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GERAL => Psicologia & Espiritismo => Sexualidade => Tópico iniciado por: Ace em 02 de Dezembro de 2015, 11:38

Título: Celibato e Cristianismo
Enviado por: Ace em 02 de Dezembro de 2015, 11:38
Celibato  e Cristianismo

Estava a pensar neste assunto, fui pesquisar e encontrei este texto:

"O Celibato é visto de forma diferente por diferentes grupos cristãos. A Bíblia ensina que o celibato é um estado de honra. O apóstolo Paulo escreve em 1 Coríntios 7, "É bom para um homem não ter relações sexuais com uma mulher." Mas, devido à tentação de imoralidade sexual, cada homem deve ter a sua própria mulher e cada mulher seu próprio marido." (versículos 1-2); "Eu desejo que todos sejam como eu sou. Mas cada um tem o seu próprio dom de Deus, um de uma espécie e uma de outro. Para os solteiros e as viúvas digo que é bom para eles permanecer como eu sou. Mas se eles não podem exercer auto-controle, devem casar. Por isso é melhor casar do que queimar com paixão." (versículos 7-9); "Quero que você seja livre de medos. Solteiro o homem está preocupado com as coisas do Senhor, a forma de agradar ao Senhor. Porém, o homem casado está preocupado com as coisas mundanas, como agradar à sua esposa, e seus interesses estão divididos. E a mulher solteira está preocupada com as coisas do Senhor, como ser santa no corpo e espírito. Mas a mulher casada está preocupada com as coisas mundanas, como para agradar o marido. Digo isto para seu próprio benefício, para não estabelecer qualquer restrição sobre você, mas para promover a boa ordem e para garantir o seu indiviso devoção ao Senhor." (versículos 32-35)"


Qual é a opinião dos espíritas em relação ao celibato?


Abraço.


Título: Re: Celibato e Cristianismo
Enviado por: Ace em 03 de Dezembro de 2015, 10:29
Segundo o Livro dos Espíritos:


698. O celibato voluntário é um estado de perfeição, meritório aos olhos de Deus?

— Não, e os que vivem assim, por egoísmo, desagradam a Deus e enganam a todos.

699. O celibato não é um sacrifício para algumas pessoas que desejam devotar-se mais inteiramente ao serviço da Humanidade?

— Isso é bem diferente. Eu disse: por egoísmo. Todo sacrifício pessoal é meritório, quando feito para o bem; quanto maior o sacrifício, maior o mérito.


Título: Re: Celibato e Cristianismo
Enviado por: Ace em 03 de Dezembro de 2015, 11:04
Castidade (segundo o dicionário da língua portuguesa)

1. Virtude reguladora da natural inclinação para os prazeres sexuais (com relação à moral).
2. Pureza.
3. Abstinência total de pensamentos, palavras e obras sensuais.

                                                     _______

Todos os santos, notadamente, os reconhecidos pela Igreja Católica, leigos ou religiosos, de alguma forma sempre fizeram a apologia da castidade, desde os primórdios do cristianismo até os dias atuais. São Josemaria Escrivá, canonizado no último decênio do século XX, por exemplo, deixou escrito sobre a castidade:

"Que bela é a santa pureza! Mas não é santa nem agradável a Deus, se a separamos da caridade. A caridade é a semente que crescerá e dará frutos saborosíssimos com a rega que é a pureza. Sem caridade, a pureza é infecunda, e as suas águas estéreis convertem as almas num lamaçal, num charco imundo, donde saem baforadas de soberba.
A caridade teologal surge-nos, sem dúvida, como a mais alta das virtudes. Mas a castidade é o meio "sine qua non", uma condição imprescindível para se atingir o diálogo íntimo com Deus. E quando não é observada, quando não se luta, acaba-se cego; não se vê nada, porque o homem animal não pode perceber as coisas que são do Espírito de Deus.
Nós queremos olhar com olhos limpos, animados pela pregação do Mestre: "Bem-aventurados os que têm o coração puro, porque verão a Deus." A Igreja apresentou sempre estas palavras como um convite à castidade. Guardam um coração sadio, escreve São João Crisóstomo, "os que possuem uma consciência completamente limpa ou os que amam a castidade." Nenhuma virtude é tão necessária como esta para ver a Deus."



