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CONVÍVIO => Off-topic => Tópico iniciado por: Haga em 31 de Maio de 2009, 09:38

Título: O Mito da Verdade
Enviado por: Haga em 31 de Maio de 2009, 09:38
O MITO DA VERDADE
do livro "Um manual para a ascensão"

Outro grande mito do plano físico é que existe algo denominado «A Verdade»!
Este mito, em particular, tem causado mais guerras e conflitos que todos os outros mitos juntos. A noção de que é possível expressar conceitos multidimensionais em inglês, alemão ou qualquer outro idioma,é ultrajante (embora o hebreu seja o que mais se presta a isso!).Não, meu amigo, no plano físico, tudo o que ouves não passa de opiniões baseadas, frequentemente, em outras opiniões recebidas de terceiros, e com as quais acabas por contactar em algum ponto do teu caminho.
Portanto, procura tratar o que ouves, vês ou lês como uma opinião... incluindo as ideias deste livro!
Só existe uma pessoa capaz de julgar o que é verdadeiro para ti: tu mesmo!
Se crês que o mundo é um lugar inóspito, regido por um deus iracundo e vingativo, assim será. Quero dizer, assim será... para ti! Mas se acreditas que o Universo é benévolo e que o Espírito te guia a cada passo, será isso o que experimentarás.
A realidade é infinitamente complexa e maleável, porque está concebida para ser assim. O Universo não é um mecanismo estático dentro do qual cada um tem de encontrar o seu caminho. O Universo foi criado para apoiar especificamente todos os seres através de uma infinita variedade de expressões emanadas da Fonte. Esta criatividade é a forma que a Fonte dispõe para se autoconhecer e criar, na qual está incluído o apoio aos «conceitos» que cada um acredita serem os verdadeiros.

Não há só uma «realidade», assim como não há uma «verdade» única; o que há são os teus
«conceitos de realidade» herdados dos pais, professores, parcerias, etc.
desfaz-te de todas as opiniões acerca de quem és, acerca do que os outros são e acerca
do que o ESPÍRITO é. Mantém os sistemas de crenças plenamente abertos à mudança, e o discernimento vivo e são.
Como a crença mata o entendimento, poderás perguntar: «Então, o que é que sobra?»
A crença parte do desejo de que algo seja verdade; é construída sobre ideias preconcebidas e julgamentos;a crença permite que a mente se abra somente ao que «encaixa» no seu modelo. A fé, por outro lado, é um mergulho no desconhecido, com a mente aberta, sabendo que a atitude correcta é deixar-se ir. A fé sabe que pode não ser seguro nem cómodo, mas, mesmo assim, sabe que está certo.

A crença prende; a fé liberta. A verdade jamais poderá ser encontrada através da crença, mas sim,unicamente, através da simplicidade da fé.
A fé é o ponto de partida; muitos buscadores, porém, abandonam-na ao longo do caminho, em troca da adesão férrea a uma ou outra crença. Mas é impossível desvendar o mistério somente através das crenças, porque só se pode crer naquilo que já se conhece. A verdade, vai mais além da imaginação. Nadado que possas imaginar será capaz de captar a enormidade e a glória do que está prestes a acontecer.
Título: Re: O Mito da Verdade
Enviado por: Rosa Branca em 31 de Maio de 2009, 14:51
Olá

Eu acho que a verdade é só uma, os homens é que são imperfeitos e, como tal, não conseguem nem têm sequer capacidade, para conhecer a verdade. Por isso cada um tem "a sua verdade"

Mas isso não quer dizer que as pessoas não se esforçem para se aproximar da verdade, sem obsessão por isso, contudo.

Fiquem com o Cheirinho da Rosa Branca
Título: Re: O Mito da Verdade
Enviado por: rossi7 em 31 de Maio de 2009, 22:45
Olá Irmãos de Espírito. Muito intressante o assunto sobre O MITO DA VERDADE.
Sim é bem compreensível a diferença entre crença e fé. A crença é tudo aquilo já programado pela sociedade em que nascemos, crescemos e ouvimos de nossos pais. Mas a fé, como já foi dito nos liberta do estígma de tudo aquilo que é imposto, etc... Que a paz esteja com todos ! 
Título: Re: O Mito da Verdade
Enviado por: brunolas em 18 de Junho de 2009, 11:12
muito bom!

obrigado mahatma
Título: Re: O Mito da Verdade
Enviado por: Vitor Santos em 18 de Junho de 2009, 12:11
Olá

Crença significa para mim aquilo em que acreditamos.

Não sendo nós ainda perfeitos e estando limitados ao corpo de carne, temos uma fraca percepção da realidade, misturadas com muitas ilusões. Se nos julgamos donos da verdade estamos numa ilusão enorme.

A fé, só por si, é mt pouco. É preciso aliar a fé e a racionalidade. Assim ensinou Kardec e assim eu concordo. É preciso perguntar: Para quê acreditar? Porquê acreditar? A minha vida é coerente com as minhas crenças?

A ilusão de ser o dono da verdade é que pode ser nociva, não a crença baseada em evidências factuais e a procura da verdade.

bem hajam
Título: Re: O Mito da Verdade
Enviado por: Haga em 18 de Junho de 2009, 20:25
- Por J. J. Benitez -

Uma vez mais saí pelo mundo.
Ao chegar na encruzilhada de todos os caminhos, perguntei o que era a VERDADE.
- Busca-a na Filosofia - responderam os filósofos.
- Não - argumentaram os políticos. A VERDADE está nos serviços prestados.
- Vai às catedrais - aconselharam os padres.
- Sem dúvida, a VERDADE é a SABEDORIA - asseveraram por sua vez os sábios.

