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CONVÍVIO => Off-topic => Espiritualismo => Tópico iniciado por: Conforti em 18 de Março de 2011, 15:59

Título: Carl G Jung: a Mente é Deus
Enviado por: Conforti em 18 de Março de 2011, 15:59
                A MENTE É DEUS

Jung descobriu que o inconsciente coletivo apresenta as características da “mente não-localizada” (mente una, universal, Deus); não pode ser fixado no espaço e no tempo, e transcende o ego individual, envolvendo todas as mentes. Conforme ele disse: “O inconsciente... tem o seu próprio tempo à medida que passado, presente e futuro, juntos, combinam-se nele”. Disse, também: “Uma vez que todas as distinções desaparecem na condição inconsciente, é evidente que a distinção entre mentes separadas deve desaparecer também. Toda vez que há diminuição do nível consciente, deparamos com exemplos de “identidade inconsciente”.             
              Jung percebeu que uma das manifestações mais comuns da mente inconsciente era a sensação mística fundamental de “unicidade” e “unidade” com tudo o que existe. Essa experiência, como o próprio inconsciente coletivo, era “universal”. Jung chamou-a de “concórdia transcendental”, que coloca o indivíduo em contato com a Mente Una (para as religiões, Deus). Para ele, em última análise, a mente universal e a mente individual são a “mesma coisa”, isto é, nossa mente é a Mente (ou seja, nossa mente é a mesma mente de Deus). Essa é uma verdade perfeitamente aceita no Oriente e, embora no Ocidente isso pareça blasfêmia, Jung afirmava que essa percepção era uma experiência mística “incontestáve”l, presente em todas as tradições religiosas, do Oriente e do Ocidente.
              Jung tinha convicção da imortalidade, o que se adequava à sua crença de que a Mente está além das limitações do tempo. Disse: “Nossa psique atinge uma região que não está subordinada nem à mudança temporal, nem à limitação espacial. Tempo e espaço, dois elementos indispensáveis à mudança, têm pouca importância para a psique”. Portanto, para Jung, nossa mente não sofre mudanças, logo, também não sofre qualquer processo de aperfeiçoamento. “... A psique, até certo ponto (pois apenas na ilusão), não está sujeita à corruptabilidade”. E mais: “Esse sentimento pelo infinito pode ser realizado apenas se estivermos “isolados ao máximo” (isto é física e mentalmente). Ao nos percebermos únicos... fundamentalmente limitados... gozaremos da capacidade de nos tornarmos “conscientes do infinito”. Mas, só então!”.
              Disse ainda: “O buscar a Mente intemporal é tarefa redentora para todas as pessoas. Em nosso tempo, essa tarefa é particularmente difícil porque colocamos, no dia-a-dia, nossa ênfase no aqui agora, no fazer, no consumir, nos aspectos práticos, no progresso material. Como valorizamos o aspecto material, estamos separados dela. O resultado é patológico: tornamo-nos vítimas de nossos próprios impulsos inconscientes e o mundo “demonizou-se”. Nossa verdadeira tarefa de vida é exatamente o contrário: tornarmo-nos conscientes dos conteúdos que emergem do inconsciente, criar cada vez mais consciência; esse o objetivo “único” da existência humana:... acender uma luz na escuridão do ser”. Para Jung, “Seguramente, a alma não é algo insignificante (como as religiões ocidentais a consideram), mas a própria Divindade radiante”.
Título: Re: Carl G Jung: a Mente é Deus
Enviado por: Wagner Lopes em 18 de Março de 2011, 16:20
A mente sendo uma simples máquina de reter informações tem como uma de suas utilidades possibilitar a visualização daquilo que aceitamos como real, entretanto a mente não nos representa, definitivamente sua mente não é você

O sentido que os orientais dão para a expressão "silêncio interior" é expressa pela visão do espírito finalmente dominando a mente, não mais somos a casa da Mãe Joana para os pensamentos, nossa mente se cala e começamos a experimentar o mundo pelo "sentir do espírito" dai vem a expressão sinceridade, que é falar com o sentir unico, individual e intrasferivel que cada um possui, estar neste estado significa vencer as ilusões e começar a viver a realidade.

Título: Re: Carl G Jung: a Mente é Deus
Enviado por: Wagner Lopes em 18 de Março de 2011, 16:29
O inconsciente coletivo se parece com a nossa atmosfera terrestre, na forma que os dois nos rodeiam e se conectam ao nosso ser entretanto sem sermos nós, o conjunto de pensamentos de encarnados e desencarnados forma esta teia invisivel que se interconecta baseada na similaridade de vibração,

Da mesma forma que a atmosfera entra em nos atraves da respiração o inconsciente coletivo  estabelece contato conosco quando pensamos, quem nunca ficou distraido num canto e de repente se viu fazendo milhares de coisas na mente, isso ai é o inconsciente coletivo agindo, se estivermos numa sala de cinema e alguem fumar todos vão sentir, do mesmo modo se alguem pensar qualquer coisa os outros também irão sentir.

 De toda a forma a mente é so um instrumento.... (ta bom, pois esse assunto tem tanta coisa pra falar, cansei)
Título: Re: Carl G Jung: a Mente é Deus
Enviado por: Goedert em 07 de Abril de 2011, 17:51
                A MENTE É DEUS

Jung descobriu que o inconsciente coletivo apresenta as características da “mente não-localizada” (mente una, universal, Deus); não pode ser fixado no espaço e no tempo, e transcende o ego individual, envolvendo todas as mentes. Conforme ele disse: “O inconsciente... tem o seu próprio tempo à medida que passado, presente e futuro, juntos, combinam-se nele”. Disse, também: “Uma vez que todas as distinções desaparecem na condição inconsciente, é evidente que a distinção entre mentes separadas deve desaparecer também. Toda vez que há diminuição do nível consciente, deparamos com exemplos de “identidade inconsciente”.             
              Jung percebeu que uma das manifestações mais comuns da mente inconsciente era a sensação mística fundamental de “unicidade” e “unidade” com tudo o que existe. Essa experiência, como o próprio inconsciente coletivo, era “universal”. Jung chamou-a de “concórdia transcendental”, que coloca o indivíduo em contato com a Mente Una (para as religiões, Deus). Para ele, em última análise, a mente universal e a mente individual são a “mesma coisa”, isto é, nossa mente é a Mente (ou seja, nossa mente é a mesma mente de Deus). Essa é uma verdade perfeitamente aceita no Oriente e, embora no Ocidente isso pareça blasfêmia, Jung afirmava que essa percepção era uma experiência mística “incontestáve”l, presente em todas as tradições religiosas, do Oriente e do Ocidente.
              Jung tinha convicção da imortalidade, o que se adequava à sua crença de que a Mente está além das limitações do tempo. Disse: “Nossa psique atinge uma região que não está subordinada nem à mudança temporal, nem à limitação espacial. Tempo e espaço, dois elementos indispensáveis à mudança, têm pouca importância para a psique”. Portanto, para Jung, nossa mente não sofre mudanças, logo, também não sofre qualquer processo de aperfeiçoamento. “... A psique, até certo ponto (pois apenas na ilusão), não está sujeita à corruptabilidade”. E mais: “Esse sentimento pelo infinito pode ser realizado apenas se estivermos “isolados ao máximo” (isto é física e mentalmente). Ao nos percebermos únicos... fundamentalmente limitados... gozaremos da capacidade de nos tornarmos “conscientes do infinito”. Mas, só então!”.
              Disse ainda: “O buscar a Mente intemporal é tarefa redentora para todas as pessoas. Em nosso tempo, essa tarefa é particularmente difícil porque colocamos, no dia-a-dia, nossa ênfase no aqui agora, no fazer, no consumir, nos aspectos práticos, no progresso material. Como valorizamos o aspecto material, estamos separados dela. O resultado é patológico: tornamo-nos vítimas de nossos próprios impulsos inconscientes e o mundo “demonizou-se”. Nossa verdadeira tarefa de vida é exatamente o contrário: tornarmo-nos conscientes dos conteúdos que emergem do inconsciente, criar cada vez mais consciência; esse o objetivo “único” da existência humana:... acender uma luz na escuridão do ser”. Para Jung, “Seguramente, a alma não é algo insignificante (como as religiões ocidentais a consideram), mas a própria Divindade radiante”.

