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CODIFICAÇÃO => O Livro dos Médiuns => Tópico iniciado por: Kazaoka em 24 de Março de 2011, 02:53

Título: Trabalho Prático Mediúnico
Enviado por: Kazaoka em 24 de Março de 2011, 02:53
A Doutrina Espírita existe a menos de duzentos anos.

Espíritos sofredores existem desde que existe a humanidade, remetendo esta data a milhões de anos antes da Codificação de Kardec.

Os Mensageiros Espirituais necessitam da participação dos médiuns encarnados para o auxílio aos Espíritos sofredores. Mas, médiuns com preparação para este fim só passaram a existir após o advento do Espiritismo.

Como podemos ver o socorro aos Espíritos sofredores antes da Codificação Espírita?

Título: Re: Trabalho Prático Mediúnico
Enviado por: Victor Passos em 24 de Março de 2011, 09:06
Ola muita paz e harmonia

  Se reparar na Biblia, tem imensos relatos de doutrinação dos espoiritos feitos por Jesus e os Apostolos.
  Deve lembrar também os oraculos que eram visitados para lerem os caminhos daqueles que lá se deslocavam.Claro que de forma rudimentar , mas ao nivel do conhecimento que estes detinham.
  Ora para explicar melhor temnos começar pelo culto da morte...


Ao longo de seu processo histórico o homem passou a significar, em diversas manifestações socioculturais, o seu relacionamento com a morte. A ideia de sua finitude biológica levou-o, com maior ou menor consciência, a estabelecer – desde tempos remotos – significados a esse acontecimento inexorável. A necessidade do ser humano compreender a morte ensejou a criação de mitos, rituais funerários, modelos teóricos explicativos de sua temporalidade biológica, etc. Da mesma intensidade com que procurou compreendê-la, o homem vem lutando contra ela. O medo do desconhecido gera insegurança, devido ao instinto de conservação. Da insegurança ou esperança, do confronto com essa realidade, nasceram religiões e filosofias que estimularam o homem à reflexão sobre si mesmo.

Primeiros significados

A prática de enterrar os mortos, segundo Edgar Morin, conforme conhecemos, começou com o Homem de Neandertal. Não raro, encontrava-se o morto em posição fetal, o que sugere uma crença no seu renascimento. Adotou-se, também, a prática de abrir cavidade nas rochas, onde os corpos eram colocados de cócoras e coberto de pedras. Junto ao corpo eram depositado seus objetos pessoais e alimentos. Segundo Chiavenato pesquisadores do Museu do Homem de Paris, teriam descoberto em uma sepultura de 60 mil anos, referente ao homem de Shanidar, grãos de pólen espalhados ao redor dos fósseis. Diante de tal descoberta, concluiu-se sobre a importância dos rituais mortuários nesses grupamentos tribais.
Mais tarde, já com o Homem de Cro-Magnon, encontrou-se corpos esticados na posição horizontal de costas para baixo, ou em posição fetal. No Mesolítico, época dos últimos caçadores e coletores, as sepulturas passam a ser ovais e pouco profundas, sendo mais comuns as sepulturas coletivas, onde identificou-se, também, indícios de oferendas ou rituais funerários. Quais os significados que esses homens ancestrais teriam dado à morte? Difícil afirmar. Todavia, surge a necessidade de cultuar os mortos e, ao mesmo tempo, salvaguardar os vivos. Isso ocorre através de rituais que visavam agradar os deuses, na esperança de proteção. O sentimento religioso surge, portanto, associado a ideia do temor. E o temor será a base dos estímulos religiosos para a conduta humana nas diversas sociedades, principalmente, Antiga e Medieval.
A civilização do Nilo, por sua vez, atribuía à morte uma dimensão metafísica. Em O Livro dos Mortos, provavelmente com origem na V Dinastia (2.345 a.C.) os egípcios buscavam indicações sobre a passagem do morto pelas diversas etapas em sua jornada pós-morte. Os rituais mortuários no antigo Egito, tipificavam a morte como uma continuação da vida. Daí a necessidade da preservação do corpo (privilégio, normalmente, da nobreza) para que o espírito a ele retornasse, após sua jornada pelo mundo dos mortos. Atribuiu-se tal importância à morte que quarenta e cinco séculos antes de Cristo, na mitologia egípcia, Anúbis ou Anpu, era o deus da morte, presidindo o embalsamamento e o sepultamento. Acreditava-se que o corpo devia ser conservado para permitir a sobrevivência do duplo (Ka), uma espécie de matéria vaporosa e colorida que adotava a forma do corpo e do espírito. O espírito ou alma (Ba), por sua vez, era representado por uma chama ou um pássaro que voaria na direção da luz ou acompanharia o seu sepultamento.
Bem se percebe que a idéia da imortalidade da alma, do períspirito e da reencarnação, fazia parte da cultura religiosa, não só dos egípcios, mas de grande parte dos povos da Antiguidade. Nesse sentido, a morte personificava, no Egito, não somente a imortalidade da alma, mas, também, a “imortalidade do corpo”. A morte não era vista como “fim”, mas como um processo, imanente e transcendente à existência corporal. Entretanto, o destino da alma estava subordinado ao comportamento do morto, enquanto vivo.

Muita paz e harmonia

Victor Passos
Título: Re: Trabalho Prático Mediúnico
Enviado por: Victor Passos em 24 de Março de 2011, 09:27
Ola muita paz e harmonia
Amigo Kazaoka

  Continuando o pensamento:

Feiticeiros na sua origem, como o são ainda hoje entre os povos selvagens, as religiões da Antiguidade eram politeístas, com uma tendência mais ou menos acentuada para o antropomorfismo. Tais eram as religiões dos principais povos antigos: egípcios, assírios, fenícios, persas, cartagineses, gregos e romanos, gauleses, germanos.
J. Lubbock dividiu em seis períodos a história religiosa da Humanidade: 1o. - ateísmo; 2o. - fetichismo (do português feitiço, sortilégio); 3o. - culto da natureza; 4o. - xamanismo (a religião dos xamãs, feiticeiros profissionais); 5o. - antropomorfismo; 6o. - crença em um deus criador e providencial.

A partir de um conceito desenvolvido por N. S. Bergier, em 1767, de que a mentalidade do homem primitivo era semelhante à de uma criança, que empresta uma alma e uma personalidade ativa a cada um dos objetos que a rodeiam, E. B. Tylor retomou e desenvolveu esse conceito. Segundo ele (Primitive Culture, 1872), o homem pré-histórico ter-se-ia formado de início de uma determinada noção da própria alma a qual não tardaria a assimilar a alma dos animais e das plantas, para depois passar a concebê-la sob a forma de espíritos individuais disseminados por toda a natureza. Em resultado de uma lenta seleção, daí se teria originado o politeísmo. Em algumas raças superiores (civilizadas) o deus supremo se teria tornado deus único.

Em resumo, as religiões politeístas, em geral, adoravam vários deuses, semideuses ou heróis, formando mitologia mais ou menos rica, fértil em lendas; a cosmogonia e a teogonia se assemelhavam bastante; eram dadas a hábitos de sacrificar animais ou pessoas a fim de obter boas graças das divindades. As características físicas, morais e espirituais dos deuses eram semelhantes às dos homens, só que em grau mais elevado.

Ora no primitivismo tribal, a doutrinação era feita por canticos , ainda hoje temos alguns vestigios , dessas forma de doutrinação de espiritos, no Mexico, Chile , e nos Indios Ipagua
Os sacrificios de animais, ou mesmo tarefas que os primitivos tinham que executar como missão, para que seus males desaparecessem.
Usavam também a dança aos Deuses e claro bebidas de determinadas plantas que não eram mais do que formas de levar os perdidos ao extase . O sopro, o fogo e o sal também eram formas de doutrinação de espiritos no seu entender, porque não era mais do que exorcismos.

E claro não esqueça o proprio aconselhamento dos Grupos de Chefia das proprias tribos, pois como sabe o dialogo com seres encarnados é doutrinação, não são eles espiritos?!

Amigo espero ter podido dar algum elam do meu parcio conhecimento acerca dessa tematica.

Muita Paz e harmonia

Victor Passos
Título: Re: Trabalho Prático Mediúnico
Enviado por: Kazaoka em 24 de Março de 2011, 11:47
Victor,
agradeço-lhe toda atenção dada a questão, foi deveras instrutiva.
Quanto ao diálogo com Seres extra-físico, realmente estamos repletos de dados e registros desta prática em todos os povos e todas as culturas que, como você mesmo citou, remonta a milênios. Só que hoje esta prática, dentro dos preceitos Espírita,  exige conhecimento de técnicas e procedimentos que o médium Espírita precisa de aprofundamento no estudo desta prática e, além disso, depende ainda de assistência da própria espiritualidade e dos companheiros encarnados que atuam como dialogadores, sustentadores doadores de fluídos ectoplasmáticos, etc. E esta equipe tem que estar muito equilibrada para que a tarefa seja levada a feito.
Antes do evento da DE a lida com os Espíritos era sempre no sentido de "expulsar" demônios que pertubavam a harmonia dos encarnados, ou reinvidicar favores que julgava-se inatingíveis sem a interferência de Seres Espirituais considerados deuses. Isso tudo em benefício dos encarnados que julgavam gozar de prazeres ou bençãos que não deveriam sofrer nenhum tipo de pertubação ou admoestação.

Falava-se, então, em curas milagrosas, em obtenção de benefícios materiais ou físicos, ou mesmo a preservação destes, como acontecia com o faraos Egipcios. Tudo na dependência do "bom" relacionamento com aqueles Seres que, não raro, eram cheios de caprichos e vaidades. Não ouvimos ou lemos nada falando do socorro àqueles Seres, que eram a causa das pertubações, por que eles mesmos eram sofredores e por serem sofredores necessitavam de socorro tanto quanto, ou até mais, do que aqueles que sofriam suas influências e isso só foi esclarecido com a DE, que tem apenas cento e cinquenta e poucos anos.

Como estes Espíritos sofredores eram socorridos quando estavam desencarnados? Os registros referem-se a socorro a Espíritos encarnados. 

Ou, então, porque somos exigidos em tamanhos conhecimentos nos dias de hoje para exercitar-mos uma prática que é tão antiga quanto a civilização que dela sempre fez uso?

Estas interrogações colocadas por nós não é no sentido de questionar a Prática Mediúnica.  Deus e Jesus sabem que nunca, jamais eu como proponente deste tópico tive este tipo de pensamento ou intenção. O que estamos propondo é uma discussão séria e instrutiva sobre uma questão que dificilmente encontramos informações a respeito.

Que Deus nos abençõe e que os nossos Espíritos protetores nos auxilie neste estudo, tanto quanto nos auxilia no dia-a-dia de nossa existência terrêna.
Título: Re: Trabalho Prático Mediúnico
Enviado por: CONDE em 24 de Março de 2011, 12:12
Olá amigo Kazaoca,

Entendo que sempre houve o auxílio dos encarnados aos desencarnados, e vice-versa. Este auxílio muitas vezes ocorre sem que se tenha consciência disto. Constantemente estamos doutrinando e sendo doutrinados, através de cada palavra, cada pensamento que aceitamos ou que emitimos.
As benzedeiras apesar de muitas vezes não terem nenhuma instrução são a meu ver médiuns capazes de prestar auxílio a ambos os planos.
Hoje a instrução e a sistemática se faz necessária para evitar a mistificação e para atingir com maior eficiência o propósito à que se destina esse auxílio. Como ensina a DE, é preciso que as revelações acompanhem o desenvolvimento intelectual da humanidade. Assim, muitos conhecimentos de hoje não seriam aceitos no passado, ou ao menos não seriam aproveitados.

Um abraço
Título: Re: Trabalho Prático Mediúnico
Enviado por: Kazaoka em 24 de Março de 2011, 12:19
Amigo Conde,
é neste caminho que temos a intenção de trilhar nosso estudo.
Sua colocação é um convite para avaliar-mos nossa posição como Médiuns Espíritas nesse trabalho de intercâmbio com o plano Espiritual. Obrigado pela participação.

