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CONVÍVIO => Off-topic => Espiritualismo => Tópico iniciado por: Conforti em 03 de Dezembro de 2010, 21:10

Título: "O reino de Deus é dos violentos" - A concepção mística
Enviado por: Conforti em 03 de Dezembro de 2010, 21:10
          “O reino de Deus deve ser conquistado pela violência” – A concepção mística

          Jesus ensinou:
          “O Reino de Deus deve ser tomado pela espada... e são os violentos que o conquistam” (ou palavras semelhantes).   
          Interpretação:
          Quem não se violentar e destruir o hábito e o condicionamento de interpretar, pensar, conceituar, julgar tudo o que os sentidos apreendem ou que a memória e as associações trazem, “não poderá entrar no reino”; essa entrada exige reserva de energia psíquica que é constantemente dissipada pelas operações mentais: pensamento, imaginação, lembrança, preocupação, expectativas, emoções, raciocínio etc., coisas que não permitem que o cérebro fique em silêncio, coisas que constituem o ego e, como essas coisas devem cessar, temos de fazer cessar o ego, fato que a meditação pode proporcionar.
          O mesmo sentido tem a recomendação de “Renúncia...”, que se pode interpretar como renunciar, desapegar-se do pensar, do modo de conhecer dualista, dos atrativos do mundo, das coisas boas da vida (boas porque não conhecemos melhores), do passado e do futuro, que não passam de lembranças e expectativas, imaginações e crendices, ilusões e opiniões, dissipadoras de nossas energias, que devem ser acumuladas para o despontar do “satori”, da iluminação, da percepção do Sagrado. Essa renúncia implicam renunciar às nossas defesas, que se resumem no ego.
          Nesse sentido, as palavras de Satprem, psicólogo, pesquisador e estudioso do misticismo: “O que traz a revelação do segredo é o silêncio da mente. Na verdade, todos os tipos de descobertas ocorrem quando a mente pára, e a primeira descoberta é que, se o poder de pensar é um dom grandioso, o poder de não pensar é mais grandioso ainda”.
          As técnicas de meditação das tradições sérias têm por objetivo exatamente a cessação do pensar, para que, cessando o pensar, a mente se livre de suas impurezas, esvazie-se de seus obstáculos e tenha condições de ver a “Realidade”.
          Por isso, o Zen pode ser sintetizado numa só palavra: “esvazie-se!”.
         
Título: Re: "O reino de Deus é dos violentos" - A concepção mística
Enviado por: filhodobino em 03 de Dezembro de 2010, 21:38
Amado Irmão, meu xará Coronel,

Reflita:

RESUMO
O objetivo do presente trabalho foi aplicar a perspectiva etológica para a compreensão
psicológica da família, considerando-se as interações da natureza humana com os
ambientes de desenvolvimento. A concepção da família como uma instituição puramente
cultural, sem qualquer fundamentação biológica, com base nas constatações de abandonos
e de infanticídios, foi reexaminada. O apego foi apresentado como o mecanismo psicológico
básico subjacente à constituição da família. Na evolução homínida, em contraste com a dos
demais primatas, ocorreu uma intensificação dos laços familiares e dos cuidados parentais,
com aumento dos já intensos cuidados maternos típicos de primatas e também com
introdução de cuidados paternos, raros entre os grandes antropóides. O apego foi
apresentado como um impulso primário, e foram analisadas as condições essenciais para
seu desenvolvimento. As características universais na formação de vínculos afetivos, no
desenvolvimento de medo de estranhos e de ansiedade de separação foram examinadas. A
existência de período sensível perinatal, durante o qual a convivência é facilitadora da
formação do vínculo mãe e bebê foi destacada para ilustrar a interação entre efeitos
genéticos e ambientais. Foram consideradas as relações entre parentesco, convivência e
formação de laços de família. Os fenômenos analisados puderam demonstrar a existência
de predisposições naturais para a vinculação familiar assim como para revelar as
complexas interdeterminações entre a natureza e a cultura. Serviram também para mostrar
a necessidade da busca de uma lógica própria da nossa natureza e das considerações
sobre o ambiente natural em contraste ao ambiente contemporâneo de desenvolvimento.
Palavras-chave: família, apego, bases biológicas.
anexo pdf...

No Pleroma não existe nada e existe tudo: não é bom pensar sobre o Pleroma, pois fazê-lo significaria dissolução.

Se a vida significa a magia contida no Pleroma.... para que viver encarnado?
Se no seu coração a resposta for não... tente refletir seu pensamento na indulgência...
No meu pensamento, é o caminho menos sofrido...
Saúde e Paz!
Título: Re: "O reino de Deus é dos violentos" - A concepção mística
Enviado por: dim-dim em 03 de Dezembro de 2010, 22:58
" Huberto Rohden "

Encontro Com Deus
   
Cada vez mais, uma grande parte da humanidade atual está se conscientizando de que todo o seu poder interno, toda a sua consciência de segurança, tranqüilidade e paz de espírito, toda a felicidade e saúde da sua vida, dependem, em última análise, de uma única coisa - da sua experiência pessoal com Deus. Com esse encontro divino, ou sua ausência, vive ou morre a felicidade do homem. É esta "a única coisa necessária" que afirmava o maior dos terapeutas.

Quem passa pela experiência pessoal com Deus - deste encontro divino - é feliz, mesmo no meio dos sofrimentos - quem não teve a sua experiêncioa pessoal com Deus é infeliz, mesmo em meio dos gozos da horizontalidade.

Um grande místico, há quase 15 séculos proferiu esta fantástica frase: "Fizeste-nos para ti, Senhor, e inquieto está o nosso coração até que encontro quietação em ti". Este grande místico era um homem infeliz que encontrou felicidade em Deus - sua fala continua a ser integralmente verdadeira em nossos dias.

Não podemos resolver o problema central de nosso sofrimento, por meio das mais variadas formas de escapismo e camuflagem. De nada adianta narcotizar nossos sentimentos. É melhor enfrentar corajosamente a dolorosa realidade desse inevitável encontro com Deus. É uma operação cirúrgica sem anestesia, uma tremenda sangria do velho ego, mas o resultado é convalescença e vida...

Entretanto, são pouquíssimos os homens que possuam suficiente honestidade consigo mesmos para enfrentar lealmente esse doloroso encontro com Deus. O preço da felicidade é o egocídio, o total esvaziamento do ego não iniciado e sua definitiva integração no Eu vivenciado. Despossuir-se de todas as coisas a fim de possuir um "tesouro nos céus"...

"O mundo espiritual é alvo de violência, e os que usam de violência o tomam de assalto".


Quem não fizer violência a si mesmo, não pode tomar de assalto o reino espiritual da felicidade.

A felicidade é o preço da auto-violência, da disciplina de si mesmo.

Retirai-vos, todos vós que sois indisciplinados, fracos, covardes!

Vinde, todos os que sois disciplinados, fortes, corajosos!

Destes é o céu da felicidade.

Daqueles é o inferno da infelicidade!


Boa noite
Título: Re: "O reino de Deus é dos violentos" - A concepção mística
Enviado por: filhodobino em 04 de Dezembro de 2010, 00:09
Uai... sô... tem base?
Aqui em Minas, nois fala assim...
Inquanto um baixa o gai o otro panha a fruta...
funciona...
Saúde e Paz!
Título: Re: "O reino de Deus é dos violentos" - A concepção mística
Enviado por: hcancela em 04 de Dezembro de 2010, 12:04
Olá amigos(as)

Aqui está um pensamento que o amigo Dim-Dim colocou que deve ser tomado como bem entendido.

