Forum Espirita

CODIFICAÇÃO => O Livro dos Espíritos => Tópico iniciado por: marcelo2100 em 23 de Setembro de 2013, 20:29

Título: pergunta 346
Enviado por: marcelo2100 em 23 de Setembro de 2013, 20:29
346. Que faz o Espírito, se o corpo que ele escolheu morre antes de se verificar o
nascimento?
“Escolhe outro.”
a) - Qual a utilidade dessas mortes prematuras?
“Dão-lhes causa, as mais das vezes, as imperfeições da matéria.”

Na questão A a pergunta deveria ser qual a causa e nao utilidade?! Penso assim por causa da resposta da pergunta que  dar a entender que se esta respondendo uma questão sobre a causa de mortes prematuras.

E esta pergunta nao estaria em confronto com a pergunta 336?
Título: Re: pergunta 346
Enviado por: hcancela em 23 de Setembro de 2013, 21:39
Olá amigos(as)


336. Poderia acontecer que um corpo que deve nascer não encontrasse Espírito para
encarnar-se nele?
-- Deus proveria a isso. A criança, quando deve nascer para viver, tem sempre uma alma
predestinada; nada é criado sem um desígnio.

Nesta pergunta está óbvia a resposta.

Marcelo na pergunta referida ela tem de estar em quadrada no seguimento de outras lá no tema " União da alma ao corpo".  vou deixar outra para ilustrar o que quero dizer.

347. Que utilidade pode ter para um espírito a sua encarnação num corpo que morre poucos dias depois de nascer?
-O ser ainda não tem consciência bastante desenvolvida da sua existência; a importância da morte é quase nula; frequentemente, como já dissemos, trata-se de uma prova para os pais.

Creio que é bem claro no entanto convido a lerem no LE todo o tema e dando seguimento a toda a pergunta e resposta, para não parecer que a coisa não tem o sentido que (Allan Kardec) pretendia.

Abraços fraternos
Título: Re: pergunta 346
Enviado por: Edmar Ferreira Jr em 23 de Setembro de 2013, 23:23
(...)
E esta pergunta nao estaria em confronto com a pergunta 336?

Não entra em confronto porque uma criança destinada a viver terá obrigatoriamente um Espírito, ao passo que a que não pode viver, porque não tem um Espírito, terá sua utilidade na prova que coloca para seus pais. Não há acaso ou falta de propósito na obra da criação.

Como também está assim no texto francês, acredito que Kardec errou na redação da pergunta 346-a, talvez por sua associação com a pergunta seguinte (347), na qual o princípio da utilidade é claro.
Título: Re: pergunta 346
Enviado por: marcelo2100 em 24 de Setembro de 2013, 12:11
Olá amigos(as)


336. Poderia acontecer que um corpo que deve nascer não encontrasse Espírito para
encarnar-se nele?
-- Deus proveria a isso. A criança, quando deve nascer para viver, tem sempre uma alma
predestinada; nada é criado sem um desígnio.

Nesta pergunta está óbvia a resposta.

Marcelo na pergunta referida ela tem de estar em quadrada no seguimento de outras lá no tema " União da alma ao corpo".  vou deixar outra para ilustrar o que quero dizer.

347. Que utilidade pode ter para um espírito a sua encarnação num corpo que morre poucos dias depois de nascer?
-O ser ainda não tem consciência bastante desenvolvida da sua existência; a importância da morte é quase nula; frequentemente, como já dissemos, trata-se de uma prova para os pais.

Creio que é bem claro no entanto convido a lerem no LE todo o tema e dando seguimento a toda a pergunta e resposta, para não parecer que a coisa não tem o sentido que (Allan Kardec) pretendia.

Abraços fraternos

hcancela se tivesse tão obvia para mim nao teria colocado o topico e o Forum existe tambem para isto!!!!!!!!
Mas ainda fico na duvida quanto a questão 346 e edmar f jr parece me indicar uma solução para a duvida!
Título: Re: pergunta 346
Enviado por: Moises de Cerq. Pereira em 24 de Setembro de 2013, 14:36
Citar
Citar
Marcelo 2100

346. Que faz o Espírito, se o corpo que ele escolheu morre antes de se verificar o
nascimento?
“Escolhe outro.”
a) - Qual a utilidade dessas mortes prematuras?
“Dão-lhes causa, as mais das vezes, as imperfeições da matéria.”

................................X...............................

336. Poderia acontecer que um corpo que deve nascer não encontrasse Espírito para
encarnar-se nele?
-- Deus proveria a isso. A criança, quando deve nascer para viver, tem sempre uma alma
predestinada; nada é criado sem um desígnio

.............

Na questão A a pergunta deveria ser qual a causa e nao utilidade?! Penso assim por causa da resposta da pergunta que  dar a entender que se esta respondendo uma questão sobre a causa de mortes prematuras.

E esta pergunta nao estaria em confronto com a pergunta 336?

Bom
Entendi que, na questão 346a, dizer que o espírito escolhe o corpo, é o mesmo que dizer que o espírito planeja uma nova reencarnação...uma processo que este cogita e acolhe para o seu aperfeiçoamento... e que se ocorrendo deste corpo morrer, morre por inúmeras consequências relativa ao mundo da matéria, que são causas que levam o corpo a morrer...tais como ; mãe fumante, alcoólatra, briga de família, acidente no percurso, remédios errados, doenças que adquire...em alguns casos a desistência do próprio espírito...enfim, estas possibilidades de  morte que ocorrem no percurso, é que lhes dão causas...questões da vida na matéria, riscos...

E ai morrendo o corpo não está anulando o processo reencarnatório, que é o processo para a evolução...busca outro corpo...segue-se o processo para reencaranar...

Não é assim nos processos dos pais que não podem ter filhos...tentam tetam.? ?


Já na questão 336, entendi que, desde que nasce já é criança, logo possui neste conjunto, nesta formação um espírito...isto já faz parte dos processos da providência (Deus)...ao dizer proveria...entendo que é o mesmo que dizer; já estava destinado.

Logo não há confronto
(minha opinião)


Título: Re: pergunta 346
Enviado por: hcancela em 24 de Setembro de 2013, 14:43
Olá amigos(as)


336. Poderia acontecer que um corpo que deve nascer não encontrasse Espírito para
encarnar-se nele?
-- Deus proveria a isso. A criança, quando deve nascer para viver, tem sempre uma alma
predestinada; nada é criado sem um desígnio.

Nesta pergunta está óbvia a resposta.