Título: Re: Trabalho Prático Mediúnico
Enviado por: Victor Passos em 24 de Março de 2011, 14:38
Ola muita paz e harmonia
Bom Amigo Kazaoka

  A experiência dos trabalhos mediunicos de doutrinação , me tem trazido bastante aprendizado.
   Amigo , ninguém fica abandonado nos trilhos da ajuda espiritual.
   Um dos meios que exitsem para ajudar os desencarnados é através da prece consoladora e regeneradora da confiança do espiritos que desencarnaram e não só...mas como dele falamos , será nesse sentido que falo.
   É também importante dizer que o crescimento se dá no intercambio pela emancipação durante o sono, nele aprendemos imenso e fomos sendo induzidos de necessidade para crescermos, mas não só nesses espaços estamos sempre com espiritos encarnados ou desencarnados conforme a afinidade e a necessidade.
    Ora dessa forma pode-se antever um dos meios de ajuda ao desencarnados  pelo intercambio do sono.
 Mas nem só , nas doutrinações que fazemos , os guias nos informam que os espiritos após a nossa ajuda seguirão com o esclarecimento com espiritos adidos a essa situação de ajudar os que estão desencarnados.Geralmente dizem eles que a primeira ajuda é nossa por estarmos ao nivel de aceitação vibratoria com eles e depois de mais serenos , e de aceitarem sua condiçao estes seguem com o apoio espiritual de Irmãos em estagio superioes que os encaminham , para a sua recuperação.
 Ora , seja hoje, ou em tempos primordios sendo Deus de infinita bondade e justição, nunca abandonaria esses espiritos e então as formas de serem ajudados poderiam ser também mais rudimentares, mas a tinham na mesma, ou não estivessemos em vivncia conjunta 24 horas por dia.
Inclusive temos relatos dos Guias , que nos dizem que os Irmãos ficarão em estagio para tranquilizar e fazer reflexão de suas realidades a perceber dentro da sua vivência  ou vivências preteritas. Deduzo nesta situação que se trata de um auto juizo .

Muita paz e harmonia

Victor Passos
Título: Re: Trabalho Prático Mediúnico
Enviado por: Kazaoka em 24 de Março de 2011, 15:17
Na época da CE e após seu estabelecimento, a fenomelogia Espírita pronunciou-se ostensivamente em todos os cantos do Planeta. Surgiram vários médiuns, e as comunicações se avolumaram na mesma proporção que avançava a Doutrina. No entanto, hoje notamos uma diminuição dos fenômenos e isso deve ter um significado Espiritual importante. Um dos motivos não poderia ser o que o Espírito S. Vicente de Paulo diz em sua comunicação, conforme a lê-mos no Cap XIII do ESE, na leitura "Beneficência"? A qual transcrevemos:
       ... "Apenas encorajamento é o que vos vimos dar; apenas para vos estimularmos o zelo e as virtudes é que Deus permite nos manifestemos a vós outros. Mas, se cada um o quisesse, bastaria a sua própria vontade e a ajuda de Deus; as manifestações espíritas unicamente se produzem para os de olhos fechados e corações indóceis."
                                                    (S Vicente de Paulo, Paris 1858)

Será que estamos entrando na era em que aurimos em nós mesmos, conhecimento e moral suficiente para nortear-mos, com a ajuda e amparo de Deus e mais a ação intuitiva dos Espíritos, as nossas tarefas Espírituais nas atividades mediúnicas? S Vicente disse que isso seria possível.
Título: Re: Trabalho Prático Mediúnico
Enviado por: Victor Passos em 24 de Março de 2011, 15:38
Ola muita paz e harmonia
Amigo Kazaoka

Kazaoka
(http://Será que estamos entrando na era em que aurimos em nós mesmos, conhecimento e moral suficiente para nortear-mos, com a ajuda e amparo de Deus e mais a ação intuitiva dos Espíritos, as nossas tarefas Espírituais nas atividades mediúnicas? S Vicente disse que isso seria possível.)

Amigo , os fenomenos, não diminuiram, eles estão visivéis, repare que tudo que acontece à nossa volta detem um efeito e causa, logo são fenomenos. E neles nós devemos tirar nossa ilações, repare como lhe disse os fenomenos , não estão dentro dos Centros espiritas somente, eles se propagam pelos lares, pelas ruas, pelas nossas movimentações.
 e claro pela natureza que nos envolve...veja os flagelos..que estão a aparecer constantemente, que é isso senão fenomenos?
Quando à expressão de cima Bom Amigo, era otimo que fosse assim, mas infelizmente estamos a seculos de sermos Seres de magnitude angelical, estamos isso sim, em evolução constante, mas longe dos objetivos de que S.Vicente nos fala...
Amigo tiremos a ilação do que nos rodeia e aprendamos algo que nos faça,ver que o importante não são os fenomenos, mas os ensinamentos que eles nos possam trazer.

"A Existência de Deus

Os argumentos relativos ao problema da existência de Deus têm sido viciados, quando positivos, pela circunstância de frequentemente se querer demonstrar, não a simples existência de Deus, senão a existência de determinado Deus, isto é, dum Deus com determinados atributos. Demonstrar que o universo é efeito de uma causa é uma coisa; demonstrar que o universo é efeito de uma causa inteligente é outra coisa; demonstrar que o universo é efeito de uma causa inteligente e infinita é outra coisa ainda; demonstrar que o universo é efeito de uma causa inteligente, infinita e benévola outra coisa mais. Importa, pois, ao discutirmos o problema da existência de Deus, nos esclareçamos primeiro a nós mesmos sobre, primeiro, o que entendemos por Deus; segundo, até onde é possível uma demonstração.

O conceito de Deus, reduzido à sua abstração definidora, é o conceito de um criador inteligente do mundo. O ser interior ou exterior a esse mundo, o ser infinitamente inteligente ou não — são conceitos atributários. Com maior força o são os conceitos de bondade, e outros assim, que, como já notamos têm andado misturados com os fundamentais na discussão deste problema.
Demonstrar a existência de Deus é, pois, demonstrar, (1) que o universo aparente tem uma causa que não está nesse universo aparente como aparente (2) que essa causa é inteligente, isto é, conscientemente activa. Nada mais está substancialmente incluído na demonstração da existência de Deus, propriamente dita.
Reduzido assim o conteúdo do problema às suas proporções racionais, resta saber se existe no raciocínio humano o poder de chegar até ali, e, chegando até ali, de ir mais além, ainda que esse além não seja já parte do problema em si, tal como o devemos pôr
".

Fernando Pessoa, in 'Ideias Filosóficas'

Muita paz e harmonia

Victor Passos
Título: Re: Trabalho Prático Mediúnico
Enviado por: Kazaoka em 24 de Março de 2011, 15:58
Victor, entendo sobre a continuidade dos fenômenos que nos circundam e compreendo o efeito que pode advir da causa que eles provocam. Mas ao refirir-me aos fenômenos, quis refirir aos chamados fenômenos de efeito fisíco. Como aqueles utilizados pelos Espíritos da Codificação, tipo batidas em mesas ou paredes, mediunidade inconsciente, mediunidade curadora, etc. Estas estão bem diminuidas em relação ao que já estiveram.
Título: Re: Trabalho Prático Mediúnico
Enviado por: Eduardo Ferreira em 24 de Março de 2011, 16:29
    Amigo, também percebo que houve uma grande diminuição nos  fenômenos físicos, porém a resposta que obtive ao seguinte questionamento foi:  Os fenômenos espíritas partem do princípio de comunicação, hoje há diversos  meios de comunicação mais eficientes (como a escrita mecânica, da qual eu sou  ferramenta), os espíritos utilizam-se destes meios para uma comunicação menos  dificultada e restringente a eles.

  Certa vez em alguma de minhas leituras, que não me recordo ao certo o livro, o  espírito evocado fala que, dependendo de quais são os meios de comunicação e a  natureza do médium, mais penoso ou menos se torna sua comunicação.
 

  Resumindo, algum tempo atrás, a divulgação do espiritismo e fenômenos era mais  necessária através de fenômenos físicos, pois os médiuns ainda não haviam  conhecido maneiras mais eficazes de comunicação (como nas irmãs FOX), logo  depois, os fenômenos foram quase que "abandonados" pelos espíritos de  ordem mais elevada, pois não eram tão eficientes de modo a passar a comunicação  com eficácia. 



  Esse é meu ponto de vista, vulnerável as minhas atuais limitações intelectuais. 
 


  Até mais pessoal!
   
Título: Re: Trabalho Prático Mediúnico
Enviado por: Kazaoka em 24 de Março de 2011, 17:15
É isso mesmo Eduardo, vamos juntando informações, colhendo opiniões, trocando pareceres de forma que, com estes subsídios reunidos, tenhamos uma visão mais abrangente da questão. Como sempre diz o nosso amigo Mourarego, estamos a lidar com opiniões pessoais mas, nem por isso, vamos renunciar-mos às oportunidades de desenvolvimento e amadurecimento Espiritual e, no nosso caso, amadurecimento e desenvolvimento Espiritual Espírita que este tipo de troca de informações promove.
Título: Re: Trabalho Prático Mediúnico
Enviado por: La. em 24 de Março de 2011, 17:25

Olá Kazaoka,

Achei muito interessante sua colocação.  Todavia, não  supervalorizemos a nossa colaboração com o mundo espiritual. Particularmente eu vejo que  a Doutrina dos Espíritos surgiu para nós homens, e não para os espíritos desencarnados , e sob essa perspectiva é devemos refletir que os trabalhos que se desdobram, seja eles mediúnicos ou não, são no finto de nós auxiliar, e não o contrário.

O senhor questiona como seria o atendimento aos espíritos sofredores antes do advento da Doutrina Espíritas, mas esquece que os espíritos mesmo no LE, diz que o mundo material poderia deixar de existir sem prejuízo para o quadro evolutivo do universo. Se o senhor analisar as obras de André Luiz verá que para que a fraternidade se desdobre não é imprescindível o concurso do mundo material. Os socorristas existem aos milhões espalhados por toda orbe terrestre, e pode ter certeza que a maioria trabalha sem o concurso dos encarnados.

Mesmo com a profusão de centros espíritas espalhados por todos os contos em todo o mundo, seu número seria ínfimo e insuficiente para socorrer a gleba de espíritos sofredores que estão diretamente ligados a Terra. As reuniões mediúnicas são apenas um desdobramento de uma atividade que tem diversas frentes.

È muito comum a doutrinação de espírito-para-espírito, desde que esse se mostre suscetível a mudanças, já que em nosso estágio evolutivo, o livre-arbítrio impera como lei relativa, mas em sentido imperioso.

O senhor questiona por que a necessidade da técnica? Eu respondo de acordo com minha visão que cada época uma consciência, e cada consciência uma responsabilidade. A doutrina dos espíritos veio para revolucionar o mundo, sim claro! Mas essa revolução acontece no mundo interno de cada homem e por isso a recomendação vigorosa de Jesus no ESE, Espíritas amai-vos, eis o primeiro mandamento instrui-vos eis o segundo.

Eu me questiono sempre, eu um instrumento imperfeitissimo, que por vezes me disponho a ser intermediário, e por característica do meu grupo mediúnico, só nos deparamos com irmãos onde a raia do sofrimento já transcendeu o inaudito em nossas concepções humanas, eu queria pode envolve-los em coração de nimbado de luz, mas me falta. Foi aí que eu percebi  que não eram só eles que estavam sendo socorridos, mas principalmente EU, ensinando-me que o amor ultrapassa a barreira dos dimensões ou de qualquer tipo de facções. E conclui por fim que em realidade esse trabalho, que qualquer um de nós, doa uma infinitesimal quota de si, é em realidade uma benção de Nosso Pai que nós permite que o executemos, não apenas para o auxilio desses irmãos, mas precipuamente para o auxilio de individual de cada encarnado.

É apenas mais uma nuance da vivenciação da LEI DE FRATERNIDADE UNIVERSAL,  que se desdobram aos zilhões que nossa infinita pequenez sequer vislumbra.
Título: Re: Trabalho Prático Mediúnico
Enviado por: S0L em 24 de Março de 2011, 18:04
Médiuns existem desde o primeiro ser humano.
Apenas o que mudou com a doutrina foi o estudo e consequente otimização/entendimento do processo todo.
Título: Re: Trabalho Prático Mediúnico
Enviado por: Kazaoka em 24 de Março de 2011, 18:23
Laisa, é esta a preocupação. Por que nos é dado tanto saber sobre a assistência fraterna em níveis Espirituais, se estamos presos à densidade grosseira da existência terrena e mesmo assim somos, ainda, chamados ao concurso em tarefas tão nobres?

E fico imaginando que talvez estejamos substimando o nosso grau evolutivo, nos apegando a um falso conceito de humildade e submissão, usando isso como camuflagem da nossa falta de coragem para "Amar-mos uns aos outros e instruir-mos", conforme recomendação de Jesus e conforme a sua boa lembrança em seu post.

Ouvimos sempre dizer que temos a eternidade para evoluirmos, não precisamos ter pressa. Mas, por outro lado,  temos, também, urgência de que esta evolução ocorra. Afinal, não queremos viver em um mundo, pelo menos, de regeneração? Somos artífices do nosso próprio destino e executores do Mundo feliz que o Divino arquiteto projetou.

Deus não nos dá ciência daquilo que não nos é importante. Temos que valorizar tudo o que defrontamos.

Somos tão sensíveis com os infortúnios do próximo, como somos susceptíveis de revolta contra tudo, quando somos protagonistas de fatos análogos aos que nos comoveram.
Título: Re: Trabalho Prático Mediúnico
Enviado por: La. em 24 de Março de 2011, 20:16

Senhor Kazaoka,

Veja tudo sobre o prisma do coração. A lei maior é do Amor Universal, e isso foi dito por Jesus, procurai primeiro o reino dos céus e tudo será dado por acréscimo, e em que lugar esta o reino dos céus se não dentro de cada um?