- Renuncia a tudo - ordenaram os ascetas.
- Contempla e enaltece as maravilhas do Senhor - exortaram os místicos.
- Acata e cumpre as leis - recomendaram os governantes.
- Conhece-te a ti mesmo - cantaram os guardiões do Esoterismo.
- A VERDADE está nos números sagrados - deduziram os cabalistas.
- Vive os prazeres - aconselharam-me os epicuristas.
- Junta-te a nós - clamaram os revolucionários.
- Vive e deixa viver – gritaram os existencialistas.
- A VERDADE é um mito - sustentaram os céticos.
- A VERDADE é o passado - lamentaram-se os nostálgicos.
Derrotado e confuso, senti-me abatido, enquanto aquela multidão interminável se afastava, clamando e reivindicando "sua" verdade.
Perdido em meio a inúmeras reflexões, não me dei conta da chegada de um ancião que trazia nas mãos um diamante resplandecente.
- Quem és tu? - perguntei-lhe. E o ancião, estendendo as mãos, respondeu-me:
- Sou o guardião da VERDADE.
- Da VERDADE? Mas ela existe?
Sorrindo, o ancião aproximou o diamante do meu rosto e afirmou:
- A VERDADE é como este tesouro, que tem mil facetas. E cada um deve averiguar aquilo que lhe toca.

(Texto extraído do excelente livro “A Outra Margem” – do pesquisador e escritor espanhol J. J. Benitez –
Título: Re: O Mito da Verdade
Enviado por: Vitor Santos em 18 de Junho de 2009, 20:31
Olá

Gostei do texto. obrigado pela partilha.

bem haja
Título: Re: O Mito da Verdade
Enviado por: Anton Kiudero em 18 de Junho de 2009, 21:23
Veja, amigo Vitor, quão profundamente nos apegamos a verdades ilusórias. O ser humano ou espírito humanizado não tem qualquer sentido que lhe permita conhecer a verdade, apenas as que cria racionalmente. E estas não são verdades, porém ilusões. E a crença nestes produtos da mente somente serve para embotar a evolução do espírito que acreditando saber alguma coisa deixa de procurar o caminho para o conhecimento.

Ora se o universo real é formado por Deus, os espíritos e a energia divina ou fluido cósmico universal e se não possuimos qualquer percepção de qualquer um destes elementos, tomo a liberdade de reescrever a sua frase: “temos uma fraca percepção da realidade, misturadas com muitas ilusões” para “não temos qualquer percepção da realidade, mas apenas ilusões”.

Acreditamos viver em um universo material, o que não se sustenta na realidade. O que denominamos de matéria é na realidade o movimento de eletrons ao redor de neutrons e protons e que semelhante as pás de um ventilador nos fazem ter a ilusão de algo solido. Mas mesmo o eletron os neutrons, protons e todas as demais particulas menores que a mente racional consegue identificar são todos vortices de fluido cosmico universal, ou seja, não são matéria, apenas energia de um tipo que desconhecemos (é puro espírito segundo o que temos estudado) e que pulsa a velocidades não mensuráveis a nossos sentidos e equipamentos.

Então a primeira verdade que nos ensinam os mestres e que se aplica a todo o universo é que o universo é inteiramente espiritual e nos somos todos espíritos. A experiencia material é uma ilusão passageira que poderá levar alguns anos ou muitos milenios, até o espírito compreender isto e despir-se desta verdade ilusoria.

Costumamos acreditar que Deus é algo exterior a nós. Imaginamos Deus como um ser maior e mais perfeito que os homens que em algum momento em distante passado resolveu criar o universo e as suas leis. No entanto Deus esta presente em cada vortice de cada particula subatomica, um universo contido em um universo. Deus está em nós, espíritos, o tempo inteiro.

Consideramo-nos seres criados por Deus e que encarnamos para encontrar a felicidade. E no entanto nós como espíritos fomos criados por Deus e como espíritos vivemos para encontrar a felicidade em Deus, por Deus e para Deus. As vidas humanas são apenas vivencias que nos mesmo preparamos para comprovarmos que aprendemos algo. E o que denominamos de bem e o que denominamos de mal são as experiencias que solicitamos fossem programadas para o nosso adiantamento.

Acreditamos que existe o EU e o TU e que se o TU fala ou faz algo que desagrade o EU, passa a ser um ofensor e quicas, inimigo. Quando não existe o EU e o TU, somos todos igualmente emanações de Deus. Vos sois deuses, nos informou Cristo. E nesta afirmação o EU e o TU se fundem.

O único instrumento de que o homem dispõe para se aproximar da realidade é a fé. A razão, instrumento da personalidade transitória, o afasta irremediavelmente da mesma fazendo-o cair na ilusão de suas criações mentais.

No entanto devemos compreender o que é a fé. Fé não é crença, não é acreditar em alguma coisa como as linguas latinas fazem pensar. Fé vem de fidelidade e como não há no latim o verbo correspondente a igreja catolica nascente misturou dois conceitos diametralmente opostos.

Crença quando cega equivale à burrice mesmo, nisto estamos de acordo. A fé, no entanto surge de uma confiança irrestrita em Deus, o Pai, Senhor de todas as maravilhas do universo. A fé jamais pode ser racional, sob risco de negar ao primeiro mandamento ensinado por Cristo. Amar a Deus acima de todas as coisas. Este amar é a fé ou confiança absoluta no Pai, sem perguntas do tipo “porque”, “para que”, “quando”, “onde”, etc.. O querer saber o futuro pela utilização destas perguntas denota a falta de fé ou amor e mostra apenas a crença em si mesmo, em sua razão particular. Para amar a Deus acima de tudo, devemos entregarmos incondicionalmente ao Pai, sem questionamentos de qualquer ordem.

Para isto estamos vivendo a ilusão, porque esta entrega somente tem valor se realizada enquanto nossa mente esta embotada pelas ilusões. Se esta transformação não for realizada enquanto encarnados, haverá outra e mais outra encarnação e assim temos passados os milenios. Nenhum ser humano é um espírito jovem, todos somos antiquissimos em maldades e egoismo.

Isto é o que todos os mestres da humanidade ensinam há milenios e nos insistimos em não aceitar.

PS: Quando Kardec afirma que a fé deve ser alicerçada na razão, utiliza-se do conceito comumente utilizado pela palavra fé, derivada das religiões catolica e protestante. E utilizou este termo para mostrar que não há como aceitar dogmas inexplicaveis e afirmações vazias de sentido.