Marcelo na pergunta referida ela tem de estar em quadrada no seguimento de outras lá no tema " União da alma ao corpo".  vou deixar outra para ilustrar o que quero dizer.

347. Que utilidade pode ter para um espírito a sua encarnação num corpo que morre poucos dias depois de nascer?
-O ser ainda não tem consciência bastante desenvolvida da sua existência; a importância da morte é quase nula; frequentemente, como já dissemos, trata-se de uma prova para os pais.

Creio que é bem claro no entanto convido a lerem no LE todo o tema e dando seguimento a toda a pergunta e resposta, para não parecer que a coisa não tem o sentido que (Allan Kardec) pretendia.

Abraços fraternos

hcancela se tivesse tão obvia para mim nao teria colocado o topico e o Forum existe tambem para isto!!!!!!!!
Mas ainda fico na duvida quanto a questão 346 e edmar f jr parece me indicar uma solução para a duvida!
Marcello o óbvio não foi no sentido mal da palavra, porque coloquei no mesmo texto a pergunta nº 347, para leres.

Abraços
Título: Re: pergunta 346
Enviado por: marcelo2100 em 24 de Setembro de 2013, 14:54
ok pessoal........mas na pergunta 346 deveria ser Qual a causa e nao qual a utilidade; isto se formos levar em conta a resposta!!
E realmente não a confronto nas questões
Título: Re: pergunta 346
Enviado por: Edmar Ferreira Jr em 24 de Setembro de 2013, 15:06
ok pessoal........mas na pergunta 346 deveria ser Qual a causa e nao qual a utilidade; isto se formos levar em conta a resposta!!
E realmente não a confronto nas questões

Estou de acordo. A pergunta deveria ser mesmo "Qual a causa" e não "Qual a utilidade". Acredito que tenha sido apenas um erro de redação da parte de Kardec, mas sem prejuízo para o entendimento, já que pela resposta, deduz-se automaticamente a pergunta adequada.
Título: Re: pergunta 346
Enviado por: marcelo2100 em 24 de Setembro de 2013, 15:11
Estou de acordo. A pergunta deveria ser mesmo "Qual a causa" e não "Qual a utilidade". Acredito que tenha sido apenas um erro de redação da parte de Kardec, mas sem prejuízo para o entendimento, já que pela resposta, deduz-se automaticamente a pergunta adequada.

ok mas então devemos sempre de fazer este julgamento, quando encontrarmos divergencias em obras de outras doutrinas!! Nós espíritas costumamos nao perdoar a bíblia nos seus erros de redação por parte dos escribas!!........rss
Título: Re: pergunta 346
Enviado por: Mourarego em 24 de Setembro de 2013, 15:24
Acontece, amigos,
que a pergunta foi formulada não no intuito que o nosso mano Marcello quer dar, mas sim no intuito que lhe quis dar o codificador e exatamente pela sequencia de questões que contuam a abordar o mesmo tema.
abraços,
Moura
ok pessoal........mas na pergunta 346 deveria ser Qual a causa e nao qual a utilidade; isto se formos levar em conta a resposta!!
E realmente não a confronto nas questões

Estou de acordo. A pergunta deveria ser mesmo "Qual a causa" e não "Qual a utilidade". Acredito que tenha sido apenas um erro de redação da parte de Kardec, mas sem prejuízo para o entendimento, já que pela resposta, deduz-se automaticamente a pergunta adequada.
Título: Re: pergunta 346
Enviado por: marcelo2100 em 24 de Setembro de 2013, 15:39
Moura ok, mas a pergunta poderia ser assim: qual o proveito dessas mortes prematuras ou quem q pode ser  util essas mortes prematuras......e resposta deveria ser sobre justamente sobre o proveito  das mortes sobre o espírito. Mas a resposta parece responder sobre a causa das mortes e nao utilidades.

Esto só querendo entender e não duvidar do livro e mesmo se duvidasse nao teria problema afinal nao a consideramos a "palavra de Deus", num é mesmo!?
Título: Re: pergunta 346
Enviado por: Moises de Cerq. Pereira em 24 de Setembro de 2013, 15:41
Nesta
Estou com o seu pensamento Moura

Citar
a) - Qual a utilidade  dessas mortes prematuras?

“Dão-lhes causa, as mais das vezes, as imperfeições da matéria.”

Uma das características da revelação espírita
é sempre nos ensinar a remontar as causas e pesar as consequências
que lhe é a base de instrução doutrinária.

Logo!
a utilidade é para nós os observadores
ao nos esclarecer que as questões das mortes prematuras
não aponta para uma falta do criador e muito menos da providência
e sim
causas da matéria
a registra aquilo que o nosso orgulho abraça amorasamente....
como pedra de salvação
Uma matéria
que também se apresenta imperfeita.


Título: Re: pergunta 346
Enviado por: Edmar Ferreira Jr em 24 de Setembro de 2013, 16:35
Estou de acordo. A pergunta deveria ser mesmo "Qual a causa" e não "Qual a utilidade". Acredito que tenha sido apenas um erro de redação da parte de Kardec, mas sem prejuízo para o entendimento, já que pela resposta, deduz-se automaticamente a pergunta adequada.

ok mas então devemos sempre de fazer este julgamento, quando encontrarmos divergencias em obras de outras doutrinas!! Nós espíritas costumamos nao perdoar a bíblia nos seus erros de redação por parte dos escribas!!........rss

Você chegou perfeitamente à pergunta a partir da resposta. E ao observar o contexto no qual ela se encontra e as perguntas seguintes, pôde constatar que não há nada nela que lhe atrapalhe o sentido.  Agora, associar um erro de manuscritação que em nada prejudica o sentido da informação com traduções tendenciosas ou escritura de textos que se perderam no meio da tradição oral, já é outra coisa bem diferente.

Eu sou espírita e perdoo todos esses erros dos que escreveram a biblia. O que não costumo perdoar, dando prova da minha inferioridade na pouca paciência que tenho com isso, são as traduções protestantes, católicas e espíritas tendenciosas e também a vontade que vejo em alguns dos próprios adeptos em querer procurar problemas onde eles não existem... 

Nos espíritas temos a grande responsabilidade de buscar entender os conceitos espíritas com a máxima clareza para depois levá-los, na mesma condição, aos que nos procuram. Quem frequenta alguma casa espírita e vê ali o surgimento de uma nova Igreja (com tudo o que as Igrejas têm de ruim), não pode perder seu precioso tempo com esse tipo de coisa.
Título: Re: pergunta 346
Enviado por: marcelo2100 em 24 de Setembro de 2013, 16:44
Certo pessoal, mas vamos lá. Se eu perguntasse aos senhores :
Qual a utilidades das mortes premturas?
Como seria resposta? Vocês vao responder sobre as  utilidades ou sobre a causa?


