Forum Espirita

GERAL => Outros Temas => Tópico iniciado por: BrenoSampaio em 28 de Fevereiro de 2012, 01:56

Título: Espíritos desencarnados sentem necessidade de se alimentar?
Enviado por: BrenoSampaio em 28 de Fevereiro de 2012, 01:56
Olá a todos, gostaria de esclarecimento sobre a "evolução espiritual" e as necessidades fisiológicas dos espíritos, estava observando no nosso lar que, em certo ponto um espírito de um dos coordenadores menciona que lá poderia trabalhar de varias coisas, inclusive em "fábricas de alimento" então fiquei pensando: 1 -isso existe mesmo lá ou é coisa que adicionaram ao filme? 2- se existe, quer dizer que quanto mais "desapegado" da matéria o espírito menos vontade de se alimentar ou de suas necessidades fisiologicas?
3- é mencionado lá também "sopa e água", então seriam de natureza semi-material ou imaterial? obrigado desde já.
Título: Re: Espíritos desencarnados sentem necessidade de se alimentar?
Enviado por: Edil Curvelo em 28 de Fevereiro de 2012, 03:06
Olá amigo Breno! Respondendo:

1- Sim, isto está descrito no livro.
2- Provavelmente sim. Pois depende de quão estão mental e emocionalmente ligados a esses hábitos.
3 - Seriam de matéria astral, um tipo de matéria sutil imperceptível aos nossos sentidos corporais.

Quanto a pergunta do tópico, eles sentem as necessidades de acordo com hábitos que tinham quando encarnados, pois a morte em si não os modifica. E dependendo do entendimento e desenvolvimento do Espírito, ele pode ir se desvencilhando desses hábitos ou continuar a reafirmá-los por muito tempo.

Um abraço,
Edil
Título: Re: Espíritos desencarnados sentem necessidade de se alimentar?
Enviado por: phabioasilva em 29 de Fevereiro de 2012, 17:08
Acredito que o capítulo 6 - itens III e IV do OLE possa tirar algumas de suas dúvidas.

http://livrodosespiritos.wordpress.com/mundo-dos-espiritos/cap-6-vida-espirita/iii-percepcoes-sensacoes-e-sofrimentos-dos-espiritos/
Título: Re: Espíritos desencarnados sentem necessidade de se alimentar?
Enviado por: andreariovaldo em 29 de Fevereiro de 2012, 17:40
Sem nenhuma pretensão, gostaria de sugerir os seguintes artigos como leitura:


1º) http://www.andreariovaldo.com.br/ideias/os-espiritos-nao-transam-nao-comem-e-nao-dormem


2º) http://www.andreariovaldo.com.br/ideias/os-espiritos-nao-transam-nao-comem-e-nao-dormem-parte-2-continuacao


3º) http://www.andreariovaldo.com.br/ideias/os-espiritos-nao-transam-nao-comem-e-nao-dormem-parte-3-final 
Título: Re: Espíritos desencarnados sentem necessidade de se alimentar?
Enviado por: alcidiomichel em 29 de Fevereiro de 2012, 18:25
Espíritos desencarnados sentem necessidade de se alimentar?

Sim, sentem, mas uma necessidade que é impossível de ser saciada. Aqueles que acreditam estar comendo não passa de imaginação. Na Revista Espírita de 1868 há um capítulo inteiro sobre isso, vou colocar apenas a nota de Kardec, mas recomendo ler toda a matéria:

[...]Nota. A quem não conhece a verdadeira constituição do mundo invisível, parecerá
estranho que os Espíritos que, segundo eles, são seres abstratos, imateriais, indefinidos,
sem corpo, sejam vítimas dos horrores da fome; mas o espanto cessa quando se sabe
que esses mesmos Espíritos são seres como nós; que eles têm um corpo, fluídico é
verdade, mas que não é menos da matéria; que, em deixando o seu envoltório carnal,
certos Espíritos continuam a vida terrestre com as mesmas vicissitudes durante um tempo
mais ou menos longo. Isto parece singular, mas isto é, e a observação nos ensina que tal
é a situação dos Espíritos que viveram mais da vida material do que da vida espiritual,
situação freqüentemente terrível, porque a ilusão das necessidades da carne se faz sentir,
e se têm todas as angústias de uma necessidade impossível de ser saciada. O suplício mitológico do Tântalo acusa, entre os antigos, um conhecimento mais exato do que se supõe do estado do mundo de além-túmulo, mais exato sobretudo do que entre os modernos.[...]
Título: Re: Espíritos desencarnados sentem necessidade de se alimentar?
Enviado por: alcidiomichel em 29 de Fevereiro de 2012, 18:29
Espíritos desencarnados sentem necessidade de se alimentar?

Sim, sentem, mas uma necessidade que é impossível de ser saciada. Aqueles que acreditam estar comendo não passa de imaginação. Na Revista Espírita de 1868 há um capítulo inteiro sobre isso, vou colocar apenas a nota de Kardec, mas recomendo ler toda a matéria:

[...]Nota. A quem não conhece a verdadeira constituição do mundo invisível, parecerá
estranho que os Espíritos que, segundo eles, são seres abstratos, imateriais, indefinidos,
sem corpo, sejam vítimas dos horrores da fome; mas o espanto cessa quando se sabe
que esses mesmos Espíritos são seres como nós; que eles têm um corpo, fluídico é
verdade, mas que não é menos da matéria; que, em deixando o seu envoltório carnal,
certos Espíritos continuam a vida terrestre com as mesmas vicissitudes durante um tempo
mais ou menos longo. Isto parece singular, mas isto é, e a observação nos ensina que tal
é a situação dos Espíritos que viveram mais da vida material do que da vida espiritual,
situação freqüentemente terrível, porque a ilusão das necessidades da carne se faz sentir,
e se têm todas as angústias de uma necessidade impossível de ser saciada. O suplício mitológico do Tântalo acusa, entre os antigos, um conhecimento mais exato do que se supõe do estado do mundo de além-túmulo, mais exato sobretudo do que entre os modernos.[...]


O nome da matéria da Revista Espírita de 1858 é "A fome entre os espíritos"
Título: Re: Espíritos desencarnados sentem necessidade de se alimentar?
Enviado por: andreariovaldo em 29 de Fevereiro de 2012, 18:52

Perfeito.

Espíritos desencarnados sentem necessidade de se alimentar?

Sim, sentem, mas uma necessidade que é impossível de ser saciada. Aqueles que acreditam estar comendo não passa de imaginação. Na Revista Espírita de 1868 há um capítulo inteiro sobre isso, vou colocar apenas a nota de Kardec, mas recomendo ler toda a matéria:

[...]Nota. A quem não conhece a verdadeira constituição do mundo invisível, parecerá
estranho que os Espíritos que, segundo eles, são seres abstratos, imateriais, indefinidos,
sem corpo, sejam vítimas dos horrores da fome; mas o espanto cessa quando se sabe
que esses mesmos Espíritos são seres como nós; que eles têm um corpo, fluídico é
verdade, mas que não é menos da matéria; que, em deixando o seu envoltório carnal,
certos Espíritos continuam a vida terrestre com as mesmas vicissitudes durante um tempo
mais ou menos longo. Isto parece singular, mas isto é, e a observação nos ensina que tal
é a situação dos Espíritos que viveram mais da vida material do que da vida espiritual,
situação freqüentemente terrível, porque a ilusão das necessidades da carne se faz sentir,
e se têm todas as angústias de uma necessidade impossível de ser saciada. O suplício mitológico do Tântalo acusa, entre os antigos, um conhecimento mais exato do que se supõe do estado do mundo de além-túmulo, mais exato sobretudo do que entre os modernos.[...]
Título: Re: Espíritos desencarnados sentem necessidade de se alimentar?
Enviado por: Mourarego em 29 de Fevereiro de 2012, 19:52
Só destacando da nota na Re para dar mais visibilidade:
"Espíritos são seres como nós; que eles têm um corpo, fluídico é verdade, mas que não é menos da matéria; que, em deixando o seu envoltório carnal, certos Espíritos continuam a vida terrestre com as mesmas vicissitudes durante um tempo mais ou menos longo. Isto parece singular, mas isto é, e a observação nos ensina que tal é a situação dos Espíritos que viveram mais da vida material do que da vida espiritual, situação freqüentemente terrível, porque a ilusão das necessidades da carne se faz sentir, e se têm todas as angústias de uma necessidade impossível de ser saciada."
Abraços,
Moura
Clique aqui para ler mais: http://www.forumespirita.net/fe/o-livro-dos-espiritos/espiritos-desencarnados-sentem-necessidade-de-se-alimentar/?action=post;num_replies=7#ixzz1nnnkpW1T
Título: Re: Espíritos desencarnados sentem necessidade de se alimentar?
Enviado por: andreariovaldo em 29 de Fevereiro de 2012, 20:54
O mesmo para a sede. O Espírito pode até estar com sede, mas não há como saciar esta sede. Já sonhou que está com sede e que, mesmo bebendo água, você continua com sede? Tal é a sensação. (os ressaquiados de plantão vão saber entender bem isso. ehheh)


Para o sexo da mesma forma. Não possuindo mais órgãos genitais, não há o que penetrar nem onde.


Pode-se criar uma ilusão, é verdade, mas ilusão é sempre ilusão...
Título: Re: Espíritos desencarnados sentem necessidade de se alimentar?
Enviado por: Mourarego em 29 de Fevereiro de 2012, 21:07
Exatamente mano Ariovaldo, e mesmo ainda há o exemplo em OLE do materialista avaro.
constitui para este a maior das penas, a visão de sua fortuna e o impedimento em poder tocar nela ou dela usufruir.

No caso sexual, a pena deve ser ainda mais forte dado as sensações ainda cristalizadas pelo Espírito. é dito que alguns, tentam até plasmar órgãos dos quais não podem se utilizar.
Já imaginou o Mourinha, desencarnado, na maior fissura e vendo a Giselle Bünchen, lhe dar a maior pelota no astral? Eu tava danado! :)
abraços,
Moura
Título: Re: Espíritos desencarnados sentem necessidade de se alimentar?
Enviado por: Moises de Cerq. Pereira em 29 de Fevereiro de 2012, 22:25
Bom texto do Alcídio

Nossa realidade após a morte é bem critica
fico imaginando o que passaremos.

Quantos desejos a serem buscados
não por caua da ignorância
e sim pelo condicionamento alcançado.

É o mesmo que ler que os espíritos após uma evolução,ou, uma seuquencia de progressos ou no progresso, um status adquirido
alcançam um perespírito mais sutil, mais desenbaraçados da matéria...
mas com bastante certeza
sabemos que não é o nosso caso....ainda

Então sendo um corpo sutil
e formado por elementos sutis
com células sutis, estruturas sutis


Questiono
Por questões sutis a sua formação a de se manter
toda esta complexidade por algum elemnto sutil?




Título: Re: Espíritos desencarnados sentem necessidade de se alimentar?
Enviado por: Moises de Cerq. Pereira em 29 de Fevereiro de 2012, 22:29
Ou só pelos fatos de lermos artigos
e estudarmos a DE
já nos condiciona a não termos sede, fome, desejo,
frio, pavor...e ai vai...após o desencarne?
Título: Re: Espíritos desencarnados sentem necessidade de se alimentar?
Enviado por: Edil Curvelo em 29 de Fevereiro de 2012, 23:31
De certo isso ajudará um pouco na proporção em que tenhamos nos convencido disso, parcialmente praticado e constatado aqui mesmo. No entanto não creio que alguém que, apesar de saber dessas teorias, continue aqui usando a comida só como objeto de prazer e válvula de escape, vá se beneficiar muito delas quando chegar lá do outro lado.

Um abraço,
Edil

Ou só pelos fatos de lermos artigos
e estudarmos a DE
já nos condiciona a não termos sede, fome, desejo,
frio, pavor...e ai vai...após o desencarne?
Título: Re: Espíritos desencarnados sentem necessidade de se alimentar?
Enviado por: João Espírita em 01 de Março de 2012, 01:29
Acredito que temos de dar uma interpretação dos ensinamentos do Livro dos Espíritos conforme os ensinamentos de Chico Xavier e outros bons médiuns da atualidade, que expandiram um tanto mais o conceito da vida espírita e, mais precisamente, das necessidades corporais dos Espíritos.

Desse modo, acredito que os Espíritos que desencarnam, em sua maioria, não se despem das necessidades corporais de uma só vez, vão aos poucos se despindo. Em Nosso Lar, que possui habitantes acima da Crosta terrestre, com hábitos e constumes um tanto mais elevados que os daqui, nem por isso deixam de alimentar-se, dormir ou de utilizar o banheiro. A evolução não dá saltos e o abandono destas necessidades materiais se dá aos poucos.

