo? Seria tão sem sentido quanto deixar uma criança de 5 anos só em casa e rodeada de doces e disséssemos: ‘coma verdura, legumes, pois se comer só doces vai ficar doente!” A criança seguiria a orientação dos pais? Parece que não, então seriam conselhos inúteis!

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Conf: e o amigo se aventura a nos dizer que outra forma existe diferente dessa para agir, pensar, obrar, desejar, sentir, decidir, escolher; q outra forma além dessa q a escola da vida nos ensina, incessantemente, desde que a consciência desperta em nós? Se não é a vida, quem é que nos ensina qualquer coisa q seja, boa ou má? Tente, ou apenas imagine uma outra forma e, se encontrar, imaginar, nos diga qual é!

Vou voltar a questão daqueles que criam, porque assim fica mais claro o exemplo: os que têm um insight, não podem ser inspirados por desencarnados? Se o criar não depende da escola da vida, dependeria também da inspiração, além da bagagem de conhecimento adquirido nas vidas. Conforme a Doutrina, os Espíritos nos sugerem pensamentos e também não deixamos de tê-los de nós mesmos. Então agir de uma forma ou de outra, pode ter sim grande parcela dos condicionamentos da vida, mas por que não teria da inspiração boa, ou não dos desencarnados? E quem decidiria por uma ou outra inspiração, sugestão?

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Noriz: é a mesma coisa que dizer que agimos de forma automática; existiria aí uma predestinação.
Conf: vamos dizer melhor: agimos como as experiências/lições da vida nos levam a agir, pois não está na capacidade de ninguém agir contrariamente ao q a vida nos faz acreditar q é a forma mais conveniente de agir (de fazer, escolher etc) em qualquer circunstancia q estejamos vivendo. Sem dúvida, todas as coisas acontecem pq, inexoravelmente, têm de acontecer. Observe: é uma verdade inquestionável (e sempre lembrada pela doutrina) q todos os efeitos têm suas causas. Nós mesmos, vc, eu, e tudo o mais, acontecimentos, pensamentos, vontades, desejos, sentimentos, ações e reações, maldades, bondades, decisões, escolhas, somos nada mais do q efeitos de causas anteriores, concorda? Sendo assim, sendo nós efeitos nessa sequencia de causas e efeitos q vêm desde o mais longínquo passado, como pode um efeito acontecer diferentemente da causa q o faz acontecer? Como podemos interferir para modificar uma causa anterior se ela já aconteceu e produziu o efeito q agora estamos vendo? Logo, tudo acontece conforme a causa q o leva a acontecer. E isso, sem dúvida, pode mesmo ser considerado uma 'espécie' de predestinação, pois é impossível modificar um efeito q corresponde exatamente a causas anteriores a ele.
Como já disse, não desconsidero o fato de que somos bastante condicionados em relação ao que aprendemos na vida, mas você não considera a possibilidade, como está na Doutrina, de que sejamos influenciados também por desencarnados? Aquela velha imagem simbólica, que aparece até em desenhos animados, de um ‘diabinho’ em um dos ombros e um ‘anjo’ no outro aconselhando a tomadas de decisões em sentido contrário. Veja que nas menores ações, sempre pensamos antes de agir e muitas vezes pesando entre agir de uma forma e de outra, acabamos decidindo por uma. Da mesma forma em outra situação semelhante podemos agir de forma contrária àquela anterior; mas se fosse questão apenas de aprendizado, condicionamento, agiríamos sempre da mesma forma para situações semelhantes, o que não ocorre. Estou me referindo a questões corriqueiras, mas que podem influir, por exemplo, na relação entre pessoas.

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Noriz: Então se magoo outra pessoa e como foi Deus que operou em mim esse agir, então devo encarar essa forma de ter agido, magoando outra pessoa, com uma boa dose de humor e de indiferença.
Conf: para ficar mais fácil de entender, diga, não q foi Deus q o levou a magoar outra pessoa, mas q a vida o “forçou” a fazer isso. E se é a vida (ou Deus) q está sempre operando em nós o pensar, o querer e o fazer, sem dúvida, nada poderemos fazer e tb sem dúvida o melhor é ter, se conseguirmos, uma boa dose de humor e de indiferença, concorda?

O problema é que a indiferença não existe, se fazemos algo contra alguém, a consciência nos cobra, ainda que seja por um revide nosso e, então, como explicar isso? Se fosse só questão de condicionamento, não teríamos essas auto cobranças; isso não é sinal de que se agiu de forma errada e quem erra poderia ter acertado?

Abraço.




Título: Re: Como entender o chamado
Enviado por: Norizonte da Rosa em 19 de Fevereiro de 2015, 14:56
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Pense: pq uns seguem os ensinamentos, as palavras ou exemplos de Jesus, ou de uma madre Tereza de Calcutá, eqto outros seguem as palavras de um Hitler ou de um malfeitor sem escrúpulos, senão pq a escola da vida os levou, os “preparou”, para seguir ou aquele ou este?
Reflita nisto: pq vc é bom? Simplesmente quis ser bom, decidiu e escolheu ser bom e se tornou bom? E aquele q é mau, simplesmente quis ser mau e escolheu ser mal? E pq, em vez de decidir ser bom, vc não decidiu ser mau? O q é leva alguém a ser bom, ou mau, desonesto ou honesto, assassino, estuprador, pedófilo, perverso, imoral etc? Esses q são assim, simplesmente quiseram ser assim e se tornaram assim? Ou a escola da vida os fez ser assim?
Da maneira como ‘você’ entende, a afirmação de OLE de que nem todos os Espíritos passaram pela fieira do mal, mas sim pela ignorância, só poderia ser verdadeira pela metade, ou o Deus justo a que você sempre se refere não poderia existir, pois uns não poderiam ter aprendido na escola da vida, que é criada por Deus, de forma a se tornarem um Hitler, enquanto outros não passariam por esse tipo de encarnação (onde a justiça se dois Espíritos tivessem experiências distintas que a um levasse ao mal e a outro levasse ao bem? Mas se as experiências não são distintas, como explicar que uns tenham se tornado um Hitler e outros não?). E assim, como fica a explicação de que tudo o que somos, pensamos, fazemos se deve à escola da vida? Todos então foram maus e todos um dia serão bons, ou continua o que está em OLE, de que nem todos enveredaram para o caminho do mal?

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Citação: ‘... não sou eu que faço as obras, mas o Cristo que habita em mim...’ (‘o Senhor é que opera em nós o pensar, o querer e o fazer’; logo, não há pecados nem remorsos; tudo está certo, nós é que não percebemos isso ainda).
Conf: por isso, Noriz, mentores afirmam: “castigar um malfeitor é tão absurdo como levantar um busto, em praça pública, em homenagem a um benfeitor da coletividade; ninguém tem méritos nem deméritos; cada um só faz exatamente aquilo q a vida o leva a fazer!”. Por isso, não há culpas, nem culpados!

Ainda não consegui aceitar isso. O que é dito pelos Espíritos superiores é que a responsabilidade é relativa, mas não nula (salvo nos casos de demência, é claro). Se existe responsabilidade relativa, essa relatividade tem a ver com o que o Espírito já faz com consciência e não por ignorância. Se faz com consciência, como pode fazer só porque a escola da vida o condicionou a agir de determinada maneira?

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Noriz: Pecados e remorsos têm a ver com coisas que tenhamos feito e que, pelo menos supostamente, teríamos feito errado.
Conf: exato; pecados e remorsos são sentimentos apenas dos q ignoram a verdade de q não são culpados!
Não são culpados, os que têm remorsos, ou o que fizeram foi útil, ou justo (como muitas vezes é falado aqui no fórum)?

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Noriz: E o que então seria este 'todos somos a mesma consciência' que você fez questão de pôr entre aspas? seria força de expressão?
Conf: não! É apenas um modo de ressaltar aquilo q já foi referido várias vezes ou q é importante que se saiba. E essa verdade muitos já a perceberam, mas não há como provar, senão pela experiência pessoal, a q Einstein, Jung e outros notáveis deram o nome de “experiência de concordância universal, a mais sublime q o homem pode ter”.

(..)

Conf: meu amigo, a expressão “somos apenas uma mente/consciencia” nada tem a ver com espíritos na carne: na carne, há “zilhões” de diferenças, sob todos os aspectos, algumas gigantescas. A mente/consciência é uma só e se revela como a gigantesca diversidade não devido a ser muitas consciências, mas devido à extensa desigualdade dos “objetos” em q se revela. Vc, eu e todos somos um só, uma mesma consciência, mas as ferramentas q permitem a manifestação dessa consciência são totalmente desiguais, devido as diferenças das estruturas cerebrais, a genética, as experiências já adquiridas, o meio em que vivemos, entre outras.
Há muita coisa a se dizer sobre isso, mas não podemos comprovar. Só podemos apresentar “testemunhos”.


É interessante a afirmação e suscita alguns questionamentos. Talvez fosse melhor é descrever esse sistema, pois fico sem saber como ficam, ou se é que existem, os Espíritos como individualidades, o que contrariaria a Doutrina Espírita. O problema não é a questão de contrariar, mas de ser algo que fosse tão aceitável e lógico como a Doutrina. Parece a ideia de que existe um Deus e que somos apenas parcelas, órgãos (nem sei como definir) desse Deus e que estariam agindo inconscientemente, mas submetidos a essa inteligência,..mas qual o fim disso?

Abraço.

Título: Re: Como entender o chamado
Enviado por: lconforjr em 19 de Fevereiro de 2015, 16:52
Re: Como entender o chamado

      Ref resp #22 em: Hoje às 11:41, de Noriz

      Noriz (resp ant):... se é Deus que opera em nós o pensar e o agir, como vou “entender” e “descobrir” por conta própria os porquês do ressentimento, da falta de sinceridade,..
      Conf (resp ant): amigo, tudo q entendemos, descobrimos (palavras q vc colocou acima), q pensamos, sentimos, desejamos, raciocinamos, planejamos, esperamos, decidimos, escolhemos, seja no campo do bem ou do mal, baseados em que o fazemos? Exatamente no aprendizado da vida, essa escola do bem e do mal, que nos fornece, através das incessantes lições/experiências que nela passamos, as bases necessárias para todas as nossas decisões ou escolhas.
.....
      Noriz: Como, meu amigo, que as palavras que eu coloquei vieram da escola da vida? Que nossos pensamentos em relação a decisões que possamos tomar, posso concordar em grande parte, em tese, que realmente agimos de forma condicionada (agimos muitas vezes com aquela ideia da tentativa, erro e acerto; depois procuramos agir só de forma a acertar, pois já testamos antes); mas um raciocínio sobre alguma coisa, como poderia vir da escola da vida?
      Conf: veja q não falei q o raciocínio não é operação sua; as bases q vc usa para raciocinar, essas não são suas; elas vêm da escola da vida. Ou de onde viriam? Vc raciocina baseado em quê? No fundo, mesmo as operações necessárias ao raciocínio, q acreditamos q são nossas, vêm da escola da vida, pois pq uns raciocinam com mais inteligência, ou mais facilidade ou mais rapidez do q outros? E as palavras q vc profere, de onde vieram (onde se formaram, como vc as articula?) senão de seus pensamentos q vc mesmo está dizendo “nossos pensamentos em relação a decisões que possamos tomar, posso concordar em grande parte, em tese, que realmente agimos de forma condicionada”?
      Conf: e a  “parte” com q vc não concorda qual é? Consegue explicar isso? E de onde vêm seus condicionamentos? Quem o condiciona? E sua bondade e sua maldade, seu egoísmo, seu orgulho, sua humildade, de onde vêm? Simplesmente nascem em seu íntimo?!
      Noriz: E aqueles que descobriram coisas, inventaram,.. que escola da vida os levou a ter esse insight para criar, descobrir?
      Conf: pois raciocine, meu amigo; esses q descobriram coisas, q inventaram, a partir de onde iniciaram seu raciocínio, imaginação? Afinal, baseados em q fizeram tudo q fizeram, para descobrir ou inventar, senão no aprendizado anterior recebido das experiências da vida? Aqueles q pintam um quadro, nunca “imaginado” por alguém, figuras abstratas, surrealistas, onde se inspiraram para lançar a tinta sobre a tela? Vc que aprendeu a falar, como aprendeu a falar e a usar e saber o significado das palavras de seu idioma?
      As exceções a esta afirmação de q tudo vem da escola da vida, ‘podem’ ser as ações instintivas, como o animalzinho q acaba de sair do ventre da mãe e, sem q a vida lhe ensine, procura logo as tetas para se saciar. Mas, mesmo essas, baseadas em q se originam? Nada, meu amigo, brota espontaneamente de nosso intimo. Tudo q ali temos foi provocado por algo q está fora de nós e q nossos sentidos, incluído aí o ligado à paranormalidade, recebem através de vibrações proporcionadas pela luz/sombra/cor, som, cheiro, sabor, tato, vibrações q são interpretadas por nosso cérebro. 
      Noriz: Quem age simplesmente condicionado, não poderia criar nada, apenas copiaria, pois se copia o que a escola da vida nos ensinou.
      Conf: exato; tudo é “cópia” baseada no q a vida nos mostrou! Os medicamentos novos, as novas descobertas, as vacinas, os objetos q nos facilitam (ou q prejudicam) a vida, como ferramentas e armas etc, simplesmente “surgiram” na cabeça de seus descobridores/criadores sem serem provocados por nada, sem base alguma? É claro q não, q algo os fez surgirem!
      Noriz: Não dá para desconfiar que exista aí algo mais nesse nosso ser que não esteja somente condicionado pelos acontecimentos, pelas memórias?
      Conf: tente descobrir algo que vc possui em seu interior, como aquilo a q damos o nome de virtudes (amor, humildade, solidariedade, desejos e pensamentos edificantes, elevados, senso moral...), ou defeitos morais (ódio, desejos de vingança, desejos baixos, orgulho, egoísmo, perversões, inveja, ambição, desonestidade, imoralidade etc), cujas bases não estejam alicerçadas no q a vida lhe ensinou. E mesmo tudo o q vc possui em seu exterior, como o q é relacionado com deformações físicas, saúde e doenças, alegrias e tristezas, necessidades, fartura, posses, fama, amores, crenças, suposições, afetos, apegos, conhecimentos etc etc, afinal tente descobrir nisso tudo algo q tenha espontaneamente surgido em seu intimo, sem q o aprendizado recebido da vida o tenha colocado ali!
      Nada fazemos por nós mesmos, “por nossa conta”; nem pensamos, nem sentimos, imaginamos, planejamos, desejamos, decidimos, escolhemos, por nós mesmos! Pq vc segue a doutrina espírita e não outra? Pq vc está digitando aí em seu computador, em vez de estar ouvindo o noticiário da televisão, ou estar numa praia tomando água de coco, ou estar num voo para Paris, ou para Marte?
      Noriz: Quanto àqueles que criam, poderíamos imaginar, considerando que você acredite em reencarnação, que o que criam em uma encarnação seria resultado da bagagem de aprendizado adquirido em outras encarnações; mesmo assim, a criação de algo não seria resultado da escola da vida, esta só facilitaria o caminho, mas a criação de algo novo, como poderia ser resultado da escola da vida?
      Conf: e resultado de que seria, meu amigo? Tente nos dar uma resposta! E, sem dúvida, a escola da vida não está apenas nos facilitando o caminho, pois o próprio caminho foi construído por ela! Tente uma alternativa à esta afirmação!
      E exista ou não reencarnação, existe sempre um passado no qual aprendemos pelas lições da escola da vida!
      Conf (resp ant): Vc pergunta: como podemos agir “por conta própria” se é Deus q opera em nós o pensar, o querer e o agir? E a resposta é: Vc, eu, ninguém, age, em qualquer situação q seja, por conta própria! A escolha nunca é nossa; agimos do modo como a vida nos mostra q é mais conveniente agir (fazer, pensar, sentir etc). De onde vêm os conselhos, as lições, ensinamentos, os mandamentos, senão da escola q é a vida? Portanto, qdo nos aconselham/ensinam q procuremos entender e descobrir os porquês do ressentimento, da falta de sinceridade (como disse o Danilo), nos desfazer dos apegos, do ódio, dos vícios, da maldade e/ou que sejamos bons, amemos, perdoemos pq assim vamos ser mais felizes etc, quem é q nos está dizendo isso, de onde estão vindo essas lições, conselhos, senão da escola da vida? E nós os seguiremos, (procuraremos “agir por conta própria”) se as lições da vida já nos mostraram q é mais conveniente segui-los do q não segui-los, e como fazer para segui-los. Vc fará isto e aquilo exatamente do modo q a vida o levar a fazer! Vai lhe parecer q está agindo “por conta própria”, mas isso é apenas ilusão sua.
      E, lembrando: a escolha não é nossa, como pode nos mostrar um raciocínio profundo, pois todas as nossas escolhas se baseiam no q a vida nos ensina, e como ensinam os místicos e as escrituras e, hoje, a física quântica: ‘é o Senhor que opera em nós o pensar, o querer e o fazer’; consequentemente, não somos nós q escolhemos acertar ou errar; nem o acerto, nem o erro são nossos!
      Noriz: Esses conselhos não vêm da escola da vida, vêm de encarnados, ou que já foram encarnados e isso não é escola da vida do modo como você traz...
      Conf: o que, afinal, meu jovem, afirmo é q nada vem de nosso interior, nada brota ali espontaneamente; tudo nos vem provocado pelo q apreendemos do exterior; nem os pensamentos são verdadeiramente nossos e, consequentemente, não são nossos os desejos, vontades, decisões, escolhas, obras.
      Já lhe perguntei uma vez: pq vc prefere/escolhe tomar uma água gelada em vez de quente? Sentar-se naquela cadeira e não nesta? Em vez de dar um murro naquele q o ofendeu, dar-lhe um aperto de mão? Ou pq dará um soco nele? Pq o criminoso é criminoso? O bom é bom, o mau é mau?
      Noriz:... (tanto é assim que você mesmo tantas vezes questionou, sobre os conselhos aqui no fórum de agir assim ou de outra maneira e sempre perguntou como fazer para agir de acordo com o conselho, ou questionou sobre o fato de só darem a receita, mas não dizerem como fazer).
      Conf: meu jovem, todos os questionamentos q trago estão ligados às lições da doutrina; trago-os com a finalidade de, como a doutrina aconselha, provocar o raciocínio de quem estiver interessado em melhor entender o de q estamos falando ou estudando.
.................................. continua .......................
Título: Re: Como entender o chamado
Enviado por: lconforjr em 19 de Fevereiro de 2015, 17:19
      Ref resp #22 em: Hoje às 11:41, de Noriz     (fim)