Título: Re: pergunta 346
Enviado por: Joao Paulo Soares em 24 de Setembro de 2013, 18:04
Olá,


Existe vários casos desses em toda a codificação. Há um aproveitamento da espiritualidade de certas perguntas, para respostas mais produtivas.

Kardec questiona na 346a, a utilidade da morte para o Espirito antes de nascer. Depois na 347, pergunta sobre a mesma utilidade nas mortes depois de nascer.

Pois bem, a resposta a essas duas questões será a mesma,sobre a utilidade, a expiação para os pais.
 
Mas os Espiritos Elevados, dão a causa, na nº 346a e na nº 347, acrescentam até o resultado do processo para o espirito, "o ser não tem uma alta consciência de sua existência;" e acabam com a devida resposta da utilidade, chamando até à atenção, que já tinham informado na questão nº 199.


Forte Abraço, 
Título: Re: pergunta 346
Enviado por: marcelo2100 em 24 de Setembro de 2013, 18:17
Olá,


Existe vários casos desses em toda a codificação. Há um aproveitamento da espiritualidade de certas perguntas, para respostas mais produtivas.

Kardec questiona na 346a, a utilidade da morte para o Espirito antes de nascer. Depois na 347, pergunta sobre a mesma utilidade nas mortes depois de nascer.

Pois bem, a resposta a essas duas questões será a mesma,sobre a utilidade, a expiação para os pais.
 
Mas os Espiritos Elevados, dão a causa, na nº 346a e na nº 347, acrescentam até o resultado do processo para o espirito, "o ser não tem uma alta consciência de sua existência;" e acabam com a devida resposta da utilidade, chamando até à atenção, que já tinham informado na questão nº 199.


Forte Abraço, 


rss.........pronto a resposta da 346 é a resposta da 199.

Pronto assunto resolvido.........erraram na  montagem do livro.........
Título: pergunta 346
Enviado por: san-fer7 em 24 de Setembro de 2013, 18:35
A pergunta está completamente certa no contexto:

a) - Qual a utilidade  dessas mortes prematuras?

“Dão-lhes causa, as mais das vezes, as imperfeições da matéria.”

  "A Função é dar o Motivo"



Fraterno Abraço.
Título: Re: pergunta 346
Enviado por: marcelo2100 em 24 de Setembro de 2013, 18:44
pode ate ser.........mas resposta nao esta de acordo com a pergunta.........pode estar de acordo com o contexto mas com a pergunta nao!!!
E afinal de contas nem podemos imaginar de encontar na codificaçao algo errado num é mesmo?!!
Título: pergunta 346
Enviado por: san-fer7 em 24 de Setembro de 2013, 19:50
O Livro dos Espíritos baseia-se praticamente em questionamentos e respostas.Em uma pergunta não há como errar posto que,coloca-se versadamente aquilo que o raciocínio desenvolveu e no caso das respostas das obras da Doutrina é impossível haver erros,visto que foram emitidos por Espiritos Superiores.



Fraterno Abraço.
Título: Re: pergunta 346
Enviado por: marcelo2100 em 24 de Setembro de 2013, 20:23
O Livro dos Espíritos baseia-se praticamente em questionamentos e respostas.Em uma pergunta não há como errar posto que,coloca-se versadamente aquilo que o raciocínio desenvolveu e no caso das respostas das obras da Doutrina é impossível haver erros,visto que foram emitidos por Espiritos Superiores.



Fraterno Abraço.

é assim que pesam os evangélicos sobre a bíblia e os muçulmanos sobre o alcorão................e ai de quem contrariar!!
Título: Re: pergunta 346
Enviado por: Moises de Cerq. Pereira em 24 de Setembro de 2013, 20:35
Certo pessoal, mas vamos lá. Se eu perguntasse aos senhores :
Qual a utilidades das mortes premturas?
Como seria resposta? Vocês vao responder sobre as  utilidades ou sobre a causa?

 E se invertesse as posições

Morrendo prematuramente!
como encontraria uma resposta para esta situação
já que corria tudo bem na gravidez?
Título: Re: pergunta 346
Enviado por: marcelo2100 em 24 de Setembro de 2013, 20:52
Certo pessoal, mas vamos lá. Se eu perguntasse aos senhores :
Qual a utilidades das mortes premturas?
Como seria resposta? Vocês vao responder sobre as  utilidades ou sobre a causa?

 E se invertesse as posições

Morrendo prematuramente!
como encontraria uma resposta para esta situação
já que corria tudo bem na gravidez?

Moises me perdoa, mas nao entendi?
Título: Re: pergunta 346
Enviado por: Edmar Ferreira Jr em 24 de Setembro de 2013, 21:05
O Livro dos Espíritos baseia-se praticamente em questionamentos e respostas.Em uma pergunta não há como errar posto que,coloca-se versadamente aquilo que o raciocínio desenvolveu e no caso das respostas das obras da Doutrina é impossível haver erros,visto que foram emitidos por Espiritos Superiores.



Fraterno Abraço.

Não é um raciocínio prudente, visto que Espíritos superiores, por mais nobres e sábios que sejam, não são ainda perfeitos a ponto de não estarem mais sujeitos ao erro. Suas lições revelam a superioridade de seus ensinamentos pela lógica e sabedoria que demonstram, mas mesmo em relação a eles temos de nos posicionar como desconfiados, e foram eles próprios que nos pediram para agirmos assim - Kardec criou até mesmo um método para isso. Portanto, é preciso cautela com esse tipo de avaliação, razão pela qual é sempre recomendável o estudo da escala espírita antes de se afirmar que quer que seja sobre os Espíritos. Esse tipo de avaliação já nos trouxe prejuízos demais, como uma enxurrada de livros “espíritas”, que se tornam “espíritas” apenas porque foram ditados por “Espíritos superiores” a partir de médiuns “irreprocháveis”...

É perfeitamente possível que tenha havido um erro na revisão do livro porque o trabalho de revisão da escrita e, aliás, o próprio trabalho de escrita foram trabalhos humanos, e o trabalho humano, seja ele qual for, está sempre sujeito a erros. Os Espíritos não escreveram eles próprios o conteúdo do livro – ditar não é o mesmo que escrever. O erro, nesse caso, pode ser apenas da edição final. Kardec revisava o texto à mão e o material seguia para a produção de tipos. Não haviam outros revisores envolvidos.

