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CONVÍVIO => Off-topic => Tópico iniciado por: acerlopes em 23 de Fevereiro de 2011, 13:15

Título: DEPRESSÃO
Enviado por: acerlopes em 23 de Fevereiro de 2011, 13:15
DEPRESSÃO

Somos também natureza; possuímos as estações da alegria, do entusiasmo, da moderação e do desânimo, assim como as da primavera, do verão, do outono e do inverno.

Em muitas circunstâncias, podemos considerar a depressão como natural período de transição. São tempos de mudanças e crescimento, épocas de tristeza que antecedem novos horizontes de amadurecimento do ser em constante processo de evolução.

 Os fenômenos naturais da vida sucedem, organizados, em ciclos determinados. Os períodos de troca dos antigos conceitos por outros tantos mais novos e melhores para o nosso momento atual fazem parte desse ciclo natural da consciência humana. Porque entusiasmo, da moderação e do desânimo, assim como as da primavera, do verão, do outono e do inverno.

 Aprendendo com a natureza entre as observações das leis que regem os ecossistemas, é que deixaremos as atmosferas cinzentas da depressão passar para fixarmo-nos nos dias de sol e de alegria, que voltarão a brilhar.

 Os elementos da natureza não existem separados uns dos outros, mas tendem a se combinar em sistemas mais complexos, estabelecidos a partir de uma série de associações físicas e biológicas. Através das relações de permutas constantes, eles adquirem uma espécie de "vida coletiva", o que lhes dá uma habilidade par se auto-organizarem e auto-reproduzirem ao longo do tempo. A esse fenômeno a Ecologia denomina "ecossistema". O pensamento ecológico procura investigar algumas das leis que regulam e formam os mecanismos ecossistêmicos. Vamos descrever as que consideramos mais importantes para as nossas reflexões neste estudo:

1) A "diversidade" - Quanto maior a multiplicidade de elementos existentes no ecossistema, maior sua capacidade de se auto-regular, pois maiores serão as propriedades com que ele contará para reorganizar os elementos num novo equilíbrio.

2) A "interdependência" - Na unidade funcional do ecossitema tudo está conectado com tudo, de tal modo que não poderemos tocar num elemento isolado sem atingirmos o conjunto. Assim também ocorre com o corpo humano, já que não se pode abalar um órgão sem envolver todo o organismo.

3) A "reciclagem"- Todo elemento natural liberado no ambiente é reintroduzido de alguma forma pelo ecossistema. Através desses reaproveitamentos é que os resíduos biológicos permanecem circulando e sendo reproduzidos numa espécie de ciclo fechado. É isso que permite a sobrevivência desse imenso complexo ecológico.

"...O homem, tendo tudo o que há nas plantas e nos animais, domina todas as outras classes por uma inteligência especial, indefinida, que lhe dá a consciência do seu futuro, a percepção das coisas extramaterias e o conhecimento de Deus." ( 1 )

  Por sermos parte deste grandioso espetáculo da natureza e possuirmos a capacidade de entendê-lo racionalmente, é que deveríamos ser os primeiros a considerar a sagrada naturalidade que há em nós, bem como a perceber, conscientemente, seu processo atuando em nossa intimidade.

 Eis algumas conexões entre as leis ou regras de funcionamento dos ecossistemas, que nos ensinarão a regular nosso ritmo de vida para não voltarmos aos velhos padrões de pensamentos depressivos:
1) Na "diversidade" de novos conhecimentos filosóficos, religiosos ou científicos e na análise de diversos modos  de definir a realidade das coisas é que aumentaremos a capacidade de auto-regular-nos emocionalmente para restabelecermos um novo equilíbrio existencial.
2) Na "interdependência" da vida social, mas nunca no isolamento, é que extrairemos as experiências de que necessitamos para sair do marasmo, pois é nas relações de permuta constante na vida coletiva que aprenderemos que tudo está relacionado com tudo. Devemos descobrir nossas similaridades com toda a obra da Criação. Ninguém será feliz sozinho, pois o homem é apenas uma parcela dessas grande sinfonia da evolução da vida na Terra.
3) Na "reciclagem" de todos os elementos que as experiências da vida nos oferecem, o reaproveitamento deverá ser feito indistintamente, tanto para os que chamamos bons quanto para os que consideramos maus. Alegria e tristeza são nossos companheiros de viagem, estão sempre nos ensinando algo na caminhada evolucional. Tudo tem seu próprio valor e lugar na existência; por isso, não devemos tentar afastar de forma irrefletida as nuvens negras que impedem, momentaneamente, que a luz nos alcance. A vida na Terra ainda é um jogo de luzes e sombras. Tudo na vida tem um fim utilitário para crescermos integralmente.

A reflexão atenta a esses apontamentos permite-nos entender melhor nossos ciclos depressivos, recolhendo assim as abençoadas sementes da "arte de viver".

 

(Texto extraído da obra " As Dores da Alma" , psicografado pelo médium Francisco do Espírito Santo Neto, da autoria espiritual de Hammed)

 

Paz e Luz

Título: Re: DEPRESSÃO
Enviado por: lynn em 23 de Fevereiro de 2011, 14:12
Bom dia irmão acerlopes!
Parabéns pela abordagem...considerada o Mal do Século XXI.
Coloco aqui um pequeno texto extraído de "Perda do sentido ético existencial" contida no llivro O despertar do Espírito, pscografia de Joanna da Ângelis.

