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GERAL => O que é o espiritismo => Tópico iniciado por: Det's me!... em 31 de Agosto de 2005, 19:47

Título: Doutrina Espírita - Resumo e Princípios Básicos.
Enviado por: Det's me!... em 31 de Agosto de 2005, 19:47
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Título: Re: DOUTRINA ESPÍRITA - Resumo e Princípios Básicos.
Enviado por: Det's me!... em 31 de Agosto de 2005, 19:48
MÁXIMAS EXTRAÍDAS DO ENSINAMENTO DOS ESPÍRITOS

35. O objetivo essencial do Espiritismo é o melhoramento dos homens. Não é preciso procurar nele senão o que pode ajudá-lo para o progresso moral e intelectual.

36. O verdadeiro Espírita não é o que crê nas manifestações, mas aquele que faz bom proveito do ensinamento dado pelos Espíritos. Nada adianta acreditar se a crença não faz com que se dê um passo adiante no caminho do progresso e que não o faça melhor para com o próximo.

37. O egoísmo, o orgulho, a vaidade, a ambição, a cupidez, o ódio, a inveja, o ciúme, a maledicência são para a alma ervas venenosas das quais é preciso a cada dia arrancar algumas hastes, e que têm como contraveneno: a caridade e a humildade.

38. A crença no Espiritismo só é proveitosa para aquele de quem se pode dizer: hoje está melhor do que ontem.

39. A importância que o homem atribui aos bens temporais está na razão inversa de sua fé na vida espiritual; é a dúvida sobre o futuro que o leva a procurar suas alegrias neste mundo, satisfazendo suas paixões, ainda que às custas do próximo.

40. As aflições na terra são os remédios da alma; elas salvam para o futuro, como uma operação cirúrgica dolorosa salva a vida de um doente e lhe devolve a saúde. É por isso que o Cristo disse: "Bem-aventurados os aflitos, pois eles serão consolados."

41. Nas suas aflições, olhe abaixo de você e não acima; pense naqueles que sofrem ainda mais que você.

42. O desespero é natural para aquele que crê que tudo acaba com a vida do corpo; é um contra-senso para aquele que tem fé no futuro.

43. O homem é muitas vezes o artesão de sua própria infelicidade neste mundo; se ele voltar à fonte de seus infortúnios, verá que a maior parte deles são o resultado de sua imprevidência, de seu orgutho e avidez, conseqüentemente, de sua infração às leis de Deus.

44. A prece é um ato de adoração. Orar a Deus é pensar Nele; é aproximar-se Dele; é pôr-se em comunicação com Ele.

45. Aquele que ora com fervor e confiança é mais forte contra as tentações do mal, e Deus envia-lhe bons Espíritos para assisti-lo. É um auxílio que nunca é recusado, quando é pedido com sinceridade.

46. O essencial não é orar muito, mas orar bem. Certas pessoas crêem que todo o mérito está na extensão da prece, enquanto fecham os olhos para seus próprios defeitos. A prece é para eles uma ocupação, um emprego do tempo, mas não uma análise de si mesmos.

47. Aquele que pede a Deus o perdão de seus erros não o obtém senão mudando de conduta. As boas ações são a melhor das preces, pois os atos valem mais que as palavras.

48. A prece é recomendada por todos os bons Espíritos; é, além disso, pedida por todos os Espíritas imperfeitos como um meio de tornar mais leves seus sofrimentos.

49. A prece não pode mudar os desígnios da Providência; mas, vendo que há interesse por eles, os Espíritos sofredores se sentem menos desamparados; tornam-se menos infelizes; ela exalta sua coragem, estimula neles o desejo de elevar-se pelo arrependimento e reparação, e pode desvia-los do pensamento do mal. É nesse sentido que ela pode não só aliviar, mas abreviar seus sofrimentos.

50. Cada um ore segundo suas convicções e o modo que acredita mais conveniente, pois a forma não é nada, o pensamento é tudo; a sinceridade e a pureza de intenção é o essencial; um bom pensamento vale mais que numerosas palavras, que se assemelham ao barulho de um moinho e onde o coração não está.

51. Deus fez homens fortes e poderosos para que fossem sustentáculos dos fracos; o forte que oprime o fraco é advertido por Deus; em geral ele recebe o castigo nesta vida, sem prejuízo do futuro.

52. A fortuna é um depósito cujo possuidor é tão-somente o usufrutuário, já que não a leva com ele para o túmulo; ele prestará rigorosas contas do emprego que fez dela.

53. A fortuna é uma prova mais arriscada que a miséria, porque é uma tentação para o abuso e os excessos, e porque é mais difícil ser moderado que ser resignado.

