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GERAL => O que é o espiritismo => Tópico iniciado por: SB em 14 de Junho de 2005, 11:24

Título: Deontologia espírita: eu sou Espírita?
Enviado por: SB em 14 de Junho de 2005, 11:24
Ser racional:   Nunca aceitar nenhuma tese que não seja diretamente comprovada por raciocínios lógicos e práticos. O que fira o bom senso nunca poderá ser considerado genuinamente espírita.

Ser cristão:  Espírita sem amor ou ideal é espírita sem alma. O propósito último do Espiritismo é relegar a criatura ao Criador, de modo que o código supremo de conduta ética e espiritualidade leccionado por Jesus é indispensável. E esse código se sintetiza em uma palavra: amor. Todas as decorrência desse princípio se fazem, destrate, espontâneas como obrigatórias ao espírita, tais como: 

    caridade,  
    serviço voluntário, 
    conduta generosa e solidária,
    indulgência e cordialidade em todas as circunstâncias.

Ser informado:  É dever do espírita manter-se continuamente em busca de se atualizar quanto às novas descobertas da Ciência e entrosar-se com as novas ilações dos pensadores mais proeminentes da cultura. O Espiritismo tem como elemento principio lógico basilar continuamente se renovar, acompanhando os avanços da humanidade.
Ser progressista:  Como inferência imediata do item anterior, não pode existir espírita conservador, em tese, já que o Espiritismo é um sistema de renovação contínua, incorporando as contribuições de todos os campos do saber e do agir humanos.

Ser pacificador:  O espírita, apesar de ser progressista, não é um ser de protesto. Encontrando o ponto de equilíbrio ideal entre acção vanguardista e tácticas políticas e psicológicas de adaptação ao meio ambiente, o espírita jamais usa o ataque como meio de defesa, nem a violência como instrumento de transformação e melhora. Muito pelo contrário: suas ideias revolucionárias vêm a trazer elucidações importantes aos conflitos interpessoais, dando espaço à discordância e à evolução, sem perturbação e constrangimentos.

Ser feliz:  A felicidade é o resultado direito e imediato do alinhamento com as grandes leis de harmonia e paz do Cosmos. Quem não é feliz não pode estar em consonância com os grandes princípios de equilíbrio e bem estar. Ser feliz é direito e dever, uma busca constante do espírita consciente, certo de que a felicidade traduz um estado de saúde integral, que corresponde aos anseios do ser humano psicologicamente maduro e completo.

Ser realizador:  O espírita deve ter uma consciência naturalmente aguçada de oportunidades de agir, de modo que não perde tempo com especulações vazias. A realização deve ser seu norte constante, com pleno aproveitamento dos ensejos de fazer e se transformar, que a existência lhe propicia.
    
Ser ecuménico:  Os pruridos de seita, o lamentável sectarismo que se faz ver-se melhor que os outros, e o anseio de proselitismo são completamente avessos à natureza das ideias espíritas. Nem o Espiritismo se considera a única via de salvação, nem está preocupado em converter pessoas a seu círculo de ideias. Tem, por outro lado, paradoxalmente, um grande afã por expandir, o máximo possível, as suas propostas, a fim de que sejam incorporadas ao dia a dia dos indivíduos, tornando-os melhores.


Benjamin Teixeira,  pelo espírito Eugênia
(Texto recebido em 31 de maio de 2001.)
Título: Re: Deontologia espírita: eu sou Espírita?
Enviado por: Ann@ em 14 de Junho de 2005, 12:25
Minha querida amiga,

se cada um de nós tivesse como ideal cumprir pelo menos 1/3 disso tudo, acho que a Terra estaria em melhor situação.

Temos que mudar nossa conduta.


beijinhos

Ana :D
Título: Re: Deontologia espírita: eu sou Espírita?
Enviado por: Det's me!... em 24 de Junho de 2005, 17:29
Muita paz!

No meu entendimento, antes demais o espiritismo, é um código de conduta de vida.

Ele nos dá o conhecimento, mas também nos responsabiliza.
Não é algo que terá que ficar na teoria, mas na prática diária.
Só desta forma, daremos por bem empregue o tempo que os espíritos passaram junto a Kardec, e todos os esforços por este levados a cabo, durante cerca de 14 anos.

Devemos nós espíritas, ter sempre o exemplo de Kardec.
No tempo dos coches, como eu costumo dizer, teve ele a incumbência e a enorme capacidade de trabalho e persistência, para levar a cabo uma tarefa ao alcance de apenas um punhado.

Desde todo o tipo de trabalhos, compilação, análise das mensagens recebidas, viagens, edições de todas as obras, inicio de publicação da Revista Espírita de cariz mensal, viagens na divulgação, tudo isto este ser, levou a cabo, sem titubear, e quantas vezes sujeito a enormes pressões.
Traçado o caminho, não vacilou, não meteu por atalhos, não despendeu energias revidando aos ferozes ataques de que era alvo pelas ordens instituídas.
Soube separar o acessório do fundamental, mantendo sempre o rumo.

O espiritismo em meu pleno entendimento, é sobretudo para os não espíritas.
Os espiritas, já sabem as regras e condutas que deverão reger sua vida: o seu dever é dar o exemplo, vivenciado no dia a dia.

Se o não fizerem, serão como tempo de Cristo “Sepulcros caiados de branco”, uma vez que o conhecimento só é verdadeiramente real, se colocado em prática diária.

Devemos ter sempre em mente duas vertentes:
Tal qual nos dizem os espíritos, fomos todos criados simples e ignorantes.
Eu tenho por hábito dizer, que se falarmos de ignorância, todos somos ignorantes... só que em matérias diferentes.

Ninguém está acima de ninguém, todos interagimos, e sòmente através do bom estado vibracional que se imprime, podemos nós agilizar a transição do planeta de provas e expiações rumo a regenerador.

De uma forma suave ou tumultuada, está nas nossas mãos.
A Divindade se encarregará de tomar as medidas necessárias, se nós não formos capazes de levar a cabo a tarefa de forma suave.

Na sua obra “A Teia da Vida”, o físico Fritjof Capra,  tem oportunidade de nos deixar um belissimo poema da autoria de Ted Perry. Tem tanto de belo, quanto de simples. Tem tanto de simples, quanto de profundo e  tendo tanto de profundo, tem tanto de verdadeiro e actual.
Raras vezes se conseguiu, colocar tanto em tão poucas palavras:


"Isto sabemos.
Todas as coisas estão ligadas
como o sangue
que une uma família...

Tudo o que acontece com a Terra,
acontece com os filhos e filhas da Terra.
O homem não tece a teia da vida;
ele é apenas um fio.
Tudo o que faz à teia,
ele faz a si mesmo"
   
Jesus ao seu tempo, nos disse que não é o que entra na boca que mata......... mas o que sai da boca.
Nos tempos do foguetão, seria bom que actualizassemos o legado que o Mestre nos deixou, e nos compenetrassemos, que nos dias de hoje, é já o pensamento, que mata.

Sabemos da força que um pensamento positivo, pode ter nas nossas vidas, nas vidas dos que nos rodeiam, e na boa vibração que consequentemente transmitimos para todo o universo.

Um grão de areia, não faz uma praia, mas contribui para a sua existência.
Tenhamos pois consciência, que todos nós somos pequenos grãos de areia, todos de diferentes matizes, mas nós, sómente nós não conseguimos não conseguimos atingir a beleza da paisagem duma praia.
Há também a água de um profundo azul, que de uma forma suave, através das suas ondas, num vai e vem constante, nos  periódica e suavemente beijar, assim servindo de refrigério à nossa alma.
E se formos merecedores, o nosso irmão Sol, se juntará a nós, pondo-se no infinito lentamente, dando um espectáculo de imensa beleza que nos renova incessantemente.

No entanto, se nos isolarmos, seremos sòmente um grão de areia. Nada mais.

Tenhamos pois a real noção, que o espiritismo deve ser difundido de todas as formas correctas possíveis, mas sempre respeitando as ideias dos outros.

Costumo dizer que há só uma coisa que para se receber é preciso ter: Respeito.

E é nesse respeito pelas ideias dos outros, pelas suas colocações que eventualmente nos podem parecer de um profundo desconhecimento, mas sempre tentando esclarecer de forma fraterna.

É esse o sentido sobretudo NET, em que as informações viajam á velocidade da som, impregnadas da vibração com que digitamos as nossas palavras.

É esse o propósito que deve sempre assistir, a todos os espaços internauticos, de que é o exemplo este Fórum.

Quando interpelados por quem desconhece o que é a Doutrina, é a meu ver tratar os assuntos como se estivéssemos a tomar deles conhecimento pela primeira vez, tendo a convicção interna de que estamos certos.

O problema meus amigos, é se cair na tentação de tratar os nossos interlocutores como ignorantes.
Na visão deles........ os ignorantes somos nós.

Do diálogo fraterno, nasce sempre a luz. Do radicalizar de posturas....... a treva. O envio de pensamentos deletérios que a todos nos prejudica.

Este é o meu espiritismo.
Aquele que eu tento colocar em prática. Diáriamente.

Caso não o faça, sinto que sou semente que cai em solo árido.

E em vez de semente, logo serei antes um grão de areia. Isolado da imensidão e beleza da praia.

Tento também sempre que possível, não me deixar influenciar pelas vicissitudes da vida material, que a todos aflige:  “A Deus o que é de Deus e a Cézar o que é de Cézar”

Estamos num espaço de Deus. De prática constante.

Fiquem bem.

Luís

Título: Re: Deontologia espírita: eu sou Espírita?
Enviado por: aruanda em 24 de Junho de 2005, 20:29
Penso que tocaste de uma forma inteligente e directa todos os pontos necessários para uma  forma correcta de estar na vida.
Se assim agissemos seria muito bom....
Parece-me ,no entanto, que normalmente falamos muito e, agimos muito pouco...principalmente quando "sentimos" o nosso "ego" ser atacado ou aquilo que pensamos ser um ataque.
Aí, lá se vai a nossa teoria e boa vontade por agua abaixo.
Bem, de qualquer maneira é sempre bom lermos temas que nos alertem para estarmos atentos e, este é um bom exemplo .Gostei essencialmente desta frase que muito tem a ver com este forum..