Título: Re: Celibato e Cristianismo
Enviado por: SimonB em 03 de Dezembro de 2015, 17:02
Veja este post: http://www.forumespirita.net/fe/meditacao-diaria/abstinencia-e-celibato-segundo-emmanuel-e-joanna-de-angelis/
Título: Re: Celibato e Cristianismo
Enviado por: Ace em 03 de Dezembro de 2015, 17:31
Veja este post: http://www.forumespirita.net/fe/meditacao-diaria/abstinencia-e-celibato-segundo-emmanuel-e-joanna-de-angelis/


Abstinência e celibato segundo Emmanuel e Joanna de Ângelis. Muito interessante. Obrigado por partilhar, amigo Simon. Realmente encontramos coisas diferentes e coisas em comum em cada opinião e em cada doutrina.

Existem também algumas religiões/doutrinas que usam o celibato para outros propósitos, como por exemplo o budismo.

Título: Re: Celibato e Cristianismo
Enviado por: SimonB em 03 de Dezembro de 2015, 19:16
Abstinência e celibato segundo Emmanuel e Joanna de Ângelis. Muito interessante. Obrigado por partilhar, amigo Simon. Realmente encontramos coisas diferentes e coisas em comum em cada opinião e em cada doutrina.

Existem também algumas religiões/doutrinas que usam o celibato para outros propósitos, como por exemplo o budismo.

A abstinência somente torna-se construtiva para Espíritos que já alcançaram um certo patamar evolutivo e quando há substituição na canalização das forças genésicas. Para a grande maioria de nós, ela é danosa e causa desequilíbrio. Aqui vai um trecho do excelente livro 'As forças sexuais da alma' por Jorge Andréa (1987 - FEB).

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Título: Re: Celibato e Cristianismo
Enviado por: SimonB em 03 de Dezembro de 2015, 19:23
Outro trecho no livro citado.

Título: Re: Celibato e Cristianismo
Enviado por: Ace em 03 de Dezembro de 2015, 20:22
Como eu disse, amigo Simon, existem diferentes opiniões sobre um mesmo assunto. O que faz da opinião de Jorge Andréa mais correta do que o que disse o apóstolo Paulo na Biblia ou São Josemaria Escrivá?

Claro que existem coisas que podem não ser saudáveis, dependendo do estágio evolutivo em que cada um se encontra. Temos sempre que receber as consequências de tudo o que fazemos, e essas consequências podem ser boas ou más (se assim lhes quisermos chamar)... Devemos sempre agir com boas intenções, independentemente da opinião que cada um tem.


Abraços.


Título: Re: Celibato e Cristianismo
Enviado por: SimonB em 04 de Dezembro de 2015, 23:34
Como eu disse, amigo Simon, existem diferentes opiniões sobre um mesmo assunto. O que faz da opinião de Jorge Andréa mais correta do que o que disse o apóstolo Paulo na Biblia ou São Josemaria Escrivá?

Não estou dizendo que um esta mais correto do que outro. Exceção feita dos poucos que conseguem canalizar as forças genésicas para atividades nobres de uma maneira saudável, a grande maioria ainda precisa do relacionamento amoroso, do compromisso, das trocas de energias relacionadas ao sexo e das elevadas conquistas que a criação de uma família possibilita para construir-se energeticamente e espiritualmente.

É de vital importância que a pessoa que deseja o celibato e/ou abstinência o faça de forma construtiva, e não para satisfazer o egoismo, como os que fogem do compromisso. Em outros casos encontramos o fanatismo religioso, onde sacerdotes despreparados apressam a repressão indevida das forças genésicas e culminam nos distúrbios deploráveis que fazem as manchetes de vez em quando.. Em outros casos, o celibato/abstinência pode esconder disfunções psicológicas como o desinteresse ou aversão ao sexo, a impotência, frigidez.. cada um com as suas causas espirituais ou fisiológicas.

A minha humilde opinião atual à respeito, bem diferente da antiga, é baseada nos vários textos como estes acima e também o livro 'Sexualidade e saúde espiritual' por Alírio Cerqueira. Se for do seu agrado amigo Ace, compartilhe também a sua opinião.
Título: Re: Celibato e Cristianismo
Enviado por: wender100%espirita em 06 de Dezembro de 2015, 09:44
Segundo o Livro dos Espíritos:


698. O celibato voluntário é um estado de perfeição, meritório aos olhos de Deus?

— Não, e os que vivem assim, por egoísmo, desagradam a Deus e enganam a todos.