54. O ambicioso que triunfa e o rico que se sustenta de prazeres materiais são mais de se lamentar que de se invejar, pois é preciso ter em conta o retorno. O Espiritismo, pelos terríveis exemplos dos que viveram e que vêm revelar sua sorte, mostra a verdade desta afirmação do Cristo: "Aquele que se orgulha será humilhado e aquele que se humilha será elevado."

55. A caridade é a lei suprema do Cristo: "Amem-se uns aos outros como irmãos; - ame seu próximo como a si mesmo; perdoe seus inimigos; - não faça a outrem o que não gostaria que lhe fizessem"; tudo isso se resume na palavra caridade.

56. A caridade não está só na esmola pois há a caridade em pensamentos, em palavras e em ações. Aquele caridoso em pensamentos, é indulgente para com as faltas do próximo; caridoso em palavras, não diz nada que possa prejudicar seu próximo; caridoso em ações, assiste seu próximo na medida de suas forças.

57. O pobre que divide seu pedaço de pão com um mais pobre que ele é mais caridoso e tem mais mérito aos olhos de Deus que o que dá o que lhe é superfluo, sem se privar de nada.

58. Aquele que nutre contra seu próximo sentimentos de animosidade, ódio, ciúme e rancor, falta à caridade; ele mente, se se diz cristão, e ofende a Deus.

59. Homens de todas as castas, de todas as seitas e de todas as cores, vocês são todos irmãos, pois Deus os chama a todos para ele; estendam-se pois as mãos, qualquer que seja sua maneira de adorá-lo, e não atirem o anátema, pois o anátema é a violação da lei de caridade proclamada pelo Cristo.

60. Com o egoísmo, os homens estão em luta perpétua; com a caridade, estarão em paz. A caridade, constituindo a base de suas instituições, pode assim, por si só, garantir a felicidade deles neste mundo; segundo as palavras do Cristo, só ela pode também garantir sua felicidade futura, pois encerra implicitamente todas as virtudes que podem levá-los à perfeição. Com a verdadeira caridade, tal como a ensinou e praticou o Cristo, não mais o egoísmo, o orgulho, o ódio, a inveja, a maledicência; não mais o apego desordenado aos bens deste mundo. É por isso que o Espiritismo cristão tem como máxima: FORA DA CARIDADE NÃO HÁ SALVAÇÃO.

Incrédulos! Podeis rir dos Espíritos, zombar daqueles que crêem em suas manifestações; ride, pois, se ousardes, desta máxima que eles acabaram de professar e que é sua própria salvaguarda, pois se a caridade desaparecesse da terra, os homens se entredilacerariam, e talvez vocês fossem as primeiras vítimas. Não está longe o tempo em que esta máxima, proclamada abertamente em nome dos Espíritos, será uma garantia de segurança e um título à confiança, naqueles que a trouxerem gravada no coração.


Fiquem bem
Abraceijos
Luis
Título: Re: DOUTRINA ESPÍRITA - Resumo e Princípios Básicos.
Enviado por: Mourarego em 31 de Agosto de 2005, 22:29
Adorei Luis.
Mais ainda quando você levanta o véu e mostra que o princípio inteligente é o assim chamado espírito. é mesmo, Kardec  chama de espírito o princípio inteligente universal, aquele do qual todos os seres pinçam sua parcela de princípio inteligente e o  individualizam dentre os trabalhos que este ser terá dentre a natureza e dentre os de sua espécie e essência.
Valeu mesmo, mano!
Moura
Título: Re: DOUTRINA ESPÍRITA - Resumo e Princípios Básicos.
Enviado por: Liana em 12 de Setembro de 2005, 02:54
Olá amigo luis

Muito bom!!!
Excelente esse resumo dos pontos básicos da doutrina dos espíritos .

Abraços

Muita Paz

Liana
Título: Princípios Básicos do Espiritismo
Enviado por: andreia em 17 de Fevereiro de 2006, 23:26
Existência de Deus
Deus existe. É a origem e o fim de tudo. É o criador, causa de todas as coisas. Deus é a Suprema Perfeição, com todos os atributos que a nossa imaginação possa imaginar, e muito mais. Não podemos conhecer sua natureza, porque somos imperfeitos. Como que uma inteligência limitada e imperfeita como a nossa poderia abranger o conhecimento ilimitado e perfeito que é Deus?


