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CODIFICAÇÃO => O Livro dos Médiuns => Tópico iniciado por: Marianna em 01 de Janeiro de 2010, 14:06

Título: A INDENTIDADE DOS ESPÍRITOS
Enviado por: Marianna em 01 de Janeiro de 2010, 14:06

Julgam-se os Espíritos, como os homens, pela sua linguagem:

Se um Espírito se apresenta com o nome de Fénelon, por exemplo, e diz trivialidades e puerilidades, está claro que não pode ser ele. 

Porém, se somente diz coisas dignas do caráter de Fénelon e que este não se furtaria a subscrever, há, senão prova material, pelo menos toda probabilidade moral de que seja de fato ele. Nesse caso, sobretudo, é que a identidade real se torna uma questão acessória. Desde que o Espírito só diz coisas aproveitáveis, pouco importa o nome sob o qual as diga.

A identidade dos Espíritos das personagens antigas é a mais difícil de se conseguir, tornando-se muitas vezes impossível, pelo que ficamos adstritos a uma apreciação puramente moral. O Espírito que tome um nome suposto, ainda que só para o bem, não deixa de cometer uma fraude: não pode, portanto, ser um Espírito bom.  Aqui, há delicadezas de matizes muito difíceis de apanhar e que vamos tentar desenvolver.

Um Espírito superior pode se comunicar, espontaneamente, sob o nome de uma personagem conhecida. Nada prova que seja exatamente o Espírito dessa personagem; porém, se ele nada diz que desminta o caráter desta última, há presunção de ser o próprio e, em todos os casos, se pode dizer que, se não é ele, é um Espírito do mesmo grau de elevação, ou talvez até um enviado seu. 

A questão de nome é secundária, podendo-se considerar o nome como simples indício da categoria que ocupa o Espírito na escala espírita.

O caso muda de figura, quando um Espírito de ordem inferior se adorna com um nome respeitável, para que suas palavras mereçam crédito e este caso é de tal modo freqüente que toda precaução não será demasiada contra semelhantes substituições.

Graças a esses nomes de empréstimo e, sobretudo, com o auxílio da fascinação, é que alguns Espíritos sistemáticos, mais orgulhosos do que sábios, procuram tornar aceitas as mais ridículas idéias.

Muito mais fácil de se comprovar a identidade, quando se trata de Espíritos contemporâneos, cujos caracteres e hábitos se conhecem, porque, precisamente, esses hábitos, de que eles ainda não tiveram tempo de despojar-se, são que os fazem reconhecíveis e desde logo dizemos que isso constitui um dos sinais mais seguros de identidade. Pode, sem dúvida, o Espírito dar provas desta, atendendo ao pedido que se lhe faça; mas, assim só procede quando lhe convenha.  Geralmente, semelhante pedido o magoa, pelo que deve ser evitado.

Com o deixar o seu corpo, o Espírito não se despojou da sua suscetibilidade; agasta-o toda questão que tenha por fim pô-lo à prova. Perguntas há que ninguém ousaria dirigir-lhe, se ele se apresentasse vivo, pelo receio de faltar às conveniências; por que se lhe há de dispensar menos consideração, depois da sua morte?

A um homem, que se apresente num salão, declinando o seu nome, irá alguém pedir-lhe, à queima-roupa, sob o pretexto de haver impostores, que prove ser quem diz que é?   

Certamente, esse homem teria o direito de lembrar ao interrogante as regras de civilidade. É o que fazem os Espíritos, não respondendo, ou retirando-se. Façamos, para exemplo, uma comparação.

Suponhamos que o astrônomo Arago, quando vivo, se apresentasse numa casa onde ninguém o conhecesse e que o apostrofassem deste modo: Dizeis que sois Arago, mas, não vos conhecemos; dignai-vos de prová-lo, respondendo às nossas perguntas. Resolvei tal problema de Astronomia; dizei-nos o vosso nome, prenome, os de vossos filhos, o que fazíeis em tal dia, a tal hora, etc. Que responderia ele? Pois bem: como Espírito, fará o que teria feito em vida e os outros Espíritos procedem da mesma maneira.

