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CODIFICAÇÃO => O Livro dos Espíritos => Tópico iniciado por: Marcinho Medeiros em 07 de Fevereiro de 2011, 22:02

Título: Questão 251 do L.E - Música Celeste
Enviado por: Marcinho Medeiros em 07 de Fevereiro de 2011, 22:02
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É uma estultice das maiores dizer-se que rock ou metal atraiam entidades trevosas, pois, o que vale em termos de lei de atração é a intenção com que se toque, se cante, ou se ouça esta ou aquela canção.
Abraços,
Moura

Criei este Tópico porque estava com dúvidas se a mensagem que deixei no estudo do mês de novembro 2010 (sobre música e de onde tirei a citação acima) seria considerada !
Minha dúvida consiste em uma menção feita na resposta da Questão 251 do L.E.


251. São sensíveis à música os espíritos?


 “Aludes à música terrena? Que é ela comparada à música celeste? A esta harmonia de que nada na Terra vos pode dar ideia? Uma está para a outra como o canto do selvagem para uma doce melodia. Não obstante, Espíritos vulgares podem experimentar certo prazer em ouvir a vossa música, por lhes não ser dado ainda compreenderem outra mais sublime. A música possui infinitos encantos para os Espíritos, por terem eles muito desenvolvidas as qualidades sensitivas. Refiro-me à música celeste, que é tudo o que de mais belo e delicado pode a imaginação espiritual conceber.”

O que seria a música celeste? Música no plano espiritual? Confesso que não compreendi essa parte.

A outra dúvida acho que resolvi com o comentário do Moura. Pois, quanto a gosto musical, eu prefiro Rock e Metal (Heavy Melódico e Sinfônico), porém, desagradam-me certas letras.


Paz e Luz!

Título: Re: Questão 251 do L.E - Música Celeste
Enviado por: Brumas de Avalon em 08 de Fevereiro de 2011, 02:16
O que seria a música celeste? Música no plano espiritual? Confesso que não compreendi essa parte.

A outra dúvida acho que resolvi com o comentário do Moura. Pois, quanto a gosto musical, eu prefiro Rock e Metal (Heavy Melódico e Sinfônico), porém, desagradam-me certas letras.


Paz e Luz!


Irmão Marcinho, este tema é sem dúvida um assunto muito agradável.

Eu estudei música muitos anos de minha vida, praticamente desde criança. Sou muito eclético, mas gosto mesmo do bom e velho rock'n roll dos anos 60 e 70.

Mas para tentar te ajudar nessa resposta, vou recorrer a musicoterapia.

É difícil definir exatamente o que seja música, por uma única razão: A música é parte de um contexto e, portanto, depende de muitos fatores, especialmente da cultura e, conseqüentemente, dos valores de uma sociedade. Mas podemos afirmar sem erro que o som depende do movimento e que não existe na sua ausência. Quando Schopenhauer referiu que a música, ao contrário de um texto falado, nunca expressa uma idéia intelectual definida, nem um sentimento determinado, mas somente aspectos psicológicos absolutamente gerais e abstratos, talves tenha querido nos dizer que essa não é uma abstração vazia, mas uma espécie de expressão e de determinação diferentes das que correspondem ao pensamento conceitual.

Podemos ainda considerar o conceito da teoria da harmonia das esferas, ou a "Música das Esferas", que diz que quando observamos o cosmo, o movimento das estrelas e dos planetas, as leis da vibração e do ritmo, esses fatos nos demonstram que tudo está funcionando segundo as leis da música e da harmonia. Ou seja, estamos mergulhados em uma música constante: a Música das Esferas.

Se entermos que o elemento primário da música é o som, não será difícil admitir também que estamos inseridos nele em nosso dia a dia, seja quando produzido pelos elementos da natureza, ou pelo nosso próprio corpo: os sons internos de nossos órgãos e os sons externos produzidos por nossos movimentos. Sons que somando-se uns aos outros, produzem música.

Enfim, a música é um lingüagem expressiva e universal, e o som está presente na vida de todos nós desde o ventre materno. O som dos batimentos cardíacos, da corrente sanguínea e dos movimentos respiratórios de nossas mães, fazem parte dos primeiros contatos que tivemos com os ritmos e sons.

Então, o que seria a Música Celeste? Os próprios espíritos respondem: "É tudo o que de mais belo e delicado pode a imaginação espiritual conceber".

Como vemos, o conceito de música é muito amplo, mas a sua chama está dentro de todos nós.