Que a paz de Deus possa envolve-los a todos,
Anton

Título: Re: O Mito da Verdade
Enviado por: Vitor Santos em 20 de Junho de 2009, 00:39
Olá Anton

Quando Kardec fala em "usar a razão", fala em raciocinio, não em fé. Foi você que inventou isso, não é o que Kardec diz, amigo. Tenha paciência! Ou você tem um dicionário de português diferente do meu, ou eu estou a interpretar muito mal as suas palavras (ou ambas as coisas). Resta saber quem é que está mais iludido, amigo Anton... :)

Se não fizermos uma analise racional das coisas estamos bem tramados. Aqueles que nos dizem que não devemos apelar à razão, são precisamente os que nos querem subjugar (encarnados e desencarnados). Se eu fosse nisso ainda era católico (sem desfazer nos católicos que me merecem o maior respeito, como toda a gente. Entre eles, como em todo o lado há bons, maus e médios e até médiuns  :D)

Eu sou adepto da doutrina espirita por simpatia pessoal com a doutrina e não por oposição às ideias alheias.

O espiritismo convida todos a pensar por si mesmos e a não se deixar levar na confiança cega em ninguém, sem ver se as coisas são coerentes e lógicas, mas sem fanatismos. Se não somos perfeitos não podemos exigir a perfeição nem de nós própios nem dos outros. temos de ter paciência e ir corrigindo a nossa estratégia dentro do possivel. Nem sempre acertamos.

Estamos sempre a repetir que a responsabilidade das decisões compete a cada um. Que terá a recompensa de evoluir ou de ficar estagnado, conforme as suas obras e as suas decisões.
Nesta vida isso é certo.

Aliás só me interessam as decisões desta vida, pois as anteriores não posso alterar, nem parece de grande utilidade pensar demasiado nisso. Interessa saber viver o presente sem desanimar e sempre a lutar por dar a volta por cima em tudo o que é essencial na vida.

Mesmo decidindo com base numa visão da realidade imperfeita. É melhor ter uma visão turva do que ser completamente cego.

Em portugal há um ditado popular muito adequado para aqueles que dizem que só a fé basta:

"Fia-te na virgem e não corras..."

Concordo que a perfeição ainda não é deste mundo, por isso as certezas inabaláveis tb não são.

Também concordo que há sempre uma componente de crença/fé em tudo (ou em Deus, e/ou nas outras pessoas, e/ou nos espiritos, e/ou na ciência, enfim, no que faz sentido acreditar a cada um). Se é isso que quer dizer, concordo.

De qualquer modo respeito a sua opinião, mesmo sem a achar com muita lógica nem concordar com a mesma. Talvez não o esteja a entender bem. Se assim é não me leve a mal.

bem haja
Título: Re: O Mito da Verdade
Enviado por: procura em 20 de Junho de 2009, 09:13
Bom dia Amigo Vitor

Acho que não entendeu o texto. Fez uma leitura directa sem pensar no seu conteudo real.

Acho que tem um raciocinio muito materialista, sempre ligado só à parte material.
Há que ler nas entrelinhas.

Poder da fé
1. Quando ele veio ao encontro do povo, um homem se lhe aproximou e, lançando-se de joelhos a seus pés, disse: Senhor, tem piedade do meu filho, que é lunático e sofre muito, pois cai muitas vezes no fogo e muitas vezes na água. Apresentei-o aos teus discípulos, mas eles não o puderam curar. Jesus respondeu. dizendo: Ó raça incrédula e depravada, até quando estarei convosco? Até quando vos sofrerei? Trazei-me aqui esse menino. - E tendo Jesus ameaçado o demónio, este saiu do menino, que no mesmo instante ficou são. Os discípulos vieram então ter com Jesus em particular e lhe perguntaram: Por que não pudemos nós outros expulsar esse demónio? – Respondeu-lhes Jesus: Por causa da vossa incredulidade. Pois em verdade vos digo, se tivésseis a fé do tamanho de um grão de mostarda, diríeis a esta montanha: Transporta-te daí para ali e ela se transportaria, e nada vos seria impossível. (S. MATEUS, cap. XVII, vv. 14 a 20.)
Evangelho -A.Kardec




Bem Haja
Muita Paz
Título: Re: O Mito da Verdade
Enviado por: Vitor Santos em 20 de Junho de 2009, 18:32
Olá amigo Procura

Talvez o amigo tenha razão. Enganar-me é muito provável, pois não sou perfeito nem tenho a ilusão que o posso ser, para já. Não me admira nada que possa acontecer.

Citar
fé (dicionário Priberam na WWW)

s. f.
1. Adesão absoluta do espírito àquilo que se considera verdadeiro.
2. Testemunho autêntico dado por oficial de justiça.
3. Fidelidade.
4. Prova.
5. Crença.
s. m.
6. Décima sétima letra do alfabeto hebraico.
7.  Relig. Uma das virtudes teologais.
À fé: por certo, certamente

Ter fé em algo, no sentido comum da palavra, é o mesmo que tomar por certa determinada crença. A fé que move montanhas não é a fé em qualquer coisa, é a fé em Deus, na sua bondade, na bondade e justiça das leis que ele criou para regular este universo, e na nossa capacidade de dar a volta por cima dos obstáculos, através dos meios que nos foi permitido ter.

Os vendedores de promessas, prometem a felicidade material com base na fé que as pessoas possam ter nos seus serviços (normalmente bem pagos). Coitados daqueles que vão na conversa, ficando de braços cruzados à espera que forças "mágicas"  substituam o seu trabalho e a sua vontade de progredir.

- Ter fé nas nossas capacidades é trabalhar para obter aquilo de que necessitamos.

- Ter fé em forças mágicas é tolice.

Para ilustrar o que pretendo dizer, deixo uma velha história já velhinha:

Era uma vez um sacerdote, que estava muito bem na sua igreja, quando ouviu a multidão a gritar e a fugir desperadamente. Era uma tromba de água que estava a inundar a aldeia.

Quando o sacerdote se apercebeu da realidade da situação, foi para o telhado. Mas depois, começou a pensar:

- Então eu, que estou ao serviço de Deus há 40 anos, estou com medo de uma simples inundação? Decerto que Deus me virá auxiliar, ele não me vai abandonar aqui...

Passou um barco com gente que fugia da inundação e gritaram ao sacerdote que fosse com eles, senão morreria afogado.