Os Espíritos dão espontaneamente provas irrecusáveis de sua identidade, por seus caracteres, que se revelam na linguagem de que usam, pelo emprego das palavras que lhes eram familiares, pela citação de certos fatos, de particularidades de suas vidas, às vezes desconhecidas dos assistentes e cuja exatidão se pode verificar. 

As provas de identidade ressaltam, além disso, de um sem-número de circunstâncias imprevistas, que nem sempre se apresentam na primeira ocasião, mas que surgem com a continuação das manifestações.
Título: Re: A INDENTIDADE DOS ESPÍRITOS
Enviado por: Marianna em 01 de Janeiro de 2010, 14:12

Convém, pois, esperá-las, sem as provocar, observando-se cuidadosamente todas as que possam decorrer da natureza das comunicações.

Um meio empregado, às vezes com êxito, para se conseguir identificar um Espírito que se comunica, quando ele se toma suspeito, consiste em fazê-lo afirmar, em nome de Deus Todo-Poderoso, que é realmente quem diz ser. Sucede freqüentemente que o que se apresentou com um nome usurpado recua diante do sacrilégio e que, tendo começado a dizer:

Afirmo, em nome de... pára e traça, colérico, riscos sem valor no papel, ou quebra o lápis. 

Se é mais hipócrita, ladeia a questão, mediante uma restrição mental, escrevendo, por exemplo: Certifico-vos que digo a verdade, ou então: Atesto, em nome de Deus, que sou mesmo eu quem vos fala, etc.  Alguns há, entretanto, nada escrupulosos, que juram tudo o que se lhes exigir.

Um desses se comunicou a um médium, dizendo-se Deus, e o médium, honrado com tão alta distinção, não hesitou em acreditá-lo.

Evocado por nós, não ousou sustentar a sua impostura e disse:
Não sou Deus, mas sou seu filho.  

- És então Jesus? 
Isto não é provável, porquanto Jesus  está muito altamente colocado para empregar um subterfúgio.  

- Ousas, não obstante, afirmar que és o Cristo?
- Não digo que sou Jesus; digo que sou filho de Deus, porque sou uma de suas criaturas.

Deve-se concluir daí que o recusar um Espírito afirmar a sua identidade, em nome de Deus, é sempre uma prova manifesta de que o nome que ele tomou é uma impostura; mas também que, se ele o afirma, essa afirmação não passa de uma presunção, não constituindo prova certa.

Igualmente se pode incluir entre as provas de identidade a semelhança da caligrafia e da assinatura; mas, além de que nem a todos os médiuns é dado obter esse resultado, ele não representa, invariavelmente, uma garantia bastante.

Há falsários no mundo dos Espíritos, como os há neste. Aí não se tem, pois, mais do que uma presunção de identidade, que só adquire valor pelas circunstâncias que a acompanhem. O mesmo ocorre com todos os sinais materiais, que algumas pessoas têm como talismãs inimitáveis para os Espíritos mentirosos.

Para os que ousam perjurar ao nome de Deus, ou falsificar uma assinatura, nenhum sinal material pode oferecer obstáculo maior. A melhor de todas as provas de identidade está na linguagem e nas circunstâncias fortuitas. Dir-se-á, sem dúvida, que, se um Espírito pode imitar uma assinatura, também pode perfeitamente imitar a linguagem.

Alguns temos visto tomar atrevidamente o nome do Cristo e, para impingirem a mistificação, simulavam o estilo evangélico e pronunciavam a torto e a direito estas bem conhecidas palavras: Em verdade, em verdade vos digo.

Estudando, porém, sem prevenção, o ditado, em seu conjunto, perscrutado o fundo das idéias, o alcance das expressões, quando, a par de belas máximas de caridade, se vêem recomendações pueris e ridículas, fora preciso estar fascinado para que alguém se equivocasse.