... interessado em melhor entender o q estamos falando ou estudando.
      Noriz: A escola da vida que faz sentido chamar assim, não vem de palavras, mas de experiências: alguém fez algo e se deu mal, depois vai procurar agir de forma diferente.
      Conf: palavras de quem quer q sejam, de Jesus, da doutrina, daquele facínora, de quem sejam, se as ouvimos, são experiências nossas, lições, boas ou más, q a vida nos dá, não são?
      Noriz: Tanto é assim que você mesmo complementa dizendo que “... E nós os seguiremos, (procuraremos “agir por conta própria”) se as lições da vida já nos mostraram q é mais conveniente segui-los do q não segui-los e como fazer para segui-los. Vc fará isto e aquilo exatamente do modo q a vida o levar a fazer!..” Ou seja, continua minha pergunta sem ser respondida, pois de que valeriam os conselhos se não dependemos deles para modificarmos nossas ações?
      Conf: conselhos ou o q for, constituem lições proporcionadas pela mesma escola, certo? Tudo, absolutamente tudo q nos vem de fora de nós, e tudo absolutamente vem de fora, são lições boas ou más proporcionadas por eventos q nos auxiliam ou estorvam em nossa caminhada. Como já disse antes, aí estão desde a genética até as experiências deste mesmo instante.
      Noriz: Percebe a inutilidade desses conselhos se considerarmos que é a escola da vida que nos condiciona em tudo? Seria tão sem sentido quanto deixar uma criança de 5 anos só em casa e rodeada de doces e disséssemos: ‘coma verdura, legumes, pois se comer só doces vai ficar doente!”. A criança seguiria a orientação dos pais? Parece que não, então seriam conselhos inúteis!
      Conf: Noriz, reflita um pouco q vc perceberá qual é a causa de, ou pq, de onde veio a essa criança a recusa em aceitar os conselhos “inúteis”; em q ela se baseou para recusar!
      Conf (resp ant): e o amigo se aventura a nos dizer que outra forma existe diferente dessa para agir, pensar, obrar, desejar, sentir, decidir, escolher; q outra forma além dessa q a escola da vida nos ensina, incessantemente, desde que a consciência desperta em nós? Se não é a vida, quem é que nos ensina qualquer coisa q seja, boa ou má? Tente, ou apenas imagine uma outra forma e, se encontrar, imaginar, nos diga qual é!
      Noriz: Vou voltar a questão daqueles que criam, porque assim fica mais claro o exemplo: os que têm um insight, não podem ser inspirados por desencarnados?
      Conf: sem dúvida e, tb sem dúvida essa inspiração vem de fora de nós. O q quero afirmar é q nada, absolutamente nada, nem o amor, nem o desamor, vem, nasce dentro de nós; tudo se origina de algo fora de nós!
      Noriz: Se o criar não depende da escola da vida, dependeria também da inspiração, além da bagagem de conhecimento adquirido nas vidas.
      Conf: primeiramente, para lembrar, nada criamos; apenas “copiamos”. E tanto a cópia, como a inspiração e a bagagem já adquirida se referem a algo q está fora de nós...
       Noriz: Conforme a Doutrina, os Espíritos nos sugerem pensamentos e também não deixamos de tê-los de nós mesmos. Então agir de uma forma ou de outra, pode ter sim grande parcela dos condicionamentos da vida, mas por que não teria da inspiração boa, ou não dos desencarnados? E quem decidiria por uma ou outra inspiração, sugestão?
      Conf: sim, a sugestão q nos leva a pensar desta ou daquela forma, vc mesmo está dizendo, vem de fora de nós, de espíritos ou de outros eventos, sempre de fatos/ações exteriores; do mesmo modo a decisão de optar por uma ou outra inspiração ou sugestão vem de fora de nós, pois a decisão é realizada com base no conhecimento vindo da escola da vida. Vc disse: “tb não deixamos de ter pensamentos de nós mesmos”; pois tente citar um só pensamento q tenha origem em nós mesmos! Todos eles se originam de eventos q ocorrem fora de nós!
      Noriz (resp ant): é a mesma coisa que dizer que agimos de forma automática; existiria aí uma predestinação.
      Conf (r nt): vamos dizer melhor: agimos como as experiências/lições da vida nos levam a agir, pois não está na capacidade de ninguém agir contrariamente ao q a vida nos faz acreditar q é a forma mais conveniente de agir (de fazer, escolher etc) em qualquer circunstancia q estejamos vivendo. Sem dúvida, todas as coisas acontecem pq, inexoravelmente, têm de acontecer.
      Observe: é uma verdade inquestionável (e sempre lembrada pela doutrina) q todos os efeitos têm suas causas. Nós mesmos, vc, eu, e tudo o mais, acontecimentos, pensamentos, vontades, desejos, sentimentos, ações e reações, maldades, bondades, decisões, escolhas, somos nada mais do q efeitos de causas anteriores, concorda? Sendo assim, sendo nós efeitos nessa sequencia de causas e efeitos q vêm desde o mais longínquo passado, como pode um efeito acontecer em desacordo com a causa q o faz acontecer? Como podemos interferir para modificar uma causa anterior se ela já aconteceu e produziu o efeito q agora estamos vendo, ou q pretendemos modificar? Logo, tudo acontece conforme a causa q o leva a acontecer. E isso, sem dúvida, pode mesmo ser considerado uma 'espécie' de predestinação, pois é impossível modificar um efeito q corresponde exatamente a causas anteriores a ele.
      Noriz: Como já disse, não desconsidero o fato de que somos bastante condicionados em relação ao que aprendemos na vida, mas você não considera a possibilidade, como está na Doutrina, de que sejamos influenciados também por desencarnados?
      Conf: Noriz, sejam as influencias de encarnados ou de desencarnados, vêm de fora de nós; não se originam em nosso íntimo, em nossa mente!
      Noriz: Aquela imagem simbólica... de um ‘diabinho’ e de um  ‘anjo’ aconselhando a tomadas de decisões em sentido contrário.
      Conf: mas, amigo, não é isso mesmo q está acontecendo o tempo todo? Pq sempre estamos tentando escolher alguma coisa, entre várias outras? Pq esses dois, q nada mais são q influencias/ensinamentos/lições da escola da vida, sempre nos deixam em dúvida devido à nossa ignorância (ignorância q tb é proporcionada/provocada pela vida; do mesmo modo, q a sabedoria)!
      Noriz: Veja que nas menores ações, sempre pensamos antes de agir e muitas vezes pesando entre agir de uma forma e de outra, acabamos decidindo por uma. Da mesma forma em outra situação semelhante podemos agir de forma contrária àquela anterior; mas se fosse questão apenas de aprendizado, condicionamento, agiríamos sempre da mesma forma para situações semelhantes, o que não ocorre.
      Conf: e qual seria a causa de vc, q agiu de uma maneira, agir depois, frente a mesma situação/problema/escolha, de outra maneira? Baseado em q faria isso? Sem dúvida, vc se baseará nas experiências adquiridas, isto é, aprendeu q a maneira como agiu antes não lhe trouxe os resultados desejados, e a vida lhe mostrou, com seu fracasso, q tem de agir de outra maneira!
      Noriz: Estou me referindo a questões corriqueiras, mas que podem influir, por exemplo, na relação entre pessoas.
      Conf: com corriqueiras ou não, ocorre a mesma coisa.
      Noriz (r ant): Então se magoo outra pessoa e como foi Deus que operou em mim esse agir, então devo encarar essa forma de ter agido, magoando outra pessoa, com uma boa dose de humor e de indiferença.
      Conf (r ant): para ficar mais fácil de entender, diga, não q foi Deus q o levou a magoar outra pessoa, mas q a vida o “forçou” a fazer isso. E se é a vida (ou Deus) q está sempre operando em nós o pensar, o querer e o fazer, sem dúvida, nada poderemos fazer e tb sem dúvida o melhor é ter, se conseguirmos, uma boa dose de humor e de indiferença, concorda?
      Noriz: O problema é que a indiferença não existe, se fazemos algo contra alguém, a consciência nos cobra, ainda que seja por um revide nosso e, então, como explicar isso?
      Conf: não há nada a ser explicado, tanto q, se vc esteve atento, viu q lá coloquei “se conseguirmos, se for possível”.
      Noriz: Se fosse só questão de condicionamento, não teríamos essas auto cobranças; isso não é sinal de que se agiu de forma errada e quem erra poderia ter acertado?
      Conf: mas tb as “auto cobranças” podem ser condicionamento seu, concorda? E o q vc deduz do fato de, como vc disse, “quem erra poderia ter acertado”? Pq não acertou? O q fez esse alguém a errar se poderia ter acertado? O q o leva a fazer isso?
      Abraço.
..................................
Título: Re: Como entender o chamado
Enviado por: Norizonte da Rosa em 20 de Fevereiro de 2015, 12:19
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Noriz: Como, meu amigo, que as palavras que eu coloquei vieram da escola da vida? Que nossos pensamentos em relação a decisões que possamos tomar, posso concordar em grande parte, em tese, que realmente agimos de forma condicionada (agimos muitas vezes com aquela ideia da tentativa, erro e acerto; depois procuramos agir só de forma a acertar, pois já testamos antes); mas um raciocínio sobre alguma coisa, como poderia vir da escola da vida?
Conf: veja q não falei q o raciocínio não é operação sua; as bases q vc usa para raciocinar, essas não são suas; elas vêm da escola da vida. Ou de onde viriam? Vc raciocina baseado em quê? No fundo, mesmo as operações necessárias ao raciocínio, q acreditamos q são nossas, vêm da escola da vida, pois pq uns raciocinam com mais inteligência, ou mais facilidade ou mais rapidez do q outros? E as palavras q vc profere, de onde vieram (onde se formaram, como vc as articula?) senão de seus pensamentos q vc mesmo está dizendo “nossos pensamentos em relação a decisões que possamos tomar, posso concordar em grande parte, em tese, que realmente agimos de forma condicionada”?

Olá amigo lconforjr, essa questão do pensamento é bastante interessante e polêmica; gostaria de postar aqui parte do livro de Ernesto Bozzano que trata sobre o pensamento (pensamento e vontade). É apenas uma ideia sobre a questão do pensamento; devem existir outros entendimentos sobre esse tema. Só não concordo com o que você diz sobre o fato de o raciocínio, no fundo, vir da escola da vida. Depois do texto sigo:

Citar
“(..)

Apenas, para bem elucidar o assunto, suponho necessário
precedê-lo de algumas noções gerais, quanto à significação
que devemos ligar ao vocábulo imagens do ponto de vista
psicológico.
Denominamos idéia ou imagem, à lembrança de uma ou
de muitas sensações, simples ou associadas.
Todo e qualquer pensamento não é mais que um
fenômeno de memória, que se resume no despertai ou no
reproduzir de uma sensação anteriormente percebida.
Existem tantos agregados de imagens, quantos os
sentidos que possuímos.
Assim, temos grupos de imagens visuais, auditivas, táteis,
olfativas, gustativas, motrizes etc..
Aí temos imagens que, ao mesmo tempo em que as
sensações, constituem a matéria prima de todas as operações
intelectuais.
Memória, raciocínio, imaginação, são fenômenos psíquicos
que, em última análise, consistem no grupar e coordenar
imagens, em lhes apreender as conexões, constituídas, a fim
de retocá-las e agrupar em novas correlações, mais ou menos
originais ou complexas, segundo a maior ou menor potência
intelectual dos indivíduos.
Taine disse: Assem como o corpo é um polipeiro de
células, assim o espírito é um polipeiro de imagens.
Pensava-se outrora que ases idéias não tinham correlativo
fisiológico, isto é, que um substrato físico não lhes fora
necessário para manifestarem-se no meio físico.
Hoje, pelo contrário, está provado que as idéias ocupam no
cérebro as mesmas localizações das sensações.
Noutros termos: está provado não ser o pensamento senão
uma sensação renascente de modo espontâneo, e que,
portanto, ele - o pensamento - é de natureza mais simples e
mais fraca que a impressão primitiva, ainda que capaz de
adquirir, em condições especiais, uma intensidade suficiente
para provocar a ilusão objetiva daquilo com que sonha.
Mas, o pensamento não é unicamente a ressurreição de
sensações anteriores: a faculdade imaginativa domina, no
homem; é graças a ela que as imagens se combinam entre si,
a fim de criarem outras imagens.
Por aí se prova existir na inteligência uma iniciativa
individual própria, assim como relativa liberdade em face dos
resultados da experiência.
E isto devido a duas faculdades outras, superiores, da
inteligência: - abstração e comparação.
Segue-se que a imaginação, a abstração e a comparação
dominam as manifestações do espírito, delas decorrendo todos
os inventos e descobertas, inspirações e criações do gênio.

Isto posto, notarei que um primeiro índice da natureza
objetivável das imagens se depara na maneira como se
comportam-nas nas manifestações do pensamento.
Subentendido fica que nos estribamos nos conhecimentos
novos sobre o assunto, os quais levam a modificar o ponto de
vista até agora mantido, quanto aos modos funcionais da
inteligência.

(..)”
Como disse não concordo, pelo menos não integralmente que o raciocínio tenha origem somente na escola da vida. A escola da vida - o que lemos, estudamos, vivenciamos,..-  tudo nos fornece subsídios para que possamos raciocinar: é como se da escola da vida ganhássemos ideias já formadas sobre algumas coisas; mas isso não quer dizer que o raciocínio venha só disso. Deve existir algo ligado à fisiologia de nosso cérebro que nos possibilita voos mais altos, ou mais baixos. Não fosse assim o raciocínio de alguém com algum distúrbio mental, cerebral, seria o mesmo do de um prêmio nobel em física. Não estou me referindo ao Espírito que é são, mas ao corpo que limita o raciocínio do encarnado.

Mas essas duas questões que interferem no raciocínio (a escola da vida e a fisiologia de cada um) são apenas instrumentos de que a inteligência, o ser inteligente que habita em nós, dispõe para raciocinar; veja os trechos que grifei no texto de E. Bozzano. Assim, se formos ao OLE, verificaremos que as responsabilidades são relativas e se são relativas essa relatividade tem a ver não só com as experiências da vida, do meio em que o encarnado vive (se nasceu no meio de antropófagos, ou em sociedade mais civilizada, onde os índices de criminalidade são baixos, por exemplo), mas com o próprio desenvolvimento fisiológico daquele encarnado em relação a outro que esteja vivendo em sociedade e que tenha o cérebro de acordo com aquele meio (que não tenha problemas mentais, défice de inteligência,..) e isso tudo, de acordo com a evolução do Espírito que no estágio de evolução em que esteja, não deve ser movido apenas pelos acontecimentos externos. Não consigo conceber um ser inteligente, um Espírito, que não possa decidir, se não pudesse não haveria responsabilidade.  Não é doutrina, é o que interpreto desta.

Para não ficar muito grande o texto, depois sigo.

Abraço.

Título: Re: Como entender o chamado
Enviado por: lconforjr em 20 de Fevereiro de 2015, 19:48
Re: Como entender o chamado
      Ref resp #26 em: 200215, às 12:19, de Noriz
....
      Noriz: Olá amigo lconforjr, essa questão do pensamento é bastante interessante e polêmica; gostaria de postar aqui parte do livro de Ernesto Bozzano que trata d pensamento (pensamento e vontade). É apenas uma ideia...; devem existir outros entendimentos sobre esse tema. Só não concordo com o que você diz sobre o fato de o raciocínio, no fundo, vir da escola da vida.

