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CODIFICAÇÃO => O Livro dos Médiuns => Tópico iniciado por: acerlopes em 02 de Agosto de 2010, 21:47

Título: A Parábola
Enviado por: acerlopes em 02 de Agosto de 2010, 21:47
A Parábola

Em 1962, Divaldo passou por uma grande provação, ficando vários
dias sem condições de conciliar o sono, hora nenhuma, o que lhe
trouxera constante dor de cabeça. Numa ocasião, não
suportando mais, quando Joanna lhe apareceu, ele lhe falou:

- Minha irmã, a senhora sabe que eu estou passando por um grande
problema, uma grande injustiça, e não me diz nada?

- Por isso mesmo eu não te digo nada, porque é uma
injustiça. E como é uma injustiça, não tem valor,
Divaldo. Tu és  quem está dando valor e quem dá valor à
mentira, deve sofrer o  efeito da mentira. Porque, se tu sabes que não é
verdade, por que estás sofrendo? Eu não já escrevi por tuas mãos:
"Não valorizes o mal"? Não tenho outro  conselho a dar-te.

- Mas, minha irmã, pelo menos me diga umas palavras de conforto
moral, porque eu não tenho a quem pedir.

Então, ela falou:
- Vou dar-te palavras de conforto. Não esperes muito.

E contou-lhe a seguinte parábola:

- Havia uma fonte pequena e insignificante, que estava perdida num
bosque. Um dia, alguém por ali passando, com sede, atirou um balde
e retirou água, sorvendo-a em seguida e se foi. A fonte ficou
tão feliz que disse de si para consigo:

- Como eu gostaria de poder dessedentar os viandantes, já que sou
uma  água preciosa!

E orou a Deus:
- Ajuda-me a dessedentar!

Deus deu-lhe o poder. A fonte cresceu e veio à borda. As aves e os
animais começaram a sorvê-la e ela ficou feliz.

A fonte propôs:
- Que bom é ser útil, matar a sede. Eu gostaria de pedir a Deus
que me levasse além dos meus limites, para umedecer as raízes
das árvores e  correr a céu aberto.

Veio então a chuva, ela transbordou e tomou-se um córrego.
Animais,  aves, homens, crianças e plantas beneficiaram- se dela.

A fonte falou:
- Meu Deus, que bom é ser um córrego! Como eu gostaria de
chegar ao  mar!

E Deus fez chover abundantemente, informando:

- Segue, porque a fatalidade dos córregos e dos rios é
alcançar o  delta e atingir o mar. Vai!

E o riacho tomou-se um rio, o rio avolumou as águas. Mas, numa
curva  do caminho, havia um toro de madeira. O rio encontrou o seu
primeiro impedimento. Em vez de se queixar, tentou passar por baixo,
contornar, mas o toro de madeira cerceava-lhe os passos. Ele parou,
cresceu e o transpôs tranqtiilamente. Adiante, havia seixos,
pequeninas pedras que ele carregou e outras inamovíveis, cujo
volume  ele não poderia remover. Ele parou, cresceu e as
transpôs, até que chegou ao mar. Compreendeste?

- Mais ou menos.

- Todos nós somos fontes de Deus - disse ela. - E como alguém
um dia bebeu da linfa que tu carregavas, pediste para chegar à
borda, e Deus, que é amor, atendeu-te. Quiseste atender aos
sedentos, e Deus te mandou os Amigos Espirituais para tanto. Desejaste crescer,
para alcançar o mar e Deus fez que a Sua misericórdia te
impelisse na direção do oceano. Estavas feliz. Agora, que surgem
empecilhos, por que reclamas? Não te permitas queixas. Se surge um
impedimento em teu caminho, cala, cresce, transpõe-no, porque a
tua fatalidade é o mar, se é que queres alcançar o oceano da
Misericórdia Divina. Nunca mais lamentes a respeito de nada.

Paz e muita Luz

acerlopes
Título: Re: A Parábola
Enviado por: Rinoxxxx em 02 de Agosto de 2010, 22:14
Linda mensagem!