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CODIFICAÇÃO => O Livro dos Médiuns => Tópico iniciado por: *Leni* em 18 de Dezembro de 2008, 20:47

Título: Mediunidade e obsessão face à depressão
Enviado por: *Leni* em 18 de Dezembro de 2008, 20:47



 
Introdução:

Para mim é muito importante estar nesta casa onde as obras da codificação espírita são estudadas com muita seriedade e disciplina. Na verdade, o importante para todos nós, é trazer à luz assuntos atuais que na verdade fazem com que o Espírito assuma uma participação mais ativa na solução dos grandes problemas sociais que enfrentamos nesta nossa fase de evolução, e um deles é, sem dúvida, os distúrbios mentais.

Vocês vão me perguntar, mas Wladimir o que você está fazendo estudando os distúrbios mentais, você que é advogado? Na verdade eu sou advogado, mas já passei por todos os distúrbios mentais que vocês estão imaginando, como vítima. Nada como a vida e a experiência para nos ensinar. Hoje em dia eu me considero realmente, em termos de distúrbios mentais, o maior especialista que existe, porque eu vivi todos eles na prática. E aí a experiência para nós é essencial.

A TERAPÊUTICA ESPÍRITA:

Na Federação Espírita, onde estou a mais ou menos 30 anos, sempre me interessei muito pelo lado científico da doutrina, principalmente a relação da Física Quântica com a Doutrina Espírita e cheguei à conclusão que a prioridade dos grupos espíritas deve ser a terapêutica espírita. Pensando assim foi que aceitei assumir, a três anos atrás, a Diretoria da Área de Assistência Espiritual, que na federação representa 70% do movimento da casa, trazendo consolo, lenitivo, esperança e principalmente esclarecimento à luz da razão, com base na segunda revelação. Se o Espiritismo se afastar do Cristianismo, a nossa doutrina tende automaticamente a naufragar porque a nossa base religiosa, a nossa base de renovação, é sem dúvida nenhuma o Evangelho de Jesus e a segunda revelação.

A terapêutica espírita é um poderoso auxiliar na solução de um dos principais problemas que a humanidade enfrenta neste início de século, que são justamente as doenças mentais. A Organização das Nações Unidas recentemente fez uma grande pesquisa em mais de 100 países do mundo e descobriu que o que está afetando o ser humano e gerando muito sofrimento, desconforto e inadaptação em relação à vida material e à vida espiritual, são justamente os distúrbios mentais.

Bezerra de Meneses, numa mensagem do ano de 1958, afirma que a própria ciência, futuramente, vai se valer da terapêutica espírita procurando principalmente a solução para casos, segundo ela, insolúveis, e que serão resolvidos nas casas espíritas. Nessa mensagem Bezerra faz ainda um alerta para que divulguemos a terapêutica espírita numa linguagem mais universal para podermos atingir não só os grupos espíritas, mas grupos espiritualistas de outras linhas que estudam o espiritualismo moderno em todo o mundo.

Na última parte da sua mensagem ele diz: “por todas estas perspectivas que podemos entrever é preciso cautela para que o Espiritismo se assente em bases sólidas; o edifício a se erguer sem o perigo de desmoronar quando atingir as alturas.” E nós observamos que estas colocações de Bezerra de Menezes realmente nos convidam a desenvolver a pureza doutrinária e principalmente evitar o misticismo, o excesso de comunicações mediúnicas, o excesso de médiuns e o excesso de Espíritos, que muitas vezes desenvolvemos dentro da nossa Doutrina. Isto nada mais é que saudades dos santos que nos tínhamos no catolicismo.

Na Federação Espírita, nós iniciamos há três anos atrás, um trabalho para atendimento especial a deprimidos graves. Nós consideramos o deprimido grave aquele que já está tomando medicação, aquele que está afastado das suas atividades tradicionais e têm histórico de tentativas de suicídio e de várias internações. Esse trabalho está estruturado em cima de dez palestras básicas que nós desenvolvemos no livro: “Reflexões sobre a Depressão”, que contém informações sobre o que consideramos essencial para que o deprimido grave possa tomar consciência da necessidade de sua transformação interior, da necessidade de, através da mudança dos seus sentimentos, se adaptar melhor aos relacionamentos, às suas atividades em geral e naturalmente eliminar a depressão e desenvolver um modo mais feliz de viver.

Com o crescimento muito grande desse trabalho, nós começamos a receber, principalmente na Federação Espírita, grupos espiritualistas de várias linhas e de vários paises do mundo, interessados em conhecer a terapêutica espírita. Eu consegui desenvolver estatísticas, que mandei para os Estados Unidos, mostrando um índice de 98% de recuperação dos assistidos, associando a Terapêutica Espírita ao uso de medicamentos. Não estamos falando de 98% de recuperação em relação à melhoria dos sintomas, mas sim de uma recuperação realmente efetiva, quando o nosso assistido nos informa que o psiquiatra suspendeu totalmente a medicação. Como resultado eu recebi no começo deste ano uma notícia de que o trabalho de depressão, como ele está montado na Federação e os temas que nós desenvolvemos no “Reflexões sobre a Depressão”, estaria sendo instalado em alguns grupos espiritualistas americanos.