Do diálogo fraterno, nasce sempre a luz. Do radicalizar de posturas....... a treva. O envio de pensamentos deletérios que a todos nos prejudica

Abraços
Título: Re: Deontologia espírita: eu sou Espírita?
Enviado por: Sonia em 11 de Dezembro de 2005, 00:50
                                Kardec e as Categorias de Espíritas     
 
   
Senhores e caros irmãos espíritas,

Não sois mais principiantes em Espiritismo. Assim, hoje deixarei de lado os detalhes práticos sobre os quais, devo reconhecer, estais suficientemente esclarecidos, para considerar a questão sob um aspecto mais largo, sobretudo em suas conseqüências. Este lado da questão é grave, o mais grave incontesta-velmente, pois que mostra o objeto para onde se inclina a Doutrina e os meios para atingi-lo. Serei um pouco longo, talvez, pois o assunto é muito vasto e, contudo, restaria ainda muito a dizer para o completar. Assim, reclamarei vossa indulgência considerando que, não podendo ficar convosco senão por algum tempo, sou forçado a dizer de uma só vez o que, em outras circunstâncias, eu teria dividido em várias partes.

Antes de abordar o ângulo principal do assunto, creio dever examiná-lo de um ponto de vista que, de certo modo, me é pessoal. Todavia, se não se tratasse senão de uma questão individual, seguramente com ela eu não me ocuparia; porém, ela se liga a várias questões gerais, podendo resultar instruções para todo mundo. Foi esse o motivo que me levou a aproveitar esta ocasião para explicar a causa de certos antagonismos que muita gente se admira de encontrar em meu caminho.

No estado atual das coisas aqui na Terra, qual é o homem que não tem inimigos? Para não os ter, fora preciso não estar na Terra, por ser esta a conseqüência da inferioridade relativa de nosso globo e de sua destinação como mundo de expiação. Para isso, bastaria fazer o bem? Oh! Não; o Cristo não está aí para o provar? Se, pois, o Cristo, a bondade por excelência, foi alvo de tudo quanto a maldade pôde imaginar, por que nos admirarmos de que assim suceda com aqueles que valem cem vezes menos?

O homem que pratica o bem - isto dito em tese geral - deve, pois, esperar contar com a ingratidão, ter contra ele aqueles que, não o praticando, são ciumentos da estima concedida aos que o praticam. Os primeiros, não se sentindo fortalecidos para se elevarem, procuram rebaixar os outros ao seu nível, pondo em xeque, pela maledicência ou pela calúnia, aqueles que os ofuscam.

Ouve-se constantemente dizer que a ingratidão com que somos pagos endurece o coração e nos torna egoístas; falar assim é provar que se tem o coração fácil de ser endurecido, porquanto esse temor não poderia deter o homem verdadeiramente bom. O reconhecimento já é uma remuneração do bem que se faz; praticá-lo tendo em vista esta remuneração, é fazê-lo por interesse. E depois, quem sabe se aquele a quem se faz um favor, e do qual nada se espera, não será levado a melhores sentimentos por um reto proceder? É talvez um meio de levá-lo a refletir, de abrandar sua alma, de salvá-lo! Esta esperança é uma nobre ambição; se nos decepcionamos, não teremos realizado o que nos cabia realizar.

Entretanto, não se deve crer que um benefício que permanece estéril na Terra seja sempre improdutivo; muitas vezes é um grão semeado que só germina na vida futura do beneficiado. Várias vezes já observamos Espíritos, ingratos como homens, serem tocados, como Espíritos, pelo bem que lhes haviam feito, e essa lembrança, despertando neles bons pensamentos, facilita-lhes o caminho do bem e do arrependimento, contribuindo para abreviar-lhes os sofrimentos. Só o Espiritismo poderia revelar este resultado da beneficência; só a ele estava dado, pelas comunicações de além túmulo, mostrar o lado caridoso desta máxima: Um benefício jamais é perdido, em lugar do sentido egoísta que lhe atribuem. Mas, voltemos ao que nos concerne.

Pondo de lado qualquer questão pessoal, tenho adversários naturais nos inimigos do Espiritismo. Não penseis que me lastime: longe disto! Quanto maior é a animosidade deles, tanto mais ela comprova a importância que a Doutrina assume aos seus olhos; se fosse uma coisa sem conseqüência, uma dessas utopias que já nascem inviáveis, não lhe prestariam atenção, nem a mim. Não vedes escritos muito mais hostis que os meus quanto aos preconceitos, e nos quais as expressões não são mais moderadas do que a ousadia dos pensamentos, sem que, no entanto, digam uma única palavra? Dar-se-ia o mesmo com as doutrinas que procuro difundir, se permanecessem restritas às folhas de um livro. Mas, o que pode parecer mais surpreendente, é que eu tenha adversários, mesmo entre os adeptos do Espiritismo. Ora, é aqui que uma explicação se faz necessária.

Entre os que adotam as idéias espíritas, há, como bem sabeis, três categorias bem distintas:

1. Os que crêem pura e simplesmente nos fenômenos das manifestações, mas que não lhes deduzem nenhuma conseqüência moral;

2. Os que vêem o lado moral, mas o aplicam aos outros e não a si próprios;

3. Os que aceitam para si mesmos todas as conseqüências da Doutrina, e que praticam ou se esforçam por praticar a sua moral.

Estes, vós bem o sabeis, são os verdadeiros espíritas, os espíritas cristãos. Esta distinção é importante, porque explica bem as anomalias aparentes. Sem isso seria difícil compreender-se a conduta de certas pessoas. Ora, o que reza esta moral? Amai-vos uns aos outros; perdoai aos vossos inimigos; retribuí o mal com o bem; não tenhais ódio, nem rancor, nem animosidade, nem inveja, nem ciúme; sede severos para convosco mesmos e indulgentes para com os outros. Tais devem ser os sentimentos de um verdadeiro espírita, daquele que vê o fundo e não a forma, que põe o Espírito acima da matéria; este pode ter inimigos, mas não é inimigo de ninguém, pois não deseja o mal a ninguém e, com mais forte razão, não procura fazer o mal a quem quer que seja.

Como vedes, senhores, este é um princípio geral, do qual todo mundo pode tirar proveito. Se, pois, tenho inimigos, não podem ser contados entre os espíritas desta categoria, porque, admitindo-se que tivessem legítimos motivos de queixa contra mim, o que me esforço por evitar, isto não seria motivo para me odiarem, considerando-se que não fiz mal a ninguém. O Espiritismo tem por divisa: Fora da caridade não há salvação, o que significa dizer: Fora da caridade não há verdadeiros espíritas. Concito-vos a inscrever, doravante, esta dupla máxima em vossa bandeira, porque ela resume ao mesmo tempo a finalidade do Espiritismo e o dever que ele impõe.

Texto extraído do Discurso pronunciado nas Reuniões Gerais dos Espíritas de Lyon e Bordeaux, do livro Viagem Espírita em 1862 e outras viagens de Kardec, de Allan Kardec, FEB, 2005.


Matéria publicada no Jornal Mundo Espírita :: dezembro/2005
 
Título: Re: Deontologia espírita: eu sou Espírita?
Enviado por: andreia em 17 de Dezembro de 2005, 21:55

Eu sou espírita


De repente, uma das médiuns da reunião de desobesessao começou a pedir
socorro, exclamando:
- Eu sou espírita! Bezerra de Menezes, venha me salvar! Eu sou espírita!
Tirem-me daqui!

Acerquei-me dela e falei:
- Já escutamos seus apelos e vamos tirá-la daí.

Ela (pois que era uma mulher) estava presa no cemitério e não conseguia
sair de lá. Vamos sair por cima; voando, disse-lhe. E suspendi um pouco a cabeça da médium, inclinando-a para trás, dando a impressao à comunicante que ela havia sido retirada do local onde estava por uma força que a sugava para cima.

- Saímos! Ponha os pés no chao para verificar que estamos seguros em terra!

A mulher fez como eu dissera e exclamou aliviada: Até que enfim alguém ouviu os meus apelos.

- Como aconteceu isso? - indaguei. - Nao sei! Eu pensei que por ser espírita teria direito a algo mais que as outras pessoas. Mas isso nao aconteceu. O que André Luiz escreveu, que a gente vai para uma colônia ende tem escolas, parques, avenidas tudo fantasia, - respondeu.

- Mas André Luiz também escreveu que existem regioes de purgaçao, e que nem todos podem ser agraciados com a cidadania de "Nosso Lar" ou com a companhia imediata dos amigos e familiares. Tudo depende do merecimento de cada um.

- Ora, mas eu fui espírita! Assisti a inúmeras palestras, escutei muitas explanaçoes evangélicas...

- Mas você as colocou em prática?

- Minha irma, entrar no Espiritismo é fácil. Difícil é o Espiritismo entrar nas pessoas. Deus nao está muito interessado em rótulos doutrinários, mas naquilo de bom que as pessoas fazem. Tomar conhecimento de alguns ensinamentos espíritas só aumenta a nossa responsabilidade frente à vida.

- Leu a obra de Kardec?

- Sim.

. Nao consta em seus escritos que o espírita deve caracterizar-se pelo esforço que faz para renovar-se a cada dia?

- Lembro bem disso. Estou envergonhada. Na verdade nunca fui às visitas feitas pelo entro, aos hansenianos. Nunca dei um único passe; pelo contrário, o recebia semanalmente, mesmo sem necessidade. Estudei pouco e reconheço que me acomodei frente às obrigaçoes de cada dia. Quando despertei naquele cemitério, nao tive forças para organizar o pensamento e orar. Apenas caí no desespero e gritei como uma criança assustada. Esqueci principalmente de um dos lemas do Espiritismo; o básico: "Fora da caridade nao há salvaçao".