      Conf: Noriz, observe que depois de escrever “no fundo” acrescentei: que “mesmo as operações cerebrais são baseadas no q aprendemos na escola da  vida”. Portanto não só no fundo, mas no fundo, na superfície e em tudo q está entre o fundo e a superfície! Certo?

      E peço ao amigo q coloque aqui, se e qdo encontrar, outro entendimento sobre o pensamento.

      E concordo de inicio ao fim com o q escreveu Bozzano; é exatamente o q tenho dito, com outras palavras, em vários tópicos, inclusive para vc mesmo. Nada a tirar nem por.

      Noriz: Como disse não concordo, pelo menos não integralmente, que o raciocínio tenha origem somente na escola da vida. A escola da vida - o que lemos, estudamos, vivenciamos,..-  tudo nos fornece subsídios para que possamos raciocinar: é como se da escola da vida ganhássemos ideias já formadas sobre algumas coisas; mas isso não quer dizer que o raciocínio venha só disso.

      Conf: e de onde mais pode vir, meu jovem? Tente dar um palpite, faça funcionar sua imaginação, consulte psicólogos, estude, raciocine! Observe vc mesmo qdo está raciocinando sobre alguma coisa  qualquer!

      Noriz: Deve existir algo ligado à fisiologia de nosso cérebro que nos possibilita voos mais altos, ou mais baixos. Não fosse assim o raciocínio de alguém com algum distúrbio mental, cerebral, seria o mesmo do de um prêmio nobel em física. Não estou me referindo ao Espírito que é são, mas ao corpo que limita o raciocínio do encarnado.

      Conf: penso q não tenho sido claro e, por isso, o amigo não me entendeu. Veja o q escrevi, anteriormente (talvez na msg anterior mesmo), e q vc estranhou, qdo falamos: “todos somos a mesma consciência”.

      Vamos relembrar:

      “Conf: meu amigo, a expressão “somos apenas uma mente/consciencia” nada tem a ver com espíritos na carne: na carne, há “zilhões” de diferenças, sob todos os aspectos, algumas gigantescas.

      A mente/consciência é uma só e se revela como uma gigantesca diversidade, não devido a ser muitas consciências, mas devido à extensa desigualdade dos “objetos” em q se revela. Vc, eu e todos somos um só, uma mesma consciência, mas as ferramentas q permitem a manifestação dessa consciência são totalmente desiguais, devido as diferenças das estruturas cerebrais, a genética, as experiências já adquiridas, o meio em que vivemos, entre outras.

      Noriz: Mas essas duas questões que interferem no raciocínio (a escola da vida e a fisiologia de cada um) são apenas instrumentos de que a inteligência, o ser inteligente que habita em nós, dispõe para raciocinar; veja os trechos que grifei no texto de E. Bozzano:

      Bozzano: “Memória, raciocínio, imaginação, são fenômenos psíquicos que, em última análise, consistem no grupar e coordenar imagens, em lhes apreender as conexões, constituídas, a fim de retocá-las e agrupar em novas correlações, mais ou menos originais ou complexas, segundo a maior ou menor potência intelectual dos indivíduos”.

      Conf: exato. Fenômenos psíquicos provocados (originários) pela escola da vida pois, Noriz, de onde vêm a memória, o raciocínio, a imaginação? Sem dúvida, da genética, das experiências adquiridas q desenvolvem o raciocínio e propiciam a imaginação! Quem grupa e coordena as imagens apreendidas da escola da vida, lhes apreende as conexões, as retoca, as agrupa em novas correlações, mais ou menos originais ou complexas, segundo a maior ou menor potência intelectual do indivíduo, senão o cérebro, cujas operações tb resultam da genética e de outras circunstancias originadas na vida, como enfermidades, acidentes, drogas etc?

      Bozzano: “Mas, o pensamento não é unicamente a ressurreição de sensações anteriores: a faculdade imaginativa domina, no homem; é graças a ela que as imagens se combinam entre si, a fim de criarem outras imagens”.

      Conf: precisamos comentar? De onde vieram essas sensações anteriores, q possibilitam a imaginação? De onde vêm essas associações de ideias, senão de sensações anteriores combinadas com sensações presentes? Quem combina (associa) imagens e forma outras imagens? Sem dúvida, é o cérebro usando as sensações novas, atuais, com as anteriores (arquivadas na memória).

      Meu jovem: os pensamentos que temos, não são verdadeiramente nossos, não se originam de nós, de nosso íntimo, mente, consciência, ou o q seja. Sempre e sempre, sem exceção, têm origem em algo q está fora de nós. Vamos tentar entender: o funcionamento do cérebro se constitui somente de reações interiores frente a ações  exteriores, ações/eventos do mundo ao derredor, q impressionam nossos canais de ligação com o mundo exterior a nós (sentidos objetivos; como disse Bozzano: imagens visuais, auditivas etc), associa-os ou não (associação de ideias, imagens etc) com o q já existe arquivado no armazém da memória; daí nasce o pensamento, do qual nasce o desejo de ter, ser, conquistar, se aproximar daquilo (ou semelhante) q foi captado do mundo exterior; ou, ao contrário, o desejo de não ter, não ser, se afastar aquilo q foi captado; do desejo nasce a vontade de realizar o desejo e, da vontade, consequentemente, a escolha de ações para realiza-lo.
      (Observe: as escolhas se originam de pensamentos q não se originam de nós!).

      Bozzano: “Por aí se prova existir na inteligência uma iniciativa individual própria, assim como relativa liberdade em face dos resultados da experiência”.

      Conf: não existe essa iniciativa individual própria; todas as "iniciativas" (para as operações intelectuais) partem (se originam) de algo q está acontecendo fora de nós, sempre, portanto, todas elas alicerçadas naquilo q as experiências da vida nos fazem conhecer. Essas, a q Bozzano chamou de "iniciativas individuais" nada mais são q a percepção (sentidos objetivos) de vibrações, q nosso cérebro interpreta através das sensações q impressionam nossos canais de relação com o mundo exterior a nós: imagens visuais: luz, sombra, cores, formas, movimentos...; auditivas: sons, música, voz...; táteis: áspero, liso, macio, quente, frio...; olfativas: odores, perfumes... gustativas: ácido, salgado, quente, doce, amargo...etc. Provocados por tais sensações, q movimentam a memória, nascem pensamentos os mais variados, sentimentos, lembranças, ódio, desejos, tristeza, alegria, esperança, saudade, remorsos, sentimentos etc etc.

      Bozzano: “E isto devido a duas faculdades outras, superiores, da inteligência: - “abstração e comparação”. Segue-se que a imaginação, a abstração e a comparação dominam as manifestações do espírito, delas decorrendo todos os inventos e descobertas, inspirações e criações do gênio”.

      Conf: Noriz, veja na Wilkipédia o q significa “abstração”! E qto à “comparação”, significa o quê? O q é q podemos comparar: somente coisas, pensamentos, sentimentos, ações etc etc, já conhecidos através da escola da vida. E Bozzano ainda afirma q disso decorrem “todos” os inventos, descobertas, inspirações e criações do gênio! Tudo, portanto, vem da escola da vida; nada brota, como num passe de mágica, de nós mesmos, de nosso íntimo, senão como consequências daquilo q na vida aprendemos.

      E veja o q mais disse Bozzano: Assim, temos grupos de imagens visuais, auditivas, táteis etc... Aí temos imagens que, ao mesmo tempo em que as sensações (as imagens vêm das sensações), constituem a matéria prima de “todas” as operações intelectuais.

      Noriz: Assim, se formos ao OLE, verificaremos que as responsabilidades são relativas e se são relativas essa relatividade tem a ver não só com as experiências da vida, do meio em que o encarnado vive (se nasceu no meio de antropófagos, ou em sociedade mais civilizada, onde os índices de criminalidade são baixos, por exemplo), mas com o próprio desenvolvimento fisiológico daquele encarnado em relação a outro que esteja vivendo em sociedade e que tenha o cérebro de acordo com aquele meio (que não tenha problemas mentais, défice de inteligência,..)...

      Conf: observe, Noriz, q tudo q vc disse acima vem exatamente da escola da vida, pois de onde vem o desenvolvimento fisiológico daquele encarnado em relação a outro que esteja vivendo em sociedade e que tenha o cérebro de acordo com aquele meio (que não tenha problemas mentais, défice de inteligência,..) etc etc?

       Noriz:... e isso tudo, de acordo com a evolução do Espírito que no estágio de evolução em que esteja, não deve ser movido apenas pelos acontecimentos externos.

      Conf: e pelo q mais seria movido? E a q se deve o estágio em q esteja a evolução do espírito, meu amigo? Tente dar uma resposta q não seja “deve-se ao aprendizado obtido na escola da vida”!

      Noriz: Não consigo conceber um ser inteligente, um Espírito, que não possa decidir, se não pudesse não haveria responsabilidade.  Não é doutrina, é o que interpreto desta.

      Conf: pois de tudo q vc interpretou, tire suas conclusões.

      Abç.
...........................
Título: Re: Como entender o chamado
Enviado por: Norizonte da Rosa em 21 de Fevereiro de 2015, 13:11
Citar
Re: Como entender o chamado
Ref resp #26 em: 200215, às 12:19, de Noriz
....
Noriz: Olá amigo lconforjr, essa questão do pensamento é bastante interessante e polêmica; gostaria de postar aqui parte do livro de Ernesto Bozzano que trata d pensamento (pensamento e vontade). É apenas uma ideia...; devem existir outros entendimentos sobre esse tema. Só não concordo com o que você diz sobre o fato de o raciocínio, no fundo, vir da escola da vida.

Conf: Noriz, observe que depois de escrever “no fundo” acrescentei: que “mesmo as operações cerebrais são baseadas no q aprendemos na escola da vida”. Portanto não só no fundo, mas no fundo, na superfície e em tudo q está entre o fundo e a superfície! Certo?

E peço ao amigo q coloque aqui, se e qdo encontrar, outro entendimento sobre o pensamento.
Lconforjr, apenas quis dizer que a definição de E. Bozzano não deve ser a única, podem existir outras formas de entender o que seja pensamento e se eu soubesse apresentaria aqui. Seria pretensão vir aqui e apresentar o que pensou Bozzano sobre o pensamento e dizer que é isso e que outras formas de entender, mesmo que não as conheça, não podem ser válidas.

Preciso dizer algumas coisas antes de seguir com nossas argumentações:

Quando me proponho a analisar uma ideia nova, em tópico sobre espiritualismo, o faço com a mente aberta, tanto que procuro fazer abstração daquilo que já li (no caso a doutrina Espírita), pois a ideia não é combater, é tentar entender (embora o que eu aceite como explicação racional ainda permaneça lá, não daria para esquecer, apenas abstrair). Mas chega a um ponto que seus argumentos não podem mais ser questionados se eu não lembrar daquilo em que acredito, pois você estabeleceu as premissas, ainda que de forma vaga (mística), e em cima disso faz afirmações. Existem desvantagens entre nós dois, pois você afirma que estudou o Espiritismo por décadas e agora defende ideias que parecem ter sido formadas pelo que foi obtido por experiências, como a meditação. O amigo já disse que não é possível explicar de forma racional a afirmação de que somos a mesma consciência.

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Noriz: E o que então seria este 'todos somos a mesma consciência' que você fez questão de pôr entre aspas? seria força de expressão?
Conf: não! É apenas um modo de ressaltar aquilo q já foi referido várias vezes ou q é importante que se saiba. E essa verdade muitos já a perceberam, mas não há como provar, senão pela experiência pessoal, a q Einstein, Jung e outros notáveis deram o nome de “experiência de concordância universal, a mais sublime q o homem pode ter”.
Que eu lembre, também não respondeu se crê ou não na existência de reencarnação, na verdade (e posso estar concluindo errado, mas diante do que você me fornece, que não é muito) parece que você nem mesmo acredita que existam Espíritos, pois diz que somos a mesma consciência. A questão de fazer essas perguntas não tem cunho inquisitório, no sentido de lhe apontar como um herege, até porque a ideia, como disse, não é combater; mas se não sei em que bases o amigo se funda para fazer afirmações, como vou seguir sem apelar para o que já sei, ou penso que sei, que é a doutrina? Não fossem algumas afirmações sobre sábios antigos, física quântica, eu tenderia a pensar que estou a discutir com um padre (e nada contra eles!). Por que você não esquematiza, não expõe esse sistema em que acredita de forma clara, numa sequência lógica? tens tido a liberdade para isso! por que não respondeu ao questionamento que fiz em
 « Responder #19 em: 17 de Fevereiro de 2015,

Clique aqui para ler mais: http://www.forumespirita.net/fe/outras-doutrinas-espiritualistas/como-entender-o-chamado-52017/15/#ixzz3SNhGs3s8

Estou de mente aberta, mas percebo que o amigo está reticente, ou esquiva-se de algumas questões.

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Noriz: Deve existir algo ligado à fisiologia de nosso cérebro que nos possibilita voos mais altos, ou mais baixos. Não fosse assim o raciocínio de alguém com algum distúrbio mental, cerebral, seria o mesmo do de um prêmio nobel em física. Não estou me referindo ao Espírito que é são, mas ao corpo que limita o raciocínio do encarnado.

Conf: penso q não tenho sido claro e, por isso, o amigo não me entendeu. Veja o q escrevi, anteriormente (talvez na msg anterior mesmo), e q vc estranhou, qdo falamos: “todos somos a mesma consciência”.

Vamos relembrar:

“Conf: meu amigo, a expressão “somos apenas uma mente/consciencia” nada tem a ver com espíritos na carne: na carne, há “zilhões” de diferenças, sob todos os aspectos, algumas gigantescas.

A mente/consciência é uma só e se revela como uma gigantesca diversidade, não devido a ser muitas consciências, mas devido à extensa desigualdade dos “objetos” em q se revela. Vc, eu e todos somos um só, uma mesma consciência, mas as ferramentas q permitem a manifestação dessa consciência são totalmente desiguais, devido as diferenças das estruturas cerebrais, a genética, as experiências já adquiridas, o meio em que vivemos, entre outras.

Segue..
Título: Re: Como entender o chamado
Enviado por: Norizonte da Rosa em 21 de Fevereiro de 2015, 13:12
Continua..

Agora mais este texto:

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Bozzano: “Por aí se prova existir na inteligência uma iniciativa individual própria, assim como relativa liberdade em face dos resultados da experiência”.

Conf: não existe essa iniciativa individual própria; todas as "iniciativas" (para as operações intelectuais) partem (se originam) de algo q está acontecendo fora de nós, sempre, portanto, todas elas alicerçadas naquilo q as experiências da vida nos fazem conhecer. Essas, a q Bozzano chamou de "iniciativas individuais" nada mais são q a percepção (sentidos objetivos) de vibrações, q nosso cérebro interpreta através das sensações q impressionam nossos canais de relação com o mundo exterior a nós: imagens visuais: luz, sombra, cores, formas, movimentos...; auditivas: sons, música, voz...; táteis: áspero, liso, macio, quente, frio...; olfativas: odores, perfumes... gustativas: ácido, salgado, quente, doce, amargo...etc. Provocados por tais sensações, q movimentam a memória, nascem pensamentos os mais variados, sentimentos, lembranças, ódio, desejos, tristeza, alegria, esperança, saudade, remorsos, sentimentos etc etc.

Desses dois trechos acima que o amigo escreve, vejo que partimos de premissas diferentes para chegarmos, obviamente, a conclusões diferentes.

Você afirma claramente que somos a mesma consciência, que somos um só e o que é diferente são os meios materiais em que essa consciência universal se manifesta (os cérebros). Por isso diz que não existe iniciativa individual própria, como afirma Bozzano, e atribui essa afirmação às percepções que temos; mas se eu pensar que somos individualidades, como afirma a doutrina, não vou interpretar dessa maneira as palavras e Bozzano e ainda vou conseguir entender as manifestações dessas individualidades, que o amigo nega, quando não mais estão encarnadas, pois desencarnados, admitindo somente como hipótese que existam, não têm cérebros. Se o pensamento é resultado não de uma iniciativa individual, de duas, uma: ou os Espíritos desencarnados não existem (e então o amigo teria que explicar o que são as manifestações de Espíritos desencarnados já que estes não têm cérebros), ou se existem, como poderiam pensar sem o órgão a que o amigo atribui a capacidade de pensar?

