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GERAL => Psicologia & Espiritismo => Toxicodependência => Tópico iniciado por: Wilsonmoreno em 07 de Julho de 2014, 20:52

Título: Os Vicios e suas consequencias espirituais.
Enviado por: Wilsonmoreno em 07 de Julho de 2014, 20:52
O astral inferior está repleto de espíritos que adquiriram vícios, quando encarnados, e na situação em que se encontram, dispõem de um só meio de satisfazê-los: é o de se encostar aos seres encarnados, também viciados, para junto deles, em ação vampiresca, se saciarem, associando-se intimamente os seus corpos físicos e os seus sentidos.
Assim, o que foi jogador inveterado põe-se junto à mesa do jogo, encostado àquele por quem nutre maior simpatia, passa a intuí-lo, para que faça os lances que lhe aprazem, e "ruge", enraivecido, quando as intuições não forem captadas como deseja. Outros espíritos, igualmente viciados no jogo, passam a influenciar outros jogadores encarnados, e a peleja astral em torno deles segue renhida, estimulada por impropérios e imprecações. As figuras dos espíritos do astral inferior costumam ser de repelente aspecto, vítimas dos pensamentos que acalentam, engendrados na lama pestilenta do vício.
Idêntico fenômeno se opera com os espíritos do astral inferior que, quando encarnados, foram alcoólatras ou se sentem ressequidos e com um desejo incontrolável de ingerir bebidas fortes e embriagantes, a que se acostumaram, e, para satisfazer esse desejo, se apegam aos ébrios do plano físico e de tal forma conseguem justapor o seu corpo astral ao corpo físico do encarnado, que passam a sentir, como se encarnados estivessem, o sabor do álcool e o efeito atuante da bebida ingerida. Deste modo se satisfazem e continuam alimentando o vício.
Assim também acontece com os que fumam ou se entregam a qualquer outro vício. Há vícios maiores e menores, mas são sempre vícios. Os espíritos viciados do astral inferior estão sempre próximos dos encarnados, à procura daqueles que possuam vícios iguais aos seus. Os que não têm vícios não lhes interessam, ficando, assim, livres dessa péssima assistência. Por aqui se vê quanto os seres encarnados, possuidores de vícios, estão expostos a um duplo malefício: o de ordem material e o de ordem moral, ficando sujeitos não só à ação perniciosa e destruidora da saúde e da resistência física, como a receberem as contaminações de duas origens de obsessores, seja pela acumulação de fluidos deletérios, seja pela ressonância de vibrações inferiores.
O viciado é, pois, um pólo de atração das forças inferiores; ele as alimenta, as mantém em torno de si, recebe as suas intuições e acaba modificando o seu modo pessoal de ser para tornar-se um reflexo delas, em suas manifestações.
O vício é um dos promotores do suicídio lento, por contribuir, direta ou indiretamente, para o encurtamento da vida, uns atingindo frontalmente a estrutura orgânica do indivíduo, outros corroendo a alma e produzindo manchas no perispírito, que só no curso de outras vidas irão desaparecer.
O viciado, de um modo geral, não escapa ao estágio no astral inferior, após a desencarnação, por estar o seu corpo astral impregnado de efeitos do vício e só no astral inferior existir formas vibratórias suficientemente baixas para absorver tais efeitos, o que se dá num tempo mais ou menos longo, conforme a natureza do vício, a sua intensidade e os males que produziu.
O vício é, pois, um hábito pernicioso que leva o espírito a sofrer os danos morais e físicos dele decorrentes, com os quais muito retarda a sua evolução. A permanência de forças astrais inferiores junto à pessoa do encarnado predispõe-na a adquirir manias, a contrariar os bons princípios, a indispor-se com terceiros, a perder a capacidade de ação própria de pensar e agir com independência, a tornar-se intolerante e enfadonha, deixando escapar as melhores oportunidades da vida. Numerosas infelicidades que poderiam ser evitadas, ocorrem na vida, em conseqüência da ação funesta do astral inferior. Logo, é profundamente condenável todo e qualquer costume que proporcione contato com esses espíritos infelizes da baixa camada atmosférica, que não são visíveis aos olhos da carne, mas que são tão reais como os demais seres encarnados.