- Mas agora você tem os frutos de uma liçao prática; creio que nao a esquecerá.

- É verdade. Agradeço aos bons espíritos que me auxiliaram e espero poder recomeçar meus estudos espíritas desta vez com seriedade.

- Desejo-lhe bom ânimo.

- Obrigada. Até um dia.

O diálogo foi uma liçao para todo o grupo. Ficou bastante claro que nao basta o rótulo, o cargo, a posse...

Deus espalha o bem a cada dia. Muito natural portanto, que espere de seus filhos algo semelhante.

... É! Nao fazer o bem já é um mal, comentou um dos médiuns preocupado com o que ouvira.

(Do Livro Histórias Deste e do Outro Mundo - Luiz Gonzaga Pinheiro).

 

Beijinhos   :D
Andreia
Título: Re: Deontologia espírita: eu sou Espírita?
Enviado por: _Natalia em 22 de Dezembro de 2005, 01:50
Muito importante esse texto que nos deixaste, Andréa. :)

Precisamos pôr em prática o que estudamos. Muito comum vermos em centro espíritas guerra de vaidades, onde cada um quer saber mais do que o outro. Mas na hora de agir... Cadê? Cadê o amor, a caridade, o respeito, a indulgência, a hulmildade....? Fala-se tão bem sobre esses temas nos centros...Mas na hora de colocar em prática. Cadê?  ::)

Aí depois desencarnamos e queremos o "céu'....  ;D  ( doce ilusão!)

Não sabemos quando vamos partir para o outro lado... Por que adiamos tanto?  Somos espíritas, conhemos muita coisa. Não vamos deixar para amanhã, vamos agir hoje. Também não vamos ficar fingindo que somos anjinhos. Vamos ser  humildes, vamos reconhecer nossos valores, nosso defeitos e vamos trabalhar! Somos Cristãos. Devemos muito! Vamos procurar nossa reforma íntima, vamos nos policiar, vamos ser seres humanos de bem! Vamos ser espírtias de verdade, vamos fazer esfoço DE VERDADE para nos melhoramos. Vamos agir sempre lembrando ( como nos ensinou Madre tereza) que  tudo  é  entre nós e Deus. Vamos deixar de vaidade, de querer acumular saberes e sim começar colocar em prática aquilo que já aprendemos, enquanto aprendemos outros ensinamentos... Não importa  se  somos  espíritas, evangélicos, budistas,...O importante é a nossa reforma íntima. E base para começar a danadinha da reforma já temos. E como temos!!! Vamos deixar de moleza e vamos nos reformar de verdade. Era para termos começado ontem, mas como não começamos, vamos começar hoje. ;)

Vamos seguir em frente, sempre lembrando de que Filho de peixe, peixinho é...Filho de Deus, ......     :P

Namastê!
Natália

" Se a tua palavra não tiver o objetivo de auxiliar, não a apresentes para criticar."  ( minha meta em 2006!  ;) )

Título: Re: Deontologia espírita: eu sou Espírita?
Enviado por: Sonia em 28 de Dezembro de 2005, 03:22
                                     Kardec e o Último Apelo
 
   
O Espiritismo não é uma luz nova, mas uma luz mais brilhante, porque surgiu de todos os pontos do globo através daqueles que viveram. Tornando evidente o que era obscuro, põe fim às interpretações errôneas, e deve unir os homens em uma mesma crença, porque não há senão um Deus, e suas leis são as mesmas para todos; ele marca enfim a era dos tempos preditos pelo Cristo e pelos profetas.

Os males que afligem os homens na Terra têm como causa o orgulho, o egoísmo e todas as más paixões. Pelo contato de seus vícios, os homens tornam-se reciprocamente infelizes e punem-se uns aos outros. Que a caridade e a humildade substituam o egoísmo e o orgulho, então eles não quererão mais prejudicar-se; respeitarão os direitos de cada um e farão reinar entre eles a concórdia e a justiça.

Mas como destruir o egoísmo e o orgulho, que parecem inatos no coração do homem?

O egoísmo e o orgulho estão no coração do homem, porque os homens são espíritos que seguiram desde o princípio o caminho do mal, e que foram exilados na Terra como punição desses mesmos vícios; é o seu pecado original, de que muitos não se despojaram. Através do Espiritismo, Deus vem fazer um último apelo para a prática da lei ensinada pelo Cristo: a lei de amor e de caridade.(1)

Tendo a Terra chegado ao tempo marcado para tornar-se uma morada de felicidade e de paz, Deus não quer que os maus Espíritos encarnados continuem a trazer para ela a perturbação, em prejuízo dos bons; é por isso que eles deverão deixá-la: irão expiar seu empedernimento em mundos menos evoluídos, onde trabalharão de novo para seu aperfeiçoamento em uma série de existências mais infelizes e mais penosas ainda que na Terra.

Eles formarão nesses mundos uma nova raça mais esclarecida, cuja tarefa será levar o progresso aos seres atrasados que neles habitam, pelos conhecimentos que já adquiriram. Só sairão para um mundo melhor quando tiverem merecido, e assim por diante, até que tenham atingido a purificação completa. Se a Terra era para eles um purgatório, esses mundos serão seu inferno, mas um inferno de onde a esperança nunca está banida.(2)

Enquanto a geração proscrita vai desaparecer rapidamente, surge uma nova geração, cujas crenças serão fundadas no Espiritismo cristão. Nós assistimos à transição que se opera, prelúdio da renovação moral cuja chegada o Espiritismo marca.

O objetivo essencial do Espiritismo é o melhoramento dos homens. Não é preciso procurar nele senão o que pode ajudá-lo para o progresso moral e intelectual.

O verdadeiro Espírita não é o que crê nas manifestações, mas aquele que faz bom proveito do ensinamento dado pelos Espíritos. Nada adianta acreditar se a crença não faz com que se dê um passo adiante no caminho do progresso e que não o faça melhor para com o próximo.

O egoísmo, o orgulho, a vaidade, a ambição, a cupidez, o ódio, a inveja, o ciúme, a maledicência são para a alma ervas venenosas das quais é preciso a cada dia arrancar algumas hastes, e que têm como contraveneno: a caridade e a humildade.

A caridade é a lei suprema do Cristo: “Amem-se uns aos outros como irmãos; - ame seu próximo como a si mesmo; perdoe seus inimigos; - não faça a outrem o que não gostaria que lhe fizessem”; tudo isso se resume na palavra caridade.

A crença no Espiritismo só é proveitosa para aquele de quem se pode dizer: hoje está melhor do que ontem.

Allan Kardec - O Espiritismo em sua expressão mais simples, itens 30 a 38 e 55.

(1) Sobre essa questão, encontramos em O Evangelho Segundo o Espiritismo, o seguinte:
Cap. VI, item 7 - Deus dirige um supremo apelo aos vossos corações, por meio do Espiritismo. Escutai-o. Extirpados sejam de vossas almas doloridas a impiedade, a mentira, o erro, a incredulidade. São monstros que sugam o vosso mais puro sangue e que vos abrem chagas quase sempre mortais. O Espírito de Verdade. (Bordéus, 1861.)
Cap. XIII, item 12 - Apenas encorajamento é o que vos vimos dar; apenas para vos estimularmos o zelo e as virtudes é que Deus permite nos manifestemos a vós outros. Mas, se cada um o quisesse, bastaria a sua própria vontade e a ajuda de Deus; as manifestações espíritas unicamente se produzem para os de olhos fechados e corações indóceis. S. Vicente de Paulo. (Paris, 1858.) Grifos nossos.

(2) Um exemplo característico desse expurgo encontramos na vinda à Terra, muitos séculos atrás, dos habitantes de um Planeta do sistema de Capela, conforme descreve Emmanuel, na obra “A Caminho da luz”, psicografada por F. C. Xavier.

Matéria publicada no Jornal Mundo Espírita :: janeiro/2006
 
   
Título: Re: Deontologia espírita: eu sou Espírita?
Enviado por: Mourarego em 28 de Dezembro de 2005, 12:21
Algumas vezes, amigos, temos o reiste dever de mostrar erros de entendimento na opinião pessoal dese ou daquele Espírito, encarnado ou não. Este é mais um destes momentos.
O que vamos fazer, sem nenhum eivo de malediscência, é simples álise do texto enviado pela amiga Sonia, e que deveria ser, por todos, estudado desta maneira, não somente este,. mas todos os textos, vindos de onde viessem. Assim pediu Kardec.

Vamos lá? Segue o texto enviado: "O egoísmo e o orgulho estão no coração do homem, porque os homens O egoísmo e o orgulho estão no coração do homem, porque os homens são espíritos que seguiram desde o princípio o caminho do mal, e que foram exilados na Terra como punição desses mesmos vícios; é o seu pecado original, de que muitos não se despojaram. Através do Espiritismo, Deus vem fazer um último apelo para a prática da lei ensinada pelo Cristo: a lei de amor e de caridade.(1)
 é o seu pecado original, de que muitos não se despojaram. Através do Espiritismo, Deus vem fazer um último apelo para a prática da lei ensinada pelo Cristo: a lei de amor e de caridade.(1)"
Digo eu: O texto, que embora comece em acoordo com o texto constante no Evangelho, descamba para interpretação desprovida de verdade quando afirma:" porque os homens são espíritos que seguiram desde o princípio o caminho do mal, e que foram exilados na Terra como punição desses mesmos vícios;" O texto original, na dissertação de São Luis, diz que ALGUNS ESPÍRITOS QUE SE ARROSTAM AO MAL, SÃO CONSTRANGIDOS A REENCARNAREM EM MUNDOS INFERIORES AOS QUE TINHAM ENCARNADO ANTES. em momento algum São Luis aforma que TODOS, tanham sido degredads a mundos inferiores, como sugere a mensagem. Esta uma forma de colocar-se a nossa opinião, dando-lhe validade de verdade por estar misturada em missiva de outro Espírito.

