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CODIFICAÇÃO => O Livro dos Médiuns => Tópico iniciado por: marcelo2100 em 23 de Novembro de 2014, 13:28

Título: Fascinação nos novos médiuns
Enviado por: marcelo2100 em 23 de Novembro de 2014, 13:28
Ola a todos,

No movimento espírita brasileiro há um mar de mediuns e publicando livros aos montes. Agora pergunto se o movimento sabe que esses mediuns estão sujeitos a fascinação e se são capazes de identificar isto? Tenho por mim  não ha esta avaliação. Tem tambem a contribuição de muitos espírias que aceitam tudo que vem da mediunidade como se fossem verdades sacramentadas.
 Por duas vezes enviei email a mediuns  para tirar duvidas sobre suas obras.A um destes autores perguntei por que uma obra que fala de espiritismo cita somente uma vez, em todo o livro, o nome de Allan Kardec?! O autor me respondeu benevolentemente mas não me convenceu.
Hoje com os holofotes da mídia, apesar do meio espírita nãos ser tão visado, os mediuns teem sua vaidade inflada o que seria um  prato cheio para os espíritos que querem se apoderar de algum medium desavisado. 
Cabe a nós fazermos uma peneira e aproveitarmos dos meios de comunicação para nos aproximarmos daqueles que tem acesso ao mundo maior .
Título: Re: Fascinação com novos médiuns
Enviado por: Vitor Santos em 24 de Novembro de 2014, 09:48
Olá amigo Marcelo

Penso que tem toda a razão. Mas apenas cada um de nós pode separar o trigo do joio para si mesmo. Isso é o mesmo que dizer que cada um crê no que lhe apetece, independentemente de corresponder a alguma realidade ou não.

Inclusivamente, a simples leitura de uma mensagem dita mediunica nem sequer nos garante que essa obra é efectivamente mediunica. Pode ser inventada pelo autor, consciente ou inconscientemente, ou seja, estando o espírito do autor inconscientemente a comunicar, ou a ser enganado pela própria imaginação, ou o autor a cometer uma fraude com objectivos de angariar lucros, de alguma espécie.

Que eu saiba não há nenhuma Associação Espirita de Investigação das obras mediúnicas.  Se ela existisse, primeiro que tudo teria de ser uma organização entre as técnicas cientificas e as técnicas que estão na base dos interrogatórios policiais. Isto é, não poderia ser a opinião pessoal dos investigadores, teria de ser independente e isenta. Segundo teria de ignorar quem é o médium. De preferência as obras deviam ser estudadas sem os investigadores saberem quem é o médium à partida.

Primeiro teriam de se assegurar que realmente se trata de uma obra mediúnica, o que é difícil de apurar, a não ser que os próprios espiritos quisessem colaborar, fazendo previsões de eventos independentes da intervenção humana, por exemplo, que pudessem ser verificados depois, ou outro tipo de manifestação que não fosse garantidamente humana. Segundo teriam de ter alguma forma de verificação das informações prestadas. O método de Allan Kardec seria insuficiente, nos dias de hoje, era insuficiente, pois a informação é globalizada.

Assim havia que ter:

- A colaboração dos próprios espiritos. Contudo, em grande parte dos casos, segundo me parece, os espiritos consideram essa verificação das mensagens deles uma ofensa. Não se prestariam a ajudar;

- Uma garantia de que os investigadores não conheciam o autor da obra e que eram pessoas inteligentes, treinadas para detectar mentiras, isentas e independentes, para usar métodos cépticos semelhantes aos usados pela ciência, com as devidas adaptações.

Mas essa Associação de Investigação não interessa, porque ía limitar a venda de livros e os lucros proporcionados aos médiuns e a outros abutres em torno deles. E a credibilidade dessa associação era muito difícil de ser reconhecida, pois maior problema do que a confiança dos homens nos espiritos, é a confiança nos outros homens.

Aliás, no fim da investigação, o autor teria de doar a sua obra para publicação digital gratuita, no mínimo, de forma anónima (pseudónimo, por exemplo).

Se fossemos passar muitas das obras conhecidas e aceites pela maioria das pessoas, a uma investigação assim, se é que isso era possível, iríamos ver que parte delas seria rejeitada.

Mas o meu palpite é que, nos dias de hoje, não há forma de testar a veracidade das obras, como comunicações mediúnicas, e muito menos do seu conteúdo. E não sei se alguma vez foi possível.

Bem haja       
Título: Re: Fascinação com novos médiuns
Enviado por: marcelo2100 em 24 de Novembro de 2014, 10:05
Olá amigo Marcelo

Penso que tem toda a razão. Mas apenas cada um de nós pode separar o trigo do joio para si mesmo. Isso é o mesmo que dizer que cada um crê no que lhe apetece, independentemente de corresponder a alguma realidade ou não.

Inclusivamente, a simples leitura de uma mensagem dita mediunica nem sequer nos garante que essa obra é efectivamente mediunica. Pode ser inventada pelo autor, consciente ou inconscientemente, ou seja, estando o espírito do autor inconscientemente a comunicar, ou a ser enganado pela própria imaginação, ou o autor a cometer uma fraude com objectivos de angariar lucros, de alguma espécie.


Ola Vitor Santos,

Mas é isto mesmo!! quando eu disse que cabe a nós, queria dizer que cada um de nós mesmo é que temos que fazer esta separação!!
E também como é difícil haver esta comprovação de obras mediunicas eu tenho serias restrições a muitas obras lançadas no meio espírita.

E com certeza não teria como haver uma associação e isso nem foi a minha idéia!!

Agora creio sim q o metodo de kardec é valido para os dia de hoje.

Título: Re: Fascinação com novos médiuns
Enviado por: Vitor Santos em 24 de Novembro de 2014, 11:25
Olá amigo Marcelo

O método de Kardec baseava-se na busca de confirmação das informações através de médiuns que fossem garantidamente independentes, isentos, em vários locais diferentes do mundo. Assim era menos provavel que fossem os mesmos espíritos a comunicar. Todavia hoje, com a globalização da informação, os médiuns tornam-se menos independentes. Mesmo sem se lembrarem podem ter ouvido ou lido, na WEB, aquelas informações, e serem influenciados por isso. Sobretudo porque o ME espirita é divulgado no Brasil e porque há brasileiros em quase todos os Centros fora do Brasileiro. Não tenho a certeza disso, mas a avaliar pelos centros que conheço...

Não é por se tratar de brasileiros, mas porque são pessoas que têm uma cultura com uma base comum, sobretudo no que diz respeito ao espiritismo. Isso não quer dizer que as pessoas não sejam independentes, honestas, isentas, mas a imagem de independencia e isenção é menos credível, para quem não as conhece nem tem possibilidade de avaliar pessoalmente.

Se formos observar as psicografias dos principais (mais conhecidos), médiuns brasileiros, as condições de avaliação das obras sao mesmo as contrárias ao que Kardec deixou escrito e chamou CUEE. Em vez de espalhadas pelo mundo, as mensagens estão concentradas apenas num país, num grupo de pessoas ligadas a uma associacao que é a FEB. As pessoas chegam ao cumulo de ir buscar confirmação atraves de outro espirito via o mesmo medium.

Quando um espírito se revela zangado pelo facto de as pessoas tentarem confirmar o que ele disse, parece-me que é um sinal que revela impaciência ou então medo de ser desmascarado. Estou a falar de pessoas com intenções sérias, que, decerto, os espíritos sabem reconhecer melhor do que nos. Compreendo que eles não estejam para aturar pessoas menos bem intencionadas.