699. O celibato não é um sacrifício para algumas pessoas que desejam devotar-se mais inteiramente ao serviço da Humanidade?

— Isso é bem diferente. Eu disse: por egoísmo. Todo sacrifício pessoal é meritório, quando feito para o bem; quanto maior o sacrifício, maior o mérito.



essa é a resposta da Doutrina Espirita. paz e luz
Título: Re: Celibato e Cristianismo
Enviado por: Ace em 09 de Dezembro de 2015, 15:31
Como eu disse, amigo Simon, existem diferentes opiniões sobre um mesmo assunto. O que faz da opinião de Jorge Andréa mais correta do que o que disse o apóstolo Paulo na Biblia ou São Josemaria Escrivá?

Não estou dizendo que um esta mais correto do que outro. Exceção feita dos poucos que conseguem canalizar as forças genésicas para atividades nobres de uma maneira saudável, a grande maioria ainda precisa do relacionamento amoroso, do compromisso, das trocas de energias relacionadas ao sexo e das elevadas conquistas que a criação de uma família possibilita para construir-se energeticamente e espiritualmente.

É de vital importância que a pessoa que deseja o celibato e/ou abstinência o faça de forma construtiva, e não para satisfazer o egoismo, como os que fogem do compromisso. Em outros casos encontramos o fanatismo religioso, onde sacerdotes despreparados apressam a repressão indevida das forças genésicas e culminam nos distúrbios deploráveis que fazem as manchetes de vez em quando.. Em outros casos, o celibato/abstinência pode esconder disfunções psicológicas como o desinteresse ou aversão ao sexo, a impotência, frigidez.. cada um com as suas causas espirituais ou fisiológicas.

A minha humilde opinião atual à respeito, bem diferente da antiga, é baseada nos vários textos como estes acima e também o livro 'Sexualidade e saúde espiritual' por Alírio Cerqueira. Se for do seu agrado amigo Ace, compartilhe também a sua opinião.



A minha opinião é esta, amigo Simon:


Segundo o Livro dos Espíritos:

699. O celibato não é um sacrifício para algumas pessoas que desejam devotar-se mais inteiramente ao serviço da Humanidade?

— Isso é bem diferente. Eu disse: por egoísmo. Todo sacrifício pessoal é meritório, quando feito para o bem; quanto maior o sacrifício, maior o mérito.



Título: Re: Celibato e Cristianismo
Enviado por: SimonB em 09 de Dezembro de 2015, 18:50

A minha opinião é esta, amigo Simon:

699. O celibato não é um sacrifício para algumas pessoas que desejam devotar-se mais inteiramente ao serviço da Humanidade?

— Isso é bem diferente. Eu disse: por egoísmo. Todo sacrifício pessoal é meritório, quando feito para o bem; quanto maior o sacrifício, maior o mérito.


Infelizmente, e compreensivelmente dado a época que foi escrita, a codificação quase não elabora assuntos relacionados à psicologia do relacionamento e da sexualidade. Por mais correta seja esta afirmação, as implicações do celibato e/ou abstinência, os mecanismos da recanalização da energia genésica e os seus potenciais benefícios ou prejuízos não são elaborados. Por este motivo, quando se trata de tais assuntos, devemos recorrer à outras publicações como a série psicológica de Joanna de Ângelis, algumas obras do Emmanuel e também outras não necessariamente espiritas. Como o próprio codificador afirmou, a revelação espirita é continua e jamais ele supôs que a sua obra tinha um caráter definitivo ou exclusivo. Tudo deve ser analisado e comparado para tomar uma decisão com conhecimento de causa.
Título: Re: Celibato e Cristianismo
Enviado por: Ace em 10 de Dezembro de 2015, 09:52

A minha opinião é esta, amigo Simon:

699. O celibato não é um sacrifício para algumas pessoas que desejam devotar-se mais inteiramente ao serviço da Humanidade?

— Isso é bem diferente. Eu disse: por egoísmo. Todo sacrifício pessoal é meritório, quando feito para o bem; quanto maior o sacrifício, maior o mérito.