Passou outro barco com gente que fugia da inundação e gritaram ao sacerdote que fosse com eles. A água já estava pelo peito do homem.

Passou finalmente outro barco com gente que fugia da inundação e gritaram ao sacerdote que fosse com eles. A água já estava pelo queixo do homem.

Depois o sacerdote desencarnou.

Quando chegou ao "céu" chegou ao pé de Deus muito indignado:

- Senhor, depois de estar 40 anos ao teu serviço, deixaste-me morrer afogado. Sinceramente, que ingratidão!

Calmamente Deus respondeu-lhe:

- O quê? Então eu mandei-te primeiro um barco, depois outro e por fim ainda outro, para te salvar. E tu, em vez aceitares a ajuda, optaste por morrer afogado.

A fé que Jesus nos ensinou não é a fé deste sacerdote. As "montanhas" movem-se com suor e força vontade, com paciência e preserverança, não com uma varinha mágica nem comprando filmes publicitários tipo "lei da atracção" ou outros filmes e livros. Eu não vou em vendedores de promessas. Não abdico da racionalidade para me ajudar a decidir. Só se desilude quem se ilude e eu tenho muitas ilusões, mas essa não tenho. Se me perguntar se decido sempre bem, digo-lhe já que não. Sei como se deve fazer, mas nem sempre sou capaz, porque, por vezes me deixo iludir. A perfeição ainda não é deste mundo.

Citar
Só se desilude quem se ilude.

José Hermógenes (Prof. de Hatha Yoga brasileiro)

E devemos agradecer muito pelos meios que Deus nos deu.

Por isso é que eu disse na mensagem anterior:

- Fia-te na virgem, e não corras...

bem haja
Título: Re: O Mito da Verdade
Enviado por: Anton Kiudero em 20 de Junho de 2009, 18:35
A Arte de Desaprender

Muita coisa aprendi,
No decurso da minha vida
Mas só no fim da vida
Aprendi a arte dificílima
De desaprender...

Desaprender os erros sem conta
Que os sentidos percebem
Na sua erudita ignorância...
Aprendera ele que os fatos externos
São a própria Realidade.

Aprendera que este mundo
Que os sentidos percebem
E o intelecto concebe,
São a realíssima
E única Realidade...

E por largos anos
Andei escravizado por essa ilusão.
Pois, que admira?
Se, por tantos séculos e milênios,
Dormira a humanidade nas trevas,
Como poderia eu, em poucos decênios,
Despertar para a luz?
Até que, finalmente, descobri
A Realidade para além das facticidades,
A alma do eterno Ser
No corpo desse efêmero parecer.

Hoje sei que os fatos são meros reflexos
No espelho bidimensional de tempo e espaço,
Reflexos da Realidade,
Que está em sentido oposto
A esses fatos refletidos
No espelho de tempo e espaço.

Mas só Deus sabe quanto esforço,
Quantos sofrimentos,
E quanta agonia me custou
Essa nova atitude,
Essa meia-volta que tive de dar
Ante o espelho do mundo das velhas ilusões,
Para enxergar o novo mundo da verdade!

Esse movimento de 180 graus,
Que dei em face do refletor,
Essa conversão dos conhecidos finitos
Para o desconhecido Infinito
Me custou o holocausto do meu ego,
Esse sangrento egocídio,
Que a verdade me exigiu.

Mas agora, de costas para os fatos
E de rosto para a Realidade,
Me sinto grandemente liberto
E jubilosamente feliz
E, em vez de amar o mundo sem Deus,
Amo o mundo em Deus
Porque vejo em cada fato efêmero
O reflexo da Realidade eterna.

Huberto Rohden
Do livro: Escalando o Himalaia - Ed. Martin Claret

Título: Re: O Mito da Verdade
Enviado por: Gigii em 20 de Junho de 2009, 19:12
Belissimo poema meu amigo Anton  :-*
Título: Re: O Mito da Verdade
Enviado por: procura em 20 de Junho de 2009, 20:27
Boa tarde amigo Vitor


Vejo que já chegou ao sentido que tem a palavra fé no mito da verdade. Um cientista quando vai tentar seguir um caminho para provar uma teoria cientifica, é porque tem fé naquilo que tem em mente. Aí segue com trabalho e suor a sua fé para chegar ao fim, que pode até nem ser correcto. Mas é essa fé que nos leva na caminhada, e não estamos aqui a falar de uma fé cega , mas na tal fé que Jesus nos fala.


Muita Paz
Bem Haja
Título: Re: O Mito da Verdade
Enviado por: Haga em 21 de Junho de 2009, 09:16
A mente não pode buscar a verdade, porque não a conhece.
A mente não pode reconhecer a verdade, porque jamais a conheceu.
A mente só conhece formas ilusórias da natureza.
A verdade não é questão de opinião, nem de teoria.
A verdade nada tem a ver com o que se tenha dito ou deixado de dizer...
A verdade advém a nós de forma espontânea, quando a consciência se libera para o Ser...
"Conhecei a Verdade e ela vos fará livres."
De que serve ao homem conhecer mil teorias se jamais experimentou a Verdade?
Mais vale nos autoconhecermos, para liberarmos a Essência, despertarmos a Consciência e chegarmos a experimentar um dia em forma direta, o Real Ser de forma verdadeira.
...

Samael
Título: Re: O Mito da Verdade
Enviado por: Haga em 21 de Junho de 2009, 09:35
A verdade da mentira
Marcelo Ferrari


Você sempre fala, e como fala, que está interessado em encontrar a verdade, custe o que custar. Diz que busca a verdade dia e noite. Que quer descobrir a verdadeira verdade. Diz que não agüenta mais tanta filosofia de botequim, doutrina de shopping center, mestre sala, guru, blá-blá-blá, pipipi e pópópó. Bem, isto é o que você diz, agora, eu lhe pergunto: se você quer saber a verdade, será que está preparado para admitir a mentira também? Sem folhas de parreira? Ou será que está apenas buscando uma nova mentira? Uma mentira mais erudita? Mais cibernética? Mais poética? Mais perfumada? Mais apaixonante?