Imortalidade da Alma
Antes de sermos seres humanos filhos de nossos pais, somos, na verdade, espíritos, filhos de Deus. O Espírito é o princípio inteligente do Universo, criado por Deus, simples e ignorante, para evoluir e realizar-se individualmente pelos seus próprios esforços.
Como espíritos, já existíamos antes de nascermos e continuaremos a existir, depois da morte física.
Quando o espírito está na vida do corpo, dizemos que é uma alma ou espírito encarnado. quando nasce, dizemos que reencarnou; quando morre, que desencarnou. Desencarnado, volta para o Plano Espiritual ou Espiritualidade, de onde veio ao nascer.
Os Espíritos são, portanto, pessoas desencarnadas que, presentemente, estão na Espiritualidade.


Reencarnação
Criado simples e ignorante, o espírito é quem decide e cria o seu próprio destino. Para isso, ele é dotado de livre-arbítrio, ou seja, capacidade de escolher entre o bem e o mal. Desse modo, ele tem possibilidade de se desenvolver, evolucionar, aperfeiçoar-se, de tornar-se cada vez melhor, mais perfeito, como um aluno na escola, passando de uma série para outra, através dos diversos cursos. Essa evolução requer aprendizado, e o espírito só pode alcançá-la encarnando no mundo e reencarnando, quantas vezes forem necessárias, para adquirir mais conhecimento, através das múltiplas experiências de vida.
O progresso adquirido pelo espírito, pelas experiências vividas nas inúmeras existências, não é somente intelectual, mas sobretudo, o progresso moral, que vai aproximá-lo cada vez mais de Deus.
Mas, assim como o aluno pode repetir o ano escolar - uma, duas ou mais vezes - o espírito que não aproveita bem a sua existência na Terra pode permanecer estacionário por muito tempo, conhecendo maiores sofrimentos, e atrasando, assim, sua evolução.
Não sabemos quantas encarnações já tivemos, e muito menos quantas temos pela frente. Sabemos, no entanto que, como espíritos atrasados, teremos muitas e muitas encarnações, até alcançarmos o desenvolvimento moral necessário para nos tornarmos espíritos puros.
Todavia, nem todas as encarnações se verificam na Terra. Existem mundos superiores e inferiores ao nosso. Quando evoluirmos muito, poderemos renascer num planeta de ordem elevada. O Universo é infinito e "na casa de meu Pai há muitas moradas", já dizia Jesus. A Terra é um mundo de categoria moral inferior, haja visto o panorama lamentável em que se encontra a humanidade. Contudo, ela está sujeita a se transformar numa esfera de regeneração, quando os homens decidirem praticar o bem e a fraternidade reinar entre eles.


Esquecimento do Passado
Não lembramos das vidas passadas e nisso está a sabedoria de Deus. Se lembrássemos do mal que fizemos ou dos sofrimentos que passamos, dos inimigos que nos prejudicaram ou daqueles a quem prejudicamos, não teríamos condições de viver entre eles atualmente. Pois, muitas vezes, os inimigos do passado hoje são nossos filhos, nossos irmãos, nossos pais, nossos amigos, que presentemente se encontram junto de nós para a reconciliação. Por isso, existe a reencarnação.
Certamente, hoje estamos corrigindo erros praticados contra alguém, sofrendo as conseqüências de crimes perpetrados, ou mesmo sendo amparados, auxiliados por aqueles que, no pretérito, nos prejudicaram. Daí a importância da família, onde se costumam reatar os laços cortados em existências anteriores.
A reencarnação, desta forma, é a oportunidade de reparação, como é também, oportunidade de devotarmos nossos esforços pelo bem dos outros, apressando nossa evolução espiritual. Quando reencarnamos, trazemos um "plano de vida", compromissos assumidos perante a Espiritualidade e perante nós mesmos, e que dizem respeito à reparação do mal e à prática de todo o bem possível. Dependendo de nossas condições espirituais, podemos ou não ter escolhido as provas, os sofrimentos, as dificuldades que provarão nosso desenvolvimento espiritual.
A reencarnação, portanto, como mecanismo perfeito da Justiça Divina, explica-nos porque existe tanta desigualdade de destino das criaturas na Terra.
          A finalidade da Vida na Terra é, portanto:
          1ª) para expiarmos o mal praticado, pagando, muitas vezes, com sofrimento nossos erros;
          2ª) para provarmos ou medirmos nosso grau de evolução, ante as dificuldades da vida;
          3ª) para ajudarmos a humanidade e exemplificarmos o bem diante dos outros;
          4ª) para desempenharmos missão especial, no caso de espíritos elevados que prestam grandes serviços à humanidade.
Pelo mecanismo da Reencarnação, verificamos que Deus não castiga. Somos nós os causadores dos próprios sofrimentos, pela lei de "ação e reação".