Mediunidade e obsessão:

Ser médium espírita significa ser médium que já desenvolveu a parte teórica, já se identificou como médium, não em diagnósticos de terceiros, mas em treinamentos mediúnicos onde a mediunidade é experimentada de maneira concreta. Existe uma confusão imensa entre mediunidade e obsessão porque o mecanismo é exatamente igual. Quando o médium de trabalho de desobsessão senta para dar a comunicação de um Espírito obsessor, ele o faz consciente e deliberadamente. É um ato de sua vontade que ele está desenvolvendo no sentido de se colocar à disposição para o desenvolvimento da terapêutica espírita. A relação com o Espírito que se comunica é sempre através das ondas mentais que nós exteriorizamos e direcionamos para o plano espiritual.

A obsessão tem exatamente a mesma forma de mecanismo. É uma união de ondas mentais que conduzem no Fluido Universal ambiente o produto dos sentimentos negativos que nós cultivamos no nosso plano do sentir, e estas ondas mentais, com esta característica negativa, estabelece uma relação com Espíritos desencarnados. A diferença é que na obsessão a relação não é consciente. A pessoa está totalmente desequilibrada e não consegue atribuir o desequilíbrio à atuação de uma inteligência estranha com quem estabeleceu sintonia. Acresce o fato de a obsessão não se desenvolver de forma voluntária.

Os sintomas da obsessão e da mediunidade são os mesmos. O obsediado que procura o nosso departamento de orientação vem as vezes com esta informação: “Wladimir, o psiquiatra me deu um diagnóstico de esquizofrenia porque eu ouço vozes e às vezes eu vejo vultos, e aí um espírita me disse que eu sou médium e que estou deprimido porque não estou trabalhando a minha mediunidade.” Aí eu viro para este assistido e dou a informação: “Você não é um médium. Você é um obsediado.” A esquizofrenia e a obsessão têm sintomas semelhante que é o ter visões e ouvir vozes também. Pelo menos 70% das pessoas que vêm ao nosso trabalho, com diagnóstico de esquizofrenia, não têm esquizofrenia coisa nenhuma. Passam pela desobsessão e as vozes e as visões desaparecem.

Depois de passar pela Terapêutica Espiritual para se reequilibrar e os sintomas todos desaparecerem, o assistido é enviado para as escolas onde vai estudar a parte teórica da doutrina. Após isto vai fazer o treinamento mediúnico e aí, ele mesmo, nem o dirigente do treinamento mediúnico, vai poder se descobrir como médium ou não. Nenhuma pessoa pode olhar para a outra e dizer: “Você é médium.” Isto não é doutrinário e totalmente contrário às orientações do Livro dos Médiuns. O exercício da mediunidade, no meio espírita, tem que ser desenvolvido com muito controle e com muita educação mediúnica. A nossa recomendação é para que qualquer pessoa com sintomas de distúrbio mental se abstenha totalmente de qualquer prática mediúnica.

A depressão é uma conseqüência lógica de todo processo de obsessão. Você começa a deprimir o seu campo de sentir por um estado de estresse muito grave, automaticamente estes sentimentos negativos, exteriorizados em ondas mentais negativas, estabelecem os processos de obsessão. A depressão está sendo anunciada pela Organização Mundial de Saúde como a enfermidade que até o ano 2020 vai ser a segunda enfermidade a provocar mais óbitos na Terra; só vai perder para as doenças do coração. A depressão não é mais uma epidemia, ela, na verdade, é uma pandemia mundial que já está afetando mais de 400 milhões de seres humanos em todo o nosso planeta.

A depressão gera suicídios com muita facilidade. Por força da depressão ocorre óbito, através do suicídio, de 15% das pessoas deprimidas. O suicídio de jovens é uma grande preocupação na atualidade e a depressão está sempre na base da causa desses suicídios, não somente a depressão como também a obsessão. Os obsessores automaticamente induzem ao suicídio a pessoa perturbada. Nos desequilíbrios existem processos obsessivos em todos os casos porque quando não está presente a possessão, a subjugação, a fascinação ou a obsessão simples, todos os demais casos de desequilíbrio caem na cesta da auto obsessão.

Combatendo a obsessão:

Mentes pequenas falam de pessoas. Mentes médias conversam sobre fatos. Mentes grandes só conversam sobre idéias e ideais. É nesse ponto que nós precisamos chegar para abrir as portas da nossa vida interior e construir uma sólida estrutura mental e emocional.