Lutar com espada e com muita firmeza, ás nossas imperfeições. Belo pensamento. ;)

Esta caros amigos, é a violência que (Deus) nos ensinou em relação aos violentos.

Quem for violento contra si mesmo, com certeza terá um reino de paz e amor, dentro de nós.

Estou a falar da violência das nossas imperfeições(volto a referir). :-*, apesar, e, como sabemos, elas são apenas temporárias.


Saudações fraternas
Título: Re: "O reino de Deus é dos violentos" - A concepção mística
Enviado por: dim-dim em 04 de Dezembro de 2010, 13:08
" Bhagavad Gita "

"As alegrias que brotam do mundo dos sentidos encerram germes de futuras tristezas; vêm e vão; por isso, ó príncipe, não é nelas que o sábio  busca sua felicidade."



"Quando se alcança o estado supra-consciente, se manifesta a verdadeira natureza do conhecedor ou Espírito (Atman em sânscrito). Em outros estados o conhecedor se identifica com as modificações da substância mental. Às vezes o conhecedor se identifica com os impulsos, bons ou maus; outras vezes se identifica com as emoções, com as sensações agradáveis ou desagradáveis ou com as mudanças do corpo e suas enfermidades. Esta identificação do Espírito ou Atman com as mudanças da mente e do corpo é a causa de nossa escravidão, sofrimento e infelicidade. Quando o conhecedor do sofrimento e da pena se identifica com as qualidades se torna triste e infeliz; mas na realidade o conhecedor é sempre distinto e está separado do objeto que conhece." (S. Abhedananda)


Olá amigos! Boa tarde, amigo hcancela!!
Título: Re: "O reino de Deus é dos violentos" - A concepção mística
Enviado por: pati em 04 de Dezembro de 2010, 13:13
Bons dias!

Olá, dim-dim, hcancela, filhodobino,coronel!!

Então, esse é o sentido da "dor"? A violência contra nós mesmos nos causa a dor necessária para "tomarmos de assalto o reino espiritual da felicidade"?

Obrigada por mais este tópico para reflexão...

pati

Estejamos em Deus
Título: Re: "O reino de Deus é dos violentos" - A concepção mística
Enviado por: dim-dim em 04 de Dezembro de 2010, 13:29
Bons dias!

Olá, dim-dim, hcancela, filhodobino,coronel!!

Então, esse é o sentido da "dor"? A violência contra nós mesmos nos causa a dor necessária para "tomarmos de assalto o reino espiritual da felicidade"?

Obrigada por mais este tópico para reflexão...

pati

Estejamos em Deus

Olá, amiga pati!!

Na minha compreensão permita-me mudar uma coisita ou duas na sua mensagem.

A violência é dirigida ao ego, é ele que é vaidoso e caprichoso, mesquinho e vingativo. Nós não somos ele, apenas nos deixamos iludir por ele.

Essa violência, contra essas personalidades do ego, culmina na felicidade e mostra-nos a nossa essência.

E é violência entre aspas. É uma violência silenciosa. É viver nesse estado de espírito silencioso permanentemente, com a intenção de 'espreitar' essas personalidades antes mesmo de se insurgirem.
Título: Re: "O reino de Deus é dos violentos" - A concepção mística
Enviado por: dim-dim em 04 de Dezembro de 2010, 17:38
Assim está no LE...


911 Não existem paixões tão vivas e irresistíveis que a vontade não tenha o poder de superá-las?

– Há muitas pessoas que dizem: Eu quero, mas a vontade está apenas nos lábios. Querem, mas estão bem satisfeitas que assim não seja. (...)

912 Qual o meio mais eficaz de combater a predominância da natureza corporal?

– Praticar o desprendimento.  (Allan Kardec)



"Se é difícil a “pobreza pelo espírito”, muito mais difícil é a “pureza do coração”. O desapego dos bens externos é o abandono de algo que não fez, nem jamais poderá fazer parte integrante do homem algo que nunca foi nem pode ser realmente “seu” - ao passo que o ego personal faz parte integrante do homem, é “seu”, embora não seja ele mesmo; e por isso a renúncia à sua personalidade físico-mental em prol da sua individualidade espiritual é, incomparavelmente, mais difícil do que a renúncia à cobiça dos bens externos. Parece ser uma morte para o homem que ainda não descobriu o seu eterno Eu. Mas essa morte é indispensável para a ressurreição. A coragem de arriscar ou não arriscar esse salto mortal do ego humano para o Eu divino é que divide a humanidade em dois campos: em profanos e iniciados, nos de fora e nos de dentro, em cegos e videntes, em inexperientes e experientes, em insipientes e em sapientes. É necessário que o homem sofra tudo isso para, assim, entrar em sua glória..." (Huberto Rhoden)

Adeus
Título: Re: "O reino de Deus é dos violentos" - A concepção mística
Enviado por: Lucazan em 04 de Dezembro de 2010, 21:12
Caros amigos,
Devemos tomar todo o cuidado com as palavras, pois cada um pode assimilar conforme o seu entendimento.
Acredito que essa seja a frase em questão:
“Desde os dias de João Batista até agora, se faz violência ao reino dos céus, e pela força se apoderam dele” (Mt 11.12)
L.E. - 627 Uma vez que Jesus ensinou as verdadeiras leis de Deus, qual é a utilidade do ensinamento dado pelos Espíritos? Terão a nos ensinar alguma coisa a mais?
– A palavra de Jesus era, muitas vezes, alegórica e em parábolas, porque falava de acordo com os tempos e os lugares. É preciso agora que a verdade seja inteligível para todo mundo. É preciso também explicar e desenvolver essas leis, uma vez que há tão poucas pessoas que as compreendem e ainda menos as que as praticam. Nossa missão é de abrir os olhos e os ouvidos para confundir os orgulhosos e desmascarar os hipócritas: aqueles que tomam as aparências da virtude e da religião para ocultarem suas baixezas. O ensinamento dos Espíritos deve ser claro e inequívoco, a fim de que ninguém possa alegar ignorância e cada um possa julgá-lo e apreciá-lo com a razão. Estamos encarregados de preparar o reino do bem anunciado por Jesus; por isso, não é correto que cada um possa interpretar a lei de Deus ao capricho de suas paixões nem falsear o sentido de uma lei toda de amor e de caridade.
Provavelmente Jesus se referiu a época e as condições que ele estava vivendo, onde os lideres das comunidades faziam o que queriam em nome de Deus, e para isso se necessario usavam a força. Por isso a frase “se faz violência ao reino dos céus e pela força se apoderaram dele”.
Quanto ao pensamento; “Quem não se violentar e destruir o hábito e o condicionamento de interpretar, pensar, conceituar, julgar tudo o que os sentidos apreendem ou que a memória e as associações trazem, “não poderá entrar no reino”

