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CONVÍVIO => Off-topic => Espiritualismo => Tópico iniciado por: Matheus RA em 06 de Maio de 2011, 23:26

Título: Analíse da relação entre Espiritismo,Espiritualismo e Cristianismo
Enviado por: Matheus RA em 06 de Maio de 2011, 23:26
Paz para todos nós.

Estou abrindo esse topico para podemos fazer analises e avaliações sobre o Espiritismo e Espiritualismo.

Eu entendo desta forma:

*Espiritismo:Doutrina Codificada por Allan Kardec(Pseudo de Leon Denis),em consuta de diversos mediuns e que foi formada por Espiritos Superiores.

O nome Espiritismo foi feito para se diferenciar de crenças espiritualistas.
Basicamente,Espiritismo são ideias de base nos livros de Allan Kardec.

E neste em minha analise se tem bases cristãs e espiritualista.

*Espiritualismo:São doutrinas ou ideias de espiritos,comunicadas atraves de mediuns.Que podem ser de qualquer natureza.

*Cristianismo:São basicamente o que revelou  Jesus Cristo e que seus seguindos posteriomente passaram e transcreveram e que veio formar a biblia.

Essa e a analise que eu fiz agora.
Pode estar certa ou errada.Como tudo que e feito e analisado por espiritos imperfeitos e pouco inteligentes(Meu caso,rsrsrsrsrs)

Vamos ver as relações ...

Espiritualismo e Espiritismo:

Sendo espiritualismo o que provem de espiritos,a mensagens de espiritos que são nos transmitidas por diversos mediuns(Ex:Chico,Divaldo e etc...)
São espiritualistas,porem pode se existir citações ou embasamento na opinião destes espiritos no cristianismo e espiritismo.

Espiritismo e Cristianismo:
O Evangelho segundo o Espiritismo e um livro espirita que tem suas bases no que jesus cristo nos deixou,com um foco na moral.

-*-Então todos três se relacionam constatemente e eu vir aqui,para como meus irmão fazemos analises e um ajudar um ao outro no acrescimo de informações e conteudo.

Abraços a todos.
Título: Re: Analíse da relação entre Espiritismo,Espiritualismo e Cristianismo
Enviado por: MarcoALSilva em 06 de Maio de 2011, 23:59

Pondero:

Allan Kardec não era pseudônimo de Leon Denis, mas sim do Prof. Rivail.

No que concerne às tradições espiritualistas do Ocidente, em sua grande maioria, não havia nem há o uso de interações medianeiras como prática comum. O Espiritismo tem todo um monumental trabalho doutrinário sobre o tema "mediunidade" - "O Livro dos Médius". As tradições antigas foram ditadas em certas épocas e lugares. O termo Enoch, segundo alguns, é apenas um termo genérico para "médium", mas médium no sentido de "profeta", alguém com aptidões especiais para o recebimento (naqueles tempos) dos ensinos.

De qualquer forma, há um interessante comentário em um livro teosófico escrito por Arthur E. Powell (na década de 70 - Livro "O Corpo Astral") sobre o Espiritismo. Ele faz uma crítica construtiva, elencando aspectos magnificentes e também receios que os teosofistas têm acerca do uso massivo da mediunidade.

É interessante.
Título: Re: Analíse da relação entre Espiritismo,Espiritualismo e Cristianismo
Enviado por: Hebe M C em 07 de Maio de 2011, 01:23
Só para esclarecer o porquê do termo usado por Kardec "Espiritismo".

02. ESPIRITISMO OU ESPIRITUALISMO:

Esta questão, que muitas vezes confunde inclusive aos espíritas, é respondida aqui pelo próprio Allan Kardec e inserido no Opúsculo " O que é o Espiritismo":
A. K. — De há muito tem já a palavra espiritualista uma acepção bem determinada; é a Academia que no-la dá: Espiritualista, aquele ou aquela pessoa cuja doutrina é oposta ao materialismo.
Todas as religiões são necessariamente fundadas sobre o espiritualismo. Aquele que crê que em nós existe outra coisa, além da matéria, é espiritualista, o que não implica a crença nos Espíritos e nas suas manifestações. Como o podereis distinguir daquele que tem esta crença? Ver-vos-eis obrigado a servir-vos de uma perífrase e dizer: É um espiritualista que crê ou não crê nos Espíritos.
Para as novas coisas são necessários termos novos, quando se quer evitar equívocos. Se eu tivesse dado à minha Revista (Rèvue Spirite - nota nossa), a qualificação de espiritualista, não lhe teria especificado o objeto, porque, sem desmentir-lhe o título, bem poderia nada dizer nela sobre os Espíritos, e até combatê-los.
Já há algum tempo, li num jornal, a propósito de uma obra filosófica, um artigo em que se dizia tê-la o autor escrito do ponto de vista espiritualista; ora, os partidários dos Espíritos ficariam singularmente desapontados se, confiantes nessa indicação, acreditassem encontrar alguma concordância entre o que ela ensina e as idéias por eles admitidas.
Se adotei os termos espírita, espiritismo, é porque eles exprimem, sem equívoco, as idéias relativas aos Espíritos.
Todo espírita é necessariamente espiritualista, mas nem todos os espiritualistas são espíritas.
Ainda que os Espíritos fossem uma quimera, havia utilidade em adotar termos especiais para designar o que a eles se refere; porque as falsas idéias, como as verdadeiras, devem ser expressas por termos próprios.
As palavras espiritualismo e espiritualista são inglesas, e têm sido empregadas nos Estados Unidos desde que começaram a surgir as manifestações dos Espíritos; no começo e por algum tempo, também delas se serviram na França; logo, porém, que apareceram os termos espírita, espiritismo, compreendeu-se a sua utilidade, e foram imediatamente aceitos pelo público.
Hoje, seu uso está tão generalizado que os próprios adversários, aqueles que no princípio os classificavam de barbarismos, não empregam outros. Os sermões e as pastorais que fulminam o Espiritismo e os espíritas viriam produzir enorme confusão, se fossem dirigidos ao espiritualismo e aos espiritualistas.
Bárbaros ou não, esses termos estão hoje incluídos na língua usual e em todas as línguas da Europa; são os únicos empregados em todas as publicações, favoráveis ou contrárias, feitas em todos os países. Eles ocupam o vértice da coluna da nomenclatura da nova ciência; para exprimir os fenômenos especiais dessa ciência, tínhamos necessidade de termos especiais; o Espiritismo hoje possui a sua nomenclatura, tal como a Química.
As palavras espiritualismo e espiritualista, aplicadas às manifestações dos Espíritos, não são hoje mais empregadas senão pelos adeptos da escola americana.
Alan Kardec