O livro Nosso Lar diz que, antigamente, nesta colônia, os Espíritos se alimentavam de comida idêntica a daqui, mas que, por determinação do Governador de lá, a comida foi substituída por água, ar e alimentos mais leves, o que gerou rebeliões contrárias por parte de muitos espíritos, dentre os quais os matemáticos que trabalhavam em Nosso Lar. Houve, inclusive, a entrada clandestina de alimentos de regiões umbralinas à cidade, o que fez com que a cidade fechasse toda entrada e saída e acionasse suas defefas. No fim, a população se adaptou e os resultados benéficos logo fizeram-se sentir.

Desse modo, acho que a questão "os espíritos se alimentam?" é um tanto quanto complexa, mas, de maneira geral, diria que: sim, e a medida em que se despoja dos laços materiais - o que, talvez, nenhum de nós consigamos fazer, no interregno espiritual entre esta e a nossa próxima reencarnação - os espíritos vão perdendo estas necessidades.
Título: Re: Espíritos desencarnados sentem necessidade de se alimentar?
Enviado por: andreariovaldo em 01 de Março de 2012, 09:49

eheheheheh...

Exatamente mano Ariovaldo, e mesmo ainda há o exemplo em OLE do materialista avaro.
constitui para este a maior das penas, a visão de sua fortuna e o impedimento em poder tocar nela ou dela usufruir.

No caso sexual, a pena deve ser ainda mais forte dado as sensações ainda cristalizadas pelo Espírito. é dito que alguns, tentam até plasmar órgãos dos quais não podem se utilizar.
Já imaginou o Mourinha, desencarnado, na maior fissura e vendo a Giselle Bünchen, lhe dar a maior pelota no astral? Eu tava danado! :)
abraços,
Moura
Título: Re: Espíritos desencarnados sentem necessidade de se alimentar?
Enviado por: andreariovaldo em 01 de Março de 2012, 10:02

Querido João, embora nosso respeito, carinho e admiração pelo trabalho de Chico Xavier deva sempre estar acima de nossas coerências pessoais (é assim que penso em relação à pessoa Chico Xavier), penso que há um equivoco em sua colocação, e digo isso com tudo o respeito.


Não é O Livro dos Espíritos que deve ser interpretado conforme livros de Chico Xavier, mas os desses que deve se conformar aos do primeiro.


André Luiz fez um dos mais completos trabalhados de detalhamento da vida espirita, mas não devemos deixar de considerar que ali, temos em vários momentos, o seu ponto de vista pessoal, levando em consideração que André Luiz não é um Espírito perfeito e por isso mesmo, ainda sujeito a visão restritas e mesmo materializadas a respeito das coisas e também por isso mesmo, sujeito a análise.


Não sou daqueles que chutam André Luiz, pois creio que viver em estremos não traz sabedoria, mas penso que muito daquilo que André Luiz traz, que é tido como verdade absoluta perante os conceitos espíritas, ou está incompleto ou está falho, pois ao confrontar seus pensamentos e ensinamentos com os dos vários Espíritos que compõe a Codificação, notamos claramente que as informações parecem não bater.


Desse modo, na dúvida, creio que o mais seguro seja ficarmos com Allan Kardec.


André Luiz fala sobre a existência de animais no mundo dos Espíritos. Kardec afirma inúmeras vezes o oposto.
André Luiz errou? Depende. Se ele diz que os animais que lá estão são realmente os espíritos de animais que morreram aqui na Terra, aí há erro, pois se existissem cães, gatos, etc, não haveria razão para que não existissem o das ostras. Se somente animais evoluídos na escala destes seres é que merecem essa condição, primeiro haveria injustiça e segundo, deverá haver então um oceano no mundo dos Espíritos, pois os golfinhos e baleias são muito inteligentes.


Assim, se ele afirma que são espíritos de animais, há erro, mas se ele diz que esses animais são projeções do pensamento, então podemos admitir.


Acontece que André Luiz não esmiuçou isso e hoje em dia, vemos centros espíritas dando passe em cachorro, ao inves de tratar o ser humano.


O mesmo ocorre em relação à alimentação, ao sexo, à sede na vida dos espíritos. O mesmo ocorre ainda com a crença na existência de crianças no mundo dos Espíritos... e por aí vai.




abraços e bom dia a todos.



Acredito que temos de dar uma interpretação dos ensinamentos do Livro dos Espíritos conforme os ensinamentos de Chico Xavier e outros bons médiuns da atualidade, que expandiram um tanto mais o conceito da vida espírita e, mais precisamente, das necessidades corporais dos Espíritos.

Desse modo, acredito que os Espíritos que desencarnam, em sua maioria, não se despem das necessidades corporais de uma só vez, vão aos poucos se despindo. Em Nosso Lar, que possui habitantes acima da Crosta terrestre, com hábitos e constumes um tanto mais elevados que os daqui, nem por isso deixam de alimentar-se, dormir ou de utilizar o banheiro. A evolução não dá saltos e o abandono destas necessidades materiais se dá aos poucos.

O livro Nosso Lar diz que, antigamente, nesta colônia, os Espíritos se alimentavam de comida idêntica a daqui, mas que, por determinação do Governador de lá, a comida foi substituída por água, ar e alimentos mais leves, o que gerou rebeliões contrárias por parte de muitos espíritos, dentre os quais os matemáticos que trabalhavam em Nosso Lar. Houve, inclusive, a entrada clandestina de alimentos de regiões umbralinas à cidade, o que fez com que a cidade fechasse toda entrada e saída e acionasse suas defefas. No fim, a população se adaptou e os resultados benéficos logo fizeram-se sentir.

Desse modo, acho que a questão "os espíritos se alimentam?" é um tanto quanto complexa, mas, de maneira geral, diria que: sim, e a medida em que se despoja dos laços materiais - o que, talvez, nenhum de nós consigamos fazer, no interregno espiritual entre esta e a nossa próxima reencarnação - os espíritos vão perdendo estas necessidades.
Título: Re: Espíritos desencarnados sentem necessidade de se alimentar?
Enviado por: Anton Kiudero em 01 de Março de 2012, 11:01
O espirito humanizado, que acredita estar vivendo uma vida humana, material, possui desejos, paixões e verdades. Alias, movimenta-se em um mar de desejos, paixões e verdades, e muitos, a maioria não conseguem conceber a vida sem estas criações da mente humana. Mas se passa a observar-se, verifica que estes desejos, paixões e verdades apenas lhe criam uma ilusão da realidade. O espirito humanizado jamais vê a realidade, vê apenas o que as suas paixões o fazem ver.

O espirito humanizado possui duas opções durante a encarnação. A primeira é a de abandonar todas estas paixões, os certos e os errados, os gosto e os eu não gosto, os eu sei, que tão afanosamente amealhou durante a encarnação, antes que esta termine. Neste caso, conseguira ver alguma realidade ainda enquanto vivo e com certa facilidade ira despir-se da personalidade transitória com todas as suas paixões. A segunda alternativa é continuar a viver a encarnação como a tem vivido sempre e ao despertar no mundo dos mortos, agrupar-se a outros milhões de espíritos que ainda vivem as mesmas paixões e sentir todos os desejos causados pelas mesmas.

Depois é só encontrar um médium disposto a ouvi-lo e ditar as suas impressões do que vê a sua volta. O médium entrega o livro a uma editora que o edita e distribui a livrarias e centros espiritas que o venderão como mais uma nova e fantástica revelação da espiritualidade. Quando nada mais é do que a percepção transitória de um espirito que ainda continua humanizado, ou seja, vivendo os sentimentos e paixões do ser humano. Estes livros serão avidamente lidos e aceitos pelos que mais presos estão as suas paixões....

Em tempo, a região mental onde estes espíritos se ajuntam e onde todas estas descrições se passam é denominada por alguns de umbral e nada possui de elevado espiritualmente.




Título: Re: Espíritos desencarnados sentem necessidade de se alimentar?
Enviado por: Mourarego em 01 de Março de 2012, 15:22
Amigo João,
já temos dois tópicos em que se fala de Nosso Lar.
A obra, dita psicográfica não representa o que a doutrina ensina, sendo uma produção que trás apenas a visão de André.
Logo, nesse cantinho aqui, onde, pelo título se quer falar apenas sobre a necessidade que alguns Espíritos pensem sentir de alimentação, como indica o tópico a obra a ser estudada é o Livro dos Espírito.
Se seguimos falando em obras a parte da codificação a coisa fica desfocada.
abraços,
moura
Título: Re: Espíritos desencarnados sentem necessidade de se alimentar?
Enviado por: Mourarego em 01 de Março de 2012, 15:32
Vou tentar clarear um cadinho esta questão, amigos...

Falando da necessidade que sentem Espíritos ainda muito materializados, estaremos a falar da ilusão por que passam.
Um espírito não tem uma constituição física que o obrigue a uma alimentação como a nossa, mas estes Espíritos, pensam ainda estarem vivos, muitos nem se dão conta d que desencarnaram, logo é natural que a lembrança que tragam os faça sentir tal desejo.
É apenas um desejo nutrido pelas lembranças que ainda lhe estão fortes mesmo após a desencarnação.
abraços,
Moura
Título: Re: Espíritos desencarnados sentem necessidade de se alimentar?
Enviado por: Moises de Cerq. Pereira em 01 de Março de 2012, 16:42
João Espírita

Desse modo, acredito que os Espíritos que desencarnam, em sua maioria, não se despem das necessidades corporais de uma só vez, vão aos poucos se despindo...

Sua observação faz
bastante sentido
nos faz lembrar as colocações de Sócrates citadas por kardec
no o Evangelho Segundo o Espiritismo
Título: Re: Espíritos desencarnados sentem necessidade de se alimentar?
Enviado por: Mourarego em 01 de Março de 2012, 16:45
Boa complementação mano Moisés!
Avaliei uma parte e deixei de elogiar o restante.
Obrigado por sua ação imediata!
abraços,
Moura
Título: Re: Espíritos desencarnados sentem necessidade de se alimentar?
Enviado por: João Espírita em 02 de Março de 2012, 02:48
Muito bom o carinho com que somos tratados aqui, mesmo apresentando opiniões divergentes sobre os temas. :)

De fato, em razão de estarmos avaliando a questão da alimentação apenas dentro do Livro dos Espíritos, não poderia trazer a baila argumentos baseados em André Luiz. É que, no meu ponto de vista, os Espíritos se alimentam - não de ilusões, mas de alimento mesmo - já que, por não estarem totalmente despidos das necessidades corporais, necessitam ainda disso, assim como o sexo, o vaso sanitário e o sono. A minha opinião vem baseada nestes ensinamentos, tanto quanto no Livro dos Espíritos.

Mesmo não podendo (neste tópico destinado apenas ao Livro dos Espíritos), acredito que  chamar Chico Xavier é importante, porque ele traz novos conceitos que, até então, haviam aparecido em pouquíssimas obras, e que ampliam a nossa visão sobre o plano espiritual. E a capacidade mediúnica de Chico, a seriedade do seu trabalho, o amor com que tratava a todos e a sua vivência plena em Jesus (reflitam: quem conhece a história de Chico sabe que ele é uma alma muito evoluída) não podem ser de todo desprezadas. André Luiz está sendo visto como um Espírito imperfeito e iludido, como se Chico Xavier e Emmanuel (que orientava seus trabalhos mediúnicos) pudessem deixar passar algo assim. Ele pode ter os seus defeitos, mas não relatou ilusões gigantes criadas por ele mesmo: relatou o que via e vivia, na região de Nosso Lar que, diga-se: não é de espíritos imperfeitos, mas de espíritos que, ao mínimo, desejam melhorar (iguais, portanto, a nós).

Acredito que o Espiritismo é uma doutrina dinâmica - e não estática. Caso contrário, permaneceremos com os ensinos do século XIX até o fim dos tempos. Valorizo as obras básicas, mas acho que a dinâmica de interpretar os novos livros espíritas a luz dos ensinamentos espíritas da época de Kardec não deve ser tão rígida, ao ponto de supervalorizar as obras de Kardec e sobrevalorizar as obras posteriores. Na dinâmica de interpretação, pode ser que tenhamos que abrir exceções ao que foi dito nos ensinamentos mais antigos, incorporando os novos ensinamentos na Doutrina, sem que ela se abale. Caso contrário, invabiliza-se o próprio crescimento da Doutrina Espírita. Não pode uma Doutrina crescer sem, em determinado momento, dizer: "Ah, espera um pouco, aqui nós temos que abrir exceções". É assim que funciona, em qualquer ciência: não se destrói a base, mas complexificam-se os ensinos.

Enfim, é a minha opinião. Talvez essa discussão possa ser transferida para algum outro tópico, então... Porque, pô, perguntar se os Espíritos comem e não poder citar André Luiz, pra mim, é difícil! :)

Abraços!
Título: Re: Espíritos desencarnados sentem necessidade de se alimentar?
Enviado por: Anton Kiudero em 02 de Março de 2012, 03:53
É que, no meu ponto de vista, os Espíritos se alimentam - não de ilusões, mas de alimento mesmo - já que, por não estarem totalmente despidos das necessidades corporais, necessitam ainda disso, assim como o sexo, o vaso sanitário e o sono.