Caro amigo, se a mente é deus, então estamos usando a nomenclatura erra a ela. Deveríamos a chamar de Deus e não de mente.

Mas para chegar a tal afirmação, primeiro deveríamos responder algumas perguntas:

1. O que é a Mente?
2. Qual é a Origem da Mente?
3. Qual é a Característica da Mente?
Título: Re: Carl G Jung: a Mente é Deus
Enviado por: filhodobino em 07 de Abril de 2011, 19:00
Amados Irmãos...
O inconsciente coletivo, cruxificou o Cristo e soltou barrabás...
O inconsciente coletivo, determinou as cruzadas...
O inconsciente coletivo, determinou a inquisição...
O inconsciente coletivo, apoio Hitler, em sua histeria de pureza racial...(ainda persiste)...
Isso é mente?
A origem: a ignorância do amor...
A característica da mente é a parte submersa de um imenso iceberg, que pode perfeitamente afundar qualquer transatlântico...
Penso engano afirmar que Jung disse que a mente é Deus...
Saúde e Paz!
Título: Re: Carl G Jung: a Mente é Deus
Enviado por: filhodobino em 07 de Abril de 2011, 19:21
Amados,
A velha didática de decorar textos como sagrados, mantras, licões doutrinárias, achados cientificos serem expostos como analogia pronta... gerou nas eras de comunicações precárias imensos cismos, enganos e injustiças... Onde enganos oriundos de pseudo famosos tornaram-se leis...
O Espírito da Verdade, nos trouxe luz... a possível que nosso intelecto mediano é capaz de assimilar...
Por isso prefiro expor o pensamento como exposto pelos luminares da codificação enfeixá-los por assunto e deixar a análise a cargo de quem o queira...
A mente é bem capaz de criar qualquer coisa, menos a verdade, posto que esta ainda não foi sentida na face da Terra, senão pelo Cristo...
Tudo que não se teve ainda a perfeita percepção, é impossível de se fazer analogia, e expôr com nossas próprias palavras como pronta e verdadeira...
Esse é um cuidado que o homem de bem deve preservar, quando nos asseveram que tudo podemos julgar, e guardar o julgamento unicamente para nós...
Dar publicidade a um julgamento é elemento de elevado risco, que a humildade rejeita assumí-lo.
Saúde e Paz!
Título: Re: Carl G Jung: a Mente é Deus
Enviado por: filhodobino em 07 de Abril de 2011, 19:47
1
Luz nas sombras
– Sim – afirmava-nos o Instrutor Druso, sabiamente –, o estudo da situação espiritual da criatura humana, após a morte do corpo, não pode ser relegado a plano secundário.
Todas as civilizações que antecederam a glória ocidental nos tempos modernos consagraram especial atenção aos problemas de além-túmulo.
O Egito mantinha incessante intercâmbio com os trespassados e ensinava que os mortos sofriam rigoroso julgamento entre Anúbis, o gênio com cabeça de chacal, e Hórus, o gênio com cabeça de gavião, diante de Maât, a deusa da justiça, decidindo se as almas deveriam ascender ao esplendor solar ou se deveriam voltar
aos labirintos da provação, na própria Terra, em corpos deformados e vis; os hindus admitiam que os desencarnados, conforme as resoluções do Juiz dos Mortos, subiriam ao Paraíso ou desceriam
aos precipícios do reino de Varuna, o gênio das águas, para serem
insulados em câmaras de tortura, amarrados uns aos outros por serpentes infernais; hebreus, gregos, gauleses e romanos sustentavam crenças mais ou menos semelhantes, convictos de que a elevação celeste se reservava aos Espíritos retos e bons, puros e nobres, guardando-se os tormentos do inferno para quantos se
rebaixavam na perversidade e no crime, nas regiões de suplício, fora do mundo ou no próprio mundo, através da reencarnação em formas envilecidas pela expiação e pelo sofrimento.
A conversação fascinava-nos.
Hilário e eu visitávamos a “Mansão Paz”, notável escola de reajuste de que Druso era o diretor abnegado e amigo.
O estabelecimento, situado nas regiões inferiores, era bem uma espécie de “mosteiro São Bernardo”, em zona castigada por natureza hostil, com a diferença de que a neve, quase constante em torno do célebre convento encravado nos desfiladeiros entre a Suíça e a Itália, era ali substituída pela sombra espessa, que, naquela hora, se adensava, movimentada e terrível, ao redor da instituição, como se tocada por ventania incessante.
O pouso acolhedor, que permanece sob a jurisdição de “Nosso Lar”1, está fundado há mais de três séculos, dedicando-se a receber Espíritos infelizes ou enfermos, decididos a trabalhar pela própria regeneração, criaturas essas que se elevam a colônias de aprimoramento na Vida Superior ou que retornam à esfera dos
homens para a reencarnação retificadora.
Em razão disso, o casario enorme, semelhante a vasta cidadela instalada com todos os recursos de segurança e defesa, mantém setores de assistência e cursos de instrução, nos quais médicos e sacerdotes, enfermeiros e
professores encontram, depois da morte terrestre, aprendizados e quefazeres da mais elevada importância.
Pretendíamos efetuar algumas observações, com referência às leis de causa e efeito – o carma dos hindus – e, convenientemente recomendados pelo Ministério do Auxílio, achávamo-nos ali, encantados com a palavra do orientador, que prosseguia, atencioso, após longa pausa:
– Acresce notar que a Terra é vista sob os mais variados ângulos.
Para o astrônomo, é um planeta a gravitar em torno do Sol;
para o guerreiro é um campo de luta em que a geografia se modifica a ponta de baionetas;
para o sociólogo é amplo reduto em que se acomodam raças diversas;
mas, para nós, é valiosa arena de serviço espiritual, assim como um filtro em que a alma se purifica,
pouco a pouco, no curso dos milênios, acendrando qualidades divinas para a ascensão à glória celeste.
Por isso, há que sustentar a luz do amor e do conhecimento, no seio das trevas, como é necessário manter o remédio no foco da enfermidade.
Enquanto nos entendíamos, reparávamos lá fora, através do material transparente de larga janela, a convulsão da Natureza.
Ventania ululante, carregando consigo uma substância escura, semelhante à lama aeriforme, remoinhava com violência, em torvelinho estranho, à maneira de treva encachoeirada...
E do corpo monstruoso do turbilhão terrível rostos humanos surdiam em esgares de horror, vociferando maldições e gemidos.
Apareciam de relance, jungidos uns aos outros como vastas correntes de criaturas agarradas entre si, em hora de perigo, na ânsia instintiva de dominar e sobreviver.
Druso, tanto quanto nós, contemplou o triste quadro com visível piedade a marear-lhe o semblante.
Fixou-nos em silêncio como a chamar-nos para a reflexão.
Parecia dizer-nos quanto lhe doía o trabalho naquela paragem de sofrimento, quando Hilário
interrogou:
– Por que não descerrar as portas aos que gritam lá fora?
Não é este um posto de salvação?
– Sim – respondeu o Instrutor, sensibilizado –, mas a salvação só é realmente importante para aqueles que desejam salvar-se.
E, depois de pequeno intervalo, continuou:
– Para cá do túmulo, a surpresa para mim mais dolorosa foi essa, o encontro com feras humanas, que habitavam o templo da carne, à feição de pessoas comuns.
Se acolhidas aqui, sem a necessária preparação, atacar-nos-iam de pronto, arrasando-nos o instituto de assistência pacífica.
E não podemos esquecer que a ordem é a base da caridade.
Apesar da explicação firme e serena, concentrava-se Druso no painel exterior, tal a compaixão a desenhar-se-lhe na face.
Logo após, recompondo a expressão fisionômica, o Instrutor aduziu:
– Somos hoje defrontados por grande tempestade magnética, e muitos caminheiros das regiões inferiores são arrebatados pelo furacão como folhas secas no vendaval.
– E guardam consciência disso?
 – indagou Hilário, perplexo.
– Raros deles.
As criaturas que se mantêm assim desabrigadas, depois do túmulo, são aquelas que não se acomodam com o
refúgio moral de qualquer princípio nobre.
Trazem o íntimo turbilhonado e tenebroso, qual a própria tormenta, em razão dos pensamentos
desgovernados e cruéis de que se nutrem.
Odeiam e aniquilam, mordem e ferem.
Alojá-los, de imediato, nos santuários de socorro aqui estabelecidos, será o mesmo que asilar tigres
desarvorados entre fiéis que oram num templo.
– Mas conservam-se, interminavelmente, nesse terrível desajuste?
– insistiu meu companheiro agoniado.
O orientador tentou sorrir e respondeu:
– Isso não. Semelhante face de inconsciência e desvario passa também como a tempestade, embora a crise, por vezes, persevere por muitos anos. Batida pelo temporal das provações que lhe impõem a dor de fora para dentro, refunde-se a alma, pouco a pouco, tranqüilizando-se para abraçar, por fim, as responsabilidades