Certas partes da forma material da linguagem podem ser imitadas, mas não o pensamento. Jamais a ignorância imitará o verdadeiro saber e jamais o vício imitará a verdadeira virtude. Em qualquer ponto, sempre aparecerá a pontinha da orelha.

O médium, assim como o evocador, precisam de toda a perspicácia e de toda a ponderação, para destrinçar a verdade da impostura.  Devem persuadir-se de que os Espíritos perversos são capazes de todos os ardis e de que, quanto mais venerável for o nome com que um Espírito se apresente, tanto maior desconfiança deve inspirar.

Quantos médiuns têm tido comunicações apócrifas assinadas por Jesus, Maria, ou um santo venerado!

Livro dos Médiuns
Fonte desconhecida.
Título: Re: A INDENTIDADE DOS ESPÍRITOS
Enviado por: Telmaluz em 06 de Janeiro de 2010, 12:22
É preciso muito conhecimento pra identificar.
Título: Re: A INDENTIDADE DOS ESPÍRITOS
Enviado por: mecame em 06 de Janeiro de 2010, 13:34
Irmãzinhos e irmãzinhas. Só existe uma identidade para todos os espíritos e ela se chama luz. Não importa que nome eu tive na terra e nem o que eu fiz. Eu não serei Carlos ao desencarnar porque eu já fui Maria, João, Pericles, Sofia e etc...O corpo é um veiculo e o nome que recebe é um identificador para o espírito na terra. Se um espírito diz que é Chico Xavier, ora, que seja...Quem vai discernir? O que importa é que seja luz para auxiliar os seus irmãos encarnados e desencarnados para o crescimento e a evolução. Precisamos reconhecer os espíritos por seu grau de luz e amor expressos em sua maneira de comunicar-se. Para que desejar falar com Chico Xavier, com Emanuel, Pedro e etc...Estes representaram-se assim na terra, mas estão buscando maior compreensão na senda do aprendizado de luz. O importante não é a identidade do espírito. Este pode denominar-se Caridade, Amor, Paz, Luz ou qualquer outro nome que represente a sua missão de auxílio á terra. O importante é a graça da sabedoria que emana deste espírito. A Paz de Cristo.
Título: Re: A INDENTIDADE DOS ESPÍRITOS
Enviado por: mecame em 06 de Janeiro de 2010, 13:44
Claro que existem parentes e amigos que muitas vezes aguardam a comunicação com um ente querido. Neste caso que o espírto seja amável e agradável para que a família se sinta consolada, porque há muitos espíritos que se passam por fulano e ciclano, mas com o intuito de ajudar. Muitas vezes o espírito não está em condições de se comunicar e um amigo se propoe a falar por ele. Não se enganem, pois muitos médiuns que incorporam artistas famosos na verdade estão incorporando outros espiritos se passando por estes tais artistas. E há médiuns famosos fazendo isso. Então, o espirito do médium também precisa estar ligado à luz, ao amor e sobretudo ao compromisso de auxilio e caridade para a evolução da existencia. A Paz de Cristo
Título: Re: A INDENTIDADE DOS ESPÍRITOS
Enviado por: Mourarego em 06 de Janeiro de 2010, 16:12
Irmãzinhos e irmãzinhas. Só existe uma identidade para todos os espíritos e ela se chama luz. Não importa que nome eu tive na terra e nem o que eu fiz. Eu não serei Carlos ao desencarnar porque eu já fui Maria, João, Pericles, Sofia e etc...O corpo é um veiculo e o nome que recebe é um identificador para o espírito na terra. Se um espírito diz que é Chico Xavier, ora, que seja...Quem vai discernir? O que importa é que seja luz para auxiliar os seus irmãos encarnados e desencarnados para o crescimento e a evolução. Precisamos reconhecer os espíritos por seu grau de luz e amor expressos em sua maneira de comunicar-se. Para que desejar falar com Chico Xavier, com Emanuel, Pedro e etc...Estes representaram-se assim na terra, mas estão buscando maior compreensão na senda do aprendizado de luz. O importante não é a identidade do espírito. Este pode denominar-se Caridade, Amor, Paz, Luz ou qualquer outro nome que represente a sua missão de auxílio á terra. O importante é a graça da sabedoria que emana deste espírito. A Paz de Cristo.