Esta é a sua opinião, algo inteiramente pessoal e portanto real e verdadeiro para voce, mas ilusorio para outros. Não é de forma alguma uma verdade universal.

O mesmo ocorre com os espíritos. Tudo o que relatam é real e verdadeiro para eles, apesar de ser ilusorio, pois não faz parte da realidade universal.

Título: Re: Espíritos desencarnados sentem necessidade de se alimentar?
Enviado por: Moises de Cerq. Pereira em 02 de Março de 2012, 12:51
Muito bom o carinho com que somos tratados aqui, mesmo apresentando opiniões divergentes sobre os temas. :)

De fato, em razão de estarmos avaliando a questão da alimentação apenas dentro do Livro dos Espíritos, não poderia trazer a baila argumentos baseados em André Luiz. É que, no meu ponto de vista, os Espíritos se alimentam - não de ilusões, mas de alimento mesmo - já que, por não estarem totalmente despidos das necessidades corporais, necessitam ainda disso, assim como o sexo, o vaso sanitário e o sono. A minha opinião vem baseada nestes ensinamentos, tanto quanto no Livro dos Espíritos.

Mesmo não podendo (neste tópico destinado apenas ao Livro dos Espíritos), acredito que  chamar Chico Xavier é importante, porque ele traz novos conceitos que, até então, haviam aparecido em pouquíssimas obras, e que ampliam a nossa visão sobre o plano espiritual. E a capacidade mediúnica de Chico, a seriedade do seu trabalho, o amor com que tratava a todos e a sua vivência plena em Jesus (reflitam: quem conhece a história de Chico sabe que ele é uma alma muito evoluída) não podem ser de todo desprezadas. André Luiz está sendo visto como um Espírito imperfeito e iludido, como se Chico Xavier e Emmanuel (que orientava seus trabalhos mediúnicos) pudessem deixar passar algo assim. Ele pode ter os seus defeitos, mas não relatou ilusões gigantes criadas por ele mesmo: relatou o que via e vivia, na região de Nosso Lar que, diga-se: não é de espíritos imperfeitos, mas de espíritos que, ao mínimo, desejam melhorar (iguais, portanto, a nós).

Acredito que o Espiritismo é uma doutrina dinâmica - e não estática. Caso contrário, permaneceremos com os ensinos do século XIX até o fim dos tempos. Valorizo as obras básicas, mas acho que a dinâmica de interpretar os novos livros espíritas a luz dos ensinamentos espíritas da época de Kardec não deve ser tão rígida, ao ponto de supervalorizar as obras de Kardec e sobrevalorizar as obras posteriores. Na dinâmica de interpretação, pode ser que tenhamos que abrir exceções ao que foi dito nos ensinamentos mais antigos, incorporando os novos ensinamentos na Doutrina, sem que ela se abale. Caso contrário, invabiliza-se o próprio crescimento da Doutrina Espírita. Não pode uma Doutrina crescer sem, em determinado momento, dizer: "Ah, espera um pouco, aqui nós temos que abrir exceções". É assim que funciona, em qualquer ciência: não se destrói a base, mas complexificam-se os ensinos.

Enfim, é a minha opinião. Talvez essa discussão possa ser transferida para algum outro tópico, então... Porque, pô, perguntar se os Espíritos comem e não poder citar André Luiz, pra mim, é difícil! :)

Abraços!

Excelentes observações
Título: Re: Espíritos desencarnados sentem necessidade de se alimentar?
Enviado por: Mourarego em 02 de Março de 2012, 16:23
Estes casos meus amigos,
Vindos de Chico ou de José, não tratam de doutrina mas sim de parte dela, estudada em OLM.
Tratamos das condições medianímicas de tais médiuns.
Não representam, porém, uma certeza de que sempre estejam certos em suas afirmativas.
Por isso fiz exceção ao caso em que o Chico psicografou carta do Espírito do morto que inocentava o amigo.
Cada caso é um caso e a Justiça não pode ficar a esperar por exceções.
Abraços,
Moura
Título: Re: Espíritos desencarnados sentem necessidade de se alimentar?
Enviado por: João Espírita em 04 de Março de 2012, 05:11
É que, no meu ponto de vista, os Espíritos se alimentam - não de ilusões, mas de alimento mesmo - já que, por não estarem totalmente despidos das necessidades corporais, necessitam ainda disso, assim como o sexo, o vaso sanitário e o sono.

Esta é a sua opinião, algo inteiramente pessoal e portanto real e verdadeiro para voce, mas ilusorio para outros. Não é de forma alguma uma verdade universal.

O mesmo ocorre com os espíritos. Tudo o que relatam é real e verdadeiro para eles, apesar de ser ilusorio, pois não faz parte da realidade universal.

Sim, mas acredito (e digo "acredito" pelo que já li) que existe matéria no plano espiritual. O alimento que se come, a casa em que se vive, as construções e prédios, os automóveis e etc., são matéria, e não ilusões. "Matéria espiritual", menos densa, mas ainda sim matéria.

Reflitamos... Suponhamos que sejam apenas ilusões. Suponhamos que tudo o que André Luiz narra são ilusões. Que Nosso Lar inteiro é uma ilusão. Se André Luiz "evoluir" um pouco mais e deixar de ver as ilusões, o que vai sobrar? Um fundo negro? É isso, então, o mundo dos espíritos?

Possuimos dificuldades de entender o plano espiritual como semelhante à Terra, mas nos esquecemos de que a evolução não dá saltos. Acredito ser muito mais coerente um plano espiritual rico, com diversos lugares, modos de se viver, casas, construções, governos, etc., do que um plano espiritual preto onde tudo o que se vê são ilusões construídas por espíritos afins.

A Doutrina Espírita do século XIX é pobre em detalhar o plano espiritual, porque, talvez, não era chegada a hora ainda de o fazer. Acho que temos de ler novamente o prefácio de "Os Mensageiros" para compreender esta dificuldade que ainda temos de conceber a realidade espiritual.
Título: Re: Espíritos desencarnados sentem necessidade de se alimentar?
Enviado por: João Espírita em 04 de Março de 2012, 05:28
Estes casos meus amigos,
Vindos de Chico ou de José, não tratam de doutrina mas sim de parte dela, estudada em OLM.
Tratamos das condições medianímicas de tais médiuns.
Não representam, porém, uma certeza de que sempre estejam certos em suas afirmativas.
Por isso fiz exceção ao caso em que o Chico psicografou carta do Espírito do morto que inocentava o amigo.
Cada caso é um caso e a Justiça não pode ficar a esperar por exceções.
Abraços,
Moura

Concordo com a falibilidade dos médiuns, mas com certeza devemos avaliar a pessoa de cada um para dar-lhes a devida credibilidade, e Chico era um médium excepcional, e uma alma maravilhosa. Os ensinamentos de um Jesus Cristo não precisam ser submetidos a um CUEE, nem os de um Ghandi ou os de uma Madre Tereza.

Digo, é claro que devemos avaliar criteriosamente e lucidamente tudo o que é dito, mas temos de entender também que Chico Xavier não era um médium qualquer. É, na opinião de muita gente, o maior médium do século XX. Quem lê a sua história fica abismado e fascinado. É o responsável, em grande medida, pelo fortalecimento e crescimento do Espiritismo no Brasil e no mundo. As cartas que psicografava para as famílias que haviam perdido parentes eram repletas de detalhes desconhecidos dele próprio. Há casos fascinantes de sua mediunidade. As mensagens evagélicas vindas de suas mãos possuem beleza peculiar. André Luiz traz mensagens bonitas e simples, em tantos livros. "Boa Nova", de Humberto de Campos, é uma obra primorosa, tanto quanto "Há Dois Mil Anos", de Emmanuel, e tantas outras. É, em disparada, o médium mais prolixo, tendo psicografado mais de 400 obras. E teria sido, de acordo com o livro "Diálogos e Recordações", de um amigo de Chico, Carlos Costa (que trás dados obtidos por ele e amigos em conversas com o próprio Chico), há época da Codificação, a Srta. Japhet, médium responsável pelo recebimento de quase 3/4 das respostas de o Livro dos Espíritos! :) Quem mais acertado a Espiritualidade poderia escolher, para incrementar a Doutrina Espírita com revelações tão esclarecedoras e inéditas senão ela própria, reencarnada em terras brasileiras como o simples Chico?

Enfim, e considerando tantas outras obras de tantos médiuns da atualidade, que trazem conceitos semelhantes osbre a vida no plano espiritual (Divaldo Franco, Yvonne Pereira, Wanderley Silva, Carlos Bacceli, André Luiz Ruiz, e outros tantos, ainda da época de Kardec), só posso crer o seguinte: que a evolução não dá saltos, que o alimento continua sendo uma necessidade do Espírito - não uma ilusão, mas matéria mesmo, do plano espiritual - e que nós próprios, quando desencarnados, não vamos nos libertar tão cedo daquilo a que ainda estamos tão acostumados...
Título: Re: Espíritos desencarnados sentem necessidade de se alimentar?
Enviado por: Anton Kiudero em 04 de Março de 2012, 16:12
Sim, mas acredito (e digo "acredito" pelo que já li) que existe matéria no plano espiritual. O alimento que se come, a casa em que se vive, as construções e prédios, os automóveis e etc., são matéria, e não ilusões. "Matéria espiritual", menos densa, mas ainda sim matéria.

Amigo João,

Não discuto crenças. Cada um acredita no que lhe sussurra a mente, mas isto não é suficiente para dizer que algo seja real. Como o amigo afirma, é uma crença, particular e individual.

Nem tudo é o que parece ser, quando o vemos ou ouvimos, quanto mais quando lemos algo ditado por um espirito e transcrito por um medium.

Paz,
Anton



Título: Re: Espíritos desencarnados sentem necessidade de se alimentar?
Enviado por: Edil Curvelo em 04 de Março de 2012, 19:46
Sendo "verdade" ou não, nosso amigo João quando diz que existe matéria no plano espiritual, está apenas reproduzindo o que está na doutrina espírita, que também denomina o mundo para o qual vamos imediatamente após a morte, de mundo espiritual. Afinal, estamos num fórum espírita na área que trata de OLE...

Um abraço,
Edil

Sim, mas acredito (e digo "acredito" pelo que já li) que existe matéria no plano espiritual. O alimento que se come, a casa em que se vive, as construções e prédios, os automóveis e etc., são matéria, e não ilusões. "Matéria espiritual", menos densa, mas ainda sim matéria.

Amigo João,

Não discuto crenças. Cada um acredita no que lhe sussurra a mente, mas isto não é suficiente para dizer que algo seja real. Como o amigo afirma, é uma crença, particular e individual.

Nem tudo é o que parece ser, quando o vemos ou ouvimos, quanto mais quando lemos algo ditado por um espirito e transcrito por um medium.

Paz,
Anton
Título: Re: Espíritos desencarnados sentem necessidade de se alimentar?
Enviado por: Mourarego em 04 de Março de 2012, 20:00
Edil meu mano,
o que se há de ver, antes de qualquer outra coisa é de que tipo de matéria ele estaria a falar.
Se for uma da qualidade da que nos reveste esta não existirá.
Abraços,
Moura
Título: Re: Espíritos desencarnados sentem necessidade de se alimentar?
Enviado por: Edil Curvelo em 05 de Março de 2012, 01:47
Nosso amigo falou de matéria menos densa, "matéria espiritual", como ele quis chamar, e que, de certo, não se refere a esta nossa. Dispenso o uso das exatas palavras e termos usados na doutrina para que, pelo menos, se "subentenda" a referência. Não vejo motivo algum para dúvida ou confusão. Mesmo porque, ainda há a matéria no sentido genérico, dado só existirem dois elementos gerais no universo segundo a doutrina: Espírito e matéria. O que não é o primeiro há de ser, forçosamente, o segundo.

Um abraço,
Edil

Edil meu mano,
o que se há de ver, antes de qualquer outra coisa é de que tipo de matéria ele estaria a falar.
Se for uma da qualidade da que nos reveste esta não existirá.
Abraços,
Moura
Título: Re: Espíritos desencarnados sentem necessidade de se alimentar?
Enviado por: Mourarego em 05 de Março de 2012, 16:00
Mano Edil,
pelo seu pensamento então podemos afirmar que há matéria no Éter...
Por este prisma, as estrelas, os planetas e uma série de outros componentes estarão nesta lista, mas não é a isso que nos referimos...
Espíritos são alguma coisa, e isso porque são constituídos de matéria ainda não quantificada, explicada ou sequer analisada.
Em linhas gerais é isso que diz a doutrina e dispensar as palavras ali constantes é o mesmo que se dizer: "Para Kardec, tu tá enchendo o saco com esta terminologia."
Até ai eu poso entender mesmo sem concordar, pois a se dizer ou "achar" isso dá no mesmo de desbancar o barrigudinho francês de seu título de Bom Senso Encarnado.
Abração,
Moura
Título: Re: Espíritos desencarnados sentem necessidade de se alimentar?
Enviado por: Edil Curvelo em 05 de Março de 2012, 16:54
Sim, podemos afirmar isso baseados na própria doutrina. E um exemplo é o perispírito, composto de matéria (genericamente falando).
Não disse que dispenso as palavras de Kardec, disse que dispenso que se use sempre as exatas palavras quando estamos falando dos ensinos lá constantes.
Mas esquece meu amigo. Tens o direito de pensar e achar o que melhor lhe convenha...