Eu aprendi a me ver com um ser pequenino, mas isso não foi porque eu sou humilde, porque realmente essa virtude me falta, mas sim por causa da imposição dos fatos que me rodeiam, e a incomensurabilidade do cosmo. Mas mesmo sendo a titica da meleca de um quarks, eu sei que o Amor que o PAI tem por mim é igual o amor que ele tem por Aquelas Mentes que sustentam o universo.  E todo trabalho que nos propusermos seja qual for a nossa evolução, é de co-criação dentro do cosmo.

Trabalhos tão nobres dizem o senhor? Mas que nobriedade maior que é ser filho de Deus? Jesus faz muito muito muito, Bezerra de Menezes também realiza sua tarefa, mas a cota de amor  que nós outros pequeninos doamos,  também será contabilizada na economia divina, mais e será potencializada.

Eu não entendo o que seria uma submissão e humildade que o senhor diz, mas existem fatos, e reconhecer sua posição no universo é o primeiro passo, isso não é humildade, é realidade. A verdadeira humildade é você doar aquilo que lhe indispensável. O resto é falsa modéstia. E não entendo o que seja submissão. Os grandes mestres, guias, não querem submissão, eles querem um irmão que caminhe ao lado. E Jesus mesmo disse, não mais vos chamo de servos, porque o servo não sabe o que senhor faz, mas os tenho como amigo.

A questão do tempo é realmente  um paradoxo a primeira vista, Emmanuel diz que não há sofrimento pior que o tempo despedido inutilmente. Mas podemos visualizar dois panoramas. Aquele que caminhamos sem o Conhecimento, e aquele que caminhamos sob a égide da COM- CIENCIA.

Porque nos foi dito que nos será cobrado à medida que nos é dado conhecer. E não é porque temos a eternidade pela frente que vamos ser pesos mortos no universo de plena atividade e transcendência. Nós temos o livre-arbítrio mas ele é restrito pela lei da evolução, ou nós subimos a montanha ou ficamos para trás.

Acima de tudo a busca pela evolução é a busca pelo equilíbrio de Buda, o Amor de Jesus, a serenidade de Krishna. Reconhecer aquilo que hoje somos, sem jamais perder de vista, aquilo que seremos.
Muita Luz!
Título: Re: Trabalho Prático Mediúnico
Enviado por: Kazaoka em 24 de Março de 2011, 22:24
A submissão a que me referi, diz respeito à tendência que temos de subjugar nossas idéias e conceitos quando confrontadas com qualquer parecer que tenham como origem o mundo Espiritual, muitas vezes, sem avaliarmos se realmente são confiáveis estas comunicações, tanto no que se refere ao Espírito comunicante, como no que se refere ao intermediário.

Doar o que nos é indispensável é, no mínimo, irresponsabilidade.
Título: Re: Trabalho Prático Mediúnico
Enviado por: Mirina em 25 de Março de 2011, 00:51
Olá amigos,

excelente tema amigo Kazaoka.
Conheci o espiritismo, como já disse aqui algumas vezes, pelas mãos de meus avós, que receberam a doutrina das mãos de seus pais, meus nonos.  Tive diversas oportunidades de observar o trabalho mediunico sem a formalidade dos atuais centros espiritas.
Era tudo muito natural, lia-se o ESE em pequenos grupos familiares ou de vizinhos simpatizantes, discutia-se amigavelmente o tema proposto, não como as palestras de hoje, as pessoas sentavam em volta da mesa e todos sem exceção podiam manifestar seu entendimento a cerca da passagem lida.
Eventualmente aconteciam manifestações mediunicas, nem sempre de socorro, as vezes de instrução, mas não havia a formalidade que hoje encontramos nos Centros Espiritas, era tudo mais natural e simples.

Não consigo entender o trabalho mediunico exclusivamente socorrista.  Até porque acho que os espiritos não devem ser chamados de sofredores e sim errantes, ou imperfeitos.  Sofredores lhes confere uma qualidade que nem sempre é o estado que se encontram.  Ja realizei trabalho mediunico com a finalidade de instrução e pesquisa. 
Vejo uma evolução na maneira em que realizamos este trabalho a medida que estudamos a doutrina, porque como o Luca disse o realizamos de forma mais consciente, e portanto utilizamos nosso pensamento e vontade na direçao de auxiliar os trabalhos e colaborar com nossos mentores.  Nos primórdios da mediunidade, antes do esclarecimento da DE, um trabalho mais empirico, menos dirigido, e do qual o medium e os participantes tiravam menor proveito por desconhecer o objetivo final.

Mirina
Título: Re: Trabalho Prático Mediúnico
Enviado por: La. em 25 de Março de 2011, 01:44

Olá Senhor Kazaoka,boa noite

Sim, agora compreendo, mas isso seria uma atitude extremamente contrária as recomendações básicas de Kardec. Mas eu creio que ainda prezamos pelo menor esforço e queremos ser invariavelmente guiados, o que justifica em algumas vezes essa crendice cega.

Quando a doar o que nos é indispensável, sugiro a reflexão da passagem evangélica do Óbolo da Viúva. Enquanto não aprendermos a enxergar o próximo como extensão de nós mesmos, não estaremos aptos a nos matricular na escola angélica. A recomendação é expressa  e clara Amai a teu próximo como a ti mesmo, não permite dúbias interpretações.

Mirna, boa noite

Eu creio que a mediunidade é ainda um tabu na casas espíritas, como a minha mediunidade se aflorou quando eu ainda era uma criança, apesar do imenso carinho e apoio que eu recebi, encontrei muito reacionarismo, como mediunidade fosse um assunto para somente altos iniciaticos.

Eu vejo como eu disse anteriormente a mediunidade tal como a temos nos dia atuais, como mais um fator para a vivência da fraternidade universal. Seja no intuito de confraternização, seja no intuito de auxílio.
Muito luz a todos!
Título: Re: Trabalho Prático Mediúnico
Enviado por: Kazaoka em 25 de Março de 2011, 01:55
É aqui no mundo dos encarnados que o Espírito promove o seu progresso, pelo menos é o que a DE nos ensina e, se é esse progresso do Espírito que determinará a ascenção do Planeta, então temos que trabalhar-mos os Espíritos ainda encarnados. Pois, só povoaremos a Terra com bons Espíritos se povoar-mos o plano Espiritual com Eles. E temos a crença de que a ordem é inversa.
Nossa maior responsabilidade e compromisso é aqui, então estamos no nosso momento de crescimento Espiritual. Tudo que a Espiritualidade superior tem feito é nos chamar a atenção quanto a isso.
Título: Re: Trabalho Prático Mediúnico
Enviado por: Kazaoka em 25 de Março de 2011, 02:12
Laísa, a parábola do óbolo da viuva está relacionado ao desprendimento aos bens materiais e não a abrir mão do indispensável.
Mesmo por que, se renunciamos ao que nos é indispensável certamente precisaremos de óbolos de outras viuvas para sermos nós mesmos socorridos por elas. Seremos um peso à sociedade e de forma nenhuma estaremos amando ao próximo nos moldes que sugere todo o Evangelho, estaremos nos transformando em carga extra aos nossos irmãos. Devemos analisar os ensinamentos de Jesus no todo, sem pinçar dele, passagens que encaixam em contextos de opiniões pessoais.
Título: Re: Trabalho Prático Mediúnico
Enviado por: Mirina em 25 de Março de 2011, 02:25
Laisa,

é exatamente esta a sensação que tenho!
O conhecimento academico da Doutrina Espirita muitas vezes tem precedido em valor a capacidade magnética e mediunica do individuo.  O que de certa forma é um contrasenso pois o Espiritismo quando surgiu à época de Kardec deixou bem explicito que não escolhia os capacitados, mas capacitava os escolhidos!
Nas reuniões mais simples, ao se depararem com um médium com dons de comunicação, logo se envolviam com a instrução deste irmão para que desta capacidade pudesse se extrair o maior numero de beneficios para o individuo e para toda o grupo.

Neste ponto o Kazaoka tem razão, a capacidade mediunica neste plano tem o intuito de auxiliar os encarnados, as almas, muito mais que os Espiritos errantes, ocorre que na enfermidade dos encarnados muitas vezes, pela afinidade de pensamentos, esta rodeado de espiritos errantes aos quais a espiritualidade superior oferece a oportunidade de arrependimento e progresso.
Aqui voltamos ao velho principio, na natureza tudo se encadeia, e, ao auxiliar um encarnado também possibilitamos o socorro ao um espirito errante.
Na LE os Espiritos nos informam que cada um de nós é acompanhado de um mentor mais adiantado que nos acompanha com a missão de nos fazer progredir e um outro irmão menos adiantado que acompanha o nosso progresso e se instrui para também se melhorar.  Portanto este é o trabalho que executamos, todos nós sem exceção, não só dentro dos C.Espiritas, mas em todas os momentos de nossa vida neste plano. '
Os mediuns é claro possuem um aparelho organico mais desenvolvido para emitir e receber as vibrações do plano espiritual e portanto tem maior responsabilidade na execução desta tarefa.

P.S.: Laisa, quando eu era pequena minha mãe disse que num passeio vi uma moça na copa de uma arvore, que mais ninguem enxergava, então até hoje minha mãe afirma que minha madrinha espiritual é Nossa Senhora de Fátima.

Abs,
Mirina
Título: Re: Trabalho Prático Mediúnico
Enviado por: joaopaulop2 em 25 de Março de 2011, 02:33
Grande Amigo Kazaoka

Estou acompanhando o topico e concerteza aprendendo muito com o conhecimento e experiencia de vocês todos.
Grande abraço.
João Paulo Passos
Título: Re: Trabalho Prático Mediúnico
Enviado por: Lucazan em 25 de Março de 2011, 02:54
Caros Amigos,

Kazaoko, A D.E. está codificada a pouquíssimo tempo, mas ela sempre existiu de forma informal. Não existe nenhuma atividade universal que não esteja ligada a essa força da natureza (aos espíritos).

A D.E. apenas revela como as coisas acontecem, os espíritos nos instruem apenas sobre as leis divina. Por isso não se trata de uma religião, é apenas conhecimento.

Em todas as religiões, seitas, organizações, cultura, etc..., existem espíritos atuando, eles se reúnem de forma inconsciente graças a lei de afinidade e atuam conforme os seus conhecimentos adquiridos até o momento, cada grupo de espíritos propagam o que acreditam, eles veem e ouvem o que querem.

Exemplo: no caso dos evangélicos, todos os espíritos que se manifestam se identificam como sendo Deus, Jesus ou o Espírito Santo. No Budismo são os deuses budistas que se manifestam e assim por diante.

Em todos os tempos os espíritos foram socorrido por outros espíritos afins e isso continuará a acontecer. Apesar de não existir locais circunscritos para os espíritos desencarnados, as colonias se multiplicam no planos espiritual. Cada colonia com sua crença ou conhecimento.

O diferencial que a codificação nos trouxe e o conhecimento de como e porque tudo acontece.
Título: Re: Trabalho Prático Mediúnico
Enviado por: Mirina em 25 de Março de 2011, 03:06
Concordo contigo Luca,

são miriades de espiritos afins que trabalham em diversos niveis de progresso e entendimento.
A doutrina espirita veio aclarar tais fenomenos e despertar a consciencia do homem para todas as suas possibilidades e responsabilidades.
Quem possui alguma faculdade mediunica já sentiu em diversos cultos e religiões, onde se concentram pessoas em nome de Deus a energia luminosa que parte do centro de celebração e alcança a todos os participantes.  Basta sentir e ver com os olhos do espirito, e em todos além dos Espiritos a nos auxiliar lá podemos sentir também a presença de Deus, pois "onde um ou mais falam em meu nome, lá eu estarei".
O fato é que sem o auxilio esclarecedor do Codificador ainda estariamos tateando sem conseguir enxergar.

Mirina
Título: Re: Trabalho Prático Mediúnico
Enviado por: La. em 25 de Março de 2011, 04:39
Ei senhor Kazaoka,

E estando Jesus assentado defronte donde era o gazofilácio, observava ele de que modo deitava o povo ali o dinheiro; e muitos, que eram ricos, deitavam com mão larga. E tendo chegado uma pobre viúva, lançou duas pequenas moedas, que importavam um real. E convocando seus discípulos, lhes disse: Na verdade vos digo, que mais deitou esta pobre viúva do que todos os outros que deitaram no gazofilácio. Porque todos os outros deitaram do que tinham na sua abundância;  PORÉM ESTA DEITOU DE SUA INDULGÊNCIA TUDO O QUE TINHA, E TUDO O QUE RESTAVA PARA SEU SUSTENTO. (Marcos, XII: 41-44 – Lucas, XXI: 1-4).