Eis dois exemplos de erros com as obras básicas dos quais os adeptos sequer desconfiam:

A versão de O livro dos Espíritos traduzida por Guilon Ribeiro para a FEB, a mesma que foi utilizada aqui para as citações, é uma versão adulterada do texto original francês. E algumas das criações de Guilon sobre o texto original produziram resultados que permanecem até hoje, como o caso do arcanjo que começou ele próprio “por ser átomo", quando no original, ele apenas começou “pelo átomo” (questão 540).

As versões de A Gênese conhecidas no Brasil, com exceção para as versões do CELD e a de Carlos de Brito Imbassahy, são traduções de versões francesas adulteradas ainda na França após o desencarne de Kardec.

Errar é próprio da espécie humana. Quando o erro prejudica um sistema ou modifica todo o entendimento de uma determinada questão, temos um sério problema. Quando é algo bobo e que em nada altera o entendimento, sendo esse o presente caso, não temos com o que nos preocupar.   
Título: Re: pergunta 346
Enviado por: Edmar Ferreira Jr em 24 de Setembro de 2013, 21:11
Certo pessoal, mas vamos lá. Se eu perguntasse aos senhores :
Qual a utilidades das mortes premturas?
Como seria resposta? Vocês vao responder sobre as  utilidades ou sobre a causa?

 E se invertesse as posições

Morrendo prematuramente!
como encontraria uma resposta para esta situação
já que corria tudo bem na gravidez?

Moises me perdoa, mas nao entendi?

eu também não...
Título: Re: pergunta 346
Enviado por: Moises de Cerq. Pereira em 24 de Setembro de 2013, 21:14
Certo pessoal, mas vamos lá. Se eu perguntasse aos senhores :
Qual a utilidades das mortes premturas?
Como seria resposta? Vocês vao responder sobre as  utilidades ou sobre a causa?

 E se invertesse as posições

Morrendo prematuramente!
como encontraria uma resposta para esta situação
já que corria tudo bem na gravidez?

Moises me perdoa, mas nao entendi?

É parce meio infantil
bem na verdade

Mas como construiriamos uma resposta
numa empatia
se colocassemos na posição daquele que morre

Pois,
buscaremos a causa
e nos depareremos com um aborto (uma possibilidade)
logo
(penso eu)...claro

O aborto por mais que seja um ato deliberado
não é uma causa material?

mesmo planejando uma estadia de decadas!

será que agora ...ficou mais claro?

Pois sua pergunta é qual a utilidade da morte prematura?

Bom!
de util mesmo
o sofrimento dos pais...isso se for util...
mas
é que há causas materiais
que provocam mortes prematuras
(morre-se antes do previsto)

E ai
Piorou?
Título: Re: pergunta 346
Enviado por: Joao Paulo Soares em 24 de Setembro de 2013, 22:12
Olá,


Existe vários casos desses em toda a codificação. Há um aproveitamento da espiritualidade de certas perguntas, para respostas mais produtivas.

Kardec questiona na 346a, a utilidade da morte para o Espirito antes de nascer. Depois na 347, pergunta sobre a mesma utilidade nas mortes depois de nascer.

Pois bem, a resposta a essas duas questões será a mesma,sobre a utilidade, a expiação para os pais.
 
Mas os Espiritos Elevados, dão a causa, na nº 346a e na nº 347, acrescentam até o resultado do processo para o espirito, "o ser não tem uma alta consciência de sua existência;" e acabam com a devida resposta da utilidade, chamando até à atenção, que já tinham informado na questão nº 199.


Forte Abraço, 


rss.........pronto a resposta da 346 é a resposta da 199.

Pronto assunto resolvido.........erraram na  montagem do livro.........

Caro Marcelo2100,

  O que quis dizer, foi que através das perguntas os Espiritos, nas suas respostas, tentam informar o mais que podem e do que podem. Se as perguntas fossem "levadas à letra", isto é, se respondessem apenas restritamente ao cerne da pergunta, os Espiritos teriam, nessas duas questões(346a e 347) que informar o mesmo.

a) - Qual a utilidade dessas mortes prematuras?
“Dão-lhes causa, as mais das vezes, as imperfeições da matéria.”
347. Que utilidade encontrará um Espírito na sua encarnação em um corpo que
morre poucos dias depois de nascido?
“O ser não tem então consciência plena da sua existência. Assim, a importância da
morte é quase nenhuma. Conforme já dissemos, o que há nesses casos de morte prematura é
uma prova para os pais.”


 Este "conforme já dissemos", penso que seja referente ao sub-capitulo "Sorte das Crianças após a morte" na qual tem a questão nº199:

199. Por que tão freqüentemente a vida se interrompe na infância?
“A curta duração da vida da criança pode representar, para o Espírito que a animava,
o complemento de existência precedentemente interrompida antes do momento em que
devera terminar, e sua morte, também não raro, constitui provação ou expiação para os
pais.”



Forte Abraço,



Título: pergunta 346
Enviado por: san-fer7 em 24 de Setembro de 2013, 22:55
A Biblia possui dezenas de versões diferentes,Almeida,Vulgata,King James,Monges de Maredsous entre muitas outras,em cada versão tem=se palavras diferentes mas que definem a mesma idéia.Ocorre sim,a interpretação diferente,dada aos textos pelos vários segmentos evangélicos.
Então não se pode atribuir erros na Doutrina Espirita devido às versões feitas na Obra.


Fraterno Abraço.
Título: Re: pergunta 346
Enviado por: Edmar Ferreira Jr em 24 de Setembro de 2013, 23:27
A Biblia possui dezenas de versões diferentes,Almeida,Vulgata,King James,Monges de Maredsous entre muitas outras,em cada versão tem=se palavras diferentes mas que definem a mesma idéia.Ocorre sim,a interpretação diferente,dada aos textos pelos vários segmentos evangélicos.
Então não se pode atribuir erros na Doutrina Espirita devido às versões feitas na Obra.


Fraterno Abraço.

Eu conheci a doutrina espírita por meio de livros e traduções. Não tenho mediunidade e não sei francês...

Os tópicos adulterados da doutrina espírita por tradutores mal intencionados eram para mim a própria doutrina espírita até o dia em que soube das adulterações e supressões.

