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CONVÍVIO => Off-topic => Tópico iniciado por: zetuga em 27 de Fevereiro de 2006, 19:10

Título: Pérolas - Parte II
Enviado por: zetuga em 27 de Fevereiro de 2006, 19:10
Mediunidade e possessão

Um fenómeno não geralmente compreendido é o companheiro de folguedos invisível ou imaginário. Sob o efeito da hipnose, meus pacientes tem percebido com clareza que eram realmente espíritos. Laços estreitos de amizade e uma dependência mutua num ponto redundaram numa fusão dos dois, o espírito e a criança. A partir de então, passaram a coabitar o corpo, e o possesso, conscientemente, não deu tento da possessão.
Acredito que a maioria dos meus pacientes possessos de muitos espíritos e que frequentemente acolhiam novos entre uma e outra sessão de terapia, era constituída de médiuns "não controlados" ou de "sensitivos". Isso acontecia sobretudo quando eles não haviam abusado de drogas nem do álcool. As menores coisas lhes enfraqueciam a aura: comer uma refeição com MSG ou tomar um comprimido de analgésico. Até passar de automóvel por um cemitério ou ir visitar um amigo num hospital resultava em nova possessão.
Sou de opinião que uma das razões por que algumas pessoas são mais mediúnicas do que outras é porque tem a capacidade   que a maioria não tem   de extrair informações da própria mente subconsciente. De mais disso, acredito que temos todos uma percepção subconsciente da mente subconsciente uns dos outros, mas o que extraímos dela geralmente não "se infiltra" em nossa mente consciente, onde poderíamos usar os dados. Às vezes, quando isso chega até lá, temos um "palpite", uma premonição ou uma intuição a respeito de alguma coisa.
Os médiuns têm uma relação especial com sua mente interior. Infelizmente, porem, essa sensibilidade é uma espada de dois gumes, pois transparece do meu tratamento deles que são particularmente vulneráveis a possessão. Tudo faz crer que alguns têm barreiras   defesas   fragilizadas entre a mente consciente e a subconsciente. Isso permite a negatividade (temores, lembranças traumáticas, etc.) do subconsciente sobrenadar, resultando em instabilidade emocional, a qual, evidentemente, diminui a frequência da aura e, associada ao desejo deles de ajudar as pessoas, e até os espíritos, acarreta a possessão, que costuma começar na infância, como é especialmente o caso de clarividentes que vêem espíritos quando crianças.
Alguns pacientes meus   interessados em metafísica levaram adiante inflexivelmente seu desenvolvimento como médiuns e sensitivos, a despeito dos meus conselhos, e foram acolhendo constantemente novos espíritos. Nós os libertamos, a tentei reduzir lhes a negatividade interior o máximo possível a fim de reforçar a integridade da sua aura. Foi como tentar tapar buracos num açude.
De minhas conversas com médiuns treinados no Brasil e na Inglaterra, fiquei sabendo que eles também tiveram essas experiências, para o seu próprio mal estar e o de suas famílias, até conseguirem controlar a mediunidade, o que, ás vezes, envolvia intenso treinamento e ajuda de outros médiuns durante alguns anos. Em seguida, faziam uso da sua sensibilidade de forma razoada e benéfica   para servir outras pessoas. Neste país, infelizmente, temos poucos centros, se é que temos algum, em que as pessoas podem receber esse tipo de treinamento. Vejo meu papel terapêutico em relação a tais pessoas como uma interrupção da mediunidade   a não ser em casos raros   e uma ajuda à pessoa para tornar se mais firme, centrada, equilibrada.
Já comparei a aura ao sistema de imunização   ambos nos protegem. Já lhes mostrei como as pessoas reduzem as vibrações de sua aura de bom e de mau grado, sendo a possessão o resultado final. Agora desejo partilhar com vocês de um achado enigmático, que suscita muito mais perguntas do que responde a elas.
Muitos dentre os meus pacientes rastrearam a origem das suas possessões até o nascimento, a infância ou a idade adulta, quando eram felizes e estavam bem. Eles apenas "acolhiam" espíritos. Não faziam coisa alguma para gerar vulnerabilidade. Eu não conseguia encontrar nenhuma razão para isso   e, todavia, eles estavam possessos.
Conservando a analogia do sistema de imunização, é possível que algumas pessoas tenham uma susceptibilidade inerente, comparável a uma fraqueza genética do corpo físico. (1)
A explicação talvez resida nas existências passadas. Pode ser que a possessão fosse o seu carma. Pode ser que se formassem elos entre possessos a possessores no correr de existências anteriores. (2) Em muitos casos complicados de possessão, sobretudo quando a possessão não se rendia à minha estratégia, descobri conexões a motivações para a possessão em existências passadas. No caso de Anne, vocês viram o forte laço entre ela e o possessor, resultado de um caso de amor numa existência passada.
Agora que vocês viram o modo com que os espíritos obtêm acesso à aura (3) e ao corpo das pessoas, examinemos um aspecto mais positivo   o modo com que se pode fazer alguma coisa no que tange à possessão, detectando a. Feito ou suspeitado o diagnóstico, podem tomar se providências para eliminar essa condição.