A citação é clara senhor Kazaoka, ela deu tudo o que ela tinha. Não existe dupla exegese. Quando nós habitaremos a tirar o nosso necessário em prol do outro? A dar aquilo que comeríamos no dia em prol do outro? a tirar o nosso agasalho em prol do outro?

“Na verdade, impulsos generosos se vos depararão, mesmo entre os que nenhuma religião têm; porém, essa caridade austera, que só com abnegação se pratica, com um constante sacrifício de todo interesse egoístico, somente a fé pode inspirá-la, porquanto só ela dá se possa carregar com coragem e perseverança a cruz da vida terrena.” ESE

Renúncia, abnegação e sacrifício, sabe quantas vezes essas palavras aparecem no ESE!? Renuncia, sacrifício e abnegação é abrir mão daquilo que lhe é caro.

Muitas pessoas fizeram isso, posso citar Irmã Dulce, Madre Tereza, Francisco de Assis, Chico Xavier, e nem por isso se tornaram uma carga para sociedade. Pelo contrário, em realidade são  luzes indeléveis para humanidade.

Olá Mirina,

Esta bem apadrinhada! Mas é natural, trazemos estruturas cristalizadas de outras religiões, e por isso muitas vezes sentimos a necessidade inconsciente de se re-criar velhas formas hierárquicas mesmo que seja de forma velada.

O médium precisa de toda capacitação intelectiva, porque há muito inconvenientes na psicosfera espiritual. Mas mediunidade não se desenvolve, mediunidade educa-se, na verdade educa-se os médiuns e não a mediunidade, e somente através da vivencia diária é que esse processo se realiza.

Olá Lucazan,

Podemos afirmar que Kardec criou metodologia sistemática e por isso científica, do que é a mediunidade. A Doutrina para nós é uma filosofia moral.

“Não tendo o Espiritismo nenhum dos caracteres de uma religião, na acepção usual da palavra, não podia nem devia enfeitar-se com um título cujo valor inevitavelmente se teria equivocado. Eis por que simplesmente se diz: doutrina filosófica e moral.” Allan Kardec.

Muita luz!
Título: Re: Trabalho Prático Mediúnico
Enviado por: Kazaoka em 25 de Março de 2011, 11:37
Laísa,
tenho o meu trabalho que é indispensável ao meu sustento, tenho uma casa que é indispensável ao abrigo da família (esposa, 4 filhos, 1 ancião de 83 anos e mais uma neta que está chegando), tenho um veículo indispensável ao meu trabalho e às minhas necessidades familiares e, principalmente, tenho minha fé em Deus e em Jesus que me proporcionaram todas estas bençãos para que eu fizesse uso delas para a indispensável estabilidade e autonomia de minha família. Já pensou se eu renunciar ao meu trabalho, à minha casa e as ferramentas que Deus me emprestou? Será que Jesus estaria a ver no meu ato, uma demonstração de amor ao próximo?

E aproveitando a sua lembrança de Espíritos nobres que conhecemos, conto-lhe uma passagem com o Chico:

"Certa vez alguém se aproximou do Chico disposto a doar a sua casa para os projetos assistenciais que o Chico dirigia. Então o Chico perguntou se ele tinha outra casa para morar, a resposta foi não. Então, o Chico com sua perspicácia, aconselhou-o a não fazer aquilo. Porque se não, passaria a ser ele (o doador) mais um necessitado de teto para abrigá-lo."

Agora minha amiga, se você está convicta de tudo que afirmas, posso lhe passar a relação de várias instituições que necessitam de ajuda material, para as quais você pode despojar de todas as bençãos que Deus lhe ofereceu, e que são "indispensáveis" para seu sustento e daqueles que ELE lhe confiou a guarda e parta com seu testemunho dando provas ao mundo que este é o caminho para nossa iluminação.

Só que, se na sua caminhada, você encontrar com Kardec, ele "novamente" lhe dirá que a fé cega e o fanatismo são as maiores chagas, tanto do Espiritismo como, também, do próprio Cristianismo.
Título: Re: Trabalho Prático Mediúnico
Enviado por: Mirina em 25 de Março de 2011, 11:48
Amigo Kazaoka,

tenho que discordar de voce em relação ao tema que aborda junto a Laisa. 
Tanto o Evangelho, e aqui podemos falar dos ensinamentos do Cristo, como a Doutrina Espirita, nos exortam que a doação do que se tem em excesso não tem nenhum valor para a dignificação do espírito.   Repartir-se do que se tem de mínimo para a sobrevivencia é o verdadeiro desprendimento que o Cristo nos mostrou.  Disse aos apóstolos: "Abandona tua familia, tua casa e me segue!"
Sua optica está voltada para os bens materiais, mas vejamos, aquele que sai do conforto do seu lar e enfrenta as madrugadas distribuindo cobertores e alimentos aos necessitados acaso não estaria abrindo mão de sua necessidade de repouso para se doar ao próximo?

Aquele que, mesmo cheio de problemas e adversidades é capaz de doar quatro horas para o CVV(Central de valorização da Vida) ouvindo os problemas alheios e dispensando carinho, energia e cuidados para aquele que sofre a ponto de pensar em acabar com sua vida, não esta doando do que tem para o próximo.
Tudo é questão de referencia, a doação do bem material nem sempre é a mais importante ou valiosa.  Agora de fato Madres Terezas, Jesus, Ghandi são figurinhas bem dificeis de se encontrar por aí, tanto assim que são personalidades raras, isto porque neste plano ainda não atingimos este grau de pureza.  Então a máxima é doar, mas tendo em vista que nem sempre a doação se refere a bens materiais!
Já vi pais incapazes de doar atenção aos seus próprios filhos por puro egoismo!

Abs,
Mirina
Título: Re: Trabalho Prático Mediúnico
Enviado por: La. em 25 de Março de 2011, 12:10

Mas senhor Kazaoka, o senhor realmente não percebe a essência do que eu disse. Veja bem, eu disse que quando estiver aptos a doar o que nos é indispensável, aí seremos seres realmente humildes, e aptos a nos matricular na escola angélica.

Não aprendemos a ser homens, quanto mais anjos!!!!!? O dia que deixarmos de conjugar o verbo na primeira pessoa do singular, meu, minha , e conseguirmos conjugar na primeira do plural, ai compreenderemos a verdadeira essência da mensagem evangélica, temos que nos reconhecer como aprendizes. Se muitas vezes nem amamos incondicionalmente aquele que está ao nosso lado, como almejaremos amar a humanidade. Mas é de passo em passo.

O senhor esta levando tudo para o lado pessoal, rs não leve! Estamos debatendo e fraternamente. Como eu disse ao senhor somos aprendizes. E a nossa família em realidade é a universal. Mas temos tempo para aprender isso ainda.

Obrigada Mirina, por captar a essência do meu pensamento. Doar dinheiro realmente é muito mais fácil do que compartilhar  a dor,  mobilizar a compaixão ( com- coração),  a vivencia da pura alegria, de se felicitar com a felicidade do próximo, ou sentir a dor alheia como se fosse a própria dor.  Porque nesse patamar, estaremos realmente vivenciando faça ao próximo aquilo que queira para ti. Sermos muitos mais apenas um em Cristo.

E apesar de Gandhi, Madre Tereza, e tanto outros emissários de luz, serem seres raros, são metas evolutivas a serem alcançadas, por isso que eles são paradigmas . Mas como disse é de passo em passo.

O diferencial da proposta evangélica é justamente que ela não cobra a imediata iluminação como o budismo. Mas nos assevera peremptoriamente  Sedes perfeitos como é perfeito o Pai que está nos Céus. Vós sois deuses disse Jesus.

Muita luz!
Título: Re: Trabalho Prático Mediúnico
Enviado por: Kazaoka em 25 de Março de 2011, 12:22
Mirina, longe de querer fazer prevalecer minha forma de interpretar as lições do nosso Mestre.
Mas o seu post é o retrato mais fiel da confusão que fazemos com o verdadeiro sentido da caridade e do desprendimento dos bens terrenos. Me desculpe, mas você está misturando a caridade Espiritual com a caridade material. Além do que, desfazer do mínimo não é a mesma coisa que desfazer do indispensável, o indispensável deve ser preservado. O falta do indispensável inviabiliza a continuidade, interrompe o processo ou a marcha, portanto, inviabiliza o progresso e a continuidade da prática de doação caritativa. Só doa que tem para doar. E doar uma única vez tudo o que tem é meritório, mas preservar a capacidade de doar e doar a vida inteira é Divino. E, este sim, é um Espírito indispensável para a Humanidade.
Se você passa uma noite sem dormir para distribuir os cobertores é porque você tem a certeza que terá outras noites para descansar.
Título: Re: Trabalho Prático Mediúnico
Enviado por: Mirina em 25 de Março de 2011, 12:29
Amigo Kazaoka, vou analisar novamente, mas acho que não há confusão.
Inclusive voltando ao tema, no trabalho mediunico acontece muito essa parcimonia com a própria energia magnética.  As pessoas envolvidas não se doam integralmente, e ai o trabalho enfraquece, a energia doada é menor do que a possibilidade,

Mas saiba que seu pensamento é falta de fé!  Deus tudo prover amigo Kazaoka e aquele que tem fé em si mesmo e no divino nada falta.  Dinheiro e bens materiais são instrumentos, energias como a magnética (guardada as devidas proporções claro!) quanto mais circula mais cresce!

Penso assim e as vezes até passo algumas dificuldades materiais, mas em minha casa nada falta!  As vezes paciencia, as vezes compreesão, mas isto é grau de adiantamento e estou trabalhando para melhorar.

Abs,
Mirina
Título: Re: Trabalho Prático Mediúnico
Enviado por: Kazaoka em 25 de Março de 2011, 12:53
Mirina, entendo que Deus nos dá os meios de sobrevivência, subsistência e, com isso, a possibilidade da prática da caridade de todos os matizes, tanto Moral quanto material. As duas primeiras dizem respeito às nossas necessidades materiais, a terceira diz respeito à nossa evolução Espiritual.
Deus quer que auxiliemos, que socorramos mas não que nos comprazemos com o sofrimento do próximo. Devemos estender as mãos e o coração em socorro, não nos aninhar-mos nos catres pessoais, junto aos que sofrem apenas para sermos solidários a eles sem poder oferecer-lhes nenhum lenitivo.
Imagine você lá no Japão, depois daquela tragédia, andando atrás de um japonês e dizendo a ele:

" ...É meu irmão, é assim mesmo, Deus sabe o que faz né!? Quem somos nós para fazer alguma coisa contra essa vontade..." ele vai virar para você e dizer, "...foi com a permissão Dele mas, não quer dizer que foi pela Sua vontade e, além do mais você escapou, você tem o indispensável que é o seu corpo e sua vida, pega aquela ferramenta e vamos reconstruir tudo..."
Título: Re: Trabalho Prático Mediúnico
Enviado por: Kazaoka em 25 de Março de 2011, 12:55
Agora me desculpem,
terei que sair e defender o meu...

Mais tarde eu retorno...

Abraços a todos
Título: Re: Trabalho Prático Mediúnico
Enviado por: Victor Passos em 25 de Março de 2011, 13:08
Ola muita paz e harmonia
Bions Amigos e Amigas


"Restitui a saúde aos doentes, ressuscitai os mortos, curai os leprosos, expulsai os demônios. Dai gratuitamente o que gratuitamente haveis recebido". Foi esta a recomendação de Jesus a seus discípulos e com isto querendo dizer "(...) que ninguém se faça pagar daquilo que nada pagou. Ora, o que eles haviam recebido gratuitamente era a faculdade de curar doentes e de expulsar os demônios, isto é, os maus espíritos. Esse dom Deus lhes dera gratuitamente, para alívio dos que sofrem e como meio de propagação da fé; Jesus, pois, recomendava-lhes que não fizesse dele objeto de comércio, nem de especulação, nem meio de vida".

Esta orientação dada por Jesus continua mais atual do que nunca, porque a mediunidade evangelizada jamais poderá ser transformada em profissão ou fonte de rendas. "(...) sendo luz que brilha na carne, a mediunidade é atributo do Espírito, patrimônio da alma imortal, elemento renovador da posição moral da criatura terrena, enriquecendo todos os seus valores no capítulo da virtude e da inteligência, sempre que se encontre ligada aos princípios evangélicos na sua trajetória pela face do mundo".

Deve-se compreender que a mediunidade só existe pelo concurso dos Espíritos. "Os atributos medianímicos são como os talentos do Evangelho. Se o patrimônio divino é desviado de seus fins, o mau servo torna-se indigno da confiança do Senhor da Seara da verdade e do amor. Multiplicados no bem, os talentos medúnicos crescerão para Jesus, sob as bênçãos divinas; todavia, se sofrem o insulto do egoísmo, do orgulho, da vaidade ou da exploração inferior, podem deixar o intermediário do invisível entre as sombras pesadas do estacionamento, nas mais dolorosas perspectivas de expiação, em vista do acréscimo de seus débitos irrefletidos".

