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CONVÍVIO => Off-topic => Tópico iniciado por: Fraterno em 29 de Junho de 2011, 08:43

Título: Ouvir vozes e ver vultos a cura está nos remédios?
Enviado por: Fraterno em 29 de Junho de 2011, 08:43
Olá,
Gostaria de deixar para apreciação dos amigos este video que encontrei acidentalmente no youtube.
E sejamos sinceros, se uma pessoa se apresentar com esses mesmos "sintomas" diante de um Espírita o diagnóstico com 100% de certeza seria de obessão.
Eu só queria saber qual é a linha que separa essas alucinações do que seria um processo obsessivo de fato.

Abraços fraternos do amigo Fraterno.

Como um ateu lida com espíritos (http://www.forumespirita.net/fe/go.php?url=aHR0cDovL3d3dy55b3V0dWJlLmNvbS93YXRjaD92PTB5VjY0dFRUNllNJmFtcDtmZWF0dXJlPXJlbGF0ZWQj)
Título: Re: Ouvir vozes e ver vultos a cura está nos remédios?
Enviado por: raiodesol em 30 de Junho de 2011, 15:38
o amigo disse até certa parte certa,mais cem por cento é exagero,eu já tive vários transtornos e nâo acredito muito em obssessâo,pelo menos eu me tratei em psiquiatra,existem muitos transtornados que sâo doentes e muitos espiritas mal informados que acham que tudo é espirito,e3 muitas outras coisas que é melhor nem falar,mais foi ótimo o video,deve servir para alguns que sâo obssecados e tudo é espirito,legal sua atitude.
Título: Re: Ouvir vozes e ver vultos a cura está nos remédios?
Enviado por: raiodesol em 30 de Junho de 2011, 15:41
fora agora o monte de espirita que começou aparecer que tem uma missão e quer saber qual é,como se fossem grandes missionários,eu nâo sei mais nâo dou conta nem do pouco que sou obrigada a fazer,rsrssrsrs
Título: Re: Ouvir vozes e ver vultos a cura está nos remédios?
Enviado por: Mourarego em 30 de Junho de 2011, 17:15
Morei,por algum tempo, num bairro da zona oeste do Rio de Janeiro, Este é Bento ribeiro.
como todo bairro daquela regi]ão é quente pra dedéu!
No verão nem o Capiroto aparece por lá.
E foi lá que vi, e registrei ocorrências que este tópico me faz lembrar.
durante os meses quentes, era quase certo passar por uma pessoa que passara mal por causa do sol.
Muito bem, a maioria delas era levada rapidinho para uma tenda de candomblé, para "fazer o santo", ou para os CEs ou templos Umbandistas.
O mal, sabemos todos era apenas o calor mas a superstição fazia com que a maioria da população daquele bairro agisse de tal maneira.
Ouvir vozes, nem sempre é transtorno e menos ainda obsessão.
Ver vultos, no mais das vezes tem a ver com alimentação, processo digestivo ou refrações da luz.
Ora se a ciência nos aponta essas causas, nãoi se descartando a hipótese de influência espiritual, podemos dizer sem medo de erro que na maioria dos casas apenas a ciência vá poder responder sobre ser, aquele no caso, que vê vultos e ouve vozes,um portador de algum transtorno. Porém se deve guardar prudência extrema antes de sair dizendo,"esse cara tá obsediado"...
Abraços,
Moura
Título: Re: Ouvir vozes e ver vultos a cura está nos remédios?
Enviado por: RUI FERNANDES MORGADO em 30 de Junho de 2011, 19:08
Caro Fraterno!

Muito sugestivo o seu tópico, oportuno seu questionamento, e, interessante é o vídeo por vc localizado no Youtube!

È notório que o personagem do vídeo é desconhecedor do que seja o Espiritismo, Umbanda, Candomblé, Quimbanda... Para ele tudo é a mesma coisa...

Desse modo, o mesmo efetuou seu desabafo sem conhecimento de causa e mal posso saber a
seriedade do lugar onde ele foi diagnosticado...

Segundo o próprio, quem o diagnosticou foi um Pai de Santo, título ou atributo esse não pertencente ao Espiritismo...

Êrros de diagnósticos não são uma raridade, esses equívocos ocorrem também com médicos conceituados, com psicólogos, com profissionais da medicina veterinária... Enfim, todos   eles
são seres humanos e, desse modo, passíveis de erros!

