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CODIFICAÇÃO => O Livro dos Médiuns => Tópico iniciado por: Mourarego em 04 de Junho de 2005, 17:45

Título: Iniciando nossa conversa
Enviado por: Mourarego em 04 de Junho de 2005, 17:45
Meus amigos,

Esta seção dstina-se a que estudemos com afinco o Livro dos Médiuns.
Bem, escusado é explicarmos o porque deste estudo, posto que todos sabemos que a mediunidade não é nem dom nem nos faz melhores ou piores.
Mediunidade, esta ferramenta que nos pode ajudar e muito a ajudar-nos a reencontramos-nos como  espíritos e como homens de bem.

Então, a começar esse nosso convívio, vamos aqui, além de postarmos os capítulos do livro, colocarmos também as nossas opiniões a respeito dessa que muiotos consideram dádiva, mas que não é mais do que ferramenta de regeneração.
Abraços,
Moura
Título: Re: Iniciando nossa conversa
Enviado por: WOLLER em 04 de Junho de 2005, 18:02
Olá Moura ( meu maninho )

A mediunidade é o meio pelo qual os Espíritos têm condições de influenciar diretamente os encarnados, sejam estas influências boas ou más. Portanto, todos temos alguma mediunidade, pois todos sofremos influenciações do mundo espiritual. Porém, há uma diferença em ter mediunidade e ser um médium com possibilidades de perceber mais claramente a presença dos Espíritos.

 Em O Livro dos Médiuns, capítulo XIV, item 159,  Allan Kardec  define os médiuns da seguinte forma:

“159. Todo aquele que sente, num grau qualquer, a influência dos Espíritos é, por esse fato, médium. Essa faculdade é inerente ao homem; não constitui, portanto, um privilégio exclusivo. Por isso mesmo, raras são as pessoas que dela não possuam alguns rudimentos. Pode, pois, dizer-se que todos são, mais ou menos, médiuns. Todavia, usualmente, assim só se qualificam aqueles em quem a faculdade mediúnica se mostra bem caracterizada e se traduz por efeitos patentes, de certa intensidade, o que então depende de uma organização mais ou menos sensitiva. E de notar-se, além disso, que essa faculdade não se revela, da mesma maneira, em todos. Geralmente, os médiuns têm uma aptidão especial para os fenômenos desta, ou daquela ordem, donde resulta que formam tantas variedades, quantas são as espécies de manifestações.

“As principais são: a dos médiuns de efeitos físicos; a dos médiuns sensitivos, ou impressionáveis; a dos audientes; a dos videntes; a dos sonambúlicos; a dos curadores; a dos pneumatógrafos; a dos escreventes, ou psicógrafos. “

 

*Allan Kardec não cita os médiuns psicofônicos, pois durante a Codificação os chamados médiuns “falantes” não eram tão comuns, ao contrário do que acontece hoje.

Abraços fraternos

WOLLER

Título: Re: Iniciando nossa conversa
Enviado por: ANYALUZ em 04 de Junho de 2005, 18:14
Concordo plenamente contigo, amigo Mourarego,

É essencial debruçar-nos aprofundadamente sobre o estudo da mediunidade, e que melhor que o "Livro dos Médiuns".

Entendo também que a mediunidade não é um dom que foi dado por nosso Deus Pai a quem a possui, usando-a ostentivamente, mas antes sim, uma sensibilidade extrema que ele faculta a quem necessita, para evoluir  espiritualmente através dela ajudando a todos aqueles irmãos e irmãs que necessitam de auxílio espiritual e esclarecimento aproximando, assim, esses irmãos ao Reino de Deus.

Sei que os médiuns, ao contrário do que crê a maioria das pessoas humanas, sofrem muito com essa mediunidade.

Ao serem mais sensíveis, constantemente estão recebendo mensagens, sinais, impressões físicas, e sujeitos a obsessões mais arraigadas por partes de Espíritos menos Bons, menos adiantados, e mesmo Espíritos que necessitam de Luz, que se encontram desorientados e perdidos, que os faz sentir um turbilhão de sensações, e que, caso o médiun não se aprofunde, estude e saiba controlar essa sensibilidade que Deus Pai lhe deu, não conseguirá usá-la para aperfeiçoamento espiritual  dele e do seu próximo.