(1) Que nada mais é do que uma fractura na aura. Ver explicações no meu tópico “Ruptura aúrica” aqui no Off Topic.

(2) É mais raro, mas já tenho dado com esses casos.

(3) Quase lá, idem à chamada (1)

Apresentado e comentado por :

Augusto Rangel (Prof.)

Re: Pérolas
Susana Bernardo
« Responder #3 em: 24 de Fevereiro de 2006, 21:21 »

Ola Augusto (zetuga)

A instrução espírita compreende não somente o ensinamento moral dado pelos Espíritos, mas também o estudo dos factos, é a ela que compete a teoria de todos os fenómenos, a constatação do que é e do que não é possível, em resumo, a observação de tudo o que pode fazer avançar a ciência.
Ora, isso seria limitar-se a crer que os factos sejam restritos aos fenómenos extraordinários, que aqueles que atingem mais os sentidos sejam os únicos dignos de atenção, a cada passo, eles são encontrados nas comunicações inteligentes e assim não devem ser negligenciados pelos homens reunidos para o estudo. Todavia esses fatos, que seria impossível enumerar, surgem de uma enormidade de circunstâncias fortuitas, quaisquer que sejam os meios em destaque, eles não são menos dignos do mais alto interesse para o observador que neles vai encontrar seja a confirmação de um princípio conhecido, seja a revelação de um princípio novo que o faz penetrar mais adiante nos mistérios do mundo invisível, e isto também é filosofia.

Extraído do Livro dos médiuns de Allan Kardec


Bem haja
Título: Re: Pérolas - Parte II
Enviado por: SB em 27 de Fevereiro de 2006, 19:52
Ola Augusto (zetuga),

Parece-me que ao fazer o copy paste do que deixei noutro Topico que o mesmo apagou, deu importânica de que apoiava o relato que nos comenta, mas de todo, e espero assim conseguir elucidar a minha opinião, apoida no trabalho Marcos Milani... procurando que fique definido algumas coisas como a possessão...

Apesar de naturalmente compreensível para os estudiosos do Espiritismo, pode parecer estranho àqueles que não se aprofundaram adequadamente no tema as seguintes afirmações: Possessão é um fenômeno possível e este não é, invariavelmente, uma obsessão.

Este entendimento requer uma consulta criteriosa à Codificação, pois trata-se de assunto que o próprio Allan Kardec revisitou durante sua obra e num ato de verdadeira humildade desenvolveu-o, complementando o sentido que aparentemente havia firmado desde 1857 n’O Livro dos Espíritos (LE). Somente a partir de 1863, na Revista Espírita, o Codificador revê o conceito de possessão, admitindo a sua existência não mais como subjugação, mas em seu sentido exato. Sobre o caso verificado da Srta. Julie (RE - Dez/1863), Kardec expressa-se da seguinte maneira: “Temos dito que não havia possessos (ver LE-473, por exemplo) no sentido vulgar do vocábulo mas somente subjugados. Voltamos a esta asserção absoluta porque agora nos é demonstrado que pode haver verdadeira possessão, isto é, substituição, posto que parcial, de um Espírito errante a um encarnado.”

Somente alguém da nobreza moral e intelectual de Kardec poderia retomar um conceito que ele mesmo propagava como absoluto mas que evidenciou-se, através de fatos comprovados e pelo crivo racional, com diferente acepção. Este é um exemplo do dinamismo da Doutrina, que só pode ocorrer quando validado pela razão e demonstrado irrefutavelmente.

Para melhor diferenciação, devemos conceituar estes termos conforme encontramos n’A Gênese (GEN - Cap XIV - itens 45 a 49):

Obsessão é a ação persistente que um mau Espírito exerce sobre um indivíduo. Apresenta caracteres muito diferentes, desde a simples influência moral sem sinais exteriores sensíveis até a perturbação completa do organismo e das faculdades mentais.

Possessão é a ação que um Espírito exerce sobre um indivíduo encarnado, substituindo-o temporariamente em seu próprio corpo material. Esta ação não é permanente considerando que a união molecular do perispírito ao corpo opera-se somente no momento da concepção.   

A diferença no processo de comunicação entre os fenômenos de psicofonia e de possessão também pode ser evidenciada:

No primeiro, o Espírito comunicante transmite seus pensamentos ao encarnado e este encarrega-se de retransmitir conforme seus próprios recursos; no segundo caso, é o próprio desencarnado que serve-se (apossa-se) diretamente do corpo material e transmite a sua mensagem (o Espírito encarnado afasta-se mas ainda permanece ligado ao seu envoltório físico).

Esclarecendo objetivamente que a possessão pode ser promovida por um Espírito bom, encontramos (GEN – Cap. IV – item 48): “A obsessão sempre é o resultado da atuação de um Espírito malfeitor. A possessão pode ser o feito de um bom Espírito que quer falar e, para fazer mais impressão sobre os seus ouvintes, toma emprestado o corpo de um encarnado, que este lhe cede voluntariamente tal como se empresta uma roupa. Isto se faz sem nenhuma perturbação ou incômodo e, durante este tempo, o Espírito se encontra em liberdade como num estado de emancipação e freqüentemente se conserva ao lado de seu substituto para o ouvir.”