Será que o personagem do vídeo não acompanha através da mídia escrita, falada e televisiva, as notícias relativas aos gritantes erros de profissionais da medicina?

São casos e mais casos de cirurgiões que ao invés de proceder a uma cirurgia na perna direita do paciente, invertem o membro a ser reparado... Cirurgiões plásticos que deformam o corpo de seus pacientes...

Pergunto: Devido a esses incidentes deixarei de fazer minhas consultas e exames com meu mé
dico? Devido a esses erros deixarei de acreditar na medicina?

Será que o rapaz desse vídeo é infalível?

Tudo bem que pelo seu relato o tal Pai de Santo tenha dado um diagnóstico, se não cômico, mui
to esquisito, dizendo a ele que a causa de suas visões e de ouvir vozes era devido ao mesmo co
mer muito feijão à noite rsrsrs...

Resumindo, é óbvio que existam desconfortos cujas origens sejam sòmente orgânicas e outros
de ordem espiritual, ou ainda, de ambas as origens...

Entre minhas atividades na casa espírita (Kardecista), sou há mais de 10 anos entrevistador do Atendimento Fraterno.

Nesse trabalho recebo todo tipo de assistidos, tais como, aqueles em fase terminal de doenças, depressivos, esquizofrênicos, pessoas em total desiquilíbrio emocional e psicológico devido a re
cente "perda' de um ente querido, dependentes químicos, desajustados de família, pessoas com
ideias suicidas, entre outros...

Portanto, trata-se de um trabalho de extrema responsabilidade, uma orientação mal passada po
derá acarretar problemas irreversíveis para o assistido.

Em assim sendo, diagnosticado o assistido, e havendo necessidade também da ajuda médica, não tenho dúvida em orientá-lo a procura imediata da medicina convencional, muitas vezes até
indicando a especialidade a ser procurada.

Junto a essa providência e baseado no diagnóstico, oriento o assistido ao tratamento espiritual
necessário.

Jamais oriento o assistido a interromper qualquer tratamento médico, seria muita irreponsabilidade de minha parte.

Inclusive, esclareço aos assistidos que o tratamento médico e o espiritual se complementam!

Assim acho que deverão agir todos os colegas que atuam no Atendimento Fraterno das casas
espíritas (Kardecistas)...

Contudo, erros poderão existir! Somos seres humanos ainda imperfeitos, porém, perfectíveis!

Inclusive, tenho um caso muito interessante, cujo produtor do vídeo postado neste tópico deve
ria tomar conhecimento e refletir com menor radicalização...

No final da década de 80, tive um amigo que convivia com um quadro depressivo sem o sabê-lo!
Estava vivendo esse quadro já há uns três anos, ora experimentava momentos de taquicardia,
sua pressão arterial oscilava 10 x 16, sentia torpores, irritabilidade, nervosismo, angústia...

Nesse tempo o mesmo consultou-se com vários médicos, e por várias vezes submeteu-se a vá
rios exames laboratoriais, ergométricos, entre outros. Nenhum desses médicos diagnosticou um
quadro depressivo, portanto e infelizmente nenhum fez uma indicação a ele para que procurasse a ajuda da psiquiatria.

Quando seu quadro depressivo se tornou por demais severo, esse amigo sómente pensava em
morrer, diz ele que nessa fase, sua qualidade de vida não chegava nem a 10% do que era...

Assustou-se tanto, que foi orientado por outro amigo a procurar urgentemente a ajuda da Psiquiatria.

Iniciou um tratamento com antidepressivos e relaxantes. Seu progresso através dos medicamentos foi lento. Porém, ao término do primeiro ano de medicação diária o mesmo dizia
que havia melhorado bem, mas que lhe faltava muito para a melhora total...

Dizia ele para a compreensão de seu psiquiatra, sua família e amigos, que os medicamentos haviam tirado o mesmo dos 10% (fundo do poço) e que o havia levado aos 50%, porém, desse ponto não passava.

Diante dessa limitação em sua melhora, por várias vezes seu psiquiatra substituiu seus medicamentos, ajustou dosagens... porém sem exito... Meu amigo até brincava com os mais ínti
mos, dizendo que mesmo com essas mudanças de medicamentos, o "ponteirinho analógico! não
passava dos 50, que dizer, sua qualidade de vida ainda estava pela metade.

