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CONVÍVIO => Off-topic => Tópico iniciado por: Haga em 18 de Setembro de 2009, 20:59

Título: O MITO DO AMOR
Enviado por: Haga em 18 de Setembro de 2009, 20:59
O MITO DO AMOR

Excerto de UM MANUAL PARA A ASCENSÃO, de Serapis Bey

O grande mito do amor consiste em que vocês estão convencidos que podem amar alguém,
alguma coisa, ou pelo menos, vocês mesmos.

Ninguém pode amar outro! Não podem amar-se a si mesmos, nem a amar outras pessoas!
Sabem porquê? - Porque o amor não é um "fazer" mas um "permitir ser"!
A energia a partir da qual o Universo está construído possui, em si mesma, uma qualidade: um deleite de ser. Trata-se da aceitação do direito de todas as coisas serem o que são, da alegria na expressão de todas as coisas à medida que elas desfrutam do seu direito de ser.
Todos os seres provêm da Fonte e, por isso, têm o direito divino de expressar a sua divindade; e todos os seres têm o direito de desfrutar das expressões dos demais. Assim é porque eles, na verdade, são um só... ainda que engenhosamente disfarçados para darem a sensação de estarem separados. Aceitar esta satisfação de se exprimirem, assim como o deleite de ver os outros a fazerem o mesmo, é uma experiência maravilhosa, e que constitui aquilo a que eu chamo "amor".

No entanto, não se pode "fazer" satisfação ou deleite; só se pode permitir que assim seja e
deixar que isso inunde o ser, de cima a abaixo, como qualquer outra emoção. E, de facto, esta emoção não está condicionada por aquilo que qualquer outro ser possa fazer; baseia-se em  conhecer e experimentar a divindade que há nele.

Se alguém que tu conheces está, por exemplo, de dente arreganhado, ainda assim, ele está a expressar a sua divindade... ainda que tal forma de expressão não te cative muito!
Portanto, o amor não é algo que se possa "fazer"; é, sim, a resposta, vinda de dentro, a uma frequência particular de energia que flúi para dentro de vós, que vibra através de vós e ressoa à vossa volta... constantemente.

Muitas coisas podem fazer com que vocês se contraiam perante o amor. O medo,
evidentemente, impedirá que o sintam e distorcerá o pouco que ainda sejam capazes de sentir.

O medo não é o oposto do amor; é o guardião que vigia o portão e que, muito simplesmente,
impede que sintam, nos vossos campos, altas-frequências de energia. O medo encontra-se
enraizado nos sistemas de crenças ou nas opiniões acerca da realidade, embora não tenham
qualquer relação com a realidade em si mesma.

O amor consiste em se permitirem sentir esta energia em relação a vós mesmos, em relação
aos outros e em relação ao Universo em geral. Começa com a aceitação do direito de ser,
pessoal e alheio. Esta aceitação cresce até se converter num apreço por vós mesmos e pelos outros, pelas suas qualidades, dons e bondade básica. E continua a crescer até se transformar numa alegria e numa fascinação que envolve tudo e todos.

Muito bem. Mas então, o que fazer para que isto te aconteça?

Antes do mais, livra-te do medo de estar separado do ESPÍRITO, de seres incapaz de manejar a tua vida, de seres melhor ou pior do que os outros. Desde que sejas capaz de te ver, a ti e aos outros, como seres imensos e multidimensionais "embutidos" em insignificantes corpos, esses temores desvanecer-se-ão.

Isto não é nada fácil porque em todos os momentos vocês estão mergulhados, nadam, numa
espessa sopa de medo, denominada realidade de consenso. Mas, tal como veremos adiante,
isso não passa da opinião generalizada das pessoas acerca do que é a realidade, o que não tem qualquer semelhança com a verdade. Agora, também é verdade que essa “realidade de
consenso” foram vocês que a construíram ao longo de milhares de anos... o que foi de extrema utilidade ao jogo da separação!

Devido aos medos profundamente enraizados que a maioria das pessoas transporta nos seus
campos, tornam-se incapazes de distinguir entre o amor e o medo. Por conseguinte, aquilo a
que chamam amor, na verdade, não passa de um intercâmbio manipulador de atenção e
afectos.

