Forum Espirita

GERAL => Outros Temas => Artigos Espíritas => Tópico iniciado por: Ignarus em 06 de Fevereiro de 2019, 14:35

Título: Cuidados com os Neófitos na Casa Espírita
Enviado por: Ignarus em 06 de Fevereiro de 2019, 14:35
Os  carolas do espiritismo

Cuidado  com os/as "carolas" reprimidos(as) que desertam das hostes do  catolicismo fanático e encontram no espiritismo a liberdade e a oportunidade de  se expressarem com o desejo de imporem "suas  verdades supremas". 
 
Frequentemente,  após lerem apenas alguns romances  espíritas,  se acham entendedores de toda a verdade e a  lógica em torno do assunto, procuram o centro e lá se estabelecem e saem ostentando  a bandeira de uma "nova religião" e, como faziam no passado, saem  "pregando a moral" a todos que encontram  e trazendo sempre a solução para quaisquer  problemas. Tem receitas pra tudo! Explicam tudo e sabem de tudo!
 
É daí  que surge, então, o igrejismo improdutivo, místico, dogmático e, pior,  totalmente em desacordo com a doutrina de Kardec. Enxertam-na com seus personalismos  , fato este que distorce a doutrina, por falta de coerência advinda com a  ignorância e disseminam o erro e a mentira.
 
Vestem  a máscara da humildade e da sabedoria, apontam erros e apresentam novos  caminhos de transformação para os outros escondendo suas próprias mazelas e imperfeições  por traz da famigerada verborragia sem controle.
 
Em  suas "pregações", quando convidados à palestrar, transformam todos em  "santos e mátires", tudo em "sagrado e divino" e trazem,  novamente, Deus na imagem e semelhança do homem. Recriam  o "inferno e os demônios" culpando os  espíritos  pelas doenças e infelicidades  de todo mundo.
 
Tal  como crianças empolgadas com as novidades, se prendem ao maravilhoso e vivem  enaltecendo o conhecimento do dispensável e do supérfluo.  Tal como, o aprendiz que olha para o dedo do  mestre quando este aponta as estrelas para mostrar a grandiosidade do universo.  Prendem-se a fatos tal como o de onde vieram os espíritos na formação do mundo  e as naves espaciais que transportam as almas, ou ainda, como Jesus andou sobre  as águas. Sendo daí que tiram assuntos para debates acalorados e sem objetivos  concretos sob a alegação de estarem estudando a "ciência da  doutrina".
 
Não  raro se utilizam de exemplos tirados de livros enaltecendo os feitos de  personagens que exemplificam a fé e a coragem perdendo-se em retóricas  intermináveis e entediantes onde se perde o escopo principal.
 
Certamente  que não entenderam nada sobre a simplicidade de Jesus e a objetividade, sensatez  e coerência de Allan Kardec e nem tampouco sobre a máxima que ensina que não é  a quantidade de palavras mas a qualidade e o exemplo prático daquilo que se  fala.
 
Logo,  os dirigentes das casas espíritas devem ficar atentos e, com paciência e  bondade, coibirem e instruírem todos para evitarem  "palestrantes" improvisados e mal informados.
 
O  silêncio pode ensinar muito mais, induzindo à oração sincera e o desejo de auto  aperfeiçoamento.