A Instrução da D.E. é clara na questão
L.E. - 893 Qual a mais meritória de todas as virtudes?
– Todas as virtudes têm seu mérito, porque indicam progresso no caminho do bem. Há virtude sempre que há resistência voluntária ao arrastamento das más tendências; mas a sublimidade da virtude é o sacrifício do interesse pessoal pelo bem de seu próximo, sem segundas intenções. A mais merecedora das virtudes nasce da mais desinteressada caridade.
Portanto se queremos evoluir, devemos resistir a influência das vicissitudes em nossas vidas e praticar a caridade pura.
Quanto a meditação, eu acho muito importante e a pratico sempre, mas achar que se pode para de pensar, ai já é ingenuidade e falta de conhecimento, a não ser que não acreditemos na D.E.
 L.E. - 89ª O pensamento não é a própria alma que se transporta?
– Quando o pensamento está em algum lugar, a alma está também, uma vez que é a alma que pensa. O pensamento é um atributo da alma.
L.E. - 254 Os Espíritos sentem cansaço e a necessidade do repouso?
– Não podem sentir o cansaço como o entendeis; conseqüentemente, não têm necessidade de repouso corporal como o vosso, uma vez que não possuem órgãos cujas forças devam ser reparadas. Mas o Espírito repousa, no sentido de que não tem uma atividade constante, embora não atue de uma maneira material. Sua ação é toda intelectual e seu repouso, inteiramente moral; ou seja, há momentos em que seu pensamento deixa de ser tão ativo e não mais se fixa num objetivo determinado. Esse instante é um verdadeiro repouso, mas não é comparável ao do corpo. O cansaço que podem sentir os Espíritos está em razão de sua inferioridade, visto que, quanto mais elevados, menos o repouso lhes é necessário.
L.E. - 459 Os Espíritos influem sobre nossos pensamentos e ações?
– A esse respeito, sua influência é maior do que podeis imaginar. Muitas vezes são eles que vos dirigem.
L.E. - 462 Os homens de inteligência e de gênio tiram suas idéias de sua natureza íntima?
– Algumas vezes as idéias vêm de seu próprio Espírito, mas freqüentemente são sugeridas por outros Espíritos que os julgam capazes de compreendê-las e dignos de transmiti-las. Quando não as encontram em si, apelam à inspiração. Fazem, assim, uma evocação sem o suspeitar.
L.E. - 407 O sono completo é necessário para a emancipação do Espírito?
– Não; o Espírito recobra sua liberdade quando os sentidos se entorpecem. Ele se aproveita, para se emancipar, de todos os momentos de repouso que o corpo lhe concede. Desde que haja debilidade das forças vitais, o Espírito se desprende, e quanto mais fraco estiver o corpo, mais livre ele estará.

Mesmo que nossa mente pare, por qualquer fenomeno natural ou provocado, o nosso espírito estará ativo e pensando, e nunca estaremos sozinhos, os espiritos estão por toda a parte e a lei da atração unindo os espíritos afins. Sempre estaremos influenciando ou sendo influenciado pelos espíritos.
Título: Re: "O reino de Deus é dos violentos" - A concepção mística
Enviado por: dim-dim em 05 de Dezembro de 2010, 00:33
"Allan Kardec " (emancipação da alma, LE)


O êxtase é o estado em que a independência da alma e do corpo se manifesta de maneira mais sensível e torna-se de certo modo palpável.

Nesse estado, todos os pensamentos terrestres desaparecem para dar lugar ao sentimento puro, que é a própria essência de nosso ser imaterial. (...)

Adeus

Título: Re: "O reino de Deus é dos violentos" - A concepção mística
Enviado por: Lucazan em 05 de Dezembro de 2010, 00:51
Emancipapação da alma (Livro dos Espíritos)
443 Existem coisas que o extático pretende ver e que são evidentemente fruto de uma imaginação impressionada pelas crenças e preconceitos terrenos. Tudo o que vê não é, então, real?
– O que vê é real para ele, mas como seu Espírito está sempre sob a influência das idéias terrenas pode vê-lo à sua maneira ou, melhor dizendo, pode se exprimir numa linguagem apropriada a seus preconceitos ou às idéias em que foi educado, ou aos vossos, a fim de melhor se fazer compreender. É, principalmente, nesse sentido que ele pode errar.
444 Que grau de confiança se pode depositar nas revelações dos extáticos?
– O extático pode, muito freqüentemente, se enganar, principalmente quando pretende penetrar naquilo que deve permanecer em mistério para o homem, porque então revelará suas próprias idéias ou se tornará joguete de Espíritos enganadores que se aproveitam de seu entusiasmo para fasciná-lo.
Resumo teórico do êxtase (Alan Kardec)
Os extáticos são como os sonâmbulos: sua lucidez pode ser mais ou menos perfeita e seu próprio Espírito, conforme for mais ou menos elevado, estará também igualmente apto a conhecer e compreender as coisas. Há neles, algumas vezes, mais exaltação do que verdadeira lucidez ou, melhor dizendo, sua exaltação prejudica sua lucidez. É por isso que suas revelações são freqüentemente uma mistura de verdades e erros, de coisas sublimes e absurdas ou até mesmo ridículas. Os Espíritos inferiores se aproveitam, freqüentemente, dessa exaltação, que é sempre uma causa de fraqueza quando não se sabe reprimi-la, para dominar o extático, e se fazem passar aos seus olhos com aparências que o prendem às idéias e preconceitos que têm quando acordado. Isso representa uma dificuldade e um perigo, mas nem todos são assim; cabe a nós julgar friamente e pesar suas revelações na balança da razão.
Até logo
Título: Re: "O reino de Deus é dos violentos" - A concepção mística
Enviado por: dim-dim em 05 de Dezembro de 2010, 01:04
Exatamente Lucazan, por isso a conversa vai sempre parar à necessidade de acabar com o ego. Porque é ele que se sente exaltado, iludido e que se deixa fascinar.

Abandonando o ego, com as suas várias personalidades ilusórias, fica-se a 'nu'. Despido de preconceitos, idéias préconcebidas, teorias, filosofias ou qualquer outra coisa do mundo dos egos, do mundo finito. O finito não pode ver o infinito, tudo é percepção.

Adeus
Título: Re: "O reino de Deus é dos violentos" - A concepção mística
Enviado por: Lucazan em 05 de Dezembro de 2010, 08:31
Concordo plenamente sobre a questão do Ego, este é o mal a ser combatido, mas conforme meu entendimento da D.E., temos que enfreta-lo em nossa realidade atual, ou seja, como espíritos encarnados, sofrendo todas as suas influências e e pouco a pouco, de encarnação a encarnação, se desponjando da materialização e praticando a mais desinteressda caridade e não fugindo da realidade em que vivemos. Não e esse o objetivo da reencarnação? Não devemos entender, compreender, assimilar e praticar as Lei Divina?

Segue algumas questões do L.E. para reflexão
785 Qual é o maior obstáculo ao progresso?
– O orgulho e o egoísmo; quero falar do progresso moral, uma vez que o progresso intelectual avança sempre e parece, aliás, à primeira vista, dar ao egoísmo e ao orgulho força duplicada ao desenvolver a ambição e o amor às riquezas, que, por sua vez, estimulam o homem às pesquisas que esclarecem seu Espírito. É assim que tudo se relaciona no mundo moral como no físico e que do próprio mal pode sair o bem; mas essa situação não durará muito tempo, mudará à medida que o homem compreender melhor que além dos prazeres terrestres há uma felicidade infinitamente mais durável

893 Qual a mais meritória de todas as virtudes?
– Todas as virtudes têm seu mérito, porque indicam progresso no caminho do bem. Há virtude sempre que há resistência voluntária ao arrastamento das más tendências; mas a sublimidade da virtude é o sacrifício do interesse pessoal pelo bem de seu próximo, sem segundas intenções. A mais merecedora das virtudes nasce da mais desinteressada caridade.