O vício alquebra o vigor espiritual, pela razão de sintonizar-se com correntes contrárias, impedindo, assim, que tal vigor se manifeste com a sua maior potencialidade. Quem não estiver ao lado do bem, está, infalivelmente, ao lado do mal, porque não há ponto intermediário neutro para a pessoa se colocar no torvelinho da vida; como o vício não está do lado do bem, por motivos óbvios, está do lado do mal, e, conseqüentemente, também está do mesmo lado quem estiver submetido a ele.
Combater o vício é, pois, um dever cristão, que precisa ser reconhecido e aplicado, sem condescendência. Ele se infiltra, traiçoeiramente, nas criaturas desprevenidas que não se dão ao hábito de raciocinar sobre seus riscos e inconvenientes, apoderando-se delas, é estas passam a defendê-lo, depois, para justificar o seu avassalamento.
Olhando o aspecto econômico da questão, atua o vício como fator de desperdício. Ao tomar-se, para exemplo, o vício do fumo, constata-se que o dinheiro gasto numa existência humana com esse vício, levando-se em conta as fórmulas normais de capitalização e admitindo-se que, diariamente, fosse depositada, em organização bancária, a importância dispendida com ele e seus acessórios, daria em média por pessoa fumante, o necessário para adquirir uma propriedade, ou seja, uma residência para os seus herdeiros. É um valor econômico apreciável que cada viciado no fumo queima, diariamente, em prejuízo da família e, sobretudo, da saúde.
Depois de desencarnado, pode o indivíduo saber — e saberá na certa — exatamente quanto desperdiçou durante a vida terrena com o vício que manteve, já que todos os atos, por menores, por mais insignificantes que sejam, ficam indelevelmente registrados. Verá então quais os benefícios que deixou de prestar aos seres seus afins ou colaterais dependentes, pelo desperdício causado pelo vício. Os ricos, que são mantenedores de vícios, hão de ver que não estiveram à altura de fazer bom uso da riqueza, e poderão preparar-se para uma nova existência de pobreza, quando melhor verificarão quais as aplicações que devem ser dadas às riquezas.
O indivíduo que gasta os seus recursos com o vício não tem o direito de reclamar que ganha pouco e que o dinheiro não chega.
Uma vez que na senda da evolução cada um deve esforçar-se por não ter apego às coisas terrenas, de modo algum há de andar jungido ao vício, que é o mais lamentável de todos os apegos.
As pessoas fúteis têm uma inclinação acentuada pelo vício, e quando não se deixam arrastar pela atração do ópio, da cocaína, da maconha, entregam-se à do fumo, muitas vezes por parecer-lhes um hábito elegante. De elegantes desse tipo está repleto o astral inferior.
Estas advertências objetivam alertar o espírito dos bem intencionados para que meditem sobre o caso, e se disponham a preparar dias melhores para o futuro, nos quais não devem constar registros de práticas viciosas. Para entrar no caminho da espiritualidade, uma das condições é a de poder sentir repugnância pelo vício, desprezá-lo, mantendo-o à distância. A aversão pelo vício é uma questão de princípio, de formação moral, de compreensão espiritual.
Todos os acontecimentos na vida têm a sua origem e são dependentes da lei de causa-e-efeito. Os vícios são o efeito, e a causa é a falta de conhecimento da vida espiritual.
Os vícios terão de desaparecer com a evolução dos seres; eles atestam, enquanto prevalecem, condições deficientes no estado evolutivo. É indispensável que a criatura reconheça essa inferioridade, antes de poder desejar a sua extinção. A campanha contra o vício não poderá esmorecer. Aqueles que estiverem seguros de que o vício constitui um erro de conduta na Terra, devem opor-se à sua sobrevivência, sempre que a oportunidade se apresente. A toda criatura assiste o dever de combater os males, e o vício é um deles. Não se pense, egoisticamente, que o mal que não nos atinge não nos deverá preocupar. Todos somos membros da grande família humana, e é preciso zelar pela sua integridade.