Obviamente a possessão também pode ocorrer através de um Espírito malfeitor e neste caso caracteriza-se um processo obsessivo. Assim ocorre quando a vítima não possui força moral para resistir à agressão e é obrigada a afastar-se temporariamente de seu corpo (obs: mais uma vez é importante ressaltar que nestes momentos a vítima permanece ligada ao corpo mas sem o seu domínio).

Considerando o presente nível moral da humanidade não é de se estranhar que há muito mais casos de possessões obsessivas do que aquelas com finalidades edificantes.

O Espiritismo, mais uma vez, lança luzes sobre males ainda considerados pelas ciências materialistas como de causa patológica. Não descartando esta possibilidade (anormalidade orgânica) a Doutrina Espírita faz conhecer outras fontes das misérias humanas, mantidas pela fragilidade moral dos seres. Inteligência e Amor são as armas para combater desequilíbrios.

Tratam-se de experiências geralmente individuais (como a da Srta. Julie, citada anteriormente) mas Kardec também relata ocorrências de possessão coletiva (ver RE – 1862/63 – casos em Morzine e Tananarive).

Assim, contribuindo para o real entendimento deste processo, devemos distinguir os fenômenos de possessão e obsessão. A possessão ocorre e pode ser boa ou má; a obsessão sempre é má. Portanto, nem toda possessão é obsessão.

Muita Paz!
Marcos Milani - Milani@espirita.zzn.com

(Retirado do Boletim GEAE Número 445 de 30 de outubro de 2002)
Título: Re: Pérolas - Parte II
Enviado por: zetuga em 01 de Março de 2006, 08:49
Tópicos a desenvolver

- Tenho assistido a certos debates de temas novos aqui no fórum e bem interessantes. Caso raro. Mais concretamente sobre o tema hipometria.

- Como se não bastasse o complicar das coisas pelo kardecismo, vem agora uma nova teoria a complicar ainda mais o que é simples

- Apresentam leis e até ... pasmem ... formulas matemáticas.

- Com uma fluidez de escrita que me deixam de rastos. Tomara eu conseguir ter 10% dessa fluidez envolvente. Até conseguem apresentar uma reles lata de atum, como um manjar de reis.

- Pelo que consegui compreender, admito estar esta nova corrente para a medicina espírita, como está a psiquiatria actualmente para as doenças mentais.

- Realmente sinto-me como uma carta fora do baralho – fora desta galáxia – sou anti tecnocrata, gosto de coisas simples – e é tudo tão simples – porquê tanta complicação ?

- Depois dá no que dá – todos defendem a mediunidade como um dom – uma faculdade divina – como uma missão especial – quando o não é.

- Já aqui escrevi uma frase “Quem, canaliza quem ? os seus possessores e talvez os seus obsessores”. Já nem falo em incorporação que isso é de doidos.

- Basta que duas pessoas não estejam de acordo, para haver logo clivagens. Claro, é que verdadeiramente não são só as duas a debaterem-se, são “mais” – os que elas hospedam também entram na dança. E então, é cada sumidade ... uma maior do que a outra. Ainda não repararam que elas ficaram agarradas ao plano físico para botarem sentença ? Nessas alturas, a mente até ferve ... não é ?

- Não repararam já que umas vezes certa pessoa fala (escreve) de forma suave e outras já nem parece ela ? O que vos parece ?

- Reparem até na tentativa de lavagem. Uma obsessão é sempre má e uma possessão nem sempre é má. Como se uma e outra fossem coisas normais. As entidades de luz não fazem possessão, alinham as suas vibrações para se comunicarem, é só isso.

- Que me desculpem os que estavam à espera da parte III que englobava dois casos referentes a “Problemas de peso e obesidade” e “Inclinação para as drogas e para o álcool”, mas não me contive.

- Prometo continuar paulatinamente o que prometi.

Por :
Augusto Rangel (Prof.)
Título: Re: Pérolas - Parte II
Enviado por: Leticia Paola em 26 de Agosto de 2010, 01:54
A obesidade pode ser causada por obsessores?
Título: Re: Pérolas - Parte II
Enviado por: Mourarego em 26 de Agosto de 2010, 03:00
Caro augusto (prof.)

Eu até poderia concordar com alguma das coisas que o amigo escreve, contudo causou-me estranheza profunda o amigo não aceitar algumas assertivas da doutrina, particularmente  no que diz respeito a este parágrafo:
"- Reparem até na tentativa de lavagem. Uma obsessão é sempre má e uma possessão nem sempre é má. Como se uma e outra fossem coisas normais. As entidades de luz não fazem possessão, alinham as suas vibrações para se comunicarem, é só isso."
 Desculpe-me discordar mas é isso que a doutrina estabelece. Par comprovar basta abrir o LE.
Abraços,
Moura