Um abraço,
Edil
Título: Re: Espíritos desencarnados sentem necessidade de se alimentar?
Enviado por: Mourarego em 05 de Março de 2012, 17:06
O que eu quis informar, mano Edil,
é que se começarmos a incluir palavras novas acabaremos como muitos já estão, a desentender da doutrina e fazendo uma nova...
como uma materialização pode falar e mesmo ser auscultada?
Ora, pela junção de fluidos ambientes, fluidos espirituais e medianimicos que estejam ali no ambiente.
Não esquecendo da natureza do Espírito que há de ser avaçada, claro, senão ele não saberia como fazer.
Isso para começo de conversa, claro e o amigo sabe bem...
dessarte, se o Espírito está na condição de saber e avanço para poder fazer ele o faz, e para tal tem a ajuda da plasticidade do perispírito.
É nele que pulsarão os pontos nervosos, é nele que baterá o coração, e que outra pessoa poderá medir. Também a fala será objeto desta plasmação materializada.
isso porém não nos dá qualquer base para dizermos diferente da codificação oque nos explica que ali está uma cópia, se assim quisermos explicar.
E que não está no perispírito qualquer dos órgãos que ele pasmou mas sim em a memória do Espírito.

Voltando ao tema central, os Espíritos pensam ter necessidades (isso os menos avançados), os mais materializados, os materialistas entende?

Como o avaro sente necessidade de mexer em sua fortuna e não pode.
Apenas isso meu mano.
Abração,
Moura

Título: Re: Espíritos desencarnados sentem necessidade de se alimentar?
Enviado por: João Espírita em 06 de Março de 2012, 02:38
Sim, mas acredito (e digo "acredito" pelo que já li) que existe matéria no plano espiritual. O alimento que se come, a casa em que se vive, as construções e prédios, os automóveis e etc., são matéria, e não ilusões. "Matéria espiritual", menos densa, mas ainda sim matéria.

Amigo João,

Não discuto crenças. Cada um acredita no que lhe sussurra a mente, mas isto não é suficiente para dizer que algo seja real. Como o amigo afirma, é uma crença, particular e individual.

Nem tudo é o que parece ser, quando o vemos ou ouvimos, quanto mais quando lemos algo ditado por um espirito e transcrito por um medium.

Paz,
Anton

Amigo Anton.

Quando digo "acredito" nisso ou naquilo, faço para respeitar as opiniões contrárias, porque sei que este tema é controverso. É um exercício que tenho feito para não dizer "é assim" ou "é assado" pereptóriamente. Mas isso não quer dizer que minha opinião não esteja fundamentada. Falo, como já disse, fundamentado no próprio Livro dos Espíritos, bem como nas obras de André Luiz e na de outros autores menos consagrados, que também dizem que os Espíritos se alimentam. Baseado no que já li, dou a minha opinião, que pode ser diferente da de outro, baseado no que ele já leu e na interpretação que ele ou ela dá.

No fim, a verdade é uma só. Mas, para alcançá-la, é preciso refletirmos conjuntamente... É por isso que estou aqui, a insistir nas minhas opiniões! :)

Mas, ao que parece, o assunto morreu...
Título: Re: Espíritos desencarnados sentem necessidade de se alimentar?
Enviado por: Silvio Matos em 06 de Março de 2012, 14:28
"Espíritos desencarnados sentem necessidades de se alimentar?"

Não. Sentem apenas desejos.

O grande problema que observo é que muitas obras "tidas como espíritas" ensinam que existem no mundo espiritual um parque industrial para fabricação de alimentos para suprir "essas necessidades".

Complexo industrial para satisfazer ilusões materiais? Isso é caridade?

Será que não aprendemos e compreendemos nem uma simples frase do Mestre?

"Conhecereis a verdade e ela vos libertará!"

abç
Título: Re: Espíritos desencarnados sentem necessidade de se alimentar?
Enviado por: Mourarego em 06 de Março de 2012, 14:34
Mandou bem mano Silvio!
Abraços,
Moura
Título: Re: Espíritos desencarnados sentem necessidade de se alimentar?
Enviado por: Anton Kiudero em 06 de Março de 2012, 15:45
Quando digo "acredito" nisso ou naquilo, faço para respeitar as opiniões contrárias, porque sei que este tema é controverso. É um exercício que tenho feito para não dizer "é assim" ou "é assado" pereptóriamente. Mas isso não quer dizer que minha opinião não esteja fundamentada. Falo, como já disse, fundamentado no próprio Livro dos Espíritos, bem como nas obras de André Luiz e na de outros autores menos consagrados, que também dizem que os Espíritos se alimentam. Baseado no que já li, dou a minha opinião, que pode ser diferente da de outro, baseado no que ele já leu e na interpretação que ele ou ela dá.

Amigo João,

Convido-o a ler e refletir sobre esta postagem   http://www.forumespirita.net/fe/accao-do-dia/coloque-o-ego-de-lado/msg262017/#msg262017   em outro tópico. Tentei em poucas palavras, mostrar a origem de tudo o que os espíritos relatam, sem me prender a um ou outro aspecto, um ou outro livro, autor ou medium. Ou a explicação é universal, aplica-se a todos durante todo o tempo e neste caso pode-se dizer que é eterna e universal ou é apenas uma ilusão que os espíritos criam e da qual podem facilmente se desvencilhar, se o desejarem realmente.... Mas poucos o desejam...
Título: Re: Espíritos desencarnados sentem necessidade de se alimentar?
Enviado por: Danilo Henrique em 07 de Março de 2012, 11:09
Citar
Amigo Anton.

Quando digo "acredito" nisso ou naquilo, faço para respeitar as opiniões contrárias, porque sei que este tema é controverso. É um exercício que tenho feito para não dizer "é assim" ou "é assado" pereptóriamente. Mas isso não quer dizer que minha opinião não esteja fundamentada. Falo, como já disse, fundamentado no próprio Livro dos Espíritos, bem como nas obras de André Luiz e na de outros autores menos consagrados, que também dizem que os Espíritos se alimentam. Baseado no que já li, dou a minha opinião, que pode ser diferente da de outro, baseado no que ele já leu e na interpretação que ele ou ela dá.

No fim, a verdade é uma só. Mas, para alcançá-la, é preciso refletirmos conjuntamente... É por isso que estou aqui, a insistir nas minhas opiniões!

Mas, ao que parece, o assunto morreu...

Clique aqui para ler mais: http://www.forumespirita.net/fe/o-livro-dos-espiritos/espiritos-desencarnados-sentem-necessidade-de-se-alimentar/30/#ixzz1oQcKYeGC


Parabéns João, pela sua postura diante do problema! Você mantém um ponto de vista, com base no que já estudou, mas sem trair o senso investigativo e sem se achar o dono da verdade. Me identifico com essa postura, e admiro ela.

Eu fico impressionado com a quantidade de "verdades",  "afirmações" e "ensinamentos" sobre temas tão difíceis e controversos como esse. O problema do espiritismo, é que "todo mundo sabe, todo mundo conhece, todo mundo entende".
Pequenas introduções tais como "eu acredito", "eu acho", "eu suponho", "na minha visão", "no meu entendimento", "na minha análise", "no meu ponto de vista", "considero que" fazem TODA a diferença, porque elimina a responsabilidade de enunciar verdades relativas como verdades absolutas.

Não importa quanto estudo, quanto experiência, quanto reflexão ou meditação se tenha feito sobre algo. É preciso estarmos sempre conscientes de nossa 'suprema ignorância', para falar de um mundo que não conhecemos.

Continue assim. Não acredite nas verdades que lhes disserem, e nem nas tuas próprias verdades. Interagir é necessário, para instigar novas reflexões, e apreciar novos pontos de vista.
Mas o trabalho de iluminação, cada um realiza por sí próprio, julgando pela própria razão a distinção das crenças falsas e das crenças verdadeiras, sem medo de errar, pois ninguém é infalível. 

Abraços!
Título: Re: Espíritos desencarnados sentem necessidade de se alimentar?
Enviado por: Hebe M C em 07 de Março de 2012, 11:17
Bom dia,

Pelo o que diz no LE, o Espírito ainda tem sensação de fome, frio, desconforto pela memória que traz em sua consciência da vida terrena, porém não tem mais corpo físico.  O mesmo acontece com os vícios que não consegue satisfazer.

Um abç
Hebe
Título: Re: Espíritos desencarnados sentem necessidade de se alimentar?
Enviado por: Danilo Henrique em 07 de Março de 2012, 11:34
Hebe, considere minha indagação, para meu aprendizado: O que é físico e o que não é físico?

Abraços!
Título: Re: Espíritos desencarnados sentem necessidade de se alimentar?
Enviado por: Hebe M C em 07 de Março de 2012, 11:55
Oi Danilo,

Vou trazer umas questões do LE para você ver o que é sofrimento físico e o que é sofrimento moral.


Parte Segunda – Capítulo 6

Vida espírita
53 Os Espíritos sentem nossas necessidades e sofrimentos físicos?

– Eles os conhecem, porque os sofreram, passaram por eles; mas não os sentem como vós, materialmente, porque são Espíritos.

254 Os Espíritos sentem cansaço e a necessidade do repouso?

– Não podem sentir o cansaço como o entendeis; conseqüentemente, não têm necessidade de repouso corporal como o vosso, uma vez que não possuem órgãos cujas forças devam ser reparadas. Mas o Espírito repousa, no sentido de que não tem uma atividade constante, embora não atue de uma maneira material. Sua ação é toda intelectual e seu repouso, inteiramente moral; ou seja, há momentos em que seu pensamento deixa de ser tão ativo e não mais se fixa num objetivo determinado. Esse instante é um verdadeiro repouso, mas não é comparável ao do corpo. O cansaço que podem sentir os Espíritos está em razão de sua inferioridade, visto que, quanto mais elevados, menos o repouso lhes é necessário.

255 Quando um Espírito diz que sofre, que sofrimento sente?

– Angústias morais, que o torturam mais dolorosamente do que os sofrimentos físicos.
O Livro dos Espíritos

256 Como é que alguns Espíritos se queixam de sofrer de frio e de calor?

– Lembrança do que tinham sofrido durante a vida, muitas vezes mais aflitiva que a realidade. É freqüentemente uma comparação com que, na falta de coisa melhor, exprimem sua situação. Quando se lembram do seu corpo, experimentam uma espécie de impressão, como quando se tira um casaco e se tem a sensação, por um tempo, que ainda se está vestido.

Ensaio teórico sobre a sensação nos Espíritos

257 O corpo é o instrumento da dor. Se não é sua causa primária, é, pelo menos, a causa imediata. A alma tem a percepção da dor: essa percepção é o efeito. A lembrança que a alma conserva disso pode ser de muito sofrimento, mas não pode provocar ação física. De fato, nem o frio, nem o calor podem desorganizar os tecidos da alma. Ela não pode congelar-se, nem queimar-se. Não vemos todos os dias a lembrança ou a preocupação com um mal físico produzir os efeitos desse mal, até mesmo ocasionar a morte? Todo mundo sabe que as pessoas que tiveram membros amputados sentem dor no membro que não existe mais. Certamente, não é nesse membro que está a sede ou o ponto de partida da dor, mas no cérebro, que conservou a impressão da dor. Podem-se admitir, portanto, reações semelhantes nos sofrimentos do Espírito após a morte. Um estudo mais aprofundado do perispírito, que desempenha um papel tão importante em todos os fenômenos espíritas como nas aparições vaporosas ou tangíveis, como na circunstância por que o Espírito passa no momento da morte; na idéia tão freqüente de que ainda está vivo, no quadro tão comovente dos suicidas e dos que foram martirizados, nos que se deixaram absorver pelos prazeres materiais e em tantos outros fatos, vieram lançar luz sobre a questão e deram lugar a explicações que resumimos a seguir.