Mano mecame, parece que pego no teu pé mas isso não é verdade mas você também não deixa por menos.
É que como sou um velho chato, gosto de tudo nos conformes e então é que insisto em dizer, esse papo de "Só existe uma identidade para todos os espíritos e ela se chama luz.", fica bem pros caras das companhias elétricas, pois não se pode demonstrar sapiência, sabedoria e qualidade por ser luz, apenas.
A identidade que cada Espírito tem é aquela que é demonstrada no computo de suas atuações. Se for de origem e tendente ao bem geral é boa e denota elevação, se de outro modo, demonstra a primariedade e imperfeição do mesmo.
É esta a lição doutrinária. kardec  nunca se referiu ao Espírito elevado de outra maneira, nem empregou o vocábulo luz a substituir a real qualidade daquele.
E o porque está exatamente na contra partida. quando kardec ou qualquer espírito revelador nos fala em trevas quer explicar sobre o estado de ignorância não sobre escuridão.
abração, Mano e perdoe este ancião ansioso hehehe
Moura
Título: Re: A INDENTIDADE DOS ESPÍRITOS
Enviado por: mecame em 06 de Janeiro de 2010, 22:33
Irmãozinho Moura entendo o que quer dizer como sei que entende o que eu disse. O importante disso tudo o amor que sinto por você agora, por dar-nos satisfações um ao outro. Esse respeito de ouvir e considerar a palavra do seu irmão faz de você um espírito amigo e não um chato ancião. Agradeço a todos pela disponibilidade. E assim vamos crescendo também em aprendizado porque a evolução tem esse fator fraterno e dialetico como parte integrante fundamental. A paz de Cristo.
Título: Re: A INDENTIDADE DOS ESPÍRITOS
Enviado por: Mourarego em 07 de Janeiro de 2010, 14:45
Vamos em frente mano mecame!
Abração,
Moura
Título: Re: A INDENTIDADE DOS ESPÍRITOS
Enviado por: ANjinha em 01 de Fevereiro de 2010, 00:15
Citar
Quantos médiuns têm tido comunicações apócrifas assinadas por Jesus, Maria, ou um santo venerado!
É verdade
Título: Re: A INDENTIDADE DOS ESPÍRITOS
Enviado por: Marianna em 04 de Fevereiro de 2010, 00:59

Citar
E assim vamos crescendo também em aprendizado porque a evolução tem esse fator fraterno e dialetico como parte integrante fundamental.

Um dia chegaremos lá.

Título: Re: A INDENTIDADE DOS ESPÍRITOS
Enviado por: rosangela.capelinha em 24 de Fevereiro de 2010, 16:48
Boa Tarde a todos!!
Gostaria de uma ajuda no sentido do ponto de vista de cada um que se fizer!
É possível um espírito manifestar-se e expor a sua missão na terra antes mesmo de encarnar?? estando ele junto a sua futura mãe???Até que ponto a veracidade dos fatos?

Obrigada desde já! Que Jesus nos abençõe!!!
Título: Re: A INDENTIDADE DOS ESPÍRITOS
Enviado por: Mourarego em 24 de Fevereiro de 2010, 23:42
Não há esta possibilidade, amiga.
Abraços,
Moura
Título: Re: A INDENTIDADE DOS ESPÍRITOS
Enviado por: Marianna em 25 de Março de 2010, 17:28
As pessoas estão sempre a procura de fenomenos.
Título: Re: A INDENTIDADE DOS ESPÍRITOS
Enviado por: EMERSON LOPES em 14 de Abril de 2010, 02:26
Acabei de ingressar a este fórum espírita, e li as considerações dos confrades com muita atenção, e fiquei entusiasmado, pois observei grande conhecimento e desenvoltura nos diálogos. Abraço a todos.