907 O princípio das paixões, sendo natural, é mau em si mesmo?
– Não. A paixão está no excesso acrescentado à vontade, já que o princípio foi dado ao homem para o bem, e as paixões podem levá-lo a realizar grandes coisas. É no seu abuso que está a causa do mal.

911 Não existem paixões tão vivas e irresistíveis que a vontade não tenha o poder de superá-las?
– Há muitas pessoas que dizem: Eu quero, mas a vontade está apenas nos lábios. Querem, mas estão bem satisfeitas que assim não seja. Quando o homem não acredita poder vencer suas paixões, é que seu Espírito se satisfaz nisso por conseqüência de sua inferioridade. Aquele que procura reprimi-las compreende sua natureza espiritual; vencê-las é, para ele, uma vitória do Espírito sobre a matéria.

913 Entre os vícios, qual se pode considerar o pior?
– Já dissemos várias vezes: é o egoísmo; dele deriva todo mal. Estudai todos os vícios e vereis que no fundo de todos existe egoísmo. Vós os combatereis inutilmente e não conseguireis arrancá-los enquanto não tiverdes atacado o mal pela raiz, enquanto não tiverdes destruído a causa. Que todos os vossos esforços tendam para esse objetivo, porque aí está a verdadeira chaga da sociedade. Aquele que deseja se aproximar, já nesta vida, da perfeição moral, deve arrancar de seu coração todo sentimento de egoísmo, por ser incompatível com a justiça, o amor e a caridade: ele neutraliza todas as outras qualidades.

915 O egoísmo, sendo próprio da espécie humana, não será sempre um obstáculo para que reine o bem absoluto na Terra?
– É certo que o egoísmo é o maior mal, mas ele se prende à inferioridade dos Espíritos encarnados na Terra, e não à humanidade em si mesma; os Espíritos, ao se depurarem nas sucessivas encarnações, perdem o egoísmo como perdem outras impurezas. Não tendes na Terra algum homem desprovido de egoísmo e praticando a caridade? Há mais do que imaginais, porém pouco os conheceis, porque a virtude não se põe em evidência; se há um, por que não haveria dez? Se há dez, por que não haveria mil e assim por diante?

917 Qual o meio de destruir o egoísmo?
– De todas as imperfeições humanas, a mais difícil de extinguir é o egoísmo, porque se liga à influência da matéria da qual o homem, ainda muito próximo de sua origem, não se pode libertar. Tudo concorre para manter essa influência: suas leis, sua organização social, sua educação.
O egoísmo se enfraquecerá com a predominância da vida moral sobre a material, e principalmente com a compreensão que o Espiritismo vos dá do futuro real, e não desnaturado pelas ficções alegóricas. O Espiritismo bem compreendido, quando estiver identificado com os costumes e as crenças, transformará os hábitos, os usos, as relações sociais. O egoísmo está fundado sobre a importância da personalidade; portanto, o Espiritismo bem compreendido, repito, mostra as coisas de tão alto que o sentimento da personalidade desaparece, de alguma forma, perante a imensidão. Ao destruir essa importância, ou pelo menos ao fazer vê-la como é, combate necessariamente o egoísmo.
É o choque que o homem experimenta do egoísmo dos outros que o torna freqüentemente egoísta por si mesmo, porque ele sente a necessidade de se colocar na defensiva. Ao ver que os outros pensam só em si mesmos e não nos demais, é conduzido a se ocupar de si mais do que dos outros. Que o princípio da caridade e da fraternidade seja a base das instituições sociais, das relações legais de povo para povo e de homem para homem, e o homem pensará menos em sua pessoa quando vir que outros pensam nisso; ele sofrerá a influência moralizadora do exemplo e do contato. Em face da atual intensidade do egoísmo humano, é preciso uma verdadeira virtude para se desprender de sua personalidade em favor dos outros, que freqüentemente não sabem agradecer. É principalmente para os que possuem essa virtude que o reino dos céus está aberto; é especialmente para eles que está reservada a felicidade dos eleitos, porque eu vos digo em verdade que, no dia da justiça, quem tiver apenas pensado em si mesmo será colocado de lado e sofrerá no seu abandono.

Título: Re: "O reino de Deus é dos violentos" - A concepção mística
Enviado por: dim-dim em 05 de Dezembro de 2010, 18:13
Mas, sendo tudo percepção, a própria vida é uma viagem de percepção, e se a verdadeira percepção só é quando é livre, para que se vai parar ou cortar essa liberdade com idéias que nem nossas são? Sejam elas quais forem!

Existem outros atalhos, mesmo dentro da doutrina, e neste tópico, que nos levam à verdade sem nos tirar essa liberdade de perceber. E sem nos fazer parar nessa viagem de percepção por tantas encarnações. O caminho é individual, e o que conta é a liberdade de perceber sem qualquer idéia ou pensamento, sem estorvos. Só assim se percebe o ditame de Deus.

Até logo, Lucazan.
Título: Re: "O reino de Deus é dos violentos" - A concepção mística
Enviado por: Conforti em 05 de Dezembro de 2010, 22:25

          Filhodobino   (ref #1)
          Meu irmão e xará Filhodobino escreveu:
          “Reflita: RESUMO - O objetivo do presente trabalho foi aplicar a perspectiva etológica para a compreensão
psicológica da família, considerando-se as interações da natureza humana com os...”
          Cel: meu caro amigo, sinto muito mas não o compreendi e, também, não cheguei a perceber a que trabalho se refere. Talvez, se o amigo fosse mais claro, pudéssemos trocar idéias.
          Fique em Deus.

Título: Re: "O reino de Deus é dos violentos" - A concepção mística
Enviado por: MarcoALSilva em 05 de Dezembro de 2010, 23:16


Uma digressão (de outro local, que peço licença para transcrever):

"Cordeirisse" excessiva...



Existe uma Harmonia Universal que coordena rigorosamente tudo... Sim, sem dúvida. Mesmo sendo impossível perscrutar a natureza da Divindade, podemos, sim, entender que tudo se submete a uma Lei Fundamental.

Agora, pensemos por outro ângulo.

Um sujeito vai ao médico. Descobre, depois de vários exames, que tem câncer (não importa em que órgão). O médico lhe diz "você vai fazer uma cirurgia desde logo, com riscos calculados, e depois vai se submeter a uma quimioterapia por uns 2 anos; sua qualidade de vida vai ser baixa, com vários momentos de sofrimento, mas há chances concretas de cura".

O indivíduo, depois do susto e dos momentos iniciais de pânico, muito provavelmente vai seguir todas as orientações médicas. Talvez venha a se curar efetivamente. Ou não.

Seja qual  for o desfecho, uma pergunta se impõe: deverá ele tentar sentir-se feliz e alegre durante todo o período de tratamento?

Muitos dirão: "Sim! Ele deve se entregar nas mãos de Deus e confiar!"

Alguns dirão: "Sim! O pensamento positivo é uma garantia de melhora!"

Muito poucos dirão: "Ele deve fazer o tratamento, mas ciente de todos os riscos e de que poderá não dar certo, de modo que ele pode se permitir chorar quando for necessário ou mesmo vivenciar alguns momentos de revolta, a fim de não sufocar-se e aumentar ainda mais o seu estresse".

Outras possibilidades de resposta existem...