O perispírito é o laço que une o Espírito à matéria do corpo. O Espírito é quem o forma, tirando elementos do meio ambiente e do fluido universal. Ele é formado ao mesmo tempo de eletricidade, fluido magnético e até de alguma quantidade de matéria inerte. Pode-se dizer que é a matéria puríssima, o princípio da vida orgânica, mas não da vida intelectual. A vida intelectual está no Espírito. É, além disso, o agente das sensações exteriores. No corpo, essas sensações se localizam nos órgãos próprios que servem de canais condutores. Destruído o corpo, as sensações se tornam generalizadas. É por isso que o Espírito não diz sofrer mais da cabeça do que dos pés. É preciso precaução para não confundir as sensações do perispírito, que se tornou independente, com as do corpo: podemos tomar essas sensações apenas como comparação, e não como analogia. Liberto do corpo, o Espírito pode sofrer. Mas esse sofrimento não é corporal, embora não seja exclusivamente moral, como o remorso, porque se queixa de frio e calor. Apesar disso, não sofre mais no inverno que no verão: nós o temos visto atravessar as chamas sem sofrer nada, nenhuma dor, o fogo não lhe causa nenhuma impressão. A dor que sente não é física propriamente dita, é um vago sentimento íntimo que o próprio Espírito nem sempre entende, precisamente porque a dor não está localizada e não é produzida por agentes externos: é mais uma lembrança do que uma realidade, mas é uma recordação também dolorosa. Há, entretanto, algumas vezes, mais que uma lembrança, como iremos ver.

A experiência nos ensina que no momento da morte o perispírito se desprende mais ou menos lentamente do corpo. Nos primeiros instantes seguidos ao desencarne, o Espírito não entende a sua situação: não acredita estar morto, sente-se vivo, vê seu corpo de um lado, sabe que é seu e não entende por que está separado dele. Essa situação persiste enquanto o laço entre o corpo e o perispírito não se romper por completo. Um suicida nos disse: “Não, não estou morto”, e acrescentava:“E, entretanto, sinto os vermes que me roem”. Porém, seguramente, os vermes não roíam o seu perispírito, e muito menos o Espírito; roíam-lhe apenas o corpo. Mas como a separação do corpo e do perispírito não estava concluída, disso se originava uma espécie de repercussão moral que lhe transmitia a sensação do que se passava no seu corpo. Repercussão não é bem a palavra que dê a idéia exata do que ocorre, porque pode fazer supor um efeito muito material. Era antes e de fato a visão do que se passava no cadáver, que ainda estava ligado ao seu perispírito, produzindo nele essa sensação que tomava como real, como autêntica. Desse modo, não era uma lembrança, uma vez que durante sua vida nunca tinha sido roído por vermes; era uma sensação nova e atual. Vemos, assim, que deduções se podem tirar dos fatos, quando observados atentamente.

Durante a vida, o corpo recebe as impressões exteriores e as transmite ao Espírito por intermédio do perispírito, que constitui, provavelmente, o que se chama de fluido nervoso. Estando o corpo morto, não sente mais nada, porque não possui mais Espírito, nem perispírito. O perispírito, desprendido do corpo, experimenta a sensação, mas como ela não lhe chega mais por um canal limitado, próprio, torna-se geral. Portanto, como o perispírito é na realidade um agente de transmissão das sensações que se produzem do corpo para o Espírito, porque é no Espírito que está a consciência, disso se deduz que, se pudesse existir perispírito sem Espírito, ele não sentiria mais do que sente um corpo morto. Da mesma forma, se o Espírito não tivesse perispírito, seria inacessível a qualquer sensação dolorosa, como ocorre com os Espíritos completamente purificados. Sabemos que, quanto mais o Espírito se purifica, mais a essência do perispírito se torna etérea, do que se conclui que a influência material diminui à medida que o Espírito progride e, por conseqüência, o próprio perispírito torna-se menos grosseiro.

Mas, dirão, as sensações agradáveis são transmitidas ao Espírito por meio do perispírito, da mesma forma que as sensações desagradáveis; sendo o Espírito puro inacessível a umas, deve ser igualmente inacessível a outras. Sim, sem dúvida, assim é de fato para as sensações que provêm unicamente da influência da matéria que conhecemos, por exemplo: o som de nossos instrumentos e o perfume de nossas flores não lhes causam nenhuma impressão. Porém, o Espírito têm sensações íntimas de um encanto indefinível, das quais não podemos fazer nenhuma idéia, por sermos, a esse respeito, como cegos de nascença perante a luz: sabemos que elas existem, mas por que meio se produzem não o sabemos. Termina aí nossa ciência. Sabemos que o Espírito têm percepção, sensação, audição, visão; que essas faculdades são generalizadas por todo o ser, e não, como no homem, só em uma parte do seu ser. Mas de que modo ele as tem? É o que não sabemos. Os próprios Espíritos não podem nos dar idéia precisa, porque a nossa linguagem não pode exprimir idéias que não conhecemos, da mesma forma que para os selvagens não há termos para exprimir nossas artes, ciências e doutrinas filosóficas.

Ao dizer que os Espíritos são inacessíveis às impressões de nossa matéria, estamos nos referindo aos Espíritos muito elevados, cujo envoltório etéreo não tem nada de semelhante ao que conhecemos aqui na Terra. O mesmo não ocorre com os de perispírito mais denso: estes percebem nossos sons e odores, mas não por uma parte limitada de sua individualidade, como quando encarnados. Pode-se dizer que neles as vibrações moleculares se fazem sentir em todo seu ser e chegam assim ao seu sensoriumcommune2, que é o próprio Espírito, embora de um modo diferente, o que produz uma modificação na percepção. Eles ouvem o som de nossa voz e, no entanto, nos compreendem sem necessidade da palavra, apenas pela transmissão do pensamento; isso vem em apoio ao que dissemos: a percepção dessas vibrações é tão mais fácil quanto mais desmaterializado está o Espírito. Quanto à visão, é independente de nossa luz. O dom da visão é um atributo essencial da alma, para ela não há obscuridade; mas é mais ampla e penetrante para os que estão mais purificados. A alma ou o Espírito tem nela mesma todos os dons e recursos de todas as percepções. Na vida corporal são limitados pela grosseria dos órgãos físicos; na vida extracorporal são cada vez menos limitados, à medida que menos denso se torna o envoltório semimaterial.

Um abç
Hebe
Título: Re: Espíritos desencarnados sentem necessidade de se alimentar?
Enviado por: Silvio Matos em 07 de Março de 2012, 14:41
"Essa situação persiste enquanto o laço entre o corpo e o perispírito não se romper por completo. Um suicida nos disse: “Não, não estou morto”, e acrescentava:“E, entretanto, sinto os vermes que me roem”. Porém, seguramente, os vermes não roíam o seu perispírito, e muito menos o Espírito; roíam-lhe apenas o corpo. Mas como a separação do corpo e do perispírito não estava concluída, disso se originava uma espécie de repercussão moral que lhe transmitia a sensação do que se passava no seu corpo. Repercussão não é bem a palavra que dê a idéia exata do que ocorre, porque pode fazer supor um efeito muito material. Era antes e de fato a visão do que se passava no cadáver, que ainda estava ligado ao seu perispírito, produzindo nele essa sensação que tomava como real, como autêntica. Desse modo, não era uma lembrança, uma vez que durante sua vida nunca tinha sido roído por vermes; era uma sensação nova e atual. Vemos, assim, que deduções se podem tirar dos fatos, quando observados atentamente".

Ótimas informações Hebe.

"Pode fazer supor um efeito muito material".   ???

Observo que cada vez mais que lemos, analisamos ou estudamos o LE, observamos pequenos detalhes que por sí só são conclusivos.

Talvez, pelo menos no meu caso, que já idolatrei médiuns, a grande diferença está em não se preocupar com o indíviduo Kardec ou com os "indivíduos espíritos superiores", enquanto muitos "nitidamente" têm preocupação com os "indivíduos médiuns" e suas obras. Mas, como disse, talvez,... ;D

abç

Título: Re: Espíritos desencarnados sentem necessidade de se alimentar?
Enviado por: Hebe M C em 07 de Março de 2012, 14:46
Silvio,

Não sei porque ignoram essas informações do LE,  esse capítulo coloca à luz muitas comunicações mediúnicas que não poderiam ser levadas ao pé da letra, mas cada um a seu tempo.

Um abç
Hebe
Título: Re: Espíritos desencarnados sentem necessidade de se alimentar?
Enviado por: Moises de Cerq. Pereira em 07 de Março de 2012, 17:18


Hebe

Não sei porque ignoram essas informações do LE,  esse capítulo coloca à luz muitas comunicações mediúnicas que não poderiam ser levadas ao pé da letra, mas cada um a seu tempo


Olha!
boas palavras..aliás ótimas

Precisamos só saber a que questão está se referindo.
Título: Re: Espíritos desencarnados sentem necessidade de se alimentar?
Enviado por: Mourarego em 07 de Março de 2012, 17:58
Taí maninha Hebe, você me faz lembrar de um programa de TV, desses que costumam para dar IBOPE, trazerem médiuns.
Nesse, em questão, a apresentadora trouxe uma médium de psico-pictografia, ou seja de pintura mediúnica.
Já ao final da entrevista, se é que se poderia chamar aquilo de entrevista, a médium fez trazer um quadro não pedido pela apresentadora e este trazia como pintura o rosto da mãe da apresentadora, que era totalmente desconhecida da médium.
Ao ver a imagem de sua mãe já falecida e a ]há anos, a apresentadora se comoveu, mas em dado momento notou uma singularidade na pintura feita e exclamou:
Ora será que é mesmo a mamãe, pois ao que me consta ela usava óculos.
E a médium sem se perturbar com o comentário respondeu: Minha amiga, lá em cima os Espíritos não necessitam de óculos.
abraços,
Moura

Tem pessoas , não sei se são as que possuem alzheimer...
que comem
e depois querem comer outra vez
parece que esquecem

comem novamente sem necessidades

Hebe , você já ouviu falar nestes casos?
Alzheimer? já e aí?
Qualquer doença mental é dada como expiação, porém o Espírito é são, ao desencarnar pode sofrer constrangimento de sua situação na vida terrena, está em OLE no cap sobre a demência e a loucura.
Título: Re: Espíritos desencarnados sentem necessidade de se alimentar?
Enviado por: Moises de Cerq. Pereira em 07 de Março de 2012, 18:10
Pela questão do tópico;

Espíritos desencarnados sentem necessidade de se alimentar?

todos concordam que sentem e como....justamente pelos ensinos douttinários.

tão simples

e que os processos que envolvem nossas necessidades após o desencarne
envolvem muito mais do que uma resposta Doutrinária
envolve tato...sensibilidade...compreensão.


Fico aqui.

Título: Re: Espíritos desencarnados sentem necessidade de se alimentar?
Enviado por: Mourarego em 07 de Março de 2012, 18:13
"e que os processos que envolvem nossas necessidades após o desencarne
envolvem muito mais do que uma resposta Doutrinária
envolve tato...sensibilidade...compreensão."

Esta sim é um interpretação toda sua meu mano.
Diante do tema tópico, é simples se ver que advindos de uma exposição ditada por vários Espíritos Superiores, e que a receberão dos Espíritos Puros, que por sua vez a obtiveram de Deus, não há o que estranhar.
Logo a resposta doutrinária está amplamente sedimentada no saber que começa no Incriado.
Abraços,
Moura

Clique aqui para ler mais: http://www.forumespirita.net/fe/o-livro-dos-espiritos/espiritos-desencarnados-sentem-necessidade-de-se-alimentar/45/?action=post;num_replies=59#ixzz1oSKS2nuv
Título: Re: Espíritos desencarnados sentem necessidade de se alimentar?
Enviado por: Moises de Cerq. Pereira em 07 de Março de 2012, 18:27
Moura

Então avisa os Superiores
que os inferiores(nós)
sentimos sim, fome frio, dor, arrependimento...angústia...também alegria, felicidade e satisfação.

fazer o que ?

a distãncia que os coloca perto de Deus
é a mesma que nos coloca próximo aos animais

assim eles mesmo nos falaram
Título: Re: Espíritos desencarnados sentem necessidade de se alimentar?
Enviado por: Mourarego em 07 de Março de 2012, 18:32
Não é necessário meu mano já está dito na mesma obra OLE.
Porém há a explicação de que não sintam tal como nós, apenas guardem a memória do que passaram, quer por frio quer por calor.
Mano, ponha em tua cabecinha quase careca qui nem a minha hehehe
Eu só escrevo como a doutrina dita.
Abração,
Moura
Título: Re: Espíritos desencarnados sentem necessidade de se alimentar?
Enviado por: Hebe M C em 07 de Março de 2012, 18:40
Moura

Então avisa os Superiores
que os inferiores(nós)
sentimos sim, fome frio, dor, arrependimento...angústia...também alegria, felicidade e satisfação.

fazer o que ?

a distãncia que os coloca perto de Deus
é a mesma que nos coloca próximo aos animais

assim eles mesmo nos falaram
Moisés, os Espíritos Superiores não dizem que os Espíritos não sentem, e explicam o porquê de sentirem, e porque assim se expressam, está em OLE.
Título: Re: Espíritos desencarnados sentem necessidade de se alimentar?
Enviado por: Moises de Cerq. Pereira em 07 de Março de 2012, 18:41
Moisés, os Espíritos Superiores não dizem que não sentem, e explicam o porquê de sentirem, e porque assim se expressam, está em OLE.