Bem haja














Claro que me refiro a obras instrutivas, de interesse geral. Há comunicações particulares, que só dizem respeito a um espírito, a um encarnado ou a um grupo especifico e localizado de encarnados que podem ser sérias, mas não se destinam a dar instruções e ensinamentos universais, destinados à totalidade da humanidade terrestre. Podem existir formas de validação das mensagens mas que são pessinais, ou de um grupo especifico, não que não se podem demonstrar universalmente.



 
Título: Re: Fascinação com novos médiuns
Enviado por: marcelo2100 em 24 de Novembro de 2014, 12:24
Vitor realmente hoje a globalização nos coloca mais próximos uns dos outros, estamos em contato com outras pessoas instantaneamente e isto pode ate diminuir a eficiência do metodo de Kardec, mas não tem como afirmar que categoricamente que o CUEE hoje em dia não teria capacidade de validar informações do plano espiritual! Caso a espiritualidade resolvesse nos transmitir novas revelações ela  saberia que a confirmação será pelo método usado Kardec e então os espíritos seriam precavidos para dar maior segurança e credibilidade a este meio de confirmação.
Invalidar o método de Kardec apenas citando a globalização é insuficiente!
Título: Re: Fascinação com novos médiuns
Enviado por: valtervcj em 24 de Novembro de 2014, 13:07
Às vezes tratamos o Espiritismo como uma escolha religiosa. Quando vamos estudar as plantas, chamamos de botânica, os seres vivos, de biologia, e assim por diante. Espiritismo é o estudo de nós mesmos, espíritos, nossas leis, intercâmbio quando estamos restritos ao corpo material ou libertos dele. O Espiritismo não está restrito à mediunidade nas suas formas ostensivas. No LE temos: "459. Os Espíritos influem sobre os nossos pensamentos e as nossas
ações? – Nesse sentido a sua influência é maior do que supondes, porque muito freqüentemente são eles que vos dirigem.". Portanto, todas as nossas obras, de cunho intelectual, fictícia, relato na forma de romance ou contribuições doutrinárias, sempre estarão sob influenciação espiritual. Da mesma forma que na ciência, tudo que for escrito sobre o mundo espiritual, e sua influência no mundo carnal, poderá ser comprovado pela nossa própria vivência quando chegarmos do outro lado. Acredito que o cuidado que o amigo Marcelo se refere é o de não propagarmos idéias que lemos, sob influência mediúnica do autor ou não, que não estejam totalmente comprovadas. Exemplo: em uma palestra sobre o decálogo, um palestrante criticou Moisés, baseando-se no livro "O Faraó Mernephtah", de J. W. Rochester, psicografado por Vera Kryzhanovskaia. Realmente o livro conta, supostamente, a vida do grande legislador Moisés, através da narrativa de 3 personagens que, supostamente, conviveram com ele. Utilizei a expressão "supostamente" porque não temos, aqui como encarnados, meios indiscutíveis de comprovação da veracidade das informações publicadas. Há diversas reflexões sobre atitudes humanas válidas na obra. Mas, sem nenhum demérito à médium ou ao autor espiritual da obra, eu não usaria como prova cabal de que Moisés era isso ou aquilo. Nem sei se seria interessante citar a referida obra, para que os interessados pudessem tirar suas próprias conclusões, pois surgiriam opiniões controversas e diálogos improdutivos. Que fique claro: não estou julgando a obra, estou evitando passar uma informação que não tenho como comprovar. A obra continuaria à disposição daqueles que se interessarem pelo seu conteúdo. Não podemos criar uma nova inquisição, julgando isso ou aquilo. Temos direito a acesso às idéias e ao aprendizado. Nossa lógica e razão se desenvolveram através destas escolhas. Espero ter contribuído com o tema.
Título: Re: Fascinação com novos médiuns
Enviado por: Vitor Santos em 25 de Novembro de 2014, 10:34
Olá amigo Valter

O amigo tocou num aspecto que me parece de grande importância.

Nós conhecemos Jesus, Buda, etc. pelas escrituras antigas. Essas escrituras não são livros de história, decerto descrevem apenas uma parte das palavras e da vida das Entidades que referem, imagino que muito deturpada, em algumas passagens. Decerto que é uma fonte de informação limitada.

Contudo, há passagens que são completamente revolucionárias, que mostram homens geniais, completamente à frente do tempo deles, para além de se tratar de palavras que condenam a própria acção histórica, essa bem documentada, das organizações que guardaram esses livros antigos.E é isso, que, para mim, dá credibilidade às escrituras.

Num mundo de escravos e poderosos senhores atrever-se a dizer que, para Deus somos todos iguais (espiritos igualmente importantes, julgo que é a ideia que se pretende passar) era uma ideia impensável. Dizer que é mais provável um camelo passar pelo buraco de uma agulha do que um rico entrar no reino dos céus, o mesmo.

Acontece que hoje em dia há espíritas, e não só espíritas, que se baseiam em psicografias de espiritos que dizem ter conhecido Jesus, alterando o que está escrito nos livros antigos. Isso faz-me muita confusão, não por ser impossível, mas por ser muito perigoso, pois isso pode abrir campo aos espiritos que querem deturpar o que Jesus disse, de forma voluntária, para aproveitar a credibilidade do nome dele, que é respeitado em todo o mundo, até por aqueles muçulmanos que odeiam os cristãos.

Ainda que o que diz nessas psicografias seja mesmo verdade, como não há forma de conferir, um dia destes podemos ter um Jesus à moda de cada um, a dizer o que mais convém a cada um. E esse risco justifica que se desprezem essas fontes psicografadas da obra de Jesus. Pelo menos eu desprezo... Já disse isso a algumas pessoas que me iam pegando o fogo  :) , mas a pressão delas não me afecta, nem o que eu digo tem peso para que me venham reprimir.

Bem haja
Título: Re: Fascinação com novos médiuns
Enviado por: Orpheu em 25 de Novembro de 2014, 15:08
Concordo com você amigo Vitor Santos,

E minha crítica iria além se estendendo a médiuns e autores espirituais consagrados que entram em méritos que vão além da própria proposta do kardecismo. Propondo explicar desde a história da humanidade, que não temos comprovar com os limites da paleontologia atual, até induções de natureza físico-química. Elas são de valor moral inestimável, muitas das vezes, sem sombra de dúvidas, mas quando abordam o aspecto científico, fogem a proposta espírita.

O movimento espírita moderno está eivado de misticismo. E isso não é nada positivo, na medida que repele pessoas sérias, que preferem formar um conjunto de valores próprios e assim dar um norte a sua vida espiritual, do que se submeter a um conjunto de valores cheio de contradições, e não raro de competições internas mesquinhas dentro de suas instituições e organizações. Enquanto os espíritos menos sérios encontram um prato cheio a sua necessidade de fantasia e exageros pitorescos.

E não importe o argumento que você use, ou do bom senso que ele abarque, você será taxado de ortodoxo, radical, fora de moda, por se recusar a abrir mão da obra de Kardec e Leon Denis em prol de autores e doutrinadores "moderninhos" que sugerem ideias, vamos dizer, "mais atrativas".
Título: Re: Fascinação com novos médiuns
Enviado por: Moises de Cerq. Pereira em 25 de Novembro de 2014, 16:57
Há padeiros de todas as espécies
Como também há pães de variados gostos
mesmo que exijam uma determinada receita

Mas ainda assim
há pães e há padeiros

A mediunidade existe isto é fato
se assim posso dizer e afirmar
está em nosso meio muito mais que a imaginemos

Existe
quer com censura ou sem censura

Para a mediunidade de psicografia
" papel e lápis"
independente do conteúdo
e do compromisso

Será que há mais alguma lição de moral
que não nos foi dirigida?

Penso que não

Tudo o mais é, desdobramento,
exploração, analises e conclusões...

