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CODIFICAÇÃO => O Livro dos Espíritos => Tópico iniciado por: *Leni* em 14 de Dezembro de 2008, 23:29

Título: Vêem os Espíritos tudo o que fazemos?
Enviado por: *Leni* em 14 de Dezembro de 2008, 23:29
       
     

Questão 456. Vêem os Espíritos tudo o que fazemos?

R- “Podem ver, pois que constantemente vos rodeiam. Cada um, porém, só vê aquilo a que dá atenção. Não se ocupam com o que lhes é indiferente.”

Questão 457. Podem os Espíritos conhecer os nossos mais secretos pensamentos?

R- “Muitas vezes chegam a conhecer o que desejaríeis ocultar de vós mesmos. Nem atos, nem pensamentos se lhes podem dissimular.”

Questão 457 a) - Assim, mais fácil nos seria ocultar de uma pessoa viva qualquer coisa, do que a esconder dessa mesma pessoa depois de morta?

R- “Certamente. Quando vos julgais muito ocultos, é comum terdes ao vosso lado uma multidão de Espíritos que vos observam.”

Questão 458. Que pensam de nós os Espíritos que nos cercam e observam?

R- “Depende. Os levianos riem das pequenas partidas que vos pregam e zombam das vossas impaciências. Os Espíritos sérios se condoem dos vossos reveses e procuram ajudarvos.”

Allan Kardec.
O Livro dos Espíritos. 
 



Título: Re: Vêem os Espíritos tudo o que fazemos?
Enviado por: Victor Passos em 15 de Dezembro de 2008, 00:33
Os Espíritos nos influenciam? Como isto se dá? É a todo o momento? E o nosso livre-arbítrio? Será que não pensamos pela nossa própria cabeça? Como distinguir o que é nosso daquilo que os Espíritos nos sugerem? Eis algumas das várias perguntas que se poderia fazer sobre o tema, sem a pretensão de respondê-las, mas somente com o intuito de exercitar o nosso pensamento.

Quem nunca ouviu falar do "Saci-Pererê", do "Homem do Saco" e do "Lobisomem"? Quem nunca ouviu falar de lugares assombrados? Quem nunca ouviu uma história sobre os castelos enfeitiçados? A presença de uma força oculta não é apanágio do dias que correm. Na Antigüidade, os homens da caverna já mantinham contato com o mundo espiritual, denotando que os Espíritos e mediunidade sempre existiram. J. H. Pires, no livro O Espírito e o Tempo, descreve os vários horizontes alcançados pelo homem, relacionando-os à maneira de se tratar com o sagrado e consequentemente o modo como fomos sendo influenciados pelos Espíritos ao longo de tempo.

Que os Espíritos nos influenciam não resta dúvida. Mas como separar a idéia sugerida pelo Espírito daquela que é nossa? Às vezes eles nos deixam ver claro, quando o fazem através dos ruídos, batidas, ou mesmo tocando-nos; outras vezes são tão subtis que não conseguimos separar uma coisa da outra. É o caso, por exemplo, de se querer distinguir entre a inspiração e a intuição no campo da mediunidade. Na intuição a idéia é da própria pessoa; enquanto na inspiração é o sopro de um Espírito amigo. Temos um pensamento brilhante: ele foi nosso ou de um amigo? Como assegurarmos com certeza de quem foi?

Somos mais passíveis de receber a influência dos Espíritos inferiores do que a dos Espíritos superiores. Por que? É que o nosso pensamento enovelado nos sentimentos sensíveis não consegue vislumbrar as luzes do mundo mais ditoso. Dado o nosso apego à matéria, os apelos à sensação, ao gozo, à distracção são mais fáceis de serem captados. Observe o alcoólatra. Mal levanta, já lhe vem a idéia de beber. É o fenómeno da fixação mental, da idéia fixa, cuja causa inicial foi um descuido, uma abertura de nossa mente para o vício. Depois, enfraquecidos, o Espíritos menos felizes apoderam-se de nossa vontade e dominam-nos sem pena.

Os Espíritos superiores, pelo contrário, não nos molestam e não nos obrigam a fazer isso ou aquilo. Eles simplesmente sugerem-nos pensamentos elevados, que se traduzem na prática do bem. Não é, todavia, uma tarefa fácil, porque incitam-nos a entrar pela porta estreita, visto ser largo é o caminho da perdição e são muitos os que por ele se desviam. Como somos refractários às sugestões do bem, os Espíritos inferiores tomam a dianteira e assim vamos indo de existência em existência.

Sermos influenciados pelos bons ou maus Espíritos depende muito mais de nós do que imaginamos. Perseverando no bem estaremos naturalmente sendo amparados pelos bons Espíritos. Esforcemo-nos por tal empreendimento.

Postado por Sérgio Biagi Gregório às 12:45 PM
Título: Re: Vêem os Espíritos tudo o que fazemos?
Enviado por: *Leni* em 17 de Dezembro de 2008, 23:30



Algumas dessas resposta está no tópico que eu envie TIRANDO DÚVIDAS.
São perguntas e respostas.
Você encontrará nos livros de Codificação.
Título: Re: Vêem os Espíritos tudo o que fazemos?
Enviado por: askafil em 20 de Julho de 2010, 15:08
somos influenciado constantemente pelos seres espirituais... tanto para o bem quanto para o mal... mas quem toma as decisões somos nós... então nada disso interfere no poder de decisão que temos... se aguem tenta mos convencer de que devemos fazer o mal a alguém e assim fazemos...  de quem é a culpa?
Título: Re: Vêem os Espíritos tudo o que fazemos?
Enviado por: Carlos Soares em 22 de Julho de 2010, 01:36
          Caro amigo Askafil!


          Você respondeu, que quem toma a decisão somos nós, então a influência não interfere.  A culpa é de quem toma a decisão.

          A questão correta seria, saber qual o caminho que você quer seguir.O bem ou o mal?  Aí então, sabedor de sua tendência pessoal, se você fez ao contrário do que acha certo, dá para identificar a influenciação, como algo externo de ti que sugeriu a ação.


          Abraço Fraterno!