Mas tem mais: "Tendo a Terra chegado ao tempo marcado para tornar-se uma morada de felicidade e de paz, Deus não quer que os maus Espíritos encarnados continuem a trazer para ela a perturbação, em prejuízo dos bons; é por isso que eles deverão deixá-la: irão expiar seu empedernimento em mundos menos evoluídos, onde trabalharão de novo para seu aperfeiçoamento em uma série de existências mais infelizes e mais penosas ainda que na Terra." Digo eu: Primeiro, segundo o L.E. não há arrastamento irresistível, logo não há o porque de Deus, Causa Primária, e inteligência maior, ter este tipo de proceder. Pior, colocar-se em Deus, uma ação tão distante da Caridade, Justiça e Amor, lei trina que vige inexorávelmente, seria vesti-lo com roupagem simples, rôta e humana, previsível e tacanha. Porém Deus é Soberanamente Justo e Bom, como afirma a Doutrina, por esta razão dá sempre uma nova oportunidade, deixa sempre a porta aberta. Notem que a afirmativa de antes, que já a sabemos destituída de fundamento, prossegue em reafirmação, outra técnica que é muito empregada, a do recurcismo, falar alternada porém repetidamente uma inverdade para conseguir dar-lhe motivo de verdade. Mistura o Espírtito missivista, dois textos diferentes que não falam sobre a mesma coisa, para dar conteúdo de verdade a sua opinião pessoal.

Ao final, vemos a indicação de pretensa bibliografia, que nos indica a obra O Espiritismo em sua expressão mais simples, itens 30 a 38 e 55. Se formos à obra indicada, e verificarmos os itens anotados, veremos que apesdar de estarem constantes no corpo da mensagem aqui analisada, não lhe  empresta a possibilidade de validar tudo o escrito, não senhores, apenas valida e comprova o que os itens querem dizer, o restante é pura indução do autor. siumples assim.

Também há esta citação, que sendo apenas uma opinião pessoal de Emmanuel, não deva ser colocada como  verdade absoluta, posto que a comunidade científica já a desbancou desde o início.(2) Um exemplo característico desse expurgo encontramos na vinda à Terra, muitos séculos atrás, dos habitantes de um Planeta do sistema de Capela, conforme descreve Emmanuel, na obra “A Caminho da luz”, psicografada por F. C. Xavier.
Como vemos, se tomarmos conta do que lemos, com justeza e confrontamento com as obras básicas, aprendemos sempre, mesmo diante de textos com tantas impropriedades.
Desculpem-me os amigos a fala mais dura mas não podemos nos acump0liciar a erros que podem fazer o novato na doutrina entender e professar errado ensinamentos que a obnra básica tras, consolidado pelo C.U.E.E.
Abraços,
Moura
Título: Re: Deontologia espírita: eu sou Espírita?
Enviado por: andreia em 04 de Janeiro de 2006, 20:36
O verdadeiro espírita

“O espírita é reconhecido pelo esforço que faz para sua transformação moral e para vencer suas tendências para o mal.” – Allan Kardec

O verdadeiro espírita é aquele que aceita os princípios básicos da Doutrina Espírita. Quando se pergunta ao praticante: Você é espírita? Comumente ele responde: “Estou tentando”. Na verdade, a resposta deveria ser sem hesitação: Sou espírita!!! Quanto ao fato de ser perfeito ou qualquer qualificação moral é outro assunto, que não exime o profitente de ser incisivo na sua resposta. Nesse ponto, o praticante não tem que hesitar na sua definição, porquanto Allan Kardec foi claro no seu esclarecimento ao afirmar que se reconhece o espírita pelo seu esforço, pela sua transformação, e não pelas suas virtudes ou pretensas qualidades, raras nos habitantes deste Planeta.

O que acontece com freqüência, seja iniciante ou mesmo com os mais antigos, é que, será mais cômodo não assumir uma postura mais responsável ou permanecer com um pé na canoa e outro na terra. Admite-se até, em determinadas ocasiões que se queira dar uma demonstração de modéstia, mas, que não se justifica sob o ponto de vista de definição pessoal.

A propósito, lembro-me de ter ouvido em uma emissora de rádio da Capital um pronunciamento de um padre católico, ao referir-se aos católicos, que freqüentam os Centros Espíritas para os habituais Passes e a “aguinha fluidificada” e passam a vida sem ter a mínima noção do que representa o Passe e a água. Para esses meio-cá-meio-lá, o mencionado reverendo denominou-se de “catóritas”. Engraçado, não!?

Como chamar os espíritas que se dedicam aos trabalhos nos Centros Espíritas, mas que continuam batizando os filhos, sob o pretexto de que quando maiores escolherão sua própria religião, casam os filhos na Igreja com as pompas e as cerimônias habituais, fazem a Primeira Comunhão com as tradições da Igreja Católica, etc?

Quando os Centros Espíritas se organizarem verdadeiramente, proporcionando aos seus freqüentadores, além do Passe e da Água Fluidificada, a orientação doutrinária, para maior compreensão dos princípios básicos que devem nortear o aprendiz e os trabalhadores na Seara Espírita, certamente, o verdadeiro espírita terá uma nova postura na sociedade, mais convincente, porque passará a distinguir o que é ser espírita, segundo a analogia explicitada por Allan Kardec nas obras básicas organizadas pelo codificador sob a orientação dos Benfeitores Espirituais.

“Solidários, seremos união. Separados uns dos outros seremos pontos de vista. Juntos, alcançaremos a realização de nossos propósitos.” – Bezerra de Menezes

 autor: Jamil Salomão
(Publicado no Jornal A Voz do Espírito - Edição 92: Dezembro de 1998)


Beijinhos  :-*  :-*

Andreia
Título: Re: Deontologia espírita: eu sou Espírita?
Enviado por: Marlenelua em 04 de Janeiro de 2006, 21:12
Olá! :)

Porque é imperioso termos sempre presente o que significa ser-se Espírita, aqui vos deixo um outro texto. Desta feita, do Espírito de Emmanuel, psicografado por Francisco Xavier:

ESPIRITISMO  PRATICADO


"Irmãos, recordando Allan Kardec, na prática espiritista, lembremo-nos de que, no Espiritismo praticado, é necessário:

Colocar os interesses divinos acima dos caprichos humanos.

Negar-se a si mesmo, tomar a cruz da elevação e seguir com o Senhor.

Reformar-se em Cristo, antes de reclamar a reforma dos outros.

Exemplificar o bem, antes de ensiná-lo.

Servir sem propósitos de recompensa.

Consolar, antes de procurar consolações.

Amar sem exigências.

Usar os bens do Pai, sem os desvarios da posse.

Compreender, antes de reclamar compreensão alheia.

Agradecer, antes de pedir.

Confiar sem angústias.

Cumprir todos os deveres da cooperação, sem as trevas da incompreensão e da queixa. JESUS É CAMINHO, VERDADE E VIDA.

Kardec é Trabalho, Solidariedade e Tolerância.

O Caminho da realização não dispensa o trabalho.

O templo da Verdade não exclui a solidariedade legítima.

A Vida eterna pede a luz da tolerância construtiva.

O Espiritismo em seu tríplice aspecto, científico, filosófico, religioso, é movimento libertador das consciências, mas só o Espiritismo praticado liberta a consciência de cada um.

Lembrando o grande Missionário, não vos esqueçais de que o Espiritismo prático pode ser o Espiritismo do eu e que só o Espiritismo praticado é o Espiritismo de Deus."

Bem haja! :-*
 
Título: Re: Deontologia espírita: eu sou Espírita?
Enviado por: Peregrino em 11 de Janeiro de 2006, 19:52

Olá, amigos  :)

De facto é pelo confronto de doutrinas opostas (tudo aceitando ou tudo recusando, para lá da codificação) que há subsequente reflexão e estudo neste Forum. Desde que nos proponhamos abertura ao dialogo e a ouvir ambas as posições e argumentos.

Deus não dá privilégios a alguns Espiritos, todos são criado simples e ignorantes, despertando e evoluindo depois nos mundos materiais, em inúmeras reencarnações, errando e aprendendo com a colheita de dor causada pelo erro, não como mera punição, mas como mestra a impulsionar-nos ao progresso moral e intelectual.

É dizer que Deus dá privilégios, acreditando que alguns foram brindados com uma aptidão a falhar menos do que outros. TODOS tivemos e teremos que passar pelos mesmos caminhosde aprendizagem. Errando. Até Jesus Cristo trilhou por esse caminho antes de alcançar o patamar que foi o da sua reencarnação messianica, há dois mil anos.

Essa tão anunciada (João Evangelista, Nostradamus, Ramatis, Emmanuel..) "limpeza" vibratória do planeta será, se se confirmar que não seja apenas opinião fantasiada, apenas a consequência de colocar cada Espirito no meio que mais lhe convém para sua mais rápida aprendizagem. Tão só. Porque Deus é sábio e ama a cada filho igual. É não um arrastamento irresistível, mas a Lei dos Afins, em que os semelhantes se atraem. E cada um escohe a morada que mais lhe agrada.

O Livro dos espíritos fala nas varias escalas de planetas e graus espirituais. Ora, o bom senso nos mostra que um planetade regeneração não tem Espiritos ainda a necessitar de provas e expiações. Quanto ao título: de facto, o Espiritismo é um entre muitos convites da última hora. Ou alguém acredita que o Planeta aguenta por este andar muito mais os maus tratos de seus inquilinos? Então, ou há um extraodinario salto evolutivo, contrariando a mais pura lógica, ou deve haver uma redisribuição dos habitantes em diversos planetas adequados à sua vibração e grau evolutivo.