que criou para si mesma.
– Quer dizer, então – disse por minha vez –, que não basta a romagem de purgação do Espírito depois da morte, nos lugares de treva e padecimento, para que os débitos da consciência sejam ressarcidos...
– Perfeitamente – aclarou o amigo, atalhando-me a consideração reticenciosa –, o desespero vale por demência a que as almas se atiram nas explosões de incontinência e revolta.
Não serve como pagamento nos tribunais divinos.
Não é razoável que o devedor solucione com gritos e impropérios os compromissos que contraiu mobilizando a própria vontade. Aliás, dos desmandos de ordem mental a que nos entregamos, desprevenidos, emergimos sempre mais infelizes, por mais endividados.
Cessada a febre de loucura e rebelião, o Espírito culpado volve ao remorso e à penitência.
Acalma-se como a terra que torna à serenidade e à paciência, depois de insultada pelo terremoto, não obstante amarfanhada e ferida.
Então, como o solo que regressa ao serviço da plantação proveitosa, submete-se de novo à sementeira renovadora dos seus destinos.
Atormentada expectação baixara sobre nós, quando Hilário considerou:
– Ah! se as almas encarnadas pudessem morrer no corpo, alguns dias por ano, não à maneira do sono físico em que se refazem, mas com plena consciência da vida que as espera!...
continua...
Título: Re: Carl G Jung: a Mente é Deus
Enviado por: filhodobino em 07 de Abril de 2011, 19:49
continuação
– Sim – ajuntou o orientador –, isso realmente modificaria a face moral do mundo; entretanto, a existência humana, por mais longa, é simples aprendizado em que o Espírito reclama benéficas restrições para restaurar o seu caminho.
Usando nova máquina fisiológica entre os semelhantes, deve atender à renovação que lhe diz respeito e isso exige a centralização de suas forças mentais na experiência terrena a que transitoriamente se afeiçoa.
A palavra fluente e sábia do Instrutor era para nós motivo de singular encantamento, e, porque me supunha no dever de aproveitar os minutos, ponderava em silêncio, de mim para comigo, quanto à qualidade das almas desencarnadas que sofriam a pressão da tormenta exterior.
Druso percebeu-me a indagação mental e sorriu, como a esperar por minha pergunta clara e positiva.
Instado pela força de seu olhar, observei, respeitoso:
– Diante do espetáculo penoso a que nos é dado assistir, somos naturalmente constrangidos a pensar na procedência dos que experimentam o mergulho nesse torvelinho de horror...
São delinqüentes comuns ou criminosos acusados de grandes faltas?
Encontraríamos por aí seres primitivos como os nossos indígenas por exemplo?
A resposta do amigo não se fez esperar.
– Tais inquirições – disse ele –, quando de minha vinda para cá, me assomaram igualmente à cabeça.
Há cinqüenta anos sucessivos estou neste refúgio de socorro, oração e esperança.
Penetrei os umbrais desta casa como enfermo grave, após o desligamento do corpo terrestre.
Encontrei aqui um hospital e uma escola.
Amparado, passei a estudar minha nova situação, anelando servir.
Fui padioleiro, cooperador da limpeza, enfermeiro, professor, magnetizador, até que, de alguns anos para cá, recebi jubilosamente o encargo de orientar a instituição, sob o comando positivo dos instrutores que nos dirigem.
Obrigado a pacientes e laboriosas investigações, por força de meus deveres, posso adiantar-lhes que às densas trevas em torno somente aportam as consciências que se entenebreceram nos crimes deliberados, apagando a luz do equilíbrio em si mesmas.
Nestas regiões inferiores não transitam as almas simples, em qualquer aflição purgativa, situadas que se encontram nos erros naturais das experiências primárias.
Cada ser está jungido, por impositivos da atração magnética, ao círculo de evolução que lhe é próprio.
Os selvagens, em grande maioria, até que se lhes desenvolva o mundo mental, vivem quase sempre confinados a floresta que lhes resume os interesses e os sonhos, retirando-se vagarosamente do seu campo tribal, sob a direção dos Espíritos benevolentes e sábios que os assistem; e as almas notoriamente
primitivas, em grande parte, caminham ao influxo dos gênios beneméritos que as sustentam e inspiram, laborando com sacrifício nas bases da instituição social e aproveitando os erros, filhos das boas intenções, à maneira de ensinamentos preciosos que garantem a educação dessas almas.
Asseguro-lhes, assim, que, nas zonas infernais propriamente ditas, apenas residem aquelas mentes que, conhecendo as responsabilidades morais que lhes competiam, delas se ausentaram, deliberadamente, com o louco propósito de ludibriarem o próprio Deus.
O inferno, a rigor, pode ser, desse modo, definido como vasto campo de desequilíbrio, estabelecido pela maldade calculada, nascido da cegueira voluntária e da perversidade completa. Aí vivem domiciliados, às vezes por séculos, Espíritos que se bestializaram, fixos que se acham na crueldade e no egocentrismo. Constituindo, porém, larga província vibratória, em conexão com a humanidade terrestre, de vez que todos os padecimentos infernais são criações dela mesma, estes lugares tristes funcionam como crivos necessários para todos os Espíritos que escorregam nas deserções de ordem geral, menosprezando as responsabilidades que o Senhor lhes outorga.
Dessa forma, todas as almas já investidas no conhecimento da verdade e da justiça e por isso mesmo responsáveis pela edificação do bem, e que, na Terra, resvalam nesse ou naquele delito, desatentas para com o dever nobilitante que o mundo lhes assinala, depois da morte do corpo estagiam nestes sítios por dias, meses ou anos, reconsiderando as suas atitudes, antes da reencarnação que lhes compete abraçar, para o reajustamento tão breve quanto possível.
– Desse modo...
Dispunha-se Hilário a ensaiar conclusões, mas Druso, apreendendo-lhe a idéia, atalhou, sintetizando:
– Desse modo, os gênios infernais que supõem governar esta região, com poder infalível, aqui vivem por tempo indeterminado.
As criaturas perversas que com eles se afinam, embora lhes padeçam a dominação aqui se deixa prender por largos anos.
E as almas transviadas na delinqüência e no vício, com possibilidades de próxima recuperação, aqui permanecem em estágios ligeiros ou regulares, aprendendo que o preço das paixões é demasiado terrível.
Para as criaturas desencarnadas desse último tipo, que passam a sofrer o arrependimento e o remorso, a dilaceração e a dor, apesar de não totalmente livres das complexidades escuras com que se arrojaram às trevas, as casas de fraternidade e assistência como esta funcionam, ativas e diligentes, acolhendo-as quanto possível e habilitando-as para o retorno às experiências de natureza expiatória na carne.
Lembrava-me do tempo em que perlustrara, por minha vez, semiconsciente e conturbado, os trilhos da sombra, quando de meu desligamento do veículo físico, confrontando meus próprios estados mentais do passado e do presente, quando o orientador prosseguiu:
– Segundo é fácil reconhecer, se a treva é a moldura que imprime destaque à luz, o inferno, como região de sofrimento e desarmonia, é perfeitamente cabível, representando um estabelecimento justo de filtragem do Espírito, a caminho da Vida Superior.
Todos os lugares infernais surgem, vivem e desaparecem com a aprovação do Senhor, que tolera semelhantes criações das almas humanas, como um pai que suporta as chagas adquiridas pelos seus filhos e que se vale delas para ajudá-los a valorizar a saúde.
As Inteligências consagradas à rebeldia e à criminalidade, em razão disso, não obstante admitirem que trabalham para si, permanecem a serviço do Senhor, que corrige o mal com o próprio mal.
Por esse motivo, tudo na vida é movimentação para a vitória do bem supremo.
Druso ia prosseguir, mas invisível campainha vibrou no ar e, mostrando-se alertado pela imposição das horas, levantou-se e disse-nos simplesmente:
– Amigos, chegou o instante de nossa conversação com os internados que já se revelam pacificados e lúcidos.
Dedicamos algumas horas, duas vezes por semana, a semelhante mister.
Erguemo-nos sem divergir e acompanhamo-lo, prestamente.
1 Cidade espiritual na Esfera Superior. (Nota do Autor espiritual.)
Francisco Cândido Xavier – Ação e Reação – pelo Espírito André Luiz 7
xxxx
Saúde e Paz!
SLS SUAVE LUZ NAS SOMBRAS - 1ª Ed. Alvorada, 1993-
Título: Assutava Sutta
Enviado por: Goedert em 07 de Abril de 2011, 20:05
Tem um sutta que o Buda ilustra como funciona o que ocorre quando tomamos a mente como sendo parte de um EU.

