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CONVÍVIO => Off-topic => Tópico iniciado por: Fernando B. em 06 de Outubro de 2009, 08:49

Título: CIENTISTAS ITALIANOS REPRODUZEM O SANTO SUDÁRIO
Enviado por: Fernando B. em 06 de Outubro de 2009, 08:49
Cientistas italianos reproduzem Santo Sudário

Técnica utilizada aponta que tecido é da época medieval.
A mesma técnica já era disponível no século 14.

Do G1, com Agências Internacionais

Um grupo de cientistas italianos afirmou nesta segunda-feira (5) ter reproduzido o Sudário de Turim, o “Santo Sudário”, o que provaria que o tecido que os cristãos acreditam ter recoberto Jesus Cristo após de morto seria na verdade da época medieval.

O sudário traz a imagem de um homem crucificado, com rastros do que seria sangue escorrendo de feridas nas mãos e nos pés, e crentes afirmam que se trata da imagem de Jesus gravada nas fibras por algum meio sobrenatural, durante a ressurreição.

(http://g1.globo.com/Noticias/Ciencia/foto/0,,25067587-FMM,00.jpg)

Os cientistas reproduziram o sudário usando materiais e métodos que estavam disponíveis no século 14, diz o Comitê Italiano para Verificação de Alegações Paranormais.

O grupo afirma, em nota, que se trata de mais uma evidência de que o sudário é uma falsificação produzida na Idade Média. Em 1988, pesquisadores usaram datação por radiocarbono para determinar que a relíquia havia sido produzida no século 13 ou 14.

Mas muitas pessoas continuaram a acreditar que o sudário possui "características inexplicáveis que não podem ser reproduzidas por mãos humanas", disse o cientista Luigi Garlaschelli, em nota. "O resultado obtido indica claramente que isso poderia ser feito com o uso de materiais baratos e um procedimento simples".

Garlaschelli, professor de Química da Universidade de Pavia, disse ao jornal La Repubblica que sua equipe usou linho tecido com as mesmas técnicas que as usadas no sudário, e envelhecido artificialmente por aquecimento em um forno e lavagem

O pano então foi colocado sobre um estudante que usava uma máscara para reproduzir o rosto, e esfregado com um pigmento vermelho muito usado na Idade Média. O processo consumiu uma semana, disse o jornal.

O sudário aparece pela primeira vez na história nas mãos de um cavaleiro francês, em 1360.

De propriedade do Vaticano, o sudário é mantido numa câmara especial da catedral de Turim, e raramente é exibido em público. A última apresentação foi no ano 2000, quando atraiu mais de 1 milhão de visitantes. A próxima está prevista para 2010.

Oficialmente, a Igreja Católica não afirma ou nega a autenticidade da relíquia, mas diz que se trata de um potente símbolo do sofrimento de Jesus.
Título: Re: CIENTISTAS ITALIANOS REPRODUZEM O SANTO SUDÁRIO
Enviado por: Fernando B. em 06 de Outubro de 2009, 09:37
Santo Sudário é uma farsa?  

Seg, 05 Out, 06h08
Por Philip Pullella


ROMA (Reuters) - Um cientista italiano afirma ter reproduzido o Santo Sudário, um feito que, segundo ele, prova definitivamente que o linho reverenciado por alguns cristãos como a roupa de enterro de Jesus Cristo é uma farsa medieval.

A coberta carrega a imagem, estranhamente invertida como um negativo fotográfico, de um homem crucificado que alguns acreditam ser Cristo.

"Mostramos que é possível reproduzir algo que tem as mesmas características do Sudário", disse nesta segunda-feira Luigi Garlaschelli, que deve ilustrar os resultados em conferência sobre o paranormal neste fim de semana no norte da Itália.

Professor de química orgânica da Universidade de Pavia, Garlaschelli mostrou à Reuters o papel que ele entregará e as fotografias que acompanham a comparação.

O Santo Sudário mostra a frente e as costas de um homem barbudo com um cabelo comprido, com braços cruzados no peito, enquanto a roupa inteira é marcada pelo que parecem ser filetes de sangue de ferimentos nos pulsos, pés e lados.

Testes de data por carbono feitos por laboratórios em Oxford, Zurique e Tucson, Arizona em 1998 causaram sensação por datarem o sudário entre 1260 e 1390. Os céticos disseram que era um trote, possivelmente para atrair o rentável negócio da peregrinação medieval.

Mas cientistas se encontram, até agora, perdidos em explicar como a imagem foi deixada na roupa.