Foi quando uma sua amiga lhe orientou a procurar por uma casa espìrita (Kardecista). O mesmo
aceitou a orientação dessa amiga e iniciou seu tratamento espiritual. Após aproximadamente 3
meses de tratamento espiritual, ele feliz da vida, comentava ter ficado ótimo integralmente...

Que dedução podemos tirar disso? È claro, seu quadro depressivo tinha uma causa mista, ou seja, orgânica e espiritual...

Nesse meu trabalho na casa espírita, sou testemunha de dezenas de casos como o acima relatado.

Portanto, não devemos fazer pré-julgamentos sem conhecimento de causa...

Rui Fernandes Morgado
Santo André-SP



Título: Re: Ouvir vozes e ver vultos a cura está nos remédios?
Enviado por: Fraterno em 30 de Junho de 2011, 19:47
O amigo Moura sempre prudente e participativo, com certeza um grande estudioso e conhecedor da temática Espírita, as vezes polêmico, mas nunca omisso.
E só o fato de um tema como este ser aprovado pela sua moderação já demostra a sua disposição e abertura a um debate construtivo e elucidativo.
Lembro que há muitos anos, tive uma vizinha que teve um sério caso de obsessão, foi levada ao psiquiatra, e nada, levada a vários templos evangélicos e o que fizeram com ela foi tentar tirar o "diabo" do corpo na base da porrada.
Mas alí era muito claro o terrível processo obsessivo que a moça enfrentava, porque até a sua voz se modificava e o tempo todo o espírito obsessor disse que veio para se vingar. E ele dizia com todas as letras que tinha sido escravo dela em uma vida anterior e essa moça teria sido o seu senhor, e ele contava que essa moça tinha matado ele e toda a familia queimados em uma senzala com medo de rebelião.
É mesmo terrível o estado físico que essa moça ficou, dentes, braço, nariz quebrados de tanto ser lançada na parede e ao chão. Ela chegou até se jogar de um sobrado onde se feriu gravamente. Após isso, depois de não ter lugar nenhum mais que pudessem levá-la, ela foi encaminhada literalmente amarrada a uma casa Espírita onde finalmente o Espírito obsessor foi afastado.
Hoje a noticia que eu tenho por meio de um amigo que é cunhado dessa mulher é que toda a sua familia se tornou Espírita.
Bom, só quem presenciou esses fatos ocularmente, como eu, pra ter a real dimensão a que ponto pode uma pessoa chegar quando é obsediada. Até hoje os gritos dessa moça não me saem da lembrança...
E foi devido a isso que passei a ter interesse pela Doutrina Espírita.

Abraços fraternos do amigo Fraterno.