Mesmo que absurda
promove e propaga
gratuitamente

Compete sim a um órgão avaliar e ajuizar
tais conteúdos

Que penso pertencer tal recurso a uma autoridade
conhecida e amada de todos nós.

Nós!
Isso
Individual e coletivamente

Abraços
Título: Re: Fascinação com novos médiuns
Enviado por: Joao Paulo Soares em 25 de Novembro de 2014, 19:04
Olá,


   Bem, todos os médiuns em labor que resistem à desistência, e que resistem aos fluxos exteriores de exurbação de aspectos morais, sempre e repito, sempre, algures no tempo( principalmente, quando ganham uma certa confiança na sua mediunidade), são postos à prova, sob uma obsessão que pode originar uma fascinação ou não. Logo...
   No entanto, uns sucumbem, e ficam fascinados, outros desistem, mas graças a Deus a maioria, reconhece a prova porque passou e o porquê dela. É um aprendizado para o futuro.

   Segundo, as obras de médiuns menos correctos, como resolver? Equipa de Investigação? Vamos lá ver uma coisa, porque não tentam, vocês, fazer um falso livro ou mensagens falsas e colocar na net, tentar passa-la?
   Acham mesmo que não existe Espiritos sérios, que os vão desmascarar?
   Acham mesmo que haverá, médiuns, que ao ter contacto com a vossa mensagem falsa, e que, ele nos seus trabalhos irá "receber" algo parecido, por ter contacto inconsciente com essas vossas mensagens?
   Façam a experiência.

   Sinto, por vezes, que andamos a brincar, em acreditar que existe inteligências incorporias, que se relacionam com inteligências corporias, que no fundo, e sendo verdadeiramente sinceros com nós próprios, apenas temos dúvidas, muitas dúvidas.

  O CUEE... O CUEE, é nestes dias, o conjunto das obras editadas, num espaço de decadas?. Se fizerem uma pesquisa, onde por exemplo, dos livros editados nos anos 70 e as mensagens de cariz intelectual e moral, depois dos anos 80, dos 90, e por aí adiante, verificaremos algum factor em comum? Serão esses ensinamentos, de vários mediuns, de vários zonas, ter um teor em comum, dentro dessa dezena de anos? E que na dezena de anos seguintes, se verifique a mesma situação, mudando os ensinamentos?
   Façam também essa pesquisa.

   Quanto ao de cada um acreditar e fazer a separação do que lhe aparece à frente, usando o bom senso, é mesmo assim, poderia indicar que o bom senso de um não o é de outro, que um tem "cabedal" para perceber e ao outro é ainda muito cedo, que um irá estudar, pesquisar, nas "ciências" disponiveis, se tal é de bom senso, e o outro não, pondo logo de parte.

   Por ex: o amigo Vítor usou um proverbio do camelo a entrar na agulha. Muitos vão interpretar que o camelo é o animal e tem senso, no entanto, os que pesquisarem, verão, que o camelo é um nó e que também tem senso. Ambos usando seus bons sensos, irão discutir o nó e o camelo.

  A vontade de fazer algo, tem algo
  Desejo de ser feito...
  Se existe algo, teve outro algo
  Vontade de fazer... com desejo

Abraço,
Título: Re: Fascinação nos novos médiuns
Enviado por: gldodl em 27 de Novembro de 2014, 01:25
Como dizia o Mestre: nAo acrediteis em todos os Espíritos, mas, verificai se os Espíritos sao de Deus...
Título: Re: Fascinação nos novos médiuns
Enviado por: marcelo2100 em 27 de Novembro de 2014, 12:59
"Se os Espíritos que a revelaram se houvessem manifestado a um só homem, nada lhe garantiria a origem, porquanto fora mister acreditar, sob palavra, naquele que dissesse ter recebido deles o ensino."

"O primeiro exame comprobativo é, pois, sem contradita, o da razão, ao qual cumpre se submeta, sem exceção, tudo o que venha dos Espíritos. Toda teoria em manifesta contradição com o bom-senso, com uma lógica rigorosa e com os dados positivos já adquiridos, deve ser rejeitada, por mais respeitável que seja o nome que traga como assinatura"

Uma só garantia séria existe para o ensino dos Espíritos:
a concordância que haja entre as revelações que eles façam espontaneamente, servindo-se de grande número de médiuns estranhos uns aos outros e em vários lugares.


Vê-se bem que não se trata aqui das comunicações referentes a interesses secundários, mas do que respeita aos princípios mesmos da doutrina. Prova a experiência
que, quando um princípio novo tem de ser enunciado, isso se dá espontaneamente em diversos pontos ao mesmo tempo e de modo idêntico, senão quanto à forma, quanto ao fundo.

Na posição em que nos encontramos, a receber comunicações de perto de mil centros espíritas sérios, disseminados pelos mais diversos pontos da Terra, achamo-nos
em condições de observar sobre que princípio se estabelecea concordância.

O Evangelho Segundo o Espiritismo.
II – AUTORIDADE DA DOUTRINA ESPÍRITA
CONTROLE UNIVERSAL DO ENSINO
DOS ESPÍRITOS
Título: Re: Fascinação nos novos médiuns
Enviado por: Norizonte da Rosa em 27 de Novembro de 2014, 13:49
Olá Marcelo.

O que vou dizer pode aparentemente sugerir uma polêmica, mas não é a intenção, apenas digo o que passa pelo meu bestunto:

O livro 'Memórias de um Suicída' embora não seja Doutrina é um livro bastante aceito e que não se enquadraria, acredito, naqueles casos exóticos, digamos assim, a que o amigo se refere quanto a publicações mediúnicas, ou mesmo anímicas, que sejam. Pois esse mesmo livro levou algum tempo para ser aceito para que fosse publicado (se não me engano mais de década) e isso, pelo que li, por uma possível intervenção do mundo espiritual que então agiria no sentido de que essa obra deveria ser publicada em momento oportuno, conforme avaliação desse mesmo mundo espiritual, certo? é essa a impressão que tive quando li sobre essa obra e o tempo que levou para ir ao prelo.

Então fico pensando: será que mesmo essas obras exóticas não cumprem alguma função quando publicadas? ou a espiritualidade estaria apenas cuidando com todo o carinho de obras de maior peso como essa citada, cuidando do momento oportuno para publicação e deixando tudo que 'não prestasse' para que publicassem quem e quando quisessem?

Abraço.


Título: Re: Fascinação nos novos médiuns
Enviado por: marcelo2100 em 27 de Novembro de 2014, 14:19
Olá Norizonte,

Olha não quero ser chato, mas faz uma semana que li o livro Memórias de um Suicida e no decorrer da leitura anotei diversas partes que me pareceram estranhas.  Em breve vou ver se as coloco aqui. Uma das citações de um dos personagem dar a entender que Jesus nasceu em Belem! Tem tudo para ser verdade afinal o livro se passa num Hospital que está sob a tutela da mãe do Cristo, mas por que devo acreditar  no livro? baseando em quê acreditarei no livro? Como disse anotei outros pontos no livro que não consigo aceitar mas prefiro por enquanto não citar.
O CUEE é um apoio seguro que pode sustentar a doutrina espírita contra os detratores.
Ontem ouvindo uma radio espírita, um espírita famoso disse que as preces feitas, principalmente as mais fortes, seria colhidas no plano astral colocadas numa planilha (excel?) e seria catologada a sua força e quantas vezes foram feitas e depois disso seriam avaliadas para ver a possibilidade de atende-las. Sendo elas aceitas seriam repassadas aos espíritos incumbidos de realiza-las. Se não me engando foi retirado do livro Entre o Céu e a Terra de Andrez Luiz. Agora preces em planilhas? dá para acreditar!
Título: Re: Fascinação nos novos médiuns
Enviado por: Norizonte da Rosa em 27 de Novembro de 2014, 14:54
Deve ser uma versão muito avançada do excel :D

Sobre esse tema já encerrei minha participação em outro tópico sobre ser essas descrições criações mentais, adaptações, cópias do nosso mundo físico; o que poderia, se assim fosse entendido, uma forma de explicar essas declarações. Mas, deixa quieto..