Não vou desfiar aqui tudo o que está em OLE e que pode ser consultado na parte sobre a 'influência do organismo', a partir da questão 367, mas um trecho parece interessante:
Citar
Encarnado, traz o Espírito certas predisposições e, se se admitir que a cada uma
corresponda no cérebro um órgão, o desenvolvimento desses órgãos será efeito e não causa.
Se nos órgãos estivesse o princípio das faculdades, o homem seria máquina sem livrearbítrio
e sem a responsabilidade de seus atos. Forçoso então fora admitir-se que os maiores
gênios, os sábios, os poetas, os artistas, só o são porque o acaso lhes deu órgãos especiais,
donde se seguiria que, sem esses órgãos, não teriam sido gênios e que, assim, o maior dos
imbecis houvera podido ser um Newton, um Vergílio, ou um Rafael, desde que de certos
órgãos se achassem providos. Ainda mais absurda se mostra semelhante hipótese, se a
aplicarmos às qualidades morais. Efetivamente, segundo esse sistema, um Vicente de
Paulo, se a Natureza o dotara de tal ou tal órgão, teria podido ser um celerado e o maior dos
celerados não precisaria senão de um certo órgão para ser um Vicente de Paulo. Admita-se,
ao contrário, que os órgãos especiais, dado existam são conseqüentes, que se desenvolvem
por efeito do exercício da faculdade, como os músculos por efeito do movimento, e a
nenhuma conclusão irracional se chegará. Sirvamo-nos de uma comparação trivial à força
de ser verdadeira. Por alguns sinais fisionômicos se reconhece que um homem tem o vício
da embriaguez. Serão esses sinais que fazem dele um ébrio, ou será a ebriedade que nele
imprime aqueles sinais? Pode dizer-se que os órgãos recebem o cunho das faculdades.
Citar
Bozzano: “E isto devido a duas faculdades outras, superiores, da inteligência: - “abstração e comparação”. Segue-se que a imaginação, a abstração e a comparação dominam as manifestações do espírito, delas decorrendo todos os inventos e descobertas, inspirações e criações do gênio”.

Conf: Noriz, veja na Wilkipédia o q significa “abstração”! E qto à “comparação”, significa o quê? O q é q podemos comparar: somente coisas, pensamentos, sentimentos, ações etc etc, já conhecidos através da escola da vida. E Bozzano ainda afirma q disso decorrem “todos” os inventos, descobertas, inspirações e criações do gênio! Tudo, portanto, vem da escola da vida; nada brota, como num passe de mágica, de nós mesmos, de nosso íntimo, senão como consequências daquilo q na vida aprendemos.
Encontrei dois conceitos sobre abstração:

Citar
6 Filos Operação pela qual o espírito considera separadamente coisas inseparáveis na natureza.
Esse acima, parece não ser exatamente ao que Bozzano se refere. Abstração aqui seria apenas pensar em algo isoladamente, como tentei fazer nesse tópico, abstraindo daquilo que já havia lido na doutrina.

Citar
É o que só existe na ideia, no conceito. É o que possui alto grau de generalização, que opera unicamente com noções.

Essa acima parece ser mais ao que Bozzano se refere. Apesar de não ser muito claro, sugere pensamentos que não sejam apenas resultado de sensações, coisas que nos sejam transmitidas pelos sentidos. Algo que só existe na ideia não poderia ser resultado de experiência externa. Eu posso imaginar alguma coisa totalmente absurda para explicar algo, de maneira que fuja daquilo que poderia ser imaginado por outra pessoa, então seria algo só meu, seria algo intuitivo, um insigth. Einstein, pelo pouco que sei, teve a intuição de que a velocidade da luz é constante e independe do referencial do qual ela for medida e isso foge do senso comum! veja se eu arremesso uma pedra estando dentro de um vagão de trem, essa pedra terá uma velocidade de, digamos 30m/s em relação a mim que atirei a pedra e estou dentro do vagão. Se alguém estiver fora do trem e verificar essa pedra se deslocando, a velocidade dessa pedra será o acréscimo da velocidade de 30m/s mais a velocidade do trem (se a pedra, obviamente, tiver sido arremessada no sentido do deslocamento do trem). Pois isso não vale para a velocidade da luz que seria a mesma tanto para quem estivesse no trem, quanto para quem estivesse fora do trem. Isso não é um insight, uma intuição? de onde, do exterior, Einstein teria conseguido chegar a essa ideia intuitiva? posso estar enganado e ele ter concluído isso de algo externo, mas parece totalmente contra o senso comum.

De onde surgiram as novas formas de pintura que fugiram daquilo que era clássico, que representava exatamente, na pintura, o que era a vida real, as paisagens, as pessoas. De onde surgiu o expressionismo, pontilhismo (e entendo muito pouco de artes, apesar de admirar, mas qualquer um pode se perguntar como a pintura, só para ficar com esta, mudou tanto). De onde Salvador Dali tirou a ideia para suas obras tão originais?..é apenas um cérebro que cria por ter experimentado pelos sentidos algo de fora? ou não seria melhor imaginar que existe algo a mais que um cérebro?

Abraço.
Título: Re: Como entender o chamado
Enviado por: lconforjr em 21 de Fevereiro de 2015, 16:52

Re: Como entender o chamado
      Ref resp #28 em: 210215, às 13:11, de Noriz

      Noriz (msg ant): Olá, essa questão do pensamento é... interessante e polêmica;... do livro de Ernesto Bozzano que trata do pensamento e vontade.... É uma ideia...; devem existir outros entendimentos sobre o tema. Só não concordo com o que você diz sobre o fato de o raciocínio, no fundo, vir da escola da vida.

      Conf: Noriz, observe que depois de escrever “no fundo” acrescentei: que “mesmo as operações cerebrais são baseadas no q aprendemos na escola da vida”. Portanto não só no fundo, mas no fundo, na superfície e em tudo q está entre o fundo e a superfície! Certo?
      E peço ao amigo q coloque aqui, se e qdo encontrar, outro entendimento sobre o pensamento.

      Noriz: apenas quis dizer que a definição de E. Bozzano não deve ser a única, podem existir outras formas...

      Conf: por isso coloquei '“se" encontrar'!

      Noriz: Preciso dizer algumas coisas...:
      Quando me proponho a analisar uma ideia nova, em tópico sobre espiritualismo, o faço com a mente aberta, tanto que procuro fazer abstração daquilo que já li (no caso a doutrina Espírita), pois a ideia não é combater, é tentar entender (embora o que eu aceite como explicação racional ainda permaneça lá, não daria para esquecer, apenas abstrair).

      Conf: é isso q sempre deveria ser feito mas, infelizmente, devem ser poucos os q o fazem.

      Noriz: Mas chega a um ponto que seus argumentos não podem mais ser questionados se eu não lembrar daquilo em que acredito, pois você estabeleceu as premissas, ainda que de forma vaga (mística), e em cima disso faz afirmações.

      Conf: as premissas não são minhas, vc  sabe; são “emprestadas” de muitos buscadores da verdade, entre eles Jesus, Paulo, ciência quântica etc.

      Noriz: Existem desvantagens entre nós dois, pois você afirma que estudou o Espiritismo por décadas e agora defende ideias que parecem ter sido formadas pelo que foi obtido por experiências, como a meditação. O amigo já disse que não é possível explicar de forma racional a afirmação de que somos a mesma consciência.

      Conf: vc poderá ver uma explicação em “O Universo autoconsciente. Como a consciência cria o Universo material”, de Amit Goswami, brâmane (= do hinduísmo, aquele que é versado no conhecimento de Brahman - a alma cósmica), hoje, titular de Física Quântica do Instituto de Física Teórica da Universidade de Oregon, EUA.

      Noriz (msg ant): E o que então seria este 'todos somos a mesma consciência' que você fez questão de pôr entre aspas? seria força de expressão?

      Conf: não! É apenas um modo de ressaltar aquilo q já foi referido várias vezes ou q é importante que se saiba. E essa verdade muitos já a perceberam, mas não há como provar, senão pela experiência pessoal, a q Einstein, Jung e outros notáveis deram o nome de “experiência de concordância universal, a mais sublime q o homem pode ter”.

      Noriz: que eu lembre, também não respondeu se crê ou não na existência de reencarnação...

      Conf: o amigo deve perceber q crer ou não na reencarnação nada muda sobre isso q estamos falando, pois tudo o q falarmos de encarnações pregressas ou de ontem, ou de anos atrás, é passado; assim, em vez de falar “o q fizemos ontem ou em vidas anteriores”, digo: “o q fizemos, ou aprendemos, ou aconteceu no passado”, que pode ser próximo, ou remoto. Mas, se o amigo acha q eu crer ou não afeta em alguma coisa o de q estamos falando, digo q creio.

      Noriz:... na verdade (e posso estar concluindo errado, mas diante do que você me fornece, que não é muito) parece que você nem mesmo acredita que existam Espíritos, pois diz que somos a mesma consciência.

      Conf: não sou eu q digo isso, Noriz; já lhe falei q são homens notáveis q, desde séculos ou milênios antes de Cristo, afirmaram (pq perceberam) e, continuam, ainda hoje, afirmando q essa é a verdade e, de 1 século para cá, os cientistas da ciência mais avançada do planeta. Assim tb, Paulo e Jesus,  embora qto a este, não as escrituras, mas muitos, inclusive a doutrina, afirmam q suas palavras foram interpretadas erradamente (o mesmo dizem com referencia a muitos ensinos de Paulo).

      Noriz:... mas se não sei em que bases o amigo se funda para fazer afirmações...

      Conf: já lhe disse muitas vezes: em Jesus, Paulo, buscadores de Deus e da verdade de desde séc ou milênios antes de Cristo, do estudo e observações profundas, do raciocínio, reflexão, da ciência moderna etc. e, sobretudo, de observações e raciocínio profundos, reflexão, comparação (veja LM, cap 3, item 35)...

      Noriz:... como vou seguir sem apelar para o que já sei, ou penso que sei, que é a doutrina? Não fossem algumas afirmações sobre sábios antigos, física quântica...  Por que você não esquematiza, não expõe esse sistema em que acredita de forma clara, numa sequência lógica? tens tido a liberdade para isso! por que não respondeu ao questionamento que fiz em: Responder #19 em: 17 de Fevereiro de 2015.

      Conf: meu amigo, do modo q tenho colocado nada mais tem a se dizer se não for provocado por novas perguntas (q é o espero de vc); para mim, não há como esquematizar, ou colocar de forma mais clara do q tenho colocado! Já imaginou como poderia ser colocado em sequencia lógica o q estudei durante mais de 60 anos! Vou tentar dar uma ideia: primeiro, depois de, por tradição familiar, “sentir” a doutrina da igreja de Roma, veio a Teosofia, a DE, Círculo Esotérico, AMORC, Sociedade da Auto-realização, e, provocado por conselho da própria DE, outras correntes espiritualistas do Ocidente e Oriente... há muita coisa aí para q se possa fazer um estudo sistemático...

      Qto à questão q, me passou despercebida, respondo-a agora:
....
      Ref resp #19 em: 170215, 16:38, de Noriz:
      Noriz (msg ant): Olá..., gostaria de complementar a mensagem anterior com outra questão que se encaixa nos meus questionamentos acima: Você sempre questionou sobre se Deus seria justo se criasse leis que fizessem o Espírito evoluir passando por sofrimentos e dava exemplos desses sofrimentos.
 
      Conf: sim, questionei; para mim, é profundamente estranho conferir ao Criador os atributos de Suprema Sabedoria, Amor e Justiça sendo o mundo q Ele nos deu sofrimentos torturantes, desesperadores, insuportáveis e Suas leis determinarem penalidades q, para muitos, parecem penas eternas, pois podem decorrer por multiplicadas encarnações e se estender por milhões de anos!

      Noriz: Mas e essa maneira de entender, que é Deus que opera nossos pensamentos e ações, não lhe parece um Deus mais injusto ainda?

      Conf: primeiro, meu jovem, não estamos falando de Deus é mais injusto ou menos injusto; estamos falando do q estranho: q um Ser de infinitos amor e justiça imponha sofrimentos como os vemos no mundo. Qto ao mais, peço ao amigo q veja o q foi explicado sobre Deus, o mundo q nos rodeia, a escola da vida, em msg anterior.

      Noriz:... pois naquele caso, ainda o Espírito poderia ser responsável pelo próprio sofrimento ao agir com livre-arbítrio; mas da forma como o amigo apresenta, quem sofre, sofre porque Deus opera no pensamento e no agir para que este Espírito sofra (não alcance a iluminação), enquanto outros, os que são objeto da graça de Deus, deixam de sofrer porque Deus opera o pensamento e a ação de modo que encontrem a iluminação.

      Conf: essa derradeira argumentação sua, vc sabe, provoca muito questionamento, cujas respostas devem vir do raciocínio e não “prontas numa bandeja”. Ex: pq tendo o livre-arbítrio escolhemos o mal? Pq, sendo todos, no princípio, iguais, nos tornamos gigantescamente desiguais?... etc etc, questões básicas para se entender a doutrina mas, sobre as quais não obtemos respostas, q só poderão vir do raciocínio e do estudo profundos, de comparações etc.
...........
      Noriz: Estou de mente aberta, mas percebo que o amigo está reticente, ou esquiva-se de algumas questões.

      Conf: qdo lhe parece isso, faça perguntas; e talvez eu esteja nada mais do q atendendo regras do Fórum.

      Noriz (m ant): Deve existir algo ligado à fisiologia de nosso cérebro que nos possibilita voos mais altos, ou mais baixos. Não fosse assim o raciocínio de alguém com algum distúrbio mental, cerebral, seria o mesmo do de um prêmio nobel em física. Não estou me referindo ao Espírito que é são, mas ao corpo que limita o raciocínio do encarnado.

      Conf (m ant): penso q não tenho sido claro e, por isso, o amigo não me entendeu. Veja o q escrevi, anteriormente (talvez na msg anterior mesmo), e q vc estranhou, qdo falamos: “todos somos a mesma consciência”.

      Vamos relembrar:
      “Conf: a expressão “somos apenas uma mente/consciencia” nada tem a ver com espíritos na carne: na carne, há “zilhões” de diferenças, sob todos os aspectos, algumas gigantescas.
      A mente/consciência é uma só e se revela como uma gigantesca diversidade, não devido a ser muitas consciências, mas devido à extensa desigualdade dos “objetos” em q, ou pelos quais, se revela. Vc, eu e todos somos um só, uma mesma consciência, mas as ferramentas q permitem a manifestação dessa consciência são totalmente desiguais, devido as diferenças da genética, das estruturas cerebrais, as experiências já adquiridas, o meio em que vivemos, entre outras.

      Abç.
...........
Título: Re: Como entender o chamado
Enviado por: Norizonte da Rosa em 21 de Fevereiro de 2015, 18:38


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Noriz: Existem desvantagens entre nós dois, pois você afirma que estudou o Espiritismo por décadas e agora defende ideias que parecem ter sido formadas pelo que foi obtido por experiências, como a meditação. O amigo já disse que não é possível explicar de forma racional a afirmação de que somos a mesma consciência.

Conf: vc poderá ver uma explicação em “O Universo autoconsciente. Como a consciência cria o Universo material”, de Amit Goswami, brâmane (= do hinduísmo, aquele que é versado no conhecimento de Brahman - a alma cósmica), hoje, titular de Física Quântica do Instituto de Física Teórica da Universidade de Oregon, EUA.
Obrigado pela dica de leitura, já estou à busca desse livro. Só espero não precisar de grandes conhecimentos de física quântica.

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Noriz: que eu lembre, também não respondeu se crê ou não na existência de reencarnação...

Conf: o amigo deve perceber q crer ou não na reencarnação nada muda sobre isso q estamos falando, pois tudo o q falarmos de encarnações pregressas ou de ontem, ou de anos atrás, é passado; assim, em vez de falar “o q fizemos ontem ou em vidas anteriores”, digo: “o q fizemos, ou aprendemos, ou aconteceu no passado”, que pode ser próximo, ou remoto. Mas, se o amigo acha q eu crer ou não afeta em alguma coisa o de q estamos falando, digo q creio.
Não estou aqui para dar rasteiras, estou de boa fé e sem querer combater nada, mas se o amigo acredita que existe reencarnação, como isso se encaixaria na ideia de que todos somos um? a reencarnação supõe que uma mesma individualidade volte em novo corpo, mas se a consciência é apenas uma, como poderia ser isso? Já sei que esse entendimento depende da experiência, mas racionalmente fica difícil de entender.

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“Conf: meu amigo, a expressão “somos apenas uma mente/consciencia” nada tem a ver com espíritos na carne: na carne, há “zilhões” de diferenças, sob todos os aspectos, algumas gigantescas.

A mente/consciência é uma só e se revela como uma gigantesca diversidade, não devido a ser muitas consciências, mas devido à extensa desigualdade dos “objetos” em q se revela. Vc, eu e todos somos um só, uma mesma consciência, mas as ferramentas q permitem a manifestação dessa consciência são totalmente desiguais, devido as diferenças das estruturas cerebrais, a genética, as experiências já adquiridas, o meio em que vivemos, entre outras.


Noriz:... como vou seguir sem apelar para o que já sei, ou penso que sei, que é a doutrina? Não fossem algumas afirmações sobre sábios antigos, física quântica... Por que você não esquematiza, não expõe esse sistema em que acredita de forma clara, numa sequência lógica? tens tido a liberdade para isso! por que não respondeu ao questionamento que fiz em: Responder #19 em: 17 de Fevereiro de 2015.