Eu não me interesso pela Bíblia, nem penso que deveríamos tomá-la para o que estamos discutindo aqui por não ser apropriado, já que se tratam de situações distintas. Ainda assim, sei de versões da Bíblia que condenam o espiritismo. Aquele que lê uma Bíblia que condena o espiritismo está lendo uma Bíblia que está errada porque a palavra espiritismo é do século XIX.
Título: pergunta 346
Enviado por: san-fer7 em 24 de Setembro de 2013, 23:44
Não pretendi colocar parâmetros comparativos entre a Doutrina Espirita e a Biblia e também não quis colocala em discussão,sei muito bem que ela não está no tema de discussão.Só quis dizer que "versões podem mudar o texto mas,a interpretação vai de quem lê".
Título: Re: pergunta 346
Enviado por: alexfidelis em 25 de Setembro de 2013, 01:35
Original em francês.

346. Qu'arrive-t-il, pour l'Esprit, si le corps qu'il a choisi vient à mourir avant de naître ?
« Il en choisit un autre. »

- Quelle peut être l'utilité de ces morts prématurées ?
« Ce sont les imperfections de la matière qui sont le plus souvent la cause de ces morts. »

fonte: http://www.ipeak.com.br (http://www.forumespirita.net/fe/go.php?url=aHR0cDovL3d3dy5pcGVhay5jb20uYnI=)

Não vejo nada de errado na pergunta/resposta, pra mim, simplismente Kardec quis saber a utilidade dessas mortes num sentido espiritual (de evolução, expiação, prova), mas a resposta veio dando a causa. Os guias da DE quiseram dar essa resposta, não há nada o que fazer. Mas Kardec insiste na 347, cuja resposta cabe perfeitamente na 346a.

"O ser não tem então consciência plena da sua existência; a importância da morte é quase nenhuma. Freqüentemente é, como já dissemos, uma prova para os pais."
Título: Re: pergunta 346
Enviado por: marcelo2100 em 25 de Setembro de 2013, 12:00

Caro Marcelo2100,

  O que quis dizer, foi que através das perguntas os Espiritos, nas suas respostas, tentam informar o mais que podem e do que podem. Se as perguntas fossem "levadas à letra", isto é, se respondessem apenas restritamente ao cerne da pergunta, os Espiritos teriam, nessas duas questões(346a e 347) que informar o mesmo.

a) - Qual a utilidade dessas mortes prematuras?
“Dão-lhes causa, as mais das vezes, as imperfeições da matéria.”
347. Que utilidade encontrará um Espírito na sua encarnação em um corpo que
morre poucos dias depois de nascido?
“O ser não tem então consciência plena da sua existência. Assim, a importância da
morte é quase nenhuma. Conforme já dissemos, o que há nesses casos de morte prematura é
uma prova para os pais.”


 Este "conforme já dissemos", penso que seja referente ao sub-capitulo "Sorte das Crianças após a morte" na qual tem a questão nº199:

199. Por que tão freqüentemente a vida se interrompe na infância?
“A curta duração da vida da criança pode representar, para o Espírito que a animava,
o complemento de existência precedentemente interrompida antes do momento em que
devera terminar, e sua morte, também não raro, constitui provação ou expiação para os
pais.”



Forte Abraço,





João Paulo eu entendi..........E a colocação de que a resposta da 346 seria  da pergunta 199 foi por minha conta.........sei que esta nao foi sua intenção.

A minha duvida é que pergunta-se uma coisa e responde-se outra.
Título: Re: pergunta 346
Enviado por: marcelo2100 em 25 de Setembro de 2013, 12:14
eu
Original em francês.

346. Qu'arrive-t-il, pour l'Esprit, si le corps qu'il a choisi vient à mourir avant de naître ?
« Il en choisit un autre. »

- Quelle peut être l'utilité de ces morts prématurées ?
« Ce sont les imperfections de la matière qui sont le plus souvent la cause de ces morts. »

fonte: http://www.ipeak.com.br (http://www.forumespirita.net/fe/go.php?url=aHR0cDovL3d3dy5pcGVhay5jb20uYnI=)

Não vejo nada de errado na pergunta/resposta, pra mim, simplismente Kardec quis saber a utilidade dessas mortes num sentido espiritual (de evolução, expiação, prova), mas a resposta veio dando a causa. Os guias da DE quiseram dar essa resposta, não há nada o que fazer. Mas Kardec insiste na 347, cuja resposta cabe perfeitamente na 346a.

"O ser não tem então consciência plena da sua existência; a importância da morte é quase nenhuma. Freqüentemente é, como já dissemos, uma prova para os pais."

Eu vejo algo q destoa e é um perigo enveredar pelo caminho de nao questionar algo só pq guias ou espiritos superiores disseram!!!
Se perguntou qual a utilidade entao q se responda qual a utilidade de se haver mortes prematuras.
Agora por favor nao façam da codificação a "palavra de Deus" porque se tombar para este lado estaremos andando para tras!!
E alem do mais a resposta da pergunta 199  responde a pergunta A da 346.........isto é minha visão, que logicamente nada impede de estar totalmente errada, mas...
Título: Re: pergunta 346
Enviado por: alexfidelis em 25 de Setembro de 2013, 13:16
Eu vejo algo q destoa e é um perigo enveredar pelo caminho de nao questionar algo só pq guias ou espiritos superiores disseram!!!
Se perguntou qual a utilidade entao q se responda qual a utilidade de se haver mortes prematuras.
Agora por favor nao façam da codificação a "palavra de Deus" porque se tombar para este lado estaremos andando para tras!!
E alem do mais a resposta da pergunta 199  responde a pergunta A da 346.........isto é minha visão, que logicamente nada impede de estar totalmente errada, mas...

Concordo com você marcelo2100, sobre não questionar algo, mas não quis dizer isso não, quis apenas mostrar q é a resposta q temos, cabe a nós entender, passar pelo rivo da razão etc.
Título: Re: pergunta 346
Enviado por: marcelo2100 em 25 de Setembro de 2013, 13:43
Alexfidelis.........entendido!
Título: Re: pergunta 346
Enviado por: Edmar Ferreira Jr em 25 de Setembro de 2013, 14:24
Já eu vejo como um simples erro de edição sem prejuízo algum para o entendimento.  Kardec era um homem objetivo e os Espíritos que o auxiliaram no trabalho, pelo tipo de respostas que deram, idem. Pela resposta e pelo desenvolvimento do raciocínio na pergunta 347, está bem claro que a pergunta era sobre a causa e não sobre a utilidade. Ora, se kardec quisesse saber a utilidade, não teria feito a mesma pergunta duas vezes em sequência, e os próprios Espíritos já teriam respondido qual é a utilidade na primeira pergunta. A causa da morte natural do corpo físico, excetuando-se as doenças, é sempre o esgotamento dos órgãos. Mas como uma criança que ainda não nasceu não passou pelo esgotamento dos órgãos, seria natural de se querer saber qual é a causa. É algo muito simples. Penso ainda que não se deve associar as perguntas 346 e 347 à pergunta 199 porque são duas situações distintas. Morte na infância ou em tenra idade não é o mesmo que morte prematura. O corpo prematuro ainda não nasceu, e, por isso mesmo, nem mesmo tem um Espírito, diferentemente da criança, que já é um Espírito encarnado.