Texto de Luiz de Souza.

Um abraço a todos.

Wilson Moreno na busca da Verdade.
Título: Re: Os Vicios e suas consequencias espirituais.
Enviado por: Wilsonmoreno em 08 de Julho de 2014, 15:08
Vejamos as Observações de Andre Luiz sobre esse tema que é muito importante.

Na obra Nos Domínios da Mediunidade pelo espírito de Andre Luiz, psicografado por Chico Xavier, encontramos esses trecho.

"...As emanações do ambiente produziam em nós indefinível mal-estar.
Junto de fumantes e bebedores inveterados, criaturas desencarnadas de triste feição se demoravam expectantes.
Algumas sorviam as baforadas de fumo arremessadas ao ar, ainda aquecidas pelo calor dos pulmões que as expulsavam, nisso encontrando alegria e alimento. Outras aspiravam o hálito de alcoólatras impenitentes.

Indicando-as, informou o orientador:
— Muitos de nossos irmãos, que já se desvencilharam do vaso carnal, se apegam com tamanho desvario às sensações da experiência física, que se cosem àqueles nossos amigos terrestres temporariamente desequilibrados nos desagradáveis costumes por que se deixam influenciar.
— Mas por que mergulhar, dessa forma, em prazeres dessa espécie?
— Hilário — disse o Assistente, bondoso —, o que a vida começou, a morte continua... Esses nossos companheiros situaram a mente nos apetites mais baixos do mundo, alimentando-se com um tipo de emoções que os localiza na vizinhança da animalidade. Não obstante haverem frequentado santuários religiosos, não se preocuparam em atender aos princípios da fé que abraçaram, acreditando que a existência devia ser para eles o culto de satisfações menos dignas, com a exaltação dos mais astuciosos e dos mais fortes. O chamamento da morte encontrou-os na esfera de impressões delituosas e escuras e, como é da Lei que cada alma receba da vida de conformidade com aquilo que dá, não encontram interesse senão nos lugares onde podem nutrir as ilusões que lhes são peculiares, porquanto, na posição em que se vêem, temem a verdade e abominam-na, procedendo como a coruja que foge à luz..."
Essa observação colocada por Andre Luiz, mostra que são os espíritos apegados a matéria e aos vícios, que se utilizam dos encarnados viciosos, para absorverem os fluidos da nicotina e da bebida, portanto, esses espíritos desencarnados que pedem bebidas, fumo, charutos e despachos, são espíritos presos as paixões e vícios matérias, espíritos de baixa evolução moral, eles estão numa faixa vibratória muito densa e grosseira.
Como disse Andre Luiz.
Junto de fumantes e bebedores inveterados, criaturas desencarnadas de triste feição se demoravam expectantes.
Algumas sorviam as baforadas de fumo arremessadas ao ar, ainda aquecidas pelo calor dos pulmões que as expulsavam, nisso encontrando alegria e alimento. Outras aspiravam o hálito de alcoólatras impenitentes.

Resumindo.
Os espíritos de luz ou espíritos elevados não possuem necessidade matérias, eles não pedem velas, cigarros, charutos, cachaça e despachos, somente espiritos apegados a matéria pedem essas coisas.

Raciocinando.

Os vícios da bebida alcoólica, cigarro, jogo, gula e sexo sem controle, vai atrair pela sintonia vibratória dos pensamentos, espíritos desencarnados que possuem os mesmos desejos e vícios, não devemos esquecer que no mundo invisível ou plano astral, tudo é sintonia, afinidade e atração.
O Bem tem sintonia com o Bem.
O mal tem sintonia com o mal.
Os encarnados viciosos são Vampirizados por espíritos inferiores do mundo espiritual, eles sugam ou absorvem pela AURA dos encarnado as emanações fluídicas das substancias nocivas da bebida, cigarro e drogas.
Encarnados viciados atraem pela sintonia, desencarnados também viciados.
Para afastar os maus espíritos e os vampiros psíquicos, temos que nos libertar dos vícios, maus pensamentos e maus desejos, temos que nos depurar moralmente, cultivar pensamentos elevados e nobres, praticar o bem e as virtudes, combater os vícios e maus desejos.
Pela nossa reforma moral e mental, vamos afastar os maus espíritos e atrair pela sintonia os espíritos de luz.
Tudo depende dos nossos pensamentos e da nossa conduta moral, não devemos esquecer o bem atrai o bem e o mal atrai o mal.
Quem escolhe é você.

Vejamos uma observação importante de Ramatis.