Conf: meu amigo, do modo q tenho colocado nada mais tem a se dizer se não for provocado por novas perguntas (q é o espero de vc); para mim, não há como esquematizar, ou colocar de forma mais clara do q tenho colocado! Já imaginou como poderia ser colocado em sequencia lógica o q estudei durante mais de 60 anos! Vou tentar dar uma ideia: primeiro, depois de, por tradição familiar, “sentir” a doutrina da igreja de Roma, veio a Teosofia, a DE, Círculo Esotérico, AMORC, Sociedade da Auto-realização, e, provocado por conselho da própria DE, outras correntes espiritualistas do Ocidente e Oriente... há muita coisa aí para q se possa fazer um estudo sistemático...

Respeito seu entendimento sobre minha proposta; mas, e apesar de não ter tido toda essa experiência, fico imaginando se eu estivesse em sua posição, se eu não poderia pelo menos esquematizar aqueles princípios que tivessem feito com que eu chegasse às conclusões que teria hoje. Capacidade parece não lhe faltar.

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Noriz:... pois naquele caso, ainda o Espírito poderia ser responsável pelo próprio sofrimento ao agir com livre-arbítrio; mas da forma como o amigo apresenta, quem sofre, sofre porque Deus opera no pensamento e no agir para que este Espírito sofra (não alcance a iluminação), enquanto outros, os que são objeto da graça de Deus, deixam de sofrer porque Deus opera o pensamento e a ação de modo que encontrem a iluminação.

Conf: essa derradeira argumentação sua, vc sabe, provoca muito questionamento, cujas respostas devem vir do raciocínio e não “prontas numa bandeja”. Ex: pq tendo o livre-arbítrio escolhemos o mal? Pq, sendo todos, no princípio, iguais, nos tornamos gigantescamente desiguais?... etc etc, questões básicas para se entender a doutrina mas, sobre as quais não obtemos respostas, q só poderão vir do raciocínio e do estudo profundos, de comparações etc.

Muitas respostas já foram dadas e, pelo jeito, muitas respostas ainda seriam tentadas, mas o amigo já viu que aparentemente ninguém conseguiu chegar onde você queria que chegassem. Quanto ao dar respostas "prontas numa bandeja" até tive escrúpulos de procurar pela internet para saber se essa expressão de linguagem poderia ter outro sentido que não aquele que eu já entendia, mas não encontrei:

Citar
"dar de bandeja, ou prontas numa bandeja": Dar sem levantar obstáculos / criar problemas. exemplo: "Os professores não entregam as notas de bandeja, temos que nos esforçar."
Concordo com essa expressão e o exemplo dos professores; mas, nesse exemplo, os professores não dão e não devem dar as notas de bandeja, mas lecionam, o que sabem expõem para os alunos.

Se esse é o sentido dessa expressão que o amigo utilizou não vejo o porquê de usá-la; o amigo poderia dizer por que não poderiam, esses conhecimentos, serem entregues "prontas numa bandeja". Com certeza não seria por egoísmo: 'eu ralei para encontrar isso, por que vou dar de bandeja?' mas se não for por egoísmo, por que seria? seria para obtermos merecimento para a iluminação espiritual? (desculpe-me pela indiscrição, não quero ofendê-lo, mas tenho que ser sincero ao dizer que não entendi essa expressão de linguagem). O que constato é que fiquei sem a resposta!

Citar
Noriz: Estou de mente aberta, mas percebo que o amigo está reticente, ou esquiva-se de algumas questões.

Conf: qdo lhe parece isso, faça perguntas; e talvez eu esteja nada mais do q atendendo regras do Fórum.

Acredito que grande parte de suas mensagens sou eu que aprovo. Veja que existe um local no fórum, que a meu ver não poderia deixar de existir (dado que quem estuda algo que é filosófico, não deveria fechar os olhos para outras filosofias), que é 'off-topic', "Espiritualismo"

Veja o que está na introdução de OLE:

Citar
Os vocábulos espiritual, espiritualista, espiritualismo têm acepção bem definida. Dar-lhes
outra, para aplicá-los à doutrina dos Espíritos, fora multiplicar as causas já numerosas de
anfibologia. Com efeito, o espiritismo é o oposto do materialismo. Quem quer que acredite
haver em si alguma coisa mais do que matéria, é espiritualista. Não se segue daí, porém,
que creia na existência dos Espíritos ou em suas comunicações com o mundo visível. Em
vez das palavras espiritual, espiritualismo, empregamos, para indicar a crença a que vimos
de referir-nos, os termos espírita e espiritismo, cuja forma lembra a origem e o sentido
radical e que, por isso mesmo, apresentam a vantagem de ser perfeitamente inteligíveis,
deixando ao vocábulo espiritualismo a acepção que lhe é própria.

Mesmo que você não acreditasse em reencarnação, acreditando que existe algo a mais que o corpo físico, você já estaria apto a criar um tópico no espaço "Espiritualismo".

Esta é a única regra do fórum que poderia suscitar, a princípio, ou em princípio, algum cuidado de quem fosse criar algum tópico ou criar uma mensagem.

Citar
7 - Todas as mensagens, textos, artigos, questões, comentários, entre outros, devem estar directamente relacionados com a Doutrina Espírita. Os comentários colocados em resposta a um tópico devem estar diretamente relacionados com o tema proposto, se pretende colocar outra questão ou debater outro assunto deve pesquisar ou criar tópico adequado.

A primeira parte dessa regra parece ser impedimento; mas veja, se existe no fórum um espaço para o espiritualismo, que está definido acima, no trecho de OLE, essa primeira parte da regra deve ser interpretada de forma elástica a permitir que qualquer filosofia espiritualista possa ser exposta, ainda que quem expuser essa nova doutrina pudesse, ao mesmo tempo, sugerir que houvesse uma comparação do que estivesse sendo exposto, com a doutrina Espírita. Se não for assim, existiria uma contradição, pois ao mesmo tempo que existiria um local próprio para o espiritualismo, também existiria uma limitação a esse tipo de assunto. Acredito que essa regra seja válida, ou mais válida, digamos assim, quando mensagens, ou tópicos não estejam sendo colocados nesse campo próprio sobre espiritualismo.

Abraço.


Título: Re: Como entender o chamado
Enviado por: lconforjr em 21 de Fevereiro de 2015, 21:36
Re: Como entender o chamado
      Ref resp #29 em: 210215, às 13:12, de Noriz.

      Bozzano: “Por aí se prova existir na inteligência uma iniciativa individual própria, assim como relativa liberdade em face dos resultados da experiência”.

      Conf: não existe essa iniciativa individual própria; todas as "iniciativas" (no caso, operações intelectuais) se originam de algo q está acontecendo fora de nós, sempre, portanto, todas elas alicerçadas naquilo q as experiências da vida nos fazem conhecer. Essas, a q Bozzano chamou de "iniciativas individuais" nada mais são q a percepção (sentidos objetivos) de vibrações, q nosso cérebro interpreta através das sensações q impressionam nossos canais de relação com o mundo exterior: imagens visuais: luz, sombra, cores, formas, movimentos...; auditivas: sons, música, voz...; táteis: áspero, liso, macio, quente, frio...; olfativas: odores, perfumes... gustativas: ácido, salgado, quente, doce, amargo...etc. Provocados por tais sensações, q movimentam a memória, nascem pensamentos os mais variados, sentimentos, lembranças, ódio, desejos, tristeza, alegria, esperança, saudade, remorsos, sentimentos etc etc.

      Noriz: Desses dois trechos acima que o amigo escreve, vejo que partimos de premissas diferentes para chegarmos, obviamente, a conclusões diferentes.  Você afirma claramente que somos a mesma consciência, que somos um só...

      Conf: meu jovem, quem afirma isso “claramente” são os buscadores de Deus de desde milênios a.C, a filosofia da ciência moderna, Paulo e Jesus entre outros e, embora talvez percebida por poucos, a própria doutrina sugere ao afirmar q “tudo tende à unidade”!

      Noriz:... e o que é diferente são os meios materiais em que essa consciência universal se manifesta (os cérebros). Por isso diz que não existe iniciativa individual própria, como afirma Bozzano, e atribui essa afirmação às percepções que temos;

      Conf: creio mesmo q Bozzano apenas não foi mais claro; se fosse, certamente diria o q eu disse.

      Noriz:... mas se eu pensar que somos individualidades, como afirma a doutrina, não vou interpretar dessa maneira as palavras e Bozzano e ainda vou conseguir entender as manifestações dessas individualidades, que o amigo nega, quando não mais estão encarnadas, pois desencarnados, admitindo somente como hipótese que existam, não têm cérebros.

      Conf: exato, e aí esta uma das razões da perfeita igualdade, perfeitamente condizente com o fato de existir apenas uma consciência!

      Noriz: Se o pensamento é resultado não de uma iniciativa individual, de duas, uma: ou os Espíritos desencarnados não existem (e então o amigo teria que explicar o que são as manifestações de Espíritos desencarnados já que estes não têm cérebros), ou se existem, como poderiam pensar sem o órgão a que o amigo atribui a capacidade de pensar?

      Conf: são manifestações da consciência una, universal; se nelas há desigualdades, se devem às desigualdades dos cérebros de quem as percebe.

      Noriz:...  um trecho interessante:
      OLE/367: Encarnado, traz o Espírito certas predisposições e, se se admitir que a cada uma corresponda no cérebro um órgão, o desenvolvimento desses órgãos será efeito e não causa.

      Conf: sem dúvida, é efeito da genética etc, como já vimos. Mas, não esquecer que todos os efeitos tb são causas de efeitos posteriores: não há causa q não produza um efeito, e não há efeito q não tenha vindo de uma causa anterior, como não há efeito q não produza uma causa ulterior; assim somos, tb, nós: causas e efeitos nessa sequencia “sem fim” de causas e efeitos q afinal dão causas a tudo, seja material, fisiológico, psicológico, moral, enfim, tudo q “pertença” ao universo manifestado ou não manifestado.

      Noriz (OLE): Se nos órgãos estivesse o princípio das faculdades, o homem seria máquina sem livre-arbítrio e sem a responsabilidade de seus atos.

      Conf: essa é uma questão q só poderá ser solucionada pelo seu próprio raciocínio.

      Noriz (OLE): Forçoso então fora admitir-se que os maiores gênios, os sábios, os poetas, os artistas, só o são porque o acaso lhes deu órgãos especiais...

      Conf: eu direi: não o “acaso”, mas a "escola da vida".

      Noriz (OLE):... donde se seguiria que, o maior dos imbecis houvera podido ser um Newton, um Vergílio, ou um Rafael, desde que de certos órgãos se achassem providos. Ainda mais absurda se mostra semelhante hipótese, se a aplicarmos às qualidades morais. Assim, um Vicente de Paulo, se a Natureza o dotara de tal ou tal órgão, teria podido ser um celerado e o maior dos celerados não precisaria senão de um certo órgão para ser um Vicente de Paulo. Admita-se, ao contrário, que os órgãos especiais, dado existam são consequentes, que se desenvolvem por efeito do exercício da faculdade, como os músculos por efeito do movimento, e a nenhuma conclusão irracional se chegará.

      Conf: meu amigo Noriz, a resposta aqui é a mesma anterior.

      Bozzano: “E isto devido a duas faculdades outras, superiores, da inteligência: - “abstração e comparação”. Segue-se que a imaginação, a abstração e a comparação dominam as manifestações do espírito, delas decorrendo todos os inventos e descobertas, inspirações e criações do gênio”.

      Conf: Noriz, veja o q significa “abstração”! E qto à “comparação”, o q é q podemos comparar: somente coisas, pensamentos, sentimentos, ações etc etc, já conhecidos através da escola da vida. E Bozzano ainda afirma q disso decorrem “todos” os inventos, descobertas, inspirações e criações do gênio! Tudo, portanto, vem da escola da vida; nada brota, como num passe de mágica, de nós mesmos, de nosso íntimo, senão como consequências daquilo q na vida aprendemos.

      Noriz: dois conceitos sobre abstração:
      Primeiro: Operação pela qual o espírito considera separadamente “coisas” inseparáveis na “natureza”.

      Conf: veja: “coisas” inseparáveis na natureza”.

      Noriz: Esse acima, parece não ser exatamente ao que Bozzano se refere. Abstração aqui seria apenas pensar em algo isoladamente, como tentei fazer nesse tópico, abstraindo daquilo que já havia lido na doutrina.
      Outro conceito: É o que só existe na ideia, no conceito. É o que possui alto grau de generalização, que opera unicamente com noções.

      Conf: e veja aqui: o q é q existe só na ideia, no conceito? Sem dúvida, nada mais do q “coisas” q são constituídas daquilo q nossos sentidos captam do mundo. Tudo q pela imaginação “formamos” (seja, já disse, uma pintura, música, história, escultura, objeto, enfim tudo q “surge” da mente de um artista, ou inventor, para o bem, para o mal etc, e q “antes não existia” e, “de repente” passa a existir, é constituído de coisas, ou partes de coisas, ou imitação de coisas q a vida já nos fez conhecer, e é exatamente a isso que surge "de repente" q damos o nome de “criatividade”.

      Noriz: Essa (o último conceito) acima parece ser mais ao que Bozzano se refere. Apesar de não ser muito claro, sugere pensamentos que não sejam apenas resultado de sensações, coisas que nos sejam transmitidas pelos sentidos. Algo que só existe na ideia não poderia ser resultado de experiência externa.

      Conf: e tente descobrir resultado de que seriam essas “coisas q não tenham sido transmitidas pelos sentidos (aí incluído o da paranormalidade)”? E o q seria isso q vc afirma existe na ideia e q não venha de experiência externa.

.............................. continua ...................
Título: Re: Como entender o chamado
Enviado por: lconforjr em 21 de Fevereiro de 2015, 21:42
Ref resp #29 em: 210215, às 13:12, de Noriz.

      Conf: e raciocine, tente descobrir resultado de que seriam essas “coisas q não tenham sido transmitidas pelos sentidos (aí incluído o da paranormalidade)”? E o q seria isso q vc afirma existe na ideia e q não venha de experiência externa.

      Noriz: Eu posso imaginar alguma coisa totalmente absurda para explicar algo, de maneira que fuja daquilo que poderia ser imaginado por outra pessoa, então seria algo só meu, seria algo intuitivo, um insigth.

      Conf: pois, meu amigo, imagine! Ponha-se no papel de um inventor e invente esse algo absurdo q vc imaginou; por ex: desenhe num papel algo q seja “só seu” e q nada tenha ver com o que a vida já lhe mostrou, e o analise e, depois, me diga o q foi q vc concluiu sobre o q fez.

      Noriz: Einstein, pelo pouco que sei, teve a intuição de que a velocidade da luz é constante e independe do referencial do qual ela for medida e isso foge do senso comum! veja se eu arremesso uma pedra estando dentro de um vagão de trem, essa pedra terá uma velocidade de, digamos 30m/s em relação a mim que atirei a pedra e estou dentro do vagão. Se alguém estiver fora do trem e verificar essa pedra se deslocando, a velocidade dessa pedra será o acréscimo da velocidade de 30m/s mais a velocidade do trem. Pois isso não vale para a velocidade da luz que seria a mesma tanto para quem estivesse no trem, quanto para quem estivesse fora do trem.

      Conf: vc apenas esqueceu q nisso há um “monte” de ilusões; aí a velocidade da pedra somou-se à do trem. Dois trens parados; de repente aquele q está ao lado começa a se movimentar e vc poderá até mesmo ter certeza q é o seu q está se movimentando. Isso é semelhante àquilo q quase levou Galileu à morte pelo fogo, na Inquisição: para muitos o Sol girava em torno da Terra; para outros, como Galileu, (de maior conhecimento) a Terra é q girava em torno do Sol.     

      Noriz: Isso não é um insight, uma intuição? de onde, do exterior, Einstein teria conseguido chegar a essa ideia intuitiva? posso estar enganado e ele ter concluído isso de algo externo, mas parece totalmente contra o senso comum.

      Conf: apenas lhe parece, e, sem dúvida, muitos eventos, crenças etc podem estar fora ou contra o “senso comum”; mas qual é o significado de senso comum? Vc poderá conhecê-lo na Wilkipédia mesmo. O q muitos, a grande maioria ou todos, acreditam ser verdade é mesmo verdade devido a todos acreditarem q seja? Ex: o planeta já foi considerado ser assim e ser assado e posteriormente se provou ser nada disso! Essa desigualdade a q o amigo está chamando de “intuição” pode ser nada menos q desigualdade nas faculdades subjetivas, inteligência, facilidade de entendimento, de raciocínio, no conhecimento adquirido...

      Noriz: De onde surgiram as novas formas de pintura que fugiram daquilo que era clássico, que representava exatamente, na pintura, o que era a vida real, as paisagens, as pessoas. De onde surgiu o expressionismo, pontilhismo... De onde Salvador Dali tirou a ideia para suas obras tão originais?... é apenas um cérebro que cria por ter experimentado pelos sentidos algo de fora? ou não seria melhor imaginar que existe algo a mais que um cérebro?