Não vejo incoerência de sua parte. Quem lê e apenas considera a Doutrina pelas obras básicas e pela revista espírita (seria esta também Doutrina?), então tem razão em criticar obras que não tenham passado por algum controle e que são ditas Espíritas. O problema é como fazer, pois ou não se lê nada além do que é Doutrina (em matéria de espiritualismo), ou se lê,  mas com a capacidade de considerar o que leu apenas como ficção. Leu 'memórias de um suicida', obras 'de' Chico Xavier, E. Bozzano, C. Flamarion,..e ao final da leitura guardou a mesma impressão que teria se tivesse lido um romance. Mas é isso o que acontece? Mesmo que se queira, será que as formações de nossas ideias não são alicerçadas em cima do que lemos e de várias fontes? E isso inclusive passando pelo crivo do que antes lemos e sabemos que é Doutrina, ou não contraria a Doutrina, apenas complementa algo que ficou vago, estende o que era resumido. Fico imaginando se existiria alguém realmente livre de qualquer influência, de experiências de vida (em outras religiões inclusive), de outras leituras e fosse realmente ortodoxo em matéria de Espiritismo.

Quanto a você ser chato, nunca pensei nisso, aliás se fossemos competir nesse quesito eu poderia te dar uma luz e mesmo assim te ultrapassaria :D






Título: Re: Fascinação nos novos médiuns
Enviado por: marcelo2100 em 27 de Novembro de 2014, 15:27
Norizonte só acho que nós espíritas devemos duvidar mais, questionar mais. Afinal estamos sempre combatendo a fé cega.
 ;)
Título: Re: Fascinação nos novos médiuns
Enviado por: Helio Carneiro em 27 de Novembro de 2014, 16:16
Esse pensamento entra em conflito com o direito autoral. Quando um confrade escreve um livro espiríta, sendo ele mesmo o autor (espirito encarnado) , ele tem direito a receber os direitos autorais e vender os livros para obter lucros, mas se o livro foi psicografado, o autor é um espiríto desencarnado. Neste caso, ele não pode reinvindicar os direitos autorais e terá que fazer a distribuição gratuita para as casas espirítas. Ninguém pode utilizar a mediunidade para fins lucrativos. Assim sendo, se o autor usar fraude, ele ficará no prejuízo. Então não devemos nos preocupar com o assunto. É um problema de consciência de cada um. Assim entendo. Hélio Carneiro - Vitória (ES).
Título: Re: Fascinação nos novos médiuns
Enviado por: Orpheu em 28 de Novembro de 2014, 12:25
Robson Pinheiro, Roger Bottini, a família Gasparetto vendem obras psicografadas a preços salgados... qualquer livraria que tem seção espírita, tem uma fileira só de livros do Robson Pinheiro, com edições de luxo, box e etc...

Os livros da Yvonne Pereira também costumam ter um preço um pouco salgado. Na Livraria LEITURA de Belo Horizonte, Memórias de um Suicida costuma ter um preço superior a R$ 50,00. E como o livro dela é muito comentado nos meios espíritas, muitos de nós vemo-nos impelidos a pagar tais preços para ter acesso as obras.

A minha crítica é esta, se eles estão cumprindo uma missão espiritual com a obra, como costumam afirmar sempre no prefácio, e se "forças das trevas" lutaram para a consecução da obra, pois poderia "enfraquecê-los enquanto organizações devotados ao mal" (mesmo que um dia irão encontrar a luz), por que os livros chegam a livrarias com preços tão "inacessíveis" para o brasileiro médio?

O marketing que criam em torno das obras é medonho, é como se fossemos impelidos a ter que ler tais livros, pois do contrário, estaremos deixando passar algo muito importante. Por que não disponibilizar gratuitamente, já que a missão é tão "espiritual" assim, como os escritores afirmam ter?

É um desabafo....
Título: Re: Fascinação nos novos médiuns
Enviado por: ROBERTA NEVES em 28 de Novembro de 2014, 14:05
Poxa...achei que tivesse enviado meu comentário kkkkkk ainda estou aprendendo. Concordo com o amigo que diz que os preços dos livros são realmente salgados. Mas acredito que há nisso também envolvida a questão do material utilizado na impressão e na divulgação do mesmo. Não tenho problema nenhum com quem quer ganhar dinheiro mas creio que divulgar as ideias deveria ser prioridade. Quando você diz que os livros não estão ao alcance dos brasileiros medianos tenho que mais uma vez concordar. O que pode ser feito? Talvez negociar com as editoras edições populares... não sei... o que vocês pensam a respeito?
Título: Re: Fascinação nos novos médiuns
Enviado por: Orpheu em 28 de Novembro de 2014, 14:54
Citar
Poxa...achei que tivesse enviado meu comentário kkkkkk ainda estou aprendendo. Concordo com o amigo que diz que os preços dos livros são realmente salgados. Mas acredito que há nisso também envolvida a questão do material utilizado na impressão e na divulgação do mesmo. Não tenho problema nenhum com quem quer ganhar dinheiro mas creio que divulgar as ideias deveria ser prioridade. Quando você diz que os livros não estão ao alcance dos brasileiros medianos tenho que mais uma vez concordar. O que pode ser feito? Talvez negociar com as editoras edições populares... não sei... o que vocês pensam a respeito?

Acredito que os preços extrapolam as necessidades de impressão. Se você pegar os livros de Roger Bottini (Atlântida no Reino da Luz, por exemplo), a qualidade do material e a quantidade de páginas seria igual, por exemplo, a uma versão de Missionários da Luz, de Chico Chavier, mas com uma oscilação de quase 150% do preço da obra dele. Atlântida no Reino da Luz, custa atualmente R$ 49,50 e os Missionários da Luz R$ 19,90 (Preços da Leitura de BH). Comparação semelhante pode ser tirada dos livros de Robson Pinheiro. A Zíbia costuma ter livros mais baratos em relação a estes dois, mas ainda sim com um preço que considero elevado, pois restringe o acesso de boa parte da população.

E além do quê. Se as obras são psicografadas e se tem o objetivo de instruir a humanidade, por que não distribuí-las gratuitamente por meio de eBooks? Não haveria nenhum gasto com gráfica.

O único modo atualmente de conseguir atualmente um ebook deles gratuito é desrespeitando os direitos autorais.