Estudemos juntos então, O livro dos Médiuns, de forma a que possamos entrar nesse mundo compreendendo a mediunidade para usá-la de forma digna, humilde e com amor para teu bem e especialmente do próximo.

Grande Abraço.


 :) :)
Título: Re: Iniciando o Estudo
Enviado por: Mourarego em 06 de Junho de 2005, 17:46
Neste post, apenas coloco a Indicação constante em as folhas de O Livro dos Médiuns.

ESPIRITISMO EXPERIMENTAL
O Livro dos Médiuns
OU
GUIA DOS MÉDIUNS E DOS EVOCADORES
Ensino especial dos Espíritos sobre a teoria de todos os gêneros de manifestações, os
meios de comunicação com o mundo invisível, o desenvolvimento da mediunidade, as
dificuldades e os tropeços que se podem encontrar na prática do Espiritismo
constituindo o seguimento d’ O Livro dos Espíritos
Título: Re: Iniciando nossa conversa
Enviado por: Tolomei em 02 de Fevereiro de 2006, 17:02
Oi Tio Rai , tô nessa  ;) Abraços a todos

Como estamos estudando o LM na casa espírita, vou tentar trazer alguns comentários e questões por aqui também, um empurra o outro né ? Assim vamos nos ajudando por aí...mas é bom que os participantes tenham estudado os outros livros O QUE É O ESPIRITISMO , e o Livro dos ESPIRITOS antes. Assim não precisaremos repetir o que ficou claro estudando estes livros antes do Livro dos Médiuns. Como estamos na Internet e nada é obrigatório aqui ( ou quase nada rsrs), não é que seja um pré-requisito, mas é quase, ou melhor dizendo, esta sequência facilita muito pois os assuntos foram reunidos e organizados didaticamente nesta ordem pois são consequência uns dos outros. Fazendo assim , seguimos a própria sugestão de Kardec no item 35 cap III - Do Método - Livro dos Médiuns. E nos concentrando no tema , ajuda a ser mais produtivo e valioso o estudo para todos! Vamos em frente!

Inté +V  :D
Título: Re: Iniciando nossa conversa
Enviado por: Mourarego em 02 de Fevereiro de 2006, 23:16
Beleza Tolomei!!!
Bem-vindo o maninho  que nos vem visitar e fazerr com todos uma amizade duradoura!!!
Bjão,
Moura
Título: Re: Iniciando nossa conversa
Enviado por: Almeida em 10 de Fevereiro de 2006, 13:04


O LIVRO DOS MÉDIUNS

INTRODUÇÃO

Ainda fazemos muita confusão entre o que seja religião. A religião é o procedimento decorrente da conseqüência natural das idéias inatas que o homem tem do Criador.

Hoje sabemos que durante o sono o espírito se desloca do seu corpo físico e adentra o seu mundo natural, a espiritualidade, mantendo-se lúcido e consciente e de posse do corpo espiritual, o Perispírito. Fato esse exaustivamente comprovado pelas experiências mediúnicas e anímicas. O Espiritismo o denomina de emancipação da alma.(LE cap. 8 seg. parte)
Os sonhos encontram explicações em muitos aspectos se forem embasados nesse conhecimento.

No início da escalada evolutiva no reino hominal, no entanto, o primitivo confundia os fatos ocorridos com ele durante o desdobramento, com a sua vida no estado de vigília. Por exemplo, se o primitivo sonhasse que tinha sido picado por uma cobra ele ingeriria os remédios conhecidos contra os efeitos em seu corpo físico que julgasse fossem ocorrer. Os desencarnados com os quais ele mantinha contato eram também considerados como deuses. Esses deuses o favoreceria caso fossem reverenciados e surgiram daí os diversos rituais e fórmulas que pretendiam criar ligações mais íntimas entre os encarnados e essas entidades consideradas por eles como portadores de poderes sobrenaturais. É a fase denominada de Totemismo.

Os séculos transcorreram e o aprimoramento do entendimento fez com que surgissem outras fases; o Animismo, o Politeísmo, a Mitologia...

Os métodos de aproximação desses seres pretensamente superiores sofreram alterações durante os séculos e surgiram duas alternativas de comportamento: uma teórica, onde as qualidades do espírito propriamente dito foram valorizadas; e outra prática que considerava os rituais e exterioridades como sendo as prediletas das entidades tidas por sobrenaturais.