A verdade sobre a mentira é muito simples: tudo que você conhece é mentira. Eis a verdade! Tremendo paradoxo, não é mesmo? Mas creio que isto explica porque você roda-roda, busca-busca, mas nunca que encontra a verdadeira verdade. Você busca uma verdade separada da mentira, mas a verdade e a mentira são como o oceano e a onda, inseparáveis.

A verdade sobre a mentira não é uma nova verdade. Muito pelo contrário! É olhar para a mesma mentira de sempre e reconhecer a mesma verdade de sempre: tudo que você conhece é mentira. Ou seja, você já sabe a verdade, falta apenas saber que sabe. Eis o truque. Se você está em frente um espelho acreditando que você é sua imagem, e, de repente, você se dá conta que não é a imagem, o que muda de fato? Nada muda. Você apenas se dá conta que está olhando para sua imagem. Saber a verdade é simples assim: ver a mentira.

Vou ilustrar com outro exemplo. Certa vez, negociando com um amigo, notei que ele estava puxando a sardinha para o lado dele. Fiz um semblante de Francisco de Assis e o chamei de egoísta. Ele me respondeu de supetão: "Sou egoísta sim, porque, você não é?". Ele quebrou minhas pernas e meu nariz de Pinóquio. Fui obrigado a ver a mentira evidente: meu Francisco de Assis era um hipócrita.

Mas por que tanta confusão teórica sobre algo tão simples? Ora, justamente porque é simples. A função do pensamento é iludir você, não é despertá-lo. Sendo assim, se você quer realmente saber a verdade, sugiro que pare imediatamente de buscar a verdade e passe a observar a mentira. Por exemplo, até quando você vai fingir que não é invejoso? Até quando vai fingir que não sente raiva? Até quando vai fingir que não cobiça a mulher do próximo e do distante? Até quando vai fingir que é feliz?

Para concluir esta introdução, quero dizer que há um caminho filosófico endeusado pelo racionalismo e trilhado por seguidores fiéis, mas que não leva, nunca levou e nunca levará você a verdade: é o caminho teórico. Por que digo isto? Primeiro porque já o trilhei. Depois, porque buscar a verdade de forma teórica é o mesmo que um cego decorar a definição de visão e achar que sabe o que é ver. Não é raciocinando teorias sobre a verdade que você sabe a verdade. A verdade não é uma teoria, uma ideologia, uma crença, um conhecimento cientifico, nem espiritual, a verdade é o que você sabe quando está olhando para a mentira.
Título: Re: O Mito da Verdade
Enviado por: Vitor Santos em 21 de Junho de 2009, 18:18
Olá Doctor

Deixo aqui uma reflexão sobre a sua mensagem:

- É um facto que o nosso orgulho nos esconde a verdade, omitindo-nos os nossos próprios defeitos. E por isso, a razão e os espiritos, dizem-nos que temos de nos auto-conhecer.

- O uso da razão não é inventar ou adoptar teorias ocas. Pelo menos não é assim que eu interpreto a palavra.  Usar a razão é o mesmo que usar a inteligência para se conduzir: ter disciplina, ter em conta a nossa condição de espiritos, ser sensato, equilibrado, caridoso (ver os outros como irmãos em Deus), não prejudicar ninguém, perdoar a todos e a nós próprios, enfim comportar-se da forma que nos conduz na direcção de Deus e da felicidade.

As pessoas inteligentes escolhem o melhor para si mesmos, as pessoas moralmente evoluidas e inteligentes escolhem o melhor para si proprios e tb para o bem comum.

Claro que a perfeição não é ainda deste mundo, mas podemos trabalhar positivamente, cruzar os braços, ou trabalhar negativamente. Como se aproximar destes critérios sem fazer o uso da razão? Uma coisa é usar a razão, outra diferente é usar a razão.

Mas a sua mensagem parece merecer um estudo cuidado e mais aprofundado. É o que vou fazer. Obrigado pela partilha.

bem haja
Título: Re: O Mito da Verdade
Enviado por: Haga em 12 de Setembro de 2009, 18:04
Krishnamurti e a Verdade

Em 3 de agosto de 1929, com mais de 3.000 membros em Ommen, e com centenas de holandeses ouvindo pelo rádio, Jiddu Krishnamurti deu um fim em parte de sua própria história, dissolvendo a extensa organização que havia sido criada ao redor dele, com o seguinte pronunciamento:

"Sustento que a Verdade é uma terra sem caminhos, e vocês não podem aproximar-se dela por nenhum caminho, por nenhuma religião, por nenhuma seita. Este é meu ponto de vista e eu o sigo absoluta e incondicionalmente... Se compreenderem isso em primeiro lugar, verão que é impossível organizar uma crença. A crença é uma questão puramente individual, e não podemos nem devemos organizá-la. Se assim o fizermos, ela morrerá, ficará cristalizada; tornar-se-á um credo, uma seita, uma religião para ser imposta aos outros. É isso o que todos no mundo inteiro estão tentando fazer!

A Verdade é confinada e transformada em um brinquedo para os fracos, para os que estão momentaneamente insatisfeitos. A Verdade não pode ser trazida para baixo; é o indivíduo que deve fazer o esforço de ascender até ela. Não podemos trazer o topo da montanha para o vale...

Apesar disso, vocês provavelmente formarão outras Ordens, continuarão a pertencer a outras organizações à procura da Verdade. Caso se crie uma organização com este propósito, ela irá tornar-se uma muleta, uma fraqueza, uma servidão e incapacitará o indivíduo, impedindo-o de crescer, de estabelecer sua unicidade, que jaz na descoberta por si mesmo daquela absoluta, incondicionada Verdade. Não se trata de nenhum feito magnífico, porque não quero seguidores, e é esse o meu propósito. A partir do momento em que seguirmos alguém, cessaremos de seguir a Verdade. Não me preocupo se estão prestando atenção no que estou dizendo ou não.