As síndromes de infelicidade cultivada tornam-se estados patológicos mais profundos de nostalgia, que induzem à depressão.
Toda vez, portanto, que se desenhem sombras perturbadoras nos painéis da emoção, trabalhando contra os valores éticos da existência - dever, realização, trabalho, alegria, inspiração para o belo e o útil, crepúsculo interior, necessidade de autopunição ou episódios de compaixão - torna-se imprescindível buscar o recurso terapêutico, mediante o trabalho interior de renovação dos valores e ideais esposados, ou recorrer ao auxílio técnico do psicoterapeuta, capaz de reativar os centros de vida, momentaneamente submersos no mar encapelado dos conflitos.
abraços fraternos,
lynn
Título: Re: DEPRESSÃO
Enviado por: lynn em 23 de Fevereiro de 2011, 14:15
Desculpe-me irmão pela falha na escrita: Espírito Joanna de Ângelis.
lynn
Título: Re: DEPRESSÃO
Enviado por: Mourarego em 23 de Fevereiro de 2011, 14:33
Depressão (também chamada de transtorno depressivo maior no Brasil e perturbação depressiva major em Portugal) é um problema médico caracterizado por diversos sinais e sintomas, dentre os quais dois são essenciais: humor persistentemente rebaixado, apresentando-se como tristeza, angústia ou sensação de vazio e redução na capacidade de sentir satisfação ou vivenciar prazer.
O estado depressivo diferencia-se do comportamento "triste" ou melancólico que afeta a maioria das pessoas por se tratar de uma condição duradoura de origem neurológica acompanhada de vários sintomas específicos. Ou seja, depressão não é tristeza. É uma doença que tem tratamento.
Amigos, hoje em dia está em voga o modismo de se falar em depressão no meio Espírita, mas ela é o que acima está descrito e nada mais.
Antes se falava em enxaqueca, mas ela perdeu o terreno para a depressão tornando-se o veio de que muitos usam para postarem uma enxurrada de sandices.
Cuidado! Depressão é doença e doença forte e perigosa.
Querem saber sobre depressão procurem um médico da área.
Os Espíritos nos avisam que não estão aqui para resolverem os problemas que nós mesmos possamos resolver.
vejam:
"É preciso não perder de vista que a missão dos Espíritos é de nos instruir, de nos melhorar, mas  não de se substituir à iniciativa de nosso livre arbítrio; eles nos sugerem pensamentos, nos ajudam  com os seus conselhos, sobretudo no que toca às questões morais, mas deixam ao nosso julgamento  o cuidado da execução das coisas materiais que não  têm por missão nos poupar. Que os homens se  contentem por serem assistidos e protegidos pelos  bons Espíritos, mas que não descarreguem neles a  responsabilidade que incumbe ao papel do encarnado.
Abraços,
Moura
Título: Re: DEPRESSÃO
Enviado por: Victor Passos em 23 de Fevereiro de 2011, 15:41
Ola muita paz e harmonia

Doença de todos os tempos

    A depressão é uma doença somente dos nossos tempos?

    Não. A depressão é uma doença tão antiga quanto o homem. Se percorrermos as páginas da História encontraremos, em todas as épocas, irmãos nossos apresentando um comportamento típico dos depressivos.

    À luz da reencarnação, nós poderemos ser os depressivos da História, ora mergulhados em um novo corpo, para uma nova experiência, em busca da libertação definitiva, como, aliás, consta expressamente da questão 132 de "O Livro dos Espíritos".

    Jó, um dos tantos personagens bíblicos, é dos exemplos mais clássicos.

    Possuindo esposa, filhos e empregados, bem como amigos e respeitabilidade, e muitos bens materiais, como, bois, jumentos, ovelhas, camelos, numa certa quadra de sua existência, perdeu-os praticamente a todos.

    Além dessa perda (que pode ser uma das causas da depressão), Jó ainda enfrentou adversidades, enfermidades e incontáveis aflições. Conta a história deste personagem que ele, tendo resistido por um certo período, termina por abater-se, caindo em profunda depressão, amaldiçoando a vida e desejando a morte, conduta esta, como se verá, em capítulo próprio (V:conseqüências), muito comum entre os portadores de tal enfermidade.

    No capítulo três de seu livro, versículos 20 a 22, Jó chega a exclamar: porque se dá luz ao miserável, e vida aos amargurados de ânimo, que esperam a morte, e ela não vem: e cavam em procura dela mais do que de tesouros ocultos; que de alegria saltam, e exultam, achando a sepultura?

    Também no colégio apostólico de Jesus encontraremos dois personagens que apresentaram, em algumas circunstâncias, um comportamento tipicamente depressivo. São eles: Pedro e Judas Iscariotes.

    Pedro, como narram as Escrituras, negou que conhecesse a pessoa do Mestre, quando este era julgado.

    Este apóstolo apresenta uma outra causa de depressão, qual seja, o sentimento de culpa em face do erro praticado, negando que conhecesse o Amigo. Mateus, narrando o episódio, comenta a atitude de Pedro: e, saindo dali, chorou amargamente.

    Isolar-se e chorar amargamente, comumente, é típico de depressivo.

    Judas, por sua vez, ainda segundo as narrativas evangélicas, teria vendido o Amigo. Em decorrência do erro (mesma causa de Pedro), que o levou ao remorso, Judas apresenta uma das mais graves conseqüências da depressão: o suicídio, como narrado por Mateus.

    Sendo uma doença de todos os tempos, a depressão está presente nos dias atuais, podendo-se afirmar que são muitos os depressivos célebres e somam-se, aos milhões, os doentes que jazem no anonimato. São tantos os depressivos nos tempos hodiernos, que chegam alguns a afirmar ser a depressão a doença do século.

Livro: Depressão - causas, conseqüências e tratamento
Izaias Claro

Muita paz e harmonia

Victor Passos