Nossa dificuldade está exatamente nesse aspecto. O homem ainda não se desvencilhou desses atavismos espirituais e considera que a religião prende-se mais a rituais, fórmulas mágicas, que aos valores do pensamento, valores morais.

Conhecedor das limitações do homem, o Codificador inicia a introdução do Livro dos Médiuns dizendo que “todos os dias a experiência nos traz a confirmação de que as dificuldades e os desenganos, com que muitos topam na prática do Espiritismo, se originam na ignorância dos princípios desta ciência ( ) falsa idéia formaria aquele que pensasse bastar, para se considerar perito nessa matéria, saber colocar os dedos sobre uma mesa, a fim de fazê-la mover-se, ou segurar um lápis, a fim de escrever”.

Confundimos Religião, essa fonte de conhecimento das Leis Espirituais, com os rituais que lhe foram incutidos ao longo dos tempos.

Ainda não conseguimos nos descondicionar da parte prática que são os resquícios da primitividade e as imposições do dogmatismo dominador, da parte teórica que é a busca do aprimoramento intelectual que arrasta a moralidade (LE 780).

Assim, muitos ainda consideram que o Espiritismo não é Religião por não conter em seus fundamentos nenhuma prática ritualística nem dogmas, entretanto praticam ritualisticamente os fenômenos mediúnicos, sem atinar quanto as Leis que regem o intercâmbio natural entre os seres.


São Paulo/Brasil, 10/02/2006.




Título: Re: Iniciando nossa conversa
Enviado por: Tolomei em 13 de Fevereiro de 2006, 18:25
A mediunidade sempre existiu na história da humanidade. Muitas pessoas lidam com a mediunidade, sendo médiuns ou não, em diversas religiões, e as vezes, acham que conhecem o bastante e não precisam estudar mais. Alguns começaram no espiritismo, e era muito comum antigamente, se não a totalidade, pelo contato com a mediunidade sem estudos nenhum. A complexidade não é pequena, e Kardec foi o primeiro a desbravar este terreno com simplicidade didática e com condições de popularizar a tão desconhecida , porém muito praticada, mediunidade. Antes escondida a sete chaves para os iniciados e seus sucessores. Agora, estamos na hora de quebrar os tabus e permitir que todos conheçam , estudando Kardec. Abraços,
Título: Re: Iniciando nossa conversa
Enviado por: Victor Passos em 29 de Junho de 2007, 19:50
 

 Ola amigos
 Retomando o estudo
 Sou ainda pouco conhecedor desta materia, mas entendo que se torna importante percebê-la, tendo em conta que é preciso diluir charlatanismo e falsos conceitos da pratica mediunica em varios Centros Espiritas.
  Ainda existem Centros que recebem entidades como Teresa de Calcutá,,,Ghandi...Kardec...e por aí adiante!
   Gostava de saber até que ponto não será possivel, pois acho que pela teoria da afinidade não será muito viavel receber uma entidade dessas! Sei que é possivel ,mas daí a ser recebida num Centro Espirita numa Palestra publica?!...
  Gostava que falassem sobre isso.

Abraço muita paz
Victor Passos
Título: Re: Iniciando nossa conversa
Enviado por: Mourarego em 29 de Junho de 2007, 20:10
Verdade Victor!
Há intrincados processos que se interligam até que se possa ter uma comunicação inteligente e de fonte de moral alteada.
A coisa vai desde a qualidade (moral) do médium até as condições encontradas no CE no momento da reunião.
No fundo a coisa é muito simples, porém a imperfeição dos Espíritos em nosso orbe ainda é tamanha que nos faz procedermos mal, no mais das vezes. O pior é que em assim agindo, acabamos por nos comprazer nesse tipo de ação e daí para adiante nos afastamos dos Espíritos superiores a nós, que nos poderiam ensinar, e ficamos ladeados pelos Espíritos do mesmo jaez que nós mesmos, que em nada dos podem ensinar.
Assim o descrer de comunicações qassinadas por Espíritos com nomes notoriamente conhecidos deve ser o primeiro passo. O Estudo d uma coletânea de suas mensagens é que vai possibilitar ao estudante, o desmascarar do embusteiro.
As palavras são minhas, todavia repito o disposto no livro dos médiuns.
Abraços,
Moura