Mas o ponto é: essa cordeirisse de forçar-se a um sentimento anti-natural de alegria e felicidade diante da dor só faz aumentar o sofrimento do ser...


Eu confio em Deus e sei que tudo o que ocorre, somente ocorre porque é a resultante normal de todos os fatores que levaram àquilo... Mas daí a dizer que fico "feliz" com a chance de sofrer, não... De fato, não tenho esse perfil...


Esse texto é apenas um momento de revolta a que me permito diante de algumas dificuldades que a Vida me impõe por força das circunstâncias que, em grande parte, eu mesmo criei. O câncer referido foi mesmo apenas uma analogia. Se vou ter eu não sei... Mas existem outros "cânceres" que corroem a alma ainda desprovida de uma conduta plenamente saudável.

Não se sinta culpado por sentir o que a Natureza forjou como reação normal para os momentos de dor.Basta a dor por si só...




Fonte: http://esoestudos.blogspot.com/2010/11/cordeirisse-excessiva.html

Título: Re: "O reino de Deus é dos violentos" - A concepção mística
Enviado por: Lucazan em 05 de Dezembro de 2010, 23:19
Se o objetivo da reecarnação for realmente,  apenas uma viagem em busca da percepção ou conhecimento dos fenômenos naturais ou melhor, das Lei de Deus, você estará coberto de razão.

Mas se a D.E. for verdadeira, e o objetivo da reencarnação for o de colocarmos em prática a precepção ou conhecimento adquirido até então, sendo lapidado e forjado em um mundo grosseiro e hostil. Aí eu estarei coberto de razão, por acreditar nesta doutrina. Pois a percepção das Leis Divina nos eleva intelectualmente, mas a pratica dessas Lei Divinas nos eleva moralmente a Deus.   

Até logo dim-dim
Título: Re: "O reino de Deus é dos violentos" - A concepção mística
Enviado por: dim-dim em 06 de Dezembro de 2010, 00:38
Se o objetivo da reecarnação for realmente,  apenas uma viagem em busca da percepção ou conhecimento dos fenômenos naturais ou melhor, das Lei de Deus, você estará coberto de razão.

Mas se a D.E. for verdadeira, e o objetivo da reencarnação for o de colocarmos em prática a precepção ou conhecimento adquirido até então, sendo lapidado e forjado em um mundo grosseiro e hostil. Aí eu estarei coberto de razão, por acreditar nesta doutrina. Pois a percepção das Leis Divina nos eleva intelectualmente, mas a pratica dessas Lei Divinas nos eleva moralmente a Deus.   

Até logo dim-dim

Devemos amar a Deus acima de todas as coisas. Para mim não há maior prova de amor a Deus do que se desfazer das múltiplas personalidades, materialistas, egoístas, ilusórias, do homem e entregar o poder onde pertence, ao Espírito, a Deus.

Como tudo é percepção, pode ser feito em muito pouco tempo essa mudança. Basta saber o que é a atenção e onde dirigi-la, a percepção vem a seguir.

Fico com a primeira parte da sua mensagem, amigo Lucazan.

Adeus
Título: Re: "O reino de Deus é dos violentos" - A concepção mística
Enviado por: Conforti em 06 de Dezembro de 2010, 20:39
          Amigos,   (ref #8)
         
          Cito as palavras do LE, que o amigo Dim-dim colocou e que lhe peço, permita comentar:
          “Assim está no LE... 911 Não existem paixões tão vivas e irresistíveis que a vontade não tenha o poder de superá-las? Resp: Há muitas pessoas que dizem: Eu quero, mas a vontade está apenas nos lábios. Querem, mas estão bem satisfeitas que assim não seja. (...)”.
          Cel: sinto que a resposta não correspondeu à pergunta; a resposta mostrou o óbvio, mostrou o que já sabemos, mas não elucidou se há ou não há paixões tão fortes que a vontade não tenha o poder de superá-las. Contudo, se a resposta fosse, como consta de outra passagem do LE, que temos o poder de superar a todas as paixões, pois não há paixões irresistíveis, perguntaria: “Todos temos esse poder de não nos deixarmos arrastar pelas paixões, esse poder, essa vontade que, muitas vezes, tem de ser tremendo? Ou nem todos o têm? Se todos o têm, o que os leva a não resistirem? Se nem todos o têm, perguntaria: “e qual a razão dessa desigualdade? Se nem todos o têm, aquele que se submetesse a essas paixões, seria responsável ou culpado por não lhes ter resistdo?”.
          Estas perguntas se prendem, afinal, a uma questão principal e mais importante: “o porquê das desigualdades entre os homens”.  O que mais afeta o ser humano, sem exceção de nenhum, é o sofrimento, sempre atirado às costas dos homens, que estarão usando, dolosa e erradamente, a faculdade de livre-arbítrio e, com isso, são responsáveis por todos os males do mundo, e sujeitos, conforme as doutrinas cristãs, a serem penalizados de tantas formas terríveis. Por tais concepções, muitos vivem receosos do futuro, temendo as conseqüências de seus atos, muitas vezes cheios de remorsos, se culpando pelos erros, preocupados e sofrendo mais por isso. E, como os sofrimentos ou infelicidades se mostram desiguais, a questão se prende ao porque das desigualdades nos procedimentos/atos e nos sofrimentos.
          Abraços.
 