Abraços.

Pg.
Título: Re: Deontologia espírita: eu sou Espírita?
Enviado por: andreia em 12 de Fevereiro de 2006, 13:23
QUE É UM ESPÍRITA?


Em “Iniciação no Espiritismo”, pergunta G. Mélusson: - “Que é um espírita?” E responde: “Ser espírita é, antes de tudo, praticar o bem e a moral que a Doutrina Espírita ensina e isto se pode dar, tanto com um que nunca assistiu a uma experiência, ou que absolutamente não se interessa pelas experiências, como com outro que tenha paixão pelos fenômenos, desde o mais vulgar, o da mesa, até o mais interessante, o da escrita mecânica; desde o mais maravilhoso, o da incorporação mediúnica, até ao mais incrível, o da reconstituição temporário do corpo físico do Espírito desencarnado.” E prossegue: “Outros há, finalmente, que, pelo estudo do verdadeiro Espiritismo, chegaram à compreensão do dever, à concepção da fraternidade universal e que, com ou sem os fenômenos, se acham cônscios do destino humano, do porquê da vida, do objetivo final, e agem de acordo com as idéias que de tudo isso adquiriram”. E acentua mais adiante - “Importa isto em dizer que o bom espírita possui o espírito da mais ampla tolerância e indulgência para com todos, menos para consigo mesmo.” E continua: “O espírita ponderado dá sempre mostras de bom humor, nunca se encoleriza e esforça-se por combater em si a impaciência, a vivacidade, a acrimônia. De nenhum modo se zanga e tudo perdoa aos outros; foge às querelas, ao arrebatamento, à exasperação; jamais se revolta, ainda que contra a mais flagrante injustiça, que só lhe inspira piedade, sacrifício e reparação, nunca furor, violência ou desordem. Por isso é que o espírita refletido é evolucionista e não revolucionário, ao buscar a realização do ideal de justiça, de fraternidade e de igualdade a que aspira”.

Vê-se, pelo que transcrevemos, como é árduo o trabalho de reforma íntima a que deve submeter-se quem quer que deseje ser mesmo um espírita. Tais obrigações são ainda mais rigorosamente reclamadas daqueles que aceitam a responsabilidade de direção e orientação no Espiritismo. A disciplina não pode estar longe no comportamento dos disciplinadores. Sendo, como é, o Cristianismo primitivo em nova fase, o Espiritismo cristão está adstrito às normas indicadas nas obras da Codificação kardequiana, sob a luz do Evangelho. (Anuário Espírita 1968).


Beijos com carinho

Andreia
Título: Re: Deontologia espírita: eu sou Espírita?
Enviado por: Peregrino em 13 de Fevereiro de 2006, 19:58

Olá  :)

Sintetico, mas diz tudo este último post, Andreia

Nunca é demais repetir vezes sem conta esta necessidade de esforço sobre nós próprios, especialmente se esclarecemos, por ter já algum conhecimento, convém adequar à tarefa o nosso exemplo pessoal.

Este é dos tópicos que deveria estar constantemente activo.. Porque constantemente estamos colocados em situações que nos pedem serenidade e amor para escolha da melhor resposta. Mas com fraternidade e não com o chicote..
Alias, essas situações são qual o exame final do aluno para averiguar se deve ou não passar para o ano lectivo superior. As palavras são apenas as aulas. Não o exame de avaliação.

"o espírita refletido é evolucionista e não revolucionário, ao buscar a realização do ideal de justiça, de fraternidade e de igualdade a que aspira"

Um abraço  :)

Pg.
Título: Re: Deontologia espírita: eu sou Espírita?
Enviado por: Pedro em 19 de Fevereiro de 2006, 01:53
Olá a todos.

Concordo com as mensagens que aqui foram colocadas.

Contudo, gostaria apenas de esclarecer que, embora o espirita seja alguém que se distingue pelo esforço constante em prol do seu melhoramento, não é essencial ser-se espirita (com tudo o que a expressão engloba) ou frequentar casas espiritas para prosseguir esse mesmo melhoramento.

O essencial é sempre o contéudo, não a forma.

Quer se seja católico, ateu, muçulmano, budista, maçon, etc., etc., todos temos o nosso caminho a percorrer, sendo relevante o percurso, não a indumentária que vestimos.

E, fazendo uso da metáfora do Peregrino, no exame final de avaliação, aquele que tiver sido espirita, não será beneficiado só pelo facto de o ter sido. O espirita terá sim uma responsabilidade acrescida, pois adquiriu o conhecimento necessário para melhorar e reformar-se a si próprio, sendo também avaliado - prosseguindo numa linguagem escolar - de acordo com o uso que fez desse mesmo conhecimento.

Com amizade.
Pedro
Título: Re: Deontologia espírita: eu sou Espírita?
Enviado por: andreia em 21 de Fevereiro de 2006, 11:33
Conduta espírita

Numa época em que tanto se discute o valor e veracidade das religiões e seitas que nascem e abundam em todo o mundo e o papel que desempenham na sociedade, assiste-se à aceitação desesperada de qualquer tipo de crença que proporcione resultados imediatos, sem muitas vezes questionar o valor moral ou os objectivos éticos e sociais que a regem.

Nos tempos actuais, de desprezo pelos mais sagrados valores humanos, de atropelo de todos os direitos, inclusive o direito sagrado à própria vida, o ser humano necessita de uma crença, de uma fé que o ajude a suportar a sua cruz e através dela chegar à compreensão do mundo que o rodeia. Não importa tanto se a sua religião é melhor ou pior que as outras, aceitando por princípio que toda a religião é boa se levar a praticar o bem e se despertar nos crentes uma fé inabalável num ente superior a todos.

Por isso, nós, espíritas, devemos ainda aí dar o exemplo. Não nos cabe julgar ninguém, embora possamos concordar ou não com determinadas atitudes, já que temos o livre-arbítrio para decidirmos o que é bom ou mau para a nossa vida. Mas não nos envolvamos em polémicas acerca de igrejas e de religiões.

Ser espírita é um acto de amor, mas implica também uma dupla responsabilidade: para connosco próprios e para com os outros. Ninguém se deveria considerar espírita de ânimo leve, sem ter plena consciência de todas as consequências que tal decisão acarreta. Mais do que «apregoar» os ensinamentos evangélicos é preciso exemplificar vivenciando-os no dia-a-dia. Por outro lado, temos que partir do princípio de que gostamos e respeitamos a nós mesmos, sem o que não o poderemos fazer com os outros. Antes de tentar servir e ajudar alguém é preciso trabalhar o nosso íntimo, reformando o comportamento, os ideais, os valores, descobrindo uma nova forma de estar e de aceitar a vida com tudo o que ela nos oferece de bom ou de mau. Temos que compreender que esta é uma oportunidade valiosa que Deus nos deu para redimir o passado obscuro e construir um futuro luminoso. Só conseguiremos tal objectivo a partir do momento em que aceitemos Jesus Cristo como nosso divino Mestre, dentro de nós, governando a mente e o coração. Mas tal atitude tem de se basear num raciocínio lógico e ponderado e numa convicção interior inabalável para que não se resvale numa fé cega que aceite qualquer absurdo como verdadeiro.

O Espírito de Verdade em comunicação a Allan Kardec (em «O Evangelho Segundo o Espiritismo», cap. VI) alerta para esse facto ao dizer: Espíritas! Amai-vos: eis o primeiro mandamento; instruí-vos, eis o segundo. O ser humano precisa de renovar a sua fé em Deus, mas que o faça mediante um estudo sério e permanente até estar totalmente convencido da utilidade e necessidade da sua existência. Mais do que acreditar na comunicação com os espíritos, é preciso entender o porquê das comunicação e o que esses irmãos nos querem transmitir e ensinar.

Ser espírita implica, assim, duas atitudes principais perante a vida: reforma íntima, que, consequentemente, revela uma nova forma de nos compreendermos a nós próprios e de compreender e auxiliar aqueles que nos acompanham nesta jornada; e o estudo da doutrina preciosa que nos liberta do fardo das dores e ajuda a perceber a razão e a utilidade das provas por que passamos.

Ana Cristina Campos

Revista de Espiritismo nº. 32, Julho/Agosto/Setembro de 1996


Beijinhos  :-*  :-*

Andreia
Título: Re: Deontologia espírita: eu sou Espírita?
Enviado por: andreia em 28 de Fevereiro de 2006, 02:22

Simplesmente “Espírita”


Tornou-se hábito no meio Espírita a expressão Kardecista, como forma de identificar ou de diferenciar aquele seguidor do Espiritismo à luz da codificação, daquele que mesmo se intitulando Espírita, jamais teve o cuidado de se informar sobre os postulados da crença que diz professar.

Utilizam-se do termo Espírita “Kardecista”, em lugar de simplesmente Espírita, com a preocupação de não serem confundidos com os seguidores da Umbanda, do Candomblé e de outras tantas seitas. Tal prática, no entanto, ao invés de diferenciar os verdadeiros seguidores da Doutrina Espírita, acabou criando uma idéia equivocada de que poderia existir mais de uma maneira de ser Espírita, ou melhor mais de um tipo de Espiritismo.

A palavra Espírita, criada por Alan Kardec, para diferenciar do termo já existente espiritualista, veio para definir como espírita o seguidor das obras codificada pelo incomparável emissário da Divindade no Pentateuco, Livro dos Espíritos, Livro dos Médiuns, Evangelho Segundo o Espiritismo, O Céu e o Inferno e na Gênese, onde o fiel seguidor do Espiritismo busca as lições para a sua própria transformação como nos definiram os imortais no Evangelho Segundo o Espiritismo Capítulo XVII - item 4 “ conhece-se o verdadeiro Espírita pela sua transformação moral e pelos esforços que emprega em domar suas inclinações más”.