Os desencarnados que ardem em desejos pelo álcool não perdem o seu tempo, operando sobre o encarnado que é abstêmio alcoólico, por saberem que perderão os seus esforços e não conseguirão levá-lo ao alcoolismo. preferem, pois, encontrar criaturas afeitas ao álcool ou já debilitadas por outras paixões perigosas, a fim de levá-las ao desregramento por caminhos indiretos.
da mesma forma procedem os espíritos que eram fumantes inveterados e que se alucinam no espaço pela falta do cigarro.

Designo como “caneco vivo” a criatura que se deixa dominar completamente pelo vicio do álcool, tornando-se enfraquecido no seu senso de comando psicológico e espiritual. Quando tal acontece, os viciados do Além, que se afinizam à sua constituição psíquica, vigiam-na e atuam incessantemente sobre ela a fim de conseguirem situá-la sob a freqüência vibratória com que operam em comum, para subverterem-lhe completamente a vontade e o caráter. De acordo com a lei de afinidade espiritual, é preciso que o candidato à função de “caneco vivo” vibre na mesma faixa vibratória do malfeitor desencarnado, pois só deste modo é que este consegue agir com êxito e interceptar qualquer inspiração superior que possa ser enviada à sua vítima no sentido de se livrar do vício. Assim que o obsessor consegue domínio completo sobre o bêbedo encarnado, trata de cercá-lo de cuidados e protegê-lo contra outras entidades desencarnadas que também o possam usar como “caneco vivo”.

O álcool ingerido pelo alcoólatra terreno, depois que lhe atin¬ge o estômago, volatiliza-se em operação progressiva, até alcançar a sua forma etéreo-astral, momento em que os espíritos viciados podem então sugá-lo pela aura do infeliz beberrão. Trata-se de uma espécie de repulsiva operação de vampirismo que, para satisfazer em parte aos desencarnados, exaure a vitalidade da vítima.

Certas vezes aglomeram-se várias entidades viciadas sobre a aura de um mesmo bêbedo, constituindo uma grotesca e degradante cena de sucção de álcool! Elas se mostram irascíveis e irritadas quando os seus pacientes não as atendem a contento deixando de beber a quantidade desejada para a sua satisfação mórbida completa. Trabalham furiosamente para que o infeliz aumente a sua dose de álcool, pois ele representa o transformador que deve saturar-se cada vez mais a fim de cumprir a repulsiva tarefa de dar de beber aos viciados do Além.

Daí o motivo por que muitos alcoólatras insistem em afirmar
que uma força oculta os obriga a beber cada vez mais, até que chegam a cair ao solo inconscientes. Saturados então de álcool, quais míseros farrapos humanos a exsudarem os vapores repelentes da embriaguez total, eles atravessam o resto de suas existências transformados em vítimas dos seus obsessores, que astuciosamente se ocultam nas sombras do Além-Túmulo.

Ramatis.


Portanto, meus amigos procurem combater esses vícios e tomem cuidado com esses espíritos desencarnados que pedem bebidas alcoólicas, cigarros e charutos, são espíritos inferiores ainda apegados a matéria e aos vícios e desejos terrenos.

Para finalizar vejamos essa observação importante.

Um corpo físico nutrido com alimentos impuros atrairá matéria astral impura correspondente. Um corpo físico alimentado com substancias puras formará um corpo astral purificado. Sendo o corpo astral o veículo das emoções e das paixões, se a sua composição for feita de matéria grosseira, será mais sensível às emoções e paixões baixas, e um corpo refinado terá maior facilidade de ser sensível e expressar emoções também refinadas... Além desses transtornos e enfermidades, o uso da carne, do álcool e do fumo, também atrai entidades astrais indesejáveis que se comprazem nas emanações de sangue, álcool e fumo.
Projetando Luz, Um Guia de Aprendizado Espiritual - Narcí Castro de Souza

Álcool, drogas e fumo emitem energias degradantes que envolvem a aura do espírito e impossibilitam a doação de energias benéficas. Dominados pelo vicio o espírito abaixa sua vibração e sintoniza na faixa de ação dos obsessores, tornando-se insensível as inspirações dos espíritos amigos Maiores informações sobre os malefícios espirituais do fumo, álcool e drogas podem ser encontradas literatura espírita e espiritualista

Wilson Moreno na busca da Verdade.