Título: Re: "O reino de Deus é dos violentos" - A concepção mística
Enviado por: Conforti em 07 de Dezembro de 2010, 02:12
          Lucazan   (ref #9)
          Cito o amigo Lucazan:
          “Acredito que esta seja a frase: “Desde os dias de João Batista até agora, se faz violência ao reino dos céus, e pela força se apoderam dele” (Mt 11.12).
          Cel: amigo, isso não pode estar significando que sempre foi assim: “desde os dias de João Batista...”? E há outras frases nos evangelhos: “O reino de Deus é tomado pela violência”, “Eu não vim trazer a paz, mas a espada”, “‘O reino dos céus é arrebatado à força e são os violentos que o conquistam...”; violentos, aqueles que destroem o estabelecido, que não se amarram aos convencionalismos, às regras estabelecidas pelos homens; à autoridade; são os que não se amarram nem ao passado, nem ao futuro, isto é, não se prendem a lembranças boas ou ruins, nem a esperanças de um futuro melhor; tudo isso não deixa de ser enorme violência contra a cultura, tradições, costumes, crenças... mas é atenção ao presente, ao aqui-agora, ao momento em que estamos vivendo, atentos, despertos, sem entrar em sonhos, divagações, ilusões.
          “O Reino de Deus deve ser tomado pela espada”, isto é, quem não se violentar para destruir o hábito e o condicionamento de pensar, interpretar, conceituar, julgar tudo o que os sentidos apreendem ou que a memória e as associações trazem, não poderá “entrar” no reino; é que tudo isso não passa de ilusões e, por pensar, interpretar, lembrar etc, estaremos dando mais forças ao ego, quando o que devemos fazer é aquietá-lo: “Aquieta-te e sabe: eu sou Deus”. As operações mentais são obras do ego e exercita-las é exercitá-lo. Pensamento, imaginação, lembrança, preocupação, expectativas, emoção, medo, remorso, raciocínio, ansiedade etc., são coisas que não permitem que o cérebro fique aquietado; são operações do ego e, como essas coisas devem cessar para que conheçamos a verdade que liberta, temos de fazer cessar o ego, fato que a meditação pode proporcionar.
          Lucazan:
          “LE/627... Nossa missão é abrir os olhos e os ouvidos para confundir os orgulhosos e desmascarar os hipócritas, aqueles que tomam as aparências da virtude e da religião para ocultarem suas baixezas...”
          Cel: verifica-se, acima, uma espécie de afirmação ou julgamento de que orgulhosos e hipócritas são criaturas divinas desprezíveis, que são assim porque querem ser assim, como se fossem responsáveis pelo fato de serem  orgulhosas e hipócritas... Além disso, lembremos que Jesus disse: “Não vim para os sãos, mas para os doentes” e, se analisarmos profundamente, veremos que ninguém é mau ou bom, orgulhoso ou não, simplesmente porque quer ser; sempre a ignorância está por trás dos erros.
          Lucazan:
          “... não é correto que cada um possa interpretar a lei de Deus ao capricho de suas paixões nem falsear o sentido de uma lei toda de amor e de caridade”.
          Cel: e como cada um a interpretará se toda interpretação é fruto da compreensão e conhecimento que cada um já possuí? Sempre é cada um que a interpretará, podendo falsear sentidos, de acordo com o seu nível de compreensão, pois toda compreensão e mesmo crença ou religião, filosofia é assunto de foro íntimo e pode ser diferente de tudo aquilo que nos ensinaram, que já lemos, ouvimos, ou supomos.
          Lucazan:
          “Provavelmente Jesus se referiu a época e as condições..., onde os lideres das comunidades faziam o que queriam em nome de Deus, e para isso, se necessário, usavam a força. Por isso a frase “se faz violência...”.
          Cel: como está nas escrituras, não foram líderes de índole má, prepotentes, que pronunciaram tais palavras; foi Jesus mesmo.
          Lucazan:
          “Quanto ao pensamento; “Quem não se violentar e destruir o hábito e o condicionamento de interpretar, pensar, conceituar, julgar tudo o que os sentidos apreendem ou que a memória e as associações trazem, “não poderá entrar no reino”, a instrução da D.E. é clara na questão: LE/893 Qual a mais meritória de todas as virtudes?... A mais merecedora das virtudes nasce da mais desinteressada caridade”.
          Cel: e como nasce a mais desinteressada caridade? Pelo simples desejo de ser caridoso? Pelo treinamento? Pela imitação? Pode alguém, cuja natureza não é caridosa, trocá-la por uma natureza caridosa?
          Lucazan:
          “Portanto se queremos evoluir, devemos... e praticar a caridade pura”.
          Cel: veja, meu amigo, o Mestre em passagem alguma (ou estarei completamente enganado!!) disse que “fora da caridade não há salvação”; o que Ele enfatizou é que o que nos liberta é o conhecer a verdade: “e a verdade vos libertará”. É evidente que sem passarmos pelo amor, nossa mente estará perturbada por desamor, ciúme, ira, desejos doentios etc e não terá tranqüilidade nem força para se tornar aquietada em condições de chegar à verdade. O amor está no caminho; a verdade é o alvo final.
          Lucazan:
          “... achar que se pode parar de pensar, ai já é ingenuidade e falta de conhecimento,...”.
          Cel: no entanto, meu amigo, essa ingenuidade e falta de conhecimento é, então, característica dos mestres e sábios dos maiores que o mundo já teve, de cientistas e psicólogos de renome mundial, de Einstein...
          Lucazan:
          “LE/89ª O pensamento não é a própria alma que se transporta? Resp: Quando o pensamento está em algum lugar, a alma está também, uma vez que é a alma que pensa. O pensamento é um atributo da alma”.
          Cel: sim, meu amigo, mesmo que seja a alma que pensa, aí não se afirma que não pode cessar de pensar...
          Lucazan:
          “LE/254 Os Espíritos sentem cansaço...? Resp: “... há momentos em que seu pensamento deixa de ser tão ativo e não mais se fixa num objetivo determinado”.
          Cel: novamente nada está, aí, sendo afirmado contra o cessar de pensar; ao contrário, até a DE, nessa passagem, está sugerindo que o cessar de pensar pode ser uma realidade pois, se o pensamento pode “deixar de ser tão ativo” porque ter certeza de que essa inatividade não possa ser, em alguns momentos, total?
          Continua...
Título: Re: "O reino de Deus é dos violentos" - A concepção mística
Enviado por: Conforti em 07 de Dezembro de 2010, 02:14
          Lucazan:     (ref #9)     Continuação e fim...
          “LE/459 Os Espíritos influem sobre nossos pensamentos e ações?” Resp:... sua influência é maior do que podeis imaginar. Muitas vezes são eles que vos dirigem”.
          Cel: esses pensamentos, portanto, não são 100% nossos; aliás, como afirma Paulo, não temos a paternidade de nossos pensamentos: “É o Senhor que opera em nós o pensar...”. Nós não os comandamos; a mente/ego é que os comanda e nos comanda; o ego, não o espírito, não o Eu...
          Lucazan:
          “Mesmo que nossa mente pare, por qualquer fenômeno natural ou provocado, o nosso espírito estará ativo e pensando... Sempre estaremos influenciando ou sendo influenciado pelos espíritos”.
          Cel: mais uma vez mostra que não temos total paternidade de nossos pensamentos. Assim, disse Paulo, enfatizando mais essa idéia: “... como se tivésseis algum pensamento como de vós mesmos, pois todos eles vêm de Deus”. Com tb disse Satprem, pesquisador da meditação: “O que traz a revelação do segredo é o silêncio da mente. Na verdade, todos os tipos de descobertas ocorrem quando a mente pára, e a primeira descoberta é que, se o poder de pensar é um dom grandioso, o poder de não pensar é mais grandioso ainda”. As técnicas de meditação das tradições orientais sérias têm por objetivo exatamente a cessação do pensar, para que, cessando o pensar, a mente se livre de suas impurezas, esvazie-se de seus obstáculos e tenha condições de ver a “Realidade”.
          Amigo: Como perceber a luz? Como expulsar as trevas, amarguras, conflitos e sofrimentos? Como agir de acordo com os princípios da verdade, que não perturbe o semelhante ou o meio ambiente, antes os beneficie? Como limpar o vaso íntimo, repleto de imundícies e lixo, concepções erradas, ali depositadas por tantos anos? Como fazer a higiene íntima, se esse lixo faz parte de nós mesmos, de nossa mente, de nosso modo de ser, estando arraigado profundamente em nossa personalidade? Como modificar essa situação, se ela se confunde conosco?
          A solução foi dada por Jesus: ‘O reino de Deus é conquistado pela violência’ e ‘não vim trazer a paz, mas a espada’. São palavras sábias. Parece que o iluminado, que ensinava o amor ao semelhante, se transformou num verdugo ao afirmar que temos de nos violentar para que as trevas nos deixem; que temos de destruir nossa própria natureza, nossa personalidade e identidade, portanto, para que se possa fazer luz em nossa mente, hoje tão perturbada.       
          Julgamo-nos, muitas vezes, corretos, que nossa vida tem sido sem vícios, sem desequilíbrios, sem maldades, sem erros. Mas, só pensamos assim porque não nos analisamos profundamente, em todos os nossos atos, pensamentos, emoções. Se mantivéssemos, como o ato mais importante de nossa vida, uma auto-observação eficiente e constante, veríamos as legiões de defeitos que pululam em nosso interior, sem que, desavisados e desligados, sequer suspeitemos que ali estão. Os chamados ‘pecados capitais’ são apenas cabeças de legiões de um sem número de defeitos arraigados em nosso ser, dominando o pensamento, as atitudes externas, nosso próprio mecanismo físico e, o que é pior, nossos processos de raciocínio, levando-nos a julgar que estamos bem, que nada há a destruir em nós.
          No entanto, desconhecemos completamente que nada sabemos sobre a vida; que a julgamos, como sempre, descompromissada das considerações com os demais, como se a vida fosse apenas nossa; que as relações com os demais seres e coisas são meramente pelos interesses nossos, como se fossemos todos separados, como se a vida e o universo não fossem um todo indiviso, no qual tudo é interdependente e inter-relacionado.
          Temos, pois, de usar a violência e a espada, de violentar nosso íntimo, degolando a cabeça das víboras que ali descobrirmos através da observação cuidadosa dos atos, pensamentos, tendências e emoções. Muitas vezes, aqueles que parecem mais inofensivos, sem importância ou de superação fácil, são os mais terríveis; por isso mesmo, são causas de outros erros, de outros defeitos e se avivam e se tornam mais pesados e de conseqüências danosas, para nós mesmos, quando menos suspeitamos.
          Usemos a espada da força de vontade, da disciplina, do estudo, da meditação, para afastarmos tais empecilhos à felicidade. Pratiquemos violência contra nosso comodismo, preguiça e má vontade que dificultam a auto-observação proveitosa e a realização, sempre trabalhosa e cansativa, das mudanças necessárias.
          Há necessidade urgente de declararmos uma guerra íntima; de, sem pena, examinarmos tudo que é erro e vicio. Haverá sofrimento, pois tocar ferida viva traz dor. Mas a luta, se honesta, é nobre e a mais importante tarefa que podemos realizar pela nossa libertação. Só assim a escuridão será expulsa e receberemos luz; só assim poderemos aspirar a galgar degraus para níveis mais altos, para uma consciência maior.
          Um abraço.