Seguindo esse raciocínio, e as lições ali contidas, não precisaremos da utilização de qualquer subterfúgio para nos apresentarmos aos que nos perguntarem sobre a nossa crença, pois nossa resposta estará na ponta da língua: Sou Espírita. Não cabe a nós maiores satisfações, como se tivéssemos que nos defender de ataques sobre quaisquer tipos de práticas de que não fazemos uso.

Seguimos sim, os ensinamentos contidos nas obras codificadas por Allan Kardec, mas somos Espíritas tão somente, visto que o próprio codificador nos afirma no livro dos Espíritos (prolegômenos), “este livro foi escrito por ordem e mediante ditado de Espíritos superiores, para estabelecer os fundamentos de uma filosofia racional, isenta dos preconceitos do espírito de sistema. Nada contém que não seja a expressão do pensamento deles e que não tenha sido por eles examinado. Só a ordem e a distribuição metódica das matérias, assim como as notas e forma de algumas partes da redação constituem obra daquele que recebeu a missão de os publicar”.

Recorremos ainda aos ensinamentos contidos noCapítulo I do Livro a Gênese que trata do Caráter da Revelação Espírita, no item 45, onde se pode ler: “a primeira revelação teve em Moisés a sua personificação, a segunda no Cristo, a terceira não a tem em indivíduo algum. As duas primeiras foram individuais, a terceira coletiva. Ela é coletiva no sentido de não ser feita ou dada como privilégio de pessoa alguma; ninguém, por conseqüência, pode inculcar-se como seu profeta exclusivo; foi espalhada simultaneamente, por toda a terra, a milhões de pessoas, de todas as idades e condições, desde a mais baixa até a mais alta escala, conforme predição registrada pelo autor dos Atos dos Apóstolos: “Nos últimos tempos, disse o Senhor, derramarei o meu espírito sobre toda a carne; os vossos filhos e filhas profetizarão, os mancebos terão visões, e os velhos, sonhos” (Atos,Cap.II,vv.17/18) ela não proveio de nenhum culto especial, a fim de servir um dia, a todos, de ponto de ligação.

No Capítulo XVII, item 40, ele afirma: “Não é uma doutrina individual, de concepção humana; ninguém pode dizer-se seu criador. É produto do ensino coletivo dos espíritos, ao qual preside o Espírito de Verdade.

E logo após o item 42 do mesmo capítulo, em sua nota de rodapé esclarece definitivamente: “Todas as doutrinas filosóficas e religiosas trazem o nome da individualidade fundadora: o Mosaísmo, o Cristianismo, o Maometismo, o Budismo, o Cartesianismo, o Furrierismo, São-Simonismo, etc. A palavra Espiritismo, ao contrário, não lembra nenhuma personalidade; ela encerra uma idéia geral, que indica, ao mesmo tempo, o caráter e o tronco multíplice da doutrina”.

Enxertar, por tanto, o termo “Kardecista” na palavra Espírita, é aceitar que podem existir outros tipos de Espíritas, o que não é admissível, pois não encontramos essa denominação em nenhuma das obras já citadas, e ainda se abre a brecha para que os que se dizem seguidores do espiritismo, sem levarem em conta os seus postulados apresentem-se sob denominações no mínimo equivocadas diferentes pois da denominação dada pelo codificador aos seguidores da nova doutrina constantes da introdução I do Livro dos Espíritos que estabelece: “ Os adeptos do Espiritismo serão, os Espíritas ou se quiserem os “Espiritistas”.

Por fim, enfatizamos que nada temos contra essas outras maneiras de se seguir o Cristo, visto que o Mestre Maior de todos nós não é privilégio dos Espíritas, no entanto não podemos deixar de esclarecer àqueles que quiserem professar o Espiritismo, que só o encontrarão unicamente na Codificação, e que nela não existe outra denominação para nós adeptos sinceros da verdadeira doutrina Espírita.

(autor: José Francisco Costa Rebouças)


Beijinhos  :D

Andreia
Título: Re: Deontologia espírita: eu sou Espírita?
Enviado por: andreia em 05 de Março de 2006, 00:34
Vivência Espírita - Albino Teixeira

"Nos mais complexos e nos mais simples elementos da Natureza, encontramos o desafio à ação. Um transatlântico erigir-se-á por maravilha de técnica, efetuada à custa de centenas de artífices, mas, se não enfrenta os perigos do mar alto, em auxílio do homem, descansará indefinidamente no cais, à feição de prodígio em ponto morto.
Uma biblioteca se destacará por celeiro de ensinamentos, reunindo os melhores autores, mas, se não é compulsada na formação de cultura, estará reduzida à condição de mausoléu do pensamento. De maneira análoga, temos a convicção espírita em nossas vidas.
Ela poderá representar a dádiva de numerosos benfeitores desencarnados, o apoio de muitos amigos, a cura de males diversos ou o tesouro de consolação acumulado por abençoadas revelações medianímicas, mas, se não rende serviço aos semelhantes ou educação em nós mesmos, não passará de promessa inútil.
É certo que, para atravessar os oceanos ou adquirir instrução na Terra, carecemos de barcos seguros e bons livros, os quais, aliás, não teriam maior significação, fora das regras de proveito e de uso. De modo idêntico, sem a idéia espírita, ainda mesmo disfarçada sob conceitos diferentes, não alcançaremos a luz da fé raciocinada, capaz de descerrar-nos caminho à verdade que nos fará livres; entretanto, somos forçados a reconhecer que não vale a escola do bem, sem a vivência no bem, como em nada adianta planejar sem fazer. "


Fonte:Livro Caminho Espírita. Psicografia Chico Xavier


Beijinhos  :-*

Andreia
Título: Re: Deontologia espírita: eu sou Espírita?
Enviado por: andreia em 09 de Março de 2006, 12:23
O espírita na sua real expressão


O espírita sempre fará o bem: procurará mitigar corações angustiados, acalmar desesperados, operar reformulações morais, auxiliar de todos os modos os necessitados.

A Terra, pelas suas características morais, é planeta onde imperam os queixosos, os que carregam o amargor das desesperações, os cultivadores da violência, os ambiciosos em todos os sentidos, os que amanham os prazeres sexuais... prazerosamente.

Há ainda os pessimistas contumazes, espalhando os seus miasmas incessantemente entre todos os que lhes compartilham a vida.

Outros mais persistem em acalentar no íntimo seus males, suas doenças descrevendo-as com sofreguidão, vinculados que se acham mentalmente a elas.

Viciados procuram entremostrar a própria destinação, como se a ela estivessem irremediavelmente fadados, firmando-se numa condição interior de auto-compaixão, sem empreender o mínimo esforço pela sua libertação.

Existem os instabilizados emocionais imprimindo-se uma posição de vítimas do destino, malgrado persistam na posição fixa de irresponsabilidade, como se ignorassem os males que a si mesmo praticam.

O panorama é aparentemente desanimador para o trabalhador do bem, tal o volume de carentes nas mais variadas condições de dor e sofrimento à sua frente, todos aguardando comiseração e socorro, os quais, entretanto, se negam a aceitá-los quando alguém por eles se interessa. Some-se, ainda, a esta avalanche dos mendigos de amor e de paz os que se comprazem em viver assim, hipotéticas vítimas da vida e da Lei Divina, herdeiros, dessarte, de si mesmos, de seu passado, quando estagiaram na preguiça, no ódio, no desejo de vingança, na cata angustiante do poder, do prazer carnal.

Profundamente relevante, ao convivermos com eles, é não nos deixarmos, primeiramente, identificar com o morbo que carregam, e, segundo, é acautelarmo-nos no sentido de mantermos em nós um clima de oração, procurando a necessária inspiração sobre o que fazer de melhor para ajudar com acerto.

Imperfeitos como ainda somos, torna-se até natural nos vermos mergulhados nas águas turvas da mistura do verdadeiro amor com sentimentalismo injustificável, servindo-se do Evangelho, e com Ele se justificando, como se fosse refúgio de espíritos portadores de caracteres irresponsáveis.

Fora assim e se transformaria a ordem da Vida, em nome de um amor a serviço dos caprichos dos enfraquecidos e apalermados.

JESUS, em momento algum de seu Evangelho, mostrou-se usando de falsa piedade ou estimulando a indolência. ELE, que é o Construtor do Orbe, Administrador  da Terra, não poderia ser confundido como um acolhedor de ineptos.

A excelência de Seu dinamismo imperou em todos os Seus movimentos. Suas atitudes foram sempre firmes e Seu caráter diamantino em momento algum mostrou-se tíbio ou ressaltou a apologia da covardia.

Dando preferência à morte, aceitou-a para que não houvesse a mistura da Sua missão elevada com o desperdício das elevadas questões que viera propor.

Aceitou o julgamento arbitrário, a traição de um amigo, a convivência com a gente tida como de "má vida", para que assim pudesse exemplificar o valor da Verdade que viera trazer, aproveitando para lecionar vigilância, oração, dignidade, além de demonstrar cabalmente que as aparências físicas não refletem as realidades primordiais da existência.

JESUS nunca se mostrou fraco, nada obstante tendo de absorver o vinagre e o fel da ignorância dos homens, sempre pregando a esperança, até a Sua ressurreição em triunfo.

Seu Evangelho é um repositório de força, vitalidade, vida, consolação, pelo fato de caracterizar-se pela exuberância em suas linhas das expressões de meiguice e ao mesmo tempo de estoicismo, numa mistura inconfundível de profundo equilíbrio em todos os sentidos.

O espírita vai se mostrando como aquele que luta pela sua transformação moral numa batalha sem quartel, envidando esforços inconfundíveis para vencer as imperfeições que ainda carrega.

O Espiritismo liberta da ignorância quando lhe oferta os ensinos de JESUS como roteiro de vida ética-moral, quando mostra que ele vive entre irmãos, que devem os seus atos representar a vivência da caridade, quando o induz a ser bom, generoso e compreensivo com todos.