Comunicabilidade dos Espíritos
Os espíritos são seres humanos desencarnados. Eles são o que eram quando vivos: bons ou maus, sérios ou brincalhões, trabalhadores ou preguiçosos, cultos ou medíocres, verdadeiros ou mentirosos.
Eles estão por toda parte. Não estão ociosos. Pelo contrário, eles têm as suas ocupações, como nós, os encarnados, temos as nossas.
Não há lugar determinado para os espíritos. Geralmente os mais imperfeitos estão juntos de nós, por causa de nossas imperfeições. Não os vemos, pois se encontram numa dimensão diferente da nossa, mas eles podem ver-nos e até conhecer nossos pensamentos.
Os espíritos agem sobre nós, mas essa ação é quase que restrita ao pensamento, porque eles não conseguem agir diretamente sobre a matéria. Para isso, eles precisam de pessoas que lhes ofereçam recursos especiais: essas pessoas são chamadas médiuns.
Pelo médium, o espírito desencarnado pode comunicar-se, se puder e se quiser. Essa comunicação depende do tipo de mediunidade ou de faculdade do médium: pode ser pela fala (psicofonia), pela escrita (psicografia), por batidas (tiptologia), etc. Mas toda e qualquer comunicação não deve ser aceita cegamente; precisa ser encarada com reserva, examinada com o devido cuidado, para não sermos vítimas de espíritos enganadores. A comunicação depende da conduta moral do médium. Se for uma pessoa idônea, de bons princípios morais, oferece campo para a aproximação e manifestação de bons espíritos. Chico Xavier, por exemplo, é um bom médium, pelas qualidades morais de que é portador.
A Doutrina Espírita alerta as pessoas muito crédulas contra as mistificações e contra os falsos médiuns, que tentam iludir o público menos avisado, em troca de vantagens materiais. Por isso, é importante que, antes de ouvir uma comunicação, a pessoa se esclareça a respeito do Espiritismo.


Fé Raciocinada
Para podermos crer de verdade, antes de mais nada, precisamos compreender aquilo em que devemos crer. A crença sem raciocínio não passa de uma crença cega, de uma crendice ou mesmo de uma superstição. Antes  de aceitarmos algo como verdade, devemos analisá-lo bem. O mal de muita gente é acreditar facilmente em tudo que lhe dizem, sem cuidadoso exame.
"Fé inabalável é aquela que pode encarar a razão, face a face, em todas as épocas da humanidade." Allan Kardec.


Lei da Evolução
Cada um de nós é um espírito encarnado a caminho de Deus. a vida na Terra é sempre uma oportunidade de reajustamento no caminho do bem. A escolha nos pertence. Logo, as conseqüências boas ou más são resultado de nossas próprias decisões. É a lei da "ação e reação", das causas e conseqüências. Se agora, estamos sofrendo, podemos concluir que a causa do sofrimento advém de erros anteriores. Se, portanto, fizermos o mal, cedo ou tarde, sofreremos a sua conseqüência. "A cada um segundo as suas obras" - disse Jesus. Isso explica a razão de tanto sofrimento no mundo.
Por isso, um caminha mais depressa que outro, como os diferentes alunos de uma mesma classe escolar. Quanto melhor nossa conduta, mais depressa nos libertaremos dos sofrimentos, encurtando o caminho da evolução.
Não há céu nem inferno, conforme pintam as religiões tradicionais. Existem, sim, estados de alma que podem ser descritos como celestiais ou infernais. Não existem também anjos ou demônios, mas apenas espíritos superiores e espíritos inferiores, que também estão a caminho da perfeição - os bons se tornando melhores e os maus se regenerando. Deus não quer que nenhum de seus filhos se perca, e a Vontade de Deus, a Suprema Vontade, é a Lei.
Se a sorte do ser humano fosse inapelavelmente selada após a morte, todos estaríamos perdidos, visto termos sido muito mais maus do que bons e quase ninguém, hoje em dia, mereceria ir para o céu de bem aventuranças, onde só caberiam os puros.
Por outro lado, uma vida, por mais longa que seja, não é suficiente para nos esclarecer a respeito dos Planos de Deus. Muitos não têm sequer como garantir a própria sobrevivência e muito menos ainda oportunidade de uma boa educação. Muitos nunca foram orientados para o bem. Outros, morrem cedo demais, antes mesmo de se esclarecerem sobre o melhor caminho a seguir.
Para medirmos o quanto de absurdo existe na idéia do céu e o inferno, como penas eternas, basta que formulemos as seguintes perguntas:
          - "Como é que Deus, sendo o Supremo saber, sabendo inclusive o nosso futuro, criaria um filho, sabendo que ele iria para o inferno para toda a eternidade? Que Deus seria esse? Onde a sua bondade e sua misericórdia?"
          - "E, como ficaria no céu uma mãe amorosa, sabendo que seu filho querido está ardendo no fogo do inferno?"