A pessoa que não se ama a si mesma, ou que não pode fazê-lo (quer dizer, que não pode ver ou não dá permissão à sua própria divindade), irá desesperadamente em busca de alguém que a faça sentir segura. E, quando vê esta segurança ameaçada, volta a cair na chantagem e no controlo emocionais através da retenção do afecto... em nome do amor!

Quando se ouve alguém dizer a outra pessoa: "Amo-te", o que, frequentemente, quer dizer é: "Tenho medo e preciso de ti para seres o meu escudo de protecção". Ou, quando Estanislau (que é casado com Fenegundes), mantém relações sexuais com Hermenegilda, Fenegundes logo massacrará Estanislau com o seguinte discurso: "Como foste capaz de me fazer uma coisa destas!? Sempre julguei que me amavas!

Mas, o que é que a divindade de Estanislau - pergunto eu - tem a ver com os direitos de
exclusividade que Fenegundes pensa ter sobre o corpo do marido?
O que, de facto, ocorre aqui é que Fenegundes está a sentir-se insegura. Se ela fosse capaz de ver a divindade em si mesma e em Estanislau, muito provavelmente, o comentário seria: "Então? Foi bom?"


Mas - por favor! - tratem de ver tudo isto, todas estas cenas como perfeitas. Terem levado a separação até este ponto requisitou a vossa máxima engenhosidade... a qual se transformou num êxito inaudito!
O amor é relaxares-te dentro da tua própria natureza. De facto, não podes sair prejudicado por te abrires a esta energia. Evidentemente, uma pessoa que ainda esteja a operar a partir do medo, poderá fazer com que passes um mau bocado; todavia, encara esse comportamento como uma réplica baseada no medo, uma resposta que não te é dirigida especificamente, mas sim ao que tu representas para ela. É por essa razão que ela age a partir dos seus próprios medos.
Assim sendo, o comportamento dela não tem nada a ver contigo!
Este ponto de vista é essencial para que possas tornar-te "impessoal", mas isso é um outro
tema.
Desta forma, sintam-se infinitamente amados pelas vossas dimensões mais elevadas,
especialmente pelos eu-espírito. Descartem-se do medo de estarem sozinhos.
Não estão sós, nem nunca poderão vir a estar!
Tratem de aceitar e de apreciar as vossas naturezas; deleitem-se com quem verdadeiramente são. Se o fizerem, começarão a sentir o amor do ESPÍRITO a flúi dentro de vós.
E lembrem-se: o amor não precisa de ser dirigido para ninguém em particular; o amor não é
mais do que a Fonte amando-se a si mesma.
Desde que se permitam sentir o fluxo desta energia, dar-se-ão conta de que ele cresce nos
vossos campos e, desde aí, inevitavelmente se projectará na direcção de quem os cerque. Um dia, quando a represa se romper, verão os vossos campos inundados de uma aceitação
incondicional em relação a tudo e todos. Tudo é feito de uma "coisa boa"; portanto, quem não está submetido ao amor?
"Espera aí!", poderias tu dizer-me. "Mas estou rodeado quotidianamente de pessoas com
espíritos malévolos. Como poderei amá-los?"
É muito simples: não ofereças resistência às suas caprichosas personalidades ou elas,
simplesmente, assanhar-se-ão ainda mais. Limita-te a abrir o chakra do coração e sente a
energia do amor nos teus campos. Se abrires o chakra cardíaco, essas pessoas terão que se
esforçar bastante para manter fechados os delas.
E agradece-lhes por te terem dado a oportunidade para praticares este simples estratagema!
O ódio, os ciúmes, etc., são os sinais de uma personalidade baseada no medo, que não pode
sentir a energia do amor no interior dos seus campos. Então, projectem uma golfada energética de iniciação canaliizando amor para ela. Se o medo for demasiado grande, pode acontecer que a coisa não funcione mas, pelo menos, esse fluxo de amor projectado impedirá que o medo dela contamine os vossos campos. Livres da necessidade de serem condescendentes, sejam amorosamente compassivos, uma vez que - e não se esqueçam disto - estar exilado do ESPIRITO significa estar num lugar onde domina o medo.
Nunca antes, na história deste planeta, as energias favoreceram tanto a abertura a esta
vibração. Por isso, permitam-se ressoar com ela, à medida em que ela se for apropriando dos
vossos campos; permitam que impregne todas as vossas relações, indistintamente: namorados, amigos, familiares, o mecânico de automóveis, a emprega da supermercado.