      Conf: meu jovem, já lhe respondi sobre “criatividade” mais acima, e q aquilo q chamamos de criatividade é nada mais q a soma, ou a subtração de coisas, ou cópia etc de algo q já existe.

      Só existe uma possibilidade para a “criatividade genuína”; e essa só pertence àqueles q “compreenderam a verdade e q a verdade os libertou”. O q vc fará, se tendo q chegar a um objetivo, no seu caminho um rio o impede de continuar? Com certeza procurará uma passagem a vau, uma ponte, barco e coisas semelhantes, certo? E, se nada disso encontrar, não chegará ao lugar q era seu objetivo, voltará etc. No entanto, aquele q conheceu a verdade (e só a conhecerá se se desfizer das interpretações ilusórias que o fato de estar na carne terá), esse, como o Mestre galileu, caminhará sobre as águas e continuará sua marcha. O q acontece, amigo, é q nós, pelo fato de estarmos “estorvados” pela carne, para os problemas q nos surgem só temos uma, duas, poucas soluções. No entanto, para cada problema q existe, pode haver “n” soluções, acerca das quais, condicionados pelo corpo carnal, nem sequer cogitamos. Mas aqueles não mais estão condicionados...

      Abraço.
.........................
Título: Re: Como entender o chamado
Enviado por: lconforjr em 21 de Fevereiro de 2015, 23:05

Re: Como entender o chamado
      Ref resp #31 em: 210215, às 18:38, de Noriz
      Noriz (em msg ant): você afirma que estudou o Espiritismo por décadas e agora defende ideias que parecem ter sido formadas pelo que foi obtido por experiências, como a meditação... e já disse que não é possível explicar de forma racional a afirmação de que somos a mesma consciência.
      Conf: vc poderá ver uma explicação em “O Universo autoconsciente. Como a consciência cria o Universo material”, de Amit Goswami, brâmane (= do hinduísmo, aquele que é versado no conhecimento de Brahman - a alma cósmica), hoje, titular de Física Quântica do Instituto de Física Teórica da Universidade de Oregon, EUA.
      Noriz: já estou à busca desse livro. Só espero não precisar de grandes conhecimentos de física quântica.
      Conf: da quântica basta q conheçamos alguns resultados/revelações/descobertas, sem aprofundamento nenhum.
      Conf (m ant): crer ou não na reencarnação nada muda sobre isso q estamos falando, pois tudo o q falarmos de encarnações pregressas ou de ontem, ou de anos atrás, é passado; assim, em vez de falar “o q fizemos ontem ou em vidas anteriores”, digo: “o q fizemos, ou aprendemos, ou aconteceu no passado”, que pode ser próximo, ou remoto. Mas, se o amigo acha q eu crer ou não afeta em alguma coisa o de q estamos falando, digo q creio.
      Noriz:... se o amigo acredita que existe reencarnação, como isso se encaixaria na ideia de que todos somos um? a reencarnação supõe que uma mesma individualidade volte em novo corpo, mas se a consciência é apenas uma, como poderia ser isso? Já sei que esse entendimento depende da experiência, mas racionalmente fica difícil de entender.
      Conf: explicando: deve haver “zilhões” de reencarnações a cada instante, por esse universo afora. A consciência universal, assim q surge algo mais, no caso novos cérebros, ela já está ali, reencarnada, e se manifesta se esse algo mais possui ferramentas adequadas para isso.
      Conf (m ant): a expressão “somos apenas uma mente/consciencia” nada tem a ver com espíritos na carne: na carne, não somos um, somos muitos, pois ha “zilhões” de diferenças, sob todos os aspectos, algumas gigantescas.
      A mente/consciência é uma só e se revela como uma gigantesca diversidade, não devido a ser muitas consciências, mas devido à extensa desigualdade dos “objetos” em q se revela. Vc, eu e todos somos um só, uma mesma consciência, mas as ferramentas q permitem a manifestação dessa consciência são totalmente desiguais, devido as diferenças das estruturas cerebrais, a genética, as experiências já adquiridas, o meio em que vivemos etc.
      Noriz (m ant):... Por que você não esquematiza, não expõe esse sistema em que acredita de forma clara, numa sequência lógica? tens tido a liberdade para isso!
      Conf (m ant): meu amigo, do modo q tenho colocado nada mais tem a se dizer se não for provocado por novas perguntas (dos q lêem); para mim, não há como esquematizar, ou colocar de forma mais clara do q tenho colocado!... como poderia fazer isso com o q estudei por mais de 60 anos! Vou tentar dar uma ideia: primeiro, depois de, por tradição familiar, “sentir” a doutrina da igreja de Roma, veio a Teosofia, a DE, Círculo Esotérico, AMORC, Sociedade da Auto-realização, e, provocado por conselho da própria DE, outras correntes espiritualistas do Ocidente e Oriente... há muita coisa aí para q se possa fazer um estudo sistemático...
      Noriz: Respeito seu entendimento sobre minha proposta; mas, e apesar de não ter tido toda essa experiência, fico imaginando se eu estivesse em sua posição, se eu não poderia pelo menos esquematizar aqueles princípios que tivessem feito com que eu chegasse às conclusões que teria hoje.
      Conf: já lhe sugeri tópicos meus no FE (muitos estão perdidos por ter de modificar nome de usuário etc); sugeri tb aquele Blog, lembra-se?
      Noriz (m ant):... naquele caso, ainda o Espírito poderia ser responsável pelo próprio sofrimento ao agir com livre-arbítrio; mas da forma como o amigo apresenta, quem sofre, sofre porque Deus opera no pensamento e no agir para que este Espírito sofra (não alcance a iluminação), enquanto outros, os que são objeto da graça de Deus, deixam de sofrer porque Deus opera o pensamento e a ação de modo que encontrem a iluminação.
      Conf: não Noriz, relendo com mais atenção, vc verá q eu não disse isso.
      E essa derradeira argumentação sua, vc sabe, provoca muito questionamento, cujas respostas devem vir do raciocínio e não “prontas numa bandeja”. Ex: pq tendo o livre-arbítrio escolhemos o mal? Pq, sendo todos, no princípio, iguais, nos tornamos gigantescamente desiguais?... etc etc, questões básicas para se entender a doutrina mas, sobre as quais não obtemos respostas, nem da doutrina, e q só poderão vir do raciocínio e do estudo profundos, de comparações etc.
      Noriz: Muitas respostas já foram dadas e, pelo jeito, muitas respostas ainda seriam tentadas, mas o amigo já viu que aparentemente ninguém conseguiu chegar onde você queria que chegassem.
      Conf: vc se engana; muitos estão “abrindo os olhos”!
      Noriz: Quanto ao dar respostas "prontas numa bandeja"...
      Conf: muitas respostas, de nada adianta dá-las numa “bandeja”. Haverá reações, desconfianças, suspeitas, preconceitos, receios de magoar alguém etc. Cada um tem de chegar a elas pelas próprias pernas.
      Noriz: Concordo com essa expressão e o exemplo dos professores; mas, nesse exemplo, os professores o que sabem expõem para os alunos... O amigo poderia dizer por que não poderiam, esses conhecimentos, serem entregues "prontas numa bandeja"... não entendi essa expressão de linguagem. O que constato é que fiquei sem a resposta!
      Conf: vc não está mais sem resposta; a explicação é a q coloquei acima. Lembre-se de q já lhe falei que me impus a “missão” de tentar motivar amigos a raciocinarem, a abrirem os olhos.
      Noriz (m ant): Estou de mente aberta, mas percebo que o amigo está reticente, ou esquiva-se de algumas questões.
      Conf (m ant): qdo lhe parece isso, faça perguntas; e talvez eu esteja nada mais do q atendendo regras do Fórum.
      Noriz: Acredito que grande parte de suas mensagens sou eu que aprovo. Existe um local no fórum, "Espiritualismo".
      Conf: já falamos sobre isso. Às vezes q coloquei msgs, como estas, no quadro “Espiritualismo”, elas não foram aprovadas, ou recebi “puxões de orelhas”, ameaça de “excomunhão” tanto q, por várias vezes tive q mudar de nome de usuário, de email, senha etc. Por isso tb foram perdidas muitas msgs.
      Noriz:... acreditando que existe algo a mais que o corpo físico, você já estaria apto a criar um tópico no espaço "Espiritualismo". Esta é a única regra do fórum que poderia suscitar...
      Conf: meu amigo, há, no FE, pelo que já vi, necessidade de atender a muito mais do q essas regras. Talvez vc não tenha percebido.
      Noriz: 7 - Todas as mensagens, textos, artigos, questões, comentários, entre outros, devem estar directamente relacionados com a Doutrina Espírita... etc.
      Conf: essa regra já a aleguei várias vezes, a moderadores/colaboradores, à Adm, sem resultado. Por isso mesmo, como já disse, a mudança de nome etc. Tanto q agora tenho estranhado a aceitação de msgs minhas. Um dos colaboradores já me informou q todas minhas msgs têm de ser “policiadas”!
      Abraço.
............................
Título: Re: Como entender o chamado
Enviado por: Norizonte da Rosa em 22 de Fevereiro de 2015, 00:33

Olá amigo lconforjr, espero não estar incomodando com meus questionamentos; pergunto porque já causei desconforto em outro colega com quem sempre gostei de trocar ideias. Vou ler com bastante atenção os seus últimos textos, mas para não dar armas para a insônia, vou ter que questionar apenas duas afirmações suas:

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Noriz:... mas se eu pensar que somos individualidades, como afirma a doutrina, não vou interpretar dessa maneira as palavras e Bozzano e ainda vou conseguir entender as manifestações dessas individualidades, que o amigo nega, quando não mais estão encarnadas, pois desencarnados, admitindo somente como hipótese que existam, não têm cérebros.

Conf: exato, e aí esta uma das razões da perfeita igualdade, perfeitamente condizente com o fato de existir apenas uma consciência!

Noriz: Se o pensamento é resultado não de uma iniciativa individual, de duas, uma: ou os Espíritos desencarnados não existem (e então o amigo teria que explicar o que são as manifestações de Espíritos desencarnados já que estes não têm cérebros), ou se existem, como poderiam pensar sem o órgão a que o amigo atribui a capacidade de pensar?

Conf: são manifestações da consciência una, universal; se nelas há desigualdades, se devem às desigualdades dos cérebros de quem as percebe.

Como seriam manifestações da consciência una, universal (as 'supostas' manifestações de desencarnados); sendo que as desigualdades existentes seriam dos cérebros de quem as percebe, se esses cérebros (dos médiuns) perceberiam de forma igual, ou no mínimo muito semelhante, aos cérebros que já não mais estivessem na ativa, mortos? as manifestações mediúnicas (ou para o amigo, manifestações da consciência una, universal) apresentam-se de forma inteligente, por meio de expressão de pensamentos e como você mesmo afirma, pensamentos são frutos de experiências, do que vem do exterior; então, como um cérebro diferente de outro, com registros de experiências diferentes, poderia expressar ideias iguais a daquela parcela de consciência universal que não tem mais cérebro?

Citar
Noriz (OLE): Forçoso então fora admitir-se que os maiores gênios, os sábios, os poetas, os artistas, só o são porque o acaso lhes deu órgãos especiais...

Conf: eu direi: não o “acaso”, mas a "escola da vida".
A distância entre aqueles que têm QI abaixo de 100 e daquele que, segundo consta, só não lembro o nome, tem QI de 230, o maior já 'medido', ocorre apenas pela escola da vida? e os que já em tenra idade já demonstravam traços de genialidade?

Abraço e boa noite.






Título: Re: Como entender o chamado
Enviado por: lconforjr em 22 de Fevereiro de 2015, 17:37
Re: Como entender o chamado
      Ref resp #35 em: 210215, às 00:33, de Noriz

      Noriz: espero não estar incomodando com meus questionamentos; pergunto porque já causei desconforto em outro colega com quem sempre gostei de trocar ideias. Vou ler com bastante atenção os seus últimos textos, mas para não dar armas para a insônia, vou ter que questionar apenas duas afirmações suas:

      Conf: não incomoda de modo algum; já lhe disse o dever q me impus, lembra-se? O objetivo é compreender, pois só compreendendo faremos o devemos fazer. Lembre-se: “compreender resulta em agir do modo q compreendeu”!

      Noriz (msg ant):... mas se eu pensar que somos individualidades, como afirma a doutrina, não vou interpretar dessa maneira as palavras e Bozzano e ainda vou conseguir entender as manifestações dessas individualidades, que o amigo nega, quando não mais estão encarnadas, pois desencarnados, admitindo somente como hipótese que existam, não têm cérebros.

      Conf: exato, e aí esta uma das razões da perfeita igualdade, perfeitamente condizente com o fato de existir apenas uma consciência!

      Noriz (msg ant): Se o pensamento é resultado não de uma iniciativa individual, de duas, uma: ou os Espíritos desencarnados não existem (e então o amigo teria que explicar o que são as manifestações de Espíritos desencarnados já que estes não têm cérebros), ou se existem, como poderiam pensar sem o órgão a que o amigo atribui a capacidade de pensar?

      Conf: são manifestações da consciência una, universal; se nelas há desigualdades, se devem às desigualdades dos cérebros de quem as percebe.

      Noriz: Como seriam manifestações da consciência una, universal (as 'supostas' manifestações de desencarnados); sendo que as desigualdades existentes seriam dos cérebros de quem as percebe, se esses cérebros (dos médiuns) perceberiam de forma igual, ou no mínimo muito semelhante, aos cérebros que já não mais estivessem na ativa, mortos? as manifestações mediúnicas (ou para o amigo, manifestações da consciência una, universal) apresentam-se de forma inteligente, por meio de expressão de pensamentos e como você mesmo afirma, pensamentos são frutos de experiências, do que vem do exterior; então, como um cérebro diferente de outro, com registros de experiências diferentes, poderia expressar ideias iguais a daquela parcela de consciência universal que não tem mais cérebro?

      Conf: a explicação é a mesma, Noriz: desigualdades ou semelhanças nas manifestações da consciência una através de cérebros são devidas as desigualdades ou semelhanças entre cérebros, meio em q se desenvolveu, experiências passadas, ensinamentos adquiridos, etc.

      Noriz (msg ant)(OLE): Forçoso então fora admitir-se que os maiores gênios, os sábios, os poetas, os artistas, só o são porque o acaso lhes deu órgãos especiais...

      Conf: eu direi: não o “acaso”, mas a "escola da vida".

      Noriz: A distância entre aqueles que têm QI abaixo de 100 e daquele que, segundo consta, só não lembro o nome, tem QI de 230, o maior já 'medido', ocorre apenas pela escola da vida? e os que já em tenra idade já demonstravam traços de genialidade?

      Conf: a memória do universo está na consciência universal (a
q as religiões dão o nome de Deus) q pode se manifestar como genialidade ou imbecilidade, e as mil formas q existem entre uma  e outra, sempre submetidas às influências dos fatores q já citamos: genética, fisiologia e faculdades cerebrais, do meio etc.

      Abraço e bom dia.
...........................




Título: Re: Como entender o chamado
Enviado por: lconforjr em 23 de Fevereiro de 2015, 02:36
      COMO ENTENDER O CHAMADO          .... continuação ....