A Lei Moral
Portanto, ninguém está perdido. Cada qual tem a oportunidade que merece. Se um pai humano, que é imperfeito e mau, não é capaz de condenar eternamente um filho, por pior que seja, quanto mais Deus, que é Pai Misericordioso e Perfeito, que faz chover sobre os bons e os maus, que faz com que a luz do sol ilumine os justos e injustos, indistintamente.
Disse o Cristo: - "Ninguém poderá ver o Reino dos Céus se não nascer de novo".  Referia-se ao nascimento do corpo e ao renascimento moral das criaturas; isto é, ao nascimento pela "água e pelo espírito". Daí sabermos que a vida é sempre uma nova oportunidade de reconciliação com os ideais superiores do bem e da verdade.
Seguir o exemplo vivo de Jesus deve ser o ideal de todo Cristão sincero.
Não adianta você dizer que pertence a esta ou àquela religião. Não adianta permanecer orando o tempo todo. O importante é a prática, é a vida de todos os dias, porque, como disse Tiago: "A FÉ SEM OBRAS É MORTA". E por falar em fé, veja como está sua vida!
          -Como você vem tratando seus familiares: seu pai, sua mãe, seus irmãos, seu esposo ou sua esposa, seus filhos?
          - Como você trata as pessoas estranhas?
          - Como você se conduz no trabalho, na escola, no clube, na via pública em relação às outras pessoas com quem convive?
          - Como você reage a uma ofensa? A um gesto de agressão? A uma calúnia? A uma ingratidão? A uma decepção na vida?
          - Como você reage a um problema familiar? A perda de um ente querido? A uma doença incurável?
          - E o que você vem fazendo em favor dos outros?
          "Amai-vos uns aos outros" - recomendou Jesus.
E não há outra maneira de amar, se não formos caridosos. Caridade é ser benevolente, paciente, tolerante, humilde. É fazer para os outros o que desejamos que nos façam. Como não queremos que nos façam o mal, mas todo o bem possível, assim também devemos agir para com eles: familiares, parentes, amigos, estranhos e até inimigos.
A obrigação do cristão é ser um trabalhador do bem, dando sua parte, por pequena que seja, na luta por um mundo melhor.
Podemos fazer tudo isso, cuidando melhor de nossas atitudes, vigiando nosso comportamento diário, sendo mais atenciosos e gentis, vendo nos outros mais suas qualidades e, finalmente, sendo mais exigentes para conosco mesmos.
Ajudar o pobre, socorrer o desesperado, assistir ao doente, orientar o desajustado, levar palavras de conforto e esperança ao aflito, divulgar e viver os ensinamentos de Jesus, tudo isso constitui as bases do verdadeiro amor por ele ensinado e exemplificado, há 2.000 anos.
Seguindo as pegadas de Jesus, pelo amor vivo que manifestou ao mundo, ALLAN KARDEC proclama:
          "FORA DA CARIDADE NÃO HÁ SALVAÇÃO"
O conhecimento das leis que presidem o destino do homem e a perfeita assimilação da Doutrina Espírita só se conseguem através do estudo das obras de Allan Kardec e das que lhe são subsidiárias.
          OBRAS BÁSICAS DO ESPIRITISMO ORGANIZADAS POR ALLAN KARDEC:
         
           O Livro dos Espíritos (1857)
           O Livro dos Médiuns (1861)
           O Evangelho Segundo o Espiritismo (1864)
           O Céu e o Inferno (1865)
           A Gênese (1868)



Título: !
Enviado por: mateuss2010 em 02 de Junho de 2010, 23:10
Muito explicativo o tópico, vai ajudar muitos a se esclarecerem mais, parabéns!

Muita Paz!
Título: Re: DOUTRINA ESPÍRITA - Resumo e Princípios Básicos.
Enviado por: MarcoALSilva em 03 de Junho de 2010, 01:05

[...]
6. Desenvolvendo-se o livre arbítrio nos Espíritos ao mesmo tempo que as idéias, Deus lhes diz: "Vocês podem aspirar à felicidade suprema, assim que tiverem adquirido os conhecimentos que lhes faltam e cumprido a tarefa que lhes imponho. Então trabalhem para seu engrandecimento; este é o objetivo; irão atingi-lo seguindo as leis que gravei em sua consciência."
Em consequência de seu livre arbítrio, uns tomam o caminho mais curto, que é o do bem, outros o mais longo, que é o do mal.
7. Deus não criou o mal; estabeleceu leis, e essas leis são sempre boas, porque ele é soberanamente bom; aquele que as observasse fielmente seria perfeitamente feliz; mas os Espíritos, tendo seu livre arbítrio, nem sempre as observaram, e o mal veio de sua desobediência. Pode-se então dizer que o bem é tudo o que é conforme à lei de Deus e o mal tudo o que é contrário a essa mesma lei.
[...]