Título: Re: Fascinação nos novos médiuns
Enviado por: Antonio Renato em 29 de Novembro de 2014, 11:42
Meus irmãos,coaduno com o pensamento de vocês,há de se concordar também quanto ao
preço dos livros estarem muito caro para que todos tenham acesso a leitura.Dessa forma
só uma pequena parcela podem ter acesso,tornando de uma certa forma uma leitura
elitizada,e isso para nós espiritas não faz nenhum sentido.
Fiquem na paz.
Título: Re: Fascinação nos novos médiuns
Enviado por: valtervcj em 29 de Novembro de 2014, 15:33
Seria necessário entender melhor sobre custos de produção, distribuição e marketing, para julgar se o preço é justo. Teríamos que saber quanto cada funcionário envolvido no processo esta disposto a ganhar, quantos consumidores estão dispostos a comprar. Alguém tem que assumir o risco de não vender mas mesmo assim pagar fornecedores, funcionários, impostos, etc. Ja trabalhei na gráfica da Editora Abril, na área de planejamento de produção, e tenho noção das dificuldades deste mercado. Qual solução? Sugestão 1: montamos uma biblioteca de empréstimos em nosso centro, com mais de 700 títulos, todos doados, que basta pessoa se cadastrar, levar o título,e devolver para pegar outro. Sugestão 2: Quando um livro é caro, porque não juntar mais pessoas e rachar o preço. Façam uma caixinha onde cada um doa 5.00 por mes(ou mais), coloquem o nome dos livros desejados em papeizinhos e sorteiem qual será comprado. Sugestão 3: Insentivamos as pessoas a doarem seus livros que estão parados em casa e tem dado certo. Sugestão 4: Se houver interesse por uma obra em particular,verifiquem se entre os frequentadores alguém tem interesse em adquirir, ler e depois doar à biblioteca.
Quando temos titulos repetidos, doamos para outra casa espírita. Só é preciso um voluntário para controlar as retiradas e entregas. Isso é o mais difícil: o voluntário. Abraço a todos.
Título: Re: Fascinação nos novos médiuns
Enviado por: Vitor Santos em 29 de Novembro de 2014, 18:02
Olá

Se um espirito é de uma categoria elevada decerto prefere os livros que têm como fim dar ensinamentos e instruções gerais, universais, tipo Codificação, porque terá, decerto, funções mais importantes do que estar a fazer a comunicação mediunica de romances, (imagino eu!. Mal comparado seria imaginar um génio da ciência a escrever romances em vez de livros e artigos técnicos, pois seriam condinzentes com a vocação do escritor e, em principio, com o tipo de tarefa que ele gostará mais de fazer e que é mais útil.

Um espirito comum, se é que todos os romances ditos comunicações espiritas o são mesmo, pois alguns podem ser obtidos via mediúnica e outros não. Podem ser imaginação do "médium", ser o próprio espirito do médium, ou fraude, no caso de ser o uma pessoa a fazer-se passar por médium para assim vender mais livros, porque o publico alvo que ele visa são os espiritas, por exemplo. Pode também ser um médium que deixou de receber comunicações de espiritos capazes de comunicar romances, por exemplo, que quer continuar a vender livros e então começa a inventar.

Também o escritor de romances que não é um médium consciente e ostensivo, mesmo sem o saber, pode ser inspirado por um espirito.

O que é grave é venderem-se livros doutrinários, como a Codificação, por exemplo, a preços muito altos. É o mesmo que vender a Biblia a preços muito altos. Ou venderem-se romances e chamarem-lhes obras doutrinárias.

É de salientar que, por exemplo a obra da Zibia Gasparetto, por exemplo, está toda na Internet. Quem quiser o livro de papel é que paga mais.

Outro caso é o do livro que tem duas encadernações: uma baratinha e outra cara mas luxuosa. Para se instruir qualquer encadernação simples serve.

Os espiritos que se comunicam não têm de ser todos de categorias superiores para serem bem intencionados. Eu, por exemplo, não sou um mau diabo  :D . O que acontece é que sabem menos do que os das categorias superiores. E as obras que eles comunicam são do nivel correspondente ao do espirito.

Os realmente perigosos são os que se fazem passar por superiores e enviam comunicações que alegam serem instrutivas, de caracter geral, mas que enviam comunicações deliberadamente falsas, ou que são opiniões particulares deles e que não correspondem à realidade.

Assim imagino, baseado no que me parece mais lógico. Mas é uma simples opinião, claro.

Bem hajam
Título: Re: Fascinação nos novos médiuns
Enviado por: Antonio Renato em 29 de Novembro de 2014, 22:10
Meu irmão Vitor Santos,você está corretissimo nessa sua linha de raciócinio,deve-se separar
o joio do trigo mesmo,não somos juizes mas podemos avaliar se uma obra é boa,seja ela
psicografada através de um médium ou de um escritor espirita que possa receber intuição
dos nossos irmãozinhos desencarnados,e isso pode acontecer,vejamos então:Um escritor
que normalmente escreve sobre a espiritualidade em muitas das vezes o que ele escreve
não vem da sua própria idéia,mas sim de um espírito desencarnado que naquele momento
está presente junto a ele,é como se esse espírito fosse ditando para ele as frases para ser
colocada no livro.A Zibia gasparetto que segundo ela não se coloca como espirita,mas as
suas obras o são,e é quase certo que ela receba essa ajuda para escrever seus livros,isso
é o que eu penso.Por outro lado vem a questão mais díficil que é saber se uma obra que
é editada para ser comercializada junto aos seguidores da Doutrina Espirita,vem de
verdade de um espírito desencarnado com a intenção de colocar para todos o que acontece
no mundo espiritual,ou se é uma fantasia de alguém que se coloca como escritor espirita
só para vender livros,mesmo que esse sejam a preço acessivel.
Título: Re: Fascinação nos novos médiuns
Enviado por: Orpheu em 30 de Novembro de 2014, 00:03
A codificação você consegue baixá-la gratuitamente, sem infringir direitos autorais, certo? O preço alto ou baixo da versão impressa se torna secundário, uma vez que é disponibilizado o conteúdo dela para leitura online ou impressão.

Mas, na contemporaneidade do nosso movimento espírita, são os ditos "romances" que tem ganhado terreno fértil para difundir a doutrina. Concordo quando é dito que as obras teóricas são mais importantes e te um ar mais sério que simples romances, que são passíveis da subjetividade do médium e do espírito, que não são perfeitos, afinal, estão atuando nesse mundo. Mas...

Mas, se não fosse os romances, teríamos bem menos "espiritas" do que temos hoje. O povo não tem paciência para ler a codificação, o povo quer algo pronto, mastigado, cheio de emoção e de preferência com histórias de amor que se assemelham a novelas, com vilões e heróis. Faça um censo com nossos colegas espíritas, e com os colegas que frequentam o fórum. Pergunte quantos leram sozinhos ao menos alguma obra da codificação, do início ao fim, fazendo um estudo minucioso. Vocês podem imaginar qual será o resultado e percentual de respostas afirmando que não.

Agora perguntem sobre ter lido romances espíritas. E a grande parte afirmará com certeza que já leram ao menos um.

O romance ocupa um papel especial de doutrinação. Concordo que deveria ser apenas um papel secundário, mas, nem sempre os fatos são como achamos que deveriam ser. É por isso que acredito que os escritores e médiuns, deveriam disponibilizar o conteúdo dos romances gratuitamente por meio de Ebooks e vendê-los fisicamente para aqueles que tenham interesse e possam pagar.

Se eles desejam redigir um romance para vender e ter renda, deveriam então, remover qualquer referência ao espiritismo. Pois é essa referência que faz o livro vender. E o espiritismo não é um "negócio", mas sim um conjunto de deveres e obrigações. Allan Kardec nunca cobrou por seu trabalho (trabalho esse que o levou a morte mais cedo, por causa do desgaste fisiológico), Chico Xavier cedeu os direitos autorais a instituições de caridade, coisa que considero válida e moral, pois é usar o espiritismo para ajudar ao próximo e não a si mesmo.

É difícil imaginar que espíritos sérios participem de psicografias que rendam receitas aos médiuns com um possível retorno moral àqueles que podem "comprar" esses ensinamentos. Isso é segregacionista e não parece coadunar com os valores espíritas.

Passei no shopping hoje e fui na seção de livros espíritas da LEITURA espiar as obras, Memórias de um Suicida estava custando R$ 60,00. Um Box de livros do Robson Pinheiro estava custando, por sua vez, R$ 180,00...

E em ambos os livros (no caso do Robson, três livros, pois era um box) falava no prefácio que a obra era de grande valor para a humanidade. :-X

O Robson e a Yvone (os médiuns que psicografaram as obras) só podem estar brincando, não concordam? :-\





Título: Re: Fascinação nos novos médiuns
Enviado por: Joao Paulo Soares em 30 de Novembro de 2014, 01:13
Olá,

   Vamos a ter calma e a ser pacientes.