Vocês, Trabalhadores da Luz, estão no princípio da fila, à frente do resto da população; além disto - permitam-me que vos recorde - concordaram em dar inicio a esta brincadeira!

Portanto, quando sentirem a ressonância do amor, ganharão a segurança suficiente para
permitirem que as amizades alcancem novos níveis de intimidade. Ter medo da intimidade
significa, muito simplesmente, ter medo de perder a identidade. Posso garantir, no entanto,
que, aderindo a tal abertura do coração, vocês sairão a ganhar, não a perder.

Quando as pessoas se permitem vibrar com a energia do amor, sem se verem obrigadas a
ceder ante a imposição de condições ou a expectativas futuras, começam a operar de espírito para espírito. Nesta expressão plena de quem são, torna-se fácil e natural compartilhar, mental, emocional e fisicamente. O sexo, portanto, converte-se na união do espírito com a carne, em vez de ser uma mercadoria passível de ser transaccionada por segurança... ou um bom jantar!

O teu corpo físico é uma gloriosa expressão do Espírito; compartilhar esta expressão de forma livre, aberta e satisfatória com outras pessoas, é, apenas, mais um aspecto da tua divindade.
E o que é que acontece se estiveres envolvido numa relação que começou a definhar?
O velho método consistia em transigir e trabalhar essa relação na esperança de conseguir
reconciliar as diferenças. Agora, porém, já sabes que as vossas "assinaturas" energéticas não estão a engrenar.
Assim, dado que ninguém tem a culpa, façam as pazes e sigam em frente. Que cada um siga o seu caminho, antes que comecem as lamentações.
Manterem-se de molho na escuridão não serve a nenhum dos dois e muito menos ao
ESPÍRITO.
Tu e a tua parceria tinham um acordo de espírito para espírito, na intenção de ficarem juntos durante um certo período; e, durante esse lapso, as vossas "assinaturas", de facto, encaixaram-se.
Porém, quando um acordo termina, a ressonância começa a falhar e não tarda a darem-se
conta de que a "outra metade" quase parece um estranho.

O melhor que têm a fazer nestas condições é honrarem a situação e declarem um empate!
Afastem o medo de que não virão a ter mais relações, uma vez que a ressonância desse medo,vibrando nos vossos campos, afastará os pretendentes. Ao invés, mantenham os campos vibrando numa saudável expectativa e confiança, e limitem-se a observar!
Pode ser difícil ver a "perfeição do plano" quando, por exemplo, as relações primárias
terminam, o que pode trazer consigo todo o tipo de coisas: abandono, dor, vergonha, culpa,
perda de auto-estima, etc. ... Onde está a perfeição em tudo isto?

Bom, lembrem-se que decidiram participar no jogo, tendo em vista os objectivos a que se
propuseram. Talvez tenha sido para desbaratar velhos padrões, por exemplo: o de insistir em
olhar para fora em busca de aprovação, ou para assimilar novos dados acerca da natureza do amor, ou para se deslocarem para um estado transpessoal. Não importa a razão; observem o quadro completo e vejam se vos serve. Se calhar sentiram necessidade de ficarem sozinhos para ultrapassar certas mudanças... ou para se libertarem e começar uma nova relação... ou para viver noutro lugar.

Vocês são Trabalhadores da Luz, estão aqui com uma missão e propuseram-se certas
experiências para puderem melhorar o desempenho. Este não é um Universo ao acaso; nada
ocorre sem que exista um propósito superior. Portanto, tentem ver o quadro completo.
Mas, acima de tudo, tratem de não pensar que alguém lhes pregou uma rasteira. Não tem mal sentir um pouco da energia de "vítima" para, depois, a retirar dos campos. Porém, não serve para nada permitir que a instrução "ser vítima" se converta em parte da vossa identidade. Além disso, nega a vossa mestria e acaba por se transformar num obstáculo.
Finalmente, lembrem-se de que a "Anedota Cósmica" está escondida algures, à espera que
vocês sejam capazes de se lembrar, dela... com arte e salero!