Ponderemos:

Estudando-se todas as paixões e, mesmo, todos os vícios, vê-se que as raízes de umas e outros se acham no instinto de conservação, instinto que se encontra em toda a pujança nos animais e nos seres primitivos mais próximos da animalidade, nos quais ele exclusivamente domina, sem o contrapeso do senso moral, por não ter ainda o ser nascido para a vida intelectual. O instinto se enfraquece, à medida que a inteligência se desenvolve, porque esta domina a matéria. O Espírito tem por destino a vida espiritual, porém, nas primeiras fases da sua existência corpórea, somente a exigências materiais lhe cumpre satisfazer e, para tal, o exercício das paixões constitui uma necessidade para o efeito da conservação da espécie e dos indivíduos, materialmente falando. Mas, uma vez saído desse período, outras necessidades se lhe apresentam, a princípio semimorais e semimateriais, depois exclusivamente morais. É então que o Espírito exerce domínio sobre a matéria, sacode-lhe o jugo, avança pela senda providencial que se lhe acha traçada e se aproxima do seu destino final. Se, ao contrário, ele se deixa dominar pela matéria, atrasa-se e se identifica com o bruto. Nessa situação, o que era outrora um bem, porque era uma necessidade da sua natureza, transforma-se num mal, não só porque já não constitui uma necessidade, como porque se torna prejudicial à espiritualização do ser. Muita coisa, que é qualidade na criança, torna-se defeito no adulto. O mal é, pois, relativo e a responsabilidade é proporcionada ao grau de adiantamento.
(A Gênese).


Todas as paixões têm, portanto, uma utilidade providencial, visto que, a não ser assim, Deus teria feito coisas inúteis e, até, nocivas. No abuso é que reside o mal e o homem abusa em virtude do seu livre-arbítrio. Mais tarde, esclarecido pelo seu próprio interesse, livremente escolhe entre o bem e o mal.
(A Gênese)


Se nos remontarmos a estes últimos (homens primitivos), então, surpreendê-los-emos mais exclusivamente preocupados com a satisfação de necessidades materiais, resumindo o bem e o mal neste mundo somente no que concerne à satisfação ou prejuízo dessas necessidades.
(O Céu e o Inferno)

Mas o homem é comumente mais sensível ao mal que ao bem; este lhe parece natural, ao passo que aquele mais o afeta. Nem por outra razão se explica, nos cultos primitivos, as cerimônias sempre mais numerosas em honra ao poder maléfico: o temor suplanta o reconhecimento.
(O Céu e o Inferno)
Título: Re: DOUTRINA ESPÍRITA - Resumo e Princípios Básicos.
Enviado por: MarcoALSilva em 03 de Junho de 2010, 01:08

Vale repisar:

Mas o homem é comumente mais sensível ao mal que ao bem; este lhe parece natural, ao passo que aquele mais o afeta. Nem por outra razão se explica, nos cultos primitivos, as cerimônias sempre mais numerosas em honra ao poder maléfico: o temor suplanta o reconhecimento.
(O Céu e o Inferno)


O mal é apenas uma designação, um valor ético. Mas enquanto fenômeno é inerente à condição primitiva do homem. Não se forjam anjos senão muito depois de ultrapassados os necessários degraus do progresso.

Uma visão essencialmente punitiva muito mais confunde do que esclarece.

Marco
Título: Re: DOUTRINA ESPÍRITA - Resumo e Princípios Básicos.
Enviado por: Carcamano em 25 de Abril de 2011, 18:48
Olha na verdade não tenho uma religião pré definida, ou vale até dizer que não tenho nenhuma.

Muitas dúvidas ainda  ???

Mas estou adorando o forum , ótimo topico Parabéns.


by: flávio agazzi
Título: Re: DOUTRINA ESPÍRITA - Resumo e Princípios Básicos.
Enviado por: dOM JORGE em 20 de Junho de 2011, 16:27
                                         VIVA JESUS!


        Boa-tarde! queridos irmãos.

               Ciência do infinito

“Anos são precisos para formar-se um médico (...). Como pretender-se em algumas horas adquirir a Ciência do Infinito?” 1

“(...) Como Espírito que és, tens que progredir na ciência do infinito. Daí o passares pelas provas do mal, para chegares ao bem. (...)” 2

         

Conta-se que um prisioneiro, por vinte anos, passou a pão e água, em local sombrio. Um dia percebeu que a porta da prisão estivera sempre aberta. Saiu e buscou o sol, o verde, o ar puro e a liberdade! Perdera longo tempo de sua vida por falta de iniciativa!