"(...) Mediunidade não basta só por si.

É imprescindível saber que tipo de onda mental assimilamos para conhecer da qualidade de nosso trabalho e ajuizar de nossa direção. (...)"

O médium moralizado, que encontra na vivência evangélica a conduta de vida, é uma pessoa de bem, que procura ser humilde, sincero, paciente, perseverante, bondoso, estudioso e trabalhador. Cumpre o mandato mediúnico com amor.

"(...) Ao exercício da mediunidade com Jesus, isto é, na perfeita aplicação dos seus valores a benefício da criatura, em nome da Caridade, é que o ser atinge a plenitude das suas funções e faculdades, convertendo-se em celeiro de bençãos, semeador da saúde espiritual e da paz nos diversos terrenos da vida humana, na Terra. (...)"

Aí está, como a prática mediúnica exerce um papel de renovação social. "(...) O Espírito humano segue em marcha conveniente, imagem da graduação que experimenta tudo o que povoa o Universo visível e invisível. Todo progresso vem na sua hora: a da elevação moral soou para a Humanidade. (...)" E o médium evangelizado, exercendo o mandato com amor e espírito de serviço em benefício do próximo, contribui em grande escala para o progresso geral.


Victor Passos
Título: Re: Trabalho Prático Mediúnico
Enviado por: Kazaoka em 25 de Março de 2011, 16:55
Um abraço ao meu amigo João Paulop2.
O João Paulo e sua noiva são jovens que fazem parte da Casa Espírita que trabalhamos aqui em Uberaba e por quem tenho grande apreço e respeito pelo o que são e, principalmente, pelo que esforçam para serem. Assim agem os verdadeiros Espíritas.

                                                                Valeu, João Paulo!!!
Título: Re: Trabalho Prático Mediúnico
Enviado por: Kazaoka em 26 de Março de 2011, 12:14
Em respeito aos companheiros que fazem uso desse espaço democrático que o Fórum oferece, tivemos uma perca do foco do tema que abriu este tópico.
Agora, dado o tempo necessário a novas postagens que não ocorreram, sugiro que possamos voltar ao tema principal: "Como a Espiritualidade atuava antes da Codificação Espírita?". Naquela época os Espíritos usavam principalmente os efeitos físicos, como tiptologia (a Codificação foi iniciada utilizando este tipo de fenômeno).
Hoje, com o desenvolvimento mediúnico oferecido pela Doutrina Espírita, os Espíritos utilizam meios mais práticos, portanto, mais eficientes como a psicografia direta, psicofonia, intuição, etc. Hoje o Médium doutrinador comunica verbalmente com as entidades.

Volta a pergunta. Se para comunicar com Kardec os Espíritos utilizavam a forma rudimentar de batidas, imaginem como era antes!? E como poderá vir a ser no futuro!?
Título: Re: Trabalho Prático Mediúnico
Enviado por: Lucazan em 26 de Março de 2011, 16:14
Caro Kazaoka,

Não consigo ver diferença nas comunicações. Acredito que os meios são diferentes conforme o conhecimento e as faculdades mediúnicas das pessoas.
A bíblia relata vários experiência vividas por seu personagem, isso das mais variadas formas. Temos também as culturas indígenas e em todas as crença religiosas encontramos relatos das mais variadas formas possíveis.
Isso por que eles sempre se manifestaram e sempre se manifestaram das mais variadas formas possíveis e em conformidade com as faculdades próprias de cada médium.
Tudo acontecem de forma natural, é a nossa ignorância e nossos preconceitos que nos fazem acreditar no maravilhoso e no milagroso.

Título: Re: Trabalho Prático Mediúnico
Enviado por: Mourarego em 26 de Março de 2011, 16:43
Mano kao,
indiscutivelmente há um repositório imenso de atuações fenomênicas, tanto na bíblia quanto em outras crenças e isso antes da doutrina ser elaborada.
É a esta parte que os Espíritos em O Livro dos Espíritos chamam de parte geral ou de filosofia Espiritualista.
Ora, isso acontece porque os Espíritos sempre existiram e os médiuns também.
em todos os tempos existiram médiuns psicográficos  mas ao tempo a que o amigo se refere a intuição e mesmo a psicofonia eram mais atuantes.
Não vou falar de efeitos físicos pois estes apenas traduzem uma atuação onde a inteligência não seja o mote, claro.
Veja as pitonisas, (médiuns intuitivos em sua grande maioria), mesmo os estáticos, existiam mais naqueles tempos do que hoje em dia.
Todos os o que trabalhavam com necromancia, ou eram médiuns de intuição, ou psicofônicos ou de dupla vista, no geral.
Os batedores nem sempre são classificados entre os Espíritos menos elevados, veja o caso que aconteceu ao codificador onde o Espírito que o ajudava serviu-se de batidas na parede para poder mostrar um erro numa página que Kardec antes houvera escrito.
O trabalho deles, hoje continua na mesma maneira, os médiuns psicógrafos e os psicofônicos é que aumentaram devido a qualidade da organização física que hoje tenhamos e mesmo da qualidade intelectual e moral que tenhamos.
Abração,
Moura
Título: Re: Trabalho Prático Mediúnico
Enviado por: Kazaoka em 26 de Março de 2011, 17:12
A mediunidade em si, realmente é inerente ao ser humano e é tanto antiga quanto a própria humanidade. Isso é taxativo e não há dúvida nenhuma sobre o fato.
Mas, hoje, nós Espíritos encarnados, utilizamos a mediunidade para atuarmos de forma importante (embora muitos acham que não fazemos nada) nas tarefas de socorro aos Espíritos infelizes. E isso exige do Médium uma preparação e conhecimento dos fundamentos do intercâmbio com o plano Espiritual que só o Espiritismo oferece. Reconhecemos, também, que este embasamento doutrinário é de suma importância ao bom desempenho da tarefa assistêncial aos irmãos desencarnados principalmente.

Portanto, se a cento e cinquenta e poucos anos atrás não existia a DE, como estes Espíritos eram socorridos antes deste evento, sem a indispensável participação do Médium preparado e instruido para tal fim, como apregoa-se e exige-se hoje?

Se antes eles eram atendidos da mesma forma e com a mesma eficiência, como alguns já postaram aqui, por que o Médium Espírita tem que se preparar tanto? Ou, ainda, por que tem que ter sua participação?
Título: Re: Trabalho Prático Mediúnico
Enviado por: Victor Passos em 26 de Março de 2011, 17:50
Ola muita paz e harmonia
Amigo Kazaoka

 
Citar
Se antes eles eram atendidos da mesma forma e com a mesma eficiência, como alguns já postaram aqui, por que o Médium Espírita tem que se preparar tanto?

  Amigo uma coisa é o fenomenos pela premonição, pelo manuseio da adivinhação usado em tempos pasados outra coisa é o trato dos espiritos e sua doutrinação.
  Amigo se falamos em evolução, colocamos que os processos de doutrinação acompanham essa evolução.
 Em tempos primitivos , os alertas espirituais eram feitos no sono , e o crescimento dos espiritos e ensinamentos foi equacionado dessa forma, com o decorrer do crescimento moral , espiritual e inteletual, as formas rudimentares de o fazer pelos , canticos, expurgação em nome de Deus e por aí fora, passou a usar outro processo que permite que o intercambio se faça com maior lucidez e filtragem das energias deleterias que por vezes amotinam o mediun.
   Quando você coloca a questão em cima escrita, está a fazer crer que sem desenvolvimento se consegue doutrinar espiritos, acredito que sim, mas também acredito que as obsessões aumentam , pela falta de meios para se protegero proprio medium.
 Se você não educar um medim, te-lo-a a dar respostas com palavrões a ironizar consigo e por ai adiante.
   Na minha experiºencia de doutrinaçãoi ao longo destes anos , passei por dois Centros Espiritas , verifiquei de tudo, inclusive a medium atiar com cadeiras, andar a rastejar pelo chão, será isso que quer , para hoje?Penso que não, a medium tem que levar o seu desenvolvimento de forma a poder educar a sua mediunidade e prestar um melhor trabalho na doutrinação.
  Mas percebo aonde quer chegar, não percebe porque ou como os espiritos eram doutrinados, se não havia educação mediunica nos tempos preteritos...
  O Amigo não pode esquecer que nosso dialogo é uma forma de doutrinar, então repare não foi ao acaso que foram queimados muitos espiritos que faziam jus á ajuda dos outros.
  A Codificação nessa altura ainda não existia, ainda eramos  muito rudimentares, ainda se entendia que as ditas velinhas salvavam e eram luz para os espiritos, que o terço encaminhava as almas idas, isso não é ajuda espiritual?!E como lhe disse a maioria das experiências adquiridas vieram pelo sono, onde os espiritos já evoluidos transportavam essa ajuda e auxilio esclarecedor das suas necessidades. Deus não fecha uma porta com que não abra uma janela, por isso nunca mesmo os espiritos mais recrudescidos de moral deixariam de ter ajuda...o problema é que nessa altura havia mais loucos, nos hospicios e mais fogueiras para queimar quem se atreve-se a usar a mediunidade.
  Tudo porque na sua rudimentar função , os mediuns estavam ao nivel da mesma rudimentarização e usavam do medo e de praticas absoletas para afastar os espiritos , como o sal, incenso e outras coisas...Seria ridiculo, que apos a tiptologia de hydesville e o aprecimento com todas as informações doadas pelos espiritos , nos mantivessemos nessa rudimentar forma de ajudar. Então no seio do aprendizado , percebeu-se que aquilo que pensavam ser um dom, é apenas o meio de poder ajudar.-se ajudando os outros e então pelo estudo e para melhor se chegar aos espiritos , a necessidade de educar o medium , para a sua propria evoluçaõ moral e para também servir de melhor forma o intercambio.
  Hoje , não se vê ninguém arrasto , a agredir as pessoas isto pelo menos nos Centros Espiritas que conheço e educam as suas mediuns..
  Sei que muitos irmãos se deslocam ao centro espirita e começam a estudar , querem logo ser protagonistas de trabalhos mediunicos , mas meus Amigos sem disciplina, sem estudo, e sem uma boa orientação, não se vai a lado nenhum

Muita paz e harmonia

Victor Passos
Título: Re: Trabalho Prático Mediúnico
Enviado por: Lucazan em 26 de Março de 2011, 17:59
Caro Kazaoka,

Em relação aos espíritos desencarnados, nada mudou! As suas atividades e ações continuam ligadas ao seu desenvolvimento e aperfeiçoamento.

Dentro de todas as crenças e culturas humana existem os espíritos afins, ou seja, espíritos que acreditam nas mesmas coisas.

278 Os Espíritos de diferentes ordens se misturam uns com os outros?
– Sim e não, ou seja, eles se vêem, mas se distinguem uns dos outros e se afastam ou se aproximam, de acordo com os seus sentimentos, como acontece entre vós.Constituem um mundo do qual o vosso dá uma vaga idéia.Os da mesma categoria se reúnem por afinidade e formam grupos ou famílias de Espíritos unidos pela simpatia e objetivo a que se propuseram: os bons, pelo desejo de fazer o bem; os maus, pelo desejo de fazer o mal, pela vergonha de suas faltas e pela necessidade de se encontrar entre seres semelhantes.

Título: Re: Trabalho Prático Mediúnico
Enviado por: Kazaoka em 26 de Março de 2011, 18:09
Victor, só a referência que fazes sobre sua interpretação do meu post, onde cita que entendes que acredito ou, pelo menos, sugestiono que é possível uma doutrinação de Espírito por Médium despreparado, é que estás equivocado. Minha intenção não foi essa e, desde já, peço-lhe desculpas a você e a quem mais tenha tido esta mesma imprensão.
Título: Re: Trabalho Prático Mediúnico
Enviado por: Kazaoka em 26 de Março de 2011, 18:37
O desenvolvimento mediúnico é primordial ao bom exercício do intercâmbio com o plano Espiritual, e como foi descrito pelo Victor, este intercâmbio vem passando por etapas de evolução que acompanham a evolução do Espírito humano, ajustando-se às necessidades atuais, como continuarão a se ajustarem para as necessidades futuras.

O Médium tem obrigação de desenvolver sua faculdade para habilitar-se ao mediunato. Ele precisa se instruir e ascender Moralmente para que essa ascenção se faça pronunciar no momento da abordagem aos Espíritos.

O Espírito ao se manifestar, deve encontrar uma assistência de acordo com suas necessidades, dada por um assistente à altura de oferecer-lhe o que necessita.