Sem Instrução

Assim ouvi. Em certa ocasião o Abençoado estava vivendo em Savatthi no Bosque de Jeta, no Parque de Anathapindika.

“Bhikkhus, a pessoa comum sem instrução poderá experimentar o desencantamento em relação a este corpo composto dos quatro grandes elementos; ela poderá se tornar desapegada dele e libertada dele. Por que razão? Porque o crescimento e o declínio podem ser vistos neste corpo composto dos quatro grandes elementos, ele é visto sendo tomado e deixado de lado. Portanto, a pessoa comum sem instrução poderá experimentar o desencantamento em relação a este corpo composto dos quatro grandes elementos; ela poderá se tornar desapegada dele e libertada dele.

“Mas, bhikkhus, quanto àquilo que é chamado ‘mente’ ou ‘mentalidade’ ou ‘consciência’ – a pessoa comum sem instrução é incapaz de experimentar o desencantamento em relação a isso, incapaz de se tornar desapegada e libertada disso. Por que razão? Porque, durante muito tempo, isso foi digno da confiança dela, foi tomado como propriedade dela e compreendido por ela da seguinte forma: ‘Isso é meu, isso sou eu, isso é o meu eu.’ Portanto, a pessoa comum sem instrução é incapaz de experimentar o desencantamento em relação à mente, incapaz de se tornar desapegada disso e libertada disso.