A breve narrativa ilustra a ignorância de que somos prisioneiros, por absoluta preguiça mental.

E a porta do saber está sempre aberta! Mas acomodamo-nos à “prisão”. Conduta essa incompatível com a condição de Espíritos eternos, cuja evolução deve ser buscada consciente e prioritariamente.

É mais que tempo de buscarmos o estudo que liberta.

A Doutrina Espírita é meio adequado a essa realização, pois, bem assimilada, suaviza essa caminhada de Espíritos a caminho da luz, abreviando ou eliminando dores, por nos favorecer o entendimento das Leis Cósmicas.

Com muita propriedade, Allan Kardec a intitula Ciência do Infinito, enfatizando a necessidade de seu estudo perseverante, assíduo:

“(...) o estudo de uma doutrina, qual a Doutrina Espírita, que nos lança de súbito numa ordem de coisas tão nova quão grande, só pode ser feito com utilidade por homens sérios, perseverantes, livres de prevenções e animados de firme e sincera vontade de chegar a um resultado”. 3

“Nunca (...) dissemos que esta ciência fosse fácil, nem que se pudesse aprendê-la brincando, o que, aliás, não é possível, qualquer que seja a ciência. Jamais teremos repetido bastante que ela demanda estudo assíduo e por vezes muito prolongado.” 4

Afinal, que há de tão importante nessa Doutrina, indagará o leigo, para ser assim valorizada pelos espíritas e por seu Codificador, Allan Kardec, a ponto de dedicar-se, este último, a seu estudo e divulgação, a partir de seus cinquenta anos, em 1854, até desencarnar, aos sessenta e cinco de idade, em 31.03.1869?

Responde ele próprio, em artigo intitulado “O que ensina o Espiritismo” 5 – do qual transcrevemos excertos –, publicado em obra pouco conhecida e estudada, mesmo entre os que se dizem espíritas. Pois não basta assistir a reuniões públicas e receber passes, para ser verdadeiro espírita. Indispensável estudá-la e buscar viver seus ensinos, aliando ao estudo o trabalho e a reforma íntima, corrigindo vícios e adquirindo virtudes.

Eis suas palavras:

“1º - (...) dá (...) a prova patente da existência e da imortalidade da alma. (...)

2º - Pela firme crença que desenvolve, exerce ação poderosa sobre o moral do homem; leva-o ao bem, consola-o nas aflições, dá-lhe força e coragem nas provações da vida e o desvia do pensamento do suicídio.

3º - Retifica todas as ideias falsas que se tivessem sobre o futuro da alma, sobre o céu, o inferno, as penas e as recompensas; destrói radicalmente, pela irresistível lógica dos fatos, os dogmas das penas eternas e dos demônios; numa palavra, descobre-nos a vida futura e no-la mostra racional e conforme à justiça de Deus (...).

4º - Dá a conhecer o que se passa no momento da morte; este fenômeno, até hoje insondável, não mais tem mistérios; as menores particularidades dessa passagem tão temida são hoje conhecidas; ora, como todo mundo morre, tal conhecimento interessa a todo mundo.

5º - Pela lei da pluralidade das existências, abre um novo campo à filosofia; o homem sabe de onde vem, para onde vai; com que objetivo está na Terra. Explica a causa de todas as misérias humanas, de todas as desigualdades sociais.

6º - Pela teoria dos fluidos perispirituais, dá a conhecer o mecanismo das sensações e das percepções da alma; explica os fenômenos da dupla vista, da visão a distância, do sonambulismo, do êxtase, dos sonhos, das visões, das aparições etc.; abre um novo campo à fisiologia e à patologia.

7º - Provando as relações existentes entre os mundos corporal e espiritual, mostra neste último uma das forças ativas da natureza, um poder inteligente e dá a razão de uma porção de efeitos atribuídos a causas sobrenaturais, e que alimentaram a maioria das ideias supersticiosas.

8º - Revelando o fato das obsessões, faz conhecer a causa, até aqui desconhecida, de numerosas afecções, sobre as quais a ciência se havia equivocado, em detrimento dos doentes, e dá os meios de os curar.

9º - Dando-nos a conhecer as verdadeiras condições da prece e seu modo de ação, revelando-nos a influência recíproca dos Espíritos encarnados e desencarnados, ensina-nos o poder do homem sobre os Espíritos imperfeitos para os moralizar e os arrancar aos sofrimentos inerentes à sua inferioridade.