E, sendo o Médium, um intermediário que traduz ao Espírito todas as informações recebidas dos orientadores Espirituais que lhe assiste, este deve ter um arquivo mental, que o estudo proporciona, com todas as bases de informações capazes de dar o máximo de fidelidade na tradução ao atendido das mensagens e do sentimento recebidas pelo Médium provindas de esferas superiores. O Espírito encarnado deve ter uma ascenção Moral sobre o Desencarnado que está recebendo o auxílio, caso contrário, a assistência não é viável
Título: Re: Trabalho Prático Mediúnico
Enviado por: Kazaoka em 26 de Março de 2011, 18:54
]"amai-vos uns aos outros e instrui-vos"[

Temos que ter amor para servir e instruirmos para servirmos melhor.
Título: Re: Trabalho Prático Mediúnico
Enviado por: Lucazan em 26 de Março de 2011, 19:38
Caros Amigos,

Já pratiquei diversas religiões e em todas e a mesma ladainha: "Somos perseguidos por ser .... Estamos certo na nossa crença, os outros estão errados, e outras frases parecidas" E sempre a mesma coisas, a mesma arrogância e vaidade.

Sou espírita e sei que os espíritos atuam em todos os lugares, por que achar que só dentro das casas espíritas encontram-se espíritos bons.

Os espíritos bons estão por toda a parte e em todos os lugares. os praticantes de outras denominações não precisam saber que são médiuns para que os espíritos atuem, em todos os lugares existem o aparo espiritual.

O que pode nos ajudar e o conhecimento da conduta que devemos ter no nosso dia a dia. Os  nossos pensamentos/vibrações, as nossas ações e as nossas intenções.

Essas atitudes e vibrações independe da crença ou cultura da pessoas, basta te-la para atrair espíritos bons e a Lei da Afinidade.
Título: Re: Trabalho Prático Mediúnico
Enviado por: Victor Passos em 26 de Março de 2011, 19:40
Ola muita paz e harmonia
Amigo Kazaoka

  Amigo , peço desculpa se entendi mal mas no primeiro post na introdução questiona desta forma?

"Como podemos ver o socorro aos Espíritos sofredores antes da Codificação Espírita?"
  Daí ter pensado que se referia a isso , dai lhe ter dito que percebia que queria uma explicação de como seria a doutrinação, antes da Codificação...!

 Bom Amigo abraço fraterno

Victor Passos

 
Título: Re: Trabalho Prático Mediúnico
Enviado por: Victor Passos em 26 de Março de 2011, 19:47
Ola muita paz e harmonia
Amigo Lukazan

   Não é só nos centros espiritas que existe boa gente, quem lhe disse enganou-o, porque existem agnostos que tem mais moral que nós, não duvide.
   Agora bom Amigo o importante não é olhar para os outros  irmãos de credos diversos de forma negativa, porque a Doutrina Espirita nos seus principios mostra o respeito que tem por todos os credos que apelam à tranformação do homem para melhor.
   

  Abraço fraterno

Victor Passos
Título: Re: Trabalho Prático Mediúnico
Enviado por: Lucazan em 26 de Março de 2011, 21:39
Ola muita paz e harmonia
Amigo Lukazan

   Não é só nos centros espiritas que existe boa gente, quem lhe disse enganou-o, porque existem agnostos que tem mais moral que nós, não duvide.
   Agora bom Amigo o importante não é olhar para os outros  irmãos de credos diversos de forma negativa, porque a Doutrina Espirita nos seus principios mostra o respeito que tem por todos os credos que apelam à tranformação do homem para melhor.
   

  Abraço fraterno

Victor Passos

Caro Victor,

Não sei bem se entendi o seu post.

Não critiquei nenhuma religião, apenas disse que em todas elas, as atuações dos espíritos se fazer do mesmo modo.

Título: Re: Trabalho Prático Mediúnico
Enviado por: Victor Passos em 27 de Março de 2011, 12:26
Ola muita paz e harmonia
Amigo Lukazan

    Bom Amigo, não disse que criticou, apenas quis dar enfase aisto que disse;
Citar
Sou espírita e sei que os espíritos atuam em todos os lugares, por que achar que só dentro das casas espíritas encontram-se espíritos bons.

 Daí reforçar a sua ideia ao dizer que existem agnostos que tem mais moral que nós, e não é o credo que faz o homem de bem , mas a sua evolução nos valores morais ,inteletuais e espirituais.. Cada um depende das suas escolhas, e o importante são as Obras.

  Amigo como vê e espero que agora tenha percebido a intenção, foi de apenas reforçar a ideia de credos ao os Irmãos profitentes das mesmas se acharem superiores uns aos outros..

Espero ter sido entendido

abração amigo

Victor Passos
Título: Re: Trabalho Prático Mediúnico
Enviado por: Lucazan em 27 de Março de 2011, 14:42
Sim querido amigo, a buscar pelo saber e conhecimento é universal, e aquele que abre a sua mente para obter esse conhecimento sem preconceitos e vaidades o encontrará. Isso independe da sua classe social ou credo.

Que se faça a Luz da Verdade sobre todos
Título: Re: Trabalho Prático Mediúnico
Enviado por: pati em 27 de Março de 2011, 21:22
bons dias a todos!
atendendo ao convite do kasaoka, aqui estou.
vou ler com atenção o que já foi postado e retorno.
abraços
pati

estejamos em deus
Título: Re: Trabalho Prático Mediúnico
Enviado por: S0L em 22 de Abril de 2011, 13:21
Só uma complementação e/ou reflexão: para ajudar um espírito então é preciso que ele esteja desencarnado?

Quem diz que quer ajudar os espíritos pode começar pela sua família, amigos,vizinhos, etc.

Espíritos, somos todos e todos precisamos de ajuda.Mãos à obra já.;)
Título: Re: Trabalho Prático Mediúnico
Enviado por: Nel-M em 25 de Abril de 2011, 23:39
Boa noite, amigos do forum!

Este tópico é um dos mais interessantes porque levanta uma questâo que sem dúvida já passou pela cabeça de todo estudante da DE alguma vez.

Vejamos, pelo que eu li dos comentarios dos queridos amigos (que entendem muitissimo mais que eu) o X da questâo é:

Se os espíritos superam em muito o numeros de humanos encarnados e estes existem desde sempre ao contrario dos mediuns preparados que só surgiram depois de Kardec, entao primeiro como se fazia este socorro quando nao havia mediuns.

Bem, esta questao foi respondida. Agor, fica outra mais intrigante ainda.

De que sirve o trabalho de alguns poucos em vista da imensidao de espiritos sofredores que há?

E eu poderia acrescentar outra ainda que muitas vezes passa pela minha cabeça e gostaria de que os amigos comentassem, por favor.

Vejamos, porque os mediuns precisam auxiliar os espiritos sofredores se existem os trabalhadores do umbral que se ocupam dessa tarefa e ademais com muito mais propriedade, visto que tb sao espiritos enquanto que nós estamos na carne e portanto a tarefa se torna muito mais complicada?

Nao se se me expliquei direito, hihihi!

Um abraço fraterno e estarei esperando vossos comentarios. Obrigado.
Título: Re: Trabalho Prático Mediúnico
Enviado por: Mirina em 26 de Abril de 2011, 01:23
Olá Nel-M,

muito interessante sua pergunta!
Se somos em menor numero, porque devemos auxiliar os espiritos errantes, ao invés de sermos auxiliados
por eles?

Vamos tomar um caso prático, Chico Xavier dedicou seu trabalho mediunico para consolar os encarnados
que perdiam seu entes queridos, e na psicografia, para auxiliar nosso adiantamento intelectual e nos
colocarmos na trilha do progresso moral.  Veja, embora em seus trabalhos possibilitasse o encaminhamento
de espiritos errantes e sofredores, sua seara era muito mais voltada para os irmãos encarnados.

Ocorre que, como os próprios Espiritos citam na LE, por vaidade e orgulho o homem se julga uma espécie da
criação privilegiada, o catolicismo nos instruiu que fomos feitos a imagem e semelhança de Deus, e aí é que
reside a crença de que somos seres superiores e devemos auxiliar os menos favorecidos.  Isto para mim não
se chama caridade, pois ao tentar ajudar já se coloca em posição superior ao que recebe a ajuda e portanto
já exerce aí seu orgulho e sua vaidade. 
Não digo que todos os trabalhadores dos centros espiritas portam-se desta maneira, mas é uma mentalidade
sedimentada na maioria deles.  Falta a humildade para admitir que lá estão para também receberem auxilio,
e que precisam também trabalhar sua melhoria intima.  Afinal se assim não fosse de certo não estariam
neste plano não é verdade?

Esta é minha opinião,

Abs,
Mirina
Título: Re: Trabalho Prático Mediúnico
Enviado por: Kazaoka em 26 de Abril de 2011, 03:05
Nel-M,
seu primeiro questionamento referente à diferença das populações de encarnados e desencarnados e em especial na questão dos desencarnados da erraticidade, que necessitam de auxílio e que este auxílio venha de plano diferente ao que pertence o Espírito. Os Espíritos desencarnados que necessitam de auxílio, nem todos sofrem por questões ligadas à existência terrena e, nesse caso, podem serem auxiliados sem a participação de Encarnados. Os que necessitam de contribuição de Encarnados são aqueles que a causa de seu sofrimento está ligada a questões próprias da existência física. E sendo os Espíritos Mensageiros (Espíritos socorristas) pertencentes a um plano menos materializados, estes necessitam do concurso de Espíritos familiarizados com o plano material para terem melhor abordagem aos sofredores do plano Espiritual. A diferença das faixas vibratórias entre os Mensageiros e os Sofredores reclama a participação do Intermediário (Médium) que faz a ligação entre as duas esferas. É por isso que o desenvolvimento moral do Médium é importante para o Mediunato. De acordo com o grau de desenvolvimento Moral do Médium, ele pode estreitar esta diferença de faixas vibratórias do Mensageiro com o Assistido (sofredor).
Antes do advento da Codificação, a espiritualidade lidava, também, com Espíritos sofredores mais "grosseiros" intelectualmente e moralmente falando, não sendo necessário a utilização nem de meios (Moral) e nem de ferramentas (Médiuns) mais aprimorados para essa finalidade. À partir da era Cristã a situação começa a mudar por que os Espíritos entram em um processo de transformação social e moral que passa a exigir aprimoramento na assistência a estes Espíritos, aos quais a assistência arcaica já não atende as necessidades em função do grau evolutivo daqueles Espíritos. E é assim que a humanidade evolui, é povoando o plano espiritual com Espíritos cada vez mais evoluidos na experiência terrena que povoaremos a Terra com Espíritos melhores também. Como dizia Francisco de Assis; "É dando que se recebe"


                                                                                                                                 kazaoka
Título: Re: Trabalho Prático Mediúnico
Enviado por: Nel-M em 26 de Abril de 2011, 09:07
Olá, amigos,

obrigado pela resposta!

Realmente, a explicaçâo faz sentido se nos referimos aos espiritos ainda ligados a terrra por qualquer motivo.

Entendo que os trabalhadores do umbral (desculpem.me se nao uso a terminologia adequada, mas apenas agora começo a ler os livros-base da DE. Esse término "trabalhadores do umbral" tirei do filme Nosso Lar, em realidade nao sei ainda se há outra maneira de referir-se a eles)estejam numa faixa vibratoria diferente ou mais alta do que os espiritos que ainda nao avançaram e talvez por isso sejam inacessíveis para os trabalhadores do umbral ou tenham eles alguma dificuldade para alcança-los e por essa razao precisam da intermediaçào de humanos vivos.

Valeu. Aos poucos vou aprendendo.

Obrigadíssimo.
Título: Re: Trabalho Prático Mediúnico
Enviado por: Kazaoka em 26 de Abril de 2011, 13:31
Nel-M,
a terminologia não é tão importante desde que não se altere a essência do que ela deseje expressar. Mas, quanto a isso, existe dentro da Doutrina Espírita (DE) muita divergência entre os companheiros no que concerne ao uso dos termos. E, na maioria das vezes, discutimos sobre uso de termos que em nada alteram o que eles expressam.

Umbral significa passagem, ombreira de porta, limiar e temos a tendência de associar-mos o termo a coisa "ruim" e não é isso. Todos nós passaremos por lá, é compulsória a nossa passagem. É mais doloroso ou menos doloroso em função do entendimento e da aplicação deste entendimento em nossa própria existência.

Fique à vontade no uso dos termos que melhor expresse a sua compreensão.
Título: Re: Trabalho Prático Mediúnico
Enviado por: Mirina em 26 de Abril de 2011, 13:45
Olá Kazaoka,

procurei na LE onde esta o trecho que os Espiritos nos chamam no auxilio dos desencarnados e não encontrei.
Voce pode me ajudar?

Abs,
Mirina
Título: Re: Trabalho Prático Mediúnico
Enviado por: Kazaoka em 26 de Abril de 2011, 14:48
Mirina,

Introdução do ESE:
 "São, pois, os próprios Espíritos que fazem a propagação, com o auxílio dos inúmeros médiuns que, também eles, os Espíritos, vão suscitando de todos os lados."