“Seria melhor, bhikkhus, que uma pessoa comum sem instrução tomasse como o eu este corpo composto dos quatro grandes elementos ao invés da mente. Por que razão? Porque este corpo composto dos quatro grandes elementos é visto durando um ano, dois anos, três, quatro, cinco ou dez anos, vinte, trinta, quarenta, cinqüenta ou sessenta anos, cem anos ou até mais. [1] Mas aquilo que é chamado ‘mente’ ou ‘mentalidade’ ou ‘consciência’ surge como uma coisa e cessa como outra de dia e de noite. Como um macaco que, vagando pela floresta, agarra um galho, solta deste e agarra outro, solta deste e agarra um outro mais, da mesma forma aquilo que é chamado ‘mente’ ou ‘mentalidade’ ou ‘consciência’ surge como uma coisa e cessa como outra, seja de dia ou de noite. [2]

“Nesse sentido, bhikkhus, o nobre discípulo bem instruído observa com cuidado e atenção a origem dependente da seguinte forma: Quando existe isso, aquilo existe; Com o surgimento disso, aquilo surge. Quando não existe isso, aquilo também não existe; Com a cessação disto, aquilo cessa. Isto é, com a ignorância como condição, as formações [surgem]; com as formações como condição, a consciência .... Essa é a origem de toda essa massa de sofrimento. Com o desaparecimento e cessação sem deixar vestígios da ignorância, cessam as formações; com a cessação das formações, cessa a consciência. Essa é a cessação de toda essa massa de sofrimento.

“Vendo dessa forma, bhikkhus, o nobre discípulo bem instruído experimenta o desencantamento em relação à forma, o desencantamento em relação à sensação, o desencantamento em relação à percepção, o desencantamento em relação às formações, o desencantamento em relação à consciência. Experimentando o desencantamento ele se desapega. Através do desapego ele se liberta. Quando ele está libertado surge o conhecimento: ‘Libertado.’ Ele compreende que: ‘O nascimento foi destruído, a vida santa foi vivida, o que deveria ser feito foi feito, não há mais vir a ser a nenhum estado.’”


Notas:

[1] Porque o Buda diz isso? Não é verdade que a forma física sofre mudanças ao longo da vida e que as formações estão sujeitas à cessação imediata? Isso é verdade, mas diz-se que o corpo dura um longo tempo numa seqüência contínua, do mesmo modo que se diz que uma lamparina arde toda a noite como um contínuo conectado, muito embora a chama cesse exatamente no ponto em que arde sem passar para o próximo pedaço do pavio.

[2] O significado disto é que a mente que surge e cessa durante o dia é distinta daquela que surge e cessa à noite. “Dia e noite” é mencionado com o sentido de continuidade, tomando uma continuidade de um período de duração menor do que o anterior (do corpo). Mas um momento de consciência não dura um dia ou uma noite toda, num instante uma infinidade de momentos de consciência surgem e cessam. O símile do macaco não deve ser interpretado como a mente sem treinamento inquieta a todo momento, mas como a mente sempre dependente de um objeto. Como o macaco que vagueia pela floresta agarrando de galho em galho, a mente vagueia pelo mundo dos objetos sempre se agarrando a um deles, quer seja um objeto visual, um som, qualquer coisa do passado ou do futuro, etc.
Título: Re: Carl G Jung: a Mente é Deus
Enviado por: filhodobino em 07 de Abril de 2011, 20:15
Quando o Mestre confiou ao mundo a divina mensagem da Boa Nova, a Terra, sem dúvida, não se achava desprovida de sólida cultura.

    Na Grécia, as artes haviam atingido luminosa culminância e, em Roma, bibliotecas preciosas circulavam por toda parte, divulgando a política e a ciência, a filosofia e a religião.
Filhodobino: O inconsciente coletivo, já estava pronto? Claro que não ainda hoje não está...

    Os escritores possuíam corpos de copistas especializados e professores e méritos conservavam tradições e ensinamentos, preservando o tesouro da inteligência.
filhodobino: Esse progresso nas comunicações já era importante, mas a tarefa estava começando apenas o seu conCerto... muito se deveria clarear, pois a comunicação oral e decorada, era incentivada desde os vedas no que se sabe, mas com certeza, há mais de 1.500 anos assim já o era.

    Prosperava a instrução, em todos os lugares, mas a educação demorava-se em lamentável pobreza.
filhodobino: E a fábrica de prosélitos era enorme...
        O cativeiro consagrado por lei era flagelo comum.
filhodobino: O inconsciente coletivo pensava normal filho de Deus escravizar outrem... isso ainda hoje perdura... pergunto, isso é mente? isso é Deus?
        A mulher, aviltada em quase todas as regiões, recebia tratamento inferior ao que se dispensava aos cavalos.
filhodobino: replico aqui a anterior ainda é mesmo assim...
        Homens de consciência eliecida, por infelicidade financeira ou por questiúnculas de raça, eram assinalados a ferro candente e submetidos à penosa servidão, anotados como animais.
filhodobino: replico aqui a anterior ainda é mesmo assim...

        Os pais podiam vender os filhos.
filhodobino: replico aqui a anterior ainda é mesmo assim...

        Era razoável cegar os vencidos e aproveitá-los em serviços domésticos.
filhodobino: replico aqui a anterior ainda é mesmo assim...hoje ainda o fazem com o  Assum preto...
        As crianças fracas eram, quase sempre, punidas com a morte.
filhodobino: replico aqui a anterior ainda é mesmo assim...ainda há cultura em pais enorme que eliminam as filhas (mulheres), para terem direito a outro nascituro na tentativa de serem homens, já está havendo falta de mulheres para o casamento por lá...
        Enfermos eram sentenciados ao abandono.
filhodobino: vejam as filas dos pronto socorro das grandes cidades, pouco mudou...
        As mulheres infelizes podiam ser apedrejadas com o beneplácito da justiça.
filhodobino: Até a Dilma se revoltou, por isso e largou o ABI de lado, porisso veio visitárnos o outro...

        Os mutilados deviam perecer nos campos de luta, categorizados à conta de carne inútil.
filhodobino: O inconsciente coletivo pensava normal filho de Deus escravizar outrem... isso ainda hoje perdura... pergunto, isso é mente? isso é Deus?

        Qualquer tirano desfrutava o direito de reduzir os governados à extrema penúria, sem ser incomodado por ninguém.
filhodobino: As lutas no norte da Africa ainda persistem pela mesma razão, isso é mente e mente é Deus?

        Feras devoravam homens vivos nos espetáculos e divertimentos públicos, com aplauso geral.
filhodobino:Idem

        Rara a festividade do povo que transcorria sem vasta efusão de sangue humano, como impositivo natural dos costumes.
filhodobino:Idem
        Com Jesus, entretanto, começa uma era nova para o sentimento.