A Doutrina Espírita, desta forma, prescreve dignidade na luta, inspirada nas heróicas ações de JESUS, ELE que é roteiro seguro para a construção de um mundo mais justo e de uma humanidade mais ditosa.

ADÉSIO ALVES MACHADO
Escritor, Orador e Radialista


Beijinhos  :D

Andreia

Título: Re: Deontologia espírita: eu sou Espírita?
Enviado por: andreia em 25 de Março de 2006, 18:40
      Ser Espírita

Noutro dia, entre um grupo de amigos, ouvi uma discussão, no bom sentido, sobre o que é, realmente, ser espírita. Um amigo insistia que ser espírita é apenas acreditar em reencarnação e pronto, você era espírita.

Outro que ser espírita era tentar mudar, melhorar a si mesmo. Um outro ainda dizia que não era, mas tentava ser.

E o que seria realmente ser espírita? Haveria uma fórmula ou uma oração?

Ser espírita para alguns espíritas se torna uma verdadeira obsessão. Sim porque ele vive se cobrando sobre como ser espírita.

Não pode falar alto, não pode perder o controle, não pode ser enérgico. Precisa aceitar tudo.Tudo? E como fica o livre arbítrio e a fé raciocinada?

Não estariam alguns espíritas se apegando demais a palavra e se esquecendo de sua verdadeira obrigação?

Não há livros nem cadernetas que tornem uma pessoa espírita, há sim bom senso e fé, aliás fé e trabalho, muito trabalho, pois sem ele não se atinge os verdadeiros objetivos da vida.

Caridade e amor. Sim, acho que essa deveria ser a verdadeira discussão dos espíritas. Como praticar, do melhor modo, o amor em forma de caridade.

Ser espírita, por si só, não é amor e nem caridade. Ser espírita é ser ação. E qual a melhor forma de agir senão amando ao próximo?

Mas para amar precisa ser espírita? De forma alguma. Para amar basta existirmos. E existimos.

Deixemos de lado a discussão e as afirmações de que ser espírita é isso ou aquilo. Amemos. Trabalhemos.

Descortinemos o coração para o verdadeiro amor que Jesus ensinou. Não há regras, apenas amor. Seremos todos espíritas quando descobrirmos esse amor.

Não nos preocupemos em dizer que somos dessa ou daquela religião, vamos apenas sentir, apenas amar, apenas servir.

Alguns espíritas se preocupam muito em “Ser Espírita” e se esquecem do principal: o trabalho, o amor, a caridade.

Muito mais importante que ser espírita é ser caridoso. E tem muita gente por aí que não é espírita e é mais caridoso do que aqueles que discutem se são ou não espíritas.

Alguns espíritas se cobram muito e fazem pouco, quando deviam fazer muito, assim não lhes restaria tempo para ficarem se cobrando, já que estão servindo.

Como disse Gandhi: “Que a nossa mensagem seja a nossa própria vida.”

Assim eu acho que deveriam ser os espíritas, calados e praticantes, reconhecidos pelas obras e não por sua religião, que sinceramente para Deus não importa qual seja.

Acho que quando ele compreender isso, o espiritismo vai realmente romper fronteiras, mas as fronteiras do coração, não a das religiões.

O espírita se cobra porque é cobrado, e é cobrado porque não faz muitas vezes o que deveria fazer, embora saiba o que deva ser feito.

Quando ele for trabalho, amor e caridade, e não vai ser cobrado e vai ser reconhecido como espírita, aí sim ele vai poder dizer a si mesmo e a mais ninguém : “Eu sou espírita.”

      Sejamos pois espíritas nas vinhas de Deus, onde o trabalho urge e é tão necessário.

      Simone de Nardi


Beijinhos  :-*

Andreia
Título: Re: Deontologia espírita: eu sou Espírita?
Enviado por: Tolomei em 13 de Abril de 2006, 19:18
Livro dos Médiuns - Kardec fala no capítulo 3 Do Método proposto para o Estudo do Espíritismo, e no item abaixo transcrito sugere os tipos de espíritas... vamos ver o item 28 do Livro dos Médiuns que fala sobre o assunto.


28. Entre os que se convenceram por um estudo direto, podem destacar-se:

1º Os que crêem pura e simplesmente nas manifestações.
Para eles, o Espiritismo é apenas uma ciência de observação, uma série de fatos mais ou menos curiosos. Chamar-lhes-emos espíritas experimentadores.

2º Os que no Espiritismo vêem mais do que fatos; compreendem-lhe a parte filosófica; admiram a moral daí decorrente, mas não a praticam. Insignificante ou nula é a influência que lhes exerce nos caracteres. Em nada alteram seus hábitos e não se privariam de um só gozo que fosse. O avarento continua a sê-lo, o orgulhoso se conserva cheio de si, o invejoso e o cioso sempre hostis. Consideram a caridade cristã apenas uma bela máxima. São os espíritas imperfeitos.

3º Os que não se contentam com admirar a moral espírita, que a praticam e lhe aceitam todas as conseqüências.

Convencidos de que a existência terrena é uma prova passageira, tratam de aproveitar os seus breves instantes para avançar pela senda do progresso, única que os pode elevar na hierarquia do mundo dos Espíritos, esforçando-se por fazer o bem e coibir seus maus pendores. As relações com eles sempre oferecem segurança, porque a convicção que nutrem os preserva de pensar em praticar o mal. A caridade é, em tudo, a regra de proceder a que obedecem. São os  verdadeiros espíritas, ou melhor, os espíritas cristãos.

4º Há, finalmente, os  espíritas exaltados.  A espécie humana seria perfeita, se sempre tomasse o lado bom das coisas. Em tudo, o exagero é prejudicial. Em Espiritismo, infunde confiança demasiado cega e freqüentemente pueril, no tocante ao mundo invisível, e leva a aceitar-se, com extrema facilidade e sem verificação, aquilo cujo absurdo, ou impossibilidade a reflexão e o exame demonstrariam. O entusiasmo, porém, não reflete, deslumbra. Esta espécie de adeptos é mais nociva do que útil à causa do Espiritismo. São os menos aptos para convencer a quem quer que seja, porque todos, com razão, desconfiam dos julgamentos deles. Graças à sua boa-fé, são iludidos, assim, por Espíritos mistificadores, como por homens que procuram explorar-lhes a credulidade.
Meio-mal apenas haveria, se só eles tivessem que sofrer as conseqüências. O pior é que, sem o quererem, dão armas aos incrédulos, que antes buscam ocasião de zombar, do que se convencerem e que não deixam de imputar a todos o ridículo de alguns. Sem dúvida que isto não é justo, nem racional; mas, como se sabe, os adversários do Espiritismo só consideram de bom quilate a razão de que desfrutam, e conhecer a fundo aquilo sobre que discorrem é o que menos cuidado lhes dá.
Título: Re: Deontologia espírita: eu sou Espírita?
Enviado por: andreia em 15 de Abril de 2006, 12:02
Porque sou Espírita?


Pela lógica

Porque se creio em um Deus único, infinitamente bom e justo e não posso acreditar que Ele permitiria o sofrimento de inocentes e o privilégio de criminosos. Não posso crer em um Deus que permite a dor e a limitação de crianças mal formadas. Um Deus que permite a fome e a miséria vividas por pessoas simples e honestas. Um Deus que permite as diferenças de talentos e destinos. E que essa permissão seja devida, unicamente, aos seus caprichos e preferências.

Se, creio em um Deus perfeito, que não faz acepção de pessoas, então, tenho que entender as situações acima como justas e merecidas. E elas só seriam realmente parte da Justiça Divina se, explicadas por fatores por nós desconhecidos. O raciocínio lógico nos leva a buscar essas causas em um passado distante, em encanações anteriores.

A revelação, pelos espíritos que compõem a Legião de servidores do Cristo, sobre as leis da reencarnação e de causa e efeito foram o balsamo cicatrizante sobre a extensa ferida no cristianismo medieval, decorrente de sua institucionalização e politização.

Essas leis permitem nossa plena compreensão da infinita Justiça Divina e são divulgadas pela Doutrina Espírita para que o Evangelho do Cristo seja revivido conforme previsto por Jesus.

Nenhuma outra explicação para as dores dos homens e para suas desigualdades é tão eficiente e ampla e, ainda assim, compatível com o Deus justo e bom em que creio. Ao interpretarmos as dores da vida sob essa ótica, mesmo com as mais variadas e dolorosas circunstâncias vividas pelos seres humanos na Terra, em nenhum caso duvidaremos da Infinita Justiça Divina.

Todavia digo-vos a verdade, que vos convém que eu vá;

porque, se eu não for, o Consolador não virá a vós;

mas, quando eu for, vo-lo enviarei.

João, 16; 7.

Giselle Fachetti Machado


Beijinhos  :D

Andreia



Título: Re: Deontologia espírita: eu sou Espírita?
Enviado por: andreia em 23 de Abril de 2006, 00:52
Porque sou Espírita?

Pela esperança

Por ser uma Doutrina que crê e divulga a certeza da vida após a morte, a certeza de que há algo mais a esperar do que meramente nossos corpos comidos pelos vermes. Por considerar a vida espiritual como a verdadeira vida e por ser essa uma vida de realizações e progresso e não de inatividade.

Por desfazer o mito do castigo eterno e mostrar-nos um Deus misericordioso que perdoa-nos quantas vezes precisarmos do seu perdão e nos oferece a possibilidade de evolução e comunhão com Ele, sempre. Por sabermos que, um dia, seremos perfeitos como foi o Cristo e então poderemos usufruir a paz plena que conquistarmos, pelo nosso esforço pessoal, sob a proteção e orientação Divina, durante o longo caminhar sobre as pegadas do Cristo.