     ‘Asseguro-vos, irmãos, que o evangelho pregado por mim não tem nada de humano. Não o recebi de homem algum, mas por revelação de Jesus Cristo.’ (Gal 1:11) (ele chegou lá, iluminou-se; por isso sua revelação veio da percepção de Deus, ou do Cristo, a Consciência Crística, que está em nosso mais profundo íntimo; ‘nada de humano’, pois que está além do ego, além do que é humano).
     ‘...mas quando aprouve àquele que me chamou pela sua graça para revelar seu filho em mim...’(Gal 1:15) (a escolha não é por nossos méritos, mas pela graça de Deus; é atemporal; a revelação, também; Paulo teve nele próprio a revelação do Cristo e percebeu ("seu filho em mim", o Cristo em mim) que somos um).
     ‘...a liberdade de que gozávamos em Cristo Jesus.’ (Gal 2:4) (a liberdade total dada pelo percebimento, isto é, quando estamos realmente conscientes do Cristo (da Consciencia Crística, pela eliminação do ego) em nós não haverá mais dependência alguma; ‘... e a verdade vos libertará’).
     ‘...apenas isto quero saber: recebestes o Espírito (tivestes consciência do Cristo em vós) pela prática da lei ou pela aceitação da fé? (Gal 3:2) (a lei é exterior, a fé, interior; seria pela aceitação que a fé traz, se não fosse pela graça de Deus, pois nada escolhemos).
     ‘...pois todos sois um em Cristo.’ (Gal 3:28) (somos um sempre; mas no espaço-tempo não temos percepção disso; no atemporal, sim).
     ‘...a prova de que sois filhos de Deus é que Deus enviou aos vossos corações o espírito de seu filho. Portanto... és filho, então, também herdeiro de Deus’ (Gal 4:6ss) (o Cristo está em nosso íntimo; somos, portanto, todos iguais a Jesus e um só; por isso ‘co-herdeiros’).
     ‘...e quanto a vós até os cabelos todos da cabeça estão contados.’ (Mat 10:30) (tudo está nas mãos de Deus, que opera em nós o pensar, o querer e o fazer).
     ‘...não sois vós que falais, mas o Espírito de vosso Pai é quem fala em vós.’(Mat 10:20) (idem). 
     ‘Vinde a mim (ao Eu Sou, à iluminação) os que estais cansados e sobrecarregados, e eu vos aliviarei.’ (Mat 12:28) (ir ao eu, ao Eu Sou, esse é o caminho; para dentro de nós mesmos, para a cessação de todo sofrimento).
     Pedro, tendo medo, submergia e Jesus disse: ‘Homem de pouca fé, por que duvidaste?’ (Mat 15:31) (se não há mais dúvidas, isto é, havendo fé-convencimento, o que acontece quando cessa o condicionamento e a mente está pura, estamos aptos a criar, a realizar coisas inimagináveis, a andar sobre as águas).
     ‘Se tiverdes fé do tamanho de um grão de mostarda, direis a este monte: passa daqui para acolá, e ele passará. Nada vos será impossível.’ (Mt 17:20) (idem). (é a fé-convencimento vinda do percebimento de que ‘eu e o Pai somos um’; aí, talvez, esteja a explicação dos ‘milagres’ que Jesus produziu).
     ‘Nem todos são aptos para receber (compreender) este conceito, mas apenas aquele a quem é dado sê-lo’. (Mt 20:11) (a escolha do que nos ocorre é de Deus; o senhor é que opera em nós o pensar, o querer e o fazer; esta passagem é semelhante àquela em que Jesus diz aos discípulos que muitas coisas ele tinha a lhes dizer, mas que eles não as suportariam ainda).
     ‘E aquele que tiver deixado tudo por causa do meu nome, receberá muitas vezes mais e herdará a vida eterna. ’ (Mt 20:29) (comparado ao reino, tudo o mais é lixo, como disse Teresa; sabe-se, então, que não há morte e que, com o percebimento, receberemos coisas inimagináveis; a parábola sobre o fato de que, mesmo nós sendo maus, damos aos nossos filhos coisas boas; então, Deus, que é bom, com o percebimento, nos dará coisas ainda melhores).
     Na parábola dos semeadores (Mt 20), o dono da vinha pagou, aos que trabalharam oito horas, o que lhes havia prometido, e deu o mesmo aos que trabalharam apenas uma hora; aqueles se revoltaram, mas o dono disse: ‘Não vos fiz injustiça; cumpri o prometido... mas quero dar aos outros tanto quanto dei a vós’ (a luz é dada a todos, seja ao primeiro, seja ao último; ao piedoso e ao ímpio; todos chegarão ao novo modo de existir; todos receberão o mesmo salário, não importa o que tenham feito porque é o Senhor que opera em nós o pensar, o...).
       Na parábola dos lavradores maus (Mt 22:33), que não pagavam o que deviam ao dono das terras, este lhes enviou cobradores, que eles espancaram e até mataram; o dono lhes mandou, então, o próprio filho, que também foi morto; parece que Jesus quis dizer que, antes dele, já houve outros mestres ou profetas, os quais não foram ouvidos. Portanto, Jesus, além de fazer ver que os homens não o compreenderam, faz ver também que ele não foi o único a tentar despertar os demais.
     ‘Porque, assim como o relâmpago vai do oriente ao ocidente, assim há de ser a vinda do Filho do homem’ (Mat 24:27) (o percebimento, o ‘insight’, a chegada da consciência cósmica, da iluminação, é instantânea, súbita; é o salto quântico da nova física).
     ‘... a respeito daquele dia e hora ninguém sabe, senão o Pai.  Portanto, vigiai, ficai atentos, por que, à hora que não cuidais, virá o Senhor.’ (Mat 24:36, 42, 44) (estejamos preparados e atentos para o percebimento, como nas parábolas do servo fiel e das virgens que aguardavam a chegada do noivo; no primitivo cristianismo, a maior virtude era a atenção; o maior pecado, a desatenção, distração).
     ‘...os apetites da carne e os do espírito são contrários... as obras da carne são: fornicação, impureza, discórdia, superstição, inimizade, ódio, ambição, inveja e coisas semelhantes;... vos previno: os que as praticam não entrarão no reino.’ (Gl 5:16) (são distração, desatenção, obstáculos à meditação; dificultam a  meditação e o percebimento; assim, também os ‘pecados ditos capitais’ das religiões cristãs: preguiça, gula, ira, luxuria etc.).
     ‘O que o homem semeia, isso mesmo colherá.’ (Gl 6:2ss) ( Paulo está afirmando que aquele que ainda não chegou ‘lá’ não compreendeu ainda e, portanto, não está livre do sofrimento).
     ‘...porque é gratuitamente que fostes salvos mediante a fé. Isto não provém de vossos méritos, mas é puro dom de Deus. Não provém de vossas obras, para que ninguém se glorie. ’ (Ef 2:8) (não é pelos nossos méritos, pelas nossas boas obras, que somos salvos; é pela graça, pelo dom de Deus que já estamos salvos; pois ‘é o senhor que opera em nós o pensar e o fazer’).
     ‘... que a tribulação produz perseverança; a perseverança, experiência (mística); a experiência, esperança na glória...(Ro 5:3,4) (‘aquele que perseverar até o fim será salvo’; aquele que perseverar na meditação, na compreensão da totalidade da vida, pode chegar à experiência que lhe trará a gloria da iluminação).
     ‘...pelo Espírito Santo que nos foi outorgado...’ (Ro 5:5) (já nos foi dado desde sempre: já temos em nós o divino; já o somos; não há de que se salvar. Apenas nos falta chegar ao percebimento dessa verdade).
     ‘... os que recebem a abundância da graça e o dom da justiça reinarão em vida por meio de um só, a saber, Jesus Cristo.’ (Ro 5:17) (abundância da graça e dom da justiça é o que recebe quem chega lá: isso ocorre em vida mesmo, e não após a morte; e percebe-se que o Cristo, Deus, a iluminação, está em todos, e que todos somos um só com ele).
     ‘Não viveis, segundo a carne, mas segundo o espírito, se realmente o Espírito de Deus habita em vós.’ (Ro 8:9) (se consegues perceber que o Espírito és tu mesmo é que já chegaste lá; vida segundo o Espírito, isto é, vida perfeita e em bem-aventurança - embora nunca em felicidade completa -; é o novo modo de existir, de Krishnamurti).
     ‘Se alguém não possui o espírito de Cristo, este não é dele.’ (Ro 8:9) (esse ainda não chegou à iluminação, não percebeu o Cristo; ainda está na escuridão).
     ‘O espírito mesmo dá testemunho ao nosso espírito de que somos filhos de Deus.’ (Ro 8:ss) (o percebimento mostra que somos filhos de Deus, isto é, de sua natureza, feitos verdadeiramente à sua ‘semelhança’).
     ‘...enquanto aguardais a manifestação de Jesus Cristo, não vos falta dom algum.’ (I Col 1:7) (nada nos falta para que o Cristo nasça em nós, nem perdão, nada; apenas temos que ter a percepção disso; é o que os iluminados afirmam e é o que pode nos dar a meditação).
     ‘... até que tenhamos chegado à unidade da fé e do conhecimento do filho de Deus, até atingirmos o estado de homem feito, a estatura do Cristo’ (Ef 4:13) (que se pode atingir pela meditação; então, se percebe a unidade da fé (fé-convencimento), isto é, que a verdade é uma só: "nós somos aquilo", "eu e o Pai somos um"; como afirmam sábios, Osho diz: "vc é o infinito"!).
     ‘Renovai sem cessar o entendimento de vossa alma, e revesti-vos do homem novo, criado à imagem e semelhança de Deus...’ ((Ef 4:23, 24) (tentar sem cessar até que venha o percebimento que nos transforma no homem novo e mostra que somos semelhantes a Deus; mais que isso: que somos a própria divindade).
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Título: Re: Como entender o chamado
Enviado por: lconforjr em 27 de Fevereiro de 2015, 15:17
Re: Como entender o chamado de Jesus                ... continuação .......

  ‘Renovai sem cessar o entendimento de vossa alma, e revesti-vos do homem novo, criado à imagem e semelhança de Deus...’ ((Ef 4:23, 24) (tentar sem cessar até que venha o percebimento que nos transforma no homem novo e mostra que somos semelhantes a Deus; mais que isso: que somos a própria divindade).
     ‘...o Cristo será glorificado no meu corpo’ (pelo percebimento de o q e quem somos, na verdade).
     ‘...por isso Deus glorificou soberanamente a Jesus’ (Fel 2:9) (pelo percebimento; do mesmo modo, por sermos iguais a Jesus, seremos glorificados quando tivermos o percebimento).
     ‘Na verdade julgo como perda todas as coisas em comparação com esse bem supremo: o conhecimento de Jesus Cristo’ (a iluminação). (Fel 3:8) (Teresa, João da Cruz, Krishnamurti e outros afirmam o mesmo: que tudo o mais é lixo, fútil, inútil; apenas ilusão).
     ‘Além disto, irmãos, tudo que é puro, verdadeiro, nobre, justo, amável, virtuoso e louvável, eis o que deve ocupar vossos pensamentos’ (Fel 4:8) (quando temos o percebimento, quando chegamos lá, todas nossas ações serão corretas, sem esforço ou imitação; nossa natureza será essa).
     ‘...auxiliado por sua força (do Cristo) que atua poderosamente em nós.’ (Col 1:29) (busquemos ou não, a escolha, a vontade e a força são do Pai e não nossas, mas atuam em nós; sabemos que a decisão não é nossa).
     ‘Quando o Cristo, vossa vida, aparecer...’ (Col 3:4) (pelo percebimento).
     ‘...mas somente Cristo, que será tudo em todos...(Col 3:5ss) (com o percebimento veremos que sempre foi assim).
     ‘No princípio era o verbo... e o verbo era Deus... e o verbo se fez carne e habitou entre nós (é nós mesmos); aos que creem no seu nome deu-lhes o poder de se tornarem filhos de Deus (Jô 1:1 e seguintes) (o nome do verbo: Eu Sou; eu, nós; crer nesse nome é ir pelo caminho do eu, para dentro de nós, pela meditação).
      'No principio era o Verbo e o verbo estava em Deus e o Verbo era Deus. Ele estava no principio com Deus. Todas as coisas foram feitas por ele e sem ele nada do que foi feito se fez. Nele estava a vida, e a vida era a luz dos homens. E a luz resplandece nas trevas e as trevas não a compreenderam'(sem Deus, ou sem ele, Jesus, q é a mesma coisa pois todos somos um só, nada foi feito, mas esse fato ainda não foi compreendido pelos humanos, pois todos nós, ao vestir um corpo carnal, mergulhamos nas trevas da ignorância).
     ‘... em verdade te digo: aquele que não nascer de novo não poderá ver o reino de Deus.’ (Jô 3:3) (o novo nascimento, o homem novo; o ‘satori’ traz a nova visão; a iluminação nos dará interpretação correta; cessam todas as ilusões; vamos conhecer a verdade, veremos o ‘reino’).
     ‘Ninguém pode vir a mim se o Pai que me enviou não o trouxer.’ (Jo 6:44) (novamente, nem a escolha, nem o agir, são nossos; e mais: não seria ‘vir ao Eu, aprofundar-se no Eu’, que Jesus falou, e não ‘vir a mim’ pois, na verdade, a tradução correta de falas de Paulo é: 'o EU é a verdade, o caminho, a vida; ninguém vai ao pai senão pelo EU'?  iluminação).
     ‘...a vontade daquele que me enviou é esta: que todo aquele que vê o Filho tenha vida eterna.’ (Jo 6:40) (isto é, aquele que tem o percebimento do Cristo, a iluminação, vê que não existe morte, que a vida é eterna, que já estamos na eternidade).
     ‘... e todo aquele que ouvir o Pai e for por ele instruído vem a mim.’ (Jô 6:45) (aquele que segue os ensinamentos vai ao Eu, chega ao percebimento, pela meditação; e é o Pai, que opera tudo, que o faz ir).   
     ‘...o pecado que consiste em não crer em mim.’ (Jô 16:9) (se não praticamos aquilo que Jesus ensinou, é que não cremos nele; assim, não veremos o reino, não por não crermos, mas por não o buscarmos ainda).
     ‘O que pedirdes ao Pai, em meu nome, ele vô-lo dará.’ (Jô 16:23) (o que ‘quisermos’; ao chegarmos à estatura do Cristo, maravilhosa criatividade despertará, e não haverá mais obstáculos). 
     ‘Tudo que é meu é Teu e tudo que é Teu é meu.’ (Jô 17:10) (pois somos todos um só).
     ‘Para que todos sejam um, como tu, Pai, és em mim e eu em ti; que também eles sejam um em nós.’ (Jô 17:21) (nenhuma necessidade de comentário; e são palavras de Jesus: todos somos um!).
     ‘Eu neles e Tu em mim.’ (Jô 17:23) (idem).
      ‘...quero que, onde eu estiver, eles estejam comigo (na percepção do divino), para que vejam a glória (a iluminação, a bem-aventurança) que tu, Pai, me deste...’ (pois Jesus chegou lá, como tb nós chegaremos) (Jo 17:24).
     ‘Eu estarei convosco até o fim dos tempos...’ (idem; não o homem Jesus, mas o Cristo; a luz está conosco sempre, agora e no novo modo de existir; é apenas o corpo material nos impede de perceber isso).
     ‘Pedi e recebereis.’ (Jô 16:24) (pela prática da oração de recolhimento e quietude, sem palavras, isto é, pela meditação, estamos ‘pedindo’, nos abrindo àquilo que nos será dado um dia: o percebimento, isto é, a verdade que de tudo liberta).
     ‘A fé é o fundamento das coisas que se esperam, a prova das coisas que não se vêem.’ (He 11:1) (esperamos o reino, e não o vemos, mesmo ele estando em nós; mas, se o buscamos, é pela fé em sua existência, pois que tantos iluminados falaram dele; mas não podemos ficar apenas na fé sobre ‘as coisas que não vemos’, ou nas coisas ‘que esperamos’. Temos de passar da fé à convicção e esta só vem com a meditação).
     ‘As coisas visíveis não são feitas das coisas aparentes'. (são produzidas pelo colapso das nuvens quânticas, que não são aparentes, pela observação de seres sencientes, segundo a física moderna; tudo, seres, coisas, eventos, fenômenos, vem do atemporal, do qual as coisas saltam inesperadamente, como da água de um lago tranqüilo salta, inesperadamente, um peixe; tudo vem do ‘campo das infinitas possibilidades’).
     ‘Tudo é possível ao que crê. ’ (He 11:6) (ao que chegou; ao que já percebeu; sua crença já não é simples crença, é convencimento e tudo lhe é possível).
     ‘Tudo quanto pedirdes, orando, crede que já o tendes recebido e tê-lo-eis.’ (Mc 11:24) (tudo é possível, não àquele que apenas crê, mas àquele que teve a experiência e, por isso, está convencido).
     ‘Deleita-te no Senhor, e ele te concederá o que deseja teu coração.’ (Sl 36:4) (na percepção do Senhor reina total bem-aventurança e nada mais é desejado; tudo que o coração desejava, o homem/espírito, agora, tem; não deseja mais nada; ‘o demais virá por acréscimo’).
     ‘O que fizerdes, por palavras ou atos, fazei-o em nome do senhor Jesus Cristo...’ (aqueles que têm o percebimento agem como o próprio Cristo; a vontade, o discernimento, são os mesmos; compreender é agir do modo como foi compreendido).
     (Muitas vezes Jesus falou: ‘fazei penitência, pois o reino dos céus está próximo’. A verdade é que o reino está bem mais perto do que pensamos, dentro de nós mesmos, conforme Jesus, Paulo, Tereza e outros afirmaram em várias passagens; ‘penitência’ é o ‘trabalho’ necessário para abandonarmos o caminho largo e já conhecido, e para entrarmos no novo).
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Título: Re: Como entender o chamado
Enviado por: lconforjr em 27 de Fevereiro de 2015, 15:29
Como entender o chamado de Jesus           ....... continuação ........