 
Título: Re: Ouvir vozes e ver vultos a cura está nos remédios?
Enviado por: raiodesol em 30 de Junho de 2011, 22:45
rui morgado,amigo muito poucas pessoas viram ou verão obssessão assim,eu por exemplo nunca vi,mais devido a desinformação e falta de conhecimento,muitos são levados as igrejas evangelicas,assim como eu ja fui e ver aquele povo gritando e dizendo que esta com demonios,esse é facil ver,mais um de verdade é dificil.
Título: Re: Ouvir vozes e ver vultos a cura está nos remédios?
Enviado por: Mourarego em 01 de Julho de 2011, 14:05
Vou lhes contar um caso verídico que tive possibilidade de, como condutor na desobsessão, trabalhar.
Aconteceu, com pessoa da presidência da casa onde trabalhava, naquele tempo.
Ela, deixara de comparecer as sessões no CE e depois de algum tempo de ausência enviamos uma pessoa para visitá-la.
Quando esta pessoa regressou, contou-nos que a senhora estava tomada por um Espírito que dizia não a deixar mais ir ao CE e nisso vinha ganhando terreno.Muito bem, após alguns tratamentos, o Espírito aceitou falar com outro companheiro, e me indicou como interlocutor na conversa.
Nessa conversa ele reafirmou que não a deixaria mais comparecer até que ela pagasse a ele o que lhe tinha feito num passado remoto.
Havia, naquela casa espírita uma mocinha que era dotada de dupla vista, e então, quando nos reuníamos para um estudo mais fechado, era usual que ela visse o tal Espírito, fato que a deixava tão nervosa que a fazia deixar a mesa mediúnica chorando compulsivamente.
conversando mentalmente como Espírito consegui que ele não se fizesse mais presente para ela, pois também eles podem dar-se a este processo. O interesse dele, já naquele tempo não era mais fazer medo mas se inteirar da doutrina.
Abraços,
Moura
Com paciência fui conduzindo a conversa de forma a fazê-lo ver que ele também estava adoecido, e  ele então, , contou que tinha sido um pobretão que tinha ido, como já o fazia a tempos, na casa dela, pedir-lhe mantimentos e dinheiro com os quais se mantinha, mas ela, houvera dito que não mais o ajudaria pois já tinha feito aquilo que podia, fato que o deixou irritado.
Pois bem, vindo a óbito por causa do imenso frio que fazia, esse Espírito tomou a senhora como única culpada de seu desencarne e a partir daí começou a aparecer-lhe, sempre trajando a mesma roupa que a médium nos contara em entrevista no começo do trabalho.
A médium havia nos contado de uma japona, grossa, possivelmente do fardamento dos marinheiros, que o espírito usava. Ele também, sempre estava sentado nos degraus centrais da escada que dava acesso à porta da frente da casa da médium.
Detalhe: Quando estávamos a interrogar o Espírito , a senhora, assim como qualquer pessoa em tratamento desobsessivo, em nosso CE, era retirada da sala de desobsessão, logo, não influia relembrando o que antes já houvera relatado. O médium do qual o Espírito se utilizava para falar era eu, que não conhecia detalhes do relato da senhora.
Na verdade só estava sendo utilizado naquele trabalho por causa do meu tempo na Umbanda e da capacidade na incorporação de Espíritos, já que meu trabalho na desobsessão foi sempre o de conduzir a dita doutrinação. Mas como o caso necessitava de alguém que tivesse essa condição medianímica e que tivesse também, experiência de algum tempo nesse tipo de tarefa, me foi pedido para que naquele caso, fosse a pessoa que prestasse aquele tipo de ajuda.
Sendo assim, e já ao término do tratamento, o Espírito compreendendo o mal que causava também a si, deixou de importunar a senhora em questão, voltando, por ele mesmo ao tratamento, no qual a senhora participava mas em outra sala.
Só vim a saber do detalhe da japona de marinheiro, porque dias depois, estudando ainda o caso, soube do marido da senhora, que o traje que a fazia ficar com mais medo do obsessor era a tal japona, pois dava a parecer que o Espírito a utilizava também com o fito de fazer a senhora pensar que poderia tirar algo de dentro dela para machucá-la.
Se lhes conto isso hoje, é que gostaria de mostrar um aspecto da obsessão que poucos conhecem, que é a capacidade de influir o obsessor, naquilo que o obsedado pense, fazendo com que ele tome matizes de mais perigoso do que é realmente, tudo isso com o fito específico de manter presa a ele a pessoa a quem quer obsediar.
Porém, tudo não passa de ilusão criada pelo obsessor já que ele não pode fazer mal físico ao obsedado.
Vejam os amigos, que mesmo uma pessoa com lastro no conhecimento da doutrina, pode, ser vitimada e acabar por acreditar nas ilusões que um Espírito possa criar.




































































































