Quero fazer certa coisa no mundo e vou fazê-la com resoluta concentração. Estou preocupado com uma coisa essencial: libertar o homem. Desejo libertá-lo de todas as prisões, de todos os temores, e não fundar novas religiões, novas seitas nem estabelecer novas teorias e novas filosofias. Diante disso, naturalmente me perguntarão por que percorro o mundo todo, falando continuamente. Vou dizer-lhes por que faço; não porque desejo seguidores, nem porque desejo um grupo especial de discípulos especiais. Não tenho discípulos, nem apóstolos, seja na Terra, seja no reino da espiritualidade. Tampouco é o fascínio do dinheiro, nem o desejo de viver uma vida confortável que me atrai. Se eu quisesse viver confortavelmente, não viria para um acampamento ou viveria num país húmido! Estou falando francamente porque quero deixar isso bem claro de uma vez por todas.

Um jornalista que me entrevistou considerou um acto magnífico a dissolução de uma organização com milhares de seguidores. Ele disse que “Se não terá mais seguidores, não mais o ouvirão”...

Se houver apenas cinco pessoas dispostas a ouvir, a viver, com os rostos voltados para a Eternidade, será suficiente. Que adianta ter milhares que não compreendem, que estão completamente embalsamados em preconceitos, que não querem o novo, que só fazem traduzir o novo para adequar-se a seus próprios eus estéreis e estagnados!

Há dezoito anos vocês vêm preparando-se para este acontecimento, para o advento do Instrutor do Mundo. Por dezoito anos vocês organizaram, procuraram alguém capaz de dar um novo deleite a seus corações e mentes, de transformar suas vidas, de dar-lhes uma nova compreensão; alguém que os elevaria a um novo plano de vida, que lhes daria um novo encorajamento, que os libertaria - e agora, vejam o que está acontecendo! Considerem, pensem consigo mesmos e descubram de que maneira essa crença tornou-os diferentes - não superficialmente diferentes pelo fato de portarem uma insígnia, que é trivial, absurda. De que maneira essa crença afastou para longe todas as coisas não-essenciais da vida? Essa é a única maneira de julgar: de que maneira vocês estão mais livres, maiores, mais desafiadores para a sociedade que se baseia no falso e no não-essencial? De que maneira os membros desta organização tornaram-se melhores?

Vocês dependem para sua espiritualidade de outra pessoa, para sua felicidade, de outra pessoa, para sua iluminação, de outra pessoa... quando digo olhem para dentro de si mesmos para buscar a iluminação, a glória, a purificação e a incorruptibilidade do eu, nenhum de vocês se dispõe a fazê-lo. Devem existir alguns, mas são muito, muito poucos. Vocês se acostumaram a que lhes digam até que ponto avançaram, qual é seu status espiritual. Que infantilidade! Quem mais a não ser vocês próprios poderão dizer se são ou não incorruptíveis?

Mas aqueles que realmente desejam compreender, que estão buscando o eterno, sem princípio nem fim, caminharão juntos com maior intensidade, serão uma ameaça para tudo que não é essencial, para as irrealidades, as sombras... Minha única preocupação é tornar os homens livres, incondicionalmente livres".
Título: Re: O Mito da Verdade
Enviado por: EsterEly em 12 de Setembro de 2009, 18:48
Dissertações Espíritas
A Verdade vai nascer
Revista Espírita, abril de 1861

(Envio do Sr. Sabo, de Bordeaux.)

Quais são os dolorosos gemidos que vêm ressoar até o meu coração e fazem-no vibrar todas as fibras? É a Humanidade que se debate sob os esforços de um rude e penoso trabalho, porque ela vai dar nascimento à Verdade. Acorrei, pois, Espíritas, alinhai-vos em tomo de seu leito de sofrimento; que os mais fortes dentre vós tenham seus membros rijos sob as convulsões da dor: que outros esperem o nascimento dessa criança e a recebam em seus braços na sua entrada na vida. O momento supremo chega; ela se escapa, por um último esforço, do seio que a concebeu, deixando sua mãe algum tempo abatida sob a atonia da fraqueza. Entretanto, ela nasceu sã e robusta, e de seu largo peito aspira a vida a plenos pulmões. Vós, que assistis ao seu nascimento, é necessário que a seguis passo a passo em sua vida. Vede! A alegria de ter dado o nascimento dá à sua mãe uma recrudescência de força e de coragem, e de seus acentos fraternais ela chama todos os homens para se agruparem em torno dessa criança de bênção, porque pressente que de sua voz retumbante vai, em alguns anos, fazer cair a base do Espírito de mentira, e, verdade imutável como o próprio Deus, chamar para o Espiritismo todos os homens sob a sua bandeira. Mas não comprará o triunfo senão ao preço da luta, porque há inimigos obstinados que conspiram a sua perda, e esses inimigos são o orgulho, o egoísmo, a cupidez, a hipocrisia e o fanatismo, inimigos todo-poderosos que até então reinaram com império e não se deixarão destronar sem resistência. Alguns riem de sua fraqueza, mas outros temem a sua chegada e pressentem a sua ruína; por isso eles procuram fazê-la perecer, como outrora Herodes procurou fazer Jesus perecer no massacre dos Inocentes. Essa criança não tem pátria; ela erra sobre toda a Terra, procurando o povo que, o primeiro, que erguerá a sua bandeira, e esse povo será o mais poderoso entre os povos, porque tal é a vontade de Deus.

MASSILLON

saudações amigos

Título: Re: O Mito da Verdade
Enviado por: Haga em 18 de Setembro de 2009, 13:08
Quando curiosamente te perguntarem, buscando saber o que é Aquilo,
 
Não deves afirmar ou negar nada.
 
Pois o que quer que seja afirmado não é a verdade,
 
E o que quer que seja negado não é verdadeiro.
 
Como alguém poderá dizer com certeza o que Aquilo possa ser
 Enquanto por si mesmo não tiver compreendido plenamente o que É? 
E, após tê-lo compreendido, que palavra deve ser enviada de uma Região ?
 
Onde a carruagem da palavra não encontra uma trilha por onde possa seguir?
 
Portanto, aos seus questionamentos oferece-lhes apenas o silêncio,
 
Silêncio -e um dedo apontando o Caminho.
 
Verso Zen
Título: Re: O Mito da Verdade
Enviado por: hcancela em 18 de Setembro de 2009, 20:31
Olá amigos(as)

A verdade não é um mito!....

Jesus disse?

Conhecereis a verdade e ela vos libertará.

Portanto ela existe, só que ainda estamos em fase de aprendizado,e a verdade vai vindo devagar devagarinho.