Por termos a certeza de que todas as pessoas que amamos chegarão ao mesmo estágio evolutivo e que poderemos partilhar da glória de Deus em conjunto. Que nenhum filho de Deus se perderá, mas serão todos unidos na paz celestial no momento em que for apropriado, a cada um, conforme seu esforço e merecimento.

Ainda tenho outras ovelhas que não são deste aprisco;

também me convém agregar estas,

e elas ouvirão a minha voz, e haverá um rebanho e um Pastor.

João, 10; 16.

Giselle Fachetti Machado


Beijinhos  :D

Andreia

Título: Re: Deontologia espírita: eu sou Espírita?
Enviado por: andreia em 01 de Maio de 2006, 00:37

Porque sou Espírita?


Pelo exemplo

Por respeitar a opinião de inúmeros vultos da ciência mundial que se tornaram Espíritas. Por admirar o exemplo de vários abnegados servidores do Cristo. Por serem pessoas com reconhecida capacidade intelectual e que efetivamente contribuíram para o engrandecimento do conhecimento humano.

Eles conquistaram, com méritos próprios, esse grau de respeitabilidade, sendo, portanto, dignos de terem suas idéias e crenças analisadas de forma isenta e racional. Além disso, expuseram sua crença em um ambiente cultural adverso, o que reforça a profundidade de sua fé. Somente uma forte convicção, baseada em estudos profundos e análises racionais, pode levar figuras proeminentes a enfrentarem os preconceitos e exporem-se como defensores da nova revelação.

Entre esses exemplos podemos citar: Allan Kardec, Leon Denis, Gabriel Delanne, Camille Flammarion, Ernesto Bozzano, Bezerra de Menezes, Herculano Pires, Deolindo Amorim, Chico Xavier, Divaldo Franco, Anália Franco, Antonio Gonçalves da Silva Batuíra, Euripedes Barsanulfo, Auta de Souza, William Crookes, Adelaide Augusta Câmara,Ali Halfeld,Artur Lins de Vasconcelos Lopes, Auta de Souza, Amelie Gabrielle, Anália Emília Franco, Angel Aguarod, Antônio da Silva Neto, Antônio Luís Saião, Aristides de Souza Spínola, Arthur Lins de Vasconcelos Lopes, Augusto Elias da Silva, Augusto José da Silva, Augusto Militão Pacheco, Aurora A. de los S. de Silveira, Antônio Gonçaves da Silva Batuíra, Antônio Pinheiro Guedes, Adolfo Bezerra de Menezes Cavalcanti, Benedito Godoy Paiva, Caírbar de Souza Schutel, Camille Flammarion, Camilo Castelo Branco, Camilo Rodrigues Chaves, Carlos Gomes de Souza Shalders, Carlos Joaquim de Lima e Cirne, Cenyra de Oliveira Pinto, Cleo de Albuquerque Mello, Corina Novelino, Djalma Montenegro de Farias, Djalma Motta Argollo, Divaldo Pereira Franco, Domingos de Barros Lima Filgueiras, Emmanuel, Ernesto Bozano, Ernesto José dos Santos Silva, Eurípedes Barsanulfo, Francisco Candido Xavier, Francisco de Menezes Dias da Cruz, Francisco Leite de Bittencourt Sampaio, Francisco Raimundo Ewerton Quadros, Francisco Spinelli, Francisco Valdomiro Lorenz, Francisco Vieira Paim Pamplona, Frederico Fígner, Frederico Pereira da Silva Júnior, Frederico Menezes, Geminiano Brazil de Oliveira Góis, Heitor Pinto da Luz e Silva, Humberto de Campos, Inácio Bittencourt, Jacob de Mello, Jeronimo Candido Gomide, Joaquim Antônio de S. Thiago, Joaquim Carlos Travassos, Joana de Angelis, João Luís de Paiva Júnior, João Batista Maia de Lacerda, João Gonçalves do Nascimento, José Florentino de Sena Petitinga, José Plinio Monteiro, Jose Raul Teixeira, José Medrado, Júlio César Leal, Lázaro Luiz Zamenhof, Leon Denis, Leôncio Correia, Leopoldo Cirne, Leopoldo Machado Barbosa, Lírio da Silva Ferreira, Luís da Costa Porto Carreiro, Luís Joaquim de Oliveira, Luís Olímpio Guillon Ribeiro, Luís Olímpio Teles de Menezes, Luiz Sérgio de Carvalho, Manuel Viana de Carvalho, Meimei, Pedro de Vinícius Camargo, Ricardo di Bernardi, Reynaldo Leite, Romeu do Amaral Camargo, Scheilla, Ubaldo Ramalhete Maia, e muitos outros que não pudemos relacionar por falta de espaço ...

 
Se alguém me serve, siga-me,

e onde eu estiver, ali estará também o meu servo.

E, se alguém me servir, meu Pai o honrará.

João, 12; 26.


Giselle Fachetti Machado


Beijinhos   :D

Andreia

Título: Re: Deontologia espírita: eu sou Espírita?
Enviado por: andreia em 07 de Maio de 2006, 19:46

Porque sou Espírita?

Pela solidariedade

Por ser uma Doutrina que defende e prega a solidariedade e o amor ao próximo como os maiores deveres do ser humano. Defende o aforismo de que fora da caridade não há salvação. Se a caridade é expressão e exercício de amor ao próximo, ela efetivamente nos faz ascender rumo à comunhão Divina.

Faz-nos saber, entretanto, que a caridade exercida com interesses secundários ou escusos não é a verdadeira caridade. Este ato é apenas um comércio de favores que, até pode beneficiar quem recebe, mas em nada enobrece o executor. Nem mesmo aquele que estende sua mão ao próximo com o único fim de obter progresso espiritual será atendido em seus anseios. O processo dever necessariamente iniciar-se pelo amor e este por sua vez desencadeia atos.

Sede, pois, misericordiosos,

como também vosso Pai é misericordioso.

Lucas, 6; 36.

Giselle Fachetti Machado


Beijinhos   :D  :D

Andreia

Título: Re: Deontologia espírita: eu sou Espírita?
Enviado por: andreia em 25 de Junho de 2006, 00:35

Porque sou Espírita?


Pela ciência

Por se tratar de uma Doutrina que respeita se apoia na ciência. Não nos impõe nenhuma Verdade que se coloque acima da ciência e estimula a utilização do raciocínio crítico. Por se tratar de uma Doutrina que estimula a fé raciocinada e considera esta como a única capaz de enfrentar a verdade face a face em todos os tempos. Por ater-se a evidências e lógica filosófica. Por alertar-nos da necessidade do estudo constante para não sermos tragados por ilusões e mistificações.

Ainda tenho muito que vos dizer,

mas vós não o podeis suportar agora.

João, 16; 12.

Giselle Fachetti Machado


Beijinhos   :D  :D

Andreia
Título: Re: Deontologia espírita: eu sou Espírita?
Enviado por: Amigo em 25 de Junho de 2006, 03:56
Sei não, esse negócio de ecumenismo, já tem gente confundindo karma com lei de causa e efeito, depois vão chegar idéias como involução e evolução temos que ter cuidado.
Título: Re: Deontologia espírita: eu sou Espírita?
Enviado por: ...Maristela em 30 de Maio de 2007, 20:56
Olá a todos...

Que é o Espiritismo?
Que é ser Espírita?

Kardec definira o Espiritismo como uma ciência que trata da natureza, da origem e do destino dos Espíritos, e de suas relações com o mundo corporal. É ao mesmo tempo uma ciência de observação e uma doutrina filosófica. Como ciência prática, consiste nas relações que se pode estabelecer com os Espíritos; como filosofia, abrange todas as conseqüências morais que decorrem dessas relações.

Nem todos os médiuns são espíritas: os médiuns receberam de Deus um dom gratuito, o de serem os intérpretes dos Espíritos para instrução dos homens, e não para lhes venderem as palavras que não lhes pertencem. Porque elas não são um produto de sua concepção, nem de suas pesquisas, nem de seu trabalho pessoal. A mediunidade não é um privilégio; ela é uma faculdade dada para o bem, que se encontra em toda parte. Os bons Espíritos se afastam de qualquer um que pretenda deles fazer um patamar para fins pessoais, enquanto que os Espíritos levianos são menos escrupulosos, e procuram sempre ocasiões para se divertirem às nossas custas.

O Espiritismo não é mais solidário com aqueles que procuram alguma vantagem em se dizer espíritas, do que a medicina o é com os charlatões que a exploram, como a sã religião não o é com os abusos ou mesmo com os crimes cometidos em seu nome. Não reconhece como seus adeptos senão aqueles que põem em prática seus ensinamentos, isto é que trabalham para sua própria melhora moral, esforçando-se para vencer suas más inclinações, em ser menos egoístas e orgulhosos, mais doces, mais humildes, mais pacientes, mais benevolentes, mais caridosos com seu próximo, mais moderados em todas as coisas, porque este é um sinal característico do verdadeiro espírita.

Se é espírita apenas por simpatizar-se com os princípios da filosofia espírita, e com eles ajustar a sua conduta.

Kardec tinha distinguido quatro classes de espíritas:

1ª Aqueles que se limitam às manifestações; nós os chamaremos de Espíritas experimentadores.

2ª Aqueles que não vêem outra coisa senão os fatos; não compreendem a parte filosófica; admitem a moral que deles depreendem, mas não a praticam; Estes são os Espíritas imperfeitos.

3ª Aqueles que não se contentam em admirar a moral espírita, mas que a praticam e aceitam suas conseqüências. Estes são os verdadeiros Espíritas.

4ª Há enfim os Espíritas exaltados. O exagero em tudo é prejudicial; no Espiritismo, produz uma confiança cega e freqüentemente pueril nas coisas do mundo espiritual e faz aceitar muito facilmente e sem controle aquilo que, pela reflexão e pelo exame, teria demonstrado a sua absurdidade ou impossibilidade. Esta sorte de adeptos é mais prejudicial que útil à causa do Espiritismo.

abraços a todos
Maristela