Agora, complicado é imaginar que não poderia haver erros como se o trabalho da codificação fosse feito inteiramente pelos Espíritos superiores, sem o concurso humano. E mesmo assim, quem pensa que um Espírito superior não está sujeito a erros, assim o faz porque não conhece bem a doutrina espírita. Os Espíritos superiores, segundo a escala espírita, ainda têm provas a cumprir e, ao contrário dos puros Espíritos, não detêm o absoluto domínio moral e intelectual. Dizer que os ensinamentos dos Espíritos superiores são consoantes com a universalidade, com o bom senso dos homens verdadeiramente sensatos, que atendem ao critério da lógica e respondem com autoridade o que está ao nosso alcance conhecer é algo bem diferente de dizer que porque são superiores é impossível para eles errar. 
Título: Re: pergunta 346
Enviado por: marcelo2100 em 25 de Setembro de 2013, 14:40
Caro edmar f jr  concordo com voce pq é bem mais simples aceitar que pode ter ocorrido  um erro de edição do que ficar dando voltas e mais voltas, porque nao vejo  uma explicação logica para esta situação a nao ser um engano na ediçao!
E quando associei as questão 346 a 199 é porque na resposta da 347 os espíritos dão uma dica que ja falaram do assunto:
347. Que utilidade encontrará um Espírito na sua encarnação em um corpo que
morre poucos dias depois de nascido?
“O ser não tem então consciência plena da sua existência. Assim, a importância da
morte é quase nenhuma. Conforme já dissemos, o que há nesses casos de morte prematura é
uma prova para os pais.”


Título: Re: pergunta 346
Enviado por: Brenno Stoklos em 26 de Setembro de 2013, 06:46

Não há, aí, nenhum erro ou engano.

Os Espíritos Superiores , respondendo com um ensinamento diferente daquele requerido pela pergunta, alertam Kardec para as repetições.

Como na questão seguinte Kardec insiste na repetição, os Espíritos Superiores reforçam o alerta:

"Como já dissemos!". 

Título: Re: pergunta 346
Enviado por: Mourarego em 26 de Setembro de 2013, 15:51
Brenno meu mano,
eu já diria: A frase "como já o dissemos" indica também que eles já estavam de saco cheio de repetirem a mesma cantilena...
É tal, também, como acontece com a resposta que eles dão para a superioridade moral. eles dizem simplesmente: "A superioridade moral é irresistível, já repetimos". :)
Abração,
Moura
Título: Re: pergunta 346
Enviado por: Moises de Cerq. Pereira em 26 de Setembro de 2013, 18:44
Entendo que kardec faz um cerco de perguntas
rodeando o mesmo assunto
previnindo o próprio ensinamento
de futuras estrapolações

De onde se entende que talvez tenha sido um erro
e na verdade
é o exemplo da precaução tenaz de kardec

Não sei se estou certo (por não entender de filosofia e nem de sitema de pensamento)
é onde entra o raciocinio positivista...
o carater da investifgação para construção rigida do edifício doutrinário.

A base.
Título: Re: pergunta 346
Enviado por: Edmar Ferreira Jr em 26 de Setembro de 2013, 19:36
Entendo que kardec faz um cerco de perguntas
rodeando o mesmo assunto
previnindo o próprio ensinamento
de futuras estrapolações
(...)

Entendo do mesmo modo.

O método de Kardec, pode se dizer, assemelha-se ao cartesiano:

1. Averiguação das evidências;
2. Análise por fragmentação;
3. Síntese por reagrupamento;
4. Enumeração das conclusões e princípios.

Abraço,

Título: Re: pergunta 346
Enviado por: Moises de Cerq. Pereira em 26 de Setembro de 2013, 20:33
OOOOOHH !


Edmar
Obrigado

Valeu pela explicação...

Nem imaginava assim
Pelo visto
é Descartes?

(depois de fuçar)
Título: Re: pergunta 346
Enviado por: Edmar Ferreira Jr em 26 de Setembro de 2013, 21:06
(...)
é Descartes?
(...)

O próprio.

O método é descrito na obra Discurso sobre o método (Discours de la méthode, 1637), ou Discurso do método, em algumas traduções.

Abraço,

Título: Re: pergunta 346
Enviado por: Moises de Cerq. Pereira em 27 de Setembro de 2013, 01:00
Este Homem anteviu a vinda do Espírito de Verdade
Interessante ver como ele articulava, ou engendrava
o pensamento para sair de crenças rudes
e validar a conquista do saber...

Compreendo pouco destas coisas
mas vejo-o, pensador,
como um Sócrates
Um Paulo
Um Kardec

Uma autonomia peculiar a poucos que pensam
...pudera eu rasgar estes véus!

Santo Agostinho também
possui boas engrenagens no raciocínio

Valeu.
Título: Re: pergunta 346
Enviado por: Edmar Ferreira Jr em 27 de Setembro de 2013, 12:17
Este Homem anteviu a vinda do Espírito de Verdade
Interessante ver como ele articulava, ou engendrava
o pensamento para sair de crenças rudes
e validar a conquista do saber...

Compreendo pouco destas coisas
mas vejo-o, pensador,
como um Sócrates
Um Paulo
Um Kardec

Uma autonomia peculiar a poucos que pensam
...pudera eu rasgar estes véus!

Santo Agostinho também
possui boas engrenagens no raciocínio

Valeu.

Aqui também estou de acordo com você.

Sócrates é meu modelo de conduta, e Santo Agostinho minha libertação intelectual – O livre-arbírio (De libero arbitrio) foi um marco fundamental de tomada de consciência em minha vida.