O conhecemos por agora é a verdade possível, e ao nível do nosso conhecimento, mas não deixa de ser verdade. POR AGORA É A NOSSA VERDADE

SAUDAÇÕES FRATERNAS
Título: Re: O Mito da Verdade
Enviado por: Diegas em 19 de Setembro de 2009, 04:06
'...Pois o que quer que seja afirmado não é a verdade,
 
E o que quer que seja negado não é verdadeiro.
 
Silêncio -e um dedo apontando o Caminho.

Olá.

É por estas e outras ladainhas filosóficas que me faz cada vez mais admirar a simplicidade e objetividade da Doutrina Espírita.

Que tal voltar ao planeta Terra - Zen - para explicar-nos como silenciar ou abster-se de opinar diante de tantas solicitações ? Até Ghandi, que vivia muito zen-da-vida (desligava-se deste mundo tecendo suas roupinhas no tear) opinou sobre o dominio britanico, trazendo a independencia ao povo indiano.


Abç  
Título: Re: O Mito da Verdade
Enviado por: Vitor Santos em 19 de Setembro de 2009, 13:21
Olá

Há que distinguir a verdade absoluta, que só os espíritos puros poderão alcançar, portanto muito distante de nós, e a verdade humana.

Quando se diz que não se pode alcançar a verdade, penso que se está a falar na verdade absoluta.

Quando dizemos que procuramos a verdade, estamos a dizer que procuramos a máxima aproximação da verdade que o nosso estado de evolução pode alcançar e não a verdade absoluta.

A tentativa de divulgar a quem não quer ouvir é infrutífera. Daí que o silêncio seja a melhor solução para essas pessoas (não dar pérolas a porcos ...).

Se alguém aqui na terra está convencido que conhece a verdade absoluta, está errado com certeza.

Uma frase desgarrada, fora de contexto, não tem significado, vinda de sábios antigos ou de seja lá quem for. Todas as frases são ditas num determinado contexto.

Concordo com o amigo Diegas: de facto, em termos de objectividade e clareza, não conheço nada melhor do que a codificação espirita. Nas outras obras escritas há umas mais objectivas do que as outras, não dá para generalizar.

A codificação foi escrita de forma a tornar o leitor autónomo e não dependente do escritor, dos gurus/ sacerdotes ou de livros futuros. É um acto de caridade cristã sem qualquer intuito comercial. O objectivo único foi transmitir conhecimentos, cada vez tenho menos dúvidas disso.

bem hajam
Título: Re: O Mito da Verdade
Enviado por: Anton Kiudero em 24 de Setembro de 2009, 06:15
A verdade é aquilo que cada um percebe do Pai. E cada um percebe somente aquilo que o Pai lhe dá a perceber. Assim, todas as verdades individuais serão sempre absolutamente verdadeiras para cada um e serão sempre passageiras como a brisa da madrugada e mentiras ou falsidades para os demais.

No entanto existem as poucas verdades universais ja de conhecimento dos seres humanos e que por serem tão antagonicas as verdades individuais, que são as provas de cada um, são negadas unanimemente por quase todos.

Portanto cada um que acredite no que quizer e desejar, utilzando a razão ou não, porque estara em ultima analise acreditando em suas ilusões particulares, quando o proposito das provas é justamente libertar-se de todas as suas verdades.

E consequentemente todos indistintamente estarão sempre certos, acreditando no que acreditam ser verdadeiro. Pois não existe erro no universo do Pai.
Título: Re: O Mito da Verdade
Enviado por: Haga em 24 de Setembro de 2009, 10:40
"Este tema parece simples. Verdade é uma coisa verdadeira, real, certa. Tudo aquilo que for certo, que for real, que for verdadeiro, enseja uma verdade.

Será, porém, que é assim realmente tão fácil se descobrir uma verdade? Será que um ser humanizado pode afirmar categoricamente que aquilo que ele sabe são verdades absolutas, conhecimentos que não sofrerão alterações com o passar do tempo? São estas perguntas que coloco para começar nossa mensagem a respeito da ‘verdade’.

Praticamente todas as afirmações feitas pelo homem algum dia sofreram retoques. Em determinados momentos, novos conhecimentos sempre alteraram o sentido de uma verdade que era conhecida. Isto sem falar nos conhecimentos que alteram completamente a verdade conhecida, passando aquela compreensão a ser descrita pelo termo ‘mentira’.

O homem já achou que o sol girava em torno do seu planeta: foi verdade durante muitos anos, hoje é mentira. O homem já achou que o planeta era chato e que se cairia através das bordas dele: foi verdade, hoje é mentira. O homem já achou que os mares eram habitados por monstros imensos: foi verdade, hoje é mentira.

Nada escapou à ação de novos conhecimentos. Tudo, desde compreensões individuais (achar) até leis e ciências humanas foram verdades um dia e hoje são apenas mentiras.

Isso é real. Mas, vamos trazer os exemplos um pouco mais para perto de nós mesmos, ou seja, para nossa compreensão individual das coisas. Quantas verdades de nossas vidas já sofreram retoques ou foram completamente reestruturadas ou destruídas?

Lembremos da visão do mundo de quando éramos crianças, depois quando nos transformamos em jovens e comparemos àquelas que vivenciamos depois que alcançamos a maturidade. Todas estas fases tiveram verdades que foram absolutas na vida de cada um e que em determinado momento foram significativamente alteradas ou completamente mudadas.

Se tudo isso que falamos, para não continuarmos nos estendendo em exemplos, foi verdade e hoje não é mais, nunca foi realmente verdade, pois a Verdade é absoluta sempre.

Não existe verdade hoje que amanhã não seja mais. Não existe verdade hoje que possa ser retocada, ou aprimorada, amanhã. Se algo faltou para que fosse verdade, mesmo enquanto houve a falta foi mentira, não verdade.

E se em todas as épocas as verdades de então sofreram alterações, na verdade, sempre foram mentiras. À época foram consideradas como verdadeiras, mas nunca foram realmente, porque posteriormente foram desmentidas.