        Condenado ao supremo sacrifício, sem reclamar, e rogando o perdão celeste para aqueles que o vergastavam e feriam, instila no ânimo dos seguidores novas disposições espirituais.

        Iluminados pela Divina Influência, os discípulos do Mestre consagram-se ao serviço dos semelhantes.

    Simão Pedro e os companheiros dedicam-se aos doentes e infortunados.

    Instituem-se casas de socorro para os necessitados e escolas de evangelização para o espírito popular.

    Pouco a pouco, altera-se a paisagem social, no curso dos séculos.

    Dilacerados e atormentados, entregues ao supremo sacrifício nas demonstrações sanguinolentas dos tribunais e das praças públicas, ou trancafiados nas prisões, os aprendizes do Evangelho ensinam...

        a compaixão e a solidariedade,

        a bondade e o amor,

        a fortaleza moral e a esperança.

    Há grupos de servidores, que se devotam ao trabalho remunerado para a libertação de numerosos cativos.

    Senhores da fortuna e da terra, tocados nas fibras mais íntimas, devolvem escravos ao mundo livre.

    Doentes encontram remédio, mendigos acham teto, desesperados se reconfortam, órfãos são recebidos no lar.

    Nova mentalidade surge na Terra.

    O coração educado aparece, por abençoada luz, nas sombras da vida.

    A gentileza e a afabilidade passam a reger o campo das boas maneiras e, sob a inspiração do Mestre Crucificado, homens de pátrias e raças diferentes aprenderam a encontrar-se com alegria, exclamando, felizes: — “meu irmão”.
filhodobino: muito já se fez, mas falta muitas vezes mais do que já está feito... Nada do que está posto pode-se chamar de mente e menos ainda de Deus... será que não está claro o engano acerca do inconsciente coletivo?
[10 - página 91] - Emmanuel
[10] ROTEIRO –  10a ed. - Francisco Cândido Xavier – ditado pelo espírito Emmanuel  * - (Frases extraídas deste livro)
Saúde e Paz!
Título: Re: Carl G Jung: a Mente é Deus
Enviado por: Goedert em 07 de Abril de 2011, 20:50
O inconsciente coletivo não existe por independencia.

Porém, ela surge na dependência. E qual é origem do insconsciente coletivo?
O insconsciente coletivo se origina com o inconsciente individual.

O problema esta na insconsciência individual!

Por isso é necessário que cada um faça sua parte e antes de endireitar a vara dos outros, endireitar a própria, através da diligência.

O Buda fala sobre a inteligência o Appamada Sutta:

Citar
Em Savatthi. Sentado a um lado, o Rei Pasenadi de Kosala disse para o Abençoado: “Existe, venerável senhor, uma única qualidade que assegure ambos os tipos de benefício – benefícios nesta vida e benefícios nas vidas futuras?”

“Existe uma qualidade, grande rei, que assegura ambos os tipos de benefício – benefícios nesta vida e benefícios nas vidas futuras.”

“Mas, venerável senhor, qual é essa única qualidade?”

“Diligência, grande rei. Tal como as pegadas de todos os seres vivos com patas podem ser abarcadas pela pegada do elefante e a pegada do elefante ser declarada como suprema entre todas devido ao seu grande tamanho; assim também, a diligência é a única qualidade que assegura ambos os tipos de benefício – benefícios nesta vida e nas vidas futuras.”

Isso foi o que o Abençoado disse. Dito isso, o Iluminado, o Mestre disse ainda mais:

“Para aquele que deseja vida longa e saúde,
beleza, o paraíso e nobre nascimento,
[uma variedade de] prazeres sublimes
seguindo em sucessão,
os sábios elogiam a diligência
ao realizar atos meritórios.

A pessoa sábia que é diligente
assegura ambos os tipos de benefício:
aqueles visíveis nesta mesma vida   
e os benefícios nas vidas futuras.
Quem é firme, alcançando o que é benéfico,
é chamado de sábio.”
Título: Re: Carl G Jung: a Mente é Deus
Enviado por: Conforti em 08 de Abril de 2011, 01:06
          Goedert   (ref #3)
 
          Olá, novo companheiro de jornada,
           Cito você:
          “... se a mente é Deus, então estamos usando a nomenclatura errada para ela. Deveríamos a chamar de Deus e não de mente”.
          Cel: amigo, há muitas palavras com que os homens, as religiões, tradições e, agora, a ciência moderna, tentam designar Deus: Mente Universal, Consciência Una, Consciência Universal, Consciência Cósmica, o Alpha e o Ômega, o Verbo, o Absoluto, Pai, Criador, Jeová, Eu sou o que sou, Allá, o Todo, o Vazio, o Nada e o Tudo; mas todas são apenas rótulos que não representam o conteúdo; há tradições orientais que Lhe dão mais de “mil” nomes, pois nenhum O representa fielmente. Todos esses termos vêm do convencionalismo dos homens. Mas, afinal, o que é a palavra, senão o símbolo sempre imperfeito de algo que com ela desejamos representar? A “palavra nunca é a coisa”. Portanto, poderíamos dar o nome de Deus ou de Mente Universal, ou outro desde que os homens acordassem em fazer isso.   
          Goedert:
          “Mas para chegar a tal afirmação, primeiro deveríamos responder algumas perguntas: 1. O que é a Mente? 2. Qual é a Origem da Mente? 3. Qual é a Característica da Mente?”
          Cel: Mente, como vimos, é apenas uma dos nomes que damos a Deus. Quanto às perguntas 2 e 3 não podemos respondê-las, pois quem é que sabe dizer qual a origem de Deus, ou quais são suas características? É verdade que, mesmo sem conhecê-lo os homens lhe conferem atributos sempre tendo por base as virtudes dos homens na sua máxima excelência; os homens estão, desde que vieram à existência, condicionados assim pelo que lhes impõem as tradições, costumes, culturas, crenças, religiões, sociedade; contudo, na realidade nada conhecemos precisamente sobre esse Poder e essa Inteligência que estão acima e além do universo..
          Até mais...


Título: Re: Carl G Jung: a Mente é Deus
Enviado por: Goedert em 08 de Abril de 2011, 01:55
Cel: amigo, há muitas palavras com que os homens, as religiões, tradições e, agora, a ciência moderna, tentam designar Deus: Mente Universal, Consciência Una, Consciência Universal, Consciência Cósmica, o Alpha e o Ômega, o Verbo, o Absoluto, Pai, Criador, Jeová, Eu sou o que sou, Allá, o Todo, o Vazio, o Nada e o Tudo; mas todas são apenas rótulos que não representam o conteúdo; há tradições orientais que Lhe dão mais de “mil” nomes, pois nenhum O representa fielmente. Todos esses termos vêm do convencionalismo dos homens. Mas, afinal, o que é a palavra, senão o símbolo sempre imperfeito de algo que com ela desejamos representar? A “palavra nunca é a coisa”. Portanto, poderíamos dar o nome de Deus ou de Mente Universal, ou outro desde que os homens acordassem em fazer isso.
   