   A questão dos Romances... Não são romances tipicos e ficticios segundo a catalogação dos gêneros literários. É a maneira mais subtil, de contar uma história sem ofender as intelectualidades que catologam os gêneros literários. Eis porquê o seu uso,ok?
   Atenção, que não deixam de ser instrutivos. Ou no minimo reflectivos. Que nos façam por um determinado tempo, questionar todos os aspectos da narrativa.

   Quanto à questão monetária.
   Temos que ver sob o prisma temporal.
 
   Por agora, temos os médiuns a receber a obra, a ter que editar numa editora afim de publica-la. Obviamente, depois de retirado o numerário da editora, o restante é referente a algum movimento solidário de um Centro.
 
   Mais tarde, talvez daqui a umas decadas, os mediuns já nao tenham que colocar seu nome, e utilizarão o apenas o nome do Centro onde "laboram", onde os quais utilizam essa entrada de monerário para suas obrigações solidárias.

   Décadas depois, já nao será indicado no livro, nem o médium, nem o centro, como referência, mas apenas a uma instituição de caridade e sua causa.

   Daqui a décadas de décadas, quase a chegar à centena de anos, essas obras, esses livros, serão identificados, não pelo o(s) médium(s), nem pelo Centro, nem dedicada a numa Instituição de caridade e sua, mas será sim, identificada e catologada pelo teor das instruções. ( De vertente moral, cientifica, ou filosofica, e seus sub-temas).

   Se entretanto, evoluirmos e compreendermos verdadeiramente, o Espiritismo, a função dos mediuns e a dos Espiritos intervenientes , então aí sim, podemos usar todo o tipo de referências, indicações, sob quem usou sem tempo, sua dedicação, na divulgação dos ensinamentos. Caso contrário, terá que ser "à força", para nossa educação.   

   No entanto, para este nosso tempo, onde para difundir e fazer meditar sobre algo relacionado com o Espiritismo, enfim, para editar um livro, obviamente, que existe labor, e os que o fazem, devem ser pagos pelo mesmo. No entanto, afinal se existe Espiritos e comunicamos com eles, porque não questionarmos-os, sobre este assunto? E as respostas dos mesmos, é a indicação, das bibliotecas espiritas a troca de livro por livro, ou melhor a troca de informação por informação, como o valter muito correctamente indicou. Isto entre Espiritas frequentadores de Centros.
   
   Aos amigos, interessados sob o tema Espiritismo, que não possam ou não queiram frequentar um Centro, tem uma ideia que se propaga, que é os tais livros virtuais, os pdf's. Poderão que dizer que atinge os direitos autorais, mas se os amigos que tenham o trabalho de colocar livros, aguardarem um ou dois anos após a primeira publicação, esses direitos autorais, moralmente falando, já não são prejudiciais. Excepto no Orgulho dos que acham que devam receber por uma copia virtual. Como os espiritas de agora, que já o fazem, mesmo tendo uma cópia virtual, não deixam de comprar o original, caso possam, tanto em termos monetários ou por oportunidade fisica. Tal como indicado e sugerido em todos os livros virtuais.

   Quanto aos amigos brasileiros, questiono e faço uma chamada de atenção, para o facto de terem oportunidade de terem acesso , materialmente falando, aos livros. O Espiritismo está em todo lado, mas já imaginaram, em quantos idiomas existem exemplares desses "romances"? Pois é...
  Não é pelo facto de irmãos brasileiros, na América, Europa, etc., estejam a ter o belissimo trabalho da expansão do Espiritismo, com a criação de Centros, nos países onde estão emigrados, que faça com que os habitantes desses países tenham acesso a esses "romances" na sua lingua. É um trabalho muito demorado, e de esforço pessoal, para a disponibilização dos livros no idioma desse país.


Abraço,
 

 
Título: Re: Fascinação nos novos médiuns
Enviado por: marcelo2100 em 01 de Dezembro de 2014, 11:24
Ola a todos,

Opheu o problema dos romances é que ali não esta a doutrina espírita!! Dependendo do romance que se lê a pessoa pode ter um entendimento errado da doutriana.

Agora quanto aos preços dos livros realmente esta muito caro.  Eu paguei 60 reais no livro memórias de um suicida, achei caro demais, mas como eu queria ler no papel e não digital paguei o preço.

Agora livro de Robson Pinheiro ser de grande importancia par humanidade é pegar pesado né!! Para mim ali não tem nada de mediunidade, é caça níquel mesmo!!!

E o livro memórias de um suicida, para mim, está longe de ser um grande livro!!

Algumas pessoas já perceberam o grande mercado que ha para os romances espíritas e sabem que qualquer historinha falando de uma grande amor proibido, espiritos vingativos vendem bem e ainda mais se a historia se passar na roma antiga ou na França.
Por isso é de grande importância o estudo da codificação!!
Título: Re: Fascinação nos novos médiuns
Enviado por: valtervcj em 01 de Dezembro de 2014, 12:47
Concordo plenamente com o amigo João Paulo: o tempo se encarregará de separar os obras joio das obras trigo, mas é melhor que o espiritismo seja divulgado. A verdade não pertence a ninguém mas ao mesmo tempo é de todos que queiram encontrá-la. Nosso papel não é de criticar o que existe, pois é muito fácil atirar as pedras nas vidraças, precisamos exemplificar o que é certo. Jesus não escolheu os maiores intelectuais da época para espalhar a boa nova, 12 homens muito simples. A ganância, o egoismo e o orgulho deturparam a mensagem de Jesus. Muitas religiões surgiram da interpretação diversa sobre o mesmo texto. E qual está certa e qual está errada perante o mestre Jesus? Aquela que praticar a caridade. É importante que as inverdades existam para que possamos descartá-las, através de comprovação, ao longo do tempo. Por mais que estejamos errados, nossa inteligência não pára de aprender e se desenvolver, e acaba descobrindo o certo. No plano espiritual não temos necessidade das obras "revelativas" porque estamos em contato direto com a vida do espírito, vendo e sentindo. Estamos qui, encarnados, somente de passagem. Tudo neste mundo é ilusório. E o pior de tudo é que re-re-re-re-reencarnamos porque não conseguimos, no mínimo ha 2014 anos, aprender duas únicas lições que o mestre nos deixou: amar a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a nós mesmos. Estamos sempre julgando o trabalho do nosso semelhante e deixando de fazer o nosso. Um romance, fictício ou histórico, com objetivo de lucro ou não, que traga conhecimento, reflexão sobre atitudes e hábitos, causas e consequências, com a didática que só a vida pode ter, pode cumprir um papel importante na evolução da humanidade, no aprendizado dos dois mandamentos em que Jesus resumiu toda a lei e profetas. Ao autor caberá as consequências de acordo com o bem, ou o mal, que tenha provocado, sempre de acordo com a intenção de tudo que fez. Acho que deveríamos nos empenhar em como tornar uma obra que consideramos de grande valor moral acessível às pessoas. Façamos uma rifa e compremos vários exemplares para que as pessoas menos favorecidas, nesta encarnação,possam ter acesso. Se ficarmos somente nas críticas, quando um mendigo nos pedir um pedaço de pão teremos que criticar o governo, os fazendeiros, os intermediários do processo, e aguardar, intelectualmente, que a fome desse irmão passe. Quando deixarmos de julgar, aquele que cuida, com o suor do próprio rosto, da comida que chega à nossa mesa, aquele que recolhe os resíduos fétidos das sobras de nosso consumo, serão os exemplos positivos que daremos aos nossos filhos. Hoje fazemos o inverso: "voce vai querer ser lixeiro, bóia-fria?". Um verdadeiro cientista comprova sua tese ou refuta, cientificamente, uma outra. Apenas criticar... Se Jesus tivesse feito isso o cristianismo não teria se propagado como propagou. Este texto acaba também sendo um julgamento dos textos que aqui foram escritos e espero que os amigos perdoem minha imperfeição.
Título: Re: Fascinação nos novos médiuns
Enviado por: Orpheu em 01 de Dezembro de 2014, 13:07
Citar
Opheu o problema dos romances é que ali não esta a doutrina espírita!! Dependendo do romance que se lê a pessoa pode ter um entendimento errado da doutriana.