Abraço,
Título: Re: pergunta 346
Enviado por: Arturus em 27 de Setembro de 2013, 12:32
O Livro dos Espíritos baseia-se praticamente em questionamentos e respostas.Em uma pergunta não há como errar posto que,coloca-se versadamente aquilo que o raciocínio desenvolveu e no caso das respostas das obras da Doutrina é impossível haver erros,visto que foram emitidos por Espiritos Superiores.



Fraterno Abraço.


Sobre o livro dos espíritos:


- As perguntas do livro não foram feitas em sequência cronológica, nem foram respondidas sempre pelos mesmos espíritos.
- As respostas finais são fruto da concordância conceitual entre as várias respostas dadas por vários espíritos, depois de passarem pelo crivo do codificador. Respostas essas que certamente não foram dadas se utilizando das mesmas palavras.


Me corrijam se eu estiver errado.
Título: Re: pergunta 346
Enviado por: Mourarego em 27 de Setembro de 2013, 14:52
mano Moisés,
diferentemente do que acontece mesmo em fóruns como o nosso, que a pretexto de mergulhar mais fundo num tema, alguns apenas tentam sair do tema principal  ou mesmo tentam desvirtuar o assunto  para provarem a sua verdade, kardec, mergulhava fundo no mesmo tema e com se sabe, uma resposta sugere outras perguntas até que se chegue ao âmago.
É por isso que vivo lembrando para que não saiamos do tema.
Abraços,
Moura
Entendo que kardec faz um cerco de perguntas
rodeando o mesmo assunto
previnindo o próprio ensinamento
de futuras estrapolações

De onde se entende que talvez tenha sido um erro
e na verdade
é o exemplo da precaução tenaz de kardec

Não sei se estou certo (por não entender de filosofia e nem de sitema de pensamento)
é onde entra o raciocinio positivista...
o carater da investifgação para construção rigida do edifício doutrinário.

A base.
Título: Re: pergunta 346
Enviado por: Moises de Cerq. Pereira em 27 de Setembro de 2013, 16:51
É isso ai Moura
com diz os

Nóisdestinos

temos que ismiuçá
ai agente aprende
mas num vareia não

Até
Título: pergunta 346
Enviado por: san-fer7 em 27 de Setembro de 2013, 17:22
Amigo Arturus,
concordo com seu raciocínio,houve uma apreciação meticulosa feita por Kardec antes de serem postos como preceitos da doutrina,porem,acho que varias palavras podem dar o mesmo sentido à uma idéia.


Fraterno Abraço.
Título: Re: pergunta 346
Enviado por: Brenno Stoklos em 28 de Setembro de 2013, 01:43

O próprio.

O método é descrito na obra Discurso sobre o método (Discours de la méthode, 1637), ou Discurso do método, em algumas traduções.

Abraço,


O problema é aplicar-se o Método Cartesiano quando se trata com Inteligências independentes.

Como o próprio Kardec reconhece em OLM:

"Nas ciências naturais, opera-se sobre a matéria bruta, que se manipula à vontade, tendo-se quase sempre a certeza de poderem regular-se os efeitos. No Espiritismo, temos que lidar com inteligências que gozam de liberdade e que a cada instante nos provam não estar submetidas aos nossos caprichos".

                                                        O Livro dos Médiuns

Título: Re: pergunta 346
Enviado por: Moises de Cerq. Pereira em 28 de Setembro de 2013, 13:58

O próprio.

O método é descrito na obra Discurso sobre o método (Discours de la méthode, 1637), ou Discurso do método, em algumas traduções.

Abraço,


O problema é aplicar-se o Método Cartesiano quando se trata com Inteligências independentes.

Como o próprio Kardec reconhece em OLM:

"Nas ciências naturais, opera-se sobre a matéria bruta, que se manipula à vontade, tendo-se quase sempre a certeza de poderem regular-se os efeitos. No Espiritismo, temos que lidar com inteligências que gozam de liberdade e que a cada instante nos provam não estar submetidas aos nossos caprichos".

                                                        O Livro dos Médiuns

Creio que não é o problema
Mas não seria uma ultrapassagem dos recursos cartesianos?
Título: Re: pergunta 346
Enviado por: Edmar Ferreira Jr em 28 de Setembro de 2013, 17:09
(...)
O problema é aplicar-se o Método Cartesiano quando se trata com Inteligências independentes.
(...)

No caso dos Espíritos, o método é inadequado como meio de se obter novas informações, mas para avaliar aquelas que já foram voluntariamente dadas, ele pode ser aplicado sem problemas.

Abraço,
Título: Re: pergunta 346
Enviado por: Moises de Cerq. Pereira em 28 de Setembro de 2013, 18:06
edmar

Não sei se o método seria para avaliar as comunicações
obtidas
ou sugerir novas comunicações

mas ao meu ver
ao dzer espíritos e ao mesmo tempo inteligência
kardec esgota a possibilidade do método

Seria assim?
Título: Re: pergunta 346
Enviado por: Brenno Stoklos em 28 de Setembro de 2013, 18:52

Creio que não é o problema
Mas não seria uma ultrapassagem dos recursos cartesianos?



No caso dos Espíritos, o método é inadequado como meio de se obter novas informações, mas para avaliar aquelas que já foram voluntariamente dadas, ele pode ser aplicado sem problemas.

Abraço,


Os amigos têm razão quanto à aplicação do método para a análise posterior das respostas dadas. Mas, mesmo aí, temos a influência dos Espíritos Superiores.

Quanto ao tema do tópico, é no momento em que as respostas são dadas que ocorre a repetição.

Por que Kardec deixou constar da Codificação repetições já passadas (analisadas) segundo o Método Cartesiano?

Aí entra, segundo penso, a autoridade dos Espíritos Superiores que agem não apenas no ditado, mas na análise, na sugestão e aplicação do CUEE e, finalmente, na composição da Codificação.

Sem o que, correria-se o risco de termos não uma Doutrina dos Espíritos mas uma obra de Kardec.

Título: Re: pergunta 346
Enviado por: Edmar Ferreira Jr em 28 de Setembro de 2013, 18:54
edmar

Não sei se o método seria para avaliar as comunicações
obtidas
ou sugerir novas comunicações

mas ao meu ver
ao dzer espíritos e ao mesmo tempo inteligência
kardec esgota a possibilidade do método

Seria assim?

Pensando sobre o que você disse, vejo que “limitado” é um termo melhor do que “inadequado”.