Título: Re: "O reino de Deus é dos violentos" - A concepção mística
Enviado por: Conforti em 07 de Dezembro de 2010, 21:08
          Lucazan   (ref #11)
         
          Primeiramente, peço ao amigo que me perdoe se, erradamente, deduzi de sua mensagem que, quando se refere ao extático, o está confundido com o místico. O extático pode ser de qualquer religião e mesmo de nenhuma. O místico, sempre, de nenhuma religião é. O fenômeno do êxtase pode ocorrer a qualquer indivíduo.
          Cito o amigo Lucazan, que traz questão do LE:
          “443 Existem coisas que o extático pretende ver e que são evidentemente fruto de uma imaginação impressionada pelas crenças e preconceitos terrenos. Tudo o que vê não é, então, real?
          Resp: O que vê é real para ele, mas como seu Espírito está sempre sob a influência das idéias terrenas pode vê-lo à sua maneira ou, melhor dizendo, pode se exprimir numa linguagem apropriada a seus preconceitos ou às idéias em que foi educado, ou aos vossos, a fim de melhor se fazer compreender. É, principalmente, nesse sentido que ele pode errar”.
          Cel: como coloquei acima, desconheço se o amigo, por Kardec, está se referindo ou confundindo extático com o místico. Mas, aproveitando a idéia, trago algo sobre o assunto: o místico não pretende ver nada, sentir nada, perceber nada; e não pode usar a imaginação, senão não atinge o objetivo dos místicos: Deus, a Consciência Unitiva. Para bem realizar seu “trabalho”, não pode estar sujeito a crenças e preconceitos, idéias terrenas, condicionamentos da cultura, educação, tradição, costumes, sociedade, religiões; se ainda está vinculado a essas coisas, esse não é místico.
          Cito Lucazan:
          ”444 Que grau de confiança se pode depositar nas revelações dos extáticos?
          Resp: O extático pode, muito freqüentemente, se enganar, principalmente quando pretende penetrar naquilo que deve permanecer em mistério para o homem, porque então revelará suas próprias idéias ou se tornará joguete de Espíritos enganadores que se aproveitam de seu entusiasmo para fasciná-lo”.
          Cel: essa é a mesma situação daquele que é médium; mas não é a mesma do místico, pois este, se pretender isto ou aquilo, está apenas deixando de ser místico.
          Lucazan:
          “Resumo teórico do êxtase (Alan Kardec): Os extáticos são como os sonâmbulos: sua lucidez pode ser mais ou menos perfeita e seu próprio Espírito, conforme for mais ou menos elevado, estará também igualmente apto a conhecer e compreender as coisas. Há neles, algumas vezes, mais exaltação do que verdadeira lucidez ou, melhor dizendo, sua exaltação prejudica sua lucidez. É por isso que suas revelações são freqüentemente uma mistura de verdades e erros, de coisas sublimes e absurdas ou até mesmo ridículas. Os Espíritos inferiores se aproveitam, freqüentemente, dessa exaltação, que é sempre uma causa de fraqueza quando não se sabe reprimi-la, para dominar o extático, e se fazem passar aos seus olhos com aparências que o prendem às idéias e preconceitos que têm quando acordado. Isso representa uma dificuldade e um perigo, mas nem todos são assim; cabe a nós julgar friamente e pesar suas revelações na balança da razão”.
          Cel: o amigo, também aí, e novamente, pode reconhecer situações ou condições pertinentes a todo e qualquer médium, de qualquer denominação ou religião, concorda?
          Me perdoe se deduzi erradamente que o amigo se referia ao místico.
          Um abraço.

Título: Re: "O reino de Deus é dos violentos" - A concepção mística
Enviado por: Conforti em 07 de Dezembro de 2010, 21:53
          Lucazan   (ref #13)

          Cito o companheiro Lucazan:
          “Concordo plenamente sobre a questão do Ego, este é o mal a ser combatido, mas conforme meu entendimento da D.E., temos que enfeitá-lo em nossa realidade atual, ou seja, como espíritos encarnados, sofrendo todas as suas influências e pouco a pouco, de encarnação a encarnação, se despojando da materialização e praticando a mais desinteressada caridade e não fugindo da realidade em que vivemos. Não e esse o objetivo da reencarnação? Não devemos entender, compreender, assimilar e praticar as Leis Divinas?
          Cel: meu amigo, como enfrentaremos (lutaremos contra?) o ego aqui ou onde for, se o ego é (ou somos) nós mesmos? Como o ego condicionado pelas ilusões do mundo, pelas coisas erradamente interpretadas, e por isso falsas, pode ser corrigido pelo próprio ego condicionado? Não pode! Somente a percepção da verdade que liberta o enfrenta e destrói definitivamente.
          O ego enfrentar o ego é comparável àquele que não conhece matemática e que vai ensinar matemática a outro que, também, não a conhece.
          Um abraço.
Título: Re: "O reino de Deus é dos violentos" - A concepção mística
Enviado por: Lucazan em 08 de Dezembro de 2010, 01:25
Caro Cel.
Admiro a sua visão e a dos demais irmãos que se manifestam este forum. Defendemos as nossas crenças colocando o nosso entendimento da realidade em que vivemos. A percepção desta realidade é individual, intima e só será mudada se o nosso almago aceita uma outra percepção, adquirida por sí mesmo, ou introduzida por outros.
Nós estamos buscando a Verdade. A diferença é o método através do qual, buscamos essa Verdade, mas o mais importante já estamos fazendo, que é a busca por ela. A unica diferença é o caminho e o tempo que levaremos para chegar a ela, pois ela virá a todos nós.
Que possamos encontra a Paz e a Verdade.
Título: Re: "O reino de Deus é dos violentos" - A concepção mística
Enviado por: Conforti em 08 de Dezembro de 2010, 13:58
          Lucazan   (ref #17)
          Companheiro Lucazan; cito você:
          “... Pois a percepção das Leis Divinas nos eleva intelectualmente, mas a prática dessas Lei Divinas nos eleva moralmente a Deus”.   
          Cel: meu amigo Lucazan, é a prática que eleva moralmente ou a “compreensão profunda” de que as leis devem ser seguidas?
          A prática das leis pode ser por interesse, por imitação dos exemplos dos grandes, porque as doutrinas, mandamentos e ética, ensinam que se deve proceder assim, pela aquisição de méritos, pela preparação de um futuro com recompensas e tantas coisas mais, concorda? Sempre que praticamos uma virtude com a intenção de reconhecimento ou reciprocidade, de alguém ou de Deus, essa prática é sem valor, imitação, forçada, falsa. Só se revela elevação moral quando a prática é genuína, natural, espontânea, conseqüente da própria natureza do agente, e isto não depende de nós mesmos, pois nossa natureza ainda nos impede. Somente a transformação radical da natureza de cada um, isto é, a destruição do ego condicionado e que nos ilude, é que revela elevação moral.
          Um abraço, amigo.

