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CODIFICAÇÃO => O Livro dos Médiuns => Tópico iniciado por: *Leni* em 13 de Dezembro de 2008, 14:16

Título: Mediunidade
Enviado por: *Leni* em 13 de Dezembro de 2008, 14:16




Nos últimos dias, diz o Senhor, eu derramarei o meu Espírito sobre todas as pessoas.
Os filhos e filhas de vocês vão profetizar, os jovens terão visões e os anciãos terão sonhos.
E, naqueles dias, derramarei o meu Espírito também sobre meus servos e servas, e eles profetizarão. Atos, 2:17–18

Para que a luz se faça para todos os homens e cada um tenha a prova da imortalidade, os espíritos se manifestam hoje sobre todos os pontos da Terra. A mediunidade, que se revela em pessoas de ambos os sexos e de todas as idades e condições, é um dos sinais do cumprimento da promessa divina.

Deus deu aos homens os sentidos e a inteligência para que conhecessem as coisas do mundo visível e os homens criaram instrumentos para descobrir os segredos da natureza material. Com o telescópio, desvendam as profundezas do espaço. Com o microscópio, descobrem o mundo dos infinitamente pequenos. Para penetrar as realidades do mundo invisível, Deus deu aos homens a mediunidade.

Como órgãos materiais pelos quais os espíritos se tornam inteligíveis aos homens, os médiuns têm a missão de abrir os horizontes da vida eterna. Por isso, devem compenetrar-se da gravidade do seu mandato não fazendo de suas faculdades mero divertimento, para si ou para outros. Os serviços que podem prestar como intérpretes do ensinamento dos espíritos estão em razão da boa direção que dêem à sua faculdade.

Para conservar a assistência dos bons espíritos e afastar os espíritos levianos e mentirosos, o médium deve trabalhar para o próprio adiantamento e crescer moralmente, abstendo-se de tudo o que possa desviá-lo de seu objetivo providencial.

O médium não deve envaidecer-se de uma faculdade que não lhe pertence, pois ela lhe pode ser tirada a qualquer momento. Atribui a Deus as coisas boas que obtém. Sabe que se as suas comunicações merecem elogios isso independe de mérito pessoal; se, ao contrário, elas merecem críticas, não se ofende, porque não são obra de seu espírito. Reconhece com humildade as ocasiões em que não foi um bom instrumento, admitindo não possuir todas as qualidades necessárias para se opor à ingerência dos maus espíritos. E, pedindo pela prece a força que lhe falta, procura com perseverança adquirir essas qualidades.

Oração do médium

“Pai, permita aos bons espíritos que me assistam na comunicação que solicito. Defenda-me da presunção de me acreditar ao abrigo dos maus espíritos; do orgulho enganador sobre o valor do que obtenho; de todo sentimento contrário à caridade, com respeito aos outros médiuns.

Se estou incorrendo no erro, inspire a alguém o pensamento de me advertir; e a mim, a humildade de aceitar a crítica com reconhecimento. Que eu tome para mim mesmo, e não para os outros, os conselhos que me possam ditar os bons espíritos.

Se estou tentado a abusar do que quer que seja, ou a me envaidecer da faculdade que me concedeu, eu lhe peço que a retire de mim, antes que minha imperfeição a desvie de seu fim providencial, que é o bem de todos, e meu próprio adiantamento moral.”

Allan Kardec.
O Evangelho segundo o Espiritismo,
Capítulo XXVIII.