Um abraço Fraterno
Título: Re: Questão 251 do L.E - Música Celeste
Enviado por: Marcinho Medeiros em 08 de Fevereiro de 2011, 03:36
Amigo, Brumas de Avalon, muito obrigado.
Ótima argumentação. Ajudou-me a observar esse encadeamento sonoro que, realmente, é uma constante no nosso dia-a-dia e, certamente, deve ser também na continuidade, no lado espiritual.



Paz e Luz!
Título: Re: Questão 251 do L.E - Música Celeste
Enviado por: zecarroberto em 23 de Abril de 2014, 16:44
Ao Marcinho digo, você, meu irmão, falou tudo quando disse: "....porém me desagradam certas letras." Aí está o xis da questão, não é rock, o funk, o samba, é a intenção que é colocada na letra, sabe, exemplificando melhor, cada tem um maneira de enxergar as coisas, se eu vejo uma cor azul, vejo com meus olhos e essa mesma cor pode não ser igual para você, ela é o mesmo azul visto de uma tonalidade diferente, portanto, o que soa aos nossos ouvidos depende dos nossos gostos, acabei de ver, agora no YouTube uma orquestra sinfônica, cujo maestro fez adaptação ou arranjo, não sei como se diz, em que ele mesclou a 5ª Sinfonia de Bethoven com Mambo nº 5 de Perez Prado, e ficou sensacional, você está certo meu irmão as palavras dizem o que nosso coração diz.
Título: Re: Questão 251 do L.E - Música Celeste
Enviado por: Brenno Stoklos em 23 de Abril de 2014, 18:01

O que seria a música celeste? Música no plano espiritual? Confesso que não compreendi essa parte.



E nem poderá compreender por enquanto, amigo Marcinho!

251. São sensíveis à música os espíritos?

 “Aludes à música terrena? Que é ela comparada à música celeste? A esta harmonia de que nada na Terra vos pode dar ideia?"

                                                               O Livro dos Espíritos


Título: Re: Questão 251 do L.E - Música Celeste
Enviado por: zecarroberto em 23 de Abril de 2014, 19:08
A questão 251 do LE, fala de musica e não ritmo, a musica celeste é aquilo que faz bem aos nossos ouvidos, quando a gente ouve um palavrão soa mal aos nossos ouvidos mesmo sendo por brincadeira, como já disse anteriormente, mesmo no mundo espiritual cada um conserva seus gostos e estará junto de bons ou maus espíritos, sem depender de ritmo ou de algumas musicas, mas, dependendo de suas atitudes na escola da vida que é a dimensão física da Terra. 
Título: Re: Questão 251 do L.E - Música Celeste
Enviado por: rwer em 24 de Abril de 2014, 03:22
O que seria a música celeste? Música no plano espiritual? Confesso que não compreendi essa parte.

Oi, Marcinho. Talvez um trecho de Os mensageiros possa ajudar. Caso nunca tenha lido esse livro, vou resumir a situação:

André Luiz e um colega, acompanhados de um instrutor espiritual, descem até os planos inferiores. Abrigam-se em gigantesco posto de socorro. O administrador do posto também recebe a visita de sua ex-esposa terrena, Ismália. Ela vive nas altas esferas do mundo espiritual, mas costuma visitar o Posto pra servir de inspiração ao seu querido. E é então que André relata algo que lembra aquela resposta do Livro dos Espíritos.

Citação de: Os mensageiros, André Luiz, Chico Xavier, FEB

32 Melodia sublime

"Num gesto nobre, Aniceto pediu a Ismália que executasse algum motivo musical de sua elevada esfera.
A esposa de Alfredo não se fêz rogada. Com extrema bondade, sentou-se ao órgão, falando, gentil:

— Ofereço a melodia ao nosso caro Aniceto.

E, ante nossa admiração comovida, começou a tocar maravilhosamente. Logo às primeiras notas, alguma coisa me arrebatava ao sublime. Estávamos extasiados, silenciosos. A melodia, tecida em misteriosa beleza, inundava-nos o espírito em torrentes de harmonia divina. Penetrava-me o coração um campo de vibrações suavíssimas, quando fui surpreendido por percepções absolutamente inesperadas. Com assombro indefinível, reparei que a esposa de Alfredo não cantava, mas no seio caricioso da música havia uma prece que atingia o sublime — oração que eu não escutava com os ouvidos mas recebia em cheio na alma, através de vibrações sutis, como se o melodioso som esti- vesse impregnado do verbo silencioso e criador. As notas de louvor alcançavam-me o âmago do espírito, arrancando-me lágrimas de intraduzível emotividade:

“O Senhor Supremo de Todos os Mundos E de Todos os Seres,

Recebe, Senhor,
O nosso agradecimento

De filhos devedores do teu amor!
Dá-nos tua bênção.
Ampara-nos a esperança,
Ajuda-nos o ideal

Na estrada Imensa da vida...
Seja para o teu coração,

Cada dia,

Nosso primeiro pensamento de amor!
Seja para tua bondade
Nossa alegria de viver!...
Pai de amor infinito
Dá-nos tua mão generosa e santa.
Longo é o caminho.