Hebe

Né!
Título: Re: Espíritos desencarnados sentem necessidade de se alimentar?
Enviado por: Marlenedd em 07 de Março de 2012, 18:46
Moisés: !Então avisa os Superiores
que os inferiores(nós)
sentimos sim, fome frio, dor, arrependimento...angústia...também alegria, felicidade e satisfação.

fazer o que ?

a distãncia que os coloca perto de Deus
é a mesma que nos coloca próximo aos animais"


Tu sentes isso tudo porque te ensinaram a sentir assim, mas isso não quer dizer que isso seja uma forma de sentir absoluta. Por isso não deves usar o plural.
Título: Re: Espíritos desencarnados sentem necessidade de se alimentar?
Enviado por: Moises de Cerq. Pereira em 07 de Março de 2012, 18:49
Moisés: !Então avisa os Superiores
que os inferiores(nós)
sentimos sim, fome frio, dor, arrependimento...angústia...também alegria, felicidade e satisfação.

fazer o que ?

a distãncia que os coloca perto de Deus
é a mesma que nos coloca próximo aos animais"


Tu sentes isso tudo porque te ensinaram a sentir assim, mas isso não quer dizer que isso seja uma forma de sentir absoluta. Por isso não deves usar o plural.


Obrigado pelo seu esclarecimento
mas nem sabia que já havia morrido..

uiiiii que frio

pelo visto foi tão rápido que nem senti...que fomeeee!

Agora uma pergunta, por gentileza

Qual tradição, cultura, povo, tribo, raça...

que ensina os seus a sentirem fome, dor, frio a pós a morte?

por favor me revela.
Título: Re: Espíritos desencarnados sentem necessidade de se alimentar?
Enviado por: Moises de Cerq. Pereira em 07 de Março de 2012, 18:57
163 A alma, ao deixar o corpo, tem imediatamente consciência de si mesma?

– Consciência imediata não. Ela passa algum tempo como num estado de perturbação.


164 Todos os Espíritos experimentam, no mesmo grau e com a mesma duração, a perturbação que se segue à separação da alma e do corpo?

– Não, isso depende de sua elevação. Aquele que já está depurado reconhece a sua nova situação quase imediatamente, porque já se libertou da matéria durante a vida do corpo, enquanto o homem carnal, aquele cuja consciência não é pura, conserva durante muito mais tempo as sensações da matéria.

165 O conhecimento do Espiritismo tem alguma influência sobre a duração, mais ou menos longa, dessa perturbação?

– Uma influência muito grande, uma vez que o Espírito já compreendia antecipadamente sua situação. Mas a prática do bem e a consciência pura exercem maior influência.

☼ No momento da morte, tudo é inicialmente confuso; a alma necessita de algum tempo para se reconhecer. Ela fica atordoada, semelhante à situação de uma pessoa que desperta de um profundo sono e procura se dar conta da situação. A lucidez das idéias e a memória do passado voltam à medida que se apaga a influência da matéria da qual acaba de se libertar e à medida que se vai dissipando uma espécie de névoa que obscurece seus pensamentos.

O tempo da perturbação que se segue à morte do corpo é bastante variável. Pode ser de algumas horas, de muitos meses ou até mesmo de muitos anos. É menos longa para aqueles que se identificaram já na vida terrena com seu estado futuro, porque compreendem imediatamente sua posição.
Título: Re: Espíritos desencarnados sentem necessidade de se alimentar?
Enviado por: Marlenedd em 07 de Março de 2012, 18:58
Moisés: "Agora uma pergunta, por gentileza

Qual tradição, cultura, povo, tribo, raça...

que ensina os seus a sentirem fome, dor, frio a pós a morte?

por favor me revela."


Toda a cultura, povo, tribo, raça, a sociedade inteira, que ensine a sentir fome dor e frio, aqui e agora, ensina isso.
Título: Re: Espíritos desencarnados sentem necessidade de se alimentar?
Enviado por: Moises de Cerq. Pereira em 07 de Março de 2012, 19:03
Obrigado

Pensava ser uma necessidade natural
digo
relativo a nossa natureza
Já que possuimos orgãos e vida orgânica

(ainda penso.)
Título: Re: Espíritos desencarnados sentem necessidade de se alimentar?
Enviado por: Hebe M C em 07 de Março de 2012, 19:06
Moisés, leia percepções e sensações dos Espíritos, foi isso que eu trouxe, ali esclarece mais que confunde.
Título: Re: Espíritos desencarnados sentem necessidade de se alimentar?
Enviado por: Marlenedd em 07 de Março de 2012, 19:09
Moisés: "Obrigado

Pensava ser uma necessidade natural
digo
relativo a nossa natureza
Já que possuimos orgãos e vida orgânica

(ainda penso.)"

Não possuímos órgãos nem vida orgânica, pois órgãos e vida orgânica pertence ao mutável. Nas palavras de Santo Agostinho somos o imutável.

O mais que podemos dizer é que utilizamos essas coisas mutáveis.
Título: Re: Espíritos desencarnados sentem necessidade de se alimentar?
Enviado por: Moises de Cerq. Pereira em 07 de Março de 2012, 19:11
Moisés: "Obrigado

Pensava ser uma necessidade natural
digo
relativo a nossa natureza
Já que possuimos orgãos e vida orgânica

(ainda penso.)"

Não possuímos órgãos nem vida orgânica, pois órgãos e vida orgânica pertence ao mutável. Nas palavras de Santo Agostinho somos o imutável.

O mais que podemos dizer é que utilizamos essas coisas mutáveis.

Não possuimos
mas utilizamos

!!!

Santo Agostinho!

Os carros que o digam quando falta combustível
até o possuimos mas não o utilizamos.

Interessante sua divergência
Título: Re: Espíritos desencarnados sentem necessidade de se alimentar?
Enviado por: Moises de Cerq. Pereira em 07 de Março de 2012, 19:14
944 O homem tem o direito de dispor de sua própria vida?

– Não, apenas Deus tem esse direito. O suicídio voluntário é uma transgressão dessa lei.

....

Parece que possuimos sim
tanto que respondemos pelos desvarios que ao corpo levamos

Título: Re: Espíritos desencarnados sentem necessidade de se alimentar?
Enviado por: rwer em 08 de Março de 2012, 01:28
Citar
"Espíritos desencarnados sentem necessidade de se alimentar?"

É de senso comum (espero!) que o ambiente se formou antes dos corpos.

Corpos são feitos com o "barro" do ambiente.  Não importa se é o corpo físico de um elefante ou o corpo mais ou menos diáfano de pessoas desencarnadas.

Corpos retiram alimento de seu ambiente.

Todo trabalho, seja intelectual ou material há de despender certa cota de energia. E nada mais natural do que os desencarnados reporem a energia gasta em suas atividades.

Agora, deve haver diferença enorme entre os tipos de reposição energética.  Mas não é isso o que vemos aqui na Terra?  Enquanto alguns iogues e meditadores nutrem-se mais de ar e sol do que de pratos cheios, temos pessoas sedentárias que quase não respiram direito, mas comem sem parar!

Em tudo haverá exceções: desde os boxeadores veganos até os filósofos comilões.

Hoje penso assim: gosto de comer. Curto muito cada refeição.  Mas, se morresse de repente, creio que faria tudo pra nunca mais buscar comida mastigável.

Vá lá: aquele "caldo reconfortante" de Nosso Lar até que seria ótima ajuda no meu período de readaptação. ;)



Título: Re: Espíritos desencarnados sentem necessidade de se alimentar?
Enviado por: Hebe M C em 08 de Março de 2012, 01:35
Pois é Ram-wer , mas a explicação dos Espíritos Superiores falam da materialidade que estes espíritos ainda se encontram, por isso se reportam falando da sensação de fome, frio, sede que ainda se lembram , mas não se satisfazem como nós, pois não tem mais corpos físicos.
Título: Re: Espíritos desencarnados sentem necessidade de se alimentar?
Enviado por: Edil Curvelo em 08 de Março de 2012, 01:55
Essa questão de não se satisfazerem como nós, é particularmente interessante por não ser devidamente explicada e mesmo assim aparentemente aceita. Vejam o impasse: O Espírito se "engana" pela sensação da fome, mas não engana pela sensação de satisfação ao "pensar" que ingeriu algum alimento. Interessante, não? Que "princípio" é este que faz com que a sensação de fome perdure à revelia de sua vontade, mas que não permite que si satisfaça mesmo que temporariamente como nós?

Um abraço,
Edil

Pois é Ram-wer , mas a explicação dos Espíritos Superiores falam da materialidade que estes espíritos ainda se encontram, por isso se reportam falando da sensação de fome, frio, sede que ainda se lembram , mas não se satisfazem como nós, pois não tem mais corpos físicos.
Título: Re: Espíritos desencarnados sentem necessidade de se alimentar?
Enviado por: Hebe M C em 08 de Março de 2012, 02:03
Essa questão de não se satisfazerem como nós, é particularmente interessante por não ser devidamente explicada e mesmo assim aparentemente aceita. Vejam o impasse: O Espírito se "engana" pela sensação da fome, mas não engana pela sensação de satisfação ao "pensar" que ingeriu algum alimento. Interessante, não? Que "princípio" é este que faz com que a sensação de fome perdure à revelia de sua vontade, mas que não permite que si satisfaça mesmo que temporariamente como nós?

Um abraço,
Edil

Pois é Ram-wer , mas a explicação dos Espíritos Superiores falam da materialidade que estes espíritos ainda se encontram, por isso se reportam falando da sensação de fome, frio, sede que ainda se lembram , mas não se satisfazem como nós, pois não tem mais corpos físicos.
O Livro dos Espíritos - Parte Segunda – Capítulo 6

Vida espírita
Título: Re: Espíritos desencarnados sentem necessidade de se alimentar?
Enviado por: HamLacerda em 08 de Março de 2012, 02:14


Revista Espírita, novembro de 1860


BALTHAZAR OU O ESPÍRITO GASTRÔNOMO.

(Sociedade, 19 de outubro de 1860).


Numa reunião espírita particular, um Espírito se apresentou espontaneamente, sob o nome de Balthazar, e ditou a frase seguinte por pancadas:

"Eu gosto de comida e das belas; viva o melão e a lagosta, a meia xícara e o cálice!"

Pareceu-nos que semelhantes disposições, num habitante do mundo invisível, poderia dar lugar a um estudo sério, e que se deveria poder tirar dele um ensinamento instrutivo sobre as faculdades e as sensações de certos Espíritos. Era, ao nosso ver, um interessante assunto de observação que se apresentava por si mesmo, ou melhor ainda, que talvez tivesse sido enviado pelos Espíritos elevados, desejosos de nos fornecer meios para nos instruir; seríamos, pois, culpados disso, não aproveitando. É evidente que esta frase burlesca revela, da parte desse Espírito, uma natureza toda especial, cujo estudo pode lançar uma nova luz sobre o que se pode chamar a fisiologia do mundo espírita.

Por isso a Sociedade acreditou dever evocá-lo, não por um motivo fútil, mas na esperança de nele encontrar um novo objeto de estudo.

Certas pessoas crêem que nada se pode aprender senão com o Espírito dos grandes homens: é um erro. Sem dúvida, só os Espíritos de elite podem nos dar lições de alta filosofia teórica, mas o que não nos importa menos é o conhecimento do estado real do mundo invisível. Pelo estudo de certos Espíritos, conhecemos de alguma sorte a natureza sobre o fato; é vendo as feridas que se pode encontrar o meio de curá-las. Como nos daríamos conta das penas e dos sofrimentos da vida futura, se não víssemos Espíritos infelizes? Por eles compreendemos que se pode sofrer muito sem estar no fogo e nas torturas materiais do inferno, e esta convicção, que o espetáculo da baixa população da vida espírita dá, não é uma das causas que menos contribuíram para reunir os partidários da doutrina.

1. Evocação. - R. Meus amigos, eis-me diante de uma grande mesa, mas nua, ai de mim!

2. Esta mesa está nua, é verdade, mas quereis nos dizer para que vos serviria se estivesse carregada de comidas; que farias delas? - Delas sentiria o perfume, como outrora sentia-lhe o gosto.

Nota. Esta resposta é todo um ensinamento. Sabemos que os Espíritos têm as nossas sensações e que percebem os odores tão bem quanto os sons. Na falta de poder comer, um Espírito material e sensual se repasta na emanação das comidas; ele as saboreia pelo odor como, quando vivo, o fazia pelo sentido do gosto. Há, pois, alguma coisa de verdadeiramente material em seu prazer; mas, como em definitivo há mais desejo do que realidade, esse prazer mesmo, estimulando os desejos, torna-se um suplício para os Espíritos inferiores, que ainda conservaram as paixões humanas.

3. Falemos muito seriamente, eu vos peço; o nosso objetivo não é, de nenhum modo, a diversão, mas nos instruir. Consenti, pois, em responder seriamente às nossas perguntas, e, se for preciso, vos fazer assistir por um Espírito mais esclarecido, se isso for necessário.

Tendes um corpo fluídico, nós o sabemos; mas dizei-nos se, nesse corpo, há um estômago? - R. Estômago fluídico também, onde só os odores podem passar.