Título: Re: "O reino de Deus é dos violentos" - A concepção mística
Enviado por: Conforti em 08 de Dezembro de 2010, 21:37
          Lucazan   ((ref #24)
          Cito palavras do amigo Lucazan:
“... Defendemos as nossas crenças colocando o nosso entendimento da realidade em que vivemos. A percepção desta realidade é individual, intima e só será mudada se o nosso âmago aceita uma outra percepção, adquirida por si mesmo, ou introduzida por outros. Nós estamos buscando a Verdade. A diferença é o método através do qual, buscamos essa Verdade, mas o mais importante já estamos fazendo, que é a busca por ela. A única diferença é o caminho e o tempo que levaremos para chegar a ela, pois ela virá a todos nós”.
          Cel: observe, meu amigo: nada defendo; apenas me sinto compelido, por dever, a colocar aqui o que tenho colocado, colocar a luz sobre o velador; se temos algo que, consideramos, possa ajudar a compreensão de alguém mais e retivermos esse algo só para nós, estaremos agindo com enorme egoísmo, concorda? O que faço é tentar abrir os olhos de mais alguém (e tenho conseguido), para que não os tenha só voltados às concepções que suas doutrinas lhes dão. Nenhuma doutrina tem todas as respostas, nem tem, muitas vezes, clareza suficiente para eliminar todas as nossas dúvidas e favorecer nossa ânsia de crescimento. Que todos olhem também noutras direções, sem antolhos, sem preconceitos. Muitos aceitam passivamente tudo que lhes vem às mãos, sem nem mesmo analisar profundamente (sobretudo, se tratando de tão importantes assuntos relativos à existência e “salvação” final) o que ouvem ou lêem; e assim fazem porque confiam “cegamente” na interpretação e nas fontes de onde lhes veio o ensinamento; e podem estar enganados, conhecendo apenas meias-verdades, ou apenas um lado da verdade. Por isso mesmo, a doutrina espírita, no Livro dos Médiuns, cap III, item 35, mostra um sábio conselho que, me parece, poucos seguem:
          "... os que desejam conhecer completamente uma ciência devem ler necessariamente tudo o que foi escrito a respeito, ou pelo menos o principal, não se limitando a um único autor. Devem mesmo ler os prós e os contras, as críticas e as apologias, iniciar-se nos diferentes sistemas a fim de poder julgar pela comparação. Cabe ao leitor separar o bom do mau, o verdadeiro do falso."
          Aí está um sábio conselho pouco seguido. Igual disse Paulo: “Estudai de tudo e guardai o que for bom”. E veja que esse item 35 recomenda estudar até mesmo os “contras”, as “críticas”, conselho que muitos desdenham ou até reagem negativamente à simples sugestão de fazê-lo.
          Se não comparamos, se não abrimos os olhos para outras linhas de pensamentos, como saber que a nossa eleita é a melhor, que contém maior aproximação da verdade? E podemos, também, estar deixando de conhecer coisas, que outras linhas possam ter, de extrema importância para nosso crescimento espiritual, concorda?
          E mais uma coisa importante: como você mesmo disse acima, religião é assunto de foro pessoal, pois nós a elegemos quando se harmonizam com nossos conceitos acerca da vida e de tudo; e pode ser totalmente diferente de tudo aquilo que já aprendemos, que lemos, ouvimos, sabemos ou supomos, seja de qualquer fonte que tenha vindo.
          Um abraço, meu amigo. Fique em Deus.
Título: Re: "O reino de Deus é dos violentos" - A concepção mística
Enviado por: pati em 07 de Janeiro de 2011, 12:24
Olá, companheiros de jornada!!
Cá estamos, de volta, após um grande intervalo...
Coisas da internet...final de ano, viradas e festividades terrenas.
Reiniciando os estudos, acompanho, de perto, os comentários e colocações dos amigos.

bons e felizes dias neste ano que já começou...
Abraços, pati.

Estejamos em Deus
Título: Re: "O reino de Deus é dos violentos" - A concepção mística
Enviado por: filhodobino em 07 de Janeiro de 2011, 15:37
Olá, companheiros de jornada!!
Cá estamos, de volta, após um grande intervalo...
Coisas da internet...final de ano, viradas e festividades terrenas.
Reiniciando os estudos, acompanho, de perto, os comentários e colocações dos amigos.

bons e felizes dias neste ano que já começou...
Abraços, pati.

Estejamos em Deus


Agradeço e retribuo os votos da nobre amiga, bem como agradeço a oportunidade de retorno ao assunto, após as idéias se refrescarem nos amores em familia, com os festejos de Natal e ano Novo...

Aproveito para renovar contraponto à idéia do post e dizer que nossas verdades, não podem ser explicitadas, para outrem, podemos fornecer o caminho que nos levou a contrapor a idéia.
A analogia, é e deve ser individual, não é mesmo amado irmão Coronel?
Saúde e Paz a todos!

Meus argumentos que contrapõem a idéia geradora do topico, estão em anexo, e complementam o outro anexo que já postei anteriormente.

Título: Re: "O reino de Deus é dos violentos" - A concepção mística
Enviado por: Conforti em 09 de Janeiro de 2011, 19:26
          Filhodobino   (ref #1)
          (Complementando resposta à msg #1, do amigo Filhodobino)
          O amigo Filhodobino colocou:
          “Resumo: O objetivo do presente trabalho foi aplicar a perspectiva etológica para a compreensão psicológica da família, considerando-se as interações da natureza humana com os ambientes de desenvolvimento”.
          Cel: não percebi a que trabalho se refere o amigo; não deve ser ao deste tópico.
          Cito o Filhodobino:
          “Se a vida significa a magia contida no Pleroma... para que viver encarnado?”
          Cel: não há porque viver encarnado; apenas o esquema do universo é nesse sentido. A questão é que o ocidental acredita que tudo tem uma razão de ser, de existir, mas não é assim; coisas simplesmente existem.
Contudo, também não existem, pois coisas são ilusões.