É o que deveria ser caro irmão Marcelo 2100. Mas nem sempre a vida é como deveria. A doutrina (entendo Doutrina como sendo a sistematização de conceitos, princípios e diretrizes) deveria ser derivada de textos e ensaios claramente teóricos e não de romances.
 
Mas, olhe só, conceitos modernos como ovoide, vampirismo, monoideia e inclusive o de colônias espirituais foram introduzidos no seio espírito por meio das obras de André Luiz (Coleção de Livros a A Vida no Mundo Espiritual), psicografadas por Chico Xavier, que são romances.

Por meio da Codificação, seria inconcebível, por exemplo, que espíritos mantivessem certos hábitos como alimentação e sexo. No movimento espírita moderno, já existe vertentes que aceitam. E o embasamento dessa aceitação veio por meio de um livro que não é um ensaio teórico, mas sim um romance, chamado "Nosso Lar".

A importância dele - Nosso Lar - é tamanha, que ele inspirou um filme. E em qualquer casa espírita que você frequente, é quase certo que indiquem a você a leitura desse romance, antes da Codificação de Kardec. (A verdade seja dita, uma porcentagem ínfima dos que se dizem espíritas já lera a Codificação ou um dia pretendem lê-la).

Um outro exemplo é o de que Allan Kardec no Livro dos Espíritos refuta a existência de Almas Gêmeas, e eis que Emmanuel corrobora essa tese, contrapondo-a a doutrina, por meio de um... romance. Veja como um romance é poderoso o suficiente para se materializar como doutrina.

Então... não é errado concluir que no movimento espírita moderno, de meados do século XX para os dias de hoje, os romances introduziram mais conceitos e princípios doutrinários do que o próprio Allan Kardec e Leon Denis juntos no passado.

A sua insatisfação quanto a romances terem "tais poderes" é a mesma que a minha e entendo-o plenamente. É desconcertante que romances com ampla margem de subjetividade sejam tomados para embasar e criar conceitos e diretrizes doutrinárias. E isso deriva em parte do fato da população, infelizmente, parecer ter pouca vocação para leituras mais profundas e minuciosas (como seria aquela tido por meio de ensaios teóricos). Nos já sabemos em parte o porquê, afinal ensaios teóricos são considerados "chatos", muito analíticos, sem romances e amores, sem vilões e heróis.


Título: Re: Fascinação nos novos médiuns
Enviado por: Orpheu em 01 de Dezembro de 2014, 13:35
Caro irmão valtervcj, devo lembrá-lo que sem questionamento e crítica não existe fé, como bem expressou certa vez um padre em uma entrevista com a jornalista Marília Gabriela, em seu programa de entrevistas, quando ela afirmou que ele parecia questionar e criticar demais, para um clérigo, a própria religião que afirmava seguir.

Não veja em meus comentários apenas críticas ácidas de recalque sobre os direitos autorais de escritores/médiuns que todo ano lançam bestseller's. Não é essa minha intenção.

Acredito que essa crítica é importante, até mesmo para estarmos analisando em conjunto contradições que existem em muitos desses livros, como o colega citou comentários atrás no livro "Memórias de um Suicida".

Católicos e Protestantes se embasam na Doutrina da Graça pregada pelo Apóstolo Paulo de Tarso. Então para eles, a fé é mais importante, o que dispensa as intricadas análises e sistematizações que nós kardecistas fazemos. Donde para eles a expressão "Fé não se discute" é tomado como postulado. Mas para nós kardecistas, pelo contrário, não é aplicável. Pois a fé somente não esgota todos os nossos compromissos para com Deus, enquanto espíritos encarnados em busca da perfeição.

Nos somos kardecistas. Uma de nossas características mais marcantes é o contínuo estudo, o debate. Ao contrário de nossos irmãos, discutimos sim a fé. Discutimos muito sim, com o devido respeito é claro que todas as crenças e pessoas merecem, nos extenuando em longos debates cujo objetivo é uma construção e aprimoramento dialético de ideias.

Por isso acredito que esse bate papo e essa troca de ideias é importante. Eu não acredito que os médiuns espíritas que trabalham com a psicografia devam cobrar por seu trabalho.

O próprio Mestre Jesus, exortava os discípulos:

Citar
Mateus 10:8-10
“Curai os enfermos, limpai os leprosos, ressuscitai os mortos, expulsai os demônios; de graça recebestes, de graça dai. Não possuais ouro, nem prata, nem cobre, em vossos cintos, nem alforjes para o caminho, nem duas túnicas, nem alparcas, nem bordão; porque digno é o operário do seu alimento.”

Jesus advertia aos apóstolos para não cobrar nada, pois de graça receberam os dons de Deus e de graça deveriam dar ao próximo, para o bem da própria humanidade. Allan Kardec fez admoestações semelhantes, acrescentando inclusive que usar a mediunidade para benefício próprio poderia ter como consequências a atração de companhias pouco aprazíveis. Será que as mensagens e obtidas por meio da psicografia não seriam um dom de Deus que se enquadra na mesma situação que Jesus advertiu os discípulos e apóstolos?

É certo que existe os custos de impressão e gráfica. Mas por que não divulgar os livros online gratuitamente, como fazem hoje com a Codificação de Kardec, em formato eBook, garantindo assim que nossos irmãos que não dispõe de muitos recursos possam ter acesso a mensagem evangelizadora? E não apenas aos que podem pagar...

Lembram da passagem no Evangelho de Mateus que fala sobre os vendilhões do templo?

Citar
Mateus 21:12-13
“E entrou Jesus no templo de Deus, e expulsou todos os que vendiam e compravam no templo, e derribou as mesas dos cambistas e as cadeiras dos que vendiam pombas; e disse-lhes: Está escrito: A minha casa será chamada casa de oração; mas vós a tendes convertido em covil de ladrões."

Os vendilhões vendiam animais para sacrifício, trocavam dinheiro, e afins. Não eram ladrões no sentido estrito da palavra, mas ladrões no sentido de usarem o nome de Deus para lucrar. Será que, do mesmo modo que os vendilhões do templo, da época de Jesus, não há pessoas hoje que estão transformando o movimento espírita moderno (afinal os livros são vendidos usando o nome do movimento espírita, se assim não fossem, talvez sequer vendessem) e a própria mediunidade em um negócio?
Título: Re: Fascinação nos novos médiuns
Enviado por: marcelo2100 em 04 de Dezembro de 2014, 12:45
Bom voltando ao topico.
Pena que o movimento espírita não se dá conta de estarem sendo vitimas de muitos mediuns fascinados e de espíritos mistificadores. Aceita-se tudo sem hesitar, não se questiona nada, não se confronta com Kardec. O CUEE foi deixado de lado, se bem que ha espíritas que não sabem o que é o CUEE.
Kardec se cercou de todos os cuidados para verificar a veracidade dos fenomenos espirituais a sua epoca para se deixa enganar e ainda nos forneceu meios de identificar os espiritos mistificadores e seu mediuns iludidos. Mas o movimento espirita brasileiro parece desconhecer tudo isto, porque tudo que sai das mãos de mediuns é aceito como verdade. O espiritismo brasileiro esta carregado de catolicismo, fizeram do espiritismo apens uma religião e deixaram de lado os outros aspectos da doutrina.  Sociedade de estudos espíritas  não encontrou em solo brasileiro terras férteis!!