Primeira receitinha básica:
* Manter uma convivência saudável com o cônjuge, pais e irmãos é o caminho mais seguro para ficar em paz consigo mesmo. Paz consigo mesmo depende de ter paz com os outros.

Segunda receitinha básica:
* Meditação. Meditar todos os dias nesta vida estressante para nós é essencial.

Terceira receitinha básica:
* Abraçar uma causa, engajar-se como voluntário em alguma ação social, ou mesmo tratar das pessoas, cria uma sensação de paz interior. O sofrimento do próximo conduz o nosso Espírito a desenvolver o sentimento do amor.

Quarta receitinha básica:
* Cultivar o senso moral e os valores pessoais que norteiam nossa razão e nossas emoções. A espiritualização é fundamental no combate à obsessão.

Ligação constante com Deus, otimismo e perseverança sempre, são condições fundamentais para evitar o estresse e, naturalmente, os distúrbios mentais. Não se culpe. Diga a si mesmo: sempre fiz o melhor em tudo, se não foi suficiente ao menos me ensinou muita coisa. O nosso pensar, o nosso agir, que vêm do nosso sentir, como Espíritos únicos que somos, não são referencias para avaliarmos os outros. Criar um canal de comunicação não verbal, observar o próximo, tentar identificar o que o próximo está sentindo, avaliar as emoções alheias para criar uma sintonia nas relações inter-pessoais. Agindo assim estaremos sendo sábios porque sabemos que a sabedoria é a combinação perfeita e equilibrada entre a inteligência e o amor, é a ferramenta de trabalho que nós vamos utilizar para mudar a nossa realidade interior.

Um abraço a todos, muito obrigado.”

Palestra proferida por:
Wladimir Lisso e sintetizada por Nelson Salvador Frignani.
O palestrante é conceituado orador espírita, dirigente da Área Espiritual.




Título: Re: Mediunidade e obsessão face à depressão
Enviado por: neuza amaro dos santos em 02 de Junho de 2010, 11:33
 ;DBOM DIA!sempre fui trabalhadora,nunca me dei conta que um dia poderia estar com o meu pisquico deformado.dando um jeito aqui e ali,bancando a forte e trabalhando para esquecer todos os sofrimentos que minha alma sentia .caí.estou tomando medicamentos,afastada do meu trabalho,semprazer em nada,sem fé,não acreditando no amor dos homens e em amor algum.mas também novamente tentando passar por cima de tudo isso.comecei a tomar passes em um centro espirita e parei.tenho sonhos terriveis e tentaram me sufocar a algumas noites passadas duas vezes.quando pequena tentei o suicidio 2 vezes e não pensei mais nisso.não gosto de estar neste mundo ,nunca gostei e quero ir embora daqui,quero ir pra junto da minha avo,que nem conheci direito,mas sinto falta delae a amo muito.preciso de ajuda.pois as vezes sinto que não vou ficar muito tempo aqui.obrigada.
Título: Re: Mediunidade e obsessão face à depressão
Enviado por: ronaldotreck em 31 de Outubro de 2010, 13:28
Bom dia. Onde posso encontrar um tratamento como este aqui em salvador.
Isso é um pedido de socorro!

Ronaldo
Título: Re: Mediunidade e obsessão face à depressão
Enviado por: webber_st em 02 de Novembro de 2010, 20:26
Amigo, há vários centros espíritas em que você poderá encontrar auxílio. Um deles é o Lar Harmonia. Freqüento esta casa há cerca de um ano, estou melhorando muito. Inicie indo às quartas-feiras, na recepção te encaminharão para marcar uma entrevista; como há muita procura, mesmo antes da entrevista você poderá ser atendido em sessões de desobsessão.
Obviamente, o sucesso dependerá muito de sua disposição em mudar. Creio que quando estamos no fundo do poço, é mais fácil a adesão, a vontade de nos reformarmos intimamente. Nós, espíritas, dizemos que o ser humano procura os ensinamentos dos espíritos pelo amor ou pela dor, sendo esta segunda opção a mais freqüente.
No sítio http://www.centroespiritaharmonia.org.br você encontra o endereço, mapa para chegar lá (Salvador, Piatã, próximo à AABB) e informações sobre horários e palestras. Se você for de outra cidade, não se preocupe que o movimento espírita no Brasil é muito forte, há de existir algum bom centro kardecista perto de você.
Fique com Deus e não deixe a peteca cair!
Título: Re: Mediunidade e obsessão face à depressão
Enviado por: ronaldotreck em 06 de Novembro de 2010, 21:39
Valeu. Muito obrigado pela dica. ja consegui localizar.  Que essa semente que vc plantou frutifique bem rapidinho. Um abraço.
Ronaldo