Vejo o método como um instrumento eficaz para se delimitar objetivos em relação à informação pretendida, avaliando-se a que foi obtida e, a partir dela, formulando-se novas questões. Um procedimento científico padrão seria desenvolvido desse modo se a informação fosse de ordem material. Mas, no caso de Espíritos, o processo pode ser interrompido nas novas questões, já que esses, na condição de inteligências dotadas de livre-arbítrio, só as respondem se quiserem, nem que seja para dizer que ainda não estamos preparados para a resposta.
Para conhecer é necessário método, seja ele qual for. Particularmente acredito no método cartesiano para lidar com os Espíritos, mas entendo que a diferença sutil entre os Espíritos e o que é puramente material está em não nos vermos na condição de senhores do processo. Para lidar com inteligências dotadas de vontade, qualquer método tem limitações.

Abraço,
   
Título: Re: pergunta 346
Enviado por: Edmar Ferreira Jr em 28 de Setembro de 2013, 19:24
Por que Kardec deixou constar da Codificação repetições já passadas (analisadas) segundo o Método Cartesiano?

Aí entra, segundo penso, a autoridade dos Espíritos Superiores que agem não apenas no ditado, mas na análise, na sugestão e aplicação do CUEE e, finalmente, na composição da Codificação.

Sem o que, correria-se o risco de termos não uma Doutrina dos Espíritos mas uma obra de Kardec.

Não questiono o papel dos Espíritos Superiores na condução do processo. Mas não vejo nesse caso nada que não seja possível e até mesmo esperado de quem se propõe a um trabalho de pesquisa realmente sério. Pessoalmente sinto-me mais satisfeito em considerar que a iniciativa das repetições é do próprio Kardec e não dos Espíritos superiores, já que vejo nessa iniciativa o potencial do Espírito humano para colaborar na obra e a delimitação precisa do que seja o trabalho da codificação. Penso que as repetições visavam abranger as possibilidades de dúvidas que um determinado tema poderia oferecer.

Citar
O que caracteriza um estudo sério é a continuidade. Devemos admirar-nos de não obter respostas sensatas a perguntas naturalmente sérias, quando as fazemos ao acaso e de maneira brusca, em meio a perguntas ridículas? Uma questão complexa requer, para ser esclarecida, perguntas preliminares ou complementares. Quem quer adquirir uma Ciência deve estudá-la de maneira metódica, começando pelo começo e seguindo o seu encadeamento de ideias. Aquele que propõe a um sábio, ao acaso, uma questão sobre Ciência de que ignora os rudimentos, obterá algum proveito? O próprio sábio poderá, com a maior boa vontade, dar-lhe uma resposta satisfatória? Essa resposta isolada será forçosamente incompleta e, por isso mesmo, quase sempre ininteligível, ou poderá parecer absurda e contraditória. Acontece o mesmo em nossas relações com os Espíritos. Se desejamos aprender com eles, temos de seguir-lhes o curso; mas, como entre nós, é necessário escolher os professores e trabalhar com assiduidade. (O livro dos Espíritos. Introdução, item 8)

Citar
Havia bastante tempo observara que, no que concerne aos costumes, é às vezes preciso seguir opiniões, que sabemos serem muito duvidosas, como se não admitissem dúvidas, conforme já foi dito acima; porém, por desejar então dedicar-me apenas a pesquisa da verdade, achei que deveria agir exatamente ao contrário, e rejeitar como totalmente falso tudo aquilo em que pudesse supor a menor dúvida, com o intuito de ver se, depois disso, não restaria algo em meu crédito que fosse completamente incontestável. (DESCARTES. Discurso do método. 4ª parte)

Abraço,
Título: Re: pergunta 346
Enviado por: Moises de Cerq. Pereira em 29 de Setembro de 2013, 00:24
O Método cientifico,
penso eu,
permite avançar nas questões dos nossos sentidos
pois os mesmos, foram pelo aguçar dos sentidos desenvolvidos...
Construídos e revistos...apurados e erguidos
Mas quando se pisa num patamar que não se apalpa com os nossos sentidos físicos...
esses métodos ...Anulam-se...ou transmutam-se

Uma razão maior, penso eu,
que colocou Kardec a expor o Espiritismo com sua ciência própria e a parte
da ciência ordinária, e sem que dela cobrarmos algo...talvez ...ainda pensou eu,
para protege-la do seu infinito curso
neste paralelo ao incorpóreo...

Quanto ao que se refere
as colocações dos Espíritos Superiores
e o que fez kardec
vemos em Kardec
Um cônscio em seu igual
e das vezes O Superior a todos.

Aliás
O que vejo...

Apenas digo assim nas simples questões e assuntos que consigo perceber
e
nem cogito toda a estrutura
Título: Re: pergunta 346
Enviado por: Brenno Stoklos em 30 de Setembro de 2013, 06:28

Pessoalmente sinto-me mais satisfeito em considerar que a iniciativa das repetições é do próprio Kardec e não dos Espíritos superiores, já que vejo nessa iniciativa o potencial do Espírito humano para colaborar na obra e a delimitação precisa do que seja o trabalho da codificação. Penso que as repetições visavam abranger as possibilidades de dúvidas que um determinado tema poderia oferecer.

Abraço,


Também penso da mesma forma, amigo Edmar.

Quando digo que os Espíritos Superiores agiram em todos os pontos da obra da Codificação não estou a afirmar que, no que diz respeito à formulação das questões e a posterior análise das respostas, tenham Eles agido de forma direta, mas por inspiração.

A iniciativa das repetições foi mesmo de Kardec. Tanto que os Espíritos Superiores sempre o alertavam quando julgavam haver excesso.

Título: Re: pergunta 346
Enviado por: Joao Paulo Soares em 30 de Setembro de 2013, 15:13
Caros,

  Os Espiritos Superiores indicaram perguntas? Indicaram a Kardec temas?
 
  Então, se em certas perguntas, o ensinamento já foi dado, porque não aproveitar e ensinar mais um pouco?! Este é o caso. Serve até como bom exemplo para nós.
 

 Forte Abraço,
Título: Re: pergunta 346
Enviado por: Mourarego em 30 de Setembro de 2013, 15:22
Não vejo assim, amigo Edmar,
veja que muitas das comunicações obtidas no trabalho do CUEE foram recebidas via evocação.
Abraços,
Moura.

(...)
O problema é aplicar-se o Método Cartesiano quando se trata com Inteligências independentes.
(...)

No caso dos Espíritos, o método é inadequado como meio de se obter novas informações, mas para avaliar aquelas que já foram voluntariamente dadas, ele pode ser aplicado sem problemas.

Abraço,