Infelizmente, e compreensivelmente dado a época que foi escrita, a codificação quase não elabora assuntos relacionados à psicologia do relacionamento e da sexualidade. Por mais correta seja esta afirmação, as implicações do celibato e/ou abstinência, os mecanismos da recanalização da energia genésica e os seus potenciais benefícios ou prejuízos não são elaborados. Por este motivo, quando se trata de tais assuntos, devemos recorrer à outras publicações como a série psicológica de Joanna de Ângelis, algumas obras do Emmanuel e também outras não necessariamente espiritas. Como o próprio codificador afirmou, a revelação espirita é continua e jamais ele supôs que a sua obra tinha um caráter definitivo ou exclusivo. Tudo deve ser analisado e comparado para tomar uma decisão com conhecimento de causa.


Então, ok. Obrigado pela sua opinião e espero que ela possa conduzi-lo à felicidade!  ;)


Título: Re: Celibato e Cristianismo
Enviado por: lconforjr em 20 de Dezembro de 2015, 21:39
      Se o cristianismo advoga o celibato, estará errando contrariamente a  ele mesmo, pois não é isso que sua base, as escrituras, aconselham; aliás, estas aconselham o contrário disso, e  Deus confere hormônios próprios ao acasalamento às mulheres e aos homens; e a bíblia, no primeiro de seus livros, relata que Deus, ao criar, determinou aos homens: "crescei e vos multipliqueis".

      Agora, se do que a bíblia diz, pudermos deduzir "que os homens se multipliquem" mesmo não se fazendo esposo e esposa, coisa tb contrárias às doutrinas cristãs, segundo o cristianismo estaremos incorrendo em graves "pecados"!

      Mas, se a doutrina católica advoga o celibato para sacerdotes e freiras, estará tb errando, pelo que já vimos acima, embora isso possa resultar numa maior dedicação desses religiosos para com seus ofícios; mas, como todos sabemos, tb pode resultar em ações profundamente condenadas pela própria doutrina cristã!
.............
Título: Re: Celibato e Cristianismo
Enviado por: Amós Ribeiro em 23 de Dezembro de 2015, 03:54
A bíblia cristã não deve ser levada ao pé da letra. Ela passou por várias manipulação ao decorrer dos tempos. Se devemos adotar a doutrina do celibato devemos também adotar a doutrina do inferno, trinidade, julgamento final etc...
Há muitas coisas proveitosa na bíblia, mas temos que ter sabedoria para separar as úteis das inúteis.
Título: Re: Celibato e Cristianismo
Enviado por: demis em 23 de Dezembro de 2015, 17:37
 Excelente tema. Há pessoas celibatárias porque não conseguem encontrar alguém para formar familia.


 Demis
Título: Re: Celibato e Cristianismo
Enviado por: Vitor Santos em 24 de Dezembro de 2015, 10:49
Olá amigos

O amor é sempre amor seja por um filho, por um pai, por uma mãe, por um irmão ou por alguém que queremos ou temos como parceiro de natureza conjugal, ou equivalente. Não consigo separar o amor em categorias. Inclusivamente o amor não existe apenas em relação às pessoas. Existe em relação a uma causa, ou até a um animal de estimação.

Amor por uma pessoa é algo que nos faz querer mais a alguém do que queremos a nós mesmos. É sempre algo acima de nós mesmos. Caso contrário não é amor e não nos faz felizes, mas, ao contrário, gera-nos um vazio interior, pois é fruto de um desejo egoísta de felicidade. É sentimento de posse, é atracção ou carência sexual, é carência afectiva, enfim, é tudo o que lhe queiram chamar menos amor. Mas é possível a coexistência de vários sentimentos com o amor, é claro.

Numa fase inicial, a fase da paixão, o amor conjugal ou de namorados é demasiado absorvente e simultaneamente, e, por regra, muito carnal, desviando-nos de tudo o resto, embora, nessa fase possa coexistir amor entre as almas. Estamos demasiado ocupados. Mas depois, a chama, que era demasiado intensa para se prolongar no tempo, ou se transforma numa chama suave mas ainda forte, ou seja, em amor maduro e permanente, mais saudável, ou deixa de existir amor, porque a paixão era baseada apenas em atracção sexual ou numa imagem irreal, idealizada do outro e não havia também amor entre as almas.     