4. Quando vedes comidas apetitosas, sentis o desejo de comê-las? -R. Comê-las, ai de mim! eu não o posso mais; para mim essas comidas são o que são as flores para vós: vós as sentis, mas não as corneis; isso vos contenta; pois bem! eu estou contente também.

5. Isso vos dá prazer em ver os outros comerem? -R. Muito, quando ali estou.

6. Sentis a necessidade de comer e de beber? Notai que dizemos a necessidade; ainda há pouco dissemos o desejo, o que não é a mesma coisa. - R. Necessidade, não; mas desejo, sim, sempre.

7. Esse desejo é plenamente satisfeito pelo odor que aspirais; é para vós a mesma coisa de que comêsseis realmente? - R. É como se vos perguntasse se a visão de um objeto, que desejais ardentemente, substitui para vós a posse desse objeto.

8. Pareceria, segundo isso, que o desejo que sentis deve ser um verdadeiro suplício, não podendo ter o gozo real? -R. Suplício maior do que credes; mas trato de me atordoar em me iludindo.

9. Vosso estado me parece bastante material; dizei-nos se dormis algumas vezes? -R. Não; eu gosto de vadiar um pouco por toda a parte.

10. O tempo vos parece longo? Aborrecei-vos algumas vezes? - R. Não, percorro os mercados, as feiras; vou ver chegar o peixe fresco do mar, e isso me ocupa bem e muito.

11. Que fazíeis quando estáveis sobre a Terra?

Nota. - Alguém disse: sem dúvida era cozinheiro. -R. Guloso, não glutão; advogado, filho de guloso; neto de guloso; meus pais eram fazendeiros generosos.

O Espírito, respondendo, em seguida, à reflexão precedente, acrescenta: Bem vês que eu não era cozinheiro, não te teria convidado para os meus almoços, tu não sabes nem beber nem comer.

12. Faz muito tempo que estais morto? -R. Há uma trintena de anos; há oitenta anos.

13. Vedes a outros Espíritos mais felizes do que vós?-R. Sim, vejo que fazem consistir a sua felicidade em louvar a Deus; não conheço isso ainda, meus pensamentos roçam a terra.

14. Dai-vos conta da causa que os tornam mais felizes do que vós? - R. Eu não as aprecio ainda, como aquele que não sabe o que é um prato rebuscado, não o aprecia; isso talvez virá. Adeus; vou à procura de uma pequena sopa bem delicada e bem suculenta.

BALTHAZAR.

Nota. - Esse Espírito é um verdadeiro tipo; faz parte dessa classe numerosa de seres invisíveis que não se elevaram, de nenhum modo, acima da condição da humanidade; não têm de menos senão o corpo material, mas as suas idéias são exatamente as mesmas. Este não é um mau Espírito, não tem contra ele senão a sensualidade que é, ao mesmo tempo, para ele, um suplício e um prazer; como Espírito, não está, pois, entre os infelizes, é mesmo feliz à sua maneira; mas Deus sabe o que o espera numa nova existência! Um triste retorno poderá fazê-lo muito refletir, e desenvolver nele o senso moral, ainda abafado pela preponderância dos sentidos.
Título: Re: Espíritos desencarnados sentem necessidade de se alimentar?
Enviado por: HamLacerda em 08 de Março de 2012, 02:18
Revista Espírita 1860

Baltazar, o Espírito gastrônomo

2.ª CONVERSA

 

Um dos nossos assinantes, ao ler na Revista Espírita de novembro a evocação do Espírito que se deu a conhecer pelo nome de Baltazar, julgou reconhecer nele um homem que tinha conhecido pessoalmente, e cuja vida e caráter coincidiam perfeitamente com todos os detalhes referidos. Não duvidava que fosse o mesmo que se havia manifestado sob um nome de fantasia e nos pediu que nos certificássemos em nova evocação. Segundo ele, Baltazar não era outro senão o Sr. G... de la R..., conhecido por suas excentricidades, sua fortuna e seus gostos gastronômicos.

 

1. Evocação.

─ Ah! Eis-me aqui. Mas nunca tendes algo a me oferecer. Decididamente sois pouco amáveis.

2. ─ Quereis dizer o que vos poderíamos oferecer para vos ser agradáveis?

─ Oh! Pouca coisa: um chazinho; um jantarzinho muito fino, eu gostaria mais disso, e estas senhoras, sem contar os senhores aqui presentes, não o rejeitariam, haveis de concordar.

3. ─ Conhecestes um certo Sr. G... de la R...?

─ Creio que sois curiosos.

4. ─ Não; não é curiosidade; dizei, por favor, se o conhecestes.

─ Então quereis descobrir o meu incógnito.

5. ─ Assim, sois o Sr. G... de la R...?

─ Ora! Sim, sem almoço.

6. ─ Não fomos nós que descobrimos o incógnito. Foi um dos vossos amigos aqui presente.

─ É um palrador; deveria ter ficado calado.

7. ─ Em que isto vos pode aborrecer?

─ Em nada, mas eu preferia não ter sido reconhecido imediatamente. Dá no mesmo. Não esconderei meus gostos por isto. Se soubesses que jantares eu dava, concordarias que eram bons e tinham um valor que não mais se aprecia.

8. ─ Não, eu não sei. Mas falemos mais seriamente, por favor, e ponhamos de lado os jantares e ceias, que nada nos ensinam. Nosso objetivo é de nos instruirmos, e por isso vos pedimos dizer qual o sentimento que vos levou, no dia de vossa festa de formatura como advogado, a fazer vossos colegas jantarem numa sala decorada como uma câmara mortuária?

─ Não destacais, no meio de todas as minhas excentricidades de caráter, um fundo de tristeza causado pelos erros da Sociedade, sobretudo pelo orgulho daquela que eu frequentava e da qual fazia parte pelo nascimento e pela fortuna? Eu buscava atordoar meu coração por todas as loucuras imagináveis, e me chamavam louco, extravagante. Pouco me importava. Saindo dessas ceias tão gabadas por sua originalidade, eu corria a praticar uma boa ação que ignoravam, mas para mim dava na mesma: meu coração ficava satisfeito e os homens também. Eles riam de mim ao passo que eu me divertia às custas deles. Que direis dessa ceia em que cada convidado tinha seu esquife às costas! Seus rostos transtornados me divertiam muito. Assim, como vedes, era a loucura aparente unida à tristeza do coração.

9. ─ Qual a vossa opinião atual sobre a Divindade?

─ Eu não esperei deixar o corpo para crer em Deus. Acontece apenas que o corpo que tanto amei materializou meu Espírito a tal ponto que lhe será preciso muito tempo para quebrar todos os laços terrenos, todas os laços das paixões que o prendiam à Terra.

 

OBSERVAÇÃO: Vê-se que de um assunto aparentemente frívolo se podem tirar ensinamentos úteis. Não existe algo de eminentemente instrutivo nesse Espírito que, conservando no além instintos corporais, reconhece que o abuso das paixões de certo modo materializou o seu Espírito?
Título: Re: Espíritos desencarnados sentem necessidade de se alimentar?
Enviado por: Edil Curvelo em 08 de Março de 2012, 02:20
Amiga Hebe, lá não encontro resposta à minha indagação. Se vê alguma, peço que comente.
No entanto se for para nos referirmos a satisfação de paixões, digo que para estas não se encontram satisfações, nem lá, nem cá.

Um abraço,
Edil

Essa questão de não se satisfazerem como nós, é particularmente interessante por não ser devidamente explicada e mesmo assim aparentemente aceita. Vejam o impasse: O Espírito se "engana" pela sensação da fome, mas não engana pela sensação de satisfação ao "pensar" que ingeriu algum alimento. Interessante, não? Que "princípio" é este que faz com que a sensação de fome perdure à revelia de sua vontade, mas que não permite que si satisfaça mesmo que temporariamente como nós?

Um abraço,
Edil

Pois é Ram-wer , mas a explicação dos Espíritos Superiores falam da materialidade que estes espíritos ainda se encontram, por isso se reportam falando da sensação de fome, frio, sede que ainda se lembram , mas não se satisfazem como nós, pois não tem mais corpos físicos.
O Livro dos Espíritos - Parte Segunda – Capítulo 6

Vida espírita
Título: Re: Espíritos desencarnados sentem necessidade de se alimentar?
Enviado por: Hebe M C em 08 de Março de 2012, 02:23
Valeu!!! HamLacerda
Título: Re: Espíritos desencarnados sentem necessidade de se alimentar?
Enviado por: Edil Curvelo em 08 de Março de 2012, 02:38
Muito bom o exemplo de Balthazar, Ham.
Fica claro que entre fome e desejo de comer, há uma "grande" diferença. Dado não haver mais corpo, é sensato que não haja nem fome, nem satisfação propriamente ditos. Pois se há um, tem que haver o outro. Questão de coerência...

Um abraço,
Edil
Título: Re: Espíritos desencarnados sentem necessidade de se alimentar?
Enviado por: HamLacerda em 08 de Março de 2012, 03:19
Neste outro artigo se encontra outras explicações.

Estou postando somente o final do artigo, a parte que Kardec interroga São Luiz. O restante, isto é, a parte precedente da mensagem, se encontra neste outro tópico: http://www.forumespirita.net/fe/accao-do-dia/orgaos-do-perispirito/msg262450/#msg262450




[Continuação do artigo "Os agêneres" - Revista Espírita, fevereiro de 1859] 

[...]


Pedimos ao Espírito de São Luís consentir em nos esclarecer diferentes pontos, respondendo às nossas perguntas.

1. O Espírito do Fantasma de Bayonne poderia se mostrar corporalmente em outros lugares e a outras pessoas senão em sua família? - R. Sim, sem dúvida.

2. Isso depende de sua vontade? - R. Não precisamente; o poder dos Espíritos é limitado; não fazem senão o que lhes é permitido fazerem.

3. Que ocorreria se fosse apresentado a uma pessoa desconhecida? - R. Seria tomado por uma criança comum. Mas vos direi uma coisa, é que existe, algumas vezes, na Terra, Espíritos que revestem essa aparência, e que são tomados por homens.

4. Esses seres pertencem aos Espíritos inferiores ou superiores? - R. Podem pertencer aos dois; esses são fatos raros. Deles tendes exemplos na Bíblia.

5. Raros ou não, basta que sejam possíveis para merecerem a atenção. Que ocorreria, tomando semelhante ser por um homem comum, se lhe fizesse um ferimento mortal? Seria morto? - R. Desapareceria subitamente, como o jovem de Londres. (Ver o número de dezembro de 1858, Fenômeno de bi-corporeidade.)

6. Têm eles paixões? - R. Sim, como Espíritos, têm as paixões de Espíritos segundo a sua inferioridade. Se tomam um corpo aparente, algumas vezes, é para gozarem as paixões humanas; se são elevados, é para um fim útil.

7. Podem eles procriar? - R. Deus não lhes permitiria; seria contrário às leis que estabeleceu para a Terra; elas não podem ser elididas.

8. Se um semelhante ser a nós se apresentasse, haveria um meio para reconhecê-lo? - R. Não, apenas pela sua desaparição, que se faz de modo inesperado. É o mesmo fato do transporte de móveis de um térreo ao sótão, fato que já lestes.

Nota. Alusão a um fato dessa natureza reportado no começo da sessão.

9. Qual é a finalidade que pode levar certos Espíritos a tomarem esse estado corporal; é antes para o mal que para o bem? - R. Freqüentemente para o mal; os bons Espíritos dispõem da inspiração; agem sobre a alma e pelo coração. Vós o sabeis, as manifestações físicas são produzidas por Espíritos inferiores, e estas são desse número. Entretanto, como já disse, os bons Espíritos também podem tomar essa aparência corpórea com um fim útil; falei de modo geral.

10. Nesse estado, podem tomar-se visíveis ou invisíveis à vontade? - R. Sim, uma vez que poderão desaparecer quando o quiserem.

11. Têm um poder oculto, superior ao dos outros homens? - R. Não têm senão o poder que lhes dá sua posição como Espíritos.

12. Têm eles uma necessidade real de se alimentarem? - R. Não; o corpo não é um corpo real.

13. Entretanto, o jovem de Londres não tinha um corpo real, e todavia almoçou com os amigos, e lhes apertou a mão. Em que se tornou a alimentação ingerida? - R. Antes de apertar a mão, onde estavam os dedos que pressionam? Por que não quereis compreender que a matéria desaparece também? O corpo do jovem de Londres não era uma realidade, uma vez que estava em Boulogne; era, pois, uma aparência; ocorria o mesmo com o alimento que parecia ingerir.


14. Tendo-se um semelhante ser em casa, seria um bem ou um mal? - R. Seria antes um mal; de resto, não se podem adquirir muitos conhecimentos com esses seres. Não podemos dizer-vos muito, esses fatos são excessivamente raros e não têm, jamais, um caráter de permanência. Suas desaparições corpóreas instantâneas, como as de Bayonne, o são muito menos.