10º - Dando a conhecer a magnetização espiritual, que era desconhecida, abre ao magnetismo uma nova via e lhe traz novo e poderoso elemento de cura.”

A moral que adota é a do Evangelho, eis que nenhuma outra existe superior à que nos trouxe Jesus, o Mestre incomparável! Traduz a Boa Nova em ações.

À vista dessa breve síntese, indagamos: tem razão, ou não, o ilustre Codificador, ao denominá-la Ciência do Infinito? É realmente sublime roteiro de luz!

Cabe-nos, a nós, abolir comodismo e preguiça mental. É dever estudá-la e compreendê-la, afeiçoando nossas vidas a seus ensinos. E divulgá-la com amor, para que outros se beneficiem de suas luzes, e realizem evolução consciente.

O próprio Codificador6 orienta-nos sobre a sequência em que deve ser estudada essa Doutrina libertadora: iniciar pelo “O que é o Espiritismo” e prosseguir, nessa ordem: “O Livro dos Espíritos”; “O Livro dos Médiuns”; “O Evangelho segundo o Espiritismo”; “O Céu e o Inferno” e “A Gênese”.

É ele ainda quem nos afirma que a compreensão da teoria facilitar-nos-á a aceitação dos fatos e o entendimento de quaisquer outros ensinos posteriores. Comecemos, assim, da base, do princípio!

Além desses estudos, são inúmeros os cursos de Doutrina Espírita ministrados nas Instituições Espíritas, graciosamente, favorecendo seu conhecimento e aprendizado.

 

Referências bibliográficas:

1. KARDEC, Allan. O Livro dos Espíritos. 84. ed. Rio de Janeiro: FEB. 2003, Introdução, Cap. XIII, p. 38/39;

2. Livro II – Cap. IX, Q. 466, p. 248.

3. Id. Ibid., Cap. VIII, p. 31;

4. Id. Ibid., Cap. XII, p. 38;

5. KARDEC, Allan. Revista Espírita. São Paulo: EDICEL. 1865, p. 222-3;

6. KARDEC, Allan. O que é o Espiritismo. 50. ed. Rio de Janeiro: FEB. 2004, p. 149.

     Gebaldo José de Souza


                                                                 PAZ, MUITA PAZ!
Título: Re: DOUTRINA ESPÍRITA - Resumo e Princípios Básicos.
Enviado por: Mourarego em 20 de Junho de 2011, 16:42
Acredito que o autor, o sr. Gebaldo, tenha cometido uma inclusão por sua conta, pois o que consta do capítulo 3 item 35 infine e mo Livro dos Médiuns é:
"1°) O QUE É O ESPIRITISMO: esta brochura, de apenas uma centena de páginas, apresenta uma exposição sumária dos princípios da Doutrina Espírita, uma visão geral que permite abranger o conjunto num quadro restrito. Em poucas palavras se percebe o seu objetivo e se pode julgar o seu alcance. Além disso, apresenta as principais perguntas ou objeções que as pessoas novatas costumam fazer. Essa primeira leitura, que exige
pouco tempo, é uma introdução que facilita o estudo mais profundo 10.
2°) O LIVRO DOS ESPÍRITOS: contém a doutrina completa ditada pelos Espíritos, com toda a sua Filosofia e todas as suas conseqüências morais. É o destino do homem desvelado, a iniciação ao conhecimento da natureza dos Espíritos e os mistérios da vida de além-túmulo. Lendo-o, compreende-se que o Espiritismo tem um objetivo sério e não é um passatempo frívolo.
3°) O LIVRO DOS MÉDIUNS: destinado a orientar na prática das manifestações, proporcionando o conhecimento dos meios mais apropriados de nos comunicarmos com os Espíritos. É um guia para os médiuns e para os evocadores e o complemento de O Livro dos Espíritos.

4°) A REVISTA ESPÍRITA: uma variada coletânea de fatos, de explicações teóricas e de trechos destacados que completam a exposição das duas obras precedentes, e que representa de alguma maneira a sua aplicação. Sua leitura pode ser feita ao mesmo tempo que a daquelas obras, mas será mais proveitosa e mais compreensível sobretudo após a de O Livro dos Espíritos.

Como se vê, o ESE não consta da relação citada pelo autor do texto e nem poderia.
O Evangelho,Segundo o Espiritismo, é uma obra de estudo  cujo autor foi Kardec, logo não houve ditado dos espíritos pois não se tratava de nova Revelação.

Neste item, Kardec nos mostra a ordem de estudo das obras básicas e o ESE não é uma delas. Faz parte das obras codificadas, todavia não das obras básicas, pois estas foram conseguidas através do ditado dos Espíritos Superiores.
Abraços,
Moura