Caríssimo amigo, se tordos os termos vem do convecionalismo do homem, e este convencionalismo não tem serventia, diga-me qual é o motivo de você querer nos passar uma mensagem "sempre imperfeita de algo que com ela desejamos representar". O que faz essa "coisa" ser algo superior ao homem?           
Cel: Mente, como vimos, é apenas uma dos nomes que damos a Deus. Quanto às perguntas 2 e 3 não podemos respondê-las, pois quem é que sabe dizer qual a origem de Deus, ou quais são suas características? É verdade que, mesmo sem conhecê-lo os homens lhe conferem atributos sempre tendo por base as virtudes dos homens na sua máxima excelência; os homens estão, desde que vieram à existência, condicionados assim pelo que lhes impõem as tradições, costumes, culturas, crenças, religiões, sociedade; contudo, na realidade nada conhecemos precisamente sobre esse Poder e essa Inteligência que estão acima e além do universo..
          Até mais...
O que você descreve é mais uma mera concepção. Se você quer descrever o incocebível, o incondicionado, o imortal, as palavras não são adequadas para isso. Veja o que o grande Sakya diz:
Citar
“Bhikkhus, “Eu sou’ é uma concepção; ‘Eu sou isso’ é uma concepção; ‘Eu serei’ é uma concepção; ‘Eu não serei’ é uma concepção; ‘Eu consistirei de forma’ é uma concepção; ‘Eu serei desprovido de forma’ é uma concepção; ‘Eu serei perceptivo’ é uma concepção; ‘Eu serei não-perceptivo’ é uma concepção; ‘Eu serei nem perceptivo, nem não-perceptivo’ é uma concepção. A concepção é uma enfermidade, a concepção é um tumor, a concepção é uma flecha. Portanto, bhikkhus, assim vocês deveriam treinar: ‘Permaneceremos com uma mente desprovida de concepções.’

“Bhikkhus, “Eu sou’ é uma perturbação; [2] ‘Eu sou isso’ é uma perturbação; ‘Eu serei’ é uma perturbação ... ‘Eu serei nem perceptivo, nem não-perceptivo’ é uma perturbação. A perturbação é uma enfermidade, a perturbação é um tumor, a perturbação é uma flecha. Portanto, bhikkhus, assim vocês deveriam treinar: ‘Permaneceremos com uma mente imperturbável.”

“Bhikkhus, “Eu sou’ é uma vacilação; ‘Eu sou isso’ é uma vacilação; ‘Eu serei’ é uma vacilação ... ‘Eu serei nem perceptivo, nem não-perceptivo’ é uma vacilação. A vacilação é uma enfermidade, a vacilação é um tumor, a vacilação é uma flecha. Portanto, bhikkhus, assim vocês deveriam treinar: ‘Permaneceremos com uma mente desprovida de vacilações.”

“Bhikkhus, “Eu sou’ é uma proliferação; ‘Eu sou isso’ é uma proliferação; ‘Eu serei’ é uma proliferação ... ‘Eu serei nem perceptivo, nem não-perceptivo’ é uma proliferação. A proliferação é uma enfermidade, a proliferação é um tumor, a proliferação é uma flecha. Portanto, bhikkhus, assim vocês deveriam treinar: ‘Permaneceremos com uma mente desprovida de proliferações.”

“Bhikkhus, “Eu sou’ é uma conexão com a presunção; ‘Eu sou isso’ é uma conexão com a presunção; ‘Eu serei’ é uma conexão com a presunção; ‘Eu não serei’ é uma conexão com a presunção; ‘Eu consistirei de forma’ é uma conexão com a presunção; ‘Eu serei desprovido de forma’ é uma conexão com a presunção; ‘Eu serei perceptivo’ é uma conexão com a presunção; ‘Eu serei não-perceptivo’ é uma conexão com a presunção; ‘Eu serei nem perceptivo, nem não-perceptivo’ é uma conexão com a presunção. A presunção é uma enfermidade, a presunção é um tumor, a presunção é uma flecha. Portanto, bhikkhus, assim vocês deveriam treinar: ‘Permaneceremos com uma mente desprovida de presunção.’ Assim vocês devem treinar.”

Título: Re: Carl G Jung: a Mente é Deus
Enviado por: Lucazan em 08 de Abril de 2011, 03:01
Caros Amigos,

O que é a mente? O nossos pensamentos é a mente?

O espírito de Verdade nos instrui que o espírito é um ser pensante. Que o espírito recebeu de Deus um princípio inteligente elaborado de forma especial. O atributo de pensar associado ao atributo da inteligência proporcionou ao espírito a sua individualização e o conhecimento de si mesmo e de seus atos. Cada espírito é único e a lei do progresso o impulsiona a uma busca pela perfeição, ou a Deus.

Todo conhecimento e inteligência tem sua origem em Deus, que é a causa primária de tudo. Ainda não podemos compreender o que realmente é Deus, mas como toda o nosso conhecimento intelectual e moral provem da mesma fonte, todos acabam sendo levado a acreditar nesta força universal ao qual chamamos Deus. Mesmo os ateus, apesar de não aceitarem a denominação de Deus, saber e acreditam nesta força universal.

Se a só existisse a mente de Deus, todos os grandes Homem da Terra chegariam a mesma conclusão, mas não é o que acontece. Todos chegam a Deus, mas cada tem uma visão ou compreensão diferente deste Deus, devidos as nossas imperfeições.

Cada espírito criado adquiri a sua própria mente ou individualização, tornando-se único. Como a fonte da inteligência universal é a mesma para todos, cada um vai assimilando ao seu modo e tempo, uns mais rápido outro mais lento.

Acreditar que a mente é Deus, é ao mesmo tempo negar a individualidade e o livre arbítrio de cada um.
Título: Re: Carl G Jung: a Mente é Deus
Enviado por: Goedert em 08 de Abril de 2011, 13:19
Caro Lucazan,

Referente a revelação do Espírito da Verdade.

Como então, amigo, o objetivo é um só ou são muitos?
Título: Re: Carl G Jung: a Mente é Deus
Enviado por: Lucazan em 09 de Abril de 2011, 00:03
Caro Lucazan,

Referente a revelação do Espírito da Verdade.

Como então, amigo, o objetivo é um só ou são muitos?

Caro Amigo Goedert,

Em meu entendimento das revelações do Espírito de Verdade, só existe um objetivo.