15. Um Espírito familiar protetor, algumas vezes, toma essa forma? - R. Não; não tem ele as cordas interiores? Toca-as mais facilmente do que o faria sob forma visível, ou se o tomássemos como um dos nossos semelhantes.

16. Perguntou-se se o conde de Saint-German não pertencia à categoria dos agêneres. - R. Não; era um hábil mistificador.

A história do jovem de Londres, narrada em nosso número de dezembro, é um fato de bicorporeidade, ou melhor, de dupla presença, que difere essencialmente daquele em questão. O agênere não tem corpo vivo na Terra; somente seu perispírito toma forma palpável. O jovem de Londres estava perfeitamente vivo; enquanto seu corpo dormia em Boulogne, seu espírito, envolvido pelo perispírito, foi a Londres, onde tomou uma aparência tangível.

Um fato quase análogo nos é pessoal. Enquanto estávamos pacificamente em nossa cama, um dos nossos amigos viu-nos várias vezes em sua casa, embora sob uma aparência não tangível, sentado ao seu lado e conversando com ele como de hábito. Uma vez nos viu com roupão, outras vezes com paletó. Transcreveu nossa conversa, que nos comunicou no dia seguinte. Ela era, pensando bem, relativa aos nossos trabalhos prediletos. Para fazer uma experiência, ofereceu-nos refrescos, e eis nossa resposta: "Deles não necessito, uma vez que não é meu corpo que aqui está; vós o sabeis, não há nenhuma necessidade de vos produzir uma ilusão." Uma circunstância, bastante bizarra, se apresentou na ocasião. Seja predisposição natural, seja resultado de nossos trabalhos intelectuais, sérios desde nossa juventude, poderíamos dizê-lo desde a infância, o fundo do nosso caráter sempre teve uma extrema gravidade, mesmo na idade em que não se pensa mais do que no prazer. Essa preocupação constante nos dá um encontro muito frio, excessivamente frio mesmo; ao menos é pelo que somos freqüentemente censurados; mas, sob essa falsa aparência glacial, o Espírito sente, talvez mais vivamente, como se tivesse mais expansão exterior. Ora, em nossas visitas noturnas ao nosso amigo, este ficou surpreso por nos achar diferente; éramos mais aberto, mais comunicativo, quase alegre. Tudo respirando, em nós, a satisfação e a calma do bem-estar. Não está aí um efeito do Espírito desligado da matéria?









Título: Re: Espíritos desencarnados sentem necessidade de se alimentar?
Enviado por: Hebe M C em 08 de Março de 2012, 07:49
Amiga Hebe, lá não encontro resposta à minha indagação. Se vê alguma, peço que comente.
No entanto se for para nos referirmos a satisfação de paixões, digo que para estas não se encontram satisfações, nem lá, nem cá.

Um abraço,
Edil

Essa questão de não se satisfazerem como nós, é particularmente interessante por não ser devidamente explicada e mesmo assim aparentemente aceita. Vejam o impasse: O Espírito se "engana" pela sensação da fome, mas não engana pela sensação de satisfação ao "pensar" que ingeriu algum alimento. Interessante, não? Que "princípio" é este que faz com que a sensação de fome perdure à revelia de sua vontade, mas que não permite que si satisfaça mesmo que temporariamente como nós?

Um abraço,
Edil

Pois é Ram-wer , mas a explicação dos Espíritos Superiores falam da materialidade que estes espíritos ainda se encontram, por isso se reportam falando da sensação de fome, frio, sede que ainda se lembram , mas não se satisfazem como nós, pois não tem mais corpos físicos.
O Livro dos Espíritos - Parte Segunda – Capítulo 6

Vida espírita
Bom dia Edil,

O capítulo que eu trouxe fala da Percepções, sensações e sofrimentos dos Espíritos e Ensaio teórico sobre a sensação nos Espíritos, porém o artigo que o HamLacerda trouxe exemplifica melhor o que eu tenho colocado.
Um abç
Hebe
Título: Re: Espíritos desencarnados sentem necessidade de se alimentar?
Enviado por: Anton Kiudero em 08 de Março de 2012, 11:09
Em todos os textos acima citados, salta aos olhos o termo "paixões". Pois é apenas disto que se trata. O espírito apegado a coisas, pessoas e conceitos, sempre esta apaixonado por coisas, pessoas e conceitos, deste e do outro lado da vida. E é isto que transmite nas centenas de livros mediunicos, onde unicamente nos mostra os seus desejos, dos quais se liberta pouco a pouco...

Isto é valido para alimentação, sexo, moradia, hospitais, colonias e qualquer descrição do plano espiritual que se assemelhe ao plano material.

Título: Re: Espíritos desencarnados sentem necessidade de se alimentar?
Enviado por: HamLacerda em 08 de Março de 2012, 11:32
Só lembrando que estas questões em nada contradiz André Luiz. No livro Nosso Lar fala que a Cidade precisou mudar a alimentação para uma alimentação mais leve, isso faz até certo sentido, uma vez que esta alimentação mais leve desvincularia o pensamento dos habitantes ligados com a alimentação mais grosseira. Seria como mudar alguém de um lugar desumano, sujo, fétido, para um lugar limpo, organizado etc.. A pessoa mudaria seus pensamentos para pensamentos de acordo com o lugar, deixaria de pensar nas coisas ligadas ao lugar antigo e passaria a criar pensamentos conforme o lugar novo, ou seja, uma melhora bastante significativa.


Esta questão contradiz somente aqueles que acreditam que os espíritos desencarnados necessitam da alimentação para as suas funções vitais.


HL




 
Título: Re: Espíritos desencarnados sentem necessidade de se alimentar?
Enviado por: Hebe M C em 08 de Março de 2012, 11:33
Embora possa parecer que nada tem a ver com o tópico, trouxe apenas algumas recomendações de Kardec que tem a ver com o que o Anton acabou de falar.

Céu e Inferno - Alan Kardec

 4. -" Para libertar-se do temor da morte é mister poder encará-la sob o seu
verdadeiro ponto de vista, isto é, ter penetrado pelo pensamento no mundo espiritual,
fazendo dele uma idéia tão exata quanto possível, o que denota da parte do Espírito
encarnado um tal ou qual desenvolvimento e aptidão para desprender-se da matéria.
No Espírito atrasado a vida material prevalece sobre a espiritual.
Apegando-se às aparências, o homem não distingue a vida além do corpo, esteja embora na alma a vida real; aniquilado aquele, tudo se lhe afigura perdido, desesperador.
Se, ao contrário, concentrarmos o pensamento, não no corpo, mas na alma, fonte  da vida, ser  real a tudo
sobrevivente, lastimaremos menos a perda do corpo, antes fonte de misérias e dores.
Para isso, porém, necessita o Espírito de uma força só adquirível na madureza.
O temor da morte decorre, portanto, da noção insuficiente da vida futura, embora denote  também necessidade de
 viver e o receio da destruição total;
igualmente o estimula secreto anseio pela sobrevivência da alma, velado ainda pela incerteza.
Esse temor decresce, à proporção que a certeza aumenta, e desaparece quando esta  é completa.
Eis aí o lado providencial da questão.
Ao homem não suficiente esclarecido, cuja razão mal pudesse suportar a perspectiva muito
positiva  e sedutora de um futuro melhor, prudente seria não o deslumbrar com tal idéia, desde  que por ela pudesse negligenciar o presente, necessário ao seu adiantamento material e intelectual."

Grifei a parte que nos mostra que tipo de Espírito ainda está preso as necessidades físicas.

Um abço
Hebe
Título: Re: Espíritos desencarnados sentem necessidade de se alimentar?
Enviado por: Anton Kiudero em 08 de Março de 2012, 11:52
O temor da morte decorre, portanto, da noção insuficiente da vida futura, embora denote  também necessidade de viver e o receio da destruição total; igualmente o estimula secreto anseio pela sobrevivência da alma, velado ainda pela incerteza.
Esse temor decresce, à proporção que a certeza aumenta, e desaparece quando esta  é completa.
Eis aí o lado providencial da questão.
Ao homem não suficiente esclarecido, cuja razão mal pudesse suportar a perspectiva muito positiva  e sedutora de um futuro melhor, prudente seria não o deslumbrar com tal idéia, desde  que por ela pudesse negligenciar o presente, necessário ao seu adiantamento material e intelectual.

So realçando o que esta bem descrito e pouco compreendido.

É apenas a "paixão" pela vida material, que é uma ilusão para o espírito que o faz vivenciar estes estados mentais como se fossem reais. E são absolutamente reais para quem os vivencia apesar de serem ilusorios.

Em tempo, so podemos alterar este estado de consciencia durante a encarnação... Quem não o pratica durante a encarnação, vai seguramente desprender-se de tudo, porem de forma bem mais lenta e dolorosa... Assim, não esperem "morrer" para ver como é, "morram" todo dia um pouquinho, é mais saudavel...

Título: Re: Espíritos desencarnados sentem necessidade de se alimentar?
Enviado por: Mourarego em 08 de Março de 2012, 13:28
Gente,
o que se quer saber é o porquê Espíritos sentem tal necessidade, pois é certo que alguns a sentem...
Ora esta necessidade tem origem no estado materialista que tenham estes Espíritos e ao seu grau de adiantamento , apenas isso.
Abraços,
Moura
Título: Re: Espíritos desencarnados sentem necessidade de se alimentar?
Enviado por: Moises de Cerq. Pereira em 08 de Março de 2012, 16:53
Gente,
o que se quer saber é o porquê Espíritos sentem tal necessidade, pois é certo que alguns a sentem...
Ora esta necessidade tem origem no estado materialista que tenham estes Espíritos e ao seu grau de adiantamento , apenas isso.
Abraços,
Moura
Uffa!
Finalmente

.... tem origem no estado materialista que tenham estes Espíritos e ao seu grau de adiantamento , apenas isso.

pronto
chegou-se ao termo da nossa realidade após a morte
Vamos sentir esta necessidade, preparemos-nos com coragem.

E não vai adiantar esclarecimentos de defensores doutrinários
em discursos como se fossem mágica.

A lei do trabalho imperará em nossas realiadades
esforcemo-nos constantemente
para sairmos deste patamar
que por hora é a nossa benção divina.



Título: Re: Espíritos desencarnados sentem necessidade de se alimentar?
Enviado por: Hebe M C em 08 de Março de 2012, 17:09
Isso que foi dito o tempo todo através da DE , Moisés, você que achou que era só teoria.

Agora repare na seriedade do artigo que o HamLacerda trouxe , e como ao evocar o Espírito os médiuns não se contentaram em aceitar de pronto o que o Espírito trazia, foram adiante para entender a sua condição e entender exatamente o que se passava com aquele Espírito.

Um abç
Hebe
Título: Re: Espíritos desencarnados sentem necessidade de se alimentar?
Enviado por: Moises de Cerq. Pereira em 08 de Março de 2012, 18:30
Anton

O espírito apegado a coisas, pessoas e conceitos, sempre esta apaixonado por coisas, pessoas e conceitos, deste e do outro lado da vida. E é isto que transmite nas centenas de livros mediunicos, onde unicamente nos mostra os seus desejos, dos quais se liberta pouco a pouco...

Não é uma questão de se estar por estar como uma escolha

A "paixão" e tudo que o envolve é um estágio do crescimento
é uma conquista.

Só pensamos pelo mal
e não pelo bem

Este é como dito nos textos acima, a situação da maioria dos homens,
que a tempos atrás era mais próxima dos animais

Apaixona-se pelos filhos, pela família, pelos estudos, pela vocação.
enfim.

Somos nós

apaixona-se também por negar-se o que é.

............

Hebe

Li os textos solicitados
são muitos bons e esclarecedores
e abre infinitas possibilidades,
mas jamais fecham questões.

Título: Re: Espíritos desencarnados sentem necessidade de se alimentar?
Enviado por: Mourarego em 09 de Março de 2012, 15:11
8. Pareceria, segundo isso, que o desejo que sentis deve ser um verdadeiro suplício, não podendo ter o gozo real?
-R. Suplício maior do que credes; mas trato de me atordoar em me iludindo.

Nota. - Esse Espírito é um verdadeiro tipo; faz parte dessa classe numerosa de seres invisíveis que não se elevaram, de nenhum modo, acima da condição da humanidade; não têm de menos senão o corpo material, mas as suas idéias são exatamente as mesmas. Este não é um mau Espírito, não tem contra ele senão a sensualidade que é, ao mesmo tempo, para ele, um suplício e um prazer; como Espírito, não está, pois, entre os infelizes, é mesmo feliz à sua maneira; mas Deus sabe o que o espera numa nova existência! Um triste retorno poderá fazê-lo muito refletir, e desenvolver nele o senso moral, ainda abafado pela preponderância dos sentidos.

Estas duas excertias mostram bem o estado do Espírito e servem para contradizer, se olharmos com atenção à nota de kardec, a assertiva da alimentação material no estado etérico.

Abraços,
Moura