Poderia citar uma infinidade de passagens da Codificação.

Mas, lhe sugiro uma reflexão com uma pergunta. Então, como entendes a sessão mediúnica?
Título: Re: Trabalho Prático Mediúnico
Enviado por: Mourarego em 26 de Abril de 2011, 15:33
Vamos pensar juntos?
Acredito que exista mesmo um trabalho muito bem feito para que a desinformação venha alcançando tanto chão.
Notem bem, a doutrina existe, não para ajudar, como foco principal, aos sofredores
O Espiritismo existe como doutrina para dar ao Espírito mais facilidade em se ajudar a si mesmo.
Parece que as obras paralelas não deixam que isso se propague  porque deste jeito se vende mais livros e a consequência disso é maior desinformação e em ponto final mais inocentes úteis.
Quem são os sofredores? Aqueles que erraram e persistiram no erro.
Qual o trabalho a ser feito para que eles saiam disso?
Oram em primeiro lugar instruí-los da forma correta, sem crendices, pieguices ou mistificações.
Para os que se comprazam com o mal ou o erro, por estes oremos todos com verdade e fervor.
Mas parece que o médium só existe para ajudar ao próximo, quando é fato descrito na obra básica que ele é quem tenha de se ajudar primeiramente, mas isso as obras paralelas não dizem...
Ai inventam a tal "mediunidade com Jesus" etc e tal...
Alguém que já ao menos leu o LE ou mesmo o ESE viu esta citação? "Mediunidade com Jesus"? Não procurem, seus problemas acabaram! Ela não existe... por que não?
Simples, Porque agindo-se no Bem já se está não só ao lado do filho, mas ao lado do Pai.
O mano Kasao nos cita o ESE mas este fala na propagação da notícia Espírita e não no trabalho mediúnico em auxílio aos sofredores.
E como diria o tipo que criei ainda quando estava no IRC, ao qual dei o nome de "O Profeta" por falar enrolado e nada dizer, eu lembraria seu bordão: "Uma coisa é uma coisa e outra coisa é outra coisa, pois assim como são as pessoas são as criaturas" hehehe.
Notaram como o cara fala aos borbotões e nada diz? É este o trabalho das obras paralelas, que não têm responsabilidade para com ninguém senão o bolso de seus autores.
E o MEB entra de graça nessa esparrela pelo simples não estudar a doutrina.
Gente, toda as seções existentes num CE são mediúnicas. Não existe trabalho algum mesmo uma simples palestra ou estudo onde a mediunidade não ocorra, acontece que ela acontece de jeitos e porções diferenciadas.
Ontem mesmo, foi um dia que serviria de exemplo, esatava eu a responjder aqui no FE, quando em determinado post, quando me preparava para responder a um amigo, ouvi uma voz que já conhecia de tempos, mas que há algum tempo  não se pronunciava. Esta voz me perguntava se poderia dar a sua contribuição ao tema e eu não me neguei ao exercício mediúnico.
Então a voz ditou-me um texto que respondia a questão e enaltecia as mães do coração.
Assinei a mensagem, primeiramente com meu nome, porque haveria de me certificar da propriedade dela. Saí do FE, e passei outro tanto conversando com o Espírito ao final da investigação tive a certeza de que era a companheira de sempre, Amélia Rodrigues.
Só então, voltando ao FE, voltei ao tópico e esclareci a autoria da mensagem.
Este foi ou não um trabalho mediúnico? Claro que sim e acontecido por tres vias diferentes de mediunidade que sejam: a psicografia, a audição de Espíritos e o intercâmbio mental.
Já tenho dito aqui muitas vezes, quando o fato merece uma colocação mais isenta de materialidade os Espíritos vendo a seriedade com que o assunto é tratado, se mostram presentes e ou nos intuem, ou eles mesmos ditam o que querem fazer explicar.
Kardec meus amigos, nunca teve qualquer grau de mediunidade e entretanto, juntando-se a um sem número de médiuns trouxe-nos a mensagem dos Espíritos superiores que hoje conhecemos como doutrina Espírita.
Mas isso, as obras paralelas não explicam e a razão é simples: para esse tipo de autor o que interessa é o elemento mágico, milagroso ou que aponte a figura do médium como um semi-deus, ou o cara que sabe de tudo. Esqueçam, não é assim que a banda toca.
Bom, já escrevi demais pro meu tamanho, fiquem com Deus.
Abraços,
Moura
Título: Re: Trabalho Prático Mediúnico
Enviado por: Kazaoka em 26 de Abril de 2011, 16:08
Moura,
como a Amélia expôs sua idéia, que me meios ela dependeu para isso e com que propósito ela fez isso?

Ela poderia ter feito seu comunicado através de qualquer Médium?
Sua mensagem não tinha um endereçamento e um propósito?
E esse propósito não era de auxiliar?

A propagação do ensinamento dos Espíritos tem o fito de auxiliar e só é auxiliado quem tem necessidade e merecimento.
"uma coisa é uma coisa e outra coisa é outra coisa" porém, cada uma com suas particularidades. E são estas particularidades que as diferenciam e as individualizam.
Não adianta sermos profundos conhecedores da DE se não compreendemos os seu objetivos e, pior ainda, se não conseguimos exercitá-los. E, aí, as "coisas" se misturam e viram outra "coisa".
Título: Re: Trabalho Prático Mediúnico
Enviado por: Mourarego em 26 de Abril de 2011, 16:23
Mano Kao,
vamos lá:
A  notícia Espírita, ou doutrina Espírita, só podia nos chegar através dos Espíritos Superiores, esta a ordenação que os Puros Espíritos lhes passaram. eles mesmos a receberam de Deus diz o mesmo item que você citou do ESE "Autoridade da Doutrina Espírita".
As noções de doutrina que as obras codificadas tidas como básicas de doutrina são gerais e atinentes à humanidade, não há eleitos nem aquele a quem elas foram endereçadas como um todo.
Isso porém não acontece com as mensagens obtidas por nós médiuns.
Um Espírito poderia até ter melhor produção se viesse através de você ou de eu mesmo, contudo, na falta de nós dois ele pode se servir mesmo de um médium imperfeito, ou mesmo de um médium que nem escrever ou falar direito soubesse.
O caso que aconteceu comigo é que, Amélia já me trás mensagens há alguns anos, tendo Começando essa nossa amizade quando eu estava em viagem a portugal.
Logo é mais simples a ela, que já conhece a maleabilidade do tipo de mediunidade que tenho, que ela trouxesse em primeiro plano, a mensagem por intermédio deste seu amigo, mas nada mais que isso. Ela se visse necessidade forte e geral, para que a mensagem fosse passada, poderia se utilizar de qualquer médium.
Mano esqueça essa coisa de merecimento, Espíritos não se prendem a esse tipo de coisa, mas sim ao mérito moral.
Mano querido, a necessidade era a da humanidade, não de um ou de outro e nesse setor, todos já detinham um quinhão de moral, mesmo que vacilante, para receber tais ensinos.
O objetivo da DE mano, é proporcionar a todos meios críveis para que possam se transformarem moralmente, apenas este.
Abração,
Moura
Título: Re: Trabalho Prático Mediúnico
Enviado por: Kazaoka em 26 de Abril de 2011, 16:30
Moura, Moura...
...mérito e merecimento, entendo como sendo terminologias que, dentro do que analisamos, têm o mesmos significado.
Título: Re: Trabalho Prático Mediúnico
Enviado por: Mourarego em 26 de Abril de 2011, 16:41
Mano Kao,
Mérito em termos de doutrina é tudo o que se consegue através de trabalho árduo onde o conhecimento é a tônica que induz às ações.
Já merecimento se obtém até por antiguidade, ou mesmo por ser bonzinho ou não se mostrar contrário a qualquer desmando.
como se vê mérito e merecimento são de ordens diferentes e dentro da doutrina não pode haver merecimento sem obras, e por obras se entenda antes de qualquer coisa a de se obter o conhecimento.
Então obter conhecimento constitui-se em obra a ser produzida?
Sim, mas claro, bom amigo, já que sem a vontade perseverante e séria, sem a lúcida procura, sem o respeito ao que a doutrina nos traga, não se o obtém senão de maneira esparsa e fugidia e ainda por cima matizada dos mais intrincados processos onde as crenças, as mitificações, engodos  e mistificações tendam a nos fazer atrasar o desenvolvimento da moral.
Isso em linhas gerais, mano.
Abraços,
Moura
Título: Re: Trabalho Prático Mediúnico
Enviado por: Kazaoka em 26 de Abril de 2011, 16:53
Como os Espíritos ditaram a Codificação a kardec?

A quem recorreram para isso?

Que finalidade tinha as orientações dos Espíritos superiores se não a de auxiliar?
e auxiliar a quem?

Se não dependeram de Espíritos encarnados, o que pensar das comunicações recebidas pelos Médiuns utilizados por Kardec? (essa é em referência ao post da Mirina)

Podemos ser muito mais do que acreditamos ser.
Somos muito mais responsáveis do que imaginamos ser.
E somos muito mais orgulhosos e vaidosos do que admitimos ser.


Título: Re: Trabalho Prático Mediúnico
Enviado por: Mirina em 26 de Abril de 2011, 17:11
Kazaoka,

respondendo a sua pergunta entendo o trabalho mediunico como uma capacidade do individuo encarnado de se comunicar com a espiritualidade e através desta, instruir-se, receber auxilio e adiantar os próprios encarnados.  A visão de que nós, na posse parcial de nossos conhecimentos, podemos auxiliar os desencarnados atuando diretamente sobre estes não me parece condizente, por isso a pergunta.
Leio nos trechos do LE que a espiritualidade é que vem em socorro dos encarnados, e não ao contrario, e nós devemos estar disponiveis para este auxilio.  Agora o que eles nos orientam é que não conseguem influir na matéria sem o concurso de um médium, e ai creio que ratifica minha visão, eles é que influem na matéria através de nós instrumentos de trabalho, por afinidade de pensamentos e energias.  A matéria, o homem encarnado, não pode interferir na espiritualidade a não ser pela própria instrução, que ajuda outros espiritos afins a se instruir e pelo próprio exemplo, que tambem influencia espiritos que nos observam.
Diz na LE e eu já citei aqui neste topico que cada encarnado possui um espirito mais adiantado, que tem por missão nos ajudar a evoluir, e um menos adiantado, que nos acompanhando a evolução evolui também.

Concordo com o Moura, o trabalho mediunico nos acompanha o dia todo, nas mais variadas situações, porque nos ligamos pelo pensamento.

Abs,
Mirina
Título: Re: Trabalho Prático Mediúnico
Enviado por: Mourarego em 26 de Abril de 2011, 17:26
Mano Kao,
os 56 cadernos dos quais Kardec se utilizou para formar a Codificação, foram obtidos das reuniões ebdomandarias tidas na casa de Mme. Plainemaison.
como ninguém, queria ter o trabalho, e ninguém se dava como possuidor de conhecimento para ver aquiolo que ali estava, coube ao codificador este trabalho.
Ora. sim, forma médiuns que tiveram o trabalho de assim receberem, por meio das mesas girantes, o conteúdo daqueles cadernos, e estes eram tres mocinhas, uma com 14, outra com 16 e mais tarde a terceira com 18 anos.
Todavia, as mesmas instruções estavam a ecoar pelos 4 cantos do mundo diz o mesmo item do ESE.
O que comprova que não eram nem as mocinhas e nem os que faziam parte das tertúlias espirituais daquele tempo, aquelas a quem as informações mais tarde transformadas na doutrina espírita eram endereçadas especialmente, este o caráter geral que tem a doutrina.
Deus não elege senão a sua creação, logo as informações eram e o são para a humanidade.
Contudo, os Espíritos poderiam se fazer presentes e eles mesmos passarem tais informações.
Não era ainda nem o tempo e nem tinham as pessoas o conhecimento necessário para que tal acontecesse.
Por isso está escrito também ainda no mesmo item do ESE que "Os Espíritos Superiores tomam da maior prudência para divulgarem as revelações, esperam para tal o tempo certo e que as ordens lhe sejam dadas".
A finalidade, a qual já disse a que se prestava antes, era a de propiciar a todos maior chance de se transformarem moralmente.
Porém meu amigo, o tópico não vem tratar dessa parte em especial, concordo com você, trata ou quis trazer ao debate o trabalho medianímico prestado hoje nas casas espíritas.
Ora para se estar apto a ter atuação direta nesse tipo de trabalho foram introduzidos nas casas espíritas os curosos sobre mediunidade (especificamente), e nos CEs instutuiu-se dois momentos median´[imiocos, um hoje relegado ao ostracismo, que é o das reuniões mediúnicas propriamente ditas.
Outro os das chamadas reuniões mediúnicas, que é uma entitulação enganosa, já que ali, dividida em duas partes a reunião num primeiro momento estuda um ou mais itens do LM, para no seguimento os alunos esperarem por mensagens, que forçosamente não têm a obrigatoriedade de serem trazidas por sofredores.
Para estes tem-se na casa espíritas as reuniões de desobsessão.
As reuniões hoje chamadas de mediúinicas eram, antigamente chamadas de Reuniões de estudo e prática da mediunidade. Porém sabe como é, cada casa espírita dava o nome que melhor queria às reuniões daí tanta atrapalhação para os que hoje, estudam essa parte da doutrina.
Em tempo: estas reuniões eram vedadas ao público.
Abraços,
Moura
Título: Re: Trabalho Prático Mediúnico
Enviado por: Mourarego em 26 de Abril de 2011, 17:34
Exatamente maninha Herbe,
quem aqui poderá atestar que tudo o que escreve, está sendo escrito apenas retirado do seu próprio conhecimento?
A Intuição é das qualidades medianímicas a que mais se tem nomeio espírita/espiritualista.
Logo, no frigir dos ovos, é quase que impossível distinguir-se a priori, aquilo que seja nosso daquilo que pertence à Intuição recebida dos Espíritos que nos cercam.
Houve tempo em que me preocupava muito em saber o que era meu e o que pertencia á influência espiritual,mas deixei de lado, isso não me faria melhor ou mais sábio.
Ainda quando na Sala Filosofia Espírita houve vários momentos que em meio a uma explicação pedia licença e parava, para depois de compulsar a obra em questão vir de novo a continuar a explicação que dava. É que a ordem de coisas que eu falava (o trabalho na sala era via voz on line),chegava num roldão tão intenso que tinha de verificar a fidelidade à obra básica.
A isso se chama intuição. mas eu, como bom Thomé, tinha de primeiro ver para depois crer hehehe.
abraços,
Moura
Título: Re: Trabalho Prático Mediúnico
Enviado por: Mirina em 26 de Abril de 2011, 17:49
Moura,