Este objetivo é a perfeição relativa, pois essas busca é infinita, pois só Deus é perfeito.

Quando mais perfeito, mais compreendemos a Deus.

115 Dentre os Espíritos, alguns foram criados bons e outros maus?
– Deus criou todos os Espíritos simples e ignorantes, ou seja, sem conhecimento. [size=14pt]Deu a cada um uma missão com o objetivo de esclarecê-los e de fazê-los chegar, progressivamente, à perfeição pelo conhecimento da verdade e para aproximá-los de Si. A felicidade eterna e pura é para os que alcançam essa perfeição. Os Espíritos adquirem esses conhecimentos ao passar pelas provas que a Lei Divina lhes impõe. Uns aceitam essas provas com submissão e chegam mais depressa ao objetivo que lhes é destinado[/size]. Outros somente as suportam com lamentação e por causa dessa falta permanecem mais tempo afastados da perfeição e da felicidade prometida.


116 Há Espíritos que permanecerão perpetuamente nas classes inferiores?
– Não, todos se tornarão perfeitos. Eles progridem, mas demoradamente. Como já dissemos, um pai justo e misericordioso não pode banir eternamente seus filhos. Pretenderíeis que Deus, tão grande, tão bom, tão justo, fosse pior do que vós mesmos?

96 Os Espíritos são iguais ou há entre eles alguma hierarquia?
Eles são de diferentes ordens, de acordo com o grau de perfeição a que chegaram.

97 Há um número determinado de ordens ou de graus de perfeição entre os Espíritos?
O número é ilimitado. Não há entre essas ordens uma linha de demarcação como limite, e, assim, as divisões podem ser multiplicadas ou restringidas à vontade. No entanto, considerando-se as características gerais, podem reduzir-se a três principais.
Título: Re: Carl G Jung: a Mente é Deus
Enviado por: Conforti em 09 de Abril de 2011, 03:43
          Goedert   (ref #12) Carl G Jung a mente é  #12
          Cito o companheiro Goedert:   
          “... se todos os termos vêm do convecionalismo do homem, e este convencionalismo não tem serventia, diga-me qual é o motivo de você querer nos passar uma mensagem "sempre imperfeita de algo que com ela desejamos representar". O que faz essa "coisa" ser algo superior ao homem?”
          Cel: amigo, de onde vieram as palavras, os idiomas senão do que os homens convencionaram? Veja o grande número de línguas e dialetos e o grande número de transformações que continuamente sofrem pela interferência dos homens!
          E esse convencionalismo tem, sim, uma “gigantesca” serventia em nossa vida ilusória no espaço-tempo, pois é através dele que nos comunicamos (como estamos fazendo, neste instante), que nos instruímos, que conhecemos tanta coisa... Veja que as palavras são imperfeitas para representar o que desejamos que representem, apenas isso. Contudo, mesmo sendo imperfeitas, pois são apenas símbolos da coisa, têm essa enorme serventia: a comunicação de idéias, pensamentos; permite que o homem se relacione com os demais, concorda? Quanto a sua pergunta “o que faz essa coisa ser algo superior ao homem”, sinceramente não a entendi; peço-lhe que seja mais específico.               
          Goedert:
          “O que você descreve é mais uma mera concepção. Se você quer descrever o inconcebível, o incondicionado, o imortal, as palavras não são adequadas para isso”.
          Cel: exato; mais uma prova de que as palavras e a linguagem são imperfeitas para que possamos comunicar muita coisa, em particular coisas referentes à divindade e ao caminho que leva a ela. Lembre-se de Paulo: “... e lá viu e ouviu coisas inefáveis...”. Muitas coisas não podemos descrever com nossas palavras, que apenas “simbolizam” a realidade e, muitas vezes, não passam de “arremedos” mal feitos da realidade. Por isso,  muitos (Jung, por  exemplo), afirmam ser impossível falar sobre o “satori”; vc deve saber que quando inquiriam o Buda sobre a iluminação, ele dizia: “Essas perguntas são irrelevantes”; e outros sábios: “venha e veja por si mesmo; tenha sua própria experiência”. A comunicação da Verdade, do satori, da iluminação, por palavras é praticamente impossível; cada um tem de compreender por si mesmo.
          Goedert:
          “Veja o que o grande Sakya diz:
“Bhikkhus, “Eu sou’... ‘Eu sou isso’... ‘Eu serei’... ‘Eu não serei’ é uma concepção; ‘Eu consistirei de forma’ é uma concepção; ‘Eu serei desprovido de forma’ é uma concepção; ‘. A concepção é uma enfermidade... um tumor... Portanto, bhikkhus, assim vocês deveriam treinar: ‘Permaneceremos com uma mente desprovida de concepções.”
          Cel: mas é exatamente isso que estamos dizendo; lembre-se que lhe falei que a realidade representada por palavras é passageira, fruto das ilusões desta vida ilusória; tudo, todas as coisas, são apenas idéias, pensamentos, concepções; a realidade última é o espírito, Deus; só Deus é; o restante “parece” ser. Como o Buda tb disse: “somos o que pensamos”. E o que é permanecer com a mente desprovida de concepções? É nada mais que eliminar o ego, deixa-lo vazio (pois, na vida neste mundo ilusório, ego e mente se confundem: ego/mente/eu); e esse vazio pode ser, então, “preenchido” pela divindade que sempre esteve aí, mas não percebida pelo fato da existência de concepções, pensamentos que não lhe davam lugar e nos toldavam a visão. Por isso ele diz que é um tumor e todos os tumores devem ser extirpados, concorda?
          Goedert:
          “... assim vocês deveriam treinar: ‘Permaneceremos com uma mente imperturbável...”
          Cel: amigo, abreviei as palavras de Sakya (outro nome para o homem que atingiu o estado de Buda, não é?), mas sem lhes alterar o sentido. Perturbação, vacilação, concepção, enfermidade, tumor, proliferação, presunções e conexão com a presunção, forma e vazio, energia e matéria, corpo e mente, certo e errado, mal e bem, vida e morte... de tudo isso a mente deve estar livre, vazia, se desejamos chegar aonde sempre estivemos, mas que a mente, cheia de “enfermidades”, não nos deixava perceber. Todas essas concepções devem se extirpadas se desejamos a saúde absoluta. “Assim vocês devem treinar”, isto significando, exatamente, que devemos treinar o esvaziar a mente, o deixá-la aquietada, o matá-la.
          A única enfermidade da mente é o pensamento. Lembre-se do evangelho de João: “No princípio era o verbo... tudo foi feito por ele e, sem ele, nada se fez...”. Alegoricamente, o princípio de todas as coisas era o verbo (= palavra, pensamento); sem o verbo (ou pensamento, que não passa de perturbação...) nada se fez. Cessando o verbo/pensamento, isto é, as ilusões, só existe Deus.
          Um abraço.