Título: Re: Ouvir vozes e ver vultos a cura está nos remédios?
Enviado por: Mourarego em 01 de Julho de 2011, 14:13
Vou lhes contar um caso verídico que tive possibilidade de, como condutor na desobsessão, trabalhar.
Aconteceu, com pessoa da presidência da casa onde trabalhava, naquele tempo.
Ela, deixara de comparecer as sessões no CE e depois de algum tempo de ausência enviamos uma pessoa para visitá-la.
Quando esta pessoa regressou, contou-nos que a senhora estava tomada por um Espírito que dizia não a deixar mais ir ao CE e nisso vinha ganhando terreno.Muito bem, após alguns tratamentos, o Espírito aceitou falar com outro companheiro, e me indicou como interlocutor na conversa.
Nessa conversa ele reafirmou que não a deixaria mais comparecer até que ela pagasse a ele o que lhe tinha feito num passado remoto.
Havia, naquela casa espírita uma mocinha que era dotada de dupla vista, e então, quando nos reuníamos para um estudo mais fechado, era usual que ela visse o tal Espírito, fato que a deixava tão nervosa que a fazia deixar a mesa mediúnica chorando compulsivamente.
conversando mentalmente como Espírito consegui que ele não se fizesse mais presente para ela, pois também eles podem dar-se a este processo. O interesse dele, já naquele tempo não era mais fazer medo mas se inteirar da doutrina.
Abraços,
Moura
Com paciência fui conduzindo a conversa de forma a fazê-lo ver que ele também estava adoecido, e  ele então, , contou que tinha sido um pobretão que tinha ido, como já o fazia a tempos, na casa dela, pedir-lhe mantimentos e dinheiro com os quais se mantinha, mas ela, houvera dito que não mais o ajudaria pois já tinha feito aquilo que podia, fato que o deixou irritado.
Pois bem, vindo a óbito por causa do imenso frio que fazia, esse Espírito tomou a senhora como única culpada de seu desencarne e a partir daí começou a aparecer-lhe, sempre trajando a mesma roupa que a médium nos contara em entrevista no começo do trabalho.
A médium havia nos contado de uma japona, grossa, possivelmente do fardamento dos marinheiros, que o espírito usava. Ele também, sempre estava sentado nos degraus centrais da escada que dava acesso à porta da frente da casa da médium.
Detalhe: Quando estávamos a interrogar o Espírito , a senhora, assim como qualquer pessoa em tratamento desobsessivo, em nosso CE, era retirada da sala de desobsessão, logo, não influia relembrando o que antes já houvera relatado. O médium do qual o Espírito se utilizava para falar era eu, que não conhecia detalhes do relato da senhora.
Na verdade só estava sendo utilizado naquele trabalho por causa do meu tempo na Umbanda e da capacidade na incorporação de Espíritos, já que meu trabalho na desobsessão foi sempre o de conduzir a dita doutrinação. Mas como o caso necessitava de alguém que tivesse essa condição medianímica e que tivesse também, experiência de algum tempo nesse tipo de tarefa, me foi pedido para que naquele caso, fosse a pessoa que prestasse aquele tipo de ajuda.
Sendo assim, e já ao término do tratamento, o Espírito compreendendo o mal que causava também a si, deixou de importunar a senhora em questão, voltando, por ele mesmo ao tratamento, no qual a senhora participava mas em outra sala.
Só vim a saber do detalhe da japona de marinheiro, porque dias depois, estudando ainda o caso, soube do marido da senhora, que o traje que a fazia ficar com mais medo do obsessor era a tal japona, pois dava a parecer que o Espírito a utilizava também com o fito de fazer a senhora pensar que poderia tirar algo de dentro dela para machucá-la.
Se lhes conto isso hoje, é que gostaria de mostrar um aspecto da obsessão que poucos conhecem, que é a capacidade de influir o obsessor, naquilo que o obsedado pense, fazendo com que ele tome matizes de mais perigoso do que é realmente, tudo isso com o fito específico de manter presa a ele a pessoa a quem quer obsediar.
Porém, tudo não passa de ilusão criada pelo obsessor já que ele não pode fazer mal físico ao obsedado.
Vejam os amigos, que mesmo uma pessoa com lastro no conhecimento da doutrina, pode, ser vitimada e acabar por acreditar nas ilusões que um Espírito possa criar.
O obsessor de antes, tornou-se presença constante nas reuniões de estudos mediúnicos que o CE mantinha, as chamadas reuniões de estudo e desenvolvimento dos médiuns.Nestas, havia uma mocinha que sempre se retirava chorando copiosamente, de medo de um Espírito que ela dizia estar sempre ao meu lado.
O Espírito era o daquele que fora o obsessor da senhora da presidência e que sendo muito alto, forte e negro, de feições muito feias, parecia transpirar o mal e fazia a mocinha ficar amedrontada.
Eu sabia da presença dele a todas as reuniões pois ele me havia confidenciado que gostaria de aprender sobre alguns assuntos e então ficava a meu lado observando as reuniões.
Ele não queria fazer mal a ninguém, mas a mocinha o associava ao relato da pessoa que antes foi obsediada por ele e ficava temerosa de ser vítima do tal Espírito.
aos poucos conseguimos dobrar o medo que ela sentia e ela voltou a comparecer aos estudos.
Abraços,
Moura