Se existe mesmo amor entre almas, ultrapassada a curta e louca (mas bela) fase da paixão, se as pessoas têm os mesmos ideais, as mesmas causas, acima de si próprias, a relação conjugal parece-me reforçar a capacidade de luta por essas causas, de encorajamento mútuo, uma força adicional para não desanimar. Aqueles dois são mais do que a mera soma das duas partes. Acredito é que poucos têm o privilégio de viver um amor assim, infelizmente. E por isso minimizam o papel da união conjugal, do ponto de vista espiritual. Nem sequer sabem o que isso é.

Vejam bem: se existem filhos é necessário dedicar-se mais ao sustento material da família, desviando-nos de outras actividades mais altruístas, é verdade, mas os filhos (nossos mesmo, de sangue, ou adoptados) são missões espirituais das mais altas que nos podem ser confiadas.

E quem é pai ou mãe não é um espírito menor que serve apenas como progenitor. Nada fica a dever aos espiritos deste mundo que têm altas missões espirituais, apenas está numa missão diferente. Mas, como aqueles que foram designados para as várias missões espirituais, pode cumprir ou falhar a missão

Por isso penso que é bom ponderar bem sobre esta questão, analisando-lhe todos os aspectos. Baseando-se nas relações conjugais que têm a bênção do Criador e não em acidentes carnais.

Jesus falava de amor e esse amor também inclui o amor conjugal, quando existe amor entre as almas. Não separar o que Deus uniu é não separar almas que se amam e que se uniram aqui na Terra. Mas se Deus uniu, se Deus abençoa o amor entre as almas de duas pessoas que se juntam, é porque ele é sublime e não é apenas coisa de espírito inferior.

Um dia, quando já não necessitarmos de encarnar, amaremos todas as almas da forma intensa como amamos agora os nossos mais queridos, e isso será bem melhor, mas esse dia ainda vai longe para quem, como eu, é um comum espírito encarnado na Terra. Até custa a imaginar.

Há espiritos mais elevados que vieram ou estão aqui em missões mais importantes, mas esses já não são deste mundo, apenas vieram aqui em missão humanitária. Eu falo daqueles que ainda são deste mundo e não dos que são de outros mundos mais avançados que aqui vieram. Quem ainda é deste mundo, se se vê como uma criatura de um mundo superior, está iludido. Nada que possamos fazer nos transforma, de um dia para o outro, em espiritos mais evoluídos. Isso é uma conquista difícil e demorada, não é tão fácil como adoptar o celibato, ou outras práticas meramente materiais ou ritualistas.



A perspectiva das outras pessoas é muito importante para mim, sobretudo daquelas pessoas especiais, muito elevadas, como a perspectiva que Jesus nos deixou, quando estava aqui encarnado e em posteriores manifestações mediúnicas aos apóstolos. Mas eu não sigo espiritos, nem desencarnados, nem encarnados, por mais admiração e estima que tenha por eles.

Eu adopto como um bom modelo da realidade as lições que eles me trazem ou não, em função da minha capacidade de entendimento e da minha sensibilidade moral. Capacidade e sensibilidade essas que vão evoluindo ao longo da vida. Era bom que eu tivesse mais capacidade, mas tenho a que tenho. E é com ela que tenho de viver, restando-me procurar cultivá-la para que ela aumente, se possível.

Mas não é por sermos celibatários, só por si, que temos mais capacidade de entendimento, mais sensibilidade moral, mais evolução espiritual. Celibato ou não depende do que é mais adequado para a razão pela qual estamos encarnados aqui Terra.

O seguidismo é a postura do religioso, no sentido mais tradicional da palavra religião, é a postura do adepto do clube de futebol, do adepto de um partido politico. E essa forma de agir gosto de a evitar, se possível. Posso não ser capaz de absorver ideias sublimes, que me seriam muito úteis, que me elevariam, mas se não o consigo fazer isso é fruto da minha incapacidade, e nada posso fazer, a não ser cultivar a capacidade e a sensibilidade moral para, progressivamente, ir vendo mais além.   

Por isso eu não debato com base em citações de nomes venerados e idolatrados, mas com base naquilo que me ficou, dessas citações, e que aceitei, de acordo com o que a minha capacidade me permitiu.

Bem hajam