     ‘... Tudo isso para que procurem a Deus e se esforcem para encontrá-lo como que às apalpadelas, pois, na verdade, ele não está longe de cada um de nós. Porque é nele que temos a vida, o movimento e o ser, como até alguns de vossos poetas disseram: nós somos também de sua raça’ (At 17:27, 28) (ele está dentro de nós mesmos, mas o procuramos fora de nós, às apalpadelas, pois não o percebemos, como disse S. Agostinho: ‘procurei-Te tanto fora de mim, mas fui achar-Te dentro de mim mesmo’).
     ‘... (orando pelos discípulos): Pai, santifica-os pela verdade.’ (Jo 17:17) (‘Conhecereis a verdade e a verdade vos libertará’; isto é, nos tornará sãos, santificados).
     ‘...se me conhecêsseis, também, certamente, conheceríeis ao Pai.’ (Jo 14:10)... como, pois, dizeis: mostra-nos o Pai? Não credes que eu estou no Pai e o Pai em mim? As palavras que vos digo não as digo de mim mesmo, mas o Pai que permanece em mim as diz..’. (Jo 14:20) (outra prova de que Jesus ensinou que Deus está em nós e que nada escolhemos; como afirmam os místicos, somos a própria divindade; se conhecêssemos o Cristo, a iluminação, saberíamos disso e que todos somos um).
     ‘...‘...se me conhecêsseis, também, certamente, conheceríeis ao Pai.’ (Jô 14:20) (idem; saberemos, então, que todos somos um).
     ‘Conheço minhas ovelhas e elas me conhecem, como meu Pai a mim conhece e eu conheço o Pai (pelo percebimento)... Tenho, ainda, outras ovelhas que não são deste aprisco (que não perceberam ainda). Preciso conduzi-las também (ao percebimento), e ouvirão a minha voz, e haverá um só rebanho e um só pastor.’ (Jô 10:14ss) (ouvir a voz do Cristo é ter o percebimento; o que nos conduz a Deus é o próprio Deus, mas há aqueles que não chegaram ainda; porém todos somos iguais; então, pelo percebimento, haverá um só rebanho).
     ‘Queremos apedrejar-te por que, sendo homem, te fazes Deus. Replicou-lhes Jesus: Não está escrito na vossa Lei: Vós sois deuses? (Sl 81:6)...e a escritura não pode ser desprezada.’ (Jô 10:33ss) (nós o somos).
     ‘Interrogado pelos fariseus sobre quando havia de vir o reino de Deus, respondeu-lhes: O reino de Deus não vem com aparência exterior. Nem se dirá: Ei-lo aqui, ou Ei-lo acolá; pois o reino de Deus já está dentro de vós.’ (Lc 17:20) (sem comentário).
     ‘Não recolho meu conhecimento de cartas ou livros; eu os possuo dentro de mim mesmo; porque o céu e a terra, com todos os seus habitantes, e o próprio Deus, estão dentro do homem. ’ (J. Boheme) (este percebeu).
     ‘...enquanto os irmãos não se comprometerem com negócios...; não se habituarem a conversas fúteis; não sentirem preguiça; não frequentarem grupos ou com eles forem tolerantes; não sentirem a influência de desejos pecaminosos; não se desviarem do caminho por coisas de menor importância, devemos esperar que os irmãos prosperem e não caiam...’ (Buda) (pois estão se aproximando do percebimento).
     ‘... a preocupação de acumular dinheiro, a ele escravizando os dias e as noites, eis a maior das fraudes da civilização moderna. ’ (Whitman) (isso é distração, obstáculo à meditação, à percepção daquilo que já somos).
     ‘... sem (auto) conhecimento não há meditação; sem meditação não há (auto) conhecimento’. (Buda) (são simultâneos: é o conhecimento daquilo que somos na realidade, mas ainda não percebemos).
     ‘Buscai primeiramente o reino de Deus e sua justiça, e tudo o mais virá por acréscimo.’ (Mt 6:33) (com o percebimento, vemos que de nada mais necessitamos; nada mais é necessário; é por esse motivo que se deve buscar, em primeiro lugar, o reino; qdo percebermos o q Jesus percebeu, não haverá mais nada a ser percebido). 
     ‘O reino de Deus é semelhante a um tesouro oculto no campo, que, certo homem, tendo-o achado, escondeu. E, transbordante de alegria, vai, vende tudo o que tem e compra aquele campo.’ (Mt 13:44) (como todos afirmaram, tudo o mais é nada em comparação com o percebimento; desfez-se de tudo, porque tudo o mais não é tão importante:  está transbordante de alegria porque, agora, é bem aventurado).
     ‘...um homem que procura boas pérolas; e, tendo achado uma pérola de grande valor, vende tudo o que tem e a compra.’ (Mt 13:45) (idem).
     ‘Eis que vos digo um mistério: na verdade, nem todos dormiremos, mas todos seremos transformados, num momento, num abrir e fechar de olhos, ao soar da última trombeta. A trombeta soará, os mortos ressuscitarão incorruptíveis, e seremos transformados..’ (I Cor 15:51) (o percebimento é instantâneo; transforma a todos, e os que estão mortos para a verdade, isto é, que ainda não despertaram, ao perceberem a verdade despertarão, agora incorruptíveis).
     ‘Purifique sua alma de todo medo e esperança tola sobre as coisas da terra; mortifique o seu corpo, domine o amor-próprio e os apetites, e o olho do mais íntimo (Deus) começará a exercitar a sua visão clara e solene. Tudo aquilo que contribui para purificar a mente ajudá-lo-á a atingi-la (a visão, a consciência cósmica) e facilitará a aproximação e repetição desses felizes intervalos (Plotinus) (usemos nossa vontade para nos aproximarmos do feliz momento, apartir do qual tudo o mais virá por acréscimo; como afirmam eles, toda esperança sobre as coisas da terra é tola, pois tudo é incerto e não há segurança em nenhum lugar ou situação; estaremos plenos de felicidade quando o ‘olho do mais íntimo’ (onde o ego cessa) exercitar sua visão; a purificação da mente pode ser obtida pela meditação, que afasta o ‘eu’ e, com este, todo o lixo mental, todo o condicionamento).
     ‘Na verdade não convém que me glorie! Passarei, entretanto, às visões e revelações do Senhor. Conheço um homem em Cristo (isto é, que chegou lá), que, há catorze anos foi arrebatado até o terceiro céu... e lá ouviu palavras inefáveis, que não é permitido a um homem repetir (indizíveis, não há como comunicar a grandeza do que viu). Demais, para que a grandeza das revelações não me levasse ao orgulho, foi-me dado um espinho na carne... para me livrar do perigo da vaidade.’ (II Cor 12:1ss). (sem comentário).
     ‘O infinito (Deus) só pode ser apreendido por uma faculdade superior à razão (isto é, além do ego), que nos faz entrar num estado no qual você já não é mais o seu eu finito.’ (Plotinus) (você é, portanto, seu ‘Eu’ infinito, isto é, Deus; só quando somos Deus é que o apreendemos (como diz Eckhart). Lembrar-se de Paulo: Já não sou eu que vivo, mas o Cristo é que vive em mim).

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Título: Re: Como entender o chamado
Enviado por: lconforjr em 27 de Fevereiro de 2015, 21:53
Re: Como entender o chamado de Jesus               .... continuação .....

... Lembrar-se de Paulo: Já não sou eu que vivo, mas o Cristo é que vive em mim).
     ‘... em primeiro lugar a alma deve retornar a si mesma (como se estivesse perdida e tivesse que encontrar seu caminho, o caminho de casa); isso se alcança pela prática das virtudes, cujo objetivo é despoluir (limpar) a mente (para que se torne semelhante) à semelhança com Deus e que conduz ao próprio Deus, pelas quais a alma se liberta da sensualidade (da ação dos sentidos, fato que elimina o ego)... Por meio de práticas ascéticas (meditação) o homem uma vez mais se converte num ser espiritual, livre de todos os pecados. Entretanto, ainda há um escalão mais alto: não basta ser sem pecado (isso apenas nos limpa a mente); é preciso converter-se em Deus (Eckart: ‘nos confundirmos com Deus’). Isto se alcança pela contemplação (meditação) do Ser Único ou, em outras palavras, por uma aproximação extasiada (em êxtase) desse Único. O pensamento (a imaginação, o intelecto, o ego) não pode chegar a isso... pois é apenas um estágio preliminar dessa aproximação (portanto,  pensamento, intelecto, ego devem ser eliminados). E é apenas em estado de perfeita passividade e repouso (sem operações do ego; meditação) que a alma pode reconhecer e tocar (sentir) o Ser Divino. Para atingir esse fim mais alto, a alma necessita passar por um currículo espiritual. Iniciando na contemplação das coisas corpóreas, em sua multiplicidade e harmonia (isto é, conhecendo a vida, o mundo em sua diversidade; ‘compreendendo a totalidade da vida’, como diz Krishnamurti), retira-se para dentro de si mesma, nas profundezas de seu próprio ser (para dentro do eu)... Mas, o mais alto não está ainda aí... O último estágio é alcançado quando, na mais alta tensão e concentração, no silêncio e esquecimento de todas as coisas (sejam boas ou más: meditação), a alma acha-se apta a perder-se em si mesma (o eu não mais opera). Então, ela pode ver Deus, a fonte da vida, do ser, a origem de todo o bem, a raiz (origem) da alma. Nesse momento, a alma desfruta da bênção mais indescritível; é como se fosse banhada pela divindade (Plotinus). (‘virtudes que levam à semelhança de Deus’, isto é, que tornam a consciência pura, livre dos condicionamentos. ‘Não basta ser sem pecado’: isto, no dizer dos sábios, não retira o homem da multidão; só tranqüiliza a mente preparando-a para a meditação. ‘O pensamento, a imaginação, a razão, o intelecto, não podem chegar a isso’; são finitos e só uma faculdade infinita, isto é, algo além do ego, além do espaço-tempo, além do aqui-agora, pode apreender o infinito. ‘Em perfeita passividade e repouso’: relaxamento externo e interno, isto é, na meditação; dentro de si mesmo, ‘no silêncio e esquecimento de todas as coisas’ (meditação); ‘na mais alta tensão e concentração’ - dizem os sábios que, somente quando a paixão é tão grande que o homem derrama lágrimas, é que a luz chega – ou, como afirma o bramanismo, ‘para subirmos à presença do mestre, nossos pés devem ser lavados no sangue de nosso próprio coração’. ‘Perder-se’: perder o ego, o ego cessa. ‘Poderá ver Deus’: ter o percebimento, a iluminação, ver que tudo, que cada ser é Deus).
     ‘...pois, quanto maior a importância que a alma atribuir ao que sente, compreende e imagina (às coisas do mundo, ao conhecido), e quanto maior o apego que a isso tiver, seja coisa espiritual ou não (coisas agradáveis ou desagradáveis, profanas ou sagradas, boas ou más) mais se afasta do bem supremo, mais demora em alcançá-lo.’ (João da Cruz).
     ‘...quanto mais a alma se preocupa em ligar-se às coisas criadas, nelas depositando sua força e confiança, por hábito ou inclinação (apenas sentimos confiança e segurança naquilo que já conhecemos, pelo nosso condicionamento cultural; mas segurança, seja física ou psicológica, não existe em nenhum lugar ou tempo), menos se dispõe a essa união, à união com o divino.’ (João da Cruz).
     ‘Não sou eu, o eu que sou, quem sabe estas coisas; mas Deus sabe das coisas em mim.’ (Jacob Boehme) (pois ‘eu e o Pai somos um’).
     ‘...pois Cristo, o filho de Deus, tem que se fazer homem (fazer-se você) e nascer dentro de você (pelo percebimento); de outro modo você estará num estábulo escuro, entre fezes e urina; na escuridão da ignorância, e aí continuará, procurando sempre por Jesus Cristo. Você olha para as estrelas, procurando Deus distante, nos céus’. (Boheme) (procura vã, pois ele está dentro de você (S. Agostinho) e, se você não percebê-lo aí, estará realmente na escuridão, ou ‘morrerá como um cão danado’, como assegurou Gurdjeff. ‘A vida só tem significado quando temos o percebimento’, como afirmou Krishnamurti).
      ‘Discípulo: Isso está ao nosso alcance, ou muito longe de nós?
       Mestre: Está em você (dentro de você mesmo) e você o perceberá se, por um instante, puder deixar de pensar e de desejar (afastamento do ego; meditação, q só esta pode fazer parar de pensar); então, ouvirá de Deus palavras indizíveis.
       Discípulo: Como posso ouvir se não deixo de pensar e desejar?
       M: Quando você afastar pensamentos e vontades de seu eu (pela meditação), surgirá o eterno no ouvido, na fala, na visão. E Deus ouvirá, falará e verá através de você (nossos olhos e ouvidos são os olhos e ouvidos de Deus). Você esquecerá sua própria audição, visão e fala, para só ver e ouvir a Deus (eu e pai somos um).
       D: Como, se ele está acima da natureza e das criaturas?
       M: Quando você estiver no silêncio e na paz (meditação), você conseguirá.
       D: O que me entrava que não consigo chegar a isso? 
       M: A sua vontade, a sua visão, audição, desejo e pensamento (que, portanto, devem cessar e só cessam pela meditação) sobre as coisas terrenas, trazem sua visão, audição etc. ao nível terreno de tal forma que você não consegue atingir... Há que caminhar pelo caminho mais difícil (a porta estreita e o caminho pedregoso), tomar o que o mundo rejeita, e não fazer o que o mundo faz... então, terá encontrado o caminho mais próximo para isso... pois (como disse Paulo) o caminho para o amor de Deus parece tolo para este mundo, mas é sabedoria para os filhos de Deus.’ (a sabedoria dada pelo percebimento).
     ‘... Docemente cresceu e se espalhou em torno de mim a paz e o conhecimento além de todo o argumento da terra (sabedoria além de todo conhecimento terreno), e eu sei que a mão de Deus é a promessa da minha (é o que a minha será pelo percebimento), e sei que o espírito de Deus é irmão do meu e que todos os homens já nascidos são meus irmãos (todos somos um)... e que a criação sobrevive graças ao amor... De repente, me senti cheio de paz, alegria e conhecimento, transcendendo (indo além de) toda a arte e sabedoria da terra.’ (Whitman) (somos todos da mesma natureza de Deus).
     ‘Na verdade eu diria que apenas na perfeita incontaminação e solidão da individualidade (a mente não contaminada, só, livre dos sentidos, dos desejos, lembranças e pensamentos), pode surgir, positivamente, a espiritualidade da religião (que, antes, era mais por costume ou desejo de respostas). Somente aqui, e nessas condições, pode acontecer a meditação, o êxtase devoto, o vôo elevado (consciência una). Somente aqui, a comunicação com os mistérios (encontro de todas as respostas), os problemas eternos: de onde? para onde? Sozinho, o pensamento silencioso (apagado, cessado) e a aspiração (o desejo de chegar) e, então, a consciência interior (o Eu Sou), com sua inscrição prévia invisível (o Cristo, que desde sempre está ali, mas não percebido, ‘invisível’ para nós), em tinta mágica (não o víamos e agora passamos a ver), irradia suas linhas maravilhosas para os sentidos (mostra-se e o percebemos)... e todas as afirmações, igrejas e sermões, desaparecem como vapores (tudo que antes conhecíamos não tem mais valor ante a grandeza do percebimento). As bíblias podem afirmá-lo e os clérigos expô-lo, mas é exclusivamente mediante o trabalho do eu isolado (ninguém chega à verdade pelos trabalhos da religião, através de suas práticas, mas pelo exercício da meditação, sozinho) que se entra no puro éter da veneração, que se alcança os níveis divinos, que se comunga com o supremo (a percepção da verdade do que somos)... Tu, Tu, enfim, conheço!’ (Whitman).
     ‘...  visto (à luz do Cristo interior, isto é, sob o ponto de vista de um iluminado), tudo é perfeito, inclusive aquilo que visto fora dessa luz parece imperfeito...’ (Dante); (‘... do perfeito tirando o perfeito, o que resta é perfeito... ’, de um cântico do bramanismo; isto é, tudo é perfeito, embora não o compreendamos; só os iluminados compreendem).
.......... continua ...................
Título: Re: Como entender o chamado
Enviado por: Olé em 28 de Fevereiro de 2015, 21:25
"Não sei se alguma vez meditastes; se alguma vez estivestes sós convosco mesmos, distantes de tudo e de toda a gente, de todo o pensamento e ocupação - se alguma vez estivestes assim completamente sós, e não isolados nem retirados num qualquer sonho ou visão fantasiosa, unicamente distanciados de modo que em vós nada reste de reconhecível nem nada que toqueis pelo pensamento nem pelo sentimento. Tão distantes que nessa solitude plena o próprio silêncio se torne a única flor, a única luz e aquela qualidade intemporal que não pode ser mensurável pelo pensamento. Somente numa meditação assim toma o amor existência. Não vos incomodeis em expressá-lo; ele expressar-se-á a si mesmo. Não o utilizeis nem tenteis pô-lo em acção; ele actuará, e quando agir, essa acção não conterá remorso nem pesar, contradição nem tristeza, sofrimento. Assim, meditai sós; perdei-vos sem tentar relembrar onde estivestes. Se tentardes relembrá-lo então tratar-se-á de uma coisa morta. E se vos agarrardes à lembrança disso então nunca mais ficareis a sós de novo. Assim, meditai nessa solitude sem fim, na beleza desse amor, nessa inocência do novo - e então surgirá uma benção imperecível."

O livro: http://pt.scribd.com/doc/51473099/A-arte-da-meditacao - Krishnamurti