Grande o nosso débito,

Mas inesgotável é a nossa esperança.
Pai Amado,
Somos as tuas criaturas,
Raios divinos

De tua Divina inteligência.
Ensina-nos a descobrir

Os tesouros imensos

Que guardaste

Nas profundezas de nossa vida,
 Auxilia-nos a acender

A lâmpada sublime

Da Sublime Procura!
Senhor,
Caminhamos contigo

Na eternidade!...

Em Ti nos movemos para sempre.
Abençoa-nos a senda,
Indica-nos a Sagrada Realização.
E que a glória eterna
Seja em teu eterno trono!...
Resplandeça contigo a Infinita Luz,
Mane em teu coração misericordioso
A Soberana Fonte do Amor,
Cante em tua Criação Infinita

O sopro divino da eternidade.
Seja a tua bênção Claridade aos nossos olhos,
Harmonia ao nosso ouvido,
Movimento às nossas mãos,
Impulso aos nossos pés.
No amor sublime da Terra e dos Céus!...
Na beleza de todas as vidas,

Na progressão de todas as coisas,
Na voz de todos os seres,
Glorificado sejas para sempre, Senhor.”

Que melodia era aquela que se ouvia através de sons inarticulados? Não pude conter as lágrimas abundantes. Cecilia comovera-nos a sensibilidade. lembrando as harmonias terrenas e os afetos humanos. Ismália, no entanto, arrebatava-nos o Espírito, elevando-nos ao Supremo Pai. Nunca ouvira oração de louvor como aquela! Além disso, a esposa de Alfredo glorificava o Senhor de maneira diferente, inexprimível na linguagem humana. A prece tocara-me as recônditas fibras do coração e reconhecia que nunca meditara na grandeza divina, como naquele instante em que uma alma santificada falava de Deus, com a maravilha de suas riquezas espirituais.(...)

Compreendi que a oração terminara, porque a música mudou de expressão. O caráter heróico cedeu lugar a lirismo encantador. Experimentando a profunda serenidade ambiente, vi que luzes prodigiosas jorravam do Alto sobre a fronte de Ismália, envolvendo-a num arco irisado de efeito magnético e, com admiração e enlevo, observei que belas flores azuis partiam do coração da musicista, espalhando-se sobre nós. Desfaziam-se como se feitas de caridosa bruma anilada, ao tocar-nos, de leve, enchendo-nos de profunda alegria. A maior parte caía sobre Aniceto, fazendo-nos recordar as palavras amigas da dedicatória. Impressionavam-me profundamente aquelas corolas fluídicas, de sublime azul-celeste, multiplicando-se, sem cessar, no ambiente, e penetrando-nos o coração como pétalas constituídas apenas de colorido perfume. Sentia-me tão alegre, experimentava tamanho bom ânimo que não conseguiria traduzir as emoções do momento.

Mais alguns minutos e Ismália terminou a magistral melodia.
A esposa do administrador desceu até nós, coroada de intensa luz."(...)



Título: Re: Questão 251 do L.E - Música Celeste
Enviado por: Brenno Stoklos em 24 de Abril de 2014, 03:24
A questão 251 do LE, fala de musica e não ritmo, a musica celeste é aquilo que faz bem aos nossos ouvidos, quando a gente ouve um palavrão soa mal aos nossos ouvidos mesmo sendo por brincadeira, como já disse anteriormente, mesmo no mundo espiritual cada um conserva seus gostos e estará junto de bons ou maus espíritos, sem depender de ritmo ou de algumas musicas, mas, dependendo de suas atitudes na escola da vida que é a dimensão física da Terra.


Concordo com o amigo.

Ademais se os Espíritos nos dizem que nada na Terra nos pode dar uma ideia do que seja a "música" celeste, é porque tal "música" não pode ser composta de sons, melodias e ritmos, já que esses não nos são desconhecidos.