Isso ocorre porque no mundo dos encarnados não existe a Verdade Absoluta, a não ser a Verdade Divina. Tudo o que é compreendido pelo espírito humanizado enquanto encarnado é sempre uma verdade temporária: uma verdade de acordo com o grau evolutivo dos habitantes do planeta (da humanidade como um todo e de cada ‘pessoa’ individualmente).

Todas as verdades relativas são criadas a partir de um conhecimento, mas este nunca vai parar de evoluir. E, como esta evolução constante do conhecimento quebra verdades para impor novas, ele nunca cria Verdades Absolutas, mas apenas relativas. Apenas aquele que conhece o que é imutável pode chegar à Verdade Absoluta.

Assim, não existe em situação alguma a Verdade dentro do planeta Terra. A verdade para este planeta nada mais é do que a interpretação de conhecimentos. O ser humanizado interpreta conhecimentos e dele gera verdades relativas, que não são verdadeiras, mas apenas conhecimento para determinada época.

O que pode ser percebido enquanto encarnado são verdades que não são universais e sim verdades individuais: a sua verdade. Isso ocorre porque é uma interpretação de conhecimento e como cada um possui uma interpretação, cria, então, a sua verdade.

Tal procedimento, no entanto, não gera problemas para a evolução espiritual. Ter verdades individuais não é problema, mas sujeitar-se a elas crendo nelas como absolutas, é que realmente interfere na evolução espiritual.

Não existe uma Verdade Absoluta conhecida, uma certeza, mas apenas interpretações diferenciadas da Verdade, que é Universal.

Cada um tem a sua verdade e deve trilhar a sua vida dentro dela. No entanto não pode impô-la a terceiros, pois desta forma estaria usando da arrogância de imaginar que é o único ‘certo’. Tal forma de proceder afeta a Verdade única e maior que é a de Deus.

Esta sim é uma Verdade definitiva porque mudam os anos, os séculos, os milênios e a lei de Deus, a Verdade de Deus continua a mesma. Desde que o primeiro espírito ocupou a matéria densa até o mais novo espírito que a tenha ocupado no Universo, a Verdade divina é a mesma, nunca sofreu alteração.

Esta é uma Verdade infinita porque ela nunca irá sofrer alterações. O raciocínio dos seres humanizados hoje não é o raciocínio verdadeiro, definitivo. Quantas coisas você á pensou para, posteriormente, se arrepender de ter acreditado naquilo?

Daí a importância deste tema. O conhecimento de que a verdade que cada um possui não existe como definitiva, é a base do espírito para poder buscar integrar-se ao Todo, ao Universal.

Quando o ser universal, encarnado ou não, descobre que não existe Verdade absoluta, a não ser a Verdade Divina, ele não precisa ter a soberba para defender seu patrimônio material ou o seu ponto de vista, porque eles podem ser alterados daqui a pouco. Quando o espírito reconhece que a verdade não existe como absoluta ele não precisa ter arrogância para questionamentos ou defesa de seus pontos de vista porque sabe que eles vão ser alterados com o passar dos tempos.

Quando o espírito descobre que a verdade só é a Verdade de Deus, ele pode se portar de acordo com as leis de Deus sem ferir o seu pensamento, o seu padrão de raciocínio, pois sabe que este padrão só é válido para o dia de hoje: amanhã ele pode ser completamente diferente.

Como julgar se não se conhece a Verdade? Como emitir parecer sobre coisas se existe a consciência de que o que está sendo falado será alterado daqui a pouco?

A consciência da existência das verdades individuais é fundamental para que o espírito possa viver de acordo com as leis divinas. Só o espírito que tem esta compreensão sabe que na sua vida ou no seu universo nada é definitivo, a não ser a presença, as leis e o poder de Deus. Tudo é transitório: com esta crença se perde o absolutismo.

O espírito, a partir desta conscientização, começa, então, a ‘ver’ um universo onde tudo que aparece na sua vida é temporário, impressão passageira. Um universo onde as coisas que estão lhe machucando no momento certamente vão virar mentiras daqui a pouco. Um universo onde não há necessidade de se batalhar, de se disputar palmo a palmo vaidades que certamente amanhã virarão mentiras.

Verdade, resumindo, é uma coisa que não existe na vida de um espírito encarnado, a não ser que esta seja a verdade de Deus; as Suas leis, o Seu amor e o Seu poder sobre os filhos que estão no processo de reencarnação.

Com as graças de Deus.

 

Algumas considerações sobre verdades humanas

 

PRIMEIRA IMPRESSÃO

Quem ainda não deixou de gostar de alguém e depois passou a gostar? O desgostar pode ter sido motivado por ‘verdades individuais’ repassadas por outros. Através do raciocínio das informações recebidas, cada ser humanizado faz um julgamento de outros seres humanizados. No entanto, quando adquire novos conhecimentos, ou seja, novas informações, a verdade que se acreditava pode mudar.

Dessa forma, a primeira impressão não foi verdadeira, já que a crença sobre aquela outra pessoa se alterou. Como dissemos antes, se a verdade um dia se transformar em mentira é porque nunca foi verdade, pois para sê-la, tem que valer por toda a eternidade.

Sendo assim, o ser humanizado não deve acreditar na primeira ou em qualquer outra impressão que tenha sobre outros seres encarnados, pois elas podem ser alteradas ao longo dos tempos.

 

GRADUAÇÕES DE VERDADE

Não existem graus de verdade. Essa confusão é feita por muitos seres humanizados. A Verdade é sempre uma só.

Não existe, por exemplo, pessoa quase honesta: ou ela é ou não é. Para se ser honesto tem que ser desta forma vinte e quatro horas por dia, ainda que ela mesma, aparentemente, se prejudique com sua forma de ser.

Se, no entanto, ocorrer um só deslize durante toda a sua ‘vida’ a honestidade acaba, ou seja, o ser honesto transforma-se em uma verdade relativa.

Com a verdade o mesmo se sucede. Para uma coisa ser verdadeira tem que ser assim vinte e quatro horas por dia durante toda a eternidade. A partir do momento que sofrer o menor reparo deixará de ser verdade."

http://meeu.org/mensagens/index.htm (http://www.forumespirita.net/fe/go.php?url=aHR0cDovL21lZXUub3JnL21lbnNhZ2Vucy9pbmRleC5odG0=)