"O CUEE mostra a preocupação dos Espíritos, acatada por Kardec em todo o seu trabalho, do uso de metodologia, razão e bom senso. O cuidado no aceitar qualquer coisa que venha de um médium ou de um espírito está refletido no alerta do CUEE e também em toda a obra O Livro dos Médiuns." (Thiago S. Argolo e Riviane Damásio)


Título: Re: Fascinação nos novos médiuns
Enviado por: Orpheu em 04 de Dezembro de 2014, 13:39
Pois é... o Kardecismo, assim como o cristianismo primitivo, perdeu muito de seus elementos originais para adaptar de modo sincrético às necessidades dos próprios seguidores.

Um fenômeno que acho interessante é o de vincular à obra do Chico Xavier um caráter absoluto de verdade, pelo fato dele ter sido um grande humanista em vida. Como se a obra psicográfica transmitida por espíritos correlaciona-se como verdade absoluta, por conta do caráter notadamente altruístico do Chico.

Uma coisa não tem nada haver com outra. Primeiro, o ensinamento são transmitidos por espíritos, muitos dos quais não se encontram necessariamente em posição superior a do Chico, e outra coisa... o próprio Chico ainda não é um espírito perfeito, apesar de seu nobre caráter e da bela obra que construiu em vida. Afinal, ele encarnou em um mundo de Provas e Expiações. Mesmo superior moralmente a boa parte da humanidade atualmente encarnada, ele está sujeito ainda a erros. De modo que isso não pode ser justificativa para dar a suas obras um caráter infalível. Tanto que em um de seus romances psicografados, do espírito da sua mãe, ela descreve Marte como tendo vida humanoide material semelhante a nossa. Como bem sabemos, Marte não é habitada.

Outro ponto, é o de taxar as pessoas seguidoras da Codificação, que a tomam como base, o rótulo pejorativo de Ortodoxo em uma clara alusão ao radicalismo judaico da época de Cristo quando os seguidores do "Torah" (E claro, outros livros a mais, dependendo da seita, como os fariseus) que na época de Cristo foram incapazes de reconhecer quando o próprio Messias previsto por um de seus profetas (Isaías)veio ao mundo pregar no meio deles. Isso geralmente acontece quando você argumento que uma proposição posta por algum espírito que ajudou a psicografar algum romance, contradiz a Codificação.

E a maioria das pessoas que taxam o outro de "Ortodoxo" geralmente são aqueles que nunca leram a Codificação (exceto o Evangelho Segundo o Espiritismo no Culto no Lar, e mesmo assim de modo fracionado. 15 minutos por semana) .

Também tem espíritos que afirmam (Ângelo de Inácio e Maria Modesto Cravo) que as pessoas não aceitam as ideias de seus livros, como a Apometria, por exemplo, ou a crença de que existe uma sociedade do mal no submundo astral, por conta de obsessões espirituais, ou seja, se você não concorda com as ideias deles é porque está sendo obsidiado por alguma entidade devotada ao mal. Simples assim.

E isso sem falar naqueles que pregam que o Brasil é uma pátria predestinada ao desenvolvimento do kardecismo a um novo patamar.

Toda essa sanha de argumentos só vem reforçar teses, que muita das vezes, contradiz nossos postulados mais básicos. Como Ranieri, no Livro O Abismo, que afirma existir "seres, entidades, coisas" criada exclusivamente para o mal, para contrabalancear as forças positivas da natureza.
Título: Re: Fascinação nos novos médiuns
Enviado por: Antonio Renato em 04 de Dezembro de 2014, 15:37
Meu irmão Orpheu,concordo com você em alguns pontos,só discordando na afirmação em
dizer que todos sabem que Marte não é habitado,no meu entender nunca se deve afirmar
isto,pode não ter habitantes com as mesmas caracteristica que as nossas,mas no entanto
pode haver algum tipo de vida de outra forma.Não seria o planeta terra previlegiado no meio
de tantas galaxias ser somente ele habitado.
Título: Re: Fascinação nos novos médiuns
Enviado por: marcelo2100 em 04 de Dezembro de 2014, 15:47
Orpheu é isto mesmo!!

Chico falou de vida em marte, mas porque motivo deveria acreditar nele?
Mas uma vez digo, se o livros de Harry potter fossem vendidos como oriundos de uma psicografia os "espíritas" brasileiros acreditariam naquilo tudo sem questionar, afinal o livro veio de um medium!!
Chega deste espiritismo brasileiro!!!........isto não é espiritismo.
Título: Re: Fascinação nos novos médiuns
Enviado por: Orpheu em 04 de Dezembro de 2014, 15:59
Irmão Antônio, no “Cartas de uma Morta”, a mãe do Chico, a Maria João, ela fala sobre civilizações de Encarnados em Marte, humanoides como a gente. Eles deveriam ser visíveis, caso existissem, na superfície.

Se eles existem e não são visíveis, seria o caso de seres de corpos e "matéria" sutil. Nessa situação, estariam em um mesmo patamar e dimensão que a que existe no plano espiritual, certo?

Não duvido que Marte já tenha abrigado vida, ou que lá possa existir vida microscópica. Mas na atualidade é inconcebível imaginar vida da complexidade de um mamífero ou réptil, por exemplo, pois já temos provas de que a superfície dele - Marte - não é habitada. Poderia ser o caso de haver vida (seres complexos como o homo sapiens, por exemplo) no subterrâneo. Mas, nesse caso, já seria querer forçar a barra. Estaríamos trocando o incerto, pelo mais incerto ainda.

Quando esse livro foi escrito, 1935, ainda não tínhamos enviado sondas a Marte. Então... não era de conhecimento comum que Marte não abriga vida terrestre.

E tem um outro fator agravante, é sabido que nem sempre o que espírito vê, corresponde a realidade, podem ser criações mentais. Como nas comunicações no término do Livro o Céu e o Inferno, com os espíritos sofredores, onde alguns deles dizem ver seu corpo queimar em chamas ou sente a dor de ser roído por vermes. São sensações que mais derivam do desequilíbrio do espírito no desencane, do que de fatos reais experimentados por ele.

Esse é o grande problema das comunicações espirituais e da produção massiva de livros, como temos visto hoje, com dezenas de autores, espíritos e médiuns. Eles podem estar passando informações equivocadas de boa fé.

O único modo de evitar isso seria o crivo que Allan Kardec usou em sua obra. Mas hoje... depois que o médium psicografa o livro, ele já manda direto para a editora publicar...está faltando critérios rígidos para resguardar a fidedignidade do arcabouço de conhecimento espírita. 
Título: Re: Fascinação nos novos médiuns
Enviado por: Antonio Renato em 04 de Dezembro de 2014, 22:23
Meus irmãos Orpheu e  Marcelo,essa questão de ser credível ou não o que é colocado em
livros psicografados já foi muito comentado aqui no FE em tempos passados,eu concordo
que um dos críterios que deveria se levar em conta seria,antes da obra ser editada passar
uma avaliação aos moldes do CUEE,nisto eu estou de pleno acordo com vocês.
Título: Re: Fascinação nos novos médiuns
Enviado por: marcelo2100 em 06 de Dezembro de 2014, 10:30
Antonio Renato realmente este assunto já foi muito debatido aqui, mas é sempre bom ressuscita-los afinal sempre esta entrando membros novos no forum e estes novatos vão sempre querer debater temas já debatidos aqui  e exaustão.