li o texto no tópico sobre maternidade e realmente ele é muito inspirador!

Obrigada por estar disponivel!

Abs,
Mirina
Título: Re: Trabalho Prático Mediúnico
Enviado por: Kazaoka em 26 de Abril de 2011, 18:31
Rejeitar a mediunidade com Jesus é o mesmo que não aceitar o ESE, que é uma obra mediúnica. Pois esta obra está lastreada na vida e nos ensinamentos deste Divino Sábio. E rejeitar o Evangelho seria rejeitar uma parte muito importante da Doutrina Espírita.

E como diz o Moura, opiniões pessoais não fazem doutrina. Por isso mesmo não levaremos em conta sua colocação, que por sinal, contradiz sua grande preocupação com o respeito e fidelidade às bases Doutrinárias, das quais o ESE é constituinte. Complementando de minha parte, afirmo que não faz doutrina e nem servem como definições padrão, uma vez que podem surgirem conceituações diferentes sobre uma mesma questão.
Mas, como estou aprendendo e dependo dos ensinamentos que me são oferecidos, e tendo que opinar por acatar entre uma e outra opinião pessoal, vou preferir acatar as da pessoa de Jesus e daqueles que falam em seu nome através dos Evangelhos. E estarei insistindo em divulgá-las até que me aperceba que isso esteja sendo mal para alguém ou para a Doutrina que amo e que utilizo como meio de melhorar a mim mesmo, de forma que eu possa ser melhor para o próximo em acordo com o que Jesus nos instruiu.
Título: Re: Trabalho Prático Mediúnico
Enviado por: Mourarego em 26 de Abril de 2011, 18:45
Amigo Kao,
o dístico "mediunidade com Jesus" é de oriogem roustainguista e prevê nele mesmo milagres e quejandos.
Amigo, Kao, o Espírita é pródigo em invencionices e assim o faz quando inventa essa tal mediunidade que mais não quer dizer do que ser um bom édium
Ora diz o LE bom médium é aquele que menos vezes foi enganado", não é assim?
como poderia então ummédium que use a medinudade com jesus, ser enganado?
É que mano véio, agindo pelo bem geral, como determinam os Espíritos Superiores, agimos dentre as específicas doutrinas pregadas por Jesus, mas não sendo ele, e estando ainda no rol dos Espíritos Imperfeitos, nem sempre acertaremos em nossas escolhas.
Kao, precisamos sempre estar atentos ao todo, pois quando estreitamos muito o foco de nossas percepções, perdemos a visão geral e é esta que nos deve acompanhar sempre, quando num estudo da doutrina.
O amigo insiste nisso de médiundade com Jesus, Este, trás consigo a questão da fé, e a doutrina no LM nos diz que a fé não é o elemento principal em que a mediunidade exista, pois mesmo os ateus podem produzir fenômenos importantes mediunicamente.
Notou a diferença entre a explicação codificada e o que querem dizer com "mediunidade com Jesus?"
E até agora o amigo não me mostrou em que texto codificado por Allan Kardec esteja esse dístico sobre o qual batemos este papo.
Mano esta é uma das inúmeras e incontáveis frases de efeito que o MEB produziu.
abraços,
Moura
Título: Re: Trabalho Prático Mediúnico
Enviado por: Kazaoka em 26 de Abril de 2011, 19:01
Em se tratando de Fé e de DE devemos procurar não sermos movidos pelo que está escrito didaticamente mas, pelo que estes escritos despertam em nós e na nossa forma de aplicá-las em nós mesmos. Neste particular todos nós temos resguardados pelo nosso grau evolutivo, o direito de absorver-mos o que eles nos despertam. Fora isso cabe-nos a prática da Indulgência, Paciência e Tolerância com nós mesmos e com os outros.
Título: Re: Trabalho Prático Mediúnico
Enviado por: Mourarego em 26 de Abril de 2011, 19:06
Mano Kao, aceite e não tergiverse! :)
A doutrina diz e devemos entender e compreender tal como ela explica, não mais.
abraços,
Moura
Título: Re: Trabalho Prático Mediúnico
Enviado por: Kazaoka em 26 de Abril de 2011, 21:24
É como Jesus nos explicou e vivenciou suas explicações que devemos caminhar na estrada da existência Cristã. Ele é o modelo a ser seguido por aqueles que acreditam em seus ensinamentos e exemplificações, não devendo constituirem obstáculos para isso, as concepções religiosas ou doutrinárias e as diversas interpretações que fazemos pela ótica de cada uma. E, principalmente, resistindo a ação perniciosa daqueles se julgam guardiões da verdade.
Título: Re: Trabalho Prático Mediúnico
Enviado por: Mourarego em 26 de Abril de 2011, 21:34
Concordo plenamente mano Kao, por isso sigo exatamente o que determina a doutrina.
Abraços,
Moura
Título: Re: Trabalho Prático Mediúnico
Enviado por: Mirina em 26 de Abril de 2011, 23:49
Amigo Moura,

interessante esta distinção entre a inspiração e o próprio pensar.  Mas com a frequencia e o treino tenho consiguido na maioria das vezes, quando consigo serenar minhas emoções, distinguir as inspirações menos dignificantes.  As influencias densas, que, se aproveitando de momentos onde deixo que a pertubação e a emoção tome conta de meus pensamentos, muitas vezes chegam-se e agem da mesma forma, inspirando-me idéias desvairadas, avivando-me na memória sentimentos de raiva, humilhação e frustração, e aí, por ter desenvolvido tal percepção, algumas vezes, não em todas, consigo me restabelecer e afastar tais pensamentos.

E isto também é um exercicio diário de mediunidade e aprendizado.  Como voce disse, saber de quem é o pensamento, seu ou de seu guia ou mentor não o torna mais sabio, mas discernir quando e como ele acontece com certeza nos coloca mais vigilantes.

Abs,
Mirina
Título: Re: Trabalho Prático Mediúnico
Enviado por: LuizFrancisco em 27 de Abril de 2011, 00:31
Postagem#38
A mediunidade em si, realmente é inerente ao ser humano e é tanto antiga quanto a própria humanidade. Isso é taxativo e não há dúvida nenhuma sobre o fato.
Mas, hoje, nós Espíritos encarnados, utilizamos a mediunidade para atuarmos de forma importante (embora muitos acham que não fazemos nada) nas tarefas de socorro aos Espíritos infelizes. E isso exige do Médium uma preparação e conhecimento dos fundamentos do intercâmbio com o plano Espiritual que só o Espiritismo oferece. Reconhecemos, também, que este embasamento doutrinário é de suma importância ao bom desempenho da tarefa assistêncial aos irmãos desencarnados principalmente.

Olá a todos,
Com relação ao tema e principalmente o questionamento trazido acima (postagem#38), li um livro recentemente: “Quando a vida responde”, de José Raul Teixeira Editora Fráter e abaixo trago uma informação deveras importante:
Página 27, pergunta 4: Segundo o Espiritismo, a mediunidade serve também como ferramenta de auxílio e socorro aos desencarnados sofredores e até aos obsessores. Não poderiam os Espíritos superiores tratar dos desencarnados diretamente, sem necessitar da contribuição  os médiuns?
Resposta:  De fato, são os Espíritos Superiores os grandes tratadores das almas em sofrimento de quaisquer naturezas que chegam ao Além. A contribuição dos médiuns encarnados dão aos trabalhos dos Espíritos Superiores é de pouca relevância quando consideramos as condições intelecto-morais gerais dos médiuns.
Em sã consciência, não podemos admitir que com pouquíssimo tempo dedicado aos deveres mediúnicos – isso quando se tem médiuns dedicados – uma ou duas horas por semana, consigamos grandes atuações no socorro aos sofredores ou obsessores de quaisquer tipos.
De outro modo, torna-se difícil imaginar qua consigam oferecer grandes ajudas ao Mundo Invisivel, médiuns que ainda não conseguiram se libertar dos seus vícios, quaisquer que sejam; médiuns que ainda estão presos a paixões perturbadoras, a mágoas, ciúmes, invejas e mesmo ódios; médiuns que sofrem de graves bibliofobia e que optam pela ignorância, preferindo inventar falsas explicações para as peripécias da vida ao invés de buscarem as dignas respostas que o Espiritismo tem para nós; outros médiuns que, lamentavelmente. Estão mais interessados em apresentar-se com seus minguados poderes e com egos inchados do que em servir de pétreo suporte sobre o qual possam  levantar-se a luz, o entendimento, a saúde e a paz para si e para todos.
É fora de dúvida que os médiuns encarnados ofertam a sua cooperação aos Guias Invisíveis, nos labores aos quais se acham ligados. Porém os Guias precisam ser dotados de profundo espírito de compreensão, de intenso amor ao próximo e de uma crística paciência, a fim de que consigam atender as necessidades dos desencarnados infelizes e ainda contornar as deficiências – quase sempre alimentadas e mantidas sob diversas justificativas – de grande número dos médiuns que se apresentam dizendo querer trabalhar no bem, mas que no fundo, não conseguem sequer, trabalhar em si mesmos, no esforço por superar as suas más inclinações ou suplantar suas amplas limitações
Esta resposta , fez refletir as minhas imperfeições,
Abraços
Título: Re: Trabalho Prático Mediúnico
Enviado por: Kazaoka em 27 de Abril de 2011, 04:38
Livro dos Espíritos cap VI

227 De que maneira os Espíritos errantes se instruem? É como nós?

– Eles estudam seu passado e procuram os meios de se elevar. Vêem, observam o que se passa nos lugares que percorrem; ouvem os ensinamentos dos homens esclarecidos e os conselhos dos Espíritos mais elevados que eles e isso lhes inspira idéias que não tinham antes.

Nessa passagem temos a comprovação do Espírito que existe uma interdependência moral entre os habitantes dos dois planos nas tarefas de assistência a Espíritos errantes, existindo uma troca de experiências e conhecimentos. E foi dito por um Espírito superior, um Espírito da Codificação.

Às vezes não consideramos a possibilidade, não rara, de encontrár-mos na erraticidade Espíritos moralmente inferiores a muitos Espíritos encarnados.

Afirmação de kardec em o LE - Ensaio Teórico Sobre a Sensação nos Espíritos - questão 257

"...Toda essa teoria, alegarão alguns, não é nada tranqüilizadora. Pensávamos que uma vez livres do corpo, instrumento de nossas dores, não sofreríamos mais. Agora nos dizeis que ainda sofreremos, desta ou daquela forma, mas que será sempre sofrimento. Ah, sim! Podemos ainda sofrer, e muito, por um longo tempo, mas podemos também parar de sofrer, já desde o instante em que deixarmos a vida corporal."

Aquí kardec afirma categoricamente a condição de Espíritos sofredores no plano espiritual
Título: Re: Trabalho Prático Mediúnico
Enviado por: Kazaoka em 27 de Abril de 2011, 13:26
Sobre o que versa a questão 257 do LE, pode-se encontrar mais detalhes estudando na Revista Espírita na edição de Novembro de 1858.